Cacilda Vitória
FERRAMENTAS CRIATIVAS NA  CONCEPÇÃO  DO DESENHO DE MODA Concepção 1  Ação pela qual um ser    é concebido, gerado.  2  Faculdade de compreender:    ter a concepção fácil.  3  Conhecimento; idéia, opinião:    uma concepção original da    vida.  ( Aurélio) Concepção 1  Ato de conceber ou ser concebido.   2  Geração.   3  Faculdade de compreender as    coisas; percepção.   4  Fantasia, imaginação.   5  Criação ou obra do espírito.   6  Imagem de uma coisa na mente. (Michaellis)   Desenho: materialização de idéias.
E a receita do bolo?
ENTÃO... A GRANDE QUESTÃO... EU SOU CRIATIVO (A)? O QUE É CRIATIVIDADE? FERRAMENTAS CRIATIVAS...  QUEM PODE USÁ-LAS? SOMENTE QUEM  É CRIATIVO?
QUANTO À CRIATIVIDADE, RESPONDA VERDADEIRO OU FALSO:  Alencar, Eunice Soriano. Como desenvolver o potencial criador: um guia para a liberação da criatividade em sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes,1990. 2. (  ) A criatividade consiste em um lampejo de    inspiração, que ocorre sem uma razão explicável. 3. (  ) A criatividade depende apenas de características    do próprio indivíduo. 4. (  ) A criatividade é uma questão de tudo ou nada.    Alguns indivíduos são criativos e outros não. 5. (  ) A criatividade manifesta-se apenas nos trabalhos    e produções dos grandes talentos artísticos e nas    novas propostas de inventores e cientistas. 1. (  ) A criatividade é um “dom” presente em alguns    poucos indivíduos.
“ Todos nós temos potencial criativo, basta apenas desenvolvê-lo.” Torrance, 1965
O PENSAMENTO CRIATIVO – ALGUMAS  CARACTERÍSTICAS: 4. ORIGINALIDADE  Respostas infrequentes ou incomuns.  2. FLUÊNCIA Abundância ou quantidade de idéias diferentes sobre um mesmo assunto. CURIOSIDADE investigativa,  “ por quê?”  e  “e se…?”   5. CONFRONTANDO DESAFIOS  Oportunidades  de exercitar a criatividade e  conceber algo novo e valioso. “ como eu posso superar isto?” 6.  DESCONTENTAMENTO CONSTRUTIVO Percebem o que está errado no  ambiente em volta delas. Transformam este descontentamento em motivação  para fazer algo construtivo.  3. FLEXIBILIDADE Capacidade de combinar idéias, estabelecer conexões inusitadas e gerar muitas soluções potenciais.
7. MENTE ABERTA Para novas  idéias e fatos.  Ausência de rigidez, pré-conceitos e bloqueios mentais. 8. SUSPENSÃO DO JULGAMENTO Imaginar e criticar  ao mesmo tempo,  é como dirigir com  o pé no freio.  9. SÍNTESE Olhe as árvores, sem perder a  visão da floresta.  Olhe os detalhes sem perder de vista o todo. 10. OTIMISMO Acredite.  Pessoas que  acreditam que um problema pode ser resolvido acabam por encontrar uma solução.  11. ETERNO APRENDIZ Prazer em aprender coisas novas. O PENSAMENTO CRIATIVO – ALGUMAS  CARACTERÍSTICAS:
Quais destas atitudes mentais caracterizam    sua  maneira de lidar com seus desafios?  Quais são seus pontos fortes?  Quais atitudes você precisa desenvolver   para fortalecer sua criatividade?  Focalize naquelas que você considera   essenciais para o aprimoramento de sua   criatividade e prepare um plano de ação.
