É importante saber que:
                                                                                                                 Clínica Psiquiátrica de S. José
 A confiança e a paciência geram um ambiente que
  anima o doente no seu processo de reabilitação;

 Nenhuma melhoria ocorre da noite para o dia, por
  isso é importante estar atento a cada pequena
  mudança que se produz nesse sentido e poder
  valorizá-la;                                                                                              Derrubar Barreiras
 Todos os membros da família podem ser protago-
  nistas de pequenas mudanças saudáveis na inter-
  relação, as quais também se repercutem no proces-
  so de recuperação do seu familiar doente;

 A confiança do doente na sua família e no seu
  terapeuta permitir-lhe-á superar as crises e encon-
  trar novos equilíbrios;

 O que parece ser preguiça e egoísmo pode real-
  mente ser incapacidade;

 Tente não criticar.                                   Este folheto é apenas de carácter
                                                        informativo,    pelo    que  não
                                                        dispensa a consulta do seu médico
                                                        psiquiatra.

Se não sabe o que fazer, como
fazer ou se não for capaz de
r e s o l v e r d e t e r m i n a d a s
situações ... Peça ajuda!                               Para qualquer dúvida ou
                                                        informação contacte:

                                                        Serviço Social e Gabinete do Cidadão da Clínica       A importância de aceitar
                                                        Psiquiátrica de S. José
Veja também o Folheto informativo “Derrubar                                                                      a Doença Mental
Barreiras - onde posso recorrer?” onde pode encon-      Pode também fazê-lo através do e-mail
trar informação relativa a instituições ou outras       derrubar.barreiras@gmail.com
informações úteis.


                                                                                                          Um guia para Familiares e Amigos
Mitos sobre a Doença Mental que podem                                      Aceitar que o seu familiar tem
                                                                                                                                  uma Doença Mental é o primeiro
                    Aceitar a                          levar as pessoas a afastar-se:
                                                                                                                                  passo para o poder ajudar!
                    Doença Mental                       Mito da incurabilidade - tem origem em épocas em que não
                                                           eram conhecidos tratamentos para a doença mental. Actualmente
                                                           este mito está cada vez menos acentuado, com a descoberta dos          O que pode fazer para o ajudar?
                                                           psicofármacos e de novos métodos psicoterapêuticos e psicosso-
                                                           ciais. Ainda assim existe a ideia comum de que uma doença men-          Transmita-lhe sentimentos de segurança;
 Aceitar e enfrentar a Doença Mental de um fami-           tal é para toda a vida;
                                                                                                                                   Tente criar um ambiente próximo e familiar, falar cla-
 liar é uma tarefa difícil, mas ao mesmo tempo vital                                                                                ramente de cada uma das alternativas que à família
 para iniciar o mais cedo possível as intervenções      Mito da perigosidade - associado à necessidade de controlar a
                                                                                                                                    ocorrem, já que o doente é o principal interessado;
                                                           agressividade das pessoas com doença mental. Muitas vezes a
 necessárias ao processo de reabilitação.
                                                           comunicação social realça crimes cometidos por doentes mentais,         Não deve permitir que o doente «abuse» de qualquer
                                                           mas a existência de vários estudos demonstra que a percentagem           um dos membros da família a pretexto da sua doença.
                                                           de indivíduos perigosos com doença mental não é superior à dos           Deve ser compreensivo, mas não permissivo;
                                                           que se encontram na população geral;
                                                                                                                                   Não o deve tratar de forma diferente daquela que sem-

                      ília sentir-se:                   Mito da incapacidade - Existe a ideia de que estas pessoas não             pre fez;
                m
É possível a fa                                            são capazes de trabalhar, assumir responsabilidades nem tomar
                                                                                                                                   Não trate o seu familiar como incapaz, mas dê-lhe tare-
                                                           decisões. Actualmente com os mecanismos de tratamento e reabi-
           ad   a                                                                                                                   fas adequadas às suas capacidades;
 Envergonh                                                litação já é possível a pessoa com doença mental ter uma vida
                ida                                        considerada normal;                                                     Ajude-o a recuperar a sua auto-confiança fazendo-o
            nd
 Incompr ee
                              futuro                                                                                                sentir-se aceite, apreciado, valorizado e amado;
  Preocupad
            a em relação ao                             Mito da perda de direitos - é aquele que mais discrimina as pes-
                                                           soas com doença mental, pois muitas vezes são negados a estas           Procure motivá-lo a ocupar-se sempre que se mostra
  Triste                                                  pessoas os direitos civis, como o direito ao voto, de casar, consti-     indiferente e apático;
                                                           tuir família ou ainda de gerir os seus bens. Actualmente, estas
  Culpada                                                 medidas só são tomadas quando está em causa a protecção do
                                                                                                                                   Procure incentivá-lo a cuidar de si e da sua higiene
                                                           doente ou de terceiros;                                                  pessoal;
   Ansiosa
                                                                                                                                   Deve tentar ajudá-lo a orientar-se quando ele não con-
   Frustrada                                           Mito da fraqueza individual - as doenças mentais não são fruto
                                                                                                                                    segue tomar decisões sozinho;
            o                                              de características da personalidade e podem afectar qualquer pes-
   Com med                                                soa, pois podem ter causas orgânicas, psicológicas ou sociais.          Deixe-o participar nas conversas familiares, deixando-
    Sozinha                                                                                                                        o falar e expressar o que sente, procurando ouvi-lo
                                                        Mito da raridade da doença - devido à vergonha de assumir                  mostrando que o compreende;
    Com dúvi
              das
                                                           uma doença mental, a generalidade da sociedade acredita que a
                                                           doença mental é uma doença rara. No entanto, segundo estudos            Procure compreender a Doença Mental, informando-se
                                                           europeus estima-se que 26% da população venha a ter uma doen-            para que possa ajudar o seu familiar.
                                                           ça mental ao longo da vida.

