Deficiência Intelectual e a Competência Leitora e
Escritora
DIRETORIA DE ESINO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
EQUIPE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
2016
Pauta
Objetivos do encontro:
• Refletir sobre as atribuições da equipe escolar frente ao aluno
com deficiência intelectual, segundo a Resolução SE nº 61/2014
e Instrução CGEB, de 14 de janeiro de 2015;
• Realinhar os parâmetros e metodologias estabelecidos até
então para Adaptação Curricular em Deficiência Intelectual;
• Nortear a elaboração do Plano de Adaptação Curricular, afim de
que o mesmo se torne um instrumento para definição de metas e
estratégias para atendimento dos alunos com DI, a partir de suas
potencialidades e necessidades.
Pauta
Atividades:
ORIETAÇÃO TÉCNICA : ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO E
EDUCAÇÃO ESPECIAL - CURRICULO ADAPTADO
PERÍODO DA MANHÃ :
Alfabetização e Letramento: apresentação ppt
Análise das produções dos alunos que apresentam dificuldades
acentuadas em leitura e em escrita de acordo com os alunos apontados na
rede nº 48/2016.
PERÍODO DA TARDE;
Educação Especial e Currículo Adaptado: apresentação ppt
Apresentações práticas de currículo adaptado nas diferentes disciplinas do
currículo.
Trajetória Escolar na área de Deficiência
Intelectual
O alcance de uma escola realmente acolhedora deve superar o
aspecto social e englobar a participação de todos os envolvidos no
processo educacional. Liderados pelo diretor, cabe a todos os
profissionais, sobretudo ao professor, a participação efetiva no
trabalho coletivo para alcançar resultados positivos na sala de aula
comum. Numa perspectiva de gestão participativa, este tem
importante papel a desempenhar na construção das escolas
inclusiva.
Conforme apontado na legislação brasileira (BRASIL, 2000, p. 12-
13), é responsabilidade da Direção das Unidades Escolares (U.E.)
E VOCÊ? ESTÁ DISPOSTO A TRAÇAR UM NOVO
CAMINHO?
Trajetória Escolar na área de Deficiência
Intelectual
Nos últimos anos, os gestores vêm constatando o aumento das
matrículas de estudantes com deficiência em suas unidades
escolares. As questões legais a respeito do direito desses
estudantes de frequentarem a escola regular certamente já estão
superadas...
MAS, E AGORA? ESTAMOS VOLTADOS A ELIMINAÇÃO DE
BARREIRAS ATITUDINAIS, FÍSICAS, DE COMUNICAÇÃO,
PEDAGÓGICAS E QUAISQUER OUTRAS QUE NÃO
FAVOREÇAM A INCLUSÃO DE NOSSOS ALUNOS?
Rótulos e Estigmas da Sociedade
• “Não me sinto preparado! Não sou especialista!”
• A falta de informações precisas nos deixa sem saber como agir.
• Estereótipos formados:
AMEAÇA
VÍTIMA
HERÓI
PESO
FRÁGIL
SOBREVIVENTE.
QUEM É AFINAL ESTA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL?
Transformação na definição...
• Onde antes haviam os testes de QI; hoje a Associação Americana
de Retardo Mental – AAMR propõe novo modelo para a
compreensão da deficiência intelectual, incluindo definição,
terminologias, classificação e sistemas de apoio.
• Incorpora novos conhecimentos e discussões científicas acerca
dessa condição, apresentando um enfoque funcional, bioecológico
e multidimensional, com ênfase nos sistemas de apoio à pessoa
com deficiência intelectual.
Definição...
(...) são consideradas pessoas
com deficiência intelectual as que
apresentam:
1.1 - funcionamento intelectual
significativamente inferior à média,
com manifestação antes dos
dezoito anos;
1.2 - limitações associadas a duas
ou mais áreas de habilidades
adaptativas.
Definição...
• Comunicação;
• Cuidado pessoal;
• Habilidades sociais;
• Utilização dos recursos da
comunidade;
• Saúde e segurança;
• Habilidades acadêmicas;
• Lazer;
• Trabalho.
Classificação de Apoios
Reflexão sobre a ação educativa...
• Conhecer as potencialidades e necessidades do aluno com
deficiência intelectual;
• Pensar e organizar os apoios necessários para sua
aprendizagem.
