Expediente editorial
Diretor Geral
                                                                 Ordem social e
                                                                 progresso tecnológico
   Rafael Peregrino da Silva
   rperegrino@linuxmagazine.com.br
Editores
   Flávia Jobstraibizer
   fjobs@linuxmagazine.com.br




                                                                                                                                                        EDITORIAL
   Kemel Zaidan
   kzaidan@linuxmagazine.com.br                                  Qualquer governo que se preze tem como função primária a definição
Editora de Arte
   Larissa Lima Zanini
                                                                 de regras (legislação) e a normatização de procedimentos que garantam
   llima@linuxmagazine.com.br                                    sua correta execução. Em uma sociedade multiconectada como a atual,
Estagiário
   Felipe Brumatti Sentelhas                                     em que paulatinamente o desenvolvimento tradicional da Tecnologia da
   fsentelhas@linuxmagazine.com.br
                                                                 Informação e Comunicação recebe novos contornos, cedendo lugar ao
 Colaboradores
   Adalberto Nobiato Crespo, Alessandra Zoucas, Ange-
                                                                 trabalho colaborativo, com o uso mais disseminado dos padrões abertos
   la Alves, Aqueo Kamada, Celso Penteado de Barros,             e do compartilhamento de informações, tornam-se cada vez mais pre-
   Clenio F. Salviano, Corinto Meffe, Débora Reis, Giancar-
   lo Stefanuto, Jarbas Lopes Cardoso, Leonardo Bar-             mentes as demandas por soluções de TI que atendam às necessidades
   çante, Maiko Spiess, Marcello Thiry, Marcelo Pessôa,
   Marcius Fabius Henriques de Carvalho, Miguel Ar-              específicas das mais diversas instituições governamentais. A busca por
   gollo Junior, Márcia R. M. Martinez, Mario Jino, Pau-
   la Drummond de Castro, Paulo Marcos Siqueira Bue-
                                                                 alternativas já funcionais em determinado órgão da máquina estatal que
   no, Pérsio Penteado Pinto Martins, Sueli A. Varani.           possam ser utilizadas pela administração pública em geral é praticamente
Anúncios:                                                        compulsória, uma vez que leva à redução de gastos, minimiza a multi-
  Rafael Peregrino da Silva (Brasil)
  anuncios@linuxmagazine.com.br                                  plicidade de esforços e racionaliza a gestão dos recursos de informática.
  Tel.: +55 (0)11 3675-2600
                                                                    Por causa de um histórico de instabilidade econômica, hiperinflação,
   Penny Wilby (Reino Unido e Irlanda)
   pwilby@linux-magazine.com
                                                                 complexidade tributária e reserva de mercado de tecnologia, o parque tec-
   Amy Phalen (América do Norte)                                 nológico no Brasil desenvolveu, ainda nos anos 1980, instrumentos computa-
   aphalen@linuxpromagazine.com
                                                                 cionais próprios para evitar a derrocada de sua economia, o que garantiu um
   Hubert Wiest (Outros países)
   hwiest@linuxnewmedia.de                                       enorme avanço em serviços de automação bancária e governança monetária.
Diretor de operações                                                Com tanta tecnologia acumulada, não é de se estranhar que houvesse
   Claudio Bazzoli
   cbazzoli@linuxmagazine.com.br                                 várias iniciativas de compartilhamento de softwares desenvolvidos pelo setor
Na Internet:                                                     público desde esse período, algo que, entretanto, custou a se concretizar, devi-
  www.linuxmagazine.com.br – Brasil
  www.linux-magazin.de – Alemanha
                                                                 do a uma série de dificuldades administrativas e técnicas. Faltavam conceitos,
  www.linux-magazine.com – Portal Mundial                        normativas e estruturas adequadas que ensejassem o trabalho colaborativo
  www.linuxmagazine.com.au – Austrália
  www.linux-magazine.es – Espanha                                dentro da esfera governamental. Em 2005, entretanto, o Governo Federal
  www.linux-magazine.pl – Polônia
  www.linux-magazine.co.uk – Reino Unido                         licenciou a solução de inventário de hardware e software CACIC (Confi-
  www.linuxpromagazine.com – América do Norte
                                                                 gurador Automático e Coletor de Informações Computacionais), desen-
Apesar de todos os cuidados possíveis terem sido tomados
durante a produção desta revista, a editora não é responsável
                                                                 volvida pela Dataprev, sob a segunda versão da licença GPL em português.
por eventuais imprecisões nela contidas ou por consequências     Em pouco tempo, uma extensa comunidade de usuários, desenvolvedores
que advenham de seu uso. A utilização de qualquer material da
revista ocorre por conta e risco do leitor.                      e prestadores de serviço formou-se em torno da solução, o que assentou as
Nenhum material pode ser reproduzido em qualquer meio, em        bases para a definição do conceito de Software Público e para a sua materia-
parte ou no todo, sem permissão expressa da editora. Assu-
me-se que qualquer correspondência recebida, tal como car-       lização com o Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Seis anos depois,
tas, emails, faxes, fotografias, artigos e desenhos, sejam for-
necidos para publicação ou licenciamento a terceiros de forma    a publicação da Instrução Normativa nº 01, em 17/01/2011, dispõe sobre os
mundial não-exclusiva pela Linux New Media do Brasil, a me-
nos que explicitamente indicado.
                                                                 procedimentos para o desenvolvimento, a disponibilização e o uso do SPB.
Linux é uma marca registrada de Linus Torvalds.                  Hoje, mais de 50 soluções já foram disponibilizadas no Portal, há mais de
Linux Magazine é publicada mensalmente por:                      100 mil usuários cadastrados nele, bem como uma grande quantidade de
Linux New Media do Brasil Editora Ltda.
   Rua São Bento, 500                                            empresas cadastradas como prestadores de serviços para essas soluções –
   Conj. 802 – Sé
   01010-001 – São Paulo – SP – Brasil
                                                                 para algumas delas, são quase 200, espalhadas por todo o território nacional!
   Tel.: +55 (0)11 3675-2600                                        O Software Público está capacitando digitalmente órgãos governa-
Direitos Autorais e Marcas Registradas © 2004 - 2011–:
Linux New Media do Brasil Editora Ltda.
                                                                 mentais e empresas públicas e privadas em todo o país, servindo de
Impressão e Acabamento: RR Donnelley
Distribuída em todo o país pela Dinap S.A.,
                                                                 instrumento de consolidação da ordem social nos municípios aonde
Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo.                chega e trazendo efetivamente progresso tecnológico aos mais distan-
Atendimento Assinante
                                                                 tes rincões do Brasil. Com isso, o SPB faz valer o mote estampado na
www.linuxnewmedia.com.br/atendimento
São Paulo:      +55 (0)11 3675-2600                              bandeira da nação e torna o futuro cada vez mais presente! E esta edi-
Rio de Janeiro: +55 (0)21 3512 0888
Belo Horizonte: +55 (0)31 3516 1280                              ção especial da Linux Magazine pretende fornecer a você, leitor, os
ISSN 1806-9428                            Impresso no Brasil     subsídios para se tornar um partícipe dessa (r)evolução. Aproveite! ■

                                                                 Rafael Peregrino da Silva
                                                                 Diretor de Redação



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                                         3
Linux Magazine Especial #06
ÍNDICE




                                                                                        INTRODUÇÃO
                                                                                        O Software Público Brasileiro                                      28
                                                                                           O Portal do Software Público Brasileiro é uma
                                                                                           iniciativa pioneira do Governo Federal que já serve
                                                                                           de modelo para outros países do mundo.



             CAPACIDADE DE PROCESSOS
             Melhoria de serviços no Software Público Brasileiro               30
               Conheça o Modelo de Capacidade de Processos
               para Prestação de Serviços do SPB..


                                                                                        DESENVOLVIMENTO
                                                                                        Boas práticas para desenvolvimento de software                     32
                                                                                           É necessário seguir uma dinâmica eficiente de desenvolvimento
                                                                                           de soluções colaborativas para o Software Público Brasileiro.




             PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO BRASILEIRO
             Análise das soluções                                                                                                                          34
               Análise de todas as soluções disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro para você e para sua empresa.




         4                                                                                                                            www.linuxmagazine.com.br
LICENÇAS
Se a liberdade é vantajosa, adote-a de imediato!                  06
   A Licença Pública de Marca oferece uma alternativa para que marcas
   de produtos e serviços possam ser usadas e reproduzidas de forma
   mais livre, promovendo com maior vigor a atividade econômica.



                                                                        ENTREVISTA
                                                                        Tecnologia à brasileira                                       08
                                                                          O Portal do Software Público devolve para a sociedade
                                                                          brasileira os investimentos com o desenvolvimento
                                                                          de software despendidos pelo poder público.




GOVERNO ELETRÔNICO
As fronteiras do e-Gov no Brasil                                  11
   Ecossistemas digitais como ferramenta para
   aprendizagem da e-cidadania.




                                                                        QUALIDADE
                                                                        5CQualiBr                                                     16
                                                                          Um ambiente de produção colaborativa e compartilhamento
                                                                          de conhecimentos sobre qualidade de software.




GOVERNO ELETRÔNICO
4CMbr                                                             18
   Os programas disponibilizados no portal do Software Público
   Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de
   pequenos municípios, que começam a abandonar antigos métodos
   de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade.




                                                                        INTEROPERABILIDADE
                                                                        Interoperabilidade semântica                                  26
                                                                          Os desafios e obstáculos na implementação de padrões que
                                                                          propiciam a interoperabilidade em sistema computacionais.




TESTES
Piloto de testes                                                  20
   Executar o software e encontrar erros, antes dos usuários.




                                                                        CASOS DE SUCESSO
                                                                        A Roda – versão 2.0                                           23
                                                                        Tecnologia a serviço do social                                24
                                                                        Vitrine de software                                           25




Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                                5
CORPORATE | Licença Pública de Marca




                                                         Se a liberdade é
CORPORATE




                                                       vantajosa, adote-a
                                                            de imediato!
                                                                                 A Licença Pública de Marca oferece uma
                                                                               alternativa para que marcas de produtos e
                                                                              serviços possam ser usadas e reproduzidas
                                                                                    de forma mais livre, promovendo com
                                                                                        maior vigor a atividade econômica.
                                                                                                 por Leonardo Barçante




                L
                        ançada no final de 2010, em    de suas atividades, com as devi-      ponibilização e a comercialização
                        Brasília, pela Secretaria de   das garantias de uso. E existem       da marca mais permissiva. A LPM
                        Logística e Tecnologia da      muitos casos em que esse tipo de      tem como principal objetivo legal
                Informação, a Licença Pública de       associação é interessante para os     proteger a marca dos softwares que
                Marca (LPM), representada gra-         dois lados.                           são ofertados no Portal do Software
                ficamente por um ‘R’ invertido,           Nessa entrevista, o coordenador    Público Brasileiro (Portal SPB) e
                é fruto de uma criação coletiva,       do Portal Software Público, Corin-    também as instituições que quise-
                em debate aberto com a sociedade       to Meffe, explica o que é e como      rem utilizar a marca pública em
                brasileira. Seu objetivo não é criar   surgiu a LPM, além das mudanças       suas ações empresariais, coopera-
                conflito com a propriedade das mar-    que ela pretende incentivar na        das ou colaborativas.
                cas, mas oferecer uma alternativa      economia. A primeira versão da           LM » Qual a importância dessa
                de licenciamento que autorize o        licença encontra-se disponível no     Licença para o universo do Soft-
                seu uso, com a devida autorização      endereço [1]. Acesse, conheça e       ware Público?
                do proprietário.                       participe de sua evolução.               CM » A criação da LPM estava
                   Imagine uma empresa que pos-           Linux Magazine » O que é a Li-     prevista desde a fase inicial do
                sui um portifólio de serviços re-      cença Pública de Marca (LPM)          modelo do software público. Ela
                lacionados a diversos produtos de      e qual sua função?                    tem importância por fazer parte
                outras corporações. Se as marcas          Corinto Meffe » Trata-se de um     da essência do modelo. Entre-
                desses produtos estiverem sob a        modelo de licença, que é algo         tanto, percebemos que seu uso
                LPM, o prestador poderá utilizá-       previsto na legislação de Marcas e    imediato seria um impacto mui-
                las para a descrição e divulgação      Patentes, para tornar o uso, a dis-   to grande para o ecossistema e


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Licença Pública de Marca | CORPORATE




poderia afastar os parceiros do
setor privado. Esperamos então                 A sociedade ainda convive com o modelo
que o software público aumen-                 mental do “proibido”. Precisamos migrar
tasse a sua maturidade. Em 2009
já percebíamos a consolidação do              mentalmente para o “permitido”.
modelo do software público, em
decorrência do aumento do nú-
mero de soluções disponibilizadas                LM » Quais são os principais           LM » A primeira versão da LPM
e das oportunidades de negócios               avanços para os agentes envolvi-       está aberta para discussão com
no mercado. Nesse mesmo ano                   dos no que se refere ao processo       a sociedade, para aprimoramen-
então começamos a preparar a                  de uso, distribuição e comerciali-     to. Quais os procedimetos para
estrutura da LPM.                             zação da marca associada?              participar desse debate? E qual
   LM » O que muda com a che-                    CM » Possibilitamos o funciona-     a expectativa para a evolução
gada dessa licença?                           mento de um modelo ganha-ganha.        dessa licença?
   CM » São várias mudanças, mas              Mas não adianta um processo ganha-        CM » A primeira versão da LPM
a percepção de sua aplicação pela             ganha que é empurrado somente          já foi construída com a participa-
sociedade ainda será lenta. As                por um dos lados do modelo de ne-      ção das pessoas. Fizemos durante
pessoas estão acostumadas com a               gócios – neste caso o desenvolvedor    quatro meses uma discussão orga-
proibição de se usar uma marca                do software. A intenção justamente     nizada no próprio Portal SPB. Mais
sem que exista uma autorização do             é que todos os agentes do ecossiste-   de 1000 pessoas participaram. Va-
detentor da mesma, pois o modelo              ma de produção, comercialização        mos esperar o amadurecimento da
tradicional nos impede de usá-la              e uso do software percebam que a       LPM para fazermos uma consulta
sem autorização de quem possui                marca pública é um patrimônio          pública futuramente. A LPM tem
sua propriedade. Então quando                 de todos. Os avanços serão perce-      sua primeira estrutura, mas certa-
se proporciona a liberdade de                 bidos conforme a comunidade vai        mente vai precisar ser aprimorada.
uso, de distribuição e comercia-              se apropriando da marca.               Vamos verificar o impacto do seu
lização, existe um tempo natural                 LM » O que significa o “R” inver-   uso, se conseguimos alcançar nos-
para acomodação.                              tido? É um símbolo internacional?      sos objetivos e depois ajustarmos
   LM » Quais são as expectativas                CM » A letra “R” invertida foi      uma nova versão.
em torno da LPM?                              uma ideia copiada da criação do           LM » Você gostaria de dizer algo
   CM » A principal é que seja in-            Copyleft, que adota a letra “C”        que ainda não tenha sido abordado
centivada a concorrência no mer-              (de Copyright) ao contrário. Se-       nas perguntas anteriores?
cado e que as empresas públicas e             guimos a mesma lógica para o “R”          CM » Embora a LPM esteja des-
privadas se apropriem destas mar-             de marca registrada, invertendo a      crita na Instrução Normativa do
cas em seu portfolio de serviços.             letra e informando que se trata de     Software Público, a IN 01/2011, o
O aumento da concorrência tem                 um uso mais permissivo da marca.       que pode trazer a sensação que deva
ocorrido de forma muito tímida,               Não é um símbolo internacional.        ser aplicada somente para o software
pois o empresário ainda se recente            Na verdade foi uma criação em          público, ela pode ser usada para
de divulgar uma marca que não é               nossa “Terra Brasilis”.                qualquer segmento econômico que
sua e o gestor público de incor-                 LM » Por que os primeiros a         tenha interesse em construir uma
porar um projeto que não é de                 receber a licença não foram soft-      licença mais permissiva para seus
sua autoria. A incorporação no                ware públicos?                         produtos ou serviços, mesmo que seja
portfólio será um grande impacto                 CM » Estamos priorizando as         em outros setores da economia. A
para o mercado. Veja, ninguém                 soluções desenvolvidas pelo setor      criatividade poderá encontrar outras
coloca um produto Microsoft(R)                privado. São estas que deixam mais     aplicações para a LPM. ■
em sua carteira de serviços sem               desconfortável o próprio setor, em
autorização prévia da empresa                 decorrência do nível de concor-
ou de sua rede de parceiros. A                rência no mercado. Para as mar-
                                                                                      Mais informações
sociedade ainda convive com o                 cas do setor público, vamos fazer       [1] Licença Pública de
modelo mental do “proibido”.                  uma rodada de negociações com               Marca: http://www.
Precisamos migrar mentalmente                 o INPI e verificar qual o caminho           softwarepublico.gov.br/lpm
para o “permitido”.                           mais adequado.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                    7
ENTREVISTA | Delfino Natal de Souza




                                                                                                        Entrevista Delfino Natal de Souza
ENTREVISTA




                                                                           Tecnologia à
                                                                              brasileira
                                                                                                    O Portal do Software Público
                                                                                                        devolve para a sociedade
                                                                                                  brasileira os investimentos com
                                                                                                  o desenvolvimento de software
                                                                                                 despendidos pelo poder público.




                    Linux Magazine » Como surgiu o         demanda reprimida da sociedade. Em         Peru, Chile, Cuba, Costa Rica, México,
                 Portal do Software Público?               pouco tempo, após a liberação da so-       África do Sul, Gana, Angola e Portugal.
                    Delfino Natal de Souza » O Portal do    lução, formou-se uma extensa comu-         Em julho de 2010, em reunião realiza-
                 SPB foi criado por iniciativa do Minis-   nidade de usuários, desenvolvedores e      da pelo Centro Latino-Americano de
                 tério do Planejamento e disponibiliza-    prestadores de serviço. Desde então, o     Administração para o Desenvolvimento
                 do em abril de 2007, com o objetivo       Portal do Software Público se tornou       (CLAD), que conta com a associação de
                 de compartilhar softwares entre os ór-    um ambiente destinado não apenas aos       21 países ibero-americanos, o conceito
                 gãos do governo e a sociedade. Tudo       órgãos públicos, mas a qualquer pessoa.    de software público alcançou consenso
                 começou em 2005, com o primeiro              LM » Quais os números do Por-           entre 18 países.
                 software livre a ser compartilhado,       tal (número de desenvolvedores,                LM » Por que criar o conceito de
                 conforme prerrogativas da Lei do Di-      inscritos etc)? Até onde o Portal já       software público? Em que ele se difere
                 reto Autoral, da Lei do Software e de     conseguiu chegar?                          do conceito de software livre?
                 uma resolução do Instituto Nacional          DNS » Desde o seu lançamento até            DNS » O conceito de software públi-
                 de Propriedade Intelectual (INPI). O      agora, o Portal SPB teve um crescimen-     co surgiu em 2001 como uma estratégia
                 Cacic (Configurador Automático e Co-      to de mais de 1.000%. Isso em apenas       que propunha a sinergia dos esforços
                 letor de Informações Computacionais)      quatro anos de existência. Os números      realizados por todos os entes públicos
                 veio para atender demandas internas       revelam que a sociedade entendeu o         para obter escala, reduzir e ratear custos,
                 do governo. Entretanto, a rapidez com     ecossistema do SPB e viu que a ne-         aumentar a rapidez e a produtividade,
                 que a solução foi adotada em todos os     cessidade desse compartilhamento é         evitar duplicação de esforços, recu-
                 setores da economia, proporcionada        vital para o crescimento tecnológico e     perar recursos, racionalizar a gestão,
                 pela sua rápida distribuição, fez com     para a prestação de serviços com mais      eliminar ociosidade e alcançar muitos
                 que, em menos de um ano, fosse cria-      qualidade. No mês de abril de 2011, o      outros benefícios. Essa estratégia visava
                 da uma rede de prestadores de serviço     portal chegou a marca de mais de 100       a integração das empresas e dos agentes
                 para o Cacic, em todos os estados. Aos    mil usuários válidos cadastrados, mais     privados com os sistemas estatais. Assim,
                 poucos, a sociedade começou a assumir     de 50 softwares públicos disponibiliza-    haveria interesse dos agentes privados
                 um papel dinâmico no processo de de-      dos, mais de 500 prestadores de serviços   que não tinham condições de realizar
                 senvolvimento do software, propondo       cadastrados e mais de 40 parceiros. O      uma gestão da tecnologia em adotar
                 alterações. Percebeu-se que o progra-     portal já foi apresentado para países      um padrão aberto e econômico, com
                 ma, na verdade, estava atendendo uma      como a Argentina, Paraguai, Venezuela,     o estado como principal parceiro.


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Delfino Natal de Souza | ENTREVISTA




   Partindo disso e da demanda repri-         Existem soluções que são de interesse       Elencamos as seguintes soluções como
mida da sociedade de compartilhar             da administração pública e, de alguma       as mais importantes, devido a quanti-
soluções, surge a ideia de tratar o soft-     forma, resolvem problemas comuns a          dade de membros na comunidade, a
ware como um bem público, que é               diversos órgãos do setor público. Outras,   participação dos membros no processo
justamente criar um conjunto de ser-          além de atender demandas do gover-          de melhorias, a quantidade de insta-
viços que devem ser estruturados antes,       no, também podem servir para resolver       lações: Cacic, SGD, Ases, Geplanes,
durante e depois da liberação de um           necessidades da sociedade.                  Ginga, I-Educar, Educatux, Cocar,
software, com base nas prerrogativas              O que se percebe nos últimos anos       I3Geo, e-Proinfo e e-Cidade.
legais e administrativas do país.             é que algumas soluções de interesse de         LM » Como prefeituras e outros ór-
   Esse conjunto de prerrogativas faz         uma determinada instituição pública já      gãos públicos podem tirar proveito dos
com que, primeiro, seja adotada uma           foram desenvolvidas por algum outro ór-     softwares disponibilizados no Portal?
licença não restritiva para a sociedade;      gão. Ou seja, boa parte das necessidades       DNS » As prefeituras e órgãos públicos
segundo, o software não seja tratado so-      por soluções informatizadas podem ser       podem revigorar a administração pública
mente do ponto de vista tecnológico,          atendidas pelos sistemas já desenvolvidos   e substituir os métodos antigos de traba-
mas também na dimensão de política            pelo próprio setor público e, em função     lho por um modelo de gestão mais efi-
pública e pelo elenco de serviços presta-     da legislação corrente, sabe-se que o       ciente e de qualidade. O objetivo desta
dos ao cidadão, a partir do uso comum         software desenvolvido por instituições      política é oferecer à União, aos estados e
desse bem. A Instrução Normativa Nº           de direito público é por natureza um        aos municípios ferramentas capazes de
01 de 17 de janeiro de 2011, que dispõe       bem público. Desse modo, ao realizar        aperfeiçoar a gestão pública, reduzindo
sobre os procedimentos para o desen-          o compartilhamento de tais soluções,        custos com licenças e aquisições de soft-
volvimento, a disponibilização e o uso        a administração pública economiza e         wares proprietários. As prefeituras podem
do Software Público Brasileiro, tem           consegue reduzir os gastos de recursos      acessar o 4CMBr [1], uma comunidade
as seguintes premissas: “existência de        públicos, pois os outros órgãos poderão     dedicada aos municípios brasileiros que
uma versão suficientemente estável            utilizar o mesmo sistema livremente, sem    disponibiliza diversos programas para a
e madura do software que possibilite          ter de pagar novamente pela solução.        administração pública. Estes programas
a sua instalação e utilização em um               LM » E quanto a licença pública         podem ser utilizados e adaptados às ne-
ambiente de produção”, “existência de         de marca? Por que foi necessário criar      cessidades de cada um, reduzindo custos
um manual de instalação que contenha,         uma licença própria? Como está sen-         na aquisição de soluções informatizadas
no mínimo, as informações elencadas           do a adoção dela?                           e na inteligência dos sistemas, que ficam
no Anexo I desta Instrução Normati-               DNS » A Licença Pública de Marca        com a administração.
va e que permita ao usuário instalar o        (LPM) nada mais é do que o registro da         LM » Qual é o nível de adoção do
software sem o auxílio do ofertante de        marca do software. Ela foi criada para      software público, hoje, no Brasil?
SPB”, “fornecimento do código-fonte do        estabelecer uma identidade única entre         DNS » Os softwares públicos são uti-
software” e “fornecimento de todos os         o nome, a marca, a documentação e           lizados em diversas regiões do país, seja
scripts necessários à correta instalação e    o código-fonte do software. Uma LPM         em capitais ou municípios mais longín-
utilização do software, tais como scripts     pode ser identificada se a marca do soft-   quos, como é o caso de Uiramutã, em
de configuração e scripts de banco de         ware contiver o “R” invertido. Há uma       Roraima, o município mais setentrional
dados, entre outros.”                         necessidade de cuidar da propriedade        do Brasil. Os órgãos da administração
   LM » Qual a importância do soft-           intelectual da marca e do nome da so-       pública federal, estados, municípios,
ware público para o governo, os desen-        lução a ser disponibilizada junto com       profissionais da saúde, escolas, univer-
volvedores e o cidadãos vistos como           o licenciamento. A licença GPL consi-       sidades, comércios locais, bancos, força
um todo?                                      dera o escopo do código, como define a      militar, institutos de pesquisa, empresas
   DNS » A manifestação expressa do           Lei do Software, mas o nome e a marca       públicas, empresas privadas e até cida-
interesse público no software. Além da        são tratados pelo ramo da propriedade       dãos são os usuários desses softwares e
combinação de requisitos tecnológicos,        industrial. A intenção é tratar o nome      eles nos relatam os seus casos de sucesso
o software deve se fundar na ampliação        da solução, a marca e o código em um        com o uso dessas ferramentas.
de “consumo” da população, em que             processo de liberação uniforme.                LM » Será que o Portal conseguirá
a solução a ser disponibilizada atenda            LM » Quais são as principais solu-      unir diferentes instâncias governamen-
a demanda da sociedade. Ao satisfazer         ções do Portal do Software Público?         tais, em torno de soluções que padro-
as necessidades sociais, o setor público          DNS » Algumas tiveram mais impor-       nizem serviços públicos essenciais, de
beneficia a população e é beneficiário        tância no ecossistema do SPB, mas isso      forma a facilitar a vida do cidadão e
do modelo de produção colaborativa.           não diminui ou desmerece as outras.         tornar mais eficiente a gestão pública,


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                            9
ENTREVISTA | Delfino Natal de Souza




     independentemente de partidos ou             uso, conforme Instrução Normativa nº            DNS » O Portal hoje é considerado
     gestões específicas?                         4, onde se regulamenta o processo de        como uma rede colaborativa que permite
        DNS » O Portal já o faz e provoca         aquisição de hardware e software. Ou        a acumulação de capital tecnológico-
     também o combate ao monopólio                seja, ao invés do poder público adqui-      informacional pelos órgãos e indivíduos
     e à formação de cartéis para venda           rir licenças ou pagar pelo desenvolvi-      que o utilizam; viabiliza a implementa-
     de licenças de software, já que os           mento de um software, ele deve checar       ção e uso do modelo de licenciamento,
     softwares disponibilizados tinham            primeiro se existe alguma solução que       permitindo que as soluções de software
     licenças livres e não precisavam             atenda às suas necessidades no Portal       sejam oferecidas para órgãos e até para
     passar por licenciamento;                    do Software Público. Caso haja, ele         cidadãos, o que reforça a política pú-
        ➧ A disseminação do conhecimento          deve preferir a sua utilização em detri-    blica de uso de software livre.
     técnico e científico dentro do Brasil,       mento dos demais softwares, além de             LM » O que são as comunidades
     ampliando a soberania nacional frente        contar com uma rede de prestadores          4CMBr e o 5CQualiBr?
     a fornecedores únicos transnacionais.        de serviço, evitando a dependência de           DNS » Primeiramente, é necessário
        ➧ Maior transparência de softwares.       um único fornecedor.                        definir o que é 4C. Seu significado é
     Através do uso de software público com           ➧ O contato com mais de 100 mil         Comunidade, Conhecimento, Cola-
     código aberto, os sistemas podem ser         usuários, entre representantes do go-       boração e Compartilhamento. Assim,
     auditados e pode ser verificada a segu-      verno, desenvolvedores, prestadores de      o 4CMBr é o grupo de interesse dos
     rança dos softwares governamentais;          serviços e usuários de software público.    municípios brasileiros com temas vol-
        ➧ A abertura de possibilidades para           ➧ Acesso a um ambiente gratuito que     tados para si. O Grupo 4CMBr é um
     unir diferentes países em torno do projeto   proporciona recursos para o comparti-       ambiente estruturado para auxiliar o
     de software público para buscar soluções     lhamento de código-fonte, o registro e      desenvolvimento de tais municípios,
     para os serviços públicos essenciais e       acompanhamento de defeitos de código,       estimulando uma nova tendência de
     trocar experiências e informações com        fórum, chat, agenda da comunidade,          oferta de softwares de gestão para pre-
     especialistas de fora do Brasil;             wiki, documentação, repositório de ar-      feituras, incluindo informações im-
        ➧ Interesse das instituições públicas     quivos, perguntas frequentes, registro      portantes para a administração, além
     em disponibilizar soluções informati-        de prestador de serviços.                   de contar com casos de sucesso, am-
     zadas para outros entes públicos e de            ➧ Possibilidade de concorrer a prê-     biente de demonstração das soluções
     desenvolvê-las de forma colaborativa;        mios anuais e de participar de entre-       e agenda de eventos. Atualmente, o
        ➧ A necessidade de atender às ques-       vistas, congressos e eventos ligados ao     Grupo 4CMBr possui mais de dois
     tões legais que assegurem a disponibi-       Software Público e ao governo.              mil membros. O 5CQualiBr, além
     lização de soluções pela administração           LM » O que é preciso para ingres-       de contar com o significado do 4C,
     pública e pelo administrador ;               sar no Portal?                              possui o outro C, de Confiança. É um
        ➧ O fim da preocupação do gestor              DNS » Apenas um e-mail válido. O        ambiente digital destinado a evolução
     público com o amparo legal para ado-         cadastro no Portal do Software Público      da qualidade dos softwares públicos.
     tar licenças livres e dar o tratamento       é permitido a todos, incluindo os ór-           LM » Quais são os desafios futuros
     adequado ao bem público software;            gãos, empresas, estudantes e cidadãos       e onde o Portal pretende chegar?
        ➧ O responsável técnico preocupa-         comuns, de forma simples, e gratuita.           DNS » Para o futuro, está prevista a
     do com a continuidade dos projetos           Basta acessar a página www.softwarepu-      criação do Portal do Software Público
     (linha da vida) e com o modelo de            blico.gov.br e clicar em Cadastre-se,       Internacional – SPI. O SPI terá o obje-
     gestão da cooperação;                        informando os dados solicitados. Será       tivo de melhorar a experiência brasileira
        ➧ Crescimento contínuo da quanti-         enviada uma mensagem de confirma-           ao reunir o conhecimento produzido
     dade de parceiros;                           ção para o e-mail informado, contendo       em vários países, principalmente no
        LM » Quais são as vantagens que o         um link de ativação da conta. Após essa     setor público. Além disso, espera-se que
     Portal pode oferecer aos softwares que       validação, é possível acessar as informa-   o portal continue gerando empregos,
     passam a fazer parte da iniciativa?          ções dos softwares, fazer downloads e       conhecimento, troca de experiências e
        DNS » Os softwares se tornam um           participar das comunidades.                 a aproximação entre o setor público, o
     bem público e contam com as seguin-              LM » As comunidades são algo            setor privado e o cidadão brasileiro. ■
     tes vantagens, recursos e benefícios:        muito importante dentro de qualquer
        ➧ A preferência pelo software pú-         projeto de software de código aberto.        Mais informações
     blico. Na administração pública, ao          Qual é a participação das comuni-            [1] Comunidade 4CMBr: http://
                                                                                                   www.softwarepublico.
     instalar um software, aquele que for         dades dentro do projeto do Portal do
                                                                                                   gov.br/4cmbr/
     público tem preferência na adoção e          Software Público?


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As fronteiras do e-Gov no Brasil | COMUNIDADE




                                                                                                   Governo-eletrônico brasileiro




                                                                                                                                          COMUNIDADE
                                                       As fronteiras do
                                                       e-Gov no Brasil
                                                                                     Ecossistemas digitais como ferramenta
                                                                                         para aprendizagem da e-cidadania
                                                                                        por Giancarlo Stefanuto, Angela
                                                                                              Alves, Paula Drummond de
                                                                                                  Castro e Maiko Spiess




E-gov e o estímulo                            (CGI) [1], foram apontados os            percepção de que usar a Internet
                                              diversos limitantes para a dissemi-      para se relacionar com o governo
à e-cidadania                                 nação do e-Gov no País. Como era         é algo complicado. Ou seja, em
A implementação de programas                  de se esperar, problemas estruturais     sua maior parte, os limitantes não
de governo eletrônico (e-Gov) no              como o acesso à banda larga e a          se referem às condições para aces-
Brasil avança rapidamente e a imi-            computadores apareceram como             so como antes, mas à qualidade da
nência da superação (ainda que                alguns destes limitantes, porém          interação com o ambiente. Estes
não integralmente) de problemas               foram citados por apenas 18 e 17%        limitantes parecem antes refletir
estruturais como o acesso à banda             dos entrevistados, respectivamente.      a dificuldade do usuário em con-
larga pela população, a dissemina-            Percebe-se que os investimentos          fiar nas ferramentas, entendê-las e
ção da cultura digital, dentre ou-            estatais para a inclusão digital e a     sentir-se próximo dos objetivos que
tros, lançam reflexões a respeito de          crescente diminuição do custo de         nortearam sua implementação do
sua absorção e a formação efetiva             hardware já se fazem sentir.             que com a sua limitação tecnológica.
de uma e-Cidadania.                              Na pesquisa, os principais limi-         Para superar este distanciamento,
   Em que medida os programas,                tantes citados foram a preocupação       a pesquisa sugere que “os aplicativos
ferramentas, plataformas, serviços            com a segurança dos dados (39%),         e-Gov têm de ser simples, intuiti-
etc. de e-Gov estimulam e formam              dificuldade de encontrar os servi-       vas e até mesmo lúdicas, a fim de
uma atitude de e-Cidadania? Quais             ços que precisa (29%) e pequeno          favorecerem aqueles com pouca
são os principais fatores que limi-           retorno para as solicitações de in-      familiaridade do uso da Internet.
tam essa nova postura do cidadão?             formações (28%). Aparecem ainda          Nesse sentido, um parâmetro de
   Em estudo recente do Comitê                fatores como a dificuldade de saber      aplicação amplamente disseminado
de Gestão da Internet no Brasil               se a solicitação foi processada e a      e que cresce ano após ano, são os


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                          11
COMUNIDADE | As fronteiras do e-Gov no Brasil




     aplicativos voltados às redes sociais,          mitantes para a disseminação e uso      dos cidadãos têm acesso à internet,
     especialmente os sites de relacio-              de e-Gov são muitas vezes pontos        embora, destes, 66% têm acesso à
     namento, pois proporcionam um                   de resistência à introdução destes      banda larga. Não está se descon-
     uso amplamente inclusivo, tanto                 novos modelos, mais horizontais,        siderando ainda a grande barreira
     para as camadas desfavorecidas                  com nova distribuição de papéis e       de acesso à Internet, porém, como
     da população, quanto para pessoas               de poderes.                             essas fronteiras para o livre acesso
     com níveis de escolaridade inferio-                Por outro lado, a formação deste     à banda larga devem ser logo atin-
     res, além de incluírem indivíduos               e-Cidadão também pode não estar         gidas e a telefonia celular avança
     nos extremos do espectro etário                 tão longe. As redes sociais já desem-   rapidamente em direção aos serviços
     (crianças e idosos).”                           penham um importante papel na           disponibilizados na Web, estamos
        Mas são as redes sociais e novas             expressão e mobilização popular,        deslocando o foco para os gargalos
     ferramentas da Internet suficientes             estabelecendo assim, uma nova           que estão rapidamente se tornando
     para promover uma maior aproxi-                 cultura de uso, cujos resultados        críticos para a eficácia dos sites,
     mação do cidadão? São capazes de                emergem, algumas vezes, de ma-          enquanto mobilizadores dos cida-
     promover um processo de apren-                  neira imprevista e descentralizada.     dãos. E estes fatores também são
     dizagem pessoal e coletivo a partir             Vivemos um momento em que a             críticos para a própria escolha e/
     da interação com as ferramentas e               expressão da cidadania é crescente      ou desenvolvimento de tecnologia.
     redes de usuários?                              em ambientes virtuais. Isto nos traz       Os aspectos levantados pela pes-
        Embora pareça ser uma tendên-                questões como: quais seriam os fato-    quisa do Comitê Gestor da Internet
     cia natural, a ocorrência de um                 res limitantes ou potencializadores     (CGI) no Brasil, alinhados aos de
     processo de automação de muni-                  da interatividade e aprendizagem        outras pesquisas, reforçam o argu-
     cipalidades, de governos estaduais              coletiva em ambientes de e-Gov?         mento da importância de fatores
     etc. e a ampliação da participação              O que limitaria o desenvolvimen-        extratecnológicos. Recentemente,
     do cidadão em novos serviços, no                to da e-Cidadania neste ambiente?       um estudo de José Antonio Gomes
     planejamento e acompanhamento                   Em que medida a tecnologia é um         de Pinho para a Revista de Admi-
     dos atos governamentais de maneira              fator-chave?                            nistração Pública, sobre avaliação
     generalizada pode ainda ser uma                                                         de sites de e-Gov, apontou que:
     realidade distante.
        Há uma cultura de interação
                                                     O problema não                             “O que se observa é que os por-
                                                                                             tais, de uma maneira geral, têm
     a ser criada, que envolve, dentre               é a tecnologia                          recursos tecnológicos adequados,
     outros fatores, a intenção de maior             Como se viu na pesquisa do CGI,         existem boas condições de nave-
     transparência da gestão pública,                os maiores problemas enfrentados        gação, de busca de informações.
     a crença na utilização segura dos               pelos usuários de portais de e-Gov      Assim, a tecnologia parece não ser
     dados fornecidos e o próprio en-                estão mais relacionados a aspectos      um problema. No entanto, alguns
     tendimento da lógica de uso das                 de confiança nos propósitos e pro-      portais poderiam ser melhorados
     ferramentas. Mais do que isso, há               cessos do site, aspectos de comu-       em termos de comunicação e da
     um processo de aprendizado das                  nicação, de entendimento do am-         disponibilização das informações,
     potencialidades da Web e das tec-               biente, do que a aspectos ligados       o que demandaria um esforço apa-
     nologias da informação e comuni-                à tecnologia utilizada. Em última       rentemente apenas tecnológico, e
     cação, a formação de comunidades                instância, refere-se a um proble-       que, no fundo, representaria um
     de práticas, as próprias redes sociais          ma de qualidade, aqui entendida         compromisso de respeito com a
     etc. que pressionam o redesenho                 em uma acepção mais ampla, no           comunidade. O que os portais se
     da relação estado-cidadão. Os li-               sentido de fazer bem, fazer com         ressentem realmente, é de uma
                                                     eficácia, ou seja, fazer com que o      maior interatividade, podendo-se
                                                     site ou ambiente cumpra com seu         inferir que as relações que se es-
       Quadro 1: Modelo mental                       papel de comunicar, de mobilizar        tabelecem são fundamentalmente
       Modelos mentais são crenças ou                o cidadão.                              do tipo governo-a-cidadão, sendo o
       pressupostos que atores-chave                    Logicamente, não significa que       governo o emissor e a sociedade, ao
       mantêm em suas mentes e que in-               a tecnologia seja um fator sem          que tudo indica, o receptor passi-
       fluenciam seus comportamentos e,               importância ou que a escolha das        vo, estando longe a inversão dessa
       por conseguinte, geram as estrutu-
       ras do mundo real.
                                                     plataformas e soluções seja algo ir-    relação para cidadão-a-governo.”
                                                     relevante. No Brasil, somente 36%       (p. 491)


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As fronteiras do e-Gov no Brasil | COMUNIDADE




   Além da inversão da relação                de planos diretores, construção de        conexão econômica e política dos
governo-a-cidadão citada acima,               visão de futuro, diretrizes estraté-      países, tudo isso vem atuando em
o problema da baixa interativida-             gicas, implementação de projetos          um processo de horizontalização
de está relacionado com a falta               sociais etc.                              [2] e complexificação das relações,
de democracia em que os sites                    De simples usuário de serviços a       tornando este tecido de relações
de e-Gov são criados. Isto reforça            participante na construção da visão       um sistema complexo, do qual fa-
a visão unidirecional governo-a-              de futuro, há uma forte transição         zemos parte.
cidadão e a falta de confiança de             da relação governo e cidadão, na              As relações entre fatos estão, com
que o apoio ou participação do                qual são construídos laços calcados       o tempo, cada vez mais circulares
cidadão serão utilizados em pro-              em uma nova cultura de interação.         (retroalimentação), não lineares e
jetos pessoais dos políticos.                 Entre o primeiro tipo e o último, há      variando sua intensidade e impac-
   Portanto, existem dimensões                uma significativa mudança na visão        tos. O nosso mundo torna-se rapida-
que modulam a criação dos am-                 do papel do cidadão, tornando ele         mente um sistema complexo, com
bientes virtuais e que, via de regra,         mesmo parte da própria instituição.       características de baixa hierarqui-
são pouco percebidas, pois trata-se           Nos primeiros tipos, os processos são     zação, crescente autonomia dos
da própria expressão de modelos               definidos tendo como referência o         atores, pouca institucionalização,
mentais (quadro 1) envolvidos nesta           cidadão como usuário dos serviços         polivalência, aleatoriedade e con-
criação, na qual se visualiza ainda a         e informações, um agente passivo          flituosidade. Como consequência,
relação estado-cidadão de maneira             que ora funciona como fiscalizador        observa-se um aumento da impre-
linear e unidirecional. Estes mode-           da atividade da entidade, ora como        visibilidade na ocorrência de even-
los influenciam diretamente todo              usuário dela. Nos dois outros tipos,      tos que têm alto impacto local ou
o desenho do ambiente: escolha                o cidadão faz parte de uma rede,          global, como pudemos observar
da plataforma, política de acesso,            de um sistema que envolve a ins-          recentemente no advento da crise
dentre outros.                                tituição e cidadãos, ambos ativos,        financeira em 2009.
   Para entender melhor o que são             interagindo e cooperando.                     Neste mundo das redes, modelos
estas posturas unidirecionais ou au-             Muitas organizações públicas,          autocráticos e fortemente vertica-
tocentradas, precisamos entender              particularmente no exterior, já têm       lizados estão enfrentando pressões
como pode se dar a interação do               sua atenção focada na realização          para se reestruturarem. E esta re-
cidadão com o ambiente virtual.               deste último tipo de participação,        estruturação, que envolve novos
   Podemos classificar a participa-           como meio de melhorar a quali-            modelos de uso da tecnologia e
ção do cidadão em quatro tipos:               dade dos serviços e sua amplitude         mesmo geração de inovações, de-
   ➧ usuário de serviços automati-            de atendimento, tendo em vista os         manda novos arranjos, mais hori-
zados – quando o usuário acessa os            recursos limitados do orçamento.          zontais e mais sistêmicos.
diversos tipos de serviços disponíveis           Estas novas modalidades de in-
eletronicamente como emissão de
documentos, certidões, pagamen-
                                              teração governo-cidadão também
                                              já são realidade no Brasil (como se
                                                                                        Das redes aos
tos de taxas etc.                             verá mais a frente) e decorrem de         ecossistemas digitais
   ➧ acesso a informações adminis-            uma visão mais ampla e sistêmica          Na definição de Lewis Perelman [3],
trativas – quando o usuário tem               de um modelo de governança.               hyperlearning (ou hiperaprendizado,
acesso a informações de cumpri-                                                         ou aprendizado de alta tecnologia)
mento do plano orçamentário,
acompanhamento do planejamento
                                              A emergência de                           é a globalização da educação, in-
                                                                                        termediada pelas tecnologias web,
e execução de atividades etc.                 novos arranjos                            com imensa velocidade e amplitu-
   ➧ participante no processo de de-          Há diversos fatores que vêm esti-         de. Trata-se da potencialização da
cisão – quando o usuário, através             mulando a mudança da relação              inteligência.
de ferramentas web, tem direito a             governo-cidadão, que na verdade,             A educação formal vende um
voz e voto em decisões envolven-              são mais amplos e estão afetando          produto marcado pelo pensamen-
do o planejamento de atividades,              profundamente a sociedade glo-            to linear. Trata-se de um produto
priorização do orçamento etc.                 bal. As crescentes interconexões          de repetição e não de diferença.
   ➧ participante nas ações para a            sociais potencializadas pela web,         A disseminação da Internet e das
transformação social – quando o               o aprendizado não centralizado,           tecnologias web 2.0 introduz novas
usuário participa da formulação               o ambiente democrático, a inter-          formas de aprender, aumentando a


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                           13
COMUNIDADE | As fronteiras do e-Gov no Brasil




     capacidade de escolha, de acesso,               a ser um processo trans-humano,         digital é povoado por espécies di-
     de interconexão de conhecimentos                assim como a multidisciplinariedade     gitais (componentes de software,
     e por fim, de consciência. Emerge               evoluiu para a transdisciplinarieda-    aplicações, serviços online etc). Há
     a visão de que a aprendizagem é                 de. A educação deixa de ser mera        ecossistemas digitais voltados para
     um processo de desenvolvimento                  instrução e passa a ser um meio         a produção de conteúdo, negócios,
     de habilidades sociais coletivas, o             de descobrimento. Trata-se de um        produção acadêmica, entre outros.
     que vem sendo chamado de cére-                  processo espontâneo, vivencial, li-        Valores têm importante papel na
     bro social.                                     vre do excesso de diretividade do       autorregulação e auto-organização
        Segundo Humberto Mariotti,                   ensino convencional.                    destes ecossistemas. São muitas ve-
     na “...educação, atualmente hege-                  Porém, se a tecnologia é neces-      zes o elemento atrator que mobiliza
     mônica, as pessoas procuram obter               sária para abrir novos horizontes,      a convergência de atores para este
     conhecimento de modo mais ou                    novas vivências, ela não é suficien-    ambiente virtual.
     menos isolado. A educação do fu-                te para um processo de educação,           Os ecossistemas digitais parecem
     turo trará um conhecimento que,                 de formação. Ela é um meio, pois        sinalizar um modelo aperfeiçoado
     mesmo obtido individualmente,                   a educação começa no cérebro            de aprendizagem, ao convergir o
     leva em conta o contexto social e               humano, e deste, se expande para        fluxo de interações e a energia
     procura, por meio da utilização de              o mundo. Portanto, sua criação e        criativa para objetivos comuns,
     métodos grupais, estendê-lo à so-               uso são sujeitos a valores. Assim       acordados entre os participantes.
     ciedade. Para isso, é fundamental a             como ferramentas da web 2.0 são         O modelo que inspira estes ecos-
     contribuição da interdisciplinarie-             instrumentos para movimentos de         sistemas é, por sua natureza, um
     dade e transdisciplinariedade” [4]              libertação, por outro lado, também      sistema complexo, assim, natural-
        A partir da invenção do telégrafo,           são utilizadas por redes terroristas,   mente induzem modelos mentais,
     o processo de constituição de redes             redes de narcotráfico etc. A cada       valores, processos decisórios etc.
     sociais acelerou-se. As ferramentas             minuto, três mil crianças, em mé-       alinhados com suas características
     da web 2.0 têm proporcionado novos              dia, acessam conteúdo pornográfico      (descentralização, autonomia, di-
     modelos de aprendizado, novos usos              na Internet.                            versidade, acolhimento da confli-
     das conexões virtuais, cujos limites               Os valores que orbitam determi-      tuosidade, dentre outras).
     e impactos resultantes ainda pare-              nada comunidade virtual ou rede,           O hiperaprendizado para a cons-
     cem distantes. O aprendizado, por               explícitos ou não, podem cumprir        trução da e-Cidadania pode se
     meio das conexões globais, passou               o papel de instrumentos de au-          dar a partir da implementação e
                                                     torregulação desta comunidade.          desenvolvimento de ecossistemas
       Quadro 2: Ecossistema                         Frequentemente, estes valores são       digitais para estes fins. Tanto ou
                                                     referenciados como objetivo, mis-       mais difícil que implementar uma
       O conceito de ecossistema desig-              são, visão etc.                         cultura de governo, talvez seja
       na o conjunto formado por todas
                                                        Comunidades de desenvolvimen-        construir um novo conceito de
       as comunidades (espécies) que
       vivem e interagem em determina-               to de software livre, por exemplo,      governo para o cidadão, no qual
       da região e pelos fatores abióti-             geralmente baseiam-se em aspectos       este último seja o protagonista.
       cos (água etc.) que atuam sobre               e valores de meritocracia. Nestas       Esta implementação precisa ser
       essas comunidades. Estas espé-                comunidades, há um processo de          acompanhada de uma mudança de
       cies são interconectadas com o                absorção de conhecimentos e de          visão da relação governo-cidadão:
       ambiente e entre si, mantendo
                                                     capacitação, de maior intensidade       de uma relação verticalizada e li-
       um equilíbrio nesta interconexão.
       As espécies interagem umas com                que em outras redes.                    near para uma visão horizontal,
       as outras e balanceiam umas às                   Mais recentemente, novos pro-        sistêmica, descentralizada e de
       outras, mesmo que algumas des-                cessos de formação de redes e co-       parceria. A base da e-Cidadania
       tas espécies assumam um papel                 munidades virtuais com objetivos        reside na construção desta visão
       de liderança por algum tempo.                 e valores definidos com mecanis-        e na implementação de arranjos
       O meio ambiente suporta as ne-                mos de autorregulação e autopro-        que a potencializem.
       cessidades das espécies que são
       continuadas, geração após gera-
                                                     dução passaram a ser estimulados           A priori, o rearranjo de sistemas
       ção. Estes princípios, por analo-             por políticas públicas, originando      fechados (autarquias, entidades
       gia, são emulados nos ecossiste-              o conceito de ecossistemas digitais.    etc.) para sistemas abertos, des-
       mas digitais.                                    Ecossistemas digitais são ecossis-   centralizados (ecossistemas) com
                                                     temas (quadro 2) onde o ambiente        relativa autonomia, interagindo


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e se autorregulando por valores               da gestão pública, a democrati-         100 mil usuários. Seus impactos
e objetivos comuns, pode, em                  zação do conhecimento, a bus-           principiam a emergir em âmbitos
um primeiro momento, sinalizar                ca da inovação, o fortalecimento        diversos, desde a informatização
uma ameaça à ordem e controle                 das capacidades tecnológicas do         de pequenas prefeituras até a in-
que usualmente caracterizam esta              país, dentre outros. Estes valores,     trodução de novos processos de
relação. Porém, os ganhos na in-              aliados à legitimidade do MPOG          e-Gov na esfera federal. É uma
teligência sistêmica (cérebro so-             na condução deste processo, são         referência nacional e internacio-
cial) a emergência de soluções, o             fatores de forte atratividade para      nal, que vem sendo reconhecida
sentimento de pertencimento do                desenvolvedores de software, adi-       com prêmios e estudada como ar-
cidadão a uma rede, o aumento                 cionados à usual motivação de           ranjo inovador para a ampliação
do protagonismo social etc. ten-              aprendizagem tecnológica e busca        do e-Gov. A participação neste
dem a rapidamente construir um                de oportunidades. A busca de uma        ecossistema tem proporcionado
novo patamar de planejamento e                relação horizontalizada e de uma        a cidadãos uma nova dimensão
ação governamental, que pode ser              rede de parcerias junto aos líderes     de atuação, quer como gestores,
um dos poucos caminhos viáveis                das comunidades tem estimulado          quer como usuários. Porém, a am-
para o enfrentamento da crescen-              o crescimento da densidade desta        plitude de seus impactos pode ser
te complexidade dos problemas                 rede de relações, ampliando a sua       radicalmente potencializada com
sociais. É tratar problemas com-              organicidade, sua complexidade e        a introdução de novos arranjos e
plexos com soluções igualmente                sua efetividade. A natureza comple-     novas vertentes de atuação do SPB
complexas. A complexidade ven-                xa do ecossistema SPB sempre foi        para estimular a produção de fer-
cendo a complexidade.                         considerada e valorizada por seus       ramentas voltadas especificamente
                                              participantes e seu profundo enten-     para a relação governo-cidadão,
Ecossistema digital                           dimento faz parte de seu processo
                                              de desenvolvimento [5].
                                                                                      replicando seus valores e modelo
                                                                                      sistêmico de interações de modo
de aprendizagem                                  Atualmente, o SPB conta com          a construir um novo patamar de
O Portal do Software Público Bra-             mais de 50 comunidades e mais de        governança no País. ■
sileiro (SPB) tem por objetivo pri-
mário a disseminação e disponibili-
zação de soluções de software como             Autores
bem público. Esta disseminação se              Giancarlo Stefanuto, Angela Alves, Paula Drummond de Castro e Maiko Spiess
dá em um ambiente (ecossistema
digital) que potencializa o apren-
dizado da solução e de seu uso.
                                                Mais informações
Para cada solução disponibilizada,
há quase sempre a formação de                   [1] Pesquisa TIC Governo Eletrônico 2010 – CGI: http://
uma comunidade virtual no seu                       www.cetic.br/tic/egov/2010/index.htm
entorno, coordenada por um líder,
                                                [2] As três forças niveladores, por Thomas Friedman: http://
cujas funções e participação na                     pt.wikipedia.org/wiki/O_Mundo_%C3%89_Plano:_uma_
comunidade são um dos compro-                       Breve_Hist%C3%B3ria_do_S%C3%A9culo_XXI
missos assumidos pela entidade que
liberou a solução. Este líder busca             [3] PINHO, J. A. G. Investigando portais de governo eletrônico de
atender as dúvidas da comunidade                    estados no Brasil: muita tecnologia, pouca democracia. Revista de
e também potencializar a partici-                   Administração Pública, Rio de Janeiro, v.42,n.3, p.491, 2008.
pação e a troca de conhecimentos                [4] PERELMAN, Lewis. Schools Out: hyperlearning, the new Technologies
dos usuários, bem como incorpo-                     and the end of education, New York: Avon Books, 1993.
rar na solução os aprimoramentos
surgidos na comunidade.                         [5] MARIOTTI, Humberto. Organizações de aprendizagem, Educação
   O conceito de software como                      continuada e a empresa do futuro, São Paulo: Editora Atlas, 1999.
bem público, adotado pelo Minis-                [6] Resultados parciais da metodologia do Pensamento
tério do Planejamento (MPOG),                       Sistêmico aplicada aos líderes do SPB: http://www.
traz consigo valores intrínsecos,                   softwarepublico.gov.br/5cqualibr/xowiki/Ecossistema
como a melhoria e transparência


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                         15
COMUNIDADE | 5CQualiBr




                  Qualidade em software público
COMUNIDADE




                  5CQualiBr
                            Um ambiente de produção colaborativa
                            e compartilhamento de conhecimentos
                            sobre qualidade de software.
                            por Pérsio Penteado Pinto Martins,
                            Marcius Fabius Henriques de
                            Carvalho e Jarbas Lopes Cardoso




                    A
                            qualidade é, evidentemente,      início em 2009, com o objetivo de     outro grupo, encontram-se os aspec-
                            um atributo desejado por todos   identificar ações e procedimentos     tos técnicos de desenvolvimento de
                            os níveis de usuários de soft-   que contribuam para a qualidade       software, que são: o processo de de-
                    ware. Não seria diferente no contexto    no contexto do software público e     senvolvimento, a documentação do
                    do Software Público Brasileiro (SPB).    de propor uma versão inicial, em      produto de software, o treinamento
                    Uma vez que o conceito do software       modo beta, de parâmetros, diretri-    dos usuários, a interoperabilidade e
                    público é utilizado como um dos          zes, guias e manuais de excelência    o teste de software.
                    alicerces para definir a política de     neste contexto. O projeto foi fruto      Nota-se que os assuntos tratados
                    uso e desenvolvimento de software        da iniciativa do Centro de Tecno-     no primeiro grupo são de caráter sis-
                    pelo setor público no Brasil, a qua-     logia da Informação Renato Archer     têmico, onde a análise do SPB é feita
                    lidade torna-se imprescindível para      (CTI) e da Secretaria de Logística    sob a perspectiva de rede. Enquanto
                    a sua sustentabilidade. Este atributo    e Tecnologia da Informação (SLTI),    no segundo grupo, o enfoque é dado
                    pode ser definido como a ausência        com recursos da Finep, órgão do       aos assuntos técnicos, específicos da
                    de defeitos ou falhas no software e a    Ministério da Ciência e Tecnologia    engenharia de software, voltados,
                    facilidade de uso das soluções confiá-   (MCT) e recebeu total apoio das       sobretudo, para os desenvolvedores
                    veis (conformidade e coerência com       comunidades de software público.      de software. Entretanto, em busca
                    os requisitos do cliente). Contudo,         Os estudos desenvolvidos no pro-   de conciliar a característica técni-
                    identificar as ações que conduzem à      jeto revelaram que as causas da       ca dos temas com a necessidade de
                    qualidade, assim como definir méto-      qualidade, sobretudo no contexto      disseminar o conceito de qualidade
                    dos e parâmetros capazes de garantir     do SPB, podem ser separadas em        para a grande parcela da sociedade
                    a percepção desta pelo usuário, não      dois grupos. Em um deles estão os     interessada em utilizar software pú-
                    são tarefas simples.                     temas relacionados com o planeja-     blico, os desenvolvedores do projeto
                       A partir da perspectiva da qua-       mento estratégico e a governança do   resolveram inovar apresentando es-
                    lidade, e incumbido do desafio de        SPB, com a gestão de comunidades      tes temas de forma acessível, sem,
                    torná-la efetiva no software públi-      de software público e da admissão     com isso, empobrecer o conteúdo.
                    co brasileiro, o projeto denomina-       e capacitação de prestadores de       A inovação nesse sentido também
                    do “Modelo de Referência para o          serviço, ou seja, o ecossistema SPB   teve o propósito de atrair a comu-
                    Software Público Brasileiro” teve        e seus agentes de influência. Já no   nidade para a discussão dos temas


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5CQualiBr | COMUNIDADE




Figura 1: Página inicial do 5CQualiBr                             Figura 2: Página de gerenciamento do sistema

e para a produção colaborativa das               O website 5CQualiBr [1] entrou        poderá prover aos gestores do SPB
diretrizes e dos parâmetros que se-           em operação no segundo semestre de       informações extremamente valiosas
rão por ela utilizados. Isso significa        2009, tendo como conteúdo inicial        para a sua governança, no sentido
inclusão e co-criação de valor. Em            e ponto de partida para a discussão      de transformá-lo em um ambiente
outras palavras, não somente os de-           sobre qualidade no contexto do SPB,      cada vez mais justo, democrático,
senvolvedores de software, mas toda           os resultados do projeto “Modelo de      eficaz e eficiente, como idealizado
a comunidade torna-se elemento                Referência para o Software Público       desde o início.
ativo e responsável pela evolução             Brasileiro”. Feito em OpenACS/TCL,          Nos dias de hoje, estuda-se a re-
do conceito da qualidade do soft-             ele dispõe de informações detalhadas     formulação do site 5CQualiBr com
ware que é público.                           sobre todos os temas relacionados à      base na contribuição de seus usuários.
   O desafio de trabalhar os aspectos         qualidade de software, conforme já       Busca-se continuamente aprimorá-
de qualidade como um elemento im-             mencionado (parâmetros, diretrizes,      lo de forma a consolidá-lo como um
pulsionador de uma transformação              guias e manuais) e ainda ferramentas     ambiente de consulta e produção de
social implicou na necessidade da             de interatividade (fórum, blog, chat,    conhecimentos sobre o SPB e sobre
criação de um ambiente capaz de               biblioteca), voltados para a coopera-    as experiências de uso e desenvol-
oferecer à comunidade SPB tanto               ção na produção colaborativa.            vimento de suas soluções. Espera-
um repositório de conhecimentos                  Dentre esses recursos, destaca-se o   se que, em um futuro próximo, a
para consulta quanto ferramentas              Alô Comunidade, que é, por enquan-       comunidade sirva como referência
de interatividade e produção cola-            to, um ambiente de teste. Quando         internacional para os estudos sobre
borativa destes conhecimentos. Foi            estiver em pleno funcionamento, o        tecnologia da informação, pautada
a partir desse desafio e propósito que        Alô Comunidade será um grande            não apenas pela sólida base concei-
se desenvolveu a ideia de formar um           canal de comunicação entre toda          tual, mas também pela experiência
grupo de interesse sobre qualidade            a comunidade SPB. O ambiente             prática de seus integrantes.■
de software público, aberto a todos           tem conceitualmente dois recursos.
os membros do SPB. Assim criou-se             Um deles é garantir aos membros           Mais informações
o ambiente 5CQualiBr, que signi-              do SPB a livre expressão de suas
fica: Confiança para Cooperação,              opiniões, sugestões ou reclamações          [1] Website do 5CQualiBr:
Comunidades, Conhecimento e                   sobre o ambiente. O outro recurso               http://www.
                                                                                              softwarepublico.gov.
Compartilhamento da Qualidade                 está no uso das informações publi-              br/5cqualibr/
do Software Público Brasileiro.               cadas e armazenadas. A ferramenta


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                     17
CORPORATE | 4CMbr




                 Programa de apoio a municípios do Portal do SPB
CORPORATE




                 4CMbr
                        Os programas disponibilizados
                        no portal do Software Público
                        Brasileiro (SPB) estão revigorando a
                        administração pública de pequenos
                        municípios, que começam a
                        abandonar antigos métodos de
                        trabalho por um modelo de gestão
                        mais eficiente e de qualidade.
                        por Rafael Peregrino da Silva




                   O
                             Portal do Software Público   a significar “Colaboração, Comu-        como forma de melhorar práticas
                             Brasileiro (PSPB) dispõe     nidade, Conhecimento e Com-             e procedimentos em prefeituras
                             de um espaço destinado a     partilhamento”, composição que          brasileiras, elevando deste modo
                   grupos de interesse: o ambiente 4C,    se afina melhor com os propósitos       a qualidade de vida do cidadão
                   cujo conceito é uma adaptação do       inerentes ao Software Público.          através de uma oferta consistente
                   artigo “Web o quê? Humanidade              O município é a célula mater        e consolidada de serviços online,
                   4.0?”, escrito pelo empresário Gil     do governo de uma nação. Dada           pode efetivamente ajudar a com-
                   Giardelli, coordenador do curso        a sua proximidade com o cidadão,        bater o desperdício de recursos
                   “Ações inovadoras em comunica-         é nas cidades e comarcas que po-        públicos, bem como auxiliar na
                   ção digital” da Escola Superior de     líticas governamentais encontram        gestão, no contingencionamento
                   Propaganda e Marketing – ESPM.         guarida ou resistência. Isso é tão      e no planejamento dos gastos e
                   Ao tratar das implicações do empre-    crítico, que países como a Alema-       investimentos a serem realizados
                   go das tecnologias da informação       nha baseiam toda a sua estrutura        pelo poder municipal.
                   aplicadas ao segmento da comu-         de governo no município – e isso           Visando a tudo isso, a primeira
                   nicação, Giardelli descreveu que       vai desde a política de coleta, apli-   comunidade temática do ambiente
                   os 4Cs do setor seriam: Conteúdo,      cação, declaração e restituição de      4C do PSPB dedica-se ao tema de
                   Comunidade, Comércio e Com-            impostos, até o próprio repasse de      tecnologia da informação para os
                   partilhamento. Ele afirma ainda        impostos para as instâncias supe-       municípios, sendo assim chamada
                   que esses 4Cs, em seu segmento         riores do poder (Estados e Gover-       4CMBr. Nesse ambiente, estão dis-
                   de atuação, estarão na pauta da        no Federal), que, ao contrário do       poníveis ferramentas para a interação
                   Internet, do ambiente web 2.0 para     Brasil, ocorre “de baixo para cima”,    entre os usuários, dentre eles: fóruns,
                   o futuro. Algo que ele denomina        ou seja, do município na direção        chats, listas e ambientes de colabora-
                   HUMANIDADE 4.0. Na adapta-             da federação.                           ção. Uma vez que um cadastro tenha
                   ção do conceito, realizada dentro          Assim, a aplicação da tecnolo-      sido realizado, também é possível
                   do portal do SPB, os 4Cs passaram      gia da informação e comunicação         baixar, copiar e até alterar o código


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4CMbr | CORPORATE




das mais de 50 soluções disponíveis           cativos, beneficiando toda a comu-      cema/RR, Amaury Cerqueira, que
para download no portal, de forma a           nidade 4CMBr e promovendo o             foi a pessoa a verificar “in loco” a
adaptá-las à necessidade e estrutura          desenvolvimento tecnológico em          solução sendo utilizada em Jura-
de cada município.                            seus municípios. Em dezembro            mento/MG. Esse sistema também
   Esse grupo de interesse municipal          de 2010, a SLTI institucionalizou       foi compartilhado com a Câmara
destinado às administrações públi-            essa relação através de ofício, esta-   Municipal de Iracema e com o Fun-
cas municipais brasileiras disponi-           belecendo uma nova tendência na         do de Saúde do Município, com a
biliza também documentos ligados              oferta de Software Público.             distribuição de acessos específicos
à tecnologia da informação muni-                 O que isso significa na prática      que facilitam a consolidação das
cipal, além de acesso simplificado            para os municípios pode ser exem-       contas, reduzindo também o gasto
a um conjunto de soluções livres              plificado pelo caso da prefeitura       dessas entidades com custo mensal
de interesse da gestão municipal.             de Juramento/MG, que mantinha           de programas para emissão de fo-
   São os seguintes os objetivos              uma despesa mensal de aproxima-         lha de pagamento, contabilidade,
desse espaço:                                 damente R$ 3 mil com tecnologia         patrimônio etc.
   1. Ser um ambiente estruturado,            da informação antes de se associar         Experiência similar foi realizada
a partir das ferramentas disponíveis          ao programa 4CMBr. Usando o             pela prefeitura de Pacajá, no sul
no PSPB, para a comunidade dos                e-Cidade, software de gestão de         do Pará, que começou a utilizar o
municípios brasileiros;                       código aberto que promove a orga-       i-Educar e o e-Cidade, tendo sis-
   2. Disponibilizar softwares de             nização de gastos, do orçamento,        tematizado todo o seu processo de
interesse da gestão municipal;                da receita tributária, do controle      documentação e fluxo de papéis,
   3. Funcionar como uma ação pac-            de medicamentos, de recursos hu-        e que agora está avançando para
tuada no GT (Grupo de Trabalho)               manos e outros serviços no mesmo        a instalação de aplicativos para
de fortalecimento do CAF (Comitê              aplicativo, os custos com TI de         controle de estoque, almoxarifado,
de Ação Federativa), coordenado               Juramento foram reduzidos a me-         materiais, compras e licitações.
pela Subchefia de Assuntos Federa-            nos de R$ 150 por mês, valor usa-          Na prefeitura de Arapiraca/AL,
tivos (SAF), para compor a agenda             do para pagar o custo do servidor       membro da comunidade 4CMBr há
nacional de apoio aos municípios;             de Internet, no qual o e-Cidade         dois anos, houve grande avanço no
   4. Contribuir com orientações              está instalado.                         número de matrículas escolares da
úteis, possibilitando um apoio para              Apesar da cidade possuir apenas      rede pública com o uso do i-Educar.
as ações de desenvolvimento téc-              4.000 habitantes e a prefeitura dis-    Além disso, como o código fonte
nico nos diversos setores;                    por somente de duas dezenas de ter-     está disponível, foi possível efetuar
   5. Incentivar formas de finan-             minais, Luciano Neres Rodrigues,        correções nas fórmulas de cálculo
ciamento para os projetos em an-              contador da prefeitura, se tornou       e alterações em determinadas telas
damento, bem como para novos                  um especialista nos aplicativos que     da solução, necessárias para ade-
projetos;                                     passou a utilizar – e-Cidade, e-Nota    quação à realidade do município.
   6. Fomentar o uso do mercado               e e-ISS –, tendo repassado sua expe-    Segundo Lucas Leão, coordenador
público para informações sobre os             riência à administrações de outras      de TI da cidade, a possibilidade
prestadores de serviços das soluções;         cidades, como Iracema, no estado        de modificar os aplicativos é um
   7. Realizar parcerias com outros           de Roraima. A ferramenta de ges-        dos pontos positivos da política
projetos.                                     tão foi implantada, pelo sistema de     do 4CMBr.
                                              compartilhamento de informações            Atualmente, a quase totalidade
Resultados                                    sem contar com assessorias externas     dos 1.600 computadores dos ór-
No fechamento desta edição espe-              caras e inviáveis ao município, que     gãos da prefeitura, que mantém
cial, quase 800 cidades já utilizam           é de pequeno porte.                     seis mil funcionários, operam com
o programa de apoio tecnológico                  Através de cooperação técnica        soluções em Software Livre, o que
4CMBr, que é coordenado pela                  com a Prefeitura de Juramento e         viabilizou a disponibilização dos
Secretaria de Logística e Tecno-              da atuação de um programador, foi       serviços à comunidade dentro do
logia da Informação do Ministério             possível adaptar o e-Cidade à reali-    orçamento de TI da instituição. O
do Planejamento (SLTI/MP). Ao                 dade do município e aos modelos         dinheiro que deixou de ser desem-
se cadastrar no portal, o usuário             exigidos pelo TCE-RR. O treina-         bolsado com sistemas proprietários
ou desenvolvedor torna-se capaz               mento dos servidores foi realizado      passou a ser utilizado na compra
de alterar (ou mesmo criar) apli-             pelo contador da Prefeitura de Ira-     de equipamentos. ■


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                   19
COMUNIDADE Piloto de testes




               Testes de software



               Piloto de
ANÁLISE




               testes
                Execute os softwares e encontre defeitos, mas
                antes que sejam encontrados pelos usuários.
                por Adalberto Nobiato Crespo, Celso Penteado
                de Barros, Mario Jino, Miguel Argollo
                Junior e Paulo Marcos Siqueira Bueno




                 V
                          ocê se sentiria confortável em   instalação e utilização, podem ser           O teste de software é uma ativida-
                          ser um passageiro de um voo      encontradas e removidas, antes que        de vital, porém complexa, cara e que
                          de uma aeronave que nunca        o software “entre em voo”, isto é,        requer recursos humanos altamente
                 decolou antes? Provavelmente não.         seja liberado para o uso das pessoas.     qualificados. Seu custo fica em geral
                 Esta questão é obviamente uma pro-           O teste consiste em executar o soft-   entre 50% e 80% do custo total de
                 vocação. Uma aeronave não avaliada        ware de uma forma controlada com          desenvolvimento. Testar é caro, mas
                 e nem testada com rigor nunca seria       o objetivo de avaliar se ele se com-      não testar é mais caro ainda.
                 liberada para um voo comercial. De        porta conforme especificado. Trata-          A falta de um teste sistemático e
                 modo análogo, um software não deve        se de uma atividade fundamental           cuidadoso é normalmente percebi-
                 ser liberado para uso sem que ativida-    para avaliar se o software produzido      da de forma clara (e negativa) pelo
                 des adequadas de teste tenham sido        atende aos requisitos esperados pelos     usuário: o software trava em opera-
                 realizadas. Por meio delas, diversas      clientes, identificar deficiências que    ção, apresenta resultados incorretos
                 deficiências existentes no software,      podem existir no software, e ainda        e inesperados, comporta-se de forma
                 relacionadas a problemas de funcio-       obter evidências da confiabilidade        diferente em situações similares, apre-
                 namento, desempenho, segurança,           do software (ou da falta dela) [1] [2].   senta respostas muito lentas, fornece
                                                                                                     mensagens incompreensíveis e outros
                                                                                                     problemas. Essas situações caracte-
                                                                                                     rizam falhas de funcionamento que
                                                                                                     têm potencial de gerar grandes pre-
                                                                                                     juízos operacionais, financeiros ou
                                                                                                     de segurança, sem falar de danos à
                                                                                                     imagem e à marca das organizações.
                                                                                                        A conjunção desses dois aspectos,
                                                                                                     “testar é difícil” e “testar é essencial”,
                                                                                                     explica, em parte, o grande avanço
                                                                                                     no interesse e nos investimentos em
                                                                                                     teste de software. Basta observar o
                                                                                                     progresso dessa área em diferentes
                                                                                                     vertentes: volume de pesquisa, busca
                                                                                                     de padronização, evolução das práticas
                                                                                                     e expansão da terceirização do teste.
                                                                                                        Não há receitas mágicas sobre
                 Figura 1: Fases do teste                                                            como realizar um bom teste no seu


          20                                                                                                             www.linuxmagazine.com.br
Piloto de testes | COMUNIDADE




software. No entanto, é possível iden-
tificar alguns aspectos gerenciais e
técnicos vistos como importantes para
que ele seja bem sucedido. Essas boas
práticas são sumarizadas a seguir.

