INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALAGOAS
            COORDENADORIA DO CURSO DE MECÂNICA
                       DESENHO TÉCNICO           www.wix.com/ralecio/raa




                                             Prof. Roberto Araújo Alécio



                          FEV/2011
                                                                       IFAL - Alécio
O DESENHO
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• É        uma        ferramenta
  imprescindível para o dia-a-dia
  do mecânico.
• É usado para criar, transmitir,
  guardar,       e        analisar
  informações.
• Se dá em primeira fase através
  de esboços, depois ganham
  complexidade, podendo passar
  para      suportes       digitais
  auxiliados por CAD (Computer
  Aided Design).
• Usando interfaces adequadas         Objeto simples desenhado em
  entre CAD, CAE (Computer                     Perspectiva,
  Aided Engineering) e CAM            mas complicado de descrever
                                               por palavras
  (Computer                 Aided
  Manufacturing).

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DESENHO TÉCNICO
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• Todo o processo de representação no âmbito
  do desenho técnico fundamenta-se no
  conceito de projeção.
   – Vistas:
      • É um dos tipos de representação mais usada em
        mecânica.
      • É baseada no conceito de projeção ortogonal.
      • Obedece a determinadas normas e convenções de
        representação.
   – Perspectivas:
      • É usada quando se quer ter uma visão espacial rápida
        de determinado objeto.
      • As informações apresentadas são menores do que na
        representação em vistas múltiplas.
      • Utilizada principalmente em montagens de peças e em
        catálogos de publicidade, dando uma visão clara do
        objeto.
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MODOS DE REPRESENTAÇÃO
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    Visualização em perspectiva e definido pelas suas vistas múltiplas
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NORMAS ASSOCIADAS AO
       DESENHO TÉCNICO                           www.wix.com/ralecio/raa



• Regras e convenções para que o desenho seja
  universalmente entendido.
• Organismos internacionais que produzem normas
  sobre vários assuntos inclusive o Desenho Técnico:
– A nível europeu existe a EM – Euro-normas, que é
  semelhante a norma ISO (International Organization for
  Standardzation), são as normas de maior aceitação e
  aplicação;
– No continente americano a ANSI (American National
  Standards Institute), de aplicações quase exclusiva.
• Organismos nacionais que acompanham organizaçoes
  internacionais:
– Em Portugal o IPQ (Instituto Portugues de Qualidade);
– Na Inglaterra o BSI (Britsh Standards Institute);
– Na Alemanha a DIN (Deutsches Institut für Normung);
– No Brasil a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).


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NORMAS ABNT
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           NORMAS ABNT PARA O DESENHO TÉCNICO
NBR 8196    Desenho Técnico – Emprego de escalas
NBR 8402    Execução de caráter para escrita do desenho técnico
NBR 8403    Aplicação de linhas em desenho – Tipos de linhas –
            Largura das linhas
NBR 10068 Folha de desenho – Layout e dimensões
NBR 10126 Cotagem em desenho técnico
NBR 10582 Apresentação da folha para desenho técnico
NBR 10647 Desenho técnico
NBR 13142 Desenho Técnico – Dobramento de cópia




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ASPECTOS GERAIS
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• Conjuntos de assuntos para
  representação do desenho técnico:
  –   Tipos de escrita;
  –   Formato de papel;
  –   Legendas.
  –   Tipos de linhas;
  –   Espessuras de linhas;
  –   Dobramento dos desenhos;
  –   Escalas;
• Para todos os tópicos listados existe
  um conjunto de normas aplicáveis.

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CALIGRAFIA TÉCNICA
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• As letras e algarismos a serem utilizadas
  em desenho técnico são padronizadas
  pela ABNT, conforme a NBR 8402 -
  Execução de caractere para escrita em
  desenho técnico.
• Essa norma fixa as condições exigíveis
  para a escrita em desenhos técnicos.




