FAKE NEWS
O que professores precisam
saber sobre campanhas
de desinformação
Março 2022
OLÁ!
Ana Paula Coelho
Professora especialista
em Marketing Digital
No Instagram sou @anaminasdigitais
2
O que são
Fake News?
E por que preferimos falar
Campanhas de Desinformação
1
Quem inventou o termo Fake News?
4
Donald Trump afirma que a criação foi dele,
entretanto temos registros desse termo bem
antes. Rumores em propaganda política são
uma estratégia usada desde a antiguidade.
Hannah Arendt, pesquisadora política alemã,
defendeu que o totalitarismo do início do
século XX aumentou a disseminação de
desinformação.
Detalhe da obra “The Fin de Siècle
Newspaper Proprietor”, de 1894
Porque preferimos o termo
campanhas de desinformação?
O termo Fake News foi esvaziado, muitas vezes,
usado por aqueles que disseminam desinformação.
Outro motivo é a impressão de que se tratam de
notícias, quando variados materiais de
comunicação são usados, não necessariamente
parecendo notícias jornalísticas (que, por definição,
são registro dos fatos, portanto, não podem ser
falsas).
5
Tuíte do deputado Alberto Fraga
com falsas alegações
Anatomia da desinformação
▸ Origem
▹ Não conta fonte
▹ Costumam usar nomes parecidos com
jornais muito conhecidos
▸ Autoria
▹ Tem nome de autor?
▹ O site de onde vêm há informações de
autoria na página de contato?
6
Conhecido site de desinformação sem
qualquer informação de autoria do jornal
Anatomia da desinformação
▸ Data e contexto
▹ Compartilhar algo antigo como novo
▹ Compartilhar algo de outro contexto
em um contexto de agora
▸ Fonte única
▹ Não há outros veículos de
comunicação confiáveis publicando
a suposta informação
7
Imagem de um ataque à Gaza em maio de 2021 está
circulando como se fosse do ataque à Ucrânia em
fevereiro de 2022
Anatomia da
desinformação
▸ Linguagem sensacionalista
▹ Excesso de letras maísculas
▹ Excesso de hipérboles
▹ Muitos adjetivos e opiniões
▹ “Sanduíche de mentira”
▹ Excesso de emojis
▹ Apelo para repassar a mensagem para outros
8
Mensagem de Whatsapp usando a linguagem comum à
desinformação para conscientização sobre COVID-19
através do humor
“Notícias” no Whatsapp e
outras Redes Sociais
O lugar onde mais se dissemina desinformação no Brasil é,
atualmente, o Whatsapp. Grupos de família são foco, além
de grupos ideológicos.
A vantagem do Whatsapp para Fake News: basta ter
número de telefone (que muitas vezes não é verdadeiro). É
feita criptografia, ou seja, não é possível saber o conteúdo
das mensagens. Fica quase impossível saber de onde
partiu a mentira (e quais mentiras estão circulando).
9
Greve dos caminhoneiros em 2018 foi
um alvo comum de desinformação no
Whatsapp
Como
evitar cair?
Multiletramentos e checagem de fatos
3
11
Vaza, Falsiane!
Curso desenvolvido
por Ivan Paganotti,
professor universitário
e criador do Manual do
Mundo, em
colaboração com
outros jornalistas.
Agências de
Verificação de fatos
▸ Aos Fatos
▸ Lupa
▸ Fato ou Fake
▸ Boatos.org
▸ E-farsas
▸ Estadão Verifica
▸ Uol Confere
▸ Projeto Comprova
12
Caminhos da
desinformação
“Como os usuários filtram os
conteúdos e só compartilham
informações com as quais
concordam, quem está nesses
grupos acredita que todo mundo
pensa daquela forma. Quanto mais
vozes dizem a mesma coisa, mais
parece que aquela desinformação
tem fundamento”
13
Artigo com a pesquisadora Raquel
Recuero na Revista Pesquisa da Fapesp
O que fazer para frear
a desinformação?
14
Faça buscas no Google
e sites de checagem
Buscas reversas e operadores
como “site:” para saber onde está
o conteúdo original. Acesse
frequentemente sites de
checagem.
Respire antes de
compartilhar
Quanto mais você concordar com
algo que recebeu, mais tem que
respirar. O dedo de compartilhar
coçou? Cheque.
Só compartilhe o que teve tempo de
checar adequadamente
Não teve tempo de checar? NÃO COMPARTILHE. Sei que é
na melhor das intenções de ajudar, mas uma informação
falsa não ajuda, só atrapalha. “Mas fulano que mandou”: se
ele não checou, pode ter caído em Fake News.
Fake News
e eleições
Preocupações com campanhas eleitorais
4
TSE atento ao
tema
Em 2019 o TSE organizou um
seminário sobre o tema.
Temos a CPI das Fake News que
apuram questões como disparos
em massa no Whatsapp nas
eleições de 2018 e outras
irregularidades.
16
Anais do Seminário Internacional Fake News e eleições
TSE e Telegram
Há indícios que o Telegram será
mais usado nas eleições de 2022.
