SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
Machado de Assis
Biografia do Autor
 Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista,dramaturgo,
jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade
de Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839 e no dia 29 de setembro de
1908 na cidade do Rio de Janeiro falece. Filho de um operário mestiço de
negro e português, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e
um mestre da língua.
 É o escritor mais importante da literatura brasileira e um dos espíritos
mais lúcidos de toda nossa cultura. Criou entre nós o método
universalizante, que consiste em interpretar a condição humana a partir da
observação das pessoas do seu tempo, sabendo extrair dela conclusões da
sociedade em que viveu.
 Em 1881 publica o livro extremamente original, pouco convencional para o
estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas- que foi
considerado o marco do realismo na literatura brasileira.
Machado de Assis e sua Surpreendente obra Memórias
Póstumas de Brás Cubas
Período Literário
• 1500: Literatura de informação
• 1601: Barroco
• 1768: Arcadismo
• 1836: Romantismo
• 1881: Realismo/Naturalismo (Memórias
Póstumas de Brás Cubas)
• 1893: Simbolismo
• 1902: Pré-Modernismo
• 1922: Modernismo
O Realismo presente na Obra
 É a obra inaugural da fase realista de Machado de Assis
na literatura moderna, representando uma verdadeira
revolução de idéias e formas: de idéias, porque
aprofunda o desprezo pelas idealizações românticas,
fazendo emergir a consciência nua do individuo, fraco e
incoerente; de formas, pela ruptura com a lineariedade
da narrativa.
Brás Cubas: o defunto autor de
memórias póstumas
Defunto autor ou autor defunto?
 Memórias póstumas de Brás Cubas revelam uma narrativa
inovadora, revolucionária, que, através de seu
protagonista- narrador “defunto-autor”, promovia a
“viravolta machadiana.”
 Noções como verdade, ciência e razão são colocadas em
discussão e relativizadas por Brás Cubas. O narrador vê o
mundo com ceticismo e desprezo e, dirigindo sua crítica ao
gênero humano, transforma o próprio leitor em uma das
vítimas das ironias do livro.
 Do túmulo um “defunto autor” examina de forma
memorialística sua vida. Apesar de morto, nada comenta
sobre sua existência além-túmulo. Está interessado apenas
em recordar o passado e submetê-lo à análise e ao
julgamento definitivo de seu significado.
Por que um “defunto autor”?
 Símbolo do fim da concepção romântica.
 Desafio do escritor frente às propostas do Real-Naturalismo, já
que uma fala vinda do túmulo contrariava os princípios
contraria o conceito de racionalismo dos realistas ao criar um
discurso ambíguo e cheio de não ditos.
 Só um morto poderia apresentar os fatos de sua existência sem
escrúpulos, sem fantasias e sem temor da opinião pública, ou
seja, por não ter nada a perder – revelaria seus intuitos
mesquinhos, seu egoísmo, sua impotência para a vida prática e
sua desesperada sede de glória. Só alguém que ultrapassasse o
limite fatal seria capaz de apontar a verdade definitiva de sua
própria condição.
Dedicatória
Dedicatória
 Chocante ou irônica pouco importa... Fugindo ao senso
comum, Brás Cubas dedica suas memórias aos vermes,
como se não houvesse alguém digno de lembrança,
deixando em evidência as “tintas” de seu pessimismo,
através de sua pena carregada de humor.
 O verbo “roeu” (no passado), significa que Brás Cubas
não é, materialmente, mais nada, não deve satisfações a
ninguém. É livre, soberano e absoluto para pintar a vida,
as pessoas, a si próprio:
“... estas são as memórias de um finado, que
pintou a si e aos outros, conforme lhe pareceu
melhor e mais certo.”
Enredo
 Brás Cubas é um homem rico e solteiro que, depois de
morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria
vida. Dessa perspectiva, emite opiniões sem se preocupar
com o julgamento que os vivos podem fazer dele. De sua
infância, registra apenas o contato com um colega de
escola, Quincas Borba, e o comportamento de menino
endiabrado, que o fazia maltratar o escravo Prudêncio e
atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família,
D. Eusébia. Da juventude, resgata o envolvimento com
uma prostituta de luxo, Marcela.
 Depois de retornar de uma temporada de estudos na
Europa, vive uma existência de moço rico, despreocupado
e fútil. Conhece a filha de D. Eusébia, Eugênia, e a
despreza por ser manca. Envolve-se com Virgília, uma
namorada da juventude, agora casada com o político
Lobo Neves. O adultério dura muitos anos e se desfaz de