                 Características da forma de escrita.
       Fonte: NBR 8402 – Execução de caractere para escrita em
                          desenho técnico.
                                                                                    IFAL - Alécio
ESCRITA NORMALIZADA
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             Proporções e dimensões de símbolos gráficos.
Fonte: NBR 8402 – Execução de caractere para escrita em desenho técnico.

    Características     Relação                 Dimensões (mm)
 Altura das letras
                        (10/10) h   2,5    3,5     5    7      10       14        20
 Maiúsculas (h)
 Altura das letras
                        (7/10) h     -     2,5    3,5   5       7       10        14
 minúscula (c)
 Distância mínima
                        (2/10) h    0,5    0,7     1    1,4     2      2,8        4
 ente caracteres (a)
 Distancia mínima
 entre linhas de base   (14/10) h   3,5     5      7    10     14       20        28
 (b)
 Distancia mínima
                        (6/10) h    1,5    2,1     3    4,2     6      8,4        12
 entre palavras (e)
 Largura da linha (d)   (1/10) h    0,25   0,35   0,5   0,7     1      1,4        2

                                                                           IFAL - Alécio
FORMATO DE PAPEL
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• O papel deve corresponder a um dos
  formatos da série A, que são padronizados
  pela ABNT, conforme NBR 10068
   § Folha de desenho.
   § Layout e dimensões.
• Para essa norma, todos os formatos desta
  série derivam do formato A0:
   – Retângulo de 841 mm x 1189 mm c/ 1 m2.
• Cada formato é representado pelas
  dimensões de seus lados em milímetros ou
  pelo respectivo símbolo.
   § Ex: 210 mm x 297 mm ou A4.

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FORMATO DE PAPEL
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                  Formatos da série “A”.


                               Formato     Dimensão           Margem
                                 2 A0      1.189 x 1.632
                                  A0       841 x 1.189             10
                                  A1        594 x 841              10
                                  A2        420 x 594              10
                                  A3        297 x 420              10
                                  A4        210 x 297               5
                                  A5        148 x 210               5
                                  A6        105 x 148               5



Obs.: A margem esquerda sempre tem a dimensão de 25 mm.
Fonte: NBR 10068 – Folha de desenho – Leiaute e dimensões.
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LEGENDA
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A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos
   A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da largura da folha de
   desenho no formato A4.
A legenda consiste de :
      1.    Título do desenho;
      2.    Número do desenho;
      3.    Escala;
      4.    Empresa;
      5.    Data e nome;
      6.    Descrição dos componentes:
  •   Quantidade;
  •   Denominação;
  •   Peça;
  •   Material, normas, dimensões.




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LINHAS
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• O conhecimento dos tipos de linhas é
  indispensável para a interpretação dos
  desenhos.
• Tipos e Empregos
  – Quanto à espessura, as linhas devem ser:
     • Grossas
     • Médias
     • Finas
• A espessura da linha média deve ser a
  metade da linha grossa e a espessura da
  linha fina, metade da linha média.

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LINHAS
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• As linhas empregadas no desenho
  técnico dividem-se em:
  – Grossa (A e B);
  – Média (C e D) e;
  – Fina (E, F, e G).




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LINHAS DE CONTORNO
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• Contornos visíveis são de espessura grossa e de traço
  contínuo.
• Contornos não visíveis são de espessura média e
  tracejadas.




     Linhas empregadas para desenho do contorno visível




    Linhas empregadas para desenho de contorno invisível
                                                                     IFAL - Alécio
LINHAS DE CENTRO E COTAS
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• Centro e eixo de simetria são de espessura fina e formadas
  por traços e pontos.
• Cotas, são de espessura fina, traço contínuo, limitadas por
  setas nas extremidades.