A conduta do professor em relação ao estudante será determinante
para o autoconceito da criança, pois em grande parte, dos
componentes que percebe que o professor mantém em relação a
ela. Uma atitude continuada e consistente de alta expectativa sobre
o êxito de um plano diante do fracasso e facilita resultados
acadêmicos positivos.
(Cubero; Moreno, 1995, p.255)
Qual é o seu papel neste processo?
• Cada um de nós tem um papel a desempenhar neste processo e
fica aqui a nossa esperança de que todos, sejam estes
professores ou gestores, possam assumir sem restrições o ato
educativo com respeito à diferença ou diversidade.
“A condução de uma escola inclusiva requer uma crença pessoal
de que todas as crianças podem aprender e um compromisso de
proporcionar a todas as crianças igual acesso a um currículo
básico rico e uma instrução de qualidade”
(Schaffner e Buswell, 1999)
O professor coordenador no processo
inclusivo
• Identificar junto a sua equipe escolar casos de alunos que
apresentem necessidades provenientes da deficiência intelectual;
• Levantar conhecimentos referentes ao aluno: histórico familiar,
atividades do cotidiano, preferências do estudante, trajetória
escolar, atendimentos pedagógicos e clínicos, diagnóstico médico
etc.
• Registrar as informações colhidas e socializá-las com todos os
professores;
• Orientar quanto à tomada de decisão a respeito dos
encaminhamentos adequados e elaboração de adaptações
curriculares;
O professor coordenador no processo
inclusivo
• Proporcionar espaços de formação em HTPC para análise e
discussão de aspectos pedagógicos envolvendo trocas de
experiências entre os docentes, a socialização de boas práticas,
apoio na elaboração de projetos e sequências didáticas que
atendam as necessidades educacionais de TODOS os alunos,
inclusive aqueles que são deficientes intelectuais.
• Sistematizar o fluxo de informações sobre o processo de
aprendizagem do aluno DI com seus respectivos responsáveis;
• Acompanhar o processo de adaptação curricular, realinhando,
quando necessário, práticas pedagógicas com vistas ao avanço.
O professor no processo inclusivo
• Garantir e incentivar que os estudantes com deficiência intelectual
participem das atividades propostas aos demais estudantes;
• Estruturar atividades de forma cooperativa, com apoio entre os
pares;
• Desenvolver expectativas positivas com relação ao DI;
• Manter rotina estruturada, com regras claras e repetição de
orientações principais;
• Dividir as tarefas em pequenos passos, demonstrando como se
realiza;
• Tornar a aprendizagem vivenciada, fazendo uso do que é
funcional
e concreto (instruções verbais acompanhadas de imagens);
O professor no processo inclusivo
• Desenvolver competências para a vida diária;
• Explorar todos os sentidos e potencialidades;
• Avaliar o estudante considerando o objetivo proposto, o cotidiano
do aluno e suas especificidades;
• Registrar a Adaptação Curricular e todo o processo;
• Envolver os pais, de forma que cada família possa ver no
professor alguém que lhe ajude a pensar sobre seu filho e trocar
opiniões com ele.
Hora do Café!
Competência Leitora e Escritora
• Que concepções de linguagem
têm pautado o trabalho de
nossos professores no que tange
ao ensino e à aprendizagem da
leitura e da escrita?
• Como os mesmos concebem o
processo de alfabetização e o
ensino da Língua Portuguesa na
escola?
Linguagem: interação entre sujeitos
• Mais do que simples códigos linguísticos, ou seja, o codificar e
decodificar as letras de um texto: o leitor interpreta e compreende
o texto a partir de todo o conhecimento que tem, utilizando
estratégias próprias para avançar.
• Letramento: um conjunto de práticas sociais que usam a escrita,
enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos
específicos (Kleiman, 1995).
• Trabalho com a linguagem e trabalho sobre a linguagem: cabe a
escola orientar, ampliar, sistematizar o conhecimento adquirido nas
práticas sociais.
Leitura, escrita e deficiência
intelectual
• Anos de marginalização do saber sistematizado;
• Refletir:
- Se esses alunos não estão acompanhando, demonstrando uma
defasagem significativa de conhecimentos para tal nível de
escolaridade, quais conhecimentos básicos estes alunos dominam e
quais podem estar dificultando o processo?
- Qual o seu real desempenho frente a leitura e a escrita? Como
ele elabora seus conceitos? Ele faz uso social da leitura e da
escrita? Já lhe foram oferecidas condições de opinar (concordando,
discordando, questionando)?