PENSAMENTOS INIBIDORES DA CRIATIVIDADE - COMO MATAR IDÉIAS CRIATIVAS: CRÍTICAR E  SENSURAR Barreira emocionais: Medo do fracasso Medo de brincar Evitação de frustração Imaginação empobrecida Medo do desconhecido Necessidade de equilíbrio Medo de influenciar Medo de perder o controle
A criatividade é como a  musculatura humana,  desenvolve-se à medida  em que é utilizada.  “ As minhas invenções são fruto  de 98% de transpiração e  2% de inspiração.”  Thomas Edison
ELEMENTOS DO DESIGN PRINCÍPIOS DO DESIGN ARQUIVO DE IMAGENS MOULAGE SCAMCEA TEMPESTADE DE IDÉIAS MAPA MENTAL CADERNO DE INSPIRAÇÃO PAINÉIS DE INSPIRAÇÃO
TEMPESTADE DE IDÉIAS | BRAINSTORMING + MAPA MENTAL | TEIA DE ARANHA  Solução de problemas. Livre associação Quanto mais idéias melhor através da livre associação. Ausência completa de críticas e de  julgamentos.  Idéias loucas ou cheias de humor são bem vindas. Ninguém é dono da idéia. Ela pertence a todos e pode ser usada para gerar novas idéias. A avaliação das idéias é feita posteriormente. Osborn 1965
TEMPESTADE DE IDÉIAS | BRAINSTORMING + MAPA MENTAL | TEIA DE ARANHA
SCAMCEA Objetivo: visualizar e reorganizar aspectos de um problema. Modificar :  mudar significados, usos, movimentos, sons, odores, formas. Aumentar : o que pode ser acrescentado, multiplicado ou ampliado? Diminuir :  o que pode ser eliminado? Condensado? Reduzido? Substituir : o que poderia substituir tal aspecto? Outro ingrediente? Outro material?  Outro processo? Outra abordagem? Adaptar :  o que mais com isto? Que outras idéias isto sugere? O que oferece um paralelo? Combinar : idéias, objetivos, partes, cores, materiais... A combinação dos recursos possibilitam uma infinidade de criação de modelos.
Vestido de 1500 luvas, Susie MacMurray Artista plástica brtânica 7531 etiquetas SCAMCEA 26 jaquetas de nylon Gary Harvey
OU BANCO DE IMAGENS: Revistas Pastas Cadernos Arquivos digitais Catalogados por temas: Pessoas  Objetos Natureza Automóveis... ARQUIVO DE IMAGENS
PAINÉIS DE INSPIRAÇÃO | TEMÁTICOS
É um diário ou agenda visual. É pessoal. Espaço de descobertas. Pode assumir diferentes formas. Tema específico ou geral. Deve ser “útil”. Alimenta as criações. É espontâneo, experimental. CADERNO DE INSPIRAÇÃO  CADERNO DE IDÉIAS CADERNO DE ESBOÇOS CADERNO DO ARTISTA CADERNO DE ANOTAÇÕES CADERNO DO MOMENTO CADERNO DE RASCUNHO SKETCHBOOK MOLESKINE
Não é “bem-arrumadinho”, “bem-decoradinho”,  “bem-planejadinho”. Use sem moderação. Contém:    esboços, desenhos de    observação, estudos com    pintura, fotografia, colagens,    amostras de tecidos, cores,    aviamentos, objetos, pesquisa    de textos e imagens,    recordações pessoais... Caderno durável, resistente,   capa dura. Fotos de roupas / protótipos.  CADERNO DE INSPIRAÇÃO
MOULAGE OU MODELAGEM TRIDIMENSIONAL É como esculpir o tecido  no corpo. Consiste basicamente  em dar forma a um  modelo e/ou moldes de peças básicas em três dimensões - largura, altura e profundidade. Nesta técnica, utiliza-se uma forma (busto, manequim) com medidas padronizadas, ou um modelo vivo.