         Linhas empregadas para centro e eixo de simetria




              Linhas empregadas para desenho de cotas

                                                                      IFAL - Alécio
LINHAS DE CHAMADA, EXTENSÃO
           E CORTE                                    www.wix.com/ralecio/raa



• Chamada ou extensão são de espessura fina e traço contínuo.
  Não devem tocar o contorno do desenho e prolongam-se além
  da última linha de cota que limitam.
• Linhas de corte são de espessura grossa, formadas por traços e
  pontos. Servem para indicar cortes e seções.




           Linhas empregadas para desenho de chamada




           Linhas empregadas para desenho de cortes

                                                                         IFAL - Alécio
LINHAS DE HACHURA E RUPTURA
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  •   Hachuras são de espessura fina, traço contínuo ou tracejadas,
      geralmente inclinadas a 45º e mostram as partes cortadas da peça.
      Servem também para indicar o material de que é feita, de acordo
      com as convenções recomendadas pela ABNT.
  •   Rupturas curtas, são de espessura média, traço contínuo e sinuoso
      e servem para indicar pequenas rupturas e cortes parciais.
  •   Rupturas longas, são de espessura fina, traço contínuo e com zig-
      zag, conforme figura abaixo.




           Linhas empregadas para desenho de hachuras




  Linhas empregadas para desenho de ruptura curtas e ruptura longas
                                                                           IFAL - Alécio
LINHAS REPRESENTAÇÕES
       SIMPLIFICADAS                             www.wix.com/ralecio/raa



• Representações simplificadas, são de
  espessura média, traço contínuo e servem
  para indicar o fundo de filetes de roscas e
  de dentes de engrenagens.




     Linhas empregadas para representações simplificadas

                                                                    IFAL - Alécio
APLICAÇÃO DE LINHAS
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   Tipos de linhas e seu emprego.


                                                       IFAL - Alécio
APLICAÇÕES DE LINHAS                 www.wix.com/ralecio/raa


As linhas de centro deverão
   cruzar-se      em       trechos
   contínuos e não nos espaços.
As    linhas    tracejadas     que
   representam um detalhe não-
   visível devem tocar uma linha
   externa sem interrupção.
As    tracejadas     também     se
   encontram e se cruzam, e a
   junção deve ser arranjada
   como um “T” ou um “X”.
As linhas de centro não devem
   estender-se para os espaços
   entre as vistas e também não
   devem terminar em outra
   linha do desenho.
Quando um ângulo é formado por
   linhas de simetria, traços
   longos devem-se interceptar e
   definir o ângulo.


                                                        IFAL - Alécio
DOBRAMENTO DO PAPEL
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• Quando o formato a
  utilizar no desenho for
  maior do que o A4, há
  necessidade de dobrá-
  lo afim de arquivar, e
  o resultado final da
  dobragem        deverá
  corresponder         às
  dimensões do formato
  A4, aparecendo a
  legenda
  obrigatoriamente na
  face frontal.        Dobramento de cópia para formatos A3.
                            Fonte NBR13142- Desenho técnico –
                                  Dobramento de cópias.


                                                                  IFAL - Alécio
DOBRAMENTO
                                        www.wix.com/ralecio/raa




Dobramento de cópia para formatos A0.

                                                           IFAL - Alécio
ESCALA
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• Escala é a proporção definida
  existente entre as dimensões de
  uma peça e as do seu respectivo
  desenho.
• O desenho de um elemento de
  máquina pode estar em:
  – Escala natural 1 : 1
  – Escala de redução 1 : 5
  – Escala de ampliação 2 : 1

                                                   IFAL - Alécio
ESCALA DE REDUÇÃO                            www.wix.com/ralecio/raa



 • Na     representação
   através de desenhos
   executados       em
   escala de redução, as
   dimensões         do
   desenho se reduzem
   numa       proporção
   definida em relação
   às dimensões reais
                                         Na escala 1:2, significa que
   das peças.                            1mm no desenho
                                         corresponde a 2mm na peça
1:2   1:5   1:10   1:20   1:50   1:100   real.