Folheto 1

  • 1.
    É importante saberque: Clínica Psiquiátrica de S. José  A confiança e a paciência geram um ambiente que anima o doente no seu processo de reabilitação;  Nenhuma melhoria ocorre da noite para o dia, por isso é importante estar atento a cada pequena mudança que se produz nesse sentido e poder valorizá-la; Derrubar Barreiras  Todos os membros da família podem ser protago- nistas de pequenas mudanças saudáveis na inter- relação, as quais também se repercutem no proces- so de recuperação do seu familiar doente;  A confiança do doente na sua família e no seu terapeuta permitir-lhe-á superar as crises e encon- trar novos equilíbrios;  O que parece ser preguiça e egoísmo pode real- mente ser incapacidade;  Tente não criticar. Este folheto é apenas de carácter informativo, pelo que não dispensa a consulta do seu médico psiquiatra. Se não sabe o que fazer, como fazer ou se não for capaz de r e s o l v e r d e t e r m i n a d a s situações ... Peça ajuda! Para qualquer dúvida ou informação contacte: Serviço Social e Gabinete do Cidadão da Clínica A importância de aceitar Psiquiátrica de S. José Veja também o Folheto informativo “Derrubar a Doença Mental Barreiras - onde posso recorrer?” onde pode encon- Pode também fazê-lo através do e-mail trar informação relativa a instituições ou outras derrubar.barreiras@gmail.com informações úteis. Um guia para Familiares e Amigos
  • 2.
    Mitos sobre aDoença Mental que podem Aceitar que o seu familiar tem uma Doença Mental é o primeiro Aceitar a levar as pessoas a afastar-se: passo para o poder ajudar! Doença Mental  Mito da incurabilidade - tem origem em épocas em que não eram conhecidos tratamentos para a doença mental. Actualmente este mito está cada vez menos acentuado, com a descoberta dos O que pode fazer para o ajudar? psicofármacos e de novos métodos psicoterapêuticos e psicosso- ciais. Ainda assim existe a ideia comum de que uma doença men-  Transmita-lhe sentimentos de segurança; Aceitar e enfrentar a Doença Mental de um fami- tal é para toda a vida;  Tente criar um ambiente próximo e familiar, falar cla- liar é uma tarefa difícil, mas ao mesmo tempo vital ramente de cada uma das alternativas que à família para iniciar o mais cedo possível as intervenções  Mito da perigosidade - associado à necessidade de controlar a ocorrem, já que o doente é o principal interessado; agressividade das pessoas com doença mental. Muitas vezes a necessárias ao processo de reabilitação. comunicação social realça crimes cometidos por doentes mentais,  Não deve permitir que o doente «abuse» de qualquer mas a existência de vários estudos demonstra que a percentagem um dos membros da família a pretexto da sua doença. de indivíduos perigosos com doença mental não é superior à dos Deve ser compreensivo, mas não permissivo; que se encontram na população geral;  Não o deve tratar de forma diferente daquela que sem- ília sentir-se:  Mito da incapacidade - Existe a ideia de que estas pessoas não pre fez; m É possível a fa são capazes de trabalhar, assumir responsabilidades nem tomar  Não trate o seu familiar como incapaz, mas dê-lhe tare- decisões. Actualmente com os mecanismos de tratamento e reabi- ad a fas adequadas às suas capacidades;  Envergonh litação já é possível a pessoa com doença mental ter uma vida ida considerada normal;  Ajude-o a recuperar a sua auto-confiança fazendo-o nd  Incompr ee futuro sentir-se aceite, apreciado, valorizado e amado;  Preocupad a em relação ao  Mito da perda de direitos - é aquele que mais discrimina as pes- soas com doença mental, pois muitas vezes são negados a estas  Procure motivá-lo a ocupar-se sempre que se mostra  Triste pessoas os direitos civis, como o direito ao voto, de casar, consti- indiferente e apático; tuir família ou ainda de gerir os seus bens. Actualmente, estas  Culpada medidas só são tomadas quando está em causa a protecção do  Procure incentivá-lo a cuidar de si e da sua higiene doente ou de terceiros; pessoal;  Ansiosa  Deve tentar ajudá-lo a orientar-se quando ele não con-  Frustrada  Mito da fraqueza individual - as doenças mentais não são fruto segue tomar decisões sozinho; o de características da personalidade e podem afectar qualquer pes-  Com med soa, pois podem ter causas orgânicas, psicológicas ou sociais.  Deixe-o participar nas conversas familiares, deixando-  Sozinha o falar e expressar o que sente, procurando ouvi-lo  Mito da raridade da doença - devido à vergonha de assumir mostrando que o compreende;  Com dúvi das uma doença mental, a generalidade da sociedade acredita que a doença mental é uma doença rara. No entanto, segundo estudos  Procure compreender a Doença Mental, informando-se europeus estima-se que 26% da população venha a ter uma doen- para que possa ajudar o seu familiar. ça mental ao longo da vida.