INTEGRIDADE 
MORAL E ESPIRITUAL 
4º Trimestre de 2014 
Pr. Moisés Sampaio de Paula
Lições 
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LIÇÃO 1 - Daniel, nosso 
contemporâneo 
• O livro de Daniel foi (e talvez ainda seja) objeto de algumas controvérsias 
entre os teólogos. Não por acaso, um crente batista, Willian Miller (ou 
Guilherme Miller), no ano de 1831, através de uma série de cálculos, 
popularizou a interpretação de Daniel 8.14 cujo resultado previa a volta de 
Jesus em 22 de Outubro de 1844. Miller errou na interpretação e até hoje o 
nosso Senhor não veio! 
• Anteriores a Willian Miller, outros intérpretes chegaram às conclusões 
semelhantes: o Jesuíta Manuel Lacunza (1731-1801); o jurista mexicano, 
Gutierry de Rozas (1835); Adam Burwell, missionário canadense da sociedade 
para propagação do Evangelho (1835); R. Scott, padre anglicano e, em 
seguida, pastor Batista (1834); o missionário inglês, Joseph Wolff (1829). Por 
que um livro bíblico, a Palavra de Deus, traria tantas discrepâncias? 
• O problema não está na Bíblia, mas em quem a interpreta. Por isso, devemos 
considerar algumas informações ao iniciar o nosso estudo em Daniel: 
• Um relato histórico. O conceito conversador e tradicional de que o livro de 
Daniel é histórico e remonta os próprios dias do profeta era unânime até 
aparecer a crítica moderna da Bíblia. Ainda assim, não temos razões para 
mudar este conceito hoje. 
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LIÇÃO 1 - Daniel, nosso 
contemporâneo 
• O livro. O texto foi escrito em hebraico, entretanto, os capítulos da seção 2.4 a 
7.28 foram redigidos em aramaico. Derivado da Caldeia, o aramaico era um 
idioma popular das relações internacionais do período imperial babilônico. 
• O Esboço. Este nos ajuda a compreender a unidade literária do livro de Daniel. A 
estrutura da obra bíblica consta assim: (I) História [1-6] e (II) Profecia [7-12]. 
• História: Daniel na Babilônia [1]; as duas imagens o sonho e a estátua de 
Nabucodonosor [2 e 3]; Dois reis sob disciplina o orgulho de Nabudonosor e a 
profanação de Belsazar [4 e 5]; O decreto de Dario [6]. 
• Profecia: As duas visões dos animais-impérios os quatro animais / o bode e o 
carneiro [7 e 8]; A explicação das duas profecias os 70 anos de Jeremias e os 
acontecimentos dos últimos tempos [9-12]. 
• Propósito: Revelar o escape de Deus para o Seu povo, apesar das injustiças 
promovidas pelos impérios pagãos. O profeta Daniel mostra que o Senhor 
julgará os poderes políticos do mundo que institucionalizam a injustiça. Quando 
entendemos a unidade literária de Daniel os símbolos e as figuras apresentadas 
no livro tornam-se complementos do assunto central: a Soberania de Deus. 
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LIÇÃO 2 - A Firmeza do caráter 
Moral e Espiritual de Daniel 
• Quem era o jovem Daniel? Quem eram Hananias, Misael e Azarias, seus 
amigos? O livro de Daniel inicia a história desses jovens situando-os no 
processo de deportação de Jerusalém para a Babilônia de Nabudonosor. A 
respeito desses quatro jovens, a Bíblia descreve cinco características 
importantes: Eram "de linhagem real, dos nobres"; "sem defeito algum"; 
"formosos de aparência"; "instruídos em toda a sabedoria"; "sábios em 
ciência". 
• A identidade dos quatro jovens Flávio Josefo, historiador judeu de linhagem 
sacerdotal (37-103 d.C), em sua célebre obra, História dos Hebreus, editada 
pela CPAD, confirma a linhagem real e nobre de Daniel e dos seus três 
amigos: "Dentre todos os filhos da nação judaica, parentes do rei Zedequias e 
outros de origem mais ilustre, Nabucodonosor escolheu os que eram mais 
perfeitos e competentes". Outro apontamento de Josefo chama-nos a 
atenção: "Dentre os moços que eram parentes de Zedequias, havia quatro 
perfeitamente honestos e inteligentes: Daniel, Hananias, Misael e Azarias". 
Tanto pela Bíblia quanto por fonte extra, está claro que esses jovens 
pertenciam à realeza e à nobreza de Israel. Ambos eram parentes do rei 
Zedequias. Entretanto, as características mais importantes destacada pela 
Bíblia e, igualmente por Josefo, eram a honestidade, firmeza e integridade no 
caráter. 
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LIÇÃO 2 - A Firmeza do caráter 
Moral e Espiritual de Daniel 
• Educados na Lei de Deus, os jovens levavam a sério a ética social da Torá na 
cultura paganizada da Babilônia. Prova disso foi a tentativa de Nabudonosor 
em apagar a identidade social e religiosa deles. Ele trocou os nomes dos 
rapazes para nomenclaturas pagãs: a Daniel deu o nome de Beltessazar; 
Hananias o chamou Sadraque; a Misael, Mesaque; a Azarias, Abede-Nego. 
• A firmeza do caráter 
• Frequentemente, o termo caráter é conceituado como um tipo ou sinal 
convencionado numa sociedade. Refere-se à índole, ao temperamento e a 
forma moral. A família, a escola e a religião de um grupo social contribuem 
para formar o caráter de uma pessoa. 
• Ao impor a troca dos nomes de Daniel e os seus três amigos o rei 
Nabucodonosor estava "mudando" a identidade deles, tanto cultural quanto 
religiosa, advinda da Lei de Deus. Mas o que fizeram os jovens rapazes? 
Resistiram sabiamente, propondo outra estratégia para viverem no palácio da 
Babilônia sem desonrar a Deus e conservando a integridade de caráter 
herdado do seu povo. 
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LIÇÃO 3 - O Deus que 
intervém na História 
• O livro do profeta Daniel, através do sonho do rei Nabucodonosor, resume os 
grandes impérios do mundo: Babilônia, Média/Persia, Grécia e Roma. O 
capítulo dois se divide em Introdução, Três episódios e Conclusão. 
• Introdução (v.1) 
• O primeiro versículo introduz o sonho de Nabucodonosor como ocorrência do 
segundo ano de reinado. Os estudiosos do Antigo Testamento concordam que 
neste tempo o profeta Daniel era bem jovem e há três anos ele fora deportado 
para a Babilônia. 
• Primeiro Episódio (vv.2-13) 
• O primeiro relato do sonho imperial revela Nabucodonosor chamando os 
Magos, os Astrólogos, os Encantadores, e os Caldeus, isto é, todos os sábios 
e os feiticeiros do império para interpretarem o sonho. Os intérpretes pediram 
ao rei que lhes contasse o sonho para em seguida o decifrarem. Nabudonosor 
recusou afirmando: "se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, 
sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo". O rei não 
se contentava somente com a interpretação, pois os adivinhadores teriam 
também de prenunciar o sonho. 
• . 
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LIÇÃO 3 - O Deus que 
intervém na História 
• Segundo Episódio (vv.14.24) 
• O capitão da guarda do rei, Arioque, saiu para matar os sábios. Quando 
Daniel prudentemente o interrogou sobre a ordem imperial. Recebendo a 
explicação de Arioque o profeta solicitou uma audiência ao rei e pediu um 
tempo para contar o sonho e dar a interpretação. Daniel procurou os seus 
amigos para buscarem a Deus. O Senhor os respondeu! 
• Terceiro e Último Episódio (vv.25-45) 
• Levado por Arioque ao rei Nabucodonosor, Daniel lhe contou o sonho e o 
interpretou. Chocado, o rei da Babilônia prostrou-se aos pés de Daniel e 
reconheceu a sabedoria que lhe fora dada pelo Deus de Israel. 
• Conclusão (vv.46-49) 
• A conclusão do capítulo dois é surpreendente. Nabucodonosor promoveu 
Daniel ao mais alto cargo imperial e a pedido do profeta elevou os seus 
amigos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego às altas posições. O segundo 
capítulo revela-nos que o Reino de Deus não se confunde com o reino dos 
homens. Segundo o conselho da sua soberania, o Eterno intervém na história 
humana. Ele trabalha a fim de que todos os moradores da Terra reconheçam 
a sua majestade e, em Cristo, resistamos as injustiças do governo humano. 
