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DG
Apoio do Grupo do Barreto Lançamento
O
Grupo do Barreto é uma Confraria que comemora 56 anos de sua fundação. Congrega profissionais de diversas categorias e de
expressão social. Durante a comemoração recebeu para almoço festivo o advogado Claudio Vianna, que na oportunidade falou
a respeito da sua pré-candidatura a presidência da Ordem dos Advogados- Niterói.
Muitos advogados do Grupo propuseram o apoio do GB a esta candidatura, que foi imediatamente apoiada de forma unânime.
O presidente do Grupo do Barreto, advogado Antonio Carlos Alcoforado, aceitou o convite de Claudio Vianna para integrar a chapa
como um dos conselheiros.
L
uciana Torres lançou nessa sexta fei-
ra, 25, o seu livro “Mercantilização
da Pós-Graduação Lato Sensu no
Brasil”. A obra analisa a relação entre o
processo de mercantilização dos cursos de
pós-graduação lato sensu (PGLS) no Brasil
e o fenômeno de silenciamento sobre essa
prática, no âmbito do ensino superior pú-
blico. Numa análise histórica, a pesquisa
procura recuperar a trajetória, as concep-
ções, a estrutura, o financiamento e as con-
tradições da PGLS no Brasil.
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Documento
Os Perigosos Governos Bolivarianos
É comum aos populistas criarem símbolos e mitos para justificarem atitudes
políticas, ou mesmo se “refugiarem” nessas ilhas de imagens e conceitos.
O general Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios Ponte-
-Andrade y Blanco, comumente conhecido como Simón Bolívar, foi um militar
liberal e líder político venezuelano. Foi presidente da Grã-Colômbia, e na sua
biografia constam nacionalidades, como venezuelano, boliviano e peruano, por
ter incorporado em suas lutas estas “pátrias”, embora tenha nascido na Vene-
zuela, em Caracas. Foi um libertador, anti-colonialista, defensor da educação,
mas foi também um ditador.
Como afirma a sua biografa, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária
do jornal The Washington Post, e autora de “Bolivar: American Liberator -
Bolívar: Libertador Americano", (nunca lançado no Brasil); ele tinha posturas
E
sta vertente ideológica uniu-se a Cuba
e Nicarágua, através de Fidel Castro e
Daniel Ortega para em seguida junta-
rem-se a Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil,
com o propósito de criar uma corporação de
países, no gênero da antiga União Soviética,
de matiz autoritário e ditatorial. Assim nasceu
o Foro de São Paulo, criado no Brasil, para
gestarem este projeto de poder.
Se bem observarmos, guardadas as diferenças
entre eles, todos estes presidentes caminham
na mesma linha de raciocínio e discurso. O
presidente da Bolívia Evo Morales confis-
cou bens brasileiros na Bolívia, inclusive de
empresas particulares, além da Odebrecht,
declarando-os “repatriados” ou uma ação
de reintegração de posse. E o pior é que o
governo brasileiro, na época presidido por
Lula, simplesmente concordou pacificamente
e integralmente. Isso foi uma combinação do
Lula com Morales, como meio de “exportar
capitais” para o fortalecimento desta nova
corporação. O disfarçado comportamento as-
sociativo de Lula se constituiu numa traição à
Nação brasileira. Lula, Chavez e Fidel Castro
tinham muito mais conchavos bolivarianos
que se pode supor. Daí, o financiamento do
Metrô de Caracas e do Porto de Mariel, em
Cuba, financiado com dinheiro do BNDS, que
é um banco estatal para desenvolvimento na-
cional brasileiro.
Hugo Chavez, com as suas “ações boliva-
rianas”, afundou a Venezuela, que era um
país rico e próspero, degradando a PDVESA
(Petróleo Venezuelano) grande empresa pe-
troleira, transformando a nação num reduto
de destruição progressiva, com ascensão de
aliados incompetentes que passaram a ocupar
lugares importantes na administração do país.
Com a morte de Chavez e Fidel, e o conse-
qüente enfraquecimento de Lula, com a en-
trada de Dilma Rousseff, O BNDS acabou to-
mando calote da Venezuela no financiamento
do Metrô; embora Cuba esteja honrando os
pagamentos do financiamento do Porto de
Mariel.
Houve no “mundo bo-
livariano” um momento
de descaminho maior
com a morte de Hugo
Chavez, que alegava de-
lirantemente que o seu
câncer era fruto de uma
arma secreta americana,
que teria atingido tam-
bém, Lula, Dilma e Fidel.
Com a sua morte subiu
ao poder algo muito pior
e mais despótico que era
o Chanceler da República
Bolivariana, Nicolas Ma-
duro; oriundo das classes
mais baixas da Venezuela,
que utilizando as práticas
sindicais chegou à presi-
dência da República. Uma
analogia próxima a Luiz
Inácio Lula da Silva.
Estes governos boliva-
rianos têm levado estas
nações para o caos eco-
nômico e social, como
foi o caso da Argentina,
com os governos do casal
Nestor e Cristina Kirchner.
Hoje a Argentina amarga
e tenta se recuperar de
dois governos destrutivos
de vertente próxima ao
bolivarianismo.
Disse Marie Arana: “Há
duas coisas envolvidas aí
neste novo bolivarianis-
mo, que não é um boli-
varianismo de verdade.
Primeiro, por o conceito
embutir uma ideia de uni-
ficação. Bolívar acreditava
nisso: eliminar fronteiras
com uma grande aliança
panamericana. E, em segundo lugar, Bolívar
dizia admirar os americanos, mas dizia que
eles "não tinham nada a ver" com os latinos.
Acreditava que era preciso criar uma forma
de ensinar ética às pessoas. E qual é o nosso
maior problema hoje? A corrupção, a ilega-
lidade, a informalidade. Ele entendeu muito
antes de todos que tínhamos sido privados
de uma educação básica e sido corrompi-
dos de certa forma. Então, ser bolivariano
seria defender a educação, a liberdade, a
ética, a equidade social e o esclarecimento
do homem.”
Entretanto, o que observamos na Vene-
zuela de hoje, é a ditadura da estupidez
autocrática, por um ignorante arrogante e
sanguinário, que corrompe todas as insti-
tuições para se manter no poder, e levou
o povo à fome e a miséria, provocando um
êxodo desesperado como tentativa para a
sobrevivência. Este ditador venezuelano, se
não for detido, irá conduzir a Venezuela às
profundezas da absoluta miséria, com con-
seqüências desastrosas, promovendo este
genocídio que o mundo está assistindo. E
o pior é que, em razão do corporativismo
ideológico, políticos brasileiros, alinhados
com Maduro, fazem a sua defesa, repetin-
do ensandecidamente que na Venezuela as
eleições foram legítimas e democráticas,
que o “comandante Maduro” é um esta-
dista honrado e produtivo. Na contra mão
da verdade e da razão assistiremos a escra-
vidão e devastação de uma Nação que foi
exemplo de progresso, educação e saúde.
O Brasil correu sério risco de tornar-se
alinhado a este bloco. E só a proximida-
de, foi suficiente e nos levou ao estado de
confusão institucional que nos encontra-
mos, com 27 milhões de desempregados
e mais de 40 milhões na informalidade.
Decrescemos e nos empobrecemos. Os
nossos níveis de violência, criminalidade e
pobreza são insuportáveis e precisamos re-
agir imediatamente para não sucumbirmos
nesse turbilhão de populismo, corrupção,
pobreza generalizada e ausência de meios
para reação.
Bolivarianismo é a sinalização para um ca-
minho onde a Nação brasileira jamais deverá
pisar. Para o bem de todos!
muito mais à direita do que à esquerda. Jamais defendeu idéias “socialistas”,
embora tivesse ideais igualitários e humanos. - “Em certos momentos, ele foi
um ditador de direita. Em meio ao caos de uma revolução, ao tentar criar paí-
ses, ele precisava ter uma mão forte. Ele dizia desprezar a ditadura, mas ele a
usou, porque sabia que assim podia concretizar suas idéias.” Nasceu em julho
de 1783, e morreu na Colômbia em dezembro de 1830 (aos 47 anos). É autor
dos livros Manifesto de Cartagena, Escritos Y Proclamas.
