O cânone
• A meados do século XIX em França, a arte era oficialmente dominada pela Academia
de Belas Artes. Era ela que definia as normas para a pintura francesa, e não só.
Todos os anos a Academia realizava uma exibição anual de arte conhecida como
"Salon".
Os artistas só poderiam expor os seus trabalhos no “Salon” se estes fossem primeiro
aprovados pelo júri da Academia.
• O paradigma nas artes era um paradigma “realista”:
A vista era tida como uma faculdade essencial e deveria ser educada
A pintura era guiada pelo objectivo de reprodução da realidade
O cânone
Camille Corot, Souvenir de Mortefontaine (1864), óleo sobre tela, 89 x 65 cm, Museu do
Louvre
Corot, la palette à la main
(ca.1830). Óleo sobre tela, 33 x 25
cm, Galeria dos Ofícios, Florença
Jean François Millet, Des glaneuses [Respigadeiras], 1857,
óleo sobre tela, 83 × 111 cm Musée d’Orsay
O Cânone
mudança de paradigma…
Por volta de 1860 entra em cena, em Paris, uma nova geração de pintores
que se começa a afastar do paradigma da representação fiel da realidade.
Mas é nos anos 70 que essa tendência de libertação do cânone se fortalece.
É também por essa altura que a experimentação de novas técnicas,
segundo novos pressupostos, se consolida.
Entre os grandes inovadores contam-se: Claude Monet, Edouard Manet,
Edgar Degas, Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e outros.
Em 1863, o júri do Salon rejeitou um número elevadíssimo de obras de
jovens artistas, o que causou grandes protestos. O Imperador Napoleão III
mandou então abrir o Salon des Refusés.
Entre as obras rejeitadas contava-se o quadro “Déjeuner sur l’herbe” de
Edouard Manet, que causou grande polémica.
Manet, Déjeuner sûr l’herbe, 1863, óleo
sobre tela, 208 × 264 cm, Museu d’Orsay
Impressionismo
• O movimento dissidente foi apelidado de Impressionismo pelo crítico de arte Louis Leroy
com base no título de um dos quadros exibidos, em 1874, numa exposição aberta no atelier
do fotógrafo Nadan.
• Esse quadro, de Claude Monet, trazia o título: “Impression, soleil levant” (1873).
Impressionismo
• Novas técnicas:
 pinceladas curtas de cores puras ou de tons com contraste que se
“misturam” no acto de ver e não na paleta e que permitem intensificar o
efeito de luz.
 pontilhismo: pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela
justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador.
 “esbatimento” da forma e do volume em prol do efeito de luz.
 Os impressionistas buscavam uma expressão artística que não
estivesse focada na razão nem na emoção, mas que reflectisse as
impressões da realidade impregnadas nos sentidos e na retina.
 Queriam captar o momento, escolher e fixar um momento com
qualidade estética.
Impressionismo
• Temas colhidos na vida do quotidiano, mas sem
preocupações sociais ou políticas:
 ar livre, paisagem
 cenas do dia-a-dia
 ócio burguês
Edouard Manet
E. Manet, En bateau, 1874, óleo sobre tela, 97.2 × 130.2 cm; Metropolitan Museum, NY
Claude Monet, Les Nymphéas, 1920-1926, 219 × 602 cm, Musée de l’Orangerie
Pierre-Auguste Renoir, Le déjeuner des canotiers, 1881, óleo sobre tela, 129.5 x 172.7
cm, Phillips Memorial Gallery, Washington
Neo-Impressionismo
Nos anos 80 assiste-se a:
uma maior libertação dos artistas,
uma autonomização da arte,
uma valorização dos meios próprios da arte,
 um questionar da chamada realidade objectiva e da
possibilidade de a representar,
uma valorização da subjectividade, da transmissão de
uma apreensão individual das coisas,
uma diminuição do interesse pelo que os olhos vêem.
Georges Seurat e Paul Signac, por exemplo,
trilham esse caminho.
• Seurat
Georges-Pierre Seurat, Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte, 1884-1886,
óleo sobre tela, The Art Institute of Chicago
Signac, Port St. Tropez, 1899, Musée de l'Annonciade, St. Tropez
As secessões
• Em 1884 cerca de 400 artistas descontentes com o
“establishment” nas artes, representado pela Academia
de Paris e pelo Salon, resolveram fundar a Societé des
Artistes Indépendants, que passaria a organizar um
segundo Salon anual.
• A fundação deste grupo de independentes inaugurou a
“era” das secessões. Na viragem do século muitos
grupos de artistas de diferentes países organizaram-se
à margem das escolas oficiais. Ser rebelde passou a
estar na moda.
Pós-Impressionismo
Designação para a pintura (depois também
escultura) anti-academista que, a partir de 1885,
começa a ir além dos princípios impressionistas
e neo-impressionistas.
 Designa também artistas e movimentos
diversos que procuraram encontrar novos
caminhos para a pintura, valorizando-a nas
componentes da cor e da bidimensionalidade.
Gauguin, Deux Tahitiennes, 1899, óleo sobre tela,
94 × 72,4 cm, Metropolitan Museum of Art, NY
Eugène-Henri-Paul Gauguin, Le Christ jaune,
1889, óleo sobre tela, 92,1 × 73 cm,
Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, NY
Van Gogh, A noite estrelada, óleo sobre tela, 1899, 73 × 92 cm, Museum of Modern Art, NY
Van Gogh,
Jarra com doze girassóis, óleo
sobre tela,
92.0 x 72.5 cm,
Arles,1889.
The Philadelphia Museum of Art
FIM

História do impressionismo e as secessões .ppt

  • 1.
