O documento discute os conceitos de espécie e especiação, incluindo conceitos atemporais (biológico, ecológico e fenético) e temporais (filogenético), barreiras de isolamento, e modelos de especiação como alopátrica, parapátrica e simpátrica.
Conteúdo
• A práticade conceituar uma espécie
• Conceitos Atemporais: Biológico; Ecológico;Fenético
• Conceitos Temporais: Cladístico (ou filogenético)
• Barreiras de isolamento
• Principais Modelos de Especiação: Alopátrica; Parapátrica;
Simpátrica
Conceito de EspécieNaprática
Haliaeetus leucocephalus
Aquila chrysaetos
Fig.(Ridley – Evolução)
5.
Conceito de EspécieNaprática
Caracteres Fenéticos: são características observáveis, ou
mensuráveis de um organismo, inclusive aspectos
microscópicos e fisiológicos.
Caracteres de “diagnóstico”
Caracteres de “definição”
DESCRIÇÃO ≠ DIAGNÓSTICO DE UMA ESPÉCIE
Fig.(Ridley – Evolução)
Conceitode EspécieNa prática
Quando o conceito de espécie é debatido, o que é debatido é o conceito
e não como é realizado na prática!
Forma, ou condição do caráter (ex: tamanho do bico)
Conceitos AtemporaisBiológico
“Grupos populacionaisque conseguem se reproduzir e são isoladas
reprodutivamente de outros grupos.”
“Advogados”
Mayr
Huxley
Dobzhansky
+ Zoólogos...
Conjunto Gênico
(“gene pool”)
17.
Conceitos AtemporaisBiológico
Espécie porreconhecimento: Conjunto de indivíduos que compartilham
um sistema específico de reconhecimento para acasalamento (SMRS –
Specific Mate Recognition System).
evolution.berkeley.edu
18.
Conceitos AtemporaisEcológico
Conjunto deindivíduos que exploram o mesmo nicho (ou
conjunto de nichos)
conífera
Setophaga tigrina
Setophaga coronata
Setophaga
castanea
Alturadealimentação(metros)
19.
Conceitos AtemporaisFenético
Classificação segundocaracteres fenéticos.
Ao contrário dos conceitos biológico e ecológico, o conceito fenético
não explica o porquê da classificação.
Conceito tipológico de espécie
Controvérsias entre osconceitos
• Conceito Fenético: problemas teóricos
• Conceito Biológico: E as bactérias, prototictas
e outros organismos assexuados?
• Conceito Ecológico: mesmo com fluxo gênico,
pode haver diferenças de nichos.
Conceito Taxonômico: Nominalista ou Realista?
Variação Geográfica
Fonte: Ridley- Evolução
Figura: Mapa e distribuição
do Pardal (Passer domesticus)
em relação ao seu tamanho.
Lugares mais frios Maiores pardais
Variação Geográfica
Fonte: Ridley- Evolução
Clina:
Representação gráfica da variação geográfica
(B) Seleção natural em diferentes genótipos, e há fluxo gênico entre as populações;
(C) Igual (B), mas o ambiente muda gradativamente
41.
Conceituando uma espécie
PensamentoTipológico
• Utilizado pelos taxonomistas;
• Assume um tipo ideal de uma
espécie;
• Conceito “ideal” e “não ideal”;
Pensamento Populacional
• Leva em consideração o fluxo
gênico;
Figura: Campbell et al. – Biologia
42.
Conceituando uma espécie
Calculando a variação genética de uma subpopulação (Gst)
𝐺𝑠𝑡 =
𝐻 𝑇 − 𝐻𝑆
𝐻 𝑇
HT: Heterozigosidade Total
HS: Heterozigosidade Subpopulação
Modelos de EspeciaçãoEspeciaçãoSimpátrica
Mycocepurus goeldii Mycocepurus castrator
Parasita
Rabelling et al. 2014
http://dx.doi.org/10.1016/j.cub.2014.07.048
Seleção sexual também pode ser um
indicativo de Especiação Simpátrica
61.
Gradualismo Filético EquilíbrioPontuado
Variações evolutivas
apresentam uma
taxa constante
Não apresenta formas
intermediárias.