Histor – Boletim de História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018
HISTOR – Boletim de História
Ano 2 - N° 11 FLORIANÓPOLIS, TERÇA FEIRA, 06 DE NOVEMBRO DE 2018
Página 1
1. Introdução à pesquisa
Fontes Históricas
2. Contagem do tempo
Período Cenozóico - Continuação
3. Cantinho dos famosos
Éforo ( Continuação) e Ctésias de Cnido
Página 2
1. Primeiros tempos
Cronologia da Humanidade- Continua
2. Algum tempo depois
Século XXXIII a.C. ao XXXI - Continua
3. Tempo mais recente
Século XV d.C.
Página 3
1. Curiosidade e diversão
O branco e a índia
2. Indicação de leitura e outros
História do dinheiro e outros
3. Utilidade pública
Aprenda Latim – Parte 5
PENSAMENTO
================================================================================
PALAVRA DO EDITOR
Grande Abraço a todos!
Viva a História!
Maximiliano Pessôa
Várias definições da História
A palavra História tem origem grega e significa conhecimento por meio de uma
indagação e deriva de histor : “sábio ou conhecedor”. Alguns estudiosos deram
definições diferentes para história. O filósofo e escritor alemão Johann Gottfried Von
Herder, diz que é “estudo do passado”, o historiador francês Marc Bloch definiu como
“a ciência dos homens no transcurso do tempo”, já o francês Lucien Febvre define
como “o processo de mudança contínua da sociedade humana”.
Para o escritor e lexicógrafo brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda, é a
“narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e
na vida da humanidade, em geral”. Para Sérgio Buarque de Holanda, historiador e
sociólogo, “a história é o estudo do que os homens do passado fizeram, da maneira
pela qual viviam, das idéias que tinham”.
https://www.infoescola.com/ciencias/historia/
“A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo”
Napoleão Bonaparte
Errata
Histor – Boletim de História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018
Introdução à pesquisa
Divisões da História
Contagem do tempo
Linha do tempo
Cantinho dos famosos
Pioneiros
FONTES HISTÓRICAS
Parte 11
Fonte : Autor e Internet
TEORIA EVOLUCIONISTA
Parte 7
Históriadores da Grécia Antiga
Sempre nos vem a cabeça se tal fato é
verdadeiro ou não, e que provas o
Historiador pode dar daquele fato ou
acontecimento, por isso recorremos às
fontes históricas.
Às vezes elas são “impostas” como
verídicas, verdadeiras, por grupos
importantes no meio científico, por isso,
sempre recorra a mais que uma fonte.
Por exemplo : as túnicas que os romanos
usavam são fontes menos complexas que o
poema “Eneida”, de Virgílio, que narra toda
a história da civilização romana. A história
do vestuário, como a da literária, são
importantes para se compreender um dado
período histórico, pois cada uma delas se
debruça sobre um objeto específico.
Há, inclusive, estudos especiais sobre
fontes como a numismática, que é o
estudo que analisa, sob ponto de vista
histórico, as moedas. “Numisma”, em
grego, “moeda”. Por meio dos vários tipos
de moedas, desde a primeira, feita pelo rei
persa Dario I (chamada dárico), até as
atuais, testemunham situações políticas,
econômicas e culturais.
Outro exemplo bem instigante são os
monumentos, que são, também, marcos de
memória. Veja as pirâmides do Egito,
localizadas no Vale de Gizé, próximo à
atual cidade de Cairo. Testemunham o vigor
civilizacional da época dos faraós, que as
construíram para que funcionassem como
mausoléus para guardar os corpos e a
riqueza. Contudo, dada a sua perenidade, as
pirâmides também compuseram o cenário
de muitos outros acontecimentos históricos
relevantes, como a batalha que as tropas
de Napoleão Bonaparte travou contra os
mamelucos no Egito. As Pirâmides,
milênios após sua construção, estavam lá,
marcando a memória de glórias passadas.
Fonte : Autor e
https://escolakids.uol.com.br/historia/as-fontes-
historicas.htm
Teoria Evolucionista
Era Mezozóica - Períodos Triássico,
Jurássico e Cretáceo.
Cenozóico
A ordem de peixes Scorpaeniformes
diverge dos Perciformes (15 Ma). A
ordem de peixes Pleuronectiformes
diverge dos Tetraodontiformes (15 Ma).
