Crack – Saia Fora Dessa! SEMINÁRIO 4 PÓLO MARACANÃ Andreia C.J. Belletti  Carla Ferreira Floro Jeilsa da Hora Rosas Marcela Bezerra Patricia Moreira Rodrigues Rosana Smith Simone de Oliveira Matos ESTE MATERIAL COMPLEMENTA O MATERIAL DISPONIBILIZADO NO BLOG: http://seminario4cederjuerj.blogspot.com/
O que é o Crack? É uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio.  É uma das formas da cocaína, porém mais impura que a cocaína em pó.  O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem. Fonte: segurancatocantina.blogspot.com  Fonte:http://blog.clickgratis.com.br/moniquemachado/347654/Crack+-+A+Droga+Mais+Acess%EDvel+do+Mercado.html Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crack
Crack x cocaína em pó É mais barato que a cocaína em pó. Seu efeito é mais pronunciado que o da cocaína pois a substância ativa vai diretamente para a corrente sanguínea através dos pulmões, atingindo o cerébro. O efeito do crack dura cerca de 10 minutos, enquanto o da cocaína dura cerca de 30 minutos, o que muitas vezes obriga o indivíduo a usar a droga novamente após o primeiro uso.
Como o crack atua no organismo? A droga é inalada e chega aos pulmões, onde a substância ativa passa para a corrente sanguínea, atinge o cérebro e começa a agir sobre os neurônios.  Aumenta a pressão arterial e os batimentos cardíacos, constrição dos vasos sangüíneos, aumento da temperatura corpórea, liberação de açúcar no sangue e aumento da força da contração do músculo cardíaco, provocando risco de enfarte, derrame, convulsão e coma.  A cocaína é metabolizada no fígado, vai para o rim e é eliminada na urina.
Qual é o efeito do crack? Efeito imediato: euforia produzida pela cocaína.  Falsa sensação de aumento das capacidades físicas, intelectuais e energia. Reduz o apetite e a necessidade de sono. Aumenta a ansiedade.  Sensação de estar sendo observado ou perseguido. Sensação do tato mais intensa, maior disposição para relações sexuais.  Pode promover ejaculação espontânea. Este efeito repetido, porém, tem como conseqüência, a perda da capacidade de obter prazer sexual convencional, que se mantém por meses após a interrupção do consumo da droga. Alucinações (auditivas e visuais).
Qual é o efeito do crack? A euforia se transforma rapidamente em depressão e irritabilidade, aumentando a necessidade de voltar a acender o cachimbo ou "esticar" mais uma fileira.  O uso continuado pode ser letal, provocar suicídio, levar a separação conjugal, abandono de atividades ocupacionais (p.ex. perda de emprego), incapacidade de cumprimento de obrigações sociais, dependência financeira ou engajamento em atividades criminais. Infecções de pele (injeções contaminadas), infecção na válvula cardíaca, AIDS e Hepatite. As lesões no fígado podem ter ainda causas tóxicas, pelas substâncias adicionadas, somando-se aos efeitos do álcool que é consumido conjuntamente à cocaína.  Curiosidade:  a cocaína provoca anestesia local, fato que motivou sua utilização médica no século XIX. A cocaína possibilitou a primeira cirurgia oftálmica – como conseqüência indireta deste fato, o primeiro oftalmologista a realizar esta cirurgia tornou-se dependente da droga, interrompendo precocemente sua carreira profissional. Devido aos riscos da droga e ao desenvolvimento de outros anestésicos seguros, tal utilização foi completamente banida da Medicina até 1914.
Qual o perfil dos usuários? Mais comum: Idade entre o final da adolescência e início da vida adulta. Rompimento com a família e descoberta dos amigos. Dificuldade de lidar com conseqüências – vivem aqui e o agora. Muitos usuários começam a utilizar cocaína durante o período acadêmico, e uma parcela deste grupo passa a consumir a droga também em outras situações, mantendo e agravando o consumo da cocaína, propiciando as condições ideais para o desenvolvimento da dependência.