Leitura, escrita e deficiência
intelectual
“Na perspectiva aqui assumida, a escola é lugar de leitura. Ler, ler
muito. Ler o mundo, a própria vida. Ler o que dizem os jornais e o
que deixam de dizer. Ler poemas, teatro, literatura, nossos direitos
(...) Ler mapas, tabelas. Contos, crônicas, piadas, cartas, bilhetes.
Ler música e cinema. Ler o que escrevemos, falamos, pensamos,
desejamos (...) Ler para assumir o comando da própria vida. E se os
alunos não sabem ler? E se não entendem o que leem? Lemos para
eles, lemos por eles, lemos com eles. Escutar a leitura do outro
também é ler. Falar de suas vidas, de suas experiências, também é
ler...”
Leitura, escrita e deficiência
intelectual
“Se formos esperar que nossas crianças, jovens, adultos ou
deficientes intelectuais aprendam a ler com perfeição para que
possam conhecer o que acontece no mundo e na vida (...) a maioria
deles jamais terá acesso a bons livros, bons romances, histórias;
enfim, a maioria continuará marginalizada, mesmo que alei os inclua
na escola (...) O que a escola tem fornecido aos seus alunos como
opção de leitura? O que os professores têm lido para os seus
alunos, diariamente? O que os professores têm lido em suas casas?
E nas bibliotecas? Nos encontros, nas reuniões? Professor é leitor?
De que?”
(Padilha, 1999)
Atividade prática
Ativando Estratégias
Atividade em grupo
Estudo de caso
Dados Gerais
Mês e Ano: ___________/________
Nome do aluno: ________________________________________________
Data de nascimento: ____/____/________
Endereço residencial:_____________________________________________________
Telefone de contato da família: _____________
Escola: ______________________________________________________
Ano/Série: __________________
Diretoria de Ensino: _____________________________________________
I- Intervenção e interação afetiva, social e familiar
Histórico do Aluno *
descrição das características do aluno (sociabilidade e afetividade);
relacionamento com a família e grupos;
* expectativas da família;
* antecedentes de atendimento escolar;
* antecedentes de atendimento de outra natureza (clínico e terapêutico).
______________________________________________________________________
Relacionamento do aluno na escola, onde está matriculado (com os professores e colegas)
_____________________________________________________________________
Relacionamento com seu grupo social _____________________________________________________________________________
_________________________________________________
Interação do aluno com o professor especializado, em situação de avaliação
_______________________________________________________________________
I- Avaliação pelo professor especializado
ANEXOS
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
ANEXO I
 1- Comunicação
 * habilidades para compreender e expressar informações por meio de comportamentos simbólicos ou não simbólicos;
 * comunicação por mensagens: verbais, gestuais, expressões corporais e faciais;
 * clareza da comunicação;
 * coerência e coesão na comunicação;
 * elaboração de frases com estrutura lógica de fatos (começo, meio e fim);
 * compreensão de respostas;
 * adequação do discurso a diferentes contextos.
________________________________________________________________________________________________________
_______2- Autocuidado
 * independência/autonomia em relação à higiene pessoal (banhar-se, secar-se, lavar as mãos, etc.);
 * independência/autonomia em relação ao controle do esfíncter;
 * independência/autonomia para vestir-se e alimentar-se.
________________________________________________________________________________________________________
________3- Vida no lar
 * alimentação (abrir a geladeira, pegar o alimento, preparar a refeição ou esquentar);
 * realização de tarefas domésticas (limpar a casa, lavar louça, roupas, passar a ferro, fazer compras, preparar refeições, etc.).
__________________________________________________________________________
 4- Habilidades sociais
 * relações familiares;
 * relações com o grupo;
 * relações com estranhos;
 * relações formais;
 * estabelecimento de vínculos;
 * liderança;
 * autodefesa;
 * autocrítica. __________________________________________________________________________
5. Desempenho na comunidade
* conhecimento de seus direitos;
* conhecimento de seus deveres;
* conhecimento dos recursos da comunidade (Igreja, Hospital, Corpo de Bombeiros, Clube, etc.);
* utilização dos recursos da comunidade com autonomia/independência;
* desempenho de atividade na comunidade, com suporte ou não;
* reconhecimento pelas atividades que desempenha.
__________________________________________________________________________
6- Independência na locomoção
* deslocamento com independência em casa, na escola, na rua;
* utilização de transporte (carro, ônibus, metrô, trem, outros);
* independência e autonomia na utilização dos transportes.