Surge, no Quênia, a ordem Tubulidentata.
Surge,na África, o gênero Acinonix, da
qual o Guepardo faz parte
Plioceno ou Pliocénico
Época do Neogeno compreendida
entre 5 milhões e 332 mil e 1 milhão e
806 mil anos atrás, aproximadamente.
Sucede a época Miocena e precede a
Pleistocena, ambas de seu período.
Divide-se nas idades Zancleana,
Piacenziana e Gelasiana.
Pleistoceno ou Plistocénico
Época do Neogeno compreendida
entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500
anos atrás, aproximadamente. Sucede a
Pliocena e precede a Holocena, ambas de
seu período. Divide-se nas idades
Pleistocena Inferior, Pleistocena Média e
Pleistocena Superior.
No Pleistoceno ou época Glacial ou
Idade do Gelo, ocorreu vasta glaciação no
hemisfério norte e em menores
proporções no hemisfério sul. Datam
deste período os mais antigos restos do
homem (cerca de 450.000 anos).
Acredita-se que o mais antigo deles
seja o Homo heidelbergensis. Há
controvérsia sobre a idade do Homo
sapiens; segundo alguns, apareceu há
cerca de 250.000 anos, antes do Homo
neanderthalensis.
Fonte : Autor e vários locais da internet, como
ww.wikipedia.org, http://humanorigins.si.edu/ e
http://archaeologyinfo.com/hall-of-skulls/
Continua no próximo número
Éforo (em grego: ?f????; ca. 405 a.C.
— 330 a.C.) –
Outras obras atribuídas a ele são:
- Um tratado sobre descobertas
- Respeitando as coisas boas e más
- Sobre as coisas notáveis em vários
países (não se sabe se estas eram
obras separadas ou apenas trechos das
Historiai)
- Um tratado sobre minha terra, sobre
a história e as antiguidades de Cima
- Um ensaio sobre o estilo, sua única
obra retórica, que é ocasionalmente
mencionada pelo retórico Teão
Fonte :
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89foro_de
_Cime
Aproveitando o espaço, incluiremos
mais um Historiador
Ctésias de Cnido (cer. 400 a.C. - )
Foi um historiador e médico
grego. Viveu na época em que Ciro, o
Jovem se revoltou contra seu irmão
Artaxerxes II.[1] Ctésias foi feito
prisioneiro[Nota 1] e viveu em honra
dezessete anos na corte de Artaxerxes
II, por suas habilidades médicas.[1]
Ctésias escreveu, para os gregos, a
história dos persas, baseada no estudo
dos registros reais dos persas.
Crítica
Luciano de Samósata, poeta
satírico, cita Ctésias várias vezes
como mentiroso. Em seu livro Uma
história verdadeira (que narra uma
viagem à Lua), Ctésias e Heródoto
sofrem tormentos eternos por terem
escrito aquilo que não é a verdade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ct%C3%A9sias_
de_Cnido
Histor – Boletim de História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018
Primeiros tempos
Antes da Escrita
Algum tempo depois
Alguns relatos
Tempos mais recentes
Mais relatos
Cronologia da Humanidade
Homem de Neanderthal
O homem de neandertal, sua
distribuição geográfica (Europa), técnicas
de talhe (indústrias mustierenses) e
cronologia (200.000 a 30.000 anos b.p.),
características que definem este período
da pré-história antiga. O homem
abandonou o uso dos machados de mão e
passou a utilizar as lascas de pedras em
outras armas, como as flexas.
Pré-história - Período Paleolítico
Superior
150.000 a.C. – Na Ásia Oriental e
Austrália – Homo Sapiens
Neanderthalensis.
120.000 a 35.000 a.C. – Europa - Homo
Sapiens Neanderthalensis.
Por volta de 100.000 a 40.000 a.C. –
África – Aparecimento do homem
moderno (Homo sapiens sapiens)
Por volta de 50 mil anos -
desenvolvimento da linguagem
humana
50.000 a.C. – África – Grupos humanos
ocupam o Japão e a Austrália.
45.000 a 30.000 a.C. – América –
Populações siberinas chegam à
América através do estreito de
Behring.
40.000 a.C. – o Homo sapiens cria
instrumentos de pedra lascada mais
precisos que os existentes até então.
