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As estações
Madalena Abade, 5.º ano, EB1 C/JI D. Carlos I
O sapo que não queria ser sapo
       Guilherme Pereira, 5.º ano, EB1 C/JI D. Carlos I


Era uma vez um lago fora do normal onde
vivia um sapo que não queria ser sapo. Esse
sapo queria ser o rei de todos os deuses.
O lago era muito amigo do sapo que
desabafava com ele.
Um dia, Zeus, foi à terra e foi encharcado pelo
lago. O lago tinha poderes, conseguia
controlar tudo o que era água. Zeus ficou
furioso, mas sabia que não tinha sido por mal.
- O que tens, sapo? – perguntou Zeus, pai dos
deuses.
- Eu queria ser o rei de todos os deuses. – disse o
sapo.
- Mas isso é impossível! – respondeu Zeus.
- Porquê? – questionou o sapo.
Zeus não respondeu e foi-se embora.
No dia seguinte, o sapo armou-se com tudo o
que tinha e foi ter com Perséfone, que nesta
altura do ano ainda não estava no submundo.
- Podes dizer-me como se vai para o submundo?
– interrogou o sapo.
- Só Hades ou eu te podemos levar. – afirmou
Perséfone.
- Podes-me levar? – pediu o sapo.
Perséfone pensou e pensou e lá aceitou.
Quando o sapo chegou ao submundo viu
Hades que lhe disse:
- Que queres tu?
- Sou um sapo que te vem pedir para beber o
sumo da romã.
Hades deu-lhe o sumo e o sapo transformou-
se num Deus com o poder de mover tudo o
que era verde.
Passados alguns dias Zeus foi ter com o sapo
porque pensava que tinha sido duro com ele,
mas o sapo não estava lá.
Com a ajuda do lago, em forma de gota de
água, Zeus partiu à procura do sapo.
Encontrou uma árvore que lhe disse ter visto
o sapo a dirigir-se para o topo do monte. A
gota de água e Zeus prosseguiram o seu
caminho, passaram por Hárpias e outras
árvores personificadas.
Encontraram o sapo no cimo do monte muito
triste. Zeus perguntou-lhe porque estava tão
triste, ao que o sapo respondeu que ninguém
gostava dele.
- Gostavam todos de ti como tu eras. – disse-
lhe Zeus.
Quando o sapo ouviu isto percebeu o que lhe
tinha     acontecido,   o    poder   tinha-o
transformado num sapo arrogante e egoísta.
Zeus aconselhou-o a voltar a tratar todos
como o fazia antes de ter poderes.
O sapo aceitou o conselho e regressou a casa
com Zeus. Passou a tratar todos bem, não se
achando mais importante que outros.
A castanha
          Rita Arranca, 3.º L, EB1 C/JI Lourel

Era uma vez uma castanha que nunca, nunca
queria ser comida.
Um dia, quando estavam a assar castanhas, a
castanha ficou muito preocupada porque
pensava que também a iam assar.
A castanha saltitava para fugir, mas um
menino apanhou-a. A castanha pensou:
- É o meu fim!
 A mãe do menino disse-lhe para não comer a
castanha porque estava no chão.
A castanha respirou de alívio e continuou a
saltitar estrada fora. Dormia todos os dias num
local diferente sempre com medo de ser comida.
Fez um amigo, um gato na casa de uma senhora
onde encontrou alguma segurança.
Depois de muito andar, encontrou outra
castanha. Esta tinha muito medo de morrer.
Chamava-se Inês.
A castanha Inês convidou a castanha que não
queria ser comida para brincar.
Enquanto brincavam as castanhas esqueceram os
seus medos.
Nesse dia decidiram ficar juntas e dormir junto do
castanheiro.
Muitos dias se passaram e as duas castanhas
eram cada vez mais amigas.
Certo dia, ao regressarem de mais um passeio
viram pessoas a assar castanhas. A castanha
Inês gritou:
- Foge para o castanheiro!
Mas já era tarde. As pessoas pegaram nas
castanhas e assaram-nas.
Bonecos de neve
          Sara Cunha, 5.º ano, EB1 C/JI D. Carlos I

Num belo dia de inverno em que, apesar do frio,
o sol brilhava a Sara decidiu fazer um boneco de
neve. Era o boneco mais bonito do bairro.
Na manhã seguinte quando abriu os estores
reparou que havia algo de diferente no boneco
de neve. Estava triste.
