FESTA DA CARNE

                                                      Nelson Oliveira e Souza

Há pessoas que afirmam que a Doutrina dos Espíritos é a Doutrina dos
sofredores, porque, naturalmente, ainda desconhecem, em plenitude, a
essência dos seus ensinamentos. A Doutrina Espírita é o Consolador
prometido pelo Mestre Jesus, que vem despertar as nossas consciências para
a responsabilidade dos nossos atos. Somos livres para agir, mas escravos das
nossas ações, com relação às suas conseqüências. As dores que hoje
sentimos, são as mesmas que infringimos aos nossos semelhantes em épocas
passadas, geralmente em outras vidas. É a lei de causa e efeito que se
cumpre. Quando, porém, sofremos, sabendo o porquê do sofrimento, a sua
razão de ser e que ele não é eterno, mas um dia chegará ao fim, aí passamos
a sofrer muito menos.
É a Doutrina dos Espíritos que nos dá forças suficientes, coragem e resignação
para ultrapassarmos as dificuldades presentes, sem desesperos, sem lamúrias
e sem tristezas.
A alegria deve fazer parte da vida cotidiana do espírita. Sim, a alegria fundada
nos princípios éticos e morais, que não se identificam nos prazeres da carne,
no exibicionismo da nudez, nas orgias, nas bebedeiras, nos entorpecentes, que
normalmente resultam no recrudescimento das intrigas, do ciúme, da violência,
do adultério, dos assassinatos e do suicídio, como freqüentemente assistimos
nos dias de carnaval.
Lembremos que o Plano Espiritual é habitado por Espíritos de diferentes
naturezas. Há os que compõem as Falanges do Bem, em número
relativamente reduzido e os que integram as Falanges das Trevas, muito
numerosos. Os Espíritos bons, que já avançaram bastante na escala evolutiva,
são aqueles que procuram nos ajudar nas nossas dificuldades, amenizando os
nossos sofrimentos e transmitindo-nos boas intuições. Os Espíritos maus, são
aqueles que se encontram retardatários na senda do progresso e, infelizmente,
ainda se comprazem na prática do mal e se encontram na espreita,
aguardando qualquer oportunidade para atuarem, principalmente quando,
desavisadamente, entramos em sintonia com eles, alimentando desejos
materialistas e sentimentos animalizados.
Os maus Espíritos se aproveitam, nos dias de carnaval, para extravasar em
nós encarnados, todas as suas maldades, quando os nossos pensamentos e
sentimentos se fixam mais nos prazeres da matéria. Uma vez caídos nas
armadilhas, passamos a ser guiados pelas forças malignas e a comprovação
disso tudo, encontramos na realidade das estatísticas policiais e hospitalares,
pelo numero cada vez crescente das ocorrências policiais, hospitalares e de
óbitos, no período carnavalesco. Tudo depende do nosso pensamento e dos
nossos sentimentos. Se eles forem bons atrairemos boas companhias, mas se
forem maus, atrairemos maus Espíritos.
As festas carnavalescas, com facilidade, fazem explodir tensões e ansiedades
refreadas, liberando complexos e recalques intensamente reprimidos nos dias
comuns. Interesses puramente materiais absorvem as atenções de multidões,
brigas e contrariedades se multiplicam, a invigilância, a intolerância e a falta
amor fraterno geram os excessos que respondem por males que vitimam
milhares de lares.
Como a misericórdia divina é infinita, o socorro sempre desce do alto. No
campo espiritual, grandes Prontos Socorros de emergência são montados em
locais estratégicos, acima das grandes cidades, onde o carnaval “fervilha”, para
o atendimento fraterno dos vitimados de tais armadilhas e que se acidentam e
falecem nos dias de carnaval, drasticamente, através de lutas, acidentes,
assassinatos e suicídios.
A nós espíritas, que nos foi dado conhecer a Doutrina dos Espíritos, codificada
por Allan Kardec, cabe-nos o dever cristão da caridade, orando intensamente
pelos nossos irmãos que se acidentam e sucumbem dolorosamente nos doas
de carnaval. A nossa oração deve atingir não somente os sofredores vitimados
pelo carnaval, mas também aqueles irmãos nossos que ainda cerram fileiras
nas Falanges das Trevas, fomentando os desequilíbrios em tais
acontecimentos.
Que a luz da compreensão da vida espiritual e a lei de causa e efeito, possam
despertar todas as consciências em direção à alegria sadia, à Paz e ao Amor
Fraterno.