    O cânone • Ameados do século XIX em França, a arte era oficialmente dominada pela Academia de Belas Artes. Era ela que definia as normas para a pintura francesa, e não só. Todos os anos a Academia realizava uma exibição anual de arte conhecida como "Salon". Os artistas só poderiam expor os seus trabalhos no “Salon” se estes fossem primeiro aprovados pelo júri da Academia. • O paradigma nas artes era um paradigma “realista”: A vista era tida como uma faculdade essencial e deveria ser educada A pintura era guiada pelo objectivo de reprodução da realidade
  • 2.
    O cânone Camille Corot,Souvenir de Mortefontaine (1864), óleo sobre tela, 89 x 65 cm, Museu do Louvre Corot, la palette à la main (ca.1830). Óleo sobre tela, 33 x 25 cm, Galeria dos Ofícios, Florença
  • 3.
    Jean François Millet,Des glaneuses [Respigadeiras], 1857, óleo sobre tela, 83 × 111 cm Musée d’Orsay O Cânone
  • 4.
    mudança de paradigma… Porvolta de 1860 entra em cena, em Paris, uma nova geração de pintores que se começa a afastar do paradigma da representação fiel da realidade. Mas é nos anos 70 que essa tendência de libertação do cânone se fortalece. É também por essa altura que a experimentação de novas técnicas, segundo novos pressupostos, se consolida. Entre os grandes inovadores contam-se: Claude Monet, Edouard Manet, Edgar Degas, Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e outros. Em 1863, o júri do Salon rejeitou um número elevadíssimo de obras de jovens artistas, o que causou grandes protestos. O Imperador Napoleão III mandou então abrir o Salon des Refusés. Entre as obras rejeitadas contava-se o quadro “Déjeuner sur l’herbe” de Edouard Manet, que causou grande polémica.
  • 5.
    Manet, Déjeuner sûrl’herbe, 1863, óleo sobre tela, 208 × 264 cm, Museu d’Orsay
  • 6.
    Impressionismo • O movimentodissidente foi apelidado de Impressionismo pelo crítico de arte Louis Leroy com base no título de um dos quadros exibidos, em 1874, numa exposição aberta no atelier do fotógrafo Nadan. • Esse quadro, de Claude Monet, trazia o título: “Impression, soleil levant” (1873).
  • 7.
    Impressionismo • Novas técnicas: pinceladas curtas de cores puras ou de tons com contraste que se “misturam” no acto de ver e não na paleta e que permitem intensificar o efeito de luz.  pontilhismo: pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador.  “esbatimento” da forma e do volume em prol do efeito de luz.  Os impressionistas buscavam uma expressão artística que não estivesse focada na razão nem na emoção, mas que reflectisse as impressões da realidade impregnadas nos sentidos e na retina.  Queriam captar o momento, escolher e fixar um momento com qualidade estética.
  • 8.
    Impressionismo • Temas colhidosna vida do quotidiano, mas sem preocupações sociais ou políticas:  ar livre, paisagem  cenas do dia-a-dia  ócio burguês
  • 9.
    Edouard Manet E. Manet,En bateau, 1874, óleo sobre tela, 97.2 × 130.2 cm; Metropolitan Museum, NY
  • 10.
    Claude Monet, LesNymphéas, 1920-1926, 219 × 602 cm, Musée de l’Orangerie
  • 12.
    Pierre-Auguste Renoir, Ledéjeuner des canotiers, 1881, óleo sobre tela, 129.5 x 172.7 cm, Phillips Memorial Gallery, Washington
  • 13.
    Neo-Impressionismo Nos anos 80assiste-se a: uma maior libertação dos artistas, uma autonomização da arte, uma valorização dos meios próprios da arte,  um questionar da chamada realidade objectiva e da possibilidade de a representar, uma valorização da subjectividade, da transmissão de uma apreensão individual das coisas, uma diminuição do interesse pelo que os olhos vêem. Georges Seurat e Paul Signac, por exemplo, trilham esse caminho.
  • 14.
    • Seurat Georges-Pierre Seurat,Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte, 1884-1886, óleo sobre tela, The Art Institute of Chicago
  • 15.
    Signac, Port St.Tropez, 1899, Musée de l'Annonciade, St. Tropez
  • 16.
    As secessões • Em1884 cerca de 400 artistas descontentes com o “establishment” nas artes, representado pela Academia de Paris e pelo Salon, resolveram fundar a Societé des Artistes Indépendants, que passaria a organizar um segundo Salon anual. • A fundação deste grupo de independentes inaugurou a “era” das secessões. Na viragem do século muitos grupos de artistas de diferentes países organizaram-se à margem das escolas oficiais. Ser rebelde passou a estar na moda.
  • 17.
    Pós-Impressionismo Designação para apintura (depois também escultura) anti-academista que, a partir de 1885, começa a ir além dos princípios impressionistas e neo-impressionistas.  Designa também artistas e movimentos diversos que procuraram encontrar novos caminhos para a pintura, valorizando-a nas componentes da cor e da bidimensionalidade.
  • 18.
    Gauguin, Deux Tahitiennes,1899, óleo sobre tela, 94 × 72,4 cm, Metropolitan Museum of Art, NY Eugène-Henri-Paul Gauguin, Le Christ jaune, 1889, óleo sobre tela, 92,1 × 73 cm, Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, NY
  • 19.
    Van Gogh, Anoite estrelada, óleo sobre tela, 1899, 73 × 92 cm, Museum of Modern Art, NY
  • 20.
    Van Gogh, Jarra comdoze girassóis, óleo sobre tela, 92.0 x 72.5 cm, Arles,1889. The Philadelphia Museum of Art
  • 21.