                                                                      IFAL - Alécio
ESCALA DE AMPLIAÇÃO                    www.wix.com/ralecio/raa



• Na representação
  através         de
  desenhos
  executados     em
  escala          de
  ampliação,      as
  dimensões       do
  desenho
  aumentam numa
  proporção definida
  em relação      às
  dimensões    reais
  das peças.
                       Na escala 5:1, significa que 5mm
  2:1   5:1   10:1     no desenho corresponde a 1mm na
                       peça real.

                                                          IFAL - Alécio
Nomenclatura utilizada no
  desenho técnico mecânico                   www.wix.com/ralecio/raa




• Aresta – reta comum a dois planos.
• Broca – peça usada para furações.
• Calço – peça (geralmente uma cunha) usada para firmar ou
  nivelar.
• Chanfrar – realizar um chanfro em uma peça.
• Chanfro ou chanfradura – recorte em ângulo em uma
  aresta da peça.
• Chaveta – peça colocada entre o eixo e a roda, com
  finalidade de engatá-las.
• Concordância – união de duas linhas.
• Entalhe – corte feito por serra.
• Escarear – abrir um furo em uma forma cônica, geralmente
  para alojar a cabeça de um parafuso.

                                                                IFAL - Alécio
Nomenclatura utilizada no
     desenho técnico mecânico                    www.wix.com/ralecio/raa




Esmerilhar – acabamento de uma superfície.
Estampagem – obra em folha metálica, em geral recortada.
Decapagem – forma de alisar, polir ou limpar uma peça.
Forjar – dar forma a um metal quente a partir de golpes.
Fresar – operação a partir de ferramentas de corte (fresadora).
Limar – acabamento de superfície com lima.
Matriz – peça empregada em conformar ou prensar uma forma
  desejada.
Polir – alisar uma superfície com feltro ou semelhante.
Ranhura – sulco aberto em um eixo.
Rasgo de chaveta – sulco aberto para receber uma chaveta.


                                                                    IFAL - Alécio
Nomenclatura utilizada no
    desenho técnico mecânico                     www.wix.com/ralecio/raa




•   Rebaixo – parte cilíndrica alargada de um furo.
•   Rebarba – excesso de metal resultante de uma operação.
•   Rebite – pino usado como ligação permanente.
•   Recartilhar – tornar uma superfície áspera por meio de um
    serrilhado.
•   Ressalto – saliência de forma circular.
•   Retificar – executar acabamento em uma superfície a partir
    de material abrasivo.
•   Roscar – abrir uma rosca em um furo ou eixo.
•   Tarraxa – ferramenta para abrir roscas externas.
•   Tornear – operação de usinagem com tornos.
•   Vértice – canto de uma peça; ponto comum a duas retas.


                                                                    IFAL - Alécio
REFERÊNCIAS
                                                       www.wix.com/ralecio/raa


•   ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:
    http://www.abnt.org.br;
•   SILVA, ARLINDO... [et all], Desenho Tecnico Moderno, 4ª ed, Rio de
    Janeiro: LTC, 2006.
•   MICELI, M.T.; PATRICIA, F. Desenho Técnico Básico. Rio de Janeiro: Ao
    Livro Técnico, 2001.
•   ESTEPHANIO, C. Desenho Técnico Básico. São Paulo: Livros Técnicos,
    1988.
•   FRENCH, T. E.; VIERCK, C. J. Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica. 6.
    ed. São Paulo: Globo, 1999.
•   SILVA, E. O.; ALBIERO, E. Desenho técnico fundamental. São Paulo: EPU,
    1977.
•   LORDES, FRANCISCO (Coord.), HORTA, MARCOS DREWS MORGADO,
    Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico, ©SENAI/CST
    (Companhia Siderúrgica de Tubarão), Espirito Santo, 1996.
•   PROVENZA, FRANCESCO, Desenhista de Máquinas, Ed. 46, Ed F.
    Proenza, São Paulo, 1991.
•   SILVA, GILBERTO SOARES DA. Curso de Desenho Técnico: para
    desenhistas, acadêmicos de engenharia, acadêmicos de arquitetura.
    Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 1993.
•   JUVINALL, ROBERT C. MARSHEK, KURT M., Fundamentos do Projeto de
    Componentes de Máquinas, 4ª Ed., Ed. LTC, Rio de Janeiro, 2008.
                                                                          IFAL - Alécio