Um passo por vez
O teste deve ser realizado em várias fa-
                                              Figura 2: Processo de teste
ses (figura 1). Após o desenvolvimento
de cada unidade do software (procedi-         e planos de contingência. O projeto visa      Modelos de processo e modelos
mento, função ou método) é realizado          refinar a abordagem do teste, definir e    de maturidade de teste [3] são úteis
o teste de unidades, que visa identificar     especificar seus casos, estabelecer seu    para apoiar organizações na definição
defeitos existentes nestas. Deste modo,       ambiente e procedimentos.                  dos seus processos. A figura 2 ilustra
elas são incrementalmente integradas             A execução é realizada utilizando       que os processos de desenvolvimento
e testadas (teste de integração). De-         os casos de teste e procedimentos          e de teste do software devem ser ali-
pois de integrado, o software é testado       definidos; devem ser feitos registros      nhados e que atividades de teste não
“como um todo”: o teste de sistema é          sobre os testes realizados, sobretu-       devem ser deixadas para o “último
o nível de teste cujos objetivos são de-      do sobre os incidentes observados          momento”. É importante também
rivados da especificação de requisitos        (defeito no software ou anomalia           entender que no caso de processos
funcionais e não funcionais e é apli-         de funcionamento do ambiente).             incrementais, essas atividades devem
cado para verificar se o software e o            O acompanhamento consiste em            ser adequadamente alocadas nas di-
hardware executam corretamente (ou            avaliar periodicamente e agir correti-     versas iterações de desenvolvimento.
não) quando integrados ao ambiente            vamente em pontos relevantes ao seu
de operação. Em seguida, o teste de           sucesso e à aderência ao planejado:        Projetar bons testes
aceitação é conduzido para estabelecer        incidentes ocorridos, medidas cole-        Diversos atributos de qualidade do
se o sistema satisfaz ou não os critérios     tadas, fatores de risco, cronograma,       software podem ser avaliados por meio
de aceitação definidos com o cliente.         recursos e custos.                         de testes. Tipos distintos de teste po-
                                              Técnicas                           Ideia básica
Gerenciamento do                              Particionamento de equivalência
                                                                                 Exercitar classes de equivalência – situações
                                                                                 tratadas do mesmo modo pelo software –
processo de teste                                                                tanto de entradas válidas quando inválidas.
Boas práticas de gerenciamento de                                                Exercitar situações de transição de
                                              Análise de valores limite          comportamento do software de uma classe
projetos são recomendadas para o
                                                                                 para outra classe, as situações limite.
planejamento e acompanhamento
                                                                                 Exercitar cenários de uso definidos pelos fluxos
do teste. Além disso, diversas ativida-       Teste baseado em casos de uso
                                                                                 de eventos identificados nos casos de uso.
des técnicas devem ser conduzidas                                                Exercitar combinações específicas de valores
de forma articulada para que a sua            Teste combinatório                 de entrada, por exemplo, todos os possíveis
realização seja efetiva.                                                         valores de pares de variáveis de entrada.
    Um processo de teste define ativi-        Teste baseado em
                                                                                 Exercitar estados, transições de estados ou
dades gerenciais e técnicas, os arte-                                            sequências de transições no modelo de estados
                                              máquinas de estados finitos
                                                                                 que especifica o comportamento do software.
fatos utilizados e as responsabilida-
                                                                                 Exercitar os comandos presentes
des dos envolvidos. Essas atividades          Teste de comandos
                                                                                 no código fonte.
são essencialmente: planejamento,                                                Exercitar comandos de desvio (if, while, case
projeto, execução, registro, acompa-          Teste de ramos                     etc.) presentes no código fonte. Cada comando
nhamento e finalização.                                                          é avaliado como verdadeiro e como falso.
    O planejamento aborda, entre outros       Teste de caminhos
                                                                                 Exercitar caminhos (sequências de
pontos, a extensão e a abordagem do                                              comandos) no código fonte.
teste, os recursos necessários, a equipe, o                                      Exercitar pares definição-uso de
                                              Teste de usos
                                                                                 variáveis no código fonte.
ambiente operacional, os itens a serem
                                                                                 Exercitar defeitos propositalmente
testados, o nível e abordagem de teste        Análise de mutantes
                                                                                 inseridos no código fonte.
para cada item, as atividades, tarefas e
respectivos responsáveis, além de riscos      Tabela 1: Técnicas de Teste



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                            21
COMUNIDADE Piloto de testes




                                                                                          composta pelos seguintes elementos:
                                                                                          teste de software: motivação e con-
                                                                                          ceitos básicos; modelo de processo
                                                                                          genérico de teste; guia para planejar
                                                                                          o teste; guia para projetar o teste; guia
                                                                                          para executar e registrar o teste; guia
                                                                                          para acompanhar o teste; e guia para
                                                                                          finalizar o teste. Estes documentos
                                                                                          encontram-se publicados no am-
                                                                                          biente 5CQualiBr do portal SPB [5].
                                                                                             Tais recursos podem ser uma base
                                                                                          para esforços de teste colaborativo de
                                                                                          software, que envolvem tipicamente
      Figura 3: Teste colaborativo no SPB                                                 dois ou mais atores de diferentes or-
      dem ser realizados conforme o tipo        fluxos em modelos de casos de uso         ganizações na realização de trabalhos
      do software e o domínio de aplicação.     ou transições em modelos de má-           colaborativos e distribuídos para testar
      Por exemplo, é necessário avaliar o       quinas de estados finitos (tabela 1).     um software. Esta forma de teste pode
      desempenho de um software de tempo           Nas Técnicas Baseadas em Defeitos,     ocorrer em projetos de software livre,
      real, a capacidade de carga em servi-     os dados de teste são selecionados a      com desenvolvedores e testadores vo-
      dores web, a segurança em software        partir de classes de defeitos que po-     luntários colaborando para construir
      bancário etc. Um tipo fundamental         dem ser introduzidos ao longo do          soluções e também em projetos globais
      de testes é o de recursos: o software     desenvolvimento do software, por          de software, nos quais diferentes orga-
      faz o que deve fazer? O software não      exemplo, enganos que programadores        nizações, muitas vezes em diferentes
      faz nada que não deva fazer?              cometem frequentemente.                   continentes, realizam desenvolvimento
         Testar o software de forma completa,                                             e testes de forma conjunta. A figura 3
      considerando todas as possíveis combi-
      nações de valores de entrada, é quase
                                                Teste de software no                      ilustra o teste colaborativo no SPB des-
                                                                                          tacando os elementos fundamentais:
      sempre inviável. Técnicas de teste são    contexto do SPB                           coordenação do teste, comunicação
      essenciais para selecionar testes que        A Estrutura Tecnológica de Teste       e cooperação. ■
      permitam obter um software confiá-        de Software (ETTS) é baseada em
      vel, com um esforço e custo factíveis.    conceitos de teste de software consoli-
         Nas Técnicas Baseadas em Espe-         dados em modelos como TMMi [3],            Mais informações
      cificação, os casos de teste são se-      IEEE-829 [4] e em boas práticas. Essa        [1] MYERS, G.J. The Art of
      lecionados por meio da análise da         estrutura visa prioritariamente apoiar           Software Testing. New York:
                                                                                                 Addison-Wesley, 1979.
      especificação de requisitos do soft-      os diversos atores do SPB em diferen-
      ware. A ideia essencial é selecionar      tes situações que envolvam ativida-          [2] KANER, C.; BACH, J.;
      dados representativos o suficiente        des de teste, contribuindo assim para            PETTICHORD, B. Lessons
                                                                                                 Learned in Software
      para avaliar se os recursos definidos     aprimorar a qualidade dos produtos               Testing: A Context-Driven
      na especificação do software foram        de software disponíveis no Portal do             Approach. Hoboken: Willey
      implementados corretamente ou não.        Software Público Brasileiro. A ETTS              Computer Publishing, 2002.
         Nas Técnicas Baseadas em Estrutura,    pode também ser utilizada em outros          [3] TMMi - Test Maturity
      os dados de teste são selecionados por    contextos, por exemplo, por organi-              Model Integration, Version
      meio da análise da estrutura interna do   zações desenvolvedoras de software.              3.1. TMMi Foundation
      software. Elementos do código fonte           Os recursos da ETTS abordam as-              (2010): http://www.
                                                                                                 tmmifoundation.org/
      como: comandos, desvios, laços ou         pectos importantes para a realização do
      associações de fluxo de dados, devem      teste, levando em conta a heterogenei-       [4] IEEE Std 829 (2008), “IEEE
      ser exercitados pelos casos de teste.     dade das organizações participantes, a            Standard for Software
                                                                                                  Test Documentation”,
         Nas Técnicas Baseadas em Mode-         forma de trabalho colaborativa e o com-           IEEE, New York.
      los, os dados de teste são selecionados   partilhamento de informações, carac-
                                                                                             [5] 5CQualiBr: http://
      a partir de um modelo que representa      terísticas importantes deste ambiente.           www.softwarepublico.
      o comportamento esperado do soft-            A ETTS, organizada em documen-                gov.br/5cqualibr/
      ware. Por exemplo, para exercitar         tos na forma de modelos e guias, é


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Caso de sucesso: usuário



A roda – versão 2.0




                                                                                                                                            CASO
Com a solução e-Cidade, presente no Portal do
SPB, o município de Juramento-MG conseguiu
diminuir um dígito em seus custos com licenças
e ainda integrar melhor as secretarias.
por Kemel Zaidan




T
         odo gestor público se depara         me deparei com o e-Cidade. Baixei a          solução, hoje o gasto é de apenas R$
         diariamente com necessidades         primeira versão logo que ela foi dispo-      199,00 com o servidor de hospedagem
         muito semelhantes, como as           nibilizada e passei a testar. No entanto     onde ela se encontra armazenada.
de controlar e administrar serviços           ela continha muitos bugs”.                       Mas os ganhos não param por ai:
essenciais: gestão escolar, saneamento            Mas Luciano não desistiu, ele mos-       como a solução proprietária era execu-
básico, controle de frota de veículos,        trou o programa para Divaldo Almir           tada nos computadores que ficavam na
atendimento ao público, finanças e            Antunes, programador experiente              prefeitura, era impossível ter acesso ao
outras tantas tarefas ligadas à admi-         do município vizinho de Capitão              programa nos finais de semana e fora
nistração pública. Portanto é de se es-       Enéas, também em Minas Gerais,               dos horários de expediente, o que não
perar que eles compartilhem algumas           onde Luciano também atua junto               acontece hoje, pois a solução se encon-
ferramentas que facilitem a vida de           à prefeitura, mas desta vez como             tra na nuvem, e portanto, está acessível
todos, já que cada um deles enfrenta          assessor técnico. Juntos eles decidi-        online. “Isso facilitou também o trabalho
os mesmos desafios e demandas. Afi-           ram enfrentar o desafio de corrigir          das secretarias, que não tem mais que
nal, não faz sentido ter que reinventar       os problemas do programa durante             se deslocar até a prefeitura para terem
a roda a todo momento, faz?                   os 6 meses que restavam até que es-          controle sobre sua contabilidade, como
   Se a afirmação acima te parece natu-       tivessem com uma solução pronta              acontecia antigamente”, completa ele.
ral, você não está sozinho. Junto a você      para a substituição do sistema legado.           Luciano destaca ainda outras qua-
está ao menos uma pessoa: Luciano                 Hoje, tanto Juramento, com 4000          lidades que o e-Cidade possui: “com
Neres Rodrigues, contador do peque-           habitantes; quanto sua vizinha mais          o programa antigo era preciso fazer a
no município de Juramento, no inte-           rica, Capitão Enéas, com 15000, utili-       parte fiscal e exportar um arquivo para
rior de Minas Gerais. Com mais de 17          zam a solução e-Cidade com sucesso.          processar os dados contábeis. Hoje não
anos de profissão, ele declara: “sempre       A parametrização do programa feita           é assim, o programa integra as duas fun-
pensei que um dia o governo iria dispo-       por eles já virou referência. Diversos       ções, facilitando o trabalho dos gestores
nibilizar uma ferramenta padrão para          outros municípios de diferentes estados      e tudo isso a um custo infinitamente
a gestão das contas públicas no país”.        já foram até lá para trocar experiências     menor do que acontecia no passado”.
Afinal de contas, todos os municípios         e receber algum tipo de “treinamento”.           Demorou alguns anos para que o
tem que pagar seus credores e prestar         “Já recebemos até a visita de alguns pres-   poder público percebesse que rein-
contas aos tribunais de fiscalização e        tadores de serviço da iniciativa privada,    ventar a roda a todo momento era
à população quanto ao dinheiro gasto.         que chegaram a ganhar alguma licitação       desperdício do dinheiro público. Mas
   No caso de Juramento, foi apenas           com o uso do e-Cidade e enfrentaram          não para por aí, pois Divaldo, o talen-
em 2009 que isso aconteceu. Naquela           problemas durante a implementação”,          toso programador de Capitão Enéas,
oportunidade, faltavam apenas 6 me-           diz o orgulhoso contador de Juramento.       já está preparando algumas alterações
ses para que a licitação com o forne-             Como vantagens ele cita princi-          para que o e-Cidade seja acessível via
cedor da antiga solução, adotada pela         palmente a redução de custos que             smartphones. Afinal, não é porque a
prefeitura para controlar suas contas,        a cidade teve. Se antes a prefeitura         roda já foi inventada há milênios, que
vencesse. “Comecei então a buscar al-         tinha que pagar uma licença mensal           vamos continuar com o mesmo protó-
ternativas” – disse Luciano – “até que        de R$ 7000,00 para utilizar a antiga         tipo de pedra, não é mesmo? ■


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                            23
Caso de sucesso: ofertante de software



              Tecnologia
              a serviço
CASO




              do social
              Com o Redeca é possível consolidar
              dados que estão dispersos em diferentes
              secretarias e garantir uma rede de proteção
              efetiva à criança e ao adolescente.
              por Kemel Zaidan




                A
                        Fundação Telefônica é o bra-             A decisão de disponibilizá-lo no        principais objetivos que nos motivaram
                        ço social da gigante espanho-        Portal SPB veio dois anos depois, em        a ingressar no portal, mas ele ainda
                        la das telecomunicações que          2010. “Antes disso, o código do Redeca      precisa melhorar no que diz respeito a
                atua principalmente no estado de São         já estava disponível sob a licença GPL      propiciar uma maior colaboração com
                Paulo. Um de seus principais projetos        no SourceFourge.net, mas o fato de o        a comunidade”, acrescenta ela.
                é o Pró-Menino, um programa social           site estar todo em inglês dificultava           Alguns desses pontos incluem a difi-
                internacional presente em 19 países          muito o relacionamento com os gesto-        culdade para saber quantas pessoas estão
                onde a empresa atua e que visa garantir      res públicos, principalmente daqueles       de fato envolvidas com o programa e
                os direitos das crianças e adolescentes.     presentes nas pequenas cidades, que são     mensurar a participação da comuni-
                    A partir das demandas apuradas jun-      a maioria no país” – afirma Gabriella       dade. “Ainda não conseguimos saber
                to aos municípios onde o projeto está        Bighetti, diretora da Fundação Telefôni-    quantos downloads a ferramenta teve
                presente, percebeu-se a necessidade de       ca – “dessa forma o Portal SPB nos pa-      no portal”, relatou Gabriela.
                integrar um mesmo banco de dados             receu a melhor opção para alcançarmos           Comparado ao SourceFourge, o Por-
                em comum, diferentes informações             o objetivo de difundir a solução para o     tal ainda ressente a falta de ferramentas
                relativas às redes de proteção à criança     maior número de municípios possível”.       que propiciem uma maior colaboração
                e ao adolescente, informações estas que          Segundo ela, 3 fatores foram muito      com o desenvolvimento, como um sis-
                costumam estar dispersas entre diversas      importantes para a decisão: a possibili-    tema de controle de versão ou um issue
                secretarias municipais. É muito comum        dade de disponibilizar acesso tanto ao      tracker que facilite o reporte de bugs.
                que a criança esteja matriculada em uma      programa quanto a sua documentação,             Apesar disso, ela ressalta que hou-
                escola municipal, marque consultas           o fato de estar todo em português e a       veram contribuições que foram inclu-
                em um posto de saúde, frequente um           proximidade do portal junto as instâncias   ídas em versões posteriores. “Ainda
                projeto social de uma ONG e receba           do poder público. “Ficamos sabendo da       há pontos a serem melhorados, mas
                o bolsa-família do governo federal, cuja     existência do portal através dos próprios   para nós é muito importante apoiar
                fiscalização é feita pelo poder municipal.   municípios com os quais trabalhávamos       uma iniciativa como esta, do Minis-
                    Com a consolidação dos dados,            e que já utilizavam outras soluções lá      tério do Planejamento, pois apesar de
                torna-se muito mais fácil acompa-            presentes”, esclarece a diretora.           o Redeca não ter sido desenvolvido
                nhar o desenvolvimento da criança                Apesar de destacar o ganho de cre-      pelo governo, tínhamos o mesmo
                e visualizar possíveis falhas na rede        dibilidade que o software recebeu após      interesse comum em disponibilizar
                de proteção. Para isso era necessário        passar a fazer parte do Portal do Soft-     uma ferramenta que era de interes-
                aproximar as áreas responsáveis pelos        ware Público, ela destaca alguns pon-       se público, que no final das contas,
                departamentos de TI e ação social. Para      tos em que ainda é preciso melhorar:        tem como objetivo fazer com que
                isso, foi contratada uma empresa de          “realmente sentimos que houve uma           leis como o Estatuto da Criança e do
                desenvolvimento de software que ficou        aproximação maior do software junto         Adolescente (ECA) sejam realmente
                responsável pela criação do Redeca.          ao poder público, o que era um dos          colocadas em prática”, finaliza ela. ■


        24                                                                                                                   www.linuxmagazine.com.br
Caso de sucesso: desenvolvedor




Vitrine de software




                                                                                                                                      CASO
                                                                                                                                      CASO
         O ingresso do pioneiro KyaPanel no
         Portal do SPB, resultou em um aumento
         na utilização do software e permitiu que
         a adoção alcançasse diferentes nichos.
         por Kemel Zaidan




  O
             KyaPanel é um software que         administrativa do governo a serviço      cipação advinda do portal. Segundo
             existe desde 2003, fruto do        do desenvolvimento colaborativo e        ele a participação ainda é muito pe-
             projeto pessoal do desen-          criando um ambiente de fomento           quena e há muito o que evoluir nesta
  volvedor Anahuac de Paula Gil. O              ao software livre e ao crescimento       questão nos próximos anos de vida
  programa permite uma administra-              tecnológico do país.                     que se seguirão ao Portal do Software
  ção simplificada de servidores de                 Sem dúvida nenhuma, o maior          Público Brasileiro.
  e-mail e de compartilhamento de               benefício colhido pelo desenvolve-          Outro ponto importante para um
  arquivos Samba, através de uma                dor pela participação no portal, foi     desenvolvedor individual é confiar
  interface gráfica dotada de mui-              a visibilidade dada ao software e o      toda a estrutura de gestão de seu
  tos recursos. Em 2007 o programa              consequente aumento na adoção da         software a uma plataforma que é
  foi a terceira solução a ingressar            ferramenta. “Sei que cadeias inteiras    controlada pelo governo, com a
  no Portal do Software Público e               de hotéis estão utilizando a solução e   consequente insegurança advinda
  a primeira a ser ofertada por uma             que ela é utilizada, por exemplo, na     das mudanças administrativas que
  pessoa física.                                administração do servidor de emails      inevitavelmente ocorrem a cada
     “Desde o começo, sabia que a dis-          do corpo de bombeiros de um im-          quatro anos. Felizmente, a aposta
  ponibilização da ferramenta no portal         portante estado no país”, declarou       em uma política afirmativa em rela-
  seria uma experiência, um estudo de           o autor do KyaPanel.                     ção ao software livre tem se mantido
  caso”, afirmou o desenvolvedor. Segun-            No entanto, o simples aumento        ao longo do tempo e passa a ganhar
  do ele, o portal oferece um conjunto          na adoção do software não garante        importância suprapartidária.
  de legalidades e termos jurídicos que         a colaboração. “O Brasil não possui         Ao final, ele avalia a experiência
  garantem uma série de seguranças              uma cultura de retorno de código aos     de quatro anos no portal como algo
  para que o gestor público adote uma           programas de código aberto. Hoje,        bastante positivo. “Apesar de tudo
  solução em software livre. “Seja por          usa-se muito software livre no país,     que ainda precisa ser feito, hoje
  desinformação ou por questões legais,         inclusive na esfera pública, mas ain-    vivo quase que exclusivamente do
  o ecossistema do software livre parecia       da não se criou o hábito de reinvestir   KyaPanel e me dedico ao seu desen-
  incompatível com o setor público, que         parte da economia gerada, no desen-      volvimento praticamente em tempo
  por sua vez hesitava em adotar uma            volvimento. Imagine onde estaríamos      integral. Grande parte disso só foi
  solução livre, até que portal surgisse”,      hoje se uma pequena parte do que         possível depois que a solução pas-
  afirmou Anahuac.                              foi economizado tivesse sido aplicado    sou a fazer parte do Portal do Soft-
     Ao adotar uma ferramenta livre,            de volta nas soluções livres que foram   ware Público”, constatou o autor
  que possui seu código aberto, é pos-          adotadas”, afirmou o desenvolvedor.      do software.
  sível personalizá-la para o uso no                Como único autor do KyaPanel,           Saiba mais sobre o KyaPanel na
  setor público, colocando a máquina            Anahuac esperava uma maior parti-        página 65. ■


  Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                    25
SEÇÃO | Matéria




                   Interoperabilidade



                   Interoperabilidade
PROGRAMAÇÃO




                     semântica
                              Os desafios e obstáculos na implementação de padrões que
                              propiciam a interoperabilidade em sistemas computacionais.
                              por Aqueo Kamada




                     A
                             ntes de falar em interoperabi-        Para que dois sistemas computa-      entre as partes. A interoperabilidade
                             lidade semântica, é necessário     cionais interoperem é necessário que    semântica trata fundamentalmente
                             esclarecer o que significa inte-   a interação e a troca de dados entre    da agregação e uso de metadados
                     roperabilidade em geral, no contexto       eles estejam livres de ambiguidades,    para “carregar” informação e conhe-
                     de sistemas computacionais. O ter-         de modo que os dados recebidos por      cimento junto aos dados.
                     mo procura simplificar um assunto          um sistema receptor sejam “enten-          Os desafios que se colocam dian-
                     que é complexo na discussão e na           didos” exatamente como foram en-        te deste problema de integração de
                     realização de seus detalhes técnicos.      viados pelo sistema emissor. Assim,     sistemas se relacionam com a com-
                     Interoperabilidade refere-se à capaci-     é necessário que a interação e a tro-   binação dos melhores padrões, tec-
                     dade de dois ou mais sistemas com-         ca de dados sejam feitas com o uso      nologias e ferramentas disponíveis
                     putacionais quaisquer de interagir         de padrões de dados, metadados,         para facilitar a interoperação entre
                     e trocar dados para obter resultados       linguagens e infraestruturas, no ins-   diferentes processos de negócio de
                     conforme esperado. Simples assim.          tante de criação ou manutenção de       diferentes sistemas (legados e novos),
                     Em uma definição resumida porém,           software. Note que a troca de dados     no âmbito de uma organização ou
                     a discussão de todos os aspectos en-       não se limita somente aos formatos      entre organizações. As atuais abor-
                     volvidos e, mais ainda, a realização       e tipos de dados trocados, mas so-      dagens de integração de sistemas
                     da interoperabilidade entre sistemas       bretudo ao conhecimento sobre os        apresentam fraquezas no que se
                     são bastante complexas.                    dados que devem ser compartilhados      refere ao uso de padrões de dados,
                                                                                                        metadados, linguagens e infraestru-
                                                                                                        turas para que os sistemas interope-
                                                                Conhecimento                            rem. A figura 1 procura ilustrar que
                                                                                                        um dado precisa ser “recheado” de
                                                                                                        metadados para que ele “carregue”
                                                                                                        informação e/ou conhecimento para
                                                                      Informação                        o consumidor que a espera.
                                                                                                           Assim, “-89.22, 21 de janeiro de
                                                                                                        1983” é um exemplo de dado, que
                                                                                                        tem seu formato, tipo e codificação
                                                                                   Dado                 definidos, e estes devem ser preci-
                                                                                                        samente “entendidos” pelas partes
                                                                                                        interoperantes. Para embutirmos
                     Figura 1: Dado associado a metadados de informação e conhecimento.                 alguma informação nesse dado de


              26                                                                                                          www.linuxmagazine.com.br
Interoperabilidade semântica | PROGRAMAÇÃO




modo que as partes interoperantes
entendam como “Menos 89.22 graus                                                           Assembler          Symban OS
Celsius” e “21 de Janeiro de 1983”, é                         CSS             Socket CORBA       Android OS
                                                                                                          BD OO       Cobol
necessário definir e compartilhar os                          JavaScript                 EDI    OS 2200
                                                     WSDL                    Servlet                         Mac OS        C
significados para cada componente                             ATOM         JSP RichFaces              Tomcat    BD Hierárquico
                                                                                               jBoss
                                                     SPARQL
de dado, no caso, medidas de tem-                              Web, Ajax Perl                      Infra-estrutura Fortran
peratura e data. Se quisermos adi-                   SWRL                                         C#
                                                                                                  Linux       ESB VTAM
                                                              Web 2.0,     Python                                         z/VM
cionar o fato de que naquela data                                      OWL                       Unix BlackBerry OS
                                                     XML
                                                          ASP
                                                              Web 3.0      PHP                                          CICS
ocorreu o recorde de temperatura                                                    XHTML    C++ Windows Java EE
                                                     HTML             SISCweb                                          MVS
                                                               Ruby                             z/VSE      Java SE
mais baixa registrada na Antártida,                                               SOA
                                                                                                               Java ME
                                                                      Web Services             Visual Basic
precisamos incluir outros metadados                  RDF       JSF                SOAP                             z/OS
                                                                 RSS                     BD Relacional Sun OS
que também devem ser precisamente                    RDFS      Midlet
                                                                      Symfony
“entendidos” pelas partes interope-                                                                    RMI

rantes. Portanto, para ser entendido
com precisão por todos os sistemas,              Sistemas que precisam interoperar devem considerar sistemas que
o dado precisa ser contextualizado,               foram construídos em diferentes épocas, linguagens, tecnologias,
e o uso de padrões de dados, meta-                   plataformas, como entidades independentes e monolíticas.
dados, linguagens e infraestruturas           Figura 2: Interoperabilidade considerando a diversidade do ecossistema.
para representá-lo parece ser uma
abordagem com bom potencial para              Standardization) [3] e OASIS (Or-                domínios, necessariamente resultam
enfrentar o desafio de integração de          ganization for the Advancement of                em diferentes modelos de informação.
sistemas computacionais.                      Structured Information Standards)                Isto conduz a vários tipos de incom-
   Um dos obstáculos que se coloca            [4], para uso no âmbito do poder                 patibilidades, tais como a estrutural,
relaciona-se à necessidade de “evan-          executivo federal e estabelece as                a de representação e a conceitual. De
gelização” do assunto interoperabili-         condições de interação com outros                maneira geral, para que sistemas de
dade entre os diversos atores (gestores,      poderes e esferas do governo e com a             diferentes domínios de aplicação in-
desenvolvedores, clientes etc.) de            sociedade em geral. Note que a área              teroperem, é necessário conciliar estas
sistemas computacionais, de modo              de interoperabilidade semântica está             incompatibilidades entre os objetos e
a eles terem a preocupação de usar            fortemente relacionada com a de                  suas relações nos diferentes domínios.
os padrões definidos, mesmo que os            open linked data [5] e web semân-                Por exemplo, é necessário conciliar
sistemas não precisem interoperar             tica, na medida em que todas elas                as diferenças de contexto e de lógica
de início. Outro obstáculo refere-se          convergem e recomendam o uso                     em esquemas de banco de dados, di-
à necessidade de contornar rapida-            de padrões abertos, tais como XML,               ferenças entre nomes com mesmos
mente as barreiras políticas e legais         RDF, RDFS, OWL, ontologias etc.                  conceitos, diferenças entre conceitos
entre os atores nas diversas esferas e           Para complicar, toda esta concilia-           com os mesmos nomes, diferenças de
níveis de governos e empresas e as            ção semântica deve considerar a di-              abordagens na especificação de con-
restrições de segurança e sigilo de in-       versidade de tecnologias, linguagens,            ceitos, tais como valores de subclasses
formações. Além disso, há também a            ferramentas, ambientes, plataformas              versus propriedades, diferenças em
pouca maturidade desse “mercado”              operacionais e desenvolvimento de                níveis de granularidade e diferenças
para a importância do uso de padrões          software, novos, legados e futuros, que          entre conceitos com sobreposição. ■
de dados, metadados, linguagens e             coexistem nesse grande ecossistema,
infraestruturas, no instante de cria-         conforme procura ilustrar a figura 2.
                                                                                                 Mais informações
ção ou manutenção de software.                   Portanto, alcançar a interoperabili-
Nesse sentido, o governo federal atua         dade semântica significa solucionar a              [1] W3C: http://www.w3c.br
para reduzir tais obstáculos, através         questão da heterogeneidade semânti-                [2] OMG: http://www.omg.org
de iniciativas em torno do e-PING.            ca, que é um dos maiores desafios na
Este define um conjunto próprio de            busca da integração de sistemas de                 [3] ISO: http://www.iso.org
padrões, adota outros definidos por           informação. Basicamente, isto se deve              [4] OASIS: http://www.
órgãos de padronização, tais como             ao fato de que mudanças de significa-                  oasis-open.org
W3C (Consórcio Web) [1], OMG                  do que ocorrem, seja dentro de um
                                                                                                 [5] Linked data: http://
(Object Management Group) [2],                contexto ao longo do tempo seja por                    linkeddata.org
ISO (International Organization for           diferenças de requisitos em diferentes


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              27
Especial Software Público Brasileiro
CAPA




                                                        O Software
                                                  Público Brasileiro
                                                                                           O Portal do Software Público Brasileiro
                                                                                             é uma iniciativa pioneira do Governo
                                                                                                  Federal que já serve de modelo
                                                                                                    para outros países do mundo.
                                                                                                    por Jarbas Lopes Cardoso,
                                                                                                         Corinto Meffe e Pérsio
                                                                                                        Penteado Pinto Martins




            O
                      conceito do Software Público      pública. Acrescentam-se as possibilida-       otimizar um único relacionamento,
                      Brasileiro, SPB, é utilizado      des de aprimoramento deseus recursos          mas o relacionamento com uma rede
                      como um dos alicerces para        por diferentes atores, fazendo com que        inteira (de muitos para muitos), sem
            definir a política de desenvolvimento,      abram-se oportunidades de sua qualidade       ter como objetivo principal apenas o
            distribuição e uso de software pelo setor   ser ampliada através da disseminação          lucro financeiro. Os participantes são
            público no Brasil. Tal política compre-     de seu código-fonte, documentação             vistos como envolvidos em uma rede
            ende a relação entre os entes públicos,     associada e da efetiva colaboração dos        que influenciam na competitividade
            em todas as unidades da federação e         usuários e desenvolvedores. Através da        deles próprios em um mercado externo
            demais esferas de poder, e destes com       disseminação, expande-se a oportuni-          e não somente dentro da rede.
            as empresas e a sociedade. O modelo         dade de apropriação de conhecimento               No Portal SPB estão disponíveis,
            adota o exemplo do padrão de desen-         para geração de negócios na nova eco-         gratuitamente à sociedade, soluções
            volvimento vigente para software livre      nomia em rede.                                desenvolvidas por órgãos públicos do
            em que os participantes cooperam in-           A iniciativa do software público, como     Executivo, Legislativo e Judiciário,
            tensivamente sem restrições aparentes e     uma rede de colaboração e comparti-           além de empresas, universidades e
            encontram seu ambiente de produção          lhamento, permite a qualquer pessoa,          até mesmo pessoas físicas. Qualquer
            colaborativa na Internet.                   empresa de qualquer tamanho, ou órgão         organização ou pessoa interessada pode
                O software, por apresentar caracte-     de governo (municipal, estadual, fede-        obter o código das soluções mediante
            rísticas de indivisibilidade e de não ri-   ral) o acesso a informação, a recursos, a     cadastramento no Portal. Não há custo
            validade, pode ser usado por todos sem      mercado e a tecnologias públicas com          com a licença de uso, porém todas as
            que com isto se estabeleça competição       a vantagem de economia de escala e            melhorias incorporadas às soluções são
            pelo bem entre seus usuários, uma vez       de escopo. Além de possibilitar o com-        incentivadas a serem compartilhadas
            que, se um ou muitos o utilizam, os de-     partilhamento de riscos e agilidade no        com todos. O ambiente possibilita o
            mais não perdem a possibilidade de vir      desempenho e atualização. Por ser uma         compartilhamento de soluções e a cons-
            a usá-lo. Não há limitação sequer para      rede pública, cria oportunidades na           trução colaborativa do conhecimento
            quem o desenvolveu. Tal característica      medida em que o ambiente se torna             no endereço www.softwarepublico.gov.
            reforça a defesa de que o software pode     maior, contando com atores econô-             br. O Portal do SPB é mantido pela
            ser considerado um bem público e            micos que explicitam a perspectiva de         Secretaria de Logística e Tecnologia
            passível de ser tratado como política       um custo transacional baixo por não           da Informação (SLTI) do Ministério


       28                                                                                                               www.linuxmagazine.com.br
do Planejamento, Orçamento e Ges-                 O trabalho do Centro de Tecnologia      Mais informações
tão (MPOG).                                   da Informação Renato Acher (CTI),
                                                                                          [1] 4CMBr: http://www.
    O SPB é uma iniciativa pioneira           unidade de pesquisa do Ministério da           softwarepublico.gov.br/4cmbr
no mundo e tem chamado atenção a              Ciência e Tecnologia (MCT) junto
ponto de importantes instituições in-         à iniciativa do software público, teve      [2] 5CQualiBr: http://
ternacionais colocarem o SPB como             início em meados de 2006. Durante              www.softwarepublico.
                                                                                             gov.br/5cqualibr
exemplo de melhores práticas a serem          o ano de 2007 foram realizados tra-
observadas (exemplo em http://www.owf.        balhos conjuntos para construção de         [3] 4CTecBr: http://
org). Também é destaque a iniciativa          uma proposta de trabalho em parceira           www.softwarepublico.
                                                                                             gov.br/4ctecbr
Software Público Internacional (SPI),         envolvendo CTI/MCT, SLTI/MPOG,
sendo o Paraguai o primeiro país a ado-       PRODERJ [4] e ABEP [5]. Em 2008, a          [4] Centro de Tecnologia da
tar e colocar em operação o modelo de         SEPIN/MCT passou a participar mais             Informação e Comunicação
software público desenvolvido pelo Go-        ativamente da iniciativa, auxiliando           do Estado do Rio de Janeiro:
                                                                                             http://www.proderj.rj.gov.br
verno Brasileiro. Vários outros países da     na definição de políticas e alocando
América Latina estão em processo de           recursos financeiros, culminando no         [5] Associação Brasileira de
implantação além de países da África e        Projeto de Pesquisa “Modelo de Refe-           Entidades Estaduais de
                                                                                             Tecnologia da Informação
Ásia. O Projeto SPI é coordenado pela         rencia do Software Público Brasileiro”,        e Comunicação: http://
Secretaria de Logística e Tecnologia da       financiado pela FINEP, no âmbito do            www.abep.sp.gov.br
Informação do Ministério do Planeja-          programa de incentivo ao software li-
mento, com o apoio do Programa das            vre. Este projeto representa o ponto
Nações Unidas para o Desenvolvimento          de partida para a melhoria contínua         Autores
– PNUD. Mais recentemente, somou-se           da qualidade do SPB, ou seja, a base        Jarbas Lopes Cardoso é pesquisador sênior
a participação no SPI o Centro Latino-        conceitual para a evolução. A partir        no Centro de Tecnologia da Informação Renato
                                                                                          Archer, CTI, unidade de pesquisa do Ministério
americano de Administração para o             dos resultados do projeto e do inten-
                                                                                          da Ciência e Tecnologia, em Campinas, onde
Desenvolvimento – CLAD.                       so compartilhamento de experiências         trabalha desde 1984. Graduado e com mes-
    O Portal do Software Público possui       entre os membros da comunidade, o           trado em Física pela UNICAMP, doutorando
                                                                                          de Engenharia de Produção pela UNIP. Exerce
ainda um espaço voltado aos grupos de         SPB cria novos paradigmas de cons-          a função de coordenador de projetos de coo-
interesse, que funcionam como capta-          trução do conhecimento e qualidade          peração. Em destaque, coordena a iniciativa do
                                                                                          governo federal de política de desenvolvimento
dores de demanda e apoio técnico para         das soluções. Partes dos resultados des-    de novo modelo de negócio baseado no con-
melhor uso das TI’s por determinados          se projeto estão contidas nas páginas       ceito de software livre/aberto no Brasil, deno-
segmentos temáticos. Trata-se do am-          desta revista.                              minado Software Público Brasileiro, SPB, em
                                                                                          parceria com órgãos do governo, empresas
biente “4C”, Colaboração, Comunida-               Em 17 de Janeiro de 2011, a SLTI        públicas de TI e empresas privadas. Tem traba-
de, Conhecimento e Compartilhamento.          (Secretaria de Logística e Tecnologia       lhado em projetos de cooperação internacional.
                                                                                          Possui trabalhos publicados em revistas e anais
A primeira comunidade temática do             da Informação) do Ministério do Pla-        de conferências nacionais e internacionais. é
Portal do Software Público dedica-se          nejamento, Orçamento e Gestão, pu-          também professor da Universidade Paulista,
                                                                                          UNIP, onde leciona disciplinas de engenharia de
ao tema de tecnologia da informação           blicou a instrução normativa (IN01),        software, gestão de projetos, empreendedoris-
para os municípios: 4CMBr [1]. Já             que dispõe sobre os procedimentos           mo, entre outras, e orienta trabalhos de con-
a segunda comunidade, que agrega              para o desenvolvimento, disponibi-          clusão de curso para os cursos de Ciência da
                                                                                          Computação e Sistemas de Informação.
o “C” de Confiança, trata do tema             lização e uso do SPB. Esta IN01 ins-
                                                                                          Corinto Meffe é Gerente de Inovações Tecno-
qualidade de software: 5CQualiBr [2].         titucionaliza o SPB e regulamenta os        lógicas da Secretaria de Logística e Tecnologia
Uma terceira comunidade de interes-           requisitos técnicos e jurídicos do portal   da Informação do Ministério do Planejamento.
se, surgida recentemente, é a 4CTecBr         do SPB, da oferta e solicitação de soft-    Pérsio Penteado Pinto Martins é doutorando
[3] que disponibiliza tecnologias livres      ware público (SWP), da coordenação          em Engenharia de Transportes pela Unicamp;
                                                                                          Mestre em Administração de Empresas pela
para suporte ao desenvolvimento de            das comunidades virtuais, do uso do         Universidade Paulista (2008); Graduação em
soluções. Nesses ambientes também             SWP, da licença pública da marca, da        Administração de Empresas pela Universidade
estão disponíveis ferramentas para a          comissão para a coordenação do portal       de Ribeirão Preto (2000); Atua como consultor
                                                                                          do Centro de Tecnologia da Informação Renato
interação entre os usuários, dentre           do SPB e dos modelos para manual de         Archer no projeto do Software Público Brasilei-
eles: fóruns, chats, listas e ambientes       instalação e uso dos SWP. O arquivo         ro; Também como professor da PUC Campinas
                                                                                          e professor convidado na Fundação Instituto de
de colaboração e um conjunto de               completo da IN01 pode ser acessado          Administração (Fia). Tem experiência na área de
conteúdos livres para apoiar o uso dos        em: http://www.softwarepublico.gov.         Planejamento Estratégico e Gestão de Opera-
                                                                                          ções, com trabalhos publicados nos temas: Es-
softwares públicos disponibilizados           br/5cqualibr/2-documentos-tecnicos/
                                                                                          tratégia; Logística e Gestão da Qualidade.
para a sociedade.                             index?folder%5fid=35083437 ■



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                                 29
CAPA | Modelo de Capacidade de Processos para Prestação de Serviços


            Modelo de capacidade de processos




            Melhoria de
CAPA




            serviços no
            Software Público
            Brasileiro
            Conheça o Modelo de Capacidade
            de Processos para Prestação
            de Serviços do SPB.
            por Clenio F. Salviano, Sueli A.
            Varani e Márcia R. M. Martinez




              M
                       odelos de Capacidade de             volvido o Modelo de Capacidade        e liberada em outubro de 2009 du-
                       Processos são amplamen-             de Processos para Prestação de Ser-   rante a inauguração da comunida-
                       te conhecidos como um               viços para o contexto do Software     de 5CQualiBr, onde se deu a sua
              conjunto de melhores práticas que            Público Brasileiro – SPB.             validação por representantes das
              ajudam uma organização a melhorar               A primeira versão do Modelo        comunidades e outros participantes.
              seus diversos processos. Utilizando          de Capacidade de Processos para       Na seqüência, com os resultados
              como referência esses modelos já             Prestação de Serviços do SPB foi      da validação, uma nova versão foi
              consagrados no mercado, foi desen-           desenvolvida durante o ano de 2009    gerada e disponibilizada no Portal
                                                                                                 em novembro de 2009.
                                                                                                     Com a evolução do Modelo, no-
               Pode fazer uso desse Modelo, qualquer                                             vas áreas de processo foram iden-
                                                                                                 tificadas como importantes para a
               pessoa ou organização envolvida                                                   melhoria dos processos de serviços
               com prestação de serviços – mesmo                                                 prestados no contexto do SPB para
               fora do contexto do SPB e de outros                                               as soluções disponibilizadas no Por-
                                                                                                 tal, o que deu origem à versão 3.0,
               ecossistemas digitais públicos – , que                                            apresentada neste artigo.
               queira usar o modelo como referência                                                  O público alvo para o Modelo de
                                                                                                 Capacidade de Processo para Pres-
               para uma avaliação e melhoria                                                     tação de Serviços no SPB inclui os
               de seus processos de serviços.                                                    responsáveis pelas comunidades das
                                                                                                 soluções disponibilizadas no Portal


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Modelo de Capacidade de Processos para Prestação de Serviços | CAPA




do SPB bem como os prestadores
de serviços, sejam eles autôno-                            “Temos de prestar atenção na
mos ou empresas, cadastrados no
Mercado Público Virtual – MPV.
                                                    complexa inter-relação de numerosos
O modelo orienta o seu uso tanto                       fatores organizacionais, culturais,
aos usuários mais avançados quan-
to àqueles iniciantes em modelos
                                                            tecnológicos e econômicos do
de capacidade. Também pode fa-                             desenvolvimento de software”.
zer uso desse Modelo, qualquer
pessoa ou organização envolvida
com prestação de serviços – mes-                 ➧ Níveis de capacidade, cujo foco      no acordo pré-estabelecido. O pro-
mo fora do contexto do SPB e de               é a melhoria de áreas de capacida-        pósito da Área de Capacidade de
outros ecossistemas digitais públi-           de de processo individualmente.           Processo “Resolução de Inciden-
cos – , que queira usar o modelo                 As cinco áreas de capacidade           tes” é orientar o estabelecimento
como referência para uma avalia-              de processo da versão atual do            dos processos para recuperar os
ção e melhoria de seus processos              Modelo são:                               serviços acordados o mais rápi-
de serviços.                                     1- Admissão de prestadores de          do possível, com uma resolução
   A importância do processo para             serviços (APS);                           adequada e efetiva de incidentes
a qualidade tem sido evidencia-                  2- Prestação do serviço (PS);          de serviços. O propósito da Área
da pela comunidade de software.                  3- Resolução de incidentes (RI);       de Capacidade de Processo “Ge-
Alfonso Fuggetta, professor do                   4- Gerência da prestação do ser-       rência da Prestação do Serviço”
Departamento de Eletrônica e In-              viço (GPS) e                              é orientar o estabelecimento dos
formação do Colégio Politécnico                  5- Gerência do serviço pela co-        processos para que o Prestador de
de Milão, na Itália, ao concluir              munidade (GSC).                           Serviço acompanhe a execução
uma breve visão geral da história                Cada área de processo é com-           da prestação de serviço, tomando
e resultados da pesquisa em pro-              posta por propósitos e práticas. Um       ações apropriadas quando houver
cesso de software, reconheceu                 propósito descreve as características     desvios significativos do que foi
que “a utilização de processos                que devem ser satisfeitas por uma         planejado. O propósito da Área de
para tratar a inerente complexi-              determinada área de capacidade            Capacidade de Processo “Gerên-
dade de software ganhou força a               de processo, isto é, o alvo que se        cia do Serviço pela Comunidade”
partir dos anos 1980” e enfatizou             quer atingir por meio da aplicação        é orientar o estabelecimento dos
que “a visão do desenvolvimento               das práticas. Uma prática é a des-        processos para que o responsável
de software como um processo                  crição de uma atividade conside-          pela Comunidade acompanhe as
tem ajudado significativamente                rada importante para atingir um           atividades realizadas pelos presta-
a identificação das diferentes di-            objetivo associado a ela. Assim, as       dores de serviço do MPV, tomando
mensões do desenvolvimento de                 práticas descrevem as atividades          ações apropriadas quando houver
software e os problemas que de-               que são esperadas como resultado          desvios significativos em relação
vem ser tratados para estabelecer             para atingir os objetivos de uma          aos objetivos da Comunidade. ■
práticas efetivas”. Ainda segundo             determinada área de capacidade
Fuggetta, “nós temos de prestar               de processo.
atenção na complexa inter-relação                O propósito da Área de Capa-
de numerosos fatores organiza-                cidade de Processo “Admissão de
cionais, culturais, tecnológicos e            Prestadores de Serviço” é orien-
econômicos do desenvolvimento                 tar o estabelecimento dos proces-
de software”.                                 sos para gerenciar a admissão de
   O Modelo de Capacidade de                  prestadores de serviços para as
Processo para Prestação de Ser-               comunidades do Software Público
viços no SPB está estruturado em              Brasileiro – SPB. O propósito da
duas dimensões:                               Área de Capacidade de Processo
   ➧ Áreas de capacidade de pro-              “Prestação do Serviço” é orientar
cesso, onde cada qual é composta              o estabelecimento dos processos
de objetivos e práticas;                      para executar o serviço com base


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                          31
CAPA | Desenvolvimento de software




                                                                                                 Desenvolvimento de software



                                             Boas práticas para
CAPA




                                              desenvolvimento
                                                   de software
                                                                         É necessário seguir uma dinâmica eficiente de
                                                                            desenvolvimento de soluções colaborativas
                                                                                     para o Software Público Brasileiro
                                                                        por Alessandra Zoucas, Clenio F. Salviano,
                                                                            Marcello Thiry e Márcia R. M. Martinez




            O
                      desenvolvimento de soluções           A partir da década de 1980, boas    a Norma ISO/IEC 15504 (também
                      no Portal do Software Público      práticas de empresas de sucesso        conhecida como SPICE – Software
                      Brasileiro (SPB) é feito de for-   no desenvolvido de software vêm        Process Improvement and Capabili-
            ma colaborativa, através de comunida-        sendo identificadas e documenta-       ty dEtermination). No Brasil, existe
            des. Este trabalho coletivo das pessoas      das em Modelos de Maturidade da        também o MPS.BR (Melhoria de
            em uma comunidade deve seguir uma            Capacidade de Processo. O modelo       Processo de Software Brasileiro).
            dinâmica que oriente a comunicação           mais importante foi o SW-CMM              Devido ao sucesso da utilização
            e relacionamento no trabalho. Para           (Capability Maturity Model for         destes modelos em empresas com
            estabelecer na prática esta dinâmica,        Software). Este modelo foi então       estilos de trabalho compatíveis com
            seja ela com mais ou menos controle,         utilizado com sucesso para a me-       os modelos, outras empresas procu-
            existem boas práticas que emergem            lhoria de empresas intensivas em       ram adaptar os modelos para outras
            das experiências bem sucedidas. Estas        software. Uma das características      características. Porém esta não é a
            boas práticas precisam ser identificadas     destes modelos é a documentação        melhor opção. Desta forma, em vez
            continuamente e documentadas em              do que deve ser feito e não como       de adaptar estes modelos, a opção
            modelos de referência de processo para       cada empresa deve fazer. Esta carac-   foi desenvolver, com a comuni-
            orientar a melhoria desta dinâmica e         terística permite que tais modelos     dade e a partir de experiências da
            dos resultados obtidos. Desta forma,         possam ser utilizados de acordo com    comunidade (de baixo para cima,
            um primeiro conjunto de boas práticas        as particularidades e necessidades     da prática para a sistematização)
            para a coordenação de uma comuni-            de cada empresa. Atualmente os         um modelo para SPB, utilizando,
            dade de desenvolvimento de software          modelos mais relevantes são os do      quando apropriado, também prá-
            foi identificado e documentado como          CMMI (Capability Maturity Model        ticas destes outros modelos e da
            um modelo de capacidade.                     Integration) e os compatíveis com      comunidade de software livre.


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Desenvolvimento de software | CAPA




   Foi então desenvolvido um Mode-
lo de Capacidade de Processo e seus
componentes para orientar a melhoria
dos aspectos do desenvolvimento de
software livre em comunidades vir-
tuais tendo o Software Público Bra-
sileiro (SPB) como o contexto mais
específico. Desta forma, o SPB vem
induzindo uma mudança significativa
no contexto do desenvolvimento de
software em comunidades virtuais,
incluindo não apenas o desenvolvi-
mento em si, mas também a utiliza-
ção e construção de conhecimento,
distribuição de riquezas e demanda            Figura 1: Processos de desenvolvimento e evolução de software no SPB.
por soluções intensivas em software.
   O modelo desenvolvido é compos-            Brasileiro. Cada uma destas quatro      lução do software é continuamente
to por um conjunto de práticas para           manifestações demanda diferentes        realizado. Este processo é identifi-
apoiar a melhoria dos processos de            processos. A figura 1 ilustra estas      cado como PCSw. Eventualmente,
desenvolvimento de software do SPB.           manifestações, indicando o tipo de      desenvolvedores de software da co-
As práticas deste modelo (Práticas            processo em cada uma delas.             munidade produzem evoluções do
Específicas) são práticas sobre áreas            Conforme indicado na figura 1,        software. O processo utilizado em
de destaque no desenvolvimento de             para ser admitido como um SPB,          cada uma destas evoluções é iden-
software no contexto de comunida-             uma versão do software tem que          tificado como PESw. O processo
des virtuais, mais especificamente            estar disponível. Esta versão utiliza   de coordenação, disseminação e
no SPB. Chama-se de Área de Ca-               algum processo para este desenvol-      evolução de software PCSw rece-
pacidade de Processo um conjunto              vimento, identificado como PDSw.        be a evolução e quando apropriado
de práticas específicas relacionadas          Este software é então submetido ao      produz nova versão do software.
a um ou mais objetivos.                       SPB e, se aceito, é então admitido          O Modelo de Capacidade de
   Cada comunidade virtual tem a              no SPB. Para esta admissão podem        Processo para Desenvolvimento de
liberdade de definir a forma de imple-        ser necessários alguns ajustes. O       Software para o SPB, é composto de
mentação de cada prática específica           processo utilizado neste ajuste é       nove áreas de capacidade de proces-
descrita no modelo, podendo tomar             identificado como PSSw. Como            so. A tabela 1 apresenta uma visão
como base as orientações apresenta-           SPB, é então estabelecida uma           organizacional das áreas de capaci-
das no próprio modelo. Desta forma,           comunidade para o SPB. É esta-          dade de processo que compõem atu-
cada Área de Capacidade de Processo           belecida uma coordenação para           almente o Modelo de Capacidade
traz orientações para as comunidades          a comunidade e um processo de           de Processo para Desenvolvimento
virtuais, visando qualificar os desen-        coordenação, disseminação e evo-        de Software no SPB. ■
volvedores de software a melhorar a
qualidade da solução desenvolvida              Visão                  Área de capacidade de processo
por meio deste conjunto de práticas.           Estratégica            Gestão estratégica
   O público alvo do Modelo de                                        Gestão da comunidade
Capacidade de Processo para Desen-
                                                                      Gestão do conhecimento
volvimento de Software no SPB são              Tática
                                                                      Gestão de reutilização
os responsáveis pelas comunidades
do SPB bem como os desenvolve-                                        Gestão de relacionamento com clientes
dores de software, solicitantes de                                    Solicitação de melhoria
melhorias, prestadores de serviço                                     Fornecimento de melhoria
                                               Operacional
e usuários de SPB.                                                    Integração e liberação da solução
   O desenvolvimento de software                                      Treinamento na tecnologia e na solução
ocorre em pelo menos quatro ma-
nifestações no Software Público               Tabela 1: Visão organizacional das áreas de capacidade do Modelo.



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                      33
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




            Amadeus                                        tivista de aprendizagem, baseado nos             A primeira instituição nacional a
                                                           preceitos da teoria piagetiana. Os pri-      usar o Amadeus oficialmente foi o
            Gestão de aprendizagem
                                                           meiros estudos foram realizados para a       SENAI do Rio Grande do Norte em
                                                           concepção de interfaces de resolução         um projeto de formação de técnicos.
                                                           colaborativa. Imediatamente notou-se         O Núcleo de Telemedicina (NUTES)
                                                           que seria necessário construir um am-        usa o Amadeus na formação de pro-
CAPA




                                                           biente mais completo de recursos de          fissionais de saúde e a empresa de
                                                           colaboração. Naquela época, a cultura        consultoria VH Consultores, na for-
                                                           do uso de ambientes virtuais ainda era       mação de empreendedores. Dentre
                                                           incipiente para o público brasileiro, e      outras instituições que o utilizam
                                                           as plataformas existentes representavam      para ensino ou projetos de extensão,
                                                           uma barreira ao desenvolvimento de           podemos destacar: a UFPE na espe-
                                                           práticas de ensino à distância.              cialização a distância em Gestão da
                                                               Por essas razões, existia a necessida-   Tecnologia da Informação, a FACA-
            O Amadeus [1] é uma plataforma de              de da criação de uma plataforma que          PE (Petrolina), Univasf, FIR e esco-
            gestão de aprendizagem (do inglês,             simplificasse o acesso aos conteúdos         las públicas no Brasil e no exterior
            Learning Management System ou                  e às situações de aprendizagem. E,           também o utilizam para organizar
            apenas LMS) de segunda geração,                assim, surgiu o LMS Amadeus, com             materiais de aula específicos.
            concebida e desenvolvida por espe-             o objetivo principal de simplificar o
            cialistas e pesquisadores ligados a            acesso à educação. Dessa forma, usar         Instalação do Amadeus
            grupos de pesquisa da Universidade             a plataforma Amadeus significa apren-        A instalação do Amadeus, apesar de
            Federal de Pernambuco (UFPE). Ele              der a criar situações significativas para    simples, exige um pouco de conheci-
            é baseado no conceito de Blended Le-           a construção de conhecimento.                mento técnico. Os requisitos necessá-
            arning, que implementa a combina-                  Segundo pesquisa da ABED (publi-         rios para o servidor onde será realiza-
            ção da aprendizagem presencial com             cada em janeiro de 2011, [2]), o Ama-        da a instalação do Amadeus são: Java
            a aprendizagem virtual interativa.             deus já é o terceiro LMS mais usado          Development Kit (JDK), servidor de
               Um dos objetivos do Amadeus é               no Brasil, atrás apenas do Moodle e do       aplicações Tomcat e servidor de banco
            tornar a utilização do ambiente mais           SAKAI, respectivamente.                      de dados PostgreSQL.
            amigável e agradável. Para tanto, seu                                                           Para evitar possíveis contratempos
            desenvolvimento centrou-se no u-               A comunidade                                 em sua instalação, recomenda-se a
            suário e utilizou métricas de design,          A Comunidade Amadeus, desde o                leitura detalhada do passo-a-passo que
            percepção, avaliação e usabilidade.            início do projeto, coordena e mantém         está disponibilizado na área de arquivos
               Dentre as característica do Amadeus,        reuniões periódicas com o objetivo de        da Comunidade Amadeus, no Portal do
            a principal concentra-se na integração         reportar avanços, planejar mudanças e        Software Público [3]. Após instalado,
            com diversas mídias, tais como: jogos          fomentar o uso e a divulgação do Ama-        a sua utilização é realizada através de
            e simulações multiusuários, vídeos,            deus. Sua missão é: “ajudar as pessoas       um navegador web.
            conteúdo textual, áudio e imagens.             a aprender”; e seu objetivo tem como
            O objetivo da integração é estender,           foco: “simplificar o acesso à educação”.     Módulos do Amadeus
            ao máximo, os estilos de interação dos         Isto nos ajuda a direcionar nossas reali-    As interfaces do Amadeus são todas no
            usuários com os materiais, buscando            zações, sejam em pesquisa, transferência     padrão web, e parte da experiência dos
            explorar os diversos canais da percepção       de tecnologias, cooperação científica        alunos durante suas atividades ocorrem
            humana, além de atender às diversas            sejam nas atividades de coordenação          neste ambiente. Suas interfaces têm
            formas de aprendizagem, através das            da comunidade.                               como objetivo servir de meio às ativi-
            características inerentes a cada um                                                         dades de planejamento e de mediação
            dos materiais, e, assim, aplicá-las no         Aplicabilidade e público-alvo                dos profissionais de educação, podendo
            contexto de aprendizagem.                      O Amadeus foi concebido para me-             ser descritas em três módulos: cadastro,
                                                           diar processos de formação em cursos         gestão de conteúdo e avaliação.
            História                                       presenciais ou a distância ou, ainda,
            O Projeto Amadeus teve início no               na combinação destes. Ele organiza           Componentes inovadores
            ano de 2001 com a aprovação de um              materiais e coordena a realização de         Os componentes inovadores de apren-
            projeto CNPq ProtenCC. Na ocasião,             dinâmicas de colaboração que ocorrem         dizagem do Amadeus introduzem
            desejava-se criar um ambiente constru-         por meio de suas interfaces.                 extensões da experiência dos usuá-


       34                                                                                                                  www.linuxmagazine.com.br
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rios. Estas extensões são projetadas
para ampliar ao máximo as formas
de acesso, incluindo pessoas com
características distintas.
   Amadeus Mobile » Uma adap-
tação do Amadeus para dispositivos
móveis, concebida para lidar com três
fenômenos específicos: percepção,
consciência social e aprendizagem
autodirigida. Através do navegador
web do celular, é possível obter in-
formações sobre cursos e artefatos
disponíveis. A consciência do alu-
no acerca das atividades realizadas
pelo grupo no ambiente também é
proporcionada pela distribuição de
mensagens SMS (Short Message
Service) contendo informações sobre           dizagem por colaboração. Os vídeos,      deus. A versão atual – Amadeus 0.9
as modificações ocorridas nos cursos          em vários formatos, são baixados a       – está à disposição para avaliação e
nos quais estão inscritos.                    partir de um link, armazenado no         testes em [4] (login: admin, senha:
   Jogos Multiusuários » Com a                sistema ou diretamente do Youtube,       admin). Você encontrará mais in-
finalidade de aumentar o grau de              informado pelo professor. Cada u-        formações sobre o Projeto entrando
motivação dos alunos e explorar as            suário carrega o fluxo de vídeo a seu    em nossa comunidade Amadeus no
possibilidades cognitivas associadas          tempo, devido à heterogeneidade          Portal do Software Público em [1]. ■
às técnicas não tradicionais de ensi-         dos meios de acesso à Internet. Um
no, concebeu-se o servidor de jogos           usuário pode convidar os demais           Software para: Educação a Distância
multiusuários. Esta interação ocor-           para “irem” a uma determinada
                                                                                        Está no
re de forma síncrona, mediada por             cena (posição) do vídeo, de forma         Portal desde:
                                                                                                          Março de 2009
interfaces de jogos e comunicação             a todos verem a mesma cena.
                                                                                        Membros:          4.221 membros
textual, o que possibilita perceber a
presença e ações dos participantes.           Conclusão                                 Prestadores
                                                                                                          56 prestadores
   TV Digital » Este módulo possi-            A equipe do Amadeus se sente honrada      de Serviços:
bilita a disponibilização de informa-         em ter transformado o esforço de mais                       Universidade Federal
                                                                                        Ofertante:
ções adicionais para o telespectador,         de cinquenta colegas em um produto                          de Pernambuco - UFPE
inclusive com dados provenientes              que pode transformar a forma como
do Amadeus. Ele também permite                fazemos educação a distância em
que o usuário interaja com o con-             nosso país. Desse modo, demonstrar         Mais informações
teúdo através de simulações, jogos            que pesquisa aplicada e intervenção        [1] Comunidade
e aplicações interativas de forma             social, ou mesmo protagonismo social,          Amadeus: http://www.
geral; sempre contextualizadas com            devem ser fortalecidas e incentivadas          softwarepublico.gov.br/
a programação televisiva principal.           no contexto das instituições públicas          ver-comunidade?community_
   Vídeo Colaborativo » A constru-            de ensino e pesquisa.                          id=9677539
ção desse módulo foi motivada pela               Este ano o Amadeus terá uma             [2] Pesquisa da ABED: http://
constatação dos impactos positivos            versão utilizando o padrão IMS-LD              www.abed.org.br/
do uso de vídeos na formação de               (metalinguagem mantida pelo IMS            [3] Portal Software
adultos. Esta ferramenta permite              Global Learning Consortium), que               Público: http://www.
ao professor compartilhar vídeos              objetiva permitir a modelagem dos              softwarepublico.gov.br/
de forma intuitiva e acompanhar               processos de aprendizagem.
                                                                                         [4] Versão de demonstração
as ações e discussões dos alunos,                Venha conhecer o projeto e desco-
                                                                                             do Amadeus 0.9: http://
como, por exemplo, o modo como                brir como você pode colaborar com              amadeus.cin.ufpe.
os aprendizes organizam suas ações            a sua evolução. Não perca tempo!               br/amadeuslms/
e como ocorre o processo de apren-            Sinta-se convidado a avaliar o Ama-


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                           35
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     ASES
     Acessibilidade


     O ASES – Avaliador e Simulador
     de Acessibilidade de Sítios – é uma
     ferramenta que permite avaliar,
     simular e corrigir a acessibilidade
     de páginas, sites e portais. Para os
     usuários brasileiros, o programa é
     distribuído de forma gratuita sob a
     licença LGPL (GNU Lesser General
     Public License).
        A ferramenta foi desenvolvida
     pelo Departamento de Governo
     Eletrônico e a OSCIP (Organiza-                Figura 1: Interface do Ases.
     ção da Sociedade Civil de Interes-
     se Público) Acessibilidade Brasil              preensíveis e capazes de garantir o     em 18 de janeiro de 2005, e a versão
     com o objetivo de fornecer instru-             controle da navegação pelos usuários,   2.0, já com as alterações propostas,
     mentos que viabilizem a adoção                 independentemente das suas capa-        em 14 de dezembro do mesmo ano.
     da acessibilidade pelos órgãos do              cidades físico-motoras e perceptivas,      A versão 3.0, atualizada para a
     governo. Apesar de seu público-                culturais e sociais.                    WCAG (Web Content Accessibility
     alvo ser desenvolvedores de portais               O ASES é mais uma iniciativa         Guidelines, ou Referências para a
     e sites públicos, o ASES pode ser              do Governo Federal para facilitar a     Acessibilidade de Conteúdo Web)
     utilizado por qualquer cidadão ou              adoção da acessibilidade pelos ór-      2.0 e com itens de padronização
     empresa que queira testar seu site.            gãos do governo. A SLTI já disponi-     de comportamentos comuns para
     Ele incorpora o programa Silvinha,             bilizou o Modelo de Acessibilidade      os sites da APF, está prevista para o
     desenvolvido pela Acessibilidade               em Governo Eletrônico (e-MAG),          segundo semestre de 2011.
     Brasil para a verificação de sites e           que contém uma série de recomen-           Além do ASES, o e-MAG possui
     portais, e outras 14 ferramentas de            dações técnicas para a construção       outras iniciativas:
     avaliação recomendadas pelo World              e adaptação de portais acessíveis a        ➧ Cursos e-MAG: como forma de
     Wide Web Consortium (W3C).                     usuários portadores de deficiências     divulgar o e-MAG, a SLTI desenvol-
        Além de avaliar a acessibilidade            auditivas e visuais.                    ve cursos a distância, que podem ser
     de um site, o ASES também fornece                 O e-MAG consiste em um con-          hospedados por órgãos do governo
     os procedimentos necessários para a            junto de recomendações a ser con-       em seus ambientes de Ensino a Dis-
     sua correção e avalia o CSS e HTML             siderado para que o processo de         tância (EAD).
     de páginas. É possível, na versão 1.0,         acessibilidade dos sites e portais do      ➧ Documentação de Apoio: são
     avaliar a acessibilidade tanto pelo e-         governo brasileiro seja conduzido       artigos que auxiliam e complemen-
     MAG 2.0 quanto pelo padrão inter-              de forma padronizada e de fácil im-     tam as diretrizes da Cartilha Técnica.
     nacional WCAG 1.0 [1]. O ASES é                plementação.                            Incluem-se aí tutoriais, checklists para
     um programa de plataforma, sendo                  Ele é coerente com as necessidades   validação humana e uma avaliação
     possível a análise de sites inteiros ou        brasileiras e em conformidade com       de leitores de tela.
     apenas camadas e seções específicas,           os padrões internacionais. Foi formu-
     algo que não pode ser realizado por            lado para orientar profissionais, que   Principais reursos
     validadores Web, pois estes avaliam            tenham contato com a publicação de         ➧ Avaliador de acessibilidade (e-
     apenas a página fornecida pela url.            informações ou serviços na Internet,    MAG e WCAG);
                                                    a desenvolver, alterar e/ou adequar        ➧ Avaliador de CSS;
     Modelo de Acessibilidade                       páginas, sites e portais, tornando-os      ➧ Avaliador de HTML (4.01 e
     em Governo Eletrônico                          acessíveis ao maior número de pes-      XHTML);
     A acessibilidade na Internet trata do          soas possível.                             ➧ Simuladores de leitor de tela
     oferecimento de conteúdos gráficos                A primeira versão do e-MAG foi       (tempo) e baixa visão (daltonismo,
     e sonoros alternativos, claros, com-           disponibilizada para consulta pública   miopia, catarata);


36                                                                                                             www.linuxmagazine.com.br
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   ➧ Ferramenta para selecionar o             tárquica e fundacional desde maio           Desenvolvimento com a RENAPI,
DocType, conteúdo alternativo, asso-          daquele ano. Ainda no mesmo ano,            em que há diversos projetos para a
ciador de rótulos, links redundantes,         o Brasil aderiu à Convenção sobre os        área de acessibilidade. Entre estes
corretor de eventos e preenchimento           Direitos das Pessoas com Deficiência        está a atualização do ASES, com
de formulários.                               da ONU, sendo esta e seu respec-            a resolução de bugs, melhoria da
   O programa funciona tanto em               tivo Protocolo Facultativo, ratifica-       usabilidade, novos recursos e a atu-
Windows quanto em Linux e para                dos pelo Congresso Nacional em              alização para os padrões e-MAG
executá-lo é necessário o Java Appli-         09 de julho de 2008 pelo Decreto            3.0 e WCAG 2.0. ■
cation Platform SDK (para Windows)            Legislativo nº 186/2008. Em 2009,
e Java Runtime Environment - JRE              o Decreto nº 6.949, de 25 de agosto
(para Linux).                                 de 2009 promulga a Convenção.

Legislação                                    Comunidade ASES no
No Brasil, a construção de sites aces-        Portal do Software Público
síveis é uma exigência do Decreto             Para baixar o ASES, é possível ca-
nº 5.296/2004, que torna obrigatória          dastrar-se na comunidade ASES do
a acessibilidade nos portais e sites          Portal do Software Público Brasileiro.
eletrônicos da administração pública          Através dela, também se pode baixar
na rede mundial de computadores               os códigos fontes, o manual e parti-
para o uso dos portadores de defi-            cipar das melhorias do programa.
ciência, garantindo-lhes o pleno                 A Comunidade conta atualmente
acesso aos conteúdos disponíveis.             com cerca de 2.140 participantes. Os
Em 2007, a Portaria nº 3, de 7 de             questionamentos enviados por eles
maio, institucionalizou o e-MAG               estão sendo utilizados para versão
no âmbito do sistema de Adminis-              2.0 que está sendo desenvolvida pela
tração dos Recursos de Informação             RENAPI (Rede de Pesquisa e Inova-
e Informática – SISP, tornando sua            ção em Tecnologias Digitais).
observância obrigatória nos sites e              Em 2010, a SLTI firmou um
portais de entidades da Adminis-              acordo de Cooperação Intermi-
                                                                                                              Acessibilidade
tração Pública Federal direta, au-            nisterial de Pesquisa, Inovação e            Software
                                                                                                              de portais e
                                                                                           para:
                                                                                                              páginas web
  Quadro 1: 10 dicas para construir sites acessíveis                                       Está no Portal
                                                                                                              Dezembro de 2008
  1. Imagens: use o atributo alt para descrever as imagens que são relevantes              desde:
  ao conteúdo da página e o atributo alt vazio para imagens que não acres-                 Membros:           2.114 membros
  centam informação. Imagens decorativas devem ser inseridas via folha de
  estilo (CSS);                                                                            Prestadores
                                                                                                              26 prestadores
  2. Multimídia: inclua transcrições e legendas para áudio e vídeo;                        de Serviços:
  3. O texto do link deve fazer sentido no contexto. Evite frases como “clique aqui”;                         MPOG e
                                                                                           Ofertante:
  4. Organize seu conteúdo utilizando a hierarquia de cabeçalhos “h1, h2, h3...”;                             ONG Brasil
  5. Coloque o conteúdo antes do menu. Se quiser um menu à esquerda ou
  no topo da página, use as folhas de estilo para mudar o posicionamento;
  6. Não faça a diagramação da página e definições de fontes no arquivo html;
                                                                                            Mais informações
  para isso, utilize folhas de estilo;
                                                                                            [1] Comunidade ASES: http://
  7. Use JavaScript acessível e torne os elementos acessíveis tanto por mouse                   www.softwarepublico.gov.br/
  quanto por teclado. Forneça acesso alternativo ao conteúdo caso plugins e ap-                 ver-comunidade?community_
  plets estejam inativos;                                                                       id=8265263
  8. Use tabelas apenas para dados tabulares. Faça-as de forma acessível;
  9. Utilize a marcação correta na criação de formulários;                                  [2] WCAG - Web Content
  10. Valide seu trabalho: use as ferramentas, checklist e os guias disponíveis                 Accessibility Guidelines:
  no portal do Programa de Governo Eletrônico. Utilize o ASES para validação                    http://www.w3.org/
  mecânica. Valide, sempre que possível, através de pessoas com deficiência.                     WAI/intro/wcag/




Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              37
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     Geplanes
     Gestão e elaboração de
     planejamento estratégico




     O Geplanes é um software de gestão
     estratégica elaborado para empresas
     públicas ou privadas. Ele é utiliza-
     do na fase de elaboração do plane-
                                                    Figura 1: Interface do Geplanes.
     jamento estratégico e na execução
     das ações. O Geplanes possibilita              [1], ferramenta desenvolvida pela     gráficos de gestão à vista, dentre
     gerenciar as medidas, as metas e seus          LinkCom e que é software livre        outras funções.
     desdobramentos, os indicadores e               desde 2006. O Geplanes foi de-           Além disso, o Geplanes dispõe de
     as anomalias em projetos. Através              senvolvido utilizando a linguagem     ferramentas da qualidade que per-
     de relatórios, de gráficos e do pai-           Java de acordo com a especificação    mitem o registro e o tratamento de
     nel de controle, os gerentes, coor-            JEE. Ele possui uma camada de         anomalias ou não-conformidades,
     denadores, diretores e presidentes             abstração de dados que lhe permi-     promovendo a melhoria contínua
     têm uma visão dos indicadores e da             te fazer uso de diferentes sistemas   da organização. ■
     instituição. Suas funções se aplicam           de gerenciamento de banco de
     desde a fase do planejamento até a             dados. A versão a ser distribuída     Software para:   Plano Estratégico
     execução estratégica, possibilitando           no Portal do Software Público [2]     Está no Portal
     o monitoramento do desempenho                  faz uso do PostgreSQL.                                 Abril de 2010
                                                                                          desde:
     organizacional de ponta a ponta.                  O processo de software da
                                                                                          Membros:         4.211 membros
                                                    LinkCom possui certificação MPS.
     Inspiração                                     Br [3], modelo de referência para     Prestadores
                                                                                                           9 prestadores
     A solução foi desenvolvida tendo em            a qualificação e a certificação de    de Serviços:
     mente o modelo de gestão conhecido             empresas em processos de melho-       Ofertante:
                                                                                                           Linkcom
     como Balanced Scorecard (ou BSC),              ria de qualidade dentro de uma                         Informática Ltda.
     que se foca nos objetivos da organi-           realidade mais específica da cul-
     zação, na coordenação do processo              tura e do mercado brasileiro. Tal
     individual de tomada de decisão e              processo, cujo nome é PSK [4],         Mais informações
     no estabelecimento de uma base sus-            foi utilizado integralmente no         [1] Neoframework: http://
     tentável para que ocorra o processo            desenvolvimento do Geplanes.               www.neoframework.org/
     de aprendizagem organizacional.                                                       [2] Comunidade
        O intuito foi criar um sistema              Aplicação                                  Geplanes: http://www.
     administrativo capaz de garantir a             Ao aplicar o Geplanes de maneira           softwarepublico.gov.br/
     sobrevivência da empresa perante               adequada, o gestor pode monito-            ver-comunidade?community_
                                                                                               id=20483099
     a competição provendo uma visão                rar o desempenho dos objetivos
     estratégica fundada com base na                estratégicos, analisar fatores crí-    [3] MPS.Br: http://www.
     análise do sistema empresa-am-                 ticos de sucesso, definir priori-          softex.br/mpsbr/
     biente juntamente com crenças                  dades, desdobrar metas de forma        [4] Para mais informações
     e valores da empresa.                          alinhada em todos os níveis fun-           sobre o processo: http://
                                                    cionais, acompanhar planos de              onlinelibrary.wiley.com/
                                                                                               doi/10.1002/(SICI)1099-
     Desenvolvimento                                ação, avaliar resultados apurados
                                                                                               1379(199801)19:1%3C53::AID-
     Toda a cadeia de tecnologias utili-            periodicamente por meio de in-             JOB826%3E3.0.CO;2-D/
     zadas na construção são softwares              dicadores de desempenho, emitir            abstract
     livres, inclusive o Neoframework               diversos relatórios gerenciais e


38                                                                                                         www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




EducatuX
Integração pedagógica
e computacional




O EducatuX é um projeto cujo méto-
do educacional foi concebido com a
finalidade de promover uma integra-
ção pedagógica entre computadores
e educação, utilizando software livre.        Figura 1: Tela do TestaCuca EducatuX.
    Os altos custos dos softwares educa-
cionais atuais, os códigos-fonte fechados     uso do computador na escola. O com-            O Educatux é uma modalidade de
e até mesmo a falta de uma política           putador, quando mal usado, pode re-         programa de computador desenvol-
pedagógica para o uso de computado-           presentar um perigo na formação do          vida por programadores voluntários,
res em sala de aula foram os principais       aluno; já, quando bem usado, pode ser       utilizando um conjunto de aplicativos
motivadores para que esse projeto fosse       uma ferramenta poderosa em prol da          fabricados com essa filosofia, desenvol-
iniciado.                                     sua educação e da sua evolução.             vidos no mundo todo. O programa não
    Através de observações nas salas de           Com o escopo de transformar o es-       possui fins comerciais.
aulas, percebeu-se que os alunos pre-         paço usado pelos alunos para o apren-          O projeto está reunindo informa-
cisavam de mais estímulos para me-            dizado digital, sugerimos uma nova          ções e conhecimentos necessários para
lhorar sua aprendizagem; de algo que          nomenclatura para o que hoje é cha-         oferecer um guia de referência para o
despertasse neles mais interesse, de algo     mado de laboratório de informática.         uso de conteúdos de informática edu-
novo que os incitasse à compreensão           Aconselhamos a adoção do termo              cacional livre em salas de aula digitais.
dos conteúdos e ajudasse o professor a        Sala de aula virtual, pois é nele que
aguçar as suas curiosidades de forma          um percentual das aulas acontecerão.        Novos horizontes
lúdica e divertida, sem fugir do con-         Recomendamos que, pelo menos, 10%           Atualmente, a coordenação do proje-
teúdo pedagógico.                             a 30% das aulas normais dos alunos se-      to vem trabalhando na integração e
    O modelo EducatuX de fazer educa-         jam neste espaço, não com conteúdos         padronização dos conteúdos digitais
ção traz um conceito completamente            alternativos ligados ao uso do compu-       para a utilização em tablets. A ideia é
livre para o ensino. Baseado em soft-         tador, mas com conteúdos utilizados         oferecer um padrão para a distribuição
wares livres, permite à escola adaptar        em sala de aula.                            de “Livros inteligentes”. Tais livros vão
todo e qualquer software utilizado às             Nosso objetivo é oferecer propostas     além de serem apenas meras informa-
suas necessidades. Agregando isso à           de atividades educacionais, explicar,       ções impressas na tela e o seu emprego
pedagogia, é possível definir perfis e        comentar, fundamentar e usá-las na          vai além da leitura, pois nestes livros
políticas de uso e avaliações para edu-       sala de aula virtual de modo livre, sem     o conteúdo é interativo, inteligente e
cadores e educandos.                          nenhuma limitação legal. O material         metódico. “Estamos trabalhando para
    O projeto visa a construção de mate-      produzido através dessa ferramenta tem      definir um padrão para o mercado e
riais didáticos, para professores e alunos    a finalidade de alfabetizar crianças, jo-   para o governo” frisa Sheyla Santos
do ensino fundamental, que auxiliem           vens e adultos não só no mundo real,        Acioli, psicopedagoga que atua com
a integração das aulas à tecnologia.          mas também no mundo virtual.                escolas públicas e privadas a mais de
Objetiva-se também a construção de                “É brincando que se aprende mais”.      dez anos. “Não adianta falarmos so-
oficinas práticas, as quais serão aplicadas   Esta é a proposta base do EducatuX,         bre o uso de tablets nas escolas e não
nas escolas, tendo como público-alvo          que, através de atividades divertidas e     termos como garantir que o conteúdo
os professores e pedagogos.                   lúdicas, encerra o que há de melhor na      chegue da melhor forma possível à
    Com o uso de técnicas pedagógicas,        informática junto ao melhor do con-         mão da criança. Professores, desen-
o EducatuX se propõe a disciplinar o          teúdo educacional.                          volvedores independentes e editoras


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              39
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     precisam adotar um padrão para que o           TestaCuca                                      O TestaCuca EducatuX está se
     conteúdo possa ser distribuído. E esse             Outra novidade do projeto é o           tornando realidade graças ao apoio da
     padrão precisa ser acessível a todos. Não      software TestaCuca EducatuX, um             empresa W4BR, que investiu no de-
     adianta cada editora ou cada produtor          sistema desenvolvido para auxiliar a        senvolvimento de toda solução, traba-
     sair lançando o seu padrão, porque a           aplicar avaliações e gerar relatórios e     lhando na produção de um hardware
     maioria das escolas não trabalha com           gráficos de desempenho para análise         e uma imagem do sistema operacional
     uma única editora. Muitas escolas              da qualidade do ensino. Seus relató-        Android, para ser uma referência para
     escolhem a pluralidade do material             rios e gráficos têm por objetivo apre-      uso em ambientes escolares. ■
     para que o aluno tenha uma visão               sentar um diagnóstico da rede para
     mais ampla de tudo e não se feche              que os gestores possam tomar medidas         Software para:     Educação Infantil
     em uma única linha de pensamento.”             preventivas relacionadas ao processo
                                                                                                 Está no Portal
        Imagine se cada editora tivesse seu         pedagógico, estipulando como meta                               Abril de 2010
                                                                                                 desde:
     padrão ou modelo, a administração de           a melhoria do ensino e, consequen-
                                                                                                 Membros:           2.771 membros
     tantas soluções diferentes, que poderiam       temente, a avaliação da prova Brasil.
     surgir no mercado, ficaria inviável para           Este sistema é uma importante ferra-     Prestadores
                                                                                                                    6 prestadores
     escolas públicas ou privadas.                  menta para permitir a avaliação da evo-      de Serviços:
        Segundo Sheyla, não adianta que a           lução do uso do EducatuX e de novas                             Instituto Superior
                                                                                                 Ofertante:
     escola tenha tablets estáticos, sem defi-      tecnologias em sala de aula. Com ele,                           Fátima
     nir um método para a utilização deles          podemos ver, praticamente em tempo
     no ambiente escolar. Ela frisa ainda           real, os resultados obtidos com a inte-
     que o projeto está à procura de novas          gração da tecnologia à educação. Os          Mais informações
     escolas públicas e privadas interessadas       próprios professores, pedagogos e equipe     [1] Comunidade EducatuX: http://
     em experimentar o método em suas               da escola podem elaborar questionários           www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                                     ver-comunidade?community_
     salas de aula com o auxílio de tablets         e aplicá-los de forma prática e eficien-
                                                                                                     id=20675454
     e computadores.                                te utilizando computadores e tablets.


     MDArte                                         o aumento da complexidade dos siste-        precisará ser escrito é muito inferior ao
                                                    mas de informação. Ela é baseada em         já gerado pela ferramenta. Além disso,
     Framework de desenvolvimento                   UML (Unified Modeling Language)             a ferramenta cria camadas de abstração
                                                    e outros padrões OMG, o que pro-            que facilitam o desenvolvimento de sis-
                                                    porciona uma visão independente             temas, não exigindo do desenvolvedor
                                                    de plataforma e a automatização da          um conhecimento específico sobre as
                                                    geração de grande parte do código           tecnologias utilizadas, como EJB, Hi-
     O MDArte tem como propósito a cria-            dos aplicativos. Os artefatos específicos   bernate e Struts. Assim, tanto o tempo
     ção de um novo referencial de software         de plataforma são gerados a partir de       de desenvolvimento como o custo do
     público, através do uso de tecnologias         modelos que representam o sistema:          projeto são reduzidos drasticamente.
     modernas, redução do custo total dos           casos de uso, diagramas de atividades
     serviços de tecnologia da informação e da      e diagramas de classes.                     Funcionamento do MDArte
     dependência de soluções proprietárias.            De acordo com a abordagem MDA,           O MDArte tem como entrada um mo-
        O projeto [1] surgiu da necessidade         um mesmo modelo pode ser utilizado          delo UML representado no formato
     do Governo Federal de padronizar o             para múltiplos propósitos [4] podendo       XMI (XML Metadata Interchange),
     desenvolvimento e as tecnologias de            produzir versões diferentes de um mes-      compatível com muitas ferramentas
     seus sistemas de informação. Ele pode          mo aplicativo, como, por exemplo, em        de modelagem, inclusive algumas
     ser definido como uma evolução do fra-         J2EE, .NET e PHP.                           Open Source, como o ArgoUML [5].
     mework AndroMDA [2], que por sua vez,             São essas as características que im-     O modelo UML passa pelo núcleo de
     proporciona a geração de código basea-         pulsionam o uso de MDA, pois, a partir      transformação, onde será lido e mapea-
     da em modelos, a partir da abordagem           de modelos, cerca de 80% do aplicativo      do, seguindo para os módulos encarre-
     MDA (Model Driven Architecture) [3].           construído passa a ser composto por         gados de efetivamente gerar o código.
        A metodologia MDA foi inicial-              código gerado. Essa geração repre-          Os módulos são separados por escopo
     mente proposta pela OMG (Object                senta um ganho para o projeto, pois o       e tecnologia, facilitando a gerência dos
     Management Group) para lidar com               montante de código que efetivamente         gabaritos de código (templates).


40                                                                                                                  www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




   Atualmente, o MDArte está di-              o SGDC-P do Ministério da Defesa,             e também fazê-lo evoluir para tec-
vidido em cinco módulos, com as               o SICONV do Ministério do Plane-              nologias e padrões mais modernos.
seguintes tecnologias:                        jamento, o NEXO da Força Aérea                    Desde a criação da Comunidade
   ➧ EJB: Permite o isolamento das regras     Brasileira e o SOMAR da Marinha do            MDArte no Portal do Software Público
de negócio do sistema, criando todo o         Brasil. A tabela 1 contém estatísticas        Brasileiro, existe um canal de comuni-
arcabouço para serviços e web services,       extraídas de alguns sistemas desen-           cação estabelecido entre o framework
inclusive com controle de acesso.             volvidos utilizando MDArte.                   e seus usuários, fundamental para a
   ➧ Hibernate: Permite o mapeamento                                                        sua evolução. Junto à recente formali-
objeto-relacional, gerando toda confi-        Atividades de pesquisa                        zação do Comitê Gestor do MDArte
guração da base de dados a partir de          O MDArte foi originado no meio aca-           e ao engajamento das instituições par-
diagramas de classes. O módulo tam-           dêmico, através da parceria do Gover-         ticipantes, os desenvolvedores preten-
bém é capaz de criar um mecanismo de          no Federal com a linha de pesquisa de         dem estimular o uso das ferramentas
auditoria, útil para garantir a veracidade    Banco de Dados do Programa de En-             disponibilizadas pelo Portal de forma a
de dados e rastrear ações no sistema.         genharia de Sistemas e Computação             identificar necessidades de melhoria dos
   ➧ Java: Permite a geração de estruturas    (PESC), parte do Instituto Alberto Luiz       conteúdos disponíveis visando agregar
auxiliares, como Transfer Object (TO)         Coimbra (COPPE), da Universidade              novos membros à iniciativa. ■
e Value Object (VO), além de compo-           Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) [15].
nentes comuns ao sistema.                        O COPPE mantém um segmento                                      Arquitetura da
                                                                                             Software para:
                                                                                                                 Aplicação - MDA
   ➧ JUnit [6]: Permite a construção de       dedicado à pesquisa da metodologia
fluxos de testes a partir de diagramas de     MDA, em que o MDArte tem re-                   Está no Portal
                                                                                                                 Fevereiro de 2009
                                                                                             desde:
atividades. Além disso, facilita os testes    presentado uma ótima ferramenta de
de serviços e componentes web, pois           aprendizado. Como resultado, vários            Membros:            1.733 membros
cria uma camada de abstração respon-          trabalhos relacionados ao framework            Prestadores
                                                                                                                 6 prestadores
sável por lidar com informações como          foram elaborados (projetos finais de           de Serviços:
controle de acesso, comunicação com           curso, dissertações de mestrado e ou-                              Marinha do
                                                                                             Ofertante:
JUnit e Selenium. [7]                         tras pesquisas) e publicados em eventos                            Brasil e UFRJ
   ➧ Struts [8]: Permite a geração de         e revistas nacionais e internacionais.
aplicativos web a partir de casos de uso         Muitos desses trabalhos já se torna-         Mais informações
descritos em diagramas de atividades.         ram parte da última versão do MDArte,           [1] Comunidade MDArte: http://
Representa o módulo mais complexo,            como o módulo JUnit, a geração de                   www.softwarepublico.gov.br/
pois lida com diversos tipos de com-          estatísticas e a ferramenta de suporte              ver-comunidade?community_
                                                                                                  id=9022831
ponentes web e fluxos de navegação.           ao desenvolvimento. Alguns outros
                                                                                              [2] Framework AndroMDA:
   Após a geração dos objetos, são            projetos, como o extrator de depen-                 http://www.andromda.org
criados locais conhecidos como pon-           dências e identificador de violações de         [3] Miller, J. and Mukerji, J.
tos de implementação, normalmente             arquitetura, estão em fase final de testes          2003. MDA Guide Version
métodos que devem ser implemen-               e devem se tornar públicos em breve.                1.0.1. Object Management
                                                                                                  Group: http://www.omg.org/
tados pelo desenvolvedor.                                                                         cgi-bin/doc?omg/03-06-01
                                              Próximos passos                                 [4] Siegel, J. and the OMG
Experiência em projetos                       O MDArte tem por objetivo oferecer                  Staff Strategy Group.
Durante os anos de utilização e manu-         tecnologias modernas a baixo custo e                2001. Developing in OMG’s
                                                                                                  Model Driven Architecture.
tenção do MDArte, muitos foram os             sem dependência proprietária. Para                  OMG white paper: ftp://
projetos produzidos pela ferramenta,          tanto, seguimos um mapa de lança-                   ftp.omg.org/pub/docs/
contabilizando mais de uma dezena             mentos estabelecido pela comunida-                  omg/01-12-01.pdf
de sistemas de informação do Gover-           de, que visa atender a necessidade dos          [5] ArgoUML: http://
no Federal. Temos como exemplos               projetos que utilizam o framework                   argouml.tigris.org
                                                                                              [6] JUnit: http://www.junit.org/
                                      NEXO    Rationalis    SGDC-P        SOMAR               [7] Pinel, R. E. A. et al. Improving
                                                                                                   tests infrastructure through
 Casos de uso                         272     298           313           254                      a model-based approach:
 Entidades                            113     152           385           194                      http://portal.acm.org/
                                                                                                   citation.cfm?id=1921544
 Classes de serviços                  11      8             245           28
                                                                                              [8] Struts: http://struts.
Tabela 1: Casos de uso do MDArte.                                                                  apache.org/



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                                41
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público
                                                  ware




     Apoena                                         Banco de Talentos                        Cacic
     Gestão de conteúdo                             Mapeamento humano                        Diagnóstico do parque
                                                                                             computacional

                                                             Banco de Talentos               Primeiro software público do Gover-
                                                                                             no Federal, resultado do consórcio
                                                                                             de cooperação entre a SLTI (Se-
     O Apoena é um software livre que                                                        cretaria de Logística e Tecnologia
     surgiu da necessidade de facilitar                                                      da Informação), do Ministério do
     a democratização da informação                 O Banco de Talentos [1] foi desen-       Planejamento, Orçamento e Ges-
     nos telecentros do Banco do Brasil.            volvido com o intuito de mapear os       tão, e a DATAPREV (Empresa
     A ferramenta elabora clippings de              talentos da Câmara dos Deputados         de Tecnologia e Informações da
     notícias, funcionando como uma                 e identificar o potencial humano         Previdência Social), desenvolvi-
     agência de notícias ao coletar e pro-          da Instituição. Ele facilita a análise   do pelo Escritório Regional da
     cessar informações de mais de 300              contínua da evolução funcional,          DATAPREV no Espírito Santo,
     fontes informativas. O usuário pode            por meio da disponibilização de          o Cacic [1] é capaz de fornecer
     definir e filtrar os assuntos de seu           informações prestadas pelos pró-         um diagnóstico preciso do parque
     interesse bem como encaminhar as               prios servidores.                        computacional e disponibilizar
     notícias por email para outras pessoas            Foi elaborado com base em um          informações como o número de
     cadastradas no sistema. O Apoena               metamodelo de dados que permite          equipamentos e sua distribuição
     facilita o contato do administrador            a sua adequação à realidade das          nos mais diversos órgãos, os tipos
     de portais com ferramentas de ges-             mais diversas organizações.              de softwares utilizados e licencia-
     tão de conteúdos.                                 A Câmara dos Deputados dis-           dos, as configurações de hardware,
        O software foi lançado no dia 24            ponibiliza o Banco de Talentos           entre outras informações. Também
     de junho de 2009 no estande do                 para a comunidade através do             pode fornecer informações sobre
     Banco do Brasil durante o 10º Fó-              Portal do Software Público, sem          dados patrimoniais e a localização
     rum Internacional de Software Livre            ônus financeiro, visando a sua           física dos equipamentos, ampliando
     (FISL) e utiliza as linguagens Shell           evolução e a melhor utilização           o controle do parque computacio-
     Script, Java e PHP no núcleo de seu            dos recursos públicos.                   nal e a segurança na rede.
     código-fonte e MySQL como banco                   O software é desenvolvido em Java         Foi criado nas linguagens de
     de dados padrão. Faça parte da co-             e utiliza o banco de dados MySQL         programação PHP, Perl, Python
     munidade [1] e discuta melhorias,              e pode ser obtido gratuitamente no       e Delphi e utiliza o banco de da-
     sugira implementações e auxilie no             Portal do Software Público. ■            dos MySQL para armazenamento
     desenvolvimento da ferramenta. ■                                                        de informações. ■
                                                     Software         Mapear talentos
      Software            Clippings de               para:            e conhecimento
                                                                                                              Inventário e
      para:               notícias                   Está no                                 Software para:
                                                                      Março de 2009                           patrimônio
      Está no                                        Portal desde:
                          Abril de 2009                                                      Está no
      Portal desde:                                  Membros:         3.452 membros                           Abril de 2007
                                                                                             Portal desde:
      Membros:            2.472 membros              Prestadores
                                                                      36 prestadores         Membros:         29.315 membros
      Prestadores                                    de Serviços:
                          17 prestadores                                                     Prestadores
      de Serviços:                                                    Câmara dos                              188 prestadores
                                                     Ofertante:                              de Serviços:
      Ofertante:          Banco do Brasil                             Deputados
                                                                                             Ofertante:       Dataprev


      Mais informações                                Mais informações
                                                                                              Mais informações
      [1] Comunidade Apoena: www.                     [1] Comunidade Banco de Talentos:
          softwarepublico.gov.br/                         www.softwarepublico.gov.br/         [1] Comunidade Cacic: www.
          ver-comunidade?community_                       ver-comunidade?community_               softwarepublico.gov.br/ver-
          id=10374226                                     id=10157501                             comunidade?community_id=3585




42                                                                                                            www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




GP-Web                                           ➧ Módulo de e-mail corporativo               ➧ Módulo de agenda coletiva e
Gestão de projetos                            com assinatura eletrônica, criptografia,    lista de atividades a realizar (to-do
                                              aviso de leitura, controle de despa-        list – lista de tarefas a serem feitas),
O GP-Web [1] foi desenvolvido pelo            chos, dentre outras funcionalidades;        integrada aos demais módulos, com
Capitão Comandante Reinert, no 3º                ➧ Módulo de criação e envio de           recursos semelhantes ao Lotus Notes
Batalhão de Comunicações de Porto             documentos, tal qual o SPED, mas            e ao Google Agenda. ■
Alegre, no RS. Desenvolvido inteira-          mais fácil de operar e flexível;
mente em PHP e Javascript com banco              ➧ Módulo de gerenciamento                 Software            Gerenciamen-
de dados MySQL, pode ser executado            de projetos completo, inclusive              para:               to e protocolo
em qualquer navegador web, inclusive          podendo importar arquivos do MS              Está no Por-
                                                                                                               Maio de 2011
a partir de um telefone celular.              Project e Dot Project, contendo              tal desde:
   Tanto na parte de gerenciamento            também WBS;                                                      Pessoa física –
                                                                                           Ofertante:
de projeto, práticas de gestão e indica-         ➧ Módulo de gestão da excelência,                             Sérgio Reinert
dores quanto na tramitação interna de         com controle de indicadores, práticas
mensagens e documentos protocolados,          de gestão, relatório de gestão, com as
o sistema se propõe a ser uma solução         réguas de 250, 500 e 1.000 pontos do          Mais informações
completa e integrada para as organi-          Governo Federal (PQGF) e da Fun-              [1] Comunidade GP-Web:
                                                                                                http://www.softwarepublico.
zações civis e militares. O GP-Web é          dação Nacional da Qualidade, assim                gov.br/dotlrn/clubs/gpweb/
composto pelos seguintes módulos:             como a de 500 pontos do Exército;


i-Educar                                      e disponibilização destes a todos os        municípios de diferentes tamanhos e
                                              usuários em uma interface web co-           índices de desenvolvimento.
Gestão Escolar                                mum. Somando-se a isso, a geração
                                              de relatórios possibilita uma melhor        Instalação
O i-Educar é um sistema de gestão es-         análise do sistema escolar, amparando       Os procedimentos de instalação pare-
colar baseado em web que tem como             os gestores nos processos de tomada de      cerão rotineiros para quem já está ha-
objetivo centralizar os dados escolares       decisão. Esses relatórios também são        bituado a instalar aplicações web PHP.
de um sistema de educação municipal.          importantes para a obtenção de ver-         As dependências atuais são: PHP 5.2+
Os benefícios da sua implementação            bas junto ao Ministério da Educação.        com as extensões gd, pgsql e pdflib (ex-
são a diminuição do uso de papel e da            O i-Educar destaca-se por ser um         tensão PECL) instaladas, servidor web
duplicidade de documentos, a otimiza-         software livre (licenciado pela GNU-        com suporte a PHP, biblioteca PDFLib
ção do trabalho do servidor público e         GPL), sendo seu desenvolvimento,            e o PostgreSQL 8.2. A documentação
do tempo de atendimento ao cidadão.           realizado de forma colaborativa. São        disponível no wiki do projeto na página
    O i-Educar foi desenvolvido pela          mais de 4 mil usuários cadastrados na       do software público contém os proce-
Prefeitura Municipal de Itajaí (SC)           comunidade i-Educar dentro do Portal        dimentos necessários para a instalação
para modernizar a gestão educacional          do Software Público Brasileiro, com         em ambientes Linux e Windows. ■
do município. Com o apoio da Cobra            perfis que vão desde administradores
Tecnologia, o sistema foi disponibilizado     de sistemas a secretários de educação.       Software para: Gerenciamento escolar
no Portal do Software Público Brasileiro,        Esse fator é importante tanto para a      Está no Portal
                                                                                                          Setembro de 2008
    O sistema conta com diversas fun-         evolução do software como para a eco-        desde:
cionalidades para a gestão eficiente do       nomia dos municípios que o adotam.           Membros:          10.777 membros
sistema escolar, como cadastro de aluno,      Um município que implementa uma              Prestadores
histórico escolar, matrícula, rematrícu-      nova funcionalidade tem um local único                         140 prestadores
                                                                                           de Serviços:
la automática, alocação de professores,       de publicação de software; outro que         Ofertante:        Prefeitura de Itajaí - SC
quadro de horários, além de, inclusive        venha a necessitar deste mesmo recurso
contar com um módulo para gerencia-           não precisará desenvolvê-la, bastando
mento de bibliotecas, com o empréstimo        assim reutilizá-lo. Além do enorme            Mais informações
de livros e gestão de acervo.                 potencial de economia de dinheiro             [1] Comunidade i-Educar: http://
    A grande vantagem do i-Educar             público, esse compartilhamento disse-             www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                                ver-comunidade?community_
é a otimização de recursos que ocor-          mina o conhecimento em tecnologia da              id=6552490
re devido a centralização dos dados           informação de forma igualitária entre


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              43
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     Controle de Marcas
     e Sinais
     Software livre a serviço
     do produtor rural.

     Como surgiu                                        Para acelerar a localização de marcas    animais para abate, no campo e nas
     Até o início do ano de 2007, o mu-             ou sinais semelhantes, além da asso-         fazendas. O Controle de Marcas e
     nicípio de Bagé/RS, cuja atividade             ciação com o produtor e a localidade,        Sinais pode ser utilizado pelas forças
     agropecuária é bastante expressiva,            o sistema permite a caracterização por       de segurança para fins de consulta de
     realizava o controle de marcas e sinais        conteúdo, ou seja, se a marca contém         legitimidade de certificados de proprie-
     de forma manual e arcaica em dois              figuras, desenhos ou letras.                 dade ou mesmo para a identificação
     grandes livros; com o arquivo tendo                Depois de realizado o cadastro da        do proprietário através da pesquisa
     sido iniciado na década de 1930. A             marca ou sinal, é possível emitir um         pelas características da marca, caso
     ação do tempo, o mau acondiciona-              certificado de propriedade que iden-         seja realizada uma apreensão de car-
     mento e a falta de cuidados no ma-             tifica o produtor que a detém. Esse          ga animal em desacordo ou ainda em
     nuseio tornaram quase impossível a             certificado pode ser consultado para         outros tipos de investigações.
     visualização de determinados registros.        fins de validação e evitar a falsificação.
        Além da precariedade do armaze-                                                          Outros casos de uso
     namento, o processo de consulta era            Benefícios                                   A partir da publicação do software
     lento e impreciso. Cada novo registro          O software permite o registro eletrôni-      de Controle de Marcas e Sinais no
     de propriedade de uma marca deve               co de marcas e sinais; portanto, além        Portal do Software Público Brasilei-
     possuir um símbolo único, de modo              de facilitar o armazenamento das in-         ro, outros municípios demonstraram
     que seja possível possa identificar seu        formações, uma vez que são registros         interesse em utilizar o sistema como
     proprietário sem o risco de ambigui-           eletrônicos sem dependência de ma-           ferramenta de registro para catalo-
     dade. O prazo estimado para consulta           terial físico (papel), o acesso aos dados    gação de marcas e sinais. Dentre os
     nos livros à procura de registros seme-        é muito mais rápido.                         diversos municípios que já utilizam
     lhantes levava dias, até alguns meses.            Atualmente o prazo estimado               ou pretendem utilizar o sistema, po-
        Foi então que o Núcleo de Tecnologia        para o registro de uma nova marca            dem ser citados: Aceguá/RS, Hulha
     da Informação da Prefeitura Municipal          ou sinal é de apenas 24 horas, uma           Negra/RS, Pedras Altas/RS, Santa
     de Bagé começou o desenvolvimento              notável redução em comparação à              Vitória do Palmar/RS, Sant’Ana do
     do Controle de Marcas e Sinais. Com            imprecisão da situação anterior.             Livramento/RS e Mineiros/GO. ■
     a implementação do sistema, iniciou-se
     um recadastramento de todos os produ-          O software por dentro
     tores detentores de marcas e sinais, na        O Controle de Marcas e Sinais foi             Software         Registro de
     cidade de Bagé, para facilitar o acesso às     desenvolvido em linguagem de pro-             para:            Marcas e Sinais
     informações de forma eletrônica.               gramação PHP (versão mínima 5.2),             Está no
                                                                                                                   Junho de 2009
                                                    voltado para o uso através da plata-          Portal desde:
     Funcionamento                                  forma web (sugere-se Apache versão            Membros:         732 membros
     O Controle de Marcas e Sinais possui           2.2), e utiliza banco de dados Post-          Prestadores
                                                                                                                   19 prestadores
     um cadastro para os produtores rurais,         greSQL (versão mínima 8.1). Foram             de Serviços:
     que são vinculados as suas respectivas         realizados testes e implementações da                          Prefeitura de
                                                                                                  Ofertante:
     localidades e as marcas e sinais con-          instalação do sistema em ambiente                              Bagé - RS
     tidas no sistema, que são associados           Linux; contudo, observados os requi-
     ao seu produtor proprietário. Desse            sitos mínimos, a implementação pode
     modo, ao visualizar o registro de ca-          ser realizada em outras plataformas.          Mais informações
     dastro de um determinado produtor,
     é possível conhecer as marcas e sinais         Auxílio à segurança                           [1] Comunidade Controle de
     que este detém. Da mesma forma, ao             Infelizmente, um crime comum em                   Marcas e Sinais: http://www.
                                                                                                      softwarepublico.gov.br/
     visualizar o registro de uma marca ou          áreas de pecuária é o abigeato, que
                                                                                                      ver-comunidade?community_
     sinal, a informação sobre o produtor           é o tipo de crime que envolve furto               id=11791260
     detentor é apresentada.                        de animais, como animais de carga e


44                                                                                                                  www.linuxmagazine.com.br
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COCAR                                            ➧ Um serviço de banco de dados            em critérios pré-definidos. Ele as clas-
Controle centralizado de                      para armazenar os dados coletados,           sifica em três grupos: Tráfego Alto, Sem
                                              resumos e tabelas de referência;             Tráfego e Problemas de Confiabilidade.
redes distribuídas.
                                                 ➧ Um serviço web, onde reside a               O Cocar também apresenta uma
                                              página para acesso às informações.           tabela com resumo das ocorrências
                                                                                           por tipo de alerta. Ele pode ainda
                                              Exibição de alertas                          mostrar uma série de gráficos com
                                              O COCAR lista uma série de alertas           a desempenho diário e mensal dos
                                              para a análise dos dados. O sistema          equipamentos monitorados. ■
O Controlador Centralizado do Ambiente        verifica, a cada cinco minutos, a mé-
                                                                                                                 Monitoramento de
de Redes - COCAR - foi desenvolvido           dia de tráfego da interface nos últimos       Software para:
                                                                                                                 tráfego de rede
pela DATAPREV com o objetivo de               dez minutos, independenemente do
disponibilizar, para todos os escritórios,    dado ser de entrada ou saída. Em se-          Está no Por-
                                                                                                                 Abril de 2007
                                                                                            tal desde:
uma ferramenta para monitoramento de          guida, verifica se esta média é maior
tráfego nos circuitos da rede de acesso e     ou igual a 20% além do CIR (com-              Membros:             9.948 membros
fornecer alarmes informativos de queda        mitted information rate, a velocidade         Prestadores
                                                                                                                 72 prestadores
de desempenho nestes circuitos com o          padrão garantida pelo provedor). Se           de Serviços:
armazenamento dos dados coletados.            o resultado for positivo, ele confere         Ofertante:           Dataprev
O sistema é composto por três serviços:       se já há um alarme registrado no
    ➧ Um serviço de coleta das informa-       período anterior para essa interface.
ções que realiza periodicamente a coleta      Caso haja, ele altera a criticidade do         Mais informações
do tráfego de entrada e saída da rede         alarme; caso contrário, registra um            [1] Comunidade Cocar: http://
de acesso nos roteadores do backbone          alarme de criticidade mais baixa.                 www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                                ver-comunidade?community_
que atende as Agências da Previdência            O COCAR lista as unidades que                  id=133801
Social e as Gerências Executivas;             apresentam irregularidades, com base


e-Cidade                                      rifados, registra a prestação de contas         ➧ Área Educação: escola, biblioteca,
                                              e gerencia procedimentos como paga-          secretaria, merenda escolar.
Gestão de município
                                              mentos de diárias e de restos a pagar.          ➧ Área Saúde: agendamento ambu-
   O e-Cidade destina-se a informatizar       Possibilita o controle dos imóveis, das      latorial, farmácia.
a gestão dos municípios brasileiros de        obras executadas e da dívida ativa do           ➧ PublicQ: ferramenta de BI para to-
forma a integrar os entes municipais:         município, além da consulta a proces-        mar decisões do administrador municipal.
Prefeitura Municipal, Câmara Muni-            sos administrativos. E administra ain-          ➧ Área Cidadão: emitir segunda via
cipal, autarquias, fundações e outros.        da as informações relativas ao Plano         de IPTU, parcelar e recolher ISSQN.
   O software é apoiado pelo Mi-              Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes          Para funcionários: emissão de contra-
nistério do Planejamento, e, entre            Orçamentárias (LDO) e Lei Orça-              cheque, ficha financeira, comprovante
as vantagens de sua adoção, estão a           mentária Anual (LOA), entre outros.          de rendimentos e consulta cadastral.■
economia de recursos, a liberdade
de escolha dos fornecedores e a ga-           Principais recursos                           Software para: Gestão de Município
rantia de continuidade do sistema.               ➧ Área Financeira: orçamento, em-          Está no Portal
                                                                                                                Outubro de 2009
   A liberação do e-Cidade é fruto de         penho, tesouraria, contabilidade.             desde:
uma parceria entre a empresa Dbseller             ➧ Área Tributária: cadastro imo-          Membros:            6.292 membros
e a Secretaria de Logística e Tecnolo-        biliário, ISSQN, arrecadação, água,           Prestadores
                                                                                                                119 prestadores
gia da Informação (SLTI) do Minis-            fiscalização, dívida ativa, cemitério,        de Serviços:
tério do Planejamento. Entre os seus          contribuição de melhoria, módulos             Ofertante:          Empresa DBSeller
recursos estão autorização, emissão e         diversos, UTBI, jurídico, marcas e si-
liquidação de empenhos totalmente             nais, projetos, notificações.
                                                                                             Mais informações
integrados ao processo de aquisição e             ➧ Área Patrimonial: material, compras,
                                                                                             [1] Comunidade e-Cidade: http://
emissão de notas fiscais.                     licitações, frotas, patrimônio, protocolo.        www.softwarepublico.gov.br/
   O e-Cidade também integra os                   ➧ Área Recursos Humanos: estágio              ver-comunidade?community_
                                                                                                id=15315976
módulos de compras com os almoxa-             probatório, pessoal, recursos humanos.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                               45
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     Cortex
     Framework em C++ para arquitetura orientada a serviços em desktop

     Imagine uma caixa cheia de blocos de              Diferentemente de um ambiente          “ISynapse”, que especializa o “encai-
     montar com os mais variados formatos,          SOA tradicional, as sinapses são com-     xe padrão” dos blocos de montagem.
     tamanhos e cores, mas todos com o              ponentes desenvolvidos em C++, na         Os únicos métodos que devem fazer
     mesmo padrão de encaixe. Com eles,             forma de bibliotecas dinâmicas (shared    parte da implementação são “start”
     uma criança pode montar um carro,              objects em Linux ou DLLs em Win-          e “stop”. “ICortex” é a interface que
     um robô, um animal de sua preferên-            dows) baseadas no Qt SDK [2]. Até o       permite a “descoberta de serviços” e
     cia ou o que a sua imaginação puder            momento, o Cortex já foi compilado        seu respectivo consumo.
     conceber! Os blocos podem ser rear-            com sucesso em GNU/Linux (Ubuntu             Acompanha o framework um apli-
     ranjados e reutilizados a seu bel-prazer.      9.04 a 10.10), Windows (2000, XP, Vista   cativo (uma composição de sinapses)
     Eis a ideia por trás do Cortex, o que          e 7), Mac OS X e Maemo.                   chamado “Gerador de Sinapses”. Para
     confere extremo poder e flexibilidade             O Cortex está vocacionado para         facilitar ainda mais o desenvolvimento,
     às aplicações desenvolvidas sobre ele.         o desenvolvimento de aplicativos          esse assistente guia o desenvolvedor
        As origens do framework remontam            desktop. Podemos dizer que ele ofere-     na geração de toda a infraestrutura
     ao ano de 2009, quando diversos projetos       ce um ambiente “SOA para desktop          necessária à criação de um novo ser-
     dentro do Exército tinham a intenção de        em C++”, o que, logicamente, não          viço. Depois disso, basta preocupar-se
     reutilizar “pedaços” de um aplicativo de       impede que sinapses sejam desenvol-       com a implementação da lógica de
     Comando e Controle chamado “C2 em              vidas para permitir uma interopera-       negócio do serviço em si.
     Combate”. A partir da abordagem inicial        bilidade com web services, aliás já          Para aprofundar-se nos conceitos,
     de tornar esse aplicativo “plugável”, o        existente em aplicativos do Exército.     escrever um “Alô, Mundo!” e come-
     conceito evoluiu para um arcabouço                Na figura 1, temos exemplos de          çar a desenvolver suas primeiras sinap-
     de propósito geral. Em dezembro de             dois aplicativos desenvolvidos sobre o    ses, recomenda-se a leitura do tutorial
     2010, a solução foi disponibilizada no         framework: à esquerda, uma simples        que acompanha o framework. A partir
     Portal do Software Público Brasileiro [1].     calculadora composta por três sinapses,   daí, construir novos aplicativos sobre o
        Inspirado na filosofia da tão difun-        cuja implementação faz parte do tuto-     Cortex assemelha-se a encaixar blocos
     dida arquitetura orientada a serviços          rial que acompanha o framework [3]; à     de montar. A imaginação é o limite! ■
     (SOA, na sigla em inglês), o Cortex            direita, um visualizador de terreno 3D,
     foi concebido como um framework                que integra as soluções de Comando e      Software para: SOA
     multiplataforma para desenvolvimen-            Controle do Exército, consumindo web      Está no             Dezembro
     to de aplicativos desktop, onde cada           services de mapas no padrão WMS.          Portal desde:       de 2010
     serviço desenvolvido recebe o nome                O framework possui uma curva de        Membros:            889 membros
     de sinapse. Um aplicativo, portanto,           aprendizado relativamente baixa, já que   Prestadores
                                                                                                                  2 prestadores
     nada mais é do que uma composição              apenas duas interfaces precisam ser de    de Serviços:
     de sinapses trabalhando em conjunto            conhecimento do desenvolvedor. Cada       Ofertante:          Exército Brasileiro
     para oferecer recursos para o usuário.         sinapse deve possuir uma interface,
                                                                                               Mais informações
                                                                                               [1] Portal do Software Público
                                                                                                   Brasileiro: http://www.
                                                                                                   softwarepublico.gov.br/

                                                                                               [2] Qt SDK: http://
                                                                                                   qt.nokia.com/

                                                                                               [3] PALMEIRA, Alisson S.;
                                                                                                   CASTRO, Thiago M.
                                                                                                   Cortex – Anatomia de um
                                                                                                   Framework: http://www.
                                                                                                   softwarepublico.gov.br/
                                                                                                   ver-comunidade?community_
     Figura 1: De uma simples calculadora a um visualizador 3D baseados no Cortex.                 id=27016128




46                                                                                                               www.linuxmagazine.com.br
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Controle e gestão de impressão                Geoprocessamento
em ambientes corporativos

Solução corporativa em software livre
desenvolvida pela equipe da Caixa
Econômica Federal. O Curupira utiliza
código aberto e é executado no sistema
operacional Linux. Ele gerencia os pro-
cessos de impressão através da gestão
racional dos elevados custos, volumes
de impressão, insumos, permissões e
eficiência do uso em redes corporativas.
    O software é uma solução livre para
gestão de impressões que permite a
gestão racional dos custos, volumes                      Figura 1: Tela inicial do i3Geo
de impressão e insumos, gerando               O software i3Geo [1] foi desenvolvido       de gráficos, análises de dados tabulares,
eficiência e racionalidade no uso em          pelo Ministério do Meio Ambiente            operações espaciais, a criação de buffers
redes de impressão corporativas. Adota        (MMA) com o objetivo de divulgar            que podem ser utilizados pelo navegador
padrões abertos e aderentes à política        informações georreferenciadas relacio-      de Internet. O software é utilizado por
de software livre do Governo Federal.         nadas à temática do meio ambiente.          algumas instituições para disponibilizar
    O aplicativo, que foi batizado de         Em 2006, ele foi licenciado pelo MMA        as informações georreferenciadas pro-
Curupira em homenagem ao per-                 como GPL (General Public License),          duzidas, como, por exemplo, INCRA,
sonagem da cultura popular que                dando início à divulgação dos códigos       IPEA, Instituto de Meio Ambiente da
representa o defensor das matas, foi          desenvolvidos. No ano de 2007, o i3Geo      Bahia, por meio do GEOBAHIA, entre
desenvolvido utilizando ferramentas           foi incluído no Portal do Software Pú-      outras. Além disso, o i3Geo é o visualiza-
livres. O software possui interface web       blico Brasileiro, criando-se assim, a       dor de mapas utilizado na Infraestrutura
e permite a emissão de relatórios on-         sua comunidade de desenvolvedores e         Nacional de Dados Espaciais (INDE).
line. Somente na Caixa Econômica              usuários, que atualmente possui mais            Ao ser disponibilizado no Portal
Federal, o software possibilitou a eli-       de 6.000 membros.                           do Software Público Brasileiro, o
minação dos custos de aquisição de                O i3Geo foi o primeiro software         software tornou-se uma opção de
licenças e manutenção de solução              na área de geoprocessamento a in-           aplicativo para visualização de ma-
de mercado, gerando uma economia              tegrar o Portal do Software Público.        pas na Internet. ■
de R$ 5 milhões. ■                                O software é instalado via navegador,
                                              utiliza como servidor web o Apache e                               Geração de
                Gerenciar                                                                  Software para:
                                              como servidor de mapas o MapServer                                 mapas
 Software para: impressão de
                documentos
                                              com o PHPmapscript, tendo sido de-           Está no Portal
                                                                                                                 Agosto de 2007
                                              senvolvido a partir das seguintes tec-       desde:
 Está no
 Portal desde:
                          Abril de 2008       nologias: PHP5, Software R, SpatStat         Membros:              6.996 membros
                                              e GhostScript. Suas principais biblio-       Prestadores
 Membros:                 5.937 membros                                                                          57 prestadores
                                              tecas são YUI, CPAINT e OpenLayers.          de Serviços:
 Prestadores
                          64 prestadores      O MMA armazena os dados utilizados                                 MMA – Ministério
 de Serviços:
                                              no i3Geo em bancos de dados PostgreS-        Ofertante:            do Meio
                          Caixa Econômica                                                                        Ambiente
 Ofertante:                                   QL/Postgis. O software adota padrões
                          Federal
                                              de interoperabilidade da OGC (Open
                                              Geospatial Consortium), WMS, KML              Mais informações
  Mais informações                            e padrões descritos no documento do
  [1] Comunidade Curupira: http://            e-PING, como o shapefile.                     [1] Comunidade i3Geo: www.
      www.softwarepublico.gov.br/                                                               softwarepublico.gov.br/
                                                  O i3Geo possui recursos que facili-           ver-comunidade?community_
      ver-comunidade?community_
      id=3632535                              tam o acesso remoto aos dados, como               id=1444332
                                              webservices e ferramentas para geração


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              47
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     Gnuteca
     Gestão de bibliotecas




                                                    Figura 1: Exemplo de tela de Busca pelo termo “Casmurro”.


     O Gnuteca é um sistema para au-                funcionamento e comportamento do         mumente utilizados nas bibliote-
     tomação de todos os processos de               sistema. Neles, configuramos desde       cas, agilizando, assim, a inserção
     uma biblioteca, que respeita os pa-            as políticas de uso até o formato de     dos dados e sua disponibilização
     drões mais conhecidos e utilizados             emissão de um recibo fiscal.             para a pesquisa.
     nas bibliotecas, como o MARC21                     Na Circulação de Materiais, os          Como último módulo temos a
     (LOC - Library Of Congress)                    operadores praticarão qualquer ação      Administração de Usuários, onde se-
     sendo compatível também com o                  que envolva empréstimos e devo-          rão criados os grupos de operadores
     ISIS (Unesco).                                 luções, assim como as verificações       ou de usuários da biblioteca, e cada
        Por ser um software livre e utilizar        atreladas a estas ações, como multas,    um será enquadrado em seus direitos
     como base apenas outros softwares              penalidades, reservas e outras.          e políticas de uso, assim como em
     livres, não há limite no número de                 O módulo de Busca possui diver-      sua unidade de biblioteca.
     estações de atendimento, ilhas para            sos recursos. Vários tipos de pesquisa      A solução Gnuteca, além de aten-
     consulta ou acesso através da Internet.        são disponibilizados pelo sistema,       der a bibliotecas de qualquer porte
     Não existem limites também para                dentre eles: simples, avançada, de       em sua plenitude, possui empresas
     bibliotecas de múltiplas unidades.             aquisições, periódicos, Google Book      que prestam suporte com segurança
        É dispensada a instalação de qual-          e Z3950. Todas estas opções, assim       e confiabilidade no atendimento, ga-
     quer software na estação cliente além          como os filtros, são totalmente con-     rantindo a continuidade da solução. ■
     de um navegador, já que se trata de            figuráveis de acordo com o perfil do
     um software de uso exclusivamente              usuário ou operador logado. Cada                            Automação de
                                                                                             Software para:
     web. Os requisitos mínimos para o              perfil poderá personalizar suas op-                         Bibliotecas
     servidor são: uma distribuição Li-             ções de busca, adaptando o sistema       Está no Portal
                                                                                                                Março de 2011
     nux, processador Pentium IV 2Ghz,              para seu modo de uso.                    desde:
     memória RAM 2 GB e disco 40 GB.                    A Catalogação no Gnuteca se-         Membros:           2.219 membros
        As funções do Gnuteca são divididas         gue o padrão internacional Marc21        Prestadores
                                                                                                                4 prestadores
     em seis módulos, que são os seguintes:         de forma simples e configurável.         de Serviços:
        ➧ Administração                             As planilhas de catalogação estão        Ofertante:         Cooperativa Solis
        ➧ Configuração                              prontas para qualquer tipo de ma-
        ➧ Circulação de Materiais                   terial, porém o operador pode criar
        ➧ Busca                                     e/ou editar planilhas de modo a           Mais informações
        ➧ Catalogação                               alinhar o sistema à sua prática di-       [1] Gnuteca: http://www.
        ➧ Administração de Usuários                 ária. É possível, por exemplo, criar          softwarepublico.gov.br/
                                                                                                  ver-comunidade?community_
        Os módulos de Administração e               uma planilha para catalogação de              id=30724784
     Configuração são responsáveis pelo             livros apenas com os campos co-


48                                                                                                             www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




Demoiselle
Framework de
desenvolvimento
de códigos Java


O Demoiselle Framework é uma                     A arquitetura de referência pro-       mento, se aquela parcela de código
plataforma de desenvolvimento de              posta pela versão 1 sugere uma apli-      continua funcionando conforme
código aberto para construir apli-            cação em três camadas baseada em          esperado.
cativos em Java Enterprise Edition            uma variação do padrão MVC (Mo-              Por isso, o framework trabalha
(JEE). A plataforma foi desenvolvida          del-View-Controller). A camada de         com injeção de dependências, atri-
pelo Serviço Federal de Processa-             persistência, que utiliza as recursos     buindo instâncias à variáveis em
mento de Dados (Serpro). O pro-               do módulo demoiselle-persistence,         tempo de compilação. Isso facili-
grama foi criado para, inicialmente,          fazia uso, a princípio, do Hiber-         ta a criação de testes em cima das
padronizar o desenvolvimento de               nate; mas a partir da versão 1.1 foi      mesmas classes que serão utilizadas
aplicativos JEE e, posteriormente,            disponibilizada uma extensão JPA,         em produção, sem necessidade de
aumentar a produtividade dos pro-             que permite escolher o framework          alteração do código.
jetos nessa plataforma.                       de mapeamento objeto-relacional.             Nesta versão, a injeção de depen-
                                                 Para a camada de visão, o De-          dências é implementada com Aspec-
Objetivos                                     moiselle faz uso de JSF. O módulo         tJ, o compilador de Java orientado
A arquitetura do Demoiselle Fra-              demoiselle-view estende a imple-          a aspectos. Com o uso de anotações
mework foi projetada com foco na              mentação JSF, de modo a facilitar         (disponíveis desde a versão 5 do JDK)
manutenção de software corpora-               o desenvolvimento.                        é possível indicar quais classes serão
tivo. A estrutura das bibliotecas                A ideia é que o programador não        atribuídas às variáveis-membro por
de classe foi criada para atingir os          tenha trabalho com a persistência         meio de convenção de nomes.
seguintes objetivos:                          ou com a interface do usuário e se
   ➧ Reduzir a necessidade de mu-             concentre na camada central, que          A versão 2
danças no aplicativo;                         são as regras de negócio. Esta é a        A versão 2 do Framework foi imple-
   ➧ Permitir uma fácil substituição          camada onde há grandes chances            mentada de acordo com a especifica-
de componentes de terceiros;                  das mudanças ocorrerem em um              ção JEE6 (JSR 316), tomando como
   ➧ Evitar a dependência de uma              aplicativo corporativo.                   referência o servidor de aplicativo
implementação de software em par-                Além de entregar várias abstra-        JBoss 6. Seu objetivo é tornar o de-
ticular.                                      ções das camadas que fazem a in-          senvolvimento em Java mais fácil com
   A flexibilidade na escolha de soft-        terface do aplicativo com o usuário       o uso das novas tecnologias introdu-
ware é algo de extrema importância,           e recursos externos, o Demoiselle         zidas (ou melhor, regulamentadas)
principalmente em empresas que têm            Framework provê serviços de uso           com JEE6.
dificuldades de reduzir o custo com           frequente em sistemas de informa-            Nesta versão, o núcleo do fra-
hardware, devido ao aprisionamento            ção, como controle de transação,          mework ficou menor. Todos os
causado por soluções legadas.                 armazenamento de mensagens e              módulos foram removidos, deixan-
                                              controle de segurança.                    do apenas o demoiselle-core como
A versão 1                                       A qualidade do desenvolvimento         obrigatório. Os recursos que têm
A versão 1, atualmente em produção            de software exige a criação de testes.    uma frequência de uso maior, mas
no Serpro, é composta por cinco               As camadas do aplicativo devem ser        não absoluta, foram transportados
módulos, que são pacotes de classes           testáveis de forma independente, pois     para extensões, que podem ser aco-
e interfaces Java.                            não se pode esperar que o sistema         pladas ao core. Isso deixa o core
   Em sua arquitetura, todos os mó-           esteja totalmente construído para         simples e rápido, por ser compos-
dulos dependem do demoiselle-                 descobrir que algo não funciona.          to apenas por interfaces e algumas
core. Essa versão tem como foco a             O teste não somente garante que o         implementações, tornando-o com-
construção de aplicativos web não             recurso faça o que está previsto no       pletamente genérico.
distribuídos, que utilizem bases de           requisito do cliente, mas também             As extensões, por outro lado, cons-
dados relacionais.                            serve para verificar, a qualquer mo-      tituem-se de recursos adicionais e


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CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público
                                                  ware




     específicos para um determinado                Provinha Brasil                              progresso no tempo de confecção dos
     domínio de aplicação.                                                                       relatórios ocorreu porque a Prefeitura
        O uso de AspectJ não é mais ne-             Solução em educação                          de Guarulhos, por meio da Secretaria
     cessário na versão 2, pois ela usa a                                                        de Educação, desenvolveu um sistema
     injeção de dependência fornecida               A Provinha Brasil, criada em consonân-       on-line para inclusão e armazenamento
     pela implementação JEE6.                       cia com o objetivo do Plano de Desenvol-     das respostas da Provinha.
        A criação de classes controladoras          vimento da Educação (PDE) do MEC,                Além do desenvolvimento desse
     não só ficou mais fácil, ao dispensar a        é um sistema de avaliação diagnóstica        sistema, a Secretaria de Educação
     implementação de interfaces, como              aplicada aos alunos matriculados no 2º       ainda se responsabilizou pelo supor-
     também permite maior flexibilidade             ano do Ensino Fundamental. Ela auxi-         te, manutenção, atualização e apri-
     ao desenvolvedor. A nova estrutura             lia professores e gestores escolares, pois   moramento contínuo do mesmo. A
     do Demoiselle não força o uso de três          atua como um instrumento diagnóstico         equipe escolar ficou responsável pela
     camadas ao prover apenas três tipos            do nível de alfabetização dos alunos,        inclusão das respostas de cada aluno e
     básicos de classes, mas deixa flexível         permitindo a correção e reorientação         das observações descritivas dos educa-
     a criação de quantas camadas forem             da aprendizagem em leitura e escrita         dores que acompanham esses alunos
     necessárias para o aplicativo.                 de modo a melhorar a qualidade da            no processo ensino-aprendizagem.
        Um método inteiro pode ser colo-            alfabetização e do letramento inicial            Dessa forma, o sistema Provinha
     cado dentro de uma transação graças            oferecido às crianças. Essa avaliação        Brasil facilitou o tratamento dos dados,
     à anotação @Transactional. Combina-            diferencia-se das demais que vêm sen-        viabilizando a produção de relatórios
     do com o uso de @ExceptionHandler,             do realizadas pelo Inep, por se tratar       que, ao subsidiar ações pedagógicas, são
     faz-se desnecessário o uso de blocos           de um instrumento pedagógico sem             capazes de unir a Secretaria de Educa-
     try...catch para manipular transa-             finalidades classificatórias.                ção, a Equipe Escolar, alunos e pais. ■
     ções, deixando o controle de exceções              Em Guarulhos, a aplicação da Pro-
                                                                                                  Software para:     Educação
     centralizado em um único método                vinha Brasil ocorre desde 2008. No
     de classe.                                     primeiro ano de aplicação, as escolas         Está no Portal
                                                                                                                     Janeiro de 2011
                                                                                                  desde:
        A persistência de dados usan-               enviaram os gabaritos dos testes dos
     do JPA está disponível dentro de               primeiro e segundo semestres para a           Membros:           1.079 membros
     uma extensão, de uso opcional,                 Secretaria de Educação. Após alguns           Prestadores
                                                                                                                     5 prestadores
     pois nada obriga um aplicativo a               meses de trabalho, essas respostas fo-        de Serviços:
     utilizar persistência em bancos de             ram inseridas em um banco de dados                               Prefeitura de
                                                                                                  Ofertante:
     dados relacionais.                             e iniciou-se um processo de confecção                            Guarulhos - SP
        Demoiselle 2 não se restringe               de relatórios com esses dados. Em 2009,
     a criação de aplicativos web não               houve uma melhoria nítida no processo         Mais informações
     distribuídos, campo para o qual há             de aplicação da Provinha. Tal avanço          [1] Comunidade Provinha
     diversas outras tecnologias disponí-           foi claramente percebido pela rede, pois          Brasil: http://www.
     veis, mas permite agora a criação              o relatório da primeira fase do teste de          softwarepublico.gov.br/
     de aplicativos para Desktop, que é             2009 foi entregue às escolas junto com            ver-comunidade?community_
                                                                                                      id=25956481
     um campo no qual o Java tem um                 o relatório dos dois testes de 2008. Esse
     grande diferencial. ■

      Software para:       Framework
      Está no Portal
                           Maio de 2011
      desde:
      Ofertante:           SERPRO



      Mais informações
      [1] Comunidade Demoiselle:
          http://www.softwarepublico.
          gov.br/dotlrn/clubs/
          demoiselle/
                                                    Figura 1: Interface de busca da Provinha Brasil



50                                                                                                                  www.linuxmagazine.com.br
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e-Nota / e-ISS
Nota fiscal eletrônica


Os sistemas e-Nota e e-ISS são sistemas       Sua interface é acessada via nave-      Futuro
informatizados para emissão de Nota           gadores de Internet, como Firefox,      O e-Nota tem como foco ser um
Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)         Chrome e Internet Explorer. Como        sistema com tecnologia cada vez
e substitui procedimentos manuais de          são desenvolvidos em linguagem          mais moderna. Atualmente, impera
declarações de Notas Fiscais, AIDF, Li-       para web, são compatíveis com sis-      em relação à evolução do projeto
vro Fiscal e Guia de Recolhimento de          temas operacionais como Linux e         a padronização total do sistema
Imposto. Visam como objetivo principal        Windows, porém é necessário um          quanto ao modelo disponibilizado
a modernização da Gestão Tributária de        servidor web como o Apache. O           pela ABRASF, tendo sido inclusive
Imposto Sobre Serviços (ISS/ISSQN).           padrão adotado pelo projeto no seu      lançada a sua versão 2.0 no dia 28
Eles foram desenvolvidos para auxiliar        desenvolvimento foi um servidor         de abril deste ano.
o fiscal de ISS da prefeitura municipal,      Linux Kernel 2.6, com Apache 2,            Quanto ao e-ISS o direciona-
bem como interagir com o contribuinte         PHP 5 e MySQL 5 (LAMP).                 mento impera para a padronização
de ISS e o tomador de serviços. Além                                                  total das declarações de instituições
disso, conta com uma ferramenta de fácil      Funcionamento de                        financeiras quanto ao modelo de
utilização para a gestão das informações      ambos os sistemas                       Declaração Eletrônica de Serviços
pertinentes ao processo de ISS, gerando       O funcionamento é simples, tanto        de Instituições Financeiras (DES-
economia, praticidade e segurança tanto       para utilização quanto para con-        if), disponibilizado pela Associa-
para o gestor municipal quanto para a         figuração. Em sua configuração          ção Brasileira das Secretarias de
população em geral.                           inicial, deve-se indicar correta-       Finanças das Capitais (ABRASF).
    A Nota Fiscal de Serviços Eletrô-         mente o servidor web ou de “vhost”         Para ambos os projetos a adoção
nica (NFS-e) substitui a emissão de           e é necessária a execução de um         do framework de desenvolvimen-
nota fiscal de serviços em papel pela         script em SQL, que cria valores         to Zend Framework, junto com
de existência apenas eletrônica. A ideia      definidos como default (padrão)         a arquitetura de software MVC,
de digitalizá-la pode ser considerada         para determinados campos.               também estão em paralelo a evo-
como uma troca de paradigma: trans-              Posteriormente, a prefeitura         lução dos projetos. ■
ferindo as informações do papel para          municipal define os valores de me-
o meio digital.                               tadados do sistema, que vão desde                            Notas Fiscais
                                                                                       Software para:
    Já a Declaração Mensal de Serviços        regras de negócios a simples for-                            Eletrônicas
dos prestadores de serviços do município      mulários de cadastro de usuários.
                                                                                       Está no Portal
consiste na declaração das notas fiscais                                                                   Setembro de 2010
                                                                                       desde:
de serviços, não eletrônicas, emitidas        Experiências
durante um período. Porém o objeti-           Até a presente data, e que seja do       Membros:            3.014 membros
vo é agilizar e otimizar o processo das       conhecimento do mantenedor da            Prestadores
                                                                                                           19 prestadores
declarações através de uma aplicação          comunidade, o sistema e-Nota foi         de Serviços:
web, utilizando a Internet como meio          implementado em três municí-                                 Empresa Portal
de comunicação.                               pios: Feliz/RS, Osório/RS e Nova         Ofertante:
                                                                                                           Público
    Através desta informatização e mo-        Hartz/RS; e está em processo de
dernização da gestão tributária muni-         implementação no município de
cipal, ambos os sistemas aumentam a           Dom Eliseu/PA.                            Mais informações
eficiência dos processos internos, me-           É válido mencionar que, nos mu-        [1] Comunidade e-Nota: http://
lhorando, por conseguinte, a relação          nicípios de Feliz/RS e Nova Hartz/            www.softwarepublico.gov.br/
contribuinte-fisco.                           RS, o e-Nota foi implementado                 ver-comunidade?community_
                                              com integração a sistemas proprie-            id=24188584
Tecnologia                                    tários, através de web services. Já       [2] Comunidade e-ISS: http://
                                                                                            www.softwarepublico.gov.br/
Ambos os softwares são desenvolvidos          no município de Osório/RS, esta
                                                                                            ver-comunidade?community_
em linguagem PHP 5, com infor-                integração aconteceu com o siste-
                                                                                            id=22297303
mações armazenadas em MySQL.                  ma de gestão municipal e-Cidade.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                          51
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     EdiTom
     Muito além de um
     editor de partituras




                                                    Figura 1: Interface do programa.


     O maestro Heitor Villa-Lobos dizia:               De acordo com os Parâmetros               O que já estamos presenciando são
     “Com música e as crianças eu viro              Curriculares Nacionais/Arte:              profissionais de outras áreas, músicos
     este país pelo avesso”.                           “A música sempre esteve asso-          práticos ou “simpatizantes”, assumindo
        A prática musical aciona os dois            ciada às tradições e às culturas de       a disciplina de música, visto que, de
     hemisférios do cérebro, potenciali-            cada época. Atualmente, o desen-          acordo com a lei, não será obrigatório
     zando a capacidade de raciocínio e             volvimento tecnológico aplicado           o preenchimento do cargo apenas por
     tornando os indivíduos mais inteli-            às comunicações vem modificando           profissionais licenciados.
     gentes. A música é uma prática so-             consideravelmente as referências             Faltam também recursos e ma-
     cial, produzida e vivida por grande            musicais das sociedades pela pos-         teriais didáticos específicos que
     parte das pessoas, constituindo ins-           sibilidade de uma escuta simultâ-         possam auxiliar o trabalho desses
     tância privilegiada de socialização,           nea de toda produção mundial por          educadores musicais, além de pro-
     na qual é possível exercitar as capa-          meio de discos, fitas, rádio, televi-     gramas de capacitação continuada
     cidades de criar, apreciar, executar,          são, computador, jogos eletrônicos,       nesta área. É ai que entra o EdiTom.
     comunicar e reconhecer o outro.                cinema, publicidade, etc.                    A PPV Informática desenvolveu
     Estudos e pesquisas mostram que                   Qualquer proposta de ensino            uma série de soluções para o de-
     a aprendizagem musical contribui               que considere essa diversidade            safio de incluir musicalmente os
     para o desenvolvimento integral dos            precisa abrir espaço para o aluno         30 milhões de alunos do ensino
     indivíduos, principalmente para a              trazer música para a sala de aula”        fundamental e médio. A primeira
     construção de valores pessoais e so-           (1997, p.53).                             solução, e talvez a mais importante,
     ciais de crianças, jovens e adultos.                                                     foi o Editor TomPlay, hoje chama-
        Embora seja uma área de conhe-              Legislação                                do de EdiTom, que está no SPB.
     cimento independente, a educação               É oportuno salientar que, de acor-           A inclusão musical certamente
     musical está conectada ao mundo                do com a Lei 11.769/2008, torna-se        não consegue suprir a necessidade
     e estabelece relações com as mais              obrigatório, a partir de 2011, o ensino   das tradicionais práticas pedagógicas
     variadas formas de conhecimento,               de música como disciplina regular         e nem pretende, por si só, preen-
     em seus aspectos objetivos e subje-            nas instituições de educação básica       cher a necessidade de capacitação
     tivos. Ela se relaciona com a física,          de todo o país.                           dos educadores. Contudo, ela é um
     a matemática, as ciências sociais                Todas as instituições deverão se        passo inicial para todo o processo
     e é uma linguagem carregada de                 adequar à nova lei, reorganizando         de transformação e evolução que
     conceitos e signos próprios.                   seu corpo docente de forma a aten-        pressupõe a implementação do en-
        No contexto escolar, a educação             der à nova demanda. Sabemos, no           sino de música nas séries de ensino
     musical não visa a formação do                 entanto, que existe uma grande ca-        fundamental e médio das escolas
     músico profissional, mas o acesso              rência de profissionais habilitados       brasileiras. Por isso, entendemos
     à compreensão da diversidade de                para atuarem como professores de          que a inclusão musical antecede e
     práticas e manifestações musicais da           música em diversas regiões deste          facilita os processos complementa-
     nossa cultura, bem como de outras.             imenso país.                              res da educação musical.


52                                                                                                              www.linuxmagazine.com.br
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   Estamos diante de um desafio:              partitura, orientando os primeiros          e-ProInfo
instrumentalizar nossos alunos para           passos do aluno.
que sejam capazes de compreender                 ➧ São duas formas de edição de
                                                                                          o ambiente de
o universo da música como expres-             partitura: a convencional (ícone            e-learning brasileiro.
são multicultural, guiando-os para            de notas) – utilizando símbolos
a convivência na diversidade e, as-           das notas musicais – e a forma pró-         O e-ProInfo é um ambiente co-
sim, para a busca de novas formas             pria do Projeto, que edita a partir         laborativo de aprendizagem que
de compreender o seu importante               da digitação de texto no teclado            utiliza a tecnologia da Internet e
papel na construção da história, em           musical (ícone de letras).                  permite a concepção, administra-
seus diferentes contextos.                       ➧ Permite tocar uma partitu-             ção e desenvolvimento de diver-
                                              ra, como se fosse um software de            sos tipos de ações, como cursos a
Características                               karaokê possibilitando repetir o            distância, complemento a cursos
O EdiTom é um software de edi-                exercício ou acompanhar a par-              presenciais, projetos de pesquisa,
ção de partituras que permite aos             titura, utilizando o teclado do             projetos colaborativos e diversas
iniciantes criar sons, representá-los         computador como se fosse um                 outras formas de apoio ao ensi-
de forma gráfica e ouvir efeitos so-          instrumento musical.                        no à distância e ao processo de
noros, procurando sempre ter ações               ➧ O software possui várias fun-          ensino-aprendizagem.
reais como ponto de partida para o            ções facilitadoras que permitem                O ambiente colaborativo de
mundo técnico da música.                      mudanças de tom, de escala, de              aprendizagem (e-ProInfo) é um
   Para permitir que iniciantes pu-           ritmo, com apenas um clique do              software público, desenvolvido
dessem ter uma ferramenta para                mouse (botão da direita).                   pela Secretaria de Educação a
criar sons, representá-los em forma              ➧ Permite a criação de acordes a         Distância (SEED) do Ministério
gráfica, escrever músicas e ouvir             partir da digitação de cifras musi-         da Educação e licenciado por
efeitos sonoros, era necessário um            cais. Para ativar o criador de acor-        meio da GPL-GNU, Licença ao
software voltado para atender a               des, selecione o modo próprio de            Público em Geral. O programa é
estas necessidades.                           edição (ícone de letras) e dê um            todo desenvolvido em linguagem
   Este software de edição de par-            duplo clique na partitura.                  PHP e precisa ser instalado em
tituras é sem similar mundial. Pos-              Esperamos que o EdiTom possa             um servidor Apache para funcio-
sui todas as características de um            fazer parte de todos os computado-          nar. O e-ProInfo é dividido em
editor de partitura convencional,             res da rede pública de ensino, ao           dois sites: o do administrador e
acrescidos de facilitadores em vários         menos para despertar o interesse e          o do participante. O administra-
níveis, visando sempre permitir ao            facilitar o acesso ao “prazer” mu-          dor disponibiliza as atividades
iniciante partir de ações reais para          sical aos iniciantes. ■                     que vão ser realizadas e o par-
o mundo técnico da música.                                                                ticipante pode ver e fazer sua
   Suas principais características se         Software para:   Educação Musical           parte, virtualmente. ■
baseiam nesta necessidade e são:
   ➧ Além da forma tradicional da             Está no Portal                                                   Educação e
                                                               Outubro de 2010             Software para:
                                              desde:                                                           Aprendizagem
partitura, o software possui mais 5
formas diferentes de apresentar a par-        Membros:         3.457 membros               Está no Portal
                                                                                                               Março de 2007
titura. Iniciando por ovais coloridos                                                      desde:
                                              Prestadores                                  Membros:            6.747 membros
sem o pentagrama, as simbologias de                            4 prestadores
                                              de Serviços:
escrita musical vão sendo acrescen-                                                        Prestadores
                                                                                                               66 prestadores
tadas em cada uma das formas, até                              Empresa Privada             de Serviços:
                                              Ofertante:
apresentar-se de maneira completa                              PPV Informática                                 Ministério da
                                                                                           Ofertante:
na sexta forma, que é justamente a                                                                             Educação
partitura tradicional.
   ➧ Possui tutores de flauta, violão          Mais informações                             Mais informações
e teclado, mostrando as posições                                                            [1] Comunidade
                                               [1] Comunidade EdiTom: http://
de cada nota ou acorde, na sequê-                  www.softwarepublico.gov.br/                  e-ProInfo: http://www.
ncia da partitura escolhida. Os                                                                 softwarepublico.gov.br/
                                                   ver-comunidade?community_
                                                                                                ver-comunidade?community_
tutores têm o objetivo de facilitar                id=21650445                                  id=31042
a execução de músicas a partir da


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                           53
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     ERP5Br
     ERP Livre




     O poder, a flexibilidade e a escalo-
     nabilidade são as marcas do ERP5
     Br, um software capaz de suportar
     aplicativos corporativos de vários
     segmentos e tamanhos.
        Este é o primeiro sistema integrado
     de gestão, também conhecido pela sigla
     ERP (Enterprise Resource Planning),
     a aderir ao Portal do Software Público
     Brasileiro. Com seu design baseado em          Figura 1: Os gadgets na página inicial aumentam a produtividade do
     um modelo unificado de negócio, o                           usuário, possibilitando fácil acesso às informações necessárias
                                                                 para o seu trabalho.
     ERP5 Br é capaz de se adaptar facil-
     mente a pequenas, médias ou grandes            governo eletrônico e comércio ele-         o ZODB para armazenar dados e para
     organizações, de diferentes segmentos          trônico, todos com casos de sucesso        aumentar o desempenho, a indexação
     econômicos, além de governos, com              já registrados e suportados por uma        de dados é suportada por bancos de
     agilidade e confiabilidade.                    estrutura de computação em nuvem.          dados relacionais, incluindo MySQL,
        Ele é uma derivação brasileira do                                                      PostgreSQL, Oracle, Ingres e Sphinx,
     projeto ERP5 e foi lançado no Portal           Visão geral                                sendo o MySQL atualmente o padrão
     do Software Público Brasileiro pelo            O ERP5 Br é escrito em Python, baseado     adotado pelo projeto.
     Núcleo de Pesquisa em Sistemas de              no Zope Object Database (ZODB) e é            A arquitetura do ERP5 Br é base-
     Informação (NSI), do Instituto Federal         utilizado através de um navegador de       ada em business templates (modelos
     Fluminense (IFF), em parceria com a            internet. É compatível com qualquer        de negócio) que proveem os módu-
     Nexedi, empresa criadora do ERP5.              sistema operacional GNU/Linux, Ma-         los genéricos (por exemplo, conta-
                                                    cOS, BSD e Windows; no entanto, o          bilidade) para áreas específicas (por
     ERP para todos                                 primeiro é preferível para atuar como      exemplo, bancos) ou ainda recursos
     O ERP5 Br é um sistema completo,               infraestrutura do servidor. Embora use     específicos para um cliente.
     que inclui módulos para o gerencia-
     mento das diversas áreas do negócio
     de uma organização. O seu escopo
     é vasto, suportando gerenciamento
     financeiro e comercial, bem como
     gerenciamento da produção, o que
     inclui planejamento de recursos de
     produção, gerenciamento de proje-
     tos, CRM, gestão de documentos,
     gestão de conhecimento, gerencia-
     mento de recursos humanos e ainda
     modelagem de processos de negócio
     e construção de websites.
        Ele suporta uma variedade de
     mercados verticais, tais como ban-             Figura 2: Através do configurador ERP5, você pode escolher qual
     cos, indústria têxtil, saúde, consul-                       configuração está mais próxima das suas necessidades e em
     toria, desenvolvimento de software,                         poucos minutos, seu ERP estará disponível para uso.



54                                                                                                               www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




Baseado na web                                outro aplicativo especializado e todos      cussão. Através da comunidade, você
Para usar e configurar o ERP5 Br, basta       os dados do seu negócio estarão em um       pode tanto obter ajuda de usuários
abrir o seu navegador web. O desenvol-        local acessível através da mesma inter-     mais experientes como saber das últi-
vimento do sistema facilita a integração      face com o usuário. Através do Confi-       mas evoluções do ERP5 Br. Seja mais
de processos tratados por equipes distri-     gurador ERP5, as empresas podem se          um membro ativo dela, participando
buídas de programadores e consultores.        beneficiar da sua rápida configuração,      dos fóruns de discussão, enviando suas
Todas as tarefas de configuração, design      a qual antes só era possível através da     dúvidas e sugestões, provendo melhorias
de fluxos de trabalho, criação de scripts     versão hospedada, denominada como           no sistema e relatando suas experiências
em Python e gestão de categorias podem        TioLive. Desta forma, pode-se escolher      com a solução. ■
ser realizadas online. Para os desenvol-      entre manter o sistema localmente ou         Software para: Gestão ERP
vedores, o ERP5 Br permite que você           na nuvem, sem necessidade de alterar
                                                                                           Está no Portal
interaja diretamente com um sistema           o mesmo e com total portabilidade de         desde:
                                                                                                               Dezembro de 2010
de controle de versão (svn ou git), sem       dados. Assim, é possível iniciar com uma
                                                                                           Membros:            4.683 membros
precisar utilizar comandos específicos        instalação hospedada e depois migrar
                                                                                           Prestadores
em linha de comando, quer dizer, do           para uma local, ou vice-versa, o que                             5 prestadores
                                                                                           de Serviços:
ERP5 Br diretamente para o repositório        permite ao sistema crescer junto com
                                                                                                               Instituto Federal
com um clique.                                a sua organização.
                                                                                                               Fluminense –
                                                                                           Ofertante:
                                                                                                               IFF e Empresa
Configurador                                   Comunidade                                                       Privada Nexedi
O ERP5 Br pode acompanhar o cres-             A comunidade ERP5 Br foi lançada
cimento da organização, provendo os           oficialmente em dezembro de 2010,             Mais informações
recursos que a maior parte das pequenas       já conta com cerca de 5.000 usuários          [1] Comunidade ERP5Br: http://
empresas precisam de uma maneira              e vários destes já instalaram e estão             www.softwarepublico.gov.br/
simples, escalonável e integrada. Não         empregando o sistema, como se pode                ver-comunidade?community_
                                                                                                id=23731755
existe a necessidade de usar qualquer         acompanhar através das listas de dis-


Fila – Sistema de Atendimento
Sistema para controle de atendimento

A solução Fila – Sistema de Aten-                Cada categoria de atendimento            de tempos máximo, mínimo e mé-
dimento, proporciona os recursos              pode ser associada a um grupo de            dio de espera, de atendimento e de
tecnológicos necessários a um                 guichês, e cada um destes pode ser          ociosidade por categoria e guichê.
atendimento presencial confor-                vinculado a mais de uma delas. PÉ              A licença do Fila – Sistema de
tável, rápido e eficaz para qual-             possível garantir, por exemplo, que o       Atendimento é GPL e a sua insta-
quer perfil de organização: pública           atendimento a clientes preferenciais        lação e operação requerem exclusi-
ou privada.                                   seja direcionado exclusivamente a           vamente softwares livres. Todos os
   Com a solução, é possível mo-              guichês com acessibilidade adequada.        softwares que compõem a solução
nitorar e gerenciar o atendimento                O Fila permite a supervisão da           são distribuídos com licenças FOSS
para garantir a sua excelência e              produtividade e da excelência ao            (Free e Open Source Software).
mantê-lo em conformidade com                  atendimento através de indicado-
as legislações aplicáveis. A solu-            res em tempo real e de relatórios           A emissão das senhas
ção propicia agilidade, efetividade,          gerenciais ilustrados com gráficos.         A senha é solicitada pelo usuário
pontualidade e padronização do                Trata-se de uma solução completa            através de uma interface simples e
atendimento presencial.                       e integrada que permite gerenciar           intuitiva. Ao apertar o botão capaci-
   O software suporta múltiplas ca-           todo o processo de atendimento              tivo (similar ao usado em elevadores
tegorias de atendimento e permite             ao usuário.                                 comerciais) correspondente à cate-
que sejam estabelecidas prioridades              Os gestores, supervisores e aten-        goria de atendimento desejada, a
e limites de tempos de espera e de            dentes dispõe de informações atua-          senha é emitida, através do módulo
atendimento diferenciados, confor-            lizadas em tempo real, referentes à         impressor térmico, com indicações
me cada categoria.                            situação atual das filas em termos          do local, categoria, data e hora.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              55
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




                                                                                            funcionam com Windows, MacOS
                                                                                            ou GNU/Linux. Os opiniômetros
                                                                                            são usados para a aferir a qualida-
                                                                                            de do atendimento a ser realizada
                                                                                            pelo próprio usuário e precisam ser
                                                                                            conectados ao terminal do guichê
                                                                                            através da interface USB.
                                                                                                Para reduzir as filas e agilizar ainda
                                                                                            mais o atendimento aos usuários, o Fila
                                                                                            dispõe do recurso de agendamento pela
                                                                                            web, que pode ser integrado ao website
                                                                                            da organização. As senhas emitidas pela
                                                                                            web serão chamadas pelo painel da mes-
                                                                                            ma forma que as demais senhas, assim
                                                                                            que houver um guichê disponível, sem
                                                                                            qualquer complicação para o usuário.
                                                                                                Apesar da arquitera distribuída, a
                                                                                            totalidade dos recursos oferecidos pelo
     Figura 1: Projeto de totem de atendimento.                                             sistema atua de forma integrada, sendo
                                                                                            possível associar os dados dos servido-
        O projeto do totem (figura 1) re-               O painel de chamada de senhas        res locais em um servidor central, para
     serva uma área ao lado de cada bo-             dispõe de sinalização visual e sonora   fins de análises estatísticas e gerenciais
     tão capacitivo para a sinalização de           que pode ser integrada a uma progra-    em soluções de bussiness inteligence.
     cada categoria de atendimento. Tal             mação de TV ou a uma TV corpora-
     espaço, além de facilitar o uso para           tiva, o que, mais do que economizar     Projeto premiado
     todos os usuários, também permite a            um monitor, atende à necessidade de     O Oktiva Fila – Sistema de Atendi-
     inclusão de ícones (referência visual)         manter a atenção dos usuários concen-   mento está em operação desde 2007
     e de tarjetas em braile (referência            trada no painel de chamada de senhas.   na sede da Regional VI em Messeja-
     tátil) para garantir a acessibilidade                                                  na, Fortaleza (figura 2), no Ceará. O
     a todos os usuários.                           Terminais de atendimento                projeto Praça do Povo, da Prefeitura
        A emissão da senha em papel é               As interfaces de uso dos operadores     Municipal de Fortaleza, foi agraciado
     acompanhada da sinalização sonora              são web e Ajax e estão em conformi-     pelo Governo do Ceará com o 2º lugar
     correspondente em atenção especial             dade com os padrões para HTML e         no Prêmio Ceará de Cidadania Ele-
     aos usuários com deficiência visual.           JavaScript estabelecidos pela W3C e     trônica, na categoria Software Livre, o
                                                                                            que comprova o mérito da solução. ■

                                                                                                                Sistema de
                                                                                             Software para:
                                                                                                                Atendimento
                                                                                             Está no Portal
                                                                                                                Junho de 2009
                                                                                             desde:
                                                                                             Membros:           4.212 membros
                                                                                             Prestadores
                                                                                                                45 prestadores
                                                                                             de Serviços:
                                                                                             Ofertante:         Empresa Oktiva


                                                                                             Mais informações
                                                                                             [1] Comunidade Fila – Sistema
                                                                                                 de Atendimento: http://www.
                                                                                                 softwarepublico.gov.br/
                                                                                                 ver-comunidade?community_
                                                                                                 id=11809545
     Figura 2: Projeto Praça do Povo, utilizado pela Prefeitura municipal de Fortaleza.



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Ginga                                         Ginga é o padrão adotado no Brasil           positivos de exibição próximos à TV,
                                              para promover a plataforma de execu-         como celulares e PDAs, permitindo
O middleware do sistema                       ção de aplicativos interativos.              ações de interatividade individualiza-
brasileiro de televisão digital.                 O nome Ginga foi escolhido em             das entre os membros de uma família
                                              reconhecimento à cultura, à arte e à         que assistem o mesmo programa. Os
                                              contínua luta por liberdade e igualdade      aplicativos NCL podem também ter
                                              do povo brasileiro. Sua arquitetura foi      o seu comportamento alterado em
                                              concebida em conjunto pela PUC-Rio           tempo de apresentação, por meio de
                                              e pela UFPB (Universidade Federal da         comandos de edição que podem ser
                                              Paraíba) durante a iniciativa do Governo     disparados pela emissora ou por uma
TV Interativa é o serviço de distribui-       Federal de financiar projetos na área de     parte do próprio aplicativos.
ção de conteúdo multimídia em que,            TV Digital que subsidiassem o processo           Outra característica interessante
além de poder assistir ao material au-        de decisão do então instituído Sistema       da NCL é a sua capacidade de atuar
diovisual transmitido pelas emissoras,        Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Um         como linguagem “de cola”, que reúne
o telespectador possui a liberdade de         dos principais pilares do SBTVD era          diferentes tipos de objetos de mídia em
enriquecer sua experiência, navegan-          promover a inclusão social por meio          um único aplicativos. Alguns exemplos
do por informações e serviços com-            da TV Digital Interativa.                    de objetos de mídia suportados pelo
plementares, disponibilizados tanto              Concebida de forma a otimizar as          Ginga-NCL são imagens (JPG, PNG
pelas emissoras como pelo próprio             funcionalidades providas e evitar so-        etc.), áudios (MP3, WAV etc.), vídeos
fabricante do seu receptor.                   breposições entre os subsistemas que         (MPG, MP4 etc.) e texto. Certos tipos
    Para prover interatividade, os recep-     a compõem, a arquitetura do Ginga            especiais de objetos de mídia podem
tores precisam suportar a execução de         possui três subcamadas principais. A         agregar ainda mais poder aos seus apli-
aplicativos, tanto residentes – aqueles que   camada Ginga Common Core (núcleo             cativos, como objetos HTML e LUA.
o próprio fabricante disponibiliza para       comum) é o subsistema que disponi-           Este último foi criado também pela
o seu produto – quanto aqueles trans-         biliza o acesso às informações e dis-        PUC-Rio com o objetivo de oferecer
mitidos pelas emissoras. No primeiro          positivos de TV, como sintonizador,          uma linguagem a ser embutida em
caso, o fabricante domina o hardware          demultiplexador, decodificadores, ca-        aplicativos que necessitassem ser esten-
e o processo de instalação e, então,          nal de retorno, placa gráfica, entrada/      didas de modo dinâmico. Mesmo sendo
poderia escrever aplicativos voltados         saída etc. O nome núcleo comum se            poderosa e apresentando estruturas de
especificamente para sua plataforma.          deve ao fato de que tais serviços básicos    dados avançadas, sua sintaxe é simples e
No segundo caso, os desenvolvedores           são oferecidos sob a mesma interface a       sua interpretação é incrivelmente leve.
devem construir aplicativos capazes de        outros dois subsistemas, Ginga-NCL e             Ginga-J é uma máquina de execução
serem executadas em qualquer receptor         Ginga-J, responsáveis por dar suporte        que controla o ciclo de vida de aplica-
de TV Interativa, independentemente           às APIs definidas e por controlar todo o     ções Java, disponibilizando uma API
de plataforma e fabricante. Para isso, in-    ciclo de vida dos aplicativos interativas.   para acesso a funcionalidades caracte-
terfaces de programação de aplicativos                                                     rísticas de TV. Ginga-J foi especificado
(APIs) devem ser definidas e padroniza-       Subsistemas                                  pela UFPB, Sun Microsystems e Fó-
das. O leitor deve atentar ao fato de que     Ginga-NCL é uma máquina de apre-             rum SBTVD como uma especificação
os aplicativos residentes nos receptores      sentação que controla a exibição de          de API livre de royalties, denominada
podem também ser escritos usando estas        aplicações escritas em linguagem NCL         JavaDTV, em substituição ao padrão
mesmas APIs padronizadas.                     (Nested Context Language). Esta é uma        GEM (Globally Executable MHP),
    Se as especificações forem seguidas       linguagem declarativa criada pela PUC-       derivado do middleware europeu. As
por quem desenvolve os aplicativos            Rio, voltada para a especificação de rela-   extensões da UFPB incluem elemen-
interativos, assim como por quem              cionamentos entre objetos de mídia que       tos de interface gráfica avançados, o
desenvolve o software embarcado que           compõem documentos hipermídia. Tais          controle de múltiplos dispositivos de
oferece o suporte às APIs, fica garanti-      relacionamentos são expressos por meio       exibição, o gerenciamento de usuários
da a compatibilidade entre aplicativos        de elos que são disparados em reação         e da persistência de aplicativos.
e receptores. Esse software deve, por-        a eventos de sincronismo (temporais,
tanto, estar instalado nos receptores,        espaciais, ações do usuário etc.). A lin-    Perspectivas e ferramentas
agindo como um intermediador – e daí          guagem NCL possui ainda facilidades          A Comunidade Ginga foi fundada em
o nome middleware – entre aplicativos         para a especificação de aplicativos que      julho de 2007, no Portal do Software
e sistema operacional. O middleware           exploram a existência de múltiplos dis-      Público Brasileiro, com o objetivo de


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                                                                                              desenvolvimento de código NCL com
                                                                                              facilidades avançadas, tipicamente
                                                                                              encontrado em grandes ambientes de
                                                                                              desenvolvimento integrado (IDEs). A
                                                                                              NCL Eclipse possui ainda integração
                                                                                              com o repositório de aplicativos in-
                                                                                              terativos Clube NCL, resultado das
                                                                                              demandas da comunidade Ginga.
                                                                                                 Ferramentas para o Ginga-J ainda
                                                                                              estão por vir, tão logo uma implementa-
                                                                                              ção de referência GPL seja oficialmente
                                                                                              eleita e, então, venha a integrar a comu-
                                                                                              nidade Ginga. A iniciativa OpenGin-
                                                                                              ga é, hoje em dia, a principal fonte de
                                                                                              informação e de ferramentas para os
     Figura 1: Ginga Live CD.
                                                                                              desenvolvedores Ginga-J.
     compartilhar com a sociedade todo              em mãos, torna-se muito simples o uso
     o conhecimento adquirido e tecno-              de computadores pessoais para desen-      Conclusão
     logias resultantes das pesquisas no            volver, testar ou simplesmente assistir   Para concluir, é notável que a comu-
     âmbito do middleware do SBTVD. A               conteúdo interativo NCL.                  nidade Ginga possui características
     estreia da Comunidade foi marcada                 Vale a pena mencionar também           ímpares dentro do Portal do Software
     pelo lançamento da implementação               o software Ginga Live CD, tam-            Público, pois ela não foca apenas em
     de referência do Ginga-NCL, dispo-             bém disponível na Comunidade,             uma solução, como a maioria das
     nível como software público.                   que consiste em uma distribuição          demais comunidades. O que tentam
        Uma implementação de referên-               Linux autocontida em CD bootá-            fazer é trazer para a comunidade todo
     cia tem como objetivo guiar os im-             vel, com interface gráfica amigável,      o ecossistema em torno do Ginga, da
     plementadores de middleware, para              própria para a reprodução e testes        produção do conteúdo à sua repro-
     que conheçam uma nova tecnologia e             de conteúdo interativo NCL, tanto         dução, oferecendo ferramentas que
     mostrar qual o comportamento espe-             por usuários leigos como avançados.       possibilitem a todos dominar a cadeia
     rado de cada parte do software. Por ser           Os fundadores da comunidade            de distribuição de conteúdo interati-
     dedicado à execução em ambientes               Ginga acreditam que a inclusão            vo. Temos ainda muito trabalho pela
     embarcados como set-top boxes e TVs,           social, alvo do SBTVD desde a sua         frente, mas certos do apoio de nossos
     o software ficava confinado aos fabri-         instituição legal por meio de decreto     milhares de membros, sem os quais
     cantes, empresas por eles contratadas          presidencial, deve ser promovida não      não teríamos chegado onde chega-
     ou programadores entusiastas ávidos            somente para facilitar aos cidadãos o     mos com essa tecnologia nacional. ■
     por conhecer a nova tecnologia.                acesso à informação por meio da TV
                                                                                               Software para:    TV Digital
        Um grande avanço na distribuição de         interativa, mas também para repassar
     ferramentas livres em torno do Ginga           a eles o conhecimento sobre como           Está no Portal
                                                                                                                 Junho de 2007
                                                                                               desde:
     ocorreu pouco tempo depois, ao fim de          desenvolver conteúdo interativo. Por
     2007, quando foi lançado na comunida-          isso, a NCL foi concebida como uma         Membros:          1.0719 membros
     de o Ginga-NCL Virtual Set-top Box,            linguagem simples e fácil de entender.     Prestadores
                                                                                                                 51 prestadores
     uma máquina virtual independente de            Ainda assim, por sua estruturação, ela     de Serviços:
     plataforma que já trazia o Ginga-NCL           permite que ferramentas avançadas                            Universidade
     e suas dependências instalados e pron-         de autoria de conteúdo sejam criadas.      Ofertante:        Federal da Paraíba
                                                                                                                 e PUC-Rio
     tos para uso. Desde então, diferentes             A Comunidade Ginga, ainda em
     perfis de profissionais se juntaram à          2007, disponibilizou o protótipo Com-
     comunidade, como desenvolvedores de            poser para facilitar a criação de con-     Mais informações
     aplicativos interativos para TV Digital,       teúdo através da manipulação de ele-       [1] Comunidade Ginga: http://
     testadores de software, novos desenvol-        mentos gráficos a partir de diferentes         www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                                   ver-comunidade?community_
     vedores de middleware e até mesmo              visões sobre o mesmo aplicativo NCL.           id=1101545
     usuários finais. Com a máquina virtual         Outra ferramenta, denominada NCL


58                                                                                                                www.linuxmagazine.com.br
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Xemelê
Gerenciador de portais


Origem                                        MinC. Não por acaso, o servidor         mento da comunicação interativa
O nome Xemelê é derivado da                   de desenvolvimento foi assim ba-        e dos processos colaborativos uti-
denominação do protocolo XML                  tizado: “XEMELE”. No momen-             lizando a plataforma da Internet:
( Extensible Markup Language ) –              to em que estamos lançando um           ferramentas para gerenciamento
que é um padrão de linguagem                  espaço para compartilhamento            de sites, blogs, chats, wikis e tam-
para comunicação entre sistemas               de soluções que promovem a in-          bém de ambientes para integra-
via web. Desde as primeiras con-              teratividade e os processos cola-       ção de serviços de e-mail, agenda,
versas com o ex-ministro Gilberto             borativos na rede, o nome ideal         workflow etc. Para o código (até
Gil sobre as possibilidades de uso            para simbolizar o trabalho de de-       o momento), é utilizado HTML,
da Internet nos programas e ações             senvolvimento em software livre         PHP, JavaScript, Jquery e o ban-
do MinC, foi mencionado os novos              no MinC surgiu naturalmente.            co de dados MySql. Entretanto, é
recursos baseados no protocolo                                                        importante destacar que a comu-
XML. Para facilitar a comunicação             Recursos                                nidade Xemelê busca atender ao
e sob a influência das conversas no           O Xemelê disponibiliza um con-          público que não domina código,
coletivo “Projeto Metáfora” [1],              junto de plugins que transforma         mas, ao mesmo tempo, deseja
logo transformou-se XML em ver-               a plataforma Wordpress em um            explorar o potencial de comuni-
bo: “xemelizar” conteúdos… De                 gerenciador de portais. A solução       cação interativa e colaboração
fato, o XML provê uma linguagem               não interfere no core do código e,      da Internet. ■
comum que permite aos sistemas,               portanto, constitui uma camada
mesmo em diferentes plataformas               que customiza o aplicativo para
e linguagens, trocar informações              um uso diferenciado da platafor-                               Gerenciamento
                                                                                       Software para:
estruturadas customizáveis – e não            ma. Quando surgiu, a ferramenta                                de Portais
apenas dados brutos.                          chamou a atenção de muita gente
                                                                                       Está no Portal
   Segundo Felipe Fonseca, um                 na blogosfera, pelo grau de facili-      desde:
                                                                                                             Maio de 2008
dos idealizadores do Xemelê [2],              dade envolvido em seu uso. Em
“depois transformaríamos em subs-             função disto, foi criada uma expec-      Membros:              4.572 membros
tantivo novamente, mas já devi-               tativa na rede sobre o lançamento
                                                                                       Prestadores
damente tropicalizado: “xemelê”               do conjunto de plugins que ficou                               29 prestadores
                                                                                       de Serviços:
como uma espécie de denominador               conhecido como Xemelê.
comum das conversas, um esforço                  Em conjunto com o Xemelê                                    Ministério da
                                                                                       Ofertante:
para manter uma linguagem sim-                também foi disponibilizada a                                   Cultura
ples, livre de jargões, compreensí-           ferramenta ChatCast . Trata-se
vel pelo maior número possível de             de um aplicativo que promove a
pessoas”. Hoje, aplicativos desen-            interatividade com base em con-
volvidos com base em XML estão                versa escrita (chat) e streaming de       Mais informações
presentes em todos os serviços da             vídeo. Ao mesmo tempo em que
                                                                                        [1] Projeto Metáfora: http://
web 2.0, e é a exploração extensi-            o usuário tem acesso ao audiovi-              rede.metareciclagem.org/
va de seu potencial que inagurou              sual de uma conferência via stre-             wiki/ProjetoMetaFora
o advento da “web ao vivo” e que              aming, por exemplo, ele também
viabiliza a agregação de conversas            poderá participar em tempo real,          [2] Conhecendo a história do
na rede em tempo real.                        de um debate entre membros da                 termo xemelê: http://xemele.
   Facilitar a comunicação e a in-            audiência on line, via chat, que              net/wikka.php?wakka=Xemele
teratividade, explorar a conversa             poderá ser aberto ou contar com           [3] Comunidade Xemelê: http://
em tempo real na rede, tudo isso              algum tipo de inscrição prévia.               www.softwarepublico.gov.br/
virou sinônimo de Xemelê para                 A comunidade do Xemelê no Por-                ver-comunidade?community_
a equipe responsável pelo desen-              tal do Software Público [3] busca             id=4215419
volvimento das soluções web do                compartilhar soluções para fo-


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                          59
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     GSAN
     Sistema de gestão de
     serviços de saneamento




            GSAN
     O Ministério das Cidades, por meio do
     Programa de Modernização do Setor
     de Saneamento (PMSS), em parceria              Figura 1: Interface web do GSAN.
     com o Programa de Desenvolvimento
     das Nações Unidas (PNUD), licitou              Tecnologias                                   agrupando ou detalhando informações,
     em agosto de 2006 o desenvolvimen-             O GSAN funciona completamente no              além de gerar gráficos e exportar os da-
     to e a implantação de um Sistema de            ambiente web e possui módulos que             dos para planilhas eletrônicas.
     Gestão Comercial para Empresas de              permitem seu uso no celular, utilizando
     Saneamento. A ferramenta tem o ob-             tecnologias open-source, em evidência         Características
     jetivo de dotar as prestadoras de servi-       no mercado e estando de acordo com as         O sistema foi dividido nos módulos que
     ço de abastecimento de água e coleta           políticas do Governo Federal Brasileiro       se integram e compartilham informa-
     de esgoto com um software moderno,             na adoção de software livre.                  ções de diversas áreas:
     capaz de atender as necessidades de in-            As tecnologias JAVA, JSP, HTML,              No módulo de Cadastro, é possível
     formação e apoio à tomada de decisão.          CSS, Hibernate, Struts e EJB, integradas      criar as entidades de cliente (pessoa fí-
         A empresa vencedora da licitação           ao servidor aplicação JBOSS, trabalhadas      sica ou jurídica) e imóvel.
     internacional foi o Instituto de Plane-        através de um processo de desenvolvi-            O módulo de Micromedição manu-
     jamento e Apoio ao Desenvolvimento             mento de software que utiliza a notação       seia tabelas parametrizadas que definem,
     Tecnológico e Científico (IPAD), que           Unified Model Language (UML), é a             para cada anormalidade de leitura, os
     possui um quadro de consultores espe-          base tecnológica do sistema, juntamen-        procedimentos a serem adotados para o
     cializados no negócio de saneamento            te com o banco de dados, PostgreSQL,          cálculo do consumo e a determinação
     e nas metodologias e tecnologias mais          que garante o devido armazenamento            da leitura de faturamento.
     modernas para o desenvolvimento de             das informações. Entretanto, o sistema           No módulo de Faturamento, a im-
     sistemas de informação.                        funciona também em outros SGBDs,              pressão da conta no ato da leitura foi
         Denominado GSAN – Sistema In-              como ORACLE e SQL Server.                     projetada para estar totalmente inte-
     tegrado de Gestão de Serviços de Sa-               Os relatórios implementados utilizam      grada ao GSAN.
     neamento, o software teve seu escopo           a tecnologia JasperRepots, que permite           O módulo de Cobrança foi concebi-
     voltado inicialmente para atender três         a geração em vários formatos, como            do para que as ações de cobrança sejam
     empresas estaduais de saneamento:              PDF, RTF, XLS e HTML, e possibilita           acompanhadas durante todo o seu ciclo.
     Companhia Pernambucana de Sane-                o armazenamento e a disponibilização             No módulo de Arrecadação todos os
     amento (COMPESA), Companhia                    de forma simples. Assim, o usuário pode       recebimentos e devoluções inerentes à
     de Água e Esgotos do Rio Grande do             gerar um relatório e enviá-lo por e-mail      atividade comercial são processados,
     Norte (CAERN) e Companhia de                   anexando o arquivo PDF.                       bem como as deduções realizadas pelos
     Água e Esgotos de Roraima (CAER),                  Para consultas e relatórios gerenciais,   agentes arrecadadores (tarifas, CPMF,
     sendo implementado com êxito. Atu-             o sistema incorporou a tecnologia de          cheques devolvidos etc.), facilitando o
     almente o sistema está em fase de              BI - Business Intelligence, denominada        processo de conciliação bancária.
     implementação na quarta empresa                On Line Analytical Processing (OLAP),            O módulo de Atendimento ao Público
     estadual, a Companhia de Águas e               onde o usuário pode visualizar o mesmo        realiza o registro, acompanhamento e
     Esgotos do Maranhão (CAEMA).                   relatório de forma analítica ou sintética,    o controle das solicitações e reclama-


60                                                                                                                    www.linuxmagazine.com.br
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ções, tanto do público externo quanto         Benefícios                                 tiverem seguindo os padrões de arqui-
interno (diversas unidades da empresa).       Entre os principais benefícios do          tetura do sistema, através da utilização
   O módulo de Segurança foi proje-           GSAN está a redução de custo com           do mecanismo de código fonte único,
tado para assegurar que todas as ope-         licença de software, já que o sistema      que diminui o custo de manutenção.
rações realizadas pelo usuário sejam          utiliza apenas tecnologias livres, onde       A intuitividade da interface, aliada
gravadas em um log que possibilita a          não é necessário pagar royalties.          à usabilidade, facilita o entendimento
realização de auditorias e identificação         Por funcionar totalmente online,        rápido do sistema, agilizando o pro-
de irregularidades.                           basta apenas um navegador instala-         cesso de aprendizado. ■
   O módulo Gerencial consolida as            do no computador. Com isso, não
informações necessárias para o tomador        é necessário possuir estações de tra-                           Saneamento
                                                                                          Software para:
de decisão, e tem como característica         balho com grandes capacidades de                                e Esgoto
a integração com os demais módulos            processamento. O GSAN funciona              Está no Portal
                                                                                                              Agosto de 2007
do GSAN, facilitando o agrupamento            nos ambientes Windows e Linux e             desde:
das informações e a disponibilização          essa vantagem também se aplica na           Membros:            2.738 membros
das mesmas.                                   parte dos servidores.                       Prestadores
                                                                                                              67 prestadores
   Por fim, a característica integradora         Projetado inicialmente para 3 em-        de Serviços:
do GSAN oferece mecanismos que                presas de saneamento, sua arquitetura                           Ministério das
                                                                                          Ofertante:
facilitam a troca de informações com          possibilita a fácil adaptação a outras                          Cidades
outros sistemas, como ERPs. Por essa          empresas, seja de pequeno, médio
razão, todos os lançamentos contábeis         ou grande porte, pois as regras de
referentes à área comercial são gerados       negócio estão em camadas isoladas            Mais informações
automaticamente pelo GSAN, direta-            e totalmente parametrizadas.                 [1] Comunidade GSAN: http://
mente no sistema de contabilidade ou             Caso uma empresa solicite uma                 www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                               ver-comunidade?community_
através de meio magnético, os quais           nova funcionalidade ou relatório, as             id=1593449
estão respaldados por relatórios.             demais podem ser beneficiadas se es-


Koruja                                           O Koruja funciona a partir do              Os ganhos surgem do aproveita-
                                              desenvolvimento e acoplamento de           mento da cultura wiki, da econo-
Inventário de hardware                        plugins ou drives específicos para         mia dos recursos tecnológicos para
                                              cada recurso tecnológico existente         realizar o inventário e do foco nos
                                              no ambiente de TI.                         recursos de acordo com a necessi-
                                                 Esses plugins e drivers têm a tare-     dade específica de cada um, sendo
                                              fa de fazer a coleta das informações       eles: estações de trabalho, switches
                                              dos recursos tecnológicos e enviá-los      e roteadores. ■
                                              para a camada de apresentação em
                                              ambiente Wiki.                                                   Inventário de
                                                 O Koruja é um software desen-            Software para:
                                                                                                               Hardware
O projeto nasceu devido a necessida-          volvido com tecnologias abertas e           Está no Portal
de de empresas públicas e privadas            livres, na linguagem TCL/Expect,                                 Janeiro de 2010
                                                                                          desde:
de administrar, gerenciar, controlar e        tem baixo consumo de memória, faz           Membros:             5.132 membros
auditar configurações em ambientes            o tratamento de strings e funciona
                                                                                          Prestadores
de TI a partir de um único ponto de           em ambiente multiplataforma.                                     17 prestadores
                                                                                          de Serviços:
vista. Dentro dessa perspectiva, surge           O software em sua versão inicial
a ideia de criar um mecanismo de              atende quatro premisssas:                   Ofertante:           Banco do Brasil
automação de coleta de configuração              ➧ não utiliza o modelo de agentes
dos recursos tecnológicos (servidores,        locais para coletar as informações;
roteadores, switches, estações de tra-           ➧ coleta as informações a partir          Mais informações
balho etc.) do ambiente de TI sem             de um único ponto;                           [1] Comunidade Koruja: http://
utilizar agentes (agentless) e integrado         ➧ gera um repositório único para              www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                               ver-comunidade?community_
às funcionalidades de um ambiente             as informações gerenciais e;                     id=18068594
de colaboração do tipo wiki.                     ➧ opera em serviços TCP/IP.



Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                             61
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     InVesalius
     Imagens médicas

     InVesalius é um software público para
     a área de saúde que visa auxiliar o diag-
     nóstico e o planejamento cirúrgico. A
     partir de imagens em duas dimensões
     (2D) obtidas através de equipamentos
     de tomografia computadorizada ou
     ressonância magnética, o programa
     permite criar modelos virtuais, em três
     dimensões (3D), correspondentes às es-
     truturas anatômicas dos pacientes em
     acompanhamento médico. O software
     tem demonstrado grande versatilidade
     e vem contribuindo para diversas áre-
     as, tais como medicina, odontologia,
     veterinária, arqueologia e engenharia.
         A medicina cada vez mais utiliza           Figura 1: Visualização por raycasting.
     a tecnologia da informação como
     um dos seus principais aliados, seja           de barreiras comerciais impostas por           Em outubro de 2007, a solução
     no diagnóstico seja no tratamento              países ou indústrias que detinham tal       foi disponibilizada no Portal do
     de anomalias. Com o surgimento da              tecnologia. Além disso, o Centro de         Software Público. A comunidade
     tomografia computadorizada (TC) e              Tecnologia da Informação Renato             tem atualmente mais de quatro mil
     da ressonância magnética (RM), foi             Archer (CTI) possuía equipamentos           membros de várias especialidades,
     possível visualizar o corpo humano in-         de prototipagem rápida (impressoras         distribuídos em 71 países.
     ternamente e em três dimensões (3D)            3D) e um de seus objetivos era auxiliar        Dentre seus principais recursos,
     de forma não invasiva, aumentando a            cirurgiões da rede pública de saúde         é possível citar:
     precisão e diminuindo o tempo de re-           com protótipos físicos. Entretanto,            ➧ Ferramentas de segmentação
     alização do diagnóstico. Essas técnicas        para a confecção desses protótipos era      manual e automática;
     geram um conjunto de imagens em                necessário realizar a reconstrução 3D          ➧ Medição linear, angular e vo-
     duas dimensões (2D), representando             (“empilhar” as imagens) e, em segui-        lumétrica;
     uma fina fatia do corpo humano em              da, exportar o modelo 3D em forma-             ➧ Visualização por meio de ray-
     orientação transversal – ou axial, como        to específico. Devido a esse cenário,       casting (figura 2);
     é popularmente conhecida pelos mé-             decidiu-se iniciar o desenvolvimento           ➧ Superfícies poligonais. Tam-
     dicos – da região a ser analisada. Essas       de um software para tratamento e re-        bém pode-se exportar os modelos
     imagens são gravadas pelos aparelhos           construção 3D de imagens médicas, o         segmentados, em diversos forma-
     em formato digital DICOM (Digital              InVesalius, batizado com esse nome          tos como STL (stereolithography)
     Imaging and Communications in Me-              em homenagem ao pai da anatomia             e OBJ (wavefront).
     dicine), que, além de conter os pixels         moderna, Andreas Vesalius.                     A linguagem de programação
     que formam a imagem, possui diversas              Com a finalidade de exportar mo-         Python foi utilizada para a constru-
     informações, como nome do pacien-              delos anatômicos em formato que os          ção do software em conjunto com
     te, posição da imagem em relação ao            equipamentos de prototipagem rápida         as bibliotecas: VTK (Visualization
     espaço e quantidade de raio-X utiliza-         podiam interpretar, o InVesalius foi        ToolKit), empregada principalmen-
     do para obter a imagem (no caso de             com o tempo evoluindo e ganhando            te na visualização e processamento
     tomografia computadorizada).                   diversas melhorias na interface gráfica e   de imagens; GDCM (Glassroots
         No início do século XXI, não se            novas ferramentas, sendo, hoje em dia,      DICOM), para a leitura de arquivos
     encontrava software livre ou gratuito          também utilizado no contexto de diag-       médicos em formato DICOM; Ni-
     de reconstrução de imagens médicas;            nósticos na radiologia e na odontologia,    babel, para a leitura de arquivos mé-
     o usuário dependia de soluções pro-            no auxílio ao planejamento cirúrgico        dicos Analyze; Numpy e Scipy, para
     prietárias e ficava, até mesmo, refém          e até mesmo na veterinária (figura 1).       cálculos matemáticos em vetores e


62                                                                                                                www.linuxmagazine.com.br
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matrizes; e, por fim, a interface gráfi-      Linux Educacional                        este sistema operacional sem afetar
ca, que foi construída com wxPython.                                                   o seu computador.
Como paradigma de programação,                Distribuição Linux                           A versão 4.0 apresenta três opções
empregou-se a orientação a objetos.                                                    de uso de acordo com as necessida-
A linguagem Python teve papel fun-                                                     des das escolas. São elas:
damental na construção do software                                                         ➧ Pessoal : a instalação é destinada
por ser uma linguagem que permite                                                      para máquinas de uso pessoal.
um desenvolvimento acelerado. Todas                                                        ➧ Desktop : destina-se para as es-
as bibliotecas usadas são compatíveis                                                  colas com equipamentos individuais.
com a licença GNU – GPL 2.0.                                                               ➧ Multiterminal : destina-se para
    O InVesalius é um software que                                                     as escolas com equipamentos mul-
pode ser internacionalizado pelo uso                                                   titerminais.
da ferramenta GNU Gettext. E, graças
à ferramenta transifex, foi possível dis-                                              Diferenciais
ponibilizar o software em sete idiomas.       O Linux Educacional é uma solu-          Pelo fato de os conteúdos educacio-
Isso facilita a distribuição do software      ção de software que colabora para        nais ocuparem um grande espaço em
em vários países, posto que nem todos         o atendimento dos propósitos do          disco, é impossível distribuí-los no
falam inglês, idioma padrão da inter-         ProInfo, Programa Nacional de In-        DVD de instalação, sendo possível
face do InVesalius. Este foi escolhido        formática na Educação, que é um          baixá-los após a instalação do siste-
pela facilidade de encontrar traduto-         programa de formação voltada para        ma, através do repositório Debian do
res para outros idiomas e desenvolve-         o uso didático-pedagógico das Tec-       MEC, o que não ocorre com a versão
dores, pois o código fonte também é           nologias da Informação e Comuni-         OEM que acompanha as máquinas
escrito nessa língua. O InVesalius é          cação (TIC) no cotidiano escolar,        do ProInfo; neste caso os conteúdos
multiplataforma (Linux, Mac Os X              articulado à distribuição dos equi-      já encontram-se pré-instalados:
e Windows), contando com versões              pamentos tecnológicos nas escolas           ➧ Mais de 100 horas de Vídeos da
para 32 bits e 64 bits.                       e à oferta de conteúdos e recursos       TV Escola;
    Uma grande contribuição que o             multimídia e digitais oferecidos pelo       ➧ Amplo acervo de textos em do-
software está recebendo é um módu-            Portal do Professor, pela TV Escola      mínio público [2];
lo de neuronavegação. Essa técnica            e DVD Escola, pelo Domínio Pú-              ➧ Objetos educacionais de apoio
permitirá mostrar nas imagens exibi-          blico e pelo Banco Internacional de      ao professor e o aluno. ■
das pelo InVesalius onde se encontra          Objetos Educacionais.
a ponta de um instrumento cirúrgico              A distribuição é desenvolvida pela     Software para:       Educação
ou algo similar. Também será possível         Secretaria de Educação a Distância        Está no Portal
                                                                                                             Junho de 2009
utilizar diferentes tipos de rastreadores     do Ministério da Educação (MEC)           desde:
(equipamentos que mostram a loca-                O Linux Educacional se en-             Membros:             4.124 membros
lização espacial do instrumental). ■          contra na versão 4.0 e utiliza o
                                              ambiente gráfico KDE. Esta nova           Prestadores
                                                                                                             74 prestadores
 Software para:          Saúde e Medicina                                               de Serviços:
                                              versão do Linux Educacional está
 Está no Portal                               baseada no Kubuntu 10.04 e traz                                Ministério da
                         Maio de 2007                                                   Ofertante:
 desde:                                                                                                      Educação - MEC
                                              mudanças na interface do sistema,
 Membros:                4.786 membros        tornando-a mais simples e atrativa.
 Prestadores                                  Ela traz também aplicativos educa-         Mais informações
                         43 prestadores
 de Serviços:                                 cionais personalizados, ferramentas        [1] Comunidade Linux
                         Centro de            de acesso e busca dos conteúdos                Educacional: http://www.
 Ofertante:                                                                                  softwarepublico.gov.br/
                         Pesquisa CTI         educacionais, um repositório De-               ver-comunidade?community_
                                              bian de conteúdos educacionais                 id=11809207
  Mais informações                            mantido pelo MEC e ferramentas
                                                                                         [2] Domínio público: http://www.
  [1] Comunidade                              de produtividade.                              dominiopublico.gov.br/
      InVesalius: http://www.                    O usuário pode testar o Linux
      softwarepublico.gov.br/                                                            [3] Objetos educacionais: http://
                                              Educacional sem precisar instalar              objetoseducacionais2.
      ver-comunidade?community_               no computador, o que é importante,
      id=626732                                                                              mec.gov.br/
                                              pois o novo usuário pode conhecer


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                           63
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     Jaguar
     Framework para desenvolvimento Java

     O Jaguar é um framework para o                 todas as camadas, com uso do pa-       tas que dispensam manipulações
     desenvolvimento de projetos em                 drão Java EE 6 CDI (Context De-        JSF complexas.
     Java EE que traz uma arquitetura               pendency Injection) via JBoss Weld,       ➧ Web 2.0 com CSS padrão, Ja-
     de software de alto nível, reutilizá-          incluindo generalizações comple-       vascript e Ajax otimizados: arqui-
     vel e extensível, baseada na inte-             tas e comprovadas para CRUDS           tetura de CSS com padrão Theme
     gração de dezenas de frameworks                (Create, Retrieve, Update, Delete e    Roller e recursos para troca de in-
     de base (open source), líderes em              Search & Select) complexos (Sim-       terface dinâmica pelo usuário. Bi-
     seus segmentos e aplicando gene-               ples, Mestre-N Detalhe, Mestre, N      bliotecas Javascript organizadas de
     ralizações de orientação a objetos             Detalhes, Sub-Detalhe etc.) dentre     forma modular e otimizadas para
     em uma arquitetura MVC2 ( Mo-                  outros padrões de alto nível.          donwload de máximo desempenho
     del View Controler 2). O resulta-                 ➧ Convenção sobre configuração      em produção. Uso de Ajax exten-
     do é uma solução com alto nível                avançada: eliminação da necessidade    sivo para melhorar a usabilidade
     de abstração e pouco código Java               de metadados (exemplo: faces-con-      entre navegadores, com facilidade
     que utiliza recursos como IoC,                 fig.xml ou package-info annotations)   para “link permanente” (RESTful
     DI e AOP, de forma natural e                   para navegações e padrões, respec-     URLs). Homologado para Chrome,
     padronizada. Em uma arquitetu-                 tivamente. O uso opcional de ano-      IE, Firefox, Safari e Opera.
     ra SOA (arquitetura orientada a                tações pode ser feito em classes de       ➧ JSF 2.0 com Facelets avançado:
     serviços), o Jaguar atua no core               ManagedBean (Action). É possível       organização avançada de layouts
     development, apoiando a produção               obter uma solução CRUD final em        com disponibilização de múltiplos
     de rotinas de negócio em Java EE               arquitetura MVC2-P com apenas um       templates Facelets totalmente ge-
     6 e a exposição de serviços via pa-            artefato XHTML, uma entidade e         néricos, com segmentação refina-
     drões JAX-RS (REST) e JAX-WS                   uma classe simples de MB.              da de layouts. Oferece ainda fácil
     (SOAP) ou EJB3 (RMI/IIOP ou                       ➧ Controle de versão, modulari-     customização e recurso para troca
     JMS). Ele pode ser utilizado de                zação e reuso: geração de projetos     dinâmica por usuários finais.
     modo integrado em quaisquer ar-                simples (um aplicativo = um projeto       ➧ Validação de entrada via pa-
     quiteturas disponíveis que sigam               Eclipse) e modulares (um aplicati-     drão Bean Validation (BV): ano-
     os padrões de mercado na área.                 vo = um projeto Eclipse principal      tações próprias para CNPJ, CPF
        O Jaguar produz aplicativos Java            e outros reutilizáveis de negócio),    e outras validações típicas via pa-
     EE 6 Complient, incluindo interfa-             com configuração Maven sincro-         drão Java EE 6 Bean Validator com
     ces web 2.0 com alta usabilidade e             nizada com IDE automaticamente         Hibernate Validator.
     aderente aos padrões de mercado.               via M2Eclipse.                            ➧ Arquitetura REST Pronta-para-
     É ainda importante ressaltar que,                 ➧ DAO ultra-simples: padrões        Uso com Java EE 6 JAX-RS: ob-
     propositalmente, ele ainda não está            simplificados para DAO genérico,       tenção de serviços REST de modo
     utilizando as APIs Servlet 3.0. Des-           utilizando a técnica de Dynamic        automático para todos os CRUDS
     sa forma, os projetos desenvolvidos            Finders popularizada pelo Goo-         produzidos, através de rotinas dis-
     nele ainda podem ser liberados para            gle Guice [1] . Eles dispensam         ponibilizadas genericamente sem
     produção em conteineres no padrão              codificação para serviços de QBE       esforço de codificação. Tudo via pa-
     Java EE 5, como o Tomcat 6.x, bem              complexos. Na nova versão, utiliza     drão JAX-RS com JBoss RESTEasy.
     como em versões mais atuais.                   entidades (POJOs), às vezes com           ➧ Padrão de nomenclatura interna-
        Voltado para aplicativos de mis-            transientes, para transportar argu-    cional: nomes das principais classes,
     são crítica robustas e escalonáveis,           mentos de queries.                     métodos e metadados (anotações)
     o Jaguar incorpora dezenas de no-                 ➧ ManagedBean e Repository:         em inglês, para viabilizar projetos
     vos diferenciais para arquiteturas de          nova organização para ManagedBe-       mundiais com equipes internacionais.
     software Java EE 6 Web 2.0, como,              an (Action) e Repository (Manager)        ➧ Arquitetura de extensão para
     por exemplo:                                   genéricos e extensíveis, provendo      customizações avançadas: para criar
        ➧ O IoC/DI simplificado via pa-             maior coesão e legibilidade. Os        novos padrões genéricos, engloban-
     drão CDI: arquitetura de IoC, DI               ManagedBeans foram simplificados       do implementações OO em várias
     e gerenciamento de contexto em                 graças a generalizações comple-        camadas (MVC-P) e geradores de


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código complementares e acelera-              KyaPanel
dores importantes para implemen-
tações de soluções recorrentes. As            Administração de servidores
extensões do Jaguar são um impor-
tante recurso para fábricas de soft-
ware criarem derivações especiais
de comportamento e preservarem
seus ganhos de produtividade em
qualquer cenário.
   ➧ APIs Java EE 6: JSF 2.0 com
Apache Trinidad; JPA 2.0 com Hi-
bernate; BV 1.0 com Hibernate
Validator; JAX-RS 1.1 com JBoss
RESTEasy; CDI 1.0 com JBoss
Weld; JAX-WS 2.2; Servlet 2.5 (para           O KyaPanel é um sistema de gestão              O módulo de Gestão do Samba pos-
compatibilidade com App Servers               para servidores de e-mail que uti-          sui uma interface realmente amigável
Java EE 5).                                   lizam Postfix, LDAP e Courier. A            para gerenciar compartilhamentos e
   ➧ Dezenas de recursos corporati-           solução é um painel para facilitar a        permissões de acessos dos usuários.
vos avançados: generalizações para            administração de servidores GNU/            Além disso é possível ver, em tempo
manipulação upload/download de                Linux e melhorar a experiência de           real, todos os usuários validados e o
arquivos (um ou múltiplos); exclu-            administração de redes. Composto            que cada um deles está acessando
são lógica; recuperação de detalhes           por um núcleo de execução de tarefas        no servidor, inclusive com a opção
‘por demanda’ via Ajax; layouts au-           que é complementado por módulos,            de bloqueá-los, se necessário.
tomáticos para impressão; combos              pode ser usado para um diversidade             Além da administração comum
aninhados; janelas modais avança-             de atividades de controle.                  ele também está integrado com o
das (vinculadas); integração com                  Seu núcleo está desenvolvido em         Egroupware quando utilizado com
jQuery e jQuery UI com dezenas                Shell Script e sua interface em PHP, que    PostgreSQL, permitindo a seleção
de recursos RIA (calendário, Goo-             executa o core através de serviço próprio   dos aplicativos disponíveis na mesma
gle Maps, mask, auto-complete                 feito em Perl. Esta estrutura permite que   interface do KyaPanel.
etc.) que proveem acabamento final            outras interfaces sejam desenvolvidas          Fácil de instalar e com centenas de
e usabilidade. ■                              sem afetar o comportamento do siste-        opções administrativas desenvolvidas
                                              ma. O KyaPanel está 100% integrado          em um código realmente simples, o
 Software para:           Framework           ao LDAP, permitindo que tudo seja           KyaPanel é a mais atual ferramenta
 Está no Portal           Novembro
                                              armazenado diretamente nesta base,          de administração de servidores. ■
 desde:                   de 2010             sem necessidade de usar SQL.
                                                                                           Software para:      Servidor de e-mail
 Membros:                 1.343 membros
                                              Módulos                                      Está no Portal
 Prestadores                                  Atualmente são módulos: gestão de                                Maio de 2007
                          2 prestadores                                                    desde:
 de Serviços:                                 e-mail e gestão do Samba                     Membros:            2.557 membros
 Ofertante:
                          Empresa                 O módulo de Gestão de E-mail             Prestadores
                          PowerLogic          gerencia servidores com Postfix +                                70 prestadores
                                                                                           de Serviços:
                                              Courier e duas opções de base de                                 Pessoa Física
  Mais informações                            dados: OpenLDAP e SQL. Se você               Ofertante:          – Anahuac de
                                              optar por usar SQL poderá escolher                               Paula Gil
  [1] Dynamic Finders: http://                entre PostgreSQL ou MySQL.
      blog.mgm-tp.com/2010/05/                    A mais inovadora característica do
      guicing-up-hibernate-                                                                 Mais informações
      with-warp-persist/                      KyaPanel é sua perfeita integração
                                              com o Active Directory que permite            [1] Comunidade
  [2] Comunidade Jaguar: http://              a sincronização de usuários e senhas              KyaPanel: http://www.
      www.softwarepublico.gov.br/             de servidores Windows e os usuários               softwarepublico.gov.br/
      ver-comunidade?community_                                                                 ver-comunidade?community_
      id=25913900
                                              de e-mail que ficam armazenados no                id=601158
                                              OpenLDAP.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              65
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     LightBase                                      nou complicadores como junções         velocidade de armazenamento e
                                                    externas, procedimentos armaze-        recuperação de informações.
     Um banco de dados diferente                    nados e gatilhos.                         O termo “multidimensional”
                                                       As aplicações modernas normal-      significa que os dados podem ser
                                                    mente são escritas usando a tecno-     armazenados por tantos parâme-
                                                    logia de objetos, que permite um       tros quantos forem necessários:
                                                    modo mais rápido e mais intuitivo      eles não estão limitados a linhas e
     Panorama dos bancos de dados                   de descrever e usar informações. O     colunas. Isso permite modelos de
     A maioria da informação existente              desenvolvimento é mais rápido e        dados muito mais ricos do que os
     no cotidiano das pessoas é de na-              mais seguro. No entanto, os objetos    obtidos com a tecnologia relacio-
     tureza não-estruturada (documen-               não são compatíveis de forma nativa    nal. Dados complexos podem ser
     tos, planilhas, vídeos, textos, fotos          com bancos de dados relacionais.       armazenados e utilizados de uma
     etc.). Esse tipo de informação mais            As vantagens da orientação a ob-       forma muito mais natural e intuitiva.
     complexa passou por muito tempo                jetos são diminuídas quando estes      O LightBase utiliza o ODMG 3.0
     despercebida pela maioria das or-              têm de ser forçados a se encaixar no   (Object Data Managment Group),
     ganizações, devido à complexidade              modelo relacional bidimensional.       que é o padrão para bancos de da-
     de agrupá-las e referenciá-las.                   Visando resolver este problema      dos orientados a objeto.
        Para os tradicionais servidores             que os gerenciadores de bancos de         O programa também faz uso de
     de bancos de dados relacionais,                dados relacionais não endereçam        recuperação textual plena. Diferen-
     é realmente difícil representar                de modo adequado, a Light Info-        te dos bancos de dados tradicionais,
     dados complexos, porque toda a                 con Tecnologia S/A, com suporte        um sistema de recuperação textual
     informação precisa ser fragmenta-              financeiro da Financiadora de Es-      armazena todo o conteúdo sob a
     da de forma que caiba em tabelas               tudos e Projetos (FINEP), órgão do     forma de um conjunto de chaves,
     planas bidimensionais. Quando a                Ministério da Ciência e Tecnologia     possibilitando a recuperação de in-
     tecnologia relacional é usada para             (MCT), desenvolveu e disponibili-      formação por qualquer palavra que
     descrever dados do mundo real,                 zou no Portal do Software Público      ocorra em qualquer lugar do banco
     há um empilhamento de tabelas                  Brasileiro o Cordel, Gerenciador       de dados, seja num campo numéri-
     e subtabelas e é necessário uma                de Banco de Dados Pós-Relacional       co, alfanumérico, texto etc. No caso
     grande quantidade de processa-                 voltado para “objetos”, disponível     específico da recuperação textual no
     mento para “remontar” a informa-               para plataforma Linux.                 LightBase, é possível fazer buscas
     ção necessária para completar as                                                      através de expressões regulares, por
     operações. Esse problema conhe-                A tecnologia do LightBase              proximidade de palavras, palavras
     cido na indústria como “problema               A tecnologia do Cordel está bem        que apareçam numa mesma frase
     da impedância”.                                à frente da atual tecnologia dos       ou parágrafo ou busca fonética. A
        O “problema da impedância”                  bancos de dados relacionais. Ao        própria forma de consulta à base
     entre bancos de dados relacionais              invés de armazenar informações         de dados é bastante intuitiva, bem
     e as atuais tecnologias de desen-              em tabelas simples, o LightBase        próxima à da linguagem natural.
     volvimento de software tornou-                 opera com objetos, guardando os        Não é preciso especificar chaves
     se um assunto sério – os projetos              dados do aplicativo em sua forma       de acesso durante a programação,
     ficaram ainda mais complexos e                 nativa, através de seu mecanismo       tampouco o sistema sofrerá com
     aumentaram as chances de fra-                  de armazenamento multidimen-           lentidão quando se pesquisa por
     casso. Embora a simplicidade das               sional. Com este modelo de arma-       algo que não seja uma chave. A
     estruturas tabulares suporte uma               zenamento orientado a objetos, os      indexação da base de dados é on-
     linguagem de consulta (SQL),                   dados não precisam ser “remonta-       line, possibilitando a recuperação
     é difícil decompor estruturas de               dos”, pois eles já são armazenados     de informações a qualquer instante.
     dados do mundo real em simples                 como existem no mundo real (e             A estrutura multidimensional
     linhas e colunas. O resultado é                de acordo com o modelo de ne-          orientada a objetos do Cordel
     um conjunto enorme de tabelas                  gócio), eliminando o “problema         facilita o agrupamento das infor-
     e relacionamentos, difíceis de                 da impedância” e a sobrecarga de       mações para a indexação textual,
     lembrar e usar – linhas e colunas              processamento inerente ao mo-          o que reduz o custo em termos de
     são simples, mas a necessidade                 delo relacional, o que resulta em      desempenho, em comparação aos
     generalizada de programar adicio-              um incremento significativo da         recursos de indexação textual inse-


66                                                                                                           www.linuxmagazine.com.br
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ridos posteriormente em bancos de             PW3270                                  cidade excessiva do aplicativo, o
dados relacionais tradicionais. Tudo                                                  que desafiou os desenvolvedores
é feito de forma eficiente e trans-           Emulador de terminal                    a implementar recursos utilizados
parente para o usuário, tornando                                                      em ferramentas consagradas já em
o armazenamento e a recuperação                                                       uso no Banco do Brasil. Os esforços
de informações no LightBase tão                                                       ocorreram na tentativa de:
simples quanto no modelo relacio-                                                        ➧ Trazer o X3270 “para o presen-
nal, só que de forma mais poderosa.                                                   te”, suportando padrões de mercado.
   Mas este gerenciador é muito                                                          ➧ Tornar a interface mais ami-
mais do que pura tecnologia de                                                        gável.
banco de dados. Ele inclui ainda                                                         ➧ Implementar mecanismos que
um servidor de aplicações e relató-                                                   permitam a evolução do aplicativo.
rios com avançada capacidade de                                                          ➧ Se possível, torná-lo multi-
programação orientada a objetos.              Na década de 70, o Banco do Bra-        plataforma.
Os relatórios podem ser visualiza-            sil utilizava mainframes IBM da            ➧ Tirar ao máximo a depen-
dos tanto em aplicações desktop               série System/370. Esses computa-        dência de ferramentas pagas para
quanto pela web, facilitando ainda            dores eram operados por “terminais      emulação 3270.
mais o desenvolvimento de aplica-             burros” chamados de 3277. Com a            O escopo inicial do projeto pre-
ções corporativas.                            evolução dos sistemas e a migração      via apenas fazer uma “casca” para
   Os desenvolvedores também                  para terminais não dedicados, foi       o X3270 no Linux, dada a comple-
podem utilizar o LightBase com                preciso criar programas que emu-        xidade de reimplementar o proto-
a sua linguagem de programação                lassem o terminal original.             colo original.
preferida. Ele dispõe de uma com-                A principal alternativa era o           O projeto deu origem ao
pleta interface em COM para uso               X3277, voltado a sistemas com           PW3270, um emulador de termi-
junto a linguagens populares como             servidor gráfico X e que apesar de      nal 3270 totalmente livre, escrito
Delphi, Java e Visual Basic.                  simples, emula os principais re-        em ANSI C e C++, com recursos
   Com isso, o LightBase representa           cursos de um terminal 3270. Ele         avançados e uma interface amigável
uma solução única, oferecendo um              foi portado para diversos sistemas      elaborada em GTK, comparável
eficiente banco de dados orienta-             operacionais, inclusive Windows.        às melhores ferramentas do mer-
do a objetos, padrão ODMG, um                 Seu desenvolvimento continua ati-       cado. Hoje ele já está disponível
sistema de recuperação textual de             vo, mas é voltado principalmente à      para Linux e Windows. ■
objetos e um servidor de aplicações           manutenção dos sistemas legados
e relatórios. Tudo isso neste único           da IBM e que continuam em uso.
                                                                                                            Emulador de
produto, que possibilita o desen-                Os principais problemas do            Software para:
                                                                                                            Terminal
volvimento de soluções de forma               X3270 são, a falta de recursos co-
mais rápida e segura. ■                       nhecidos e bastante utilizados em        Está no Portal
                                                                                                            Junho de 2009
                                              ferramentas do mesmo tipo dispo-         desde:
 Software para:          Banco de Dados       níveis para outros sistemas opera-       Membros:             2.462 membros
 Está no Portal                               cionais, interface pouco amigável,
                         Abril de 2008                                                 Prestadores
 desde:                                       fontes fixas, impressão limitada                              7 prestadores
                                              (via pr3270), clipboard limitado,        de Serviços:
 Membros:                3.629 membros
                                              nenhuma integração aos desktops          Ofertante:           Banco do Brasil
 Prestadores                                  modernos, sem suporte a unicode
                         31 prestadores
 de Serviços:
                                              e problemas de segurança (permi-
                         Empresa Light        tindo trace com senha).
 Ofertante:
                         Infocon
                                                 Em 2002, quando o Linux passou         Mais informações
                                              a ser o sistema operacional padrão        [1] Comunidade
  Mais informações                            usado pelo Banco do Brasil, a única           PW3270: http://www.
  [1] Comunidade LightBase: http://           alternativa gratuita disponível para          softwarepublico.gov.br/
      www.softwarepublico.gov.br/             Linux era o X3270.                            ver-comunidade?community_
      ver-comunidade?community_                                                             id=12815452
      id=3673574                                 Logo nos primeiros pilotos, os
                                              usuários reclamaram da simpli-


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                          67
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     Minuano                                        economia de R$ 88.096,00. O objeti-            A solução possibilita, ainda, a checa-
                                                    vo em 2011 é expandir a solução para       gem da informação a qualquer momen-
     Solução para videoconferência                  todas as Superintendências que ainda       to, pois o arquivo fica disponibilizado
                                                    não estão utilizando a ferramenta.         – se autorizado pelo palestrante – e, por
     O Minuano é um sistema de captura,                 Se considerarmos em torno de 12 reu-   sua portabilidade, pode inclusive ser
     processamento, compactação e distribui-        niões durante o ano, em cada uma das       baixado para o computador por pes-
     ção de streaming pela Intranet ou Inter-       sete Superintendências no Rio Grande       soas autorizadas, caso solicitem. Deste
     net. Com a utilização desta ferramenta,        do Sul, podemos estimar uma racionali-     modo, ela serve também, às Equipes
     é possível uma redução significativa nos       zação de R$ 840.000,00 no estado onde      CAIXA, como valiosa videoteca gra-
     custos com comunicação, diminuindo             foi realizada a fase piloto da solução.    tuita, disponível para outras reuniões.
     gastos com reuniões que precisariam                O pacote da solução Minuano
     ser presenciais, além de possibilitar o        pode ser adquirido por uma quantia         Perspectivas
     acesso a um número muito maior de              em torno de R$ 1.500,00 (custo úni-        A solução Minuano objetiva se tornar
     pessoas que tenham interesse em assistir       co), que compreende uma pequena            um sistema de gerenciamento, visua-
     ao conteúdo disponibilizado.                   mesa de som e microfone, filmadora         lização e controle de conteúdo, com
        Esta solução foi utilizada com ple-         e tripé. Assim, podemos estimar uma        diversos recursos, como os seguintes:
     no sucesso para a divulgação, pela             extraordinária economia.                      ➧ Controle de acesso de canais e
     rede da CAIXA, de todos os encon-                  Além da economia financeira que        vídeos (públicos e privados);
     tros regionais e nacionais da VITEC            é possível obter através do Minuano,          ➧ Controle de autorização de pu-
     (Vice-Presidência de Tecnologia da             também é agregado outro controle           blicação e visualização de vídeos por
     CAIXA) que foram realizados ao lon-            importantíssimo: a racionalização sócio    parte dos palestrantes;
     go dos anos de 2009 e 2010.                    ambiental, pois colaboramos com a re-         ➧ Opção de diversos formatos de
        Tal ação possibilitou o acompa-             dução de emissão de CO2 na atmosfera,      entrada de vídeo, de modo a ser
     nhamento dos eventos a distância e             uma vez que se consome menos com-          possível receber vários dos formatos
     em todo o Brasil, por todas as equi-           bustíveis fósseis ao substituirmos uma     atuais de video;
     pes de tecnologia.                             reunião presencial por uma a distância.       ➧ Opção de upload de vídeos pelo
        A solução é construída totalmente               A cada reunião presencial da SR        usuário final;
     em software livre e se destina à trans-        Norte Gaúcho substituída por uma              ➧ Opção de chat em transmissões
     missão de streaming de áudio e vídeo           transmissão com a Solução Minuano,         online (canais ao vivo);
     pela Intranet ou Internet, distribuindo        foi deixado de emitir, pela queima de         ➧ Opção de download de arquivos
     o sinal que é capturado em um deter-           combustíveis, o montante de 2145,72        que o criador do canal julgue pertinente;
     minado local para centenas de outros           kg de CO2, sendo que, para neutra-            ➧ Compatibilidade com os diver-
     pontos da rede ou de um servidor, sob          lizar tal emissão, necessitaríamos do      sos navegadores atuais;
     a forma de broadcast, sem nenhum               trabalho de 107,3 árvores adultas pelo        ➧ Pesquisa de vídeos por assuntos,
     custo adicional de telecomunicações,           período de um ano aproximadamente.         palestrantes, data etc. ■
     analogamente às audioconferências.                 É o chamado “Serviço e Entrega
                                                                                                                   Transmissão de
        Cada reunião presencial de uma              da TI Verde da CAIXA”. Soma-se a            Software para:     Áudio e Vídeo
     Superintendência Regional (SR) –               isso, a agilidade e a rapidez da infor-                        – Sinal Digital
     exemplo calculado no piloto da solu-           mação, a segurança e a economia de          Está no Portal
     ção Minuano aplicado na SR Norte               tempo ao evitar o deslocamento dos                             Junho de 2009
                                                                                                desde:
     Gaúcho, em Passo Fundo, Rio Grande             participantes da reunião.                   Membros:           3.213 membros
     do Sul – apresenta um custo médio                  O Minuano reincorpora hardware
                                                                                                Prestadores
     de cerca de R$ 10.000,00 por reunião,          obsoleto na sua solução, uma vez que        de Serviços:
                                                                                                                   21 prestadores
     para o conjunto de 41 unidades vin-            podem ser utilizadas filmadoras de tec-
                                                                                                                   Caixa Econômica
     culadas à referida Superintendência.           nologias mais antigas. Desta forma, evi-    Ofertante:
                                                                                                                   Federal
        No ano de 2008, foram realizadas            tamos o descarte puro e simples destes
     oito reuniões com três Superintendên-          componentes, que tem provocado gran-
     cias Regionais no Rio Grande do Sul,           des problemas ambientais mundo afora,       Mais informações
     em caráter piloto (Norte Gaúcho, seis          em especial em países da África, destino    [1] Comunidade Minuano: http://
     transmissões; Centro Gaúcho, uma               desta sucata tóxica e agressiva ao meio         www.softwarepublico.gov.br/
     transmissão; e Extremo sul, uma trans-         ambiente, poluindo os rios e causando           ver-comunidade?community_
                                                                                                    id=11808514
     missão). Com elas, foi calculada uma           grandes impactos à vida no planeta.


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OASIS
Gestão de projetos,
demandas e serviços




O Sistema de Gestão de Projetos, De-
mandas e Serviços de Tecnologia da
Informação (OASIS) é uma ferramen-
ta que, em seu principal recurso, se
enquadra na IN-4/2008 da SLTI/MP,             Figura 1: Definição de métricas
facilitando de forma automatizada a
gestão dos contratos de TI. O OASIS           melhores práticas utilizadas, como        ções gerenciais de forma bem gra-
auxilia na geração de evidências e            gerências de risco, mudança, me-          nularizada até o nível operacional.
objetos para o processo de qualidade          dição e outras. Ele ainda permite o       Dessa forma, a coleta de informa-
de desenvolvimento de software, em            planejamento e acompanhamento do          ção se dilui entre todos os que estão
um nível bem próximo ao exigido nos           projeto durante o seu ciclo de vida.      envolvidos com a ferramenta, não
modelos de maturidade de processos                                                      sobrecarregando o nível técnico na
MPS-BR nível F e CMMI nível 2.                Padrão de desenvolvimento                 coleta de informação.
   O OASIS proporciona a gestão de            O OASIS foi desenvolvido em uma
projetos, demandas e serviços reali-          plataforma web com servidor de            Principais recursos
zados pelas áreas de TI, no que diz           aplicação Apache. O sistema utiliza          Os principais recursos do
respeito ao seu ciclo de vida (solici-        como linguagem base o PHP, usan-          OASIS são:
tação de plano de projeto, execução           do Zend Framework em conjunto                ➧ Cadastro de empresas tercei-
de plano de projeto, histórico, pessoal       com as facilidades disponíveis no         rizadas
envolvido, gerenciamento e docu-              Ajax. O banco de dados utilizado             ➧ Cadastro de contratos
mentação, demanda e execução de               é o PostgreSQL, podendo também               ➧ Penalidades
serviços). Ele possibilita também o           ser instalado em MySQL. Com esse             ➧ Controle (fiscalização)
acompanhamento gerencial, através             conjunto de ferramentas, o OASIS             ➧ Elaboração de plano de projeto
de métricas, dos tempos e custos dos          permite estabelecer rotinas de alto          ➧ Definição de descrição, escopo,
projetos, necessários à conclusão des-        nível, com gráficos e relatórios, en-     métrica, casos de uso, requisitos, di-
tes, favorecendo a criação de indicado-       tre outras funções. O processo de         cionário de dados e regras de negócio
res de desempenho e a consequente             interação sistema/usuário é bem              ➧ Gerência de projeto
melhoria na qualidade das atividades          intuitivo, o que facilita a utilização       ➧ Gestão do risco, teste, análise de
desenvolvidas pelas áreas de TI.              da ferramenta para o usuário.             mudança, planejamento, matriz de
   Além disso, o sistema controla e              Um ponto crítico para o uso da         rastreabilidade, análise de medição
acompanha a execução das demandas             ferramenta é que ela só será útil se a       ➧ Demanda
das áreas de TI (rede de computado-           área de TI estiver com o seu processo        ➧ Rotina
res, banco de dados, entre outras) e          definido. Caso contrário, é possível         ➧ Inventário
projetos de ação contínuos. Ele acom-         utilizar o OASIS para ajudar a esta-         ➧ Pedidos do usuário
panha também todo o histórico das             belecer esse processo. O sistema já          Uma das exigências das melho-
atividades dos profissionais envolvidos.      possui alguns processos definidos,        res práticas para elaboração de um
   O OASIS permite o controle e o             baseados na legislação. Ele funciona      plano de projeto é utilizar-se de mé-
acompanhamento dos contratos com              utilizando rotinas de fuxo de traba-      trica para medição do trabalho a ser
as empresas terceirizadas, incluindo          lho (workflow), o que faz com que         realizado. O OASIS permite que se
informações do contrato, dos níveis           os processos tenham uma sequência         defina qualquer métrica, desde que
de serviços, dos projetos previstos e         lógica. Esses procedimentos ajudam        se possua a fórmula a ser utilizada.
das infrações e penalidades.                  nos processos de gestão.                     Ao definir a métrica, o OASIS irá
   Assim, o sistema gerencia proje-              O OASIS possui também perfis           registrar as informações fornecidas
tos de forma simples, baseados nas            de uso que ajudam a obter informa-        e realizará os cálculos conforme a


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                            69
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                                                                                           Pandorga
                                                                                           Gestão de
                                                                                           ensino infantil

                                                                                           O Pandorga GNU/Linux é um projeto
                                                                                           em software livre desenvolvido com o
                                                                                           objetivo de auxiliar alunos e professo-
                                                                                           res do ensino infantil e fundamental.
                                                                                           Recentemente, sua base foi refeita por
                                                                                           completo, buscando se tornar acessí-
                                                                                           vel para cegos e deficientes motores.
     Figura 2: Cadastramento de um item de métrica.                                           A distribuição leva o nome Pandor-
                                                                                           ga (pipa ou papagaio no Rio Grande
     fórmula definida. A figura 2 mostra                Por ser um software público, os     do Sul), trazendo, deste modo, a ana-
     um exemplo de cadastramento de                 códigos-fonte estão à disposição, e    logia da liberdade e da brincadeira.
     um item de métrica no OASIS.                   quaisquer novos recursos podem ser     Com uma interface especialmente
        O OASIS permite também que                  implementadas ou adaptados para        criada para as crianças, o Pandorga
     sejam realizados uploads de do-                a organização.                         é ao mesmo tempo lúdico, diverti-
     cumentações digitais geradas por                  A melhor forma de conhecer o        do e educativo, de modo a auxiliar
     outras ferramentas, possibilitando             OASIS é entrando na comunidade,        professores e alunos no processo
     estabelecer um vínculo da docu-                baixando e instalando a ferramenta.    de ensino-aprendizagem ao tornar
     mentação com a ação desejada,                  Utilize-se da comunidade para obter    o computador uma ferramenta de
     como, por exemplo, documen-                    esclarecimentos de quaisquer proble-   aprendizado e conhecimento.
     tações para um projeto ou para                 mas e participe dela, mostrando sua       Desde 2006, o projeto é apreciado
     um contrato. Esse recurso ajuda                experiência e ajudando aos outros.     por educadores, pais e alunos, que,
     o processo de continuidade dos                    Um ponto importante na imple-       ao utilizarem o sistema, indicam aos
     trabalhos realizados, evitando a               mentação do OASIS é a mudança          desenvolvedores sugestões e melho-
     dependência de profissionais ou                que ocorre ao envolver todos os        rias. Atenta a essas necessidades e
     empresas contratadas.                          profissionais da área de TI. Isso      acatando as sugestões dos usuários,
        O sistema está internacionalizado,          causa uma quebra de paradigma.         a Maguis – Solução em Software
     utilizando o padrão I18N, o qual per-          Esteja preparado, o resultado obtido   Livre, empresa mantenedora do pro-
     mite que o seu usuário possa adaptar           será impressionante. ■                 jeto, lançou o Pandorga 5 em 2011.
     todos os nomes das ferramentas dis-                                                      Nas versões anteriores, o Pandorga
     poníveis na solução, para seu idioma,           Software para:   Contratos de TI      era baseado no Kurumin, com KDE
     ou mesmo adaptar as semânticas                  Está no Portal                        3.5 e mantinha suas bases de dados
                                                                      Janeiro de 2009
     conforme o costume da instituição               desde:                                atualizadas através do Debian Lenny.
     que irá usar a ferramenta.                      Membros:         6.104 membros        Nesta nova versão, o projeto foi inicia-
                                                     Prestadores                           do com a missão de atualizar esta base
     Conclusão                                       de Serviços:
                                                                      28 prestadores       de dados. O Debian foi novamente
     O OASIS ajuda a governança da área                               Ministério do        eleito como a melhor base para este
     de TI. O nível estratégico do aplica-                            Desenvolvimento,     tipo de necessidade, porém, agora, o
     tivo permite saber tudo o que está              Ofertante:       Indústria e          Pandorga utiliza o LiveHelper, que
     acontecendo no projeto como um                                   Comércio             mantém exatamente a mesma estru-
     todo. Com as informações geradas,                                Exterior – MDIC      tura do Debian Squeeze oficial. Isto
     é possível realizar um planejamen-                                                    possibilitou obter um sistema muito
     to mais sólido e eficaz. É possível                                                   atualizado e compatível com os novos
     ainda envolver os clientes de forma              Mais informações                     hardwares e softwares, mantendo a
     a acompanhar os trabalhos, aumen-                [1] Comunidade OASIS: http://        estabilidade e a segurança do Debian.
     tando assim a confiança e o relacio-                 www.softwarepublico.gov.br/         Outra grande mudança foi em
                                                          ver-comunidade?community_
     namento ao se voltar para sistemas                   id=8566986                       relação ao ambiente gráfico. Depois
     que produzem resultados.                                                              de definida a nova base, os trabalhos


70                                                                                                            www.linuxmagazine.com.br
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foram voltados para as solicitações da
comunidade para o novo Pandorga:
acessibilidade. Muitos professores
mencionaram a necessidade de ter
um ambiente acessível para cegos e
deficientes motores. Como solução,
foi alterado o ambiente gráfico para o
GNOME 2.30 com o Orca e Dasher,
pelo que o projeto Pandorga agradece
o apoio do LinuxAcessivel.org [1].
    Os softwares presentes no sistema
também não deixaram de receber
melhorias. Todos eles foram atuali-           Figura 1: Desktop Séries Finais (6º a 9º ano): coleção completa das
zados, e os aplicativos educacionais                   atividades, ambiente lúdico com menu.
do pacote KDE-Edu passaram a usar
o KDE 4. Conforme solicitado pelos            aceitação e desenvolvimento pela            pontos que influenciam direta ou
educadores, foram inseridos 12 novos          comunidade escolar.                         indiretamente no tratamento deles.”
softwares pedagógicos, incluindo                 Após seis meses de desenvolvi-              Projeto de Tecnologia Assistiva do
EToys, CMapTools, JCLic e multi-              mento do projeto, já visualizamos           Centro de Reabilitação São Paulo
mídias como OpenShot, Audacity,               tais ferramentas, disponibilizadas na       Apóstolo de Goiânia ■
Gimp e Inkscape, contando agora               plataforma, dita como de grande apoio
                                                                                                               Educação Infantil
com mais de 150 atividades.                   pedagógico para os educadores em             Software para:
                                                                                                               e Fundamental
    Ainda sofreram melhorias os con-          diversas situações de aprendizagem.”
                                                                                           Está no Portal
troles de ambiente, de forma que                 Liliane Oliveira de Souza - Cen-                              Julho de 2009
                                                                                           desde:
todas as configurações dos ambien-            tro de Formação e Atualização dos
                                                                                           Membros:            4.128 membros
tes são restauradas com o software            Profissionais da Educação Básica
auto-profile, criado com o apoio da           de Rondonópolis/MT                           Prestadores
                                                                                                               34 prestadores
                                                                                           de Serviços:
comunidade no Portal do Software                 “O Pandorga tem um visual fan-
Público, no final da sessão do aluno.         tástico e uma interface bem simples.                             Empresa Maguis
                                                                                           Ofertante:          – Solução em
    A imagem ISO do Pandorga pode ser         Além disso, não só o seu idealizador,
                                                                                                               Software Livre
gravada em DVD ou drive USB para              como todos do grupo do SLE, são
                                                                                           Downloads:          22.000 downloads
ser testada (Live-DVD) ou instalada           super atenciosos, e há sempre alguém
com um instalador simples e prático.          que nos socorra em caso de dificul-                              ➧ I Mostra de
                                                                                                               Pesquisa e
                                              dades. É muito importante frisar
                                                                                                               Iniciação Científica
Depoimentos e casos de                        este aspecto colaborativo, porque a                              da ULBRA
sucesso do Pandorga                           maior parte dos professores não têm                              Gravataí - 2007
“Através da utilização do Pandorga            intimidade com tecnologias, e o auxí-                            ➧ III Prêmio Ação
nos ambientes informatizados das es-          lio técnico se torna imprescindível.”        Prêmios:            Coletiva / 2009 -
colas municipais, encontramos uma                Jenhy Horta - reportagem Revista                              Portal do Software
possibilidade pedagógica muito rica de        profissão Mestre/Out-2009.                                       Público
                                                                                                               ➧ IV Prêmio
integração nas novas tecnologias, em             “Utilizando o sistema operacional                             Ação Coletiva /
especial a informática, na comunidade         Pandorga (distribuição Linux) para                               2010 – Portal do
escolar alvoradense. Com isto, eviden-        educação, montou-se em equipamen-                                Software Público
ciamos a possibilidade de integrar a          tos tidos como sucatas um laboratório
informática na educação, de maneira           com jogos educativos, editores de tex-        Mais informações
instigativa e motivante, promovendo a         tos, informações geográficas e muitas
                                                                                            [1] LinuxAcessível.org: http://
socialização, a construção de conhe-          outras funções, que vieram de fato aju-           www.linuxacessivel.org/
cimentos e o trabalho cooperativo.”           dar na inclusão destes alunos especiais,      [2] Comunidade
   Vanessa Sozo Costa - Secretaria Mu-        nos quais, de certa forma, após algum             Pandorga: http://www.
nicipal de Educação de Alvorada/RS            tempo de uso, notou-se uma melhora                softwarepublico.gov.br/
                                                                                                ver-comunidade?community_
   “Iniciamos o projeto no início do          em coordenação motora, compreen-
                                                                                                id=12702936
ano letivo de 2010 com a discussão,           são de cores e objetos e muitos outros


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                              71
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     Redeca
     Sistema integrado de informações sobre crianças e adolescentes


     O REDECA tem por objetivo contribuir           na ferramenta. Além disso, divulga a          A integração das informações em
     para a criação de uma rede única, em           importância da convergência de ações       rede se dá de forma gradual, depen-
     tempo real, de registro dos atendimentos       para novas soluções tecnológicas em        dendo do nível de complexidade dos
     realizados à criança, ao adolescente e         prol de políticas mais consistentes,       municípios. Vale lembrar que, junto
     à família. A ideia é unificar e informa-       uma vez que, para garantir a proteção      à instalação do sistema, é importante
     tizar o cadastro de diversas entidades         integral da criança e do adolescente       a mobilização e integração dos atores
     governamentais e não-governamentais,           numa localidade, é preciso ter uma         do Sistema de Garantia dos Direitos
     integrando com outros sistemas muni-           visão multissetorial e intersecretarias.   da Criança e do Adolescente (SG-
     cipais, estaduais e da união.                     O software foi desenhado em             DCA). É isto o que vem ocorrendo,
         Dentro do projeto “Redes de Aten-          PHP, utilizando o framework Zend           por exemplo, em Várzea Paulista, por
     ção à Criança e ao Adolescente”, a             e MySQL, para ser um módulo bási-          meio do projeto “Entrando na Rede”,
     Fundação Telefônica, junto a oito              co, flexível, que permite novos apor-      que envolve a articulação dos atores
     municípios do Estado de São Paulo,             tes para atender as especificidades        do sistema de garantia dos direitos
     desenvolveu o REDECA – Sistema de              de cada município. Para utilizar o         paralelamente à implementação
     Informação das Redes com referência            REDECA, uma cidade com até 100             do REDECA.
     no ECA (Estatuto da Criança e do Ado-          mil habitantes, por exemplo, preci-           Através da utilização do software,
     lescente). O sistema tem como objetivo         sa de acesso à banda larga e de um         algumas prefeituras alcançaram re-
     facilitar o atendimento e melhorar a           servidor local com 1Gb RAM ECC,            sultados bastante surpreendentes
     gestão das políticas públicas voltadas         Xeon ou Opteron, com dois ou qua-          como aqueles já apresentados pelo
     à infância e à juventude, funcionando          tro núcleos e 2 HDs SAS (73Gb ou           “Entrando na Rede”, estão: aumen-
     como uma tecnologia de apoio para              maior) em RAID 1 e mínimo de 2Ghz          to de 885% no ingresso de recursos
     fortalecer essas redes locais.                 de clock real. Instalada esta estrutura    pelo Fundo Municipal da Criança
         Com o REDECA, é possível traba-            em um servidor local ou contratada         e do Adolescente; cadastro de 100%
     lhar com a disponibilização de infor-          externamente, todas as organizações        das entidades que trabalham com
     mações dos atendimentos em rede,               ligadas à rede de defesa dos direitos da   atenção à criança e ao adolescente
     possibilitando uma maior agilidade na          criança podem utilizar o programa a        no respectivo conselho municipal;
     troca de dados entre entidades para a          partir de seus computadores regulares.     instituição do Programa de Erradi-
     proteção integral da criança e do ado-         O REDECA funciona nos sistemas             cação do Trabalho Infantil, com di-
     lescente. Desta forma, agiliza-se, por         operacionais Windows e Linux e com         minuição significativa da incidência
     exemplo, a elaboração de relatórios para       os navegadores Firefox e Internet Ex-      do problema, de 88 casos em 2005
     o Conselho Municipal dos Direitos da           plorer. A fundação oferece, ainda, à       para nenhum novo caso em 2010. ■
     Criança e do Adolescente (CMDCA).              sociedade um serviço de suporte téc-
         O sistema já se encontra para down-        nico gratuito para a implementação,
                                                                                               Software para:    Redes Sociais
     load no Portal do Software Público             que é feito pela S2it Solutions LTDA.
                                                                                               Está no Portal
     Brasileiro, onde conta com a comu-                                                                          Janeiro de 2010
                                                                                               desde:
     nidade do REDECA, composta por                 Integração na prática
                                                                                               Membros:          744 membros
     mais de 700 membros participantes,             Alguns municípios brasileiros, em
     oriundos de órgãos municipais, esta-           especial no Estado de São Paulo,           Prestadores
                                                                                                                 7 prestadores
                                                                                               de Serviços:
     duais, ministérios, agências nacionais,        já estão implementando a rede ele-
     institutos, fundações e empresas, câ-          trônica. Atualmente, a Fundação                              Fundação
                                                                                               Ofertante:
                                                                                                                 Telefônica
     maras de vereadores, sindicatos, unida-        Telefônica financia projetos de redes
     des de ensino, ONGs, dentre outros.            e acompanha a implementação do
                                                    REDECA em oito cidades: Várzea
     Convergência de ações                          Paulista, São Carlos, Bebedouro,
                                                                                                Mais informações
     Com o REDECA, a Fundação Tele-                 Guarujá, Assis, Araçatuba, São Vicen-       [1] Comunidade Redeca: http://
                                                                                                    www.softwarepublico.gov.br/
     fônica promove o conceito de software          te e Porto Feliz. A Fundação também             ver-comunidade?community_
     livre, por meio do incentivo à colabo-         oferece assistência à implementação             id=18016032
     ração entre os diferentes interessados         em municípios interessados.


72                                                                                                               www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




Sagu                                          arquitetura de forte e comprovada repu-      Flexibilidade nos relatórios
                                              tação, confiança, integridade de dados e     Os relatórios do SAGU são desen-
Gestão de ensino                              corretividade. Por consequência de sua       volvidos com as ferramentas AGATA
                                              reputação, o PostgreSQL conquistou           REPORT e a biblioteca PHP FPDF e
                                              muitos usuários e o reconhecimento da        podem ser gerados nos formatos PDF
                                              indústria, sendo considerado o melhor        e SXW (OpenOffice), possibilitando
                                              gerenciados de base de dados pela The        a edição e personalização conforme
                                              Linux Editors’ Choice Award.                 as necessidades da instituição.

                                              Acesso ao código fonte                       Parametrizável
                                              O SAGU está disponível sob licen-            A possibilidade de parametrização do
                                              ça GPL, ou seja, seu código fonte é          SAGU permite que a administração
O SAGU (Sistema Aberto de Gestão              distribuído de forma gratuita. Isto per-     das configurações do sistema seja
Unificada) [1] é uma solução criada           mite aos técnicos e desenvolvedores de       feita através de variáveis acessíveis a
para auxiliar no gerenciamento de             software aprimorar e desenvolver novos       partir da própria interface amigável.
instituições de ensino fundamental,           recursos no sistema sem a dependência        Alguns desses parâmetros são: formato
médio, superior e pós graduação. Ele          exclusiva do criador do software para        de data/hora, quantidade de registros
trabalha através de módulos indepen-          realizar estas tarefas. Outro ganho sig-     exibidos por página, número casas
dentes, oferecendo aos seus usuários um       nificativo é a possibilidade de parceria     decimais, habilitação/desabilitação
conjunto de ferramentas que integra           no desenvolvimento dos novos recursos.       de módulos e muitos outros.
e otimiza os processos dos diferentes
setores da instituição. Veja abaixo o que     Custo zero de licença                        Migração de dados
o Sagu pode fazer por sua instituição:        de software                                  Com um trabalho envolvendo técnicos
                                              Criado para trabalhar com custo zero         capacitados e treinados, é possível mi-
Segurança                                     de licenças de software, o SAGU uti-         grar dados de outros sistemas legados
O software permite gerenciar usuários e       liza no servidor, o sistema operacional      para o SAGU, evitando a redigitação de
seus respectivos perfis, limitando o acesso   GNU/Linux. A linguagem de progra-            dados e diminuindo o tempo de imple-
a determinados módulos/formulários do         mação utilizada é PHP e o framework          mentação do novo sistema. Por ser um
sistema e restringindo o uso conforme         de desenvolvimento é o Miolo. Todos          sistema de gestão acadêmica, o SAGU
a política de permissões (Acesso, Inserir,    sob licença GPL, ou seja, de livre distri-   abrange várias áreas da instituição e,
Atualizar, Excluir, Executar e Adminis-       buição e de cópias. O acesso ao sistema      por este motivo, é dividido em módu-
trador) adotada pela instituição. Através     pode ser feito através de qualquer siste-    los onde cada um atua no sistema de
do seu sistema de logs, é possível obter      ma operacional e sem a necessidade de        forma independente dos demais. Esta
relatórios das operações (Inserir, Alterar    configurações extras, bastando apenas        forma de desenvolvimento possibilita à
e Excluir) realizadas pelos usuário do        um navegador de Internet, o que torna        instituição habilitar apenas os módulos
sistema. O gerenciamento dos usuá-            o software um sistema multiplataforma.       com os quais deseja trabalhar. ■
rios pode ser feito diretamente no ban-
co de dados ou através da integração          Acesso fácil às informações                   Software para:
                                                                                                                Administração
com serviços de diretório (LDAP, por          O SAGU opera com uma interface 100%                               escolar
exemplo) já existentes na instituição.        web, moderna e intuitiva. Basta que as        Está no Portal
                                                                                                                Abril de 2011
É possível criptografar todo o tráfego        estações de trabalho possuam acesso a         desde:
de dados entre o servidor e as estações       rede local ou a Internet para acessarem       Membros:            374 membros
de trabalho, através da utilização dos        todo sistema, o que permite aos usuários      Prestadores
                                                                                                                2 prestadores
protocolos TLS e SSL.                         desenvolver seu trabalho de forma mais        de Serviços:
                                              produtiva. O aplicativo mantém ainda          Ofertante:          Cooperativa Solis
Base de dados robusta                         um cadastro único e compartilhado de
O SAGU trabalha com o banco de                alunos, campi e usuários, permitindo
dados PostgreSQL, um dos mais pode-           o gerenciamento completo e eficaz de           Mais informações
rosos sistemas gerenciadores de bancos        múltiplas unidades de ensino, sendo            [1] Comunidade Sagu: http://
de dados relacionais de código fonte          possível registrar de modo online todas            www.softwarepublico.gov.br/
                                                                                                 ver-comunidade?community_
aberto. O PostgreSQL tem mais de 15           as informações de cada unidade sem a               id=30725662
anos de desenvolvimento ativo e uma           necessidade de estar fisicamente presente.


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                               73
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     SGA Livre                                      dades distribuídas em vários locais.    Utilização
                                                    Sua arquitetura foi desenvolvida de     Uma funcionalidade básica nesse
     Sistema de Gerenciamento                       forma a maximizar o desempenho,         tipo de sistema é a de impressão de
     de Atendimento Livre                           podendo, assim, ser utilizado de        senhas. O SGA Livre disponibiliza
                                                    forma centralizada por milhares de      esse benefício através de uma in-
                                                    usuários, distribuídos em diversos      terface onde o cliente (ou um fun-
                                                    locais de atendimento.                  cionário responsável pela triagem)
                                                       A arquitetura do programa é com-     emite uma senha (normal ou com
                                                    posta por quatro componentes: a         prioridade) para o serviço desejado.
                                                    aplicação web, o banco de dados,        Esta é impressa e o cliente aguarda
                                                    o controlador de painéis e o painel     até ser atendido. Esse módulo tam-
                                                    de senhas:                              bém permite cancelar e reativar se-
                                                       ➧ Aplicação web: interface prin-     nhas emitidas.
     O Sistema de Gerenciamento de                  cipal do sistema. É nela que os             Essa senha é acionada através
     Atendimento Livre (SGA Livre)                  usuários utilizam as funcionalida-      de painéis distribuídos no local de
     é o mais popular sistema de ge-                des do sistema, como emissão de         atendimento. Quando isso acontece,
     renciamento de atendimento do                  senhas, realização de atendimentos      um aviso sonoro chama a atenção
     Portal do Software Público Brasi-              e emissão de relatórios. Desenvol-      dos clientes para a nova senha que
     leiro. Desenvolvido pela Dataprev              vida em PHP.                            está sendo exibida. Além do mais, a
     e totalmente baseado em tecno-                    ➧ Banco de dados: armazena todas     senha é vocalizada, permitindo que
     logias livres, ele permite o geren-            as configurações do sistema, dados      pessoas com deficiência visual saibam
     ciamento de filas e atendimentos               dos usuários, unidades e atendimen-     que podem ser atendidas.
     em quaisquer organizações que                  tos. O banco de dados escolhido foi         O atendimento ao cliente pode
     prestem atendimento presencial                 o PostgreSQL devido à estabilidade      acontecer através das funcionalidades
     a pessoas. Mais do que apenas                  e alta performance.                     do módulo Atendimento. Este mó-
     controlar filas, o SGA Livre possui               ➧ Controlador de painéis: respon-    dulo possui opções de chamar uma
     várias funcionalidades para auxi-              sável por buscar as senhas no banco     nova senha, indicar o não compare-
     liar a gerência e administração de             de dados e enviar aos painéis de for-   cimento de um cliente, além de ini-
     locais de atendimento.                         ma extremamente leve e rápida. Isso     ciar e finalizar o atendimento. Essas
        As funcionalidades do SGA Li-               permite que o sistema seja utilizado    opções são importantes por gerarem
     vre são organizadas e divididas em             em grandes organizações com baixo       informações valiosas para a geração
     módulos, disponíveis de acordo com             impacto na rede. Foi desenvolvido       de relatórios.
     o nível de acesso do usuário. Cada             em Java e, assim, pode ser executa-         O SGA Livre possui um módulo
     módulo possui um agrupamento de                do em qualquer sistema operacional      exclusivo para geração de relatórios.
     funções que auxiliam na administra-            que suporte essa linguagem.             Eles fornecem uma diversidade de in-
     ção das unidades de atendimento,                  ➧ Painel de senhas: única aplica-    formações gerenciais, pois contêm, por
     como gerenciamento de unidades,                ção executada nas unidades, pois        exemplo, a duração de cada atendimen-
     usuários, serviços e relatórios sobre          recebe as senhas do Controlador de      to. Também é possível gerar estatísticas
     atendimentos de uma unidade ou                 Painéis e as exibe para os clientes.    dos tempos médios dos atendimentos
     grupo de unidades.                             Pode ser configurado para exibir        (tempo de espera, atendimento etc.).
                                                    as senhas de alguns serviços espe-      O sistema ainda cria gráficos com o
     Arquitetura e Instalação                       cíficos, permitindo a utilização de     ranking das unidades e tempos de
     O SGA Livre foi desenvolvido com               múltiplos painéis distribuídos em       atendimento de cada uma delas.
     foco na facilidade de emprego, uso             uma unidade. Além disso, permite            Todas essas funcionalidades per-
     centralizado e ótimo desempenho.               outras configurações, como a modi-      mitem aos responsáveis pelos ges-
     Os usuários interagem através de               ficação do layout e o toque de sons     tores planejar, acompanhar, mo-
     uma página web, simples de ser                 ao chamar senhas. Como o Contro-        nitorar e otimizar o atendimento
     utilizada, compatível com os prin-             lador de Painéis, foi desenvolvido      em suas unidades. Dessa maneira,
     cipais navegadores. Essa centraliza-           em Java e é muito leve, podendo ser     as organizações podem prestar um
     ção permite aos gestores controlar             executado tanto em uma máquina          atendimento com mais rapidez,
     de forma unificada toda uma orga-              dedicada quanto em uma máquina          melhorando a relação e facilitando
     nização, composta por várias uni-              com dois monitores.                     a vida de seus clientes.


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Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA
                                                                                     sponíveis




                                                                                       OpenACS
                                                                                       Framework de
                                                                                       desenvolvimento web

                                                                                       O Sistema Aberto de Arquitetura
                                                                                       de Comunidades (OpenACS) é
                                                                                       um framework de desenvolvimento
                                                                                       web para construir aplicativos que
                                                                                       suportam comunidades virtuais. Ele
                                                                                       fornece uma infraestrutura robusta,
                                                                                       construída sobre os seguintes com-
                                                                                       ponentes padrão: a linguagem de
                                                                                       programação TCL, um banco de
                                                                                       dados PostgreSQL ou Oracle para
                                                                                       armazenamento de informações, o
                                                                                       servidor AOLServer para o serviço
                                                                                       HTTP e pode ser executado em pla-
                                                                                       taformas *nix ou Windows.
                                                                                          Como outros frameworks moder-
                                                                                       nos, o OpenACS dá suporte a:
                                                                                          ➧ Sistema de template para separar
                                                                                       a lógica da apresentação;
Figura 1: Interface de administração do SGA Livre.                                        ➧ Internacionalização para apre-
                                                                                       sentar a interface de acordo com a
Conclusão                                     ma, como a Prefeitura de Guaru-          linguagem do usuário;
O SGA Livre possui uma comunida-              lhos-SP, o Detran de Tocantins e            ➧ Um sistema de pacotes modular
de muito atuante no Portal do Soft-           o Sine de Contagem-MG. Existem           para criar aplicativos dependentes;
ware Público Brasileiro. Em apenas            ainda relatos de usuários da comu-          ➧ Um sistema de funções e per-
uma semana de funcionamento, ela              nidade sobre a implementação do          missões;
atingiu a marca de mil usuários e             SGA Livre em outros países, como            ➧ Um repositório de conteúdo
atualmente está com quase cinco               Portugal. Esses casos demonstram         para armazenar todos os tipos de
mil usuários. A comunidade é ativa            a confiabilidade e qualidade do sis-     conteúdo gerado e manter um his-
tanto na utilização do sistema, como          tema, especialmente quando utili-        tórico de versões. ■
no desenvolvimento de novas funcio-           zado em grandes organizações.■
nalidades e no suporte aos usuários.                                                    Software para:       Framework
Caso alguma organização necessite                              Gerenciamento do         Está no Portal
                                              Software para:                                                 Janeiro de 2007
de um suporte profissional, é possível                         Atendimento - Fila       desde:
recorrer às dezenas de prestadores de         Está no Portal                            Membros:             2.022 membros
                                                               Outubro de 2009
serviços cadastrados na comunidade.           desde:
                                                                                        Prestadores
   A qualidade do SGA Livre já foi            Membros:         4.779 membros                                 34 prestadores
                                                                                        de Serviços:
posta à prova em diversas organi-             Prestadores
                                                               25 prestadores                                Comunidade
zações, sempre obtendo sucesso. A             de Serviços:                              Ofertante:
                                                                                                             OpenACS
Companhia Paranaense de Ener-
                                              Ofertante:       Dataprev
gia do Paraná (COPEL) utiliza o
                                                                                         Mais informações
sistema em dezenas de unidades
                                                                                         [1] Comunidade
de atendimento (expandindo para                Mais informações                              OpenACS: http://www.
160 unidades) espalhadas em todo               [1] Comunidade SGA                            softwarepublico.gov.br/
o Estado do Paraná, com todos os                   Livre: http://wwww.                       ver-comunidade?community_
                                                   softwarepublico.gov.br/                   id=4449
servidores centralizados em Curi-
                                                   ver-comunidade?community_             [2] Site do OpenACS:
tiba. Além disso, órgãos de outros
                                                   id=15719494                               http://openacs.org/
estados estão empregando o progra-


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                           75
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público
                                                  ware




     Sagui                                          Sisau-Saci-Contra
     Gestão de informações                          Gerenciamento e atendimento

     O Sagui (Sistema de Apoio à Gerên-             O Sisau-Saci-Contra é um pacote        de seções, gerenciamento de con-
     cia Unificada de Informações) [1] é            com 3 programas de gerenciamento       teúdo, gerenciamento de arquivos
     uma ferramenta de gestão de ativos             e atendimento ao usuário: o SACI       de mídia, controle de permissões
     para sistemas Linux, que possui a              LIVRE, Gerenciador de Portais Ins-     de publicação, cadastro de tipos
     capacidade de gerenciar todas as               titucionais, o SISAU, Gerenciador      de conteúdo, cadastro de modelos
     estações GNU/Linux de uma rede                 de Atendimentos Administrativos e      de páginas – templates, cadastro de
     ou empresa. Com ele, é possível                o CONTRA, Gerenciador de Perfís        palavras-chave, gerenciamento de
     executar scripts de correção, custo-           de Usuários e Modularizador de         banners, gerenciamento de boletins
     mização ou coleta de informações               Sistemas. Cada um destes aplicati-     e cadastro de mailling.
     de forma centralizada. Através de              vos é responsável por uma tarefa e
     patches, é possível ainda definir o            a executa de forma independente        Contra
     escopo de aplicação: se em toda a              dos demais. Trata-se de um soft-       O Controle de Acessos e Modula-
     rede ou apenas em parte dela. Sua              ware de atendimento aos usuários,      rização de Sistemas (CONTRA)
     implementação aumentou a produ-                sistema de gerenciamento de por-       é o principal responsável pela
     tividade dos Centros de Especializa-           tais e de controle de acesso, criado   manutenção de permissões dos
     ção do SERPRO (estruturas ligadas              em PHP e que utiliza bancos de         usuários em sistemas. Com ele
     à Superintendência de Tecnologia               dados PostgreSQL.                      é possível criar ferramentas mais
     da Informação, com capacidade                                                         flexíveis, além de ser responsável
     para atender tecnicamente qualquer             Sisau                                  pela auditoria necessária em casos
     demanda em TIC e dar suporte às                O Sistema de Atendimento ao U-         de rastreamento.
     áreas de infraestrutura).                      suário (SISAU) é responsável pelo         Possui a função de cadastrar:
                                                    gerenciamento dos serviços presta-     sistemas, menus, usuários, perfis,
     Funcionamento                                  dos pelo Ministério do Desenvol-       acessos, mensagens, além de audito-
     Para que Sagui funcione de forma               vimento Agrário. É possível fazer      ria completa em logs do sistema. ■
     correta, é necessária a instalação de          o acompanhamento de todos os
     dois softwares, um para servir como            serviços de informática prestados
     servidor e outro como cliente. Desta           pela Subsecretaria do Planejamen-      Software para:
                                                                                                            Gerenciamento
     maneira, o sistema irá funcionar através       to, Orçamento e Administração aos                       de Portais
     da rede, com o servidor comandando             servidores deste Ministério.
     as ações necessárias para monitora-               O sistema é responsável tam-        Está no Portal
                                                                                                            Abril de 2007
                                                                                           desde:
     mento nas diversas máquinas. ■                 bém pelo encaminhamento de
                                                    solicitações às áreas responsáveis     Membros:         4.958 membros
                         Gerenciar                  pelo atendimento, além de gerar
      Software para:
                         estações Linux             o relatório completo dos serviços      Prestadores
                                                                                                            42 prestadores
      Está no Portal                                realizados e permitir contato dire-    de Serviços:
                         Abril de 2008
      desde:                                        to entre o atendente e o usuário.
                                                                                                            Ministério do
      Membros:           2.100 membros
                                                    Saci                                   Ofertante:       Desenvolvimento
      Prestadores                                                                                           Agrário - MDA
                         48 prestadores             O Sistema de Administração de
      de Serviços:
                                                    Conteúdo Institucional (SACI) é
      Ofertante:         SERPRO                     responsável pelo gerenciamento de
                                                    conteúdos institucionais publicados     Mais informações
                                                    na web. Ele permite a criação de
      Mais informações                              portais, visando o gerenciamento        [1] Comunidade Sisau Saci-
      [1] Comunidade Sagui: http://                                                             Contra: http://www.
                                                    de acessos e compartilhamento de
          www.softwarepublico.gov.br/                                                           softwarepublico.gov.br/
                                                    informações.                                ver-comunidade?community_
          ver-comunidade?community_
                                                    Possui a função de: gerenciamen-            id=5482
          id=3695494
                                                    to de domínios, gerenciamento


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Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA
                                                                                              veis




Sistema de Gestão de Demandas                                                                    SGF
Gestão transparente para um atendimento eficiente                                                 Gestão de transporte

Criado pelo Fundo Nacional de Desen-            tipo de demanda, medida que confere              O SGF (Sistema de Gestão
volvimento para a Educação (FNDE) em            agilidade às mudanças de processos.              de Frotas) foi desenvolvido
2006, o Sistema de Gestão de Demandas              Outra novidade para a comunidade              com o objetivo de otimizar o
foi desenvolvido como software livre e          é que a Secretaria de Estado de Plane-           controle da frota municipal
está disponível no Portal do Software           jamento e Orçamento do Governo do                em todos os órgãos da admi-
Público Brasileiro desde 2007. Desde            Distrito Federal está estudando a im-            nistração pública através de
então, a comunidade SGD é uma das               plementação do SGD para gerenciar                um ambiente único baseado
mais acessadas e a segunda maior co-            as suas próprias demandas, segundo o             em software livre.
munidade do portal.                             que foi informado por Rogério de Souza              O sistema foi elaborado vi-
    Após a sua publicação no portal, o          Leitão, Coordenador Geral do Programa            sando transparência, agilidade
sistema tem ganhado maturidade no de-           de Modernização da Gestão Pública.               no acesso às informações, di-
correr destes quatro anos de existência e                                                        minuição dos gastos públicos
fez surgir a necessidade de uma evolução        Conclusão                                        e a construção de uma alter-
do seu código. A comunidade colaborou           O SGD foi desenvolvido dentro da fi-             nativa ecologicamente viável
com muitas dicas sobre onde era preciso         losofia de software livre para atender as        ao uso de papel.
melhorar, quais eram os pontos fracos,          necessidades da TI, transformando as
fazendo com que o FNDE decidisse de-            demandas internas em projetos que são            Objetivos específicos
senvolver a versão 2.0 do sistema.              controlados pelo escritório de projetos,            ➧ Sistematizar e controlar
    Segundo Pollyanna Mendes, gerente           melhorando conseqüentemente a quali-             todo o processo de abastecimen-
do projeto SGD 2.0 no FNDE, o “sis-             dade do atendimento do serviço público.          to, utilização da frota, veículos
tema vai aproximar ainda mais as áreas          Contudo, por sua flexibilidade, a ferra-         nas oficinas e abastecimento
demandantes com a área demandada,               menta pode ser utilizada por qualquer            de combustível;
tornando o processo mais flexível e trans-      área, órgão público ou empresa privada              ➧ Reduzir o consumo de papel;
parente para o usuário e contribuindo           que deseje o efetivo controle de suas de-           ➧ Reduzir os atrasos no res-
para uma melhor gestão das demandas”.           mandas. O sistema, apesar de empregar            gate das informações.
A nova versão está sendo desenvolvida em        técnicas voltadas a orientação de objetos,
linguagem PHP 5.2, utilizando o Zend            adoção de linguagem de programação                                   Gestão de
Framework. Após a implementação no              livre e a arquitetura do sistema estrutura-       Software para:
                                                                                                                     Frotas
FNDE, a versão 2.0 será disponibilizada         da em três camadas, tem a preocupação
                                                                                                  Está no Portal     Dezembro
para a comunidade SGD no Portal do              de adotar padrões abertos, bem como               desde:             de 2010
Software Público.                               a aderência com a política de software
                                                livre do governo federal. ■                                          3.089
                                                                                                  Membros:
Características                                                                                                      membros
Entre os principais avanços é possível citar:   Software para:     Gestão de demandas             Prestadores
                                                                                                                     5 prestadores
   ➧ Acessibilidade e usabilidade: to-          Está no Portal
                                                                                                  de Serviços:
talmente refeito, o sistema apresentará                            Abril de 2007
                                                desde:                                                               Prefeitura de
um layout limpo, de fácil navegação                                                               Ofertante:
                                                                                                                     Fortaleza – CE
                                                Membros:           11.650 membros
e totalmente aderente aos padrões
                                                                                                                     Prêmio Ceará
determinados pelo e-GOV.                        Prestadores                                       Prêmios:
                                                                   67 prestadores                                    Cidadania
   ➧ Transparência: o gestor pode               de Serviços:
acompanhar sua demanda, que é                   Ofertante:         FNDE
atualizada em tempo real. Ele tem                                                                  Mais informações
acesso ao histórico do atendimento da
                                                                                                   [1] Comunidade
demanda, aos documentos gerados e                Mais informações                                      SGF: http://www.
também contato direto com o grupo                [1] Comunidade Sistema de Gestão                      softwarepublico.
de atendimento responsável por ela.                  de Demandas: http://www.                          gov.br/ver-
                                                     softwarepublico.gov.br/ver-                       comunidade?community_
   ➧ Flexibilidade: o sistema poderá inter-          comunidade?community_id=51261                     id=23369799
pretar fluxos de atendimento de qualquer


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                               77
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     SNEP PBX IP
     O Asterisk 100% brasileiro




                                                    Figura 1: Interface de administração do SNEP.


     O Asterisk vem exercendo um pa-                e acesso restrito, além de controle     Conclusão
     pel importante na transformação                por departamento, centro de custos,     Na função de um PBX híbrido
     do mundo das telecomunicações.                 filas de atendimento, dentre outros.    (analógico, digital e IP), geren-
     Mobilidade, flexibilidade, liber-                                                      ciador de contact e call center,
     dade e recursos ilimitados são al-             Caso de uso                             monitoramento da qualidade de
     guns dos itens que ele trouxe para             O SNEP criou, ao longo dos anos,        atendimento e gateway de voz,
     as empresas.                                   muitas histórias de sucesso. Uma        o SNEP é um forte aliado para
        Contudo, a administração destes             delas é a da Orsegups Participações     reduzir os custos com comunica-
     PBX IPs estão cada vez mais com-               S.A, empresa do ramo de prestação       ção e aumentar a eficiência nas
     plexas, pois, diferentemente das               de serviços de segurança eletrôni-      relações empresariais.
     soluções básicas de comunicação                ca, humana e conservação, que é            Integrando mobilidade, escala-
     que o PABX tradicional oferece, este           referência nesta área na região sul     bilidade, gestão eficiente de custos
     novo conceito de telefonia trouxe              do Brasil. A Orsegups conheceu          e aumento de resultados, o SNEP
     novas necessidades, tais como: rotas           o SNEP em 2009 e percebeu que           agrega inteligência ao processo
     dinâmicas de ligações de entrada               através dele a estrutura de comu-       de comunicação, oferecendo um
     e saída, análise mais apurada dos              nicação que ela desejava estava ao      ecossistema de soluções práticas e
     custos de comunicação, maior                   seu alcance.                            intuitivas que ultrapassam as fron-
     controle da comunicação de cada                   Assim, motivada pela redução de      teiras de uma central telefônica
     departamento e pessoa, descentra-              custos, pela melhoria na interligação   tradicional, proporcionando ferra-
     lização da administração.                      entre suas filiais e na gestão da co-   mentas avançadas de telecomuni-
        É neste cenário que o SNEP foi              municação, a Orsegups implemen-         cações através das mais inovadoras
     concebido e projetado, como uma                tou o SNEP em sua matriz e filiais,     tecnologias do mercado. ■
     solução completa, robusta, de fácil            atingindo resultados impactantes.
     administração e gestão do ambien-                 Hoje a empresa tem maior con-
     te de comunicação. Desenvolvido                trole sobre sua conta telefônica,        Software para:   Telecomunicação
     sob a licença GPL, o SNEP possui               administrando rotas de menores
                                                                                             Está no Portal
     diversos recursos de administração             custos para falar com diferentes                          Maio de 2010
                                                                                             desde:
     que oferecem flexibilidade, agilida-           regiões de DDDs distintos. Li-
     de e produtividade na comunicação              vre das amarras das operadoras           Membros:         817 membros
     de voz das empresas.                           de telefonia, a Orsegups conse-
        Ele pode ser customizado de                 gue se comunicar a custo zero            Prestadores
                                                                                                              2 prestadores
                                                                                             de Serviços:
     acordo com a necessidade de cada               com suas filiais, garantindo, assim,
     negócio, uma vez que detém todas               uma redução de 25% nas despesas          Ofertante:       Empresa OpenS
     as funcionalidades de uma central              com comunicação.
     telefônica de grande porte, como,                 É por causa destes benefícios
     por exemplo: correio de voz, gra-              que o SNEP avança, conquistan-
     vações, roteamento avançado de                 do uma grande rede de usuários           Mais informações
     ligações, cadeado, número ilimi-               em todo Brasil, fato que espera          [1] Comunidade SNEP: http://
     tados de ramais IP etc.                        ser ainda mais significante com o            www.softwarepublico.gov.br/
        Com ele, você poderá descentra-             recente lançamento do sistema na             ver-comunidade?community_
     lizar a administração do seu PBX,              comunidade do Portal do Software             id=26934301
     pois há um sistema de permissões               Público do Governo Federal.


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Sigati                                        te caso o diretório está dividido em       Recursos
                                              duas partições, em cada uma há             Para atender às necessidades elen-
Administração de diretórios LDAP              um servidor-mestre e duas réplicas.        cadas, os recursos do SIGATI estão
                                              Os servidores dentro de cada anel          subdivididas em cinco módulos de
O SIGATI é uma ferramenta livre               funcionam segundo o esquema de             administração: Objetos, Partições,
(baseada sob a licença GNU/GPL),              replicação Single-Master em que            Réplicas, ACLs (Access Control Lists
desenvolvida em Java, cujo objeti-            apenas um servidor recebe as al-           ou Listas de Controle de Acesso) e
vo é prover uma interface gráfica             terações realizadas, repassando-as         Esquemas. Em cada módulo, há
completa para a administração de              para as réplicas de modo a prover a        interação entre o SIGATI-ADMIN
serviços de diretório LDAP [1],               consistência das informações.              e o SIGATI-CORE localizado em
integrando-os com outros serviços                O SIGATI-Admin é formado pelos          cada servidor.
de rede, tais como autenticação de            recursos que tratam da interface com          ➧ Administração de objetos –
usuários, distribuição de pacotes de          o administrador, através de uma API        Responsável pela administração dos
software, mapeamento de pastas de             de gerência. É o módulo que centra-        objetos armazenados no diretório.
usuários e grupos remotas (SAM-               liza as operações. Todas as requisições    Permite várias operações sobre os
BA e/ou NFS) e gerenciamento de               dos administradores são feitas a partir    objetos como: inclusão, alteração e
impressão (CUPS). Dessa forma, o              dessa interface, a qual invoca a API em    remoção, independente da partição
SIGATI auxilia na gestão da infra-            atendimento às requisições realizadas.     em que os objetos estejam localizados
estrutura de TI nas organizações.             Tal API faz requisições LDAP aos ser-      e de forma transparente do ponto de
   É baseado em um outro software             vidores que compõem as partições, ou       vista de autenticação do administra-
livre chamado GATI, desenvolvi-               invoca o SIGATI-Core.                      dor. Desse modo, ao usar o SIGA-
do em parceria com a Universida-                 O SIGATI-Core fica localiza-            TI, o administrador não precisará se
de Católica de Brasília (UCB) e               do em todo servidor que possuir o          autenticar repetidas vezes de acordo
a Itautec. O desenvolvimento do               OpenLDAP instalado. É ele que faz          com a partição onde os objetos ge-
GATI iniciou em março de 2004,                a manipulação dos arquivos de con-         renciados estão localizados.
sendo descontinuado em fevereiro              figuração e interage com os serviços          ➧ Administração de partições –
de 2006, na versão 2.0.3. A API do            do OpenLDAP, sempre em aten-               Provê operações associadas à gerência
GATI foi incorporada ao SIGATI,               dimento às requisições feitas pela
com algumas alterações e a inclusão           API. Ele efetivamente inicializa os          Quadro 1: Diretórios
de novos recursos. A interface gráfi-         serviços, acrescenta servidores em           distribuídos
ca do SIGATI foi totalmente refeita           um anel de réplica e inclui diretivas
                                                                                           Diretórios distribuídos são am-
através do framework Apache Struts            de esquemas e direitos no arquivo de
                                                                                           bientes nos quais os dados estão
[2], sem nenhuma característica da            configuração do OpenLDAP.                    particionados através de múltiplos
interface original do GATI.                      O SIGATI-NFS é instalado nos              servidores de diretórios. Para que
   Atualmente, há apenas suporte              servidores de arquivos NFS. Ele              o diretório distribuído seja exibido
para a administração do OpenLDAP              atende a requisições do SIGATI-              como um único diretório para apli-
[3], um serviço de diretório de código        Admin quanto à criação de pastas             cativos-cliente, um ou mais servi-
aberto bastante popular no mundo do           remotas para usuários e grupos ar-           dores proxy devem possuir o co-
                                                                                           nhecimento de todos os servidores
software livre. No futuro, o suporte a        mazenados no diretório. Também               e os dados que eles detêm.
outras soluções, livres e proprietárias       serve para configurar o servidor de
será incorporado.                             arquivos remotamente.                        Os servidores proxy distribuem os pe-
                                                 O SIGATI-Application (ou SIGA-            didos recebidos para os servidores a
                                                                                           que se destinam e juntam os resulta-
Arquitetura                                   TI-APPL) é instalado nos repositó-
                                                                                           dos para devolver uma resposta uni-
O SIGATI é especialmente voltado              rios de software. Ele atende a requi-        ficada ao cliente. Um grupo de servi-
para a implementação e administra-            sições do SIGATI-Admin quanto à              dores de arquivos mantêm, cada um,
ção de diretórios distribuídos (quadro        criação de objetos do tipo aplicação         sua porção do diretório distribuído.
1), para viabilizar esse serviço base-        no diretório.                                Esses servidores são basicamente
ado no OpenLDAP, desenvolveu-se                  Os módulos SIGATI-CORE, SI-               servidores LDAP com suporte adicio-
a arquitetura que está exemplificada          GATI-NFS e SIGATI-APPL podem                 nal para que o servidor proxy possa
                                                                                           emitir pedidos em nome do usuário
na figura 1. Os dois anéis de réplica          ser instalados em um mesmo servidor          ou grupos de usuários que são defi-
representam o ambiente distribuído            ou em servidores diferentes. Isso de-        nidos em diferentes servidores.
no qual a arquitetura se insere. Nes-         penderá das necessidades em questão.


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                                                                                           Sistema de Protocolo
                                                                                           Eletrônico de Documentos




                                                                                           O Sistema de Protocolo Eletrô-
                                                                                           nico de Documentos (SPED) é
                                                                                           um sistema web que surgiu da
                                                                                           necessidade de integrar o con-
                                                                                           trole à troca de documentos
                                                                                           internos e externos das Organi-
                                                                                           zações Militares do Exército. A
                                                                                           partir desta necessidade, o siste-
                                                                                           ma foi desenvolvido pelo Exér-
     Figura 1: Arquitetura do Sigati.                                                      cito para controlar o protocolo
                                                                                           de documentos.
     de partições do serviço de diretório.          serviço de diretório, permitindo que      Em julho de 2007 a Força Aé-
     Esse sub-módulo permite a criação e            estes possam ser incluídos ou modi-    rea Brasileira se interessou em
     fusão de partições, cuidando da distri-        ficados. As modificações somente       participar do projeto e passou a
     buição dos objetos entre as mesmas,            podem ser feitas na partição raiz do   chamá-lo dentro da aeronáutica
     sem a necessidade de manipulação               diretório e são automaticamente        de SIGADAER – Sistema Infor-
     direta de arquivos de configuração             propagadas para as demais, com o       matizado de Gestão Arquivística
     do OpenLDAP. De fato, em nenhum                objetivo de manter a consistência      de Documentos da Aeronáutica.
     sub-módulo do SIGATI o adminis-                das informações. ■                        Este nome tem origem nas
     trador precisa se preocupar com a                                                     normas que o CONARQ (Con-
     sintaxe dos arquivos do OpenLDAP.                                Administração        selho Nacional de Arquivologia)
                                                     Software para:
                                                                      de diretórios
        ➧ Administração de réplicas –                                                      elaborou uma chamada SIGAD
     Permite administrar os servidores               Está no Portal                        (Sistema Informatizado de Gestão
                                                                      Abril de 2007
                                                     desde:
     que compõem os anéis de réplica                                                       Arquivística de Documentos). A
     (mestre e escravo) que suportam                 Membros:         3.098 membros        intenção do projeto é implementar
     as partições, sendo possível incluir,           Prestadores                           as normas do CONARQ para que
                                                                      41 prestadores
     remover e visualizar status dos ser-            de Serviços:                          o sistema se torne um SIGAD.
     vidores; converter servidores-mestre                             Universidade
                                                     Ofertante:       Católica de
     em réplica e vice-versa; reinicializar
                                                                      Brasília - UCB
                                                                                           Características
     os serviços do OpenLDAP; fazer sin-                                                   Principais saracterísticas do sis-
     cronização entre bases do mestre e                                                    tema:
     das réplicas; entre outras atividades.          Mais informações                         ➧ Visa atender às normas do
        ➧ Administração de ACLs – Facili-            [1] LDAP na Wikipédia: http://        CONARQ;
     ta a administração dos direitos que os              pt.wikipedia.org/wiki/LDAP           ➧ Desenvolvido sob arquite-
     usuários têm sobre os objetos contidos                                                tura web;
                                                     [2] Website do Apache Struts:
     no diretório. Tais direitos podem ser               http://struts.apache.org/            ➧ O sistema foi desenvolvido
     aplicados a um objeto específico ou                                                   em parceria com o Exército e
                                                     [3] Projeto OpenLDAP: http://
     a uma partição inteira, sendo auto-                                                   Aeronáutica;
                                                         www.openldap.org/
     maticamente propagados para toda a                                                       ➧ O código-fonte do sistema
     sub-árvore existente, promovendo a he-          [4] Comunidade Sigati: http://        sob domínio do Exército e Ae-
     rança de direitos na árvore distribuída.            www.softwarepublico.gov.br/       ronáutica;
                                                         ver-comunidade?community_
        ➧ Administração de esquemas                                                           ➧ Projeto em constante evo-
                                                         id=93658
     – Provê a gerência de esquemas do                                                     lução;


80                                                                                                        www.linuxmagazine.com.br
Soluções disponíveis no Portal do Software Público | CAPA




   ➧ Arquitetura do sistema per-              WebIntegrator
mite maior simplicidade e uso
de poucos recursos de rede;                   Solução para desenvolvimento web
   ➧ Fluxo documental bem de-
finido;                                       WebIntegrator é um ambiente de             vez e podem ser utilizados em diver-
   ➧ Sistema parametrizado pela               alta produtividade para o desen-           sas páginas do projeto;
organização;                                  volvimento de aplicativos web em              ➧ Facilidade de criação de campos
   ➧ Editor de texto próprio com              plataforma Java, criando facilidades       binários para upload e download em
caracteres especiais;                         de uso e acelerando o aprendizado          banco de dados;
   ➧ Tramitação dos documentos                técnico dos desenvolvedores. Integra-         ➧ Elementos de uma mesma pági-
digitalmente;                                 se facilmente com banco de dados.          na podem acessar diferentes bancos
   Na comunidade do SPED den-                     O ambiente para desenvolvimento        de dados simultaneamente;
tro do Portal do Software Público             requer apenas um browser para ser             ➧ Acesso otimizado a bancos de
Brasileiro há a possibilidade de              utilizado. Oferece recursos de fluxo       dados devido ao compartilhamento
baixar um arquivo .ISO do De-                 de trabalho e segurança nativa.            de conexões;
bian Lenny com o SPED já ins-                     O WebIntegrator surgiu da ne-             ➧ Geração automática de docu-
talado. Há também um script de                cessidade de uma ferramenta capaz          mentação do projeto;
instalação para o Debian Lenny                de proporcionar o desenvolvimento             ➧ Definições dos elementos arma-
e Ubuntu, assim como orienta-                 rápido de aplicativos, com facilidade      zenadas em arquivo XML (especi-
ções para um levantamento de                  de aprendizado e de uso e, igualmen-       ficação aberta) que pode não estar
necessidade de adaptações tanto               te importante, capaz de se integrar        presente no ambiente de produção;
no que diz respeito ao uso em                 a sistemas legados, acessando bases           ➧ Suporte a WAP facilitando o
organizações militares como em                de dados Oracle, Ingres, Mumps,            desenvolvimento de aplicações para
organizações civis.                           BR/Search e outros, sendo o WebIn-         Internet móvel;
   No futuro as perspectivas são              tegrator a única ferramenta do merca-         ➧ Login seguro com validação MD5.
de integrar o software ao cor-                do que atendeu todos esses requisitos.        O ambiente WebIntegrator já é
reio corporativo para trâmite                 Trata-se de um software nacional que       utilizado para suprir as necessida-
de documentos entre outras                    vem se destacando pela facilidade de       des dos sistemas de Juizado Especial
organizações que possuem o                    uso e que proporciona ganhos efetivos      Digital e Execução Fiscal Digital,
sistema instalado. ■                          de produtividade, com redução de pra-      utilizados por Seções Judiciárias vin-
                                              zos e de custos de projetos de TI cons-    culadas ao Tribunal Regional Federal
                                              truídos com tecnologia web. Graças a       da 5a. Região que tem sede em Reci-
                        Protocolo
 Software para:                               uma extensa biblioteca de componentes      fe e abrange os Estados de Sergipe,
                        Eletrônico
                                              pré-programados, o WebIntegrator é         Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio
 Está no Portal         Novembro              adequado para o desenvolvimento de         Grande do Norte e Ceará. ■
 desde:                 de 2008               sistemas de informação, portais para
                                                                                                              Desenvolvimento
                                              Intranet e Internet.                        Software para:
 Membros:               11.317 membros                                                                        de Aplicativos Web
                                                                                          Está no Portal
 Prestadores                                  Vantagens                                   desde:
                                                                                                              Setembro de 2008
                        76 prestadores
 de Serviços:                                    Em relação às tecnologias ofe-
                                                                                          Membros:            6.189 membros
                                              recidas pelo mercado, como, por
                        Exército                                                          Prestadores
 Ofertante:                                   exemplo, ASP (Active Server Pages),                             39 prestadores
                        Brasileiro                                                        de Serviços:
                                              PHP e CSP (Caché Server Pages), o
                                              WebIntegrator oferece as seguintes                              Empresa ITX
                                                                                          Ofertante:
                                                                                                              Tecnologia
                                              vantagens competitivas:
  Mais informações                               ➧ Aderência ao padrão de merca-
  [1] Comunidade SPED:                        do para aplicaivos web (Java – Ser-          Mais informações
      http://www.                             vlets – JSP);                                [1] Comunidade
      softwarepublico.                           ➧ Eventos e elementos pré-pro-                WebIntegrator: http://www.
      gov.br/ver-                             gramados em Java;                                softwarepublico.gov.br/
      comunidade?community_                                                                    ver-comunidade?community_
                                                 ➧ A definição de elementos (com-
      id=7283318                                                                               id=5986695
                                              bos, grids etc.) é feita somente uma


Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011                                                                                             81
CAPA | Soluções disponíveis no Portal do Software Público




     Prefeitura Livre                               de Inteligência Geográfica e os processos   O futuro do Prefeitura Livre
                                                    de negócio de uma instituição. O PL foi     A meta de desenvolvimento do proje-
     Inteligência geográfica                         criado para materializar este conceito      to abrange várias áreas, contudo ainda
     aplicada à gestão municipal                    nas prefeituras e revolucionou a forma      existe um longo caminho a ser trilhado
                                                    de enxergar a inteligência geográfica       para as metas serem atingidas. A pri-
     Os diversos projetos de geoprocessamen-        no âmbito municipal [1].                    meira versão do sistema disponibilizou
     to nas prefeituras resultam muito mais                                                     cinco módulos. A meta para a versão
     em casos de fracassos que de sucessos.         Características                             2.0, que já está em desenvolvimento, é
     Este fato pode ser facilmente compro-          O Prefeitura Livre faz uso de diversas      de no mínimo 20 módulos. O gráfico a
     vado pesquisando quantas vezes elas            tecnologias em software livre. As suas      seguir apresenta a visão geral do projeto.
     contrataram projetos desse tipo: muitos        principais características técnicas são:       Além da própria infraestrutura do
     editais estão disponíveis na Internet.             ➧ O PL é homologado para funcionar      Portal do Software Público, o Prefeitura
     Um dos fatores responsável por esses           em diversas plataformas, como Linux         Livre conta com um portal próprio [2],
     fracassos é a ausência de um projeto           e Windows. Desta forma, é adaptável         que deverá ser transformado no blog
     integrado entre o geoprocessamento e           a qualquer ambiente computacional           oficial do projeto ainda nos próximos
     os sistemas de gestão municipal.               implementado nos municípios.                meses. Existem projetos que estão sen-
         O Prefeitura Livre (PL) foi criado             ➧ Utiliza PHP, que é uma linguagem      do desenvolvidos pelo Governo Fede-
     justamente para atender a uma de-              de script de código aberto, de uso geral,   ral que adotam os mesmos conceitos
     manda que nenhum outro sistema                 muito utilizada, especialmente para o       tratados neste, como, por exemplo, o
     havia tratado: uma solução onde o              desenvolvimento de sistemas web. É          projeto GIGFER [3]. ■
     dado geográfico fosse tratado como             uma linguagem extremamente popu-
     uma dimensão a mais da própria in-             lar e possui uma excelente curva de          Software para: Gestão Municipal
     formação (alfanumérica) presente no            aprendizagem.                                Está no Portal
                                                                                                                   Janeiro de 2009
     sistema de gestão. Enquanto os outros              ➧ O CakePHP é um framework               desde:
     sistemas de gestão municipal tratam            escrito em PHP que tem como prin-            Membros:          6.022 membros
     o geoprocessamento através de um               cipal objetivo oferecer uma estrutura        Prestadores
                                                                                                                   97 prestadores
     módulo específico, o Prefeitura Livre          que possibilite aos programadores de         de Serviços:
     trata a inteligência geográfica de forma       PHP de todos os níveis, desenvolverem        Ofertante:
                                                                                                                   Empresa
     transversal a todo o sistema, sem a ne-        aplicações robustas rapidamente, sem                           OpenGEO
     cessidade de um módulo específico,             perder flexibilidade.
     pois as tecnologias geoespaciais foram             ➧ O PostgreSQL é um sistema se-          Mais informações
     integradas de forma harmoniosa a todos         renciador de banco de dados objeto
                                                                                                 [1] Para conhecer um pouco
     os módulos da solução.                         relacional (SGBDOR) desenvolvido                 mais sobre a TIG: http://
         Para compreender a motivação por           como software livre. É um dos mais               vimeo.com/uchoa/geopassado
     trás da criação do Prefeitura Livre, pri-      robustos SGBDs da atualidade e tem
                                                                                                 [2] Portal Prefeitura Livre: http://
     meiramente temos de entender um                sido amplamente utilizado em projetos            www.prefeituralivre.com.br/
     novo conceito que pode ser considerado         de missão crítica.
                                                                                                 [3] GIGFER: http://www.
     uma grande evolução em relação ao                  ➧ O PostGIS é uma extensão espacial/
                                                                                                     gigfer.com.br/
     conceito de geoprocessamento: Tecno-           geográfica licenciada como software
     logia da Informação Geográfica (TIG).          livre. Sua construção é feita sobre o        [1] Prefeitura Livre: http://www.
     Nos projetos da OpenGEO, a TIG é               PostgreSQL, possibilitando que este              softwarepublico.gov.br/
                                                                                                     ver-comunidade?community_
     definida como o conjunto de ações que          banco de dados consiga armazenar e               id=9066433
     possibilita a integração entre o conceito      analisar entidades geográficas.



        Agora que você já conhece tudo sobre o Portal do Software Público,
           não deixe de acessar e testar as soluções disponíveis no Portal!
                                          Acesse:

            http://www.softwarepublico.gov.br/

82                                                                                                                  www.linuxmagazine.com.br
Especial Linux Magazine Software Público
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    Expediente editorial Diretor Geral Ordem social e progresso tecnológico Rafael Peregrino da Silva rperegrino@linuxmagazine.com.br Editores Flávia Jobstraibizer fjobs@linuxmagazine.com.br EDITORIAL Kemel Zaidan kzaidan@linuxmagazine.com.br Qualquer governo que se preze tem como função primária a definição Editora de Arte Larissa Lima Zanini de regras (legislação) e a normatização de procedimentos que garantam llima@linuxmagazine.com.br sua correta execução. Em uma sociedade multiconectada como a atual, Estagiário Felipe Brumatti Sentelhas em que paulatinamente o desenvolvimento tradicional da Tecnologia da fsentelhas@linuxmagazine.com.br Informação e Comunicação recebe novos contornos, cedendo lugar ao Colaboradores Adalberto Nobiato Crespo, Alessandra Zoucas, Ange- trabalho colaborativo, com o uso mais disseminado dos padrões abertos la Alves, Aqueo Kamada, Celso Penteado de Barros, e do compartilhamento de informações, tornam-se cada vez mais pre- Clenio F. Salviano, Corinto Meffe, Débora Reis, Giancar- lo Stefanuto, Jarbas Lopes Cardoso, Leonardo Bar- mentes as demandas por soluções de TI que atendam às necessidades çante, Maiko Spiess, Marcello Thiry, Marcelo Pessôa, Marcius Fabius Henriques de Carvalho, Miguel Ar- específicas das mais diversas instituições governamentais. A busca por gollo Junior, Márcia R. M. Martinez, Mario Jino, Pau- la Drummond de Castro, Paulo Marcos Siqueira Bue- alternativas já funcionais em determinado órgão da máquina estatal que no, Pérsio Penteado Pinto Martins, Sueli A. Varani. possam ser utilizadas pela administração pública em geral é praticamente Anúncios: compulsória, uma vez que leva à redução de gastos, minimiza a multi- Rafael Peregrino da Silva (Brasil) anuncios@linuxmagazine.com.br plicidade de esforços e racionaliza a gestão dos recursos de informática. Tel.: +55 (0)11 3675-2600 Por causa de um histórico de instabilidade econômica, hiperinflação, Penny Wilby (Reino Unido e Irlanda) pwilby@linux-magazine.com complexidade tributária e reserva de mercado de tecnologia, o parque tec- Amy Phalen (América do Norte) nológico no Brasil desenvolveu, ainda nos anos 1980, instrumentos computa- aphalen@linuxpromagazine.com cionais próprios para evitar a derrocada de sua economia, o que garantiu um Hubert Wiest (Outros países) hwiest@linuxnewmedia.de enorme avanço em serviços de automação bancária e governança monetária. Diretor de operações Com tanta tecnologia acumulada, não é de se estranhar que houvesse Claudio Bazzoli cbazzoli@linuxmagazine.com.br várias iniciativas de compartilhamento de softwares desenvolvidos pelo setor Na Internet: público desde esse período, algo que, entretanto, custou a se concretizar, devi- www.linuxmagazine.com.br – Brasil www.linux-magazin.de – Alemanha do a uma série de dificuldades administrativas e técnicas. Faltavam conceitos, www.linux-magazine.com – Portal Mundial normativas e estruturas adequadas que ensejassem o trabalho colaborativo www.linuxmagazine.com.au – Austrália www.linux-magazine.es – Espanha dentro da esfera governamental. Em 2005, entretanto, o Governo Federal www.linux-magazine.pl – Polônia www.linux-magazine.co.uk – Reino Unido licenciou a solução de inventário de hardware e software CACIC (Confi- www.linuxpromagazine.com – América do Norte gurador Automático e Coletor de Informações Computacionais), desen- Apesar de todos os cuidados possíveis terem sido tomados durante a produção desta revista, a editora não é responsável volvida pela Dataprev, sob a segunda versão da licença GPL em português. por eventuais imprecisões nela contidas ou por consequências Em pouco tempo, uma extensa comunidade de usuários, desenvolvedores que advenham de seu uso. A utilização de qualquer material da revista ocorre por conta e risco do leitor. e prestadores de serviço formou-se em torno da solução, o que assentou as Nenhum material pode ser reproduzido em qualquer meio, em bases para a definição do conceito de Software Público e para a sua materia- parte ou no todo, sem permissão expressa da editora. Assu- me-se que qualquer correspondência recebida, tal como car- lização com o Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Seis anos depois, tas, emails, faxes, fotografias, artigos e desenhos, sejam for- necidos para publicação ou licenciamento a terceiros de forma a publicação da Instrução Normativa nº 01, em 17/01/2011, dispõe sobre os mundial não-exclusiva pela Linux New Media do Brasil, a me- nos que explicitamente indicado. procedimentos para o desenvolvimento, a disponibilização e o uso do SPB. Linux é uma marca registrada de Linus Torvalds. Hoje, mais de 50 soluções já foram disponibilizadas no Portal, há mais de Linux Magazine é publicada mensalmente por: 100 mil usuários cadastrados nele, bem como uma grande quantidade de Linux New Media do Brasil Editora Ltda. Rua São Bento, 500 empresas cadastradas como prestadores de serviços para essas soluções – Conj. 802 – Sé 01010-001 – São Paulo – SP – Brasil para algumas delas, são quase 200, espalhadas por todo o território nacional! Tel.: +55 (0)11 3675-2600 O Software Público está capacitando digitalmente órgãos governa- Direitos Autorais e Marcas Registradas © 2004 - 2011–: Linux New Media do Brasil Editora Ltda. mentais e empresas públicas e privadas em todo o país, servindo de Impressão e Acabamento: RR Donnelley Distribuída em todo o país pela Dinap S.A., instrumento de consolidação da ordem social nos municípios aonde Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo. chega e trazendo efetivamente progresso tecnológico aos mais distan- Atendimento Assinante tes rincões do Brasil. Com isso, o SPB faz valer o mote estampado na www.linuxnewmedia.com.br/atendimento São Paulo: +55 (0)11 3675-2600 bandeira da nação e torna o futuro cada vez mais presente! E esta edi- Rio de Janeiro: +55 (0)21 3512 0888 Belo Horizonte: +55 (0)31 3516 1280 ção especial da Linux Magazine pretende fornecer a você, leitor, os ISSN 1806-9428 Impresso no Brasil subsídios para se tornar um partícipe dessa (r)evolução. Aproveite! ■ Rafael Peregrino da Silva Diretor de Redação Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 3
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    Linux Magazine Especial#06 ÍNDICE INTRODUÇÃO O Software Público Brasileiro 28 O Portal do Software Público Brasileiro é uma iniciativa pioneira do Governo Federal que já serve de modelo para outros países do mundo. CAPACIDADE DE PROCESSOS Melhoria de serviços no Software Público Brasileiro 30 Conheça o Modelo de Capacidade de Processos para Prestação de Serviços do SPB.. DESENVOLVIMENTO Boas práticas para desenvolvimento de software 32 É necessário seguir uma dinâmica eficiente de desenvolvimento de soluções colaborativas para o Software Público Brasileiro. PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO BRASILEIRO Análise das soluções 34 Análise de todas as soluções disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro para você e para sua empresa. 4 www.linuxmagazine.com.br
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    LICENÇAS Se a liberdadeé vantajosa, adote-a de imediato! 06 A Licença Pública de Marca oferece uma alternativa para que marcas de produtos e serviços possam ser usadas e reproduzidas de forma mais livre, promovendo com maior vigor a atividade econômica. ENTREVISTA Tecnologia à brasileira 08 O Portal do Software Público devolve para a sociedade brasileira os investimentos com o desenvolvimento de software despendidos pelo poder público. GOVERNO ELETRÔNICO As fronteiras do e-Gov no Brasil 11 Ecossistemas digitais como ferramenta para aprendizagem da e-cidadania. QUALIDADE 5CQualiBr 16 Um ambiente de produção colaborativa e compartilhamento de conhecimentos sobre qualidade de software. GOVERNO ELETRÔNICO 4CMbr 18 Os programas disponibilizados no portal do Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios, que começam a abandonar antigos métodos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. INTEROPERABILIDADE Interoperabilidade semântica 26 Os desafios e obstáculos na implementação de padrões que propiciam a interoperabilidade em sistema computacionais. TESTES Piloto de testes 20 Executar o software e encontrar erros, antes dos usuários. CASOS DE SUCESSO A Roda – versão 2.0 23 Tecnologia a serviço do social 24 Vitrine de software 25 Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 5
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    CORPORATE | LicençaPública de Marca Se a liberdade é CORPORATE vantajosa, adote-a de imediato! A Licença Pública de Marca oferece uma alternativa para que marcas de produtos e serviços possam ser usadas e reproduzidas de forma mais livre, promovendo com maior vigor a atividade econômica. por Leonardo Barçante L ançada no final de 2010, em de suas atividades, com as devi- ponibilização e a comercialização Brasília, pela Secretaria de das garantias de uso. E existem da marca mais permissiva. A LPM Logística e Tecnologia da muitos casos em que esse tipo de tem como principal objetivo legal Informação, a Licença Pública de associação é interessante para os proteger a marca dos softwares que Marca (LPM), representada gra- dois lados. são ofertados no Portal do Software ficamente por um ‘R’ invertido, Nessa entrevista, o coordenador Público Brasileiro (Portal SPB) e é fruto de uma criação coletiva, do Portal Software Público, Corin- também as instituições que quise- em debate aberto com a sociedade to Meffe, explica o que é e como rem utilizar a marca pública em brasileira. Seu objetivo não é criar surgiu a LPM, além das mudanças suas ações empresariais, coopera- conflito com a propriedade das mar- que ela pretende incentivar na das ou colaborativas. cas, mas oferecer uma alternativa economia. A primeira versão da LM » Qual a importância dessa de licenciamento que autorize o licença encontra-se disponível no Licença para o universo do Soft- seu uso, com a devida autorização endereço [1]. Acesse, conheça e ware Público? do proprietário. participe de sua evolução. CM » A criação da LPM estava Imagine uma empresa que pos- Linux Magazine » O que é a Li- prevista desde a fase inicial do sui um portifólio de serviços re- cença Pública de Marca (LPM) modelo do software público. Ela lacionados a diversos produtos de e qual sua função? tem importância por fazer parte outras corporações. Se as marcas Corinto Meffe » Trata-se de um da essência do modelo. Entre- desses produtos estiverem sob a modelo de licença, que é algo tanto, percebemos que seu uso LPM, o prestador poderá utilizá- previsto na legislação de Marcas e imediato seria um impacto mui- las para a descrição e divulgação Patentes, para tornar o uso, a dis- to grande para o ecossistema e 6 www.linuxmagazine.com.br
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    Licença Pública deMarca | CORPORATE poderia afastar os parceiros do setor privado. Esperamos então A sociedade ainda convive com o modelo que o software público aumen- mental do “proibido”. Precisamos migrar tasse a sua maturidade. Em 2009 já percebíamos a consolidação do mentalmente para o “permitido”. modelo do software público, em decorrência do aumento do nú- mero de soluções disponibilizadas LM » Quais são os principais LM » A primeira versão da LPM e das oportunidades de negócios avanços para os agentes envolvi- está aberta para discussão com no mercado. Nesse mesmo ano dos no que se refere ao processo a sociedade, para aprimoramen- então começamos a preparar a de uso, distribuição e comerciali- to. Quais os procedimetos para estrutura da LPM. zação da marca associada? participar desse debate? E qual LM » O que muda com a che- CM » Possibilitamos o funciona- a expectativa para a evolução gada dessa licença? mento de um modelo ganha-ganha. dessa licença? CM » São várias mudanças, mas Mas não adianta um processo ganha- CM » A primeira versão da LPM a percepção de sua aplicação pela ganha que é empurrado somente já foi construída com a participa- sociedade ainda será lenta. As por um dos lados do modelo de ne- ção das pessoas. Fizemos durante pessoas estão acostumadas com a gócios – neste caso o desenvolvedor quatro meses uma discussão orga- proibição de se usar uma marca do software. A intenção justamente nizada no próprio Portal SPB. Mais sem que exista uma autorização do é que todos os agentes do ecossiste- de 1000 pessoas participaram. Va- detentor da mesma, pois o modelo ma de produção, comercialização mos esperar o amadurecimento da tradicional nos impede de usá-la e uso do software percebam que a LPM para fazermos uma consulta sem autorização de quem possui marca pública é um patrimônio pública futuramente. A LPM tem sua propriedade. Então quando de todos. Os avanços serão perce- sua primeira estrutura, mas certa- se proporciona a liberdade de bidos conforme a comunidade vai mente vai precisar ser aprimorada. uso, de distribuição e comercia- se apropriando da marca. Vamos verificar o impacto do seu lização, existe um tempo natural LM » O que significa o “R” inver- uso, se conseguimos alcançar nos- para acomodação. tido? É um símbolo internacional? sos objetivos e depois ajustarmos LM » Quais são as expectativas CM » A letra “R” invertida foi uma nova versão. em torno da LPM? uma ideia copiada da criação do LM » Você gostaria de dizer algo CM » A principal é que seja in- Copyleft, que adota a letra “C” que ainda não tenha sido abordado centivada a concorrência no mer- (de Copyright) ao contrário. Se- nas perguntas anteriores? cado e que as empresas públicas e guimos a mesma lógica para o “R” CM » Embora a LPM esteja des- privadas se apropriem destas mar- de marca registrada, invertendo a crita na Instrução Normativa do cas em seu portfolio de serviços. letra e informando que se trata de Software Público, a IN 01/2011, o O aumento da concorrência tem um uso mais permissivo da marca. que pode trazer a sensação que deva ocorrido de forma muito tímida, Não é um símbolo internacional. ser aplicada somente para o software pois o empresário ainda se recente Na verdade foi uma criação em público, ela pode ser usada para de divulgar uma marca que não é nossa “Terra Brasilis”. qualquer segmento econômico que sua e o gestor público de incor- LM » Por que os primeiros a tenha interesse em construir uma porar um projeto que não é de receber a licença não foram soft- licença mais permissiva para seus sua autoria. A incorporação no ware públicos? produtos ou serviços, mesmo que seja portfólio será um grande impacto CM » Estamos priorizando as em outros setores da economia. A para o mercado. Veja, ninguém soluções desenvolvidas pelo setor criatividade poderá encontrar outras coloca um produto Microsoft(R) privado. São estas que deixam mais aplicações para a LPM. ■ em sua carteira de serviços sem desconfortável o próprio setor, em autorização prévia da empresa decorrência do nível de concor- ou de sua rede de parceiros. A rência no mercado. Para as mar- Mais informações sociedade ainda convive com o cas do setor público, vamos fazer [1] Licença Pública de modelo mental do “proibido”. uma rodada de negociações com Marca: http://www. Precisamos migrar mentalmente o INPI e verificar qual o caminho softwarepublico.gov.br/lpm para o “permitido”. mais adequado. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 7
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    ENTREVISTA | DelfinoNatal de Souza Entrevista Delfino Natal de Souza ENTREVISTA Tecnologia à brasileira O Portal do Software Público devolve para a sociedade brasileira os investimentos com o desenvolvimento de software despendidos pelo poder público. Linux Magazine » Como surgiu o demanda reprimida da sociedade. Em Peru, Chile, Cuba, Costa Rica, México, Portal do Software Público? pouco tempo, após a liberação da so- África do Sul, Gana, Angola e Portugal. Delfino Natal de Souza » O Portal do lução, formou-se uma extensa comu- Em julho de 2010, em reunião realiza- SPB foi criado por iniciativa do Minis- nidade de usuários, desenvolvedores e da pelo Centro Latino-Americano de tério do Planejamento e disponibiliza- prestadores de serviço. Desde então, o Administração para o Desenvolvimento do em abril de 2007, com o objetivo Portal do Software Público se tornou (CLAD), que conta com a associação de de compartilhar softwares entre os ór- um ambiente destinado não apenas aos 21 países ibero-americanos, o conceito gãos do governo e a sociedade. Tudo órgãos públicos, mas a qualquer pessoa. de software público alcançou consenso começou em 2005, com o primeiro LM » Quais os números do Por- entre 18 países. software livre a ser compartilhado, tal (número de desenvolvedores, LM » Por que criar o conceito de conforme prerrogativas da Lei do Di- inscritos etc)? Até onde o Portal já software público? Em que ele se difere reto Autoral, da Lei do Software e de conseguiu chegar? do conceito de software livre? uma resolução do Instituto Nacional DNS » Desde o seu lançamento até DNS » O conceito de software públi- de Propriedade Intelectual (INPI). O agora, o Portal SPB teve um crescimen- co surgiu em 2001 como uma estratégia Cacic (Configurador Automático e Co- to de mais de 1.000%. Isso em apenas que propunha a sinergia dos esforços letor de Informações Computacionais) quatro anos de existência. Os números realizados por todos os entes públicos veio para atender demandas internas revelam que a sociedade entendeu o para obter escala, reduzir e ratear custos, do governo. Entretanto, a rapidez com ecossistema do SPB e viu que a ne- aumentar a rapidez e a produtividade, que a solução foi adotada em todos os cessidade desse compartilhamento é evitar duplicação de esforços, recu- setores da economia, proporcionada vital para o crescimento tecnológico e perar recursos, racionalizar a gestão, pela sua rápida distribuição, fez com para a prestação de serviços com mais eliminar ociosidade e alcançar muitos que, em menos de um ano, fosse cria- qualidade. No mês de abril de 2011, o outros benefícios. Essa estratégia visava da uma rede de prestadores de serviço portal chegou a marca de mais de 100 a integração das empresas e dos agentes para o Cacic, em todos os estados. Aos mil usuários válidos cadastrados, mais privados com os sistemas estatais. Assim, poucos, a sociedade começou a assumir de 50 softwares públicos disponibiliza- haveria interesse dos agentes privados um papel dinâmico no processo de de- dos, mais de 500 prestadores de serviços que não tinham condições de realizar senvolvimento do software, propondo cadastrados e mais de 40 parceiros. O uma gestão da tecnologia em adotar alterações. Percebeu-se que o progra- portal já foi apresentado para países um padrão aberto e econômico, com ma, na verdade, estava atendendo uma como a Argentina, Paraguai, Venezuela, o estado como principal parceiro. 8 www.linuxmagazine.com.br
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    Delfino Natal deSouza | ENTREVISTA Partindo disso e da demanda repri- Existem soluções que são de interesse Elencamos as seguintes soluções como mida da sociedade de compartilhar da administração pública e, de alguma as mais importantes, devido a quanti- soluções, surge a ideia de tratar o soft- forma, resolvem problemas comuns a dade de membros na comunidade, a ware como um bem público, que é diversos órgãos do setor público. Outras, participação dos membros no processo justamente criar um conjunto de ser- além de atender demandas do gover- de melhorias, a quantidade de insta- viços que devem ser estruturados antes, no, também podem servir para resolver lações: Cacic, SGD, Ases, Geplanes, durante e depois da liberação de um necessidades da sociedade. Ginga, I-Educar, Educatux, Cocar, software, com base nas prerrogativas O que se percebe nos últimos anos I3Geo, e-Proinfo e e-Cidade. legais e administrativas do país. é que algumas soluções de interesse de LM » Como prefeituras e outros ór- Esse conjunto de prerrogativas faz uma determinada instituição pública já gãos públicos podem tirar proveito dos com que, primeiro, seja adotada uma foram desenvolvidas por algum outro ór- softwares disponibilizados no Portal? licença não restritiva para a sociedade; gão. Ou seja, boa parte das necessidades DNS » As prefeituras e órgãos públicos segundo, o software não seja tratado so- por soluções informatizadas podem ser podem revigorar a administração pública mente do ponto de vista tecnológico, atendidas pelos sistemas já desenvolvidos e substituir os métodos antigos de traba- mas também na dimensão de política pelo próprio setor público e, em função lho por um modelo de gestão mais efi- pública e pelo elenco de serviços presta- da legislação corrente, sabe-se que o ciente e de qualidade. O objetivo desta dos ao cidadão, a partir do uso comum software desenvolvido por instituições política é oferecer à União, aos estados e desse bem. A Instrução Normativa Nº de direito público é por natureza um aos municípios ferramentas capazes de 01 de 17 de janeiro de 2011, que dispõe bem público. Desse modo, ao realizar aperfeiçoar a gestão pública, reduzindo sobre os procedimentos para o desen- o compartilhamento de tais soluções, custos com licenças e aquisições de soft- volvimento, a disponibilização e o uso a administração pública economiza e wares proprietários. As prefeituras podem do Software Público Brasileiro, tem consegue reduzir os gastos de recursos acessar o 4CMBr [1], uma comunidade as seguintes premissas: “existência de públicos, pois os outros órgãos poderão dedicada aos municípios brasileiros que uma versão suficientemente estável utilizar o mesmo sistema livremente, sem disponibiliza diversos programas para a e madura do software que possibilite ter de pagar novamente pela solução. administração pública. Estes programas a sua instalação e utilização em um LM » E quanto a licença pública podem ser utilizados e adaptados às ne- ambiente de produção”, “existência de de marca? Por que foi necessário criar cessidades de cada um, reduzindo custos um manual de instalação que contenha, uma licença própria? Como está sen- na aquisição de soluções informatizadas no mínimo, as informações elencadas do a adoção dela? e na inteligência dos sistemas, que ficam no Anexo I desta Instrução Normati- DNS » A Licença Pública de Marca com a administração. va e que permita ao usuário instalar o (LPM) nada mais é do que o registro da LM » Qual é o nível de adoção do software sem o auxílio do ofertante de marca do software. Ela foi criada para software público, hoje, no Brasil? SPB”, “fornecimento do código-fonte do estabelecer uma identidade única entre DNS » Os softwares públicos são uti- software” e “fornecimento de todos os o nome, a marca, a documentação e lizados em diversas regiões do país, seja scripts necessários à correta instalação e o código-fonte do software. Uma LPM em capitais ou municípios mais longín- utilização do software, tais como scripts pode ser identificada se a marca do soft- quos, como é o caso de Uiramutã, em de configuração e scripts de banco de ware contiver o “R” invertido. Há uma Roraima, o município mais setentrional dados, entre outros.” necessidade de cuidar da propriedade do Brasil. Os órgãos da administração LM » Qual a importância do soft- intelectual da marca e do nome da so- pública federal, estados, municípios, ware público para o governo, os desen- lução a ser disponibilizada junto com profissionais da saúde, escolas, univer- volvedores e o cidadãos vistos como o licenciamento. A licença GPL consi- sidades, comércios locais, bancos, força um todo? dera o escopo do código, como define a militar, institutos de pesquisa, empresas DNS » A manifestação expressa do Lei do Software, mas o nome e a marca públicas, empresas privadas e até cida- interesse público no software. Além da são tratados pelo ramo da propriedade dãos são os usuários desses softwares e combinação de requisitos tecnológicos, industrial. A intenção é tratar o nome eles nos relatam os seus casos de sucesso o software deve se fundar na ampliação da solução, a marca e o código em um com o uso dessas ferramentas. de “consumo” da população, em que processo de liberação uniforme. LM » Será que o Portal conseguirá a solução a ser disponibilizada atenda LM » Quais são as principais solu- unir diferentes instâncias governamen- a demanda da sociedade. Ao satisfazer ções do Portal do Software Público? tais, em torno de soluções que padro- as necessidades sociais, o setor público DNS » Algumas tiveram mais impor- nizem serviços públicos essenciais, de beneficia a população e é beneficiário tância no ecossistema do SPB, mas isso forma a facilitar a vida do cidadão e do modelo de produção colaborativa. não diminui ou desmerece as outras. tornar mais eficiente a gestão pública, Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 9
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    ENTREVISTA | DelfinoNatal de Souza independentemente de partidos ou uso, conforme Instrução Normativa nº DNS » O Portal hoje é considerado gestões específicas? 4, onde se regulamenta o processo de como uma rede colaborativa que permite DNS » O Portal já o faz e provoca aquisição de hardware e software. Ou a acumulação de capital tecnológico- também o combate ao monopólio seja, ao invés do poder público adqui- informacional pelos órgãos e indivíduos e à formação de cartéis para venda rir licenças ou pagar pelo desenvolvi- que o utilizam; viabiliza a implementa- de licenças de software, já que os mento de um software, ele deve checar ção e uso do modelo de licenciamento, softwares disponibilizados tinham primeiro se existe alguma solução que permitindo que as soluções de software licenças livres e não precisavam atenda às suas necessidades no Portal sejam oferecidas para órgãos e até para passar por licenciamento; do Software Público. Caso haja, ele cidadãos, o que reforça a política pú- ➧ A disseminação do conhecimento deve preferir a sua utilização em detri- blica de uso de software livre. técnico e científico dentro do Brasil, mento dos demais softwares, além de LM » O que são as comunidades ampliando a soberania nacional frente contar com uma rede de prestadores 4CMBr e o 5CQualiBr? a fornecedores únicos transnacionais. de serviço, evitando a dependência de DNS » Primeiramente, é necessário ➧ Maior transparência de softwares. um único fornecedor. definir o que é 4C. Seu significado é Através do uso de software público com ➧ O contato com mais de 100 mil Comunidade, Conhecimento, Cola- código aberto, os sistemas podem ser usuários, entre representantes do go- boração e Compartilhamento. Assim, auditados e pode ser verificada a segu- verno, desenvolvedores, prestadores de o 4CMBr é o grupo de interesse dos rança dos softwares governamentais; serviços e usuários de software público. municípios brasileiros com temas vol- ➧ A abertura de possibilidades para ➧ Acesso a um ambiente gratuito que tados para si. O Grupo 4CMBr é um unir diferentes países em torno do projeto proporciona recursos para o comparti- ambiente estruturado para auxiliar o de software público para buscar soluções lhamento de código-fonte, o registro e desenvolvimento de tais municípios, para os serviços públicos essenciais e acompanhamento de defeitos de código, estimulando uma nova tendência de trocar experiências e informações com fórum, chat, agenda da comunidade, oferta de softwares de gestão para pre- especialistas de fora do Brasil; wiki, documentação, repositório de ar- feituras, incluindo informações im- ➧ Interesse das instituições públicas quivos, perguntas frequentes, registro portantes para a administração, além em disponibilizar soluções informati- de prestador de serviços. de contar com casos de sucesso, am- zadas para outros entes públicos e de ➧ Possibilidade de concorrer a prê- biente de demonstração das soluções desenvolvê-las de forma colaborativa; mios anuais e de participar de entre- e agenda de eventos. Atualmente, o ➧ A necessidade de atender às ques- vistas, congressos e eventos ligados ao Grupo 4CMBr possui mais de dois tões legais que assegurem a disponibi- Software Público e ao governo. mil membros. O 5CQualiBr, além lização de soluções pela administração LM » O que é preciso para ingres- de contar com o significado do 4C, pública e pelo administrador ; sar no Portal? possui o outro C, de Confiança. É um ➧ O fim da preocupação do gestor DNS » Apenas um e-mail válido. O ambiente digital destinado a evolução público com o amparo legal para ado- cadastro no Portal do Software Público da qualidade dos softwares públicos. tar licenças livres e dar o tratamento é permitido a todos, incluindo os ór- LM » Quais são os desafios futuros adequado ao bem público software; gãos, empresas, estudantes e cidadãos e onde o Portal pretende chegar? ➧ O responsável técnico preocupa- comuns, de forma simples, e gratuita. DNS » Para o futuro, está prevista a do com a continuidade dos projetos Basta acessar a página www.softwarepu- criação do Portal do Software Público (linha da vida) e com o modelo de blico.gov.br e clicar em Cadastre-se, Internacional – SPI. O SPI terá o obje- gestão da cooperação; informando os dados solicitados. Será tivo de melhorar a experiência brasileira ➧ Crescimento contínuo da quanti- enviada uma mensagem de confirma- ao reunir o conhecimento produzido dade de parceiros; ção para o e-mail informado, contendo em vários países, principalmente no LM » Quais são as vantagens que o um link de ativação da conta. Após essa setor público. Além disso, espera-se que Portal pode oferecer aos softwares que validação, é possível acessar as informa- o portal continue gerando empregos, passam a fazer parte da iniciativa? ções dos softwares, fazer downloads e conhecimento, troca de experiências e DNS » Os softwares se tornam um participar das comunidades. a aproximação entre o setor público, o bem público e contam com as seguin- LM » As comunidades são algo setor privado e o cidadão brasileiro. ■ tes vantagens, recursos e benefícios: muito importante dentro de qualquer ➧ A preferência pelo software pú- projeto de software de código aberto. Mais informações blico. Na administração pública, ao Qual é a participação das comuni- [1] Comunidade 4CMBr: http:// www.softwarepublico. instalar um software, aquele que for dades dentro do projeto do Portal do gov.br/4cmbr/ público tem preferência na adoção e Software Público? 10 www.linuxmagazine.com.br
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    As fronteiras doe-Gov no Brasil | COMUNIDADE Governo-eletrônico brasileiro COMUNIDADE As fronteiras do e-Gov no Brasil Ecossistemas digitais como ferramenta para aprendizagem da e-cidadania por Giancarlo Stefanuto, Angela Alves, Paula Drummond de Castro e Maiko Spiess E-gov e o estímulo (CGI) [1], foram apontados os percepção de que usar a Internet diversos limitantes para a dissemi- para se relacionar com o governo à e-cidadania nação do e-Gov no País. Como era é algo complicado. Ou seja, em A implementação de programas de se esperar, problemas estruturais sua maior parte, os limitantes não de governo eletrônico (e-Gov) no como o acesso à banda larga e a se referem às condições para aces- Brasil avança rapidamente e a imi- computadores apareceram como so como antes, mas à qualidade da nência da superação (ainda que alguns destes limitantes, porém interação com o ambiente. Estes não integralmente) de problemas foram citados por apenas 18 e 17% limitantes parecem antes refletir estruturais como o acesso à banda dos entrevistados, respectivamente. a dificuldade do usuário em con- larga pela população, a dissemina- Percebe-se que os investimentos fiar nas ferramentas, entendê-las e ção da cultura digital, dentre ou- estatais para a inclusão digital e a sentir-se próximo dos objetivos que tros, lançam reflexões a respeito de crescente diminuição do custo de nortearam sua implementação do sua absorção e a formação efetiva hardware já se fazem sentir. que com a sua limitação tecnológica. de uma e-Cidadania. Na pesquisa, os principais limi- Para superar este distanciamento, Em que medida os programas, tantes citados foram a preocupação a pesquisa sugere que “os aplicativos ferramentas, plataformas, serviços com a segurança dos dados (39%), e-Gov têm de ser simples, intuiti- etc. de e-Gov estimulam e formam dificuldade de encontrar os servi- vas e até mesmo lúdicas, a fim de uma atitude de e-Cidadania? Quais ços que precisa (29%) e pequeno favorecerem aqueles com pouca são os principais fatores que limi- retorno para as solicitações de in- familiaridade do uso da Internet. tam essa nova postura do cidadão? formações (28%). Aparecem ainda Nesse sentido, um parâmetro de Em estudo recente do Comitê fatores como a dificuldade de saber aplicação amplamente disseminado de Gestão da Internet no Brasil se a solicitação foi processada e a e que cresce ano após ano, são os Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 11
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    COMUNIDADE | Asfronteiras do e-Gov no Brasil aplicativos voltados às redes sociais, mitantes para a disseminação e uso dos cidadãos têm acesso à internet, especialmente os sites de relacio- de e-Gov são muitas vezes pontos embora, destes, 66% têm acesso à namento, pois proporcionam um de resistência à introdução destes banda larga. Não está se descon- uso amplamente inclusivo, tanto novos modelos, mais horizontais, siderando ainda a grande barreira para as camadas desfavorecidas com nova distribuição de papéis e de acesso à Internet, porém, como da população, quanto para pessoas de poderes. essas fronteiras para o livre acesso com níveis de escolaridade inferio- Por outro lado, a formação deste à banda larga devem ser logo atin- res, além de incluírem indivíduos e-Cidadão também pode não estar gidas e a telefonia celular avança nos extremos do espectro etário tão longe. As redes sociais já desem- rapidamente em direção aos serviços (crianças e idosos).” penham um importante papel na disponibilizados na Web, estamos Mas são as redes sociais e novas expressão e mobilização popular, deslocando o foco para os gargalos ferramentas da Internet suficientes estabelecendo assim, uma nova que estão rapidamente se tornando para promover uma maior aproxi- cultura de uso, cujos resultados críticos para a eficácia dos sites, mação do cidadão? São capazes de emergem, algumas vezes, de ma- enquanto mobilizadores dos cida- promover um processo de apren- neira imprevista e descentralizada. dãos. E estes fatores também são dizagem pessoal e coletivo a partir Vivemos um momento em que a críticos para a própria escolha e/ da interação com as ferramentas e expressão da cidadania é crescente ou desenvolvimento de tecnologia. redes de usuários? em ambientes virtuais. Isto nos traz Os aspectos levantados pela pes- Embora pareça ser uma tendên- questões como: quais seriam os fato- quisa do Comitê Gestor da Internet cia natural, a ocorrência de um res limitantes ou potencializadores (CGI) no Brasil, alinhados aos de processo de automação de muni- da interatividade e aprendizagem outras pesquisas, reforçam o argu- cipalidades, de governos estaduais coletiva em ambientes de e-Gov? mento da importância de fatores etc. e a ampliação da participação O que limitaria o desenvolvimen- extratecnológicos. Recentemente, do cidadão em novos serviços, no to da e-Cidadania neste ambiente? um estudo de José Antonio Gomes planejamento e acompanhamento Em que medida a tecnologia é um de Pinho para a Revista de Admi- dos atos governamentais de maneira fator-chave? nistração Pública, sobre avaliação generalizada pode ainda ser uma de sites de e-Gov, apontou que: realidade distante. Há uma cultura de interação O problema não “O que se observa é que os por- tais, de uma maneira geral, têm a ser criada, que envolve, dentre é a tecnologia recursos tecnológicos adequados, outros fatores, a intenção de maior Como se viu na pesquisa do CGI, existem boas condições de nave- transparência da gestão pública, os maiores problemas enfrentados gação, de busca de informações. a crença na utilização segura dos pelos usuários de portais de e-Gov Assim, a tecnologia parece não ser dados fornecidos e o próprio en- estão mais relacionados a aspectos um problema. No entanto, alguns tendimento da lógica de uso das de confiança nos propósitos e pro- portais poderiam ser melhorados ferramentas. Mais do que isso, há cessos do site, aspectos de comu- em termos de comunicação e da um processo de aprendizado das nicação, de entendimento do am- disponibilização das informações, potencialidades da Web e das tec- biente, do que a aspectos ligados o que demandaria um esforço apa- nologias da informação e comuni- à tecnologia utilizada. Em última rentemente apenas tecnológico, e cação, a formação de comunidades instância, refere-se a um proble- que, no fundo, representaria um de práticas, as próprias redes sociais ma de qualidade, aqui entendida compromisso de respeito com a etc. que pressionam o redesenho em uma acepção mais ampla, no comunidade. O que os portais se da relação estado-cidadão. Os li- sentido de fazer bem, fazer com ressentem realmente, é de uma eficácia, ou seja, fazer com que o maior interatividade, podendo-se site ou ambiente cumpra com seu inferir que as relações que se es- Quadro 1: Modelo mental papel de comunicar, de mobilizar tabelecem são fundamentalmente Modelos mentais são crenças ou o cidadão. do tipo governo-a-cidadão, sendo o pressupostos que atores-chave Logicamente, não significa que governo o emissor e a sociedade, ao mantêm em suas mentes e que in- a tecnologia seja um fator sem que tudo indica, o receptor passi- fluenciam seus comportamentos e, importância ou que a escolha das vo, estando longe a inversão dessa por conseguinte, geram as estrutu- ras do mundo real. plataformas e soluções seja algo ir- relação para cidadão-a-governo.” relevante. No Brasil, somente 36% (p. 491) 12 www.linuxmagazine.com.br
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    As fronteiras doe-Gov no Brasil | COMUNIDADE Além da inversão da relação de planos diretores, construção de conexão econômica e política dos governo-a-cidadão citada acima, visão de futuro, diretrizes estraté- países, tudo isso vem atuando em o problema da baixa interativida- gicas, implementação de projetos um processo de horizontalização de está relacionado com a falta sociais etc. [2] e complexificação das relações, de democracia em que os sites De simples usuário de serviços a tornando este tecido de relações de e-Gov são criados. Isto reforça participante na construção da visão um sistema complexo, do qual fa- a visão unidirecional governo-a- de futuro, há uma forte transição zemos parte. cidadão e a falta de confiança de da relação governo e cidadão, na As relações entre fatos estão, com que o apoio ou participação do qual são construídos laços calcados o tempo, cada vez mais circulares cidadão serão utilizados em pro- em uma nova cultura de interação. (retroalimentação), não lineares e jetos pessoais dos políticos. Entre o primeiro tipo e o último, há variando sua intensidade e impac- Portanto, existem dimensões uma significativa mudança na visão tos. O nosso mundo torna-se rapida- que modulam a criação dos am- do papel do cidadão, tornando ele mente um sistema complexo, com bientes virtuais e que, via de regra, mesmo parte da própria instituição. características de baixa hierarqui- são pouco percebidas, pois trata-se Nos primeiros tipos, os processos são zação, crescente autonomia dos da própria expressão de modelos definidos tendo como referência o atores, pouca institucionalização, mentais (quadro 1) envolvidos nesta cidadão como usuário dos serviços polivalência, aleatoriedade e con- criação, na qual se visualiza ainda a e informações, um agente passivo flituosidade. Como consequência, relação estado-cidadão de maneira que ora funciona como fiscalizador observa-se um aumento da impre- linear e unidirecional. Estes mode- da atividade da entidade, ora como visibilidade na ocorrência de even- los influenciam diretamente todo usuário dela. Nos dois outros tipos, tos que têm alto impacto local ou o desenho do ambiente: escolha o cidadão faz parte de uma rede, global, como pudemos observar da plataforma, política de acesso, de um sistema que envolve a ins- recentemente no advento da crise dentre outros. tituição e cidadãos, ambos ativos, financeira em 2009. Para entender melhor o que são interagindo e cooperando. Neste mundo das redes, modelos estas posturas unidirecionais ou au- Muitas organizações públicas, autocráticos e fortemente vertica- tocentradas, precisamos entender particularmente no exterior, já têm lizados estão enfrentando pressões como pode se dar a interação do sua atenção focada na realização para se reestruturarem. E esta re- cidadão com o ambiente virtual. deste último tipo de participação, estruturação, que envolve novos Podemos classificar a participa- como meio de melhorar a quali- modelos de uso da tecnologia e ção do cidadão em quatro tipos: dade dos serviços e sua amplitude mesmo geração de inovações, de- ➧ usuário de serviços automati- de atendimento, tendo em vista os manda novos arranjos, mais hori- zados – quando o usuário acessa os recursos limitados do orçamento. zontais e mais sistêmicos. diversos tipos de serviços disponíveis Estas novas modalidades de in- eletronicamente como emissão de documentos, certidões, pagamen- teração governo-cidadão também já são realidade no Brasil (como se Das redes aos tos de taxas etc. verá mais a frente) e decorrem de ecossistemas digitais ➧ acesso a informações adminis- uma visão mais ampla e sistêmica Na definição de Lewis Perelman [3], trativas – quando o usuário tem de um modelo de governança. hyperlearning (ou hiperaprendizado, acesso a informações de cumpri- ou aprendizado de alta tecnologia) mento do plano orçamentário, acompanhamento do planejamento A emergência de é a globalização da educação, in- termediada pelas tecnologias web, e execução de atividades etc. novos arranjos com imensa velocidade e amplitu- ➧ participante no processo de de- Há diversos fatores que vêm esti- de. Trata-se da potencialização da cisão – quando o usuário, através mulando a mudança da relação inteligência. de ferramentas web, tem direito a governo-cidadão, que na verdade, A educação formal vende um voz e voto em decisões envolven- são mais amplos e estão afetando produto marcado pelo pensamen- do o planejamento de atividades, profundamente a sociedade glo- to linear. Trata-se de um produto priorização do orçamento etc. bal. As crescentes interconexões de repetição e não de diferença. ➧ participante nas ações para a sociais potencializadas pela web, A disseminação da Internet e das transformação social – quando o o aprendizado não centralizado, tecnologias web 2.0 introduz novas usuário participa da formulação o ambiente democrático, a inter- formas de aprender, aumentando a Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 13
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    COMUNIDADE | Asfronteiras do e-Gov no Brasil capacidade de escolha, de acesso, a ser um processo trans-humano, digital é povoado por espécies di- de interconexão de conhecimentos assim como a multidisciplinariedade gitais (componentes de software, e por fim, de consciência. Emerge evoluiu para a transdisciplinarieda- aplicações, serviços online etc). Há a visão de que a aprendizagem é de. A educação deixa de ser mera ecossistemas digitais voltados para um processo de desenvolvimento instrução e passa a ser um meio a produção de conteúdo, negócios, de habilidades sociais coletivas, o de descobrimento. Trata-se de um produção acadêmica, entre outros. que vem sendo chamado de cére- processo espontâneo, vivencial, li- Valores têm importante papel na bro social. vre do excesso de diretividade do autorregulação e auto-organização Segundo Humberto Mariotti, ensino convencional. destes ecossistemas. São muitas ve- na “...educação, atualmente hege- Porém, se a tecnologia é neces- zes o elemento atrator que mobiliza mônica, as pessoas procuram obter sária para abrir novos horizontes, a convergência de atores para este conhecimento de modo mais ou novas vivências, ela não é suficien- ambiente virtual. menos isolado. A educação do fu- te para um processo de educação, Os ecossistemas digitais parecem turo trará um conhecimento que, de formação. Ela é um meio, pois sinalizar um modelo aperfeiçoado mesmo obtido individualmente, a educação começa no cérebro de aprendizagem, ao convergir o leva em conta o contexto social e humano, e deste, se expande para fluxo de interações e a energia procura, por meio da utilização de o mundo. Portanto, sua criação e criativa para objetivos comuns, métodos grupais, estendê-lo à so- uso são sujeitos a valores. Assim acordados entre os participantes. ciedade. Para isso, é fundamental a como ferramentas da web 2.0 são O modelo que inspira estes ecos- contribuição da interdisciplinarie- instrumentos para movimentos de sistemas é, por sua natureza, um dade e transdisciplinariedade” [4] libertação, por outro lado, também sistema complexo, assim, natural- A partir da invenção do telégrafo, são utilizadas por redes terroristas, mente induzem modelos mentais, o processo de constituição de redes redes de narcotráfico etc. A cada valores, processos decisórios etc. sociais acelerou-se. As ferramentas minuto, três mil crianças, em mé- alinhados com suas características da web 2.0 têm proporcionado novos dia, acessam conteúdo pornográfico (descentralização, autonomia, di- modelos de aprendizado, novos usos na Internet. versidade, acolhimento da confli- das conexões virtuais, cujos limites Os valores que orbitam determi- tuosidade, dentre outras). e impactos resultantes ainda pare- nada comunidade virtual ou rede, O hiperaprendizado para a cons- cem distantes. O aprendizado, por explícitos ou não, podem cumprir trução da e-Cidadania pode se meio das conexões globais, passou o papel de instrumentos de au- dar a partir da implementação e torregulação desta comunidade. desenvolvimento de ecossistemas Quadro 2: Ecossistema Frequentemente, estes valores são digitais para estes fins. Tanto ou referenciados como objetivo, mis- mais difícil que implementar uma O conceito de ecossistema desig- são, visão etc. cultura de governo, talvez seja na o conjunto formado por todas Comunidades de desenvolvimen- construir um novo conceito de as comunidades (espécies) que vivem e interagem em determina- to de software livre, por exemplo, governo para o cidadão, no qual da região e pelos fatores abióti- geralmente baseiam-se em aspectos este último seja o protagonista. cos (água etc.) que atuam sobre e valores de meritocracia. Nestas Esta implementação precisa ser essas comunidades. Estas espé- comunidades, há um processo de acompanhada de uma mudança de cies são interconectadas com o absorção de conhecimentos e de visão da relação governo-cidadão: ambiente e entre si, mantendo capacitação, de maior intensidade de uma relação verticalizada e li- um equilíbrio nesta interconexão. As espécies interagem umas com que em outras redes. near para uma visão horizontal, as outras e balanceiam umas às Mais recentemente, novos pro- sistêmica, descentralizada e de outras, mesmo que algumas des- cessos de formação de redes e co- parceria. A base da e-Cidadania tas espécies assumam um papel munidades virtuais com objetivos reside na construção desta visão de liderança por algum tempo. e valores definidos com mecanis- e na implementação de arranjos O meio ambiente suporta as ne- mos de autorregulação e autopro- que a potencializem. cessidades das espécies que são continuadas, geração após gera- dução passaram a ser estimulados A priori, o rearranjo de sistemas ção. Estes princípios, por analo- por políticas públicas, originando fechados (autarquias, entidades gia, são emulados nos ecossiste- o conceito de ecossistemas digitais. etc.) para sistemas abertos, des- mas digitais. Ecossistemas digitais são ecossis- centralizados (ecossistemas) com temas (quadro 2) onde o ambiente relativa autonomia, interagindo 14 www.linuxmagazine.com.br
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    As fronteiras doe-Gov no Brasil | COMUNIDADE e se autorregulando por valores da gestão pública, a democrati- 100 mil usuários. Seus impactos e objetivos comuns, pode, em zação do conhecimento, a bus- principiam a emergir em âmbitos um primeiro momento, sinalizar ca da inovação, o fortalecimento diversos, desde a informatização uma ameaça à ordem e controle das capacidades tecnológicas do de pequenas prefeituras até a in- que usualmente caracterizam esta país, dentre outros. Estes valores, trodução de novos processos de relação. Porém, os ganhos na in- aliados à legitimidade do MPOG e-Gov na esfera federal. É uma teligência sistêmica (cérebro so- na condução deste processo, são referência nacional e internacio- cial) a emergência de soluções, o fatores de forte atratividade para nal, que vem sendo reconhecida sentimento de pertencimento do desenvolvedores de software, adi- com prêmios e estudada como ar- cidadão a uma rede, o aumento cionados à usual motivação de ranjo inovador para a ampliação do protagonismo social etc. ten- aprendizagem tecnológica e busca do e-Gov. A participação neste dem a rapidamente construir um de oportunidades. A busca de uma ecossistema tem proporcionado novo patamar de planejamento e relação horizontalizada e de uma a cidadãos uma nova dimensão ação governamental, que pode ser rede de parcerias junto aos líderes de atuação, quer como gestores, um dos poucos caminhos viáveis das comunidades tem estimulado quer como usuários. Porém, a am- para o enfrentamento da crescen- o crescimento da densidade desta plitude de seus impactos pode ser te complexidade dos problemas rede de relações, ampliando a sua radicalmente potencializada com sociais. É tratar problemas com- organicidade, sua complexidade e a introdução de novos arranjos e plexos com soluções igualmente sua efetividade. A natureza comple- novas vertentes de atuação do SPB complexas. A complexidade ven- xa do ecossistema SPB sempre foi para estimular a produção de fer- cendo a complexidade. considerada e valorizada por seus ramentas voltadas especificamente participantes e seu profundo enten- para a relação governo-cidadão, Ecossistema digital dimento faz parte de seu processo de desenvolvimento [5]. replicando seus valores e modelo sistêmico de interações de modo de aprendizagem Atualmente, o SPB conta com a construir um novo patamar de O Portal do Software Público Bra- mais de 50 comunidades e mais de governança no País. ■ sileiro (SPB) tem por objetivo pri- mário a disseminação e disponibili- zação de soluções de software como Autores bem público. Esta disseminação se Giancarlo Stefanuto, Angela Alves, Paula Drummond de Castro e Maiko Spiess dá em um ambiente (ecossistema digital) que potencializa o apren- dizado da solução e de seu uso. Mais informações Para cada solução disponibilizada, há quase sempre a formação de [1] Pesquisa TIC Governo Eletrônico 2010 – CGI: http:// uma comunidade virtual no seu www.cetic.br/tic/egov/2010/index.htm entorno, coordenada por um líder, [2] As três forças niveladores, por Thomas Friedman: http:// cujas funções e participação na pt.wikipedia.org/wiki/O_Mundo_%C3%89_Plano:_uma_ comunidade são um dos compro- Breve_Hist%C3%B3ria_do_S%C3%A9culo_XXI missos assumidos pela entidade que liberou a solução. Este líder busca [3] PINHO, J. A. G. Investigando portais de governo eletrônico de atender as dúvidas da comunidade estados no Brasil: muita tecnologia, pouca democracia. Revista de e também potencializar a partici- Administração Pública, Rio de Janeiro, v.42,n.3, p.491, 2008. pação e a troca de conhecimentos [4] PERELMAN, Lewis. Schools Out: hyperlearning, the new Technologies dos usuários, bem como incorpo- and the end of education, New York: Avon Books, 1993. rar na solução os aprimoramentos surgidos na comunidade. [5] MARIOTTI, Humberto. Organizações de aprendizagem, Educação O conceito de software como continuada e a empresa do futuro, São Paulo: Editora Atlas, 1999. bem público, adotado pelo Minis- [6] Resultados parciais da metodologia do Pensamento tério do Planejamento (MPOG), Sistêmico aplicada aos líderes do SPB: http://www. traz consigo valores intrínsecos, softwarepublico.gov.br/5cqualibr/xowiki/Ecossistema como a melhoria e transparência Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 15
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    COMUNIDADE | 5CQualiBr Qualidade em software público COMUNIDADE 5CQualiBr Um ambiente de produção colaborativa e compartilhamento de conhecimentos sobre qualidade de software. por Pérsio Penteado Pinto Martins, Marcius Fabius Henriques de Carvalho e Jarbas Lopes Cardoso A qualidade é, evidentemente, início em 2009, com o objetivo de outro grupo, encontram-se os aspec- um atributo desejado por todos identificar ações e procedimentos tos técnicos de desenvolvimento de os níveis de usuários de soft- que contribuam para a qualidade software, que são: o processo de de- ware. Não seria diferente no contexto no contexto do software público e senvolvimento, a documentação do do Software Público Brasileiro (SPB). de propor uma versão inicial, em produto de software, o treinamento Uma vez que o conceito do software modo beta, de parâmetros, diretri- dos usuários, a interoperabilidade e público é utilizado como um dos zes, guias e manuais de excelência o teste de software. alicerces para definir a política de neste contexto. O projeto foi fruto Nota-se que os assuntos tratados uso e desenvolvimento de software da iniciativa do Centro de Tecno- no primeiro grupo são de caráter sis- pelo setor público no Brasil, a qua- logia da Informação Renato Archer têmico, onde a análise do SPB é feita lidade torna-se imprescindível para (CTI) e da Secretaria de Logística sob a perspectiva de rede. Enquanto a sua sustentabilidade. Este atributo e Tecnologia da Informação (SLTI), no segundo grupo, o enfoque é dado pode ser definido como a ausência com recursos da Finep, órgão do aos assuntos técnicos, específicos da de defeitos ou falhas no software e a Ministério da Ciência e Tecnologia engenharia de software, voltados, facilidade de uso das soluções confiá- (MCT) e recebeu total apoio das sobretudo, para os desenvolvedores veis (conformidade e coerência com comunidades de software público. de software. Entretanto, em busca os requisitos do cliente). Contudo, Os estudos desenvolvidos no pro- de conciliar a característica técni- identificar as ações que conduzem à jeto revelaram que as causas da ca dos temas com a necessidade de qualidade, assim como definir méto- qualidade, sobretudo no contexto disseminar o conceito de qualidade dos e parâmetros capazes de garantir do SPB, podem ser separadas em para a grande parcela da sociedade a percepção desta pelo usuário, não dois grupos. Em um deles estão os interessada em utilizar software pú- são tarefas simples. temas relacionados com o planeja- blico, os desenvolvedores do projeto A partir da perspectiva da qua- mento estratégico e a governança do resolveram inovar apresentando es- lidade, e incumbido do desafio de SPB, com a gestão de comunidades tes temas de forma acessível, sem, torná-la efetiva no software públi- de software público e da admissão com isso, empobrecer o conteúdo. co brasileiro, o projeto denomina- e capacitação de prestadores de A inovação nesse sentido também do “Modelo de Referência para o serviço, ou seja, o ecossistema SPB teve o propósito de atrair a comu- Software Público Brasileiro” teve e seus agentes de influência. Já no nidade para a discussão dos temas 16 www.linuxmagazine.com.br
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    5CQualiBr | COMUNIDADE Figura1: Página inicial do 5CQualiBr Figura 2: Página de gerenciamento do sistema e para a produção colaborativa das O website 5CQualiBr [1] entrou poderá prover aos gestores do SPB diretrizes e dos parâmetros que se- em operação no segundo semestre de informações extremamente valiosas rão por ela utilizados. Isso significa 2009, tendo como conteúdo inicial para a sua governança, no sentido inclusão e co-criação de valor. Em e ponto de partida para a discussão de transformá-lo em um ambiente outras palavras, não somente os de- sobre qualidade no contexto do SPB, cada vez mais justo, democrático, senvolvedores de software, mas toda os resultados do projeto “Modelo de eficaz e eficiente, como idealizado a comunidade torna-se elemento Referência para o Software Público desde o início. ativo e responsável pela evolução Brasileiro”. Feito em OpenACS/TCL, Nos dias de hoje, estuda-se a re- do conceito da qualidade do soft- ele dispõe de informações detalhadas formulação do site 5CQualiBr com ware que é público. sobre todos os temas relacionados à base na contribuição de seus usuários. O desafio de trabalhar os aspectos qualidade de software, conforme já Busca-se continuamente aprimorá- de qualidade como um elemento im- mencionado (parâmetros, diretrizes, lo de forma a consolidá-lo como um pulsionador de uma transformação guias e manuais) e ainda ferramentas ambiente de consulta e produção de social implicou na necessidade da de interatividade (fórum, blog, chat, conhecimentos sobre o SPB e sobre criação de um ambiente capaz de biblioteca), voltados para a coopera- as experiências de uso e desenvol- oferecer à comunidade SPB tanto ção na produção colaborativa. vimento de suas soluções. Espera- um repositório de conhecimentos Dentre esses recursos, destaca-se o se que, em um futuro próximo, a para consulta quanto ferramentas Alô Comunidade, que é, por enquan- comunidade sirva como referência de interatividade e produção cola- to, um ambiente de teste. Quando internacional para os estudos sobre borativa destes conhecimentos. Foi estiver em pleno funcionamento, o tecnologia da informação, pautada a partir desse desafio e propósito que Alô Comunidade será um grande não apenas pela sólida base concei- se desenvolveu a ideia de formar um canal de comunicação entre toda tual, mas também pela experiência grupo de interesse sobre qualidade a comunidade SPB. O ambiente prática de seus integrantes.■ de software público, aberto a todos tem conceitualmente dois recursos. os membros do SPB. Assim criou-se Um deles é garantir aos membros Mais informações o ambiente 5CQualiBr, que signi- do SPB a livre expressão de suas fica: Confiança para Cooperação, opiniões, sugestões ou reclamações [1] Website do 5CQualiBr: Comunidades, Conhecimento e sobre o ambiente. O outro recurso http://www. softwarepublico.gov. Compartilhamento da Qualidade está no uso das informações publi- br/5cqualibr/ do Software Público Brasileiro. cadas e armazenadas. A ferramenta Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 17
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    CORPORATE | 4CMbr Programa de apoio a municípios do Portal do SPB CORPORATE 4CMbr Os programas disponibilizados no portal do Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios, que começam a abandonar antigos métodos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. por Rafael Peregrino da Silva O Portal do Software Público a significar “Colaboração, Comu- como forma de melhorar práticas Brasileiro (PSPB) dispõe nidade, Conhecimento e Com- e procedimentos em prefeituras de um espaço destinado a partilhamento”, composição que brasileiras, elevando deste modo grupos de interesse: o ambiente 4C, se afina melhor com os propósitos a qualidade de vida do cidadão cujo conceito é uma adaptação do inerentes ao Software Público. através de uma oferta consistente artigo “Web o quê? Humanidade O município é a célula mater e consolidada de serviços online, 4.0?”, escrito pelo empresário Gil do governo de uma nação. Dada pode efetivamente ajudar a com- Giardelli, coordenador do curso a sua proximidade com o cidadão, bater o desperdício de recursos “Ações inovadoras em comunica- é nas cidades e comarcas que po- públicos, bem como auxiliar na ção digital” da Escola Superior de líticas governamentais encontram gestão, no contingencionamento Propaganda e Marketing – ESPM. guarida ou resistência. Isso é tão e no planejamento dos gastos e Ao tratar das implicações do empre- crítico, que países como a Alema- investimentos a serem realizados go das tecnologias da informação nha baseiam toda a sua estrutura pelo poder municipal. aplicadas ao segmento da comu- de governo no município – e isso Visando a tudo isso, a primeira nicação, Giardelli descreveu que vai desde a política de coleta, apli- comunidade temática do ambiente os 4Cs do setor seriam: Conteúdo, cação, declaração e restituição de 4C do PSPB dedica-se ao tema de Comunidade, Comércio e Com- impostos, até o próprio repasse de tecnologia da informação para os partilhamento. Ele afirma ainda impostos para as instâncias supe- municípios, sendo assim chamada que esses 4Cs, em seu segmento riores do poder (Estados e Gover- 4CMBr. Nesse ambiente, estão dis- de atuação, estarão na pauta da no Federal), que, ao contrário do poníveis ferramentas para a interação Internet, do ambiente web 2.0 para Brasil, ocorre “de baixo para cima”, entre os usuários, dentre eles: fóruns, o futuro. Algo que ele denomina ou seja, do município na direção chats, listas e ambientes de colabora- HUMANIDADE 4.0. Na adapta- da federação. ção. Uma vez que um cadastro tenha ção do conceito, realizada dentro Assim, a aplicação da tecnolo- sido realizado, também é possível do portal do SPB, os 4Cs passaram gia da informação e comunicação baixar, copiar e até alterar o código 18 www.linuxmagazine.com.br
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    4CMbr | CORPORATE dasmais de 50 soluções disponíveis cativos, beneficiando toda a comu- cema/RR, Amaury Cerqueira, que para download no portal, de forma a nidade 4CMBr e promovendo o foi a pessoa a verificar “in loco” a adaptá-las à necessidade e estrutura desenvolvimento tecnológico em solução sendo utilizada em Jura- de cada município. seus municípios. Em dezembro mento/MG. Esse sistema também Esse grupo de interesse municipal de 2010, a SLTI institucionalizou foi compartilhado com a Câmara destinado às administrações públi- essa relação através de ofício, esta- Municipal de Iracema e com o Fun- cas municipais brasileiras disponi- belecendo uma nova tendência na do de Saúde do Município, com a biliza também documentos ligados oferta de Software Público. distribuição de acessos específicos à tecnologia da informação muni- O que isso significa na prática que facilitam a consolidação das cipal, além de acesso simplificado para os municípios pode ser exem- contas, reduzindo também o gasto a um conjunto de soluções livres plificado pelo caso da prefeitura dessas entidades com custo mensal de interesse da gestão municipal. de Juramento/MG, que mantinha de programas para emissão de fo- São os seguintes os objetivos uma despesa mensal de aproxima- lha de pagamento, contabilidade, desse espaço: damente R$ 3 mil com tecnologia patrimônio etc. 1. Ser um ambiente estruturado, da informação antes de se associar Experiência similar foi realizada a partir das ferramentas disponíveis ao programa 4CMBr. Usando o pela prefeitura de Pacajá, no sul no PSPB, para a comunidade dos e-Cidade, software de gestão de do Pará, que começou a utilizar o municípios brasileiros; código aberto que promove a orga- i-Educar e o e-Cidade, tendo sis- 2. Disponibilizar softwares de nização de gastos, do orçamento, tematizado todo o seu processo de interesse da gestão municipal; da receita tributária, do controle documentação e fluxo de papéis, 3. Funcionar como uma ação pac- de medicamentos, de recursos hu- e que agora está avançando para tuada no GT (Grupo de Trabalho) manos e outros serviços no mesmo a instalação de aplicativos para de fortalecimento do CAF (Comitê aplicativo, os custos com TI de controle de estoque, almoxarifado, de Ação Federativa), coordenado Juramento foram reduzidos a me- materiais, compras e licitações. pela Subchefia de Assuntos Federa- nos de R$ 150 por mês, valor usa- Na prefeitura de Arapiraca/AL, tivos (SAF), para compor a agenda do para pagar o custo do servidor membro da comunidade 4CMBr há nacional de apoio aos municípios; de Internet, no qual o e-Cidade dois anos, houve grande avanço no 4. Contribuir com orientações está instalado. número de matrículas escolares da úteis, possibilitando um apoio para Apesar da cidade possuir apenas rede pública com o uso do i-Educar. as ações de desenvolvimento téc- 4.000 habitantes e a prefeitura dis- Além disso, como o código fonte nico nos diversos setores; por somente de duas dezenas de ter- está disponível, foi possível efetuar 5. Incentivar formas de finan- minais, Luciano Neres Rodrigues, correções nas fórmulas de cálculo ciamento para os projetos em an- contador da prefeitura, se tornou e alterações em determinadas telas damento, bem como para novos um especialista nos aplicativos que da solução, necessárias para ade- projetos; passou a utilizar – e-Cidade, e-Nota quação à realidade do município. 6. Fomentar o uso do mercado e e-ISS –, tendo repassado sua expe- Segundo Lucas Leão, coordenador público para informações sobre os riência à administrações de outras de TI da cidade, a possibilidade prestadores de serviços das soluções; cidades, como Iracema, no estado de modificar os aplicativos é um 7. Realizar parcerias com outros de Roraima. A ferramenta de ges- dos pontos positivos da política projetos. tão foi implantada, pelo sistema de do 4CMBr. compartilhamento de informações Atualmente, a quase totalidade Resultados sem contar com assessorias externas dos 1.600 computadores dos ór- No fechamento desta edição espe- caras e inviáveis ao município, que gãos da prefeitura, que mantém cial, quase 800 cidades já utilizam é de pequeno porte. seis mil funcionários, operam com o programa de apoio tecnológico Através de cooperação técnica soluções em Software Livre, o que 4CMBr, que é coordenado pela com a Prefeitura de Juramento e viabilizou a disponibilização dos Secretaria de Logística e Tecno- da atuação de um programador, foi serviços à comunidade dentro do logia da Informação do Ministério possível adaptar o e-Cidade à reali- orçamento de TI da instituição. O do Planejamento (SLTI/MP). Ao dade do município e aos modelos dinheiro que deixou de ser desem- se cadastrar no portal, o usuário exigidos pelo TCE-RR. O treina- bolsado com sistemas proprietários ou desenvolvedor torna-se capaz mento dos servidores foi realizado passou a ser utilizado na compra de alterar (ou mesmo criar) apli- pelo contador da Prefeitura de Ira- de equipamentos. ■ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 19
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    COMUNIDADE Piloto detestes Testes de software Piloto de ANÁLISE testes Execute os softwares e encontre defeitos, mas antes que sejam encontrados pelos usuários. por Adalberto Nobiato Crespo, Celso Penteado de Barros, Mario Jino, Miguel Argollo Junior e Paulo Marcos Siqueira Bueno V ocê se sentiria confortável em instalação e utilização, podem ser O teste de software é uma ativida- ser um passageiro de um voo encontradas e removidas, antes que de vital, porém complexa, cara e que de uma aeronave que nunca o software “entre em voo”, isto é, requer recursos humanos altamente decolou antes? Provavelmente não. seja liberado para o uso das pessoas. qualificados. Seu custo fica em geral Esta questão é obviamente uma pro- O teste consiste em executar o soft- entre 50% e 80% do custo total de vocação. Uma aeronave não avaliada ware de uma forma controlada com desenvolvimento. Testar é caro, mas e nem testada com rigor nunca seria o objetivo de avaliar se ele se com- não testar é mais caro ainda. liberada para um voo comercial. De porta conforme especificado. Trata- A falta de um teste sistemático e modo análogo, um software não deve se de uma atividade fundamental cuidadoso é normalmente percebi- ser liberado para uso sem que ativida- para avaliar se o software produzido da de forma clara (e negativa) pelo des adequadas de teste tenham sido atende aos requisitos esperados pelos usuário: o software trava em opera- realizadas. Por meio delas, diversas clientes, identificar deficiências que ção, apresenta resultados incorretos deficiências existentes no software, podem existir no software, e ainda e inesperados, comporta-se de forma relacionadas a problemas de funcio- obter evidências da confiabilidade diferente em situações similares, apre- namento, desempenho, segurança, do software (ou da falta dela) [1] [2]. senta respostas muito lentas, fornece mensagens incompreensíveis e outros problemas. Essas situações caracte- rizam falhas de funcionamento que têm potencial de gerar grandes pre- juízos operacionais, financeiros ou de segurança, sem falar de danos à imagem e à marca das organizações. A conjunção desses dois aspectos, “testar é difícil” e “testar é essencial”, explica, em parte, o grande avanço no interesse e nos investimentos em teste de software. Basta observar o progresso dessa área em diferentes vertentes: volume de pesquisa, busca de padronização, evolução das práticas e expansão da terceirização do teste. Não há receitas mágicas sobre Figura 1: Fases do teste como realizar um bom teste no seu 20 www.linuxmagazine.com.br
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    Piloto de testes| COMUNIDADE software. No entanto, é possível iden- tificar alguns aspectos gerenciais e técnicos vistos como importantes para que ele seja bem sucedido. Essas boas práticas são sumarizadas a seguir. Um passo por vez O teste deve ser realizado em várias fa- Figura 2: Processo de teste ses (figura 1). Após o desenvolvimento de cada unidade do software (procedi- e planos de contingência. O projeto visa Modelos de processo e modelos mento, função ou método) é realizado refinar a abordagem do teste, definir e de maturidade de teste [3] são úteis o teste de unidades, que visa identificar especificar seus casos, estabelecer seu para apoiar organizações na definição defeitos existentes nestas. Deste modo, ambiente e procedimentos. dos seus processos. A figura 2 ilustra elas são incrementalmente integradas A execução é realizada utilizando que os processos de desenvolvimento e testadas (teste de integração). De- os casos de teste e procedimentos e de teste do software devem ser ali- pois de integrado, o software é testado definidos; devem ser feitos registros nhados e que atividades de teste não “como um todo”: o teste de sistema é sobre os testes realizados, sobretu- devem ser deixadas para o “último o nível de teste cujos objetivos são de- do sobre os incidentes observados momento”. É importante também rivados da especificação de requisitos (defeito no software ou anomalia entender que no caso de processos funcionais e não funcionais e é apli- de funcionamento do ambiente). incrementais, essas atividades devem cado para verificar se o software e o O acompanhamento consiste em ser adequadamente alocadas nas di- hardware executam corretamente (ou avaliar periodicamente e agir correti- versas iterações de desenvolvimento. não) quando integrados ao ambiente vamente em pontos relevantes ao seu de operação. Em seguida, o teste de sucesso e à aderência ao planejado: Projetar bons testes aceitação é conduzido para estabelecer incidentes ocorridos, medidas cole- Diversos atributos de qualidade do se o sistema satisfaz ou não os critérios tadas, fatores de risco, cronograma, software podem ser avaliados por meio de aceitação definidos com o cliente. recursos e custos. de testes. Tipos distintos de teste po- Técnicas Ideia básica Gerenciamento do Particionamento de equivalência Exercitar classes de equivalência – situações tratadas do mesmo modo pelo software – processo de teste tanto de entradas válidas quando inválidas. Boas práticas de gerenciamento de Exercitar situações de transição de Análise de valores limite comportamento do software de uma classe projetos são recomendadas para o para outra classe, as situações limite. planejamento e acompanhamento Exercitar cenários de uso definidos pelos fluxos do teste. Além disso, diversas ativida- Teste baseado em casos de uso de eventos identificados nos casos de uso. des técnicas devem ser conduzidas Exercitar combinações específicas de valores de forma articulada para que a sua Teste combinatório de entrada, por exemplo, todos os possíveis realização seja efetiva. valores de pares de variáveis de entrada. Um processo de teste define ativi- Teste baseado em Exercitar estados, transições de estados ou dades gerenciais e técnicas, os arte- sequências de transições no modelo de estados máquinas de estados finitos que especifica o comportamento do software. fatos utilizados e as responsabilida- Exercitar os comandos presentes des dos envolvidos. Essas atividades Teste de comandos no código fonte. são essencialmente: planejamento, Exercitar comandos de desvio (if, while, case projeto, execução, registro, acompa- Teste de ramos etc.) presentes no código fonte. Cada comando nhamento e finalização. é avaliado como verdadeiro e como falso. O planejamento aborda, entre outros Teste de caminhos Exercitar caminhos (sequências de pontos, a extensão e a abordagem do comandos) no código fonte. teste, os recursos necessários, a equipe, o Exercitar pares definição-uso de Teste de usos variáveis no código fonte. ambiente operacional, os itens a serem Exercitar defeitos propositalmente testados, o nível e abordagem de teste Análise de mutantes inseridos no código fonte. para cada item, as atividades, tarefas e respectivos responsáveis, além de riscos Tabela 1: Técnicas de Teste Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 21
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    COMUNIDADE Piloto detestes composta pelos seguintes elementos: teste de software: motivação e con- ceitos básicos; modelo de processo genérico de teste; guia para planejar o teste; guia para projetar o teste; guia para executar e registrar o teste; guia para acompanhar o teste; e guia para finalizar o teste. Estes documentos encontram-se publicados no am- biente 5CQualiBr do portal SPB [5]. Tais recursos podem ser uma base para esforços de teste colaborativo de software, que envolvem tipicamente Figura 3: Teste colaborativo no SPB dois ou mais atores de diferentes or- dem ser realizados conforme o tipo fluxos em modelos de casos de uso ganizações na realização de trabalhos do software e o domínio de aplicação. ou transições em modelos de má- colaborativos e distribuídos para testar Por exemplo, é necessário avaliar o quinas de estados finitos (tabela 1). um software. Esta forma de teste pode desempenho de um software de tempo Nas Técnicas Baseadas em Defeitos, ocorrer em projetos de software livre, real, a capacidade de carga em servi- os dados de teste são selecionados a com desenvolvedores e testadores vo- dores web, a segurança em software partir de classes de defeitos que po- luntários colaborando para construir bancário etc. Um tipo fundamental dem ser introduzidos ao longo do soluções e também em projetos globais de testes é o de recursos: o software desenvolvimento do software, por de software, nos quais diferentes orga- faz o que deve fazer? O software não exemplo, enganos que programadores nizações, muitas vezes em diferentes faz nada que não deva fazer? cometem frequentemente. continentes, realizam desenvolvimento Testar o software de forma completa, e testes de forma conjunta. A figura 3 considerando todas as possíveis combi- nações de valores de entrada, é quase Teste de software no ilustra o teste colaborativo no SPB des- tacando os elementos fundamentais: sempre inviável. Técnicas de teste são contexto do SPB coordenação do teste, comunicação essenciais para selecionar testes que A Estrutura Tecnológica de Teste e cooperação. ■ permitam obter um software confiá- de Software (ETTS) é baseada em vel, com um esforço e custo factíveis. conceitos de teste de software consoli- Nas Técnicas Baseadas em Espe- dados em modelos como TMMi [3], Mais informações cificação, os casos de teste são se- IEEE-829 [4] e em boas práticas. Essa [1] MYERS, G.J. The Art of lecionados por meio da análise da estrutura visa prioritariamente apoiar Software Testing. New York: Addison-Wesley, 1979. especificação de requisitos do soft- os diversos atores do SPB em diferen- ware. A ideia essencial é selecionar tes situações que envolvam ativida- [2] KANER, C.; BACH, J.; dados representativos o suficiente des de teste, contribuindo assim para PETTICHORD, B. Lessons Learned in Software para avaliar se os recursos definidos aprimorar a qualidade dos produtos Testing: A Context-Driven na especificação do software foram de software disponíveis no Portal do Approach. Hoboken: Willey implementados corretamente ou não. Software Público Brasileiro. A ETTS Computer Publishing, 2002. Nas Técnicas Baseadas em Estrutura, pode também ser utilizada em outros [3] TMMi - Test Maturity os dados de teste são selecionados por contextos, por exemplo, por organi- Model Integration, Version meio da análise da estrutura interna do zações desenvolvedoras de software. 3.1. TMMi Foundation software. Elementos do código fonte Os recursos da ETTS abordam as- (2010): http://www. tmmifoundation.org/ como: comandos, desvios, laços ou pectos importantes para a realização do associações de fluxo de dados, devem teste, levando em conta a heterogenei- [4] IEEE Std 829 (2008), “IEEE ser exercitados pelos casos de teste. dade das organizações participantes, a Standard for Software Test Documentation”, Nas Técnicas Baseadas em Mode- forma de trabalho colaborativa e o com- IEEE, New York. los, os dados de teste são selecionados partilhamento de informações, carac- [5] 5CQualiBr: http:// a partir de um modelo que representa terísticas importantes deste ambiente. www.softwarepublico. o comportamento esperado do soft- A ETTS, organizada em documen- gov.br/5cqualibr/ ware. Por exemplo, para exercitar tos na forma de modelos e guias, é 22 www.linuxmagazine.com.br
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    Caso de sucesso:usuário A roda – versão 2.0 CASO Com a solução e-Cidade, presente no Portal do SPB, o município de Juramento-MG conseguiu diminuir um dígito em seus custos com licenças e ainda integrar melhor as secretarias. por Kemel Zaidan T odo gestor público se depara me deparei com o e-Cidade. Baixei a solução, hoje o gasto é de apenas R$ diariamente com necessidades primeira versão logo que ela foi dispo- 199,00 com o servidor de hospedagem muito semelhantes, como as nibilizada e passei a testar. No entanto onde ela se encontra armazenada. de controlar e administrar serviços ela continha muitos bugs”. Mas os ganhos não param por ai: essenciais: gestão escolar, saneamento Mas Luciano não desistiu, ele mos- como a solução proprietária era execu- básico, controle de frota de veículos, trou o programa para Divaldo Almir tada nos computadores que ficavam na atendimento ao público, finanças e Antunes, programador experiente prefeitura, era impossível ter acesso ao outras tantas tarefas ligadas à admi- do município vizinho de Capitão programa nos finais de semana e fora nistração pública. Portanto é de se es- Enéas, também em Minas Gerais, dos horários de expediente, o que não perar que eles compartilhem algumas onde Luciano também atua junto acontece hoje, pois a solução se encon- ferramentas que facilitem a vida de à prefeitura, mas desta vez como tra na nuvem, e portanto, está acessível todos, já que cada um deles enfrenta assessor técnico. Juntos eles decidi- online. “Isso facilitou também o trabalho os mesmos desafios e demandas. Afi- ram enfrentar o desafio de corrigir das secretarias, que não tem mais que nal, não faz sentido ter que reinventar os problemas do programa durante se deslocar até a prefeitura para terem a roda a todo momento, faz? os 6 meses que restavam até que es- controle sobre sua contabilidade, como Se a afirmação acima te parece natu- tivessem com uma solução pronta acontecia antigamente”, completa ele. ral, você não está sozinho. Junto a você para a substituição do sistema legado. Luciano destaca ainda outras qua- está ao menos uma pessoa: Luciano Hoje, tanto Juramento, com 4000 lidades que o e-Cidade possui: “com Neres Rodrigues, contador do peque- habitantes; quanto sua vizinha mais o programa antigo era preciso fazer a no município de Juramento, no inte- rica, Capitão Enéas, com 15000, utili- parte fiscal e exportar um arquivo para rior de Minas Gerais. Com mais de 17 zam a solução e-Cidade com sucesso. processar os dados contábeis. Hoje não anos de profissão, ele declara: “sempre A parametrização do programa feita é assim, o programa integra as duas fun- pensei que um dia o governo iria dispo- por eles já virou referência. Diversos ções, facilitando o trabalho dos gestores nibilizar uma ferramenta padrão para outros municípios de diferentes estados e tudo isso a um custo infinitamente a gestão das contas públicas no país”. já foram até lá para trocar experiências menor do que acontecia no passado”. Afinal de contas, todos os municípios e receber algum tipo de “treinamento”. Demorou alguns anos para que o tem que pagar seus credores e prestar “Já recebemos até a visita de alguns pres- poder público percebesse que rein- contas aos tribunais de fiscalização e tadores de serviço da iniciativa privada, ventar a roda a todo momento era à população quanto ao dinheiro gasto. que chegaram a ganhar alguma licitação desperdício do dinheiro público. Mas No caso de Juramento, foi apenas com o uso do e-Cidade e enfrentaram não para por aí, pois Divaldo, o talen- em 2009 que isso aconteceu. Naquela problemas durante a implementação”, toso programador de Capitão Enéas, oportunidade, faltavam apenas 6 me- diz o orgulhoso contador de Juramento. já está preparando algumas alterações ses para que a licitação com o forne- Como vantagens ele cita princi- para que o e-Cidade seja acessível via cedor da antiga solução, adotada pela palmente a redução de custos que smartphones. Afinal, não é porque a prefeitura para controlar suas contas, a cidade teve. Se antes a prefeitura roda já foi inventada há milênios, que vencesse. “Comecei então a buscar al- tinha que pagar uma licença mensal vamos continuar com o mesmo protó- ternativas” – disse Luciano – “até que de R$ 7000,00 para utilizar a antiga tipo de pedra, não é mesmo? ■ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 23
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    Caso de sucesso:ofertante de software Tecnologia a serviço CASO do social Com o Redeca é possível consolidar dados que estão dispersos em diferentes secretarias e garantir uma rede de proteção efetiva à criança e ao adolescente. por Kemel Zaidan A Fundação Telefônica é o bra- A decisão de disponibilizá-lo no principais objetivos que nos motivaram ço social da gigante espanho- Portal SPB veio dois anos depois, em a ingressar no portal, mas ele ainda la das telecomunicações que 2010. “Antes disso, o código do Redeca precisa melhorar no que diz respeito a atua principalmente no estado de São já estava disponível sob a licença GPL propiciar uma maior colaboração com Paulo. Um de seus principais projetos no SourceFourge.net, mas o fato de o a comunidade”, acrescenta ela. é o Pró-Menino, um programa social site estar todo em inglês dificultava Alguns desses pontos incluem a difi- internacional presente em 19 países muito o relacionamento com os gesto- culdade para saber quantas pessoas estão onde a empresa atua e que visa garantir res públicos, principalmente daqueles de fato envolvidas com o programa e os direitos das crianças e adolescentes. presentes nas pequenas cidades, que são mensurar a participação da comuni- A partir das demandas apuradas jun- a maioria no país” – afirma Gabriella dade. “Ainda não conseguimos saber to aos municípios onde o projeto está Bighetti, diretora da Fundação Telefôni- quantos downloads a ferramenta teve presente, percebeu-se a necessidade de ca – “dessa forma o Portal SPB nos pa- no portal”, relatou Gabriela. integrar um mesmo banco de dados receu a melhor opção para alcançarmos Comparado ao SourceFourge, o Por- em comum, diferentes informações o objetivo de difundir a solução para o tal ainda ressente a falta de ferramentas relativas às redes de proteção à criança maior número de municípios possível”. que propiciem uma maior colaboração e ao adolescente, informações estas que Segundo ela, 3 fatores foram muito com o desenvolvimento, como um sis- costumam estar dispersas entre diversas importantes para a decisão: a possibili- tema de controle de versão ou um issue secretarias municipais. É muito comum dade de disponibilizar acesso tanto ao tracker que facilite o reporte de bugs. que a criança esteja matriculada em uma programa quanto a sua documentação, Apesar disso, ela ressalta que hou- escola municipal, marque consultas o fato de estar todo em português e a veram contribuições que foram inclu- em um posto de saúde, frequente um proximidade do portal junto as instâncias ídas em versões posteriores. “Ainda projeto social de uma ONG e receba do poder público. “Ficamos sabendo da há pontos a serem melhorados, mas o bolsa-família do governo federal, cuja existência do portal através dos próprios para nós é muito importante apoiar fiscalização é feita pelo poder municipal. municípios com os quais trabalhávamos uma iniciativa como esta, do Minis- Com a consolidação dos dados, e que já utilizavam outras soluções lá tério do Planejamento, pois apesar de torna-se muito mais fácil acompa- presentes”, esclarece a diretora. o Redeca não ter sido desenvolvido nhar o desenvolvimento da criança Apesar de destacar o ganho de cre- pelo governo, tínhamos o mesmo e visualizar possíveis falhas na rede dibilidade que o software recebeu após interesse comum em disponibilizar de proteção. Para isso era necessário passar a fazer parte do Portal do Soft- uma ferramenta que era de interes- aproximar as áreas responsáveis pelos ware Público, ela destaca alguns pon- se público, que no final das contas, departamentos de TI e ação social. Para tos em que ainda é preciso melhorar: tem como objetivo fazer com que isso, foi contratada uma empresa de “realmente sentimos que houve uma leis como o Estatuto da Criança e do desenvolvimento de software que ficou aproximação maior do software junto Adolescente (ECA) sejam realmente responsável pela criação do Redeca. ao poder público, o que era um dos colocadas em prática”, finaliza ela. ■ 24 www.linuxmagazine.com.br
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    Caso de sucesso:desenvolvedor Vitrine de software CASO CASO O ingresso do pioneiro KyaPanel no Portal do SPB, resultou em um aumento na utilização do software e permitiu que a adoção alcançasse diferentes nichos. por Kemel Zaidan O KyaPanel é um software que administrativa do governo a serviço cipação advinda do portal. Segundo existe desde 2003, fruto do do desenvolvimento colaborativo e ele a participação ainda é muito pe- projeto pessoal do desen- criando um ambiente de fomento quena e há muito o que evoluir nesta volvedor Anahuac de Paula Gil. O ao software livre e ao crescimento questão nos próximos anos de vida programa permite uma administra- tecnológico do país. que se seguirão ao Portal do Software ção simplificada de servidores de Sem dúvida nenhuma, o maior Público Brasileiro. e-mail e de compartilhamento de benefício colhido pelo desenvolve- Outro ponto importante para um arquivos Samba, através de uma dor pela participação no portal, foi desenvolvedor individual é confiar interface gráfica dotada de mui- a visibilidade dada ao software e o toda a estrutura de gestão de seu tos recursos. Em 2007 o programa consequente aumento na adoção da software a uma plataforma que é foi a terceira solução a ingressar ferramenta. “Sei que cadeias inteiras controlada pelo governo, com a no Portal do Software Público e de hotéis estão utilizando a solução e consequente insegurança advinda a primeira a ser ofertada por uma que ela é utilizada, por exemplo, na das mudanças administrativas que pessoa física. administração do servidor de emails inevitavelmente ocorrem a cada “Desde o começo, sabia que a dis- do corpo de bombeiros de um im- quatro anos. Felizmente, a aposta ponibilização da ferramenta no portal portante estado no país”, declarou em uma política afirmativa em rela- seria uma experiência, um estudo de o autor do KyaPanel. ção ao software livre tem se mantido caso”, afirmou o desenvolvedor. Segun- No entanto, o simples aumento ao longo do tempo e passa a ganhar do ele, o portal oferece um conjunto na adoção do software não garante importância suprapartidária. de legalidades e termos jurídicos que a colaboração. “O Brasil não possui Ao final, ele avalia a experiência garantem uma série de seguranças uma cultura de retorno de código aos de quatro anos no portal como algo para que o gestor público adote uma programas de código aberto. Hoje, bastante positivo. “Apesar de tudo solução em software livre. “Seja por usa-se muito software livre no país, que ainda precisa ser feito, hoje desinformação ou por questões legais, inclusive na esfera pública, mas ain- vivo quase que exclusivamente do o ecossistema do software livre parecia da não se criou o hábito de reinvestir KyaPanel e me dedico ao seu desen- incompatível com o setor público, que parte da economia gerada, no desen- volvimento praticamente em tempo por sua vez hesitava em adotar uma volvimento. Imagine onde estaríamos integral. Grande parte disso só foi solução livre, até que portal surgisse”, hoje se uma pequena parte do que possível depois que a solução pas- afirmou Anahuac. foi economizado tivesse sido aplicado sou a fazer parte do Portal do Soft- Ao adotar uma ferramenta livre, de volta nas soluções livres que foram ware Público”, constatou o autor que possui seu código aberto, é pos- adotadas”, afirmou o desenvolvedor. do software. sível personalizá-la para o uso no Como único autor do KyaPanel, Saiba mais sobre o KyaPanel na setor público, colocando a máquina Anahuac esperava uma maior parti- página 65. ■ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 25
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    SEÇÃO | Matéria Interoperabilidade Interoperabilidade PROGRAMAÇÃO semântica Os desafios e obstáculos na implementação de padrões que propiciam a interoperabilidade em sistemas computacionais. por Aqueo Kamada A ntes de falar em interoperabi- Para que dois sistemas computa- entre as partes. A interoperabilidade lidade semântica, é necessário cionais interoperem é necessário que semântica trata fundamentalmente esclarecer o que significa inte- a interação e a troca de dados entre da agregação e uso de metadados roperabilidade em geral, no contexto eles estejam livres de ambiguidades, para “carregar” informação e conhe- de sistemas computacionais. O ter- de modo que os dados recebidos por cimento junto aos dados. mo procura simplificar um assunto um sistema receptor sejam “enten- Os desafios que se colocam dian- que é complexo na discussão e na didos” exatamente como foram en- te deste problema de integração de realização de seus detalhes técnicos. viados pelo sistema emissor. Assim, sistemas se relacionam com a com- Interoperabilidade refere-se à capaci- é necessário que a interação e a tro- binação dos melhores padrões, tec- dade de dois ou mais sistemas com- ca de dados sejam feitas com o uso nologias e ferramentas disponíveis putacionais quaisquer de interagir de padrões de dados, metadados, para facilitar a interoperação entre e trocar dados para obter resultados linguagens e infraestruturas, no ins- diferentes processos de negócio de conforme esperado. Simples assim. tante de criação ou manutenção de diferentes sistemas (legados e novos), Em uma definição resumida porém, software. Note que a troca de dados no âmbito de uma organização ou a discussão de todos os aspectos en- não se limita somente aos formatos entre organizações. As atuais abor- volvidos e, mais ainda, a realização e tipos de dados trocados, mas so- dagens de integração de sistemas da interoperabilidade entre sistemas bretudo ao conhecimento sobre os apresentam fraquezas no que se são bastante complexas. dados que devem ser compartilhados refere ao uso de padrões de dados, metadados, linguagens e infraestru- turas para que os sistemas interope- Conhecimento rem. A figura 1 procura ilustrar que um dado precisa ser “recheado” de metadados para que ele “carregue” informação e/ou conhecimento para Informação o consumidor que a espera. Assim, “-89.22, 21 de janeiro de 1983” é um exemplo de dado, que tem seu formato, tipo e codificação Dado definidos, e estes devem ser preci- samente “entendidos” pelas partes interoperantes. Para embutirmos Figura 1: Dado associado a metadados de informação e conhecimento. alguma informação nesse dado de 26 www.linuxmagazine.com.br
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    Interoperabilidade semântica |PROGRAMAÇÃO modo que as partes interoperantes entendam como “Menos 89.22 graus Assembler Symban OS Celsius” e “21 de Janeiro de 1983”, é CSS Socket CORBA Android OS BD OO Cobol necessário definir e compartilhar os JavaScript EDI OS 2200 WSDL Servlet Mac OS C significados para cada componente ATOM JSP RichFaces Tomcat BD Hierárquico jBoss SPARQL de dado, no caso, medidas de tem- Web, Ajax Perl Infra-estrutura Fortran peratura e data. Se quisermos adi- SWRL C# Linux ESB VTAM Web 2.0, Python z/VM cionar o fato de que naquela data OWL Unix BlackBerry OS XML ASP Web 3.0 PHP CICS ocorreu o recorde de temperatura XHTML C++ Windows Java EE HTML SISCweb MVS Ruby z/VSE Java SE mais baixa registrada na Antártida, SOA Java ME Web Services Visual Basic precisamos incluir outros metadados RDF JSF SOAP z/OS RSS BD Relacional Sun OS que também devem ser precisamente RDFS Midlet Symfony “entendidos” pelas partes interope- RMI rantes. Portanto, para ser entendido com precisão por todos os sistemas, Sistemas que precisam interoperar devem considerar sistemas que o dado precisa ser contextualizado, foram construídos em diferentes épocas, linguagens, tecnologias, e o uso de padrões de dados, meta- plataformas, como entidades independentes e monolíticas. dados, linguagens e infraestruturas Figura 2: Interoperabilidade considerando a diversidade do ecossistema. para representá-lo parece ser uma abordagem com bom potencial para Standardization) [3] e OASIS (Or- domínios, necessariamente resultam enfrentar o desafio de integração de ganization for the Advancement of em diferentes modelos de informação. sistemas computacionais. Structured Information Standards) Isto conduz a vários tipos de incom- Um dos obstáculos que se coloca [4], para uso no âmbito do poder patibilidades, tais como a estrutural, relaciona-se à necessidade de “evan- executivo federal e estabelece as a de representação e a conceitual. De gelização” do assunto interoperabili- condições de interação com outros maneira geral, para que sistemas de dade entre os diversos atores (gestores, poderes e esferas do governo e com a diferentes domínios de aplicação in- desenvolvedores, clientes etc.) de sociedade em geral. Note que a área teroperem, é necessário conciliar estas sistemas computacionais, de modo de interoperabilidade semântica está incompatibilidades entre os objetos e a eles terem a preocupação de usar fortemente relacionada com a de suas relações nos diferentes domínios. os padrões definidos, mesmo que os open linked data [5] e web semân- Por exemplo, é necessário conciliar sistemas não precisem interoperar tica, na medida em que todas elas as diferenças de contexto e de lógica de início. Outro obstáculo refere-se convergem e recomendam o uso em esquemas de banco de dados, di- à necessidade de contornar rapida- de padrões abertos, tais como XML, ferenças entre nomes com mesmos mente as barreiras políticas e legais RDF, RDFS, OWL, ontologias etc. conceitos, diferenças entre conceitos entre os atores nas diversas esferas e Para complicar, toda esta concilia- com os mesmos nomes, diferenças de níveis de governos e empresas e as ção semântica deve considerar a di- abordagens na especificação de con- restrições de segurança e sigilo de in- versidade de tecnologias, linguagens, ceitos, tais como valores de subclasses formações. Além disso, há também a ferramentas, ambientes, plataformas versus propriedades, diferenças em pouca maturidade desse “mercado” operacionais e desenvolvimento de níveis de granularidade e diferenças para a importância do uso de padrões software, novos, legados e futuros, que entre conceitos com sobreposição. ■ de dados, metadados, linguagens e coexistem nesse grande ecossistema, infraestruturas, no instante de cria- conforme procura ilustrar a figura 2. Mais informações ção ou manutenção de software. Portanto, alcançar a interoperabili- Nesse sentido, o governo federal atua dade semântica significa solucionar a [1] W3C: http://www.w3c.br para reduzir tais obstáculos, através questão da heterogeneidade semânti- [2] OMG: http://www.omg.org de iniciativas em torno do e-PING. ca, que é um dos maiores desafios na Este define um conjunto próprio de busca da integração de sistemas de [3] ISO: http://www.iso.org padrões, adota outros definidos por informação. Basicamente, isto se deve [4] OASIS: http://www. órgãos de padronização, tais como ao fato de que mudanças de significa- oasis-open.org W3C (Consórcio Web) [1], OMG do que ocorrem, seja dentro de um [5] Linked data: http:// (Object Management Group) [2], contexto ao longo do tempo seja por linkeddata.org ISO (International Organization for diferenças de requisitos em diferentes Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 27
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    Especial Software PúblicoBrasileiro CAPA O Software Público Brasileiro O Portal do Software Público Brasileiro é uma iniciativa pioneira do Governo Federal que já serve de modelo para outros países do mundo. por Jarbas Lopes Cardoso, Corinto Meffe e Pérsio Penteado Pinto Martins O conceito do Software Público pública. Acrescentam-se as possibilida- otimizar um único relacionamento, Brasileiro, SPB, é utilizado des de aprimoramento deseus recursos mas o relacionamento com uma rede como um dos alicerces para por diferentes atores, fazendo com que inteira (de muitos para muitos), sem definir a política de desenvolvimento, abram-se oportunidades de sua qualidade ter como objetivo principal apenas o distribuição e uso de software pelo setor ser ampliada através da disseminação lucro financeiro. Os participantes são público no Brasil. Tal política compre- de seu código-fonte, documentação vistos como envolvidos em uma rede ende a relação entre os entes públicos, associada e da efetiva colaboração dos que influenciam na competitividade em todas as unidades da federação e usuários e desenvolvedores. Através da deles próprios em um mercado externo demais esferas de poder, e destes com disseminação, expande-se a oportuni- e não somente dentro da rede. as empresas e a sociedade. O modelo dade de apropriação de conhecimento No Portal SPB estão disponíveis, adota o exemplo do padrão de desen- para geração de negócios na nova eco- gratuitamente à sociedade, soluções volvimento vigente para software livre nomia em rede. desenvolvidas por órgãos públicos do em que os participantes cooperam in- A iniciativa do software público, como Executivo, Legislativo e Judiciário, tensivamente sem restrições aparentes e uma rede de colaboração e comparti- além de empresas, universidades e encontram seu ambiente de produção lhamento, permite a qualquer pessoa, até mesmo pessoas físicas. Qualquer colaborativa na Internet. empresa de qualquer tamanho, ou órgão organização ou pessoa interessada pode O software, por apresentar caracte- de governo (municipal, estadual, fede- obter o código das soluções mediante rísticas de indivisibilidade e de não ri- ral) o acesso a informação, a recursos, a cadastramento no Portal. Não há custo validade, pode ser usado por todos sem mercado e a tecnologias públicas com com a licença de uso, porém todas as que com isto se estabeleça competição a vantagem de economia de escala e melhorias incorporadas às soluções são pelo bem entre seus usuários, uma vez de escopo. Além de possibilitar o com- incentivadas a serem compartilhadas que, se um ou muitos o utilizam, os de- partilhamento de riscos e agilidade no com todos. O ambiente possibilita o mais não perdem a possibilidade de vir desempenho e atualização. Por ser uma compartilhamento de soluções e a cons- a usá-lo. Não há limitação sequer para rede pública, cria oportunidades na trução colaborativa do conhecimento quem o desenvolveu. Tal característica medida em que o ambiente se torna no endereço www.softwarepublico.gov. reforça a defesa de que o software pode maior, contando com atores econô- br. O Portal do SPB é mantido pela ser considerado um bem público e micos que explicitam a perspectiva de Secretaria de Logística e Tecnologia passível de ser tratado como política um custo transacional baixo por não da Informação (SLTI) do Ministério 28 www.linuxmagazine.com.br
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    do Planejamento, Orçamentoe Ges- O trabalho do Centro de Tecnologia Mais informações tão (MPOG). da Informação Renato Acher (CTI), [1] 4CMBr: http://www. O SPB é uma iniciativa pioneira unidade de pesquisa do Ministério da softwarepublico.gov.br/4cmbr no mundo e tem chamado atenção a Ciência e Tecnologia (MCT) junto ponto de importantes instituições in- à iniciativa do software público, teve [2] 5CQualiBr: http:// ternacionais colocarem o SPB como início em meados de 2006. Durante www.softwarepublico. gov.br/5cqualibr exemplo de melhores práticas a serem o ano de 2007 foram realizados tra- observadas (exemplo em http://www.owf. balhos conjuntos para construção de [3] 4CTecBr: http:// org). Também é destaque a iniciativa uma proposta de trabalho em parceira www.softwarepublico. gov.br/4ctecbr Software Público Internacional (SPI), envolvendo CTI/MCT, SLTI/MPOG, sendo o Paraguai o primeiro país a ado- PRODERJ [4] e ABEP [5]. Em 2008, a [4] Centro de Tecnologia da tar e colocar em operação o modelo de SEPIN/MCT passou a participar mais Informação e Comunicação software público desenvolvido pelo Go- ativamente da iniciativa, auxiliando do Estado do Rio de Janeiro: http://www.proderj.rj.gov.br verno Brasileiro. Vários outros países da na definição de políticas e alocando América Latina estão em processo de recursos financeiros, culminando no [5] Associação Brasileira de implantação além de países da África e Projeto de Pesquisa “Modelo de Refe- Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação Ásia. O Projeto SPI é coordenado pela rencia do Software Público Brasileiro”, e Comunicação: http:// Secretaria de Logística e Tecnologia da financiado pela FINEP, no âmbito do www.abep.sp.gov.br Informação do Ministério do Planeja- programa de incentivo ao software li- mento, com o apoio do Programa das vre. Este projeto representa o ponto Nações Unidas para o Desenvolvimento de partida para a melhoria contínua Autores – PNUD. Mais recentemente, somou-se da qualidade do SPB, ou seja, a base Jarbas Lopes Cardoso é pesquisador sênior a participação no SPI o Centro Latino- conceitual para a evolução. A partir no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, CTI, unidade de pesquisa do Ministério americano de Administração para o dos resultados do projeto e do inten- da Ciência e Tecnologia, em Campinas, onde Desenvolvimento – CLAD. so compartilhamento de experiências trabalha desde 1984. Graduado e com mes- O Portal do Software Público possui entre os membros da comunidade, o trado em Física pela UNICAMP, doutorando de Engenharia de Produção pela UNIP. Exerce ainda um espaço voltado aos grupos de SPB cria novos paradigmas de cons- a função de coordenador de projetos de coo- interesse, que funcionam como capta- trução do conhecimento e qualidade peração. Em destaque, coordena a iniciativa do governo federal de política de desenvolvimento dores de demanda e apoio técnico para das soluções. Partes dos resultados des- de novo modelo de negócio baseado no con- melhor uso das TI’s por determinados se projeto estão contidas nas páginas ceito de software livre/aberto no Brasil, deno- segmentos temáticos. Trata-se do am- desta revista. minado Software Público Brasileiro, SPB, em parceria com órgãos do governo, empresas biente “4C”, Colaboração, Comunida- Em 17 de Janeiro de 2011, a SLTI públicas de TI e empresas privadas. Tem traba- de, Conhecimento e Compartilhamento. (Secretaria de Logística e Tecnologia lhado em projetos de cooperação internacional. Possui trabalhos publicados em revistas e anais A primeira comunidade temática do da Informação) do Ministério do Pla- de conferências nacionais e internacionais. é Portal do Software Público dedica-se nejamento, Orçamento e Gestão, pu- também professor da Universidade Paulista, UNIP, onde leciona disciplinas de engenharia de ao tema de tecnologia da informação blicou a instrução normativa (IN01), software, gestão de projetos, empreendedoris- para os municípios: 4CMBr [1]. Já que dispõe sobre os procedimentos mo, entre outras, e orienta trabalhos de con- a segunda comunidade, que agrega para o desenvolvimento, disponibi- clusão de curso para os cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação. o “C” de Confiança, trata do tema lização e uso do SPB. Esta IN01 ins- Corinto Meffe é Gerente de Inovações Tecno- qualidade de software: 5CQualiBr [2]. titucionaliza o SPB e regulamenta os lógicas da Secretaria de Logística e Tecnologia Uma terceira comunidade de interes- requisitos técnicos e jurídicos do portal da Informação do Ministério do Planejamento. se, surgida recentemente, é a 4CTecBr do SPB, da oferta e solicitação de soft- Pérsio Penteado Pinto Martins é doutorando [3] que disponibiliza tecnologias livres ware público (SWP), da coordenação em Engenharia de Transportes pela Unicamp; Mestre em Administração de Empresas pela para suporte ao desenvolvimento de das comunidades virtuais, do uso do Universidade Paulista (2008); Graduação em soluções. Nesses ambientes também SWP, da licença pública da marca, da Administração de Empresas pela Universidade estão disponíveis ferramentas para a comissão para a coordenação do portal de Ribeirão Preto (2000); Atua como consultor do Centro de Tecnologia da Informação Renato interação entre os usuários, dentre do SPB e dos modelos para manual de Archer no projeto do Software Público Brasilei- eles: fóruns, chats, listas e ambientes instalação e uso dos SWP. O arquivo ro; Também como professor da PUC Campinas e professor convidado na Fundação Instituto de de colaboração e um conjunto de completo da IN01 pode ser acessado Administração (Fia). Tem experiência na área de conteúdos livres para apoiar o uso dos em: http://www.softwarepublico.gov. Planejamento Estratégico e Gestão de Opera- ções, com trabalhos publicados nos temas: Es- softwares públicos disponibilizados br/5cqualibr/2-documentos-tecnicos/ tratégia; Logística e Gestão da Qualidade. para a sociedade. index?folder%5fid=35083437 ■ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 29
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    CAPA | Modelode Capacidade de Processos para Prestação de Serviços Modelo de capacidade de processos Melhoria de CAPA serviços no Software Público Brasileiro Conheça o Modelo de Capacidade de Processos para Prestação de Serviços do SPB. por Clenio F. Salviano, Sueli A. Varani e Márcia R. M. Martinez M odelos de Capacidade de volvido o Modelo de Capacidade e liberada em outubro de 2009 du- Processos são amplamen- de Processos para Prestação de Ser- rante a inauguração da comunida- te conhecidos como um viços para o contexto do Software de 5CQualiBr, onde se deu a sua conjunto de melhores práticas que Público Brasileiro – SPB. validação por representantes das ajudam uma organização a melhorar A primeira versão do Modelo comunidades e outros participantes. seus diversos processos. Utilizando de Capacidade de Processos para Na seqüência, com os resultados como referência esses modelos já Prestação de Serviços do SPB foi da validação, uma nova versão foi consagrados no mercado, foi desen- desenvolvida durante o ano de 2009 gerada e disponibilizada no Portal em novembro de 2009. Com a evolução do Modelo, no- Pode fazer uso desse Modelo, qualquer vas áreas de processo foram iden- tificadas como importantes para a pessoa ou organização envolvida melhoria dos processos de serviços com prestação de serviços – mesmo prestados no contexto do SPB para fora do contexto do SPB e de outros as soluções disponibilizadas no Por- tal, o que deu origem à versão 3.0, ecossistemas digitais públicos – , que apresentada neste artigo. queira usar o modelo como referência O público alvo para o Modelo de Capacidade de Processo para Pres- para uma avaliação e melhoria tação de Serviços no SPB inclui os de seus processos de serviços. responsáveis pelas comunidades das soluções disponibilizadas no Portal 30 www.linuxmagazine.com.br
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    Modelo de Capacidadede Processos para Prestação de Serviços | CAPA do SPB bem como os prestadores de serviços, sejam eles autôno- “Temos de prestar atenção na mos ou empresas, cadastrados no Mercado Público Virtual – MPV. complexa inter-relação de numerosos O modelo orienta o seu uso tanto fatores organizacionais, culturais, aos usuários mais avançados quan- to àqueles iniciantes em modelos tecnológicos e econômicos do de capacidade. Também pode fa- desenvolvimento de software”. zer uso desse Modelo, qualquer pessoa ou organização envolvida com prestação de serviços – mes- ➧ Níveis de capacidade, cujo foco no acordo pré-estabelecido. O pro- mo fora do contexto do SPB e de é a melhoria de áreas de capacida- pósito da Área de Capacidade de outros ecossistemas digitais públi- de de processo individualmente. Processo “Resolução de Inciden- cos – , que queira usar o modelo As cinco áreas de capacidade tes” é orientar o estabelecimento como referência para uma avalia- de processo da versão atual do dos processos para recuperar os ção e melhoria de seus processos Modelo são: serviços acordados o mais rápi- de serviços. 1- Admissão de prestadores de do possível, com uma resolução A importância do processo para serviços (APS); adequada e efetiva de incidentes a qualidade tem sido evidencia- 2- Prestação do serviço (PS); de serviços. O propósito da Área da pela comunidade de software. 3- Resolução de incidentes (RI); de Capacidade de Processo “Ge- Alfonso Fuggetta, professor do 4- Gerência da prestação do ser- rência da Prestação do Serviço” Departamento de Eletrônica e In- viço (GPS) e é orientar o estabelecimento dos formação do Colégio Politécnico 5- Gerência do serviço pela co- processos para que o Prestador de de Milão, na Itália, ao concluir munidade (GSC). Serviço acompanhe a execução uma breve visão geral da história Cada área de processo é com- da prestação de serviço, tomando e resultados da pesquisa em pro- posta por propósitos e práticas. Um ações apropriadas quando houver cesso de software, reconheceu propósito descreve as características desvios significativos do que foi que “a utilização de processos que devem ser satisfeitas por uma planejado. O propósito da Área de para tratar a inerente complexi- determinada área de capacidade Capacidade de Processo “Gerên- dade de software ganhou força a de processo, isto é, o alvo que se cia do Serviço pela Comunidade” partir dos anos 1980” e enfatizou quer atingir por meio da aplicação é orientar o estabelecimento dos que “a visão do desenvolvimento das práticas. Uma prática é a des- processos para que o responsável de software como um processo crição de uma atividade conside- pela Comunidade acompanhe as tem ajudado significativamente rada importante para atingir um atividades realizadas pelos presta- a identificação das diferentes di- objetivo associado a ela. Assim, as dores de serviço do MPV, tomando mensões do desenvolvimento de práticas descrevem as atividades ações apropriadas quando houver software e os problemas que de- que são esperadas como resultado desvios significativos em relação vem ser tratados para estabelecer para atingir os objetivos de uma aos objetivos da Comunidade. ■ práticas efetivas”. Ainda segundo determinada área de capacidade Fuggetta, “nós temos de prestar de processo. atenção na complexa inter-relação O propósito da Área de Capa- de numerosos fatores organiza- cidade de Processo “Admissão de cionais, culturais, tecnológicos e Prestadores de Serviço” é orien- econômicos do desenvolvimento tar o estabelecimento dos proces- de software”. sos para gerenciar a admissão de O Modelo de Capacidade de prestadores de serviços para as Processo para Prestação de Ser- comunidades do Software Público viços no SPB está estruturado em Brasileiro – SPB. O propósito da duas dimensões: Área de Capacidade de Processo ➧ Áreas de capacidade de pro- “Prestação do Serviço” é orientar cesso, onde cada qual é composta o estabelecimento dos processos de objetivos e práticas; para executar o serviço com base Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 31
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    CAPA | Desenvolvimentode software Desenvolvimento de software Boas práticas para CAPA desenvolvimento de software É necessário seguir uma dinâmica eficiente de desenvolvimento de soluções colaborativas para o Software Público Brasileiro por Alessandra Zoucas, Clenio F. Salviano, Marcello Thiry e Márcia R. M. Martinez O desenvolvimento de soluções A partir da década de 1980, boas a Norma ISO/IEC 15504 (também no Portal do Software Público práticas de empresas de sucesso conhecida como SPICE – Software Brasileiro (SPB) é feito de for- no desenvolvido de software vêm Process Improvement and Capabili- ma colaborativa, através de comunida- sendo identificadas e documenta- ty dEtermination). No Brasil, existe des. Este trabalho coletivo das pessoas das em Modelos de Maturidade da também o MPS.BR (Melhoria de em uma comunidade deve seguir uma Capacidade de Processo. O modelo Processo de Software Brasileiro). dinâmica que oriente a comunicação mais importante foi o SW-CMM Devido ao sucesso da utilização e relacionamento no trabalho. Para (Capability Maturity Model for destes modelos em empresas com estabelecer na prática esta dinâmica, Software). Este modelo foi então estilos de trabalho compatíveis com seja ela com mais ou menos controle, utilizado com sucesso para a me- os modelos, outras empresas procu- existem boas práticas que emergem lhoria de empresas intensivas em ram adaptar os modelos para outras das experiências bem sucedidas. Estas software. Uma das características características. Porém esta não é a boas práticas precisam ser identificadas destes modelos é a documentação melhor opção. Desta forma, em vez continuamente e documentadas em do que deve ser feito e não como de adaptar estes modelos, a opção modelos de referência de processo para cada empresa deve fazer. Esta carac- foi desenvolver, com a comuni- orientar a melhoria desta dinâmica e terística permite que tais modelos dade e a partir de experiências da dos resultados obtidos. Desta forma, possam ser utilizados de acordo com comunidade (de baixo para cima, um primeiro conjunto de boas práticas as particularidades e necessidades da prática para a sistematização) para a coordenação de uma comuni- de cada empresa. Atualmente os um modelo para SPB, utilizando, dade de desenvolvimento de software modelos mais relevantes são os do quando apropriado, também prá- foi identificado e documentado como CMMI (Capability Maturity Model ticas destes outros modelos e da um modelo de capacidade. Integration) e os compatíveis com comunidade de software livre. 32 www.linuxmagazine.com.br
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    Desenvolvimento de software| CAPA Foi então desenvolvido um Mode- lo de Capacidade de Processo e seus componentes para orientar a melhoria dos aspectos do desenvolvimento de software livre em comunidades vir- tuais tendo o Software Público Bra- sileiro (SPB) como o contexto mais específico. Desta forma, o SPB vem induzindo uma mudança significativa no contexto do desenvolvimento de software em comunidades virtuais, incluindo não apenas o desenvolvi- mento em si, mas também a utiliza- ção e construção de conhecimento, distribuição de riquezas e demanda Figura 1: Processos de desenvolvimento e evolução de software no SPB. por soluções intensivas em software. O modelo desenvolvido é compos- Brasileiro. Cada uma destas quatro lução do software é continuamente to por um conjunto de práticas para manifestações demanda diferentes realizado. Este processo é identifi- apoiar a melhoria dos processos de processos. A figura 1 ilustra estas cado como PCSw. Eventualmente, desenvolvimento de software do SPB. manifestações, indicando o tipo de desenvolvedores de software da co- As práticas deste modelo (Práticas processo em cada uma delas. munidade produzem evoluções do Específicas) são práticas sobre áreas Conforme indicado na figura 1, software. O processo utilizado em de destaque no desenvolvimento de para ser admitido como um SPB, cada uma destas evoluções é iden- software no contexto de comunida- uma versão do software tem que tificado como PESw. O processo des virtuais, mais especificamente estar disponível. Esta versão utiliza de coordenação, disseminação e no SPB. Chama-se de Área de Ca- algum processo para este desenvol- evolução de software PCSw rece- pacidade de Processo um conjunto vimento, identificado como PDSw. be a evolução e quando apropriado de práticas específicas relacionadas Este software é então submetido ao produz nova versão do software. a um ou mais objetivos. SPB e, se aceito, é então admitido O Modelo de Capacidade de Cada comunidade virtual tem a no SPB. Para esta admissão podem Processo para Desenvolvimento de liberdade de definir a forma de imple- ser necessários alguns ajustes. O Software para o SPB, é composto de mentação de cada prática específica processo utilizado neste ajuste é nove áreas de capacidade de proces- descrita no modelo, podendo tomar identificado como PSSw. Como so. A tabela 1 apresenta uma visão como base as orientações apresenta- SPB, é então estabelecida uma organizacional das áreas de capaci- das no próprio modelo. Desta forma, comunidade para o SPB. É esta- dade de processo que compõem atu- cada Área de Capacidade de Processo belecida uma coordenação para almente o Modelo de Capacidade traz orientações para as comunidades a comunidade e um processo de de Processo para Desenvolvimento virtuais, visando qualificar os desen- coordenação, disseminação e evo- de Software no SPB. ■ volvedores de software a melhorar a qualidade da solução desenvolvida Visão Área de capacidade de processo por meio deste conjunto de práticas. Estratégica Gestão estratégica O público alvo do Modelo de Gestão da comunidade Capacidade de Processo para Desen- Gestão do conhecimento volvimento de Software no SPB são Tática Gestão de reutilização os responsáveis pelas comunidades do SPB bem como os desenvolve- Gestão de relacionamento com clientes dores de software, solicitantes de Solicitação de melhoria melhorias, prestadores de serviço Fornecimento de melhoria Operacional e usuários de SPB. Integração e liberação da solução O desenvolvimento de software Treinamento na tecnologia e na solução ocorre em pelo menos quatro ma- nifestações no Software Público Tabela 1: Visão organizacional das áreas de capacidade do Modelo. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 33
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Amadeus tivista de aprendizagem, baseado nos A primeira instituição nacional a preceitos da teoria piagetiana. Os pri- usar o Amadeus oficialmente foi o Gestão de aprendizagem meiros estudos foram realizados para a SENAI do Rio Grande do Norte em concepção de interfaces de resolução um projeto de formação de técnicos. colaborativa. Imediatamente notou-se O Núcleo de Telemedicina (NUTES) que seria necessário construir um am- usa o Amadeus na formação de pro- CAPA biente mais completo de recursos de fissionais de saúde e a empresa de colaboração. Naquela época, a cultura consultoria VH Consultores, na for- do uso de ambientes virtuais ainda era mação de empreendedores. Dentre incipiente para o público brasileiro, e outras instituições que o utilizam as plataformas existentes representavam para ensino ou projetos de extensão, uma barreira ao desenvolvimento de podemos destacar: a UFPE na espe- práticas de ensino à distância. cialização a distância em Gestão da Por essas razões, existia a necessida- Tecnologia da Informação, a FACA- O Amadeus [1] é uma plataforma de de da criação de uma plataforma que PE (Petrolina), Univasf, FIR e esco- gestão de aprendizagem (do inglês, simplificasse o acesso aos conteúdos las públicas no Brasil e no exterior Learning Management System ou e às situações de aprendizagem. E, também o utilizam para organizar apenas LMS) de segunda geração, assim, surgiu o LMS Amadeus, com materiais de aula específicos. concebida e desenvolvida por espe- o objetivo principal de simplificar o cialistas e pesquisadores ligados a acesso à educação. Dessa forma, usar Instalação do Amadeus grupos de pesquisa da Universidade a plataforma Amadeus significa apren- A instalação do Amadeus, apesar de Federal de Pernambuco (UFPE). Ele der a criar situações significativas para simples, exige um pouco de conheci- é baseado no conceito de Blended Le- a construção de conhecimento. mento técnico. Os requisitos necessá- arning, que implementa a combina- Segundo pesquisa da ABED (publi- rios para o servidor onde será realiza- ção da aprendizagem presencial com cada em janeiro de 2011, [2]), o Ama- da a instalação do Amadeus são: Java a aprendizagem virtual interativa. deus já é o terceiro LMS mais usado Development Kit (JDK), servidor de Um dos objetivos do Amadeus é no Brasil, atrás apenas do Moodle e do aplicações Tomcat e servidor de banco tornar a utilização do ambiente mais SAKAI, respectivamente. de dados PostgreSQL. amigável e agradável. Para tanto, seu Para evitar possíveis contratempos desenvolvimento centrou-se no u- A comunidade em sua instalação, recomenda-se a suário e utilizou métricas de design, A Comunidade Amadeus, desde o leitura detalhada do passo-a-passo que percepção, avaliação e usabilidade. início do projeto, coordena e mantém está disponibilizado na área de arquivos Dentre as característica do Amadeus, reuniões periódicas com o objetivo de da Comunidade Amadeus, no Portal do a principal concentra-se na integração reportar avanços, planejar mudanças e Software Público [3]. Após instalado, com diversas mídias, tais como: jogos fomentar o uso e a divulgação do Ama- a sua utilização é realizada através de e simulações multiusuários, vídeos, deus. Sua missão é: “ajudar as pessoas um navegador web. conteúdo textual, áudio e imagens. a aprender”; e seu objetivo tem como O objetivo da integração é estender, foco: “simplificar o acesso à educação”. Módulos do Amadeus ao máximo, os estilos de interação dos Isto nos ajuda a direcionar nossas reali- As interfaces do Amadeus são todas no usuários com os materiais, buscando zações, sejam em pesquisa, transferência padrão web, e parte da experiência dos explorar os diversos canais da percepção de tecnologias, cooperação científica alunos durante suas atividades ocorrem humana, além de atender às diversas sejam nas atividades de coordenação neste ambiente. Suas interfaces têm formas de aprendizagem, através das da comunidade. como objetivo servir de meio às ativi- características inerentes a cada um dades de planejamento e de mediação dos materiais, e, assim, aplicá-las no Aplicabilidade e público-alvo dos profissionais de educação, podendo contexto de aprendizagem. O Amadeus foi concebido para me- ser descritas em três módulos: cadastro, diar processos de formação em cursos gestão de conteúdo e avaliação. História presenciais ou a distância ou, ainda, O Projeto Amadeus teve início no na combinação destes. Ele organiza Componentes inovadores ano de 2001 com a aprovação de um materiais e coordena a realização de Os componentes inovadores de apren- projeto CNPq ProtenCC. Na ocasião, dinâmicas de colaboração que ocorrem dizagem do Amadeus introduzem desejava-se criar um ambiente constru- por meio de suas interfaces. extensões da experiência dos usuá- 34 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA rios. Estas extensões são projetadas para ampliar ao máximo as formas de acesso, incluindo pessoas com características distintas. Amadeus Mobile » Uma adap- tação do Amadeus para dispositivos móveis, concebida para lidar com três fenômenos específicos: percepção, consciência social e aprendizagem autodirigida. Através do navegador web do celular, é possível obter in- formações sobre cursos e artefatos disponíveis. A consciência do alu- no acerca das atividades realizadas pelo grupo no ambiente também é proporcionada pela distribuição de mensagens SMS (Short Message Service) contendo informações sobre dizagem por colaboração. Os vídeos, deus. A versão atual – Amadeus 0.9 as modificações ocorridas nos cursos em vários formatos, são baixados a – está à disposição para avaliação e nos quais estão inscritos. partir de um link, armazenado no testes em [4] (login: admin, senha: Jogos Multiusuários » Com a sistema ou diretamente do Youtube, admin). Você encontrará mais in- finalidade de aumentar o grau de informado pelo professor. Cada u- formações sobre o Projeto entrando motivação dos alunos e explorar as suário carrega o fluxo de vídeo a seu em nossa comunidade Amadeus no possibilidades cognitivas associadas tempo, devido à heterogeneidade Portal do Software Público em [1]. ■ às técnicas não tradicionais de ensi- dos meios de acesso à Internet. Um no, concebeu-se o servidor de jogos usuário pode convidar os demais Software para: Educação a Distância multiusuários. Esta interação ocor- para “irem” a uma determinada Está no re de forma síncrona, mediada por cena (posição) do vídeo, de forma Portal desde: Março de 2009 interfaces de jogos e comunicação a todos verem a mesma cena. Membros: 4.221 membros textual, o que possibilita perceber a presença e ações dos participantes. Conclusão Prestadores 56 prestadores TV Digital » Este módulo possi- A equipe do Amadeus se sente honrada de Serviços: bilita a disponibilização de informa- em ter transformado o esforço de mais Universidade Federal Ofertante: ções adicionais para o telespectador, de cinquenta colegas em um produto de Pernambuco - UFPE inclusive com dados provenientes que pode transformar a forma como do Amadeus. Ele também permite fazemos educação a distância em que o usuário interaja com o con- nosso país. Desse modo, demonstrar Mais informações teúdo através de simulações, jogos que pesquisa aplicada e intervenção [1] Comunidade e aplicações interativas de forma social, ou mesmo protagonismo social, Amadeus: http://www. geral; sempre contextualizadas com devem ser fortalecidas e incentivadas softwarepublico.gov.br/ a programação televisiva principal. no contexto das instituições públicas ver-comunidade?community_ Vídeo Colaborativo » A constru- de ensino e pesquisa. id=9677539 ção desse módulo foi motivada pela Este ano o Amadeus terá uma [2] Pesquisa da ABED: http:// constatação dos impactos positivos versão utilizando o padrão IMS-LD www.abed.org.br/ do uso de vídeos na formação de (metalinguagem mantida pelo IMS [3] Portal Software adultos. Esta ferramenta permite Global Learning Consortium), que Público: http://www. ao professor compartilhar vídeos objetiva permitir a modelagem dos softwarepublico.gov.br/ de forma intuitiva e acompanhar processos de aprendizagem. [4] Versão de demonstração as ações e discussões dos alunos, Venha conhecer o projeto e desco- do Amadeus 0.9: http:// como, por exemplo, o modo como brir como você pode colaborar com amadeus.cin.ufpe. os aprendizes organizam suas ações a sua evolução. Não perca tempo! br/amadeuslms/ e como ocorre o processo de apren- Sinta-se convidado a avaliar o Ama- Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 35
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público ASES Acessibilidade O ASES – Avaliador e Simulador de Acessibilidade de Sítios – é uma ferramenta que permite avaliar, simular e corrigir a acessibilidade de páginas, sites e portais. Para os usuários brasileiros, o programa é distribuído de forma gratuita sob a licença LGPL (GNU Lesser General Public License). A ferramenta foi desenvolvida pelo Departamento de Governo Eletrônico e a OSCIP (Organiza- Figura 1: Interface do Ases. ção da Sociedade Civil de Interes- se Público) Acessibilidade Brasil preensíveis e capazes de garantir o em 18 de janeiro de 2005, e a versão com o objetivo de fornecer instru- controle da navegação pelos usuários, 2.0, já com as alterações propostas, mentos que viabilizem a adoção independentemente das suas capa- em 14 de dezembro do mesmo ano. da acessibilidade pelos órgãos do cidades físico-motoras e perceptivas, A versão 3.0, atualizada para a governo. Apesar de seu público- culturais e sociais. WCAG (Web Content Accessibility alvo ser desenvolvedores de portais O ASES é mais uma iniciativa Guidelines, ou Referências para a e sites públicos, o ASES pode ser do Governo Federal para facilitar a Acessibilidade de Conteúdo Web) utilizado por qualquer cidadão ou adoção da acessibilidade pelos ór- 2.0 e com itens de padronização empresa que queira testar seu site. gãos do governo. A SLTI já disponi- de comportamentos comuns para Ele incorpora o programa Silvinha, bilizou o Modelo de Acessibilidade os sites da APF, está prevista para o desenvolvido pela Acessibilidade em Governo Eletrônico (e-MAG), segundo semestre de 2011. Brasil para a verificação de sites e que contém uma série de recomen- Além do ASES, o e-MAG possui portais, e outras 14 ferramentas de dações técnicas para a construção outras iniciativas: avaliação recomendadas pelo World e adaptação de portais acessíveis a ➧ Cursos e-MAG: como forma de Wide Web Consortium (W3C). usuários portadores de deficiências divulgar o e-MAG, a SLTI desenvol- Além de avaliar a acessibilidade auditivas e visuais. ve cursos a distância, que podem ser de um site, o ASES também fornece O e-MAG consiste em um con- hospedados por órgãos do governo os procedimentos necessários para a junto de recomendações a ser con- em seus ambientes de Ensino a Dis- sua correção e avalia o CSS e HTML siderado para que o processo de tância (EAD). de páginas. É possível, na versão 1.0, acessibilidade dos sites e portais do ➧ Documentação de Apoio: são avaliar a acessibilidade tanto pelo e- governo brasileiro seja conduzido artigos que auxiliam e complemen- MAG 2.0 quanto pelo padrão inter- de forma padronizada e de fácil im- tam as diretrizes da Cartilha Técnica. nacional WCAG 1.0 [1]. O ASES é plementação. Incluem-se aí tutoriais, checklists para um programa de plataforma, sendo Ele é coerente com as necessidades validação humana e uma avaliação possível a análise de sites inteiros ou brasileiras e em conformidade com de leitores de tela. apenas camadas e seções específicas, os padrões internacionais. Foi formu- algo que não pode ser realizado por lado para orientar profissionais, que Principais reursos validadores Web, pois estes avaliam tenham contato com a publicação de ➧ Avaliador de acessibilidade (e- apenas a página fornecida pela url. informações ou serviços na Internet, MAG e WCAG); a desenvolver, alterar e/ou adequar ➧ Avaliador de CSS; Modelo de Acessibilidade páginas, sites e portais, tornando-os ➧ Avaliador de HTML (4.01 e em Governo Eletrônico acessíveis ao maior número de pes- XHTML); A acessibilidade na Internet trata do soas possível. ➧ Simuladores de leitor de tela oferecimento de conteúdos gráficos A primeira versão do e-MAG foi (tempo) e baixa visão (daltonismo, e sonoros alternativos, claros, com- disponibilizada para consulta pública miopia, catarata); 36 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA ➧ Ferramenta para selecionar o tárquica e fundacional desde maio Desenvolvimento com a RENAPI, DocType, conteúdo alternativo, asso- daquele ano. Ainda no mesmo ano, em que há diversos projetos para a ciador de rótulos, links redundantes, o Brasil aderiu à Convenção sobre os área de acessibilidade. Entre estes corretor de eventos e preenchimento Direitos das Pessoas com Deficiência está a atualização do ASES, com de formulários. da ONU, sendo esta e seu respec- a resolução de bugs, melhoria da O programa funciona tanto em tivo Protocolo Facultativo, ratifica- usabilidade, novos recursos e a atu- Windows quanto em Linux e para dos pelo Congresso Nacional em alização para os padrões e-MAG executá-lo é necessário o Java Appli- 09 de julho de 2008 pelo Decreto 3.0 e WCAG 2.0. ■ cation Platform SDK (para Windows) Legislativo nº 186/2008. Em 2009, e Java Runtime Environment - JRE o Decreto nº 6.949, de 25 de agosto (para Linux). de 2009 promulga a Convenção. Legislação Comunidade ASES no No Brasil, a construção de sites aces- Portal do Software Público síveis é uma exigência do Decreto Para baixar o ASES, é possível ca- nº 5.296/2004, que torna obrigatória dastrar-se na comunidade ASES do a acessibilidade nos portais e sites Portal do Software Público Brasileiro. eletrônicos da administração pública Através dela, também se pode baixar na rede mundial de computadores os códigos fontes, o manual e parti- para o uso dos portadores de defi- cipar das melhorias do programa. ciência, garantindo-lhes o pleno A Comunidade conta atualmente acesso aos conteúdos disponíveis. com cerca de 2.140 participantes. Os Em 2007, a Portaria nº 3, de 7 de questionamentos enviados por eles maio, institucionalizou o e-MAG estão sendo utilizados para versão no âmbito do sistema de Adminis- 2.0 que está sendo desenvolvida pela tração dos Recursos de Informação RENAPI (Rede de Pesquisa e Inova- e Informática – SISP, tornando sua ção em Tecnologias Digitais). observância obrigatória nos sites e Em 2010, a SLTI firmou um portais de entidades da Adminis- acordo de Cooperação Intermi- Acessibilidade tração Pública Federal direta, au- nisterial de Pesquisa, Inovação e Software de portais e para: páginas web Quadro 1: 10 dicas para construir sites acessíveis Está no Portal Dezembro de 2008 1. Imagens: use o atributo alt para descrever as imagens que são relevantes desde: ao conteúdo da página e o atributo alt vazio para imagens que não acres- Membros: 2.114 membros centam informação. Imagens decorativas devem ser inseridas via folha de estilo (CSS); Prestadores 26 prestadores 2. Multimídia: inclua transcrições e legendas para áudio e vídeo; de Serviços: 3. O texto do link deve fazer sentido no contexto. Evite frases como “clique aqui”; MPOG e Ofertante: 4. Organize seu conteúdo utilizando a hierarquia de cabeçalhos “h1, h2, h3...”; ONG Brasil 5. Coloque o conteúdo antes do menu. Se quiser um menu à esquerda ou no topo da página, use as folhas de estilo para mudar o posicionamento; 6. Não faça a diagramação da página e definições de fontes no arquivo html; Mais informações para isso, utilize folhas de estilo; [1] Comunidade ASES: http:// 7. Use JavaScript acessível e torne os elementos acessíveis tanto por mouse www.softwarepublico.gov.br/ quanto por teclado. Forneça acesso alternativo ao conteúdo caso plugins e ap- ver-comunidade?community_ plets estejam inativos; id=8265263 8. Use tabelas apenas para dados tabulares. Faça-as de forma acessível; 9. Utilize a marcação correta na criação de formulários; [2] WCAG - Web Content 10. Valide seu trabalho: use as ferramentas, checklist e os guias disponíveis Accessibility Guidelines: no portal do Programa de Governo Eletrônico. Utilize o ASES para validação http://www.w3.org/ mecânica. Valide, sempre que possível, através de pessoas com deficiência. WAI/intro/wcag/ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 37
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Geplanes Gestão e elaboração de planejamento estratégico O Geplanes é um software de gestão estratégica elaborado para empresas públicas ou privadas. Ele é utiliza- do na fase de elaboração do plane- Figura 1: Interface do Geplanes. jamento estratégico e na execução das ações. O Geplanes possibilita [1], ferramenta desenvolvida pela gráficos de gestão à vista, dentre gerenciar as medidas, as metas e seus LinkCom e que é software livre outras funções. desdobramentos, os indicadores e desde 2006. O Geplanes foi de- Além disso, o Geplanes dispõe de as anomalias em projetos. Através senvolvido utilizando a linguagem ferramentas da qualidade que per- de relatórios, de gráficos e do pai- Java de acordo com a especificação mitem o registro e o tratamento de nel de controle, os gerentes, coor- JEE. Ele possui uma camada de anomalias ou não-conformidades, denadores, diretores e presidentes abstração de dados que lhe permi- promovendo a melhoria contínua têm uma visão dos indicadores e da te fazer uso de diferentes sistemas da organização. ■ instituição. Suas funções se aplicam de gerenciamento de banco de desde a fase do planejamento até a dados. A versão a ser distribuída Software para: Plano Estratégico execução estratégica, possibilitando no Portal do Software Público [2] Está no Portal o monitoramento do desempenho faz uso do PostgreSQL. Abril de 2010 desde: organizacional de ponta a ponta. O processo de software da Membros: 4.211 membros LinkCom possui certificação MPS. Inspiração Br [3], modelo de referência para Prestadores 9 prestadores A solução foi desenvolvida tendo em a qualificação e a certificação de de Serviços: mente o modelo de gestão conhecido empresas em processos de melho- Ofertante: Linkcom como Balanced Scorecard (ou BSC), ria de qualidade dentro de uma Informática Ltda. que se foca nos objetivos da organi- realidade mais específica da cul- zação, na coordenação do processo tura e do mercado brasileiro. Tal individual de tomada de decisão e processo, cujo nome é PSK [4], Mais informações no estabelecimento de uma base sus- foi utilizado integralmente no [1] Neoframework: http:// tentável para que ocorra o processo desenvolvimento do Geplanes. www.neoframework.org/ de aprendizagem organizacional. [2] Comunidade O intuito foi criar um sistema Aplicação Geplanes: http://www. administrativo capaz de garantir a Ao aplicar o Geplanes de maneira softwarepublico.gov.br/ sobrevivência da empresa perante adequada, o gestor pode monito- ver-comunidade?community_ id=20483099 a competição provendo uma visão rar o desempenho dos objetivos estratégica fundada com base na estratégicos, analisar fatores crí- [3] MPS.Br: http://www. análise do sistema empresa-am- ticos de sucesso, definir priori- softex.br/mpsbr/ biente juntamente com crenças dades, desdobrar metas de forma [4] Para mais informações e valores da empresa. alinhada em todos os níveis fun- sobre o processo: http:// cionais, acompanhar planos de onlinelibrary.wiley.com/ doi/10.1002/(SICI)1099- Desenvolvimento ação, avaliar resultados apurados 1379(199801)19:1%3C53::AID- Toda a cadeia de tecnologias utili- periodicamente por meio de in- JOB826%3E3.0.CO;2-D/ zadas na construção são softwares dicadores de desempenho, emitir abstract livres, inclusive o Neoframework diversos relatórios gerenciais e 38 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA EducatuX Integração pedagógica e computacional O EducatuX é um projeto cujo méto- do educacional foi concebido com a finalidade de promover uma integra- ção pedagógica entre computadores e educação, utilizando software livre. Figura 1: Tela do TestaCuca EducatuX. Os altos custos dos softwares educa- cionais atuais, os códigos-fonte fechados uso do computador na escola. O com- O Educatux é uma modalidade de e até mesmo a falta de uma política putador, quando mal usado, pode re- programa de computador desenvol- pedagógica para o uso de computado- presentar um perigo na formação do vida por programadores voluntários, res em sala de aula foram os principais aluno; já, quando bem usado, pode ser utilizando um conjunto de aplicativos motivadores para que esse projeto fosse uma ferramenta poderosa em prol da fabricados com essa filosofia, desenvol- iniciado. sua educação e da sua evolução. vidos no mundo todo. O programa não Através de observações nas salas de Com o escopo de transformar o es- possui fins comerciais. aulas, percebeu-se que os alunos pre- paço usado pelos alunos para o apren- O projeto está reunindo informa- cisavam de mais estímulos para me- dizado digital, sugerimos uma nova ções e conhecimentos necessários para lhorar sua aprendizagem; de algo que nomenclatura para o que hoje é cha- oferecer um guia de referência para o despertasse neles mais interesse, de algo mado de laboratório de informática. uso de conteúdos de informática edu- novo que os incitasse à compreensão Aconselhamos a adoção do termo cacional livre em salas de aula digitais. dos conteúdos e ajudasse o professor a Sala de aula virtual, pois é nele que aguçar as suas curiosidades de forma um percentual das aulas acontecerão. Novos horizontes lúdica e divertida, sem fugir do con- Recomendamos que, pelo menos, 10% Atualmente, a coordenação do proje- teúdo pedagógico. a 30% das aulas normais dos alunos se- to vem trabalhando na integração e O modelo EducatuX de fazer educa- jam neste espaço, não com conteúdos padronização dos conteúdos digitais ção traz um conceito completamente alternativos ligados ao uso do compu- para a utilização em tablets. A ideia é livre para o ensino. Baseado em soft- tador, mas com conteúdos utilizados oferecer um padrão para a distribuição wares livres, permite à escola adaptar em sala de aula. de “Livros inteligentes”. Tais livros vão todo e qualquer software utilizado às Nosso objetivo é oferecer propostas além de serem apenas meras informa- suas necessidades. Agregando isso à de atividades educacionais, explicar, ções impressas na tela e o seu emprego pedagogia, é possível definir perfis e comentar, fundamentar e usá-las na vai além da leitura, pois nestes livros políticas de uso e avaliações para edu- sala de aula virtual de modo livre, sem o conteúdo é interativo, inteligente e cadores e educandos. nenhuma limitação legal. O material metódico. “Estamos trabalhando para O projeto visa a construção de mate- produzido através dessa ferramenta tem definir um padrão para o mercado e riais didáticos, para professores e alunos a finalidade de alfabetizar crianças, jo- para o governo” frisa Sheyla Santos do ensino fundamental, que auxiliem vens e adultos não só no mundo real, Acioli, psicopedagoga que atua com a integração das aulas à tecnologia. mas também no mundo virtual. escolas públicas e privadas a mais de Objetiva-se também a construção de “É brincando que se aprende mais”. dez anos. “Não adianta falarmos so- oficinas práticas, as quais serão aplicadas Esta é a proposta base do EducatuX, bre o uso de tablets nas escolas e não nas escolas, tendo como público-alvo que, através de atividades divertidas e termos como garantir que o conteúdo os professores e pedagogos. lúdicas, encerra o que há de melhor na chegue da melhor forma possível à Com o uso de técnicas pedagógicas, informática junto ao melhor do con- mão da criança. Professores, desen- o EducatuX se propõe a disciplinar o teúdo educacional. volvedores independentes e editoras Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 39
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público precisam adotar um padrão para que o TestaCuca O TestaCuca EducatuX está se conteúdo possa ser distribuído. E esse Outra novidade do projeto é o tornando realidade graças ao apoio da padrão precisa ser acessível a todos. Não software TestaCuca EducatuX, um empresa W4BR, que investiu no de- adianta cada editora ou cada produtor sistema desenvolvido para auxiliar a senvolvimento de toda solução, traba- sair lançando o seu padrão, porque a aplicar avaliações e gerar relatórios e lhando na produção de um hardware maioria das escolas não trabalha com gráficos de desempenho para análise e uma imagem do sistema operacional uma única editora. Muitas escolas da qualidade do ensino. Seus relató- Android, para ser uma referência para escolhem a pluralidade do material rios e gráficos têm por objetivo apre- uso em ambientes escolares. ■ para que o aluno tenha uma visão sentar um diagnóstico da rede para mais ampla de tudo e não se feche que os gestores possam tomar medidas Software para: Educação Infantil em uma única linha de pensamento.” preventivas relacionadas ao processo Está no Portal Imagine se cada editora tivesse seu pedagógico, estipulando como meta Abril de 2010 desde: padrão ou modelo, a administração de a melhoria do ensino e, consequen- Membros: 2.771 membros tantas soluções diferentes, que poderiam temente, a avaliação da prova Brasil. surgir no mercado, ficaria inviável para Este sistema é uma importante ferra- Prestadores 6 prestadores escolas públicas ou privadas. menta para permitir a avaliação da evo- de Serviços: Segundo Sheyla, não adianta que a lução do uso do EducatuX e de novas Instituto Superior Ofertante: escola tenha tablets estáticos, sem defi- tecnologias em sala de aula. Com ele, Fátima nir um método para a utilização deles podemos ver, praticamente em tempo no ambiente escolar. Ela frisa ainda real, os resultados obtidos com a inte- que o projeto está à procura de novas gração da tecnologia à educação. Os Mais informações escolas públicas e privadas interessadas próprios professores, pedagogos e equipe [1] Comunidade EducatuX: http:// em experimentar o método em suas da escola podem elaborar questionários www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ salas de aula com o auxílio de tablets e aplicá-los de forma prática e eficien- id=20675454 e computadores. te utilizando computadores e tablets. MDArte o aumento da complexidade dos siste- precisará ser escrito é muito inferior ao mas de informação. Ela é baseada em já gerado pela ferramenta. Além disso, Framework de desenvolvimento UML (Unified Modeling Language) a ferramenta cria camadas de abstração e outros padrões OMG, o que pro- que facilitam o desenvolvimento de sis- porciona uma visão independente temas, não exigindo do desenvolvedor de plataforma e a automatização da um conhecimento específico sobre as geração de grande parte do código tecnologias utilizadas, como EJB, Hi- O MDArte tem como propósito a cria- dos aplicativos. Os artefatos específicos bernate e Struts. Assim, tanto o tempo ção de um novo referencial de software de plataforma são gerados a partir de de desenvolvimento como o custo do público, através do uso de tecnologias modelos que representam o sistema: projeto são reduzidos drasticamente. modernas, redução do custo total dos casos de uso, diagramas de atividades serviços de tecnologia da informação e da e diagramas de classes. Funcionamento do MDArte dependência de soluções proprietárias. De acordo com a abordagem MDA, O MDArte tem como entrada um mo- O projeto [1] surgiu da necessidade um mesmo modelo pode ser utilizado delo UML representado no formato do Governo Federal de padronizar o para múltiplos propósitos [4] podendo XMI (XML Metadata Interchange), desenvolvimento e as tecnologias de produzir versões diferentes de um mes- compatível com muitas ferramentas seus sistemas de informação. Ele pode mo aplicativo, como, por exemplo, em de modelagem, inclusive algumas ser definido como uma evolução do fra- J2EE, .NET e PHP. Open Source, como o ArgoUML [5]. mework AndroMDA [2], que por sua vez, São essas as características que im- O modelo UML passa pelo núcleo de proporciona a geração de código basea- pulsionam o uso de MDA, pois, a partir transformação, onde será lido e mapea- da em modelos, a partir da abordagem de modelos, cerca de 80% do aplicativo do, seguindo para os módulos encarre- MDA (Model Driven Architecture) [3]. construído passa a ser composto por gados de efetivamente gerar o código. A metodologia MDA foi inicial- código gerado. Essa geração repre- Os módulos são separados por escopo mente proposta pela OMG (Object senta um ganho para o projeto, pois o e tecnologia, facilitando a gerência dos Management Group) para lidar com montante de código que efetivamente gabaritos de código (templates). 40 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Atualmente, o MDArte está di- o SGDC-P do Ministério da Defesa, e também fazê-lo evoluir para tec- vidido em cinco módulos, com as o SICONV do Ministério do Plane- nologias e padrões mais modernos. seguintes tecnologias: jamento, o NEXO da Força Aérea Desde a criação da Comunidade ➧ EJB: Permite o isolamento das regras Brasileira e o SOMAR da Marinha do MDArte no Portal do Software Público de negócio do sistema, criando todo o Brasil. A tabela 1 contém estatísticas Brasileiro, existe um canal de comuni- arcabouço para serviços e web services, extraídas de alguns sistemas desen- cação estabelecido entre o framework inclusive com controle de acesso. volvidos utilizando MDArte. e seus usuários, fundamental para a ➧ Hibernate: Permite o mapeamento sua evolução. Junto à recente formali- objeto-relacional, gerando toda confi- Atividades de pesquisa zação do Comitê Gestor do MDArte guração da base de dados a partir de O MDArte foi originado no meio aca- e ao engajamento das instituições par- diagramas de classes. O módulo tam- dêmico, através da parceria do Gover- ticipantes, os desenvolvedores preten- bém é capaz de criar um mecanismo de no Federal com a linha de pesquisa de dem estimular o uso das ferramentas auditoria, útil para garantir a veracidade Banco de Dados do Programa de En- disponibilizadas pelo Portal de forma a de dados e rastrear ações no sistema. genharia de Sistemas e Computação identificar necessidades de melhoria dos ➧ Java: Permite a geração de estruturas (PESC), parte do Instituto Alberto Luiz conteúdos disponíveis visando agregar auxiliares, como Transfer Object (TO) Coimbra (COPPE), da Universidade novos membros à iniciativa. ■ e Value Object (VO), além de compo- Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) [15]. nentes comuns ao sistema. O COPPE mantém um segmento Arquitetura da Software para: Aplicação - MDA ➧ JUnit [6]: Permite a construção de dedicado à pesquisa da metodologia fluxos de testes a partir de diagramas de MDA, em que o MDArte tem re- Está no Portal Fevereiro de 2009 desde: atividades. Além disso, facilita os testes presentado uma ótima ferramenta de de serviços e componentes web, pois aprendizado. Como resultado, vários Membros: 1.733 membros cria uma camada de abstração respon- trabalhos relacionados ao framework Prestadores 6 prestadores sável por lidar com informações como foram elaborados (projetos finais de de Serviços: controle de acesso, comunicação com curso, dissertações de mestrado e ou- Marinha do Ofertante: JUnit e Selenium. [7] tras pesquisas) e publicados em eventos Brasil e UFRJ ➧ Struts [8]: Permite a geração de e revistas nacionais e internacionais. aplicativos web a partir de casos de uso Muitos desses trabalhos já se torna- Mais informações descritos em diagramas de atividades. ram parte da última versão do MDArte, [1] Comunidade MDArte: http:// Representa o módulo mais complexo, como o módulo JUnit, a geração de www.softwarepublico.gov.br/ pois lida com diversos tipos de com- estatísticas e a ferramenta de suporte ver-comunidade?community_ id=9022831 ponentes web e fluxos de navegação. ao desenvolvimento. Alguns outros [2] Framework AndroMDA: Após a geração dos objetos, são projetos, como o extrator de depen- http://www.andromda.org criados locais conhecidos como pon- dências e identificador de violações de [3] Miller, J. and Mukerji, J. tos de implementação, normalmente arquitetura, estão em fase final de testes 2003. MDA Guide Version métodos que devem ser implemen- e devem se tornar públicos em breve. 1.0.1. Object Management Group: http://www.omg.org/ tados pelo desenvolvedor. cgi-bin/doc?omg/03-06-01 Próximos passos [4] Siegel, J. and the OMG Experiência em projetos O MDArte tem por objetivo oferecer Staff Strategy Group. Durante os anos de utilização e manu- tecnologias modernas a baixo custo e 2001. Developing in OMG’s Model Driven Architecture. tenção do MDArte, muitos foram os sem dependência proprietária. Para OMG white paper: ftp:// projetos produzidos pela ferramenta, tanto, seguimos um mapa de lança- ftp.omg.org/pub/docs/ contabilizando mais de uma dezena mentos estabelecido pela comunida- omg/01-12-01.pdf de sistemas de informação do Gover- de, que visa atender a necessidade dos [5] ArgoUML: http:// no Federal. Temos como exemplos projetos que utilizam o framework argouml.tigris.org [6] JUnit: http://www.junit.org/ NEXO Rationalis SGDC-P SOMAR [7] Pinel, R. E. A. et al. Improving tests infrastructure through Casos de uso 272 298 313 254 a model-based approach: Entidades 113 152 385 194 http://portal.acm.org/ citation.cfm?id=1921544 Classes de serviços 11 8 245 28 [8] Struts: http://struts. Tabela 1: Casos de uso do MDArte. apache.org/ Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 41
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público ware Apoena Banco de Talentos Cacic Gestão de conteúdo Mapeamento humano Diagnóstico do parque computacional Banco de Talentos Primeiro software público do Gover- no Federal, resultado do consórcio de cooperação entre a SLTI (Se- O Apoena é um software livre que cretaria de Logística e Tecnologia surgiu da necessidade de facilitar da Informação), do Ministério do a democratização da informação O Banco de Talentos [1] foi desen- Planejamento, Orçamento e Ges- nos telecentros do Banco do Brasil. volvido com o intuito de mapear os tão, e a DATAPREV (Empresa A ferramenta elabora clippings de talentos da Câmara dos Deputados de Tecnologia e Informações da notícias, funcionando como uma e identificar o potencial humano Previdência Social), desenvolvi- agência de notícias ao coletar e pro- da Instituição. Ele facilita a análise do pelo Escritório Regional da cessar informações de mais de 300 contínua da evolução funcional, DATAPREV no Espírito Santo, fontes informativas. O usuário pode por meio da disponibilização de o Cacic [1] é capaz de fornecer definir e filtrar os assuntos de seu informações prestadas pelos pró- um diagnóstico preciso do parque interesse bem como encaminhar as prios servidores. computacional e disponibilizar notícias por email para outras pessoas Foi elaborado com base em um informações como o número de cadastradas no sistema. O Apoena metamodelo de dados que permite equipamentos e sua distribuição facilita o contato do administrador a sua adequação à realidade das nos mais diversos órgãos, os tipos de portais com ferramentas de ges- mais diversas organizações. de softwares utilizados e licencia- tão de conteúdos. A Câmara dos Deputados dis- dos, as configurações de hardware, O software foi lançado no dia 24 ponibiliza o Banco de Talentos entre outras informações. Também de junho de 2009 no estande do para a comunidade através do pode fornecer informações sobre Banco do Brasil durante o 10º Fó- Portal do Software Público, sem dados patrimoniais e a localização rum Internacional de Software Livre ônus financeiro, visando a sua física dos equipamentos, ampliando (FISL) e utiliza as linguagens Shell evolução e a melhor utilização o controle do parque computacio- Script, Java e PHP no núcleo de seu dos recursos públicos. nal e a segurança na rede. código-fonte e MySQL como banco O software é desenvolvido em Java Foi criado nas linguagens de de dados padrão. Faça parte da co- e utiliza o banco de dados MySQL programação PHP, Perl, Python munidade [1] e discuta melhorias, e pode ser obtido gratuitamente no e Delphi e utiliza o banco de da- sugira implementações e auxilie no Portal do Software Público. ■ dos MySQL para armazenamento desenvolvimento da ferramenta. ■ de informações. ■ Software Mapear talentos Software Clippings de para: e conhecimento Inventário e para: notícias Está no Software para: Março de 2009 patrimônio Está no Portal desde: Abril de 2009 Está no Portal desde: Membros: 3.452 membros Abril de 2007 Portal desde: Membros: 2.472 membros Prestadores 36 prestadores Membros: 29.315 membros Prestadores de Serviços: 17 prestadores Prestadores de Serviços: Câmara dos 188 prestadores Ofertante: de Serviços: Ofertante: Banco do Brasil Deputados Ofertante: Dataprev Mais informações Mais informações Mais informações [1] Comunidade Apoena: www. [1] Comunidade Banco de Talentos: softwarepublico.gov.br/ www.softwarepublico.gov.br/ [1] Comunidade Cacic: www. ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ softwarepublico.gov.br/ver- id=10374226 id=10157501 comunidade?community_id=3585 42 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA GP-Web ➧ Módulo de e-mail corporativo ➧ Módulo de agenda coletiva e Gestão de projetos com assinatura eletrônica, criptografia, lista de atividades a realizar (to-do aviso de leitura, controle de despa- list – lista de tarefas a serem feitas), O GP-Web [1] foi desenvolvido pelo chos, dentre outras funcionalidades; integrada aos demais módulos, com Capitão Comandante Reinert, no 3º ➧ Módulo de criação e envio de recursos semelhantes ao Lotus Notes Batalhão de Comunicações de Porto documentos, tal qual o SPED, mas e ao Google Agenda. ■ Alegre, no RS. Desenvolvido inteira- mais fácil de operar e flexível; mente em PHP e Javascript com banco ➧ Módulo de gerenciamento Software Gerenciamen- de dados MySQL, pode ser executado de projetos completo, inclusive para: to e protocolo em qualquer navegador web, inclusive podendo importar arquivos do MS Está no Por- Maio de 2011 a partir de um telefone celular. Project e Dot Project, contendo tal desde: Tanto na parte de gerenciamento também WBS; Pessoa física – Ofertante: de projeto, práticas de gestão e indica- ➧ Módulo de gestão da excelência, Sérgio Reinert dores quanto na tramitação interna de com controle de indicadores, práticas mensagens e documentos protocolados, de gestão, relatório de gestão, com as o sistema se propõe a ser uma solução réguas de 250, 500 e 1.000 pontos do Mais informações completa e integrada para as organi- Governo Federal (PQGF) e da Fun- [1] Comunidade GP-Web: http://www.softwarepublico. zações civis e militares. O GP-Web é dação Nacional da Qualidade, assim gov.br/dotlrn/clubs/gpweb/ composto pelos seguintes módulos: como a de 500 pontos do Exército; i-Educar e disponibilização destes a todos os municípios de diferentes tamanhos e usuários em uma interface web co- índices de desenvolvimento. Gestão Escolar mum. Somando-se a isso, a geração de relatórios possibilita uma melhor Instalação O i-Educar é um sistema de gestão es- análise do sistema escolar, amparando Os procedimentos de instalação pare- colar baseado em web que tem como os gestores nos processos de tomada de cerão rotineiros para quem já está ha- objetivo centralizar os dados escolares decisão. Esses relatórios também são bituado a instalar aplicações web PHP. de um sistema de educação municipal. importantes para a obtenção de ver- As dependências atuais são: PHP 5.2+ Os benefícios da sua implementação bas junto ao Ministério da Educação. com as extensões gd, pgsql e pdflib (ex- são a diminuição do uso de papel e da O i-Educar destaca-se por ser um tensão PECL) instaladas, servidor web duplicidade de documentos, a otimiza- software livre (licenciado pela GNU- com suporte a PHP, biblioteca PDFLib ção do trabalho do servidor público e GPL), sendo seu desenvolvimento, e o PostgreSQL 8.2. A documentação do tempo de atendimento ao cidadão. realizado de forma colaborativa. São disponível no wiki do projeto na página O i-Educar foi desenvolvido pela mais de 4 mil usuários cadastrados na do software público contém os proce- Prefeitura Municipal de Itajaí (SC) comunidade i-Educar dentro do Portal dimentos necessários para a instalação para modernizar a gestão educacional do Software Público Brasileiro, com em ambientes Linux e Windows. ■ do município. Com o apoio da Cobra perfis que vão desde administradores Tecnologia, o sistema foi disponibilizado de sistemas a secretários de educação. Software para: Gerenciamento escolar no Portal do Software Público Brasileiro, Esse fator é importante tanto para a Está no Portal Setembro de 2008 O sistema conta com diversas fun- evolução do software como para a eco- desde: cionalidades para a gestão eficiente do nomia dos municípios que o adotam. Membros: 10.777 membros sistema escolar, como cadastro de aluno, Um município que implementa uma Prestadores histórico escolar, matrícula, rematrícu- nova funcionalidade tem um local único 140 prestadores de Serviços: la automática, alocação de professores, de publicação de software; outro que Ofertante: Prefeitura de Itajaí - SC quadro de horários, além de, inclusive venha a necessitar deste mesmo recurso contar com um módulo para gerencia- não precisará desenvolvê-la, bastando mento de bibliotecas, com o empréstimo assim reutilizá-lo. Além do enorme Mais informações de livros e gestão de acervo. potencial de economia de dinheiro [1] Comunidade i-Educar: http:// A grande vantagem do i-Educar público, esse compartilhamento disse- www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ é a otimização de recursos que ocor- mina o conhecimento em tecnologia da id=6552490 re devido a centralização dos dados informação de forma igualitária entre Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 43
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Controle de Marcas e Sinais Software livre a serviço do produtor rural. Como surgiu Para acelerar a localização de marcas animais para abate, no campo e nas Até o início do ano de 2007, o mu- ou sinais semelhantes, além da asso- fazendas. O Controle de Marcas e nicípio de Bagé/RS, cuja atividade ciação com o produtor e a localidade, Sinais pode ser utilizado pelas forças agropecuária é bastante expressiva, o sistema permite a caracterização por de segurança para fins de consulta de realizava o controle de marcas e sinais conteúdo, ou seja, se a marca contém legitimidade de certificados de proprie- de forma manual e arcaica em dois figuras, desenhos ou letras. dade ou mesmo para a identificação grandes livros; com o arquivo tendo Depois de realizado o cadastro da do proprietário através da pesquisa sido iniciado na década de 1930. A marca ou sinal, é possível emitir um pelas características da marca, caso ação do tempo, o mau acondiciona- certificado de propriedade que iden- seja realizada uma apreensão de car- mento e a falta de cuidados no ma- tifica o produtor que a detém. Esse ga animal em desacordo ou ainda em nuseio tornaram quase impossível a certificado pode ser consultado para outros tipos de investigações. visualização de determinados registros. fins de validação e evitar a falsificação. Além da precariedade do armaze- Outros casos de uso namento, o processo de consulta era Benefícios A partir da publicação do software lento e impreciso. Cada novo registro O software permite o registro eletrôni- de Controle de Marcas e Sinais no de propriedade de uma marca deve co de marcas e sinais; portanto, além Portal do Software Público Brasilei- possuir um símbolo único, de modo de facilitar o armazenamento das in- ro, outros municípios demonstraram que seja possível possa identificar seu formações, uma vez que são registros interesse em utilizar o sistema como proprietário sem o risco de ambigui- eletrônicos sem dependência de ma- ferramenta de registro para catalo- dade. O prazo estimado para consulta terial físico (papel), o acesso aos dados gação de marcas e sinais. Dentre os nos livros à procura de registros seme- é muito mais rápido. diversos municípios que já utilizam lhantes levava dias, até alguns meses. Atualmente o prazo estimado ou pretendem utilizar o sistema, po- Foi então que o Núcleo de Tecnologia para o registro de uma nova marca dem ser citados: Aceguá/RS, Hulha da Informação da Prefeitura Municipal ou sinal é de apenas 24 horas, uma Negra/RS, Pedras Altas/RS, Santa de Bagé começou o desenvolvimento notável redução em comparação à Vitória do Palmar/RS, Sant’Ana do do Controle de Marcas e Sinais. Com imprecisão da situação anterior. Livramento/RS e Mineiros/GO. ■ a implementação do sistema, iniciou-se um recadastramento de todos os produ- O software por dentro tores detentores de marcas e sinais, na O Controle de Marcas e Sinais foi Software Registro de cidade de Bagé, para facilitar o acesso às desenvolvido em linguagem de pro- para: Marcas e Sinais informações de forma eletrônica. gramação PHP (versão mínima 5.2), Está no Junho de 2009 voltado para o uso através da plata- Portal desde: Funcionamento forma web (sugere-se Apache versão Membros: 732 membros O Controle de Marcas e Sinais possui 2.2), e utiliza banco de dados Post- Prestadores 19 prestadores um cadastro para os produtores rurais, greSQL (versão mínima 8.1). Foram de Serviços: que são vinculados as suas respectivas realizados testes e implementações da Prefeitura de Ofertante: localidades e as marcas e sinais con- instalação do sistema em ambiente Bagé - RS tidas no sistema, que são associados Linux; contudo, observados os requi- ao seu produtor proprietário. Desse sitos mínimos, a implementação pode modo, ao visualizar o registro de ca- ser realizada em outras plataformas. Mais informações dastro de um determinado produtor, é possível conhecer as marcas e sinais Auxílio à segurança [1] Comunidade Controle de que este detém. Da mesma forma, ao Infelizmente, um crime comum em Marcas e Sinais: http://www. softwarepublico.gov.br/ visualizar o registro de uma marca ou áreas de pecuária é o abigeato, que ver-comunidade?community_ sinal, a informação sobre o produtor é o tipo de crime que envolve furto id=11791260 detentor é apresentada. de animais, como animais de carga e 44 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA COCAR ➧ Um serviço de banco de dados em critérios pré-definidos. Ele as clas- Controle centralizado de para armazenar os dados coletados, sifica em três grupos: Tráfego Alto, Sem resumos e tabelas de referência; Tráfego e Problemas de Confiabilidade. redes distribuídas. ➧ Um serviço web, onde reside a O Cocar também apresenta uma página para acesso às informações. tabela com resumo das ocorrências por tipo de alerta. Ele pode ainda Exibição de alertas mostrar uma série de gráficos com O COCAR lista uma série de alertas a desempenho diário e mensal dos para a análise dos dados. O sistema equipamentos monitorados. ■ O Controlador Centralizado do Ambiente verifica, a cada cinco minutos, a mé- Monitoramento de de Redes - COCAR - foi desenvolvido dia de tráfego da interface nos últimos Software para: tráfego de rede pela DATAPREV com o objetivo de dez minutos, independenemente do disponibilizar, para todos os escritórios, dado ser de entrada ou saída. Em se- Está no Por- Abril de 2007 tal desde: uma ferramenta para monitoramento de guida, verifica se esta média é maior tráfego nos circuitos da rede de acesso e ou igual a 20% além do CIR (com- Membros: 9.948 membros fornecer alarmes informativos de queda mitted information rate, a velocidade Prestadores 72 prestadores de desempenho nestes circuitos com o padrão garantida pelo provedor). Se de Serviços: armazenamento dos dados coletados. o resultado for positivo, ele confere Ofertante: Dataprev O sistema é composto por três serviços: se já há um alarme registrado no ➧ Um serviço de coleta das informa- período anterior para essa interface. ções que realiza periodicamente a coleta Caso haja, ele altera a criticidade do Mais informações do tráfego de entrada e saída da rede alarme; caso contrário, registra um [1] Comunidade Cocar: http:// de acesso nos roteadores do backbone alarme de criticidade mais baixa. www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ que atende as Agências da Previdência O COCAR lista as unidades que id=133801 Social e as Gerências Executivas; apresentam irregularidades, com base e-Cidade rifados, registra a prestação de contas ➧ Área Educação: escola, biblioteca, e gerencia procedimentos como paga- secretaria, merenda escolar. Gestão de município mentos de diárias e de restos a pagar. ➧ Área Saúde: agendamento ambu- O e-Cidade destina-se a informatizar Possibilita o controle dos imóveis, das latorial, farmácia. a gestão dos municípios brasileiros de obras executadas e da dívida ativa do ➧ PublicQ: ferramenta de BI para to- forma a integrar os entes municipais: município, além da consulta a proces- mar decisões do administrador municipal. Prefeitura Municipal, Câmara Muni- sos administrativos. E administra ain- ➧ Área Cidadão: emitir segunda via cipal, autarquias, fundações e outros. da as informações relativas ao Plano de IPTU, parcelar e recolher ISSQN. O software é apoiado pelo Mi- Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Para funcionários: emissão de contra- nistério do Planejamento, e, entre Orçamentárias (LDO) e Lei Orça- cheque, ficha financeira, comprovante as vantagens de sua adoção, estão a mentária Anual (LOA), entre outros. de rendimentos e consulta cadastral.■ economia de recursos, a liberdade de escolha dos fornecedores e a ga- Principais recursos Software para: Gestão de Município rantia de continuidade do sistema. ➧ Área Financeira: orçamento, em- Está no Portal Outubro de 2009 A liberação do e-Cidade é fruto de penho, tesouraria, contabilidade. desde: uma parceria entre a empresa Dbseller ➧ Área Tributária: cadastro imo- Membros: 6.292 membros e a Secretaria de Logística e Tecnolo- biliário, ISSQN, arrecadação, água, Prestadores 119 prestadores gia da Informação (SLTI) do Minis- fiscalização, dívida ativa, cemitério, de Serviços: tério do Planejamento. Entre os seus contribuição de melhoria, módulos Ofertante: Empresa DBSeller recursos estão autorização, emissão e diversos, UTBI, jurídico, marcas e si- liquidação de empenhos totalmente nais, projetos, notificações. Mais informações integrados ao processo de aquisição e ➧ Área Patrimonial: material, compras, [1] Comunidade e-Cidade: http:// emissão de notas fiscais. licitações, frotas, patrimônio, protocolo. www.softwarepublico.gov.br/ O e-Cidade também integra os ➧ Área Recursos Humanos: estágio ver-comunidade?community_ id=15315976 módulos de compras com os almoxa- probatório, pessoal, recursos humanos. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 45
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Cortex Framework em C++ para arquitetura orientada a serviços em desktop Imagine uma caixa cheia de blocos de Diferentemente de um ambiente “ISynapse”, que especializa o “encai- montar com os mais variados formatos, SOA tradicional, as sinapses são com- xe padrão” dos blocos de montagem. tamanhos e cores, mas todos com o ponentes desenvolvidos em C++, na Os únicos métodos que devem fazer mesmo padrão de encaixe. Com eles, forma de bibliotecas dinâmicas (shared parte da implementação são “start” uma criança pode montar um carro, objects em Linux ou DLLs em Win- e “stop”. “ICortex” é a interface que um robô, um animal de sua preferên- dows) baseadas no Qt SDK [2]. Até o permite a “descoberta de serviços” e cia ou o que a sua imaginação puder momento, o Cortex já foi compilado seu respectivo consumo. conceber! Os blocos podem ser rear- com sucesso em GNU/Linux (Ubuntu Acompanha o framework um apli- ranjados e reutilizados a seu bel-prazer. 9.04 a 10.10), Windows (2000, XP, Vista cativo (uma composição de sinapses) Eis a ideia por trás do Cortex, o que e 7), Mac OS X e Maemo. chamado “Gerador de Sinapses”. Para confere extremo poder e flexibilidade O Cortex está vocacionado para facilitar ainda mais o desenvolvimento, às aplicações desenvolvidas sobre ele. o desenvolvimento de aplicativos esse assistente guia o desenvolvedor As origens do framework remontam desktop. Podemos dizer que ele ofere- na geração de toda a infraestrutura ao ano de 2009, quando diversos projetos ce um ambiente “SOA para desktop necessária à criação de um novo ser- dentro do Exército tinham a intenção de em C++”, o que, logicamente, não viço. Depois disso, basta preocupar-se reutilizar “pedaços” de um aplicativo de impede que sinapses sejam desenvol- com a implementação da lógica de Comando e Controle chamado “C2 em vidas para permitir uma interopera- negócio do serviço em si. Combate”. A partir da abordagem inicial bilidade com web services, aliás já Para aprofundar-se nos conceitos, de tornar esse aplicativo “plugável”, o existente em aplicativos do Exército. escrever um “Alô, Mundo!” e come- conceito evoluiu para um arcabouço Na figura 1, temos exemplos de çar a desenvolver suas primeiras sinap- de propósito geral. Em dezembro de dois aplicativos desenvolvidos sobre o ses, recomenda-se a leitura do tutorial 2010, a solução foi disponibilizada no framework: à esquerda, uma simples que acompanha o framework. A partir Portal do Software Público Brasileiro [1]. calculadora composta por três sinapses, daí, construir novos aplicativos sobre o Inspirado na filosofia da tão difun- cuja implementação faz parte do tuto- Cortex assemelha-se a encaixar blocos dida arquitetura orientada a serviços rial que acompanha o framework [3]; à de montar. A imaginação é o limite! ■ (SOA, na sigla em inglês), o Cortex direita, um visualizador de terreno 3D, foi concebido como um framework que integra as soluções de Comando e Software para: SOA multiplataforma para desenvolvimen- Controle do Exército, consumindo web Está no Dezembro to de aplicativos desktop, onde cada services de mapas no padrão WMS. Portal desde: de 2010 serviço desenvolvido recebe o nome O framework possui uma curva de Membros: 889 membros de sinapse. Um aplicativo, portanto, aprendizado relativamente baixa, já que Prestadores 2 prestadores nada mais é do que uma composição apenas duas interfaces precisam ser de de Serviços: de sinapses trabalhando em conjunto conhecimento do desenvolvedor. Cada Ofertante: Exército Brasileiro para oferecer recursos para o usuário. sinapse deve possuir uma interface, Mais informações [1] Portal do Software Público Brasileiro: http://www. softwarepublico.gov.br/ [2] Qt SDK: http:// qt.nokia.com/ [3] PALMEIRA, Alisson S.; CASTRO, Thiago M. Cortex – Anatomia de um Framework: http://www. softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ Figura 1: De uma simples calculadora a um visualizador 3D baseados no Cortex. id=27016128 46 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Curupira i3Geo Controle e gestão de impressão Geoprocessamento em ambientes corporativos Solução corporativa em software livre desenvolvida pela equipe da Caixa Econômica Federal. O Curupira utiliza código aberto e é executado no sistema operacional Linux. Ele gerencia os pro- cessos de impressão através da gestão racional dos elevados custos, volumes de impressão, insumos, permissões e eficiência do uso em redes corporativas. O software é uma solução livre para gestão de impressões que permite a gestão racional dos custos, volumes Figura 1: Tela inicial do i3Geo de impressão e insumos, gerando O software i3Geo [1] foi desenvolvido de gráficos, análises de dados tabulares, eficiência e racionalidade no uso em pelo Ministério do Meio Ambiente operações espaciais, a criação de buffers redes de impressão corporativas. Adota (MMA) com o objetivo de divulgar que podem ser utilizados pelo navegador padrões abertos e aderentes à política informações georreferenciadas relacio- de Internet. O software é utilizado por de software livre do Governo Federal. nadas à temática do meio ambiente. algumas instituições para disponibilizar O aplicativo, que foi batizado de Em 2006, ele foi licenciado pelo MMA as informações georreferenciadas pro- Curupira em homenagem ao per- como GPL (General Public License), duzidas, como, por exemplo, INCRA, sonagem da cultura popular que dando início à divulgação dos códigos IPEA, Instituto de Meio Ambiente da representa o defensor das matas, foi desenvolvidos. No ano de 2007, o i3Geo Bahia, por meio do GEOBAHIA, entre desenvolvido utilizando ferramentas foi incluído no Portal do Software Pú- outras. Além disso, o i3Geo é o visualiza- livres. O software possui interface web blico Brasileiro, criando-se assim, a dor de mapas utilizado na Infraestrutura e permite a emissão de relatórios on- sua comunidade de desenvolvedores e Nacional de Dados Espaciais (INDE). line. Somente na Caixa Econômica usuários, que atualmente possui mais Ao ser disponibilizado no Portal Federal, o software possibilitou a eli- de 6.000 membros. do Software Público Brasileiro, o minação dos custos de aquisição de O i3Geo foi o primeiro software software tornou-se uma opção de licenças e manutenção de solução na área de geoprocessamento a in- aplicativo para visualização de ma- de mercado, gerando uma economia tegrar o Portal do Software Público. pas na Internet. ■ de R$ 5 milhões. ■ O software é instalado via navegador, utiliza como servidor web o Apache e Geração de Gerenciar Software para: como servidor de mapas o MapServer mapas Software para: impressão de documentos com o PHPmapscript, tendo sido de- Está no Portal Agosto de 2007 senvolvido a partir das seguintes tec- desde: Está no Portal desde: Abril de 2008 nologias: PHP5, Software R, SpatStat Membros: 6.996 membros e GhostScript. Suas principais biblio- Prestadores Membros: 5.937 membros 57 prestadores tecas são YUI, CPAINT e OpenLayers. de Serviços: Prestadores 64 prestadores O MMA armazena os dados utilizados MMA – Ministério de Serviços: no i3Geo em bancos de dados PostgreS- Ofertante: do Meio Caixa Econômica Ambiente Ofertante: QL/Postgis. O software adota padrões Federal de interoperabilidade da OGC (Open Geospatial Consortium), WMS, KML Mais informações Mais informações e padrões descritos no documento do [1] Comunidade Curupira: http:// e-PING, como o shapefile. [1] Comunidade i3Geo: www. www.softwarepublico.gov.br/ softwarepublico.gov.br/ O i3Geo possui recursos que facili- ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ id=3632535 tam o acesso remoto aos dados, como id=1444332 webservices e ferramentas para geração Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 47
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Gnuteca Gestão de bibliotecas Figura 1: Exemplo de tela de Busca pelo termo “Casmurro”. O Gnuteca é um sistema para au- funcionamento e comportamento do mumente utilizados nas bibliote- tomação de todos os processos de sistema. Neles, configuramos desde cas, agilizando, assim, a inserção uma biblioteca, que respeita os pa- as políticas de uso até o formato de dos dados e sua disponibilização drões mais conhecidos e utilizados emissão de um recibo fiscal. para a pesquisa. nas bibliotecas, como o MARC21 Na Circulação de Materiais, os Como último módulo temos a (LOC - Library Of Congress) operadores praticarão qualquer ação Administração de Usuários, onde se- sendo compatível também com o que envolva empréstimos e devo- rão criados os grupos de operadores ISIS (Unesco). luções, assim como as verificações ou de usuários da biblioteca, e cada Por ser um software livre e utilizar atreladas a estas ações, como multas, um será enquadrado em seus direitos como base apenas outros softwares penalidades, reservas e outras. e políticas de uso, assim como em livres, não há limite no número de O módulo de Busca possui diver- sua unidade de biblioteca. estações de atendimento, ilhas para sos recursos. Vários tipos de pesquisa A solução Gnuteca, além de aten- consulta ou acesso através da Internet. são disponibilizados pelo sistema, der a bibliotecas de qualquer porte Não existem limites também para dentre eles: simples, avançada, de em sua plenitude, possui empresas bibliotecas de múltiplas unidades. aquisições, periódicos, Google Book que prestam suporte com segurança É dispensada a instalação de qual- e Z3950. Todas estas opções, assim e confiabilidade no atendimento, ga- quer software na estação cliente além como os filtros, são totalmente con- rantindo a continuidade da solução. ■ de um navegador, já que se trata de figuráveis de acordo com o perfil do um software de uso exclusivamente usuário ou operador logado. Cada Automação de Software para: web. Os requisitos mínimos para o perfil poderá personalizar suas op- Bibliotecas servidor são: uma distribuição Li- ções de busca, adaptando o sistema Está no Portal Março de 2011 nux, processador Pentium IV 2Ghz, para seu modo de uso. desde: memória RAM 2 GB e disco 40 GB. A Catalogação no Gnuteca se- Membros: 2.219 membros As funções do Gnuteca são divididas gue o padrão internacional Marc21 Prestadores 4 prestadores em seis módulos, que são os seguintes: de forma simples e configurável. de Serviços: ➧ Administração As planilhas de catalogação estão Ofertante: Cooperativa Solis ➧ Configuração prontas para qualquer tipo de ma- ➧ Circulação de Materiais terial, porém o operador pode criar ➧ Busca e/ou editar planilhas de modo a Mais informações ➧ Catalogação alinhar o sistema à sua prática di- [1] Gnuteca: http://www. ➧ Administração de Usuários ária. É possível, por exemplo, criar softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ Os módulos de Administração e uma planilha para catalogação de id=30724784 Configuração são responsáveis pelo livros apenas com os campos co- 48 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Demoiselle Framework de desenvolvimento de códigos Java O Demoiselle Framework é uma A arquitetura de referência pro- mento, se aquela parcela de código plataforma de desenvolvimento de posta pela versão 1 sugere uma apli- continua funcionando conforme código aberto para construir apli- cação em três camadas baseada em esperado. cativos em Java Enterprise Edition uma variação do padrão MVC (Mo- Por isso, o framework trabalha (JEE). A plataforma foi desenvolvida del-View-Controller). A camada de com injeção de dependências, atri- pelo Serviço Federal de Processa- persistência, que utiliza as recursos buindo instâncias à variáveis em mento de Dados (Serpro). O pro- do módulo demoiselle-persistence, tempo de compilação. Isso facili- grama foi criado para, inicialmente, fazia uso, a princípio, do Hiber- ta a criação de testes em cima das padronizar o desenvolvimento de nate; mas a partir da versão 1.1 foi mesmas classes que serão utilizadas aplicativos JEE e, posteriormente, disponibilizada uma extensão JPA, em produção, sem necessidade de aumentar a produtividade dos pro- que permite escolher o framework alteração do código. jetos nessa plataforma. de mapeamento objeto-relacional. Nesta versão, a injeção de depen- Para a camada de visão, o De- dências é implementada com Aspec- Objetivos moiselle faz uso de JSF. O módulo tJ, o compilador de Java orientado A arquitetura do Demoiselle Fra- demoiselle-view estende a imple- a aspectos. Com o uso de anotações mework foi projetada com foco na mentação JSF, de modo a facilitar (disponíveis desde a versão 5 do JDK) manutenção de software corpora- o desenvolvimento. é possível indicar quais classes serão tivo. A estrutura das bibliotecas A ideia é que o programador não atribuídas às variáveis-membro por de classe foi criada para atingir os tenha trabalho com a persistência meio de convenção de nomes. seguintes objetivos: ou com a interface do usuário e se ➧ Reduzir a necessidade de mu- concentre na camada central, que A versão 2 danças no aplicativo; são as regras de negócio. Esta é a A versão 2 do Framework foi imple- ➧ Permitir uma fácil substituição camada onde há grandes chances mentada de acordo com a especifica- de componentes de terceiros; das mudanças ocorrerem em um ção JEE6 (JSR 316), tomando como ➧ Evitar a dependência de uma aplicativo corporativo. referência o servidor de aplicativo implementação de software em par- Além de entregar várias abstra- JBoss 6. Seu objetivo é tornar o de- ticular. ções das camadas que fazem a in- senvolvimento em Java mais fácil com A flexibilidade na escolha de soft- terface do aplicativo com o usuário o uso das novas tecnologias introdu- ware é algo de extrema importância, e recursos externos, o Demoiselle zidas (ou melhor, regulamentadas) principalmente em empresas que têm Framework provê serviços de uso com JEE6. dificuldades de reduzir o custo com frequente em sistemas de informa- Nesta versão, o núcleo do fra- hardware, devido ao aprisionamento ção, como controle de transação, mework ficou menor. Todos os causado por soluções legadas. armazenamento de mensagens e módulos foram removidos, deixan- controle de segurança. do apenas o demoiselle-core como A versão 1 A qualidade do desenvolvimento obrigatório. Os recursos que têm A versão 1, atualmente em produção de software exige a criação de testes. uma frequência de uso maior, mas no Serpro, é composta por cinco As camadas do aplicativo devem ser não absoluta, foram transportados módulos, que são pacotes de classes testáveis de forma independente, pois para extensões, que podem ser aco- e interfaces Java. não se pode esperar que o sistema pladas ao core. Isso deixa o core Em sua arquitetura, todos os mó- esteja totalmente construído para simples e rápido, por ser compos- dulos dependem do demoiselle- descobrir que algo não funciona. to apenas por interfaces e algumas core. Essa versão tem como foco a O teste não somente garante que o implementações, tornando-o com- construção de aplicativos web não recurso faça o que está previsto no pletamente genérico. distribuídos, que utilizem bases de requisito do cliente, mas também As extensões, por outro lado, cons- dados relacionais. serve para verificar, a qualquer mo- tituem-se de recursos adicionais e Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 49
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público ware específicos para um determinado Provinha Brasil progresso no tempo de confecção dos domínio de aplicação. relatórios ocorreu porque a Prefeitura O uso de AspectJ não é mais ne- Solução em educação de Guarulhos, por meio da Secretaria cessário na versão 2, pois ela usa a de Educação, desenvolveu um sistema injeção de dependência fornecida A Provinha Brasil, criada em consonân- on-line para inclusão e armazenamento pela implementação JEE6. cia com o objetivo do Plano de Desenvol- das respostas da Provinha. A criação de classes controladoras vimento da Educação (PDE) do MEC, Além do desenvolvimento desse não só ficou mais fácil, ao dispensar a é um sistema de avaliação diagnóstica sistema, a Secretaria de Educação implementação de interfaces, como aplicada aos alunos matriculados no 2º ainda se responsabilizou pelo supor- também permite maior flexibilidade ano do Ensino Fundamental. Ela auxi- te, manutenção, atualização e apri- ao desenvolvedor. A nova estrutura lia professores e gestores escolares, pois moramento contínuo do mesmo. A do Demoiselle não força o uso de três atua como um instrumento diagnóstico equipe escolar ficou responsável pela camadas ao prover apenas três tipos do nível de alfabetização dos alunos, inclusão das respostas de cada aluno e básicos de classes, mas deixa flexível permitindo a correção e reorientação das observações descritivas dos educa- a criação de quantas camadas forem da aprendizagem em leitura e escrita dores que acompanham esses alunos necessárias para o aplicativo. de modo a melhorar a qualidade da no processo ensino-aprendizagem. Um método inteiro pode ser colo- alfabetização e do letramento inicial Dessa forma, o sistema Provinha cado dentro de uma transação graças oferecido às crianças. Essa avaliação Brasil facilitou o tratamento dos dados, à anotação @Transactional. Combina- diferencia-se das demais que vêm sen- viabilizando a produção de relatórios do com o uso de @ExceptionHandler, do realizadas pelo Inep, por se tratar que, ao subsidiar ações pedagógicas, são faz-se desnecessário o uso de blocos de um instrumento pedagógico sem capazes de unir a Secretaria de Educa- try...catch para manipular transa- finalidades classificatórias. ção, a Equipe Escolar, alunos e pais. ■ ções, deixando o controle de exceções Em Guarulhos, a aplicação da Pro- Software para: Educação centralizado em um único método vinha Brasil ocorre desde 2008. No de classe. primeiro ano de aplicação, as escolas Está no Portal Janeiro de 2011 desde: A persistência de dados usan- enviaram os gabaritos dos testes dos do JPA está disponível dentro de primeiro e segundo semestres para a Membros: 1.079 membros uma extensão, de uso opcional, Secretaria de Educação. Após alguns Prestadores 5 prestadores pois nada obriga um aplicativo a meses de trabalho, essas respostas fo- de Serviços: utilizar persistência em bancos de ram inseridas em um banco de dados Prefeitura de Ofertante: dados relacionais. e iniciou-se um processo de confecção Guarulhos - SP Demoiselle 2 não se restringe de relatórios com esses dados. Em 2009, a criação de aplicativos web não houve uma melhoria nítida no processo Mais informações distribuídos, campo para o qual há de aplicação da Provinha. Tal avanço [1] Comunidade Provinha diversas outras tecnologias disponí- foi claramente percebido pela rede, pois Brasil: http://www. veis, mas permite agora a criação o relatório da primeira fase do teste de softwarepublico.gov.br/ de aplicativos para Desktop, que é 2009 foi entregue às escolas junto com ver-comunidade?community_ id=25956481 um campo no qual o Java tem um o relatório dos dois testes de 2008. Esse grande diferencial. ■ Software para: Framework Está no Portal Maio de 2011 desde: Ofertante: SERPRO Mais informações [1] Comunidade Demoiselle: http://www.softwarepublico. gov.br/dotlrn/clubs/ demoiselle/ Figura 1: Interface de busca da Provinha Brasil 50 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA e-Nota / e-ISS Nota fiscal eletrônica Os sistemas e-Nota e e-ISS são sistemas Sua interface é acessada via nave- Futuro informatizados para emissão de Nota gadores de Internet, como Firefox, O e-Nota tem como foco ser um Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) Chrome e Internet Explorer. Como sistema com tecnologia cada vez e substitui procedimentos manuais de são desenvolvidos em linguagem mais moderna. Atualmente, impera declarações de Notas Fiscais, AIDF, Li- para web, são compatíveis com sis- em relação à evolução do projeto vro Fiscal e Guia de Recolhimento de temas operacionais como Linux e a padronização total do sistema Imposto. Visam como objetivo principal Windows, porém é necessário um quanto ao modelo disponibilizado a modernização da Gestão Tributária de servidor web como o Apache. O pela ABRASF, tendo sido inclusive Imposto Sobre Serviços (ISS/ISSQN). padrão adotado pelo projeto no seu lançada a sua versão 2.0 no dia 28 Eles foram desenvolvidos para auxiliar desenvolvimento foi um servidor de abril deste ano. o fiscal de ISS da prefeitura municipal, Linux Kernel 2.6, com Apache 2, Quanto ao e-ISS o direciona- bem como interagir com o contribuinte PHP 5 e MySQL 5 (LAMP). mento impera para a padronização de ISS e o tomador de serviços. Além total das declarações de instituições disso, conta com uma ferramenta de fácil Funcionamento de financeiras quanto ao modelo de utilização para a gestão das informações ambos os sistemas Declaração Eletrônica de Serviços pertinentes ao processo de ISS, gerando O funcionamento é simples, tanto de Instituições Financeiras (DES- economia, praticidade e segurança tanto para utilização quanto para con- if), disponibilizado pela Associa- para o gestor municipal quanto para a figuração. Em sua configuração ção Brasileira das Secretarias de população em geral. inicial, deve-se indicar correta- Finanças das Capitais (ABRASF). A Nota Fiscal de Serviços Eletrô- mente o servidor web ou de “vhost” Para ambos os projetos a adoção nica (NFS-e) substitui a emissão de e é necessária a execução de um do framework de desenvolvimen- nota fiscal de serviços em papel pela script em SQL, que cria valores to Zend Framework, junto com de existência apenas eletrônica. A ideia definidos como default (padrão) a arquitetura de software MVC, de digitalizá-la pode ser considerada para determinados campos. também estão em paralelo a evo- como uma troca de paradigma: trans- Posteriormente, a prefeitura lução dos projetos. ■ ferindo as informações do papel para municipal define os valores de me- o meio digital. tadados do sistema, que vão desde Notas Fiscais Software para: Já a Declaração Mensal de Serviços regras de negócios a simples for- Eletrônicas dos prestadores de serviços do município mulários de cadastro de usuários. Está no Portal consiste na declaração das notas fiscais Setembro de 2010 desde: de serviços, não eletrônicas, emitidas Experiências durante um período. Porém o objeti- Até a presente data, e que seja do Membros: 3.014 membros vo é agilizar e otimizar o processo das conhecimento do mantenedor da Prestadores 19 prestadores declarações através de uma aplicação comunidade, o sistema e-Nota foi de Serviços: web, utilizando a Internet como meio implementado em três municí- Empresa Portal de comunicação. pios: Feliz/RS, Osório/RS e Nova Ofertante: Público Através desta informatização e mo- Hartz/RS; e está em processo de dernização da gestão tributária muni- implementação no município de cipal, ambos os sistemas aumentam a Dom Eliseu/PA. Mais informações eficiência dos processos internos, me- É válido mencionar que, nos mu- [1] Comunidade e-Nota: http:// lhorando, por conseguinte, a relação nicípios de Feliz/RS e Nova Hartz/ www.softwarepublico.gov.br/ contribuinte-fisco. RS, o e-Nota foi implementado ver-comunidade?community_ com integração a sistemas proprie- id=24188584 Tecnologia tários, através de web services. Já [2] Comunidade e-ISS: http:// www.softwarepublico.gov.br/ Ambos os softwares são desenvolvidos no município de Osório/RS, esta ver-comunidade?community_ em linguagem PHP 5, com infor- integração aconteceu com o siste- id=22297303 mações armazenadas em MySQL. ma de gestão municipal e-Cidade. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 51
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público EdiTom Muito além de um editor de partituras Figura 1: Interface do programa. O maestro Heitor Villa-Lobos dizia: De acordo com os Parâmetros O que já estamos presenciando são “Com música e as crianças eu viro Curriculares Nacionais/Arte: profissionais de outras áreas, músicos este país pelo avesso”. “A música sempre esteve asso- práticos ou “simpatizantes”, assumindo A prática musical aciona os dois ciada às tradições e às culturas de a disciplina de música, visto que, de hemisférios do cérebro, potenciali- cada época. Atualmente, o desen- acordo com a lei, não será obrigatório zando a capacidade de raciocínio e volvimento tecnológico aplicado o preenchimento do cargo apenas por tornando os indivíduos mais inteli- às comunicações vem modificando profissionais licenciados. gentes. A música é uma prática so- consideravelmente as referências Faltam também recursos e ma- cial, produzida e vivida por grande musicais das sociedades pela pos- teriais didáticos específicos que parte das pessoas, constituindo ins- sibilidade de uma escuta simultâ- possam auxiliar o trabalho desses tância privilegiada de socialização, nea de toda produção mundial por educadores musicais, além de pro- na qual é possível exercitar as capa- meio de discos, fitas, rádio, televi- gramas de capacitação continuada cidades de criar, apreciar, executar, são, computador, jogos eletrônicos, nesta área. É ai que entra o EdiTom. comunicar e reconhecer o outro. cinema, publicidade, etc. A PPV Informática desenvolveu Estudos e pesquisas mostram que Qualquer proposta de ensino uma série de soluções para o de- a aprendizagem musical contribui que considere essa diversidade safio de incluir musicalmente os para o desenvolvimento integral dos precisa abrir espaço para o aluno 30 milhões de alunos do ensino indivíduos, principalmente para a trazer música para a sala de aula” fundamental e médio. A primeira construção de valores pessoais e so- (1997, p.53). solução, e talvez a mais importante, ciais de crianças, jovens e adultos. foi o Editor TomPlay, hoje chama- Embora seja uma área de conhe- Legislação do de EdiTom, que está no SPB. cimento independente, a educação É oportuno salientar que, de acor- A inclusão musical certamente musical está conectada ao mundo do com a Lei 11.769/2008, torna-se não consegue suprir a necessidade e estabelece relações com as mais obrigatório, a partir de 2011, o ensino das tradicionais práticas pedagógicas variadas formas de conhecimento, de música como disciplina regular e nem pretende, por si só, preen- em seus aspectos objetivos e subje- nas instituições de educação básica cher a necessidade de capacitação tivos. Ela se relaciona com a física, de todo o país. dos educadores. Contudo, ela é um a matemática, as ciências sociais Todas as instituições deverão se passo inicial para todo o processo e é uma linguagem carregada de adequar à nova lei, reorganizando de transformação e evolução que conceitos e signos próprios. seu corpo docente de forma a aten- pressupõe a implementação do en- No contexto escolar, a educação der à nova demanda. Sabemos, no sino de música nas séries de ensino musical não visa a formação do entanto, que existe uma grande ca- fundamental e médio das escolas músico profissional, mas o acesso rência de profissionais habilitados brasileiras. Por isso, entendemos à compreensão da diversidade de para atuarem como professores de que a inclusão musical antecede e práticas e manifestações musicais da música em diversas regiões deste facilita os processos complementa- nossa cultura, bem como de outras. imenso país. res da educação musical. 52 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA oníveis Estamos diante de um desafio: partitura, orientando os primeiros e-ProInfo instrumentalizar nossos alunos para passos do aluno. que sejam capazes de compreender ➧ São duas formas de edição de o ambiente de o universo da música como expres- partitura: a convencional (ícone e-learning brasileiro. são multicultural, guiando-os para de notas) – utilizando símbolos a convivência na diversidade e, as- das notas musicais – e a forma pró- O e-ProInfo é um ambiente co- sim, para a busca de novas formas pria do Projeto, que edita a partir laborativo de aprendizagem que de compreender o seu importante da digitação de texto no teclado utiliza a tecnologia da Internet e papel na construção da história, em musical (ícone de letras). permite a concepção, administra- seus diferentes contextos. ➧ Permite tocar uma partitu- ção e desenvolvimento de diver- ra, como se fosse um software de sos tipos de ações, como cursos a Características karaokê possibilitando repetir o distância, complemento a cursos O EdiTom é um software de edi- exercício ou acompanhar a par- presenciais, projetos de pesquisa, ção de partituras que permite aos titura, utilizando o teclado do projetos colaborativos e diversas iniciantes criar sons, representá-los computador como se fosse um outras formas de apoio ao ensi- de forma gráfica e ouvir efeitos so- instrumento musical. no à distância e ao processo de noros, procurando sempre ter ações ➧ O software possui várias fun- ensino-aprendizagem. reais como ponto de partida para o ções facilitadoras que permitem O ambiente colaborativo de mundo técnico da música. mudanças de tom, de escala, de aprendizagem (e-ProInfo) é um Para permitir que iniciantes pu- ritmo, com apenas um clique do software público, desenvolvido dessem ter uma ferramenta para mouse (botão da direita). pela Secretaria de Educação a criar sons, representá-los em forma ➧ Permite a criação de acordes a Distância (SEED) do Ministério gráfica, escrever músicas e ouvir partir da digitação de cifras musi- da Educação e licenciado por efeitos sonoros, era necessário um cais. Para ativar o criador de acor- meio da GPL-GNU, Licença ao software voltado para atender a des, selecione o modo próprio de Público em Geral. O programa é estas necessidades. edição (ícone de letras) e dê um todo desenvolvido em linguagem Este software de edição de par- duplo clique na partitura. PHP e precisa ser instalado em tituras é sem similar mundial. Pos- Esperamos que o EdiTom possa um servidor Apache para funcio- sui todas as características de um fazer parte de todos os computado- nar. O e-ProInfo é dividido em editor de partitura convencional, res da rede pública de ensino, ao dois sites: o do administrador e acrescidos de facilitadores em vários menos para despertar o interesse e o do participante. O administra- níveis, visando sempre permitir ao facilitar o acesso ao “prazer” mu- dor disponibiliza as atividades iniciante partir de ações reais para sical aos iniciantes. ■ que vão ser realizadas e o par- o mundo técnico da música. ticipante pode ver e fazer sua Suas principais características se Software para: Educação Musical parte, virtualmente. ■ baseiam nesta necessidade e são: ➧ Além da forma tradicional da Está no Portal Educação e Outubro de 2010 Software para: desde: Aprendizagem partitura, o software possui mais 5 formas diferentes de apresentar a par- Membros: 3.457 membros Está no Portal Março de 2007 titura. Iniciando por ovais coloridos desde: Prestadores Membros: 6.747 membros sem o pentagrama, as simbologias de 4 prestadores de Serviços: escrita musical vão sendo acrescen- Prestadores 66 prestadores tadas em cada uma das formas, até Empresa Privada de Serviços: Ofertante: apresentar-se de maneira completa PPV Informática Ministério da Ofertante: na sexta forma, que é justamente a Educação partitura tradicional. ➧ Possui tutores de flauta, violão Mais informações Mais informações e teclado, mostrando as posições [1] Comunidade [1] Comunidade EdiTom: http:// de cada nota ou acorde, na sequê- www.softwarepublico.gov.br/ e-ProInfo: http://www. ncia da partitura escolhida. Os softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ tutores têm o objetivo de facilitar id=21650445 id=31042 a execução de músicas a partir da Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 53
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público ERP5Br ERP Livre O poder, a flexibilidade e a escalo- nabilidade são as marcas do ERP5 Br, um software capaz de suportar aplicativos corporativos de vários segmentos e tamanhos. Este é o primeiro sistema integrado de gestão, também conhecido pela sigla ERP (Enterprise Resource Planning), a aderir ao Portal do Software Público Brasileiro. Com seu design baseado em Figura 1: Os gadgets na página inicial aumentam a produtividade do um modelo unificado de negócio, o usuário, possibilitando fácil acesso às informações necessárias para o seu trabalho. ERP5 Br é capaz de se adaptar facil- mente a pequenas, médias ou grandes governo eletrônico e comércio ele- o ZODB para armazenar dados e para organizações, de diferentes segmentos trônico, todos com casos de sucesso aumentar o desempenho, a indexação econômicos, além de governos, com já registrados e suportados por uma de dados é suportada por bancos de agilidade e confiabilidade. estrutura de computação em nuvem. dados relacionais, incluindo MySQL, Ele é uma derivação brasileira do PostgreSQL, Oracle, Ingres e Sphinx, projeto ERP5 e foi lançado no Portal Visão geral sendo o MySQL atualmente o padrão do Software Público Brasileiro pelo O ERP5 Br é escrito em Python, baseado adotado pelo projeto. Núcleo de Pesquisa em Sistemas de no Zope Object Database (ZODB) e é A arquitetura do ERP5 Br é base- Informação (NSI), do Instituto Federal utilizado através de um navegador de ada em business templates (modelos Fluminense (IFF), em parceria com a internet. É compatível com qualquer de negócio) que proveem os módu- Nexedi, empresa criadora do ERP5. sistema operacional GNU/Linux, Ma- los genéricos (por exemplo, conta- cOS, BSD e Windows; no entanto, o bilidade) para áreas específicas (por ERP para todos primeiro é preferível para atuar como exemplo, bancos) ou ainda recursos O ERP5 Br é um sistema completo, infraestrutura do servidor. Embora use específicos para um cliente. que inclui módulos para o gerencia- mento das diversas áreas do negócio de uma organização. O seu escopo é vasto, suportando gerenciamento financeiro e comercial, bem como gerenciamento da produção, o que inclui planejamento de recursos de produção, gerenciamento de proje- tos, CRM, gestão de documentos, gestão de conhecimento, gerencia- mento de recursos humanos e ainda modelagem de processos de negócio e construção de websites. Ele suporta uma variedade de mercados verticais, tais como ban- Figura 2: Através do configurador ERP5, você pode escolher qual cos, indústria têxtil, saúde, consul- configuração está mais próxima das suas necessidades e em toria, desenvolvimento de software, poucos minutos, seu ERP estará disponível para uso. 54 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Baseado na web outro aplicativo especializado e todos cussão. Através da comunidade, você Para usar e configurar o ERP5 Br, basta os dados do seu negócio estarão em um pode tanto obter ajuda de usuários abrir o seu navegador web. O desenvol- local acessível através da mesma inter- mais experientes como saber das últi- vimento do sistema facilita a integração face com o usuário. Através do Confi- mas evoluções do ERP5 Br. Seja mais de processos tratados por equipes distri- gurador ERP5, as empresas podem se um membro ativo dela, participando buídas de programadores e consultores. beneficiar da sua rápida configuração, dos fóruns de discussão, enviando suas Todas as tarefas de configuração, design a qual antes só era possível através da dúvidas e sugestões, provendo melhorias de fluxos de trabalho, criação de scripts versão hospedada, denominada como no sistema e relatando suas experiências em Python e gestão de categorias podem TioLive. Desta forma, pode-se escolher com a solução. ■ ser realizadas online. Para os desenvol- entre manter o sistema localmente ou Software para: Gestão ERP vedores, o ERP5 Br permite que você na nuvem, sem necessidade de alterar Está no Portal interaja diretamente com um sistema o mesmo e com total portabilidade de desde: Dezembro de 2010 de controle de versão (svn ou git), sem dados. Assim, é possível iniciar com uma Membros: 4.683 membros precisar utilizar comandos específicos instalação hospedada e depois migrar Prestadores em linha de comando, quer dizer, do para uma local, ou vice-versa, o que 5 prestadores de Serviços: ERP5 Br diretamente para o repositório permite ao sistema crescer junto com Instituto Federal com um clique. a sua organização. Fluminense – Ofertante: IFF e Empresa Configurador Comunidade Privada Nexedi O ERP5 Br pode acompanhar o cres- A comunidade ERP5 Br foi lançada cimento da organização, provendo os oficialmente em dezembro de 2010, Mais informações recursos que a maior parte das pequenas já conta com cerca de 5.000 usuários [1] Comunidade ERP5Br: http:// empresas precisam de uma maneira e vários destes já instalaram e estão www.softwarepublico.gov.br/ simples, escalonável e integrada. Não empregando o sistema, como se pode ver-comunidade?community_ id=23731755 existe a necessidade de usar qualquer acompanhar através das listas de dis- Fila – Sistema de Atendimento Sistema para controle de atendimento A solução Fila – Sistema de Aten- Cada categoria de atendimento de tempos máximo, mínimo e mé- dimento, proporciona os recursos pode ser associada a um grupo de dio de espera, de atendimento e de tecnológicos necessários a um guichês, e cada um destes pode ser ociosidade por categoria e guichê. atendimento presencial confor- vinculado a mais de uma delas. PÉ A licença do Fila – Sistema de tável, rápido e eficaz para qual- possível garantir, por exemplo, que o Atendimento é GPL e a sua insta- quer perfil de organização: pública atendimento a clientes preferenciais lação e operação requerem exclusi- ou privada. seja direcionado exclusivamente a vamente softwares livres. Todos os Com a solução, é possível mo- guichês com acessibilidade adequada. softwares que compõem a solução nitorar e gerenciar o atendimento O Fila permite a supervisão da são distribuídos com licenças FOSS para garantir a sua excelência e produtividade e da excelência ao (Free e Open Source Software). mantê-lo em conformidade com atendimento através de indicado- as legislações aplicáveis. A solu- res em tempo real e de relatórios A emissão das senhas ção propicia agilidade, efetividade, gerenciais ilustrados com gráficos. A senha é solicitada pelo usuário pontualidade e padronização do Trata-se de uma solução completa através de uma interface simples e atendimento presencial. e integrada que permite gerenciar intuitiva. Ao apertar o botão capaci- O software suporta múltiplas ca- todo o processo de atendimento tivo (similar ao usado em elevadores tegorias de atendimento e permite ao usuário. comerciais) correspondente à cate- que sejam estabelecidas prioridades Os gestores, supervisores e aten- goria de atendimento desejada, a e limites de tempos de espera e de dentes dispõe de informações atua- senha é emitida, através do módulo atendimento diferenciados, confor- lizadas em tempo real, referentes à impressor térmico, com indicações me cada categoria. situação atual das filas em termos do local, categoria, data e hora. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 55
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público funcionam com Windows, MacOS ou GNU/Linux. Os opiniômetros são usados para a aferir a qualida- de do atendimento a ser realizada pelo próprio usuário e precisam ser conectados ao terminal do guichê através da interface USB. Para reduzir as filas e agilizar ainda mais o atendimento aos usuários, o Fila dispõe do recurso de agendamento pela web, que pode ser integrado ao website da organização. As senhas emitidas pela web serão chamadas pelo painel da mes- ma forma que as demais senhas, assim que houver um guichê disponível, sem qualquer complicação para o usuário. Apesar da arquitera distribuída, a totalidade dos recursos oferecidos pelo Figura 1: Projeto de totem de atendimento. sistema atua de forma integrada, sendo possível associar os dados dos servido- O projeto do totem (figura 1) re- O painel de chamada de senhas res locais em um servidor central, para serva uma área ao lado de cada bo- dispõe de sinalização visual e sonora fins de análises estatísticas e gerenciais tão capacitivo para a sinalização de que pode ser integrada a uma progra- em soluções de bussiness inteligence. cada categoria de atendimento. Tal mação de TV ou a uma TV corpora- espaço, além de facilitar o uso para tiva, o que, mais do que economizar Projeto premiado todos os usuários, também permite a um monitor, atende à necessidade de O Oktiva Fila – Sistema de Atendi- inclusão de ícones (referência visual) manter a atenção dos usuários concen- mento está em operação desde 2007 e de tarjetas em braile (referência trada no painel de chamada de senhas. na sede da Regional VI em Messeja- tátil) para garantir a acessibilidade na, Fortaleza (figura 2), no Ceará. O a todos os usuários. Terminais de atendimento projeto Praça do Povo, da Prefeitura A emissão da senha em papel é As interfaces de uso dos operadores Municipal de Fortaleza, foi agraciado acompanhada da sinalização sonora são web e Ajax e estão em conformi- pelo Governo do Ceará com o 2º lugar correspondente em atenção especial dade com os padrões para HTML e no Prêmio Ceará de Cidadania Ele- aos usuários com deficiência visual. JavaScript estabelecidos pela W3C e trônica, na categoria Software Livre, o que comprova o mérito da solução. ■ Sistema de Software para: Atendimento Está no Portal Junho de 2009 desde: Membros: 4.212 membros Prestadores 45 prestadores de Serviços: Ofertante: Empresa Oktiva Mais informações [1] Comunidade Fila – Sistema de Atendimento: http://www. softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ id=11809545 Figura 2: Projeto Praça do Povo, utilizado pela Prefeitura municipal de Fortaleza. 56 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Ginga Ginga é o padrão adotado no Brasil positivos de exibição próximos à TV, para promover a plataforma de execu- como celulares e PDAs, permitindo O middleware do sistema ção de aplicativos interativos. ações de interatividade individualiza- brasileiro de televisão digital. O nome Ginga foi escolhido em das entre os membros de uma família reconhecimento à cultura, à arte e à que assistem o mesmo programa. Os contínua luta por liberdade e igualdade aplicativos NCL podem também ter do povo brasileiro. Sua arquitetura foi o seu comportamento alterado em concebida em conjunto pela PUC-Rio tempo de apresentação, por meio de e pela UFPB (Universidade Federal da comandos de edição que podem ser Paraíba) durante a iniciativa do Governo disparados pela emissora ou por uma TV Interativa é o serviço de distribui- Federal de financiar projetos na área de parte do próprio aplicativos. ção de conteúdo multimídia em que, TV Digital que subsidiassem o processo Outra característica interessante além de poder assistir ao material au- de decisão do então instituído Sistema da NCL é a sua capacidade de atuar diovisual transmitido pelas emissoras, Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Um como linguagem “de cola”, que reúne o telespectador possui a liberdade de dos principais pilares do SBTVD era diferentes tipos de objetos de mídia em enriquecer sua experiência, navegan- promover a inclusão social por meio um único aplicativos. Alguns exemplos do por informações e serviços com- da TV Digital Interativa. de objetos de mídia suportados pelo plementares, disponibilizados tanto Concebida de forma a otimizar as Ginga-NCL são imagens (JPG, PNG pelas emissoras como pelo próprio funcionalidades providas e evitar so- etc.), áudios (MP3, WAV etc.), vídeos fabricante do seu receptor. breposições entre os subsistemas que (MPG, MP4 etc.) e texto. Certos tipos Para prover interatividade, os recep- a compõem, a arquitetura do Ginga especiais de objetos de mídia podem tores precisam suportar a execução de possui três subcamadas principais. A agregar ainda mais poder aos seus apli- aplicativos, tanto residentes – aqueles que camada Ginga Common Core (núcleo cativos, como objetos HTML e LUA. o próprio fabricante disponibiliza para comum) é o subsistema que disponi- Este último foi criado também pela o seu produto – quanto aqueles trans- biliza o acesso às informações e dis- PUC-Rio com o objetivo de oferecer mitidos pelas emissoras. No primeiro positivos de TV, como sintonizador, uma linguagem a ser embutida em caso, o fabricante domina o hardware demultiplexador, decodificadores, ca- aplicativos que necessitassem ser esten- e o processo de instalação e, então, nal de retorno, placa gráfica, entrada/ didas de modo dinâmico. Mesmo sendo poderia escrever aplicativos voltados saída etc. O nome núcleo comum se poderosa e apresentando estruturas de especificamente para sua plataforma. deve ao fato de que tais serviços básicos dados avançadas, sua sintaxe é simples e No segundo caso, os desenvolvedores são oferecidos sob a mesma interface a sua interpretação é incrivelmente leve. devem construir aplicativos capazes de outros dois subsistemas, Ginga-NCL e Ginga-J é uma máquina de execução serem executadas em qualquer receptor Ginga-J, responsáveis por dar suporte que controla o ciclo de vida de aplica- de TV Interativa, independentemente às APIs definidas e por controlar todo o ções Java, disponibilizando uma API de plataforma e fabricante. Para isso, in- ciclo de vida dos aplicativos interativas. para acesso a funcionalidades caracte- terfaces de programação de aplicativos rísticas de TV. Ginga-J foi especificado (APIs) devem ser definidas e padroniza- Subsistemas pela UFPB, Sun Microsystems e Fó- das. O leitor deve atentar ao fato de que Ginga-NCL é uma máquina de apre- rum SBTVD como uma especificação os aplicativos residentes nos receptores sentação que controla a exibição de de API livre de royalties, denominada podem também ser escritos usando estas aplicações escritas em linguagem NCL JavaDTV, em substituição ao padrão mesmas APIs padronizadas. (Nested Context Language). Esta é uma GEM (Globally Executable MHP), Se as especificações forem seguidas linguagem declarativa criada pela PUC- derivado do middleware europeu. As por quem desenvolve os aplicativos Rio, voltada para a especificação de rela- extensões da UFPB incluem elemen- interativos, assim como por quem cionamentos entre objetos de mídia que tos de interface gráfica avançados, o desenvolve o software embarcado que compõem documentos hipermídia. Tais controle de múltiplos dispositivos de oferece o suporte às APIs, fica garanti- relacionamentos são expressos por meio exibição, o gerenciamento de usuários da a compatibilidade entre aplicativos de elos que são disparados em reação e da persistência de aplicativos. e receptores. Esse software deve, por- a eventos de sincronismo (temporais, tanto, estar instalado nos receptores, espaciais, ações do usuário etc.). A lin- Perspectivas e ferramentas agindo como um intermediador – e daí guagem NCL possui ainda facilidades A Comunidade Ginga foi fundada em o nome middleware – entre aplicativos para a especificação de aplicativos que julho de 2007, no Portal do Software e sistema operacional. O middleware exploram a existência de múltiplos dis- Público Brasileiro, com o objetivo de Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 57
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Eclipse, é um plugin Eclipse para o desenvolvimento de código NCL com facilidades avançadas, tipicamente encontrado em grandes ambientes de desenvolvimento integrado (IDEs). A NCL Eclipse possui ainda integração com o repositório de aplicativos in- terativos Clube NCL, resultado das demandas da comunidade Ginga. Ferramentas para o Ginga-J ainda estão por vir, tão logo uma implementa- ção de referência GPL seja oficialmente eleita e, então, venha a integrar a comu- nidade Ginga. A iniciativa OpenGin- ga é, hoje em dia, a principal fonte de informação e de ferramentas para os Figura 1: Ginga Live CD. desenvolvedores Ginga-J. compartilhar com a sociedade todo em mãos, torna-se muito simples o uso o conhecimento adquirido e tecno- de computadores pessoais para desen- Conclusão logias resultantes das pesquisas no volver, testar ou simplesmente assistir Para concluir, é notável que a comu- âmbito do middleware do SBTVD. A conteúdo interativo NCL. nidade Ginga possui características estreia da Comunidade foi marcada Vale a pena mencionar também ímpares dentro do Portal do Software pelo lançamento da implementação o software Ginga Live CD, tam- Público, pois ela não foca apenas em de referência do Ginga-NCL, dispo- bém disponível na Comunidade, uma solução, como a maioria das nível como software público. que consiste em uma distribuição demais comunidades. O que tentam Uma implementação de referên- Linux autocontida em CD bootá- fazer é trazer para a comunidade todo cia tem como objetivo guiar os im- vel, com interface gráfica amigável, o ecossistema em torno do Ginga, da plementadores de middleware, para própria para a reprodução e testes produção do conteúdo à sua repro- que conheçam uma nova tecnologia e de conteúdo interativo NCL, tanto dução, oferecendo ferramentas que mostrar qual o comportamento espe- por usuários leigos como avançados. possibilitem a todos dominar a cadeia rado de cada parte do software. Por ser Os fundadores da comunidade de distribuição de conteúdo interati- dedicado à execução em ambientes Ginga acreditam que a inclusão vo. Temos ainda muito trabalho pela embarcados como set-top boxes e TVs, social, alvo do SBTVD desde a sua frente, mas certos do apoio de nossos o software ficava confinado aos fabri- instituição legal por meio de decreto milhares de membros, sem os quais cantes, empresas por eles contratadas presidencial, deve ser promovida não não teríamos chegado onde chega- ou programadores entusiastas ávidos somente para facilitar aos cidadãos o mos com essa tecnologia nacional. ■ por conhecer a nova tecnologia. acesso à informação por meio da TV Software para: TV Digital Um grande avanço na distribuição de interativa, mas também para repassar ferramentas livres em torno do Ginga a eles o conhecimento sobre como Está no Portal Junho de 2007 desde: ocorreu pouco tempo depois, ao fim de desenvolver conteúdo interativo. Por 2007, quando foi lançado na comunida- isso, a NCL foi concebida como uma Membros: 1.0719 membros de o Ginga-NCL Virtual Set-top Box, linguagem simples e fácil de entender. Prestadores 51 prestadores uma máquina virtual independente de Ainda assim, por sua estruturação, ela de Serviços: plataforma que já trazia o Ginga-NCL permite que ferramentas avançadas Universidade e suas dependências instalados e pron- de autoria de conteúdo sejam criadas. Ofertante: Federal da Paraíba e PUC-Rio tos para uso. Desde então, diferentes A Comunidade Ginga, ainda em perfis de profissionais se juntaram à 2007, disponibilizou o protótipo Com- comunidade, como desenvolvedores de poser para facilitar a criação de con- Mais informações aplicativos interativos para TV Digital, teúdo através da manipulação de ele- [1] Comunidade Ginga: http:// testadores de software, novos desenvol- mentos gráficos a partir de diferentes www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ vedores de middleware e até mesmo visões sobre o mesmo aplicativo NCL. id=1101545 usuários finais. Com a máquina virtual Outra ferramenta, denominada NCL 58 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Xemelê Gerenciador de portais Origem MinC. Não por acaso, o servidor mento da comunicação interativa O nome Xemelê é derivado da de desenvolvimento foi assim ba- e dos processos colaborativos uti- denominação do protocolo XML tizado: “XEMELE”. No momen- lizando a plataforma da Internet: ( Extensible Markup Language ) – to em que estamos lançando um ferramentas para gerenciamento que é um padrão de linguagem espaço para compartilhamento de sites, blogs, chats, wikis e tam- para comunicação entre sistemas de soluções que promovem a in- bém de ambientes para integra- via web. Desde as primeiras con- teratividade e os processos cola- ção de serviços de e-mail, agenda, versas com o ex-ministro Gilberto borativos na rede, o nome ideal workflow etc. Para o código (até Gil sobre as possibilidades de uso para simbolizar o trabalho de de- o momento), é utilizado HTML, da Internet nos programas e ações senvolvimento em software livre PHP, JavaScript, Jquery e o ban- do MinC, foi mencionado os novos no MinC surgiu naturalmente. co de dados MySql. Entretanto, é recursos baseados no protocolo importante destacar que a comu- XML. Para facilitar a comunicação Recursos nidade Xemelê busca atender ao e sob a influência das conversas no O Xemelê disponibiliza um con- público que não domina código, coletivo “Projeto Metáfora” [1], junto de plugins que transforma mas, ao mesmo tempo, deseja logo transformou-se XML em ver- a plataforma Wordpress em um explorar o potencial de comuni- bo: “xemelizar” conteúdos… De gerenciador de portais. A solução cação interativa e colaboração fato, o XML provê uma linguagem não interfere no core do código e, da Internet. ■ comum que permite aos sistemas, portanto, constitui uma camada mesmo em diferentes plataformas que customiza o aplicativo para e linguagens, trocar informações um uso diferenciado da platafor- Gerenciamento Software para: estruturadas customizáveis – e não ma. Quando surgiu, a ferramenta de Portais apenas dados brutos. chamou a atenção de muita gente Está no Portal Segundo Felipe Fonseca, um na blogosfera, pelo grau de facili- desde: Maio de 2008 dos idealizadores do Xemelê [2], dade envolvido em seu uso. Em “depois transformaríamos em subs- função disto, foi criada uma expec- Membros: 4.572 membros tantivo novamente, mas já devi- tativa na rede sobre o lançamento Prestadores damente tropicalizado: “xemelê” do conjunto de plugins que ficou 29 prestadores de Serviços: como uma espécie de denominador conhecido como Xemelê. comum das conversas, um esforço Em conjunto com o Xemelê Ministério da Ofertante: para manter uma linguagem sim- também foi disponibilizada a Cultura ples, livre de jargões, compreensí- ferramenta ChatCast . Trata-se vel pelo maior número possível de de um aplicativo que promove a pessoas”. Hoje, aplicativos desen- interatividade com base em con- volvidos com base em XML estão versa escrita (chat) e streaming de Mais informações presentes em todos os serviços da vídeo. Ao mesmo tempo em que [1] Projeto Metáfora: http:// web 2.0, e é a exploração extensi- o usuário tem acesso ao audiovi- rede.metareciclagem.org/ va de seu potencial que inagurou sual de uma conferência via stre- wiki/ProjetoMetaFora o advento da “web ao vivo” e que aming, por exemplo, ele também viabiliza a agregação de conversas poderá participar em tempo real, [2] Conhecendo a história do na rede em tempo real. de um debate entre membros da termo xemelê: http://xemele. Facilitar a comunicação e a in- audiência on line, via chat, que net/wikka.php?wakka=Xemele teratividade, explorar a conversa poderá ser aberto ou contar com [3] Comunidade Xemelê: http:// em tempo real na rede, tudo isso algum tipo de inscrição prévia. www.softwarepublico.gov.br/ virou sinônimo de Xemelê para A comunidade do Xemelê no Por- ver-comunidade?community_ a equipe responsável pelo desen- tal do Software Público [3] busca id=4215419 volvimento das soluções web do compartilhar soluções para fo- Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 59
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público GSAN Sistema de gestão de serviços de saneamento GSAN O Ministério das Cidades, por meio do Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), em parceria Figura 1: Interface web do GSAN. com o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), licitou Tecnologias agrupando ou detalhando informações, em agosto de 2006 o desenvolvimen- O GSAN funciona completamente no além de gerar gráficos e exportar os da- to e a implantação de um Sistema de ambiente web e possui módulos que dos para planilhas eletrônicas. Gestão Comercial para Empresas de permitem seu uso no celular, utilizando Saneamento. A ferramenta tem o ob- tecnologias open-source, em evidência Características jetivo de dotar as prestadoras de servi- no mercado e estando de acordo com as O sistema foi dividido nos módulos que ço de abastecimento de água e coleta políticas do Governo Federal Brasileiro se integram e compartilham informa- de esgoto com um software moderno, na adoção de software livre. ções de diversas áreas: capaz de atender as necessidades de in- As tecnologias JAVA, JSP, HTML, No módulo de Cadastro, é possível formação e apoio à tomada de decisão. CSS, Hibernate, Struts e EJB, integradas criar as entidades de cliente (pessoa fí- A empresa vencedora da licitação ao servidor aplicação JBOSS, trabalhadas sica ou jurídica) e imóvel. internacional foi o Instituto de Plane- através de um processo de desenvolvi- O módulo de Micromedição manu- jamento e Apoio ao Desenvolvimento mento de software que utiliza a notação seia tabelas parametrizadas que definem, Tecnológico e Científico (IPAD), que Unified Model Language (UML), é a para cada anormalidade de leitura, os possui um quadro de consultores espe- base tecnológica do sistema, juntamen- procedimentos a serem adotados para o cializados no negócio de saneamento te com o banco de dados, PostgreSQL, cálculo do consumo e a determinação e nas metodologias e tecnologias mais que garante o devido armazenamento da leitura de faturamento. modernas para o desenvolvimento de das informações. Entretanto, o sistema No módulo de Faturamento, a im- sistemas de informação. funciona também em outros SGBDs, pressão da conta no ato da leitura foi Denominado GSAN – Sistema In- como ORACLE e SQL Server. projetada para estar totalmente inte- tegrado de Gestão de Serviços de Sa- Os relatórios implementados utilizam grada ao GSAN. neamento, o software teve seu escopo a tecnologia JasperRepots, que permite O módulo de Cobrança foi concebi- voltado inicialmente para atender três a geração em vários formatos, como do para que as ações de cobrança sejam empresas estaduais de saneamento: PDF, RTF, XLS e HTML, e possibilita acompanhadas durante todo o seu ciclo. Companhia Pernambucana de Sane- o armazenamento e a disponibilização No módulo de Arrecadação todos os amento (COMPESA), Companhia de forma simples. Assim, o usuário pode recebimentos e devoluções inerentes à de Água e Esgotos do Rio Grande do gerar um relatório e enviá-lo por e-mail atividade comercial são processados, Norte (CAERN) e Companhia de anexando o arquivo PDF. bem como as deduções realizadas pelos Água e Esgotos de Roraima (CAER), Para consultas e relatórios gerenciais, agentes arrecadadores (tarifas, CPMF, sendo implementado com êxito. Atu- o sistema incorporou a tecnologia de cheques devolvidos etc.), facilitando o almente o sistema está em fase de BI - Business Intelligence, denominada processo de conciliação bancária. implementação na quarta empresa On Line Analytical Processing (OLAP), O módulo de Atendimento ao Público estadual, a Companhia de Águas e onde o usuário pode visualizar o mesmo realiza o registro, acompanhamento e Esgotos do Maranhão (CAEMA). relatório de forma analítica ou sintética, o controle das solicitações e reclama- 60 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA ções, tanto do público externo quanto Benefícios tiverem seguindo os padrões de arqui- interno (diversas unidades da empresa). Entre os principais benefícios do tetura do sistema, através da utilização O módulo de Segurança foi proje- GSAN está a redução de custo com do mecanismo de código fonte único, tado para assegurar que todas as ope- licença de software, já que o sistema que diminui o custo de manutenção. rações realizadas pelo usuário sejam utiliza apenas tecnologias livres, onde A intuitividade da interface, aliada gravadas em um log que possibilita a não é necessário pagar royalties. à usabilidade, facilita o entendimento realização de auditorias e identificação Por funcionar totalmente online, rápido do sistema, agilizando o pro- de irregularidades. basta apenas um navegador instala- cesso de aprendizado. ■ O módulo Gerencial consolida as do no computador. Com isso, não informações necessárias para o tomador é necessário possuir estações de tra- Saneamento Software para: de decisão, e tem como característica balho com grandes capacidades de e Esgoto a integração com os demais módulos processamento. O GSAN funciona Está no Portal Agosto de 2007 do GSAN, facilitando o agrupamento nos ambientes Windows e Linux e desde: das informações e a disponibilização essa vantagem também se aplica na Membros: 2.738 membros das mesmas. parte dos servidores. Prestadores 67 prestadores Por fim, a característica integradora Projetado inicialmente para 3 em- de Serviços: do GSAN oferece mecanismos que presas de saneamento, sua arquitetura Ministério das Ofertante: facilitam a troca de informações com possibilita a fácil adaptação a outras Cidades outros sistemas, como ERPs. Por essa empresas, seja de pequeno, médio razão, todos os lançamentos contábeis ou grande porte, pois as regras de referentes à área comercial são gerados negócio estão em camadas isoladas Mais informações automaticamente pelo GSAN, direta- e totalmente parametrizadas. [1] Comunidade GSAN: http:// mente no sistema de contabilidade ou Caso uma empresa solicite uma www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ através de meio magnético, os quais nova funcionalidade ou relatório, as id=1593449 estão respaldados por relatórios. demais podem ser beneficiadas se es- Koruja O Koruja funciona a partir do Os ganhos surgem do aproveita- desenvolvimento e acoplamento de mento da cultura wiki, da econo- Inventário de hardware plugins ou drives específicos para mia dos recursos tecnológicos para cada recurso tecnológico existente realizar o inventário e do foco nos no ambiente de TI. recursos de acordo com a necessi- Esses plugins e drivers têm a tare- dade específica de cada um, sendo fa de fazer a coleta das informações eles: estações de trabalho, switches dos recursos tecnológicos e enviá-los e roteadores. ■ para a camada de apresentação em ambiente Wiki. Inventário de O Koruja é um software desen- Software para: Hardware O projeto nasceu devido a necessida- volvido com tecnologias abertas e Está no Portal de de empresas públicas e privadas livres, na linguagem TCL/Expect, Janeiro de 2010 desde: de administrar, gerenciar, controlar e tem baixo consumo de memória, faz Membros: 5.132 membros auditar configurações em ambientes o tratamento de strings e funciona Prestadores de TI a partir de um único ponto de em ambiente multiplataforma. 17 prestadores de Serviços: vista. Dentro dessa perspectiva, surge O software em sua versão inicial a ideia de criar um mecanismo de atende quatro premisssas: Ofertante: Banco do Brasil automação de coleta de configuração ➧ não utiliza o modelo de agentes dos recursos tecnológicos (servidores, locais para coletar as informações; roteadores, switches, estações de tra- ➧ coleta as informações a partir Mais informações balho etc.) do ambiente de TI sem de um único ponto; [1] Comunidade Koruja: http:// utilizar agentes (agentless) e integrado ➧ gera um repositório único para www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ às funcionalidades de um ambiente as informações gerenciais e; id=18068594 de colaboração do tipo wiki. ➧ opera em serviços TCP/IP. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 61
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público InVesalius Imagens médicas InVesalius é um software público para a área de saúde que visa auxiliar o diag- nóstico e o planejamento cirúrgico. A partir de imagens em duas dimensões (2D) obtidas através de equipamentos de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, o programa permite criar modelos virtuais, em três dimensões (3D), correspondentes às es- truturas anatômicas dos pacientes em acompanhamento médico. O software tem demonstrado grande versatilidade e vem contribuindo para diversas áre- as, tais como medicina, odontologia, veterinária, arqueologia e engenharia. A medicina cada vez mais utiliza Figura 1: Visualização por raycasting. a tecnologia da informação como um dos seus principais aliados, seja de barreiras comerciais impostas por Em outubro de 2007, a solução no diagnóstico seja no tratamento países ou indústrias que detinham tal foi disponibilizada no Portal do de anomalias. Com o surgimento da tecnologia. Além disso, o Centro de Software Público. A comunidade tomografia computadorizada (TC) e Tecnologia da Informação Renato tem atualmente mais de quatro mil da ressonância magnética (RM), foi Archer (CTI) possuía equipamentos membros de várias especialidades, possível visualizar o corpo humano in- de prototipagem rápida (impressoras distribuídos em 71 países. ternamente e em três dimensões (3D) 3D) e um de seus objetivos era auxiliar Dentre seus principais recursos, de forma não invasiva, aumentando a cirurgiões da rede pública de saúde é possível citar: precisão e diminuindo o tempo de re- com protótipos físicos. Entretanto, ➧ Ferramentas de segmentação alização do diagnóstico. Essas técnicas para a confecção desses protótipos era manual e automática; geram um conjunto de imagens em necessário realizar a reconstrução 3D ➧ Medição linear, angular e vo- duas dimensões (2D), representando (“empilhar” as imagens) e, em segui- lumétrica; uma fina fatia do corpo humano em da, exportar o modelo 3D em forma- ➧ Visualização por meio de ray- orientação transversal – ou axial, como to específico. Devido a esse cenário, casting (figura 2); é popularmente conhecida pelos mé- decidiu-se iniciar o desenvolvimento ➧ Superfícies poligonais. Tam- dicos – da região a ser analisada. Essas de um software para tratamento e re- bém pode-se exportar os modelos imagens são gravadas pelos aparelhos construção 3D de imagens médicas, o segmentados, em diversos forma- em formato digital DICOM (Digital InVesalius, batizado com esse nome tos como STL (stereolithography) Imaging and Communications in Me- em homenagem ao pai da anatomia e OBJ (wavefront). dicine), que, além de conter os pixels moderna, Andreas Vesalius. A linguagem de programação que formam a imagem, possui diversas Com a finalidade de exportar mo- Python foi utilizada para a constru- informações, como nome do pacien- delos anatômicos em formato que os ção do software em conjunto com te, posição da imagem em relação ao equipamentos de prototipagem rápida as bibliotecas: VTK (Visualization espaço e quantidade de raio-X utiliza- podiam interpretar, o InVesalius foi ToolKit), empregada principalmen- do para obter a imagem (no caso de com o tempo evoluindo e ganhando te na visualização e processamento tomografia computadorizada). diversas melhorias na interface gráfica e de imagens; GDCM (Glassroots No início do século XXI, não se novas ferramentas, sendo, hoje em dia, DICOM), para a leitura de arquivos encontrava software livre ou gratuito também utilizado no contexto de diag- médicos em formato DICOM; Ni- de reconstrução de imagens médicas; nósticos na radiologia e na odontologia, babel, para a leitura de arquivos mé- o usuário dependia de soluções pro- no auxílio ao planejamento cirúrgico dicos Analyze; Numpy e Scipy, para prietárias e ficava, até mesmo, refém e até mesmo na veterinária (figura 1). cálculos matemáticos em vetores e 62 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA matrizes; e, por fim, a interface gráfi- Linux Educacional este sistema operacional sem afetar ca, que foi construída com wxPython. o seu computador. Como paradigma de programação, Distribuição Linux A versão 4.0 apresenta três opções empregou-se a orientação a objetos. de uso de acordo com as necessida- A linguagem Python teve papel fun- des das escolas. São elas: damental na construção do software ➧ Pessoal : a instalação é destinada por ser uma linguagem que permite para máquinas de uso pessoal. um desenvolvimento acelerado. Todas ➧ Desktop : destina-se para as es- as bibliotecas usadas são compatíveis colas com equipamentos individuais. com a licença GNU – GPL 2.0. ➧ Multiterminal : destina-se para O InVesalius é um software que as escolas com equipamentos mul- pode ser internacionalizado pelo uso titerminais. da ferramenta GNU Gettext. E, graças à ferramenta transifex, foi possível dis- Diferenciais ponibilizar o software em sete idiomas. O Linux Educacional é uma solu- Pelo fato de os conteúdos educacio- Isso facilita a distribuição do software ção de software que colabora para nais ocuparem um grande espaço em em vários países, posto que nem todos o atendimento dos propósitos do disco, é impossível distribuí-los no falam inglês, idioma padrão da inter- ProInfo, Programa Nacional de In- DVD de instalação, sendo possível face do InVesalius. Este foi escolhido formática na Educação, que é um baixá-los após a instalação do siste- pela facilidade de encontrar traduto- programa de formação voltada para ma, através do repositório Debian do res para outros idiomas e desenvolve- o uso didático-pedagógico das Tec- MEC, o que não ocorre com a versão dores, pois o código fonte também é nologias da Informação e Comuni- OEM que acompanha as máquinas escrito nessa língua. O InVesalius é cação (TIC) no cotidiano escolar, do ProInfo; neste caso os conteúdos multiplataforma (Linux, Mac Os X articulado à distribuição dos equi- já encontram-se pré-instalados: e Windows), contando com versões pamentos tecnológicos nas escolas ➧ Mais de 100 horas de Vídeos da para 32 bits e 64 bits. e à oferta de conteúdos e recursos TV Escola; Uma grande contribuição que o multimídia e digitais oferecidos pelo ➧ Amplo acervo de textos em do- software está recebendo é um módu- Portal do Professor, pela TV Escola mínio público [2]; lo de neuronavegação. Essa técnica e DVD Escola, pelo Domínio Pú- ➧ Objetos educacionais de apoio permitirá mostrar nas imagens exibi- blico e pelo Banco Internacional de ao professor e o aluno. ■ das pelo InVesalius onde se encontra Objetos Educacionais. a ponta de um instrumento cirúrgico A distribuição é desenvolvida pela Software para: Educação ou algo similar. Também será possível Secretaria de Educação a Distância Está no Portal Junho de 2009 utilizar diferentes tipos de rastreadores do Ministério da Educação (MEC) desde: (equipamentos que mostram a loca- O Linux Educacional se en- Membros: 4.124 membros lização espacial do instrumental). ■ contra na versão 4.0 e utiliza o ambiente gráfico KDE. Esta nova Prestadores 74 prestadores Software para: Saúde e Medicina de Serviços: versão do Linux Educacional está Está no Portal baseada no Kubuntu 10.04 e traz Ministério da Maio de 2007 Ofertante: desde: Educação - MEC mudanças na interface do sistema, Membros: 4.786 membros tornando-a mais simples e atrativa. Prestadores Ela traz também aplicativos educa- Mais informações 43 prestadores de Serviços: cionais personalizados, ferramentas [1] Comunidade Linux Centro de de acesso e busca dos conteúdos Educacional: http://www. Ofertante: softwarepublico.gov.br/ Pesquisa CTI educacionais, um repositório De- ver-comunidade?community_ bian de conteúdos educacionais id=11809207 Mais informações mantido pelo MEC e ferramentas [2] Domínio público: http://www. [1] Comunidade de produtividade. dominiopublico.gov.br/ InVesalius: http://www. O usuário pode testar o Linux softwarepublico.gov.br/ [3] Objetos educacionais: http:// Educacional sem precisar instalar objetoseducacionais2. ver-comunidade?community_ no computador, o que é importante, id=626732 mec.gov.br/ pois o novo usuário pode conhecer Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 63
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Jaguar Framework para desenvolvimento Java O Jaguar é um framework para o todas as camadas, com uso do pa- tas que dispensam manipulações desenvolvimento de projetos em drão Java EE 6 CDI (Context De- JSF complexas. Java EE que traz uma arquitetura pendency Injection) via JBoss Weld, ➧ Web 2.0 com CSS padrão, Ja- de software de alto nível, reutilizá- incluindo generalizações comple- vascript e Ajax otimizados: arqui- vel e extensível, baseada na inte- tas e comprovadas para CRUDS tetura de CSS com padrão Theme gração de dezenas de frameworks (Create, Retrieve, Update, Delete e Roller e recursos para troca de in- de base (open source), líderes em Search & Select) complexos (Sim- terface dinâmica pelo usuário. Bi- seus segmentos e aplicando gene- ples, Mestre-N Detalhe, Mestre, N bliotecas Javascript organizadas de ralizações de orientação a objetos Detalhes, Sub-Detalhe etc.) dentre forma modular e otimizadas para em uma arquitetura MVC2 ( Mo- outros padrões de alto nível. donwload de máximo desempenho del View Controler 2). O resulta- ➧ Convenção sobre configuração em produção. Uso de Ajax exten- do é uma solução com alto nível avançada: eliminação da necessidade sivo para melhorar a usabilidade de abstração e pouco código Java de metadados (exemplo: faces-con- entre navegadores, com facilidade que utiliza recursos como IoC, fig.xml ou package-info annotations) para “link permanente” (RESTful DI e AOP, de forma natural e para navegações e padrões, respec- URLs). Homologado para Chrome, padronizada. Em uma arquitetu- tivamente. O uso opcional de ano- IE, Firefox, Safari e Opera. ra SOA (arquitetura orientada a tações pode ser feito em classes de ➧ JSF 2.0 com Facelets avançado: serviços), o Jaguar atua no core ManagedBean (Action). É possível organização avançada de layouts development, apoiando a produção obter uma solução CRUD final em com disponibilização de múltiplos de rotinas de negócio em Java EE arquitetura MVC2-P com apenas um templates Facelets totalmente ge- 6 e a exposição de serviços via pa- artefato XHTML, uma entidade e néricos, com segmentação refina- drões JAX-RS (REST) e JAX-WS uma classe simples de MB. da de layouts. Oferece ainda fácil (SOAP) ou EJB3 (RMI/IIOP ou ➧ Controle de versão, modulari- customização e recurso para troca JMS). Ele pode ser utilizado de zação e reuso: geração de projetos dinâmica por usuários finais. modo integrado em quaisquer ar- simples (um aplicativo = um projeto ➧ Validação de entrada via pa- quiteturas disponíveis que sigam Eclipse) e modulares (um aplicati- drão Bean Validation (BV): ano- os padrões de mercado na área. vo = um projeto Eclipse principal tações próprias para CNPJ, CPF O Jaguar produz aplicativos Java e outros reutilizáveis de negócio), e outras validações típicas via pa- EE 6 Complient, incluindo interfa- com configuração Maven sincro- drão Java EE 6 Bean Validator com ces web 2.0 com alta usabilidade e nizada com IDE automaticamente Hibernate Validator. aderente aos padrões de mercado. via M2Eclipse. ➧ Arquitetura REST Pronta-para- É ainda importante ressaltar que, ➧ DAO ultra-simples: padrões Uso com Java EE 6 JAX-RS: ob- propositalmente, ele ainda não está simplificados para DAO genérico, tenção de serviços REST de modo utilizando as APIs Servlet 3.0. Des- utilizando a técnica de Dynamic automático para todos os CRUDS sa forma, os projetos desenvolvidos Finders popularizada pelo Goo- produzidos, através de rotinas dis- nele ainda podem ser liberados para gle Guice [1] . Eles dispensam ponibilizadas genericamente sem produção em conteineres no padrão codificação para serviços de QBE esforço de codificação. Tudo via pa- Java EE 5, como o Tomcat 6.x, bem complexos. Na nova versão, utiliza drão JAX-RS com JBoss RESTEasy. como em versões mais atuais. entidades (POJOs), às vezes com ➧ Padrão de nomenclatura interna- Voltado para aplicativos de mis- transientes, para transportar argu- cional: nomes das principais classes, são crítica robustas e escalonáveis, mentos de queries. métodos e metadados (anotações) o Jaguar incorpora dezenas de no- ➧ ManagedBean e Repository: em inglês, para viabilizar projetos vos diferenciais para arquiteturas de nova organização para ManagedBe- mundiais com equipes internacionais. software Java EE 6 Web 2.0, como, an (Action) e Repository (Manager) ➧ Arquitetura de extensão para por exemplo: genéricos e extensíveis, provendo customizações avançadas: para criar ➧ O IoC/DI simplificado via pa- maior coesão e legibilidade. Os novos padrões genéricos, engloban- drão CDI: arquitetura de IoC, DI ManagedBeans foram simplificados do implementações OO em várias e gerenciamento de contexto em graças a generalizações comple- camadas (MVC-P) e geradores de 64 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA código complementares e acelera- KyaPanel dores importantes para implemen- tações de soluções recorrentes. As Administração de servidores extensões do Jaguar são um impor- tante recurso para fábricas de soft- ware criarem derivações especiais de comportamento e preservarem seus ganhos de produtividade em qualquer cenário. ➧ APIs Java EE 6: JSF 2.0 com Apache Trinidad; JPA 2.0 com Hi- bernate; BV 1.0 com Hibernate Validator; JAX-RS 1.1 com JBoss RESTEasy; CDI 1.0 com JBoss Weld; JAX-WS 2.2; Servlet 2.5 (para O KyaPanel é um sistema de gestão O módulo de Gestão do Samba pos- compatibilidade com App Servers para servidores de e-mail que uti- sui uma interface realmente amigável Java EE 5). lizam Postfix, LDAP e Courier. A para gerenciar compartilhamentos e ➧ Dezenas de recursos corporati- solução é um painel para facilitar a permissões de acessos dos usuários. vos avançados: generalizações para administração de servidores GNU/ Além disso é possível ver, em tempo manipulação upload/download de Linux e melhorar a experiência de real, todos os usuários validados e o arquivos (um ou múltiplos); exclu- administração de redes. Composto que cada um deles está acessando são lógica; recuperação de detalhes por um núcleo de execução de tarefas no servidor, inclusive com a opção ‘por demanda’ via Ajax; layouts au- que é complementado por módulos, de bloqueá-los, se necessário. tomáticos para impressão; combos pode ser usado para um diversidade Além da administração comum aninhados; janelas modais avança- de atividades de controle. ele também está integrado com o das (vinculadas); integração com Seu núcleo está desenvolvido em Egroupware quando utilizado com jQuery e jQuery UI com dezenas Shell Script e sua interface em PHP, que PostgreSQL, permitindo a seleção de recursos RIA (calendário, Goo- executa o core através de serviço próprio dos aplicativos disponíveis na mesma gle Maps, mask, auto-complete feito em Perl. Esta estrutura permite que interface do KyaPanel. etc.) que proveem acabamento final outras interfaces sejam desenvolvidas Fácil de instalar e com centenas de e usabilidade. ■ sem afetar o comportamento do siste- opções administrativas desenvolvidas ma. O KyaPanel está 100% integrado em um código realmente simples, o Software para: Framework ao LDAP, permitindo que tudo seja KyaPanel é a mais atual ferramenta Está no Portal Novembro armazenado diretamente nesta base, de administração de servidores. ■ desde: de 2010 sem necessidade de usar SQL. Software para: Servidor de e-mail Membros: 1.343 membros Módulos Está no Portal Prestadores Atualmente são módulos: gestão de Maio de 2007 2 prestadores desde: de Serviços: e-mail e gestão do Samba Membros: 2.557 membros Ofertante: Empresa O módulo de Gestão de E-mail Prestadores PowerLogic gerencia servidores com Postfix + 70 prestadores de Serviços: Courier e duas opções de base de Pessoa Física Mais informações dados: OpenLDAP e SQL. Se você Ofertante: – Anahuac de optar por usar SQL poderá escolher Paula Gil [1] Dynamic Finders: http:// entre PostgreSQL ou MySQL. blog.mgm-tp.com/2010/05/ A mais inovadora característica do guicing-up-hibernate- Mais informações with-warp-persist/ KyaPanel é sua perfeita integração com o Active Directory que permite [1] Comunidade [2] Comunidade Jaguar: http:// a sincronização de usuários e senhas KyaPanel: http://www. www.softwarepublico.gov.br/ de servidores Windows e os usuários softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ id=25913900 de e-mail que ficam armazenados no id=601158 OpenLDAP. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 65
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público LightBase nou complicadores como junções velocidade de armazenamento e externas, procedimentos armaze- recuperação de informações. Um banco de dados diferente nados e gatilhos. O termo “multidimensional” As aplicações modernas normal- significa que os dados podem ser mente são escritas usando a tecno- armazenados por tantos parâme- logia de objetos, que permite um tros quantos forem necessários: modo mais rápido e mais intuitivo eles não estão limitados a linhas e Panorama dos bancos de dados de descrever e usar informações. O colunas. Isso permite modelos de A maioria da informação existente desenvolvimento é mais rápido e dados muito mais ricos do que os no cotidiano das pessoas é de na- mais seguro. No entanto, os objetos obtidos com a tecnologia relacio- tureza não-estruturada (documen- não são compatíveis de forma nativa nal. Dados complexos podem ser tos, planilhas, vídeos, textos, fotos com bancos de dados relacionais. armazenados e utilizados de uma etc.). Esse tipo de informação mais As vantagens da orientação a ob- forma muito mais natural e intuitiva. complexa passou por muito tempo jetos são diminuídas quando estes O LightBase utiliza o ODMG 3.0 despercebida pela maioria das or- têm de ser forçados a se encaixar no (Object Data Managment Group), ganizações, devido à complexidade modelo relacional bidimensional. que é o padrão para bancos de da- de agrupá-las e referenciá-las. Visando resolver este problema dos orientados a objeto. Para os tradicionais servidores que os gerenciadores de bancos de O programa também faz uso de de bancos de dados relacionais, dados relacionais não endereçam recuperação textual plena. Diferen- é realmente difícil representar de modo adequado, a Light Info- te dos bancos de dados tradicionais, dados complexos, porque toda a con Tecnologia S/A, com suporte um sistema de recuperação textual informação precisa ser fragmenta- financeiro da Financiadora de Es- armazena todo o conteúdo sob a da de forma que caiba em tabelas tudos e Projetos (FINEP), órgão do forma de um conjunto de chaves, planas bidimensionais. Quando a Ministério da Ciência e Tecnologia possibilitando a recuperação de in- tecnologia relacional é usada para (MCT), desenvolveu e disponibili- formação por qualquer palavra que descrever dados do mundo real, zou no Portal do Software Público ocorra em qualquer lugar do banco há um empilhamento de tabelas Brasileiro o Cordel, Gerenciador de dados, seja num campo numéri- e subtabelas e é necessário uma de Banco de Dados Pós-Relacional co, alfanumérico, texto etc. No caso grande quantidade de processa- voltado para “objetos”, disponível específico da recuperação textual no mento para “remontar” a informa- para plataforma Linux. LightBase, é possível fazer buscas ção necessária para completar as através de expressões regulares, por operações. Esse problema conhe- A tecnologia do LightBase proximidade de palavras, palavras cido na indústria como “problema A tecnologia do Cordel está bem que apareçam numa mesma frase da impedância”. à frente da atual tecnologia dos ou parágrafo ou busca fonética. A O “problema da impedância” bancos de dados relacionais. Ao própria forma de consulta à base entre bancos de dados relacionais invés de armazenar informações de dados é bastante intuitiva, bem e as atuais tecnologias de desen- em tabelas simples, o LightBase próxima à da linguagem natural. volvimento de software tornou- opera com objetos, guardando os Não é preciso especificar chaves se um assunto sério – os projetos dados do aplicativo em sua forma de acesso durante a programação, ficaram ainda mais complexos e nativa, através de seu mecanismo tampouco o sistema sofrerá com aumentaram as chances de fra- de armazenamento multidimen- lentidão quando se pesquisa por casso. Embora a simplicidade das sional. Com este modelo de arma- algo que não seja uma chave. A estruturas tabulares suporte uma zenamento orientado a objetos, os indexação da base de dados é on- linguagem de consulta (SQL), dados não precisam ser “remonta- line, possibilitando a recuperação é difícil decompor estruturas de dos”, pois eles já são armazenados de informações a qualquer instante. dados do mundo real em simples como existem no mundo real (e A estrutura multidimensional linhas e colunas. O resultado é de acordo com o modelo de ne- orientada a objetos do Cordel um conjunto enorme de tabelas gócio), eliminando o “problema facilita o agrupamento das infor- e relacionamentos, difíceis de da impedância” e a sobrecarga de mações para a indexação textual, lembrar e usar – linhas e colunas processamento inerente ao mo- o que reduz o custo em termos de são simples, mas a necessidade delo relacional, o que resulta em desempenho, em comparação aos generalizada de programar adicio- um incremento significativo da recursos de indexação textual inse- 66 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA ridos posteriormente em bancos de PW3270 cidade excessiva do aplicativo, o dados relacionais tradicionais. Tudo que desafiou os desenvolvedores é feito de forma eficiente e trans- Emulador de terminal a implementar recursos utilizados parente para o usuário, tornando em ferramentas consagradas já em o armazenamento e a recuperação uso no Banco do Brasil. Os esforços de informações no LightBase tão ocorreram na tentativa de: simples quanto no modelo relacio- ➧ Trazer o X3270 “para o presen- nal, só que de forma mais poderosa. te”, suportando padrões de mercado. Mas este gerenciador é muito ➧ Tornar a interface mais ami- mais do que pura tecnologia de gável. banco de dados. Ele inclui ainda ➧ Implementar mecanismos que um servidor de aplicações e relató- permitam a evolução do aplicativo. rios com avançada capacidade de ➧ Se possível, torná-lo multi- programação orientada a objetos. Na década de 70, o Banco do Bra- plataforma. Os relatórios podem ser visualiza- sil utilizava mainframes IBM da ➧ Tirar ao máximo a depen- dos tanto em aplicações desktop série System/370. Esses computa- dência de ferramentas pagas para quanto pela web, facilitando ainda dores eram operados por “terminais emulação 3270. mais o desenvolvimento de aplica- burros” chamados de 3277. Com a O escopo inicial do projeto pre- ções corporativas. evolução dos sistemas e a migração via apenas fazer uma “casca” para Os desenvolvedores também para terminais não dedicados, foi o X3270 no Linux, dada a comple- podem utilizar o LightBase com preciso criar programas que emu- xidade de reimplementar o proto- a sua linguagem de programação lassem o terminal original. colo original. preferida. Ele dispõe de uma com- A principal alternativa era o O projeto deu origem ao pleta interface em COM para uso X3277, voltado a sistemas com PW3270, um emulador de termi- junto a linguagens populares como servidor gráfico X e que apesar de nal 3270 totalmente livre, escrito Delphi, Java e Visual Basic. simples, emula os principais re- em ANSI C e C++, com recursos Com isso, o LightBase representa cursos de um terminal 3270. Ele avançados e uma interface amigável uma solução única, oferecendo um foi portado para diversos sistemas elaborada em GTK, comparável eficiente banco de dados orienta- operacionais, inclusive Windows. às melhores ferramentas do mer- do a objetos, padrão ODMG, um Seu desenvolvimento continua ati- cado. Hoje ele já está disponível sistema de recuperação textual de vo, mas é voltado principalmente à para Linux e Windows. ■ objetos e um servidor de aplicações manutenção dos sistemas legados e relatórios. Tudo isso neste único da IBM e que continuam em uso. Emulador de produto, que possibilita o desen- Os principais problemas do Software para: Terminal volvimento de soluções de forma X3270 são, a falta de recursos co- mais rápida e segura. ■ nhecidos e bastante utilizados em Está no Portal Junho de 2009 ferramentas do mesmo tipo dispo- desde: Software para: Banco de Dados níveis para outros sistemas opera- Membros: 2.462 membros Está no Portal cionais, interface pouco amigável, Abril de 2008 Prestadores desde: fontes fixas, impressão limitada 7 prestadores (via pr3270), clipboard limitado, de Serviços: Membros: 3.629 membros nenhuma integração aos desktops Ofertante: Banco do Brasil Prestadores modernos, sem suporte a unicode 31 prestadores de Serviços: e problemas de segurança (permi- Empresa Light tindo trace com senha). Ofertante: Infocon Em 2002, quando o Linux passou Mais informações a ser o sistema operacional padrão [1] Comunidade Mais informações usado pelo Banco do Brasil, a única PW3270: http://www. [1] Comunidade LightBase: http:// alternativa gratuita disponível para softwarepublico.gov.br/ www.softwarepublico.gov.br/ Linux era o X3270. ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ id=12815452 id=3673574 Logo nos primeiros pilotos, os usuários reclamaram da simpli- Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 67
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Minuano economia de R$ 88.096,00. O objeti- A solução possibilita, ainda, a checa- vo em 2011 é expandir a solução para gem da informação a qualquer momen- Solução para videoconferência todas as Superintendências que ainda to, pois o arquivo fica disponibilizado não estão utilizando a ferramenta. – se autorizado pelo palestrante – e, por O Minuano é um sistema de captura, Se considerarmos em torno de 12 reu- sua portabilidade, pode inclusive ser processamento, compactação e distribui- niões durante o ano, em cada uma das baixado para o computador por pes- ção de streaming pela Intranet ou Inter- sete Superintendências no Rio Grande soas autorizadas, caso solicitem. Deste net. Com a utilização desta ferramenta, do Sul, podemos estimar uma racionali- modo, ela serve também, às Equipes é possível uma redução significativa nos zação de R$ 840.000,00 no estado onde CAIXA, como valiosa videoteca gra- custos com comunicação, diminuindo foi realizada a fase piloto da solução. tuita, disponível para outras reuniões. gastos com reuniões que precisariam O pacote da solução Minuano ser presenciais, além de possibilitar o pode ser adquirido por uma quantia Perspectivas acesso a um número muito maior de em torno de R$ 1.500,00 (custo úni- A solução Minuano objetiva se tornar pessoas que tenham interesse em assistir co), que compreende uma pequena um sistema de gerenciamento, visua- ao conteúdo disponibilizado. mesa de som e microfone, filmadora lização e controle de conteúdo, com Esta solução foi utilizada com ple- e tripé. Assim, podemos estimar uma diversos recursos, como os seguintes: no sucesso para a divulgação, pela extraordinária economia. ➧ Controle de acesso de canais e rede da CAIXA, de todos os encon- Além da economia financeira que vídeos (públicos e privados); tros regionais e nacionais da VITEC é possível obter através do Minuano, ➧ Controle de autorização de pu- (Vice-Presidência de Tecnologia da também é agregado outro controle blicação e visualização de vídeos por CAIXA) que foram realizados ao lon- importantíssimo: a racionalização sócio parte dos palestrantes; go dos anos de 2009 e 2010. ambiental, pois colaboramos com a re- ➧ Opção de diversos formatos de Tal ação possibilitou o acompa- dução de emissão de CO2 na atmosfera, entrada de vídeo, de modo a ser nhamento dos eventos a distância e uma vez que se consome menos com- possível receber vários dos formatos em todo o Brasil, por todas as equi- bustíveis fósseis ao substituirmos uma atuais de video; pes de tecnologia. reunião presencial por uma a distância. ➧ Opção de upload de vídeos pelo A solução é construída totalmente A cada reunião presencial da SR usuário final; em software livre e se destina à trans- Norte Gaúcho substituída por uma ➧ Opção de chat em transmissões missão de streaming de áudio e vídeo transmissão com a Solução Minuano, online (canais ao vivo); pela Intranet ou Internet, distribuindo foi deixado de emitir, pela queima de ➧ Opção de download de arquivos o sinal que é capturado em um deter- combustíveis, o montante de 2145,72 que o criador do canal julgue pertinente; minado local para centenas de outros kg de CO2, sendo que, para neutra- ➧ Compatibilidade com os diver- pontos da rede ou de um servidor, sob lizar tal emissão, necessitaríamos do sos navegadores atuais; a forma de broadcast, sem nenhum trabalho de 107,3 árvores adultas pelo ➧ Pesquisa de vídeos por assuntos, custo adicional de telecomunicações, período de um ano aproximadamente. palestrantes, data etc. ■ analogamente às audioconferências. É o chamado “Serviço e Entrega Transmissão de Cada reunião presencial de uma da TI Verde da CAIXA”. Soma-se a Software para: Áudio e Vídeo Superintendência Regional (SR) – isso, a agilidade e a rapidez da infor- – Sinal Digital exemplo calculado no piloto da solu- mação, a segurança e a economia de Está no Portal ção Minuano aplicado na SR Norte tempo ao evitar o deslocamento dos Junho de 2009 desde: Gaúcho, em Passo Fundo, Rio Grande participantes da reunião. Membros: 3.213 membros do Sul – apresenta um custo médio O Minuano reincorpora hardware Prestadores de cerca de R$ 10.000,00 por reunião, obsoleto na sua solução, uma vez que de Serviços: 21 prestadores para o conjunto de 41 unidades vin- podem ser utilizadas filmadoras de tec- Caixa Econômica culadas à referida Superintendência. nologias mais antigas. Desta forma, evi- Ofertante: Federal No ano de 2008, foram realizadas tamos o descarte puro e simples destes oito reuniões com três Superintendên- componentes, que tem provocado gran- cias Regionais no Rio Grande do Sul, des problemas ambientais mundo afora, Mais informações em caráter piloto (Norte Gaúcho, seis em especial em países da África, destino [1] Comunidade Minuano: http:// transmissões; Centro Gaúcho, uma desta sucata tóxica e agressiva ao meio www.softwarepublico.gov.br/ transmissão; e Extremo sul, uma trans- ambiente, poluindo os rios e causando ver-comunidade?community_ id=11808514 missão). Com elas, foi calculada uma grandes impactos à vida no planeta. 68 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA OASIS Gestão de projetos, demandas e serviços O Sistema de Gestão de Projetos, De- mandas e Serviços de Tecnologia da Informação (OASIS) é uma ferramen- ta que, em seu principal recurso, se enquadra na IN-4/2008 da SLTI/MP, Figura 1: Definição de métricas facilitando de forma automatizada a gestão dos contratos de TI. O OASIS melhores práticas utilizadas, como ções gerenciais de forma bem gra- auxilia na geração de evidências e gerências de risco, mudança, me- nularizada até o nível operacional. objetos para o processo de qualidade dição e outras. Ele ainda permite o Dessa forma, a coleta de informa- de desenvolvimento de software, em planejamento e acompanhamento do ção se dilui entre todos os que estão um nível bem próximo ao exigido nos projeto durante o seu ciclo de vida. envolvidos com a ferramenta, não modelos de maturidade de processos sobrecarregando o nível técnico na MPS-BR nível F e CMMI nível 2. Padrão de desenvolvimento coleta de informação. O OASIS proporciona a gestão de O OASIS foi desenvolvido em uma projetos, demandas e serviços reali- plataforma web com servidor de Principais recursos zados pelas áreas de TI, no que diz aplicação Apache. O sistema utiliza Os principais recursos do respeito ao seu ciclo de vida (solici- como linguagem base o PHP, usan- OASIS são: tação de plano de projeto, execução do Zend Framework em conjunto ➧ Cadastro de empresas tercei- de plano de projeto, histórico, pessoal com as facilidades disponíveis no rizadas envolvido, gerenciamento e docu- Ajax. O banco de dados utilizado ➧ Cadastro de contratos mentação, demanda e execução de é o PostgreSQL, podendo também ➧ Penalidades serviços). Ele possibilita também o ser instalado em MySQL. Com esse ➧ Controle (fiscalização) acompanhamento gerencial, através conjunto de ferramentas, o OASIS ➧ Elaboração de plano de projeto de métricas, dos tempos e custos dos permite estabelecer rotinas de alto ➧ Definição de descrição, escopo, projetos, necessários à conclusão des- nível, com gráficos e relatórios, en- métrica, casos de uso, requisitos, di- tes, favorecendo a criação de indicado- tre outras funções. O processo de cionário de dados e regras de negócio res de desempenho e a consequente interação sistema/usuário é bem ➧ Gerência de projeto melhoria na qualidade das atividades intuitivo, o que facilita a utilização ➧ Gestão do risco, teste, análise de desenvolvidas pelas áreas de TI. da ferramenta para o usuário. mudança, planejamento, matriz de Além disso, o sistema controla e Um ponto crítico para o uso da rastreabilidade, análise de medição acompanha a execução das demandas ferramenta é que ela só será útil se a ➧ Demanda das áreas de TI (rede de computado- área de TI estiver com o seu processo ➧ Rotina res, banco de dados, entre outras) e definido. Caso contrário, é possível ➧ Inventário projetos de ação contínuos. Ele acom- utilizar o OASIS para ajudar a esta- ➧ Pedidos do usuário panha também todo o histórico das belecer esse processo. O sistema já Uma das exigências das melho- atividades dos profissionais envolvidos. possui alguns processos definidos, res práticas para elaboração de um O OASIS permite o controle e o baseados na legislação. Ele funciona plano de projeto é utilizar-se de mé- acompanhamento dos contratos com utilizando rotinas de fuxo de traba- trica para medição do trabalho a ser as empresas terceirizadas, incluindo lho (workflow), o que faz com que realizado. O OASIS permite que se informações do contrato, dos níveis os processos tenham uma sequência defina qualquer métrica, desde que de serviços, dos projetos previstos e lógica. Esses procedimentos ajudam se possua a fórmula a ser utilizada. das infrações e penalidades. nos processos de gestão. Ao definir a métrica, o OASIS irá Assim, o sistema gerencia proje- O OASIS possui também perfis registrar as informações fornecidas tos de forma simples, baseados nas de uso que ajudam a obter informa- e realizará os cálculos conforme a Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 69
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Pandorga Gestão de ensino infantil O Pandorga GNU/Linux é um projeto em software livre desenvolvido com o objetivo de auxiliar alunos e professo- res do ensino infantil e fundamental. Recentemente, sua base foi refeita por completo, buscando se tornar acessí- vel para cegos e deficientes motores. Figura 2: Cadastramento de um item de métrica. A distribuição leva o nome Pandor- ga (pipa ou papagaio no Rio Grande fórmula definida. A figura 2 mostra Por ser um software público, os do Sul), trazendo, deste modo, a ana- um exemplo de cadastramento de códigos-fonte estão à disposição, e logia da liberdade e da brincadeira. um item de métrica no OASIS. quaisquer novos recursos podem ser Com uma interface especialmente O OASIS permite também que implementadas ou adaptados para criada para as crianças, o Pandorga sejam realizados uploads de do- a organização. é ao mesmo tempo lúdico, diverti- cumentações digitais geradas por A melhor forma de conhecer o do e educativo, de modo a auxiliar outras ferramentas, possibilitando OASIS é entrando na comunidade, professores e alunos no processo estabelecer um vínculo da docu- baixando e instalando a ferramenta. de ensino-aprendizagem ao tornar mentação com a ação desejada, Utilize-se da comunidade para obter o computador uma ferramenta de como, por exemplo, documen- esclarecimentos de quaisquer proble- aprendizado e conhecimento. tações para um projeto ou para mas e participe dela, mostrando sua Desde 2006, o projeto é apreciado um contrato. Esse recurso ajuda experiência e ajudando aos outros. por educadores, pais e alunos, que, o processo de continuidade dos Um ponto importante na imple- ao utilizarem o sistema, indicam aos trabalhos realizados, evitando a mentação do OASIS é a mudança desenvolvedores sugestões e melho- dependência de profissionais ou que ocorre ao envolver todos os rias. Atenta a essas necessidades e empresas contratadas. profissionais da área de TI. Isso acatando as sugestões dos usuários, O sistema está internacionalizado, causa uma quebra de paradigma. a Maguis – Solução em Software utilizando o padrão I18N, o qual per- Esteja preparado, o resultado obtido Livre, empresa mantenedora do pro- mite que o seu usuário possa adaptar será impressionante. ■ jeto, lançou o Pandorga 5 em 2011. todos os nomes das ferramentas dis- Nas versões anteriores, o Pandorga poníveis na solução, para seu idioma, Software para: Contratos de TI era baseado no Kurumin, com KDE ou mesmo adaptar as semânticas Está no Portal 3.5 e mantinha suas bases de dados Janeiro de 2009 conforme o costume da instituição desde: atualizadas através do Debian Lenny. que irá usar a ferramenta. Membros: 6.104 membros Nesta nova versão, o projeto foi inicia- Prestadores do com a missão de atualizar esta base Conclusão de Serviços: 28 prestadores de dados. O Debian foi novamente O OASIS ajuda a governança da área Ministério do eleito como a melhor base para este de TI. O nível estratégico do aplica- Desenvolvimento, tipo de necessidade, porém, agora, o tivo permite saber tudo o que está Ofertante: Indústria e Pandorga utiliza o LiveHelper, que acontecendo no projeto como um Comércio mantém exatamente a mesma estru- todo. Com as informações geradas, Exterior – MDIC tura do Debian Squeeze oficial. Isto é possível realizar um planejamen- possibilitou obter um sistema muito to mais sólido e eficaz. É possível atualizado e compatível com os novos ainda envolver os clientes de forma Mais informações hardwares e softwares, mantendo a a acompanhar os trabalhos, aumen- [1] Comunidade OASIS: http:// estabilidade e a segurança do Debian. tando assim a confiança e o relacio- www.softwarepublico.gov.br/ Outra grande mudança foi em ver-comunidade?community_ namento ao se voltar para sistemas id=8566986 relação ao ambiente gráfico. Depois que produzem resultados. de definida a nova base, os trabalhos 70 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA foram voltados para as solicitações da comunidade para o novo Pandorga: acessibilidade. Muitos professores mencionaram a necessidade de ter um ambiente acessível para cegos e deficientes motores. Como solução, foi alterado o ambiente gráfico para o GNOME 2.30 com o Orca e Dasher, pelo que o projeto Pandorga agradece o apoio do LinuxAcessivel.org [1]. Os softwares presentes no sistema também não deixaram de receber melhorias. Todos eles foram atuali- Figura 1: Desktop Séries Finais (6º a 9º ano): coleção completa das zados, e os aplicativos educacionais atividades, ambiente lúdico com menu. do pacote KDE-Edu passaram a usar o KDE 4. Conforme solicitado pelos aceitação e desenvolvimento pela pontos que influenciam direta ou educadores, foram inseridos 12 novos comunidade escolar. indiretamente no tratamento deles.” softwares pedagógicos, incluindo Após seis meses de desenvolvi- Projeto de Tecnologia Assistiva do EToys, CMapTools, JCLic e multi- mento do projeto, já visualizamos Centro de Reabilitação São Paulo mídias como OpenShot, Audacity, tais ferramentas, disponibilizadas na Apóstolo de Goiânia ■ Gimp e Inkscape, contando agora plataforma, dita como de grande apoio Educação Infantil com mais de 150 atividades. pedagógico para os educadores em Software para: e Fundamental Ainda sofreram melhorias os con- diversas situações de aprendizagem.” Está no Portal troles de ambiente, de forma que Liliane Oliveira de Souza - Cen- Julho de 2009 desde: todas as configurações dos ambien- tro de Formação e Atualização dos Membros: 4.128 membros tes são restauradas com o software Profissionais da Educação Básica auto-profile, criado com o apoio da de Rondonópolis/MT Prestadores 34 prestadores de Serviços: comunidade no Portal do Software “O Pandorga tem um visual fan- Público, no final da sessão do aluno. tástico e uma interface bem simples. Empresa Maguis Ofertante: – Solução em A imagem ISO do Pandorga pode ser Além disso, não só o seu idealizador, Software Livre gravada em DVD ou drive USB para como todos do grupo do SLE, são Downloads: 22.000 downloads ser testada (Live-DVD) ou instalada super atenciosos, e há sempre alguém com um instalador simples e prático. que nos socorra em caso de dificul- ➧ I Mostra de Pesquisa e dades. É muito importante frisar Iniciação Científica Depoimentos e casos de este aspecto colaborativo, porque a da ULBRA sucesso do Pandorga maior parte dos professores não têm Gravataí - 2007 “Através da utilização do Pandorga intimidade com tecnologias, e o auxí- ➧ III Prêmio Ação nos ambientes informatizados das es- lio técnico se torna imprescindível.” Prêmios: Coletiva / 2009 - colas municipais, encontramos uma Jenhy Horta - reportagem Revista Portal do Software possibilidade pedagógica muito rica de profissão Mestre/Out-2009. Público ➧ IV Prêmio integração nas novas tecnologias, em “Utilizando o sistema operacional Ação Coletiva / especial a informática, na comunidade Pandorga (distribuição Linux) para 2010 – Portal do escolar alvoradense. Com isto, eviden- educação, montou-se em equipamen- Software Público ciamos a possibilidade de integrar a tos tidos como sucatas um laboratório informática na educação, de maneira com jogos educativos, editores de tex- Mais informações instigativa e motivante, promovendo a tos, informações geográficas e muitas [1] LinuxAcessível.org: http:// socialização, a construção de conhe- outras funções, que vieram de fato aju- www.linuxacessivel.org/ cimentos e o trabalho cooperativo.” dar na inclusão destes alunos especiais, [2] Comunidade Vanessa Sozo Costa - Secretaria Mu- nos quais, de certa forma, após algum Pandorga: http://www. nicipal de Educação de Alvorada/RS tempo de uso, notou-se uma melhora softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ “Iniciamos o projeto no início do em coordenação motora, compreen- id=12702936 ano letivo de 2010 com a discussão, são de cores e objetos e muitos outros Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 71
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Redeca Sistema integrado de informações sobre crianças e adolescentes O REDECA tem por objetivo contribuir na ferramenta. Além disso, divulga a A integração das informações em para a criação de uma rede única, em importância da convergência de ações rede se dá de forma gradual, depen- tempo real, de registro dos atendimentos para novas soluções tecnológicas em dendo do nível de complexidade dos realizados à criança, ao adolescente e prol de políticas mais consistentes, municípios. Vale lembrar que, junto à família. A ideia é unificar e informa- uma vez que, para garantir a proteção à instalação do sistema, é importante tizar o cadastro de diversas entidades integral da criança e do adolescente a mobilização e integração dos atores governamentais e não-governamentais, numa localidade, é preciso ter uma do Sistema de Garantia dos Direitos integrando com outros sistemas muni- visão multissetorial e intersecretarias. da Criança e do Adolescente (SG- cipais, estaduais e da união. O software foi desenhado em DCA). É isto o que vem ocorrendo, Dentro do projeto “Redes de Aten- PHP, utilizando o framework Zend por exemplo, em Várzea Paulista, por ção à Criança e ao Adolescente”, a e MySQL, para ser um módulo bási- meio do projeto “Entrando na Rede”, Fundação Telefônica, junto a oito co, flexível, que permite novos apor- que envolve a articulação dos atores municípios do Estado de São Paulo, tes para atender as especificidades do sistema de garantia dos direitos desenvolveu o REDECA – Sistema de de cada município. Para utilizar o paralelamente à implementação Informação das Redes com referência REDECA, uma cidade com até 100 do REDECA. no ECA (Estatuto da Criança e do Ado- mil habitantes, por exemplo, preci- Através da utilização do software, lescente). O sistema tem como objetivo sa de acesso à banda larga e de um algumas prefeituras alcançaram re- facilitar o atendimento e melhorar a servidor local com 1Gb RAM ECC, sultados bastante surpreendentes gestão das políticas públicas voltadas Xeon ou Opteron, com dois ou qua- como aqueles já apresentados pelo à infância e à juventude, funcionando tro núcleos e 2 HDs SAS (73Gb ou “Entrando na Rede”, estão: aumen- como uma tecnologia de apoio para maior) em RAID 1 e mínimo de 2Ghz to de 885% no ingresso de recursos fortalecer essas redes locais. de clock real. Instalada esta estrutura pelo Fundo Municipal da Criança Com o REDECA, é possível traba- em um servidor local ou contratada e do Adolescente; cadastro de 100% lhar com a disponibilização de infor- externamente, todas as organizações das entidades que trabalham com mações dos atendimentos em rede, ligadas à rede de defesa dos direitos da atenção à criança e ao adolescente possibilitando uma maior agilidade na criança podem utilizar o programa a no respectivo conselho municipal; troca de dados entre entidades para a partir de seus computadores regulares. instituição do Programa de Erradi- proteção integral da criança e do ado- O REDECA funciona nos sistemas cação do Trabalho Infantil, com di- lescente. Desta forma, agiliza-se, por operacionais Windows e Linux e com minuição significativa da incidência exemplo, a elaboração de relatórios para os navegadores Firefox e Internet Ex- do problema, de 88 casos em 2005 o Conselho Municipal dos Direitos da plorer. A fundação oferece, ainda, à para nenhum novo caso em 2010. ■ Criança e do Adolescente (CMDCA). sociedade um serviço de suporte téc- O sistema já se encontra para down- nico gratuito para a implementação, Software para: Redes Sociais load no Portal do Software Público que é feito pela S2it Solutions LTDA. Está no Portal Brasileiro, onde conta com a comu- Janeiro de 2010 desde: nidade do REDECA, composta por Integração na prática Membros: 744 membros mais de 700 membros participantes, Alguns municípios brasileiros, em oriundos de órgãos municipais, esta- especial no Estado de São Paulo, Prestadores 7 prestadores de Serviços: duais, ministérios, agências nacionais, já estão implementando a rede ele- institutos, fundações e empresas, câ- trônica. Atualmente, a Fundação Fundação Ofertante: Telefônica maras de vereadores, sindicatos, unida- Telefônica financia projetos de redes des de ensino, ONGs, dentre outros. e acompanha a implementação do REDECA em oito cidades: Várzea Convergência de ações Paulista, São Carlos, Bebedouro, Mais informações Com o REDECA, a Fundação Tele- Guarujá, Assis, Araçatuba, São Vicen- [1] Comunidade Redeca: http:// www.softwarepublico.gov.br/ fônica promove o conceito de software te e Porto Feliz. A Fundação também ver-comunidade?community_ livre, por meio do incentivo à colabo- oferece assistência à implementação id=18016032 ração entre os diferentes interessados em municípios interessados. 72 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Sagu arquitetura de forte e comprovada repu- Flexibilidade nos relatórios tação, confiança, integridade de dados e Os relatórios do SAGU são desen- Gestão de ensino corretividade. Por consequência de sua volvidos com as ferramentas AGATA reputação, o PostgreSQL conquistou REPORT e a biblioteca PHP FPDF e muitos usuários e o reconhecimento da podem ser gerados nos formatos PDF indústria, sendo considerado o melhor e SXW (OpenOffice), possibilitando gerenciados de base de dados pela The a edição e personalização conforme Linux Editors’ Choice Award. as necessidades da instituição. Acesso ao código fonte Parametrizável O SAGU está disponível sob licen- A possibilidade de parametrização do ça GPL, ou seja, seu código fonte é SAGU permite que a administração O SAGU (Sistema Aberto de Gestão distribuído de forma gratuita. Isto per- das configurações do sistema seja Unificada) [1] é uma solução criada mite aos técnicos e desenvolvedores de feita através de variáveis acessíveis a para auxiliar no gerenciamento de software aprimorar e desenvolver novos partir da própria interface amigável. instituições de ensino fundamental, recursos no sistema sem a dependência Alguns desses parâmetros são: formato médio, superior e pós graduação. Ele exclusiva do criador do software para de data/hora, quantidade de registros trabalha através de módulos indepen- realizar estas tarefas. Outro ganho sig- exibidos por página, número casas dentes, oferecendo aos seus usuários um nificativo é a possibilidade de parceria decimais, habilitação/desabilitação conjunto de ferramentas que integra no desenvolvimento dos novos recursos. de módulos e muitos outros. e otimiza os processos dos diferentes setores da instituição. Veja abaixo o que Custo zero de licença Migração de dados o Sagu pode fazer por sua instituição: de software Com um trabalho envolvendo técnicos Criado para trabalhar com custo zero capacitados e treinados, é possível mi- Segurança de licenças de software, o SAGU uti- grar dados de outros sistemas legados O software permite gerenciar usuários e liza no servidor, o sistema operacional para o SAGU, evitando a redigitação de seus respectivos perfis, limitando o acesso GNU/Linux. A linguagem de progra- dados e diminuindo o tempo de imple- a determinados módulos/formulários do mação utilizada é PHP e o framework mentação do novo sistema. Por ser um sistema e restringindo o uso conforme de desenvolvimento é o Miolo. Todos sistema de gestão acadêmica, o SAGU a política de permissões (Acesso, Inserir, sob licença GPL, ou seja, de livre distri- abrange várias áreas da instituição e, Atualizar, Excluir, Executar e Adminis- buição e de cópias. O acesso ao sistema por este motivo, é dividido em módu- trador) adotada pela instituição. Através pode ser feito através de qualquer siste- los onde cada um atua no sistema de do seu sistema de logs, é possível obter ma operacional e sem a necessidade de forma independente dos demais. Esta relatórios das operações (Inserir, Alterar configurações extras, bastando apenas forma de desenvolvimento possibilita à e Excluir) realizadas pelos usuário do um navegador de Internet, o que torna instituição habilitar apenas os módulos sistema. O gerenciamento dos usuá- o software um sistema multiplataforma. com os quais deseja trabalhar. ■ rios pode ser feito diretamente no ban- co de dados ou através da integração Acesso fácil às informações Software para: Administração com serviços de diretório (LDAP, por O SAGU opera com uma interface 100% escolar exemplo) já existentes na instituição. web, moderna e intuitiva. Basta que as Está no Portal Abril de 2011 É possível criptografar todo o tráfego estações de trabalho possuam acesso a desde: de dados entre o servidor e as estações rede local ou a Internet para acessarem Membros: 374 membros de trabalho, através da utilização dos todo sistema, o que permite aos usuários Prestadores 2 prestadores protocolos TLS e SSL. desenvolver seu trabalho de forma mais de Serviços: produtiva. O aplicativo mantém ainda Ofertante: Cooperativa Solis Base de dados robusta um cadastro único e compartilhado de O SAGU trabalha com o banco de alunos, campi e usuários, permitindo dados PostgreSQL, um dos mais pode- o gerenciamento completo e eficaz de Mais informações rosos sistemas gerenciadores de bancos múltiplas unidades de ensino, sendo [1] Comunidade Sagu: http:// de dados relacionais de código fonte possível registrar de modo online todas www.softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ aberto. O PostgreSQL tem mais de 15 as informações de cada unidade sem a id=30725662 anos de desenvolvimento ativo e uma necessidade de estar fisicamente presente. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 73
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público SGA Livre dades distribuídas em vários locais. Utilização Sua arquitetura foi desenvolvida de Uma funcionalidade básica nesse Sistema de Gerenciamento forma a maximizar o desempenho, tipo de sistema é a de impressão de de Atendimento Livre podendo, assim, ser utilizado de senhas. O SGA Livre disponibiliza forma centralizada por milhares de esse benefício através de uma in- usuários, distribuídos em diversos terface onde o cliente (ou um fun- locais de atendimento. cionário responsável pela triagem) A arquitetura do programa é com- emite uma senha (normal ou com posta por quatro componentes: a prioridade) para o serviço desejado. aplicação web, o banco de dados, Esta é impressa e o cliente aguarda o controlador de painéis e o painel até ser atendido. Esse módulo tam- de senhas: bém permite cancelar e reativar se- ➧ Aplicação web: interface prin- nhas emitidas. O Sistema de Gerenciamento de cipal do sistema. É nela que os Essa senha é acionada através Atendimento Livre (SGA Livre) usuários utilizam as funcionalida- de painéis distribuídos no local de é o mais popular sistema de ge- des do sistema, como emissão de atendimento. Quando isso acontece, renciamento de atendimento do senhas, realização de atendimentos um aviso sonoro chama a atenção Portal do Software Público Brasi- e emissão de relatórios. Desenvol- dos clientes para a nova senha que leiro. Desenvolvido pela Dataprev vida em PHP. está sendo exibida. Além do mais, a e totalmente baseado em tecno- ➧ Banco de dados: armazena todas senha é vocalizada, permitindo que logias livres, ele permite o geren- as configurações do sistema, dados pessoas com deficiência visual saibam ciamento de filas e atendimentos dos usuários, unidades e atendimen- que podem ser atendidas. em quaisquer organizações que tos. O banco de dados escolhido foi O atendimento ao cliente pode prestem atendimento presencial o PostgreSQL devido à estabilidade acontecer através das funcionalidades a pessoas. Mais do que apenas e alta performance. do módulo Atendimento. Este mó- controlar filas, o SGA Livre possui ➧ Controlador de painéis: respon- dulo possui opções de chamar uma várias funcionalidades para auxi- sável por buscar as senhas no banco nova senha, indicar o não compare- liar a gerência e administração de de dados e enviar aos painéis de for- cimento de um cliente, além de ini- locais de atendimento. ma extremamente leve e rápida. Isso ciar e finalizar o atendimento. Essas As funcionalidades do SGA Li- permite que o sistema seja utilizado opções são importantes por gerarem vre são organizadas e divididas em em grandes organizações com baixo informações valiosas para a geração módulos, disponíveis de acordo com impacto na rede. Foi desenvolvido de relatórios. o nível de acesso do usuário. Cada em Java e, assim, pode ser executa- O SGA Livre possui um módulo módulo possui um agrupamento de do em qualquer sistema operacional exclusivo para geração de relatórios. funções que auxiliam na administra- que suporte essa linguagem. Eles fornecem uma diversidade de in- ção das unidades de atendimento, ➧ Painel de senhas: única aplica- formações gerenciais, pois contêm, por como gerenciamento de unidades, ção executada nas unidades, pois exemplo, a duração de cada atendimen- usuários, serviços e relatórios sobre recebe as senhas do Controlador de to. Também é possível gerar estatísticas atendimentos de uma unidade ou Painéis e as exibe para os clientes. dos tempos médios dos atendimentos grupo de unidades. Pode ser configurado para exibir (tempo de espera, atendimento etc.). as senhas de alguns serviços espe- O sistema ainda cria gráficos com o Arquitetura e Instalação cíficos, permitindo a utilização de ranking das unidades e tempos de O SGA Livre foi desenvolvido com múltiplos painéis distribuídos em atendimento de cada uma delas. foco na facilidade de emprego, uso uma unidade. Além disso, permite Todas essas funcionalidades per- centralizado e ótimo desempenho. outras configurações, como a modi- mitem aos responsáveis pelos ges- Os usuários interagem através de ficação do layout e o toque de sons tores planejar, acompanhar, mo- uma página web, simples de ser ao chamar senhas. Como o Contro- nitorar e otimizar o atendimento utilizada, compatível com os prin- lador de Painéis, foi desenvolvido em suas unidades. Dessa maneira, cipais navegadores. Essa centraliza- em Java e é muito leve, podendo ser as organizações podem prestar um ção permite aos gestores controlar executado tanto em uma máquina atendimento com mais rapidez, de forma unificada toda uma orga- dedicada quanto em uma máquina melhorando a relação e facilitando nização, composta por várias uni- com dois monitores. a vida de seus clientes. 74 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA sponíveis OpenACS Framework de desenvolvimento web O Sistema Aberto de Arquitetura de Comunidades (OpenACS) é um framework de desenvolvimento web para construir aplicativos que suportam comunidades virtuais. Ele fornece uma infraestrutura robusta, construída sobre os seguintes com- ponentes padrão: a linguagem de programação TCL, um banco de dados PostgreSQL ou Oracle para armazenamento de informações, o servidor AOLServer para o serviço HTTP e pode ser executado em pla- taformas *nix ou Windows. Como outros frameworks moder- nos, o OpenACS dá suporte a: ➧ Sistema de template para separar a lógica da apresentação; Figura 1: Interface de administração do SGA Livre. ➧ Internacionalização para apre- sentar a interface de acordo com a Conclusão ma, como a Prefeitura de Guaru- linguagem do usuário; O SGA Livre possui uma comunida- lhos-SP, o Detran de Tocantins e ➧ Um sistema de pacotes modular de muito atuante no Portal do Soft- o Sine de Contagem-MG. Existem para criar aplicativos dependentes; ware Público Brasileiro. Em apenas ainda relatos de usuários da comu- ➧ Um sistema de funções e per- uma semana de funcionamento, ela nidade sobre a implementação do missões; atingiu a marca de mil usuários e SGA Livre em outros países, como ➧ Um repositório de conteúdo atualmente está com quase cinco Portugal. Esses casos demonstram para armazenar todos os tipos de mil usuários. A comunidade é ativa a confiabilidade e qualidade do sis- conteúdo gerado e manter um his- tanto na utilização do sistema, como tema, especialmente quando utili- tórico de versões. ■ no desenvolvimento de novas funcio- zado em grandes organizações.■ nalidades e no suporte aos usuários. Software para: Framework Caso alguma organização necessite Gerenciamento do Está no Portal Software para: Janeiro de 2007 de um suporte profissional, é possível Atendimento - Fila desde: recorrer às dezenas de prestadores de Está no Portal Membros: 2.022 membros Outubro de 2009 serviços cadastrados na comunidade. desde: Prestadores A qualidade do SGA Livre já foi Membros: 4.779 membros 34 prestadores de Serviços: posta à prova em diversas organi- Prestadores 25 prestadores Comunidade zações, sempre obtendo sucesso. A de Serviços: Ofertante: OpenACS Companhia Paranaense de Ener- Ofertante: Dataprev gia do Paraná (COPEL) utiliza o Mais informações sistema em dezenas de unidades [1] Comunidade de atendimento (expandindo para Mais informações OpenACS: http://www. 160 unidades) espalhadas em todo [1] Comunidade SGA softwarepublico.gov.br/ o Estado do Paraná, com todos os Livre: http://wwww. ver-comunidade?community_ softwarepublico.gov.br/ id=4449 servidores centralizados em Curi- ver-comunidade?community_ [2] Site do OpenACS: tiba. Além disso, órgãos de outros id=15719494 http://openacs.org/ estados estão empregando o progra- Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 75
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público ware Sagui Sisau-Saci-Contra Gestão de informações Gerenciamento e atendimento O Sagui (Sistema de Apoio à Gerên- O Sisau-Saci-Contra é um pacote de seções, gerenciamento de con- cia Unificada de Informações) [1] é com 3 programas de gerenciamento teúdo, gerenciamento de arquivos uma ferramenta de gestão de ativos e atendimento ao usuário: o SACI de mídia, controle de permissões para sistemas Linux, que possui a LIVRE, Gerenciador de Portais Ins- de publicação, cadastro de tipos capacidade de gerenciar todas as titucionais, o SISAU, Gerenciador de conteúdo, cadastro de modelos estações GNU/Linux de uma rede de Atendimentos Administrativos e de páginas – templates, cadastro de ou empresa. Com ele, é possível o CONTRA, Gerenciador de Perfís palavras-chave, gerenciamento de executar scripts de correção, custo- de Usuários e Modularizador de banners, gerenciamento de boletins mização ou coleta de informações Sistemas. Cada um destes aplicati- e cadastro de mailling. de forma centralizada. Através de vos é responsável por uma tarefa e patches, é possível ainda definir o a executa de forma independente Contra escopo de aplicação: se em toda a dos demais. Trata-se de um soft- O Controle de Acessos e Modula- rede ou apenas em parte dela. Sua ware de atendimento aos usuários, rização de Sistemas (CONTRA) implementação aumentou a produ- sistema de gerenciamento de por- é o principal responsável pela tividade dos Centros de Especializa- tais e de controle de acesso, criado manutenção de permissões dos ção do SERPRO (estruturas ligadas em PHP e que utiliza bancos de usuários em sistemas. Com ele à Superintendência de Tecnologia dados PostgreSQL. é possível criar ferramentas mais da Informação, com capacidade flexíveis, além de ser responsável para atender tecnicamente qualquer Sisau pela auditoria necessária em casos demanda em TIC e dar suporte às O Sistema de Atendimento ao U- de rastreamento. áreas de infraestrutura). suário (SISAU) é responsável pelo Possui a função de cadastrar: gerenciamento dos serviços presta- sistemas, menus, usuários, perfis, Funcionamento dos pelo Ministério do Desenvol- acessos, mensagens, além de audito- Para que Sagui funcione de forma vimento Agrário. É possível fazer ria completa em logs do sistema. ■ correta, é necessária a instalação de o acompanhamento de todos os dois softwares, um para servir como serviços de informática prestados servidor e outro como cliente. Desta pela Subsecretaria do Planejamen- Software para: Gerenciamento maneira, o sistema irá funcionar através to, Orçamento e Administração aos de Portais da rede, com o servidor comandando servidores deste Ministério. as ações necessárias para monitora- O sistema é responsável tam- Está no Portal Abril de 2007 desde: mento nas diversas máquinas. ■ bém pelo encaminhamento de solicitações às áreas responsáveis Membros: 4.958 membros Gerenciar pelo atendimento, além de gerar Software para: estações Linux o relatório completo dos serviços Prestadores 42 prestadores Está no Portal realizados e permitir contato dire- de Serviços: Abril de 2008 desde: to entre o atendente e o usuário. Ministério do Membros: 2.100 membros Saci Ofertante: Desenvolvimento Prestadores Agrário - MDA 48 prestadores O Sistema de Administração de de Serviços: Conteúdo Institucional (SACI) é Ofertante: SERPRO responsável pelo gerenciamento de conteúdos institucionais publicados Mais informações na web. Ele permite a criação de Mais informações portais, visando o gerenciamento [1] Comunidade Sisau Saci- [1] Comunidade Sagui: http:// Contra: http://www. de acessos e compartilhamento de www.softwarepublico.gov.br/ softwarepublico.gov.br/ informações. ver-comunidade?community_ ver-comunidade?community_ Possui a função de: gerenciamen- id=5482 id=3695494 to de domínios, gerenciamento 76 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA veis Sistema de Gestão de Demandas SGF Gestão transparente para um atendimento eficiente Gestão de transporte Criado pelo Fundo Nacional de Desen- tipo de demanda, medida que confere O SGF (Sistema de Gestão volvimento para a Educação (FNDE) em agilidade às mudanças de processos. de Frotas) foi desenvolvido 2006, o Sistema de Gestão de Demandas Outra novidade para a comunidade com o objetivo de otimizar o foi desenvolvido como software livre e é que a Secretaria de Estado de Plane- controle da frota municipal está disponível no Portal do Software jamento e Orçamento do Governo do em todos os órgãos da admi- Público Brasileiro desde 2007. Desde Distrito Federal está estudando a im- nistração pública através de então, a comunidade SGD é uma das plementação do SGD para gerenciar um ambiente único baseado mais acessadas e a segunda maior co- as suas próprias demandas, segundo o em software livre. munidade do portal. que foi informado por Rogério de Souza O sistema foi elaborado vi- Após a sua publicação no portal, o Leitão, Coordenador Geral do Programa sando transparência, agilidade sistema tem ganhado maturidade no de- de Modernização da Gestão Pública. no acesso às informações, di- correr destes quatro anos de existência e minuição dos gastos públicos fez surgir a necessidade de uma evolução Conclusão e a construção de uma alter- do seu código. A comunidade colaborou O SGD foi desenvolvido dentro da fi- nativa ecologicamente viável com muitas dicas sobre onde era preciso losofia de software livre para atender as ao uso de papel. melhorar, quais eram os pontos fracos, necessidades da TI, transformando as fazendo com que o FNDE decidisse de- demandas internas em projetos que são Objetivos específicos senvolver a versão 2.0 do sistema. controlados pelo escritório de projetos, ➧ Sistematizar e controlar Segundo Pollyanna Mendes, gerente melhorando conseqüentemente a quali- todo o processo de abastecimen- do projeto SGD 2.0 no FNDE, o “sis- dade do atendimento do serviço público. to, utilização da frota, veículos tema vai aproximar ainda mais as áreas Contudo, por sua flexibilidade, a ferra- nas oficinas e abastecimento demandantes com a área demandada, menta pode ser utilizada por qualquer de combustível; tornando o processo mais flexível e trans- área, órgão público ou empresa privada ➧ Reduzir o consumo de papel; parente para o usuário e contribuindo que deseje o efetivo controle de suas de- ➧ Reduzir os atrasos no res- para uma melhor gestão das demandas”. mandas. O sistema, apesar de empregar gate das informações. A nova versão está sendo desenvolvida em técnicas voltadas a orientação de objetos, linguagem PHP 5.2, utilizando o Zend adoção de linguagem de programação Gestão de Framework. Após a implementação no livre e a arquitetura do sistema estrutura- Software para: Frotas FNDE, a versão 2.0 será disponibilizada da em três camadas, tem a preocupação Está no Portal Dezembro para a comunidade SGD no Portal do de adotar padrões abertos, bem como desde: de 2010 Software Público. a aderência com a política de software livre do governo federal. ■ 3.089 Membros: Características membros Entre os principais avanços é possível citar: Software para: Gestão de demandas Prestadores 5 prestadores ➧ Acessibilidade e usabilidade: to- Está no Portal de Serviços: talmente refeito, o sistema apresentará Abril de 2007 desde: Prefeitura de um layout limpo, de fácil navegação Ofertante: Fortaleza – CE Membros: 11.650 membros e totalmente aderente aos padrões Prêmio Ceará determinados pelo e-GOV. Prestadores Prêmios: 67 prestadores Cidadania ➧ Transparência: o gestor pode de Serviços: acompanhar sua demanda, que é Ofertante: FNDE atualizada em tempo real. Ele tem Mais informações acesso ao histórico do atendimento da [1] Comunidade demanda, aos documentos gerados e Mais informações SGF: http://www. também contato direto com o grupo [1] Comunidade Sistema de Gestão softwarepublico. de atendimento responsável por ela. de Demandas: http://www. gov.br/ver- softwarepublico.gov.br/ver- comunidade?community_ ➧ Flexibilidade: o sistema poderá inter- comunidade?community_id=51261 id=23369799 pretar fluxos de atendimento de qualquer Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 77
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público SNEP PBX IP O Asterisk 100% brasileiro Figura 1: Interface de administração do SNEP. O Asterisk vem exercendo um pa- e acesso restrito, além de controle Conclusão pel importante na transformação por departamento, centro de custos, Na função de um PBX híbrido do mundo das telecomunicações. filas de atendimento, dentre outros. (analógico, digital e IP), geren- Mobilidade, flexibilidade, liber- ciador de contact e call center, dade e recursos ilimitados são al- Caso de uso monitoramento da qualidade de guns dos itens que ele trouxe para O SNEP criou, ao longo dos anos, atendimento e gateway de voz, as empresas. muitas histórias de sucesso. Uma o SNEP é um forte aliado para Contudo, a administração destes delas é a da Orsegups Participações reduzir os custos com comunica- PBX IPs estão cada vez mais com- S.A, empresa do ramo de prestação ção e aumentar a eficiência nas plexas, pois, diferentemente das de serviços de segurança eletrôni- relações empresariais. soluções básicas de comunicação ca, humana e conservação, que é Integrando mobilidade, escala- que o PABX tradicional oferece, este referência nesta área na região sul bilidade, gestão eficiente de custos novo conceito de telefonia trouxe do Brasil. A Orsegups conheceu e aumento de resultados, o SNEP novas necessidades, tais como: rotas o SNEP em 2009 e percebeu que agrega inteligência ao processo dinâmicas de ligações de entrada através dele a estrutura de comu- de comunicação, oferecendo um e saída, análise mais apurada dos nicação que ela desejava estava ao ecossistema de soluções práticas e custos de comunicação, maior seu alcance. intuitivas que ultrapassam as fron- controle da comunicação de cada Assim, motivada pela redução de teiras de uma central telefônica departamento e pessoa, descentra- custos, pela melhoria na interligação tradicional, proporcionando ferra- lização da administração. entre suas filiais e na gestão da co- mentas avançadas de telecomuni- É neste cenário que o SNEP foi municação, a Orsegups implemen- cações através das mais inovadoras concebido e projetado, como uma tou o SNEP em sua matriz e filiais, tecnologias do mercado. ■ solução completa, robusta, de fácil atingindo resultados impactantes. administração e gestão do ambien- Hoje a empresa tem maior con- te de comunicação. Desenvolvido trole sobre sua conta telefônica, Software para: Telecomunicação sob a licença GPL, o SNEP possui administrando rotas de menores Está no Portal diversos recursos de administração custos para falar com diferentes Maio de 2010 desde: que oferecem flexibilidade, agilida- regiões de DDDs distintos. Li- de e produtividade na comunicação vre das amarras das operadoras Membros: 817 membros de voz das empresas. de telefonia, a Orsegups conse- Ele pode ser customizado de gue se comunicar a custo zero Prestadores 2 prestadores de Serviços: acordo com a necessidade de cada com suas filiais, garantindo, assim, negócio, uma vez que detém todas uma redução de 25% nas despesas Ofertante: Empresa OpenS as funcionalidades de uma central com comunicação. telefônica de grande porte, como, É por causa destes benefícios por exemplo: correio de voz, gra- que o SNEP avança, conquistan- vações, roteamento avançado de do uma grande rede de usuários Mais informações ligações, cadeado, número ilimi- em todo Brasil, fato que espera [1] Comunidade SNEP: http:// tados de ramais IP etc. ser ainda mais significante com o www.softwarepublico.gov.br/ Com ele, você poderá descentra- recente lançamento do sistema na ver-comunidade?community_ lizar a administração do seu PBX, comunidade do Portal do Software id=26934301 pois há um sistema de permissões Público do Governo Federal. 78 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA Sigati te caso o diretório está dividido em Recursos duas partições, em cada uma há Para atender às necessidades elen- Administração de diretórios LDAP um servidor-mestre e duas réplicas. cadas, os recursos do SIGATI estão Os servidores dentro de cada anel subdivididas em cinco módulos de O SIGATI é uma ferramenta livre funcionam segundo o esquema de administração: Objetos, Partições, (baseada sob a licença GNU/GPL), replicação Single-Master em que Réplicas, ACLs (Access Control Lists desenvolvida em Java, cujo objeti- apenas um servidor recebe as al- ou Listas de Controle de Acesso) e vo é prover uma interface gráfica terações realizadas, repassando-as Esquemas. Em cada módulo, há completa para a administração de para as réplicas de modo a prover a interação entre o SIGATI-ADMIN serviços de diretório LDAP [1], consistência das informações. e o SIGATI-CORE localizado em integrando-os com outros serviços O SIGATI-Admin é formado pelos cada servidor. de rede, tais como autenticação de recursos que tratam da interface com ➧ Administração de objetos – usuários, distribuição de pacotes de o administrador, através de uma API Responsável pela administração dos software, mapeamento de pastas de de gerência. É o módulo que centra- objetos armazenados no diretório. usuários e grupos remotas (SAM- liza as operações. Todas as requisições Permite várias operações sobre os BA e/ou NFS) e gerenciamento de dos administradores são feitas a partir objetos como: inclusão, alteração e impressão (CUPS). Dessa forma, o dessa interface, a qual invoca a API em remoção, independente da partição SIGATI auxilia na gestão da infra- atendimento às requisições realizadas. em que os objetos estejam localizados estrutura de TI nas organizações. Tal API faz requisições LDAP aos ser- e de forma transparente do ponto de É baseado em um outro software vidores que compõem as partições, ou vista de autenticação do administra- livre chamado GATI, desenvolvi- invoca o SIGATI-Core. dor. Desse modo, ao usar o SIGA- do em parceria com a Universida- O SIGATI-Core fica localiza- TI, o administrador não precisará se de Católica de Brasília (UCB) e do em todo servidor que possuir o autenticar repetidas vezes de acordo a Itautec. O desenvolvimento do OpenLDAP instalado. É ele que faz com a partição onde os objetos ge- GATI iniciou em março de 2004, a manipulação dos arquivos de con- renciados estão localizados. sendo descontinuado em fevereiro figuração e interage com os serviços ➧ Administração de partições – de 2006, na versão 2.0.3. A API do do OpenLDAP, sempre em aten- Provê operações associadas à gerência GATI foi incorporada ao SIGATI, dimento às requisições feitas pela com algumas alterações e a inclusão API. Ele efetivamente inicializa os Quadro 1: Diretórios de novos recursos. A interface gráfi- serviços, acrescenta servidores em distribuídos ca do SIGATI foi totalmente refeita um anel de réplica e inclui diretivas Diretórios distribuídos são am- através do framework Apache Struts de esquemas e direitos no arquivo de bientes nos quais os dados estão [2], sem nenhuma característica da configuração do OpenLDAP. particionados através de múltiplos interface original do GATI. O SIGATI-NFS é instalado nos servidores de diretórios. Para que Atualmente, há apenas suporte servidores de arquivos NFS. Ele o diretório distribuído seja exibido para a administração do OpenLDAP atende a requisições do SIGATI- como um único diretório para apli- [3], um serviço de diretório de código Admin quanto à criação de pastas cativos-cliente, um ou mais servi- aberto bastante popular no mundo do remotas para usuários e grupos ar- dores proxy devem possuir o co- nhecimento de todos os servidores software livre. No futuro, o suporte a mazenados no diretório. Também e os dados que eles detêm. outras soluções, livres e proprietárias serve para configurar o servidor de será incorporado. arquivos remotamente. Os servidores proxy distribuem os pe- O SIGATI-Application (ou SIGA- didos recebidos para os servidores a que se destinam e juntam os resulta- Arquitetura TI-APPL) é instalado nos repositó- dos para devolver uma resposta uni- O SIGATI é especialmente voltado rios de software. Ele atende a requi- ficada ao cliente. Um grupo de servi- para a implementação e administra- sições do SIGATI-Admin quanto à dores de arquivos mantêm, cada um, ção de diretórios distribuídos (quadro criação de objetos do tipo aplicação sua porção do diretório distribuído. 1), para viabilizar esse serviço base- no diretório. Esses servidores são basicamente ado no OpenLDAP, desenvolveu-se Os módulos SIGATI-CORE, SI- servidores LDAP com suporte adicio- a arquitetura que está exemplificada GATI-NFS e SIGATI-APPL podem nal para que o servidor proxy possa emitir pedidos em nome do usuário na figura 1. Os dois anéis de réplica ser instalados em um mesmo servidor ou grupos de usuários que são defi- representam o ambiente distribuído ou em servidores diferentes. Isso de- nidos em diferentes servidores. no qual a arquitetura se insere. Nes- penderá das necessidades em questão. Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 79
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público SPED Sistema de Protocolo Eletrônico de Documentos O Sistema de Protocolo Eletrô- nico de Documentos (SPED) é um sistema web que surgiu da necessidade de integrar o con- trole à troca de documentos internos e externos das Organi- zações Militares do Exército. A partir desta necessidade, o siste- ma foi desenvolvido pelo Exér- Figura 1: Arquitetura do Sigati. cito para controlar o protocolo de documentos. de partições do serviço de diretório. serviço de diretório, permitindo que Em julho de 2007 a Força Aé- Esse sub-módulo permite a criação e estes possam ser incluídos ou modi- rea Brasileira se interessou em fusão de partições, cuidando da distri- ficados. As modificações somente participar do projeto e passou a buição dos objetos entre as mesmas, podem ser feitas na partição raiz do chamá-lo dentro da aeronáutica sem a necessidade de manipulação diretório e são automaticamente de SIGADAER – Sistema Infor- direta de arquivos de configuração propagadas para as demais, com o matizado de Gestão Arquivística do OpenLDAP. De fato, em nenhum objetivo de manter a consistência de Documentos da Aeronáutica. sub-módulo do SIGATI o adminis- das informações. ■ Este nome tem origem nas trador precisa se preocupar com a normas que o CONARQ (Con- sintaxe dos arquivos do OpenLDAP. Administração selho Nacional de Arquivologia) Software para: de diretórios ➧ Administração de réplicas – elaborou uma chamada SIGAD Permite administrar os servidores Está no Portal (Sistema Informatizado de Gestão Abril de 2007 desde: que compõem os anéis de réplica Arquivística de Documentos). A (mestre e escravo) que suportam Membros: 3.098 membros intenção do projeto é implementar as partições, sendo possível incluir, Prestadores as normas do CONARQ para que 41 prestadores remover e visualizar status dos ser- de Serviços: o sistema se torne um SIGAD. vidores; converter servidores-mestre Universidade Ofertante: Católica de em réplica e vice-versa; reinicializar Brasília - UCB Características os serviços do OpenLDAP; fazer sin- Principais saracterísticas do sis- cronização entre bases do mestre e tema: das réplicas; entre outras atividades. Mais informações ➧ Visa atender às normas do ➧ Administração de ACLs – Facili- [1] LDAP na Wikipédia: http:// CONARQ; ta a administração dos direitos que os pt.wikipedia.org/wiki/LDAP ➧ Desenvolvido sob arquite- usuários têm sobre os objetos contidos tura web; [2] Website do Apache Struts: no diretório. Tais direitos podem ser http://struts.apache.org/ ➧ O sistema foi desenvolvido aplicados a um objeto específico ou em parceria com o Exército e [3] Projeto OpenLDAP: http:// a uma partição inteira, sendo auto- Aeronáutica; www.openldap.org/ maticamente propagados para toda a ➧ O código-fonte do sistema sub-árvore existente, promovendo a he- [4] Comunidade Sigati: http:// sob domínio do Exército e Ae- rança de direitos na árvore distribuída. www.softwarepublico.gov.br/ ronáutica; ver-comunidade?community_ ➧ Administração de esquemas ➧ Projeto em constante evo- id=93658 – Provê a gerência de esquemas do lução; 80 www.linuxmagazine.com.br
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    Soluções disponíveis noPortal do Software Público | CAPA ➧ Arquitetura do sistema per- WebIntegrator mite maior simplicidade e uso de poucos recursos de rede; Solução para desenvolvimento web ➧ Fluxo documental bem de- finido; WebIntegrator é um ambiente de vez e podem ser utilizados em diver- ➧ Sistema parametrizado pela alta produtividade para o desen- sas páginas do projeto; organização; volvimento de aplicativos web em ➧ Facilidade de criação de campos ➧ Editor de texto próprio com plataforma Java, criando facilidades binários para upload e download em caracteres especiais; de uso e acelerando o aprendizado banco de dados; ➧ Tramitação dos documentos técnico dos desenvolvedores. Integra- ➧ Elementos de uma mesma pági- digitalmente; se facilmente com banco de dados. na podem acessar diferentes bancos Na comunidade do SPED den- O ambiente para desenvolvimento de dados simultaneamente; tro do Portal do Software Público requer apenas um browser para ser ➧ Acesso otimizado a bancos de Brasileiro há a possibilidade de utilizado. Oferece recursos de fluxo dados devido ao compartilhamento baixar um arquivo .ISO do De- de trabalho e segurança nativa. de conexões; bian Lenny com o SPED já ins- O WebIntegrator surgiu da ne- ➧ Geração automática de docu- talado. Há também um script de cessidade de uma ferramenta capaz mentação do projeto; instalação para o Debian Lenny de proporcionar o desenvolvimento ➧ Definições dos elementos arma- e Ubuntu, assim como orienta- rápido de aplicativos, com facilidade zenadas em arquivo XML (especi- ções para um levantamento de de aprendizado e de uso e, igualmen- ficação aberta) que pode não estar necessidade de adaptações tanto te importante, capaz de se integrar presente no ambiente de produção; no que diz respeito ao uso em a sistemas legados, acessando bases ➧ Suporte a WAP facilitando o organizações militares como em de dados Oracle, Ingres, Mumps, desenvolvimento de aplicações para organizações civis. BR/Search e outros, sendo o WebIn- Internet móvel; No futuro as perspectivas são tegrator a única ferramenta do merca- ➧ Login seguro com validação MD5. de integrar o software ao cor- do que atendeu todos esses requisitos. O ambiente WebIntegrator já é reio corporativo para trâmite Trata-se de um software nacional que utilizado para suprir as necessida- de documentos entre outras vem se destacando pela facilidade de des dos sistemas de Juizado Especial organizações que possuem o uso e que proporciona ganhos efetivos Digital e Execução Fiscal Digital, sistema instalado. ■ de produtividade, com redução de pra- utilizados por Seções Judiciárias vin- zos e de custos de projetos de TI cons- culadas ao Tribunal Regional Federal truídos com tecnologia web. Graças a da 5a. Região que tem sede em Reci- Protocolo Software para: uma extensa biblioteca de componentes fe e abrange os Estados de Sergipe, Eletrônico pré-programados, o WebIntegrator é Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Está no Portal Novembro adequado para o desenvolvimento de Grande do Norte e Ceará. ■ desde: de 2008 sistemas de informação, portais para Desenvolvimento Intranet e Internet. Software para: Membros: 11.317 membros de Aplicativos Web Está no Portal Prestadores Vantagens desde: Setembro de 2008 76 prestadores de Serviços: Em relação às tecnologias ofe- Membros: 6.189 membros recidas pelo mercado, como, por Exército Prestadores Ofertante: exemplo, ASP (Active Server Pages), 39 prestadores Brasileiro de Serviços: PHP e CSP (Caché Server Pages), o WebIntegrator oferece as seguintes Empresa ITX Ofertante: Tecnologia vantagens competitivas: Mais informações ➧ Aderência ao padrão de merca- [1] Comunidade SPED: do para aplicaivos web (Java – Ser- Mais informações http://www. vlets – JSP); [1] Comunidade softwarepublico. ➧ Eventos e elementos pré-pro- WebIntegrator: http://www. gov.br/ver- gramados em Java; softwarepublico.gov.br/ comunidade?community_ ver-comunidade?community_ ➧ A definição de elementos (com- id=7283318 id=5986695 bos, grids etc.) é feita somente uma Linux Magazine Especial #06 | Junho de 2011 81
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    CAPA | Soluçõesdisponíveis no Portal do Software Público Prefeitura Livre de Inteligência Geográfica e os processos O futuro do Prefeitura Livre de negócio de uma instituição. O PL foi A meta de desenvolvimento do proje- Inteligência geográfica criado para materializar este conceito to abrange várias áreas, contudo ainda aplicada à gestão municipal nas prefeituras e revolucionou a forma existe um longo caminho a ser trilhado de enxergar a inteligência geográfica para as metas serem atingidas. A pri- Os diversos projetos de geoprocessamen- no âmbito municipal [1]. meira versão do sistema disponibilizou to nas prefeituras resultam muito mais cinco módulos. A meta para a versão em casos de fracassos que de sucessos. Características 2.0, que já está em desenvolvimento, é Este fato pode ser facilmente compro- O Prefeitura Livre faz uso de diversas de no mínimo 20 módulos. O gráfico a vado pesquisando quantas vezes elas tecnologias em software livre. As suas seguir apresenta a visão geral do projeto. contrataram projetos desse tipo: muitos principais características técnicas são: Além da própria infraestrutura do editais estão disponíveis na Internet. ➧ O PL é homologado para funcionar Portal do Software Público, o Prefeitura Um dos fatores responsável por esses em diversas plataformas, como Linux Livre conta com um portal próprio [2], fracassos é a ausência de um projeto e Windows. Desta forma, é adaptável que deverá ser transformado no blog integrado entre o geoprocessamento e a qualquer ambiente computacional oficial do projeto ainda nos próximos os sistemas de gestão municipal. implementado nos municípios. meses. Existem projetos que estão sen- O Prefeitura Livre (PL) foi criado ➧ Utiliza PHP, que é uma linguagem do desenvolvidos pelo Governo Fede- justamente para atender a uma de- de script de código aberto, de uso geral, ral que adotam os mesmos conceitos manda que nenhum outro sistema muito utilizada, especialmente para o tratados neste, como, por exemplo, o havia tratado: uma solução onde o desenvolvimento de sistemas web. É projeto GIGFER [3]. ■ dado geográfico fosse tratado como uma linguagem extremamente popu- uma dimensão a mais da própria in- lar e possui uma excelente curva de Software para: Gestão Municipal formação (alfanumérica) presente no aprendizagem. Está no Portal Janeiro de 2009 sistema de gestão. Enquanto os outros ➧ O CakePHP é um framework desde: sistemas de gestão municipal tratam escrito em PHP que tem como prin- Membros: 6.022 membros o geoprocessamento através de um cipal objetivo oferecer uma estrutura Prestadores 97 prestadores módulo específico, o Prefeitura Livre que possibilite aos programadores de de Serviços: trata a inteligência geográfica de forma PHP de todos os níveis, desenvolverem Ofertante: Empresa transversal a todo o sistema, sem a ne- aplicações robustas rapidamente, sem OpenGEO cessidade de um módulo específico, perder flexibilidade. pois as tecnologias geoespaciais foram ➧ O PostgreSQL é um sistema se- Mais informações integradas de forma harmoniosa a todos renciador de banco de dados objeto [1] Para conhecer um pouco os módulos da solução. relacional (SGBDOR) desenvolvido mais sobre a TIG: http:// Para compreender a motivação por como software livre. É um dos mais vimeo.com/uchoa/geopassado trás da criação do Prefeitura Livre, pri- robustos SGBDs da atualidade e tem [2] Portal Prefeitura Livre: http:// meiramente temos de entender um sido amplamente utilizado em projetos www.prefeituralivre.com.br/ novo conceito que pode ser considerado de missão crítica. [3] GIGFER: http://www. uma grande evolução em relação ao ➧ O PostGIS é uma extensão espacial/ gigfer.com.br/ conceito de geoprocessamento: Tecno- geográfica licenciada como software logia da Informação Geográfica (TIG). livre. Sua construção é feita sobre o [1] Prefeitura Livre: http://www. Nos projetos da OpenGEO, a TIG é PostgreSQL, possibilitando que este softwarepublico.gov.br/ ver-comunidade?community_ definida como o conjunto de ações que banco de dados consiga armazenar e id=9066433 possibilita a integração entre o conceito analisar entidades geográficas. Agora que você já conhece tudo sobre o Portal do Software Público, não deixe de acessar e testar as soluções disponíveis no Portal! Acesse: http://www.softwarepublico.gov.br/ 82 www.linuxmagazine.com.br