ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA REDENTORISTA A  INTENÇÃO ORIGINAL  DE SANTO AFONSO EM FUNDAR NOSSA CONGREGAÇÃO
INTRODUÇÃO   Para entrar no processo de animar nossa espiritualidade redentorista  e reestruturação é  absolutamente necessário que voltemos a redescobrir  o carisma fundacional   ou  a experiência mística   de Afonso  porque nossa espiritualidade redentorista está baseada nessa ótica de Afonso.  Raízes. Não há outro caminho nessa busca de autenticidade O que Santo Afonso e o grupo inicial quiseram  realizar através de sua espiritualidade?  Sem esse passo há um grande perigo de perder o sentido profundo de  nossa espiritualidade como está contida em nossas novas constituições porque ela precisa ser baseada nesse  projeto fundacional de Afonso .
Precisamos redescobrir   e assumir a intenção original de Santo Afonso,  MAS traduzir essa intenção em nossa espiritualidade com nova roupa segundo os sinais dos tempos   para  podermos  “continuar o Redentor” e pregar fielmente a Copiosa Redenção  ao povo de Deus em nossos tempos.  Precisa ser também o fundo teológico de reestruturação.  Estamos falando aqui de um processo de  purificação  para  reanimar  o  fogo  do carisma original de Santo Afonso.   Qual foi sua intenção original na fundação da congregação? E   o que Afonso nos deixou como elementos essenciais para animar esse carisma? São  perguntas essenciais  para nos dirigir para essa purificação.
REALIDADE NOSSA  As colocações dos últimos três capítulos, que são para nós sinais dos tempos e do Espírito Santo, nos mostraram que o tal desejado união entre espiritualidade e missão   ainda   não aconteceu   como foi esperada.   Ainda existe entre nós sinais de  dualismo.  Precisamos nos confrontar com isso diante da questão de reestruturação e nossos apostolados.
“ O Capítulo constata na Congregação o perigo do  “dualismo”  entre apostolado e espiritualidade. Essa dicotomia conduz ou ao  “ativismo”  sem densidade espiritual, ou ao  “espiritualismo”  sem dinamismo missionário, dois comportamentos  igualmente reprováveis” . (Capítulo 1991 - nº. 35). Eis nosso desafio hoje em dia.
NOSSO FUNDADOR CONSTITUIÇÕES DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR UMA REGRA DE VIDA  
O processo precisa iniciar-se com um estudo profundo e uma  retomada efetiva  das  novas constituições e estatutos de nossa congregação.  Presume-se que o trabalho para reescrever as constituições exigiu das comissões preparatórias, dos peritos,  e dos capitulares  uma purificação séria  para  voltar  e  redescobrir  a vida, os escritos e a herança  de Afonso. “Voltem às suas raízes”  (norma do Vat. II). Precisamos  acreditar  que  o Espírito Santo  teve muito a fazer com o escrito das novas Constituições e Estatutos.
Infelizmente, muitos Redentoristas  ainda  não apreciam a riqueza dessas novas constituições nossas. Elas ainda são usadas mais como um  “livro de referência”   e não como deve ser -  um guia espiritual que fortalece  nossa missão e espiritualidade. CONSTITUIÇÕES   DA CONGREGAÇÃO  DO SANTÍSSIMO  REDENTOR  
São guias seguras para  nossa vida redentorista. Contém entre as linhas a  intenção original de Santo Afonso que precisamos refundar. Um  estudo-orante   das constituições é a fonte de ânimo e de conversão no projeto carismático de Santo Afonso. Sobretudo, precisamos criativamente introduzir um estudo -orante das Constituições em todos os níveis da formação  inicial e permanente e no discernimento sobre a reestruturação.
Toda nossas Constituições são  MISSÃO-ORIENTADAS:  grande  novidade   que devolveu para nós o   carisma de Afonso. Sua finalidade original foi  missão-orientada. As novas constituições  são um “raio-X”  da  espiritualidade apostólica  de Afonso  que não foi  dualista, nem com duas finalidades.  Segundo Afonso, a missão santifica o Redentorista,  e a santificação dele está em prol da missão. Os dois elementos formam uma  unidade em nossa vida redentorista.
É necessário primeiro que esclareçamos qual foi esse  projeto missionário original de Santo Afonso.   Para podermos fazer isso, é necessário tocar no início de nossa congregação, o sonho, o começo carismático ou o projeto original de Afonso. Nossa fonte aqui será principalmente  Padre Raponi C.Ss.R (1) 1 -  Vinculação Apostolado e Vida Religiosa: o Ponto de vista de Santo Afonso ; Revista Confer, nº 103, p. 471- 483.
PERGUNTAS PARA PARTILHA 1 – Qual é o verdadeiro sentido das Constituições em sua vida Redentorista? 2 – Você considera as constituições como uma  “regra de vida”  – uma inspiração para captar a finalidade original de Afonso?
AS REGRAS  MAIS  PRIMITIVAS DE AFONSO Nossa finalidade  é  para  tentar  redescobrir  a intenção  original, ou como diria Padre Raponi,  “o intento original”  de Santo Afonso.  É fundamental que entendamos as circunstâncias concretas de nossa  missão na Igreja e no mundo  porque é impossível falar de nossa espiritualidade redentorista  e reestruturação sem entendermos o projeto apostólico como foi pensado por Afonso. Em poucas palavras, segundo Afonso ,  A MISSÃO  REDENTORISTA  DETERMINA  NOSSA ESPIRITUALIDADE  E NÃO VICE-VERSA.
1  - O ponto central da tese de Padre Raponi foi que  Afonso  nunca   quis duas finalidades quando fundou nossa Congregação.  Padre Raponi insiste que houve somente uma  única visão global  entre a  espiritualidade,  a missão ,  a vida consagrada,   e a vida comunitária.    “ VIDA APOSTÓLICA” A NOVA REGRA
Não houve  dualismo ou uma intenção dupla  que infelizmente logo foi introduzido na Congregação por circunstâncias  externas , isto é,  pelas exigências da Cúria Romana ,  e por circunstâncias  internas , isto é, por meio dos  Capítulos  até durante a vida de Afonso que   de fato enfraqueceram a espiritualidade missionária de Afonso.  Enfraqueceram o  “intento único”  de Afonso.
A proposta de  dois fins  foi forçada em cima de quase todas as congregações  especialmente depois do  Concílio de Trento , isto é:  Que o primeiro fim duma congregação religiosa   é a  santificação pessoal  dos membros consagrados,  e só depois vem o segundo fim,  seu serviço caritativo ou apostólico na Igreja.  um  dualismo muito forte  foi criado em quase todas as congregações ativas por causa dessa proposta de duas finalidades (nossa formação).  A tese de Padre Raponi, que está  aceita quase por todos, é que Afonso  rejeitou essa visão tradicional Tridentina  e introduziu algo totalmente  novo e inovador.