A Sara perguntou-lhe porque estava triste. O
boneco disse-lhe que se sentia sozinho no meio
das árvores sem cor. O inverso só tinha duas
cores o branco e o cinzento.
O boneco de neve pediu à Sara para ir com ela
para a primavera. A Sara explicou-lhe que iria
derreter, no entanto o boneco insistiu e a Sara
acabou por ceder. Colocou o boneco numa geleira
e levou-o com ela.
O boneco de neve queria agora conhecer todas as
estações, incluindo o verão porque tinha mais
cores.
Quando regressou o inverno, a Sara fez uma
boneca de neve para que o seu boneco não se
sentisse só. No entanto, a sua boneca de neve
rapidamente ficou triste. Tal como no inverno
tinha feito com o boneco, a Sara perguntou-lhe o
que tinha.
- Tenha um desejo muito grande, quero ser mãe. –
disse a boneca de neve. – Se concretizares esse meu
sonho serei a boneca de neve mais feliz do mundo. –
acrescentou a boneca de neve.
- Mas nós já estamos na primavera. No próximo
inverno eu faço um bonequinho. – respondeu a Sara.
- Eu quero agora! – exclamou a boneca.
A Sara questionou-a:
- Como?
- Ter um filho é tirar um pedaço de nós. – afirmou a
boneca.
Então, a Sara tirou um pedaço da boneca de neve e
construiu um bonequinho.
Viveram felizes até à primavera seguinte.
Quatro amigos e mais um
             Manuel Neves, 4.º ano, EBI c/JI Lourel


Era uma vez quatro amigos que se chamavam:
outono, inverno, verão e primavera. Devem estar a
perguntar porque têm o nome das quatro
estações? Têm este nome porque eram os que
tratavam de cada estação.
Até que um dia se chatearam porque a primavera
fez um grande arco-íris na estação do outono e o
inverno fez nevar no verão. Houve uma discussão
o que provocou o descontrolo das estações:
nevava no verão, apareciam borboletas no
outono…
Na mesma cidade havia um menino chamado
Bruno, que todos os dias olhava pela janela as
estrelas. Havia uma estrela a quem pedia o seu
grande desejo: viver uma aventura.
Por causa das discussões Zeus, o pai dos
homens teve de arranjar uma solução. Tentou
reconciliá-los, mas não conseguiu, por isso teve
de arranjar um guarda para fazer isso. Pensou
de imediato no menino que sempre quis ter
uma aventura, o Bruno.
Zeus chamou Bruno ao Olimpo e disse:
- Bruno, tu foste escolhido para ajudar as
quatro estações.
Bruno respondeu:
- Claro que sim!
Zeus pediu-lhe para apanhar os seguintes
elementos: castanhas, flores, neve e areia
dourada. Bruno fez o que Zeus lhe pediu e seguiu
para a Serra de Sintra.
Foi primeiro, para o Palácio de Monserrate e
procurou até encontrar, a castanha dourada.
Assim que a apanhou, o outono parou de fazer
disparates. Bruno disse para si próprio:
- Já lhe apanhei o jeito!
  Bruno continuou a caminhar em direção ao
Castelo dos Mouros. Na antiga sala real, escondida
atrás do trono, estava a flor dourada. Nesse
momento a primavera também parou de fazer
disparates.
Seguiu para o Palácio da Pena e, bem lá no
topo, estava um floco de neve. Bruno
exclamou:
- É um floco de neve!
Nesse momento o inverno parou de fazer
disparates.
Ainda faltava encontrar um elemento da
natureza: a areia.
O Bruno lembrou-se do Tritão e pensou:
- O Tritão tem conchas, algas e outros
elementos marinhos. Também deve ter areia!
Assim, Bruno, conseguiu controlar as estações
e tornou-se um dos deuses mais poderosos.
123                                 Amar e sentir
Era Uma Vez                         Cheirar ou tocar
Histórias com letras e cores        Dizer a verdade ou mentir
Um ateliê bem decorado              Colar, recortar e pintar
E bem organizado.                   Ou até com canela ilustrar.
Com a música ambiente
Parecia que estávamos no oriente.   Criar uma história
                                    Assim é fácil
Em cada mesa um tema                Alimentar a imaginação
Dos mitos às lendas                 Através de um conto
Das histórias de encantar           Ou canção.
Às receitas para cozinhar.
                                    Anjinhos a voar
Livros e cadernos pequeninos        Vou fugir das bruxas
Histórias, cartas e bilhetinhos     Que nos tentam apanhar.
