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Hipertensão
GARANHUNS, JANEIRO DE 2016
Grau de Recomendação e
Nível de Evidência
Definição
 “Níveis de pressão elevados persistentemente que aumenta o
risco cardiovascular.”
 No geral, PAS ≥140 e ou PAD ≥ 90
 Tipos:
 Primária ou Essencial ou Idiopática (90-95%)
 Secundária (5-10%)
Epidemiologia
 Tem alta prevalência e baixa taxa de controle.
 É um dos principais fatores modificáveis de doença
cardiovascular.
 Em 2001 foram atribuidas 7,6 milhões de mortes à
Hipertensão, destas 54% AVC e 46% IAM.
Fatores de Risco
Idade
(Maior prevalência em > 65a)
Gênero
(Até 50a é maior em homens)
Etnia
(2x mais prevalente em não
brancos)
Sobrepeso e
Obesidade
Ingesta de Sal
Ingesta de Álcool
Sedentarismo
Socioeconômico
(No BR em menos escolarizados)
Genética
Importante
 Usar equipamentos adequados e cuidados gerais (1ª consulta
aferir nos dois braços)
 Em crianças, aferir a partir dos 3 anos. Após os 18 anos, aferir
todas as consultas.
 Efeito Jaleco Branco: PAS 20mmHg ou PAD 10mmHg
 HAS Jaleco Branco: Hipertensão apenas no consultório
 HAS mascarada: PA normal no consultório e aumentada fora
 Em idosos, lembrar “Osler”  mais HAS Jaleco Branco e mais
arritmias
Diagnóstico
 Medida casual: Medida em pelo
menos nas duas últimas
consultas/medidas pelo menos 03
vezes ≥140x90
 MAPA (24h): Alterada quando
média 24h >125x75; >130x80 em
vigília; >110x70 em sono.
 MRPA: (Residêncial) Alterado
>130x85
Estágio PA sistólica PA diastólica
PA normal < 120mmHg < 80mmHg
Pré-Hipertensão ≥ 120mmHg ≥ 80mmHg
HAS Estágio I
(leve)
≥ 140mmHg ≥ 90mmHg
HAS Estágio II
(moderada a
grave)
≥ 160mmHg ≥ 100mmHg
HAS Sistólica
Isolada
≥ 140mmHg < 90mmHg
Estadiamento baseado no VII Joint
Consulta
Consulta
 Anamnese e exame físico
Decisão Terapêutica
 PA limítrofe ou HAS com baixo risco cardiovascular  MEV por 6 meses (associar
medicamento se falha)
 MEV  retarda hipertensão e diminui fator de risco no desenvolvimento ou agravo da HAS
(Grau B).
 Controle de peso: Grau de recomendação I e Nível de evidência A
 Dieta DASH Grau de recomendação I Nivel de evidência A
 Dieta hipossódica - Grau de recomendação IIb e Nível de evidência B. (5g de sal por dia, cerca
de 2g de sódio)
 Redução do consumo de álcool - Grau de recomendação IIb, Nível de evidência B.
Recomendação de consumo de álcool para hipertensos: grau de recomendação III, nível de
evidência D.
 Atividade física: Grau de recomendação I e Nível de evidência A.
 Técnicas de controle do estresse - grau de recomendação IIa e nível de evidência B.
 Novos estudos não demostraram haver benefícios com reduções mais intensas da PA como
se julgava anteriormente(Grau A).
Decisão Terapêutica
Decisão Terapêutica
Metas
 HAS Sistólica Isolada: < 140; se FR alto ou muito alto <130.
 Hipertrofia de VE: <130 em pacientes não diabéticos com um
fator de risco mostrou redução da chance de Hipertrofia do
VE, do que nos pacientes com controle <140.
 Diabéticos: PA 130-139/85-89 pode iniciar com MEV até 3
meses , se PA ≥ 140/90 iniciar MEV e medicação, e controle:
130/80.
Tratamento
 VIII Joint
 População geral tratar quando PA ≥ 140/90 (Alvo<140/90).
 População com idade ≥ 60a tratar quando PA ≥ 150/90 (Alvo<150/90).
 Pacientes portadores de diabetes com idade ≥ 18 anos: o tratamento
farmacológico deve ser iniciado visando metas de PAS<140mmHg e
PAD<90mmHg
 Posicionamento da AHA recente: Alvo <130/80 para indivíduos com doença
cardiovascular.
Tratamento
 As evidências provenientes de estudos de desfechos clinicamente
relevantes, com duração relativamente curta, de três a quatro anos,
demonstram redução de morbidade e mortalidade em estudos com
diuréticos(A), betabloqueadores (A), inibidores da enzima conversora da
angiotensina (IECA)(A), bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina
(BRA II) (A) e com antagonistas dos canais de cálcio (ACC) (A), embora a
maioria dos estudos utilizem, no final, associação de anti-hipertensivos.