Por que elementos e princípios do design? Roupa é imagem, é comunicação não-verbal.  LINGUAGEM NÃO-VERBAL Linhas, formas, cores, texturas; e pontos: pontos de atenção como um   decote, um bolso, ou uma flor. Discurso:  combinação  de textura com cor; dimensões com formas; e as    mais variadas combinações entre linhas, retas horizontais, verticais,    diagonais, ou curvas diversas. Educação do olhar Nessas combinações, encontramos simetrias e assimetrias, contrastes e repetições, unidade, descontinuidade, ambigüidades, equilíbrio, harmonia enfim, os mais diversos modos de organizar os elementos no  discurso  da roupa que se cria ou que se veste.  LINGUAGEM VERBAL Palavras Discurso: combinação de  palavras
ELEMENTOS DO DESIGN SILHUETA 2. LINHA 3. TEXTURA 4. COR Criar é uma questão de misturar elementos conhecidos de uma maneira nova e estimulante para gerar combinações e produtos diferentes  São uma parte importante do conjunto de ferramentas estéticas e o meio pelo qual os estilistas podem sutilmente ajustar o foco e os efeitos de um modelo Saber onde encontrá-los e como modificá-los ajuda a observar as criações com objetividade São a chave para entender por que um modelo deu certo ou não.
ELEMENTOS DO DESIGN. SILHUETA 2. LINHA 3. TEXTURA 4. COR
SILHUETA A alma da roupa Silhuetas Volume  Proporção Tops e bottoms Excesso de tecido Modelagem  ELEMENTOS DO DESIGN:  silhueta , linha, textura e cor. É o primeiro impacto causado por uma roupa, é a forma de seu contorno. Uma coleção não deve ter muitas variações na silhueta. A amplitude e o volume (ou a ausência destes) em um modelo são visíveis na silhueta. Podem ser: fluidas, justas, retas, geométricas, assimétricas, volumosas, transpassadas...
ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta,  linha , textura e cor. 2. LINHA A linha conduz o olhar do observador –caminho visual-, provocando reações emocionais e psicológicas.  Os usos mais comuns da linha são as junções das peças dos moldes e os ajustamentos. Buscar equilibrar os efeitos das linhas do modelo.
LINHA: CAMINHO VISUAL
3. TEXTURA O designer de moda precisa ter experiência  sobre o comportamento dos tecidos. O tecido é escolhido por sua compatibilidade com a estação, linhas e silhuetas desejadas, preço para o mercado-alvo e cor.  É elemento visual e sensual de um modelo. Qualidades: textura, caimento. O tecido pode ser o sucesso ou o fracasso de um estilo que parecia bom no papel. SEDOSA BRILHOSA RENDADA ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta, linha,  textura  e cor. MACIA
4. COR É o reflexo da luz sobre um objeto. Provoca reação intuitiva, emocional e física.  Seu uso influencia a percepção da forma. Determina o clima da coleção,  ou sua “sintonia” com a estação, diferencia as coleções.  A cor possui três características:  gama , que se refere ao próprio nome da cor (amarelo, azul...); o  valor ou contraste , que indica se a cor é clara ou escura (aproxima-se do branco ou preto); e a  intensidade , indicando se a cor é forte ou apagada.   ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta, linha, textura e  cor .
1. REPETIÇÃO Regular ou irregular, na estrutura do look, nos detalhes, na estampa É o uso de elementos de estilo, detalhes ou acabamentos mais de uma vez em uma mesma roupa Quebrar o padrão tem o efeito de chocar e atrair os olhares .  PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1.  REPETIÇÃO  | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
2. RITMO Repetição em padrão elaborado, regular,  na estrutura do look ou estampa.  Ex.: listras, botões de 2 em 2.   PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2.  RITMO  | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
3. GRADAÇÃO PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3.  GRADAÇÃO  | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL Repetição complexa, em que cada vez o padrão se apresenta com uma dimensão maior ou menor que a anterior em seqüência, do maior para o menor ou vice-versa. Tamanho: detalhes,  aviamentos... Cores:estampa Concentração: bordados A gradação pode adicionar interesse e movimento à uma forma.