Entre as “novidades ecnológicas”, há
raspadores de couro (pedras lascadas
na forma de lâmina) e pequenas
pontas de flecha bem lapidadas.
Europa – Homem de Cromagnon
(possuia de 1,8 a 2 metros de altura)
35.000 a.C. – Europa – Aparecimento do
Homo Sapiens
30.000 a.C. – Europa – Fim do
Neandertal. Cultura de Aurignac.
Outras regioões – povoamento da
Austrália e América do Norte.
30.000 a 6.000 a.C. – América –
Homem caçador e coletor.
Fonte : www.estudopratico.com.br/periodo-
paleolitico-caracteristicas/
Quarto milénio a.C. – De 4.000 a 3.001
Século XXXIII a.C. – De 3.300 a.C. a
3.201 a.C.
Desenvolvimento da Civilização do
Vale do Indo.
c. 3.300 a.C. - Morto Ötzi, múmia
encontrada nos Alpes italianos. Os
faraós do Baixo Egito: Tiu, Tesh,
Hsekiu e Wazner. Os faraós do Alto
Egito, conhecidos como Dinastia 0:
Ro, Ka, Serket e Narmer.
Século XXXII a.C. – De 3.200 a.C. a
3.101 a.C.
c. 3.200 a 3.000 (Naqada III) - surge a
escrita propriamente dita, na forma
de hieróglifos. Pela primeira vez, os
mortos são enterrados com seus
bens.
c. 3.200 a.C. - Construção do
observatório de Newgrange, na
Escócia.
c. 3.200 a 2.900 a.C. - Narmer unifica o
Alto e o Baixo Egito, fundando a I
dinastia egípcia.
3.114 a.C. - Marco inicial da atual era
na Contagem Longa do Calendário
Maia (ano da criação da Terra,
ocorrida no dia 11 ou 13 de agosto).
3.102 a.C. - Para o hinduísmo, essa data
marca a morte corpórea de Krishna e
o início do Kali Yuga
Século XXXI a.C. – De 3.100 a.C a
3.001 a.C
São criados os ideogramas chineses.
Sistemas de canais, irrigação e
barragens são utilizadas na Suméria,
Egito e Índia. Desenvolvimento da
escrita pictográfica dos Sumérios.
c. 3.100 a.C. - Construção de Mênfis,
primeira capital do Estado egípcio.
O assentamento neolítico de Skara
Bae, nas Ilhas Orcadas, começa a ser
ocupado. Primeiro estágio da
construção do Stonehenge, no sul da
Inglaterra.
c. 3.000 a.C. - No Egito, começa o
reinado de Djer, segundo faraó.
Começa a construção de Caral, no
Peru, a cidade mais antiga da
América. Na ilha de Creta, inicia-se
a civilização minóica.
Continua no próximo número
d.C. (depois de Cristo)
Segundo milénio d.C. –
Século XV d.C. - De 1.401 a 1.500
Os séculos XV e XVI são os dos
desbravamentos e descobertas. Quando
surge também uma nova mentalidade, o
Renascimento. É precedido de uma trilogia:
Peste negra, Guerra dos Cem Anos e a
fome, que leva o homem europeu a
restaurar o campo e atender ao mercado
urbano. Durante o século XV, Portugal foi
uma potência mundial económica, social e
cultural, constituindo-se o primeiro e o
mais duradouro império colonial de
amplitude global.