maneira fria. Brás ainda se aproxima de Nhã Loló,
parenta de seu cunhado Cotrim, mas a morte da moça
interrompe o projeto de casamento.
 Desse ponto até o fim da vida, Brás se dedica à carreira
política, que exerce sem talento, e a ações beneficentes,
que pratica sem nenhuma paixão. O balanço final, tão
melancólico quanto a própria existência, arremata a
narrativa de forma pessimista: “Não tive filhos, não
transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.
Prólogo: Ao leitor
Visão irônica e pessimista.
“Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da
melancolia”
Diálogo/Ironia com o leitor : insere o leitor na narrativa
com o objetivo de torná-lo cúmplice e ao mesmo tempo
ironizá-lo.
No diálogo com o leitor o narrador estabelece uma teoria da
narrativa, constituindo-se, pois, numa inovação para a época.
“... se te agradar , fino leitor, pago-me da tarefa; se te
não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.”
Tempo/Espaço
 A obra é apoiada em dois tempos:
 Tempo psicológico, do autor além-túmulo, que, desse
modo, pode contar sua vida de maneira arbitrária, com
digressão e manipulando os fatos, sem segui uma ordem
temporal linear.
 Tempo cronológico, os acontecimentos obedecem a
uma ordem: infância, adolescência, ida para Coimbra,
volta ao Brasil e morte.
Exemplo: A morte é contada antes do nascimento e dos
fatos da vida.
 Espaço: Rio de Janeiro no século XIX.
 (COLOCAR TRECHO DO FILME: 1:32 min. à 4:23 min.)
Foco Narrativo
 O diálogo constante com o leitor e as interrupções na
narrativa para digressões, saltos de um assunto para o
outro, do particular para o geral, do abstrato para o
concreto e vice-versa, do real para o imaginário, as
pilhérias, as teorias filosóficas, as citações, as teorizações
sobre a própria técnica narrativa, a metalinguagem...
 ... constituem inúmeros subterfúgios que tornam a
história contada por Brás um mosaico de peças,
aparentemente desconexas, que formam uma narrativa
de estrutura híbrida (irregular), descontínua, com
capítulos que se intercalam a outros produzindo a quebra
da linearidade do enredo. Entretanto, todos esses
aspectos não deixam de estarem ligados a um fio
condutor que é a própria vida do defunto autor, marcada
pelo tédio e pelo vazio.
Vírgilia, o maior amor de sua vida
Os amores de Brás Cubas
 Marcela:a prostituta: seu primeiro amor, que lhe
amou “durante quinze meses e onze contos de réis”.
 Eugênia: a “flor da moita”, bonita, porém coxa.
 Eulália: com quem pretendia casar mas que morre
de febre amarela com apenas 19 anos.
 Virgília: foi o maior amor de sua vida, com quem
estabelece uma relação adúltera, já que ela torna-se
esposa do deputado Lobo Neves.
Quincas Borba & O Humanitismo
Quincas e o Humanitismo
 O Humanitismo é o ponto de contato entre Memórias póstumas
de Brás Cubas e o Quincas Borba. A teoria do Humanitas é uma
caricatura feroz do positivismo e do cientificismo dominantes na
época.
 Enfim, o “Humanitismo” é, conforme a visão aguda de Machado
de Assis, uma impiedosa sátira complementar das idéias do
determinismo social, que constituíam a base filosófica do
Realismo.
 O “Humanitismo” é uma caricatural doutrina híbrida de
Positivismo e Darwinismo Social. Ou seja, uma hilariante paródia
de todos os “ismos”, com a mesma visão fatalista (a supremacia
das raças = a lei do mais forte) que constituíram as doutrinas
científicas que dominaram a Europa, no século XIX, e chegaram,
naturalmente, ao Brasil.
A morte de Brás Cubas
Morte de Brás Cubas
 Enquanto medita sobre a forma de criar um “medicamento
sublime” – um EMPLASTO que aliviasse a humanidade
do tédio e da melancolia – e, assim, tornar-se uma
personalidade conhecida e invejada, Brás recebe um golpe
de vento, adoece e, obcecado pela idéia fixa de inventar o
emplasto que levaria seu nome, não trata da pneumonia e
morre.
 (ANALISE DO ULTIMO CAPÍTULO:FILME 1 hora 31 min.)
Capítulo final = Das negativas
 No último capítulo, o narrador Brás Cubas faz um último
balanço das perdas e dos ganhos de sua existência, convicto
de ter saído quite com a vida. É verdade que não se tornara
califa nem ministro, não se casara nem criara o emplasto
que lhe daria acesso à celebridade. Contudo, essa impressão
de sair da vida sem “míngua nem sobra” se desfaz quando
Brás dá-se conta de que havia um saldo positivo a seu favor:
“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o
legado de nossa miséria”.
“Não há absolutamente nada de
diferente no comportamento
humano ao longo da historia, há
somente uma luta insana para
manter alguma ilusão de poder.”
Cap. 07