Razões possíveis para o uso do crack? Desajuste familiar Fuga de problemas Modismo Imitação Busca de prazer Pais alcoólicos ou drogados Complexo de inferioridade Ociosidade Filhos adotados Desinformação Distúrbios da personalidade Tendências psicopáticas Estimulação e desinibição Falta de orientação na escola Enriquecimento rápido Freqüência de maus ambientes Influência de amigos, namorado (a); Falta de diálogo com os pais Falta de ambiente familiar Facilidade do uso Prazer de violar ou desafiar as convenções sociais e familiares Falta de desportos Contestação, rebelião contra as autoridades Desespero Permissividade; Modernismo Ausência de amor Auto-afirmação Curiosidade
Quais os sinais? Falta de motivação para estudar ou trabalhar.  Mudanças bruscas de comportamento.  Troca do dia pela noite, insônia. Inquietação, irritabilidade, ansiedade, cacoetes. Perda de interesse pelas atividades rotineiras. Olhos avermelhados, olheiras. Necessidade cada vez maior de dinheiro.  Desaparecimento de objetos de valor ou dinheiro.  Alterações súbitas de humor, euforia alternada com choro ou depressão. Amigos diferentes. Descuido com a higiene pessoal. Uso de vocabulário com termos mais pesados.
Quais os sinais? Atitudes de culpa e reparação: agride os pais, chora, se tranca no quarto. Passa noites fora de casa. Tem receitas de medicamentos ou caixas de comprimidos de psicotrópicos. As roupas, os lenços ou as mantas têm cheiro forte de solvente. Há vestígios de pó branco nos bolsos.
Tratamento A dependência de cocaína é um transtorno passível de tratamento. Nem todos os usuários necessitam de tratamento. A necessidade do tratamento é determinada pelo envolvimento obsessivo do sujeito com a droga que passa a prejudicar os demais aspectos de sua vida.  Não há um modelo único de tratamento eficaz para todos os pacientes. Aspectos básicos que devem estar presentes em qualquer modelo: abstinência de qualquer tipo de droga ou bebida alcoólica, aspectos psico-educacionais, envolvimento familiar. O tratamento consiste de um processo contínuo, assim como modelos médicos utilizados em doenças crônicas, tal qual Diabetes e hipertensão arterial. A busca do tratamento decorre da "situações de crise", geralmente envolvendo trabalho, família, situação financeira, problemas legais, emergências médicas e rompimento de relacionamento afetivo.
Tratamento A internação não é solução para todos os pacientes.  O Tratamento ambulatorial vem apresentando vantagens em relação à internação como: (i) permite que usuário continue a ter a sua vida normal; (ii) foge do estigma do “internado”;(iii) menos custoso;(iv) estimula que o paciente lide com a sua compulsão no mundo real. Assim, a internação passa a ser uma parte da recuperação do indivíduo (promoção de abstinência), devendo SEMPRE ser associada a seguimento ambulatorial posterior.  Fonte: Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm
Como a familía pode ajudar? As reações familiares à dependência abrangem um enorme leque que vai desde a expulsão de casa até a aceitação do consumo dentro do ambiente familiar.  A "FACILITAÇÃO" (favorecimento de comportamentos e atitudes relativos ao consumo de drogas dentro do ambiente familiar) acarreta conseqüências desastrosas.  Normalmente tem como objetivo evitar as complicações legais para o usuário, porém com isso, acaba estimulando os múltiplos comportamentos relacionados à intensificação do consumo, aceleração do desenvolvimento da dependência, dificuldade de trazer o indivíduo para o tratamento e ocorrência de complicações precoces (médicas, psicológicas e sociais).  Entre os principais exemplos de facilitação encontram-se a liberdade excessiva, a preocupação em ocultar as falhas que o usuário apresenta (desculpas para a escola, trabalho, etc.), falta de limites (dinheiro, horários, aceitação de agressividade) ou mesmo "fechar os olhos" para as demais conseqüências que o usuário passa a apresentar quando se torna abusador ou dependente.