1.404 - A Respeito dos Estudos Liberais, de
Vergerio: primeiro tratado humanista
sobre a educação
1.415 - O reformador religioso Jan Hus é
queimado na fogueira
1.429 - Joana D´Arc lidera os franceses
contra os ingleses; História de Florença,
de Bruni, inicia a historiografia do
Renascimento
1.434 - Cósimo de Médicis ascende ao
poder em Florença
1.435 - Da Pintura, de Alberti, sistematiza
princípios de perspectiva
1.440 - Da Ignorância Instruída, de Nicolau
de Cusa; Do Verdadeiro Bem, de Valla
1.444 - Nuno Tristão chega à foz do rio
Senegal
1.446 - Ordenações Afonsinas, 1º código de
leis português
1.452 - Nascimento de Leonardo da Vinci
1.453 - Em 09 ou 29 de maio o Império
Turco Otomano ocupa Constantinopla,
capital do Império Bizantino. Data
convencional do início da Idade
Moderna. Fim do Império Bizantino;
1.454 ou 1.455 - A primeira impressora da
história é montada pelo inventor alemão
Johann ou Johannes Gutemberg. A obra
impressa de estréia é uma bíblia
ilustrada. De todas as revoluções
tecnológicas do milénio, a que teve
maior alcance. Começa a revolução da
imprensa. Antes de Gutemberg, os
livros eram copiados a mão, e
pouquíssimas pessoas tinham acesso à
leitura. Portugal toma as ilhas de Cabo
Verde
Continua no próximo número
Histor – Boletim de História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018
Curiosidade e diversão Indicação de leitura
Utilidade pública
O branco e a índia
Numa missão em área de sua
jurisdição, Ayres da Cunha esteve em
visita de reconhecimento à tribo dos
Kalapalo. Ali, conheceu a índia
Diacuí, uma jovem de 20 anos de
idade. A nação Kalapalo era uma das
mais importantes do Alto Xingu e
habitava uma região, que ainda hoje, é
considerada como uma das mais
bonitas e preservadas do Brasil
A beleza da índia Diacuí chamou a
atenção de Ayres da Cunha que, pouco
tempo depois, ofereceu-se para casar
com ela. O carisma do sertanista
gaúcho conquistou inclusive o pai de
Diacuí que não se opôs ao pedido de
casamento da filha com aquele branco.
No Rio de Janeiro, em entrevista à
imprensa, Ayres afirmou que foi
aconselhado pessoalmente a não levar
adiante o casamento pelos etnólogos
do SPI, Darcy Ribeiro e Eduardo
Galvão. Na verdade, houve
dificuldades burocráticas, pois a
maioria se indagava se era correto a
um civilizado casar com uma
"selvagem", no regime em que o
Código Civil mantém os silvícolas.
Afinal era o primeiro casamento de um
branco com uma índia no Brasil
Acertado com o pai da noiva,
Ayres da Cunha partiu para o Rio de
Janeiro levando a futura esposa, seu
sogro, o cacique dos Kalapalo e
outros poucos selvagens líderes da
tribo.
A 29 de novembro de 1952, na
igreja da Candelária, no Rio de
Janeiro, o sertanista Aires Câmara da
Cunha casa-se com a índia Diacuí, do
Xingu. O padrinho foi Assis
Chateaubriand. Presentes 10.000
pessoas, entre grã-finos, índios e
curiosos. O fato, na época, foi
registrado pela imprensa de todo o
mundo.
Nove meses depois de o casal
retornar à tribo dos Kalapalo, nas
margens do Rio Kuluene, no Mato
Grosso, onde Ayres da Cunha dizia ser
seu novo lar, a imprensa alardeia com
nova "bomba":
http://midias.camarajatai.go.gov.br/historia/Hist
orias/Diacu%C3%AD/index.htm
- Durante muito
tempo acreditamos que a capacidade
de produzir e utilizar ferramentas era o
que nos distinguia dos animais. O ser
humano possui uma inventabilidade
inegável. Você encontrará arqui multas
malfadadas invenções.
- Conta o que você
precisa saber, desde os tempos mais
remotos até os atuais, condensado em
pequenos capítulos. Aqui é explicado de
uma maneira engraçada.
- volume I: O valor
das moedas, das coisas e do trabalho
da pré-história até o fim da Idade Média.
Explora as relações que transformam a
economia através dos tempos com
tabelas detalhadas de preços de
produtos, serviços, multas para
infrações, taxas de câmbio entre
diversas moedas e muito mais
Latim – Parte 5
http://www.multcarpo.com.br/latim.htm
Accusare nemo se debet nisi coram deo :
Ninguém se deve acusar, exceto na
presença de Deus.
Accusatio suspecti tutoris: Acusação do
tutor suspeito.
Accusatio testamenti : Acusação do
testamento.
Acidente in itinere : Aquele ocorrido no
trajeto que o empregado utiliza para ir
e voltar do trabalho.
Acta : Atos, autos.
Acta simulata substantiam veritatis mutare
non possunt : Os atos simulados não
podem mudar a substância da verdade.
Actio : Ação.
Actio ad exhibendum : Ação de exibição.
Actio aestimatoria : Ação estimatória.
Actio aquae pluviae arcendae : Ação de
tirada de água de chuva.
Actio arbitraria : Ação arbitrária.