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LIÇÃO 4 - A Providência Divina 
na Fidelidade Humana 
• O primeiro tópico da quarta lição, sob o título "a tentativa de se instituir uma 
religião mundial" leva-nos a pensar o assunto do Ecumenismo e do Diálogo 
Inter-Religioso. Uma característica da sociedade brasileira é a pluralidade das 
religiões e dos costumes. Igualmente, as denominações cristãs no Brasil são 
plurais. Por isso é importante definirmos expressões tão mal compreendidas 
no meio evangélico como o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso. 
• Ecumenismo 
• Em primeiro lugar começaremos dizendo o que não é o Ecumenismo. Ele não 
é a tentativa de reunir várias religiões numa só. Há muitas afirmações 
equivocadas sobre o conceito de Ecumenismo. Em parte, devido a 
propagação de um conceito errôneo da própria mídia brasileira. Entretanto, a 
palavra Ecumenismo provém da grega oikouméne que designa a ideia de 
"toda a terra habitada". Em outras palavras, do ponto de vista da Teologia 
Cristã, e segundo o pastor Claudionor de Andrade, Ecumenismo é "a 
concretização do ideal apostólico de agregação de todos os que professam o 
nome de Cristo". Isto é, um movimento dialogal e cooperativo entre as igrejas 
cristãs, especificamente, "a Igreja Católica, a Igreja Ortodoxa e a Igreja 
Protestante". Devido aos muitos aspectos culturais e teológicos, o 
ecumenismo cristão até agora não foi possível. 
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LIÇÃO 4 - A Providência Divina 
na Fidelidade Humana 
• Diálogo Inter-Religioso 
• O Dicionário Teológico do pastor Claudionor de Andrade, acerca do termo 
Ecumenismo diz que "com o passar dos tempos, porém, a palavra foi sendo 
desvirtuada até ser tomada como um perfeito sinônimo para o sincretismo 
religioso". O termo passou por uma série de evoluções tanto no cenário 
religioso quanto no secular. Entretanto, os conceitos modernos da Teologia 
vêm resgatando a ideia do diálogo entre as igrejas de tradição cristã como 
sendo a identidade do Ecumenismo. Por outro lado, a expressão Diálogo 
Inter-Religioso dará conta da tentativa de se agregar as diversas religiões da 
sociedade. Ou seja, o Diálogo Inter-Religioso reúne os representantes das 
diversas religiões para dialogarem. Portanto, quando você assiste a um 
sacerdote, um pastor, um rabino e um imã (o dirigente muçulmano) reunidos 
num mesmo lugar o que ocorre ali não é um ato ecumênico, mas o diálogo 
inter-religioso. Entretanto, a tradição reformada e a pentecostal, ambas de 
tradição cristã, entendem as Escrituras como exclusivistas em matéria de fé e 
prática, por isso, ambas rejeitam o diálogo entre religiões 
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LIÇÃO 5 - Deus abomina a 
soberba 
• Imagine um rei que controla as vidas das pessoas e decide se elas vivem ou 
morrem, mas de repente, de uma hora para outra se tornar um louco, um 
lunático e um irracional? Este rei foi Nabucodonosor. O capítulo 4 de Daniel 
traz a imagem de uma árvore florescente representando a figura de 
Nabucodonosor, o imperador da Babilônia. Num belo dia o rei olhou para 
todas as criações do seu império e, consigo mesmo, viveu a síndrome de 
Narciso: pensou que era o responsável por todas as realizações do império 
babilônico. Na imagem apresentada a Nabucodonosor um homem anuncia 
que a árvore seria cortada e ficariam apenas as raízes. Esta árvore era o rei 
Nabucodonosor. Daniel foi corajoso em anunciar isso a ele! 
• O conceito de soberba 
• O relato do quarto capítulo de Daniel demonstra o sutil, mas desastroso, efeito 
da soberba. Um comportamento excessivamente orgulhoso, arrogante e 
presunçoso caracteriza o sentimento da soberba. A ideia de poder sobre os 
outros por si só é uma loucura. Segundo a psicóloga Rosemeire Zago, "a 
soberba leva o homem a desprezar os superiores e a desobedecer as leis. Ela 
nada mais é que o desejo distorcido de grandeza" e completa: "a pessoa que 
manifesta a soberba atribui apenas a si próprio os bens que possui. Tem 
ligação direta com a ambição desmedida, a vanglória, a hipocrisia, a 
ostentação, a presunção, a arrogância, a altivez, a vaidade, e o orgulho 
excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si próprio". 
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LIÇÃO 5 - Deus abomina a 
soberba 
• Nabucodonosor concentrou todas estas características perdendo-se em si 
mesmo no mundo obscuro do orgulho. 
• Não percamos a lucidez 
• Quantas vezes sentimos a síndrome de narciso como a que se abateu sobre 
Nabucodonosor? Pretendemos usar o nosso raio de influência para fazer um 
pequeno império onde nós determinamos, impomos e mandamos sobre o 
"destino" das pessoas. Por isso que Tomás de Aquino atribuiu a soberba um 
pecado específico, embora, como bem retratou a psicóloga Rosemeire Zago, 
num artigo publicado no UOL, a soberba apareça em outros pecados. A 
soberba adoece a alma. Não fomos chamados para ser irracionais ou 
lunáticos no exercício das nossas funções humanas. Por isso, o verdadeiro 
antídoto contra as ambições das nossas almas é Jesus de Nazaré, o homem 
"manso e humilde de coração". 
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LIÇÃO 6 - A Queda do Império 
Babilônico 
• "MENE,, MENE, TEQUEL e PARSIM." Era o que estava escrito na parede 
revestida por estuque do palácio real. Uma imagem assombrosa e 
amedrontadora que colocou ponto final na festa do palácio. Deus estava 
falando que chegara ao fim o espetáculo do deboche da fé alheia. 
• O capítulo cinco de Daniel retrata a imagem de uma festa no Palácio do Co- 
Regente da Babilônia. Belsazar havia ordenado aos seus subordinados que 
trouxessem os utensílios de ouro deportados do templo de Jerusalém. Com 
estes utensílios o rei promoveria uma festa regada a vinhos para os convivas. 
Era a festa do deboche! Do deboche da fé de um povo. Do deboche dos 
costumes e hábitos de uma nação. Do deboche da cultura religiosa de um 
povo. Do deboche do Deus de uma nação. 
• A ação divina 
• O quinto capítulo do livro de Daniel demonstra um Deus soberano que 
perscruta a motivação do coração humano. Ele fez isso com o rei Belsazar. 
Este caiu na mesma tentação do seu avô, Nabucodonozor. E adoeceu de 
alma pensando fazer com o poder imperial o que bem entendesse sem ser 
alvejado pelas suas escolhas. Belsazar escolheu o caminho mais sórdido e 
absurdo: o da profanação da identidade religiosa e cultural de um povo, e das 
coisas consagradas a Deus. 
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LIÇÃO 6 - A Queda do Império 
Babilônico 
• Somente para mostrar que ele, Belsazar, era mais importante que o Deus de 
Israel. Entretanto, o rei mal sabia que estava sob o olhar desse Deus. 
• Para a motivação de Belsazar foi dado um xeque mate: MENE, MENE, 
TEQUEL e PARSIM. Estas palavras são a mensagem de Deus revelada a 
Daniel: "Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o 
acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: 
Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas". Naquela noite o 
Deus de Israel acabara com a festa do deboche das coisas consagradas a 
Deus e do Seu povo. E Belsazar morreu ali mesmo. 
• Um cuidado na interpretação do texto 
• Ao lermos este texto temos de ter o cuidado de não fazermos interpretações a 
fim de colocarmos os utensílios dos nossos cultos hoje acima das pessoas. 
No Antigo Testamento o povo de Israel, os profetas e as lideranças judaicas 
não haviam conhecido a revelação de Jesus de Nazaré. Isto é um dado muito 
importante! Não podemos ler o Antigo Testamento sem considerar o 
Evangelho ensinado por Jesus de Nazaré, o Deus encarnado em Pessoa, e 
as cartas apostólicas: O Novo Testamento. 