 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 ASSIS, Machado. MEMORIAS POSTUMAS DE BRAS CUBAS.Editora Lafonte,
2006.
 Blog: Café, Livro e Arte: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de
Assis (por Tia Gabi)
 Disponível em: http://cafelivroearte.blogspot.com.br/2011/11/memorias-
postumas-de-bras-cubas-de.html
 G1:Educação.Literatura
 Disponível em: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-
livros/memorias-postumas-de-bras-cubas.html
 Blog: Mundo da Leitura: BRAS CUBAS: O DEFUNTO AUTOR DE MEMÓRIAS
PÓSTUMAS (Prof. Elizeu Domingos Tomas)
 Disponível em: http://zeutomasi.blogspot.com.br/2012/07/bras-cubas-o-
defunto-autor-de-memorias.html
 ZILBERMAN, Regina. BRÁS CUBAS AUTOR, MACHADO DE ASSIS
LEITOR. Ponta Grossa, PR: Editora UEPG, 2012. 249 p.
 Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S198368212012000200013&script=sci_art
text

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasileeadolpho
 
Realismo - Machado de assis
Realismo - Machado de assisRealismo - Machado de assis
Realismo - Machado de assisWalace Cestari
 
A (nova) literatura marginal (das periferias)
A (nova) literatura marginal (das periferias)A (nova) literatura marginal (das periferias)
A (nova) literatura marginal (das periferias)ma.no.el.ne.ves
 
O negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileiraO negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileirama.no.el.ne.ves
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasSeduc/AM
 
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - Literatura
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - LiteraturaA Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - Literatura
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - LiteraturaHadassa Castro
 
Literatura Afro-brasileira
Literatura Afro-brasileiraLiteratura Afro-brasileira
Literatura Afro-brasileiraCristina Pereyra
 
Poesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernistaPoesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernistaLuciene Gomes
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoQuezia Neves
 

Mais procurados (20)

Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
 
Lima Barreto
Lima BarretoLima Barreto
Lima Barreto
 
Realismo - Machado de assis
Realismo - Machado de assisRealismo - Machado de assis
Realismo - Machado de assis
 
A (nova) literatura marginal (das periferias)
A (nova) literatura marginal (das periferias)A (nova) literatura marginal (das periferias)
A (nova) literatura marginal (das periferias)
 
O negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileiraO negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileira
 
João Guimarães Rosa
João Guimarães RosaJoão Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
 
O negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileiraO negro na literatura brasileira
O negro na literatura brasileira
 
Memórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubasMemórias póstumas de brás cubas
Memórias póstumas de brás cubas
 