Aula hipertensão
Medicamentos
 Diuréticos: Tiazídicos são mais usados; Os de alça são mais usados em
pacientes com IR ou IC congestiva.
 Diminuem morbi/mortalidade
 Inibidores adrenérgicos:
 Ação central: Alfa Metildopa (usados em gravidez) (Seu efeito hipotensor como
monoterapia é, em geral, discreto)
 Beta Bloqueador: São eficazes no tratamento da hipertensão arterial. A redução da
morbidade e da mortalidade cardiovasculares é bem documentada em grupos de
pacientes com idade inferior a 60 anos (A).
 O caverdilol, metoprolol e bisoprolol são usados na IC.
 Não podem ser suspensos abruptamente.
 Alfa Bloqueadores: Apresentam efeito hipotensor discreto a longo prazo como
monoterapia, devendo, portanto, ser associados com outros anti-hipertensivos.
Medicamentos
 Vasodilatadores Direstos: São utilizados em associação com diuréticos e/ou
betabloqueadores. Hidralazina e minoxidil são dois dos principais
representantes desse grupo.
 Antagonistas dos canais de calcio: São anti-hipertensivos eficazes e reduzem a
morbidade e mortalidade cardiovasculares(A). Ex: Amlodipino.
 IECA: São eficazes no tratamento da HAS, reduzindo a morbidade e a
mortalidade cardiovasculares nos hipertensos (A), pacientes com insuficiência
cardíaca(A), com infarto agudo do miocárdio, em especial quando apresentam
baixa fração de ejeção (A), de alto risco para doença aterosclerótica , sendo
também úteis na prevenção secundária do acidente vascular encefálico .
Quando administrados a longo prazo, os IECAs retardam o declínio da função
renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias(A).
Medicamentos
 Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II: Eficazes no tratamento da
hipertensão. No tratamento da hipertensão arterial, especialmente em
populações de alto risco cardiovascular ou com comorbidades proporcionam
redução da morbidade e mortalidade cardiovascular(A). Estudos também
comprovam seu efeito benéfico em insuficiência cardíaca congestiva(A) e são
úteis na prevenção do acidente vascular cerebral(A). São nefroprotetores no
paciente com diabetes melito tipo 2 com nefropatia estabelecida (A) e
incipiente (A). Metanálise recente aponta equivalência entre BRA II e IECA na
redução de eventos coronarianos e superioridade dos BRA II na proteção
cerebrovascular, contrapondo-se a metanálises anteriores que indicavam
redução de eventos coronarianos apenas com os inibidores da ECA. O
tratamento com BRA II, assim como o uso de IECA, vem sendo associado a
uma menor incidência de novos casos de diabetes melito tipo 2(A).
Medicamentos
 Drogas de 1ª linha (2012): Diuréticos Tiazídicos; Betabloqueadores;
Inibidores da ECA; Antagonistas da Angiotensina II; Antagonistas dos
canais de calcio; Inibidores diretos da Renina.
 Drogas de 1ª Linha Atualmente:
 Diuréticos Tiazídicos
 Inibidores da ECA
 Antagonista da AngiotensinaII
 Antagonista dos canais de calcio.
Monoterapia
 HAS estágio 1 e risco baixo a moderado:
 Diuréticos(A);
 Betabloqueadores (A) ;
 Bloqueadores dos canais de cálcio (A);
 Inibidores da ECA (A);
 Bloqueadores do receptor AT1 (A)
 A posologia deve ser ajustada até que se consiga redução da pressão
arterial pelo menos a um nível inferior a 140/90 mmHg(A)
Importante
 O principal objetivo do tratamento da hipertensão é atingir e manter a meta
pressórica. Se o objetivo da PA não é alcançada dentro de um mês de
tratamento, deve-se aumentar a dose da droga inicial ou adicionar uma
segunda droga dentre as seguintes: diurético tiazídico, bloqueadores dos
canais de cálcio, IECA ou BRA.(VIII JOINT)
 Se a meta pressórica não pode ser alcançada com duas drogas, adicione uma
terceira droga a partir da lista fornecida. Não use um IECA e um BRA juntos em
um mesmo paciente. Se os objetivos não foram alcançados apenas com as
drogas acima citadas, ou quando houver alguma contra-indicação ou a
necessidade de usar mais de três drogas para se atingir a meta, anti-
hipertensivos de outras classes podem ser usados. Além disso, o
encaminhamento para um especialista em hipertensão pode ser necessário em
caso de pacientes com HAS resistente ao uso de quatro ou mais drogas, ou
pacientes com outras complicações clínicas.(VIII JOINT)
Importante
 Na população não-negra, incluindo aqueles com diabetes, o tratamento
anti-hipertensivo inicial deve incluir um diurético tiazídico, bloqueadores
do canal de cálcio , IECA, ou bloqueador do receptor de angiotensina.(VIII
JOINT)
 Na população negra em geral, incluindo aqueles com diabetes , o
tratamento anti-hipertensivo inicial deve incluir um diurético tiazídico ou
Bloqueadores dos canais de cálcio.(VIII JOINT)
Terapia Combinada
 Valores da pressão arterial mais baixos (130/80 mmHg) podem ser
benéficos para pacientes com características peculiares:
 De alto e muito alto risco cardiovascular (A);
 Diabéticos (A);
 Com doença renal crônica, mesmo que em fase incipiente (A);
 Em prevenção primária (B) e secundária (A) de acidente vascular encefálico, há
clara tendência atual para a introdução mais precoce de terapêutica combinada
de anti-hipertensivos, como primeira medida medicamentosa, sobretudo nos
pacientes com hipertensão em estágios 2 e 3 e para aqueles com hipertensão
arterial estágio 1, mas com risco cardiovascular alto e muito alto.