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LIÇÃO 7 - Integridade em 
tempos de crise 
• É possível ser íntegro em meio à corrupção? É possível sujeitar-se a Deus 
quando ao nosso redor estamos cercados de exemplos contrários ao ideal 
divino? Estas são as perguntas norteadoras desta sétima lição. 
• A história 
• O capítulo seis de Daniel revela que o profeta fora colocado como um alto 
oficial do Império de Babilônia no governo de Nabucodonosor e, 
posteriormente, Dario o assentara como líder de governo do império Medo- 
Persa. Dario dividiu a escala de poder do império Medo-Persa da seguinte 
maneira: três príncipes supervisionavam os 120 presidentes constituídos nas 
províncias do império (vv.1,2). Daniel era um dos príncipes. Mas entre os três 
o profeta se destacara. 
• Os príncipes e os presidentes armaram uma cilada política envolvendo a 
religião do império. Não podiam sujar o caráter de Daniel nas esferas sociais, 
morais e políticas, então os príncipes e presidentes do império usaram a 
religião para atingir a vida de Daniel. O plano: durante trinta dias quem 
dirigisse uma prece a Deus ou a um homem seria lançado na cova dos leões. 
Ainda assim, o profeta Daniel não alterou a sua rotina. 
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LIÇÃO 7 - Integridade em 
tempos de crise 
• Todos os dias, Daniel dirigia-se para uma sala no andar superior da sua casa, 
onde se punha de joelhos para orar (além de ajoelhar-se, os judeus ficavam 
de pé com as mãos erguidas para o céu e também prostravam-se como 
diante de Deus). Até que foi denunciado pelos seus colegas de governo e 
Daniel condenado a cova dos leões. 
• Política e Religião 
• A história da humanidade registra testemunhos contundentes acerca da 
mistura entre a religião e a política. A exemplo dos inimigos de Daniel, muitos 
usaram a religião para se beneficiarem politicamente. Eles não criam em 
nada: no culto que praticavam e no deus que diziam servir. Apenas usavam e 
abusavam desses expedientes da religião com o fim de colocar os seus 
interesses políticos em primeiro lugar. A história da igreja confirma a tragédia 
do Corpo Institucional de Cristo quando se misturou o poder temporal e o 
espiritual. "O meu Reino não é deste mundo" disse Jesus. A Igreja Católica 
Romana perdeu-se no caminho por se achar detentora do poder temporal do 
"Sacro Império Romano". Algumas Igrejas Protestantes se amalgamaram com 
o Estado. Vide a divisão da Anglicana, Luterana e Reformada na Europa! O 
que dizer das igrejas brasileiras envolvidas com a política partidária? 
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LIÇÃO 8 - Os Impérios 
Mundiais e o Reino do Messias 
• Prezado professor, a partir deste capítulo, o sete, iniciaremos outro gênero de 
narrações sobre o profeta Daniel e os seus amigos. Até o capítulo seis o 
gênero predominante no livro é classificado como história. Mas a partir do 
capítulo sete, o gênero que passa a dominar a obra é o das visões de Daniel. 
Uma série de visões dadas por Deus ao profeta é revelada a respeito do 
futuro do mundo e do Reino de Deus. 
• Orientações 
• Professor, para explicar didaticamente o primeiro tópico da lição 
recomendamos que ministrasse a aula de acordo com a descrição do tópico I: 
a descrição da visão e, posteriormente, a interpretação da visão. Descreva o 
primeiro animal, o segundo, o terceiro e o quarto. Então, em seguida, trabalhe 
a questão da interpretação destes animais. Leve em conta que a interpretação 
evangélica conservadora tende a compreender estes quatro animais como 
sendo os quatro impérios do mundo: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Estes 
impérios representam o período de tempo desde Daniel até a segunda vinda 
de Cristo. Considere também que os muitos interpretes de Daniel tendem a 
colocar a profecia do capítulo 7 e 8 como uma continuação do capítulo 2. 
Lembra do que trata este capítulo?! 
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LIÇÃO 8 - Os Impérios 
Mundiais e o Reino do Messias 
• Os impérios são representados por uma grande estátua com cabeça de ouro; 
peito e braços de prata; ventre e quadris de bronze; pés de ferro e de barro. 
Entretanto, a estátua é derrubada por uma pedra. Esta pedra é o Reino de 
Deus destruindo toda a concepção humana de imperialismo. Além do 
primeiro, do segundo e do terceiro, o quarto animal traz algo bastante 
específico: "dez chifres" e um "chifre pequeno". Quando o professor explicar 
estes elementos considere que ao longo dos anos muitas especulações foram 
feitas a respeito dessas duas figuras. Não vá além do que menciona 
• o texto bíblico. 
• No passado, muitos crentes sinceros consideraram Hitler o pequeno chifre, 
isto é, o Anticristo. Outros consideraram Stalin o líder mundial. Alguns 
disseram que o Comunismo iria gerar o Anticristo. Outros ainda 
compreenderam que o papa João Paulo II era o Anticristo. A história provou 
que todas estas especulações não se sustentaram. Não sabemos a respeito 
do Anticristo porque simplesmente a sua identidade não foi ainda declarada. 
Ao que parece, nem saberemos. Não seremos arrebatados antes? Boa aula! 
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LIÇÃO 9 - O Prenúncio do 
Tempo do Fim 
• O oitavo capítulo de Daniel retrata os impérios Medo-Persa e Grego 
respectivamente. O carneiro de dois chifres representa o império Medo-Persa. 
O Bode é figura do império Grego e o grande chifre do bode refere-se a 
Alexandre Magno, o mais célebre conquistador do Mundo Antigo. 
• Alexandre humilhou o império Medo-Persa sem compaixão e piedade. 
Representado pelo grande chifre do bode que foi quebrado, o imperador 
grego morreu prematuramente. A visão de Daniel apresenta mais quatro 
chifres que cresceram no seu lugar. Eles representavam os quatro generais 
que dividiram o império Grego em quatro regiões, após a morte de Alexandre, 
isto é, Macedônia, Ásia Menor, Síria-Babilônia e Egito. Entretanto, desses 
quatro chifres cresceu um pequeno chifre que foi visto na figura de Antíoco 
Epífanes, o rei da Dinastia Selêucida que governou a Síria entre 174 e 164 
a.C. 
• Antíoco Epífanes atacou as quatro regiões e suas respectivas potências 
militares. A história confirma também o assassinato do sumo-sacerdote judeu 
Onias em 170 d.C.e a profanação do templo de Jerusalém. Daniel teve uma 
visão extensa e assustadora ao ponto de lhe tirar a força física para fazer as 
coisas mais básicas da vida. 
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LIÇÃO 9 - O Prenúncio do 
Tempo do Fim 
• Mas era uma visão que devia ser guardada em segredo. Muitos estudiosos 
concordam que o capítulo oito de Daniel traz um testemunho de uma profecia 
histórica que se cumpriu parcialmente. A história teria testemunhado os 
acontecimentos que os santos profetas, sem os conhecerem de antemão, 
profetizaram em nome do Senhor. É bem verdade que o nosso 
• Deus zela pela sua Palavra. 
• A Bíblia diz que o espírito do anticristo opera no mundo. De acordo com a 
crueldade, a ignomínia e a covardia de Antíoco Epifânio muitos estudiosos o 
relacionam como um tipo do Anticristo de que fala o Novo Testamento. Mas 
enquadrá-lo como Anticristo ainda passa por especulação. Todavia, o que 
deve alegrar o crente são as vidas que abrem os olhos espirituais e percebem 
por si mesma o benefício de crermos na graça preciosa e suficiente de Deus, 
o nosso bendito e eterno Pai. 
• Aproveite a aula de hoje para mostrar aos alunos como o nosso Deus 
relaciona-se com o Seu povo escolhido. Somos a igreja de Deus, um povo 
escolhido e chamado por Ele para anunciar as boas novas da vida eterna. 
Não permita que o seu aluno deixe a aula sem este esclarecimento: o de que 
o Senhor, através do Seu Filho Jesus, e na força do Espírito Santo, tem 
cuidado de nós. 
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LIÇÃO 10 - As Setenta 
Semanas 
• O capítulo nove de Daniel é um dos mais controvertidos e especulados da 
Bíblia. Quantas datas foram marcadas para a vinda de Jesus a partir desse 
capítulo? Quantas pessoas pensaram que o Anticristo foi o Hitler? Ou o 
Papa? Tudo a partir da leitura desse capítulo. 