Santo Afonso fundou a Congregação para um serviço eclesial muito específico, isto é,  “a evangelização dos mais abandonados”.  Santo Afonso quis que seus confrades vivessem em comunidade e, unidos por  votos simples,  isto é,  sem as obrigações e estruturas monásticas,   para que eles pudessem  realizar o  “único  intento”  que foi  apostólico e missionário .  (Santo Inácio) Todos os documentos originais da Congregação falam  desse ideal missionário  que formou, então,  a idéia central  em torno da qual girou todo o restante de nossa vida redentorista  (missão/ comunidade/ espiritualidade/ consagração/ formação/ governo: os cinco capítulos de nossa nova regra de vida falam   desse fim apostólico)
Afonso nunca falou de  duas finalidades,  mas somente   do fim missionário   que  gera  todas as outras exigências incluindo a santidade pessoal e comunitária dos confrades.  Não é de surpreender que agora as novas constituições colocam no  primeiro capítulo   não a vida comunitária, nem a vida espiritual, nem a vida consagrada,  mas sim  nossa missão na Igreja e no mundo  que deveria  colorir  toda o resto das constituições que guiam nossa vida redentorista.
Isto não foi por acaso. Foi uma tentativa para recriar e refundar a  intenção original de Afonso.   Os peritos redescobriram a intenção original de Santo Afonso e ela foi fielmente re-escrita em nossas  novas constituições e estatutos.  Voltamos para uma  fidelidade em tentar viver  a intenção original de Afonso. Somos uma  “comunidade apostólica”   (animador e motor de toda nossa vida redentorista).
PERGUNTAS PARA PARTILHA 1 – Em sua formação inicial, esse conceito de  “único intento”  foi ensinado e praticado? Que a missão é a finalidade principal? 2 – Como podemos corrigir esse erro?
As Regras Mais Primitivas Que demonstram a  Intenção original De Santo Afonso
primeiro pedido de aprovação  mandado ao Papa Bento XIV. Afonso explica que foi  uma razão apostólica   que o levou a reunir em trono de sua pessoa um grupo de seguidores .  O primeiro documento que pode confirmar tudo isso foi o  Supplex Libellus:  confrades “ que vivem em  comunidade em prol da missão”.
"Santíssimo Padre!  O sacerdote napolitano Afonso de Ligório com seus demais companheiros missionários, reunidos sob o título do  SS. Salvador , em humilde súplica expõem o seguinte a vossa Santidade:  Após muitos anos de exercício das missões como membro da Congregação das Missões Apostólicas, com sede na catedral de Nápoles,  conhecendo o grande abandono em que jazem os pobres e principalmente os camponeses, em vastas regiões deste reino,  desde 1732 uniu-se aos acima mencionados sacerdotes, seus companheiros, sob a direção de Mons. Falcoia, Bispo de Castellamare,  para atender aos pobres camponeses espiritualmente mais abandonados, com missões, instruções e outros exercícios”.   (veja “Supplex Libellus” p. XVII  das C&E)
... “ Por isto, os autores deste pedido, desde então, entregaram-se  às missões ajudando esta pobre gente, percorrendo os campos e lugares mais abandonados das seis províncias do reino de Nápoles. ”
Afonso nem se referiu à observância religiosa nesse pedido, mas colocou em destaque  o carisma missionário  como a   razão do ser   ou da  essência  da Congregação.  Constituição cinco renovou essa  idéia  original de Afonso fielmente dizendo:
“ A preferência pelas condições de necessidade pastoral ou pela evangelização propriamente dita e a opção em favor dos pobres  constituem a própria  razão de ser  da congregação   na igreja e o distintivo de sua fidelidade à vocação recebida ” (Const. 5) Todas as outras exigências como espiritualidade, observância religiosa, consagração, formação e governo devem tirar  seu sentido e força desse “intento único” e missionário  de Afonso.
No documento chamado  “Ristretto”,  um resumo das Regras da Congregação preparado para receber a aprovação de Roma, Afonso mesmo escreveu: “   O intento   dos sacerdotes do Santíssimo Salvador é seguir o exemplo de nosso Salvador comprometendo-se  principalmente  a  trabalhar nas povoações do campo mais desprovidas de auxílio espiritual.”   [2]   Não há uma   segunda intenção   nesse documento  indicando a  necessidade de   primeiro   procurar a santidade pessoal dos membros,  e   só depois   exercer a missão. [2]   Spic. Hist.  Vol. 16, 1968, p. 57-58
No documento chamado  “Cossali”,  última formulação enviada à Santa Sé, o projeto e  intento único  aparecem mais claro ainda:  “  O fim deste Instituto é formar uma Congregação de Sacerdotes seculares que vivam em comum sobre o nome de Santíssimo Salvador sujeita à  jurisdição dos bispos:   o único intento   será continuar o exemplo de nosso Salvador Jesus Cristo   pregando aos pobres a Palavra de Deus como Ele disse de si mesmo: Evangelizare  pauperibus misit me.”   [3] [3]   Spic. Hist.  Vol. 16, p. 58-62.
-  Por meio desses documentos podemos tranqüilamente  concluir , como fizeram os próprios peritos e Capitulares,  que o fim apostólico e missionário   aparecem como   o  fim principal da CSSR, e a missão é a razão de ser dos Redentoristas.  Santo Afonso foi claro: o  “único intento”  é  missionário para evangelizar os abandonados   e esse único intento deve  organizar  e  fecundar  todo o programa de nossa vida consagrada.  Capítulos II e III das Constituições, que falam de nossa espiritualidade e consagração tiram seu sentido e força  do primeiro capítulo   que fala de nossa missão na Igreja e no mundo.
CONCLUSÃO Não há dualismo : a  missão leva os Redentoristas à santidade, e sua santidade necessariamente leva os confrades para um zelo missionário e uma missão específica:  EVANGELIZAR OS POBRES.   A RAIZ FUNDAMENTAL. A  necessária   raiz de reestruturação
Perguntas para partilha em grupos  1 – Você percebe o sonho original de Afonso que frisou a missão em primeiro lugar?  2 – Partilhe como sua (Vice) Província vive ou não vive esse fim único.
O GRANDE ERRO QUE FOI INTRODUZIDO NA CONGREGAÇÃO
Infelizmente no pedido oficial apresentado por Padre Villani buscando a aprovação Papal, o esquema das  duas finalidades  apareceu  pela primeira vez  (Curia Romana; Bispo Falcoia) Pela primeira vez, a anotação de  “perfeição evangélica”  aparece  junto com a finalidade missionária como se fossem  intentos duplos e separados   e não como foi a intenção original de Afonso.   O texto disse:  “ O fim do Instituto do Santíssimo Redentor não é outro que reunir sacerdotes seculares que vivem e trabalham com empenho  em imitar as virtudes e os exemplos de nosso Redentor Jesus Cristo  dedicando-se de maneira especial  em pregar aos pobres a Palavra de Deus ”   (4)   4  - Spic. Hist. Vol. 17, p. 68 - 69
De repente o  “único intento”  parece agora  dividido e fraco.  Foi a Cúria Romana e, sem dúvida, a influência de Bispo Falcoia, que exigiram essa  dupla finalidade  porque essa foi a  moda ascética  e  Tridentina  desse momento histórico.  Mas Afonso quis  algo novo.   Infelizmente, essas influências colocaram a congregação  numa  linha   mais monástica do que apostólica   que vai predominar na Congregação até nossos tempos e o Concílio Vaticano II. São Clemente e suas brigas com Roma e Nápoles  foram sobre essa dupla intenção.  Clemente continuou a intenção original de Afonso e, por isso, foi duramente criticado pelos dualistas.