Escrever, desenhar                  Sereias e princesas
Lindos momentos                     Deuses e heróis
A relembrar.                        Nenhum é esquecido
                                    São todos bem-vindos
Imagino-me na praia                 123
Fascino-me com uma romã.            Era uma vez...
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  • 5.
  • 6. O sapo que não queria ser sapo Guilherme Pereira, 5.º ano, EB1 C/JI D. Carlos I Era uma vez um lago fora do normal onde vivia um sapo que não queria ser sapo. Esse sapo queria ser o rei de todos os deuses. O lago era muito amigo do sapo que desabafava com ele. Um dia, Zeus, foi à terra e foi encharcado pelo lago. O lago tinha poderes, conseguia controlar tudo o que era água. Zeus ficou furioso, mas sabia que não tinha sido por mal.
  • 7. - O que tens, sapo? – perguntou Zeus, pai dos deuses. - Eu queria ser o rei de todos os deuses. – disse o sapo. - Mas isso é impossível! – respondeu Zeus. - Porquê? – questionou o sapo. Zeus não respondeu e foi-se embora. No dia seguinte, o sapo armou-se com tudo o que tinha e foi ter com Perséfone, que nesta altura do ano ainda não estava no submundo. - Podes dizer-me como se vai para o submundo? – interrogou o sapo. - Só Hades ou eu te podemos levar. – afirmou Perséfone. - Podes-me levar? – pediu o sapo.
  • 8. Perséfone pensou e pensou e lá aceitou. Quando o sapo chegou ao submundo viu Hades que lhe disse: - Que queres tu? - Sou um sapo que te vem pedir para beber o sumo da romã. Hades deu-lhe o sumo e o sapo transformou- se num Deus com o poder de mover tudo o que era verde. Passados alguns dias Zeus foi ter com o sapo porque pensava que tinha sido duro com ele, mas o sapo não estava lá.
  • 9. Com a ajuda do lago, em forma de gota de água, Zeus partiu à procura do sapo. Encontrou uma árvore que lhe disse ter visto o sapo a dirigir-se para o topo do monte. A gota de água e Zeus prosseguiram o seu caminho, passaram por Hárpias e outras árvores personificadas. Encontraram o sapo no cimo do monte muito triste. Zeus perguntou-lhe porque estava tão triste, ao que o sapo respondeu que ninguém gostava dele.
  • 10. - Gostavam todos de ti como tu eras. – disse- lhe Zeus. Quando o sapo ouviu isto percebeu o que lhe tinha acontecido, o poder tinha-o transformado num sapo arrogante e egoísta. Zeus aconselhou-o a voltar a tratar todos como o fazia antes de ter poderes. O sapo aceitou o conselho e regressou a casa com Zeus. Passou a tratar todos bem, não se achando mais importante que outros.
  • 11. A castanha Rita Arranca, 3.º L, EB1 C/JI Lourel Era uma vez uma castanha que nunca, nunca queria ser comida. Um dia, quando estavam a assar castanhas, a castanha ficou muito preocupada porque pensava que também a iam assar. A castanha saltitava para fugir, mas um menino apanhou-a. A castanha pensou: - É o meu fim! A mãe do menino disse-lhe para não comer a castanha porque estava no chão.
  • 12. A castanha respirou de alívio e continuou a saltitar estrada fora. Dormia todos os dias num local diferente sempre com medo de ser comida. Fez um amigo, um gato na casa de uma senhora onde encontrou alguma segurança. Depois de muito andar, encontrou outra castanha. Esta tinha muito medo de morrer. Chamava-se Inês. A castanha Inês convidou a castanha que não queria ser comida para brincar. Enquanto brincavam as castanhas esqueceram os seus medos. Nesse dia decidiram ficar juntas e dormir junto do castanheiro.
  • 13. Muitos dias se passaram e as duas castanhas eram cada vez mais amigas. Certo dia, ao regressarem de mais um passeio viram pessoas a assar castanhas. A castanha Inês gritou: - Foge para o castanheiro! Mas já era tarde. As pessoas pegaram nas castanhas e assaram-nas.
  • 14. Bonecos de neve Sara Cunha, 5.º ano, EB1 C/JI D. Carlos I Num belo dia de inverno em que, apesar do frio, o sol brilhava a Sara decidiu fazer um boneco de neve. Era o boneco mais bonito do bairro. Na manhã seguinte quando abriu os estores reparou que havia algo de diferente no boneco de neve. Estava triste. A Sara perguntou-lhe porque estava triste. O boneco disse-lhe que se sentia sozinho no meio das árvores sem cor. O inverso só tinha duas cores o branco e o cinzento.