• O que se tem no capítulo nove é a terceira visão dos mistérios proféticos a 
respeito do tempo do fim onde de forma direta e através do anjo Gabriel o 
profeta Daniel recebeu de Deus tais informações. Duas divisões naturais 
aparecem neste capítulo: a oração de Daniel (vv.3-19) e a resposta divina 
transmitida pelo anjo Gabriel (vv.20-27). 
• A respeito da oração de Daniel é importante que o professor considere 
algumas questões importantes: 
• A oração de Daniel foi motivada por uma refiexão acerca das profecias de 
Jeremias. O povo judeu passaria setenta anos cativo e desolado (v.2); 
• Enquanto empenhava-se por entender a mensagem do profeta Jeremias, 
Daniel humilhou-se na presença de Deus e jejuou (v.3); 
• Daniel suplica ao Senhor confessando o pecado do povo e colocando-se, 
juntamente com o povo cativo, responsável por aquele pecado (vv.4-14); 
• Suplicou também pela misericórdia divina lembrando esta mesma misericórdia 
quando o Senhor livrou o Seu povo do Egito e, igualmente, usou de justiça 
para castigar o pecado de Jerusalém (vv.15,16). 
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LIÇÃO 10 - As Setenta 
Semanas 
• Por fim, Daniel pede a Deus para libertar a cidade santa, Jerusalém, e a 
nação cujo Deus é o Senhor (vv.17-19); 
• O anjo Gabriel responde a Daniel após o processo de busca por resposta 
divina. É interessante destacar que é a primeira vez que um anjo aparece se 
locomovendo no Antigo Testamento. Antes, outros anjos apenas apareciam. 
• O capítulo pelo qual estamos estudando revela a disposição e a motivação de 
Daniel em buscar os desígnios de Deus. Embora não seja, neste espaço, a 
nossa intenção criar uma espécie de receita de bolo para buscarmos a Deus, 
pois entendemos que as experiências espirituais são de caráter subjetivo, 
cada pessoa tem a sua experiência com o Pai, mas é impossível não 
observarmos algumas características que chama-nos atenção na atitude de 
Daniel: a sua sede de conhecer a vontade de Deus, a humildade; a 
sinceridade; a disposição em orar e jejuar. Que a atitude de Daniel estimule-nos 
a buscarmos a vontade de Deus para a nossa vida! 
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LIÇÃO 11 - O Homem vestido 
de linho 
• O capítulo que ora vamos estudar encontra-se numa seção que se destaca 
dos capítulos sete a nove: a de dez a doze. Estes aparecem como profecia 
que os remete a uma retrospectiva histórica dos capítulos sete a nove. A 
seção dos capítulos dez a doze dividi-se basicamente em três partes: 
introdução longa que descreve a aparição do emissário divino para Daniel 
(cap. 10); a revelação que envolve a história dos quatro impérios 
mencionados em profecias anteriores (11.1-12.4); a consumação dos 
segredos divinos até o tempo do fim (12.5-13). 
• O capítulo dez retrata o envio de um emissário celestial, conhecido como o 
homem vestido de linho, que trouxe uma mensagem a Daniel acerca do futuro 
das nações e do povo de Israel. O profeta Daniel esgotou-se fisicamente 
diante da realidade espiritual permeada na batalha entre anjos cuja maioria 
dos estudiosos conservadores diz serem aqueles anjos guardiões das nações 
que habitavam a região da Palestina e adjacências. 
• Mais importante é destacar que neste capítulo os anjos aparecem com uma 
missão específica em relação ao desenrolar da história revelada em visão a 
Daniel. Os seres espirituais são enviados pela parte de Deus para auxiliar o 
profeta concernente a interpretação de algo que Daniel buscava compreender. 
Perceba que em nenhum momento há uma atitude de deslumbramento por 
parte do profeta com relação aos seres espirituais. 
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LIÇÃO 11 - O Homem vestido 
de linho 
• Pois o seu desgaste físico tem haver com a dimensão do mundo espiritual 
que ele viu-se imerso. Por isso, não podemos usar este texto para justificar os 
movimentos contemporâneos de "cair no espírito". É um "assalto" 
hermenêutico utilizar textos como este de Daniel para justificar movimentos 
que nada tem haver com o desenrolar do futuro das nações onde Deus se 
predispõe a revelar os mistérios divinos. 
• Não se pode deixar de apontar também que no nascimento de Jesus de 
Nazaré esta dimensão celestial foi novamente representada através dos 
anjos. O anjo Gabriel anunciou o advento do Messias. Na tentação de Jesus, 
após Ele ser provado e ter vencido as tentações, anjos o serviram. O apóstolo 
Paulo nos falou que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as 
potestades nas regiões celestiais. Os anjos são reais, o mundo espiritual é 
real e, por isso, não podem ser banalizados por meninices e falta de bom 
senso e respeito às coisas de Deus. 
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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LIÇÃO 12 - Um tipo do futuro 
anticristo 
• Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para 
a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais 
sobre as ações desse rei que procurou "helenizar" a Palestina entre 168-164 
a.C. 
• A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém Jasão, por 
exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando 
partidários de Menelau Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando 
muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de 
Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser 
uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela 
conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o 
advento do Senhor Jesus. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi 
assassinado em plena Palestina. 
• Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas 
intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a 
mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua 
identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio: 
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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LIÇÃO 12 - Um tipo do futuro 
anticristo 
• Forçou a aculturação dos judeus na cultura helênica. 
• Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e 
à religião helenísticas na Palestina. 
• Em 167 a.C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o 
altar no Templo de Jerusalém. 
• Proclamou-se divino. Seu sobrenome, "Epifânio", significa "deus manifestado". 
• A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia 
bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. 
Voltou-se contra o Deus de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco 
Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. 
Mostra como Deus é atemporal e encontra-se para além da história. De 
acordo com os estudiosos da linha dispensasionalista, até o versículo trinta e 
cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco 
Epifânio. 
• Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que 
muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo 
Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de 
uma profecia é uma tarefa importantíssima. 
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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LIÇÃO 13 - O Tempo da 
Profecia de Daniel 
• Prezado professor, a décima terceira lição marca o final de mais um trimestre. 
E neste caso, o final de mais um ano. Época de avaliarmos o nosso ano 
educativo como educadores cristãos. Como se deu o ensino? Os objetivos 
propostos foram alcançados? O que os alunos acharam dos métodos 
pedagógicos usados? São perguntas que valem a pena ser feitas. Então o 
professor poderá fazer uma avaliação honesta e sincera, consigo mesmo. 
• Como estamos na última lição é importante o prezado professor fazer uma 
revisão do conteúdo aplicado ao longo deste quarto trimestre. Em seu plano 
de aula para ministrar a terceira lição destaque os assuntos considerados 
mais importantes. Aqui, você poderá relembrar a condição de cativos do 
profeta Daniel e dos seus amigos; o sonho de Nabucodonozor; a estátua que 
o rei da Babilônia erigiu etc. Enfim, assuntos não faltam. 
• O livro de Daniel encerra descrevendo um tempo de angústia, sofrimento, 
engano, genocídios e atrocidades perpetradas por ímpios que não conhecem 
a Deus e não respeitam a dignidade humana. Mas em meio a esse tempo de 
angústia há promessa de intervenção divina na história (12.10). 
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
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LIÇÃO 13 - O Tempo da 
Profecia de Daniel 
• Três versículos devem nos chamar atenção: "E tu, Daniel, fecha estas 
palavras e sela este livro, até ao fim do tempo" (v.4); "Vai, Daniel, porque 
estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim" (v.9); "Tu, 
porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos 
dias" (v.12). Estes versículos demonstram o conselho de Deus para o profeta 
Daniel. Diante da visão que ele recebera era natural o profeta ter uma atitude 
de medo acerca do futuro. Mas a palavra de Deus encorajou o profeta, que 
por certo estava no final da vida, a "ir" até ao fim da existência vivendo em 
confiança em Deus. 
• A Escatologia Bíblica não pode paralisar a vida. Quando as profecias 
concernentes ao futuro foram escritas Deus inspirou os autores com o objetivo 
de nos trazer esperança. A escatologia não pode fazer terrorismo às pessoas. 