Em resumo:  o texto de Afonso, que expressou desde o começo  a primazia da experiência missionária , aparece agora debilitado por uma finalidade  dupla  e vaga.   Um  forte dualismo  foi  introduzido  na Congregação como se nossa finalidade fosse duas coisas  dualisticamente separadas e distintas:  - em um lado foi a imitação do Redentor  (intenção espiritual que exigiu muitas      estruturas e práticas monásticas)  - e por outro lado a salvação das almas  (intenção missionária),   mas, sem conexão entre as duas, portanto  dualismo.
Já no Capítulo de  1764  o princípio dos dois fins  está presente em todas as partes.  Coitado Afonso!! “ Todo o Instituto tem  dois fins:  primeiro consiste em conseguir  a própria santificação;  o segundo,  em conseguir a santificação das almas e o bem da Igreja”.  (5)  É bom saber que Afonso não assistiu em sua totalidade esse Capítulo. Até sua assinatura no fim do documento é uma forjadora.  A constatação que “Afonso quis” enganou-nos por dois séculos. 5 -  Constituzioni e regole della CSS.R  , Roma, 1923, p. 2 )
Infelizmente, com a influência de  vários capítulos seguintes,  essa dicotomia de duas finalidades levou  a Congregação  a distanciar- se do  único intento de Santo Afonso.  Qualquer um aqui com cabelos brancos que vivia e foi formado na velha regra antes do Concílio bem sabe dessa situação onde a formação frisou mais a vida espiritual  como  um fim exclusivo, e  somente depois veio a missão (quase nunca deixou o seminário) Espiritualidade, em geral, foi reduzida à capela, e uma longa série de exercícios espirituais, e, logo depois, a gente trabalhou apostolicamente,  mas como se fossem duas coisas separadas sem conexão
Com isso, houve um  dualismo confirmado  por vários séculos em nossa congregação, e cuja falta foi agora devidamente reconhecida em nossos últimos capítulos gerais. Voltamos a perceber o  “intento único”  de Afonso.
A santidade pessoal e comunitária dos membros é procurada como uma exigência  para fortalecer nossa ação missionária  e não como um projeto individualista ou intimista. A vida de santidade voltou a ser submetida à unidade de nossa vida missionária.  Todos nós somos missionários   (Const. 55) ALGUNS EXEMPLOS NAS CONSTITUIÇÕES: 1 –  vida comunitária:  “lei essencial”: viver em  comunidade e por meio da comunidade  realizar o trabalho apostólico”.   (Const. 21) 2 –  vida comunitária:   “as formas concretas dessa vida comunitária devem ser
estabelecidas de acordo com as  necessidades da evangelização  e da caridade fraterna”.  (Const. 22) 3  – vida espiritual:  “Serão dóceis ao Espírito Santo que atua para conformá-los a Cristo... que  os move interiormente à obra do apostolado ...”  (Const. 25)  4 –  Sagrada Escritura:  “A Palavra de Deus é sustento e vigor para a Igreja ... tenham os Redentoristas assíduo contato com essa palavra ...  para tornem-se apóstolos mais eficientes... ”  (Const. 28) 5 –  Eucaristia:  “Encontram presente e vivem o Mistério de Cristo e da salvação humana na liturgia, sobretudo na Eucaristia...  que é a fonte de toda a sua vida apostólica e de solidariedade missionária”   .(Const. 29)
6 –  oração comunitária:   “Porque é próprio dos Redentoristas ... reunir-se para orar em comum... que expressem a unidade dos confrades e  promovem sua atividade missionária”   (Const. 30) 7 –  Santo Afonso:  “ Terão em máxima conta seu “sentir com a Igreja”  como válido critério de seu serviço missionário”.   (Const. 33) A orientação da  primazia da missão  agora é clara. Voltamos para   o “intento único” de Afonso.
PERGUNTAS PARA PARTILHA Você perceba a importância de um fim e não dois? O que significa para você?? Você percebeu como nossas novas constituições são “missão orientadas”? Abriu sua visão ou não sobre essa intenção original de Afonso?
A VOLTA PARA A INSPRIRAÇÃO ORIGINAL DO FUNDADOR O Concílio Vaticano chamou todos os religiosos a voltarem para suas  origens, raízes, e para a  intenção original  para  redescobrir o carisma do fundador e, a partir daí,  refundar a intenção original da Congregação.   (6) 6 -  Perfectae Caritatis, Nº  2 e 3
O CAPÍTULO ESPECIAL DE 1967-69   Esse momento de  “experiência”  para viver uma nova regra foi uma tentativa carismática para  corrigir  a velha orientação da regra e assumir o texto original de   “Cossali”   de novo   que frisou a intenção única de Afonso.  Foi redescoberto  o carisma missionário  como nossa  razão de ser  e como a intenção original de Santo Afonso.  Todo o resto de nossa vida deve  ser motivado   agora   pela missão e pelas exigências do dinamismo missionário.
Com a volta às origens, o carisma e a espiritualidade redentorista deveria afastar-se definitivamente  do perigo de dualismo   que havia perturbado a harmonia da vida missionária em seu conjunto.  É interessante notar como nossas novas Constituições falam de coisas que antigamente chamávamos de  coisas puramente espirituais, como contemplação/ oração/ conversão, agora são considerados como  meios para nos formar em melhores missionários e  não para sermos santos.
O CARISMA FUNDACIONAL VOLTOU A SER 1 - nós assumimos  uma vida apostólica  (título geral das novas Constituições) 2 - para  continuar,  e não imitar, o exemplo do Santíssimo Redentor (“continuar” expressão original de  Afonso)  3 -  pregando   a Palavra de Deus  (intento único) 4 -  aos pobres   (os destinatários originais).
A missão  é a  força que precisamos redescobrir e reintroduzir em nossa espiritualidade Redentorista.  A missão  unifica nossa vida e nos impele para a evangelização onde queremos  dar a vida pela copiosa redenção e pregar em maneiras sempre novas.  A missão  é  Cristo-cêntrica  em sua espiritualidade – queremos continuar  Cristo Missionário. As Constituições  52 a 54   expressam tudo isso perfeitamente e captaram os  pensamentos originais de Afonso  desde o nascimento da CSSR:
“  A  caridade apostólica , pela qual os Redentoristas participam  da Missão de Cristo Redentor,  constitui  o princípio de unidade de toda a sua vida.   Com efeito, por ela, de alguma forma, se identificam com Cristo que,  por meio dele continua a cumprir a vontade do Pai, realizando a redenção dos homens”.     (Const. 52)
“  São uma só coisa a glória de Deus e a salvação do mundo,   o amor para com Deus e o amor para com os homens.   Por essa razão vivem os Redentoristas a união com Deus sob a forma   de caridade apostólica   e procuram a glória de Deus   através da caridade missionária”  ( Const.53).    Eles viveram isso na radicalidade.
“ Na verdade a  vida comunitária está  a serviço do apostolado.   A continua  conversão,  que decorre da total entrega a Deus, aumenta a  disponibilidade  para o serviço dos outros.  E os próprios votos religiosos, pelos quais se dedicam a Deus, necessariamente incluem e promovem nos congregados  a dimensão apostólica”.   (Const. 54)   TUDO AGORA É  MISSÃO ORIENTADA  E NOSSA ESPIRITUALIDADE TIRA SUA FORÇA E AUTENTICIDADE DISSO.