Clarice lispector
Clarice lispectorClarice lispector
Clarice lispector
 
O Realismo no Brasil
O Realismo no BrasilO Realismo no Brasil
O Realismo no Brasil
 
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - Literatura
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - LiteraturaA Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - Literatura
A Geração De 45 - Prof. Kelly Mendes - Literatura
 
O cortiço
O cortiçoO cortiço
O cortiço
 
Clarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da EstrelaClarice lispector- A hora da Estrela
Clarice lispector- A hora da Estrela
 
Machado de Assis
Machado de AssisMachado de Assis
Machado de Assis
 
Literatura Afro-brasileira
Literatura Afro-brasileiraLiteratura Afro-brasileira
Literatura Afro-brasileira
 
O Cortiço - Aluísio Azevedo
O Cortiço - Aluísio AzevedoO Cortiço - Aluísio Azevedo
O Cortiço - Aluísio Azevedo
 
Pré modernismo
Pré  modernismoPré  modernismo
Pré modernismo
 
Poesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernistaPoesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernista
 
Naturalismo
NaturalismoNaturalismo
Naturalismo
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geração
 

Semelhante a Slides Seminário de Literatura Brasileira_ Memorias Póstumas de Brás Cubas

língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubas
língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubaslíngua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubas
língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubasWesley Germano Otávio
 
Trabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefaTrabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefa1998-0206
 
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de AssisMemórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assisjasonrplima
 
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia bruna - professora...
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia   bruna - professora...Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia   bruna - professora...
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia bruna - professora...Isabella Silva
 
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubas
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubasLivros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubas
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubasAnna Vaz Boechat
 
Memórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás CubasMemórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás CubasGabriela Rovani
 
Memórias Postumas de Brás Cubas
Memórias Postumas de Brás CubasMemórias Postumas de Brás Cubas
Memórias Postumas de Brás CubasThamires Martins
 
seminário de literatura sobre o livro Machado de Assis
seminário de literatura sobre o livro Machado de Assisseminário de literatura sobre o livro Machado de Assis
seminário de literatura sobre o livro Machado de AssisDhiulianaMorais
 
Memorias postumas de_bras_cubas - ok
Memorias postumas de_bras_cubas - okMemorias postumas de_bras_cubas - ok
Memorias postumas de_bras_cubas - okClaudia Lazarini
 
Livros essências da leitura brasileira
Livros essências da leitura brasileiraLivros essências da leitura brasileira
Livros essências da leitura brasileiraAna Borges
 
Aula 15 realismo - naturalismo no brasil
Aula 15   realismo - naturalismo no brasilAula 15   realismo - naturalismo no brasil
Aula 15 realismo - naturalismo no brasilJonatas Carlos
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptANDRESSASILVADESOUSA
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptAliceEmanuelladeOliv
 
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptrealismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptCarlos100coliCoimbra
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptLeandroBolivar1
 
Apresentação1
Apresentação1Apresentação1
Apresentação1Erica Frau
 

Semelhante a Slides Seminário de Literatura Brasileira_ Memorias Póstumas de Brás Cubas (20)

Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Memórias Póstumas de Brás Cubas 2ª A - 2011
Memórias Póstumas de Brás Cubas   2ª A - 2011Memórias Póstumas de Brás Cubas   2ª A - 2011
Memórias Póstumas de Brás Cubas 2ª A - 2011
 
língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubas
língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubaslíngua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubas
língua portuguesa ficha literaria memórias póstumas de brás cubas
 
Trabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefaTrabalho de português 2ª tarefa
Trabalho de português 2ª tarefa
 
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de AssisMemórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
 
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia bruna - professora...
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia   bruna - professora...Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia   bruna - professora...
Do legado de nossa miséria ao espólio de depurada ironia bruna - professora...
 