Terapia Combinada
 Se o resultado for parcial ou nulo, mas sem reação adversa, recomenda-se
aumentar a dose da combinação em uso ou associar um terceiro anti-
hipertensivo de outra classe;
 Quando não se obtiver efeito terapêutico na dose máxima preconizada, ou
se surgirem eventos adversos não-toleráveis, recomenda-se a substituição
da combinação;
 Se ainda assim a resposta for inadequada, deve-se associar outros anti-
hipertensivos.
 Quando já estão sendo usados pelo menos dois medicamentos, o uso de
um diurético é fundamental!
Terapia Combinada
Obs: existem evidências de que para hipertensos com a pressão arterial controlada a prescrição de ácido
acetilsalicílico em baixas doses (75 mg) diminui a ocorrência de complicações cardiovasculares, desde que
não haja contraindicação para o seu uso e que os benefícios superem os eventuais riscos da sua
administração (A).
Tratamento HAS no idoso
 Redução gradual da PA para valores abaixo de 140/90 mmHg.
 Valores muito elevados de PA sistólica, podem ser mantidos inicialmente níveis de até
160 mmHg (GR I, NE A).
 Não está bem estabelecido o nível mínimo tolerável da PA diastólica (GR I, NE A).
 O tratamento não-medicamentoso é recomendado para os idosos (GR I, NE A), e a
redução de sal moderada na dieta é benéfica (GR I, NE B).
 Quando o tratamento medicamentoso for necessário, a dose inicial deve ser mais baixa,
e o incremento de doses ou a associação de novos medicamentos devem ser feitos com
mais cuidado (GR I, NE C).
 A presença de outros fatores de risco e lesões de órgão-alvo e doença cardiovascular
associada devem nortear a escolha do anti-hipertensivo inicial (GR I, NE C).
 A maioria, porém, necessita de terapia combinada, principalmente para o controle
adequado da PA sistólica (GR I, NE C).
Tratamento HAS no idoso
 Ocorre redução de morbidade e mortalidade com diferentes agentes:
diuréticos tiazídicos, betabloqueadores em combinação, antagonistas de
canais de cálcio de ação longa, IECA e BRA (GR I, NE A).
 O tratamento da hipertensão no idoso reduz a incidência de déficit cognitivo e
demência (GR I, NE C).
 O tratamento de hipertensos com idade acima de 79 anos por meio da
associação de IECA e diurético reduziu o desenvolvimento de AVE e das taxas
de insuficiência cardíaca (GR IIa, NE B).
 As evidências disponíveis sugerem redução de eventos sem impacto sobre a
mortalidade (GR IIa, NE B).
 Os idosos portadores de comorbidades múltiplas não-cardiovasculares devem
ter seu tratamento cuidadosamente individualizado.
HAS Secundária
 A hipertensão arterial sistêmica secundária (HAS-S) tem prevalência de 3%
a 5%. Antes de se investigarem causas secundárias de HAS deve-se excluir:
 Medida inadequada da PA;
 Hipertensão do avental branco;
 Tratamento inadequado;
 Não-adesão ao tratamento;
 Progressão das lesões nos órgãos-alvos da hipertensão;
 Presença de comorbidades;
 Interação com medicamentos.