Como a familía pode ajudar? A família necessita participar ativamente do tratamento e do processo de recuperação do dependente, como núcleo de suporte fundamental do indivíduo.  Esta tarefa, porém, não é nada fácil, dados os prejuízos sofridos pelos familiares durante o curso da dependência do álcool e/ou drogas (agressões, furtos domésticos, doenças do paciente, etc.).  Para tanto, paralelamente ao tratamento individual, uma intervenção terapêutica familiar é sempre aconselhável.
Como a familía pode ajudar? Fonte: Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm Não é considerado tratamento, porém possibilita compartilhar experiências com outras famílias de dependentes. Grupo de auto-ajuda com enfoque familiar Al-Anon . Abordar e procurar modificar áreas de comprometimento familiar (sistema), relacionando-as à dependência de substâncias psicoativas Contrato terapêutico com a família para intervenções com o objetivo de tratar disfunções crônicas e sistêmicas. Terapia familiar Auxiliar na solução de problemas identificados pelos integrantes da família que sejam relacionados ao consumo de drogas e/ou álcool Contrato de tratamento familiar com o objetivo de resolução de problemas familiares específicos identificados no tratamento do dependente. Aconselhamento familiar Informar familiares se aspectos de relações pessoais e como estas são relevantes no abuso e dependência de substâncias Orientação sobre aspectos vivenciais (funcionamento familiar) com ênfase em aspectos do consumo e da dependência Grupos psico-educacionais de familiares Informar a família sobre o programa terapêutico e a inclusão do paciente e solicitar suporte familiar Orientar os familiares da filosofia e abordagens do tratamento individual Orientação familiar OBJETIVOS NÍVEL DE INTERVENÇÃO MODELOS DE TERAPÊUTICA FAMILIAR
Como as escolas podem ajudar? Educação: Apresente o assunto para as crianças. Realize dinâmicas de grupo convidando pessoa capacitada para discuti-lo com as crianças (se possível trazer ex-viciados). Visite clínicas de reabilitação. Discuta com as crianças as razões e consequencias do uso do crack e de drogas e trabalhe muito como elas podem evitar, a quem devem recorrer e pedir ajuda nas situações críticas. Peça que as crianças pesquisem sobre o assunto, dramatizem o assunto.
Como as escolas podem ajudar? Como lidar com a criança usuária: Seja claro e objetivo, e de maneira bem calma mostre sua preocupação com o seu comportamento em sala de aula. Evite fazer julgamentos, dar sermões, isso irá afastá-lo e colocá-lo na defensiva; Mostre está disposto a ajudá-lo. Mostre informações fundamentadas sobre o uso de drogas de maneira clara e honesta; sem exagero ou estratégias de amedrontamento. Incentive e mostre que é possível mudar, que as dificuldades são enormes, mas sempre há uma saída.