4. RADIAÇÃO Uso de linhas que saem de um eixo ou ponto central para direções diferentes.  Ex.: drapeados, franzidos.   PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4.  RADIAÇÃO  | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
5. CONTRASTE Um dos mais úteis princípios de criação. Faz com que o olhar humano reavalie a importância de uma área focal em relação a outra. Pode ser extremo ou sutil. Ex.: tecido (textura, opacidade) ou cores. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5.  CONTRASTE  | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
6. HARMONIA Diz respeito à disposição formal bem harmoniosa no todo ou entre partes de um todo. Pela similaridade ou semelhança.  Todo conjunto deve ter formas, cores e texturas que se relacionam  e se interagem.  Ex.: justaposição, ton-sur-ton, texturas parecidas.   PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE |  6.HARMONIA  | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
7. EQUILÍBRIO É a distribuição do peso e importância visual dos elementos do design, resultando em  equilíbrio visual, simetria, espelhamento, entre tops e bottoms   Equilíbrio é um sentido de igualdade visual numa forma, figura, valor, cor, etc. O equilíbrio pode ser simétrico ou uniformemente equilibrado ou assimétrico ou não uniformemente equilibrado. Objetos, valores, cores, texturas, formas, figuras, etc., podem ser usados para criar um equilíbrio numa composição. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7.  EQUILÍBRIO  |  8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
8. PROPORÇÃO Diz respeito a maneira  como comparamos cada uma das partes em relação ao todo no design de uma peça. Ex.: os aviamentos em relação ao look.   A proporção descreve o tamanho, posição ou quantidade de uma coisa comparada à outra. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8.  PROPORÇÃO  | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
9. SENSAÇÃO CORPORAL PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO |  8. PROPORÇÃO | 9.  SENSAÇÃO CORPORAL A roupa não é uma experiência apenas visual, mas também tátil, sensorial.
Tema  Pesquisa  Tempestade de idéias  Pesquisa e seleção de imagens  Painel de inspiração  Leitura de imagem:  definição dos elementos  e princípios do design  pesquisa de materiais  Esboços / moulage  Construção  Acabamento  UM EXEMPLO NA PRÁTICA: UNIVERSO
EXERCÍCIO DESENVOLVIDO NO 2º PERÍODO
LINGUAGEM DE MODA
LINGUAGEM DE MODA – AS IMAGENS FALAM
DESENHO DE MODA - TÉCNICAS
DESENHO DE MODA - TÉCNICAS
DESENHO DE MODA - TÉCNICAS
SEJA DIFERENTE! FAÇA DIFERENTE! “ Como personalidade, cada um de nós individualiza a criatividade e exerce-a em termos individuais.” Fayga, 1987
Acredite em seu potencial criador! Faça acontecer!
“ Para desenvolver uma mente completa estude a arte da ciência; estude a ciência da arte. Aprenda a enxergar. Perceba que tudo se conecta a tudo”.  Leonardo da Vinci
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: http://criatividadeaplicada.com/2007/07/23/ferramentas-de-criatividade/ em 05/01/10 http://criatividadeaplicada.com/2007/07/04/10-atitudes-das-pessoas-muito-criativas/  em 22/04/2010 http://www.mattareassociados.com.br/mmn/boletim16/estrategia.htm em 20/04/2010 ALENCAR, Eunice Soriano. Como desenvolver o potencial criador: um guia para a liberação da    criatividade em sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes,1990. BUZAN, Tony. Mapas mentais e sua elaboração: um sistema definitivo de pensamento que    transformará a sua vida. São Paulo: Cultrix, 2005. JONES, Sue Jenkyn. Fashion design: manual do estilista.São Paulo: Cosac Naify, 2005. OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1987. SEIVEWRIGHT, Simon. Fundamentos do design de moda: pesquisa e design. Porto alegre:    Bookman,2009. SORGER, Richard & UDALE, Jenny. Fundamentos de design de moda. Porto Alegre: Bookman,    2009. TREPTOW, Doris. Inventando moda: planejamento de coleção. Brusque: D. Treptow, 2003.  WECHSLER, Solange Múglia. Criatividade: descobrindo e encorajando. Campinas: Editora Psi    Ltda,1998.
Obrigada! [email_address]

Ferramentas criativas desenho de moda

  • 1.
  • 2.