Quando João recebe a revelação mediante Jesus triunfante, era para lembrar 
as igrejas que apesar do mal aparente o Senhor nosso Deus é o dono da 
história e nunca será pego de surpresa. A vida é dom de Deus! Por isso, 
temos de vivê-la alegremente Enquanto o nosso Senhor não vem, vivamos a 
vida com fé, amor (amando a Deus e o próximo) e esperança no 
aparecimento glorioso do Senhor e Salvador Jesus Cristo!" 
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
41
Pr. Moisés Sampaio de Paula 
42 
Pr. Moisés Sampaio 
• Pastor auxiliar da Igreja Assembleia 
de Deus em Rio Branco, AC, Brasil. 
• Palestrante de seminários e 
pregador no Brasil e exterior. 
• Contato

Integridade moral e espiritual - Introducao

  • 1.
    INTEGRIDADE MORAL EESPIRITUAL 4º Trimestre de 2014 Pr. Moisés Sampaio de Paula
  • 2.
    Lições Pr. MoisésSampaio de Paula 2
  • 3.
  • 4.
    LIÇÃO 1 -Daniel, nosso contemporâneo • O livro de Daniel foi (e talvez ainda seja) objeto de algumas controvérsias entre os teólogos. Não por acaso, um crente batista, Willian Miller (ou Guilherme Miller), no ano de 1831, através de uma série de cálculos, popularizou a interpretação de Daniel 8.14 cujo resultado previa a volta de Jesus em 22 de Outubro de 1844. Miller errou na interpretação e até hoje o nosso Senhor não veio! • Anteriores a Willian Miller, outros intérpretes chegaram às conclusões semelhantes: o Jesuíta Manuel Lacunza (1731-1801); o jurista mexicano, Gutierry de Rozas (1835); Adam Burwell, missionário canadense da sociedade para propagação do Evangelho (1835); R. Scott, padre anglicano e, em seguida, pastor Batista (1834); o missionário inglês, Joseph Wolff (1829). Por que um livro bíblico, a Palavra de Deus, traria tantas discrepâncias? • O problema não está na Bíblia, mas em quem a interpreta. Por isso, devemos considerar algumas informações ao iniciar o nosso estudo em Daniel: • Um relato histórico. O conceito conversador e tradicional de que o livro de Daniel é histórico e remonta os próprios dias do profeta era unânime até aparecer a crítica moderna da Bíblia. Ainda assim, não temos razões para mudar este conceito hoje. Pr. Moisés Sampaio de Paula 4
  • 5.
    LIÇÃO 1 -Daniel, nosso contemporâneo • O livro. O texto foi escrito em hebraico, entretanto, os capítulos da seção 2.4 a 7.28 foram redigidos em aramaico. Derivado da Caldeia, o aramaico era um idioma popular das relações internacionais do período imperial babilônico. • O Esboço. Este nos ajuda a compreender a unidade literária do livro de Daniel. A estrutura da obra bíblica consta assim: (I) História [1-6] e (II) Profecia [7-12]. • História: Daniel na Babilônia [1]; as duas imagens o sonho e a estátua de Nabucodonosor [2 e 3]; Dois reis sob disciplina o orgulho de Nabudonosor e a profanação de Belsazar [4 e 5]; O decreto de Dario [6]. • Profecia: As duas visões dos animais-impérios os quatro animais / o bode e o carneiro [7 e 8]; A explicação das duas profecias os 70 anos de Jeremias e os acontecimentos dos últimos tempos [9-12]. • Propósito: Revelar o escape de Deus para o Seu povo, apesar das injustiças promovidas pelos impérios pagãos. O profeta Daniel mostra que o Senhor julgará os poderes políticos do mundo que institucionalizam a injustiça. Quando entendemos a unidade literária de Daniel os símbolos e as figuras apresentadas no livro tornam-se complementos do assunto central: a Soberania de Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 5
  • 6.
  • 7.
    LIÇÃO 2 -A Firmeza do caráter Moral e Espiritual de Daniel • Quem era o jovem Daniel? Quem eram Hananias, Misael e Azarias, seus amigos? O livro de Daniel inicia a história desses jovens situando-os no processo de deportação de Jerusalém para a Babilônia de Nabudonosor. A respeito desses quatro jovens, a Bíblia descreve cinco características importantes: Eram "de linhagem real, dos nobres"; "sem defeito algum"; "formosos de aparência"; "instruídos em toda a sabedoria"; "sábios em ciência". • A identidade dos quatro jovens Flávio Josefo, historiador judeu de linhagem sacerdotal (37-103 d.C), em sua célebre obra, História dos Hebreus, editada pela CPAD, confirma a linhagem real e nobre de Daniel e dos seus três amigos: "Dentre todos os filhos da nação judaica, parentes do rei Zedequias e outros de origem mais ilustre, Nabucodonosor escolheu os que eram mais perfeitos e competentes". Outro apontamento de Josefo chama-nos a atenção: "Dentre os moços que eram parentes de Zedequias, havia quatro perfeitamente honestos e inteligentes: Daniel, Hananias, Misael e Azarias". Tanto pela Bíblia quanto por fonte extra, está claro que esses jovens pertenciam à realeza e à nobreza de Israel. Ambos eram parentes do rei Zedequias. Entretanto, as características mais importantes destacada pela Bíblia e, igualmente por Josefo, eram a honestidade, firmeza e integridade no caráter. Pr. Moisés Sampaio de Paula 7
  • 8.
    LIÇÃO 2 -A Firmeza do caráter Moral e Espiritual de Daniel • Educados na Lei de Deus, os jovens levavam a sério a ética social da Torá na cultura paganizada da Babilônia. Prova disso foi a tentativa de Nabudonosor em apagar a identidade social e religiosa deles. Ele trocou os nomes dos rapazes para nomenclaturas pagãs: a Daniel deu o nome de Beltessazar; Hananias o chamou Sadraque; a Misael, Mesaque; a Azarias, Abede-Nego. • A firmeza do caráter • Frequentemente, o termo caráter é conceituado como um tipo ou sinal convencionado numa sociedade. Refere-se à índole, ao temperamento e a forma moral. A família, a escola e a religião de um grupo social contribuem para formar o caráter de uma pessoa. • Ao impor a troca dos nomes de Daniel e os seus três amigos o rei Nabucodonosor estava "mudando" a identidade deles, tanto cultural quanto religiosa, advinda da Lei de Deus. Mas o que fizeram os jovens rapazes? Resistiram sabiamente, propondo outra estratégia para viverem no palácio da Babilônia sem desonrar a Deus e conservando a integridade de caráter herdado do seu povo. Pr. Moisés Sampaio de Paula 8
  • 9.
  • 10.
    LIÇÃO 3 -O Deus que intervém na História • O livro do profeta Daniel, através do sonho do rei Nabucodonosor, resume os grandes impérios do mundo: Babilônia, Média/Persia, Grécia e Roma. O capítulo dois se divide em Introdução, Três episódios e Conclusão. • Introdução (v.1) • O primeiro versículo introduz o sonho de Nabucodonosor como ocorrência do segundo ano de reinado. Os estudiosos do Antigo Testamento concordam que neste tempo o profeta Daniel era bem jovem e há três anos ele fora deportado para a Babilônia. • Primeiro Episódio (vv.2-13) • O primeiro relato do sonho imperial revela Nabucodonosor chamando os Magos, os Astrólogos, os Encantadores, e os Caldeus, isto é, todos os sábios e os feiticeiros do império para interpretarem o sonho. Os intérpretes pediram ao rei que lhes contasse o sonho para em seguida o decifrarem. Nabudonosor recusou afirmando: "se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo". O rei não se contentava somente com a interpretação, pois os adivinhadores teriam também de prenunciar o sonho. • . Pr. Moisés Sampaio de Paula 10
  • 11.