Crack e Morte Números que assustam Morte anunciada: Um em cada três usuários de crack morre nos primeiros cinco anos de consumo da droga, segundo estudo da Unifesp. Veja as principais causas da morte. 42% foi o crescimento da procura de dependentes de crack pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 2005 e 2009.  Fonte: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm
Cracolândias Para Laranjeiras (médico e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo) , a “incapacidade” do setor público em se posicionar sobre o uso de drogas é o que faz com que ainda existam “cracolândias” no país, onde o uso do crack é praticamente livre. Trecho da linha férrea no Jacarezinho Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/09/imagem-mostra-nova-cracolandia-no-suburbio-do-rio.html Região central de São Paulo Fonte:colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/tag/cracolandia/  Praça Júlio de Mesquita,  Fonte: http://narcodialetica.blogspot.com/
O que a Polícia pode fazer? “ É um tráfico pulverizado. Podemos ir a vários pontos de venda de crack e prender vinte, trinta pessoas. Além de a maioria não ficar presa, outras vinte, trinta pessoas vão estar ali no lugar delas no dia seguinte.” (Marco Antonio de Paula Santos; Delegado e diretor do Denarc). Fonte: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm
O que o Governo pode fazer? 600 000 pessoas fumam crack hoje no Brasil, segundo estimativa do Ministério da Saúde. Em 2005, esse número era de 380 000.  O governo federal promete investir 90 milhões de reais para dobrar de 2 500 para 5 000 o número de leitos para dependentes químicos em hospitais do SUS. 10 reais é o preço de uma pedra de aproximadamente 5 gramas, suficiente para três tragadas. O programa também inclui, entre outras ações, a capacitação de professores da rede pública sobre o tema, a construção de abrigos e de centros para orientar usuários, que neles poderão descansar, tomar banho e se alimentar, e a criação de consultórios de rua. São medidas necessárias, mas insuficientes para controlar uma epidemia que começou na cidade de São Paulo na década de 90 e se espalhou por todos os estados brasileiros. DECRETO Nº 7.179, DE 20 DE MAIO DE 2010. Institui o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, cria o seu Comitê Gestor, e dá outras providências.     Fontes: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm ewww.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7426.htm
O que mais pode ser feito? Houve significativo crescimento no número de presos condenados por crimes relacionados às drogas no período de 2005 a 2010 no Brasil - de 31.520 em 2005 para 100.648 em 2010.  Existiam 473.626 presos entre homens e mulheres em 2009 no país, além de 671.078 indivíduos cumprindo pena ou medidas alternativas. Cada um dos 473.626 presos custa entre R$ 1.800,00 a R$ 3.300,00 mensais ao governo. Dados sobre os condenados por tráfico de drogas no Rio de Janeiro no período de outubro de 2006 a maio de 2008. Segundo a pesquisa, 66,4% são primários; 91,9% foram presos em flagrante; 60,8% foram presos sozinhos; 65,4% respondem somente por tráfico (sem associação ou quadrilha); 15,8% estão em concurso com associação e 14,1% estão em concurso com posse de arma. A abordagem punitiva é um método mais fácil - varre-se o problema para debaixo do tapete. A guerra às drogas vem custando bilhões de dólares por ano aos Estados Unidos e é um fracasso do ponto de vista do custo-benefício.
O que mais pode ser feito? Os cidadãos devem ter direito a tomar decisões em suas vidas privadas desde que não causem dano a outros. O usuário de drogas que provocar danos a outros deve sofrer sanções criminais. FONTE: Vargas, Tatiane. Brasil precisa rever legislação sobre drogas. Fonte: Diário da Saúde. Site: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=11151
Liberação das Drogas é a solução?
Liberação das Drogas é a solução?
Para saber mais: Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm Cruz Azul: http://www.cruzazul.org.br/nocoes/indice.htm Entrevista de Ronaldo Laranjeiras: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/politicos-ignoram-usuarios-de-crack-no-brasil-diz-pesquisador-da-unifesp-20100510.html Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – SENAD: www.senad.gov.br Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas – OBI: www.obid.senad.gov.br DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997 Portal Saúde do Adolescente  portal. saude.gov.br/saude/cidadã Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS  www.opas.org.br Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas- (UNIFESP) – CEBRID  www.cebrid.epm.br Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – PROAD  www.unifesp.br/dpsiq/proad Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ  www.fiocruz.br Programa Álcool e drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein  www.einstein.br/alcooledrogas Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas – UNIAD  www.uniad.org.br Associação Brasileira de Apoio às Famílias de Droga dependentes – ABRAFAM  www.impacto.org/drogas/abrafam.htm Projeto Falando sério sobre drogas  www.falandoseriosobredrogas.org.br Alcoólicos Anônimos – AA  www.alcoolicosanonimos.org.br
Créditos Musicais Olhando para o Sol – Jão Galego

Crack – saia fora dessa!