Baseado na nacionalidade venezuelana e na suposta simpatia de Bolivar pelos
“ideais socialistas”, o presidente venezuelano Hugo Chavez, apropriou-se do
nome e declarou o seu país uma “República Bolivariana”, inclusive mudando
a constituição e o nome do seu país. Outros presidentes, Rafael Correa, do
Equador, e Evo Morales, da Bolívia, se autodeclaram "bolivarianos".
Simón Bolívar
Hugo Chavez e Lula
Nicolas Maduro
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com
annaperet@gmail.com
DIZ pra mim... (que eu conto)
Anna Carolina Peret
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- A Sala de Cultura Leila Diniz irá com-
pletar sete anos de atividades culturais
em 1º de julho de 2018. Para comemo-
rar esta data, irá organizar, no período de
05 a 30 de julho, uma exposição coleti-
va/comemorativa de artistas que fizeram
parte da trajetória deste espaço cultural.
Este colunista se sente honrado em estar
presente nessa comemoração importan-
tíssima para a nossa cidade.
- O Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias,
nº 9 - Icaraí), programou dois eventos
imperdíveis: dias 01 e 02 de junho, 6ª e
sábado, às 20 h; e 03/06, domingo, às
10:30 h, apresenta a Orquestra Sinfônica
Nacional UFF sob regência do maestro
Thiago Santos. No dia 05 de junho, às
19:30h, é a vez da Música Antiga da UFF.
- O Museu Janete Costa (Rua Presidente
Domiciano, nº 178 - Ingá) traz a exposi-
ção "Sim, aceito" até 02 de setembro, com
visitação de 3ª a domingo, das 10 às 18h.
São 56 peças de 35 artistas, com destaque
para: Mestre Vitalino, Ulisses Mendes, No-
emisa Batista e Durvalina.
- A Sala José Cândido de Carvalho (Rua
Presidente Prudente, nº 98 - Ingá) apresen-
ta "A voz do silêncio", de Camila Lima, até
04 de junho, com visitação gratuita, das 9
às 17 horas.
- Até 31 de maio ainda pode-se ver "Ja-
cob do Bandolim 100 Anos" na Sala Carlos
Couto, Rua VX de Novembro, nº 35 - Cen-
tro (anexo do Teatro Municipal de Niterói),
de 3ª a 6ª, das 10 às 18h; sábado e domin-
go, das 15 às 18 h. Visitação gratuita.
- A cantora Fátima Regina se apresenta no
Teatro Municipal de Niterói (Rua XV de
Novembro, Centro) dia 30 de maio, 4ª fei-
ra, às 19 horas.
Vale a Pena
E
is que surge mais um final de sema-
na com muitas produções deliciosas
pintando nas telonas. Comédias, dra-
mas, ação... Películas nacionais, hollywoo-
dianas, européias... Enfim, tem para todos
os gostos! Alguns dos temas podem até ser
delicados, porém, a leveza nos brinda com
o melhor do cinema. Além disso, como o
tempo está frio – este inverno que promete
ser bem geladinho – ir ao cinema torna-
-se uma opção bastante convidativa! Uma
cadeira reclinável, aquele escurinho e uma
pipoca quentinha é um programão, não é
mesmo?
Pois bem, tenho dicas fresquinhas! Adorei
assistir ao casal de atores Paolla Oliveira e
Ricardo Pereira protagonizarem "Alguém
como Eu". Dei boas gargalhadas com esta
comédia romântica rodada entre o Rio de
Janeiro e Lisboa! A história, em si, é um
pouco batida, não posso negar. Por outro
lado, é o trabalho do elenco que confere
credibilidade e humor a proposta. Paolla
encarna a mulher moderna em busca de um
príncipe encantado. Ricardo faz o papel do
homem contemporâneo que liga mais para
si mesmo do que para o mundo à sua volta,
dando um show de egocentrismo e machis-
mo em determinados momentos. A questão
é que a personagem de Paolla deseja que
seu namorado consiga ver as coisas
através da sua perspectiva, ou seja,
de um ponto de vista mais feminino.
Quando ela faz esse "pedido", seu
desejo se torna realidade: ela passa
a enxergar seu namorado como se
ele fosse uma mulher. Enfim, já dá
para imaginar a quão divertida esta
situação pode ficar, não é mesmo?
Outra produção também chamou
minha atenção: "Antes que eu me
Esqueça". O drama consegue tra-
tar com suavidade um tema extremamente
delicado: o Alzheimer. Não há dúvidas de
que o ator José de Abreu destaca-se por
seu vigoroso talento. E delega-se a ele in-
terpretar um juiz aposentado que vive só,
até que os efeitos do Alzheimer começam a
ser notados por um de seus filhos. Em um
dado momento, um de seus herdeiros re-
corre à justiça para interditá-lo legalmente
e, tal ato, o faz passar a conviver novamen-
te com sua prole. A película tinha tudo para
descambar e tornar-se um longa-metragem
pesado e melancólico. Entretanto, o mes-
mo conseguiu manter-se firme e sutil, com
pitadas de humor negro. A meu ver, os cré-
ditos para tal façanha devem ser dados aos
coadjuvantes de peso como Danton Mello
e Guta Stresser. Juro que, assim que a pro-
jeção começou, eu acreditei que sairia do
cinema deprimida e pensativa. Enganei-me!
Ao final, consegui sorrir, metabolizando um
contexto positivo e acalentador. Aplaudi de
pé!
Quero destacar ainda um filmão com uma
de minhas atrizes prediletas: a sempre linda,
talentosa e oscarizada Charlize Theron! Em
seu trabalho mais recente, intitulado "Tully",
Charlize mostra nas telonas o que é – de
fato e sem censuras – a maternidade! A
atriz, inclusive, ganhou alguns kilinhos, para
realmente caracterizar essa fase da vida de
muitas mulheres que não é (nada) fácil. No
longa, ela é mãe de duas crianças peque-
nas, grávida do terceiro filho, sem qualquer
perspectiva de vida além desta... A produ-
ção já seria brilhante se findasse com este
êxito: o de retratar, fielmente, a realidade
do que é ser mãe – sem tentar fantasiar ou
deturpar todas as angústias e dores inclusas
neste processo. Todavia, "Tully" vai além, se
abstendo de ser um filme sobre a materni-
dade. E essa "reviravolta" ocorre quando,
em determinado ponto do filme, uma babá
entra em cena, para ajudá-la a cuidar de
seu filho recém-nascido. As duas criam um
laço bastante estreito, misturando o nível
estratosférico de estresse da mãe com toda
a serenidade da babá recém-inclusa no clã.
Não vou falar mais, caso contrário, prova-
velmente, haverá algum spoiler deflagrado
em meu texto. Por outro lado, recomendo
muitíssimo que vejam essa belíssima obra
de arte. Como disse acima: um filmão!
Não importa qual filme você decida assistir.
Tanto faz se você irá sozinho ou acompa-
nhado. Se comerá pipoca, balas, chocolate
ou se preferirá ficar quietinho, imerso em
profunda concentração. O que realmente
importa é poder sair e se divertir um pou-
co. Colorir a vida. Deixar os problemas
um pouquinho de lado... Permita-se sor-
rir. Descontrair. Fugir da realidade. Viver!
Deixe a arte contagiar você, curar você, to-
mar conta... E, depois, me conta como foi
bom... Aposto que vai valer a pena.
Bom final de semana!
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
Desmedida Força
O
prefeito de Niterói comprou armas
de fogo para parte dos Guardas
Municipais sob alegação das ne-
cessidades de enfrentamento da violência
na cidade, que é atualmente uma das mais
violentas do Estado. Até aí, uma preocupa-
ção producente, desde que estes agentes
públicos, que têm a atribuição de proteger
o patrimônio do município e o bem estar
dos contribuintes, estejam preparados,
tecnicamente e psicologicamente. Não se
pode colocar uma arma de fogo na mão de
um agente qualquer sem os trâmites bási-
cos de segurança. Não bastará saber usar
a arma em questão com perícia. Terá que
estar emocionalmente equilibrado, treinado
e com sua saúde mental protegida.
Entretanto, vimos esta semana um desagra-
dável e inaceitável comportamento de um
Guarda Municipal, que inexplicavelmente
usou um spray de pimenta, diretamente no
rosto de um repórter fotográfico do Jornal
A Tribuna, quando cobria uma manifesta-
ção de protesto dos professores munici-
pais. Como se não bastasse o empurrou e
quebrou o seu equipamento de trabalho,
impedindo a realização das fotos, de forma
violenta e desrespeitosa.
Aí, resta a questão: estaria emocionalmen-
te capacitado para o exercício da Guarda?
Teria discernimento
para distinguir um
professor municipal
(funcionário público,
como ele), de um
malfeitor? Não teria
utilizado a força de
forma desproporcio-
nal ao fato? Não é
capaz de compreen-
der que a função da
imprensa é informar,
documentando tudo
com fidelidade aos
fatos? Entender que
uma máquina fotográ-
fica é um instrumento
de trabalho de utilida-
de primordial para um
fotógrafo? Que não há
invasão de privacidade, ou insulto, quando
um repórter fotográfico documenta uma
ação, e que é direito constitucional o exer-
cício pleno da sua função? Que o fato dele
ser um Guarda, já na própria denominação
da função define a atuação de guardar, cui-
dar, preservar; especialmente os munícipes,
contribuintes que geram renda para que o
seu salário seja pago? Ou ele desconhece
quem é o seu real patrão? Será que ele não
sabe a diferença entre chefe e patrão? O
prefeito, o secretário de segurança, o chefe
da Guarda, são seus chefes, mas, o patrão
é aquele que supre, subvenciona e paga,
ainda que indiretamente o seu soldo, e de-
tém a autoridade moral advinda da plena
cidadania?
Um Guarda Municipal é agente da ordem
para benefício do município e seus muníci-
pes. É inaceitável, em nome de um suposto
poder que alguns imaginam ter, usar a força
contra quem os mantém. O
povo é o senhor e o Guarda
o seu servidor. Será que nun-
ca explicaram esta relação de
identidade e de poderes? Ou
será que uma mão torta os
estimula a “baixar o cacete”
como forma singular de atu-
ação, como historicamente
fizeram contra ambulantes e
camelôs?
Agora pensemos: se esses
agentes que agora estão ar-
madas de pistolas .40, priva-
tivas das forças de segurança,
que tem um grande poder de
impacto e letalidade, ou mes-
mo 38 e 9mm, resolverem
usá-las com a mesma des-
proporcionalidade, que este
Guarda usou contra o fotógrafo Marcello
Almo; que resultado teremos? Será que já
não nos basta a impiedosa e aviltante ação
dos bandidos, e ainda teremos que temer
os “impulsos” de um Guarda Municipal,
dotado de periculosidade mortal? Onde é
que nós estamos, ou de que estamos falan-
do? Quantas interrogações mais termos que
empreender para que sejamos, ao menos,
ouvidos?
Professores e a Educação?
T
odo mundo sabe que a situação
da educação municipal em Nite-
rói é deficiente, e já faz tempo.
Aquilo que já foi bom, não é mais. Tem
piorado muito, especialmente para aque-
las escolas da periferia, onde o problema
repercute menos. A educação inclusiva
tornou-se uma miragem. O prefeito usa
a sua contra-informação afirmando que
está tudo bem, muito bem e tal. Utiliza-
-se da mídia muito bem paga para criar
uma cortina de fumaça onde a realidade
é bem distante do discurso cristalizado
e creio de enfeites publicitários.
A verdade é outra e os professores têm razão, pois muito já foi dito, negociado e rene-
gociado, e as melhorias não acontecem. Tudo é jogado para um amanhã de promessas,
tapinhas nas costas e sorrisos de aeromoça. Os professores querem negociar, apesar do
desgaste anterior, mas o prefeito joga fechado, faz imposições e não se dispõe a resolver
a questão, ainda que paulatinamente. Não falta na sua base de alianças quem possa fazer
esta interlocução, mas, ele não delega a gestão do problema e também não resolve.
Dias se passam e crianças ficam a ver vida passar, lamentavelmente.
Enquanto isso, na TV se apresenta uma Niterói de sonhos como se fosse em outro país.
Certamente neste mapa a Suécia é aqui.
Caiu a Primeira Acusação
A
acusação de poder econômi-
co já caiu por terra e agora
só falta a outra: “abuso na
comunicação”. Estou falando das
denúncias que foram feitas contra
Felipe Peixoto, na última eleição para
prefeito; e levou a uma condenação
no Tribunal Eleitoral. Ele está muito
otimista e bem assistido em Brasília,
e poderá reverter a condenação. Aí,
vai ficar livre para as próximas elei-
ções. É uma corrida contra o tempo,
mas, esta primeira vitória aponta para
a esperança. Nesse andar ele está de-
senvolvendo a sua pré-candidatura ao
Legislativo Estadual. Acredita que fará
uma excelente campanha e a eleição
virá por conseqüência. É possível,
considerando o “recall” dos mais de
noventa e dois mil que votos obteve
na eleição para prefeito. Vai dividir
(mais ainda) o eleitorado da cidade,
com alguns fortes pretendentes. Felipe Peixoto
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
Esquerda Capitalista
O
que houve, afinal, com a esquerda
no Brasil? A nossa esquerda foi se
envolvendo com os mais difíceis e
estranhos personagens. Ela foi se enrolando
de tal forma que a saída está difícil. Sempre
e em todos os pronunciamentos a esquerda
volta aos anos de chumbo onde afirmam so-
frimentos em prol da sua democracia. Sim,
da sua democracia.
A esquerda de hoje está longe, mas muito
longe da esquerda que fundou o PT, da es-
querda que fundou o PC do B e outros.
O passado pode não ser mais a arma para
convencimento da população de que a dita-
dura foi isso e aquilo. Isso porque o povo
está absolutamente convencido da atuação
nefasta para o país dos governos esquerdis-
tas de Lula e Dilma. E isso marcou defini-
tivamente.
Não foi a direita que causou o atual desem-
prego. Todos sabem que foi a política equi-
vocada de financiamentos criminosos (e até
para o exterior, Cuba, Bolívia e Venezuela)
que destruiu com a massa de empregos.
Está doendo no bolso e na vida do brasilei-
ro. Nefasto quando afiançou empréstimos
para Angola.
Os julgamentos e prisões de Lula e Dirceu
já demonstraram que a esquerda, represen-
tada neste caso pelo PT, partiu de vez para
o mundo do crime. Para o povo, falar em
partilhar a riqueza no PT significa dividir
dinheiro entre amigos (entre eles, do PT).
Assim, essa esquerda não engana mais nin-
guém.
Os recebedores do Bolsa Família sabem que
estão recebendo o peixe e não a vara para
pescar e que precisão votar no PT para ga-
rantir a “pescaria”.
O mundo mudou. Menos para a esquerda
brasileira. Penso, sim, que o mundo nunca
deixou de ser capitalista
e que o certo mesmo fi-
zeram os chineses com
o seu “comunismo-capi-
talista”.
Aqui no Brasil, o que es-
tragou a esquerda mes-
mo foi a corrupção em
alto grau e que está bem
enraizada e banalizada
em nosso sangue e na
nossa vida, infelizmente.
Somos um país cheio
de contradições e com-
portamentos horríveis e
louváveis.
Nada mais estranho do
que barrar as evoluções
da CLT, criada nos tem-
pos do ditador Getúlio
Vargas. Ninguém da
esquerda tupiniquim en-
xerga que as leis traba-
lhistas precisam de ur-
gente atualização e que
o Brasil está completa-
mente estagnado eco-
nomicamente porque
é um país com idéias
e governos socialistas,
com uma economia des-
governada que age de
forma capitalista para os
bancos, socialista para
o povo e comunista em
desempenho.
Por isso, acreditar no Brasil e investir nele é
tido como um ato para poucos, já que não
se sabe qual o populista estará no poder, se
será o nacionalista de direita ou o naciona-
lista de esquerda.
A esquerda se perdeu no mundo. Menos na
China, que teve que correr para modernizar
a economia atrás da criação de empregos.
Nesse aspecto o Partido Comunista Chinês
não titubeou e criou condições para inves-
timentos internos e garantiu liberdade para
empresas internacionais usarem sua mão
de obra. Isso resultou no crescimento do
mercado interno da China e alavancou o
crescimento muito além do esperado. Além
disso, a China deu garantias especiais aos
investidores internacionais, ou seja, a China
hoje é um território que gera segurança aos
investidores e compradores. E que de que-
bra melhorou muito a qualidade dos seus
produtos.
No Brasil, como sabemos, sequer pensa-
mos em algo assim. Tratamos investimentos
e investidores externos com desconfiança
e empresas multinacionais são vistas como
“inimigas” até hoje. Essa visão retrógada
reflete a imagem da esquerda que vive lá
nos anos 60.
