FLÁVIA ANDRADE
NATÃ AMORIM
STELA MELO
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA - HAS
 "Hipertensão arterial é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação
sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg”
 Secundária em 3-5%
 O tratamento da causa pode curar ou melhorar o controle da PA
FATORES DE RISCO
MEDIDA NO CONSULTÓRIO
 PA ≤ 120/80 mmHg: a cada 2 anos
 PA > 120/80 mmHg e < 140/90 mmHg: anual
 Calibração anualmente
 Manguito de acordo com a circunferência do braço
 Centralizar sobre a artéria braquial
 Estimar PAS pelo pulso radial
 Ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado
 Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar o estetoscópio
 Desinsuflar
 PAS: primeiro som (fase I de Korotkoff)
 PAD: desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff)
 Auscultar 20 a 30 mmHg para confirmar
 Realizar pelo menos duas medições, com intervalo em torno de um minuto.
 NÃO arredondar
 Valores de referência para a definição de HA pelas medidas de consultório,
MAPA e MRPA
Medição Residencial da PA (MRPA)
 três medições pela manhã, antes do desjejum e da tomada da medicação, e
três à noite, antes do jantar, durante cinco dias
 duas medições em cada uma dessas duas sessões, durante sete dias
 valores anormais ≥ 135/85 mmHg
Monitorização Ambulatorial da PA
(MAPA)
 registro 24 horas ou mais
 medições durante o sono
 valores anormais as médias de PA de 24 horas ≥ 130/80 mmHg, vigília ≥ 135/85
mmHg e sono ≥ 120/70 mmHg
CLASSIFICAÇÃO
Efeito do avental branco
 diferença igual ou superior a 20 mmHg na PAS e/ou 10 mmHg na PAD entre consultório e fora
dele
 não muda o diagnóstico!
 pode alterar o estágio ou atrapalhar adequação terapêutica
Hipertensão do avental branco
 valores anormais no consultório, porém valores normais pela fora
Hipertensão mascarada
 valores normais no consultório, porém PA elevada pela MAPA ou MRPA
CLASSIFICAÇÃO
FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR
NA AVALIAÇÃO DO RISCO ADICIONAL
NO HIPERTENSO
 sexo masculino
 idade
•homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥ 65 anos
 história de DCV prematura em parentes de 1º grau
 tabagismo
 dislipidemia
•colesterol total > 190 mg/dl e/ou
•LDL-colesterol > 115 mg/dl e/ou
•HDL-colesterol < 40 mg/dl nos homens ou < 46 mg/dl nas mulheres e/ou
•triglicerídeos > 150 mg/dl
FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR
NA AVALIAÇÃO
 resistência à insulina
 glicemia plasmática em jejum: 100-125 mg/dl
 teste oral de tolerância à glicose: 140-199 mg/dl em 2 horas
 hemoglobina glicada: 5,7 –6,4%
 obesidade
 IMC ≥ 30 kg/m2
 CA ≥ 102 cm nos homens ou ≥ 88 cm nas mulheres
LESÃO DE ÓRGÃO-ALVO
 Hipertrofia ventricular esquerda
 Espessamento Médio Intimal da carótida > 0,9 mm ou placa carotídea
 Velocidade de onda de pulso carótido-femoral > 10 m/s
 ITB < 0,9
 Doença renal crônica estágio 3 (RFG-e 30-60 mL/min/1,73m2)
 Albuminúria e
 Entre 30 e 300 mg/24h ou relação albumina-creatinina urinária 30 a 300 mg/g
DOENÇA CV E RENAL ESTABELECIDA
Doença cerebrovascular
 AVE isquêmico
 hemorragia cerebral
 ataque isquêmico transitório
Doença da artéria coronária
 angina estável ou instável
 infarto do miocárdio
 revascularização do miocárdio: percutânea (angioplastia) ou cirúrgica
 insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada
Doença arterial periférica sintomática dos membros inferiores
Doença renal crônica estágio 4 (RFG-e < 30 ml/min/1,73m2) ou albuminúria> 300 mg/24h
Retinopatia avançada: hemorragias, exsudatos, papiledema
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO NO
PACIENTE HIPERTENSO
EXAMES
 Eletrocardiograma
 Ecocardiograma
 USG carótidas
 Creatinina (clearance) e ureia
 Albumina urinária
 Perfil lipídico
 Glicemia de jejum e hemoglobina glicada
 Proteína C reativa
 Escore de cálcio coronariano
PLANO TERAPÊUTICO
METAS & DECISÕES TERAPÊUTICAS
 Após estratificar o risco, definir
 ੦metas pressóricas
 ੦MEV isolada? Por quanto tempo?