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubas
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubasLivros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubas
Livros fuvest 2013apresentação memórias póstumas de brás cubas
 
Memórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás CubasMemórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás Cubas
 
Memórias Postumas de Brás Cubas
Memórias Postumas de Brás CubasMemórias Postumas de Brás Cubas
Memórias Postumas de Brás Cubas
 
seminário de literatura sobre o livro Machado de Assis
seminário de literatura sobre o livro Machado de Assisseminário de literatura sobre o livro Machado de Assis
seminário de literatura sobre o livro Machado de Assis
 
Realismo e Naturalismo
Realismo e NaturalismoRealismo e Naturalismo
Realismo e Naturalismo
 
Memorias postumas de_bras_cubas - ok
Memorias postumas de_bras_cubas - okMemorias postumas de_bras_cubas - ok
Memorias postumas de_bras_cubas - ok
 
Livros essências da leitura brasileira
Livros essências da leitura brasileiraLivros essências da leitura brasileira
Livros essências da leitura brasileira
 
Aula 15 realismo - naturalismo no brasil
Aula 15   realismo - naturalismo no brasilAula 15   realismo - naturalismo no brasil
Aula 15 realismo - naturalismo no brasil
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
 
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptrealismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
 
Apresentação1
Apresentação1Apresentação1
Apresentação1
 
Realismo - Naturalismo
Realismo - NaturalismoRealismo - Naturalismo
Realismo - Naturalismo
 

Último

04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdfARIANAMENDES11
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfPastor Robson Colaço
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Mary Alvarenga
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaIlda Bicacro
 
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfanálise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfMaiteFerreira4
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....LuizHenriquedeAlmeid6
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalcarlaOliveira438
 
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_AssisMemórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assisbrunocali007
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"Ilda Bicacro
 
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptx
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptxSão Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptx
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptxMartin M Flynn
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdfPLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdfLUCASAUGUSTONASCENTE
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptxlucioalmeida2702
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisIlda Bicacro
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leiteprofesfrancleite
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Rosana Andrea Miranda
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.HandersonFabio
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosFernanda Ledesma
 

Último (20)

04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
 
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfanálise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_AssisMemórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptx
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptxSão Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptx
São Filipe Neri, fundador da a Congregação do Oratório 1515-1595.pptx
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdfPLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativos
 