Actio arborum furtim caesarum : Ação de
cortar árvores furtivamente.
Actio auctoritatis : Ação de autoridade.
Actio autem nihil aliud est quam jus
persequendi in judicio quod sibi
debeatur : A ação nada mais é do que o
direito de perseguir em juízo o que lhe
é devido.
Actio calumniae : Ação de calúnia.
Actio commodati : Ação de comodato.
Actio communi dividundo : Ação de
divisão das coisas comuns.
Actio conditio ex mutuo : Ação de
pagamento de empréstimo.
Continua no próximo número

Histor 11

  • 1.
    Histor – Boletimde História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018 HISTOR – Boletim de História Ano 2 - N° 11 FLORIANÓPOLIS, TERÇA FEIRA, 06 DE NOVEMBRO DE 2018 Página 1 1. Introdução à pesquisa Fontes Históricas 2. Contagem do tempo Período Cenozóico - Continuação 3. Cantinho dos famosos Éforo ( Continuação) e Ctésias de Cnido Página 2 1. Primeiros tempos Cronologia da Humanidade- Continua 2. Algum tempo depois Século XXXIII a.C. ao XXXI - Continua 3. Tempo mais recente Século XV d.C. Página 3 1. Curiosidade e diversão O branco e a índia 2. Indicação de leitura e outros História do dinheiro e outros 3. Utilidade pública Aprenda Latim – Parte 5 PENSAMENTO ================================================================================ PALAVRA DO EDITOR Grande Abraço a todos! Viva a História! Maximiliano Pessôa Várias definições da História A palavra História tem origem grega e significa conhecimento por meio de uma indagação e deriva de histor : “sábio ou conhecedor”. Alguns estudiosos deram definições diferentes para história. O filósofo e escritor alemão Johann Gottfried Von Herder, diz que é “estudo do passado”, o historiador francês Marc Bloch definiu como “a ciência dos homens no transcurso do tempo”, já o francês Lucien Febvre define como “o processo de mudança contínua da sociedade humana”. Para o escritor e lexicógrafo brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda, é a “narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral”. Para Sérgio Buarque de Holanda, historiador e sociólogo, “a história é o estudo do que os homens do passado fizeram, da maneira pela qual viviam, das idéias que tinham”. https://www.infoescola.com/ciencias/historia/ “A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” Napoleão Bonaparte Errata
  • 2.
    Histor – Boletimde História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018 Introdução à pesquisa Divisões da História Contagem do tempo Linha do tempo Cantinho dos famosos Pioneiros FONTES HISTÓRICAS Parte 11 Fonte : Autor e Internet TEORIA EVOLUCIONISTA Parte 7 Históriadores da Grécia Antiga Sempre nos vem a cabeça se tal fato é verdadeiro ou não, e que provas o Historiador pode dar daquele fato ou acontecimento, por isso recorremos às fontes históricas. Às vezes elas são “impostas” como verídicas, verdadeiras, por grupos importantes no meio científico, por isso, sempre recorra a mais que uma fonte. Por exemplo : as túnicas que os romanos usavam são fontes menos complexas que o poema “Eneida”, de Virgílio, que narra toda a história da civilização romana. A história do vestuário, como a da literária, são importantes para se compreender um dado período histórico, pois cada uma delas se debruça sobre um objeto específico. Há, inclusive, estudos especiais sobre fontes como a numismática, que é o estudo que analisa, sob ponto de vista histórico, as moedas. “Numisma”, em grego, “moeda”. Por meio dos vários tipos de moedas, desde a primeira, feita pelo rei persa Dario I (chamada dárico), até as