__________________________________________________________________________
7- Saúde e Segurança
* cuidado com a própria saúde: consciência, autonomia e independência para cuidar da própria saúde;
* administração de medicamentos;
* preservação da sua vida e do outro.
8- Habilidades acadêmicas
* interesse (foco de interesse, realização com competência/autonomia);
* atenção (tempo de atenção ao receber as comandas, impulsividade);
* concentração (sustentação do foco, tempo de atenção para realização da atividade com
independência, autonomia, ndo recursos internos);
* e atendimentbuscacompreensão o a ordens (simples e complexas);
* qualidade da atividade desempenhada (atingiu o objetivo proposto com proficiência para habilidade
avaliada);
* habilidade sensório-motora:
a. imagem corporal;
b. esquema e equilíbrio corporal;
c. percepção e memória visual;
d. percepção e memória auditiva;
e. percepção gustativa, tátil, olfativa;
f. orientação temporal;
g. orientação espacial;
h. habilidade motora.
* pensamento lógico;
* expressão criativa;
* linguagem e comunicação: escrita;
* raciocínio lógico-matemático:
a. conhecimento de numerais: identifica, nomeia, associa o numeral à quantidade;
b. identificação, comparação, pareamento, agrupamento, classificação, seriação;
c. realização de operações matemáticas;
d. resolução de problemas simples; e. resolução de problemas complexos.
9- Lazer
 manifestação de preferência por alguma atividade de lazer;
 * utilização de jogos, brincadeiras, danças, etc.;
 * entendimento de regras dos jogos, brincadeiras, danças etc.
__________________________________________________________________________
 Para responder os itens IV e V, levar em consideração:
 Segundo a AAIDD (Associação Americana sobre Deficiência intelectual e de Desenvolvimento), na última definição do 11° Manual
deficiência intelectual: - Definição, Classificação e Níveis de Suporte, “deficiência intelectual é uma incapacidade caracterizada por
limitações significativas tanto no funcionamento intelectual (raciocínio, aprendizado, resolução de problemas), quanto no comportamento
adaptativo, que cobre uma gama de habilidades sociais e práticas do dia a dia. Esta deficiência se origina antes da idade de 18anos”.
Segundo o 9º Manual “Deficiência intelectual: - Definição, Classificação e Níveis de Suporte”, nomeiam-se: 10 (dez) habilidades do
comportamento adaptativo: 1. comunicação; 2. auto cuidado; 3. vida no lar; 4. habilidades sociais; 5. desempenho na comunidade; 6.
independência na locomoção; 7. saúde e segurança; 8. habilidades acadêmicas funcionais; 9. lazer; 10. trabalho.
IV- Considerando a Avaliação Pedagógica realizada e a definição acima, conclui-se que: O aluno apresenta comprometimento nas seguintes
habilidades do comportamento adaptativo:
__________________________________________________________________________
V- Observações do Professor Especializado e condutas a serem seguidas:
 o professor especializado deverá descrever quais as habilidades que o aluno possui, com base no roteiro de avaliação pedagógica;
 * deverão constar as habilidades que o aluno precisará desenvolver, caso seja necessário o encaminhamento para o atendimento
pedagógico especializado;
 * indicar quantas vezes por semana e quantas horas o aluno deverá frequentar;
 * pontuar se o atendimento será individual ou em pequenos grupos.
 VI- A Avaliação Pedagógica deverá ser validada pelos seguintes profissionais:
 * Professor Especializado avaliador;
 * Professor Coordenador responsável;
 * Diretor da unidade escolar;
 * PCNP de Educação Especial;
 * Supervisor de Ensino responsável pela Educação Especial.
_____________________ _____________________
Professor Especializado Professor Coordenador
ANEXO III
Registro de Adaptação Curricular
Registro de ____/_____/_____ a ____/____/____
IDENTIFICAÇÃO
NOME:_________________________________________________________ DATA DE NASC.___/___/_____
SÉRIE/ANO:________________ PERÍODO: matutino ( ) vespertino ( ) noturno ( ) integral ( )
PROFESSOR:________________________________ DISCIPLINA_________________________________
DESCRIÇÃO
Expectativa de aprendizagem trabalhada na aula:
______________________________________________________________________________________________________________________________
Expectativa para o aluno com Deficiência intelectual:
______________________________________________________________________________________________________________________________
Estratégia/atividade trabalhada na aula:
______________________________________________________________________________________________________________________________
Estratégia/atividade para o aluno com Deficiência intelectual
______________________________________________________________________________________________________________________________
Data: ............../.............../..........