 ੦MEV + medicamentos (imediato)?
 ੦quais medicamentos? Isolados? Associação?
PLANO TERAPÊUTICO
NOVA DIRETRIZ 2017 AHA
 META pressórica <130x80mmHg
 Pacientes alto risco <120x80mmHg
 Decisão de tratamento medicamentoso
TRATAMENTO –BENEFÍCIOS
PLANO TERAPÊUTICO
 HAS estágio 1 (PAS = 140-159, PAD = 90-99)
੦HAS estágio 1 + risco CV baixo = MEV isolado 6m
੦HAS estágio 1 + risco CV moderado = MEV isolado 3m
੦HAS estágio 1 + risco CV alto = MEV + medicamentos
 DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágios 2 e 3
 (PA ≥160x100mmHg)
 MEV + medicamentos (imediato)
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO
Redução de 5 a 6mmHg
*redução risco relativo 40%
AVE
*redução risco relativo 25%
DAC
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO
 CONTROLE DE PESO
Manter IMC entre 19 e 24,9kg/m²
circunferência abdominal homens <102cm
circunferência abdominal mulheres <88cm
 ALIMENTAÇÃO
Dieta rica em frutas, vegetais, baixas calorias e baixo teor de gorduras saturadas
DASH (Dietary Approchesto Stop Hypertension)
PAS em 11,4mmHg
PAD em 5,5mmHg
 ATIVIDADE FÍSICA
Atividade física moderada intensidade
caminhar conversando
faixa ideal para prevenção e tratamento da HAS
 REDUÇÃO DO SÓDIO:
Reduzir ingestão Sódio 6g sal/dia
4g sal + 2g de sal dos ppios alimentos.
OBS: treinamento não deve ser feito se PAS >160 e/ou PAD >105mmHg
COMO RECOMENDAR UMA DIETA AO
ESTILO DASH
 Escolher alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo,
carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequenas quantidades
 Comer muitas frutas e hortaliças, aproximadamente de oito a dez porções por dia (uma porção é
igual a uma concha média)
 Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia
 Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral
 Comer oleaginosos (castanhas), sementes e grãos, de quatro a cinco porções por semana (uma
porção é igual a 1/3 de xícara ou 40 gramas de castanhas, duas colheres de sopa ou 14 gramas de
sementes, ou ½ xícara de feijões ou ervilhas cozidas e secas)
 Reduzir a adição de gorduras. Utilizar margarina light e óleos vegetais insaturados (como azeite,
soja, milho, canola).