atuais, testemunham situações políticas, econômicas e culturais. Outro exemplo bem instigante são os monumentos, que são, também, marcos de memória. Veja as pirâmides do Egito, localizadas no Vale de Gizé, próximo à atual cidade de Cairo. Testemunham o vigor civilizacional da época dos faraós, que as construíram para que funcionassem como mausoléus para guardar os corpos e a riqueza. Contudo, dada a sua perenidade, as pirâmides também compuseram o cenário de muitos outros acontecimentos históricos relevantes, como a batalha que as tropas de Napoleão Bonaparte travou contra os mamelucos no Egito. As Pirâmides, milênios após sua construção, estavam lá, marcando a memória de glórias passadas. Fonte : Autor e https://escolakids.uol.com.br/historia/as-fontes- historicas.htm Teoria Evolucionista Era Mezozóica - Períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. Cenozóico A ordem de peixes Scorpaeniformes diverge dos Perciformes (15 Ma). A ordem de peixes Pleuronectiformes diverge dos Tetraodontiformes (15 Ma). Surge, no Quênia, a ordem Tubulidentata. Surge,na África, o gênero Acinonix, da qual o Guepardo faz parte Plioceno ou Pliocénico Época do Neogeno compreendida entre 5 milhões e 332 mil e 1 milhão e 806 mil anos atrás, aproximadamente. Sucede a época Miocena e precede a Pleistocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Zancleana, Piacenziana e Gelasiana. Pleistoceno ou Plistocénico Época do Neogeno compreendida entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás, aproximadamente. Sucede a Pliocena e precede a Holocena, ambas de seu período. Divide-se nas idades Pleistocena Inferior, Pleistocena Média e Pleistocena Superior. No Pleistoceno ou época Glacial ou Idade do Gelo, ocorreu vasta glaciação no hemisfério norte e em menores proporções no hemisfério sul. Datam deste período os mais antigos restos do homem (cerca de 450.000 anos). Acredita-se que o mais antigo deles seja o Homo heidelbergensis. Há controvérsia sobre a idade do Homo sapiens; segundo alguns, apareceu há cerca de 250.000 anos, antes do Homo neanderthalensis. Fonte : Autor e vários locais da internet, como ww.wikipedia.org, http://humanorigins.si.edu/ e http://archaeologyinfo.com/hall-of-skulls/ Continua no próximo número Éforo (em grego: ?f????; ca. 405 a.C. — 330 a.C.) – Outras obras atribuídas a ele são: - Um tratado sobre descobertas - Respeitando as coisas boas e más - Sobre as coisas notáveis em vários países (não se sabe se estas eram obras separadas ou apenas trechos das Historiai) - Um tratado sobre minha terra, sobre a história e as antiguidades de Cima - Um ensaio sobre o estilo, sua única obra retórica, que é ocasionalmente mencionada pelo retórico Teão Fonte : https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89foro_de _Cime Aproveitando o espaço, incluiremos mais um Historiador Ctésias de Cnido (cer. 400 a.C. - ) Foi um historiador e médico grego. Viveu na época em que Ciro, o Jovem se revoltou contra seu irmão Artaxerxes II.[1] Ctésias foi feito prisioneiro[Nota 1] e viveu em honra dezessete anos na corte de Artaxerxes II, por suas habilidades médicas.[1] Ctésias escreveu, para os gregos, a história dos persas, baseada no estudo dos registros reais dos persas. Crítica Luciano de Samósata, poeta satírico, cita Ctésias várias vezes como mentiroso. Em seu livro Uma história verdadeira (que narra uma viagem à Lua), Ctésias e Heródoto sofrem tormentos eternos por terem escrito aquilo que não é a verdade https://pt.wikipedia.org/wiki/Ct%C3%A9sias_ de_Cnido
  • 3.