    LIÇÃO 3 -O Deus que intervém na História • Segundo Episódio (vv.14.24) • O capitão da guarda do rei, Arioque, saiu para matar os sábios. Quando Daniel prudentemente o interrogou sobre a ordem imperial. Recebendo a explicação de Arioque o profeta solicitou uma audiência ao rei e pediu um tempo para contar o sonho e dar a interpretação. Daniel procurou os seus amigos para buscarem a Deus. O Senhor os respondeu! • Terceiro e Último Episódio (vv.25-45) • Levado por Arioque ao rei Nabucodonosor, Daniel lhe contou o sonho e o interpretou. Chocado, o rei da Babilônia prostrou-se aos pés de Daniel e reconheceu a sabedoria que lhe fora dada pelo Deus de Israel. • Conclusão (vv.46-49) • A conclusão do capítulo dois é surpreendente. Nabucodonosor promoveu Daniel ao mais alto cargo imperial e a pedido do profeta elevou os seus amigos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego às altas posições. O segundo capítulo revela-nos que o Reino de Deus não se confunde com o reino dos homens. Segundo o conselho da sua soberania, o Eterno intervém na história humana. Ele trabalha a fim de que todos os moradores da Terra reconheçam a sua majestade e, em Cristo, resistamos as injustiças do governo humano. Pr. Moisés Sampaio de Paula 11
  • 12.
  • 13.
    LIÇÃO 4 -A Providência Divina na Fidelidade Humana • O primeiro tópico da quarta lição, sob o título "a tentativa de se instituir uma religião mundial" leva-nos a pensar o assunto do Ecumenismo e do Diálogo Inter-Religioso. Uma característica da sociedade brasileira é a pluralidade das religiões e dos costumes. Igualmente, as denominações cristãs no Brasil são plurais. Por isso é importante definirmos expressões tão mal compreendidas no meio evangélico como o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso. • Ecumenismo • Em primeiro lugar começaremos dizendo o que não é o Ecumenismo. Ele não é a tentativa de reunir várias religiões numa só. Há muitas afirmações equivocadas sobre o conceito de Ecumenismo. Em parte, devido a propagação de um conceito errôneo da própria mídia brasileira. Entretanto, a palavra Ecumenismo provém da grega oikouméne que designa a ideia de "toda a terra habitada". Em outras palavras, do ponto de vista da Teologia Cristã, e segundo o pastor Claudionor de Andrade, Ecumenismo é "a concretização do ideal apostólico de agregação de todos os que professam o nome de Cristo". Isto é, um movimento dialogal e cooperativo entre as igrejas cristãs, especificamente, "a Igreja Católica, a Igreja Ortodoxa e a Igreja Protestante". Devido aos muitos aspectos culturais e teológicos, o ecumenismo cristão até agora não foi possível. Pr. Moisés Sampaio de Paula 13
  • 14.
    LIÇÃO 4 -A Providência Divina na Fidelidade Humana • Diálogo Inter-Religioso • O Dicionário Teológico do pastor Claudionor de Andrade, acerca do termo Ecumenismo diz que "com o passar dos tempos, porém, a palavra foi sendo desvirtuada até ser tomada como um perfeito sinônimo para o sincretismo religioso". O termo passou por uma série de evoluções tanto no cenário religioso quanto no secular. Entretanto, os conceitos modernos da Teologia vêm resgatando a ideia do diálogo entre as igrejas de tradição cristã como sendo a identidade do Ecumenismo. Por outro lado, a expressão Diálogo Inter-Religioso dará conta da tentativa de se agregar as diversas religiões da sociedade. Ou seja, o Diálogo Inter-Religioso reúne os representantes das diversas religiões para dialogarem. Portanto, quando você assiste a um sacerdote, um pastor, um rabino e um imã (o dirigente muçulmano) reunidos num mesmo lugar o que ocorre ali não é um ato ecumênico, mas o diálogo inter-religioso. Entretanto, a tradição reformada e a pentecostal, ambas de tradição cristã, entendem as Escrituras como exclusivistas em matéria de fé e prática, por isso, ambas rejeitam o diálogo entre religiões Pr. Moisés Sampaio de Paula 14
  • 15.
  • 16.
    LIÇÃO 5 -Deus abomina a soberba • Imagine um rei que controla as vidas das pessoas e decide se elas vivem ou morrem, mas de repente, de uma hora para outra se tornar um louco, um lunático e um irracional? Este rei foi Nabucodonosor. O capítulo 4 de Daniel traz a imagem de uma árvore florescente representando a figura de Nabucodonosor, o imperador da Babilônia. Num belo dia o rei olhou para todas as criações do seu império e, consigo mesmo, viveu a síndrome de Narciso: pensou que era o responsável por todas as realizações do império babilônico. Na imagem apresentada a Nabucodonosor um homem anuncia que a árvore seria cortada e ficariam apenas as raízes. Esta árvore era o rei Nabucodonosor. Daniel foi corajoso em anunciar isso a ele! • O conceito de soberba • O relato do quarto capítulo de Daniel demonstra o sutil, mas desastroso, efeito da soberba. Um comportamento excessivamente orgulhoso, arrogante e presunçoso caracteriza o sentimento da soberba. A ideia de poder sobre os outros por si só é uma loucura. Segundo a psicóloga Rosemeire Zago, "a soberba leva o homem a desprezar os superiores e a desobedecer as leis. Ela nada mais é que o desejo distorcido de grandeza" e completa: "a pessoa que manifesta a soberba atribui apenas a si próprio os bens que possui. Tem ligação direta com a ambição desmedida, a vanglória, a hipocrisia, a ostentação, a presunção, a arrogância, a altivez, a vaidade, e o orgulho excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si próprio". Pr. Moisés Sampaio de Paula 16
  • 17.
    LIÇÃO 5 -Deus abomina a soberba • Nabucodonosor concentrou todas estas características perdendo-se em si mesmo no mundo obscuro do orgulho. • Não percamos a lucidez • Quantas vezes sentimos a síndrome de narciso como a que se abateu sobre Nabucodonosor? Pretendemos usar o nosso raio de influência para fazer um pequeno império onde nós determinamos, impomos e mandamos sobre o "destino" das pessoas. Por isso que Tomás de Aquino atribuiu a soberba um pecado específico, embora, como bem retratou a psicóloga Rosemeire Zago, num artigo publicado no UOL, a soberba apareça em outros pecados. A soberba adoece a alma. Não fomos chamados para ser irracionais ou lunáticos no exercício das nossas funções humanas. Por isso, o verdadeiro antídoto contra as ambições das nossas almas é Jesus de Nazaré, o homem "manso e humilde de coração". Pr. Moisés Sampaio de Paula 17
  • 18.
  • 19.
    LIÇÃO 6 -A Queda do Império Babilônico • "MENE,, MENE, TEQUEL e PARSIM." Era o que estava escrito na parede revestida por estuque do palácio real. Uma imagem assombrosa e amedrontadora que colocou ponto final na festa do palácio. Deus estava falando que chegara ao fim o espetáculo do deboche da fé alheia. • O capítulo cinco de Daniel retrata a imagem de uma festa no Palácio do Co- Regente da Babilônia. Belsazar havia ordenado aos seus subordinados que trouxessem os utensílios de ouro deportados do templo de Jerusalém. Com estes utensílios o rei promoveria uma festa regada a vinhos para os convivas. Era a festa do deboche! Do deboche da fé de um povo. Do deboche dos costumes e hábitos de uma nação. Do deboche da cultura religiosa de um povo. Do deboche do Deus de uma nação. • A ação divina • O quinto capítulo do livro de Daniel demonstra um Deus soberano que perscruta a motivação do coração humano. Ele fez isso com o rei Belsazar. Este caiu na mesma tentação do seu avô, Nabucodonozor. E adoeceu de alma pensando fazer com o poder imperial o que bem entendesse sem ser alvejado pelas suas escolhas. Belsazar escolheu o caminho mais sórdido e absurdo: o da profanação da identidade religiosa e cultural de um povo, e das coisas consagradas a Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 19
  • 20.
    LIÇÃO 6 -A Queda do Império Babilônico • Somente para mostrar que ele, Belsazar, era mais importante que o Deus de Israel. Entretanto, o rei mal sabia que estava sob o olhar desse Deus. • Para a motivação de Belsazar foi dado um xeque mate: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM. Estas palavras são a mensagem de Deus revelada a Daniel: "Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas". Naquela noite o Deus de Israel acabara com a festa do deboche das coisas consagradas a Deus e do Seu povo. E Belsazar morreu ali mesmo. • Um cuidado na interpretação do texto • Ao lermos este texto temos de ter o cuidado de não fazermos interpretações a fim de colocarmos os utensílios dos nossos cultos hoje acima das pessoas. No Antigo Testamento o povo de Israel, os profetas e as lideranças judaicas não haviam conhecido a revelação de Jesus de Nazaré. Isto é um dado muito importante! Não podemos ler o Antigo Testamento sem considerar o Evangelho ensinado por Jesus de Nazaré, o Deus encarnado em Pessoa, e as cartas apostólicas: O Novo Testamento. Pr. Moisés Sampaio de Paula 20
  • 21.