Aula hipertensão
HAS Secundária
 Principais causas:
 Hiperaldosteronismo primário
 Feocromocitoma e paragangliomas
 Hipotireoidismo
 Hipertireoidismo
 Hiperparatireoidismo
 Síndrome de cushing
 Acromegalia
 Coarctação da aorta
 Hipertensão renovascular
 Síndrome da apneia ou hipopneia obstrutiva do sono
 Doença renal crônica
 Medicamentos ou drogas
Aula hipertensão
HAS e DM
 Meta PA 130/80 (A1)
 Todos os agentes anti-hipertensivos podem ser utilizados, sendo que na
maioria das vezes dois ou mais deles precisam ser associados para que os
objetivos do tratamento sejam atingidos. Existem vantagens no uso de
bloqueadores do SRAA e na associação destes com um antagonista dos
canais de cálcio (A1,B2).
 A associação de IECA com BRA II já se mostrou eficiente para promover
maior redução da proteinúria(A1).
 Mais recentemente, a associação do inibidor direto da renina, alisquireno,
com o BRA II losartan, também resultou em redução adicional da
albuminúria em pacientes com nefropatia diabética(A1)
HAS, Obesidade e Sínd. Metabólica
 O uso de diuréticos tiazídicos em baixas doses deve ser o tratamento
medicamentoso inicial preferido. IECA, BRA II e ACC podem ser usados
com segurança, isoladamente ou em associações.
HAS e DRC
 Tanto os IECAs quantos os BRAs têm comprovada eficácia, muitas vezes
ultrapassando os benefícios gerados pela redução da pressão arterial per se
(A1).
 Sua eficácia na nefroproteção é maior em pacientes com perda proteica (A1)
 No que tange ao uso de inibidores diretos da renina observou-se redução
significativa da proteinúria em diabéticos quando se associou alisquireno a
losartana (A1)
 Normalmente, os diuréticos tiazídicos são mais eficazes em pacientes nos
estágios 1,2 e 3 da DRC, enquanto os diuréticos de alça são preconizados para
os estágios 4 e 5. Comprovadamente, os diuréticos reduzem a morbidade e
mortalidade cardiovascular (A1) e são a segunda opção para o tratamento da
hipertensão na DRC, especialmente quando combinados com IECA ou BRA
(B2)
HAS e DRC
 Para atingir as metas de PA em pacientes com DRC, em geral é necessária
a combinação de três ou mais anti-hipertensivos, em doses plenas (A1).
Assim, os ACC (A1), são indicados como terceira opção e seu uso
combinado com IECA se associou a maior redução de eventos CV(B2)
 Em pacientes transplantados os ACC constituem a primeira escolha para o
tratamento da HAS (A1).
 Na população com idade ≥ 18 anos e portadora de doença renal crônica
(DRC), a recomendação segue aquela da população geral (tratamento
farmacológico se PAS ≥ 140 mmHg ou PAD ≥ 90 mmHg, com meta
<140/90 mmHg). Não há mais recomendação específica com alvos mais
baixos para estes pacientes. (VIII JOINT)
HAS e DAC
 A redução adequada da PA é fundamental para a prevenção de eventos
relacionados à DAC, independentemente do grupo de medicamentos
antihipertensivos utilizados(A1) objetivando-se metas de PA de 130 x 80
mmHg (A1)
 Os betabloqueadores devem ser utilizados nos pacientes com angina ou com
infarto do miocárdio prévio, exceto se houver contraindicação formal (A1). Os
IECA e os BRA II estão indicados para a prevenção primária em pacientes de
alto risco cardiovascular, em hipertensos com DAC estável ou com infarto do
miocárdio prévio (A1)
 Os diuréticos tiazídicos demonstraram proteção contra eventos coronarianos
em estudos randomizados em prevenção primária (A1). Os bloqueadores dos
canais lentos do cálcio também demonstraram prevenção de eventos
coronários (A1) e podem ser utilizados como alternativa aos betabloqueadores
para o tratamento da angina, porém não são recomendados para prevenção
secundária.
HAS e AVE
 O tratamento anti-hipertensivo está associado a uma redução de 35% a
44% na incidência de acidente vascular encefálico (AVE)(A1).
 Estudos mostram que os BRA II previnem a recorrência de eventos
vasculares em pacientes com AVE do tipo isquêmico (A1) enquanto outros
relatam que o tratamento com labetolol ou lisinopril reduziu a mortalidade
aos 90 dias, em comparação com placebo em portadores de AVE
isquêmico ou hemorrágico (A1).
Importante
 Os autores do VIII Joint reforçam que embora ela forneça recomendações
baseadas em evidências para o manejo de HAS, atendendo às
necessidades clínicas da maioria dos pacientes, essas recomendações não
substituem o julgamento clínico. As decisões clínicas devem
cuidadosamente considerar e incorporar as características e as
circunstâncias de cada paciente individualmente. Eles reforçam ainda uma
necessidade de harmonizar a diretriz de hipertensão com outras diretrizes
e recomendações de risco cardiovascular, resultando em uma estratégia de
prevenção cardiovascular global mais uniforme.