    Histor – Boletimde História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018 Primeiros tempos Antes da Escrita Algum tempo depois Alguns relatos Tempos mais recentes Mais relatos Cronologia da Humanidade Homem de Neanderthal O homem de neandertal, sua distribuição geográfica (Europa), técnicas de talhe (indústrias mustierenses) e cronologia (200.000 a 30.000 anos b.p.), características que definem este período da pré-história antiga. O homem abandonou o uso dos machados de mão e passou a utilizar as lascas de pedras em outras armas, como as flexas. Pré-história - Período Paleolítico Superior 150.000 a.C. – Na Ásia Oriental e Austrália – Homo Sapiens Neanderthalensis. 120.000 a 35.000 a.C. – Europa - Homo Sapiens Neanderthalensis. Por volta de 100.000 a 40.000 a.C. – África – Aparecimento do homem moderno (Homo sapiens sapiens) Por volta de 50 mil anos - desenvolvimento da linguagem humana 50.000 a.C. – África – Grupos humanos ocupam o Japão e a Austrália. 45.000 a 30.000 a.C. – América – Populações siberinas chegam à América através do estreito de Behring. 40.000 a.C. – o Homo sapiens cria instrumentos de pedra lascada mais precisos que os existentes até então. Entre as “novidades ecnológicas”, há raspadores de couro (pedras lascadas na forma de lâmina) e pequenas pontas de flecha bem lapidadas. Europa – Homem de Cromagnon (possuia de 1,8 a 2 metros de altura) 35.000 a.C. – Europa – Aparecimento do Homo Sapiens 30.000 a.C. – Europa – Fim do Neandertal. Cultura de Aurignac. Outras regioões – povoamento da Austrália e América do Norte. 30.000 a 6.000 a.C. – América – Homem caçador e coletor. Fonte : www.estudopratico.com.br/periodo- paleolitico-caracteristicas/ Quarto milénio a.C. – De 4.000 a 3.001 Século XXXIII a.C. – De 3.300 a.C. a 3.201 a.C. Desenvolvimento da Civilização do Vale do Indo. c. 3.300 a.C. - Morto Ötzi, múmia encontrada nos Alpes italianos. Os faraós do Baixo Egito: Tiu, Tesh, Hsekiu e Wazner. Os faraós do Alto Egito, conhecidos como Dinastia 0: Ro, Ka, Serket e Narmer. Século XXXII a.C. – De 3.200 a.C. a 3.101 a.C. c. 3.200 a 3.000 (Naqada III) - surge a escrita propriamente dita, na forma de hieróglifos. Pela primeira vez, os mortos são enterrados com seus bens. c. 3.200 a.C. - Construção do observatório de Newgrange, na Escócia. c. 3.200 a 2.900 a.C. - Narmer unifica o Alto e o Baixo Egito, fundando a I dinastia egípcia. 3.114 a.C. - Marco inicial da atual era na Contagem Longa do Calendário Maia (ano da criação da Terra, ocorrida no dia 11 ou 13 de agosto). 3.102 a.C. - Para o hinduísmo, essa data marca a morte corpórea de Krishna e o início do Kali Yuga Século XXXI a.C. – De 3.100 a.C a 3.001 a.C São criados os ideogramas chineses. Sistemas de canais, irrigação e barragens são utilizadas na Suméria, Egito e Índia. Desenvolvimento da escrita pictográfica dos Sumérios. c. 3.100 a.C. - Construção de Mênfis, primeira capital do Estado egípcio. O assentamento neolítico de Skara Bae, nas Ilhas Orcadas, começa a ser ocupado. Primeiro estágio da construção do Stonehenge, no sul da Inglaterra. c. 3.000 a.C. - No Egito, começa o reinado de Djer, segundo faraó. Começa a construção de Caral, no Peru, a cidade mais antiga da América. Na ilha de Creta, inicia-se a civilização minóica. Continua no próximo número d.C. (depois de Cristo) Segundo milénio d.C. – Século XV d.C. - De 1.401 a 1.500 Os séculos XV e XVI são os dos desbravamentos e descobertas. Quando surge também uma nova mentalidade, o Renascimento. É precedido de uma trilogia: Peste negra, Guerra dos Cem Anos e a fome, que leva o homem europeu a restaurar o campo e atender ao mercado urbano. Durante o século XV, Portugal foi uma potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global. 1.404 - A Respeito dos Estudos Liberais, de Vergerio: primeiro tratado humanista sobre a educação 1.415 - O reformador religioso Jan Hus é queimado na fogueira 1.429 - Joana D´Arc lidera os franceses contra os ingleses; História de Florença, de Bruni, inicia a historiografia do Renascimento 1.434 - Cósimo de Médicis ascende ao poder em Florença 1.435 - Da Pintura, de Alberti, sistematiza princípios de perspectiva 1.440 - Da Ignorância Instruída, de Nicolau de Cusa; Do Verdadeiro Bem, de Valla 1.444 - Nuno Tristão chega à foz do rio Senegal 1.446 - Ordenações Afonsinas, 1º código de leis português 1.452 - Nascimento de Leonardo da Vinci 1.453 - Em 09 ou 29 de maio o Império Turco Otomano ocupa Constantinopla, capital do Império Bizantino. Data convencional do início da Idade Moderna. Fim do Império Bizantino; 1.454 ou 1.455 - A primeira impressora da história é montada pelo inventor alemão Johann ou Johannes Gutemberg. A obra impressa de estréia é uma bíblia ilustrada. De todas as revoluções tecnológicas do milénio, a que teve maior alcance. Começa a revolução da imprensa. Antes de Gutemberg, os livros eram copiados a mão, e pouquíssimas pessoas tinham acesso à leitura. Portugal toma as ilhas de Cabo Verde Continua no próximo número
  • 4.