Desenho técnico 001

  • 1.
    INSTITUTO FEDERAL DEEDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALAGOAS COORDENADORIA DO CURSO DE MECÂNICA DESENHO TÉCNICO www.wix.com/ralecio/raa Prof. Roberto Araújo Alécio FEV/2011 IFAL - Alécio
  • 2.
    O DESENHO www.wix.com/ralecio/raa • É uma ferramenta imprescindível para o dia-a-dia do mecânico. • É usado para criar, transmitir, guardar, e analisar informações. • Se dá em primeira fase através de esboços, depois ganham complexidade, podendo passar para suportes digitais auxiliados por CAD (Computer Aided Design). • Usando interfaces adequadas Objeto simples desenhado em entre CAD, CAE (Computer Perspectiva, Aided Engineering) e CAM mas complicado de descrever por palavras (Computer Aided Manufacturing). IFAL - Alécio
  • 3.
    DESENHO TÉCNICO www.wix.com/ralecio/raa • Todo o processo de representação no âmbito do desenho técnico fundamenta-se no conceito de projeção. – Vistas: • É um dos tipos de representação mais usada em mecânica. • É baseada no conceito de projeção ortogonal. • Obedece a determinadas normas e convenções de representação. – Perspectivas: • É usada quando se quer ter uma visão espacial rápida de determinado objeto. • As informações apresentadas são menores do que na representação em vistas múltiplas. • Utilizada principalmente em montagens de peças e em catálogos de publicidade, dando uma visão clara do objeto. IFAL - Alécio
  • 4.
    MODOS DE REPRESENTAÇÃO www.wix.com/ralecio/raa Visualização em perspectiva e definido pelas suas vistas múltiplas IFAL - Alécio
  • 5.
    NORMAS ASSOCIADAS AO DESENHO TÉCNICO www.wix.com/ralecio/raa • Regras e convenções para que o desenho seja universalmente entendido. • Organismos internacionais que produzem normas sobre vários assuntos inclusive o Desenho Técnico: – A nível europeu existe a EM – Euro-normas, que é semelhante a norma ISO (International Organization for Standardzation), são as normas de maior aceitação e aplicação; – No continente americano a ANSI (American National Standards Institute), de aplicações quase exclusiva. • Organismos nacionais que acompanham organizaçoes internacionais: – Em Portugal o IPQ (Instituto Portugues de Qualidade); – Na Inglaterra o BSI (Britsh Standards Institute); – Na Alemanha a DIN (Deutsches Institut für Normung); – No Brasil a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). IFAL - Alécio
  • 6.
    NORMAS ABNT www.wix.com/ralecio/raa NORMAS ABNT PARA O DESENHO TÉCNICO NBR 8196 Desenho Técnico – Emprego de escalas NBR 8402 Execução de caráter para escrita do desenho técnico NBR 8403 Aplicação de linhas em desenho – Tipos de linhas – Largura das linhas NBR 10068 Folha de desenho – Layout e dimensões NBR 10126 Cotagem em desenho técnico NBR 10582 Apresentação da folha para desenho técnico NBR 10647 Desenho técnico NBR 13142 Desenho Técnico – Dobramento de cópia IFAL - Alécio
  • 7.
    ASPECTOS GERAIS www.wix.com/ralecio/raa • Conjuntos de assuntos para representação do desenho técnico: – Tipos de escrita; – Formato de papel; – Legendas. – Tipos de linhas; – Espessuras de linhas; – Dobramento dos desenhos; – Escalas; • Para todos os tópicos listados existe um conjunto de normas aplicáveis. IFAL - Alécio
  • 8.