Referência
 http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associad
os.pdf
 http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1791497
 http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/hipertensao/int_artigo14.asp?cod
=636
 Intensivão Clínica Médica 2012 e 2014, Medgrupo.
Obrigada.

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Aula hipertensão

  • 2. Grau de Recomendação e Nível de Evidência
  • 3. Definição  “Níveis de pressão elevados persistentemente que aumenta o risco cardiovascular.”  No geral, PAS ≥140 e ou PAD ≥ 90  Tipos:  Primária ou Essencial ou Idiopática (90-95%)  Secundária (5-10%)
  • 4. Epidemiologia  Tem alta prevalência e baixa taxa de controle.  É um dos principais fatores modificáveis de doença cardiovascular.  Em 2001 foram atribuidas 7,6 milhões de mortes à Hipertensão, destas 54% AVC e 46% IAM.
  • 5. Fatores de Risco Idade (Maior prevalência em > 65a) Gênero (Até 50a é maior em homens) Etnia (2x mais prevalente em não brancos) Sobrepeso e Obesidade Ingesta de Sal Ingesta de Álcool Sedentarismo Socioeconômico (No BR em menos escolarizados) Genética
  • 6. Importante  Usar equipamentos adequados e cuidados gerais (1ª consulta aferir nos dois braços)  Em crianças, aferir a partir dos 3 anos. Após os 18 anos, aferir todas as consultas.  Efeito Jaleco Branco: PAS 20mmHg ou PAD 10mmHg  HAS Jaleco Branco: Hipertensão apenas no consultório  HAS mascarada: PA normal no consultório e aumentada fora  Em idosos, lembrar “Osler”  mais HAS Jaleco Branco e mais arritmias
  • 7. Diagnóstico  Medida casual: Medida em pelo menos nas duas últimas consultas/medidas pelo menos 03 vezes ≥140x90  MAPA (24h): Alterada quando média 24h >125x75; >130x80 em vigília; >110x70 em sono.  MRPA: (Residêncial) Alterado >130x85 Estágio PA sistólica PA diastólica PA normal < 120mmHg < 80mmHg Pré-Hipertensão ≥ 120mmHg ≥ 80mmHg HAS Estágio I (leve) ≥ 140mmHg ≥ 90mmHg HAS Estágio II (moderada a grave) ≥ 160mmHg ≥ 100mmHg HAS Sistólica Isolada ≥ 140mmHg < 90mmHg Estadiamento baseado no VII Joint
  • 9. Consulta  Anamnese e exame físico
  • 10. Decisão Terapêutica  PA limítrofe ou HAS com baixo risco cardiovascular  MEV por 6 meses (associar medicamento se falha)  MEV  retarda hipertensão e diminui fator de risco no desenvolvimento ou agravo da HAS (Grau B).  Controle de peso: Grau de recomendação I e Nível de evidência A  Dieta DASH Grau de recomendação I Nivel de evidência A  Dieta hipossódica - Grau de recomendação IIb e Nível de evidência B. (5g de sal por dia, cerca de 2g de sódio)  Redução do consumo de álcool - Grau de recomendação IIb, Nível de evidência B. Recomendação de consumo de álcool para hipertensos: grau de recomendação III, nível de evidência D.  Atividade física: Grau de recomendação I e Nível de evidência A.  Técnicas de controle do estresse - grau de recomendação IIa e nível de evidência B.  Novos estudos não demostraram haver benefícios com reduções mais intensas da PA como se julgava anteriormente(Grau A).
  • 13. Metas  HAS Sistólica Isolada: < 140; se FR alto ou muito alto <130.  Hipertrofia de VE: <130 em pacientes não diabéticos com um fator de risco mostrou redução da chance de Hipertrofia do VE, do que nos pacientes com controle <140.  Diabéticos: PA 130-139/85-89 pode iniciar com MEV até 3 meses , se PA ≥ 140/90 iniciar MEV e medicação, e controle: 130/80.
  • 14. Tratamento  VIII Joint  População geral tratar quando PA ≥ 140/90 (Alvo<140/90).  População com idade ≥ 60a tratar quando PA ≥ 150/90 (Alvo<150/90).  Pacientes portadores de diabetes com idade ≥ 18 anos: o tratamento farmacológico deve ser iniciado visando metas de PAS<140mmHg e PAD<90mmHg  Posicionamento da AHA recente: Alvo <130/80 para indivíduos com doença cardiovascular.