Se continuarmos assim e com acréscimo da
corrupção, o efeito Venezuela vai nos atin-
gir.
Podemos ser socialistas, mas aprender a
abrir a economia de verdade e dar as costas
para a corrupção me parece um caminho
óbvio, mas muito distante.
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Imposição Religiosa no Coletivo
Considerando que o Brasil é um país laico, é inad-
missível que num ônibus, que é um coletivo,
onde congrega muita gente de tendências, cultura e
religiões diversas, a TV deste carro, fique sintonizada
num programa evangélico. Um pastor extravagante-
mente tendencioso, a “mercar” os seus poderes de
exorcizar espíritos do mal, como se fosse a mais ab-
soluta verdade. O programa era evangélico, mas a
vertente é espírita disfarçada. Fico me perguntando se
fosse um programa com rituais de Candomblé, o que
os passageiros achariam? Certamente a intolerância religiosa é dirigida aos cultos de origem
africana, no mais explícito preconceito.
A empresa Araçatuba, concessionária da linha 30, deveria tomar as devidas providências para
evitar este tipo de prática religiosa imposta, pois certamente é escolha dos condutores do ve-
ículo; e, no mais, não pagamos o transporte para receber sermões de quinta categoria. Esses
programas deverão ser acessados para quem gosta deste tipo de “religiosidade mística - cap-
ciosa”. Alto lá! Saravá!
Estranho Abastecimento
Vi um ônibus abastecendo num posto de gasoli-
na. Mas, as empresas não possuem equipamen-
tos próprios para o abastecimento dos seus ônibus?
Fica claro, mais uma vez, que os empresários de
ônibus cuidam apenas de si mesmos. Devem ter
muito diesel guardado, mas, pensando na possibi-
lidade da falta futura, atropelam e abastecem nos
postos, que deveriam dispor desse combustível para
os caminhões que quisessem circular, independente
de greve.
Esta situação dos caminhoneiros já é bastante ameaçadora, embora fique patente, que
só ocorreu esse movimento porque os empresários abraçaram a causa. Ou seja, greve
de trabalhadores não pára o Brasil, mas, quando os empresários entram na briga, restou
declarado que tudo pode parar.
A Propósito da Exclusividade
Pedi uma religação de energia na ENEL, em um imóvel que já estava sem medidor desde
2009. Eles disseram que iriam ligar em até três dias. Seguindo a previsão mandei a
empresa onde comprei o portão fazer a instalação no quarto dia. A ENEL não fez a reli-
gação em até três dias, como disseram. Somente apareceram no quarto dia, quando os
operários da colocação do portão automatizado já esperavam no local. Não levaram um
novo relógio e consequentemente não religaram a energia. Saí de Itaipu correndo para dar
tempo de fazer a reclamação na loja da ENEL, desde que estou pagando uma diária para
o dia perdido do instalador do portão. Com todo esforço, nesse trânsito caótico, cheguei
as 16,35h. Eles se negaram a me atender, pois o já havia encerrado as atividades. Não
houve apelo. Um porteiro-segurança, prestador de serviço da “Predial” me barrou inflexi-
velmente e não me deu chance de explicar. Tentei, mas o despreparo e desinteresse desse
“segurança” foi espantoso. Disse-me que se eu me sentisse prejudicado que entrasse na
justiça. Ou seja: além de não exercer a função com cordialidade, joga contra o patrimônio
da ENEL, que convenhamos, não está preocupada com as nossas necessidades. Encerrar
um serviço essencial às 16h30 é desdenhar da nossa dependência, visto que não temos
outra empresa para fornecimento de energia. Concessionária exclusiva dá nisso!
Meu pai é o Deus da Guerra
A
pós anos de espera, finalmente foi
lançado o quinto jogo da série do
inimigo número um dos Deuses.
Estou falando, é claro, de Godo of War,
uma das franquias de maior sucesso retorna
ao PS4 para mais uma aventura eletrizante
na vida do homem que decidir enfrentar os
Deuses.
Após o massacre dos Deuses do Olimpo,
o protagonista Kratos, agora mais velho e
com um filho desembarca em solo nórdico
e vai encontrar a ação e violência de sem-
pre, porém numa versão mais adulta. Após
seu passado traumático, o protagonista
amadureceu e se reinventou, mostrando-se
sensível e impelido a realizar o ultimo pedi-
do de sua esposa morta: espalhar suas cin-
zas no pico mais alto dos reinos nórdicos.
O tom do game é dramático e incomum
para os fãs mais aficionados, porém dá uma
sequencia a franquia de forma majestosa
deixando claro sua proposta. Trata-se de
uma aventura fantástica que conta sobre a
aproximação, conciliação e perdão entre pai
e filho.
Adentrando a uma cultura de forma clichê
a Thor e a série Vikings, Godo f War se
destaca pelo equilíbrio entre o humor e a
tragédia. A trama humaniza o protagonista
e proporciona uma experiência épica tanto
aos iniciantes quanto aos fãs da franquia.
E que fique claro: apesar de não ser mais
o jovem vingativo e sedento por sangue,
Kratos ainda é um brucutu sem piedade.
Seus golpes doem e ele não vai titubear em
rasgar adversários ao meio (e com as mãos)
caso ousem ameaçar Atreus ou atrapalhar
sua missão.
O game traz missões secundarias que agre-
gam valor à trama e não enrolam seu de-
senvolvimento através de embates longos
e combos cadenciados viscerais. Além de
permitir uma personalização grande do
personagem que permite a elaboração de
uma estratégia de batalha, ou seja, Dá para
fazer um Kratos que causa mais dano, um
Kratos defensivo ou até um Kratos com bas-
tante poder mágico, por exemplo.
Jogar o novo "Godof War" é enxergar um
dos maiores ícones dos games sendo des-
construído e reconstruído em tempo real na
sua frente. E se pegar pensando em passa-
do, futuro, pais, filhos, e a dureza que é
conciliar tudo isso.
E apesar de desmembrar monstros de todos
os tipos e tamanhos na frente do filho – que
educação é essa Brasil??? – Kratos enfim ga-
nha a dimensão psicológica que merece. E
Atreus é show também, bem longe do mala
inseguro que os trailers do game sugeriam.
Niterói
25/05 a 08/06/18
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Tetê Suzuki Cristina Cantarino Rivo Gianini Gabriela Tonello Juliana Paes Carneiro Gilson Cantarino
Reforma Trabalhista Almoço no GB
Foi sucesso absoluto a palestra ministrada pela desembargadora Vólia Bomfim, do TRT/RJ,
sobre “A Nova Reforma Trabalhista”, realizada dia 15 passado, na OAB Niterói. O juiz Jorge
Ramos, da Vara do Trabalho de Maricá, entrega a Moção de Agradecimento à desembargadora.
No almoço do Grupo do Barreto, onde Claudio Vianna recebeu apoio do GB, contou com a pre-
sença marcante do apoiador de primeira hora Helio Considera. Na foto, Considera e Claudio
Vianna.
Windows ou Linux
O
sistema operacional é uma das par-
tes mais importante do computa-
dor. Dentre as opções os que se
destacam, e que “brigam” pela preferencia
dos consumidores são as plataformas Win-
dows e Linux. Mas, qual será o melhor? Na
coluna dessa edição vamos falar sobre essa
dúvida.O Windows é um software de códi-
go fechado (não permite alteração) produ-
zido pela Microsoft, enquanto o Linux é um
sistema de código aberto que permite qual-
quer modificação ao gosto dos usuários.
Se compararmos o preço pela aquisição o
Linux ganha, devido a ser gratuito, enquan-
to o Windows original custa em média R$
450,00 (versão básica) e R$ 800,00 a ver-
são completa.
A instalação de ambos os
sistemas não é complexa,
embora muitas pessoas
achem que apenas um
técnico consegue instalar
o Linux. Os dois sistemas
estão disponíveis em mí-
dia física (CD), e por ve-
zes o Windows vem pré-
-instalado. Vale ressaltar
que as interfaces após a
instalação são bem similares.
Em relação à segurança, e difícil avaliar qual
é melhor, pois o Windows possui cons-
tantes atualizações e softwares que visam
proteger os usuários de vírus e outras in-
vasões. No Linux os programas funcionam
em modo usuário, ou seja, para modificar
qualquer coisa é necessária uma senha de
administração. Em outras palavras, os vírus
não conseguem se espalhar com facilidade.