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    Crack – SaiaFora Dessa! SEMINÁRIO 4 PÓLO MARACANÃ Andreia C.J. Belletti Carla Ferreira Floro Jeilsa da Hora Rosas Marcela Bezerra Patricia Moreira Rodrigues Rosana Smith Simone de Oliveira Matos ESTE MATERIAL COMPLEMENTA O MATERIAL DISPONIBILIZADO NO BLOG: http://seminario4cederjuerj.blogspot.com/
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    O que éo Crack? É uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. É uma das formas da cocaína, porém mais impura que a cocaína em pó. O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem. Fonte: segurancatocantina.blogspot.com Fonte:http://blog.clickgratis.com.br/moniquemachado/347654/Crack+-+A+Droga+Mais+Acess%EDvel+do+Mercado.html Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crack
  • 3.
    Crack x cocaínaem pó É mais barato que a cocaína em pó. Seu efeito é mais pronunciado que o da cocaína pois a substância ativa vai diretamente para a corrente sanguínea através dos pulmões, atingindo o cerébro. O efeito do crack dura cerca de 10 minutos, enquanto o da cocaína dura cerca de 30 minutos, o que muitas vezes obriga o indivíduo a usar a droga novamente após o primeiro uso.
  • 4.
    Como o crackatua no organismo? A droga é inalada e chega aos pulmões, onde a substância ativa passa para a corrente sanguínea, atinge o cérebro e começa a agir sobre os neurônios. Aumenta a pressão arterial e os batimentos cardíacos, constrição dos vasos sangüíneos, aumento da temperatura corpórea, liberação de açúcar no sangue e aumento da força da contração do músculo cardíaco, provocando risco de enfarte, derrame, convulsão e coma. A cocaína é metabolizada no fígado, vai para o rim e é eliminada na urina.
  • 5.
    Qual é oefeito do crack? Efeito imediato: euforia produzida pela cocaína. Falsa sensação de aumento das capacidades físicas, intelectuais e energia. Reduz o apetite e a necessidade de sono. Aumenta a ansiedade. Sensação de estar sendo observado ou perseguido. Sensação do tato mais intensa, maior disposição para relações sexuais. Pode promover ejaculação espontânea. Este efeito repetido, porém, tem como conseqüência, a perda da capacidade de obter prazer sexual convencional, que se mantém por meses após a interrupção do consumo da droga. Alucinações (auditivas e visuais).
  • 6.
    Qual é oefeito do crack? A euforia se transforma rapidamente em depressão e irritabilidade, aumentando a necessidade de voltar a acender o cachimbo ou "esticar" mais uma fileira. O uso continuado pode ser letal, provocar suicídio, levar a separação conjugal, abandono de atividades ocupacionais (p.ex. perda de emprego), incapacidade de cumprimento de obrigações sociais, dependência financeira ou engajamento em atividades criminais. Infecções de pele (injeções contaminadas), infecção na válvula cardíaca, AIDS e Hepatite. As lesões no fígado podem ter ainda causas tóxicas, pelas substâncias adicionadas, somando-se aos efeitos do álcool que é consumido conjuntamente à cocaína. Curiosidade: a cocaína provoca anestesia local, fato que motivou sua utilização médica no século XIX. A cocaína possibilitou a primeira cirurgia oftálmica – como conseqüência indireta deste fato, o primeiro oftalmologista a realizar esta cirurgia tornou-se dependente da droga, interrompendo precocemente sua carreira profissional. Devido aos riscos da droga e ao desenvolvimento de outros anestésicos seguros, tal utilização foi completamente banida da Medicina até 1914.
  • 7.
    Qual o perfildos usuários? Mais comum: Idade entre o final da adolescência e início da vida adulta. Rompimento com a família e descoberta dos amigos. Dificuldade de lidar com conseqüências – vivem aqui e o agora. Muitos usuários começam a utilizar cocaína durante o período acadêmico, e uma parcela deste grupo passa a consumir a droga também em outras situações, mantendo e agravando o consumo da cocaína, propiciando as condições ideais para o desenvolvimento da dependência.
  • 8.