    FERRAMENTAS CRIATIVAS NA CONCEPÇÃO DO DESENHO DE MODA Concepção 1 Ação pela qual um ser é concebido, gerado. 2 Faculdade de compreender: ter a concepção fácil. 3 Conhecimento; idéia, opinião: uma concepção original da vida. ( Aurélio) Concepção 1 Ato de conceber ou ser concebido. 2 Geração. 3 Faculdade de compreender as coisas; percepção. 4 Fantasia, imaginação. 5 Criação ou obra do espírito. 6 Imagem de uma coisa na mente. (Michaellis) Desenho: materialização de idéias.
  • 3.
    E a receitado bolo?
  • 4.
    ENTÃO... A GRANDEQUESTÃO... EU SOU CRIATIVO (A)? O QUE É CRIATIVIDADE? FERRAMENTAS CRIATIVAS... QUEM PODE USÁ-LAS? SOMENTE QUEM É CRIATIVO?
  • 5.
    QUANTO À CRIATIVIDADE,RESPONDA VERDADEIRO OU FALSO: Alencar, Eunice Soriano. Como desenvolver o potencial criador: um guia para a liberação da criatividade em sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes,1990. 2. ( ) A criatividade consiste em um lampejo de inspiração, que ocorre sem uma razão explicável. 3. ( ) A criatividade depende apenas de características do próprio indivíduo. 4. ( ) A criatividade é uma questão de tudo ou nada. Alguns indivíduos são criativos e outros não. 5. ( ) A criatividade manifesta-se apenas nos trabalhos e produções dos grandes talentos artísticos e nas novas propostas de inventores e cientistas. 1. ( ) A criatividade é um “dom” presente em alguns poucos indivíduos.
  • 6.
    “ Todos nóstemos potencial criativo, basta apenas desenvolvê-lo.” Torrance, 1965
  • 7.
    O PENSAMENTO CRIATIVO– ALGUMAS CARACTERÍSTICAS: 4. ORIGINALIDADE Respostas infrequentes ou incomuns. 2. FLUÊNCIA Abundância ou quantidade de idéias diferentes sobre um mesmo assunto. CURIOSIDADE investigativa, “ por quê?” e “e se…?” 5. CONFRONTANDO DESAFIOS Oportunidades de exercitar a criatividade e conceber algo novo e valioso. “ como eu posso superar isto?” 6. DESCONTENTAMENTO CONSTRUTIVO Percebem o que está errado no ambiente em volta delas. Transformam este descontentamento em motivação para fazer algo construtivo. 3. FLEXIBILIDADE Capacidade de combinar idéias, estabelecer conexões inusitadas e gerar muitas soluções potenciais.
  • 8.
    7. MENTE ABERTAPara novas idéias e fatos. Ausência de rigidez, pré-conceitos e bloqueios mentais. 8. SUSPENSÃO DO JULGAMENTO Imaginar e criticar ao mesmo tempo, é como dirigir com o pé no freio. 9. SÍNTESE Olhe as árvores, sem perder a visão da floresta. Olhe os detalhes sem perder de vista o todo. 10. OTIMISMO Acredite. Pessoas que acreditam que um problema pode ser resolvido acabam por encontrar uma solução. 11. ETERNO APRENDIZ Prazer em aprender coisas novas. O PENSAMENTO CRIATIVO – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS:
  • 9.
    Quais destas atitudesmentais caracterizam sua maneira de lidar com seus desafios? Quais são seus pontos fortes? Quais atitudes você precisa desenvolver para fortalecer sua criatividade? Focalize naquelas que você considera essenciais para o aprimoramento de sua criatividade e prepare um plano de ação.
  • 10.
    PENSAMENTOS INIBIDORES DACRIATIVIDADE - COMO MATAR IDÉIAS CRIATIVAS: CRÍTICAR E SENSURAR Barreira emocionais: Medo do fracasso Medo de brincar Evitação de frustração Imaginação empobrecida Medo do desconhecido Necessidade de equilíbrio Medo de influenciar Medo de perder o controle
  • 11.