  • 15. Tratamento  As evidências provenientes de estudos de desfechos clinicamente relevantes, com duração relativamente curta, de três a quatro anos, demonstram redução de morbidade e mortalidade em estudos com diuréticos(A), betabloqueadores (A), inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA)(A), bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina (BRA II) (A) e com antagonistas dos canais de cálcio (ACC) (A), embora a maioria dos estudos utilizem, no final, associação de anti-hipertensivos.
  • 17. Medicamentos  Diuréticos: Tiazídicos são mais usados; Os de alça são mais usados em pacientes com IR ou IC congestiva.  Diminuem morbi/mortalidade  Inibidores adrenérgicos:  Ação central: Alfa Metildopa (usados em gravidez) (Seu efeito hipotensor como monoterapia é, em geral, discreto)  Beta Bloqueador: São eficazes no tratamento da hipertensão arterial. A redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares é bem documentada em grupos de pacientes com idade inferior a 60 anos (A).  O caverdilol, metoprolol e bisoprolol são usados na IC.  Não podem ser suspensos abruptamente.  Alfa Bloqueadores: Apresentam efeito hipotensor discreto a longo prazo como monoterapia, devendo, portanto, ser associados com outros anti-hipertensivos.
  • 18. Medicamentos  Vasodilatadores Direstos: São utilizados em associação com diuréticos e/ou betabloqueadores. Hidralazina e minoxidil são dois dos principais representantes desse grupo.  Antagonistas dos canais de calcio: São anti-hipertensivos eficazes e reduzem a morbidade e mortalidade cardiovasculares(A). Ex: Amlodipino.  IECA: São eficazes no tratamento da HAS, reduzindo a morbidade e a mortalidade cardiovasculares nos hipertensos (A), pacientes com insuficiência cardíaca(A), com infarto agudo do miocárdio, em especial quando apresentam baixa fração de ejeção (A), de alto risco para doença aterosclerótica , sendo também úteis na prevenção secundária do acidente vascular encefálico . Quando administrados a longo prazo, os IECAs retardam o declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias(A).
  • 19. Medicamentos  Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II: Eficazes no tratamento da hipertensão. No tratamento da hipertensão arterial, especialmente em populações de alto risco cardiovascular ou com comorbidades proporcionam redução da morbidade e mortalidade cardiovascular(A). Estudos também comprovam seu efeito benéfico em insuficiência cardíaca congestiva(A) e são úteis na prevenção do acidente vascular cerebral(A). São nefroprotetores no paciente com diabetes melito tipo 2 com nefropatia estabelecida (A) e incipiente (A). Metanálise recente aponta equivalência entre BRA II e IECA na redução de eventos coronarianos e superioridade dos BRA II na proteção cerebrovascular, contrapondo-se a metanálises anteriores que indicavam redução de eventos coronarianos apenas com os inibidores da ECA. O tratamento com BRA II, assim como o uso de IECA, vem sendo associado a uma menor incidência de novos casos de diabetes melito tipo 2(A).
  • 20. Medicamentos  Drogas de 1ª linha (2012): Diuréticos Tiazídicos; Betabloqueadores; Inibidores da ECA; Antagonistas da Angiotensina II; Antagonistas dos canais de calcio; Inibidores diretos da Renina.  Drogas de 1ª Linha Atualmente:  Diuréticos Tiazídicos  Inibidores da ECA  Antagonista da AngiotensinaII  Antagonista dos canais de calcio.
  • 21. Monoterapia  HAS estágio 1 e risco baixo a moderado:  Diuréticos(A);  Betabloqueadores (A) ;  Bloqueadores dos canais de cálcio (A);  Inibidores da ECA (A);  Bloqueadores do receptor AT1 (A)  A posologia deve ser ajustada até que se consiga redução da pressão arterial pelo menos a um nível inferior a 140/90 mmHg(A)
  • 22. Importante  O principal objetivo do tratamento da hipertensão é atingir e manter a meta pressórica. Se o objetivo da PA não é alcançada dentro de um mês de tratamento, deve-se aumentar a dose da droga inicial ou adicionar uma segunda droga dentre as seguintes: diurético tiazídico, bloqueadores dos canais de cálcio, IECA ou BRA.(VIII JOINT)  Se a meta pressórica não pode ser alcançada com duas drogas, adicione uma terceira droga a partir da lista fornecida. Não use um IECA e um BRA juntos em um mesmo paciente. Se os objetivos não foram alcançados apenas com as drogas acima citadas, ou quando houver alguma contra-indicação ou a necessidade de usar mais de três drogas para se atingir a meta, anti- hipertensivos de outras classes podem ser usados. Além disso, o encaminhamento para um especialista em hipertensão pode ser necessário em caso de pacientes com HAS resistente ao uso de quatro ou mais drogas, ou pacientes com outras complicações clínicas.(VIII JOINT)
  • 23. Importante  Na população não-negra, incluindo aqueles com diabetes, o tratamento anti-hipertensivo inicial deve incluir um diurético tiazídico, bloqueadores do canal de cálcio , IECA, ou bloqueador do receptor de angiotensina.(VIII JOINT)  Na população negra em geral, incluindo aqueles com diabetes , o tratamento anti-hipertensivo inicial deve incluir um diurético tiazídico ou Bloqueadores dos canais de cálcio.(VIII JOINT)
  • 24. Terapia Combinada  Valores da pressão arterial mais baixos (130/80 mmHg) podem ser benéficos para pacientes com características peculiares:  De alto e muito alto risco cardiovascular (A);  Diabéticos (A);  Com doença renal crônica, mesmo que em fase incipiente (A);  Em prevenção primária (B) e secundária (A) de acidente vascular encefálico, há clara tendência atual para a introdução mais precoce de terapêutica combinada de anti-hipertensivos, como primeira medida medicamentosa, sobretudo nos pacientes com hipertensão em estágios 2 e 3 e para aqueles com hipertensão arterial estágio 1, mas com risco cardiovascular alto e muito alto.