    Histor – Boletimde História - Ano 2 - N° 11 Florianópolis, Terça Feira, 06 de Novembro de 2018 Curiosidade e diversão Indicação de leitura Utilidade pública O branco e a índia Numa missão em área de sua jurisdição, Ayres da Cunha esteve em visita de reconhecimento à tribo dos Kalapalo. Ali, conheceu a índia Diacuí, uma jovem de 20 anos de idade. A nação Kalapalo era uma das mais importantes do Alto Xingu e habitava uma região, que ainda hoje, é considerada como uma das mais bonitas e preservadas do Brasil A beleza da índia Diacuí chamou a atenção de Ayres da Cunha que, pouco tempo depois, ofereceu-se para casar com ela. O carisma do sertanista gaúcho conquistou inclusive o pai de Diacuí que não se opôs ao pedido de casamento da filha com aquele branco. No Rio de Janeiro, em entrevista à imprensa, Ayres afirmou que foi aconselhado pessoalmente a não levar adiante o casamento pelos etnólogos do SPI, Darcy Ribeiro e Eduardo Galvão. Na verdade, houve dificuldades burocráticas, pois a maioria se indagava se era correto a um civilizado casar com uma "selvagem", no regime em que o Código Civil mantém os silvícolas. Afinal era o primeiro casamento de um branco com uma índia no Brasil Acertado com o pai da noiva, Ayres da Cunha partiu para o Rio de Janeiro levando a futura esposa, seu sogro, o cacique dos Kalapalo e outros poucos selvagens líderes da tribo. A 29 de novembro de 1952, na igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, o sertanista Aires Câmara da Cunha casa-se com a índia Diacuí, do Xingu. O padrinho foi Assis Chateaubriand. Presentes 10.000 pessoas, entre grã-finos, índios e curiosos. O fato, na época, foi registrado pela imprensa de todo o mundo. Nove meses depois de o casal retornar à tribo dos Kalapalo, nas margens do Rio Kuluene, no Mato Grosso, onde Ayres da Cunha dizia ser seu novo lar, a imprensa alardeia com nova "bomba": http://midias.camarajatai.go.gov.br/historia/Hist orias/Diacu%C3%AD/index.htm - Durante muito tempo acreditamos que a capacidade de produzir e utilizar ferramentas era o que nos distinguia dos animais. O ser humano possui uma inventabilidade inegável. Você encontrará arqui multas malfadadas invenções. - Conta o que você precisa saber, desde os tempos mais remotos até os atuais, condensado em pequenos capítulos. Aqui é explicado de uma maneira engraçada. - volume I: O valor das moedas, das coisas e do trabalho da pré-história até o fim da Idade Média. Explora as relações que transformam a economia através dos tempos com tabelas detalhadas de preços de produtos, serviços, multas para infrações, taxas de câmbio entre diversas moedas e muito mais Latim – Parte 5 http://www.multcarpo.com.br/latim.htm Accusare nemo se debet nisi coram deo : Ninguém se deve acusar, exceto na presença de Deus. Accusatio suspecti tutoris: Acusação do tutor suspeito. Accusatio testamenti : Acusação do testamento. Acidente in itinere : Aquele ocorrido no trajeto que o empregado utiliza para ir e voltar do trabalho. Acta : Atos, autos. Acta simulata substantiam veritatis mutare non possunt : Os atos simulados não podem mudar a substância da verdade. Actio : Ação. Actio ad exhibendum : Ação de exibição. Actio aestimatoria : Ação estimatória. Actio aquae pluviae arcendae : Ação de tirada de água de chuva. Actio arbitraria : Ação arbitrária. Actio arborum furtim caesarum : Ação de cortar árvores furtivamente. Actio auctoritatis : Ação de autoridade. Actio autem nihil aliud est quam jus persequendi in judicio quod sibi debeatur : A ação nada mais é do que o direito de perseguir em juízo o que lhe é devido. Actio calumniae : Ação de calúnia. Actio commodati : Ação de comodato. Actio communi dividundo : Ação de divisão das coisas comuns. Actio conditio ex mutuo : Ação de pagamento de empréstimo. Continua no próximo número