  • 22.
    LIÇÃO 7 -Integridade em tempos de crise • É possível ser íntegro em meio à corrupção? É possível sujeitar-se a Deus quando ao nosso redor estamos cercados de exemplos contrários ao ideal divino? Estas são as perguntas norteadoras desta sétima lição. • A história • O capítulo seis de Daniel revela que o profeta fora colocado como um alto oficial do Império de Babilônia no governo de Nabucodonosor e, posteriormente, Dario o assentara como líder de governo do império Medo- Persa. Dario dividiu a escala de poder do império Medo-Persa da seguinte maneira: três príncipes supervisionavam os 120 presidentes constituídos nas províncias do império (vv.1,2). Daniel era um dos príncipes. Mas entre os três o profeta se destacara. • Os príncipes e os presidentes armaram uma cilada política envolvendo a religião do império. Não podiam sujar o caráter de Daniel nas esferas sociais, morais e políticas, então os príncipes e presidentes do império usaram a religião para atingir a vida de Daniel. O plano: durante trinta dias quem dirigisse uma prece a Deus ou a um homem seria lançado na cova dos leões. Ainda assim, o profeta Daniel não alterou a sua rotina. Pr. Moisés Sampaio de Paula 22
  • 23.
    LIÇÃO 7 -Integridade em tempos de crise • Todos os dias, Daniel dirigia-se para uma sala no andar superior da sua casa, onde se punha de joelhos para orar (além de ajoelhar-se, os judeus ficavam de pé com as mãos erguidas para o céu e também prostravam-se como diante de Deus). Até que foi denunciado pelos seus colegas de governo e Daniel condenado a cova dos leões. • Política e Religião • A história da humanidade registra testemunhos contundentes acerca da mistura entre a religião e a política. A exemplo dos inimigos de Daniel, muitos usaram a religião para se beneficiarem politicamente. Eles não criam em nada: no culto que praticavam e no deus que diziam servir. Apenas usavam e abusavam desses expedientes da religião com o fim de colocar os seus interesses políticos em primeiro lugar. A história da igreja confirma a tragédia do Corpo Institucional de Cristo quando se misturou o poder temporal e o espiritual. "O meu Reino não é deste mundo" disse Jesus. A Igreja Católica Romana perdeu-se no caminho por se achar detentora do poder temporal do "Sacro Império Romano". Algumas Igrejas Protestantes se amalgamaram com o Estado. Vide a divisão da Anglicana, Luterana e Reformada na Europa! O que dizer das igrejas brasileiras envolvidas com a política partidária? Pr. Moisés Sampaio de Paula 23
  • 24.
  • 25.
    LIÇÃO 8 -Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias • Prezado professor, a partir deste capítulo, o sete, iniciaremos outro gênero de narrações sobre o profeta Daniel e os seus amigos. Até o capítulo seis o gênero predominante no livro é classificado como história. Mas a partir do capítulo sete, o gênero que passa a dominar a obra é o das visões de Daniel. Uma série de visões dadas por Deus ao profeta é revelada a respeito do futuro do mundo e do Reino de Deus. • Orientações • Professor, para explicar didaticamente o primeiro tópico da lição recomendamos que ministrasse a aula de acordo com a descrição do tópico I: a descrição da visão e, posteriormente, a interpretação da visão. Descreva o primeiro animal, o segundo, o terceiro e o quarto. Então, em seguida, trabalhe a questão da interpretação destes animais. Leve em conta que a interpretação evangélica conservadora tende a compreender estes quatro animais como sendo os quatro impérios do mundo: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Estes impérios representam o período de tempo desde Daniel até a segunda vinda de Cristo. Considere também que os muitos interpretes de Daniel tendem a colocar a profecia do capítulo 7 e 8 como uma continuação do capítulo 2. Lembra do que trata este capítulo?! Pr. Moisés Sampaio de Paula 25
  • 26.
    LIÇÃO 8 -Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias • Os impérios são representados por uma grande estátua com cabeça de ouro; peito e braços de prata; ventre e quadris de bronze; pés de ferro e de barro. Entretanto, a estátua é derrubada por uma pedra. Esta pedra é o Reino de Deus destruindo toda a concepção humana de imperialismo. Além do primeiro, do segundo e do terceiro, o quarto animal traz algo bastante específico: "dez chifres" e um "chifre pequeno". Quando o professor explicar estes elementos considere que ao longo dos anos muitas especulações foram feitas a respeito dessas duas figuras. Não vá além do que menciona • o texto bíblico. • No passado, muitos crentes sinceros consideraram Hitler o pequeno chifre, isto é, o Anticristo. Outros consideraram Stalin o líder mundial. Alguns disseram que o Comunismo iria gerar o Anticristo. Outros ainda compreenderam que o papa João Paulo II era o Anticristo. A história provou que todas estas especulações não se sustentaram. Não sabemos a respeito do Anticristo porque simplesmente a sua identidade não foi ainda declarada. Ao que parece, nem saberemos. Não seremos arrebatados antes? Boa aula! Pr. Moisés Sampaio de Paula 26
  • 27.
  • 28.
    LIÇÃO 9 -O Prenúncio do Tempo do Fim • O oitavo capítulo de Daniel retrata os impérios Medo-Persa e Grego respectivamente. O carneiro de dois chifres representa o império Medo-Persa. O Bode é figura do império Grego e o grande chifre do bode refere-se a Alexandre Magno, o mais célebre conquistador do Mundo Antigo. • Alexandre humilhou o império Medo-Persa sem compaixão e piedade. Representado pelo grande chifre do bode que foi quebrado, o imperador grego morreu prematuramente. A visão de Daniel apresenta mais quatro chifres que cresceram no seu lugar. Eles representavam os quatro generais que dividiram o império Grego em quatro regiões, após a morte de Alexandre, isto é, Macedônia, Ásia Menor, Síria-Babilônia e Egito. Entretanto, desses quatro chifres cresceu um pequeno chifre que foi visto na figura de Antíoco Epífanes, o rei da Dinastia Selêucida que governou a Síria entre 174 e 164 a.C. • Antíoco Epífanes atacou as quatro regiões e suas respectivas potências militares. A história confirma também o assassinato do sumo-sacerdote judeu Onias em 170 d.C.e a profanação do templo de Jerusalém. Daniel teve uma visão extensa e assustadora ao ponto de lhe tirar a força física para fazer as coisas mais básicas da vida. Pr. Moisés Sampaio de Paula 28
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    LIÇÃO 9 -O Prenúncio do Tempo do Fim • Mas era uma visão que devia ser guardada em segredo. Muitos estudiosos concordam que o capítulo oito de Daniel traz um testemunho de uma profecia histórica que se cumpriu parcialmente. A história teria testemunhado os acontecimentos que os santos profetas, sem os conhecerem de antemão, profetizaram em nome do Senhor. É bem verdade que o nosso • Deus zela pela sua Palavra. • A Bíblia diz que o espírito do anticristo opera no mundo. De acordo com a crueldade, a ignomínia e a covardia de Antíoco Epifânio muitos estudiosos o relacionam como um tipo do Anticristo de que fala o Novo Testamento. Mas enquadrá-lo como Anticristo ainda passa por especulação. Todavia, o que deve alegrar o crente são as vidas que abrem os olhos espirituais e percebem por si mesma o benefício de crermos na graça preciosa e suficiente de Deus, o nosso bendito e eterno Pai. • Aproveite a aula de hoje para mostrar aos alunos como o nosso Deus relaciona-se com o Seu povo escolhido. Somos a igreja de Deus, um povo escolhido e chamado por Ele para anunciar as boas novas da vida eterna. Não permita que o seu aluno deixe a aula sem este esclarecimento: o de que o Senhor, através do Seu Filho Jesus, e na força do Espírito Santo, tem cuidado de nós. Pr. Moisés Sampaio de Paula 29
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    LIÇÃO 10 -As Setenta Semanas • O capítulo nove de Daniel é um dos mais controvertidos e especulados da Bíblia. Quantas datas foram marcadas para a vinda de Jesus a partir desse capítulo? Quantas pessoas pensaram que o Anticristo foi o Hitler? Ou o Papa? Tudo a partir da leitura desse capítulo. • O que se tem no capítulo nove é a terceira visão dos mistérios proféticos a respeito do tempo do fim onde de forma direta e através do anjo Gabriel o profeta Daniel recebeu de Deus tais informações. Duas divisões naturais aparecem neste capítulo: a oração de Daniel (vv.3-19) e a resposta divina transmitida pelo anjo Gabriel (vv.20-27). • A respeito da oração de Daniel é importante que o professor considere algumas questões importantes: • A oração de Daniel foi motivada por uma refiexão acerca das profecias de Jeremias. O povo judeu passaria setenta anos cativo e desolado (v.2); • Enquanto empenhava-se por entender a mensagem do profeta Jeremias, Daniel humilhou-se na presença de Deus e jejuou (v.3); • Daniel suplica ao Senhor confessando o pecado do povo e colocando-se, juntamente com o povo cativo, responsável por aquele pecado (vv.4-14); • Suplicou também pela misericórdia divina lembrando esta mesma misericórdia quando o Senhor livrou o Seu povo do Egito e, igualmente, usou de justiça para castigar o pecado de Jerusalém (vv.15,16). Pr. Moisés Sampaio de Paula 31