Quando se trata de drives, o Linux é me-
lhor, pois seu funcionamento é intuitivo e
ajuda os usuários na instalação, enquanto
no Windows é necessária uma busca pelo
site dos fabricantes. Já em relação aos pro-
gramas, o Windows se sai muito melhor.
Devido a sua popularidade, o sistema da
Microsoft possui centenas de opções, coisa
que não acontece em seu principal concor-
rente.
Cada sistema tem suas características, van-
tagens e desvantagens. Tudo vai depender
dos seus objetivos e recursos. O Windows
por ser mais popular e tem uma usabilidade
mais conhecida. O Linux é um sistema mais
seguro, estável, bem intuitivo e em diver-
sos quesitos. De posse dessas informações,
você precisa decidir qual é o melhor sistema
operacional no seu caso especificamente.
Ulisses Franceschi

Diz Jornal Edição 199

  • 1.
  • 2.
    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 25 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé guadajornalista1@gmail.com 21 - 98111-0289 96474-3808 | 96467-3995 97407-97707 DG Apoio do Grupo do Barreto Lançamento O Grupo do Barreto é uma Confraria que comemora 56 anos de sua fundação. Congrega profissionais de diversas categorias e de expressão social. Durante a comemoração recebeu para almoço festivo o advogado Claudio Vianna, que na oportunidade falou a respeito da sua pré-candidatura a presidência da Ordem dos Advogados- Niterói. Muitos advogados do Grupo propuseram o apoio do GB a esta candidatura, que foi imediatamente apoiada de forma unânime. O presidente do Grupo do Barreto, advogado Antonio Carlos Alcoforado, aceitou o convite de Claudio Vianna para integrar a chapa como um dos conselheiros. L uciana Torres lançou nessa sexta fei- ra, 25, o seu livro “Mercantilização da Pós-Graduação Lato Sensu no Brasil”. A obra analisa a relação entre o processo de mercantilização dos cursos de pós-graduação lato sensu (PGLS) no Brasil e o fenômeno de silenciamento sobre essa prática, no âmbito do ensino superior pú- blico. Numa análise histórica, a pesquisa procura recuperar a trajetória, as concep- ções, a estrutura, o financiamento e as con- tradições da PGLS no Brasil.
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 3 Documento OsPerigosos Governos Bolivarianos É comum aos populistas criarem símbolos e mitos para justificarem atitudes políticas, ou mesmo se “refugiarem” nessas ilhas de imagens e conceitos. O general Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios Ponte- -Andrade y Blanco, comumente conhecido como Simón Bolívar, foi um militar liberal e líder político venezuelano. Foi presidente da Grã-Colômbia, e na sua biografia constam nacionalidades, como venezuelano, boliviano e peruano, por ter incorporado em suas lutas estas “pátrias”, embora tenha nascido na Vene- zuela, em Caracas. Foi um libertador, anti-colonialista, defensor da educação, mas foi também um ditador. Como afirma a sua biografa, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal The Washington Post, e autora de “Bolivar: American Liberator - Bolívar: Libertador Americano", (nunca lançado no Brasil); ele tinha posturas E sta vertente ideológica uniu-se a Cuba e Nicarágua, através de Fidel Castro e Daniel Ortega para em seguida junta- rem-se a Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, com o propósito de criar uma corporação de países, no gênero da antiga União Soviética, de matiz autoritário e ditatorial. Assim nasceu o Foro de São Paulo, criado no Brasil, para gestarem este projeto de poder. Se bem observarmos, guardadas as diferenças entre eles, todos estes presidentes caminham na mesma linha de raciocínio e discurso. O presidente da Bolívia Evo Morales confis- cou bens brasileiros na Bolívia, inclusive de empresas particulares, além da Odebrecht, declarando-os “repatriados” ou uma ação de reintegração de posse. E o pior é que o governo brasileiro, na época presidido por Lula, simplesmente concordou pacificamente e integralmente. Isso foi uma combinação do Lula com Morales, como meio de “exportar capitais” para o fortalecimento desta nova corporação. O disfarçado comportamento as- sociativo de Lula se constituiu numa traição à Nação brasileira. Lula, Chavez e Fidel Castro tinham muito mais conchavos bolivarianos que se pode supor. Daí, o financiamento do Metrô de Caracas e do Porto de Mariel, em Cuba, financiado com dinheiro do BNDS, que é um banco estatal para desenvolvimento na- cional brasileiro. Hugo Chavez, com as suas “ações boliva- rianas”, afundou a Venezuela, que era um país rico e próspero, degradando a PDVESA (Petróleo Venezuelano) grande empresa pe- troleira, transformando a nação num reduto de destruição progressiva, com ascensão de aliados incompetentes que passaram a ocupar lugares importantes na administração do país. Com a morte de Chavez e Fidel, e o conse- qüente enfraquecimento de Lula, com a en- trada de Dilma Rousseff, O BNDS acabou to- mando calote da Venezuela no financiamento do Metrô; embora Cuba esteja honrando os pagamentos do financiamento do Porto de Mariel. Houve no “mundo bo- livariano” um momento de descaminho maior com a morte de Hugo Chavez, que alegava de- lirantemente que o seu câncer era fruto de uma arma secreta americana, que teria atingido tam- bém, Lula, Dilma e Fidel. Com a sua morte subiu ao poder algo muito pior e mais despótico que era o Chanceler da República Bolivariana, Nicolas Ma- duro; oriundo das classes mais baixas da Venezuela, que utilizando as práticas sindicais chegou à presi- dência da República. Uma analogia próxima a Luiz Inácio Lula da Silva. Estes governos boliva- rianos têm levado estas nações para o caos eco- nômico e social, como foi o caso da Argentina, com os governos do casal Nestor e Cristina Kirchner. Hoje a Argentina amarga e tenta se recuperar de dois governos destrutivos de vertente próxima ao bolivarianismo. Disse Marie Arana: “Há duas coisas envolvidas aí neste novo bolivarianis- mo, que não é um boli- varianismo de verdade. Primeiro, por o conceito embutir uma ideia de uni- ficação. Bolívar acreditava nisso: eliminar fronteiras com uma grande aliança panamericana. E, em segundo lugar, Bolívar dizia admirar os americanos, mas dizia que eles "não tinham nada a ver" com os latinos. Acreditava que era preciso criar uma forma de ensinar ética às pessoas. E qual é o nosso maior problema hoje? A corrupção, a ilega- lidade, a informalidade. Ele entendeu muito antes de todos que tínhamos sido privados de uma educação básica e sido corrompi- dos de certa forma. Então, ser bolivariano seria defender a educação, a liberdade, a ética, a equidade social e o esclarecimento do homem.” Entretanto, o que observamos na Vene- zuela de hoje, é a ditadura da estupidez autocrática, por um ignorante arrogante e sanguinário, que corrompe todas as insti- tuições para se manter no poder, e levou o povo à fome e a miséria, provocando um êxodo desesperado como tentativa para a sobrevivência. Este ditador venezuelano, se não for detido, irá conduzir a Venezuela às profundezas da absoluta miséria, com con- seqüências desastrosas, promovendo este genocídio que o mundo está assistindo. E o pior é que, em razão do corporativismo ideológico, políticos brasileiros, alinhados com Maduro, fazem a sua defesa, repetin- do ensandecidamente que na Venezuela as eleições foram legítimas e democráticas, que o “comandante Maduro” é um esta- dista honrado e produtivo. Na contra mão da verdade e da razão assistiremos a escra- vidão e devastação de uma Nação que foi exemplo de progresso, educação e saúde. O Brasil correu sério risco de tornar-se alinhado a este bloco. E só a proximida- de, foi suficiente e nos levou ao estado de confusão institucional que nos encontra- mos, com 27 milhões de desempregados e mais de 40 milhões na informalidade. Decrescemos e nos empobrecemos. Os nossos níveis de violência, criminalidade e pobreza são insuportáveis e precisamos re- agir imediatamente para não sucumbirmos nesse turbilhão de populismo, corrupção, pobreza generalizada e ausência de meios para reação. Bolivarianismo é a sinalização para um ca- minho onde a Nação brasileira jamais deverá pisar. Para o bem de todos! muito mais à direita do que à esquerda. Jamais defendeu idéias “socialistas”, embora tivesse ideais igualitários e humanos. - “Em certos momentos, ele foi um ditador de direita. Em meio ao caos de uma revolução, ao tentar criar paí- ses, ele precisava ter uma mão forte. Ele dizia desprezar a ditadura, mas ele a usou, porque sabia que assim podia concretizar suas idéias.” Nasceu em julho de 1783, e morreu na Colômbia em dezembro de 1830 (aos 47 anos). É autor dos livros Manifesto de Cartagena, Escritos Y Proclamas. Baseado na nacionalidade venezuelana e na suposta simpatia de Bolivar pelos “ideais socialistas”, o presidente venezuelano Hugo Chavez, apropriou-se do nome e declarou o seu país uma “República Bolivariana”, inclusive mudando a constituição e o nome do seu país. Outros presidentes, Rafael Correa, do Equador, e Evo Morales, da Bolívia, se autodeclaram "bolivarianos". Simón Bolívar Hugo Chavez e Lula Nicolas Maduro
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 4 Cultura PauloRoberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com annaperet@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Anna Carolina Peret Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores - A Sala de Cultura Leila Diniz irá com- pletar sete anos de atividades culturais em 1º de julho de 2018. Para comemo- rar esta data, irá organizar, no período de 05 a 30 de julho, uma exposição coleti- va/comemorativa de artistas que fizeram parte da trajetória deste espaço cultural. Este colunista se sente honrado em estar presente nessa comemoração importan- tíssima para a nossa cidade. - O Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, nº 9 - Icaraí), programou dois eventos imperdíveis: dias 01 e 02 de junho, 6ª e sábado, às 20 h; e 03/06, domingo, às 10:30 h, apresenta a Orquestra Sinfônica Nacional UFF sob regência do maestro Thiago Santos. No dia 05 de junho, às 19:30h, é a vez da Música Antiga da UFF. - O Museu Janete Costa (Rua Presidente Domiciano, nº 178 - Ingá) traz a exposi- ção "Sim, aceito" até 02 de setembro, com visitação de 3ª a domingo, das 10 às 18h. São 56 peças de 35 artistas, com destaque para: Mestre Vitalino, Ulisses Mendes, No- emisa Batista e Durvalina. - A Sala José Cândido de Carvalho (Rua Presidente Prudente, nº 98 - Ingá) apresen- ta "A voz do silêncio", de Camila Lima, até 04 de junho, com visitação gratuita, das 9 às 17 horas. - Até 31 de maio ainda pode-se ver "Ja- cob do Bandolim 100 Anos" na Sala Carlos Couto, Rua VX de Novembro, nº 35 - Cen- tro (anexo do Teatro Municipal de Niterói), de 3ª a 6ª, das 10 às 18h; sábado e domin- go, das 15 às 18 h. Visitação gratuita. - A cantora Fátima Regina se apresenta no Teatro Municipal de Niterói (Rua XV de Novembro, Centro) dia 30 de maio, 4ª fei- ra, às 19 horas. Vale a Pena E is que surge mais um final de sema- na com muitas produções deliciosas pintando nas telonas. Comédias, dra- mas, ação... Películas nacionais, hollywoo- dianas, européias... Enfim, tem para todos os gostos! Alguns dos temas podem até ser delicados, porém, a leveza nos brinda com o melhor do cinema. Além disso, como o tempo está frio – este inverno que promete ser bem geladinho – ir ao cinema torna- -se uma opção bastante convidativa! Uma cadeira reclinável, aquele escurinho e uma pipoca quentinha é um programão, não é mesmo? Pois bem, tenho dicas fresquinhas! Adorei assistir ao casal de atores Paolla Oliveira e Ricardo Pereira protagonizarem "Alguém como Eu". Dei boas gargalhadas com esta comédia romântica rodada entre o Rio de Janeiro e Lisboa! A história, em si, é um pouco batida, não posso negar. Por outro lado, é o trabalho do elenco que confere credibilidade e humor a proposta. Paolla encarna a mulher moderna em busca de um príncipe encantado. Ricardo faz o papel do homem contemporâneo que liga mais para si mesmo do que para o mundo à sua volta, dando um show de egocentrismo e machis- mo em determinados momentos. A questão é que a personagem de Paolla deseja que seu namorado consiga ver as coisas através da sua perspectiva, ou seja, de um ponto de vista mais feminino. Quando ela faz esse "pedido", seu desejo se torna realidade: ela passa a enxergar seu namorado como se ele fosse uma mulher. Enfim, já dá para imaginar a quão divertida esta situação pode ficar, não é mesmo? Outra produção também chamou minha atenção: "Antes que eu me Esqueça". O drama consegue tra- tar com suavidade um tema extremamente delicado: o Alzheimer. Não há dúvidas de que o ator José de Abreu destaca-se por seu vigoroso talento. E delega-se a ele in- terpretar um juiz aposentado que vive só, até que os efeitos do Alzheimer começam a ser notados por um de seus filhos. Em um dado momento, um de seus herdeiros re- corre à justiça para interditá-lo legalmente e, tal ato, o faz passar a conviver novamen- te com sua prole. A película tinha tudo para descambar e tornar-se um longa-metragem pesado e melancólico. Entretanto, o mes- mo conseguiu manter-se firme e sutil, com pitadas de humor negro. A meu ver, os cré- ditos para tal façanha devem ser dados aos coadjuvantes de peso como Danton Mello e Guta Stresser. Juro que, assim que a pro- jeção começou, eu acreditei que sairia do cinema deprimida e pensativa. Enganei-me! Ao final, consegui sorrir, metabolizando um contexto positivo e acalentador. Aplaudi de pé! Quero destacar ainda um filmão com uma de minhas atrizes prediletas: a sempre linda, talentosa e oscarizada Charlize Theron! Em seu trabalho mais recente, intitulado "Tully", Charlize mostra nas telonas o que é – de fato e sem censuras – a maternidade! A atriz, inclusive, ganhou alguns kilinhos, para realmente caracterizar essa fase da vida de muitas mulheres que não é (nada) fácil. No longa, ela é mãe de duas crianças peque- nas, grávida do terceiro filho, sem qualquer perspectiva de vida além desta... A produ- ção já seria brilhante se findasse com este êxito: o de retratar, fielmente, a realidade do que é ser mãe – sem tentar fantasiar ou deturpar todas as angústias e dores inclusas neste processo. Todavia, "Tully" vai além, se abstendo de ser um filme sobre a materni- dade. E essa "reviravolta" ocorre quando, em determinado ponto do filme, uma babá entra em cena, para ajudá-la a cuidar de seu filho recém-nascido. As duas criam um laço bastante estreito, misturando o nível estratosférico de estresse da mãe com toda a serenidade da babá recém-inclusa no clã. Não vou falar mais, caso contrário, prova- velmente, haverá algum spoiler deflagrado em meu texto. Por outro lado, recomendo muitíssimo que vejam essa belíssima obra de arte. Como disse acima: um filmão! Não importa qual filme você decida assistir. Tanto faz se você irá sozinho ou acompa- nhado. Se comerá pipoca, balas, chocolate ou se preferirá ficar quietinho, imerso em profunda concentração. O que realmente importa é poder sair e se divertir um pou- co. Colorir a vida. Deixar os problemas um pouquinho de lado... Permita-se sor- rir. Descontrair. Fugir da realidade. Viver! Deixe a arte contagiar você, curar você, to- mar conta... E, depois, me conta como foi bom... Aposto que vai valer a pena. Bom final de semana!
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com Desmedida Força O prefeito de Niterói comprou armas de fogo para parte dos Guardas Municipais sob alegação das ne- cessidades de enfrentamento da violência na cidade, que é atualmente uma das mais violentas do Estado. Até aí, uma preocupa- ção producente, desde que estes agentes públicos, que têm a atribuição de proteger o patrimônio do município e o bem estar dos contribuintes, estejam preparados, tecnicamente e psicologicamente. Não se pode colocar uma arma de fogo na mão de um agente qualquer sem os trâmites bási- cos de segurança. Não bastará saber usar a arma em questão com perícia. Terá que estar emocionalmente equilibrado, treinado e com sua saúde mental protegida. Entretanto, vimos esta semana um desagra- dável e inaceitável comportamento de um Guarda Municipal, que inexplicavelmente usou um spray de pimenta, diretamente no rosto de um repórter fotográfico do Jornal A Tribuna, quando cobria uma manifesta- ção de protesto dos professores munici- pais. Como se não bastasse o empurrou e quebrou o seu equipamento de trabalho, impedindo a realização das fotos, de forma violenta e desrespeitosa. Aí, resta a questão: estaria emocionalmen- te capacitado para o exercício da Guarda? Teria discernimento para distinguir um professor municipal (funcionário público, como ele), de um malfeitor? Não teria utilizado a força de forma desproporcio- nal ao fato? Não é capaz de compreen- der que a função da imprensa é informar, documentando tudo com fidelidade aos fatos? Entender que uma máquina fotográ- fica é um instrumento de trabalho de utilida- de primordial para um fotógrafo? Que não há invasão de privacidade, ou insulto, quando um repórter fotográfico documenta uma ação, e que é direito constitucional o exer- cício pleno da sua função? Que o fato dele ser um Guarda, já na própria denominação da função define a atuação de guardar, cui- dar, preservar; especialmente os munícipes, contribuintes que geram renda para que o seu salário seja pago? Ou ele desconhece quem é o seu real patrão? Será que ele não sabe a diferença entre chefe e patrão? O prefeito, o secretário de segurança, o chefe da Guarda, são seus chefes, mas, o patrão é aquele que supre, subvenciona e paga, ainda que indiretamente o seu soldo, e de- tém a autoridade moral advinda da plena cidadania? Um Guarda Municipal é agente da ordem para benefício do município e seus muníci- pes. É inaceitável, em nome de um suposto poder que alguns imaginam ter, usar a força contra quem os mantém. O povo é o senhor e o Guarda o seu servidor. Será que nun- ca explicaram esta relação de identidade e de poderes? Ou será que uma mão torta os estimula a “baixar o cacete” como forma singular de atu- ação, como historicamente fizeram contra ambulantes e camelôs? Agora pensemos: se esses agentes que agora estão ar- madas de pistolas .40, priva- tivas das forças de segurança, que tem um grande poder de impacto e letalidade, ou mes- mo 38 e 9mm, resolverem usá-las com a mesma des- proporcionalidade, que este Guarda usou contra o fotógrafo Marcello Almo; que resultado teremos? Será que já não nos basta a impiedosa e aviltante ação dos bandidos, e ainda teremos que temer os “impulsos” de um Guarda Municipal, dotado de periculosidade mortal? Onde é que nós estamos, ou de que estamos falan- do? Quantas interrogações mais termos que empreender para que sejamos, ao menos, ouvidos? Professores e a Educação? T odo mundo sabe que a situação da educação municipal em Nite- rói é deficiente, e já faz tempo. Aquilo que já foi bom, não é mais. Tem piorado muito, especialmente para aque- las escolas da periferia, onde o problema repercute menos. A educação inclusiva tornou-se uma miragem. O prefeito usa a sua contra-informação afirmando que está tudo bem, muito bem e tal. Utiliza- -se da mídia muito bem paga para criar uma cortina de fumaça onde a realidade é bem distante do discurso cristalizado e creio de enfeites publicitários. A verdade é outra e os professores têm razão, pois muito já foi dito, negociado e rene- gociado, e as melhorias não acontecem. Tudo é jogado para um amanhã de promessas, tapinhas nas costas e sorrisos de aeromoça. Os professores querem negociar, apesar do desgaste anterior, mas o prefeito joga fechado, faz imposições e não se dispõe a resolver a questão, ainda que paulatinamente. Não falta na sua base de alianças quem possa fazer esta interlocução, mas, ele não delega a gestão do problema e também não resolve. Dias se passam e crianças ficam a ver vida passar, lamentavelmente. Enquanto isso, na TV se apresenta uma Niterói de sonhos como se fosse em outro país. Certamente neste mapa a Suécia é aqui. Caiu a Primeira Acusação A acusação de poder econômi- co já caiu por terra e agora só falta a outra: “abuso na comunicação”. Estou falando das denúncias que foram feitas contra Felipe Peixoto, na última eleição para prefeito; e levou a uma condenação no Tribunal Eleitoral. Ele está muito otimista e bem assistido em Brasília, e poderá reverter a condenação. Aí, vai ficar livre para as próximas elei- ções. É uma corrida contra o tempo, mas, esta primeira vitória aponta para a esperança. Nesse andar ele está de- senvolvendo a sua pré-candidatura ao Legislativo Estadual. Acredita que fará uma excelente campanha e a eleição virá por conseqüência. É possível, considerando o “recall” dos mais de noventa e dois mil que votos obteve na eleição para prefeito. Vai dividir (mais ainda) o eleitorado da cidade, com alguns fortes pretendentes. Felipe Peixoto
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 6 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com Esquerda Capitalista O que houve, afinal, com a esquerda no Brasil? A nossa esquerda foi se envolvendo com os mais difíceis e estranhos personagens. Ela foi se enrolando de tal forma que a saída está difícil. Sempre e em todos os pronunciamentos a esquerda volta aos anos de chumbo onde afirmam so- frimentos em prol da sua democracia. Sim, da sua democracia. A esquerda de hoje está longe, mas muito longe da esquerda que fundou o PT, da es- querda que fundou o PC do B e outros. O passado pode não ser mais a arma para convencimento da população de que a dita- dura foi isso e aquilo. Isso porque o povo está absolutamente convencido da atuação nefasta para o país dos governos esquerdis- tas de Lula e Dilma. E isso marcou defini- tivamente. Não foi a direita que causou o atual desem- prego. Todos sabem que foi a política equi- vocada de financiamentos criminosos (e até para o exterior, Cuba, Bolívia e Venezuela) que destruiu com a massa de empregos. Está doendo no bolso e na vida do brasilei- ro. Nefasto quando afiançou empréstimos para Angola. Os julgamentos e prisões de Lula e Dirceu já demonstraram que a esquerda, represen- tada neste caso pelo PT, partiu de vez para o mundo do crime. Para o povo, falar em partilhar a riqueza no PT significa dividir dinheiro entre amigos (entre eles, do PT). Assim, essa esquerda não engana mais nin- guém. Os recebedores do Bolsa Família sabem que estão recebendo o peixe e não a vara para pescar e que precisão votar no PT para ga- rantir a “pescaria”. O mundo mudou. Menos para a esquerda brasileira. Penso, sim, que o mundo nunca deixou de ser capitalista e que o certo mesmo fi- zeram os chineses com o seu “comunismo-capi- talista”. Aqui no Brasil, o que es- tragou a esquerda mes- mo foi a corrupção em alto grau e que está bem enraizada e banalizada em nosso sangue e na nossa vida, infelizmente. Somos um país cheio de contradições e com- portamentos horríveis e louváveis. Nada mais estranho do que barrar as evoluções da CLT, criada nos tem- pos do ditador Getúlio Vargas. Ninguém da esquerda tupiniquim en- xerga que as leis traba- lhistas precisam de ur- gente atualização e que o Brasil está completa- mente estagnado eco- nomicamente porque é um país com idéias e governos socialistas, com uma economia des- governada que age de forma capitalista para os bancos, socialista para o povo e comunista em desempenho. Por isso, acreditar no Brasil e investir nele é tido como um ato para poucos, já que não se sabe qual o populista estará no poder, se será o nacionalista de direita ou o naciona- lista de esquerda. A esquerda se perdeu no mundo. Menos na China, que teve que correr para modernizar a economia atrás da criação de empregos. Nesse aspecto o Partido Comunista Chinês não titubeou e criou condições para inves- timentos internos e garantiu liberdade para empresas internacionais usarem sua mão de obra. Isso resultou no crescimento do mercado interno da China e alavancou o crescimento muito além do esperado. Além disso, a China deu garantias especiais aos investidores internacionais, ou seja, a China hoje é um território que gera segurança aos investidores e compradores. E que de que- bra melhorou muito a qualidade dos seus produtos. No Brasil, como sabemos, sequer pensa- mos em algo assim. Tratamos investimentos e investidores externos com desconfiança e empresas multinacionais são vistas como “inimigas” até hoje. Essa visão retrógada reflete a imagem da esquerda que vive lá nos anos 60. Se continuarmos assim e com acréscimo da corrupção, o efeito Venezuela vai nos atin- gir. Podemos ser socialistas, mas aprender a abrir a economia de verdade e dar as costas para a corrupção me parece um caminho óbvio, mas muito distante.