 Evitar a adição de sal aos alimentos. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos
industrializados
 Diminuir ou evitar o consumo de doces e bebidas com açúcar
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 PLANO TERAPÊUTICO
 DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágio 1
HAS estágio 1 + risco CV baixo = MEV isolado 6m
HAS estágio 1 + risco CV moderado = MEV isolado 3m
HAS estágio 1 + risco CV alto = MEV + medicamentos
 DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágios 2 e 3
(PA ≥160x100mmHg)
MEV + medicamentos (imediato)
CLASSES DE ANTI-HIPERTENSIVOS
DISPONÍVEIS PARA USO CLÍNICO
 Diuréticos
 Inibidores adrenérgicos
 Ação central –agonistas alfa-2 centrais
 Betabloqueadores –bloqueadores beta-adrenérgicos
 Alfabloqueadores–bloqueadores alfa-1-adrenérgicos
 Vasodilatadores direitos
 Bloqueadores dos canais de cálcio
 Inibidores da enzima conversora da angiotensina
 Bloqueadores do receptor AT, da angiotensina II
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 DIURÉTICOS
Diuréticos tiazídicos
Hidroclorotiazida, clortalidonae indapamida
*possuem poder diurético fraco e poder anti-hipertensivo forte
*a ação diurética se perde com o tempo, e o efeito anti-hipertensivo ocorre pela
diminuição da resistência vascular periférica
 Hidroclorotiazida
 ANVISA final 2018 alerta para risco de CA de pele não melanoma
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 DIURÉTICOS
 Diuréticos tiazídicos
 classe de 1ª escolha
 monoterapia ou associação
 indicação: idosos; indivíduos da raça negra (podem ser benéficos em pacientes
com osteoporose, pois inibem a excreção tubular de cálcio)
 EC: aumento ác. úrico
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 DIURÉTICOS
 Diuréticos de alça
 Furosemida
 possuem poder diurético forte e poder anti-hipertensivo fraco
 indicações: HAS e IC; HAS causa renal
 EC: diminuição K+
 BETABLOQUEADORES
 Classe de 1ª escolha (até o 8 JNC)
 monoterapia ou associação
 indicação: jovens; pct com ICO; IC
 EC: BAVs, asma, DPOC, máscara hipoglicemia e retarda gliconeogênese
 BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO
 Não di-hidropiridínicos
 Diltiazeme verapamil
 Di-hidropiridínicos
 Anlodipinoe nifedipino
 classe de 1ª escolha
 monoterapia ou associação
 indicação: raça negra, idosos, pacientes com ICO
 EC: BAVs, piora função ventricular (verapamil)
 INIBIDORES DA ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (IECA)
 Captopril, enalapril, lisinoprile ramipril
 classe de 1ª escolha
 monoterapia ou associação
 indicação: jovens, raça branca, pacientes com DM e pacientes com IC
 EC: aumento k+, tosse e angioedema
 Indicação forte para pacientes com Diabetes Melitus
 Diminui a progressão da nefropatia diabética
 BLOQUEADORES DOS RECEPTORES DE ANGIOTENSINA II (BRA)
 Valsartana, losartana, candesartana, irbesartanae telmisartana
 classe de 1ª escolha
 monoterapia ou associação
 indicação: jovens, raça branca, pacientes com DM e PC com IC
 EC: ↑ k+
 VASODILATADORES DIRETOS
 Hidralazinae minoxidil
 NÃOsão classe de 1ª escolha
 associação
 indicação: HAS de difícil controle na associação, pacientes com IC e contraindicação ao IECA
 EC: taquicardia reflexa, na suspensão hipertensão rebote
 ALFABLOQUEADORES
 Prazosina
 NÃO são classe de 1ª escolha
 associação
 indicação: pode ser lembrado em PC com HBP
 EC: edema periférico, dispneia e náuseas
 AGENTES CENTRAIS (INIBIDORES ADRENÉRGICOS)
 Clonidina, metildopa e reserpina
 NÃO são classe de 1ª escolha
 associação
 indicação: HAS de difícil controle na associação e pacientes com IRC; alfametildopa1ª escolha em gestantes
 EC: impotência sexual, anemia hemolítica, há risco de HAS de rebote quando suspenso; lesão hepática
HAS RESISTENTE AO TRATAMENTO
 Definição
 ”Paciente com pressão arterial que permanece acima da meta, apesar do uso
simultâneo de 3 agentes anti-hipertensivos de classes diferentes, em doses
otimizadas, sendo 1 diurético.”
 CONDUTA: espironolactona
 Definição parte 2
 ”HAS controlada somente com uso de 4 ou + medicações.”
 OBS 1: a clortalidonaapresenta superioridade a hidroclorotiazida
 OBS 2: se os níveis de K não permitirem entrar com espironolactona, está indicada
amiloridaou clonidina
OBRIGADA PELA SUA ATENÇÃO!