Slides Seminário de Literatura Brasileira_ Memorias Póstumas de Brás Cubas

  • 2. Biografia do Autor  Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista,dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade de Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839 e no dia 29 de setembro de 1908 na cidade do Rio de Janeiro falece. Filho de um operário mestiço de negro e português, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua.  É o escritor mais importante da literatura brasileira e um dos espíritos mais lúcidos de toda nossa cultura. Criou entre nós o método universalizante, que consiste em interpretar a condição humana a partir da observação das pessoas do seu tempo, sabendo extrair dela conclusões da sociedade em que viveu.  Em 1881 publica o livro extremamente original, pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas- que foi considerado o marco do realismo na literatura brasileira.
  • 3. Machado de Assis e sua Surpreendente obra Memórias Póstumas de Brás Cubas
  • 4. Período Literário • 1500: Literatura de informação • 1601: Barroco • 1768: Arcadismo • 1836: Romantismo • 1881: Realismo/Naturalismo (Memórias Póstumas de Brás Cubas) • 1893: Simbolismo • 1902: Pré-Modernismo • 1922: Modernismo
  • 5. O Realismo presente na Obra  É a obra inaugural da fase realista de Machado de Assis na literatura moderna, representando uma verdadeira revolução de idéias e formas: de idéias, porque aprofunda o desprezo pelas idealizações românticas, fazendo emergir a consciência nua do individuo, fraco e incoerente; de formas, pela ruptura com a lineariedade da narrativa.
  • 6. Brás Cubas: o defunto autor de memórias póstumas
  • 7. Defunto autor ou autor defunto?  Memórias póstumas de Brás Cubas revelam uma narrativa inovadora, revolucionária, que, através de seu protagonista- narrador “defunto-autor”, promovia a “viravolta machadiana.”  Noções como verdade, ciência e razão são colocadas em discussão e relativizadas por Brás Cubas. O narrador vê o mundo com ceticismo e desprezo e, dirigindo sua crítica ao gênero humano, transforma o próprio leitor em uma das vítimas das ironias do livro.  Do túmulo um “defunto autor” examina de forma memorialística sua vida. Apesar de morto, nada comenta sobre sua existência além-túmulo. Está interessado apenas em recordar o passado e submetê-lo à análise e ao julgamento definitivo de seu significado.
  • 8. Por que um “defunto autor”?  Símbolo do fim da concepção romântica.  Desafio do escritor frente às propostas do Real-Naturalismo, já que uma fala vinda do túmulo contrariava os princípios contraria o conceito de racionalismo dos realistas ao criar um discurso ambíguo e cheio de não ditos.  Só um morto poderia apresentar os fatos de sua existência sem escrúpulos, sem fantasias e sem temor da opinião pública, ou seja, por não ter nada a perder – revelaria seus intuitos mesquinhos, seu egoísmo, sua impotência para a vida prática e sua desesperada sede de glória. Só alguém que ultrapassasse o limite fatal seria capaz de apontar a verdade definitiva de sua própria condição.
  • 10. Dedicatória  Chocante ou irônica pouco importa... Fugindo ao senso comum, Brás Cubas dedica suas memórias aos vermes, como se não houvesse alguém digno de lembrança, deixando em evidência as “tintas” de seu pessimismo, através de sua pena carregada de humor.  O verbo “roeu” (no passado), significa que Brás Cubas não é, materialmente, mais nada, não deve satisfações a ninguém. É livre, soberano e absoluto para pintar a vida, as pessoas, a si próprio: “... estas são as memórias de um finado, que pintou a si e aos outros, conforme lhe pareceu melhor e mais certo.”
  • 11. Enredo  Brás Cubas é um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspectiva, emite opiniões sem se preocupar com o julgamento que os vivos podem fazer dele. De sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola, Quincas Borba, e o comportamento de menino endiabrado, que o fazia maltratar o escravo Prudêncio e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, D. Eusébia. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Marcela.
  • 12.  Depois de retornar de uma temporada de estudos na Europa, vive uma existência de moço rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de D. Eusébia, Eugênia, e a despreza por ser manca. Envolve-se com Virgília, uma namorada da juventude, agora casada com o político Lobo Neves. O adultério dura muitos anos e se desfaz de maneira fria. Brás ainda se aproxima de Nhã Loló, parenta de seu cunhado Cotrim, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento.  Desse ponto até o fim da vida, Brás se dedica à carreira política, que exerce sem talento, e a ações beneficentes, que pratica sem nenhuma paixão. O balanço final, tão melancólico quanto a própria existência, arremata a narrativa de forma pessimista: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.