    Razões possíveis parao uso do crack? Desajuste familiar Fuga de problemas Modismo Imitação Busca de prazer Pais alcoólicos ou drogados Complexo de inferioridade Ociosidade Filhos adotados Desinformação Distúrbios da personalidade Tendências psicopáticas Estimulação e desinibição Falta de orientação na escola Enriquecimento rápido Freqüência de maus ambientes Influência de amigos, namorado (a); Falta de diálogo com os pais Falta de ambiente familiar Facilidade do uso Prazer de violar ou desafiar as convenções sociais e familiares Falta de desportos Contestação, rebelião contra as autoridades Desespero Permissividade; Modernismo Ausência de amor Auto-afirmação Curiosidade
  • 9.
    Quais os sinais?Falta de motivação para estudar ou trabalhar. Mudanças bruscas de comportamento. Troca do dia pela noite, insônia. Inquietação, irritabilidade, ansiedade, cacoetes. Perda de interesse pelas atividades rotineiras. Olhos avermelhados, olheiras. Necessidade cada vez maior de dinheiro. Desaparecimento de objetos de valor ou dinheiro. Alterações súbitas de humor, euforia alternada com choro ou depressão. Amigos diferentes. Descuido com a higiene pessoal. Uso de vocabulário com termos mais pesados.
  • 10.
    Quais os sinais?Atitudes de culpa e reparação: agride os pais, chora, se tranca no quarto. Passa noites fora de casa. Tem receitas de medicamentos ou caixas de comprimidos de psicotrópicos. As roupas, os lenços ou as mantas têm cheiro forte de solvente. Há vestígios de pó branco nos bolsos.
  • 11.
    Tratamento A dependênciade cocaína é um transtorno passível de tratamento. Nem todos os usuários necessitam de tratamento. A necessidade do tratamento é determinada pelo envolvimento obsessivo do sujeito com a droga que passa a prejudicar os demais aspectos de sua vida. Não há um modelo único de tratamento eficaz para todos os pacientes. Aspectos básicos que devem estar presentes em qualquer modelo: abstinência de qualquer tipo de droga ou bebida alcoólica, aspectos psico-educacionais, envolvimento familiar. O tratamento consiste de um processo contínuo, assim como modelos médicos utilizados em doenças crônicas, tal qual Diabetes e hipertensão arterial. A busca do tratamento decorre da "situações de crise", geralmente envolvendo trabalho, família, situação financeira, problemas legais, emergências médicas e rompimento de relacionamento afetivo.
  • 12.
    Tratamento A internaçãonão é solução para todos os pacientes. O Tratamento ambulatorial vem apresentando vantagens em relação à internação como: (i) permite que usuário continue a ter a sua vida normal; (ii) foge do estigma do “internado”;(iii) menos custoso;(iv) estimula que o paciente lide com a sua compulsão no mundo real. Assim, a internação passa a ser uma parte da recuperação do indivíduo (promoção de abstinência), devendo SEMPRE ser associada a seguimento ambulatorial posterior. Fonte: Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm
  • 13.
    Como a familíapode ajudar? As reações familiares à dependência abrangem um enorme leque que vai desde a expulsão de casa até a aceitação do consumo dentro do ambiente familiar. A "FACILITAÇÃO" (favorecimento de comportamentos e atitudes relativos ao consumo de drogas dentro do ambiente familiar) acarreta conseqüências desastrosas. Normalmente tem como objetivo evitar as complicações legais para o usuário, porém com isso, acaba estimulando os múltiplos comportamentos relacionados à intensificação do consumo, aceleração do desenvolvimento da dependência, dificuldade de trazer o indivíduo para o tratamento e ocorrência de complicações precoces (médicas, psicológicas e sociais). Entre os principais exemplos de facilitação encontram-se a liberdade excessiva, a preocupação em ocultar as falhas que o usuário apresenta (desculpas para a escola, trabalho, etc.), falta de limites (dinheiro, horários, aceitação de agressividade) ou mesmo "fechar os olhos" para as demais conseqüências que o usuário passa a apresentar quando se torna abusador ou dependente.
  • 14.