“ Se nossa fé em Jesus Cristo se enfraquece , é difícil pedir à Congregação uma renovação em seu  dinamismo missionário e em sua vida comunitária”.   (2 )  Eu acho que podemos nos examinar esse ponto diante da questão de reestruturação.  2 -  relatório, no. 1, pg. 7 Pe. Lasso C.Ss.R.
PARA REZAR CONSTITUIÇÕES: 1 – Supplex Libellus, pp. XVII-XXII 2 – Const. 1 3 – Const. 5 4 – Const. 47 5  - Const. 52 6 – Const. 53 7 – Const. 54 8 – Const. 55
CAPÍTULO DE 1991 RELATÓRIO DE PADRE LASSO AOS CAPITULARES  Acho que é importante ver algumas colocações de  Padre Lasso  porque me parece que ele estabeleceu  o espírito  desse Capítulo e o  tema  para o sexênio. 1 - Padre Lasso diz: “Nas reuniões pre-capitular acentuou-se que  a espiritualidade é fonte de nosso dinamismo missionário e alma de nossa comunidade apostólica.  Entendo a palavra “espiritualidade” como um  estilo de vida e uma maneira de ser,  e não só como prática da oração em alguns momentos do dia”.
2 - “Este estilo de vida é continuação da própria  vida de Cristo.   O fim da congregação é  “continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, na pregação da divina Palavra aos pobres.”  (1)  Mais uma vez, encontramos  o intento original de Santo Afonso.  Padre Lasso deu uma direção clara, se não um sinal dos   tempos, para nós Redentoristas. “ Penso que o  dinamismo apostólico  é um critério para medir a  autenticidade de nossa espiritualidade,  e que  a espiritualidade   é também um critério para medir a  autenticidade de nosso apostolado”.  1 -  relatório, no. 1, pg. 6
“ O Capítulo constata na Congregação o perigo do  “dualismo”  entre apostolado e espiritualidade. Essa dicotomia conduz ou ao  “ativismo”  sem densidade espiritual, ou ao  “espiritualismo”  sem dinamismo missionário, dois comportamentos igualmente reprováveis”. (nº. 35). Eis nosso desafio hoje em dia.
Padre Lasso  centraliza  nossa espiritualidade na escolha de Cristo como  centro   de nossa vida onde os redentoristas se esforçam por  se unir sempre  mais a Cristo em comunhão pessoal.   (Const. 23)  Sempre voltamos de novo para o tema  Cristo-cêntrico de Santo Afonso.  “Continuar Cristo” não é uma frase superficial;  é a teologia central da espiritualidade redentorista.  É algo efetivo;  ele acontece por meio de toda uma vida de intimidade e conversão na pessoa de Cristo   missionário.
Nossa espiritualidade precisa ser algo que nos leva para uma  conversão efetiva  na pessoa de Cristo Missionário, o Redentor da humanidade.  “É Cristo quem vive EM MIM”. Todo esforço missionário começa e termina  na contemplação de Cristo.  (“é de máxima importância” Const.  31) Essa contemplação de Cristo é o ponto de saída de nossa espiritualidade-missão.  Sem profunda intimidade com Cristo não podemos  continuar Cristo  na pregação extraordinária da palavra.   Não podemos ser discípulos. Na regra mais primitiva escrito por Afonso que possuímos, Afonso pediu de seus co-irmãos  três meditações por dia sobre a pessoa de Jesus Cristo e especialmente na tarde,  a meditação sobre a Paixão de Cristo.
Até durante a Missão, antes de iniciar os trabalhos, Afonso pediu que houvesse uma meditação em comunidade na Igreja. São Clemente continuou essa mesma dinâmica espiritual em São Benno. Foi  nessa contemplação de Cristo Redentor  que Afonso viu todo nosso crescimento em Cristo para podermos efetivamente continuar Cristo,  sobretudo na pregação extraordinária da palavra Outro superlativo é que na vida dum Redentorista,  a conversão  é de  “máxima importância”   (CC. 40-42).  Não qualquer conversão, mas conversão efetiva  na pessoa do Santíssimo Redentor,   Cristo Missionário.
Mas essa contemplação não é sobre qualquer assunto.  É contemplação da pessoa do Santíssimo Redentor em  seu  mistério pascal de redenção:   (precépio/ eucaristia/  paixão).   (Const. 23)
HOMILIA DE PADRE TOBIN C.SS.R. - CAPÍTULO 1991 Padre Tobin disse o seguinte em sua homilia depois de sua eleição:  “ Afonso, porém, haveria de nos lembrar que,   se queremos viver em união com Cristo,   encontraremos essa união   na vocação  a que fomos chamados. Ou seja, precisamente em nossa vocação de   missionários redentoristas  descobriremos a   santidade   e a   espiritualidade   que deverá guiar nossos passos.  De outro modo iríamos acabar  inutilmente frustrados.”  (1) 1 - homilia após a eleição, no. III,  pg. 3.
“ Isto significa que a busca dos elementos de nossa espiritualidade Redentorista deve começar e acabar na inspiração de nossa vocação de missionários redentoristas.  Devemos animar na fé o fato que fomos escolhidos por Cristo para uma missão específica em sua Igreja” .   “ Nossas deliberações devem estar imbuídas  pela caridade apostólica”   (intento único).  “ Devemos ter a humildade e a coragem para  “viver em Cristo”  como missionários redentoristas. Caso contrário iremos de  mãos vazias  aos pobres e mais abandonados”  (2) 2 - homilia após a eleição, no. III,  pg. 3.
Mais uma vez fomos lembrados que há somente um “ intento original” de Santo Afonso.   Não há dualismo .  Intimidade com Cristo ou “viver em Cristo Jesus” só  vai ter sentido  vivendo nosso ser missionário.   Os dois pólos formam  uma mesma espiritualidade missionária.  Um alimenta e dá vida ao outro.
MENSAGEM  DO CAPÍTULO GERAL DE 1997   Na mensagem dos capitulares aos confrades eles confirmaram o tema do  intento único de Afonso.   Gostaria citar algumas de suas colocações que questionam especificamente nossa  espiritualidade missionária:  “ A espiritualidade, o tema do sexênio, é ao mesmo tempo  origem e fruto da missão . Qualquer ação missionária, que não brota de um profundo  compromisso   com Jesus,   está  destinada ao fracasso”.   Afonso diria a mesma coisa:  espiritualidade através de   intimidade com Cristo  nos impulsiona para a missão.
ORIENTAÇÕES CAPITUALRES SOBRE A ESPIRITUALIDADE E A MISSÃO 1 - Há  dois elementos essenciais  que precisam ser questionados sobre a escolha de trabalhos apostólicos numa Província: (podemos dizer conferência) A - a obra deve ser   missionária B - deve ser  uma pastoral  extraordinária  e não ordinária.
Características dum  “redentorista genuíno”,  fornecidas nas novas constituições e capítulos recentes são: 1 -  alguém que busca sua missão  na forma de pregação extraordinária da palavra 2 -  essa pregação é principalmente direcionada  aos pobres mesmos 3 - essa missão é fortalecida pela  união com a pessoa do Santíssimo Redentor  por meio de contemplação e conversão efetiva  na pessoa de Cristo Redentor  dentro da estrutura duma  comunidade apostólica.