________________________________ ______________________________________
Assinatura do Professor Assinatura do PC
Obrigada por sua
presença!

deficincia-intelectual-e-competncia-leitora-e-escritora.pptx

  • 1.
    Deficiência Intelectual ea Competência Leitora e Escritora DIRETORIA DE ESINO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO EQUIPE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 2016
  • 2.
    Pauta Objetivos do encontro: •Refletir sobre as atribuições da equipe escolar frente ao aluno com deficiência intelectual, segundo a Resolução SE nº 61/2014 e Instrução CGEB, de 14 de janeiro de 2015; • Realinhar os parâmetros e metodologias estabelecidos até então para Adaptação Curricular em Deficiência Intelectual; • Nortear a elaboração do Plano de Adaptação Curricular, afim de que o mesmo se torne um instrumento para definição de metas e estratégias para atendimento dos alunos com DI, a partir de suas potencialidades e necessidades.
  • 3.
    Pauta Atividades: ORIETAÇÃO TÉCNICA :ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO E EDUCAÇÃO ESPECIAL - CURRICULO ADAPTADO PERÍODO DA MANHÃ : Alfabetização e Letramento: apresentação ppt Análise das produções dos alunos que apresentam dificuldades acentuadas em leitura e em escrita de acordo com os alunos apontados na rede nº 48/2016. PERÍODO DA TARDE; Educação Especial e Currículo Adaptado: apresentação ppt Apresentações práticas de currículo adaptado nas diferentes disciplinas do currículo.
  • 4.
    Trajetória Escolar naárea de Deficiência Intelectual O alcance de uma escola realmente acolhedora deve superar o aspecto social e englobar a participação de todos os envolvidos no processo educacional. Liderados pelo diretor, cabe a todos os profissionais, sobretudo ao professor, a participação efetiva no trabalho coletivo para alcançar resultados positivos na sala de aula comum. Numa perspectiva de gestão participativa, este tem importante papel a desempenhar na construção das escolas inclusiva. Conforme apontado na legislação brasileira (BRASIL, 2000, p. 12- 13), é responsabilidade da Direção das Unidades Escolares (U.E.) E VOCÊ? ESTÁ DISPOSTO A TRAÇAR UM NOVO CAMINHO?
  • 5.
    Trajetória Escolar naárea de Deficiência Intelectual Nos últimos anos, os gestores vêm constatando o aumento das matrículas de estudantes com deficiência em suas unidades escolares. As questões legais a respeito do direito desses estudantes de frequentarem a escola regular certamente já estão superadas... MAS, E AGORA? ESTAMOS VOLTADOS A ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS ATITUDINAIS, FÍSICAS, DE COMUNICAÇÃO, PEDAGÓGICAS E QUAISQUER OUTRAS QUE NÃO FAVOREÇAM A INCLUSÃO DE NOSSOS ALUNOS?
  • 6.
    Rótulos e Estigmasda Sociedade • “Não me sinto preparado! Não sou especialista!” • A falta de informações precisas nos deixa sem saber como agir. • Estereótipos formados: AMEAÇA VÍTIMA HERÓI PESO FRÁGIL SOBREVIVENTE. QUEM É AFINAL ESTA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL?
  • 7.
    Transformação na definição... •Onde antes haviam os testes de QI; hoje a Associação Americana de Retardo Mental – AAMR propõe novo modelo para a compreensão da deficiência intelectual, incluindo definição, terminologias, classificação e sistemas de apoio. • Incorpora novos conhecimentos e discussões científicas acerca dessa condição, apresentando um enfoque funcional, bioecológico e multidimensional, com ênfase nos sistemas de apoio à pessoa com deficiência intelectual.
  • 8.
    Definição... (...) são consideradaspessoas com deficiência intelectual as que apresentam: 1.1 - funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos; 1.2 - limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas.
  • 9.
    Definição... • Comunicação; • Cuidadopessoal; • Habilidades sociais; • Utilização dos recursos da comunidade; • Saúde e segurança; • Habilidades acadêmicas; • Lazer; • Trabalho.
  • 10.
  • 11.