  • 15. O boneco de neve pediu à Sara para ir com ela para a primavera. A Sara explicou-lhe que iria derreter, no entanto o boneco insistiu e a Sara acabou por ceder. Colocou o boneco numa geleira e levou-o com ela. O boneco de neve queria agora conhecer todas as estações, incluindo o verão porque tinha mais cores. Quando regressou o inverno, a Sara fez uma boneca de neve para que o seu boneco não se sentisse só. No entanto, a sua boneca de neve rapidamente ficou triste. Tal como no inverno tinha feito com o boneco, a Sara perguntou-lhe o que tinha.
  • 16. - Tenha um desejo muito grande, quero ser mãe. – disse a boneca de neve. – Se concretizares esse meu sonho serei a boneca de neve mais feliz do mundo. – acrescentou a boneca de neve. - Mas nós já estamos na primavera. No próximo inverno eu faço um bonequinho. – respondeu a Sara. - Eu quero agora! – exclamou a boneca. A Sara questionou-a: - Como? - Ter um filho é tirar um pedaço de nós. – afirmou a boneca. Então, a Sara tirou um pedaço da boneca de neve e construiu um bonequinho. Viveram felizes até à primavera seguinte.
  • 17. Quatro amigos e mais um Manuel Neves, 4.º ano, EBI c/JI Lourel Era uma vez quatro amigos que se chamavam: outono, inverno, verão e primavera. Devem estar a perguntar porque têm o nome das quatro estações? Têm este nome porque eram os que tratavam de cada estação. Até que um dia se chatearam porque a primavera fez um grande arco-íris na estação do outono e o inverno fez nevar no verão. Houve uma discussão o que provocou o descontrolo das estações: nevava no verão, apareciam borboletas no outono…
  • 18. Na mesma cidade havia um menino chamado Bruno, que todos os dias olhava pela janela as estrelas. Havia uma estrela a quem pedia o seu grande desejo: viver uma aventura. Por causa das discussões Zeus, o pai dos homens teve de arranjar uma solução. Tentou reconciliá-los, mas não conseguiu, por isso teve de arranjar um guarda para fazer isso. Pensou de imediato no menino que sempre quis ter uma aventura, o Bruno. Zeus chamou Bruno ao Olimpo e disse: - Bruno, tu foste escolhido para ajudar as quatro estações.
  • 19. Bruno respondeu: - Claro que sim! Zeus pediu-lhe para apanhar os seguintes elementos: castanhas, flores, neve e areia dourada. Bruno fez o que Zeus lhe pediu e seguiu para a Serra de Sintra. Foi primeiro, para o Palácio de Monserrate e procurou até encontrar, a castanha dourada. Assim que a apanhou, o outono parou de fazer disparates. Bruno disse para si próprio: - Já lhe apanhei o jeito! Bruno continuou a caminhar em direção ao Castelo dos Mouros. Na antiga sala real, escondida atrás do trono, estava a flor dourada. Nesse momento a primavera também parou de fazer disparates.
  • 20. Seguiu para o Palácio da Pena e, bem lá no topo, estava um floco de neve. Bruno exclamou: - É um floco de neve! Nesse momento o inverno parou de fazer disparates. Ainda faltava encontrar um elemento da natureza: a areia. O Bruno lembrou-se do Tritão e pensou: - O Tritão tem conchas, algas e outros elementos marinhos. Também deve ter areia! Assim, Bruno, conseguiu controlar as estações e tornou-se um dos deuses mais poderosos.
  • 21. 123 Amar e sentir Era Uma Vez Cheirar ou tocar Histórias com letras e cores Dizer a verdade ou mentir Um ateliê bem decorado Colar, recortar e pintar E bem organizado. Ou até com canela ilustrar. Com a música ambiente Parecia que estávamos no oriente. Criar uma história Assim é fácil Em cada mesa um tema Alimentar a imaginação Dos mitos às lendas Através de um conto Das histórias de encantar Ou canção. Às receitas para cozinhar. Anjinhos a voar Livros e cadernos pequeninos Vou fugir das bruxas Histórias, cartas e bilhetinhos Que nos tentam apanhar. Escrever, desenhar Sereias e princesas Lindos momentos Deuses e heróis A relembrar. Nenhum é esquecido São todos bem-vindos Imagino-me na praia 123 Fascino-me com uma romã. Era uma vez... Dois jovens apaixonados Numa história entrelaçados. Madalena Matos, 5.º ano