PERGUNTAS PARA PARTILHA –  Você acha que ainda existe entre nós esse dualismo entre espiritualidade e missão? Como? –  Você acha que foi formado nessa nova idéia da “intenção única” de Santo Afonso?  –  Nossas constituições são realmente uma guia de vida para nós? Como podemos animar o estudo-orante dessas constituições?

Espiritualidade são paulo

  • 1.
    ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA REDENTORISTAA INTENÇÃO ORIGINAL DE SANTO AFONSO EM FUNDAR NOSSA CONGREGAÇÃO
  • 2.
    INTRODUÇÃO Para entrar no processo de animar nossa espiritualidade redentorista e reestruturação é absolutamente necessário que voltemos a redescobrir o carisma fundacional ou a experiência mística de Afonso porque nossa espiritualidade redentorista está baseada nessa ótica de Afonso. Raízes. Não há outro caminho nessa busca de autenticidade O que Santo Afonso e o grupo inicial quiseram realizar através de sua espiritualidade? Sem esse passo há um grande perigo de perder o sentido profundo de nossa espiritualidade como está contida em nossas novas constituições porque ela precisa ser baseada nesse projeto fundacional de Afonso .
  • 3.
    Precisamos redescobrir e assumir a intenção original de Santo Afonso, MAS traduzir essa intenção em nossa espiritualidade com nova roupa segundo os sinais dos tempos para podermos “continuar o Redentor” e pregar fielmente a Copiosa Redenção ao povo de Deus em nossos tempos. Precisa ser também o fundo teológico de reestruturação. Estamos falando aqui de um processo de purificação para reanimar o fogo do carisma original de Santo Afonso. Qual foi sua intenção original na fundação da congregação? E o que Afonso nos deixou como elementos essenciais para animar esse carisma? São perguntas essenciais para nos dirigir para essa purificação.
  • 4.
    REALIDADE NOSSA As colocações dos últimos três capítulos, que são para nós sinais dos tempos e do Espírito Santo, nos mostraram que o tal desejado união entre espiritualidade e missão ainda não aconteceu como foi esperada. Ainda existe entre nós sinais de dualismo. Precisamos nos confrontar com isso diante da questão de reestruturação e nossos apostolados.
  • 5.
    “ O Capítuloconstata na Congregação o perigo do “dualismo” entre apostolado e espiritualidade. Essa dicotomia conduz ou ao “ativismo” sem densidade espiritual, ou ao “espiritualismo” sem dinamismo missionário, dois comportamentos igualmente reprováveis” . (Capítulo 1991 - nº. 35). Eis nosso desafio hoje em dia.
  • 6.
    NOSSO FUNDADOR CONSTITUIÇÕESDA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR UMA REGRA DE VIDA  
  • 7.
    O processo precisainiciar-se com um estudo profundo e uma retomada efetiva das novas constituições e estatutos de nossa congregação. Presume-se que o trabalho para reescrever as constituições exigiu das comissões preparatórias, dos peritos, e dos capitulares uma purificação séria para voltar e redescobrir a vida, os escritos e a herança de Afonso. “Voltem às suas raízes” (norma do Vat. II). Precisamos acreditar que o Espírito Santo teve muito a fazer com o escrito das novas Constituições e Estatutos.
  • 8.
    Infelizmente, muitos Redentoristas ainda não apreciam a riqueza dessas novas constituições nossas. Elas ainda são usadas mais como um “livro de referência” e não como deve ser - um guia espiritual que fortalece nossa missão e espiritualidade. CONSTITUIÇÕES DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR  
  • 9.
    São guias seguraspara nossa vida redentorista. Contém entre as linhas a intenção original de Santo Afonso que precisamos refundar. Um estudo-orante das constituições é a fonte de ânimo e de conversão no projeto carismático de Santo Afonso. Sobretudo, precisamos criativamente introduzir um estudo -orante das Constituições em todos os níveis da formação inicial e permanente e no discernimento sobre a reestruturação.
  • 10.
    Toda nossas Constituiçõessão MISSÃO-ORIENTADAS: grande novidade que devolveu para nós o carisma de Afonso. Sua finalidade original foi missão-orientada. As novas constituições são um “raio-X” da espiritualidade apostólica de Afonso que não foi dualista, nem com duas finalidades. Segundo Afonso, a missão santifica o Redentorista, e a santificação dele está em prol da missão. Os dois elementos formam uma unidade em nossa vida redentorista.
  • 11.
    É necessário primeiroque esclareçamos qual foi esse projeto missionário original de Santo Afonso. Para podermos fazer isso, é necessário tocar no início de nossa congregação, o sonho, o começo carismático ou o projeto original de Afonso. Nossa fonte aqui será principalmente Padre Raponi C.Ss.R (1) 1 - Vinculação Apostolado e Vida Religiosa: o Ponto de vista de Santo Afonso ; Revista Confer, nº 103, p. 471- 483.
  • 12.
    PERGUNTAS PARA PARTILHA1 – Qual é o verdadeiro sentido das Constituições em sua vida Redentorista? 2 – Você considera as constituições como uma “regra de vida” – uma inspiração para captar a finalidade original de Afonso?
  • 13.
    AS REGRAS MAIS PRIMITIVAS DE AFONSO Nossa finalidade é para tentar redescobrir a intenção original, ou como diria Padre Raponi, “o intento original” de Santo Afonso. É fundamental que entendamos as circunstâncias concretas de nossa missão na Igreja e no mundo porque é impossível falar de nossa espiritualidade redentorista e reestruturação sem entendermos o projeto apostólico como foi pensado por Afonso. Em poucas palavras, segundo Afonso , A MISSÃO REDENTORISTA DETERMINA NOSSA ESPIRITUALIDADE E NÃO VICE-VERSA.
  • 14.
    1 -O ponto central da tese de Padre Raponi foi que Afonso nunca quis duas finalidades quando fundou nossa Congregação. Padre Raponi insiste que houve somente uma única visão global entre a espiritualidade, a missão , a vida consagrada, e a vida comunitária. “ VIDA APOSTÓLICA” A NOVA REGRA
  • 15.
    Não houve dualismo ou uma intenção dupla que infelizmente logo foi introduzido na Congregação por circunstâncias externas , isto é, pelas exigências da Cúria Romana , e por circunstâncias internas , isto é, por meio dos Capítulos até durante a vida de Afonso que de fato enfraqueceram a espiritualidade missionária de Afonso. Enfraqueceram o “intento único” de Afonso.
  • 16.
    A proposta de dois fins foi forçada em cima de quase todas as congregações especialmente depois do Concílio de Trento , isto é: Que o primeiro fim duma congregação religiosa é a santificação pessoal dos membros consagrados, e só depois vem o segundo fim, seu serviço caritativo ou apostólico na Igreja. um dualismo muito forte foi criado em quase todas as congregações ativas por causa dessa proposta de duas finalidades (nossa formação). A tese de Padre Raponi, que está aceita quase por todos, é que Afonso rejeitou essa visão tradicional Tridentina e introduziu algo totalmente novo e inovador.
  • 17.
    Santo Afonso fundoua Congregação para um serviço eclesial muito específico, isto é, “a evangelização dos mais abandonados”. Santo Afonso quis que seus confrades vivessem em comunidade e, unidos por votos simples, isto é, sem as obrigações e estruturas monásticas, para que eles pudessem realizar o “único intento” que foi apostólico e missionário . (Santo Inácio) Todos os documentos originais da Congregação falam desse ideal missionário que formou, então, a idéia central em torno da qual girou todo o restante de nossa vida redentorista (missão/ comunidade/ espiritualidade/ consagração/ formação/ governo: os cinco capítulos de nossa nova regra de vida falam desse fim apostólico)
  • 18.