HAS - atualizado.pptx

  • 1.
    FLÁVIA ANDRADE NATÃ AMORIM STELAMELO HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA - HAS
  • 2.
     "Hipertensão arterialé condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg”  Secundária em 3-5%  O tratamento da causa pode curar ou melhorar o controle da PA
  • 3.
  • 4.
    MEDIDA NO CONSULTÓRIO PA ≤ 120/80 mmHg: a cada 2 anos  PA > 120/80 mmHg e < 140/90 mmHg: anual  Calibração anualmente  Manguito de acordo com a circunferência do braço
  • 7.
     Centralizar sobrea artéria braquial  Estimar PAS pelo pulso radial  Ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado  Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar o estetoscópio  Desinsuflar  PAS: primeiro som (fase I de Korotkoff)  PAD: desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff)  Auscultar 20 a 30 mmHg para confirmar  Realizar pelo menos duas medições, com intervalo em torno de um minuto.  NÃO arredondar
  • 8.
     Valores dereferência para a definição de HA pelas medidas de consultório, MAPA e MRPA
  • 9.
    Medição Residencial daPA (MRPA)  três medições pela manhã, antes do desjejum e da tomada da medicação, e três à noite, antes do jantar, durante cinco dias  duas medições em cada uma dessas duas sessões, durante sete dias  valores anormais ≥ 135/85 mmHg
  • 10.
    Monitorização Ambulatorial daPA (MAPA)  registro 24 horas ou mais  medições durante o sono  valores anormais as médias de PA de 24 horas ≥ 130/80 mmHg, vigília ≥ 135/85 mmHg e sono ≥ 120/70 mmHg
  • 11.
    CLASSIFICAÇÃO Efeito do aventalbranco  diferença igual ou superior a 20 mmHg na PAS e/ou 10 mmHg na PAD entre consultório e fora dele  não muda o diagnóstico!  pode alterar o estágio ou atrapalhar adequação terapêutica Hipertensão do avental branco  valores anormais no consultório, porém valores normais pela fora Hipertensão mascarada  valores normais no consultório, porém PA elevada pela MAPA ou MRPA
  • 12.
  • 14.
    FATORES DE RISCOCARDIOVASCULAR NA AVALIAÇÃO DO RISCO ADICIONAL NO HIPERTENSO  sexo masculino  idade •homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥ 65 anos  história de DCV prematura em parentes de 1º grau  tabagismo  dislipidemia •colesterol total > 190 mg/dl e/ou •LDL-colesterol > 115 mg/dl e/ou •HDL-colesterol < 40 mg/dl nos homens ou < 46 mg/dl nas mulheres e/ou •triglicerídeos > 150 mg/dl
  • 15.
    FATORES DE RISCOCARDIOVASCULAR NA AVALIAÇÃO  resistência à insulina  glicemia plasmática em jejum: 100-125 mg/dl  teste oral de tolerância à glicose: 140-199 mg/dl em 2 horas  hemoglobina glicada: 5,7 –6,4%  obesidade  IMC ≥ 30 kg/m2  CA ≥ 102 cm nos homens ou ≥ 88 cm nas mulheres
  • 16.
    LESÃO DE ÓRGÃO-ALVO Hipertrofia ventricular esquerda  Espessamento Médio Intimal da carótida > 0,9 mm ou placa carotídea  Velocidade de onda de pulso carótido-femoral > 10 m/s  ITB < 0,9  Doença renal crônica estágio 3 (RFG-e 30-60 mL/min/1,73m2)  Albuminúria e  Entre 30 e 300 mg/24h ou relação albumina-creatinina urinária 30 a 300 mg/g
  • 17.
    DOENÇA CV ERENAL ESTABELECIDA Doença cerebrovascular  AVE isquêmico  hemorragia cerebral  ataque isquêmico transitório Doença da artéria coronária  angina estável ou instável  infarto do miocárdio  revascularização do miocárdio: percutânea (angioplastia) ou cirúrgica  insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada Doença arterial periférica sintomática dos membros inferiores Doença renal crônica estágio 4 (RFG-e < 30 ml/min/1,73m2) ou albuminúria> 300 mg/24h Retinopatia avançada: hemorragias, exsudatos, papiledema
  • 18.