  • 25. Terapia Combinada  Se o resultado for parcial ou nulo, mas sem reação adversa, recomenda-se aumentar a dose da combinação em uso ou associar um terceiro anti- hipertensivo de outra classe;  Quando não se obtiver efeito terapêutico na dose máxima preconizada, ou se surgirem eventos adversos não-toleráveis, recomenda-se a substituição da combinação;  Se ainda assim a resposta for inadequada, deve-se associar outros anti- hipertensivos.  Quando já estão sendo usados pelo menos dois medicamentos, o uso de um diurético é fundamental!
  • 26. Terapia Combinada Obs: existem evidências de que para hipertensos com a pressão arterial controlada a prescrição de ácido acetilsalicílico em baixas doses (75 mg) diminui a ocorrência de complicações cardiovasculares, desde que não haja contraindicação para o seu uso e que os benefícios superem os eventuais riscos da sua administração (A).
  • 27. Tratamento HAS no idoso  Redução gradual da PA para valores abaixo de 140/90 mmHg.  Valores muito elevados de PA sistólica, podem ser mantidos inicialmente níveis de até 160 mmHg (GR I, NE A).  Não está bem estabelecido o nível mínimo tolerável da PA diastólica (GR I, NE A).  O tratamento não-medicamentoso é recomendado para os idosos (GR I, NE A), e a redução de sal moderada na dieta é benéfica (GR I, NE B).  Quando o tratamento medicamentoso for necessário, a dose inicial deve ser mais baixa, e o incremento de doses ou a associação de novos medicamentos devem ser feitos com mais cuidado (GR I, NE C).  A presença de outros fatores de risco e lesões de órgão-alvo e doença cardiovascular associada devem nortear a escolha do anti-hipertensivo inicial (GR I, NE C).  A maioria, porém, necessita de terapia combinada, principalmente para o controle adequado da PA sistólica (GR I, NE C).
  • 28. Tratamento HAS no idoso  Ocorre redução de morbidade e mortalidade com diferentes agentes: diuréticos tiazídicos, betabloqueadores em combinação, antagonistas de canais de cálcio de ação longa, IECA e BRA (GR I, NE A).  O tratamento da hipertensão no idoso reduz a incidência de déficit cognitivo e demência (GR I, NE C).  O tratamento de hipertensos com idade acima de 79 anos por meio da associação de IECA e diurético reduziu o desenvolvimento de AVE e das taxas de insuficiência cardíaca (GR IIa, NE B).  As evidências disponíveis sugerem redução de eventos sem impacto sobre a mortalidade (GR IIa, NE B).  Os idosos portadores de comorbidades múltiplas não-cardiovasculares devem ter seu tratamento cuidadosamente individualizado.
  • 29. HAS Secundária  A hipertensão arterial sistêmica secundária (HAS-S) tem prevalência de 3% a 5%. Antes de se investigarem causas secundárias de HAS deve-se excluir:  Medida inadequada da PA;  Hipertensão do avental branco;  Tratamento inadequado;  Não-adesão ao tratamento;  Progressão das lesões nos órgãos-alvos da hipertensão;  Presença de comorbidades;  Interação com medicamentos.