  • 13. Prólogo: Ao leitor Visão irônica e pessimista. “Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia” Diálogo/Ironia com o leitor : insere o leitor na narrativa com o objetivo de torná-lo cúmplice e ao mesmo tempo ironizá-lo. No diálogo com o leitor o narrador estabelece uma teoria da narrativa, constituindo-se, pois, numa inovação para a época. “... se te agradar , fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.”
  • 14. Tempo/Espaço  A obra é apoiada em dois tempos:  Tempo psicológico, do autor além-túmulo, que, desse modo, pode contar sua vida de maneira arbitrária, com digressão e manipulando os fatos, sem segui uma ordem temporal linear.  Tempo cronológico, os acontecimentos obedecem a uma ordem: infância, adolescência, ida para Coimbra, volta ao Brasil e morte. Exemplo: A morte é contada antes do nascimento e dos fatos da vida.  Espaço: Rio de Janeiro no século XIX.  (COLOCAR TRECHO DO FILME: 1:32 min. à 4:23 min.)
  • 15. Foco Narrativo  O diálogo constante com o leitor e as interrupções na narrativa para digressões, saltos de um assunto para o outro, do particular para o geral, do abstrato para o concreto e vice-versa, do real para o imaginário, as pilhérias, as teorias filosóficas, as citações, as teorizações sobre a própria técnica narrativa, a metalinguagem...  ... constituem inúmeros subterfúgios que tornam a história contada por Brás um mosaico de peças, aparentemente desconexas, que formam uma narrativa de estrutura híbrida (irregular), descontínua, com capítulos que se intercalam a outros produzindo a quebra da linearidade do enredo. Entretanto, todos esses aspectos não deixam de estarem ligados a um fio condutor que é a própria vida do defunto autor, marcada pelo tédio e pelo vazio.
  • 16. Vírgilia, o maior amor de sua vida
  • 17. Os amores de Brás Cubas  Marcela:a prostituta: seu primeiro amor, que lhe amou “durante quinze meses e onze contos de réis”.  Eugênia: a “flor da moita”, bonita, porém coxa.  Eulália: com quem pretendia casar mas que morre de febre amarela com apenas 19 anos.  Virgília: foi o maior amor de sua vida, com quem estabelece uma relação adúltera, já que ela torna-se esposa do deputado Lobo Neves.
  • 18. Quincas Borba & O Humanitismo
  • 19. Quincas e o Humanitismo  O Humanitismo é o ponto de contato entre Memórias póstumas de Brás Cubas e o Quincas Borba. A teoria do Humanitas é uma caricatura feroz do positivismo e do cientificismo dominantes na época.  Enfim, o “Humanitismo” é, conforme a visão aguda de Machado de Assis, uma impiedosa sátira complementar das idéias do determinismo social, que constituíam a base filosófica do Realismo.  O “Humanitismo” é uma caricatural doutrina híbrida de Positivismo e Darwinismo Social. Ou seja, uma hilariante paródia de todos os “ismos”, com a mesma visão fatalista (a supremacia das raças = a lei do mais forte) que constituíram as doutrinas científicas que dominaram a Europa, no século XIX, e chegaram, naturalmente, ao Brasil.
  • 20. A morte de Brás Cubas
  • 21. Morte de Brás Cubas  Enquanto medita sobre a forma de criar um “medicamento sublime” – um EMPLASTO que aliviasse a humanidade do tédio e da melancolia – e, assim, tornar-se uma personalidade conhecida e invejada, Brás recebe um golpe de vento, adoece e, obcecado pela idéia fixa de inventar o emplasto que levaria seu nome, não trata da pneumonia e morre.  (ANALISE DO ULTIMO CAPÍTULO:FILME 1 hora 31 min.)
  • 22. Capítulo final = Das negativas  No último capítulo, o narrador Brás Cubas faz um último balanço das perdas e dos ganhos de sua existência, convicto de ter saído quite com a vida. É verdade que não se tornara califa nem ministro, não se casara nem criara o emplasto que lhe daria acesso à celebridade. Contudo, essa impressão de sair da vida sem “míngua nem sobra” se desfaz quando Brás dá-se conta de que havia um saldo positivo a seu favor: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”.
  • 23. “Não há absolutamente nada de diferente no comportamento humano ao longo da historia, há somente uma luta insana para manter alguma ilusão de poder.” Cap. 07
  • 24.   REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  ASSIS, Machado. MEMORIAS POSTUMAS DE BRAS CUBAS.Editora Lafonte, 2006.  Blog: Café, Livro e Arte: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (por Tia Gabi)  Disponível em: http://cafelivroearte.blogspot.com.br/2011/11/memorias- postumas-de-bras-cubas-de.html  G1:Educação.Literatura  Disponível em: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de- livros/memorias-postumas-de-bras-cubas.html  Blog: Mundo da Leitura: BRAS CUBAS: O DEFUNTO AUTOR DE MEMÓRIAS PÓSTUMAS (Prof. Elizeu Domingos Tomas)  Disponível em: http://zeutomasi.blogspot.com.br/2012/07/bras-cubas-o- defunto-autor-de-memorias.html  ZILBERMAN, Regina. BRÁS CUBAS AUTOR, MACHADO DE ASSIS LEITOR. Ponta Grossa, PR: Editora UEPG, 2012. 249 p.  Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S198368212012000200013&script=sci_art text