    ESTRATIFICAÇÃO DE RISCONO PACIENTE HIPERTENSO
  • 19.
    EXAMES  Eletrocardiograma  Ecocardiograma USG carótidas  Creatinina (clearance) e ureia  Albumina urinária  Perfil lipídico  Glicemia de jejum e hemoglobina glicada  Proteína C reativa  Escore de cálcio coronariano
  • 20.
    PLANO TERAPÊUTICO METAS &DECISÕES TERAPÊUTICAS  Após estratificar o risco, definir  ੦metas pressóricas  ੦MEV isolada? Por quanto tempo?  ੦MEV + medicamentos (imediato)?  ੦quais medicamentos? Isolados? Associação?
  • 21.
  • 22.
    NOVA DIRETRIZ 2017AHA  META pressórica <130x80mmHg  Pacientes alto risco <120x80mmHg  Decisão de tratamento medicamentoso
  • 23.
  • 24.
    PLANO TERAPÊUTICO  HASestágio 1 (PAS = 140-159, PAD = 90-99) ੦HAS estágio 1 + risco CV baixo = MEV isolado 6m ੦HAS estágio 1 + risco CV moderado = MEV isolado 3m ੦HAS estágio 1 + risco CV alto = MEV + medicamentos  DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágios 2 e 3  (PA ≥160x100mmHg)  MEV + medicamentos (imediato)
  • 25.
  • 26.
    Redução de 5a 6mmHg *redução risco relativo 40% AVE *redução risco relativo 25% DAC
  • 27.
    TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO CONTROLE DE PESO Manter IMC entre 19 e 24,9kg/m² circunferência abdominal homens <102cm circunferência abdominal mulheres <88cm  ALIMENTAÇÃO Dieta rica em frutas, vegetais, baixas calorias e baixo teor de gorduras saturadas DASH (Dietary Approchesto Stop Hypertension) PAS em 11,4mmHg PAD em 5,5mmHg  ATIVIDADE FÍSICA Atividade física moderada intensidade caminhar conversando faixa ideal para prevenção e tratamento da HAS  REDUÇÃO DO SÓDIO: Reduzir ingestão Sódio 6g sal/dia 4g sal + 2g de sal dos ppios alimentos. OBS: treinamento não deve ser feito se PAS >160 e/ou PAD >105mmHg
  • 28.
    COMO RECOMENDAR UMADIETA AO ESTILO DASH  Escolher alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo, carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequenas quantidades  Comer muitas frutas e hortaliças, aproximadamente de oito a dez porções por dia (uma porção é igual a uma concha média)  Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia  Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral  Comer oleaginosos (castanhas), sementes e grãos, de quatro a cinco porções por semana (uma porção é igual a 1/3 de xícara ou 40 gramas de castanhas, duas colheres de sopa ou 14 gramas de sementes, ou ½ xícara de feijões ou ervilhas cozidas e secas)  Reduzir a adição de gorduras. Utilizar margarina light e óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).  Evitar a adição de sal aos alimentos. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados  Diminuir ou evitar o consumo de doces e bebidas com açúcar
  • 29.
    TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  PLANOTERAPÊUTICO  DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágio 1 HAS estágio 1 + risco CV baixo = MEV isolado 6m HAS estágio 1 + risco CV moderado = MEV isolado 3m HAS estágio 1 + risco CV alto = MEV + medicamentos  DECISÕES TERAPÊUTICAS –HAS estágios 2 e 3 (PA ≥160x100mmHg) MEV + medicamentos (imediato)
  • 30.
    CLASSES DE ANTI-HIPERTENSIVOS DISPONÍVEISPARA USO CLÍNICO  Diuréticos  Inibidores adrenérgicos  Ação central –agonistas alfa-2 centrais  Betabloqueadores –bloqueadores beta-adrenérgicos  Alfabloqueadores–bloqueadores alfa-1-adrenérgicos  Vasodilatadores direitos  Bloqueadores dos canais de cálcio  Inibidores da enzima conversora da angiotensina  Bloqueadores do receptor AT, da angiotensina II
  • 32.
    TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  DIURÉTICOS Diuréticostiazídicos Hidroclorotiazida, clortalidonae indapamida *possuem poder diurético fraco e poder anti-hipertensivo forte *a ação diurética se perde com o tempo, e o efeito anti-hipertensivo ocorre pela diminuição da resistência vascular periférica  Hidroclorotiazida  ANVISA final 2018 alerta para risco de CA de pele não melanoma
  • 33.
    TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  DIURÉTICOS Diuréticos tiazídicos  classe de 1ª escolha  monoterapia ou associação  indicação: idosos; indivíduos da raça negra (podem ser benéficos em pacientes com osteoporose, pois inibem a excreção tubular de cálcio)  EC: aumento ác. úrico
  • 34.
    TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  DIURÉTICOS Diuréticos de alça  Furosemida  possuem poder diurético forte e poder anti-hipertensivo fraco  indicações: HAS e IC; HAS causa renal  EC: diminuição K+  BETABLOQUEADORES  Classe de 1ª escolha (até o 8 JNC)  monoterapia ou associação  indicação: jovens; pct com ICO; IC  EC: BAVs, asma, DPOC, máscara hipoglicemia e retarda gliconeogênese
  • 35.
     BLOQUEADORES DOSCANAIS DE CÁLCIO  Não di-hidropiridínicos  Diltiazeme verapamil  Di-hidropiridínicos  Anlodipinoe nifedipino  classe de 1ª escolha  monoterapia ou associação  indicação: raça negra, idosos, pacientes com ICO  EC: BAVs, piora função ventricular (verapamil)
  • 36.
     INIBIDORES DAENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (IECA)  Captopril, enalapril, lisinoprile ramipril  classe de 1ª escolha  monoterapia ou associação  indicação: jovens, raça branca, pacientes com DM e pacientes com IC  EC: aumento k+, tosse e angioedema  Indicação forte para pacientes com Diabetes Melitus  Diminui a progressão da nefropatia diabética
  • 38.
     BLOQUEADORES DOSRECEPTORES DE ANGIOTENSINA II (BRA)  Valsartana, losartana, candesartana, irbesartanae telmisartana  classe de 1ª escolha  monoterapia ou associação  indicação: jovens, raça branca, pacientes com DM e PC com IC  EC: ↑ k+  VASODILATADORES DIRETOS  Hidralazinae minoxidil  NÃOsão classe de 1ª escolha  associação  indicação: HAS de difícil controle na associação, pacientes com IC e contraindicação ao IECA  EC: taquicardia reflexa, na suspensão hipertensão rebote
  • 39.
     ALFABLOQUEADORES  Prazosina NÃO são classe de 1ª escolha  associação  indicação: pode ser lembrado em PC com HBP  EC: edema periférico, dispneia e náuseas  AGENTES CENTRAIS (INIBIDORES ADRENÉRGICOS)  Clonidina, metildopa e reserpina  NÃO são classe de 1ª escolha  associação  indicação: HAS de difícil controle na associação e pacientes com IRC; alfametildopa1ª escolha em gestantes  EC: impotência sexual, anemia hemolítica, há risco de HAS de rebote quando suspenso; lesão hepática
  • 40.
    HAS RESISTENTE AOTRATAMENTO  Definição  ”Paciente com pressão arterial que permanece acima da meta, apesar do uso simultâneo de 3 agentes anti-hipertensivos de classes diferentes, em doses otimizadas, sendo 1 diurético.”  CONDUTA: espironolactona  Definição parte 2  ”HAS controlada somente com uso de 4 ou + medicações.”  OBS 1: a clortalidonaapresenta superioridade a hidroclorotiazida  OBS 2: se os níveis de K não permitirem entrar com espironolactona, está indicada amiloridaou clonidina
  • 42.