FIGURAS
DE LINGUAGEM
HIPÉRBOLE
- “Estou morrendo
de calor!”
- “Tirei um milhão de fotos
na festa de ontem!”
HIPÉRBOLE
Rumor suspeito quebra a
doce harmonia da sesta. Ergue a
virgem os olhos, que o sol não
deslumbra; sua vista perturba-
se.
Diante dela e todo a
contemplá-la está um guerreiro
estranho, se é guerreiro e não
algum mau espírito da floresta.
Tem nas faces o branco das
areias que bordam o mar; nos
olhos o azul triste das águas
profundas. Ignotas armas e
tecidos ignotos cobrem-lhe o
corpo.
Foi rápido, como o
olhar, o gesto de Iracema. A
flecha embebida no arco
partiu. Gotas de sangue
borbulham na face do
desconhecido.
De primeiro ímpeto, a
mão lesta caiu sobre a cruz
da espada; mas logo sorriu. O
moço guerreiro aprendeu na
religião de sua mãe, onde a
mulher é símbolo de ternura
e amor. Sofreu mais d’alma
que da ferida.
HIPÉRBOLE
O sentimento que ele pôs
nos olhos e no rosto, não o sei
eu. Porém a virgem lançou de si
o arco e a uiraçaba, e correu
para o guerreiro, sentida da
mágoa que causara.
A mão que rápida ferira,
estancou mais rápida e
compassiva o sangue que
gotejava. Depois Iracema
quebrou a flecha homicida: deu
a haste ao desconhecido,
guardando consigo a ponta
farpada. [...]
Trecho de “Iracema”,
de José de Alencar.
PROSOPOPEIA
“Os ramos da acácia
silvestre esparziam
flores sobre os
úmidos cabelos”
"a lua passeava no
céu argenteando os
campos”
(Iracema)
COMPARAÇÃO
“Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem
corria o sertão e as matas do Ipu...”
“...tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna...”
(Iracema)
METÁFORA
“...a virgem dos lábios de mel”
“A tarde é a tristeza do sol. Os dias de
Iracema vão ser longas tardes sem manhã,
até que venha para ela a grande noite.”
(Iracema)
METONÍMIA
"O coração aqui no peito de Irapuã ficou tigre”
(Iracema)
SINESTESIA
"Avançou para Iracema e tirou do seio uma voz
doce para acalentar a saudade da virgem.“
(Iracema)
ANÁFORA
“Verdes mares bravios de minha terra natal,
onde canta a jandaia nas frondes de carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida
esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando
as alvas parias ensombradas de coqueiros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a
vaga impetuosa para que o barco aventureiro
manso resvale à flor das águas.”
(Iracema)
Aliteração
"Rugia o maracá; ao
quebro lento do canto
selvagem batia a dança em
tôrno a rude cadência.“
(Iracema)
APÓSTROFE
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!”
Navio negreiro (Castro Alves)
EUFEMISMO
Partir para uma vida melhor (morrer)
A empresa descontinuou suas atividades (faliu)
IRONIA
- Achou dois reais? O que vai fazer com essa fortuna?
ANTÍTESE
A vida inteira pela frente.
O tiro veio por trás.
(Cíntia Moscovich)
Neste momento todos os bares estão repletos de
homens vazios
(Vinicius de Moraes)
PARADOXO
(Luís de Camões)
Assonância
Tíbios flautins finíssimos gritavam.
(Olavo Bilac)
“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras”
(Cruz e Sousa)
Hipérbato
As margens plácidas do
Ipiranga ouviram o brado
retumbante de um povo
heroico.
EXERCÍCIO: Identifique a figura de linguagem.
A) Do meu amor ao encontro na madrugada fui eu.
B) Chorei rios de lágrimas.
C) O essencial é encontrar as palavras que o violão pede e deseja.
D) Ele é um touro.
E) Eu quero ouvir a cor dos passarinhos.
F) O carro dele é rápido como um avião.
G) Quero adormecer no sono da eternidade.
H) Que belo serviço você fez: manchou toda a minha roupa!
I) Meus olhos andam cegos de te ver.
J) Estou cego e vejo./ Arranco os olhos e vejo.
K) Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
L) Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais.

Figuras de linguagem - PPTX.pptx

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    HIPÉRBOLE - “Estou morrendo decalor!” - “Tirei um milhão de fotos na festa de ontem!”
  • 3.
    HIPÉRBOLE Rumor suspeito quebraa doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba- se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida.
  • 4.
    HIPÉRBOLE O sentimento queele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. [...] Trecho de “Iracema”, de José de Alencar.
  • 5.
    PROSOPOPEIA “Os ramos daacácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos” "a lua passeava no céu argenteando os campos” (Iracema)
  • 6.
    COMPARAÇÃO “Mais rápida quea ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu...” “...tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna...” (Iracema)
  • 7.
    METÁFORA “...a virgem doslábios de mel” “A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.” (Iracema)
  • 8.
    METONÍMIA "O coração aquino peito de Irapuã ficou tigre” (Iracema)
  • 9.
    SINESTESIA "Avançou para Iracemae tirou do seio uma voz doce para acalentar a saudade da virgem.“ (Iracema)
  • 10.
    ANÁFORA “Verdes mares braviosde minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes de carnaúba; Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas parias ensombradas de coqueiros; Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.” (Iracema)
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    Aliteração "Rugia o maracá;ao quebro lento do canto selvagem batia a dança em tôrno a rude cadência.“ (Iracema)
  • 12.
    APÓSTROFE “Senhor Deus dosdesgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!” Navio negreiro (Castro Alves)
  • 13.
    EUFEMISMO Partir para umavida melhor (morrer) A empresa descontinuou suas atividades (faliu)
  • 14.
    IRONIA - Achou doisreais? O que vai fazer com essa fortuna?
  • 15.
    ANTÍTESE A vida inteirapela frente. O tiro veio por trás. (Cíntia Moscovich) Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios (Vinicius de Moraes)
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    Assonância Tíbios flautins finíssimosgritavam. (Olavo Bilac) “Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz e Sousa)
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    Hipérbato As margens plácidasdo Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.
  • 19.
    EXERCÍCIO: Identifique afigura de linguagem. A) Do meu amor ao encontro na madrugada fui eu. B) Chorei rios de lágrimas. C) O essencial é encontrar as palavras que o violão pede e deseja. D) Ele é um touro. E) Eu quero ouvir a cor dos passarinhos. F) O carro dele é rápido como um avião. G) Quero adormecer no sono da eternidade. H) Que belo serviço você fez: manchou toda a minha roupa! I) Meus olhos andam cegos de te ver. J) Estou cego e vejo./ Arranco os olhos e vejo. K) Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? L) Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais.