Conceitos
Segundo a Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991, que dispõe sobre os Planos de
Benefícios da Previdência Social e
considera, no Art. 20, duas entidades
mórbidas que são equiparadas a acidentes
do trabalho para efeitos de benefícios
previdenciários (MARTINEZ, 1998).
São elas:
Doença Profissional ou do Trabalho
Doença Profissional ou do Trabalho
É aquela produzida ou desencadeada pelo
exercício do trabalho peculiar a
determinado ramo de atividade.
Doença do trabalho: aquela adquirida ou
desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e
com ele se relacione diretamente.
Não são consideradas como doença do
trabalho:
a)a doença degenerativa;
b) a inerente ao grupo etário;
c) a que não produza incapacidade
laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por
segurado habitante de região em que ela se
desenvolva, salvo comprovação de que é
resultante de exposição ou contato direto
determinado pela natureza do trabalho.
Em caso excepcional, constatando-se que a
doença não incluída na relação que resultou
das condições especiais em que o trabalho é
executado e com ele se relaciona.
O acidente ligado ao trabalho que, embora
não tenha sido a causa única, haja
contribuído diretamente para a morte do
segurado.
Contribua para redução ou perda da sua
capacidade para o trabalho, ou produzido
lesão que exija atenção médica para sua
recuperação.
A realização da anamnese ocupacional deve estar
incorporada à entrevista clínica e seguir uma
sistematização para que nenhum aspecto relevante
seja esquecido, por meio de algumas perguntas
básicas:
o que faz?
Como faz?
Com que produtos e instrumentos?
Em que condições?
Há quanto tempo?
Como se sente e o que pensa sobre seu trabalho?
Conhece outros trabalhadores com problemas
semelhantes aos seus?
Ações da Epidemiologia
Os perfis de adoecimento e morte dos
trabalhadores são semelhantes ao da
população em geral:
Idade, gênero, grupo social ou inserção em
um grupo específico de risco todas estas
questões devem ser levadas em conta.
Doenças comuns, aparentemente sem
qualquer relação com o trabalho
Doenças comuns (crônico-degenerativas,
infecciosas, neoplásicas traumáticas e etc)
Doenças comuns que têm espectro de sua
etiologia ampliando ou tornando mais
complexo pelo trabalho.
Segue alguns exemplos
Asma brônquica, a dermatite de contato alérgica, a
perda auditiva induzida por ruído (ocupacional),
doenças músculo-esqueléticas
Alguns transtornos mentais exemplificam esta
possibilidade, na qual, em decorrência do trabalho
somam-se (efeito aditivo) ou multiplicam-se (efeito
sinérgico) as condições provocadoras ou
desencadeadoras destes quadros noológicos;
Agravos à saúde específicos, tipificados pelos
acidentes do trabalho e pelas doenças
profissionais.
As doenças Ocupacionais estão divididas em
três grupos
I:doenças em que o trabalho é causa necessária,
tipificadas pelas doenças profissionais, e pelas
intoxicações agudas de origem ocupacional.
II:doenças em que o trabalho pode ser um fator de
risco, contributivo, mas não necessário, exemplo:
hipertensão arterial , neoplasias maligna.
III: doenças em que o trabalho é provocador de
um distúrbio latente, ou agravador de uma doença
já estabelecida ou preexistente.
Os fatores de risco para a saúde e segurança
dos trabalhadores podem ser classificados
em cinco grandes grupos:

 Agentes químicos

 Agentes físicos

 Agentes biológicos

 Riscos ergonômicos

 Riscos de acidentes
Para a abordagem do dano ou doença
individual, a clínica, com a história e a
anamnese ocupacional são os instrumentos
que devem priorizados.
Devem ser realizados exames
complementares, tais como, laboratoriais,
toxicológicos e provas funcionais.
Os instrumentos para a investigação dos
fatores ou condição de risco individual coletivo
do local de trabalho é o PPRA, elaborarando
uma avaliação qualitativa e quantitativa, feito
por exigência da NR 9, da portaria/MTb nº
3.214/1978.
Com os resultados do PPRA deve-se elaborar
o PCMSO em cumprimento da NR 7.
Medidas a serem adotadas após o
diagnóstico da doença e a sua relação com
o trabalho.
Caso o trabalhador seja segurado pelo Seguro de
Acidentes de trabalho (SAT) da Previdência Social,
solicitar à empresa a emissão do Comunicado de
Acidente de Trabalho (CAT) e encaminhar ao INSS.
Notificação do agravo ao sistema de informação de
morbidade do SUS, à Delegacia Regional do Trabalho
e ao sindicato da categoria a qual pertence o
trabalhador;
Ações de vigilância epidemiológica visando à identificação de
outros casos, por meio de busca ativa na mesma empresa ou
ambiente de trabalho,
Identificação do agente agressor (físico, químico ou biológico) e
das condições de trabalho determinantes do agravo e de outros
fatores de risco contribuintes;
Inspeção da empresa ou ambiente de trabalho de origem do
paciente e de outras empresas do mesmo ramo de atividade.
Identificar os fatores de risco para a saúde e as medidas de
proteção coletiva e equipamentos de proteção individual
utilizados.
Pode ser importante a verificação da existência e adequação do
PPRA (NR 9) e do PCMSO (NR 7)
Sistema de Notificação de Agravos à Saúde
1. PAIR (Perda auditiva induzida por ruído)
2. LER/DORT (Lesões por esforços
repetitivos/Doenças osteomusculares
relacionadas com o trabalho)
3. Pneumoconioses
4. Transtornos mentais
5. Acidente com material biológico
6. Câncer realcionado ao trabalho
7. Dermatoses relacionadas ao trabalho
Medidas de proteção e prevenção da exposição
aos fatores de risco no trabalho.
Reconhecimento prévio das atividades e locais de
trabalho onde existam substâncias químicas, agentes
físicos e/ou biológicos.
Identificação dos problemas ou danos potenciais para a
saúde, decorrentes da exposição aos fatores de risco.
Identificação e proposição de medidas que devem ser
adotadas para a eliminação ou controle da exposição.
Educação e informação aos trabalhadores e
empregadores.
Substituir tecnologias de produção que
diminuam os riscos para a saúde;
Isolar do agente/substância do processo,
evitando exposição;
Adotar sistemas de ventilação local exaustor.
Efetivar a manutenção preventiva e corretiva de
máquinas e equipamentos.
Estabelecer procedimentos e normas de
higiene e segurança;
Adotar sistemas seguros de trabalho,
operacionais e de transporte;
Classificar e rotular as substancias químicas
segundo propriedades toxicológicas e
toxicidade;
Informar e comunicar os riscos aos
trabalhadores;
Manter de condições adequadas no ambiente
geral e de conforto para os trabalhadores,
para higiene pessoal, com instalações
sanitárias adequadas, banheiros, chuveiros,
pias com água limpa corrente, vestuário
adequado e limpo diariamente;
Fornecer Equipamentos de Proteção
Individual (EPI), adequados e com
manutenção indicada, de modo
complementar às medidas de proteção
coletiva.
Doenças Infecciosas e Parasitárias
- Tuberculose Exposição ocupacional ao (Bacilo de Koch)
em atividades em laboratórios de biologia, pessoal de
saúde, que propiciam contato direto com produtos
contaminados ou com doentes cujos exames
bacteriológicos trabalhador exposto a poeiras de sílica.
– Carbúnculo, causada pela exposição
ocupacional ao Bacillus anthracis, trabalhadores em
contato direto com animais infectados ou com cadáveres
desses animais; trabalhos artesanais ou industriais com
pêlos,pele, couro,
Leptospira em trabalhos expondo ao contato direto
com águas sujas, ou efetuado em locais suscetíveis
de serem sujos por dejetos de animais portadores de
germes; trabalhos efetuados com água, esgotos etc.
Tétano, circunstâncias de acidentes do trabalho
na agricultura, na construção civil, na indústria, ou
em acidentes de trajeto
Brucelose, causada pela exposição
ocupacional a Brucella, em atividades em abatedouros,
frigoríficos, manipulação de produtos de carne; ordenha e
fabricação de laticínios e atividades assemelhadas.
Dengue Exposição ocupacional ao mosquito(Aedes
aegypti), transmissor do principalmente em atividades em
zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública, e em
trabalhos de laboratórios de pesquisa entre outros.
Febre Amarela Exposição ocupacional ao mosquito
principalmente em atividades em zonas endêmicas, em
trabalhos de saúde pública, e em trabalhos de laboratórios
de pesquisa, entre outros.
Hepatites Virais Exposição ocupacional em trabalhos
envolvendo manipulação, acondicionamento ou emprego
de sangue humano ou de seus derivados; trabalho com
“águas usadas” e esgotos; trabalhos em contato com
materiais provenientes de doentes ou
objetos contaminados por eles.
- Doença pelo Vírus da Imunodeficiência
Humana (HIV)
Exposição ocupacional principalmente em
trabalhadores da saúde, em decorrência de
acidentes pérfuro-cortantes com agulhas ou
material cirúrgico contaminado, e na manipulação,
acondicionamento de sangue ou de seus derivados,
e contato com materiais provenientes de pacientes
infectados.
- Micoses Superficiais
Exposição ocupacional em trabalhos em
condições de temperatura elevada e
umidade (cozinhas, ginásios, piscinas)
e outras situações específicas de exposição
ocupacional.
Malária Exposição ocupacional ao principalmente
em atividades de mineração, construção de
barragens ou rodovias, em extração de petróleo e
outras atividades que obrigam a entrada dos
trabalhadores em zonas endêmicas.
Neoplasias (tumores) relacionados ao trabalho
Neoplasia maligna do estômago Asbesto ou Amianto
- Angiosarcoma do fígado Arsênio
-Neoplasia maligna do pâncreas Cloreto de Vinila
- Neoplasia maligna da cavidade nasal e dos seios paranasais
Níquel e seus compostos
Poeiras de madeira e outras poeiras
Poeiras orgânicas (na indústria têxtil
e em padarias)
-Neoplasia maligna da laringe Asbesto ou Amianto
-Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão
Arsênio e seus compostos arsenicais
Asbesto ou Amianto ,Berílio,Cádmio,Cromo
Neoplasia maligna dos ossos e cartilagens articulares dos
membros Inclui:
Radiações ionizantes
Outras neoplasias malignas da pele
Arsênio e seus compostos, Alcatrão, breu, betume, hulha
Neoplasia maligna da bexiga ,Alcatrão, breu, betume, hulha,
parafina e produtos de resíduos dessas substâncias.
Leucemias Radiações ionizantes
Óxido de Etileno, Campos eletromagnéticos Agrotóxicos
clorados
DOENÇAS DO SANGUE E DOS ÓRGÃOS HEMATOPOÉTICOS
- Síndromes Mielodisplásicas, Radiações ionizantes
- Outras anemias devidas a transtornos
enzimáticos Chumbo ou seus compostos tóxicos
- Anemia Hemolítica , Derivados nitrados e aminados do
Benzeno
-Anemia Aplástica devida a outros agentes externos
Benzeno,Radiações ionizantes
- Anemia Aplástica não especificada, Anemia
hipoplástica SOE, Hipoplasia medular
Benzeno,Radiações ionizantes
- Anemia Sideroblástica secundária a toxinas Chumbo ou seus
compostos tóxicos
DOENÇAS ENDÓCRINAS, NUTRICIONAIS E METABÓLICAS RELACIONADAS
COM O TRABALHO
- Hipotireoidismo devido a substâncias exógenas Chumbo ou seus compostos
tóxicos Hidrocarbonetos halogenados, Clorobenzeno e seus derivados.
TRANSTORNOS MENTAIS E DO COMPORTAMENTO RELACIONADOS COM
OTRABALHO
I - Demência em outras doenças específicas
Manganês, Sulfeto de Carbono
- Delirium, não sobreposto a demência,
como descrita,Brometo de Metila,Sulfeto de Carbono
III - Outros transtornos mentais decorrentes
de lesão e disfunção cerebrais e de doença
física
Tolueno e outros solventes
Chumbo ou seus compostos tóxicos
Tricloroetileno
IV - Transtornos de personalidade e de
comportamento decorrentes de doença, lesão
e de disfunção de personalidade
VI - Transtornos mentais e comportamentais
devidos ao uso do álcool: Alcoolismo Crônico
IV - Transtornos de personalidade e de
comportamento decorrentes de doença, lesão
e de disfunção de personalidade
VI - Transtornos mentais e comportamentais
devidos ao uso do álcool: Alcoolismo Crônica
IX - Neurastenia (Inclui “Síndrome de
Fadiga”) Tolueno e outros solventes
X - Outros transtornos neuróticos
Problemas relacionados com a
Mudança de emprego Ameaça de perda de Emprego
Ritmo de trabalho penoso
XI - Transtorno do Ciclo Vigília-Sono Devido a
adaptação à organização do horário de
trabalho (Trabalho em Turnos ou Trabalho Noturno)
XII - Sensação de Estar Acabado (“Síndrome
de Burn-Out”, “Síndrome do Esgotamento Profissional.
Doenças do Olho e Anexos Relacionados ao Trabalho
O aparelho visual é vulnerável à ação de
inúmeros fatores de risco para a saúde
presentes no trabalho, como, por exemplo:
Agentes mecânicos (corpos estranhos,
ferimentos contusos e cortantes), agentes
físicos (temperaturas extremas, eletricidade,
radiações ionizantes e não-ionizantes),
agentes químicos, agentes biológicos.
Blefarite –Inflamação Papebras
Conjuntivite – Inflamação da membrana dos olhos
Queratite –Inflamação da Córnea
Catarata –Doença do Cristalino do Olho
Inflamação coriorretiniana – Inflamação Retina
Neurite óptica –Inflamação óptico
Distúrbios visuais subjetivos –Doenças dos olhos e
anexos
Acomodação
Acomodação
Capacidade de focalizar objetos em
Capacidade de focalizar objetos em
diferentes distâncias.
diferentes distâncias.
Mecanismos Principais
Mecanismos Principais
do Sistema Ocular
do Sistema Ocular
ACOMODAÇÃO
Acomodação:
objeto perto: desfoca o fundo
objeto longe: desfoca perto
Nitidez visual!!!
PRESBIOPIA: É a perda fisiológica da
acomodação visual que ocorre após os 40
anos da idade onde há uma
diminuição da capacidade visual para perto.
ADAPTAÇÃO DA RETINA
Adaptação da Retina: ocorre por
regulação fotoquímica e nervosa!!
PUPILA
A pupila se contrai quando foca objetos próximos;
A pupila reage a estados emocionais, dilatando-se
sob emoções fortes, dor ou concentração mental
intensa;
A pupila diminui com a fadiga e sonolência;
QUANDO A PUPILA FICA MENOR A ACUIDADE
VISUAL MELHORA.
Níveis mais alto de iluminamento aumentam a
Acuidade visual e o efeito da luz leva a redução da
pupila.
FADIGA VISUAL/ FISIOLOGIA
Acomodação:
É o mecanismo pelo qual o olho humano altera a vergência
do cristalino, permitindo à pessoa normal enxergar
nitidamente desde uma distância de aproximadamente 25 cm
até o infinito.
É o poder que o olho tem de focalizar nitidamente na retina
objetos que estejam tanto distantes como próximos, isto é
feito pelo cristalino através da modificação da curvatura da
sua cápsula pela contratura da musculatura ciliar
FADIGA-CANSAÇO VISUAL
Fadiga visual:
são os sintomas que ocorrem após
estresse excessivo na funções do olho.
Entre os mais importantes, estão o cansaço dos
músculos ciliares da acomodação, por olhar por
muito tempo para
objetos pequenos, textos má impressos, exposição
por luz piscante, telas PC com baixa qualidade e
movimentos rápidos dos olhos
• Dor de cabeça
Dor de cabeça
• Avermelhamento das pálpebras
Avermelhamento das pálpebras
• Visão dupla
Visão dupla
• Irritações
Irritações
• Lacrimação
Lacrimação
• Diminuição
Diminuição
• acuidade visual
acuidade visual
• sensibilidade aos contrastes *
sensibilidade aos contrastes *
• velocidade de percepção
velocidade de percepção
Sintomas de Fadiga
A fadiga se manifesta como irritação
dolorosa (queimação), lacrimação,
avermelhamento, conjuntivite, visão
dupla, dores de cabeça, redução
da acuidade visual.
A chave para o conforto visual é a
adequada acomodação que permite o mais
nítido foco do objeto observado sobre a
retina
• Principais Efeitos da Iluminação Inadequada
Principais Efeitos da Iluminação Inadequada
• Percepção inadequada dos detalhes
Percepção inadequada dos detalhes
• Postura forçada, principalmente no pescoço
Postura forçada, principalmente no pescoço
por se tentar enxergar os detalhes
por se tentar enxergar os detalhes
• Aumento do número de erros
Aumento do número de erros
• Queda do rendimento (*)
Queda do rendimento (*)
• Fadiga visual
Fadiga visual
Iluminação Insuficiente
Iluminação Insuficiente
• NR-15 - Níveis Mínimos de
NR-15 - Níveis Mínimos de
Iluminamento em Lux
Iluminamento em Lux
• Exemplos por Tipo de Atividade
Exemplos por Tipo de Atividade
• Iluminação adequada aquela
Iluminação adequada aquela
apresenta níveis iguais ou
apresenta níveis iguais ou
superiores aos fixados na NR-15
superiores aos fixados na NR-15
Doenças do ouvido relacionados ao trabalho
As doenças otorrinolaringológicas relacionadas ao
trabalho são causadas por agentes ou mecanismos
irritativos, alérgicos e/ou tóxicos.
No ouvido interno, os danos decorrem da
exposição a substâncias neurotóxicas e fatores de
risco de natureza física, como ruído, pressão
atmosférica, vibrações e radiações ionizantes.
Lista de doenças do ouvido relacionadas ao trabalho
Otite média não-supurativa (barotrauma do ouvido médio)
 Perfuração da membrana do tímpano
 Outras vertigens periféricas
 Labirintite
 Perda da audição provocada pelo ruído e trauma acústico
 Hipoacusia ototóxica
 Otalgia e secreção auditiva
 Outras percepções auditivas anormais; alteração temporária do limiar
auditivo, comprometimento da discriminação auditiva e hiperacusia
 Otite barotraumática
 Sinusite barotraumática
 Síndrome devido ao deslocamento de ar de uma explosão
A audiometria tonal limiar é o
A audiometria tonal limiar é o
instrumento mais utilizado para avaliar a
instrumento mais utilizado para avaliar a
acuidade auditiva dos indivíduos e
acuidade auditiva dos indivíduos e
auxiliar no diagnóstico diferencial de
auxiliar no diagnóstico diferencial de
perdas auditivas ou outros problemas
perdas auditivas ou outros problemas
que afetam o sistema auditivo
que afetam o sistema auditivo.
.
AVALIAÇÃO DA ACUIDADE AUDITIVA:
AVALIAÇÃO DA ACUIDADE AUDITIVA:
A AUDIOMETRIA TONAL
A AUDIOMETRIA TONAL
 Perda auditiva por
exposição a ruído do
trabalho;
 Perda auditiva
profissional;
 Surdez ocupacional;
 Perda auditiva
ocupacional.
 Perda auditiva;
 Zumbido;
 Dificuldade de
discriminação
de fala.
 Anamnese audiológica: história do trabalho,
familiar, uso prévio de ototóxico, queixa de
zumbido, perda auditiva e dentre outros.
 Avaliação Audiológica: Audiometria Tonal
Liminar,óssea
ATENÇÃO: PARA REALIZAÇÃO DA AUDIOMETRIA É
ATENÇÃO: PARA REALIZAÇÃO DA AUDIOMETRIA É
NECESSÁRIO REPOUSO ACÚSTICO DE 14 HORAS
NECESSÁRIO REPOUSO ACÚSTICO DE 14 HORAS
APÓS EXPOSIÇÃO AO RUÍDO
APÓS EXPOSIÇÃO AO RUÍDO
58
59
60
cóclea saudável
61
.
Cóclea degenerada
62
 Nas lesões da cóclea, como no caso das perdas
Nas lesões da cóclea, como no caso das perdas
auditivas induzidas pelo ruído (PAIR),
auditivas induzidas pelo ruído (PAIR),
encontram-se alteradas tanto a via aérea como
encontram-se alteradas tanto a via aérea como
a via óssea.
a via óssea.
 Nas lesões do ouvido médio e externo, como a
Nas lesões do ouvido médio e externo, como a
via neuro-sensorial não está comprometida, a
via neuro-sensorial não está comprometida, a
via óssea encontra-se dentro do limite da
via óssea encontra-se dentro do limite da
normalidade e somente a via aérea encontra-se
normalidade e somente a via aérea encontra-se
alterada.
alterada.
64
 O exame audiométrico é utilizado,
O exame audiométrico é utilizado,
também, como método de triagem e de
também, como método de triagem e de
monitoramento de exposição
monitoramento de exposição
ocupacional a ruído.
ocupacional a ruído.
 Consiste na determinação da menor
Consiste na determinação da menor
intensidade sonora necessária para
intensidade sonora necessária para
provocar a sensação auditiva em cada
provocar a sensação auditiva em cada
freqüência
freqüência.
.
• De acordo com a NR-7 da Portaria
De acordo com a NR-7 da Portaria
3214/78, na audiometria tonal por via
3214/78, na audiometria tonal por via
aérea devem ser testadas as frequências
aérea devem ser testadas as frequências
de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e
de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e
8000 Hertz
8000 Hertz
• Este exame deve ser realizado por
Este exame deve ser realizado por
ocasião do exame admissional, seis
ocasião do exame admissional, seis
meses após a admissão e, posteriormente,
meses após a admissão e, posteriormente,
a cada ano.
a cada ano.
 O exame audiométrico deve ser
O exame audiométrico deve ser
realizado após repouso acústico de
realizado após repouso acústico de
mais de 14 horas, devendo ser
mais de 14 horas, devendo ser
precedido de anamnese ocupacional e,
precedido de anamnese ocupacional e,
de otoscopia no momento do exame.
de otoscopia no momento do exame.
 Comunicação;
 Neurológicos;
 Vestibulares;
 Digestivos;
 Comportamentais;
 Cardiovasculares.
 O ambiente acústico e a calibração do
O ambiente acústico e a calibração do
audiômetro devem obedecer às
audiômetro devem obedecer às
especificações das normas
especificações das normas
internacionais (OSHA, ISO, ANSI).
internacionais (OSHA, ISO, ANSI).
 A audiometria deve ser realizada por
A audiometria deve ser realizada por
profissional habilitado (fonoaudiólogo
profissional habilitado (fonoaudiólogo
ou médico).
ou médico).
 Finalmente, convém observar que
Finalmente, convém observar que
existem vários outros fatores e
existem vários outros fatores e
patologias capazes de resultar em
patologias capazes de resultar em
perda neurossensorial com traçado
perda neurossensorial com traçado
audiométrico.
audiométrico.
 Necessários ao diagnóstico diferencial,
Necessários ao diagnóstico diferencial,
dos quais destacam-se a exposição a
dos quais destacam-se a exposição a
substâncias químicas.
substâncias químicas.
 (
(especialmente solventes), metais e
especialmente solventes), metais e
asfixiantes, os traumas barométricos;
asfixiantes, os traumas barométricos;
 Traumas cranianos, uso de
Traumas cranianos, uso de
medicamentos ototóxicos, doenças
medicamentos ototóxicos, doenças
infecciosas, vasculopatias, neurinoma
infecciosas, vasculopatias, neurinoma
do acústico, entre outras.
do acústico, entre outras.
 Em caso de diferença entre os ouvidos, deve
Em caso de diferença entre os ouvidos, deve
ser sempre utilizado o pior ouvido para fins de
ser sempre utilizado o pior ouvido para fins de
classificação e conduta referente à emissão de
classificação e conduta referente à emissão de
CAT.
CAT.
 É conveniente repetir o exame audiométrico e,
É conveniente repetir o exame audiométrico e,
se necessário, proceder inspeção no local de
se necessário, proceder inspeção no local de
trabalho.
trabalho.
Dilatação das pupilas
Dilatação das pupilas
EFEITOS DO RUÍDO
EFEITOS DO RUÍDO
Aumento da produção de
Aumento da produção de
hormônios (tireóide)
hormônios (tireóide)
Aumento da freqüência
Aumento da freqüência
cardíaca
cardíaca
Aumento da produção
Aumento da produção
de adrenalina
de adrenalina
Aumento da produção
Aumento da produção
de cortisona
de cortisona
Movimentos do
Movimentos do
estômago e abdômen
estômago e abdômen
Reação muscular
Reação muscular
Vasoconstrição dos vasos
Vasoconstrição dos vasos
sangüíneos
sangüíneos
 É uma lesão irreversível;
 Não existe nenhum tratamento
medicamentoso ou cirúrgico para
recuperação dos limiares auditivos;
 A prevenção é a principal medida
tomada antes da instalação da perda
auditiva.
 De acordo com a NR-9 da Portaria no.
3.214 do Ministério de Trabalho, toda a
empresa deve ter um Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais e de
Conservação Auditiva (PCA).
Incapacidade para o trabalho provocada pelas
doenças cardiovasculares
Podem ser utilizados os critérios estabelecidos
pela AMA (1995), que consideram as limitações
que os sintomas impõem aos pacientes:
CLASSE 1: sem limitação da atividade física. As
atividades usuais não produzem fadiga,dispnéia
ou dor anginosa;
CLASSE 2: ligeira diminuição da atividade física.
A atividade física habitual produz sintomas;
CLASSE 3: grande limitação da atividade. O paciente
está bem, em repouso, porém a atividade física,
menor que a habitual, produz sintomas;
CLASSE 4: incapacidade para desenvolver qualquer
atividade física sem desconforto. Os sintomas
podem estar presentes também em repouso.
Hipertensão arterial
Angina pectoris
Infarto agudo do miocárdio
Arritmias cardíacas
Aterosclerose
Acrocianose e acroparestesia
Hipertensão
Infarto agudo do miocárdio
Aterosclerose Acrocianose e acroparestesia
Doenças do sistema respiratório relacionadas ao trabalho
O sistema respiratório constitui uma interface importante
do organismo humano com o meio ambiente,
particularmente com o ar e seus constituintes, gases e
aerossóis, sob a forma líquida ou sólida.
A poluição do ar nos ambientes de trabalho associa-se a
uma extensa gama de doenças do trato respiratório que
acometem desde o nariz até o espaço pleural.
Entre os fatores que influenciam os efeitos da exposição
a esses agentes estão as propriedades químicas e físicas
dos gases e aerossóis e as características próprias do
indivíduo, como herança genética, doenças preexistentes
e hábitos de vida, como tabagismo.
Lista de doenças do sistema respiratório relacionadas ao trabalho, de
acordo com a Portaria/MS n°1.339/1999
Faringite aguda não especificada
Laringotraqueíte aguda e crônica
Rinites alérgicas
Rinite crônica
Sinusite crônica
Ulceração ou necrose do septo nasal e perfuração do septo nasal
Outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas (inclui asma obstrutiva,
bronquite crônica, bronquite asmática, bronquite obstrutiva crônica)
Pneumoconiose dos trabalhadores de carvão
ao asbesto (asbestose) devida a poeira de sílica (silicose)
Pneumoconiose devida à outras poeiras inorgânicas: beriliose, siderose
e estanhose
Substâncias que reagem quimicamente com o
Substâncias que reagem quimicamente com o
organismo humano provocando lesões
organismo humano provocando lesões
mediatas ou imediatas, dependendo da:
mediatas ou imediatas, dependendo da:
• Composição
Composição
• Concentração
Concentração
• Via de penetração
Via de penetração
• Tempo de exposição
Tempo de exposição
• Aerodispersóides
Aerodispersóides
• Gases e Vapores
Gases e Vapores
NÉVOAS: São partículas líquidas (gotículas) produzida por
: São partículas líquidas (gotículas) produzida por
ruptura mecânica de líquidos. Ex: pinturas spray, névoas de
ruptura mecânica de líquidos. Ex: pinturas spray, névoas de
H2SO4 no carregamento de baterias.
H2SO4 no carregamento de baterias.
NEBLINAS
NEBLINAS: São partículas líquidas produzidas por
: São partículas líquidas produzidas por
condensação de vapores de substâncias que são Líquidas à
condensação de vapores de substâncias que são Líquidas à
temperatura ambiente. Ex: neblina de
temperatura ambiente. Ex: neblina de
gasolina.
gasolina.
POEIRAS: São partículas sólidas geradas de operações
: São partículas sólidas geradas de operações
mecânicas de moagem, trituração, esmerilhamento,
mecânicas de moagem, trituração, esmerilhamento,
explosão, polimento, etc. Ex: poeiras de amianto, negro de
explosão, polimento, etc. Ex: poeiras de amianto, negro de
fumo, carvão e coque, sílica.
fumo, carvão e coque, sílica.
FUMOS: São partículas sólidas, produzidas por
: São partículas sólidas, produzidas por
condensação ou oxidação de vapores de substâncias que
condensação ou oxidação de vapores de substâncias que
são sólidas à temperatura normal. Ex: fumos de chumbo,
são sólidas à temperatura normal. Ex: fumos de chumbo,
fumos de cobre, fumos plásticos.
fumos de cobre, fumos plásticos.
FUMAÇAS
FUMAÇAS: Mistura de gases, vapores e aerodispersóides,
: Mistura de gases, vapores e aerodispersóides,
proveniente da combustão de materiais. Ex: fumaça
proveniente da combustão de materiais. Ex: fumaça
proveniente da combustão de madeira, plástico, etc.
proveniente da combustão de madeira, plástico, etc.
RADIONUCLÍDEOS
RADIONUCLÍDEOS: Constituído de substância que sofre
: Constituído de substância que sofre
transformação espontânea durante a qual ocorre emissão
transformação espontânea durante a qual ocorre emissão
de radiação e o aparecimento de uma nova substância
de radiação e o aparecimento de uma nova substância
química. Ex: aerosol de sais de césio, radônio, etc.
química. Ex: aerosol de sais de césio, radônio, etc.
Classificação Fisiológica:
Classificação Fisiológica:
• Irritantes
Irritantes
• Anestésicos
Anestésicos
• Asfixiantes
Asfixiantes
Irritantes
Irritantes
Inflamam os tecidos (pele, conjuntiva
Inflamam os tecidos (pele, conjuntiva
ocular, vias respiratórias
ocular, vias respiratórias).
).
Irritantes Primários
Irritantes Primários:
:
a.1) Ação sobre as vias respiratórias, alta solubilidade
a.1) Ação sobre as vias respiratórias, alta solubilidade
(garganta e nariz):
(garganta e nariz):
- Ácidos fortes tais como: ácido clorídrico (HCl) e ácido
Ácidos fortes tais como: ácido clorídrico (HCl) e ácido
sulfúrico (H2SO4)
sulfúrico (H2SO4)
a.2) Ação sobre os brônquios:
a.2) Ação sobre os brônquios:
-Substâncias de moderada solubilidade: anidrido sulfuroso
Substâncias de moderada solubilidade: anidrido sulfuroso
(SO2) e cloro (Cl2)
(SO2) e cloro (Cl2)
a.3) Baixa solubilidade (pulmões):
a.3) Baixa solubilidade (pulmões):
-Ex: ozona, óxido nitroso
Ex: ozona, óxido nitroso
a.4) Irritantes atípicos:
a.4) Irritantes atípicos:
- Ex: acroleína, gás lacrimogênio
- Ex: acroleína, gás lacrimogênio
Irritantes Secundários
Irritantes Secundários
A ação irritante produz efeitos tóxicos em todo
A ação irritante produz efeitos tóxicos em todo
o organismo.
o organismo.
Ex: gás sulfídrico (H2S)
Ex: gás sulfídrico (H2S)
Anestésicos
Anestésicos
Ação depressiva no sistema nervoso
Ação depressiva no sistema nervoso
central.
central.
Ex: eteno, butano e propano
Ex: eteno, butano e propano
Anestésicos
Anestésicos
AGENTES QUÍMICOS
AGENTES QUÍMICOS
Anestésicos com efeitos sobre as vísceras (rim e fígado)
Anestésicos com efeitos sobre as vísceras (rim e fígado):
:
Ex: tetracloreto de carbono, tricloroetileno, ercloroetileno
Ex: tetracloreto de carbono, tricloroetileno, ercloroetileno
Anestésicos com efeitos sobre o sistema formador de
Anestésicos com efeitos sobre o sistema formador de
sangue (tecidos graxos, medula óssea)
sangue (tecidos graxos, medula óssea):
:
Ex: benzeno, tolueno, xileno
Ex: benzeno, tolueno, xileno
Anestésicos com efeitos sobre o sistema nervoso
Anestésicos com efeitos sobre o sistema nervoso:
:
Ex: álcool etílico, metílico, dissulfeto de carbono
Ex: álcool etílico, metílico, dissulfeto de carbono
Asfixiantes
Asfixiantes
Bloqueio dos processos vitais devido a falta de oxigenação.
Bloqueio dos processos vitais devido a falta de oxigenação.
Asfixiantes simples
Asfixiantes simples:
: diluem o oxigênio do ar inalado e
diluem o oxigênio do ar inalado e
reduzem a pressão parcial nos alvéolos, o que resulta na
reduzem a pressão parcial nos alvéolos, o que resulta na
redução da transferência de oxigênio para o sangue venoso,
redução da transferência de oxigênio para o sangue venoso,
que pode causar a morte.
que pode causar a morte.
Substâncias deste grupo
Substâncias deste grupo:
: metano, etano, propano, gás
metano, etano, propano, gás
carbônico, hidrogênio, nitrogênio, acetileno, hélio
carbônico, hidrogênio, nitrogênio, acetileno, hélio
Asfixiantes Químicos
Asfixiantes Químicos
Substâncias deste grupo
Substâncias deste grupo: CO, anilina e ácido
: CO, anilina e ácido
cianídrico
cianídrico
O monóxido de carbono é um gás sem odor que
O monóxido de carbono é um gás sem odor que
combina com a hemoglobina formando a
combina com a hemoglobina formando a
carboxihemoglobina, que bloqueia o transporte do
carboxihemoglobina, que bloqueia o transporte do
oxigênio no sangue, mesmo em baixas
oxigênio no sangue, mesmo em baixas
concentrações
concentrações
Sistêmicos
Sistêmicos:
:
Absorvidos pelo organismo provocam
Absorvidos pelo organismo provocam
alterações funcionais ou morfológicas
alterações funcionais ou morfológicas
em determinados órgãos do corpo
em determinados órgãos do corpo
humano.
humano.
Ex: mercúrio (sistema nervoso, rim),
Ex: mercúrio (sistema nervoso, rim),
chumbo (ossos), tetracloreto de
chumbo (ossos), tetracloreto de
carbono (fígado)
carbono (fígado)
Alergênicos
Alergênicos
Provocam reações alérgicas
Provocam reações alérgicas
Ex: Resinas epóxi
Ex: Resinas epóxi
Mutagênicos / Teratogênicos
Mutagênicos / Teratogênicos:
:
Induzem mutação celular (mutagênicos), ou alterações
Induzem mutação celular (mutagênicos), ou alterações
genéticas (teratogênicos).
genéticas (teratogênicos).
Os teratógenos são substâncias químicas que causam
Os teratógenos são substâncias químicas que causam
defeitos de nascimento e mortalidade entre os recém-
defeitos de nascimento e mortalidade entre os recém-
nascidos, más-formações, retardo de crescimento e
nascidos, más-formações, retardo de crescimento e
desordens funcionais.
desordens funcionais.
Ex: lítio
Ex: lítio
Cancerígenos
Cancerígenos:
:
Provocam formas de câncer após
Provocam formas de câncer após
período latente de exposição
período latente de exposição
Ex: cloreto de vinila e benzeno
Ex: cloreto de vinila e benzeno
Fonte: Jornal do Sindicato dos Químicos
 Os testes de função pulmonar têm utilidade
Os testes de função pulmonar têm utilidade
complementar no estudo epidemiológico de
complementar no estudo epidemiológico de
trabalhadores expostos aos aerodispersóides ou,
trabalhadores expostos aos aerodispersóides ou,
individualmente, no seguimento e/ou avaliação
individualmente, no seguimento e/ou avaliação
da presença de alterações iniciais e do grau de
da presença de alterações iniciais e do grau de
incapacidade respiratória.
incapacidade respiratória.
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR
Do ponto de vista da legislação
Do ponto de vista da legislação
trabalhista, segundo a NR-7 da Portaria
trabalhista, segundo a NR-7 da Portaria
Nº 3214/78, os aerodispersóides são
Nº 3214/78, os aerodispersóides são
classificados em dois tipos:
classificados em dois tipos:
Controle Médico dos Trabalhadores
Controle Médico dos Trabalhadores
Expostos aos Aerodispersóides
Expostos aos Aerodispersóides

1)
1) fibrogênicos: provocam fibrose
fibrogênicos: provocam fibrose
pulmonar (como a sílica, asbesto,
pulmonar (como a sílica, asbesto,
carvão, berílio, talco, entre outros);
carvão, berílio, talco, entre outros);
 2) não-fibrogênicos: inertes e que não
2) não-fibrogênicos: inertes e que não
provocam fibrose pulmonar (como o
provocam fibrose pulmonar (como o
bário, ferro, estanho, entre outros).
bário, ferro, estanho, entre outros).
 Com base nessa classificação, os
Com base nessa classificação, os
exames de rotina para monitoramento
exames de rotina para monitoramento
de trabalhadores expostos aos
de trabalhadores expostos aos
aerodispersóides devem incluir,
aerodispersóides devem incluir,
obrigatoriamente:
obrigatoriamente:
 a)
a) Telerradiografia de tórax
Telerradiografia de tórax (técnica
(técnica
da OIT-1980)
da OIT-1980)
 na exposição a aerodispersóides
na exposição a aerodispersóides
fibrogênicos: o exame deve ser
fibrogênicos: o exame deve ser
realizado na admissão e,
realizado na admissão e,
posteriormente, a cada ano;
posteriormente, a cada ano;
 Esses testes podem ser divididos em dois tipos:
Esses testes podem ser divididos em dois tipos:
aqueles que avaliam a função ventilatória e os
aqueles que avaliam a função ventilatória e os
que avaliam as trocas gasosas.
que avaliam as trocas gasosas.
 Resultados podem ser:
Resultados podem ser:
 Obstrutivo
Obstrutivo
 Restritivo
Restritivo
 O teste espirométrico consiste numa manobra
O teste espirométrico consiste numa manobra
de expiração forçada até o limite do volume de
de expiração forçada até o limite do volume de
reserva expiratória, após inspiração máxima.
reserva expiratória, após inspiração máxima.
Espirometria
Espirometria
Testes de exercício
Testes de exercício
 Altamente recomendados na determinação da
Altamente recomendados na determinação da
incapacidade funcional de portadores de
incapacidade funcional de portadores de
pneumopatias ocupacionais mas, no entanto,
pneumopatias ocupacionais mas, no entanto,
são muito especializados.
são muito especializados.
Doenças do sistema digestório relacionadas ao
trabalho
A abordagem das doenças do sistema digestivo
relacionadas ao trabalho tem se restringido, nos
textos clássicos de patologia do trabalho, às
doenças do fígado e vias biliares.
Entretanto, apesar da indiscutível importância
dessas doenças, outros transtornos também
devem ser considerados.
Erosão dentária
Alterações pós-eruptivas da cor dos tecido duros dos
dentes
Gengivite crônica
Estomatite ulcerativa crônica
Gastroenterite e colite tóxicas
do chumbo
Doença tóxica do fígado; com necrose hepática; com
hepatite aguda; com hepatite crônica persistente; com
outros transtornos hepáticos Hipertensão portal
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO
Toda alteração de pele, mucosas e anexos
Toda alteração de pele, mucosas e anexos
direta ou indiretamente causada,
direta ou indiretamente causada,
condicionada, mantida ou agravada por
condicionada, mantida ou agravada por
tudo aquilo que seja utilizado na atividade
tudo aquilo que seja utilizado na atividade
profissional ou exista no ambiente
profissional ou exista no ambiente
de trabalho
de trabalho.
.
FATORES PREDISPONENTES
FATORES PREDISPONENTES
Antecedentes pessoais:
Antecedentes pessoais: trabalhadores com
trabalhadores com
doenças de pele pregressas ou em atividade
doenças de pele pregressas ou em atividade
são mais propensos ao desenvolvimento de
são mais propensos ao desenvolvimento de
dermatoses ocupacionais. Atopia, desidroses,
dermatoses ocupacionais. Atopia, desidroses,
psoríase, líquem, eczema seborreico, D.
psoríase, líquem, eczema seborreico, D.
Raynaud e outras.
Raynaud e outras.
A pele possui três camadas, e tem
função principal de proteger o corpo.
As dermatoses ocupacionais são
alterações que acometem a pele,
mucosas, pêlos e unhas.
A causa está ligada por tudo que é
utilizado em atividade profissional ou
que exista no ambiente de trabalho.
Qualquer alteração deve ser
comunicada pois uma lesão pode
tornar o trabalhador mais exposto à
infecção.
www.escoladepostura.com.br
Camadas da pele
Camadas da pele
CARACTERISTICAS DA PELE
A pele constitui-se numa importante camada protetora
do organismo.
Mas....
Não protege sempre contra os riscos presentes
no ambiente de trabalho porque as substâncias
químicas podem ser absorvidas diretamente pelo
organismo através da pele saudável.
Uma vez absorvidas, as substâncias químicas através da
circulação são transportadas para os órgãos alvo produzindo
efeitos nocivos.
Pele
As centenas de novas substâncias químicas que ingressam
nos ambientes de trabalho a cada ano, algumas
delas podem ocasionar irritação da pele e reações alérgicas
da derme.
Algumas substâncias tais como ácidos e álcalis fortes
provocarão lesões na pele quase imediatamente.
Outras como ácidos e álcalis diluídos e solventes
em geral, provocarão efeitos na pele só
se houver contacto da pele com a substância
química durante vários dias.
CAUSAS DIRETAS
CAUSAS DIRETAS
•AGENTES BIOLÓGICOS:
AGENTES BIOLÓGICOS:
Bactérias; Fungos; leveduras; Vírus e
Bactérias; Fungos; leveduras; Vírus e
Insetos.
Insetos.
•AGENTES FÍSICOS
AGENTES FÍSICOS:
:
• Calor; Frio; Umidade; Radiações,
Calor; Frio; Umidade; Radiações,
Eletricidade.
Eletricidade.
•AGENTES QUÍMICOS:
AGENTES QUÍMICOS:
•Solventes; Cimento; Detergentes.
Solventes; Cimento; Detergentes.
•AGENTES QUÍMICOS
AGENTES QUÍMICOS
ALÉRGENOS:
ALÉRGENOS:
•Aditivos de borracha; Níquel;
Aditivos de borracha; Níquel;
Cromo; Cobalto.
Cromo; Cobalto.
http://www.rondonia.ro.gov.br
http://www.rondonia.ro.gov.br
Trabalhador da construção civil sem luvas
Trabalhador da construção civil sem luvas
exposto a agente químico (cimento)
exposto a agente químico (cimento)
CAUSAS INDIRETAS
CAUSAS INDIRETAS
•
•IDADE
IDADE:
: Jovens são menos experientes, costumam ser mais afetados por terem
Jovens são menos experientes, costumam ser mais afetados por terem
menos cuidado para usar agentes químicos.
menos cuidado para usar agentes químicos.
•
•ETNIA
ETNIA:
: Pessoas de etnias amarela e negra são mais protegidas contra a ação da luz
Pessoas de etnias amarela e negra são mais protegidas contra a ação da luz
solar que pessoas caucasianas.
solar que pessoas caucasianas.
•
•CLIMA
CLIMA:
: Temperatura e umidade
Temperatura e umidade
influenciam no aparecimento de
influenciam no aparecimento de
dermatoses, como por infecções
dermatoses, como por infecções
por fungo.
por fungo.
www.unipar.br
•SEXO:As mulheres
apresentam mais lesões
nas mãos, mas os quadros
são menos graves e a
remissão mais rápida. Esteticista: profissão predominantemente
Esteticista: profissão predominantemente
feminina com grande exposição das mãos
feminina com grande exposição das mãos
•ANTECEDENTES
ANTECEDENTES: pessoas que já tiveram dermatoses são
: pessoas que já tiveram dermatoses são
mais propensos a desenvolver dermatose ocupacional terem
mais propensos a desenvolver dermatose ocupacional terem
agravamento no ambiente de trabalho.
agravamento no ambiente de trabalho.
•
• CONDIÇÕES DE TRABALHO:
CONDIÇÕES DE TRABALHO:
 Pessoas que trabalham em pé pode levar ao aparecimento
Pessoas que trabalham em pé pode levar ao aparecimento
de inchaço e mudança na cor da perna (dermatite de estase),
de inchaço e mudança na cor da perna (dermatite de estase),
e de varizes (veias varicosas), ou agravar as já existentes;
e de varizes (veias varicosas), ou agravar as já existentes;
Presença de vapores, gases e poeiras acima dos limites;
Presença de vapores, gases e poeiras acima dos limites;
ausência de iluminação, ou ventilação apropriada;
ausência de iluminação, ou ventilação apropriada;
Ausência de sanitários e chuveiros adequados
Ausência de sanitários e chuveiros adequados
e limpos próximos aos locais de trabalho;
e limpos próximos aos locais de trabalho;
Não utilização ou utilização incorreta do
Não utilização ou utilização incorreta do
Equipamento de Proteção Individual
Equipamento de Proteção Individual
(EPI); ou ainda de má qualidade.
(EPI); ou ainda de má qualidade.
http://www.clipartsdahora.com.br
http://www.clipartsdahora.com.br
DERMATITE DE CONTATO IRRITATIVA
O que é? São mais comuns, ocorrem em
qualquer pessoa e são provocadas por
substancias que em contato com a pele,
provocam de imediato um ou mais sintomas.
O que causa? Fertilizantes, amoníacos, aditivos,
herbicidas.
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? Ardência, vermelhidão,
edema, bolhas, ulceração por necrose,
ressecamento da pele na área de contato,
ressecamento da pele na área de contato,
descamação com ou sem vermelhidão, fissuras e
descamação com ou sem vermelhidão, fissuras e
sangramento.
sangramento.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: Agricultores
Agricultores
www.orthopauher.com
www.orthopauher.com
Erupção eczematosa produzida
Erupção eczematosa produzida
por exposição local a substância
por exposição local a substância
irritante primária.
irritante primária.
DERMATITE IRRITATIVA DE CONTATO FORTE (DICF)
O que é? Quando algumas
substâncias químicas ao primeiro
contato com a pele, produzem
graves lesões inflamatórias. A lesão
A lesão
é mais grave onde existe atrito e
é mais grave onde existe atrito e
pressão.
pressão.
O que causa?
O que causa? Cimento
Cimento
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? Vermelhidão,
Vermelhidão,
ardor, coceira, feridas, ulceração e
ardor, coceira, feridas, ulceração e
necrose.
necrose.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados:
Trabalhadores da construção civil
Trabalhadores da construção civil
http://www.engtrab.com.br
http://www.engtrab.com.br
DICF causada por cimento. Observar
que mãos e joelhos estão mais afetados
devido à pressão
O
O que é?
que é? Lesões provocadas pela deficiência
Lesões provocadas pela deficiência
da circulação sanguínea capilar, havendo
da circulação sanguínea capilar, havendo
mudança na cor da pele. Podem ser
mudança na cor da pele. Podem ser
agravadas pelo trabalho se houver exposição
agravadas pelo trabalho se houver exposição
ao frio e posição estática
ao frio e posição estática
O que causa?
O que causa? Circulação sanguínea
Circulação sanguínea
ineficiente
ineficiente
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? As lesões produzidas pelo
As lesões produzidas pelo
frio afetam principalmente as extremidades e
frio afetam principalmente as extremidades e
áreas salientes do corpo, como os pés, as
áreas salientes do corpo, como os pés, as
mãos, face.
mãos, face.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: Recepcionistas,
Recepcionistas,
operadores de telemarketing, enfermeiros,
operadores de telemarketing, enfermeiros,
massoterapeutas, etc.
massoterapeutas, etc.
DERMATITE ANGIODERMATOSE (pode predispor a doença ocupacional)
)
bp3.blogger.com
Observar a mudança na
Observar a mudança na
coloração da pele
coloração da pele
DERMATITE PELA RADIAÇÃO ULTRA-VIOLETA
O que é?
O que é? São reações anormais da pele
São reações anormais da pele
causadas pela luz ultravioleta.
causadas pela luz ultravioleta.
O que causa?
O que causa? Principalmente o sol.
Principalmente o sol.
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? Dois quadros são os
Dois quadros são os
mais importantes:
mais importantes: Fototoxicidade (lesões
Fototoxicidade (lesões
orelhas, V do decote, nuca, antebraços e
orelhas, V do decote, nuca, antebraços e
mãos) e fotoalergia (as lesões podem
mãos) e fotoalergia (as lesões podem
extender além das áreas expostas).
extender além das áreas expostas). A
A
reação é proporcional a quantidade de
reação é proporcional a quantidade de
exposição.
exposição.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: Agricultores,
Agricultores,
Hortifrutigranjeiros, Pescadores,
Hortifrutigranjeiros, Pescadores,
Marinheiros, Jardineiros,
Marinheiros, Jardineiros,
Trabalhadores em conservação de
Trabalhadores em conservação de
estradas, Trabalhadores na construção
estradas, Trabalhadores na construção
civil entre outros.
civil entre outros.
http://www.ijc.org.br/blog/grupojuma/images/
http://www.ijc.org.br/blog/grupojuma/images/
Agricultor_Umari.jpg
Agricultor_Umari.jpg
Agricultor exposto ao sol.
Agricultor exposto ao sol.
DERMATITE ALÉRGICA DE CONTATO (DAC)
Dermatite por óleo de madeira
O que é?
O que é? Reação alérgica na pele, poucas
poucas
horas após o contato com o agente.
horas após o contato com o agente.
O que causa?
O que causa? herbicidas, plantas, inseticidas,
herbicidas, plantas, inseticidas,
antibióticos, ação mecânica de objetos duros
antibióticos, ação mecânica de objetos duros
e ásperos, metais, adesivos, cosméticos ,
e ásperos, metais, adesivos, cosméticos ,
drogas em contato com a pele; corantes;
drogas em contato com a pele; corantes;
produtos químicos, alimentos em contato
produtos químicos, alimentos em contato
com a pele (fabricação/manipulação);
com a pele (fabricação/manipulação);
plantas, e a a outros agentes
plantas, e a a outros agentes
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? reação cutânea o
reação cutânea o
aparecimento de lesões como eritema,
aparecimento de lesões como eritema,
edema, prurido, microvesículas e exsudação
edema, prurido, microvesículas e exsudação
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: Todos os
Todos os
profissionais predispostos a algum tipo de
profissionais predispostos a algum tipo de
alergia, exposto no trabalho.
alergia, exposto no trabalho.
O que é?
O que é? reação alérgica em resposta a
reação alérgica em resposta a
agente químico ou físico
agente químico ou físico
O que causa?
O que causa? È uma reação individual,
È uma reação individual,
algumas vezes sendo difícil identificar o
algumas vezes sendo difícil identificar o
agente
agente.
.
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? pápulas inchadas
pápulas inchadas
ou placas irregulares, coceira.
ou placas irregulares, coceira.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: A reação pode
A reação pode
ser agravada ou desencadeada pelo
ser agravada ou desencadeada pelo
contato com o agente causador no
contato com o agente causador no
trabalho. Exemplo: Agricultor alérgico
trabalho. Exemplo: Agricultor alérgico
a picada de mosquito
a picada de mosquito
URTICÁRIA DE CONTATO
http://bbel.uol.com.br/upload/imagens/editor/urticaria.jpg
http://bbel.uol.com.br/upload/imagens/editor/urticaria.jpg
ÚLCERA CRONICA DA PELE
http://www.scielo.br
http://www.scielo.br
O que é?
O que é? O contato da pele com ácidos ou
álcalis fortes pode provocar ulceração da pele a
curto prazo (úlcera aguda) ou a longo prazo
(úlcera crônica).
O que causa?
O que causa? O cromo e seus compostos,
O cromo e seus compostos,
produtos irritantes de origem animal ou
produtos irritantes de origem animal ou
vegetal, como enzimas proteolíticas e infecções.
vegetal, como enzimas proteolíticas e infecções.
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? irritação e ulceração da
irritação e ulceração da
mucosa nasal, levando à perfuração do septo
mucosa nasal, levando à perfuração do septo
nasal. A
nasal. A longo prazo, pode surgir o câncer das
fossas nasais e o câncer de pulmão
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: trabalhadores expostos
trabalhadores expostos
a névoas de ácido crômico.
a névoas de ácido crômico.
Úlcera por cromo
Úlcera por cromo
TUBERCULOSE CUTANEA
http://dermis.multimedica.de
http://dermis.multimedica.de
O que é?
O que é? Tuberculose na pele
Tuberculose na pele
(extrapulmonar)
(extrapulmonar)
O que causa?
O que causa? Bacilo de Koch
Bacilo de Koch
Quais os sintomas?
Quais os sintomas?
Granulomas infecciosos,
Granulomas infecciosos,
edema
edema
Trabalhadores expostos
Trabalhadores expostos:
:
Técnico em necropsia, médico
Técnico em necropsia, médico
legista, principalmente
legista, principalmente
profissionais da área da saúde
profissionais da área da saúde
http://www.dermato.med.br/publicacoes
http://www.dermato.med.br/publicacoes
Trabalhador com carcinoma na
Trabalhador com carcinoma na
língua, tabagista
língua, tabagista
O que é? Câncer na epiderme
decorrente de lesões traumáticas
produzidas por cicatrizes queilodianas
O que causa? dermatites crônicas de
longa duração, provocadas por
alcatrão, asfalto, parafinas, petróleo,
fuligem, óleos minerais, compostos
arsenicais e radiações
Trabalhadores expostos: Área
petrolífera, mineração, técnico de raio
X. Qualquer trabalhador fumante.
CARCINOMA EPIDERMÓIDE
ALTERAÇÕES DA COR DA PELE: DISCROMIAS
MELANODERMIA LEUCODERMIA
O que é? Hiperpigmentação da
pele por aumento da melanina.
O que causa? trauma repetido,
trauma repetido,
fricção, queimaduras térmicas,
fricção, queimaduras térmicas,
luz ultravioleta artificial e
luz ultravioleta artificial e
natural, derivados do petróleo,
natural, derivados do petróleo,
sais de ouro e de prata.
sais de ouro e de prata.
O que é?
Hipopigmentação da pele
O que causa?
raios-x, hidroquinona, utilizada na
indústria de pinturas, plásticos e
inseticidas, etc.
QUEIMADURAS
http://www.vermelho.org.br
http://www.vermelho.org.br
O que é? Excesso de calor que
altera a pigmentação, a
vascularização e provoca a
destruição da pele. A gravidade
depende do grau e extensão da
lesão.
O que causa? Exposições ao calor
radiante (fornos e fornalhas)
Quais os sintomas? 1º grau:
eritema e ardor; 2º grau; eritema,
edema e bolhas;
3º grau: destruição dos músculos.
Trabalhadores expostos:
Soldadores, Cozinheiros,
trabalhadores de caldeiras, em
fornos, etc.
CALOSIDADE
O que é? Espessamento da pele em áreas de
atrito como mãos e joelhos. Culturalmente
conhecido por “mãos de trabalhador”
O que causa? Trabalho manual com fricções
locais repetidamente
Quais os sintomas? Dor, escurecimento da
pele, espessamento, perda de sensibilidade,
descamação
Trabalhadores expostos: Agricultores,
Faxineiras, Pedreiro, Marceneiro,etc.
ONICOPATIAS (UNHAS)
http://www.medicinageriatrica.com.br
http://www.medicinageriatrica.com.br
Unha descamativa, espessa e
Unha descamativa, espessa e
com pouca aderência devido a
com pouca aderência devido a
onicomicose
onicomicose
O que é?
O que é? São alterações nas unhas do
São alterações nas unhas do
trabalhador agravadas em suas
trabalhador agravadas em suas
atividades diárias.
atividades diárias.
O que causa?
O que causa? fungos, leveduras,
fungos, leveduras,
bactérias, vírus, Ácidos, álcalis,
bactérias, vírus, Ácidos, álcalis,
solventes, resinas, traumatismos, atrito,
solventes, resinas, traumatismos, atrito,
pressão, calor, frio, umidade,
pressão, calor, frio, umidade,
Quais os sintomas?
Quais os sintomas? São muitas
São muitas
alterações, que ocorrem na superfície,
alterações, que ocorrem na superfície,
extensão, espessura, consistência,
extensão, espessura, consistência,
aderência, e cor da unhas.
aderência, e cor da unhas.
Profissionais afetados:
Profissionais afetados: Mineradores de
Mineradores de
carvão, Militares, nadadores e
carvão, Militares, nadadores e
desportistas, pescadores, etc.
desportistas, pescadores, etc.
PREVENÇÃOP (Primária)
Setores e instalações industriais devem obedecer às regras que estabeleçam
conforto, bem estar, segurança no trabalho, incluindo uso de EPI’s.
Óculos Protetores faciais Mangas de proteção Luvas de proteção
Calçados
impermeáveis
Vestimentas
especiais
Máscaras e
Respiradores
PREVENÇÃO (Secundária)
Detectando possíveis lesões que estejam ocorrendo com o trabalhador.
Realizar um bom diagnóstico
•Quadro clínico;
•História de exposição do quadro e tempo
de exposição;
•Teste epicutâneo expositivo;
•Anamnese ocupacional;
•Exame físico;
•Visita ao ambiente de trabalho;
•Informações fornecidas pelo trabalhador.
•Tratamento e Afastamento
http://porta-voz.com
http://porta-voz.com
Prevenção Terciária:
Neste nível, o trabalhador tem lesões avançadas (ou em fase de cronificação),
deve-se adotar medidas para limitar a incapacidade, com medidas
terapêuticas como o afastamento, tratamento e readequação ao ambiente de
trabalho. De acordo com o grau dos sinais, sintomas e limitações que será
De acordo com o grau dos sinais, sintomas e limitações que será
determinado o tratamento e sua duração. Exemplo:
determinado o tratamento e sua duração. Exemplo:
Dermatites de contato alérgicas:
Dermatites de contato alérgicas:
O tratamento por boca (via oral) está indicado para infecção, usando-se
O tratamento por boca (via oral) está indicado para infecção, usando-se
antibióticos ou antifúngicos. O afastamento à exposição é essencial.
antibióticos ou antifúngicos. O afastamento à exposição é essencial.
Leucodermia:
Leucodermia:
É necessário a cessação da exposição ao agente etiológico, uso de
É necessário a cessação da exposição ao agente etiológico, uso de
fotoprotetores. Alguns agentes como o monobenziléter de hidroquinona
fotoprotetores. Alguns agentes como o monobenziléter de hidroquinona
destroem as células da pele (melanócitos) e hipopigmentação pode ser
destroem as células da pele (melanócitos) e hipopigmentação pode ser
definitiva
definitiva
http://www.plugbr.net/wp-content/
http://www.plugbr.net/wp-content/
Para evitar o desenvolvimento da doença, a orientação que é feita pelos
profissionais da equipe de Saúde
Segurança do Trabalho: Tenta modificar o ambiente de trabalho:
informando sobre o vestuário, higiene corporal, auto-medicação, uso de EPI,
atitudes imprudentes.
Acidentes e doenças prejudicam a empresa, mas principalmente o
trabalhador na sua vida pessoal, financeira, profissional, e psicológica,
inclusive.
Principais
sensibilizantes
de
acordo
Principais
sensibilizantes
de
acordo
com
a
localização
com
a
localização
Furadeiras elétricas
Furadeiras elétricas – manuais:
– manuais:
Indústrias metalúrgicas e mecânicas e
Indústrias metalúrgicas e mecânicas e
instaladores.
instaladores.
Motosserras
Motosserras: Indústria extrativa
: Indústria extrativa
madeireira.
madeireira.
Furadeiras pneumáticas:
Furadeiras pneumáticas: Reparo de vias
Reparo de vias
públicas, demolições, construção de
públicas, demolições, construção de
túneis e estradas, extração de mármore.
túneis e estradas, extração de mármore.
Vibração - Fontes
Vibração - Fontes
Para uma melhor compreensão de como o
Para uma melhor compreensão de como o
corpo humano é mais sensível a
corpo humano é mais sensível a
determinadas faixas de freqüências de
determinadas faixas de freqüências de
acordo com os segmentos corporais,
acordo com os segmentos corporais,
utiliza-se um modelo mecânico
utiliza-se um modelo mecânico
simplificado, que mostra as faixas de
simplificado, que mostra as faixas de
freqüências naturais de partes importantes
freqüências naturais de partes importantes
do corpo, conforme ilustrado a seguir:
do corpo, conforme ilustrado a seguir:
Vibração e o corpo humano
Vibração e o corpo humano
Vibração
Vibração
EFEITOS AO ORGANISMO
EFEITOS AO ORGANISMO
Os motoristas de ônibus estão mais
Os motoristas de ônibus estão mais
predispostos ou propensos ao
predispostos ou propensos ao
desenvolvimento de síndromes dolorosas de
desenvolvimento de síndromes dolorosas de
origem vertebral, deformações da espinha,
origem vertebral, deformações da espinha,
estiramento e maus-jeitos, apendicites,
estiramento e maus-jeitos, apendicites,
problemas estomacais e hemorróidas.
problemas estomacais e hemorróidas.
Todavia, posturas forçadas, manuseio de
Todavia, posturas forçadas, manuseio de
cargas e maus hábitos alimentares não
cargas e maus hábitos alimentares não
podem ser descartados como desordens.
podem ser descartados como desordens.
Vibração
Vibração
Sistema gastrointestinal
Sistema gastrointestinal
Outros estudos em laboratórios, mostraram
Outros estudos em laboratórios, mostraram
grande relação causal com desordens
grande relação causal com desordens
gastrintestinais e uma cadeira vibratória,
gastrintestinais e uma cadeira vibratória,
usada como simulador em testes com
usada como simulador em testes com
motoristas revelou que a vibração causa
motoristas revelou que a vibração causa
desconforto e pode interferir com a destreza
desconforto e pode interferir com a destreza
de comando manual e acuidade visual.
de comando manual e acuidade visual.
Vibração
Vibração
Atividade muscular/ postura
Atividade muscular/ postura
Na faixa de 1 a 30 Hz, dificuldades para manter a
Na faixa de 1 a 30 Hz, dificuldades para manter a
postura, bem como o aumento de balanço postural,
postura, bem como o aumento de balanço postural,
há também uma tendência à lentidão de reflexos na
há também uma tendência à lentidão de reflexos na
faixa de freqüência entre 10 a 200 Hz.
faixa de freqüência entre 10 a 200 Hz.
Efeito no sistema cardiovascular
Efeito no sistema cardiovascular
Em frequência inferior a 20 Hz, ocorre um aumento
Em frequência inferior a 20 Hz, ocorre um aumento
da frequência cardíaca, durante a exposição à
da frequência cardíaca, durante a exposição à
vibração.
vibração.
Vibração e os efeitos ao organismo
Vibração e os efeitos ao organismo
Efeitos cardiopulmonares
Efeitos cardiopulmonares
Aparentemente existem alterações nas condições
Aparentemente existem alterações nas condições
de ventilação pulmonar e taxa respiratória com
de ventilação pulmonar e taxa respiratória com
vibrações de 4,9 mls2 (134 dB), na faixa de 1 a 10
vibrações de 4,9 mls2 (134 dB), na faixa de 1 a 10
Hz.
Hz.
Efeitos metabólicos e endocrinológicos
Efeitos metabólicos e endocrinológicos
Foram observados alterações na bioquímica urinária e
Foram observados alterações na bioquímica urinária e
sangüínea, como uma reação genérica.
sangüínea, como uma reação genérica.
Vibração
Vibração
Um estudo polonês sobre trabalhadores
Um estudo polonês sobre trabalhadores
agrícolas e florestais descreveu os efeitos do
agrícolas e florestais descreveu os efeitos do
que se chamou “vibration sickness”:
que se chamou “vibration sickness”:
1) o primeiro estágio evidenciou: distensões,
1) o primeiro estágio evidenciou: distensões,
náuseas, perda de peso, redução visual,
náuseas, perda de peso, redução visual,
cólicas no cólon etc; e
cólicas no cólon etc; e
2) num segundo estágio as dores se
2) num segundo estágio as dores se
intensificam, mais concentradas no sistema
intensificam, mais concentradas no sistema
muscular e exames em trabalhadores
muscular e exames em trabalhadores
revelaram atrofia muscular e lesões na pele.
revelaram atrofia muscular e lesões na pele.
Vibração efeitos ao organismo
Vibração efeitos ao organismo
• Melhora do equipamento, reduzindo a
Melhora do equipamento, reduzindo a
intensidade das vibrações,
intensidade das vibrações,
• Instituir períodos de repouso e rotatividade,
Instituir períodos de repouso e rotatividade,
evitando exposições contínuas, e
evitando exposições contínuas, e
• Após identificar as lesões iniciais deve-se
Após identificar as lesões iniciais deve-se
proceder o rodízio no posto de trabalho.
proceder o rodízio no posto de trabalho.
Vibração - Prevenção
Vibração - Prevenção
Ritmo
Circadiano
RITMOS BIOLÓGICOS
RITMOS BIOLÓGICOS
Cronobiologia: estudo sistemático da matéria viva.
Cronobiologia: estudo sistemático da matéria viva.
Ramo da ciência relativamente novo.
Ramo da ciência relativamente novo.
De Marian, astrônomo francês, foi o primeiro
De Marian, astrônomo francês, foi o primeiro
pesquisador a propor a existência de um “relógio
pesquisador a propor a existência de um “relógio
biológico”, relato publicado em 1729.
biológico”, relato publicado em 1729.
RITMOS
RITMOS
Ciclos: fenômenos que se repetem de tempos em
Ciclos: fenômenos que se repetem de tempos em
tempos.
tempos.
Os seres vivos expressam esses ciclos através:
Os seres vivos expressam esses ciclos através:
hábitos diurnos e noturnos; sono e vigília;
hábitos diurnos e noturnos; sono e vigília;
reprodução, etc.
reprodução, etc.
Temperatura corporal: valores mínimos e máximos
Temperatura corporal: valores mínimos e máximos
dependendo da hora do dia. Ritmos em livre curso.
dependendo da hora do dia. Ritmos em livre curso.
Ajuste aos ciclos ambientais.
Ajuste aos ciclos ambientais.
O ritmo circadiano regula os ritmos materias,
O ritmo circadiano regula os ritmos materias,
psicológicos, digestão.
psicológicos, digestão.
A vigília renova as células e a temperatura
A vigília renova as células e a temperatura
A localização deste relógio fica no
A localização deste relógio fica no
hipotálamo (base do cérebro).
hipotálamo (base do cérebro).
Consequência nas alterações do ciclo circadiano
Consequência nas alterações do ciclo circadiano
Irritabilidade, distúrbio do sono, distorção do sono
Irritabilidade, distúrbio do sono, distorção do sono
Queda de rendimento, has, trânsito intestinal alterado.
Queda de rendimento, has, trânsito intestinal alterado.
Enfim, seu organismo dorme, e você está acordado.
Enfim, seu organismo dorme, e você está acordado.
Ação dos hormônios: fabricação da melatonina que é
Ação dos hormônios: fabricação da melatonina que é
fabricada na ausência da luz.
fabricada na ausência da luz.
A ausência da luz aumenta sua produção e produz o sono
A ausência da luz aumenta sua produção e produz o sono
Cortisol, hormônio relacionado ao sistema imunológico, tem
Cortisol, hormônio relacionado ao sistema imunológico, tem
seu nível aumentado entre 6 e 8 horas da manhã.
seu nível aumentado entre 6 e 8 horas da manhã.
• Os ataques cardíacos são mais frequentes de manhã.
Os ataques cardíacos são mais frequentes de manhã.
• Maior ação da coagulação, ação hormonal mais lenta
Maior ação da coagulação, ação hormonal mais lenta
• A maior quantidade de urina é produzida no período
A maior quantidade de urina é produzida no período
noturno
noturno
• A temperatura cai, o batimento fica mais lento.
A temperatura cai, o batimento fica mais lento.
• O ritmo de trabalho cai após às três horas da manhã
O ritmo de trabalho cai após às três horas da manhã
• Alguns funcionários tomam substâncias estimulantes como
Alguns funcionários tomam substâncias estimulantes como
cafeína, fumo, reduzem o ritmo cardíaco, apetite e alívio
cafeína, fumo, reduzem o ritmo cardíaco, apetite e alívio
da fadiga.
da fadiga.
• Álcool: produz taquicardia, desinibição.
Álcool: produz taquicardia, desinibição.
O que diz a lei
O que diz a lei
•Tratamento diferenciado
Tratamento diferenciado
•Não exceder às 8 horas
Não exceder às 8 horas
•Proteção de segurança e saúde, serviços médicos, sociais, transporte,
Proteção de segurança e saúde, serviços médicos, sociais, transporte,
alimentação.
alimentação.
•Aposentadoria antecipada, adicional noturno
Aposentadoria antecipada, adicional noturno
•Maior número de folgas
Maior número de folgas
•Em 05/99 foi considerado como agente etiológico ou fator de risco
Em 05/99 foi considerado como agente etiológico ou fator de risco
•Aspectos ergonômicos
Aspectos ergonômicos
•Velocidade do ritmo
Velocidade do ritmo
•Evitar turnos fixos
Evitar turnos fixos
•Maior número de folgas
Maior número de folgas
Organização do trabalho em turno
Organização do trabalho em turno
•Não ultrapassar os períodos normais de trabalho
Não ultrapassar os períodos normais de trabalho
•Mudar sempre após um dia de descanso
Mudar sempre após um dia de descanso
•Um dia de descanso após uma semana de trabalho
Um dia de descanso após uma semana de trabalho
•Ter todos os benefícios assegurados
Ter todos os benefícios assegurados
•Exame médico antes da mudança de turno
Exame médico antes da mudança de turno
•Escala de rotação
Escala de rotação
•Direito do funcionário de mudar de turno
Direito do funcionário de mudar de turno
•Se precisar mudar de turno por causa de doença não perder os
Se precisar mudar de turno por causa de doença não perder os
benefícios
benefícios
ProfªLuiza
 Comumente ocorrem após contato com
um fio elétrico defeituoso, rede de altas
voltagem, imersão em água que foi
eletrificada.
 Ao tratar o paciente, lembre-se que as
lesões internas podem ser maiores do que
se pode ver.
 Verifique o paciente à procura de
ferimentos de entrada e de saída.
 Tipos de Correntes
Corrente de
Baixa Tensão
Corrente de
Alta Tensão
Corrente
Alternada
Corrente
Contínua
 Corrente de Baixa Tensão
Lesões menos extensas
Perigo de Fibrilação
Ventricular
Assistolia
 Corrente de Alta Tensão
 Lesões extensas e profundas
 Necrose tissular por coagulação protéica
 Tende a percorrer o caminho mais curto até a
terra e freqüentemente atira a vítima longe
Fraturas e Hemorragias Cerebrais
 Depressão do centro respiratório
Entrada
(
Saída
(
C
C
A
A
L
L
O
O
R
R
C
C
A
A
L
L
O
O
R
R
Efeito Joule
Efeito Joule
 efeito joule: liberar calor
 efeito magnético: gerar
campo magnético
 efeito fisiológico: choque
 efeito químico: produzir
reações químicas
 efeito luminoso: gerar luz
 Protocolos de Atendimento/ Passo a Passo
 Informe-se sobre qual o mecanismo de lesão
 Avalie segurança do local
Obs: Em caso de queimaduras elétricas certifique-se sobre o desligamento da fonte de
energia.Já em queimaduras químicas remova o agente com água antes de entrar em
contato
 Avalie nível de consciência metódo AVDI(Alerta,
responde à estímulos Verbais, responde a estímulos
de Dor ou está Inconsciente). Chame ajuda!!!!!!
 ABC
 Protocolos de Atendimento/ Passo a Passo
 Exposição da vítima – Retirar roupas não aderidas, jóias e
adereços antes do edema
 Tempo : 2 minutos no máximo
 Caso vítima instável, seguir para hospital imediatamente,já
continuando o exame na ambulância. Se estável pode-se
proceder os próximos passos no próprio local a espera de
socorro.
 Verificação de Sinais Vitais
 Monitorizaçào
 Anamnese(Sintomas, patologias pregressas, alergias, etc)
 Acesso Venoso e Hidrtação Rápida
 Exame Secundário
Resfriamento das áres queimadas
Busca de sinais e sintomas de traumas
associados
Estimativa da área queimada e profundidade
FADIGA
FADIGA
A fadiga resulta de um trabalho continuado que provoca uma
A fadiga resulta de um trabalho continuado que provoca uma
redução reversível da capacidade do organismo e uma
redução reversível da capacidade do organismo e uma
degradação qualitativa desse trabalho.
degradação qualitativa desse trabalho.
O termo “fadiga” é aplicado a várias condições que vão desde
O termo “fadiga” é aplicado a várias condições que vão desde
um declínio na curva de trabalho até um estado de colapso
um declínio na curva de trabalho até um estado de colapso
total do organismo.
total do organismo.
Podemos reconhecer dois tipos de fadiga:
Podemos reconhecer dois tipos de fadiga:
•Somática (física ou orgânica)
Somática (física ou orgânica)
•Psíquica (mental)
Psíquica (mental)
•Podem ser desencadeadas por fatores fisiológicos, ambientais
Podem ser desencadeadas por fatores fisiológicos, ambientais
e psicológicos.
e psicológicos.
Fadiga somática ou física ou orgânica
Fadiga somática ou física ou orgânica
É o estado de desequilíbrio orgânico decorrente do
É o estado de desequilíbrio orgânico decorrente do
tipo de trabalho, de suas condições organizacionais
tipo de trabalho, de suas condições organizacionais
e do ambiente físico em que se processa.
e do ambiente físico em que se processa.
Pode ser revertido com descanso (repousar ou
Pode ser revertido com descanso (repousar ou
dormir).
dormir).
Alterações orgânicas
Alterações orgânicas
Certos tipos de trabalhos, em vista das condições
Certos tipos de trabalhos, em vista das condições
e dos ambientes físicos em que são realizados,
e dos ambientes físicos em que são realizados,
podem provocar alterações orgânicas que, isolada
podem provocar alterações orgânicas que, isolada
ou combinadamente levam a um quadro de fadiga
ou combinadamente levam a um quadro de fadiga
somática.
somática.
Sintomatologia
Sintomatologia
•Os sintomas da fadiga mental são variáveis, destacando-se:
Os sintomas da fadiga mental são variáveis, destacando-se:
•Cefaléias, tonturas, anorexias, tremores de extremidades, a dinamia,
Cefaléias, tonturas, anorexias, tremores de extremidades, a dinamia,
dificuldade de concentração e crises de choro;
dificuldade de concentração e crises de choro;
•Alterações do sono – o indivíduo dorme por curtos períodos um sono
Alterações do sono – o indivíduo dorme por curtos períodos um sono
pesado e sem sonhos e, em seguida, surgem sonhos angustiantes e ele
pesado e sem sonhos e, em seguida, surgem sonhos angustiantes e ele
acorda, sem conseguir dormir mais durante a madrugada;
acorda, sem conseguir dormir mais durante a madrugada;
•Diminuição da libido – redução do apetite sexual e muitas vezes com
Diminuição da libido – redução do apetite sexual e muitas vezes com
impotência (homem) e frigidez (mulher);
impotência (homem) e frigidez (mulher);
•Neuroses depressivas – diminuição da memória, tendência à
Neuroses depressivas – diminuição da memória, tendência à
hipocondria, alterações na visão, depressão do humor;
hipocondria, alterações na visão, depressão do humor;
•Neuroses de angústia – ansiedade anormal, palpitações, vertigens, dores
Neuroses de angústia – ansiedade anormal, palpitações, vertigens, dores
gerais e precordiais, sudorese facial e diarréias.
gerais e precordiais, sudorese facial e diarréias.
Fatores desencadeantes
Fatores desencadeantes
Estes fatores podem estar ligados à vida extraprofissional ou a
Estes fatores podem estar ligados à vida extraprofissional ou a
vida profissional.
vida profissional.
Os fatores extraprofissionais podem estar relacionados com baixo
Os fatores extraprofissionais podem estar relacionados com baixo
padrão de vida
padrão de vida
como: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde,
como: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde,
problemas familiares, condições precárias de transporte,
problemas familiares, condições precárias de transporte,
alcoolismo e uso de drogas.
alcoolismo e uso de drogas.
Os fatores profissionais estão ligados à vida profissional: as
Os fatores profissionais estão ligados à vida profissional: as
condições ambientais, organização do trabalho, chefia insegura,
condições ambientais, organização do trabalho, chefia insegura,
níveis hierárquicos, bloqueio de carreira, responsabilidades mal
níveis hierárquicos, bloqueio de carreira, responsabilidades mal
delegadas, conflito entre chefias, falta de plano de cargos e
delegadas, conflito entre chefias, falta de plano de cargos e
salários e falta de comunicação entre os trabalhadores.
salários e falta de comunicação entre os trabalhadores.
Medidas propostas para diminuir o estresse e
Medidas propostas para diminuir o estresse e
fadiga no trabalho
fadiga no trabalho
•Bloqueios de engenharia para evitar acidentes de
Bloqueios de engenharia para evitar acidentes de
trabalho;
trabalho;
•Melhoria ergonômica dos postos de trabalho;
Melhoria ergonômica dos postos de trabalho;
•Adequação física e mental do indivíduo a seu
Adequação física e mental do indivíduo a seu
posto de trabalho;
posto de trabalho;
•Enriquecimento de tarefas;
Enriquecimento de tarefas;
•Integração do grupo de trabalho;
Integração do grupo de trabalho;
•Melhoria na troca de informações;
Melhoria na troca de informações;
•Plano de cargos e salários;
Plano de cargos e salários;
•Treinamento e reeducação dos trabalhadores
Treinamento e reeducação dos trabalhadores;
;
Medidas Individuais propostas para diminuir
Medidas Individuais propostas para diminuir
a fadiga e o stress
a fadiga e o stress
•Organize sua vida, não queira fazer tudo ao mesmo
Organize sua vida, não queira fazer tudo ao mesmo
tempo;
tempo;
•Delegue tarefas a outras pessoas;
Delegue tarefas a outras pessoas;
•Planeje adequadamente o que irá fazer;
Planeje adequadamente o que irá fazer;
•Utilize bem o seu tempo;
Utilize bem o seu tempo;
•Reconheça seus limites;
Reconheça seus limites;
•Procure rever seus valores de vida;
Procure rever seus valores de vida;
•Aprenda a administrar conflitos;
Aprenda a administrar conflitos;
•Não sofra por problemas que não merecem sua
Não sofra por problemas que não merecem sua
atenção;
atenção;
• Pratique atividades físicas regularmente;
Pratique atividades físicas regularmente;
• Realize atividades que lhe dão prazer;
Realize atividades que lhe dão prazer;
• Repouse o suficiente;
Repouse o suficiente;
• Seja cuidadoso com sua alimentação, evite excessos e
Seja cuidadoso com sua alimentação, evite excessos e
respeite horários;
respeite horários;
• Reserve uma parte do dia para o lazer;
Reserve uma parte do dia para o lazer;
• Evite tomar medicamentos por conta própria para aliviar o
Evite tomar medicamentos por conta própria para aliviar o
estresse, quando
estresse, quando
• Sentir necessidade, procure ajuda de um terapeuta.
Sentir necessidade, procure ajuda de um terapeuta.
 Agente Físico
 Sensação produzida em um ambiente de
trabalho em que
◦ Temperatura do ar é mais elevada que a
temperatura da pele (> 33°C)
◦ Existem fontes de calor radiante à
temperaturas superiores a temperatura da
pele.
 Níveis de conforto
◦ NR 17
 Nas estações frias : 17-21,5 °C
 Nas estações quentes : 18 - 26 °C
 Temperatura efetiva : 20 -23 °C
 Efeitos no Organismo
◦Desidratação
◦Colapso
Incapacidade cardiovascular
Perda de Consciência
Vertigens
Fraqueza
 Golpe de Calor ou Insolação
◦ Exposição temperaturas ate 43,5
°C
◦ Paralisação da sudorese
 Diarréia
 Convulsões
 Vômitos
 Ataxia
 Transportar a vitima para ambiente
fresco
 Redução de temperatura
◦ Gelo
◦ Banho de ducha fria
◦ Clister de água fria
 (temperatura retal 38,5 °C
suspender o tto)
 Colapso ou Prostração Térmica
◦ Disturbios circulatórios que
dificultam a aclimatação
 Cefaléia
 Náuseas
 Prostração
 Palidez
 Lipotímia
 Prostração Térmica (“ Zonzeira”)
 Deficiência Circulatória
 Desequilibrio momentâneo entre os
mecanismos fisiológicos de adaptação ao
calor
 Hipotensão arterial
 Cansaço nauseas
 Respiração superficia
 Pulso lento
 Pele fria e úmica
 Prostração Térmica por Desidratação
◦ Depende do grau de Desidratação
◦ Perda de peso 5 a 8%
 Ineficiencia no trabalho
◦ Perda de cerca 10%
 Incapacidade de trabalhar
◦ Perda maior que 15%
 Choque hipovolêmico
 Mais Características
 Afeta musculatura abdominal e das
pernas
 Comum em foguistas, forneiros,
fundidores de metais, vidreiros e
mineiros
 Aclimatação
 Hidratação
 Hipertônico
É a adaptação do homem ao ambiente de trabalho quente.
Manifesta-se por: redução da temperatura interna (níveis
inferiores a 37ºC)
aumento da transpiração
(do número de glândulas sudoríparas que
transpiram
e aumento no volume de suor produzido)
É relativa e específica para determinada carga de trabalho e
para determinada condição ambiental.
Ausência ao Trabalho por uma semana ocorre perda de 1/4
a 1/3 da aclimatação. Por três semanas ocorre perda total.
Método de aclimatação.
Realização do trabalho necessário, na condição
ambiental em que o trabalho deve ser feito, 120
minutos por dia nos primeiros 4 a 6 dias.
Em duas semanas o processo se completa.
Não Aclimatado Aclimatado
Taxa máxima de suor 1,5 l/h em 10 dias 3 l/h
NaCl no suor 15 a 25 g/dia 3 a 5 g/dia
Aldosterona no suor Baixa Alta
Cloreto de sódio no suor 4g NaCl / l 1g NaCl / l
Exposição ao Frio
Fisiologia da exposição ao Frio
O corpo humano, quando exposto a baixas
temperaturas, perde calor para o meio ambiente,
baixando a temperatura da pele e das extremidades.
A capacidade do homem é muito eficaz para o calor e
pouco eficiente para o frio.
Nos ambientes frios, o organismo perde calor , exigindo
que o trabalhador proteja-se,adequadamente de modo a
não baixar a sua temperatura interna, afetando o
funcionamento dos órgãos internos.
Doenças causadas pelo Frio
Ulcerações do frio: entre as mais
frequentes reações do organismo contra o frio
citam-se as feridas,bolhas,rachaduras e
necrose dos tecidos.
Enregelamento dos membros: poderá
provocar a gangrena,sendo necessária sua
amputação.
Pés de imersão:acontece quando os
CONSEQUÊNCIA:
Caimbras;
Choque térmico;
Falta de coordenação;
Medidas Adotadas
As portas das câmaras frias devem abrir do
interior e dispor de sinal luminoso e sonoro
para que possa ser percebida a presença da
pessoa.
As roupas de proteção devem estar sempre
secas, limpas e em bom estado de
conservação, pois quando muito usadas
perdem a eficácia como isolante;
Medidas Adotadas
Limitar, o máximo possível, as posturas
sedentárias , bem como os ritmos intensos,
sendo preferíveis os ritmos regulares de
trabalho;
O trabalhador deve executar as tarefas sem
precisar retirar as luvas, evitando a
manipulação direta de produtos frios com
as mãos;
Equipamento de Proteção Individual
Vestimentas adequadas:
A roupa protetora tem por finalidade evitar ou
controlar a perda de calor do indivíduo para o
meio ambiente, ou seja quando maior for a
diferença de temperatura entre a pele e o
ambiente, maior deverá ser o coeficiente de
isolamento térmico da vestimenta.
Equipamento de Proteção Individual
A roupa , quando bem projetada , permitirá a
saída do excesso de calor provocado pelo
metabolismo , função das atividades , o
necessário para manter uma temperatura de
equilíbrio.
Exames médicos periódicos
Os exames médicos periódicos têm por
finalidade detectar possíveis doenças que
acometem os trabalhadores em câmaras
frias, como : amigdalite, rinites, faringites,
sinusites, e ainda prevenção de pneumonias
Tempo na câmara Fria
Tempo
Pausas regulares de 20 minutos em
locais aquecidos ( com temperatura de
20ºC)
Lesões
CAUSADAS PELO
FRIO
Obrigações do Empregado:
Portaria nº.3.214/78 –Normas
Regulamentadoras –06-Equipamento de
Proteção Individual
A) Usá-lo apenas para a finalidade a que se
destina;
B) Responsabilizar-se por sua guarda e
conservação;
C) Comunicar ao empregador qualquer
alteração que o torne impróprio para o uso
Obrigações do Empregador
A C.L.T com relação aos EPIs, estabelece
que:
ART 166. “A empresa é obrigada a
fornecer aos empregados, gratuitamente ,
equipamento de proteção individual
adequado ao risco e em perfeito estado de
conservação e funcionamento, sempre que as
medidas de ordem geral não ofereçam
completa proteção contra os riscos de
acidentes e danos`a saúde dos empregados”
RITMO DE TRABALHO NO LIMITE
RITMO DE TRABALHO NO LIMITE
DAS CAPACIDADES DOS
DAS CAPACIDADES DOS
TRABALHADORES
TRABALHADORES
Início no Japão, após II Guerra Mundial, eleva a
Início no Japão, após II Guerra Mundial, eleva a
intensificação do trabalho a um novo patamar constitui
intensificação do trabalho a um novo patamar constitui
“novo” padrão de subordinação do trabalho ao capital por
“novo” padrão de subordinação do trabalho ao capital por
meio de:
meio de:
•divisões internas
divisões internas
•competição
competição
•quebra o caráter de classe dos sindicatos
quebra o caráter de classe dos sindicatos
•introduz o sindicato-empresa
introduz o sindicato-empresa
•extrapola os limites do Japão (a partir dos anos 70)
extrapola os limites do Japão (a partir dos anos 70)
•responde aos desafios da crise do capitalismo (anos 70)
responde aos desafios da crise do capitalismo (anos 70)
TOYOTISMO: MÁQUINA DE DESEMPREGAR
TOYOTISMO: MÁQUINA DE DESEMPREGAR
Um trabalhador opera 4 – 5 máquinas de processos
Um trabalhador opera 4 – 5 máquinas de processos
diferentes
diferentes
•operador polivalente / multifuncional
operador polivalente / multifuncional
•aperfeiçoamento de equipamentos
aperfeiçoamento de equipamentos
•modernização de instalações
modernização de instalações
•máxima flexibilização da organização do trabalho
máxima flexibilização da organização do trabalho
•máxima tensão da linha de produção da linha automatizada
máxima tensão da linha de produção da linha automatizada
•máxima potencialização do trabalho vivo
máxima potencialização do trabalho vivo
•desgaste desumano dos trabalhadores
desgaste desumano dos trabalhadores
DESGASTE DESUMANO DOS TRABALHADORES
DESGASTE DESUMANO DOS TRABALHADORES
Mudanças no mundo do trabalho
Mudanças no mundo do trabalho
•fim da política salarial
fim da política salarial
•epidemia de desemprego em massa
epidemia de desemprego em massa
•desregulamentação dos contratos de trabalho (flexibilização)
desregulamentação dos contratos de trabalho (flexibilização)
•re-estruturação produtiva
re-estruturação produtiva
•mudanças na organização das empresas
mudanças na organização das empresas
•reorganização das equipes
reorganização das equipes
•diminuição de níveis hierárquicos
diminuição de níveis hierárquicos
•aumento da responsabilidade
aumento da responsabilidade
•enxugamento do quadro (efetivo)
enxugamento do quadro (efetivo)
•etc.
etc.
Taylorismo
Taylorismo
Taylor desenvolveu estudos sobre os tempos e
Taylor desenvolveu estudos sobre os tempos e
movimentos utilizados na produção introduziu o
movimentos utilizados na produção introduziu o
controle com o objetivo de que o trabalho fosse
controle com o objetivo de que o trabalho fosse
executado de acordo com uma seqüência e um
executado de acordo com uma seqüência e um
tempo pré-programados;
tempo pré-programados;
Inseriu a supervisão funcional para verificar se as
Inseriu a supervisão funcional para verificar se as
operações eram desenvolvidas em conformidade
operações eram desenvolvidas em conformidade
com as instruções programadas.
com as instruções programadas.
Introduziu o estímulo ao desempenho individual
Introduziu o estímulo ao desempenho individual
O Fordismo
O Fordismo
Com este modelo surgiam as esteiras rolantes que
Com este modelo surgiam as esteiras rolantes que
movimentavam-se enquanto o operário ficava praticamente
movimentavam-se enquanto o operário ficava praticamente
parado, realizando uma pequena etapa da produção, como
parado, realizando uma pequena etapa da produção, como
se fosse uma extensão ou componente da máquina
se fosse uma extensão ou componente da máquina
O trabalhador tinha sua criatividade limitada dentro desta
O trabalhador tinha sua criatividade limitada dentro desta
organização rígida, passando a ser desqualificado e
organização rígida, passando a ser desqualificado e
perdendo sua autonomia no processo de trabalho
perdendo sua autonomia no processo de trabalho
A gerência passava assim a se apropriar dos processos de
A gerência passava assim a se apropriar dos processos de
saber-fazer, maximizando o poder sobre os trabalhadores.
saber-fazer, maximizando o poder sobre os trabalhadores.
Observações do modelo Fordista
Observações do modelo Fordista
Ford Motor Company aplica os princípios da
Ford Motor Company aplica os princípios da
linha de montagem, a partir da idéia do
linha de montagem, a partir da idéia do
sistema de carretilhas aéreas usado nos
sistema de carretilhas aéreas usado nos
matadouros de Chicago para esquartejar
matadouros de Chicago para esquartejar
reses.
reses.
Sempre que possível, o trabalhador não dará
Sempre que possível, o trabalhador não dará
um passo supérfluo; Não permitir, em caso
um passo supérfluo; Não permitir, em caso
algum, que ele se canse inutilmente, com
algum, que ele se canse inutilmente, com
movimentos à direita ou à esquerda, sem
movimentos à direita ou à esquerda, sem
proveito algum.
proveito algum.
Detalhes...
Detalhes...
Resultados da produção: o tempo de montagem do
Resultados da produção: o tempo de montagem do
chassi reduziu-se de 12h8m para
chassi reduziu-se de 12h8m para 1h33m,
1h33m, sendo a
sendo a
atividade separada em 45 operações extremamente
atividade separada em 45 operações extremamente
simplificadas.
simplificadas.
Na linha de montagem, o trabalho também foi
Na linha de montagem, o trabalho também foi
parcelado nas mesmas proporções. Antes, realizada
parcelado nas mesmas proporções. Antes, realizada
por uma só pessoa, com a esteira rolante ficou
por uma só pessoa, com a esteira rolante ficou
dividida em 84 operários.
dividida em 84 operários.
SUCESSO DA ORGANIZAÇÃO
SUCESSO DA ORGANIZAÇÃO
FORDISTA PARA A PRODUÇÃO
FORDISTA PARA A PRODUÇÃO
O taylorismo-fordismo constituiu a principal
O taylorismo-fordismo constituiu a principal
estratégia para aprofundar o controle sobre
estratégia para aprofundar o controle sobre
os trabalhadores, fragmentando as tarefas,
os trabalhadores, fragmentando as tarefas,
propondo pagamento por produção,
propondo pagamento por produção,
fragmentando a organização social para o
fragmentando a organização social para o
trabalho, preparando a produção para
trabalho, preparando a produção para
exclusão do trabalho humano.
exclusão do trabalho humano.
FUNCIONÁRIOS ABAIXO DE TRINTA ANOS
FUNCIONÁRIOS ACIMA DE TRINTA ANOS

DOENCAS_OCUPACIONAIS__AULA_FACULDADE.ppt

  • 2.
    Conceitos Segundo a Leinº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e considera, no Art. 20, duas entidades mórbidas que são equiparadas a acidentes do trabalho para efeitos de benefícios previdenciários (MARTINEZ, 1998). São elas:
  • 3.
    Doença Profissional oudo Trabalho Doença Profissional ou do Trabalho É aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinado ramo de atividade. Doença do trabalho: aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.
  • 4.
    Não são consideradascomo doença do trabalho: a)a doença degenerativa; b) a inerente ao grupo etário; c) a que não produza incapacidade laborativa;
  • 5.
    d) a doençaendêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação que resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona.
  • 6.
    O acidente ligadoao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado. Contribua para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para sua recuperação.
  • 7.
    A realização daanamnese ocupacional deve estar incorporada à entrevista clínica e seguir uma sistematização para que nenhum aspecto relevante seja esquecido, por meio de algumas perguntas básicas: o que faz? Como faz? Com que produtos e instrumentos? Em que condições? Há quanto tempo? Como se sente e o que pensa sobre seu trabalho? Conhece outros trabalhadores com problemas semelhantes aos seus?
  • 8.
    Ações da Epidemiologia Osperfis de adoecimento e morte dos trabalhadores são semelhantes ao da população em geral: Idade, gênero, grupo social ou inserção em um grupo específico de risco todas estas questões devem ser levadas em conta.
  • 9.
    Doenças comuns, aparentementesem qualquer relação com o trabalho Doenças comuns (crônico-degenerativas, infecciosas, neoplásicas traumáticas e etc) Doenças comuns que têm espectro de sua etiologia ampliando ou tornando mais complexo pelo trabalho.
  • 10.
    Segue alguns exemplos Asmabrônquica, a dermatite de contato alérgica, a perda auditiva induzida por ruído (ocupacional), doenças músculo-esqueléticas Alguns transtornos mentais exemplificam esta possibilidade, na qual, em decorrência do trabalho somam-se (efeito aditivo) ou multiplicam-se (efeito sinérgico) as condições provocadoras ou desencadeadoras destes quadros noológicos; Agravos à saúde específicos, tipificados pelos acidentes do trabalho e pelas doenças profissionais.
  • 11.
    As doenças Ocupacionaisestão divididas em três grupos I:doenças em que o trabalho é causa necessária, tipificadas pelas doenças profissionais, e pelas intoxicações agudas de origem ocupacional. II:doenças em que o trabalho pode ser um fator de risco, contributivo, mas não necessário, exemplo: hipertensão arterial , neoplasias maligna. III: doenças em que o trabalho é provocador de um distúrbio latente, ou agravador de uma doença já estabelecida ou preexistente.
  • 12.
    Os fatores derisco para a saúde e segurança dos trabalhadores podem ser classificados em cinco grandes grupos:   Agentes químicos   Agentes físicos   Agentes biológicos   Riscos ergonômicos   Riscos de acidentes
  • 13.
    Para a abordagemdo dano ou doença individual, a clínica, com a história e a anamnese ocupacional são os instrumentos que devem priorizados. Devem ser realizados exames complementares, tais como, laboratoriais, toxicológicos e provas funcionais.
  • 14.
    Os instrumentos paraa investigação dos fatores ou condição de risco individual coletivo do local de trabalho é o PPRA, elaborarando uma avaliação qualitativa e quantitativa, feito por exigência da NR 9, da portaria/MTb nº 3.214/1978. Com os resultados do PPRA deve-se elaborar o PCMSO em cumprimento da NR 7.
  • 15.
    Medidas a seremadotadas após o diagnóstico da doença e a sua relação com o trabalho. Caso o trabalhador seja segurado pelo Seguro de Acidentes de trabalho (SAT) da Previdência Social, solicitar à empresa a emissão do Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) e encaminhar ao INSS. Notificação do agravo ao sistema de informação de morbidade do SUS, à Delegacia Regional do Trabalho e ao sindicato da categoria a qual pertence o trabalhador;
  • 16.
    Ações de vigilânciaepidemiológica visando à identificação de outros casos, por meio de busca ativa na mesma empresa ou ambiente de trabalho, Identificação do agente agressor (físico, químico ou biológico) e das condições de trabalho determinantes do agravo e de outros fatores de risco contribuintes; Inspeção da empresa ou ambiente de trabalho de origem do paciente e de outras empresas do mesmo ramo de atividade. Identificar os fatores de risco para a saúde e as medidas de proteção coletiva e equipamentos de proteção individual utilizados. Pode ser importante a verificação da existência e adequação do PPRA (NR 9) e do PCMSO (NR 7)
  • 17.
    Sistema de Notificaçãode Agravos à Saúde 1. PAIR (Perda auditiva induzida por ruído) 2. LER/DORT (Lesões por esforços repetitivos/Doenças osteomusculares relacionadas com o trabalho) 3. Pneumoconioses 4. Transtornos mentais 5. Acidente com material biológico 6. Câncer realcionado ao trabalho 7. Dermatoses relacionadas ao trabalho
  • 18.
    Medidas de proteçãoe prevenção da exposição aos fatores de risco no trabalho. Reconhecimento prévio das atividades e locais de trabalho onde existam substâncias químicas, agentes físicos e/ou biológicos. Identificação dos problemas ou danos potenciais para a saúde, decorrentes da exposição aos fatores de risco. Identificação e proposição de medidas que devem ser adotadas para a eliminação ou controle da exposição. Educação e informação aos trabalhadores e empregadores.
  • 19.
    Substituir tecnologias deprodução que diminuam os riscos para a saúde; Isolar do agente/substância do processo, evitando exposição; Adotar sistemas de ventilação local exaustor. Efetivar a manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos.
  • 20.
    Estabelecer procedimentos enormas de higiene e segurança; Adotar sistemas seguros de trabalho, operacionais e de transporte; Classificar e rotular as substancias químicas segundo propriedades toxicológicas e toxicidade; Informar e comunicar os riscos aos trabalhadores;
  • 21.
    Manter de condiçõesadequadas no ambiente geral e de conforto para os trabalhadores, para higiene pessoal, com instalações sanitárias adequadas, banheiros, chuveiros, pias com água limpa corrente, vestuário adequado e limpo diariamente; Fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPI), adequados e com manutenção indicada, de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
  • 22.
    Doenças Infecciosas eParasitárias - Tuberculose Exposição ocupacional ao (Bacilo de Koch) em atividades em laboratórios de biologia, pessoal de saúde, que propiciam contato direto com produtos contaminados ou com doentes cujos exames bacteriológicos trabalhador exposto a poeiras de sílica. – Carbúnculo, causada pela exposição ocupacional ao Bacillus anthracis, trabalhadores em contato direto com animais infectados ou com cadáveres desses animais; trabalhos artesanais ou industriais com pêlos,pele, couro,
  • 23.
    Leptospira em trabalhosexpondo ao contato direto com águas sujas, ou efetuado em locais suscetíveis de serem sujos por dejetos de animais portadores de germes; trabalhos efetuados com água, esgotos etc. Tétano, circunstâncias de acidentes do trabalho na agricultura, na construção civil, na indústria, ou em acidentes de trajeto Brucelose, causada pela exposição ocupacional a Brucella, em atividades em abatedouros, frigoríficos, manipulação de produtos de carne; ordenha e fabricação de laticínios e atividades assemelhadas.
  • 25.
    Dengue Exposição ocupacionalao mosquito(Aedes aegypti), transmissor do principalmente em atividades em zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública, e em trabalhos de laboratórios de pesquisa entre outros. Febre Amarela Exposição ocupacional ao mosquito principalmente em atividades em zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública, e em trabalhos de laboratórios de pesquisa, entre outros. Hepatites Virais Exposição ocupacional em trabalhos envolvendo manipulação, acondicionamento ou emprego de sangue humano ou de seus derivados; trabalho com “águas usadas” e esgotos; trabalhos em contato com materiais provenientes de doentes ou objetos contaminados por eles.
  • 26.
    - Doença peloVírus da Imunodeficiência Humana (HIV) Exposição ocupacional principalmente em trabalhadores da saúde, em decorrência de acidentes pérfuro-cortantes com agulhas ou material cirúrgico contaminado, e na manipulação, acondicionamento de sangue ou de seus derivados, e contato com materiais provenientes de pacientes infectados.
  • 27.
    - Micoses Superficiais Exposiçãoocupacional em trabalhos em condições de temperatura elevada e umidade (cozinhas, ginásios, piscinas) e outras situações específicas de exposição ocupacional. Malária Exposição ocupacional ao principalmente em atividades de mineração, construção de barragens ou rodovias, em extração de petróleo e outras atividades que obrigam a entrada dos trabalhadores em zonas endêmicas.
  • 28.
    Neoplasias (tumores) relacionadosao trabalho Neoplasia maligna do estômago Asbesto ou Amianto - Angiosarcoma do fígado Arsênio -Neoplasia maligna do pâncreas Cloreto de Vinila - Neoplasia maligna da cavidade nasal e dos seios paranasais Níquel e seus compostos Poeiras de madeira e outras poeiras Poeiras orgânicas (na indústria têxtil e em padarias) -Neoplasia maligna da laringe Asbesto ou Amianto -Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão Arsênio e seus compostos arsenicais Asbesto ou Amianto ,Berílio,Cádmio,Cromo
  • 29.
    Neoplasia maligna dosossos e cartilagens articulares dos membros Inclui: Radiações ionizantes Outras neoplasias malignas da pele Arsênio e seus compostos, Alcatrão, breu, betume, hulha Neoplasia maligna da bexiga ,Alcatrão, breu, betume, hulha, parafina e produtos de resíduos dessas substâncias. Leucemias Radiações ionizantes Óxido de Etileno, Campos eletromagnéticos Agrotóxicos clorados
  • 30.
    DOENÇAS DO SANGUEE DOS ÓRGÃOS HEMATOPOÉTICOS - Síndromes Mielodisplásicas, Radiações ionizantes - Outras anemias devidas a transtornos enzimáticos Chumbo ou seus compostos tóxicos - Anemia Hemolítica , Derivados nitrados e aminados do Benzeno -Anemia Aplástica devida a outros agentes externos Benzeno,Radiações ionizantes - Anemia Aplástica não especificada, Anemia hipoplástica SOE, Hipoplasia medular Benzeno,Radiações ionizantes - Anemia Sideroblástica secundária a toxinas Chumbo ou seus compostos tóxicos
  • 31.
    DOENÇAS ENDÓCRINAS, NUTRICIONAISE METABÓLICAS RELACIONADAS COM O TRABALHO - Hipotireoidismo devido a substâncias exógenas Chumbo ou seus compostos tóxicos Hidrocarbonetos halogenados, Clorobenzeno e seus derivados. TRANSTORNOS MENTAIS E DO COMPORTAMENTO RELACIONADOS COM OTRABALHO I - Demência em outras doenças específicas Manganês, Sulfeto de Carbono - Delirium, não sobreposto a demência, como descrita,Brometo de Metila,Sulfeto de Carbono III - Outros transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física Tolueno e outros solventes Chumbo ou seus compostos tóxicos Tricloroetileno
  • 32.
    IV - Transtornosde personalidade e de comportamento decorrentes de doença, lesão e de disfunção de personalidade VI - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso do álcool: Alcoolismo Crônico IV - Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença, lesão e de disfunção de personalidade VI - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso do álcool: Alcoolismo Crônica
  • 33.
    IX - Neurastenia(Inclui “Síndrome de Fadiga”) Tolueno e outros solventes X - Outros transtornos neuróticos Problemas relacionados com a Mudança de emprego Ameaça de perda de Emprego Ritmo de trabalho penoso XI - Transtorno do Ciclo Vigília-Sono Devido a adaptação à organização do horário de trabalho (Trabalho em Turnos ou Trabalho Noturno) XII - Sensação de Estar Acabado (“Síndrome de Burn-Out”, “Síndrome do Esgotamento Profissional.
  • 34.
    Doenças do Olhoe Anexos Relacionados ao Trabalho O aparelho visual é vulnerável à ação de inúmeros fatores de risco para a saúde presentes no trabalho, como, por exemplo: Agentes mecânicos (corpos estranhos, ferimentos contusos e cortantes), agentes físicos (temperaturas extremas, eletricidade, radiações ionizantes e não-ionizantes), agentes químicos, agentes biológicos.
  • 36.
    Blefarite –Inflamação Papebras Conjuntivite– Inflamação da membrana dos olhos Queratite –Inflamação da Córnea Catarata –Doença do Cristalino do Olho Inflamação coriorretiniana – Inflamação Retina Neurite óptica –Inflamação óptico Distúrbios visuais subjetivos –Doenças dos olhos e anexos
  • 38.
    Acomodação Acomodação Capacidade de focalizarobjetos em Capacidade de focalizar objetos em diferentes distâncias. diferentes distâncias. Mecanismos Principais Mecanismos Principais do Sistema Ocular do Sistema Ocular
  • 39.
    ACOMODAÇÃO Acomodação: objeto perto: desfocao fundo objeto longe: desfoca perto Nitidez visual!!! PRESBIOPIA: É a perda fisiológica da acomodação visual que ocorre após os 40 anos da idade onde há uma diminuição da capacidade visual para perto.
  • 40.
    ADAPTAÇÃO DA RETINA Adaptaçãoda Retina: ocorre por regulação fotoquímica e nervosa!!
  • 41.
    PUPILA A pupila secontrai quando foca objetos próximos; A pupila reage a estados emocionais, dilatando-se sob emoções fortes, dor ou concentração mental intensa; A pupila diminui com a fadiga e sonolência; QUANDO A PUPILA FICA MENOR A ACUIDADE VISUAL MELHORA. Níveis mais alto de iluminamento aumentam a Acuidade visual e o efeito da luz leva a redução da pupila.
  • 42.
    FADIGA VISUAL/ FISIOLOGIA Acomodação: Éo mecanismo pelo qual o olho humano altera a vergência do cristalino, permitindo à pessoa normal enxergar nitidamente desde uma distância de aproximadamente 25 cm até o infinito. É o poder que o olho tem de focalizar nitidamente na retina objetos que estejam tanto distantes como próximos, isto é feito pelo cristalino através da modificação da curvatura da sua cápsula pela contratura da musculatura ciliar
  • 43.
    FADIGA-CANSAÇO VISUAL Fadiga visual: sãoos sintomas que ocorrem após estresse excessivo na funções do olho. Entre os mais importantes, estão o cansaço dos músculos ciliares da acomodação, por olhar por muito tempo para objetos pequenos, textos má impressos, exposição por luz piscante, telas PC com baixa qualidade e movimentos rápidos dos olhos
  • 44.
    • Dor decabeça Dor de cabeça • Avermelhamento das pálpebras Avermelhamento das pálpebras • Visão dupla Visão dupla • Irritações Irritações • Lacrimação Lacrimação • Diminuição Diminuição • acuidade visual acuidade visual • sensibilidade aos contrastes * sensibilidade aos contrastes * • velocidade de percepção velocidade de percepção Sintomas de Fadiga
  • 45.
    A fadiga semanifesta como irritação dolorosa (queimação), lacrimação, avermelhamento, conjuntivite, visão dupla, dores de cabeça, redução da acuidade visual. A chave para o conforto visual é a adequada acomodação que permite o mais nítido foco do objeto observado sobre a retina
  • 46.
    • Principais Efeitosda Iluminação Inadequada Principais Efeitos da Iluminação Inadequada • Percepção inadequada dos detalhes Percepção inadequada dos detalhes • Postura forçada, principalmente no pescoço Postura forçada, principalmente no pescoço por se tentar enxergar os detalhes por se tentar enxergar os detalhes • Aumento do número de erros Aumento do número de erros • Queda do rendimento (*) Queda do rendimento (*) • Fadiga visual Fadiga visual Iluminação Insuficiente Iluminação Insuficiente
  • 47.
    • NR-15 -Níveis Mínimos de NR-15 - Níveis Mínimos de Iluminamento em Lux Iluminamento em Lux • Exemplos por Tipo de Atividade Exemplos por Tipo de Atividade • Iluminação adequada aquela Iluminação adequada aquela apresenta níveis iguais ou apresenta níveis iguais ou superiores aos fixados na NR-15 superiores aos fixados na NR-15
  • 51.
    Doenças do ouvidorelacionados ao trabalho As doenças otorrinolaringológicas relacionadas ao trabalho são causadas por agentes ou mecanismos irritativos, alérgicos e/ou tóxicos. No ouvido interno, os danos decorrem da exposição a substâncias neurotóxicas e fatores de risco de natureza física, como ruído, pressão atmosférica, vibrações e radiações ionizantes.
  • 52.
    Lista de doençasdo ouvido relacionadas ao trabalho Otite média não-supurativa (barotrauma do ouvido médio)  Perfuração da membrana do tímpano  Outras vertigens periféricas  Labirintite  Perda da audição provocada pelo ruído e trauma acústico  Hipoacusia ototóxica  Otalgia e secreção auditiva  Outras percepções auditivas anormais; alteração temporária do limiar auditivo, comprometimento da discriminação auditiva e hiperacusia  Otite barotraumática  Sinusite barotraumática  Síndrome devido ao deslocamento de ar de uma explosão
  • 53.
    A audiometria tonallimiar é o A audiometria tonal limiar é o instrumento mais utilizado para avaliar a instrumento mais utilizado para avaliar a acuidade auditiva dos indivíduos e acuidade auditiva dos indivíduos e auxiliar no diagnóstico diferencial de auxiliar no diagnóstico diferencial de perdas auditivas ou outros problemas perdas auditivas ou outros problemas que afetam o sistema auditivo que afetam o sistema auditivo. . AVALIAÇÃO DA ACUIDADE AUDITIVA: AVALIAÇÃO DA ACUIDADE AUDITIVA: A AUDIOMETRIA TONAL A AUDIOMETRIA TONAL
  • 55.
     Perda auditivapor exposição a ruído do trabalho;  Perda auditiva profissional;  Surdez ocupacional;  Perda auditiva ocupacional.
  • 56.
     Perda auditiva; Zumbido;  Dificuldade de discriminação de fala.
  • 57.
     Anamnese audiológica:história do trabalho, familiar, uso prévio de ototóxico, queixa de zumbido, perda auditiva e dentre outros.  Avaliação Audiológica: Audiometria Tonal Liminar,óssea ATENÇÃO: PARA REALIZAÇÃO DA AUDIOMETRIA É ATENÇÃO: PARA REALIZAÇÃO DA AUDIOMETRIA É NECESSÁRIO REPOUSO ACÚSTICO DE 14 HORAS NECESSÁRIO REPOUSO ACÚSTICO DE 14 HORAS APÓS EXPOSIÇÃO AO RUÍDO APÓS EXPOSIÇÃO AO RUÍDO
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
     Nas lesõesda cóclea, como no caso das perdas Nas lesões da cóclea, como no caso das perdas auditivas induzidas pelo ruído (PAIR), auditivas induzidas pelo ruído (PAIR), encontram-se alteradas tanto a via aérea como encontram-se alteradas tanto a via aérea como a via óssea. a via óssea.  Nas lesões do ouvido médio e externo, como a Nas lesões do ouvido médio e externo, como a via neuro-sensorial não está comprometida, a via neuro-sensorial não está comprometida, a via óssea encontra-se dentro do limite da via óssea encontra-se dentro do limite da normalidade e somente a via aérea encontra-se normalidade e somente a via aérea encontra-se alterada. alterada.
  • 64.
  • 66.
     O exameaudiométrico é utilizado, O exame audiométrico é utilizado, também, como método de triagem e de também, como método de triagem e de monitoramento de exposição monitoramento de exposição ocupacional a ruído. ocupacional a ruído.  Consiste na determinação da menor Consiste na determinação da menor intensidade sonora necessária para intensidade sonora necessária para provocar a sensação auditiva em cada provocar a sensação auditiva em cada freqüência freqüência. .
  • 67.
    • De acordocom a NR-7 da Portaria De acordo com a NR-7 da Portaria 3214/78, na audiometria tonal por via 3214/78, na audiometria tonal por via aérea devem ser testadas as frequências aérea devem ser testadas as frequências de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hertz 8000 Hertz • Este exame deve ser realizado por Este exame deve ser realizado por ocasião do exame admissional, seis ocasião do exame admissional, seis meses após a admissão e, posteriormente, meses após a admissão e, posteriormente, a cada ano. a cada ano.
  • 68.
     O exameaudiométrico deve ser O exame audiométrico deve ser realizado após repouso acústico de realizado após repouso acústico de mais de 14 horas, devendo ser mais de 14 horas, devendo ser precedido de anamnese ocupacional e, precedido de anamnese ocupacional e, de otoscopia no momento do exame. de otoscopia no momento do exame.
  • 69.
     Comunicação;  Neurológicos; Vestibulares;  Digestivos;  Comportamentais;  Cardiovasculares.
  • 70.
     O ambienteacústico e a calibração do O ambiente acústico e a calibração do audiômetro devem obedecer às audiômetro devem obedecer às especificações das normas especificações das normas internacionais (OSHA, ISO, ANSI). internacionais (OSHA, ISO, ANSI).  A audiometria deve ser realizada por A audiometria deve ser realizada por profissional habilitado (fonoaudiólogo profissional habilitado (fonoaudiólogo ou médico). ou médico).
  • 71.
     Finalmente, convémobservar que Finalmente, convém observar que existem vários outros fatores e existem vários outros fatores e patologias capazes de resultar em patologias capazes de resultar em perda neurossensorial com traçado perda neurossensorial com traçado audiométrico. audiométrico.  Necessários ao diagnóstico diferencial, Necessários ao diagnóstico diferencial, dos quais destacam-se a exposição a dos quais destacam-se a exposição a substâncias químicas. substâncias químicas.
  • 72.
     ( (especialmente solventes),metais e especialmente solventes), metais e asfixiantes, os traumas barométricos; asfixiantes, os traumas barométricos;  Traumas cranianos, uso de Traumas cranianos, uso de medicamentos ototóxicos, doenças medicamentos ototóxicos, doenças infecciosas, vasculopatias, neurinoma infecciosas, vasculopatias, neurinoma do acústico, entre outras. do acústico, entre outras.
  • 73.
     Em casode diferença entre os ouvidos, deve Em caso de diferença entre os ouvidos, deve ser sempre utilizado o pior ouvido para fins de ser sempre utilizado o pior ouvido para fins de classificação e conduta referente à emissão de classificação e conduta referente à emissão de CAT. CAT.  É conveniente repetir o exame audiométrico e, É conveniente repetir o exame audiométrico e, se necessário, proceder inspeção no local de se necessário, proceder inspeção no local de trabalho. trabalho.
  • 74.
    Dilatação das pupilas Dilataçãodas pupilas EFEITOS DO RUÍDO EFEITOS DO RUÍDO Aumento da produção de Aumento da produção de hormônios (tireóide) hormônios (tireóide) Aumento da freqüência Aumento da freqüência cardíaca cardíaca Aumento da produção Aumento da produção de adrenalina de adrenalina Aumento da produção Aumento da produção de cortisona de cortisona Movimentos do Movimentos do estômago e abdômen estômago e abdômen Reação muscular Reação muscular Vasoconstrição dos vasos Vasoconstrição dos vasos sangüíneos sangüíneos
  • 75.
     É umalesão irreversível;  Não existe nenhum tratamento medicamentoso ou cirúrgico para recuperação dos limiares auditivos;  A prevenção é a principal medida tomada antes da instalação da perda auditiva.
  • 76.
     De acordocom a NR-9 da Portaria no. 3.214 do Ministério de Trabalho, toda a empresa deve ter um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e de Conservação Auditiva (PCA).
  • 77.
    Incapacidade para otrabalho provocada pelas doenças cardiovasculares Podem ser utilizados os critérios estabelecidos pela AMA (1995), que consideram as limitações que os sintomas impõem aos pacientes: CLASSE 1: sem limitação da atividade física. As atividades usuais não produzem fadiga,dispnéia ou dor anginosa; CLASSE 2: ligeira diminuição da atividade física. A atividade física habitual produz sintomas;
  • 78.
    CLASSE 3: grandelimitação da atividade. O paciente está bem, em repouso, porém a atividade física, menor que a habitual, produz sintomas; CLASSE 4: incapacidade para desenvolver qualquer atividade física sem desconforto. Os sintomas podem estar presentes também em repouso.
  • 79.
    Hipertensão arterial Angina pectoris Infartoagudo do miocárdio Arritmias cardíacas Aterosclerose Acrocianose e acroparestesia
  • 80.
  • 81.
    Infarto agudo domiocárdio
  • 82.
  • 83.
    Doenças do sistemarespiratório relacionadas ao trabalho
  • 84.
    O sistema respiratórioconstitui uma interface importante do organismo humano com o meio ambiente, particularmente com o ar e seus constituintes, gases e aerossóis, sob a forma líquida ou sólida. A poluição do ar nos ambientes de trabalho associa-se a uma extensa gama de doenças do trato respiratório que acometem desde o nariz até o espaço pleural. Entre os fatores que influenciam os efeitos da exposição a esses agentes estão as propriedades químicas e físicas dos gases e aerossóis e as características próprias do indivíduo, como herança genética, doenças preexistentes e hábitos de vida, como tabagismo.
  • 85.
    Lista de doençasdo sistema respiratório relacionadas ao trabalho, de acordo com a Portaria/MS n°1.339/1999 Faringite aguda não especificada Laringotraqueíte aguda e crônica Rinites alérgicas Rinite crônica Sinusite crônica Ulceração ou necrose do septo nasal e perfuração do septo nasal Outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas (inclui asma obstrutiva, bronquite crônica, bronquite asmática, bronquite obstrutiva crônica) Pneumoconiose dos trabalhadores de carvão ao asbesto (asbestose) devida a poeira de sílica (silicose) Pneumoconiose devida à outras poeiras inorgânicas: beriliose, siderose e estanhose
  • 86.
    Substâncias que reagemquimicamente com o Substâncias que reagem quimicamente com o organismo humano provocando lesões organismo humano provocando lesões mediatas ou imediatas, dependendo da: mediatas ou imediatas, dependendo da: • Composição Composição • Concentração Concentração • Via de penetração Via de penetração • Tempo de exposição Tempo de exposição
  • 87.
  • 88.
    NÉVOAS: São partículaslíquidas (gotículas) produzida por : São partículas líquidas (gotículas) produzida por ruptura mecânica de líquidos. Ex: pinturas spray, névoas de ruptura mecânica de líquidos. Ex: pinturas spray, névoas de H2SO4 no carregamento de baterias. H2SO4 no carregamento de baterias. NEBLINAS NEBLINAS: São partículas líquidas produzidas por : São partículas líquidas produzidas por condensação de vapores de substâncias que são Líquidas à condensação de vapores de substâncias que são Líquidas à temperatura ambiente. Ex: neblina de temperatura ambiente. Ex: neblina de gasolina. gasolina. POEIRAS: São partículas sólidas geradas de operações : São partículas sólidas geradas de operações mecânicas de moagem, trituração, esmerilhamento, mecânicas de moagem, trituração, esmerilhamento, explosão, polimento, etc. Ex: poeiras de amianto, negro de explosão, polimento, etc. Ex: poeiras de amianto, negro de fumo, carvão e coque, sílica. fumo, carvão e coque, sílica.
  • 89.
    FUMOS: São partículassólidas, produzidas por : São partículas sólidas, produzidas por condensação ou oxidação de vapores de substâncias que condensação ou oxidação de vapores de substâncias que são sólidas à temperatura normal. Ex: fumos de chumbo, são sólidas à temperatura normal. Ex: fumos de chumbo, fumos de cobre, fumos plásticos. fumos de cobre, fumos plásticos. FUMAÇAS FUMAÇAS: Mistura de gases, vapores e aerodispersóides, : Mistura de gases, vapores e aerodispersóides, proveniente da combustão de materiais. Ex: fumaça proveniente da combustão de materiais. Ex: fumaça proveniente da combustão de madeira, plástico, etc. proveniente da combustão de madeira, plástico, etc. RADIONUCLÍDEOS RADIONUCLÍDEOS: Constituído de substância que sofre : Constituído de substância que sofre transformação espontânea durante a qual ocorre emissão transformação espontânea durante a qual ocorre emissão de radiação e o aparecimento de uma nova substância de radiação e o aparecimento de uma nova substância química. Ex: aerosol de sais de césio, radônio, etc. química. Ex: aerosol de sais de césio, radônio, etc.
  • 90.
    Classificação Fisiológica: Classificação Fisiológica: •Irritantes Irritantes • Anestésicos Anestésicos • Asfixiantes Asfixiantes
  • 91.
    Irritantes Irritantes Inflamam os tecidos(pele, conjuntiva Inflamam os tecidos (pele, conjuntiva ocular, vias respiratórias ocular, vias respiratórias). ).
  • 92.
    Irritantes Primários Irritantes Primários: : a.1)Ação sobre as vias respiratórias, alta solubilidade a.1) Ação sobre as vias respiratórias, alta solubilidade (garganta e nariz): (garganta e nariz): - Ácidos fortes tais como: ácido clorídrico (HCl) e ácido Ácidos fortes tais como: ácido clorídrico (HCl) e ácido sulfúrico (H2SO4) sulfúrico (H2SO4) a.2) Ação sobre os brônquios: a.2) Ação sobre os brônquios: -Substâncias de moderada solubilidade: anidrido sulfuroso Substâncias de moderada solubilidade: anidrido sulfuroso (SO2) e cloro (Cl2) (SO2) e cloro (Cl2) a.3) Baixa solubilidade (pulmões): a.3) Baixa solubilidade (pulmões): -Ex: ozona, óxido nitroso Ex: ozona, óxido nitroso a.4) Irritantes atípicos: a.4) Irritantes atípicos: - Ex: acroleína, gás lacrimogênio - Ex: acroleína, gás lacrimogênio
  • 93.
    Irritantes Secundários Irritantes Secundários Aação irritante produz efeitos tóxicos em todo A ação irritante produz efeitos tóxicos em todo o organismo. o organismo. Ex: gás sulfídrico (H2S) Ex: gás sulfídrico (H2S)
  • 94.
    Anestésicos Anestésicos Ação depressiva nosistema nervoso Ação depressiva no sistema nervoso central. central. Ex: eteno, butano e propano Ex: eteno, butano e propano
  • 95.
  • 96.
    Anestésicos com efeitossobre as vísceras (rim e fígado) Anestésicos com efeitos sobre as vísceras (rim e fígado): : Ex: tetracloreto de carbono, tricloroetileno, ercloroetileno Ex: tetracloreto de carbono, tricloroetileno, ercloroetileno Anestésicos com efeitos sobre o sistema formador de Anestésicos com efeitos sobre o sistema formador de sangue (tecidos graxos, medula óssea) sangue (tecidos graxos, medula óssea): : Ex: benzeno, tolueno, xileno Ex: benzeno, tolueno, xileno Anestésicos com efeitos sobre o sistema nervoso Anestésicos com efeitos sobre o sistema nervoso: : Ex: álcool etílico, metílico, dissulfeto de carbono Ex: álcool etílico, metílico, dissulfeto de carbono
  • 97.
    Asfixiantes Asfixiantes Bloqueio dos processosvitais devido a falta de oxigenação. Bloqueio dos processos vitais devido a falta de oxigenação. Asfixiantes simples Asfixiantes simples: : diluem o oxigênio do ar inalado e diluem o oxigênio do ar inalado e reduzem a pressão parcial nos alvéolos, o que resulta na reduzem a pressão parcial nos alvéolos, o que resulta na redução da transferência de oxigênio para o sangue venoso, redução da transferência de oxigênio para o sangue venoso, que pode causar a morte. que pode causar a morte. Substâncias deste grupo Substâncias deste grupo: : metano, etano, propano, gás metano, etano, propano, gás carbônico, hidrogênio, nitrogênio, acetileno, hélio carbônico, hidrogênio, nitrogênio, acetileno, hélio
  • 98.
    Asfixiantes Químicos Asfixiantes Químicos Substânciasdeste grupo Substâncias deste grupo: CO, anilina e ácido : CO, anilina e ácido cianídrico cianídrico O monóxido de carbono é um gás sem odor que O monóxido de carbono é um gás sem odor que combina com a hemoglobina formando a combina com a hemoglobina formando a carboxihemoglobina, que bloqueia o transporte do carboxihemoglobina, que bloqueia o transporte do oxigênio no sangue, mesmo em baixas oxigênio no sangue, mesmo em baixas concentrações concentrações
  • 99.
    Sistêmicos Sistêmicos: : Absorvidos pelo organismoprovocam Absorvidos pelo organismo provocam alterações funcionais ou morfológicas alterações funcionais ou morfológicas em determinados órgãos do corpo em determinados órgãos do corpo humano. humano. Ex: mercúrio (sistema nervoso, rim), Ex: mercúrio (sistema nervoso, rim), chumbo (ossos), tetracloreto de chumbo (ossos), tetracloreto de carbono (fígado) carbono (fígado)
  • 100.
    Alergênicos Alergênicos Provocam reações alérgicas Provocamreações alérgicas Ex: Resinas epóxi Ex: Resinas epóxi
  • 101.
    Mutagênicos / Teratogênicos Mutagênicos/ Teratogênicos: : Induzem mutação celular (mutagênicos), ou alterações Induzem mutação celular (mutagênicos), ou alterações genéticas (teratogênicos). genéticas (teratogênicos). Os teratógenos são substâncias químicas que causam Os teratógenos são substâncias químicas que causam defeitos de nascimento e mortalidade entre os recém- defeitos de nascimento e mortalidade entre os recém- nascidos, más-formações, retardo de crescimento e nascidos, más-formações, retardo de crescimento e desordens funcionais. desordens funcionais. Ex: lítio Ex: lítio
  • 102.
    Cancerígenos Cancerígenos: : Provocam formas decâncer após Provocam formas de câncer após período latente de exposição período latente de exposição Ex: cloreto de vinila e benzeno Ex: cloreto de vinila e benzeno
  • 103.
    Fonte: Jornal doSindicato dos Químicos
  • 104.
     Os testesde função pulmonar têm utilidade Os testes de função pulmonar têm utilidade complementar no estudo epidemiológico de complementar no estudo epidemiológico de trabalhadores expostos aos aerodispersóides ou, trabalhadores expostos aos aerodispersóides ou, individualmente, no seguimento e/ou avaliação individualmente, no seguimento e/ou avaliação da presença de alterações iniciais e do grau de da presença de alterações iniciais e do grau de incapacidade respiratória. incapacidade respiratória. AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR
  • 105.
    Do ponto devista da legislação Do ponto de vista da legislação trabalhista, segundo a NR-7 da Portaria trabalhista, segundo a NR-7 da Portaria Nº 3214/78, os aerodispersóides são Nº 3214/78, os aerodispersóides são classificados em dois tipos: classificados em dois tipos: Controle Médico dos Trabalhadores Controle Médico dos Trabalhadores Expostos aos Aerodispersóides Expostos aos Aerodispersóides
  • 106.
     1) 1) fibrogênicos: provocamfibrose fibrogênicos: provocam fibrose pulmonar (como a sílica, asbesto, pulmonar (como a sílica, asbesto, carvão, berílio, talco, entre outros); carvão, berílio, talco, entre outros);  2) não-fibrogênicos: inertes e que não 2) não-fibrogênicos: inertes e que não provocam fibrose pulmonar (como o provocam fibrose pulmonar (como o bário, ferro, estanho, entre outros). bário, ferro, estanho, entre outros).
  • 107.
     Com basenessa classificação, os Com base nessa classificação, os exames de rotina para monitoramento exames de rotina para monitoramento de trabalhadores expostos aos de trabalhadores expostos aos aerodispersóides devem incluir, aerodispersóides devem incluir, obrigatoriamente: obrigatoriamente:
  • 108.
     a) a) Telerradiografiade tórax Telerradiografia de tórax (técnica (técnica da OIT-1980) da OIT-1980)  na exposição a aerodispersóides na exposição a aerodispersóides fibrogênicos: o exame deve ser fibrogênicos: o exame deve ser realizado na admissão e, realizado na admissão e, posteriormente, a cada ano; posteriormente, a cada ano;
  • 109.
     Esses testespodem ser divididos em dois tipos: Esses testes podem ser divididos em dois tipos: aqueles que avaliam a função ventilatória e os aqueles que avaliam a função ventilatória e os que avaliam as trocas gasosas. que avaliam as trocas gasosas.  Resultados podem ser: Resultados podem ser:  Obstrutivo Obstrutivo  Restritivo Restritivo
  • 110.
     O testeespirométrico consiste numa manobra O teste espirométrico consiste numa manobra de expiração forçada até o limite do volume de de expiração forçada até o limite do volume de reserva expiratória, após inspiração máxima. reserva expiratória, após inspiração máxima. Espirometria Espirometria
  • 112.
    Testes de exercício Testesde exercício  Altamente recomendados na determinação da Altamente recomendados na determinação da incapacidade funcional de portadores de incapacidade funcional de portadores de pneumopatias ocupacionais mas, no entanto, pneumopatias ocupacionais mas, no entanto, são muito especializados. são muito especializados.
  • 113.
    Doenças do sistemadigestório relacionadas ao trabalho A abordagem das doenças do sistema digestivo relacionadas ao trabalho tem se restringido, nos textos clássicos de patologia do trabalho, às doenças do fígado e vias biliares. Entretanto, apesar da indiscutível importância dessas doenças, outros transtornos também devem ser considerados.
  • 114.
    Erosão dentária Alterações pós-eruptivasda cor dos tecido duros dos dentes Gengivite crônica Estomatite ulcerativa crônica Gastroenterite e colite tóxicas do chumbo Doença tóxica do fígado; com necrose hepática; com hepatite aguda; com hepatite crônica persistente; com outros transtornos hepáticos Hipertensão portal
  • 116.
    DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO Toda alteração depele, mucosas e anexos Toda alteração de pele, mucosas e anexos direta ou indiretamente causada, direta ou indiretamente causada, condicionada, mantida ou agravada por condicionada, mantida ou agravada por tudo aquilo que seja utilizado na atividade tudo aquilo que seja utilizado na atividade profissional ou exista no ambiente profissional ou exista no ambiente de trabalho de trabalho. .
  • 117.
    FATORES PREDISPONENTES FATORES PREDISPONENTES Antecedentespessoais: Antecedentes pessoais: trabalhadores com trabalhadores com doenças de pele pregressas ou em atividade doenças de pele pregressas ou em atividade são mais propensos ao desenvolvimento de são mais propensos ao desenvolvimento de dermatoses ocupacionais. Atopia, desidroses, dermatoses ocupacionais. Atopia, desidroses, psoríase, líquem, eczema seborreico, D. psoríase, líquem, eczema seborreico, D. Raynaud e outras. Raynaud e outras.
  • 118.
    A pele possuitrês camadas, e tem função principal de proteger o corpo. As dermatoses ocupacionais são alterações que acometem a pele, mucosas, pêlos e unhas. A causa está ligada por tudo que é utilizado em atividade profissional ou que exista no ambiente de trabalho. Qualquer alteração deve ser comunicada pois uma lesão pode tornar o trabalhador mais exposto à infecção. www.escoladepostura.com.br Camadas da pele Camadas da pele CARACTERISTICAS DA PELE
  • 119.
    A pele constitui-senuma importante camada protetora do organismo. Mas.... Não protege sempre contra os riscos presentes no ambiente de trabalho porque as substâncias químicas podem ser absorvidas diretamente pelo organismo através da pele saudável. Uma vez absorvidas, as substâncias químicas através da circulação são transportadas para os órgãos alvo produzindo efeitos nocivos.
  • 120.
    Pele As centenas denovas substâncias químicas que ingressam nos ambientes de trabalho a cada ano, algumas delas podem ocasionar irritação da pele e reações alérgicas da derme. Algumas substâncias tais como ácidos e álcalis fortes provocarão lesões na pele quase imediatamente. Outras como ácidos e álcalis diluídos e solventes em geral, provocarão efeitos na pele só se houver contacto da pele com a substância química durante vários dias.
  • 121.
    CAUSAS DIRETAS CAUSAS DIRETAS •AGENTESBIOLÓGICOS: AGENTES BIOLÓGICOS: Bactérias; Fungos; leveduras; Vírus e Bactérias; Fungos; leveduras; Vírus e Insetos. Insetos. •AGENTES FÍSICOS AGENTES FÍSICOS: : • Calor; Frio; Umidade; Radiações, Calor; Frio; Umidade; Radiações, Eletricidade. Eletricidade. •AGENTES QUÍMICOS: AGENTES QUÍMICOS: •Solventes; Cimento; Detergentes. Solventes; Cimento; Detergentes. •AGENTES QUÍMICOS AGENTES QUÍMICOS ALÉRGENOS: ALÉRGENOS: •Aditivos de borracha; Níquel; Aditivos de borracha; Níquel; Cromo; Cobalto. Cromo; Cobalto. http://www.rondonia.ro.gov.br http://www.rondonia.ro.gov.br Trabalhador da construção civil sem luvas Trabalhador da construção civil sem luvas exposto a agente químico (cimento) exposto a agente químico (cimento)
  • 122.
    CAUSAS INDIRETAS CAUSAS INDIRETAS • •IDADE IDADE: :Jovens são menos experientes, costumam ser mais afetados por terem Jovens são menos experientes, costumam ser mais afetados por terem menos cuidado para usar agentes químicos. menos cuidado para usar agentes químicos. • •ETNIA ETNIA: : Pessoas de etnias amarela e negra são mais protegidas contra a ação da luz Pessoas de etnias amarela e negra são mais protegidas contra a ação da luz solar que pessoas caucasianas. solar que pessoas caucasianas. • •CLIMA CLIMA: : Temperatura e umidade Temperatura e umidade influenciam no aparecimento de influenciam no aparecimento de dermatoses, como por infecções dermatoses, como por infecções por fungo. por fungo. www.unipar.br •SEXO:As mulheres apresentam mais lesões nas mãos, mas os quadros são menos graves e a remissão mais rápida. Esteticista: profissão predominantemente Esteticista: profissão predominantemente feminina com grande exposição das mãos feminina com grande exposição das mãos
  • 123.
    •ANTECEDENTES ANTECEDENTES: pessoas quejá tiveram dermatoses são : pessoas que já tiveram dermatoses são mais propensos a desenvolver dermatose ocupacional terem mais propensos a desenvolver dermatose ocupacional terem agravamento no ambiente de trabalho. agravamento no ambiente de trabalho. • • CONDIÇÕES DE TRABALHO: CONDIÇÕES DE TRABALHO:  Pessoas que trabalham em pé pode levar ao aparecimento Pessoas que trabalham em pé pode levar ao aparecimento de inchaço e mudança na cor da perna (dermatite de estase), de inchaço e mudança na cor da perna (dermatite de estase), e de varizes (veias varicosas), ou agravar as já existentes; e de varizes (veias varicosas), ou agravar as já existentes; Presença de vapores, gases e poeiras acima dos limites; Presença de vapores, gases e poeiras acima dos limites; ausência de iluminação, ou ventilação apropriada; ausência de iluminação, ou ventilação apropriada; Ausência de sanitários e chuveiros adequados Ausência de sanitários e chuveiros adequados e limpos próximos aos locais de trabalho; e limpos próximos aos locais de trabalho; Não utilização ou utilização incorreta do Não utilização ou utilização incorreta do Equipamento de Proteção Individual Equipamento de Proteção Individual (EPI); ou ainda de má qualidade. (EPI); ou ainda de má qualidade. http://www.clipartsdahora.com.br http://www.clipartsdahora.com.br
  • 124.
    DERMATITE DE CONTATOIRRITATIVA O que é? São mais comuns, ocorrem em qualquer pessoa e são provocadas por substancias que em contato com a pele, provocam de imediato um ou mais sintomas. O que causa? Fertilizantes, amoníacos, aditivos, herbicidas. Quais os sintomas? Quais os sintomas? Ardência, vermelhidão, edema, bolhas, ulceração por necrose, ressecamento da pele na área de contato, ressecamento da pele na área de contato, descamação com ou sem vermelhidão, fissuras e descamação com ou sem vermelhidão, fissuras e sangramento. sangramento. Profissionais afetados: Profissionais afetados: Agricultores Agricultores www.orthopauher.com www.orthopauher.com Erupção eczematosa produzida Erupção eczematosa produzida por exposição local a substância por exposição local a substância irritante primária. irritante primária.
  • 125.
    DERMATITE IRRITATIVA DECONTATO FORTE (DICF) O que é? Quando algumas substâncias químicas ao primeiro contato com a pele, produzem graves lesões inflamatórias. A lesão A lesão é mais grave onde existe atrito e é mais grave onde existe atrito e pressão. pressão. O que causa? O que causa? Cimento Cimento Quais os sintomas? Quais os sintomas? Vermelhidão, Vermelhidão, ardor, coceira, feridas, ulceração e ardor, coceira, feridas, ulceração e necrose. necrose. Profissionais afetados: Profissionais afetados: Trabalhadores da construção civil Trabalhadores da construção civil http://www.engtrab.com.br http://www.engtrab.com.br DICF causada por cimento. Observar que mãos e joelhos estão mais afetados devido à pressão
  • 126.
    O O que é? queé? Lesões provocadas pela deficiência Lesões provocadas pela deficiência da circulação sanguínea capilar, havendo da circulação sanguínea capilar, havendo mudança na cor da pele. Podem ser mudança na cor da pele. Podem ser agravadas pelo trabalho se houver exposição agravadas pelo trabalho se houver exposição ao frio e posição estática ao frio e posição estática O que causa? O que causa? Circulação sanguínea Circulação sanguínea ineficiente ineficiente Quais os sintomas? Quais os sintomas? As lesões produzidas pelo As lesões produzidas pelo frio afetam principalmente as extremidades e frio afetam principalmente as extremidades e áreas salientes do corpo, como os pés, as áreas salientes do corpo, como os pés, as mãos, face. mãos, face. Profissionais afetados: Profissionais afetados: Recepcionistas, Recepcionistas, operadores de telemarketing, enfermeiros, operadores de telemarketing, enfermeiros, massoterapeutas, etc. massoterapeutas, etc. DERMATITE ANGIODERMATOSE (pode predispor a doença ocupacional) ) bp3.blogger.com Observar a mudança na Observar a mudança na coloração da pele coloração da pele
  • 127.
    DERMATITE PELA RADIAÇÃOULTRA-VIOLETA O que é? O que é? São reações anormais da pele São reações anormais da pele causadas pela luz ultravioleta. causadas pela luz ultravioleta. O que causa? O que causa? Principalmente o sol. Principalmente o sol. Quais os sintomas? Quais os sintomas? Dois quadros são os Dois quadros são os mais importantes: mais importantes: Fototoxicidade (lesões Fototoxicidade (lesões orelhas, V do decote, nuca, antebraços e orelhas, V do decote, nuca, antebraços e mãos) e fotoalergia (as lesões podem mãos) e fotoalergia (as lesões podem extender além das áreas expostas). extender além das áreas expostas). A A reação é proporcional a quantidade de reação é proporcional a quantidade de exposição. exposição. Profissionais afetados: Profissionais afetados: Agricultores, Agricultores, Hortifrutigranjeiros, Pescadores, Hortifrutigranjeiros, Pescadores, Marinheiros, Jardineiros, Marinheiros, Jardineiros, Trabalhadores em conservação de Trabalhadores em conservação de estradas, Trabalhadores na construção estradas, Trabalhadores na construção civil entre outros. civil entre outros. http://www.ijc.org.br/blog/grupojuma/images/ http://www.ijc.org.br/blog/grupojuma/images/ Agricultor_Umari.jpg Agricultor_Umari.jpg Agricultor exposto ao sol. Agricultor exposto ao sol.
  • 128.
    DERMATITE ALÉRGICA DECONTATO (DAC) Dermatite por óleo de madeira O que é? O que é? Reação alérgica na pele, poucas poucas horas após o contato com o agente. horas após o contato com o agente. O que causa? O que causa? herbicidas, plantas, inseticidas, herbicidas, plantas, inseticidas, antibióticos, ação mecânica de objetos duros antibióticos, ação mecânica de objetos duros e ásperos, metais, adesivos, cosméticos , e ásperos, metais, adesivos, cosméticos , drogas em contato com a pele; corantes; drogas em contato com a pele; corantes; produtos químicos, alimentos em contato produtos químicos, alimentos em contato com a pele (fabricação/manipulação); com a pele (fabricação/manipulação); plantas, e a a outros agentes plantas, e a a outros agentes Quais os sintomas? Quais os sintomas? reação cutânea o reação cutânea o aparecimento de lesões como eritema, aparecimento de lesões como eritema, edema, prurido, microvesículas e exsudação edema, prurido, microvesículas e exsudação Profissionais afetados: Profissionais afetados: Todos os Todos os profissionais predispostos a algum tipo de profissionais predispostos a algum tipo de alergia, exposto no trabalho. alergia, exposto no trabalho.
  • 129.
    O que é? Oque é? reação alérgica em resposta a reação alérgica em resposta a agente químico ou físico agente químico ou físico O que causa? O que causa? È uma reação individual, È uma reação individual, algumas vezes sendo difícil identificar o algumas vezes sendo difícil identificar o agente agente. . Quais os sintomas? Quais os sintomas? pápulas inchadas pápulas inchadas ou placas irregulares, coceira. ou placas irregulares, coceira. Profissionais afetados: Profissionais afetados: A reação pode A reação pode ser agravada ou desencadeada pelo ser agravada ou desencadeada pelo contato com o agente causador no contato com o agente causador no trabalho. Exemplo: Agricultor alérgico trabalho. Exemplo: Agricultor alérgico a picada de mosquito a picada de mosquito URTICÁRIA DE CONTATO http://bbel.uol.com.br/upload/imagens/editor/urticaria.jpg http://bbel.uol.com.br/upload/imagens/editor/urticaria.jpg
  • 130.
    ÚLCERA CRONICA DAPELE http://www.scielo.br http://www.scielo.br O que é? O que é? O contato da pele com ácidos ou álcalis fortes pode provocar ulceração da pele a curto prazo (úlcera aguda) ou a longo prazo (úlcera crônica). O que causa? O que causa? O cromo e seus compostos, O cromo e seus compostos, produtos irritantes de origem animal ou produtos irritantes de origem animal ou vegetal, como enzimas proteolíticas e infecções. vegetal, como enzimas proteolíticas e infecções. Quais os sintomas? Quais os sintomas? irritação e ulceração da irritação e ulceração da mucosa nasal, levando à perfuração do septo mucosa nasal, levando à perfuração do septo nasal. A nasal. A longo prazo, pode surgir o câncer das fossas nasais e o câncer de pulmão Profissionais afetados: Profissionais afetados: trabalhadores expostos trabalhadores expostos a névoas de ácido crômico. a névoas de ácido crômico. Úlcera por cromo Úlcera por cromo
  • 131.
    TUBERCULOSE CUTANEA http://dermis.multimedica.de http://dermis.multimedica.de O queé? O que é? Tuberculose na pele Tuberculose na pele (extrapulmonar) (extrapulmonar) O que causa? O que causa? Bacilo de Koch Bacilo de Koch Quais os sintomas? Quais os sintomas? Granulomas infecciosos, Granulomas infecciosos, edema edema Trabalhadores expostos Trabalhadores expostos: : Técnico em necropsia, médico Técnico em necropsia, médico legista, principalmente legista, principalmente profissionais da área da saúde profissionais da área da saúde
  • 132.
    http://www.dermato.med.br/publicacoes http://www.dermato.med.br/publicacoes Trabalhador com carcinomana Trabalhador com carcinoma na língua, tabagista língua, tabagista O que é? Câncer na epiderme decorrente de lesões traumáticas produzidas por cicatrizes queilodianas O que causa? dermatites crônicas de longa duração, provocadas por alcatrão, asfalto, parafinas, petróleo, fuligem, óleos minerais, compostos arsenicais e radiações Trabalhadores expostos: Área petrolífera, mineração, técnico de raio X. Qualquer trabalhador fumante. CARCINOMA EPIDERMÓIDE
  • 133.
    ALTERAÇÕES DA CORDA PELE: DISCROMIAS MELANODERMIA LEUCODERMIA O que é? Hiperpigmentação da pele por aumento da melanina. O que causa? trauma repetido, trauma repetido, fricção, queimaduras térmicas, fricção, queimaduras térmicas, luz ultravioleta artificial e luz ultravioleta artificial e natural, derivados do petróleo, natural, derivados do petróleo, sais de ouro e de prata. sais de ouro e de prata. O que é? Hipopigmentação da pele O que causa? raios-x, hidroquinona, utilizada na indústria de pinturas, plásticos e inseticidas, etc.
  • 134.
    QUEIMADURAS http://www.vermelho.org.br http://www.vermelho.org.br O que é?Excesso de calor que altera a pigmentação, a vascularização e provoca a destruição da pele. A gravidade depende do grau e extensão da lesão. O que causa? Exposições ao calor radiante (fornos e fornalhas) Quais os sintomas? 1º grau: eritema e ardor; 2º grau; eritema, edema e bolhas; 3º grau: destruição dos músculos. Trabalhadores expostos: Soldadores, Cozinheiros, trabalhadores de caldeiras, em fornos, etc.
  • 135.
    CALOSIDADE O que é?Espessamento da pele em áreas de atrito como mãos e joelhos. Culturalmente conhecido por “mãos de trabalhador” O que causa? Trabalho manual com fricções locais repetidamente Quais os sintomas? Dor, escurecimento da pele, espessamento, perda de sensibilidade, descamação Trabalhadores expostos: Agricultores, Faxineiras, Pedreiro, Marceneiro,etc.
  • 136.
    ONICOPATIAS (UNHAS) http://www.medicinageriatrica.com.br http://www.medicinageriatrica.com.br Unha descamativa,espessa e Unha descamativa, espessa e com pouca aderência devido a com pouca aderência devido a onicomicose onicomicose O que é? O que é? São alterações nas unhas do São alterações nas unhas do trabalhador agravadas em suas trabalhador agravadas em suas atividades diárias. atividades diárias. O que causa? O que causa? fungos, leveduras, fungos, leveduras, bactérias, vírus, Ácidos, álcalis, bactérias, vírus, Ácidos, álcalis, solventes, resinas, traumatismos, atrito, solventes, resinas, traumatismos, atrito, pressão, calor, frio, umidade, pressão, calor, frio, umidade, Quais os sintomas? Quais os sintomas? São muitas São muitas alterações, que ocorrem na superfície, alterações, que ocorrem na superfície, extensão, espessura, consistência, extensão, espessura, consistência, aderência, e cor da unhas. aderência, e cor da unhas. Profissionais afetados: Profissionais afetados: Mineradores de Mineradores de carvão, Militares, nadadores e carvão, Militares, nadadores e desportistas, pescadores, etc. desportistas, pescadores, etc.
  • 137.
    PREVENÇÃOP (Primária) Setores einstalações industriais devem obedecer às regras que estabeleçam conforto, bem estar, segurança no trabalho, incluindo uso de EPI’s. Óculos Protetores faciais Mangas de proteção Luvas de proteção Calçados impermeáveis Vestimentas especiais Máscaras e Respiradores
  • 138.
    PREVENÇÃO (Secundária) Detectando possíveislesões que estejam ocorrendo com o trabalhador. Realizar um bom diagnóstico •Quadro clínico; •História de exposição do quadro e tempo de exposição; •Teste epicutâneo expositivo; •Anamnese ocupacional; •Exame físico; •Visita ao ambiente de trabalho; •Informações fornecidas pelo trabalhador. •Tratamento e Afastamento http://porta-voz.com http://porta-voz.com
  • 139.
    Prevenção Terciária: Neste nível,o trabalhador tem lesões avançadas (ou em fase de cronificação), deve-se adotar medidas para limitar a incapacidade, com medidas terapêuticas como o afastamento, tratamento e readequação ao ambiente de trabalho. De acordo com o grau dos sinais, sintomas e limitações que será De acordo com o grau dos sinais, sintomas e limitações que será determinado o tratamento e sua duração. Exemplo: determinado o tratamento e sua duração. Exemplo: Dermatites de contato alérgicas: Dermatites de contato alérgicas: O tratamento por boca (via oral) está indicado para infecção, usando-se O tratamento por boca (via oral) está indicado para infecção, usando-se antibióticos ou antifúngicos. O afastamento à exposição é essencial. antibióticos ou antifúngicos. O afastamento à exposição é essencial. Leucodermia: Leucodermia: É necessário a cessação da exposição ao agente etiológico, uso de É necessário a cessação da exposição ao agente etiológico, uso de fotoprotetores. Alguns agentes como o monobenziléter de hidroquinona fotoprotetores. Alguns agentes como o monobenziléter de hidroquinona destroem as células da pele (melanócitos) e hipopigmentação pode ser destroem as células da pele (melanócitos) e hipopigmentação pode ser definitiva definitiva
  • 140.
    http://www.plugbr.net/wp-content/ http://www.plugbr.net/wp-content/ Para evitar odesenvolvimento da doença, a orientação que é feita pelos profissionais da equipe de Saúde Segurança do Trabalho: Tenta modificar o ambiente de trabalho: informando sobre o vestuário, higiene corporal, auto-medicação, uso de EPI, atitudes imprudentes. Acidentes e doenças prejudicam a empresa, mas principalmente o trabalhador na sua vida pessoal, financeira, profissional, e psicológica, inclusive.
  • 141.
  • 142.
    Furadeiras elétricas Furadeiras elétricas– manuais: – manuais: Indústrias metalúrgicas e mecânicas e Indústrias metalúrgicas e mecânicas e instaladores. instaladores. Motosserras Motosserras: Indústria extrativa : Indústria extrativa madeireira. madeireira. Furadeiras pneumáticas: Furadeiras pneumáticas: Reparo de vias Reparo de vias públicas, demolições, construção de públicas, demolições, construção de túneis e estradas, extração de mármore. túneis e estradas, extração de mármore. Vibração - Fontes Vibração - Fontes
  • 143.
    Para uma melhorcompreensão de como o Para uma melhor compreensão de como o corpo humano é mais sensível a corpo humano é mais sensível a determinadas faixas de freqüências de determinadas faixas de freqüências de acordo com os segmentos corporais, acordo com os segmentos corporais, utiliza-se um modelo mecânico utiliza-se um modelo mecânico simplificado, que mostra as faixas de simplificado, que mostra as faixas de freqüências naturais de partes importantes freqüências naturais de partes importantes do corpo, conforme ilustrado a seguir: do corpo, conforme ilustrado a seguir: Vibração e o corpo humano Vibração e o corpo humano
  • 144.
  • 145.
    EFEITOS AO ORGANISMO EFEITOSAO ORGANISMO Os motoristas de ônibus estão mais Os motoristas de ônibus estão mais predispostos ou propensos ao predispostos ou propensos ao desenvolvimento de síndromes dolorosas de desenvolvimento de síndromes dolorosas de origem vertebral, deformações da espinha, origem vertebral, deformações da espinha, estiramento e maus-jeitos, apendicites, estiramento e maus-jeitos, apendicites, problemas estomacais e hemorróidas. problemas estomacais e hemorróidas. Todavia, posturas forçadas, manuseio de Todavia, posturas forçadas, manuseio de cargas e maus hábitos alimentares não cargas e maus hábitos alimentares não podem ser descartados como desordens. podem ser descartados como desordens. Vibração Vibração
  • 146.
    Sistema gastrointestinal Sistema gastrointestinal Outrosestudos em laboratórios, mostraram Outros estudos em laboratórios, mostraram grande relação causal com desordens grande relação causal com desordens gastrintestinais e uma cadeira vibratória, gastrintestinais e uma cadeira vibratória, usada como simulador em testes com usada como simulador em testes com motoristas revelou que a vibração causa motoristas revelou que a vibração causa desconforto e pode interferir com a destreza desconforto e pode interferir com a destreza de comando manual e acuidade visual. de comando manual e acuidade visual. Vibração Vibração
  • 147.
    Atividade muscular/ postura Atividademuscular/ postura Na faixa de 1 a 30 Hz, dificuldades para manter a Na faixa de 1 a 30 Hz, dificuldades para manter a postura, bem como o aumento de balanço postural, postura, bem como o aumento de balanço postural, há também uma tendência à lentidão de reflexos na há também uma tendência à lentidão de reflexos na faixa de freqüência entre 10 a 200 Hz. faixa de freqüência entre 10 a 200 Hz. Efeito no sistema cardiovascular Efeito no sistema cardiovascular Em frequência inferior a 20 Hz, ocorre um aumento Em frequência inferior a 20 Hz, ocorre um aumento da frequência cardíaca, durante a exposição à da frequência cardíaca, durante a exposição à vibração. vibração. Vibração e os efeitos ao organismo Vibração e os efeitos ao organismo
  • 148.
    Efeitos cardiopulmonares Efeitos cardiopulmonares Aparentementeexistem alterações nas condições Aparentemente existem alterações nas condições de ventilação pulmonar e taxa respiratória com de ventilação pulmonar e taxa respiratória com vibrações de 4,9 mls2 (134 dB), na faixa de 1 a 10 vibrações de 4,9 mls2 (134 dB), na faixa de 1 a 10 Hz. Hz. Efeitos metabólicos e endocrinológicos Efeitos metabólicos e endocrinológicos Foram observados alterações na bioquímica urinária e Foram observados alterações na bioquímica urinária e sangüínea, como uma reação genérica. sangüínea, como uma reação genérica. Vibração Vibração
  • 149.
    Um estudo polonêssobre trabalhadores Um estudo polonês sobre trabalhadores agrícolas e florestais descreveu os efeitos do agrícolas e florestais descreveu os efeitos do que se chamou “vibration sickness”: que se chamou “vibration sickness”: 1) o primeiro estágio evidenciou: distensões, 1) o primeiro estágio evidenciou: distensões, náuseas, perda de peso, redução visual, náuseas, perda de peso, redução visual, cólicas no cólon etc; e cólicas no cólon etc; e 2) num segundo estágio as dores se 2) num segundo estágio as dores se intensificam, mais concentradas no sistema intensificam, mais concentradas no sistema muscular e exames em trabalhadores muscular e exames em trabalhadores revelaram atrofia muscular e lesões na pele. revelaram atrofia muscular e lesões na pele. Vibração efeitos ao organismo Vibração efeitos ao organismo
  • 150.
    • Melhora doequipamento, reduzindo a Melhora do equipamento, reduzindo a intensidade das vibrações, intensidade das vibrações, • Instituir períodos de repouso e rotatividade, Instituir períodos de repouso e rotatividade, evitando exposições contínuas, e evitando exposições contínuas, e • Após identificar as lesões iniciais deve-se Após identificar as lesões iniciais deve-se proceder o rodízio no posto de trabalho. proceder o rodízio no posto de trabalho. Vibração - Prevenção Vibração - Prevenção
  • 151.
  • 152.
    RITMOS BIOLÓGICOS RITMOS BIOLÓGICOS Cronobiologia:estudo sistemático da matéria viva. Cronobiologia: estudo sistemático da matéria viva. Ramo da ciência relativamente novo. Ramo da ciência relativamente novo. De Marian, astrônomo francês, foi o primeiro De Marian, astrônomo francês, foi o primeiro pesquisador a propor a existência de um “relógio pesquisador a propor a existência de um “relógio biológico”, relato publicado em 1729. biológico”, relato publicado em 1729.
  • 153.
    RITMOS RITMOS Ciclos: fenômenos quese repetem de tempos em Ciclos: fenômenos que se repetem de tempos em tempos. tempos. Os seres vivos expressam esses ciclos através: Os seres vivos expressam esses ciclos através: hábitos diurnos e noturnos; sono e vigília; hábitos diurnos e noturnos; sono e vigília; reprodução, etc. reprodução, etc. Temperatura corporal: valores mínimos e máximos Temperatura corporal: valores mínimos e máximos dependendo da hora do dia. Ritmos em livre curso. dependendo da hora do dia. Ritmos em livre curso. Ajuste aos ciclos ambientais. Ajuste aos ciclos ambientais.
  • 154.
    O ritmo circadianoregula os ritmos materias, O ritmo circadiano regula os ritmos materias, psicológicos, digestão. psicológicos, digestão. A vigília renova as células e a temperatura A vigília renova as células e a temperatura A localização deste relógio fica no A localização deste relógio fica no hipotálamo (base do cérebro). hipotálamo (base do cérebro).
  • 155.
    Consequência nas alteraçõesdo ciclo circadiano Consequência nas alterações do ciclo circadiano Irritabilidade, distúrbio do sono, distorção do sono Irritabilidade, distúrbio do sono, distorção do sono Queda de rendimento, has, trânsito intestinal alterado. Queda de rendimento, has, trânsito intestinal alterado. Enfim, seu organismo dorme, e você está acordado. Enfim, seu organismo dorme, e você está acordado. Ação dos hormônios: fabricação da melatonina que é Ação dos hormônios: fabricação da melatonina que é fabricada na ausência da luz. fabricada na ausência da luz. A ausência da luz aumenta sua produção e produz o sono A ausência da luz aumenta sua produção e produz o sono Cortisol, hormônio relacionado ao sistema imunológico, tem Cortisol, hormônio relacionado ao sistema imunológico, tem seu nível aumentado entre 6 e 8 horas da manhã. seu nível aumentado entre 6 e 8 horas da manhã.
  • 156.
    • Os ataquescardíacos são mais frequentes de manhã. Os ataques cardíacos são mais frequentes de manhã. • Maior ação da coagulação, ação hormonal mais lenta Maior ação da coagulação, ação hormonal mais lenta • A maior quantidade de urina é produzida no período A maior quantidade de urina é produzida no período noturno noturno • A temperatura cai, o batimento fica mais lento. A temperatura cai, o batimento fica mais lento. • O ritmo de trabalho cai após às três horas da manhã O ritmo de trabalho cai após às três horas da manhã • Alguns funcionários tomam substâncias estimulantes como Alguns funcionários tomam substâncias estimulantes como cafeína, fumo, reduzem o ritmo cardíaco, apetite e alívio cafeína, fumo, reduzem o ritmo cardíaco, apetite e alívio da fadiga. da fadiga. • Álcool: produz taquicardia, desinibição. Álcool: produz taquicardia, desinibição.
  • 163.
    O que diza lei O que diz a lei •Tratamento diferenciado Tratamento diferenciado •Não exceder às 8 horas Não exceder às 8 horas •Proteção de segurança e saúde, serviços médicos, sociais, transporte, Proteção de segurança e saúde, serviços médicos, sociais, transporte, alimentação. alimentação. •Aposentadoria antecipada, adicional noturno Aposentadoria antecipada, adicional noturno •Maior número de folgas Maior número de folgas •Em 05/99 foi considerado como agente etiológico ou fator de risco Em 05/99 foi considerado como agente etiológico ou fator de risco •Aspectos ergonômicos Aspectos ergonômicos •Velocidade do ritmo Velocidade do ritmo •Evitar turnos fixos Evitar turnos fixos •Maior número de folgas Maior número de folgas
  • 164.
    Organização do trabalhoem turno Organização do trabalho em turno •Não ultrapassar os períodos normais de trabalho Não ultrapassar os períodos normais de trabalho •Mudar sempre após um dia de descanso Mudar sempre após um dia de descanso •Um dia de descanso após uma semana de trabalho Um dia de descanso após uma semana de trabalho •Ter todos os benefícios assegurados Ter todos os benefícios assegurados •Exame médico antes da mudança de turno Exame médico antes da mudança de turno •Escala de rotação Escala de rotação •Direito do funcionário de mudar de turno Direito do funcionário de mudar de turno •Se precisar mudar de turno por causa de doença não perder os Se precisar mudar de turno por causa de doença não perder os benefícios benefícios
  • 166.
  • 168.
     Comumente ocorremapós contato com um fio elétrico defeituoso, rede de altas voltagem, imersão em água que foi eletrificada.  Ao tratar o paciente, lembre-se que as lesões internas podem ser maiores do que se pode ver.  Verifique o paciente à procura de ferimentos de entrada e de saída.
  • 169.
     Tipos deCorrentes Corrente de Baixa Tensão Corrente de Alta Tensão Corrente Alternada Corrente Contínua
  • 170.
     Corrente deBaixa Tensão Lesões menos extensas Perigo de Fibrilação Ventricular Assistolia
  • 171.
     Corrente deAlta Tensão  Lesões extensas e profundas  Necrose tissular por coagulação protéica  Tende a percorrer o caminho mais curto até a terra e freqüentemente atira a vítima longe Fraturas e Hemorragias Cerebrais  Depressão do centro respiratório
  • 172.
  • 173.
     efeito joule:liberar calor  efeito magnético: gerar campo magnético  efeito fisiológico: choque  efeito químico: produzir reações químicas  efeito luminoso: gerar luz
  • 176.
     Protocolos deAtendimento/ Passo a Passo  Informe-se sobre qual o mecanismo de lesão  Avalie segurança do local Obs: Em caso de queimaduras elétricas certifique-se sobre o desligamento da fonte de energia.Já em queimaduras químicas remova o agente com água antes de entrar em contato  Avalie nível de consciência metódo AVDI(Alerta, responde à estímulos Verbais, responde a estímulos de Dor ou está Inconsciente). Chame ajuda!!!!!!  ABC
  • 177.
     Protocolos deAtendimento/ Passo a Passo  Exposição da vítima – Retirar roupas não aderidas, jóias e adereços antes do edema  Tempo : 2 minutos no máximo  Caso vítima instável, seguir para hospital imediatamente,já continuando o exame na ambulância. Se estável pode-se proceder os próximos passos no próprio local a espera de socorro.  Verificação de Sinais Vitais  Monitorizaçào  Anamnese(Sintomas, patologias pregressas, alergias, etc)  Acesso Venoso e Hidrtação Rápida
  • 178.
     Exame Secundário Resfriamentodas áres queimadas Busca de sinais e sintomas de traumas associados Estimativa da área queimada e profundidade
  • 179.
    FADIGA FADIGA A fadiga resultade um trabalho continuado que provoca uma A fadiga resulta de um trabalho continuado que provoca uma redução reversível da capacidade do organismo e uma redução reversível da capacidade do organismo e uma degradação qualitativa desse trabalho. degradação qualitativa desse trabalho. O termo “fadiga” é aplicado a várias condições que vão desde O termo “fadiga” é aplicado a várias condições que vão desde um declínio na curva de trabalho até um estado de colapso um declínio na curva de trabalho até um estado de colapso total do organismo. total do organismo. Podemos reconhecer dois tipos de fadiga: Podemos reconhecer dois tipos de fadiga: •Somática (física ou orgânica) Somática (física ou orgânica) •Psíquica (mental) Psíquica (mental) •Podem ser desencadeadas por fatores fisiológicos, ambientais Podem ser desencadeadas por fatores fisiológicos, ambientais e psicológicos. e psicológicos.
  • 180.
    Fadiga somática oufísica ou orgânica Fadiga somática ou física ou orgânica É o estado de desequilíbrio orgânico decorrente do É o estado de desequilíbrio orgânico decorrente do tipo de trabalho, de suas condições organizacionais tipo de trabalho, de suas condições organizacionais e do ambiente físico em que se processa. e do ambiente físico em que se processa. Pode ser revertido com descanso (repousar ou Pode ser revertido com descanso (repousar ou dormir). dormir).
  • 181.
    Alterações orgânicas Alterações orgânicas Certostipos de trabalhos, em vista das condições Certos tipos de trabalhos, em vista das condições e dos ambientes físicos em que são realizados, e dos ambientes físicos em que são realizados, podem provocar alterações orgânicas que, isolada podem provocar alterações orgânicas que, isolada ou combinadamente levam a um quadro de fadiga ou combinadamente levam a um quadro de fadiga somática. somática.
  • 182.
    Sintomatologia Sintomatologia •Os sintomas dafadiga mental são variáveis, destacando-se: Os sintomas da fadiga mental são variáveis, destacando-se: •Cefaléias, tonturas, anorexias, tremores de extremidades, a dinamia, Cefaléias, tonturas, anorexias, tremores de extremidades, a dinamia, dificuldade de concentração e crises de choro; dificuldade de concentração e crises de choro; •Alterações do sono – o indivíduo dorme por curtos períodos um sono Alterações do sono – o indivíduo dorme por curtos períodos um sono pesado e sem sonhos e, em seguida, surgem sonhos angustiantes e ele pesado e sem sonhos e, em seguida, surgem sonhos angustiantes e ele acorda, sem conseguir dormir mais durante a madrugada; acorda, sem conseguir dormir mais durante a madrugada; •Diminuição da libido – redução do apetite sexual e muitas vezes com Diminuição da libido – redução do apetite sexual e muitas vezes com impotência (homem) e frigidez (mulher); impotência (homem) e frigidez (mulher); •Neuroses depressivas – diminuição da memória, tendência à Neuroses depressivas – diminuição da memória, tendência à hipocondria, alterações na visão, depressão do humor; hipocondria, alterações na visão, depressão do humor; •Neuroses de angústia – ansiedade anormal, palpitações, vertigens, dores Neuroses de angústia – ansiedade anormal, palpitações, vertigens, dores gerais e precordiais, sudorese facial e diarréias. gerais e precordiais, sudorese facial e diarréias.
  • 183.
    Fatores desencadeantes Fatores desencadeantes Estesfatores podem estar ligados à vida extraprofissional ou a Estes fatores podem estar ligados à vida extraprofissional ou a vida profissional. vida profissional. Os fatores extraprofissionais podem estar relacionados com baixo Os fatores extraprofissionais podem estar relacionados com baixo padrão de vida padrão de vida como: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde, como: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde, problemas familiares, condições precárias de transporte, problemas familiares, condições precárias de transporte, alcoolismo e uso de drogas. alcoolismo e uso de drogas. Os fatores profissionais estão ligados à vida profissional: as Os fatores profissionais estão ligados à vida profissional: as condições ambientais, organização do trabalho, chefia insegura, condições ambientais, organização do trabalho, chefia insegura, níveis hierárquicos, bloqueio de carreira, responsabilidades mal níveis hierárquicos, bloqueio de carreira, responsabilidades mal delegadas, conflito entre chefias, falta de plano de cargos e delegadas, conflito entre chefias, falta de plano de cargos e salários e falta de comunicação entre os trabalhadores. salários e falta de comunicação entre os trabalhadores.
  • 184.
    Medidas propostas paradiminuir o estresse e Medidas propostas para diminuir o estresse e fadiga no trabalho fadiga no trabalho •Bloqueios de engenharia para evitar acidentes de Bloqueios de engenharia para evitar acidentes de trabalho; trabalho; •Melhoria ergonômica dos postos de trabalho; Melhoria ergonômica dos postos de trabalho; •Adequação física e mental do indivíduo a seu Adequação física e mental do indivíduo a seu posto de trabalho; posto de trabalho; •Enriquecimento de tarefas; Enriquecimento de tarefas; •Integração do grupo de trabalho; Integração do grupo de trabalho; •Melhoria na troca de informações; Melhoria na troca de informações; •Plano de cargos e salários; Plano de cargos e salários; •Treinamento e reeducação dos trabalhadores Treinamento e reeducação dos trabalhadores; ;
  • 185.
    Medidas Individuais propostaspara diminuir Medidas Individuais propostas para diminuir a fadiga e o stress a fadiga e o stress •Organize sua vida, não queira fazer tudo ao mesmo Organize sua vida, não queira fazer tudo ao mesmo tempo; tempo; •Delegue tarefas a outras pessoas; Delegue tarefas a outras pessoas; •Planeje adequadamente o que irá fazer; Planeje adequadamente o que irá fazer; •Utilize bem o seu tempo; Utilize bem o seu tempo; •Reconheça seus limites; Reconheça seus limites; •Procure rever seus valores de vida; Procure rever seus valores de vida; •Aprenda a administrar conflitos; Aprenda a administrar conflitos; •Não sofra por problemas que não merecem sua Não sofra por problemas que não merecem sua atenção; atenção;
  • 186.
    • Pratique atividadesfísicas regularmente; Pratique atividades físicas regularmente; • Realize atividades que lhe dão prazer; Realize atividades que lhe dão prazer; • Repouse o suficiente; Repouse o suficiente; • Seja cuidadoso com sua alimentação, evite excessos e Seja cuidadoso com sua alimentação, evite excessos e respeite horários; respeite horários; • Reserve uma parte do dia para o lazer; Reserve uma parte do dia para o lazer; • Evite tomar medicamentos por conta própria para aliviar o Evite tomar medicamentos por conta própria para aliviar o estresse, quando estresse, quando • Sentir necessidade, procure ajuda de um terapeuta. Sentir necessidade, procure ajuda de um terapeuta.
  • 188.
     Agente Físico Sensação produzida em um ambiente de trabalho em que ◦ Temperatura do ar é mais elevada que a temperatura da pele (> 33°C) ◦ Existem fontes de calor radiante à temperaturas superiores a temperatura da pele.
  • 190.
     Níveis deconforto ◦ NR 17  Nas estações frias : 17-21,5 °C  Nas estações quentes : 18 - 26 °C  Temperatura efetiva : 20 -23 °C
  • 191.
     Efeitos noOrganismo ◦Desidratação ◦Colapso Incapacidade cardiovascular Perda de Consciência Vertigens Fraqueza
  • 192.
     Golpe deCalor ou Insolação ◦ Exposição temperaturas ate 43,5 °C ◦ Paralisação da sudorese  Diarréia  Convulsões  Vômitos  Ataxia
  • 193.
     Transportar avitima para ambiente fresco  Redução de temperatura ◦ Gelo ◦ Banho de ducha fria ◦ Clister de água fria  (temperatura retal 38,5 °C suspender o tto)
  • 194.
     Colapso ouProstração Térmica ◦ Disturbios circulatórios que dificultam a aclimatação  Cefaléia  Náuseas  Prostração  Palidez  Lipotímia
  • 195.
     Prostração Térmica(“ Zonzeira”)  Deficiência Circulatória  Desequilibrio momentâneo entre os mecanismos fisiológicos de adaptação ao calor  Hipotensão arterial  Cansaço nauseas  Respiração superficia  Pulso lento  Pele fria e úmica
  • 196.
     Prostração Térmicapor Desidratação ◦ Depende do grau de Desidratação ◦ Perda de peso 5 a 8%  Ineficiencia no trabalho ◦ Perda de cerca 10%  Incapacidade de trabalhar ◦ Perda maior que 15%  Choque hipovolêmico
  • 197.
     Mais Características Afeta musculatura abdominal e das pernas  Comum em foguistas, forneiros, fundidores de metais, vidreiros e mineiros
  • 199.
  • 200.
    É a adaptaçãodo homem ao ambiente de trabalho quente. Manifesta-se por: redução da temperatura interna (níveis inferiores a 37ºC) aumento da transpiração (do número de glândulas sudoríparas que transpiram e aumento no volume de suor produzido) É relativa e específica para determinada carga de trabalho e para determinada condição ambiental. Ausência ao Trabalho por uma semana ocorre perda de 1/4 a 1/3 da aclimatação. Por três semanas ocorre perda total.
  • 201.
    Método de aclimatação. Realizaçãodo trabalho necessário, na condição ambiental em que o trabalho deve ser feito, 120 minutos por dia nos primeiros 4 a 6 dias. Em duas semanas o processo se completa. Não Aclimatado Aclimatado Taxa máxima de suor 1,5 l/h em 10 dias 3 l/h NaCl no suor 15 a 25 g/dia 3 a 5 g/dia Aldosterona no suor Baixa Alta Cloreto de sódio no suor 4g NaCl / l 1g NaCl / l
  • 202.
  • 203.
    Fisiologia da exposiçãoao Frio O corpo humano, quando exposto a baixas temperaturas, perde calor para o meio ambiente, baixando a temperatura da pele e das extremidades. A capacidade do homem é muito eficaz para o calor e pouco eficiente para o frio. Nos ambientes frios, o organismo perde calor , exigindo que o trabalhador proteja-se,adequadamente de modo a não baixar a sua temperatura interna, afetando o funcionamento dos órgãos internos.
  • 204.
    Doenças causadas peloFrio Ulcerações do frio: entre as mais frequentes reações do organismo contra o frio citam-se as feridas,bolhas,rachaduras e necrose dos tecidos. Enregelamento dos membros: poderá provocar a gangrena,sendo necessária sua amputação. Pés de imersão:acontece quando os
  • 205.
  • 206.
    Medidas Adotadas As portasdas câmaras frias devem abrir do interior e dispor de sinal luminoso e sonoro para que possa ser percebida a presença da pessoa. As roupas de proteção devem estar sempre secas, limpas e em bom estado de conservação, pois quando muito usadas perdem a eficácia como isolante;
  • 207.
    Medidas Adotadas Limitar, omáximo possível, as posturas sedentárias , bem como os ritmos intensos, sendo preferíveis os ritmos regulares de trabalho; O trabalhador deve executar as tarefas sem precisar retirar as luvas, evitando a manipulação direta de produtos frios com as mãos;
  • 208.
    Equipamento de ProteçãoIndividual Vestimentas adequadas: A roupa protetora tem por finalidade evitar ou controlar a perda de calor do indivíduo para o meio ambiente, ou seja quando maior for a diferença de temperatura entre a pele e o ambiente, maior deverá ser o coeficiente de isolamento térmico da vestimenta.
  • 209.
    Equipamento de ProteçãoIndividual A roupa , quando bem projetada , permitirá a saída do excesso de calor provocado pelo metabolismo , função das atividades , o necessário para manter uma temperatura de equilíbrio.
  • 210.
    Exames médicos periódicos Osexames médicos periódicos têm por finalidade detectar possíveis doenças que acometem os trabalhadores em câmaras frias, como : amigdalite, rinites, faringites, sinusites, e ainda prevenção de pneumonias
  • 211.
  • 213.
    Tempo Pausas regulares de20 minutos em locais aquecidos ( com temperatura de 20ºC)
  • 214.
  • 219.
    Obrigações do Empregado: Portarianº.3.214/78 –Normas Regulamentadoras –06-Equipamento de Proteção Individual A) Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina; B) Responsabilizar-se por sua guarda e conservação; C) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso
  • 220.
    Obrigações do Empregador AC.L.T com relação aos EPIs, estabelece que: ART 166. “A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente , equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos`a saúde dos empregados”
  • 221.
    RITMO DE TRABALHONO LIMITE RITMO DE TRABALHO NO LIMITE DAS CAPACIDADES DOS DAS CAPACIDADES DOS TRABALHADORES TRABALHADORES
  • 222.
    Início no Japão,após II Guerra Mundial, eleva a Início no Japão, após II Guerra Mundial, eleva a intensificação do trabalho a um novo patamar constitui intensificação do trabalho a um novo patamar constitui “novo” padrão de subordinação do trabalho ao capital por “novo” padrão de subordinação do trabalho ao capital por meio de: meio de: •divisões internas divisões internas •competição competição •quebra o caráter de classe dos sindicatos quebra o caráter de classe dos sindicatos •introduz o sindicato-empresa introduz o sindicato-empresa •extrapola os limites do Japão (a partir dos anos 70) extrapola os limites do Japão (a partir dos anos 70) •responde aos desafios da crise do capitalismo (anos 70) responde aos desafios da crise do capitalismo (anos 70)
  • 223.
    TOYOTISMO: MÁQUINA DEDESEMPREGAR TOYOTISMO: MÁQUINA DE DESEMPREGAR Um trabalhador opera 4 – 5 máquinas de processos Um trabalhador opera 4 – 5 máquinas de processos diferentes diferentes •operador polivalente / multifuncional operador polivalente / multifuncional •aperfeiçoamento de equipamentos aperfeiçoamento de equipamentos •modernização de instalações modernização de instalações •máxima flexibilização da organização do trabalho máxima flexibilização da organização do trabalho •máxima tensão da linha de produção da linha automatizada máxima tensão da linha de produção da linha automatizada •máxima potencialização do trabalho vivo máxima potencialização do trabalho vivo •desgaste desumano dos trabalhadores desgaste desumano dos trabalhadores
  • 224.
    DESGASTE DESUMANO DOSTRABALHADORES DESGASTE DESUMANO DOS TRABALHADORES Mudanças no mundo do trabalho Mudanças no mundo do trabalho •fim da política salarial fim da política salarial •epidemia de desemprego em massa epidemia de desemprego em massa •desregulamentação dos contratos de trabalho (flexibilização) desregulamentação dos contratos de trabalho (flexibilização) •re-estruturação produtiva re-estruturação produtiva •mudanças na organização das empresas mudanças na organização das empresas •reorganização das equipes reorganização das equipes •diminuição de níveis hierárquicos diminuição de níveis hierárquicos •aumento da responsabilidade aumento da responsabilidade •enxugamento do quadro (efetivo) enxugamento do quadro (efetivo) •etc. etc.
  • 225.
    Taylorismo Taylorismo Taylor desenvolveu estudossobre os tempos e Taylor desenvolveu estudos sobre os tempos e movimentos utilizados na produção introduziu o movimentos utilizados na produção introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho fosse controle com o objetivo de que o trabalho fosse executado de acordo com uma seqüência e um executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados; tempo pré-programados; Inseriu a supervisão funcional para verificar se as Inseriu a supervisão funcional para verificar se as operações eram desenvolvidas em conformidade operações eram desenvolvidas em conformidade com as instruções programadas. com as instruções programadas. Introduziu o estímulo ao desempenho individual Introduziu o estímulo ao desempenho individual
  • 226.
    O Fordismo O Fordismo Comeste modelo surgiam as esteiras rolantes que Com este modelo surgiam as esteiras rolantes que movimentavam-se enquanto o operário ficava praticamente movimentavam-se enquanto o operário ficava praticamente parado, realizando uma pequena etapa da produção, como parado, realizando uma pequena etapa da produção, como se fosse uma extensão ou componente da máquina se fosse uma extensão ou componente da máquina O trabalhador tinha sua criatividade limitada dentro desta O trabalhador tinha sua criatividade limitada dentro desta organização rígida, passando a ser desqualificado e organização rígida, passando a ser desqualificado e perdendo sua autonomia no processo de trabalho perdendo sua autonomia no processo de trabalho A gerência passava assim a se apropriar dos processos de A gerência passava assim a se apropriar dos processos de saber-fazer, maximizando o poder sobre os trabalhadores. saber-fazer, maximizando o poder sobre os trabalhadores.
  • 227.
    Observações do modeloFordista Observações do modelo Fordista Ford Motor Company aplica os princípios da Ford Motor Company aplica os princípios da linha de montagem, a partir da idéia do linha de montagem, a partir da idéia do sistema de carretilhas aéreas usado nos sistema de carretilhas aéreas usado nos matadouros de Chicago para esquartejar matadouros de Chicago para esquartejar reses. reses. Sempre que possível, o trabalhador não dará Sempre que possível, o trabalhador não dará um passo supérfluo; Não permitir, em caso um passo supérfluo; Não permitir, em caso algum, que ele se canse inutilmente, com algum, que ele se canse inutilmente, com movimentos à direita ou à esquerda, sem movimentos à direita ou à esquerda, sem proveito algum. proveito algum.
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    Detalhes... Detalhes... Resultados da produção:o tempo de montagem do Resultados da produção: o tempo de montagem do chassi reduziu-se de 12h8m para chassi reduziu-se de 12h8m para 1h33m, 1h33m, sendo a sendo a atividade separada em 45 operações extremamente atividade separada em 45 operações extremamente simplificadas. simplificadas. Na linha de montagem, o trabalho também foi Na linha de montagem, o trabalho também foi parcelado nas mesmas proporções. Antes, realizada parcelado nas mesmas proporções. Antes, realizada por uma só pessoa, com a esteira rolante ficou por uma só pessoa, com a esteira rolante ficou dividida em 84 operários. dividida em 84 operários.
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    SUCESSO DA ORGANIZAÇÃO SUCESSODA ORGANIZAÇÃO FORDISTA PARA A PRODUÇÃO FORDISTA PARA A PRODUÇÃO O taylorismo-fordismo constituiu a principal O taylorismo-fordismo constituiu a principal estratégia para aprofundar o controle sobre estratégia para aprofundar o controle sobre os trabalhadores, fragmentando as tarefas, os trabalhadores, fragmentando as tarefas, propondo pagamento por produção, propondo pagamento por produção, fragmentando a organização social para o fragmentando a organização social para o trabalho, preparando a produção para trabalho, preparando a produção para exclusão do trabalho humano. exclusão do trabalho humano.
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Notas do Editor