    A criatividade écomo a musculatura humana, desenvolve-se à medida em que é utilizada. “ As minhas invenções são fruto de 98% de transpiração e 2% de inspiração.” Thomas Edison
  • 12.
    ELEMENTOS DO DESIGNPRINCÍPIOS DO DESIGN ARQUIVO DE IMAGENS MOULAGE SCAMCEA TEMPESTADE DE IDÉIAS MAPA MENTAL CADERNO DE INSPIRAÇÃO PAINÉIS DE INSPIRAÇÃO
  • 13.
    TEMPESTADE DE IDÉIAS| BRAINSTORMING + MAPA MENTAL | TEIA DE ARANHA Solução de problemas. Livre associação Quanto mais idéias melhor através da livre associação. Ausência completa de críticas e de julgamentos. Idéias loucas ou cheias de humor são bem vindas. Ninguém é dono da idéia. Ela pertence a todos e pode ser usada para gerar novas idéias. A avaliação das idéias é feita posteriormente. Osborn 1965
  • 14.
    TEMPESTADE DE IDÉIAS| BRAINSTORMING + MAPA MENTAL | TEIA DE ARANHA
  • 15.
    SCAMCEA Objetivo: visualizare reorganizar aspectos de um problema. Modificar : mudar significados, usos, movimentos, sons, odores, formas. Aumentar : o que pode ser acrescentado, multiplicado ou ampliado? Diminuir : o que pode ser eliminado? Condensado? Reduzido? Substituir : o que poderia substituir tal aspecto? Outro ingrediente? Outro material? Outro processo? Outra abordagem? Adaptar : o que mais com isto? Que outras idéias isto sugere? O que oferece um paralelo? Combinar : idéias, objetivos, partes, cores, materiais... A combinação dos recursos possibilitam uma infinidade de criação de modelos.
  • 16.
    Vestido de 1500luvas, Susie MacMurray Artista plástica brtânica 7531 etiquetas SCAMCEA 26 jaquetas de nylon Gary Harvey
  • 17.
    OU BANCO DEIMAGENS: Revistas Pastas Cadernos Arquivos digitais Catalogados por temas: Pessoas Objetos Natureza Automóveis... ARQUIVO DE IMAGENS
  • 18.
  • 19.
    É um diárioou agenda visual. É pessoal. Espaço de descobertas. Pode assumir diferentes formas. Tema específico ou geral. Deve ser “útil”. Alimenta as criações. É espontâneo, experimental. CADERNO DE INSPIRAÇÃO CADERNO DE IDÉIAS CADERNO DE ESBOÇOS CADERNO DO ARTISTA CADERNO DE ANOTAÇÕES CADERNO DO MOMENTO CADERNO DE RASCUNHO SKETCHBOOK MOLESKINE
  • 20.
    Não é “bem-arrumadinho”,“bem-decoradinho”, “bem-planejadinho”. Use sem moderação. Contém: esboços, desenhos de observação, estudos com pintura, fotografia, colagens, amostras de tecidos, cores, aviamentos, objetos, pesquisa de textos e imagens, recordações pessoais... Caderno durável, resistente, capa dura. Fotos de roupas / protótipos. CADERNO DE INSPIRAÇÃO
  • 21.
    MOULAGE OU MODELAGEMTRIDIMENSIONAL É como esculpir o tecido no corpo. Consiste basicamente em dar forma a um modelo e/ou moldes de peças básicas em três dimensões - largura, altura e profundidade. Nesta técnica, utiliza-se uma forma (busto, manequim) com medidas padronizadas, ou um modelo vivo.
  • 22.
    Por que elementose princípios do design? Roupa é imagem, é comunicação não-verbal. LINGUAGEM NÃO-VERBAL Linhas, formas, cores, texturas; e pontos: pontos de atenção como um decote, um bolso, ou uma flor. Discurso: combinação de textura com cor; dimensões com formas; e as mais variadas combinações entre linhas, retas horizontais, verticais, diagonais, ou curvas diversas. Educação do olhar Nessas combinações, encontramos simetrias e assimetrias, contrastes e repetições, unidade, descontinuidade, ambigüidades, equilíbrio, harmonia enfim, os mais diversos modos de organizar os elementos no discurso da roupa que se cria ou que se veste. LINGUAGEM VERBAL Palavras Discurso: combinação de palavras
  • 23.