  • 31. HAS Secundária  Principais causas:  Hiperaldosteronismo primário  Feocromocitoma e paragangliomas  Hipotireoidismo  Hipertireoidismo  Hiperparatireoidismo  Síndrome de cushing  Acromegalia  Coarctação da aorta  Hipertensão renovascular  Síndrome da apneia ou hipopneia obstrutiva do sono  Doença renal crônica  Medicamentos ou drogas
  • 33. HAS e DM  Meta PA 130/80 (A1)  Todos os agentes anti-hipertensivos podem ser utilizados, sendo que na maioria das vezes dois ou mais deles precisam ser associados para que os objetivos do tratamento sejam atingidos. Existem vantagens no uso de bloqueadores do SRAA e na associação destes com um antagonista dos canais de cálcio (A1,B2).  A associação de IECA com BRA II já se mostrou eficiente para promover maior redução da proteinúria(A1).  Mais recentemente, a associação do inibidor direto da renina, alisquireno, com o BRA II losartan, também resultou em redução adicional da albuminúria em pacientes com nefropatia diabética(A1)
  • 34. HAS, Obesidade e Sínd. Metabólica  O uso de diuréticos tiazídicos em baixas doses deve ser o tratamento medicamentoso inicial preferido. IECA, BRA II e ACC podem ser usados com segurança, isoladamente ou em associações.
  • 35. HAS e DRC  Tanto os IECAs quantos os BRAs têm comprovada eficácia, muitas vezes ultrapassando os benefícios gerados pela redução da pressão arterial per se (A1).  Sua eficácia na nefroproteção é maior em pacientes com perda proteica (A1)  No que tange ao uso de inibidores diretos da renina observou-se redução significativa da proteinúria em diabéticos quando se associou alisquireno a losartana (A1)  Normalmente, os diuréticos tiazídicos são mais eficazes em pacientes nos estágios 1,2 e 3 da DRC, enquanto os diuréticos de alça são preconizados para os estágios 4 e 5. Comprovadamente, os diuréticos reduzem a morbidade e mortalidade cardiovascular (A1) e são a segunda opção para o tratamento da hipertensão na DRC, especialmente quando combinados com IECA ou BRA (B2)
  • 36. HAS e DRC  Para atingir as metas de PA em pacientes com DRC, em geral é necessária a combinação de três ou mais anti-hipertensivos, em doses plenas (A1). Assim, os ACC (A1), são indicados como terceira opção e seu uso combinado com IECA se associou a maior redução de eventos CV(B2)  Em pacientes transplantados os ACC constituem a primeira escolha para o tratamento da HAS (A1).  Na população com idade ≥ 18 anos e portadora de doença renal crônica (DRC), a recomendação segue aquela da população geral (tratamento farmacológico se PAS ≥ 140 mmHg ou PAD ≥ 90 mmHg, com meta <140/90 mmHg). Não há mais recomendação específica com alvos mais baixos para estes pacientes. (VIII JOINT)
  • 37. HAS e DAC  A redução adequada da PA é fundamental para a prevenção de eventos relacionados à DAC, independentemente do grupo de medicamentos antihipertensivos utilizados(A1) objetivando-se metas de PA de 130 x 80 mmHg (A1)  Os betabloqueadores devem ser utilizados nos pacientes com angina ou com infarto do miocárdio prévio, exceto se houver contraindicação formal (A1). Os IECA e os BRA II estão indicados para a prevenção primária em pacientes de alto risco cardiovascular, em hipertensos com DAC estável ou com infarto do miocárdio prévio (A1)  Os diuréticos tiazídicos demonstraram proteção contra eventos coronarianos em estudos randomizados em prevenção primária (A1). Os bloqueadores dos canais lentos do cálcio também demonstraram prevenção de eventos coronários (A1) e podem ser utilizados como alternativa aos betabloqueadores para o tratamento da angina, porém não são recomendados para prevenção secundária.
  • 38. HAS e AVE  O tratamento anti-hipertensivo está associado a uma redução de 35% a 44% na incidência de acidente vascular encefálico (AVE)(A1).  Estudos mostram que os BRA II previnem a recorrência de eventos vasculares em pacientes com AVE do tipo isquêmico (A1) enquanto outros relatam que o tratamento com labetolol ou lisinopril reduziu a mortalidade aos 90 dias, em comparação com placebo em portadores de AVE isquêmico ou hemorrágico (A1).
  • 39. Importante  Os autores do VIII Joint reforçam que embora ela forneça recomendações baseadas em evidências para o manejo de HAS, atendendo às necessidades clínicas da maioria dos pacientes, essas recomendações não substituem o julgamento clínico. As decisões clínicas devem cuidadosamente considerar e incorporar as características e as circunstâncias de cada paciente individualmente. Eles reforçam ainda uma necessidade de harmonizar a diretriz de hipertensão com outras diretrizes e recomendações de risco cardiovascular, resultando em uma estratégia de prevenção cardiovascular global mais uniforme.
  • 40. Referência  http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associad os.pdf  http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1791497  http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/hipertensao/int_artigo14.asp?cod =636  Intensivão Clínica Médica 2012 e 2014, Medgrupo.