Lá grupos podem ter até 200 mil
pessoas. É possível programar
robôs para disseminar mensagens.
E não tem escritório no Brasil para
ser responsabilizado em caso de
mau uso. O telegram já descumpre
há seis meses ordem do STF e o
TSE estuda bloquear o app.
17
O que mais
você precisa
saber
Robôs e Deep Fakes
5
Fake News dá
dinheiro?
Canais do Youtube, blogs e sites
noticiosos usam uma rede de
parceiros do Google para
monetizar seus conteúdos
(AdSense).
Anúncios são exibidos pela Rede
de Display e parte da receita vai
para onde o anúncio aparecer.
19
Robôs e perfis
▸ Fátima - robô de checagem da Aos Fatos
▸ Bot Sentinel - robô monitora mensagens de
contas falsas no Twitter
▸ Sleeping Giants - perfil que quer desmonetizar
conteúdos falsos
Há diversas outras iniciativas nascendo
todos os dias. Pesquise sempre.
20
Deep Fake
Vídeos gerados a partir
de imagens usando
Machine Learning. A
máquina “aprende”
como o rosto ou voz de
uma pessoa funciona e
cria vídeos como se
fossem verdadeiros.
21
22
Sujeito a termos
e condições
Documentário de 2013
sobre o que aceitamos
nos termos que não
lemos, mas marcamos
que concordamos.
23
Privacidade
Hackeada
Documentário sobre o
escândalo Facebook -
Cambridge Analytica,
de 2016. Como
aconteceram Brexit e
eleições do Trump.
24
Dilema das
Redes
Documentário da
Netflix sobre os riscos
de uso das Mídias
Sociais.
25
Ansiedade de
informação
Richard Saul Wurman
é referência em
Arquitetura de
Informação e
apresenta os dilemas
da infodemia.
26
Dieta da
informação
Clay Johnson defende
que, assim como
alimentação,
deveríamos criar
hábitos para regular a
informação que
consumimos.
Como trabalhar
o tema com
alunos
Você não está sozinho!
6
28
29
30
Jogo criado pelo Google para letramento digital
“ Multiletramentos são a
maneira que nós podemos
atuar para conscientizar
sobre o tema. Fique à
vontade de usar esse
material para suas aulas.
31
32
OBRIGADA!
Perguntas?
Fale comigo!
▸ @anaminasdigitais
Créditos
▸ Modelo de slides do SlidesCarnival
▸ Ilustrações de Sergei Tikhonov
▸ Fotografias do Unsplash
▸ Criado originalmente por Ana Paula Coelho Barbosa
33

Fake News: o que professores precisam saber sobre campanhas de desinformação

  • 1.
    FAKE NEWS O queprofessores precisam saber sobre campanhas de desinformação Março 2022
  • 2.
    OLÁ! Ana Paula Coelho Professoraespecialista em Marketing Digital No Instagram sou @anaminasdigitais 2
  • 3.
    O que são FakeNews? E por que preferimos falar Campanhas de Desinformação 1
  • 4.
    Quem inventou otermo Fake News? 4 Donald Trump afirma que a criação foi dele, entretanto temos registros desse termo bem antes. Rumores em propaganda política são uma estratégia usada desde a antiguidade. Hannah Arendt, pesquisadora política alemã, defendeu que o totalitarismo do início do século XX aumentou a disseminação de desinformação. Detalhe da obra “The Fin de Siècle Newspaper Proprietor”, de 1894
  • 5.
    Porque preferimos otermo campanhas de desinformação? O termo Fake News foi esvaziado, muitas vezes, usado por aqueles que disseminam desinformação. Outro motivo é a impressão de que se tratam de notícias, quando variados materiais de comunicação são usados, não necessariamente parecendo notícias jornalísticas (que, por definição, são registro dos fatos, portanto, não podem ser falsas). 5 Tuíte do deputado Alberto Fraga com falsas alegações
  • 6.
    Anatomia da desinformação ▸Origem ▹ Não conta fonte ▹ Costumam usar nomes parecidos com jornais muito conhecidos ▸ Autoria ▹ Tem nome de autor? ▹ O site de onde vêm há informações de autoria na página de contato? 6 Conhecido site de desinformação sem qualquer informação de autoria do jornal
  • 7.
    Anatomia da desinformação ▸Data e contexto ▹ Compartilhar algo antigo como novo ▹ Compartilhar algo de outro contexto em um contexto de agora ▸ Fonte única ▹ Não há outros veículos de comunicação confiáveis publicando a suposta informação 7 Imagem de um ataque à Gaza em maio de 2021 está circulando como se fosse do ataque à Ucrânia em fevereiro de 2022
  • 8.
    Anatomia da desinformação ▸ Linguagemsensacionalista ▹ Excesso de letras maísculas ▹ Excesso de hipérboles ▹ Muitos adjetivos e opiniões ▹ “Sanduíche de mentira” ▹ Excesso de emojis ▹ Apelo para repassar a mensagem para outros 8 Mensagem de Whatsapp usando a linguagem comum à desinformação para conscientização sobre COVID-19 através do humor
  • 9.