    CALIGRAFIA TÉCNICA www.wix.com/ralecio/raa • As letras e algarismos a serem utilizadas em desenho técnico são padronizadas pela ABNT, conforme a NBR 8402 - Execução de caractere para escrita em desenho técnico. • Essa norma fixa as condições exigíveis para a escrita em desenhos técnicos. Características da forma de escrita. Fonte: NBR 8402 – Execução de caractere para escrita em desenho técnico. IFAL - Alécio
  • 9.
    ESCRITA NORMALIZADA www.wix.com/ralecio/raa Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: NBR 8402 – Execução de caractere para escrita em desenho técnico. Características Relação Dimensões (mm) Altura das letras (10/10) h 2,5 3,5 5 7 10 14 20 Maiúsculas (h) Altura das letras (7/10) h - 2,5 3,5 5 7 10 14 minúscula (c) Distância mínima (2/10) h 0,5 0,7 1 1,4 2 2,8 4 ente caracteres (a) Distancia mínima entre linhas de base (14/10) h 3,5 5 7 10 14 20 28 (b) Distancia mínima (6/10) h 1,5 2,1 3 4,2 6 8,4 12 entre palavras (e) Largura da linha (d) (1/10) h 0,25 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2 IFAL - Alécio
  • 10.
    FORMATO DE PAPEL www.wix.com/ralecio/raa • O papel deve corresponder a um dos formatos da série A, que são padronizados pela ABNT, conforme NBR 10068 § Folha de desenho. § Layout e dimensões. • Para essa norma, todos os formatos desta série derivam do formato A0: – Retângulo de 841 mm x 1189 mm c/ 1 m2. • Cada formato é representado pelas dimensões de seus lados em milímetros ou pelo respectivo símbolo. § Ex: 210 mm x 297 mm ou A4. IFAL - Alécio
  • 11.
    FORMATO DE PAPEL www.wix.com/ralecio/raa Formatos da série “A”. Formato Dimensão Margem 2 A0 1.189 x 1.632 A0 841 x 1.189 10 A1 594 x 841 10 A2 420 x 594 10 A3 297 x 420 10 A4 210 x 297 5 A5 148 x 210 5 A6 105 x 148 5 Obs.: A margem esquerda sempre tem a dimensão de 25 mm. Fonte: NBR 10068 – Folha de desenho – Leiaute e dimensões. IFAL - Alécio
  • 12.
    LEGENDA www.wix.com/ralecio/raa A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4. A legenda consiste de : 1. Título do desenho; 2. Número do desenho; 3. Escala; 4. Empresa; 5. Data e nome; 6. Descrição dos componentes: • Quantidade; • Denominação; • Peça; • Material, normas, dimensões. IFAL - Alécio
  • 13.
    LINHAS www.wix.com/ralecio/raa • O conhecimento dos tipos de linhas é indispensável para a interpretação dos desenhos. • Tipos e Empregos – Quanto à espessura, as linhas devem ser: • Grossas • Médias • Finas • A espessura da linha média deve ser a metade da linha grossa e a espessura da linha fina, metade da linha média. IFAL - Alécio
  • 14.
    LINHAS www.wix.com/ralecio/raa • As linhas empregadas no desenho técnico dividem-se em: – Grossa (A e B); – Média (C e D) e; – Fina (E, F, e G). IFAL - Alécio
  • 15.
    LINHAS DE CONTORNO www.wix.com/ralecio/raa • Contornos visíveis são de espessura grossa e de traço contínuo. • Contornos não visíveis são de espessura média e tracejadas. Linhas empregadas para desenho do contorno visível Linhas empregadas para desenho de contorno invisível IFAL - Alécio
  • 16.
    LINHAS DE CENTROE COTAS www.wix.com/ralecio/raa • Centro e eixo de simetria são de espessura fina e formadas por traços e pontos. • Cotas, são de espessura fina, traço contínuo, limitadas por setas nas extremidades. Linhas empregadas para centro e eixo de simetria Linhas empregadas para desenho de cotas IFAL - Alécio
  • 17.