    ELEMENTOS DO DESIGNSILHUETA 2. LINHA 3. TEXTURA 4. COR Criar é uma questão de misturar elementos conhecidos de uma maneira nova e estimulante para gerar combinações e produtos diferentes São uma parte importante do conjunto de ferramentas estéticas e o meio pelo qual os estilistas podem sutilmente ajustar o foco e os efeitos de um modelo Saber onde encontrá-los e como modificá-los ajuda a observar as criações com objetividade São a chave para entender por que um modelo deu certo ou não.
  • 24.
    ELEMENTOS DO DESIGN.SILHUETA 2. LINHA 3. TEXTURA 4. COR
  • 25.
    SILHUETA A almada roupa Silhuetas Volume Proporção Tops e bottoms Excesso de tecido Modelagem ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta , linha, textura e cor. É o primeiro impacto causado por uma roupa, é a forma de seu contorno. Uma coleção não deve ter muitas variações na silhueta. A amplitude e o volume (ou a ausência destes) em um modelo são visíveis na silhueta. Podem ser: fluidas, justas, retas, geométricas, assimétricas, volumosas, transpassadas...
  • 26.
    ELEMENTOS DO DESIGN:silhueta, linha , textura e cor. 2. LINHA A linha conduz o olhar do observador –caminho visual-, provocando reações emocionais e psicológicas.  Os usos mais comuns da linha são as junções das peças dos moldes e os ajustamentos. Buscar equilibrar os efeitos das linhas do modelo.
  • 27.
  • 28.
    3. TEXTURA Odesigner de moda precisa ter experiência sobre o comportamento dos tecidos. O tecido é escolhido por sua compatibilidade com a estação, linhas e silhuetas desejadas, preço para o mercado-alvo e cor. É elemento visual e sensual de um modelo. Qualidades: textura, caimento. O tecido pode ser o sucesso ou o fracasso de um estilo que parecia bom no papel. SEDOSA BRILHOSA RENDADA ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta, linha, textura e cor. MACIA
  • 29.
    4. COR Éo reflexo da luz sobre um objeto. Provoca reação intuitiva, emocional e física.  Seu uso influencia a percepção da forma. Determina o clima da coleção, ou sua “sintonia” com a estação, diferencia as coleções.  A cor possui três características: gama , que se refere ao próprio nome da cor (amarelo, azul...); o valor ou contraste , que indica se a cor é clara ou escura (aproxima-se do branco ou preto); e a intensidade , indicando se a cor é forte ou apagada. ELEMENTOS DO DESIGN: silhueta, linha, textura e cor .
  • 30.
    1. REPETIÇÃO Regularou irregular, na estrutura do look, nos detalhes, na estampa É o uso de elementos de estilo, detalhes ou acabamentos mais de uma vez em uma mesma roupa Quebrar o padrão tem o efeito de chocar e atrair os olhares . PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 31.
    2. RITMO Repetiçãoem padrão elaborado, regular, na estrutura do look ou estampa. Ex.: listras, botões de 2 em 2. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 32.
    3. GRADAÇÃO PRINCÍPIOSDO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL Repetição complexa, em que cada vez o padrão se apresenta com uma dimensão maior ou menor que a anterior em seqüência, do maior para o menor ou vice-versa. Tamanho: detalhes, aviamentos... Cores:estampa Concentração: bordados A gradação pode adicionar interesse e movimento à uma forma.
  • 33.
    4. RADIAÇÃO Usode linhas que saem de um eixo ou ponto central para direções diferentes. Ex.: drapeados, franzidos. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 34.