    Afonso nunca faloude duas finalidades, mas somente do fim missionário que gera todas as outras exigências incluindo a santidade pessoal e comunitária dos confrades. Não é de surpreender que agora as novas constituições colocam no primeiro capítulo não a vida comunitária, nem a vida espiritual, nem a vida consagrada, mas sim nossa missão na Igreja e no mundo que deveria colorir toda o resto das constituições que guiam nossa vida redentorista.
  • 19.
    Isto não foipor acaso. Foi uma tentativa para recriar e refundar a intenção original de Afonso. Os peritos redescobriram a intenção original de Santo Afonso e ela foi fielmente re-escrita em nossas novas constituições e estatutos. Voltamos para uma fidelidade em tentar viver a intenção original de Afonso. Somos uma “comunidade apostólica” (animador e motor de toda nossa vida redentorista).
  • 20.
    PERGUNTAS PARA PARTILHA1 – Em sua formação inicial, esse conceito de “único intento” foi ensinado e praticado? Que a missão é a finalidade principal? 2 – Como podemos corrigir esse erro?
  • 21.
    As Regras MaisPrimitivas Que demonstram a Intenção original De Santo Afonso
  • 22.
    primeiro pedido deaprovação mandado ao Papa Bento XIV. Afonso explica que foi uma razão apostólica que o levou a reunir em trono de sua pessoa um grupo de seguidores . O primeiro documento que pode confirmar tudo isso foi o Supplex Libellus: confrades “ que vivem em comunidade em prol da missão”.
  • 23.
    "Santíssimo Padre! O sacerdote napolitano Afonso de Ligório com seus demais companheiros missionários, reunidos sob o título do SS. Salvador , em humilde súplica expõem o seguinte a vossa Santidade: Após muitos anos de exercício das missões como membro da Congregação das Missões Apostólicas, com sede na catedral de Nápoles, conhecendo o grande abandono em que jazem os pobres e principalmente os camponeses, em vastas regiões deste reino, desde 1732 uniu-se aos acima mencionados sacerdotes, seus companheiros, sob a direção de Mons. Falcoia, Bispo de Castellamare, para atender aos pobres camponeses espiritualmente mais abandonados, com missões, instruções e outros exercícios”. (veja “Supplex Libellus” p. XVII das C&E)
  • 24.
    ... “ Poristo, os autores deste pedido, desde então, entregaram-se às missões ajudando esta pobre gente, percorrendo os campos e lugares mais abandonados das seis províncias do reino de Nápoles. ”
  • 25.
    Afonso nem sereferiu à observância religiosa nesse pedido, mas colocou em destaque o carisma missionário como a razão do ser ou da essência da Congregação. Constituição cinco renovou essa idéia original de Afonso fielmente dizendo:
  • 26.
    “ A preferênciapelas condições de necessidade pastoral ou pela evangelização propriamente dita e a opção em favor dos pobres constituem a própria razão de ser da congregação na igreja e o distintivo de sua fidelidade à vocação recebida ” (Const. 5) Todas as outras exigências como espiritualidade, observância religiosa, consagração, formação e governo devem tirar seu sentido e força desse “intento único” e missionário de Afonso.
  • 27.
    No documento chamado “Ristretto”, um resumo das Regras da Congregação preparado para receber a aprovação de Roma, Afonso mesmo escreveu: “ O intento dos sacerdotes do Santíssimo Salvador é seguir o exemplo de nosso Salvador comprometendo-se principalmente a trabalhar nas povoações do campo mais desprovidas de auxílio espiritual.” [2] Não há uma segunda intenção nesse documento indicando a necessidade de primeiro procurar a santidade pessoal dos membros, e só depois exercer a missão. [2] Spic. Hist. Vol. 16, 1968, p. 57-58
  • 28.
    No documento chamado “Cossali”, última formulação enviada à Santa Sé, o projeto e intento único aparecem mais claro ainda: “ O fim deste Instituto é formar uma Congregação de Sacerdotes seculares que vivam em comum sobre o nome de Santíssimo Salvador sujeita à jurisdição dos bispos: o único intento será continuar o exemplo de nosso Salvador Jesus Cristo pregando aos pobres a Palavra de Deus como Ele disse de si mesmo: Evangelizare pauperibus misit me.” [3] [3] Spic. Hist. Vol. 16, p. 58-62.
  • 29.
    - Pormeio desses documentos podemos tranqüilamente concluir , como fizeram os próprios peritos e Capitulares, que o fim apostólico e missionário aparecem como o fim principal da CSSR, e a missão é a razão de ser dos Redentoristas. Santo Afonso foi claro: o “único intento” é missionário para evangelizar os abandonados e esse único intento deve organizar e fecundar todo o programa de nossa vida consagrada. Capítulos II e III das Constituições, que falam de nossa espiritualidade e consagração tiram seu sentido e força do primeiro capítulo que fala de nossa missão na Igreja e no mundo.
  • 30.
    CONCLUSÃO Não hádualismo : a missão leva os Redentoristas à santidade, e sua santidade necessariamente leva os confrades para um zelo missionário e uma missão específica: EVANGELIZAR OS POBRES. A RAIZ FUNDAMENTAL. A necessária raiz de reestruturação
  • 31.
    Perguntas para partilhaem grupos 1 – Você percebe o sonho original de Afonso que frisou a missão em primeiro lugar? 2 – Partilhe como sua (Vice) Província vive ou não vive esse fim único.
  • 32.
    O GRANDE ERROQUE FOI INTRODUZIDO NA CONGREGAÇÃO
  • 33.
    Infelizmente no pedidooficial apresentado por Padre Villani buscando a aprovação Papal, o esquema das duas finalidades apareceu pela primeira vez (Curia Romana; Bispo Falcoia) Pela primeira vez, a anotação de “perfeição evangélica” aparece junto com a finalidade missionária como se fossem intentos duplos e separados e não como foi a intenção original de Afonso. O texto disse: “ O fim do Instituto do Santíssimo Redentor não é outro que reunir sacerdotes seculares que vivem e trabalham com empenho em imitar as virtudes e os exemplos de nosso Redentor Jesus Cristo dedicando-se de maneira especial em pregar aos pobres a Palavra de Deus ” (4) 4 - Spic. Hist. Vol. 17, p. 68 - 69
  • 34.
    De repente o “único intento” parece agora dividido e fraco. Foi a Cúria Romana e, sem dúvida, a influência de Bispo Falcoia, que exigiram essa dupla finalidade porque essa foi a moda ascética e Tridentina desse momento histórico. Mas Afonso quis algo novo. Infelizmente, essas influências colocaram a congregação numa linha mais monástica do que apostólica que vai predominar na Congregação até nossos tempos e o Concílio Vaticano II. São Clemente e suas brigas com Roma e Nápoles foram sobre essa dupla intenção. Clemente continuou a intenção original de Afonso e, por isso, foi duramente criticado pelos dualistas.
  • 35.