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    LIÇÃO 10 -As Setenta Semanas • Por fim, Daniel pede a Deus para libertar a cidade santa, Jerusalém, e a nação cujo Deus é o Senhor (vv.17-19); • O anjo Gabriel responde a Daniel após o processo de busca por resposta divina. É interessante destacar que é a primeira vez que um anjo aparece se locomovendo no Antigo Testamento. Antes, outros anjos apenas apareciam. • O capítulo pelo qual estamos estudando revela a disposição e a motivação de Daniel em buscar os desígnios de Deus. Embora não seja, neste espaço, a nossa intenção criar uma espécie de receita de bolo para buscarmos a Deus, pois entendemos que as experiências espirituais são de caráter subjetivo, cada pessoa tem a sua experiência com o Pai, mas é impossível não observarmos algumas características que chama-nos atenção na atitude de Daniel: a sua sede de conhecer a vontade de Deus, a humildade; a sinceridade; a disposição em orar e jejuar. Que a atitude de Daniel estimule-nos a buscarmos a vontade de Deus para a nossa vida! Pr. Moisés Sampaio de Paula 32
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    LIÇÃO 11 -O Homem vestido de linho • O capítulo que ora vamos estudar encontra-se numa seção que se destaca dos capítulos sete a nove: a de dez a doze. Estes aparecem como profecia que os remete a uma retrospectiva histórica dos capítulos sete a nove. A seção dos capítulos dez a doze dividi-se basicamente em três partes: introdução longa que descreve a aparição do emissário divino para Daniel (cap. 10); a revelação que envolve a história dos quatro impérios mencionados em profecias anteriores (11.1-12.4); a consumação dos segredos divinos até o tempo do fim (12.5-13). • O capítulo dez retrata o envio de um emissário celestial, conhecido como o homem vestido de linho, que trouxe uma mensagem a Daniel acerca do futuro das nações e do povo de Israel. O profeta Daniel esgotou-se fisicamente diante da realidade espiritual permeada na batalha entre anjos cuja maioria dos estudiosos conservadores diz serem aqueles anjos guardiões das nações que habitavam a região da Palestina e adjacências. • Mais importante é destacar que neste capítulo os anjos aparecem com uma missão específica em relação ao desenrolar da história revelada em visão a Daniel. Os seres espirituais são enviados pela parte de Deus para auxiliar o profeta concernente a interpretação de algo que Daniel buscava compreender. Perceba que em nenhum momento há uma atitude de deslumbramento por parte do profeta com relação aos seres espirituais. Pr. Moisés Sampaio de Paula 34
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    LIÇÃO 11 -O Homem vestido de linho • Pois o seu desgaste físico tem haver com a dimensão do mundo espiritual que ele viu-se imerso. Por isso, não podemos usar este texto para justificar os movimentos contemporâneos de "cair no espírito". É um "assalto" hermenêutico utilizar textos como este de Daniel para justificar movimentos que nada tem haver com o desenrolar do futuro das nações onde Deus se predispõe a revelar os mistérios divinos. • Não se pode deixar de apontar também que no nascimento de Jesus de Nazaré esta dimensão celestial foi novamente representada através dos anjos. O anjo Gabriel anunciou o advento do Messias. Na tentação de Jesus, após Ele ser provado e ter vencido as tentações, anjos o serviram. O apóstolo Paulo nos falou que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as potestades nas regiões celestiais. Os anjos são reais, o mundo espiritual é real e, por isso, não podem ser banalizados por meninices e falta de bom senso e respeito às coisas de Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 35
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    LIÇÃO 12 -Um tipo do futuro anticristo • Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais sobre as ações desse rei que procurou "helenizar" a Palestina entre 168-164 a.C. • A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém Jasão, por exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando partidários de Menelau Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o advento do Senhor Jesus. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi assassinado em plena Palestina. • Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio: Pr. Moisés Sampaio de Paula 37
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    LIÇÃO 12 -Um tipo do futuro anticristo • Forçou a aculturação dos judeus na cultura helênica. • Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e à religião helenísticas na Palestina. • Em 167 a.C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o altar no Templo de Jerusalém. • Proclamou-se divino. Seu sobrenome, "Epifânio", significa "deus manifestado". • A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. Voltou-se contra o Deus de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. Mostra como Deus é atemporal e encontra-se para além da história. De acordo com os estudiosos da linha dispensasionalista, até o versículo trinta e cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco Epifânio. • Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de uma profecia é uma tarefa importantíssima. Pr. Moisés Sampaio de Paula 38
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    LIÇÃO 13 -O Tempo da Profecia de Daniel • Prezado professor, a décima terceira lição marca o final de mais um trimestre. E neste caso, o final de mais um ano. Época de avaliarmos o nosso ano educativo como educadores cristãos. Como se deu o ensino? Os objetivos propostos foram alcançados? O que os alunos acharam dos métodos pedagógicos usados? São perguntas que valem a pena ser feitas. Então o professor poderá fazer uma avaliação honesta e sincera, consigo mesmo. • Como estamos na última lição é importante o prezado professor fazer uma revisão do conteúdo aplicado ao longo deste quarto trimestre. Em seu plano de aula para ministrar a terceira lição destaque os assuntos considerados mais importantes. Aqui, você poderá relembrar a condição de cativos do profeta Daniel e dos seus amigos; o sonho de Nabucodonozor; a estátua que o rei da Babilônia erigiu etc. Enfim, assuntos não faltam. • O livro de Daniel encerra descrevendo um tempo de angústia, sofrimento, engano, genocídios e atrocidades perpetradas por ímpios que não conhecem a Deus e não respeitam a dignidade humana. Mas em meio a esse tempo de angústia há promessa de intervenção divina na história (12.10). Pr. Moisés Sampaio de Paula 40
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    LIÇÃO 13 -O Tempo da Profecia de Daniel • Três versículos devem nos chamar atenção: "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo" (v.4); "Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim" (v.9); "Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias" (v.12). Estes versículos demonstram o conselho de Deus para o profeta Daniel. Diante da visão que ele recebera era natural o profeta ter uma atitude de medo acerca do futuro. Mas a palavra de Deus encorajou o profeta, que por certo estava no final da vida, a "ir" até ao fim da existência vivendo em confiança em Deus. • A Escatologia Bíblica não pode paralisar a vida. Quando as profecias concernentes ao futuro foram escritas Deus inspirou os autores com o objetivo de nos trazer esperança. A escatologia não pode fazer terrorismo às pessoas. Quando João recebe a revelação mediante Jesus triunfante, era para lembrar as igrejas que apesar do mal aparente o Senhor nosso Deus é o dono da história e nunca será pego de surpresa. A vida é dom de Deus! Por isso, temos de vivê-la alegremente Enquanto o nosso Senhor não vem, vivamos a vida com fé, amor (amando a Deus e o próximo) e esperança no aparecimento glorioso do Senhor e Salvador Jesus Cristo!" Pr. Moisés Sampaio de Paula 41
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    Pr. Moisés Sampaiode Paula 42 Pr. Moisés Sampaio • Pastor auxiliar da Igreja Assembleia de Deus em Rio Branco, AC, Brasil. • Palestrante de seminários e pregador no Brasil e exterior. • Contato