    LINHAS DE CHAMADA,EXTENSÃO E CORTE www.wix.com/ralecio/raa • Chamada ou extensão são de espessura fina e traço contínuo. Não devem tocar o contorno do desenho e prolongam-se além da última linha de cota que limitam. • Linhas de corte são de espessura grossa, formadas por traços e pontos. Servem para indicar cortes e seções. Linhas empregadas para desenho de chamada Linhas empregadas para desenho de cortes IFAL - Alécio
  • 18.
    LINHAS DE HACHURAE RUPTURA www.wix.com/ralecio/raa • Hachuras são de espessura fina, traço contínuo ou tracejadas, geralmente inclinadas a 45º e mostram as partes cortadas da peça. Servem também para indicar o material de que é feita, de acordo com as convenções recomendadas pela ABNT. • Rupturas curtas, são de espessura média, traço contínuo e sinuoso e servem para indicar pequenas rupturas e cortes parciais. • Rupturas longas, são de espessura fina, traço contínuo e com zig- zag, conforme figura abaixo. Linhas empregadas para desenho de hachuras Linhas empregadas para desenho de ruptura curtas e ruptura longas IFAL - Alécio
  • 19.
    LINHAS REPRESENTAÇÕES SIMPLIFICADAS www.wix.com/ralecio/raa • Representações simplificadas, são de espessura média, traço contínuo e servem para indicar o fundo de filetes de roscas e de dentes de engrenagens. Linhas empregadas para representações simplificadas IFAL - Alécio
  • 20.
    APLICAÇÃO DE LINHAS www.wix.com/ralecio/raa Tipos de linhas e seu emprego. IFAL - Alécio
  • 21.
    APLICAÇÕES DE LINHAS www.wix.com/ralecio/raa As linhas de centro deverão cruzar-se em trechos contínuos e não nos espaços. As linhas tracejadas que representam um detalhe não- visível devem tocar uma linha externa sem interrupção. As tracejadas também se encontram e se cruzam, e a junção deve ser arranjada como um “T” ou um “X”. As linhas de centro não devem estender-se para os espaços entre as vistas e também não devem terminar em outra linha do desenho. Quando um ângulo é formado por linhas de simetria, traços longos devem-se interceptar e definir o ângulo. IFAL - Alécio
  • 22.
    DOBRAMENTO DO PAPEL www.wix.com/ralecio/raa • Quando o formato a utilizar no desenho for maior do que o A4, há necessidade de dobrá- lo afim de arquivar, e o resultado final da dobragem deverá corresponder às dimensões do formato A4, aparecendo a legenda obrigatoriamente na face frontal. Dobramento de cópia para formatos A3. Fonte NBR13142- Desenho técnico – Dobramento de cópias. IFAL - Alécio
  • 23.
    DOBRAMENTO www.wix.com/ralecio/raa Dobramento de cópia para formatos A0. IFAL - Alécio
  • 24.
    ESCALA www.wix.com/ralecio/raa • Escala é a proporção definida existente entre as dimensões de uma peça e as do seu respectivo desenho. • O desenho de um elemento de máquina pode estar em: – Escala natural 1 : 1 – Escala de redução 1 : 5 – Escala de ampliação 2 : 1 IFAL - Alécio
  • 25.
    ESCALA DE REDUÇÃO www.wix.com/ralecio/raa • Na representação através de desenhos executados em escala de redução, as dimensões do desenho se reduzem numa proporção definida em relação às dimensões reais Na escala 1:2, significa que das peças. 1mm no desenho corresponde a 2mm na peça 1:2 1:5 1:10 1:20 1:50 1:100 real. IFAL - Alécio
  • 26.