    Como a familíapode ajudar? A família necessita participar ativamente do tratamento e do processo de recuperação do dependente, como núcleo de suporte fundamental do indivíduo. Esta tarefa, porém, não é nada fácil, dados os prejuízos sofridos pelos familiares durante o curso da dependência do álcool e/ou drogas (agressões, furtos domésticos, doenças do paciente, etc.). Para tanto, paralelamente ao tratamento individual, uma intervenção terapêutica familiar é sempre aconselhável.
  • 15.
    Como a familíapode ajudar? Fonte: Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm Não é considerado tratamento, porém possibilita compartilhar experiências com outras famílias de dependentes. Grupo de auto-ajuda com enfoque familiar Al-Anon . Abordar e procurar modificar áreas de comprometimento familiar (sistema), relacionando-as à dependência de substâncias psicoativas Contrato terapêutico com a família para intervenções com o objetivo de tratar disfunções crônicas e sistêmicas. Terapia familiar Auxiliar na solução de problemas identificados pelos integrantes da família que sejam relacionados ao consumo de drogas e/ou álcool Contrato de tratamento familiar com o objetivo de resolução de problemas familiares específicos identificados no tratamento do dependente. Aconselhamento familiar Informar familiares se aspectos de relações pessoais e como estas são relevantes no abuso e dependência de substâncias Orientação sobre aspectos vivenciais (funcionamento familiar) com ênfase em aspectos do consumo e da dependência Grupos psico-educacionais de familiares Informar a família sobre o programa terapêutico e a inclusão do paciente e solicitar suporte familiar Orientar os familiares da filosofia e abordagens do tratamento individual Orientação familiar OBJETIVOS NÍVEL DE INTERVENÇÃO MODELOS DE TERAPÊUTICA FAMILIAR
  • 16.
    Como as escolaspodem ajudar? Educação: Apresente o assunto para as crianças. Realize dinâmicas de grupo convidando pessoa capacitada para discuti-lo com as crianças (se possível trazer ex-viciados). Visite clínicas de reabilitação. Discuta com as crianças as razões e consequencias do uso do crack e de drogas e trabalhe muito como elas podem evitar, a quem devem recorrer e pedir ajuda nas situações críticas. Peça que as crianças pesquisem sobre o assunto, dramatizem o assunto.
  • 17.
    Como as escolaspodem ajudar? Como lidar com a criança usuária: Seja claro e objetivo, e de maneira bem calma mostre sua preocupação com o seu comportamento em sala de aula. Evite fazer julgamentos, dar sermões, isso irá afastá-lo e colocá-lo na defensiva; Mostre está disposto a ajudá-lo. Mostre informações fundamentadas sobre o uso de drogas de maneira clara e honesta; sem exagero ou estratégias de amedrontamento. Incentive e mostre que é possível mudar, que as dificuldades são enormes, mas sempre há uma saída.
  • 18.
    Crack e MorteNúmeros que assustam Morte anunciada: Um em cada três usuários de crack morre nos primeiros cinco anos de consumo da droga, segundo estudo da Unifesp. Veja as principais causas da morte. 42% foi o crescimento da procura de dependentes de crack pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 2005 e 2009. Fonte: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm
  • 19.
    Cracolândias Para Laranjeiras(médico e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo) , a “incapacidade” do setor público em se posicionar sobre o uso de drogas é o que faz com que ainda existam “cracolândias” no país, onde o uso do crack é praticamente livre. Trecho da linha férrea no Jacarezinho Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/09/imagem-mostra-nova-cracolandia-no-suburbio-do-rio.html Região central de São Paulo Fonte:colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/tag/cracolandia/ Praça Júlio de Mesquita, Fonte: http://narcodialetica.blogspot.com/
  • 20.
    O que aPolícia pode fazer? “ É um tráfico pulverizado. Podemos ir a vários pontos de venda de crack e prender vinte, trinta pessoas. Além de a maioria não ficar presa, outras vinte, trinta pessoas vão estar ali no lugar delas no dia seguinte.” (Marco Antonio de Paula Santos; Delegado e diretor do Denarc). Fonte: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm
  • 21.