    5. CONTRASTE Umdos mais úteis princípios de criação. Faz com que o olhar humano reavalie a importância de uma área focal em relação a outra. Pode ser extremo ou sutil. Ex.: tecido (textura, opacidade) ou cores. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 35.
    6. HARMONIA Dizrespeito à disposição formal bem harmoniosa no todo ou entre partes de um todo. Pela similaridade ou semelhança. Todo conjunto deve ter formas, cores e texturas que se relacionam e se interagem. Ex.: justaposição, ton-sur-ton, texturas parecidas. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 36.
    7. EQUILÍBRIO Éa distribuição do peso e importância visual dos elementos do design, resultando em equilíbrio visual, simetria, espelhamento, entre tops e bottoms Equilíbrio é um sentido de igualdade visual numa forma, figura, valor, cor, etc. O equilíbrio pode ser simétrico ou uniformemente equilibrado ou assimétrico ou não uniformemente equilibrado. Objetos, valores, cores, texturas, formas, figuras, etc., podem ser usados para criar um equilíbrio numa composição. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 37.
    8. PROPORÇÃO Dizrespeito a maneira como comparamos cada uma das partes em relação ao todo no design de uma peça. Ex.: os aviamentos em relação ao look. A proporção descreve o tamanho, posição ou quantidade de uma coisa comparada à outra. PRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL
  • 38.
    9. SENSAÇÃO CORPORALPRINCÍPIOS DO DESIGN: 1. REPETIÇÃO | 2. RITMO | 3. GRADAÇÃO | 4. RADIAÇÃO | 5. CONTRASTE | 6.HARMONIA | 7. EQUILÍBRIO | 8. PROPORÇÃO | 9. SENSAÇÃO CORPORAL A roupa não é uma experiência apenas visual, mas também tátil, sensorial.
  • 39.
    Tema Pesquisa Tempestade de idéias Pesquisa e seleção de imagens Painel de inspiração Leitura de imagem: definição dos elementos e princípios do design pesquisa de materiais Esboços / moulage Construção Acabamento UM EXEMPLO NA PRÁTICA: UNIVERSO
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    LINGUAGEM DE MODA– AS IMAGENS FALAM
  • 43.
    DESENHO DE MODA- TÉCNICAS
  • 44.
    DESENHO DE MODA- TÉCNICAS
  • 45.
    DESENHO DE MODA- TÉCNICAS
  • 46.
    SEJA DIFERENTE! FAÇADIFERENTE! “ Como personalidade, cada um de nós individualiza a criatividade e exerce-a em termos individuais.” Fayga, 1987
  • 47.
    Acredite em seupotencial criador! Faça acontecer!
  • 48.
    “ Para desenvolveruma mente completa estude a arte da ciência; estude a ciência da arte. Aprenda a enxergar. Perceba que tudo se conecta a tudo”. Leonardo da Vinci
  • 49.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: http://criatividadeaplicada.com/2007/07/23/ferramentas-de-criatividade/em 05/01/10 http://criatividadeaplicada.com/2007/07/04/10-atitudes-das-pessoas-muito-criativas/ em 22/04/2010 http://www.mattareassociados.com.br/mmn/boletim16/estrategia.htm em 20/04/2010 ALENCAR, Eunice Soriano. Como desenvolver o potencial criador: um guia para a liberação da criatividade em sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes,1990. BUZAN, Tony. Mapas mentais e sua elaboração: um sistema definitivo de pensamento que transformará a sua vida. São Paulo: Cultrix, 2005. JONES, Sue Jenkyn. Fashion design: manual do estilista.São Paulo: Cosac Naify, 2005. OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1987. SEIVEWRIGHT, Simon. Fundamentos do design de moda: pesquisa e design. Porto alegre: Bookman,2009. SORGER, Richard & UDALE, Jenny. Fundamentos de design de moda. Porto Alegre: Bookman, 2009. TREPTOW, Doris. Inventando moda: planejamento de coleção. Brusque: D. Treptow, 2003. WECHSLER, Solange Múglia. Criatividade: descobrindo e encorajando. Campinas: Editora Psi Ltda,1998.
  • 50.