    ESCALA DE AMPLIAÇÃO www.wix.com/ralecio/raa • Na representação através de desenhos executados em escala de ampliação, as dimensões do desenho aumentam numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças. Na escala 5:1, significa que 5mm 2:1 5:1 10:1 no desenho corresponde a 1mm na peça real. IFAL - Alécio
  • 27.
    Nomenclatura utilizada no desenho técnico mecânico www.wix.com/ralecio/raa • Aresta – reta comum a dois planos. • Broca – peça usada para furações. • Calço – peça (geralmente uma cunha) usada para firmar ou nivelar. • Chanfrar – realizar um chanfro em uma peça. • Chanfro ou chanfradura – recorte em ângulo em uma aresta da peça. • Chaveta – peça colocada entre o eixo e a roda, com finalidade de engatá-las. • Concordância – união de duas linhas. • Entalhe – corte feito por serra. • Escarear – abrir um furo em uma forma cônica, geralmente para alojar a cabeça de um parafuso. IFAL - Alécio
  • 28.
    Nomenclatura utilizada no desenho técnico mecânico www.wix.com/ralecio/raa Esmerilhar – acabamento de uma superfície. Estampagem – obra em folha metálica, em geral recortada. Decapagem – forma de alisar, polir ou limpar uma peça. Forjar – dar forma a um metal quente a partir de golpes. Fresar – operação a partir de ferramentas de corte (fresadora). Limar – acabamento de superfície com lima. Matriz – peça empregada em conformar ou prensar uma forma desejada. Polir – alisar uma superfície com feltro ou semelhante. Ranhura – sulco aberto em um eixo. Rasgo de chaveta – sulco aberto para receber uma chaveta. IFAL - Alécio
  • 29.
    Nomenclatura utilizada no desenho técnico mecânico www.wix.com/ralecio/raa • Rebaixo – parte cilíndrica alargada de um furo. • Rebarba – excesso de metal resultante de uma operação. • Rebite – pino usado como ligação permanente. • Recartilhar – tornar uma superfície áspera por meio de um serrilhado. • Ressalto – saliência de forma circular. • Retificar – executar acabamento em uma superfície a partir de material abrasivo. • Roscar – abrir uma rosca em um furo ou eixo. • Tarraxa – ferramenta para abrir roscas externas. • Tornear – operação de usinagem com tornos. • Vértice – canto de uma peça; ponto comum a duas retas. IFAL - Alécio
  • 30.
    REFERÊNCIAS www.wix.com/ralecio/raa • ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em: http://www.abnt.org.br; • SILVA, ARLINDO... [et all], Desenho Tecnico Moderno, 4ª ed, Rio de Janeiro: LTC, 2006. • MICELI, M.T.; PATRICIA, F. Desenho Técnico Básico. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2001. • ESTEPHANIO, C. Desenho Técnico Básico. São Paulo: Livros Técnicos, 1988. • FRENCH, T. E.; VIERCK, C. J. Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica. 6. ed. São Paulo: Globo, 1999. • SILVA, E. O.; ALBIERO, E. Desenho técnico fundamental. São Paulo: EPU, 1977. • LORDES, FRANCISCO (Coord.), HORTA, MARCOS DREWS MORGADO, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico, ©SENAI/CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão), Espirito Santo, 1996. • PROVENZA, FRANCESCO, Desenhista de Máquinas, Ed. 46, Ed F. Proenza, São Paulo, 1991. • SILVA, GILBERTO SOARES DA. Curso de Desenho Técnico: para desenhistas, acadêmicos de engenharia, acadêmicos de arquitetura. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 1993. • JUVINALL, ROBERT C. MARSHEK, KURT M., Fundamentos do Projeto de Componentes de Máquinas, 4ª Ed., Ed. LTC, Rio de Janeiro, 2008. IFAL - Alécio