    O que oGoverno pode fazer? 600 000 pessoas fumam crack hoje no Brasil, segundo estimativa do Ministério da Saúde. Em 2005, esse número era de 380 000. O governo federal promete investir 90 milhões de reais para dobrar de 2 500 para 5 000 o número de leitos para dependentes químicos em hospitais do SUS. 10 reais é o preço de uma pedra de aproximadamente 5 gramas, suficiente para três tragadas. O programa também inclui, entre outras ações, a capacitação de professores da rede pública sobre o tema, a construção de abrigos e de centros para orientar usuários, que neles poderão descansar, tomar banho e se alimentar, e a criação de consultórios de rua. São medidas necessárias, mas insuficientes para controlar uma epidemia que começou na cidade de São Paulo na década de 90 e se espalhou por todos os estados brasileiros. DECRETO Nº 7.179, DE 20 DE MAIO DE 2010. Institui o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, cria o seu Comitê Gestor, e dá outras providências.     Fontes: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/depoimento_crack.htm ewww.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7426.htm
  • 22.
    O que maispode ser feito? Houve significativo crescimento no número de presos condenados por crimes relacionados às drogas no período de 2005 a 2010 no Brasil - de 31.520 em 2005 para 100.648 em 2010. Existiam 473.626 presos entre homens e mulheres em 2009 no país, além de 671.078 indivíduos cumprindo pena ou medidas alternativas. Cada um dos 473.626 presos custa entre R$ 1.800,00 a R$ 3.300,00 mensais ao governo. Dados sobre os condenados por tráfico de drogas no Rio de Janeiro no período de outubro de 2006 a maio de 2008. Segundo a pesquisa, 66,4% são primários; 91,9% foram presos em flagrante; 60,8% foram presos sozinhos; 65,4% respondem somente por tráfico (sem associação ou quadrilha); 15,8% estão em concurso com associação e 14,1% estão em concurso com posse de arma. A abordagem punitiva é um método mais fácil - varre-se o problema para debaixo do tapete. A guerra às drogas vem custando bilhões de dólares por ano aos Estados Unidos e é um fracasso do ponto de vista do custo-benefício.
  • 23.
    O que maispode ser feito? Os cidadãos devem ter direito a tomar decisões em suas vidas privadas desde que não causem dano a outros. O usuário de drogas que provocar danos a outros deve sofrer sanções criminais. FONTE: Vargas, Tatiane. Brasil precisa rever legislação sobre drogas. Fonte: Diário da Saúde. Site: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=11151
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    Liberação das Drogasé a solução?
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    Liberação das Drogasé a solução?
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    Para saber mais:Leite. Marcos da Costa. “Conversando sobre Cocaína e Crack”. Site: http://apad.clickvida.org.br/conversandosobre.htm Cruz Azul: http://www.cruzazul.org.br/nocoes/indice.htm Entrevista de Ronaldo Laranjeiras: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/politicos-ignoram-usuarios-de-crack-no-brasil-diz-pesquisador-da-unifesp-20100510.html Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – SENAD: www.senad.gov.br Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas – OBI: www.obid.senad.gov.br DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997 Portal Saúde do Adolescente portal. saude.gov.br/saude/cidadã Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS www.opas.org.br Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas- (UNIFESP) – CEBRID www.cebrid.epm.br Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – PROAD www.unifesp.br/dpsiq/proad Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ www.fiocruz.br Programa Álcool e drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein www.einstein.br/alcooledrogas Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas – UNIAD www.uniad.org.br Associação Brasileira de Apoio às Famílias de Droga dependentes – ABRAFAM www.impacto.org/drogas/abrafam.htm Projeto Falando sério sobre drogas www.falandoseriosobredrogas.org.br Alcoólicos Anônimos – AA www.alcoolicosanonimos.org.br
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    Créditos Musicais Olhandopara o Sol – Jão Galego