    “Notícias” no Whatsappe outras Redes Sociais O lugar onde mais se dissemina desinformação no Brasil é, atualmente, o Whatsapp. Grupos de família são foco, além de grupos ideológicos. A vantagem do Whatsapp para Fake News: basta ter número de telefone (que muitas vezes não é verdadeiro). É feita criptografia, ou seja, não é possível saber o conteúdo das mensagens. Fica quase impossível saber de onde partiu a mentira (e quais mentiras estão circulando). 9 Greve dos caminhoneiros em 2018 foi um alvo comum de desinformação no Whatsapp
  • 10.
  • 11.
    11 Vaza, Falsiane! Curso desenvolvido porIvan Paganotti, professor universitário e criador do Manual do Mundo, em colaboração com outros jornalistas.
  • 12.
    Agências de Verificação defatos ▸ Aos Fatos ▸ Lupa ▸ Fato ou Fake ▸ Boatos.org ▸ E-farsas ▸ Estadão Verifica ▸ Uol Confere ▸ Projeto Comprova 12
  • 13.
    Caminhos da desinformação “Como osusuários filtram os conteúdos e só compartilham informações com as quais concordam, quem está nesses grupos acredita que todo mundo pensa daquela forma. Quanto mais vozes dizem a mesma coisa, mais parece que aquela desinformação tem fundamento” 13 Artigo com a pesquisadora Raquel Recuero na Revista Pesquisa da Fapesp
  • 14.
    O que fazerpara frear a desinformação? 14 Faça buscas no Google e sites de checagem Buscas reversas e operadores como “site:” para saber onde está o conteúdo original. Acesse frequentemente sites de checagem. Respire antes de compartilhar Quanto mais você concordar com algo que recebeu, mais tem que respirar. O dedo de compartilhar coçou? Cheque. Só compartilhe o que teve tempo de checar adequadamente Não teve tempo de checar? NÃO COMPARTILHE. Sei que é na melhor das intenções de ajudar, mas uma informação falsa não ajuda, só atrapalha. “Mas fulano que mandou”: se ele não checou, pode ter caído em Fake News.
  • 15.
    Fake News e eleições Preocupaçõescom campanhas eleitorais 4
  • 16.
    TSE atento ao tema Em2019 o TSE organizou um seminário sobre o tema. Temos a CPI das Fake News que apuram questões como disparos em massa no Whatsapp nas eleições de 2018 e outras irregularidades. 16 Anais do Seminário Internacional Fake News e eleições
  • 17.
    TSE e Telegram Háindícios que o Telegram será mais usado nas eleições de 2022. Lá grupos podem ter até 200 mil pessoas. É possível programar robôs para disseminar mensagens. E não tem escritório no Brasil para ser responsabilizado em caso de mau uso. O telegram já descumpre há seis meses ordem do STF e o TSE estuda bloquear o app. 17
  • 18.
    O que mais vocêprecisa saber Robôs e Deep Fakes 5
  • 19.
    Fake News dá dinheiro? Canaisdo Youtube, blogs e sites noticiosos usam uma rede de parceiros do Google para monetizar seus conteúdos (AdSense). Anúncios são exibidos pela Rede de Display e parte da receita vai para onde o anúncio aparecer. 19
  • 20.
    Robôs e perfis ▸Fátima - robô de checagem da Aos Fatos ▸ Bot Sentinel - robô monitora mensagens de contas falsas no Twitter ▸ Sleeping Giants - perfil que quer desmonetizar conteúdos falsos Há diversas outras iniciativas nascendo todos os dias. Pesquise sempre. 20
  • 21.
    Deep Fake Vídeos geradosa partir de imagens usando Machine Learning. A máquina “aprende” como o rosto ou voz de uma pessoa funciona e cria vídeos como se fossem verdadeiros. 21
  • 22.
    22 Sujeito a termos econdições Documentário de 2013 sobre o que aceitamos nos termos que não lemos, mas marcamos que concordamos.
  • 23.
    23 Privacidade Hackeada Documentário sobre o escândaloFacebook - Cambridge Analytica, de 2016. Como aconteceram Brexit e eleições do Trump.
  • 24.
    24 Dilema das Redes Documentário da Netflixsobre os riscos de uso das Mídias Sociais.
  • 25.
    25 Ansiedade de informação Richard SaulWurman é referência em Arquitetura de Informação e apresenta os dilemas da infodemia.
  • 26.
    26 Dieta da informação Clay Johnsondefende que, assim como alimentação, deveríamos criar hábitos para regular a informação que consumimos.
  • 27.
    Como trabalhar o temacom alunos Você não está sozinho! 6
  • 28.
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  • 30.
    30 Jogo criado peloGoogle para letramento digital
  • 31.
    “ Multiletramentos sãoa maneira que nós podemos atuar para conscientizar sobre o tema. Fique à vontade de usar esse material para suas aulas. 31
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    Créditos ▸ Modelo deslides do SlidesCarnival ▸ Ilustrações de Sergei Tikhonov ▸ Fotografias do Unsplash ▸ Criado originalmente por Ana Paula Coelho Barbosa 33