                                                         Fonte: O Mensageiro

Festa da carne

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    FESTA DA CARNE Nelson Oliveira e Souza Há pessoas que afirmam que a Doutrina dos Espíritos é a Doutrina dos sofredores, porque, naturalmente, ainda desconhecem, em plenitude, a essência dos seus ensinamentos. A Doutrina Espírita é o Consolador prometido pelo Mestre Jesus, que vem despertar as nossas consciências para a responsabilidade dos nossos atos. Somos livres para agir, mas escravos das nossas ações, com relação às suas conseqüências. As dores que hoje sentimos, são as mesmas que infringimos aos nossos semelhantes em épocas passadas, geralmente em outras vidas. É a lei de causa e efeito que se cumpre. Quando, porém, sofremos, sabendo o porquê do sofrimento, a sua razão de ser e que ele não é eterno, mas um dia chegará ao fim, aí passamos a sofrer muito menos. É a Doutrina dos Espíritos que nos dá forças suficientes, coragem e resignação para ultrapassarmos as dificuldades presentes, sem desesperos, sem lamúrias e sem tristezas. A alegria deve fazer parte da vida cotidiana do espírita. Sim, a alegria fundada nos princípios éticos e morais, que não se identificam nos prazeres da carne, no exibicionismo da nudez, nas orgias, nas bebedeiras, nos entorpecentes, que normalmente resultam no recrudescimento das intrigas, do ciúme, da violência, do adultério, dos assassinatos e do suicídio, como freqüentemente assistimos nos dias de carnaval. Lembremos que o Plano Espiritual é habitado por Espíritos de diferentes naturezas. Há os que compõem as Falanges do Bem, em número relativamente reduzido e os que integram as Falanges das Trevas, muito numerosos. Os Espíritos bons, que já avançaram bastante na escala evolutiva, são aqueles que procuram nos ajudar nas nossas dificuldades, amenizando os nossos sofrimentos e transmitindo-nos boas intuições. Os Espíritos maus, são aqueles que se encontram retardatários na senda do progresso e, infelizmente, ainda se comprazem na prática do mal e se encontram na espreita, aguardando qualquer oportunidade para atuarem, principalmente quando, desavisadamente, entramos em sintonia com eles, alimentando desejos materialistas e sentimentos animalizados. Os maus Espíritos se aproveitam, nos dias de carnaval, para extravasar em nós encarnados, todas as suas maldades, quando os nossos pensamentos e sentimentos se fixam mais nos prazeres da matéria. Uma vez caídos nas armadilhas, passamos a ser guiados pelas forças malignas e a comprovação disso tudo, encontramos na realidade das estatísticas policiais e hospitalares, pelo numero cada vez crescente das ocorrências policiais, hospitalares e de óbitos, no período carnavalesco. Tudo depende do nosso pensamento e dos nossos sentimentos. Se eles forem bons atrairemos boas companhias, mas se forem maus, atrairemos maus Espíritos. As festas carnavalescas, com facilidade, fazem explodir tensões e ansiedades refreadas, liberando complexos e recalques intensamente reprimidos nos dias comuns. Interesses puramente materiais absorvem as atenções de multidões, brigas e contrariedades se multiplicam, a invigilância, a intolerância e a falta amor fraterno geram os excessos que respondem por males que vitimam milhares de lares.
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    Como a misericórdiadivina é infinita, o socorro sempre desce do alto. No campo espiritual, grandes Prontos Socorros de emergência são montados em locais estratégicos, acima das grandes cidades, onde o carnaval “fervilha”, para o atendimento fraterno dos vitimados de tais armadilhas e que se acidentam e falecem nos dias de carnaval, drasticamente, através de lutas, acidentes, assassinatos e suicídios. A nós espíritas, que nos foi dado conhecer a Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, cabe-nos o dever cristão da caridade, orando intensamente pelos nossos irmãos que se acidentam e sucumbem dolorosamente nos doas de carnaval. A nossa oração deve atingir não somente os sofredores vitimados pelo carnaval, mas também aqueles irmãos nossos que ainda cerram fileiras nas Falanges das Trevas, fomentando os desequilíbrios em tais acontecimentos. Que a luz da compreensão da vida espiritual e a lei de causa e efeito, possam despertar todas as consciências em direção à alegria sadia, à Paz e ao Amor Fraterno. Fonte: O Mensageiro