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com Imposição Religiosa no Coletivo Considerando que o Brasil é um país laico, é inad- missível que num ônibus, que é um coletivo, onde congrega muita gente de tendências, cultura e religiões diversas, a TV deste carro, fique sintonizada num programa evangélico. Um pastor extravagante- mente tendencioso, a “mercar” os seus poderes de exorcizar espíritos do mal, como se fosse a mais ab- soluta verdade. O programa era evangélico, mas a vertente é espírita disfarçada. Fico me perguntando se fosse um programa com rituais de Candomblé, o que os passageiros achariam? Certamente a intolerância religiosa é dirigida aos cultos de origem africana, no mais explícito preconceito. A empresa Araçatuba, concessionária da linha 30, deveria tomar as devidas providências para evitar este tipo de prática religiosa imposta, pois certamente é escolha dos condutores do ve- ículo; e, no mais, não pagamos o transporte para receber sermões de quinta categoria. Esses programas deverão ser acessados para quem gosta deste tipo de “religiosidade mística - cap- ciosa”. Alto lá! Saravá! Estranho Abastecimento Vi um ônibus abastecendo num posto de gasoli- na. Mas, as empresas não possuem equipamen- tos próprios para o abastecimento dos seus ônibus? Fica claro, mais uma vez, que os empresários de ônibus cuidam apenas de si mesmos. Devem ter muito diesel guardado, mas, pensando na possibi- lidade da falta futura, atropelam e abastecem nos postos, que deveriam dispor desse combustível para os caminhões que quisessem circular, independente de greve. Esta situação dos caminhoneiros já é bastante ameaçadora, embora fique patente, que só ocorreu esse movimento porque os empresários abraçaram a causa. Ou seja, greve de trabalhadores não pára o Brasil, mas, quando os empresários entram na briga, restou declarado que tudo pode parar. A Propósito da Exclusividade Pedi uma religação de energia na ENEL, em um imóvel que já estava sem medidor desde 2009. Eles disseram que iriam ligar em até três dias. Seguindo a previsão mandei a empresa onde comprei o portão fazer a instalação no quarto dia. A ENEL não fez a reli- gação em até três dias, como disseram. Somente apareceram no quarto dia, quando os operários da colocação do portão automatizado já esperavam no local. Não levaram um novo relógio e consequentemente não religaram a energia. Saí de Itaipu correndo para dar tempo de fazer a reclamação na loja da ENEL, desde que estou pagando uma diária para o dia perdido do instalador do portão. Com todo esforço, nesse trânsito caótico, cheguei as 16,35h. Eles se negaram a me atender, pois o já havia encerrado as atividades. Não houve apelo. Um porteiro-segurança, prestador de serviço da “Predial” me barrou inflexi- velmente e não me deu chance de explicar. Tentei, mas o despreparo e desinteresse desse “segurança” foi espantoso. Disse-me que se eu me sentisse prejudicado que entrasse na justiça. Ou seja: além de não exercer a função com cordialidade, joga contra o patrimônio da ENEL, que convenhamos, não está preocupada com as nossas necessidades. Encerrar um serviço essencial às 16h30 é desdenhar da nossa dependência, visto que não temos outra empresa para fornecimento de energia. Concessionária exclusiva dá nisso! Meu pai é o Deus da Guerra A pós anos de espera, finalmente foi lançado o quinto jogo da série do inimigo número um dos Deuses. Estou falando, é claro, de Godo of War, uma das franquias de maior sucesso retorna ao PS4 para mais uma aventura eletrizante na vida do homem que decidir enfrentar os Deuses. Após o massacre dos Deuses do Olimpo, o protagonista Kratos, agora mais velho e com um filho desembarca em solo nórdico e vai encontrar a ação e violência de sem- pre, porém numa versão mais adulta. Após seu passado traumático, o protagonista amadureceu e se reinventou, mostrando-se sensível e impelido a realizar o ultimo pedi- do de sua esposa morta: espalhar suas cin- zas no pico mais alto dos reinos nórdicos. O tom do game é dramático e incomum para os fãs mais aficionados, porém dá uma sequencia a franquia de forma majestosa deixando claro sua proposta. Trata-se de uma aventura fantástica que conta sobre a aproximação, conciliação e perdão entre pai e filho. Adentrando a uma cultura de forma clichê a Thor e a série Vikings, Godo f War se destaca pelo equilíbrio entre o humor e a tragédia. A trama humaniza o protagonista e proporciona uma experiência épica tanto aos iniciantes quanto aos fãs da franquia. E que fique claro: apesar de não ser mais o jovem vingativo e sedento por sangue, Kratos ainda é um brucutu sem piedade. Seus golpes doem e ele não vai titubear em rasgar adversários ao meio (e com as mãos) caso ousem ameaçar Atreus ou atrapalhar sua missão. O game traz missões secundarias que agre- gam valor à trama e não enrolam seu de- senvolvimento através de embates longos e combos cadenciados viscerais. Além de permitir uma personalização grande do personagem que permite a elaboração de uma estratégia de batalha, ou seja, Dá para fazer um Kratos que causa mais dano, um Kratos defensivo ou até um Kratos com bas- tante poder mágico, por exemplo. Jogar o novo "Godof War" é enxergar um dos maiores ícones dos games sendo des- construído e reconstruído em tempo real na sua frente. E se pegar pensando em passa- do, futuro, pais, filhos, e a dureza que é conciliar tudo isso. E apesar de desmembrar monstros de todos os tipos e tamanhos na frente do filho – que educação é essa Brasil??? – Kratos enfim ga- nha a dimensão psicológica que merece. E Atreus é show também, bem longe do mala inseguro que os trailers do game sugeriam.
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    Niterói 25/05 a 08/06/18 www.dizjornal.com RendaFina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Internet Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com Aniversariantes da Edição Tetê Suzuki Cristina Cantarino Rivo Gianini Gabriela Tonello Juliana Paes Carneiro Gilson Cantarino Reforma Trabalhista Almoço no GB Foi sucesso absoluto a palestra ministrada pela desembargadora Vólia Bomfim, do TRT/RJ, sobre “A Nova Reforma Trabalhista”, realizada dia 15 passado, na OAB Niterói. O juiz Jorge Ramos, da Vara do Trabalho de Maricá, entrega a Moção de Agradecimento à desembargadora. No almoço do Grupo do Barreto, onde Claudio Vianna recebeu apoio do GB, contou com a pre- sença marcante do apoiador de primeira hora Helio Considera. Na foto, Considera e Claudio Vianna. Windows ou Linux O sistema operacional é uma das par- tes mais importante do computa- dor. Dentre as opções os que se destacam, e que “brigam” pela preferencia dos consumidores são as plataformas Win- dows e Linux. Mas, qual será o melhor? Na coluna dessa edição vamos falar sobre essa dúvida.O Windows é um software de códi- go fechado (não permite alteração) produ- zido pela Microsoft, enquanto o Linux é um sistema de código aberto que permite qual- quer modificação ao gosto dos usuários. Se compararmos o preço pela aquisição o Linux ganha, devido a ser gratuito, enquan- to o Windows original custa em média R$ 450,00 (versão básica) e R$ 800,00 a ver- são completa. A instalação de ambos os sistemas não é complexa, embora muitas pessoas achem que apenas um técnico consegue instalar o Linux. Os dois sistemas estão disponíveis em mí- dia física (CD), e por ve- zes o Windows vem pré- -instalado. Vale ressaltar que as interfaces após a instalação são bem similares. Em relação à segurança, e difícil avaliar qual é melhor, pois o Windows possui cons- tantes atualizações e softwares que visam proteger os usuários de vírus e outras in- vasões. No Linux os programas funcionam em modo usuário, ou seja, para modificar qualquer coisa é necessária uma senha de administração. Em outras palavras, os vírus não conseguem se espalhar com facilidade. Quando se trata de drives, o Linux é me- lhor, pois seu funcionamento é intuitivo e ajuda os usuários na instalação, enquanto no Windows é necessária uma busca pelo site dos fabricantes. Já em relação aos pro- gramas, o Windows se sai muito melhor. Devido a sua popularidade, o sistema da Microsoft possui centenas de opções, coisa que não acontece em seu principal concor- rente. Cada sistema tem suas características, van- tagens e desvantagens. Tudo vai depender dos seus objetivos e recursos. O Windows por ser mais popular e tem uma usabilidade mais conhecida. O Linux é um sistema mais seguro, estável, bem intuitivo e em diver- sos quesitos. De posse dessas informações, você precisa decidir qual é o melhor sistema operacional no seu caso especificamente. Ulisses Franceschi