    Em resumo: o texto de Afonso, que expressou desde o começo a primazia da experiência missionária , aparece agora debilitado por uma finalidade dupla e vaga. Um forte dualismo foi introduzido na Congregação como se nossa finalidade fosse duas coisas dualisticamente separadas e distintas: - em um lado foi a imitação do Redentor (intenção espiritual que exigiu muitas estruturas e práticas monásticas) - e por outro lado a salvação das almas (intenção missionária), mas, sem conexão entre as duas, portanto dualismo.
  • 36.
    Já no Capítulode 1764 o princípio dos dois fins está presente em todas as partes. Coitado Afonso!! “ Todo o Instituto tem dois fins: primeiro consiste em conseguir a própria santificação; o segundo, em conseguir a santificação das almas e o bem da Igreja”. (5) É bom saber que Afonso não assistiu em sua totalidade esse Capítulo. Até sua assinatura no fim do documento é uma forjadora. A constatação que “Afonso quis” enganou-nos por dois séculos. 5 - Constituzioni e regole della CSS.R , Roma, 1923, p. 2 )
  • 37.
    Infelizmente, com ainfluência de vários capítulos seguintes, essa dicotomia de duas finalidades levou a Congregação a distanciar- se do único intento de Santo Afonso. Qualquer um aqui com cabelos brancos que vivia e foi formado na velha regra antes do Concílio bem sabe dessa situação onde a formação frisou mais a vida espiritual como um fim exclusivo, e somente depois veio a missão (quase nunca deixou o seminário) Espiritualidade, em geral, foi reduzida à capela, e uma longa série de exercícios espirituais, e, logo depois, a gente trabalhou apostolicamente, mas como se fossem duas coisas separadas sem conexão
  • 38.
    Com isso, houveum dualismo confirmado por vários séculos em nossa congregação, e cuja falta foi agora devidamente reconhecida em nossos últimos capítulos gerais. Voltamos a perceber o “intento único” de Afonso.
  • 39.
    A santidade pessoale comunitária dos membros é procurada como uma exigência para fortalecer nossa ação missionária e não como um projeto individualista ou intimista. A vida de santidade voltou a ser submetida à unidade de nossa vida missionária. Todos nós somos missionários (Const. 55) ALGUNS EXEMPLOS NAS CONSTITUIÇÕES: 1 – vida comunitária: “lei essencial”: viver em comunidade e por meio da comunidade realizar o trabalho apostólico”. (Const. 21) 2 – vida comunitária: “as formas concretas dessa vida comunitária devem ser
  • 40.
    estabelecidas de acordocom as necessidades da evangelização e da caridade fraterna”. (Const. 22) 3 – vida espiritual: “Serão dóceis ao Espírito Santo que atua para conformá-los a Cristo... que os move interiormente à obra do apostolado ...” (Const. 25) 4 – Sagrada Escritura: “A Palavra de Deus é sustento e vigor para a Igreja ... tenham os Redentoristas assíduo contato com essa palavra ... para tornem-se apóstolos mais eficientes... ” (Const. 28) 5 – Eucaristia: “Encontram presente e vivem o Mistério de Cristo e da salvação humana na liturgia, sobretudo na Eucaristia... que é a fonte de toda a sua vida apostólica e de solidariedade missionária” .(Const. 29)
  • 41.
    6 – oração comunitária: “Porque é próprio dos Redentoristas ... reunir-se para orar em comum... que expressem a unidade dos confrades e promovem sua atividade missionária” (Const. 30) 7 – Santo Afonso: “ Terão em máxima conta seu “sentir com a Igreja” como válido critério de seu serviço missionário”. (Const. 33) A orientação da primazia da missão agora é clara. Voltamos para o “intento único” de Afonso.
  • 42.
    PERGUNTAS PARA PARTILHAVocê perceba a importância de um fim e não dois? O que significa para você?? Você percebeu como nossas novas constituições são “missão orientadas”? Abriu sua visão ou não sobre essa intenção original de Afonso?
  • 43.
    A VOLTA PARAA INSPRIRAÇÃO ORIGINAL DO FUNDADOR O Concílio Vaticano chamou todos os religiosos a voltarem para suas origens, raízes, e para a intenção original para redescobrir o carisma do fundador e, a partir daí, refundar a intenção original da Congregação. (6) 6 - Perfectae Caritatis, Nº 2 e 3
  • 44.
    O CAPÍTULO ESPECIALDE 1967-69 Esse momento de “experiência” para viver uma nova regra foi uma tentativa carismática para corrigir a velha orientação da regra e assumir o texto original de “Cossali” de novo que frisou a intenção única de Afonso. Foi redescoberto o carisma missionário como nossa razão de ser e como a intenção original de Santo Afonso. Todo o resto de nossa vida deve ser motivado agora pela missão e pelas exigências do dinamismo missionário.
  • 45.
    Com a voltaàs origens, o carisma e a espiritualidade redentorista deveria afastar-se definitivamente do perigo de dualismo que havia perturbado a harmonia da vida missionária em seu conjunto. É interessante notar como nossas novas Constituições falam de coisas que antigamente chamávamos de coisas puramente espirituais, como contemplação/ oração/ conversão, agora são considerados como meios para nos formar em melhores missionários e não para sermos santos.
  • 46.
    O CARISMA FUNDACIONALVOLTOU A SER 1 - nós assumimos uma vida apostólica (título geral das novas Constituições) 2 - para continuar, e não imitar, o exemplo do Santíssimo Redentor (“continuar” expressão original de Afonso) 3 - pregando a Palavra de Deus (intento único) 4 - aos pobres (os destinatários originais).
  • 47.
    A missão é a força que precisamos redescobrir e reintroduzir em nossa espiritualidade Redentorista. A missão unifica nossa vida e nos impele para a evangelização onde queremos dar a vida pela copiosa redenção e pregar em maneiras sempre novas. A missão é Cristo-cêntrica em sua espiritualidade – queremos continuar Cristo Missionário. As Constituições 52 a 54 expressam tudo isso perfeitamente e captaram os pensamentos originais de Afonso desde o nascimento da CSSR:
  • 48.
    “ A caridade apostólica , pela qual os Redentoristas participam da Missão de Cristo Redentor, constitui o princípio de unidade de toda a sua vida. Com efeito, por ela, de alguma forma, se identificam com Cristo que, por meio dele continua a cumprir a vontade do Pai, realizando a redenção dos homens”. (Const. 52)
  • 49.
    “ Sãouma só coisa a glória de Deus e a salvação do mundo, o amor para com Deus e o amor para com os homens. Por essa razão vivem os Redentoristas a união com Deus sob a forma de caridade apostólica e procuram a glória de Deus através da caridade missionária” ( Const.53). Eles viveram isso na radicalidade.
  • 50.
    “ Na verdadea vida comunitária está a serviço do apostolado. A continua conversão, que decorre da total entrega a Deus, aumenta a disponibilidade para o serviço dos outros. E os próprios votos religiosos, pelos quais se dedicam a Deus, necessariamente incluem e promovem nos congregados a dimensão apostólica”. (Const. 54) TUDO AGORA É MISSÃO ORIENTADA E NOSSA ESPIRITUALIDADE TIRA SUA FORÇA E AUTENTICIDADE DISSO.
  • 51.
    “ Se nossafé em Jesus Cristo se enfraquece , é difícil pedir à Congregação uma renovação em seu dinamismo missionário e em sua vida comunitária”. (2 ) Eu acho que podemos nos examinar esse ponto diante da questão de reestruturação. 2 - relatório, no. 1, pg. 7 Pe. Lasso C.Ss.R.
  • 52.
    PARA REZAR CONSTITUIÇÕES:1 – Supplex Libellus, pp. XVII-XXII 2 – Const. 1 3 – Const. 5 4 – Const. 47 5 - Const. 52 6 – Const. 53 7 – Const. 54 8 – Const. 55
  • 53.
    CAPÍTULO DE 1991RELATÓRIO DE PADRE LASSO AOS CAPITULARES Acho que é importante ver algumas colocações de Padre Lasso porque me parece que ele estabeleceu o espírito desse Capítulo e o tema para o sexênio. 1 - Padre Lasso diz: “Nas reuniões pre-capitular acentuou-se que a espiritualidade é fonte de nosso dinamismo missionário e alma de nossa comunidade apostólica. Entendo a palavra “espiritualidade” como um estilo de vida e uma maneira de ser, e não só como prática da oração em alguns momentos do dia”.
  • 54.
    2 - “Esteestilo de vida é continuação da própria vida de Cristo. O fim da congregação é “continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, na pregação da divina Palavra aos pobres.” (1) Mais uma vez, encontramos o intento original de Santo Afonso. Padre Lasso deu uma direção clara, se não um sinal dos tempos, para nós Redentoristas. “ Penso que o dinamismo apostólico é um critério para medir a autenticidade de nossa espiritualidade, e que a espiritualidade é também um critério para medir a autenticidade de nosso apostolado”. 1 - relatório, no. 1, pg. 6
  • 55.
    “ O Capítuloconstata na Congregação o perigo do “dualismo” entre apostolado e espiritualidade. Essa dicotomia conduz ou ao “ativismo” sem densidade espiritual, ou ao “espiritualismo” sem dinamismo missionário, dois comportamentos igualmente reprováveis”. (nº. 35). Eis nosso desafio hoje em dia.
  • 56.
    Padre Lasso centraliza nossa espiritualidade na escolha de Cristo como centro de nossa vida onde os redentoristas se esforçam por se unir sempre mais a Cristo em comunhão pessoal. (Const. 23) Sempre voltamos de novo para o tema Cristo-cêntrico de Santo Afonso. “Continuar Cristo” não é uma frase superficial; é a teologia central da espiritualidade redentorista. É algo efetivo; ele acontece por meio de toda uma vida de intimidade e conversão na pessoa de Cristo missionário.
  • 57.
    Nossa espiritualidade precisaser algo que nos leva para uma conversão efetiva na pessoa de Cristo Missionário, o Redentor da humanidade. “É Cristo quem vive EM MIM”. Todo esforço missionário começa e termina na contemplação de Cristo. (“é de máxima importância” Const. 31) Essa contemplação de Cristo é o ponto de saída de nossa espiritualidade-missão. Sem profunda intimidade com Cristo não podemos continuar Cristo na pregação extraordinária da palavra. Não podemos ser discípulos. Na regra mais primitiva escrito por Afonso que possuímos, Afonso pediu de seus co-irmãos três meditações por dia sobre a pessoa de Jesus Cristo e especialmente na tarde, a meditação sobre a Paixão de Cristo.
  • 58.
    Até durante aMissão, antes de iniciar os trabalhos, Afonso pediu que houvesse uma meditação em comunidade na Igreja. São Clemente continuou essa mesma dinâmica espiritual em São Benno. Foi nessa contemplação de Cristo Redentor que Afonso viu todo nosso crescimento em Cristo para podermos efetivamente continuar Cristo, sobretudo na pregação extraordinária da palavra Outro superlativo é que na vida dum Redentorista, a conversão é de “máxima importância” (CC. 40-42). Não qualquer conversão, mas conversão efetiva na pessoa do Santíssimo Redentor, Cristo Missionário.
  • 59.
    Mas essa contemplaçãonão é sobre qualquer assunto. É contemplação da pessoa do Santíssimo Redentor em seu mistério pascal de redenção: (precépio/ eucaristia/ paixão). (Const. 23)
  • 60.
    HOMILIA DE PADRETOBIN C.SS.R. - CAPÍTULO 1991 Padre Tobin disse o seguinte em sua homilia depois de sua eleição: “ Afonso, porém, haveria de nos lembrar que, se queremos viver em união com Cristo, encontraremos essa união na vocação a que fomos chamados. Ou seja, precisamente em nossa vocação de missionários redentoristas descobriremos a santidade e a espiritualidade que deverá guiar nossos passos. De outro modo iríamos acabar inutilmente frustrados.” (1) 1 - homilia após a eleição, no. III, pg. 3.
  • 61.
    “ Isto significaque a busca dos elementos de nossa espiritualidade Redentorista deve começar e acabar na inspiração de nossa vocação de missionários redentoristas. Devemos animar na fé o fato que fomos escolhidos por Cristo para uma missão específica em sua Igreja” . “ Nossas deliberações devem estar imbuídas pela caridade apostólica” (intento único). “ Devemos ter a humildade e a coragem para “viver em Cristo” como missionários redentoristas. Caso contrário iremos de mãos vazias aos pobres e mais abandonados” (2) 2 - homilia após a eleição, no. III, pg. 3.
  • 62.
    Mais uma vezfomos lembrados que há somente um “ intento original” de Santo Afonso. Não há dualismo . Intimidade com Cristo ou “viver em Cristo Jesus” só vai ter sentido vivendo nosso ser missionário. Os dois pólos formam uma mesma espiritualidade missionária. Um alimenta e dá vida ao outro.
  • 63.
    MENSAGEM DOCAPÍTULO GERAL DE 1997 Na mensagem dos capitulares aos confrades eles confirmaram o tema do intento único de Afonso. Gostaria citar algumas de suas colocações que questionam especificamente nossa espiritualidade missionária: “ A espiritualidade, o tema do sexênio, é ao mesmo tempo origem e fruto da missão . Qualquer ação missionária, que não brota de um profundo compromisso com Jesus, está destinada ao fracasso”. Afonso diria a mesma coisa: espiritualidade através de intimidade com Cristo nos impulsiona para a missão.
  • 64.
    ORIENTAÇÕES CAPITUALRES SOBREA ESPIRITUALIDADE E A MISSÃO 1 - Há dois elementos essenciais que precisam ser questionados sobre a escolha de trabalhos apostólicos numa Província: (podemos dizer conferência) A - a obra deve ser missionária B - deve ser uma pastoral extraordinária e não ordinária.
  • 65.
    Características dum “redentorista genuíno”, fornecidas nas novas constituições e capítulos recentes são: 1 - alguém que busca sua missão na forma de pregação extraordinária da palavra 2 - essa pregação é principalmente direcionada aos pobres mesmos 3 - essa missão é fortalecida pela união com a pessoa do Santíssimo Redentor por meio de contemplação e conversão efetiva na pessoa de Cristo Redentor dentro da estrutura duma comunidade apostólica.
  • 66.
    PERGUNTAS PARA PARTILHA– Você acha que ainda existe entre nós esse dualismo entre espiritualidade e missão? Como? – Você acha que foi formado nessa nova idéia da “intenção única” de Santo Afonso? – Nossas constituições são realmente uma guia de vida para nós? Como podemos animar o estudo-orante dessas constituições?