    Reflexão sobre aação educativa... • Conhecer as potencialidades e necessidades do aluno com deficiência intelectual; • Pensar e organizar os apoios necessários para sua aprendizagem. A conduta do professor em relação ao estudante será determinante para o autoconceito da criança, pois em grande parte, dos componentes que percebe que o professor mantém em relação a ela. Uma atitude continuada e consistente de alta expectativa sobre o êxito de um plano diante do fracasso e facilita resultados acadêmicos positivos. (Cubero; Moreno, 1995, p.255)
  • 12.
    Qual é oseu papel neste processo? • Cada um de nós tem um papel a desempenhar neste processo e fica aqui a nossa esperança de que todos, sejam estes professores ou gestores, possam assumir sem restrições o ato educativo com respeito à diferença ou diversidade. “A condução de uma escola inclusiva requer uma crença pessoal de que todas as crianças podem aprender e um compromisso de proporcionar a todas as crianças igual acesso a um currículo básico rico e uma instrução de qualidade” (Schaffner e Buswell, 1999)
  • 13.
    O professor coordenadorno processo inclusivo • Identificar junto a sua equipe escolar casos de alunos que apresentem necessidades provenientes da deficiência intelectual; • Levantar conhecimentos referentes ao aluno: histórico familiar, atividades do cotidiano, preferências do estudante, trajetória escolar, atendimentos pedagógicos e clínicos, diagnóstico médico etc. • Registrar as informações colhidas e socializá-las com todos os professores; • Orientar quanto à tomada de decisão a respeito dos encaminhamentos adequados e elaboração de adaptações curriculares;
  • 14.
    O professor coordenadorno processo inclusivo • Proporcionar espaços de formação em HTPC para análise e discussão de aspectos pedagógicos envolvendo trocas de experiências entre os docentes, a socialização de boas práticas, apoio na elaboração de projetos e sequências didáticas que atendam as necessidades educacionais de TODOS os alunos, inclusive aqueles que são deficientes intelectuais. • Sistematizar o fluxo de informações sobre o processo de aprendizagem do aluno DI com seus respectivos responsáveis; • Acompanhar o processo de adaptação curricular, realinhando, quando necessário, práticas pedagógicas com vistas ao avanço.
  • 15.
    O professor noprocesso inclusivo • Garantir e incentivar que os estudantes com deficiência intelectual participem das atividades propostas aos demais estudantes; • Estruturar atividades de forma cooperativa, com apoio entre os pares; • Desenvolver expectativas positivas com relação ao DI; • Manter rotina estruturada, com regras claras e repetição de orientações principais; • Dividir as tarefas em pequenos passos, demonstrando como se realiza; • Tornar a aprendizagem vivenciada, fazendo uso do que é funcional e concreto (instruções verbais acompanhadas de imagens);
  • 16.
    O professor noprocesso inclusivo • Desenvolver competências para a vida diária; • Explorar todos os sentidos e potencialidades; • Avaliar o estudante considerando o objetivo proposto, o cotidiano do aluno e suas especificidades; • Registrar a Adaptação Curricular e todo o processo; • Envolver os pais, de forma que cada família possa ver no professor alguém que lhe ajude a pensar sobre seu filho e trocar opiniões com ele.
  • 17.
  • 18.
    Competência Leitora eEscritora • Que concepções de linguagem têm pautado o trabalho de nossos professores no que tange ao ensino e à aprendizagem da leitura e da escrita? • Como os mesmos concebem o processo de alfabetização e o ensino da Língua Portuguesa na escola?
  • 19.
    Linguagem: interação entresujeitos • Mais do que simples códigos linguísticos, ou seja, o codificar e decodificar as letras de um texto: o leitor interpreta e compreende o texto a partir de todo o conhecimento que tem, utilizando estratégias próprias para avançar. • Letramento: um conjunto de práticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos (Kleiman, 1995). • Trabalho com a linguagem e trabalho sobre a linguagem: cabe a escola orientar, ampliar, sistematizar o conhecimento adquirido nas práticas sociais.
  • 20.
    Leitura, escrita edeficiência intelectual • Anos de marginalização do saber sistematizado; • Refletir: - Se esses alunos não estão acompanhando, demonstrando uma defasagem significativa de conhecimentos para tal nível de escolaridade, quais conhecimentos básicos estes alunos dominam e quais podem estar dificultando o processo? - Qual o seu real desempenho frente a leitura e a escrita? Como ele elabora seus conceitos? Ele faz uso social da leitura e da escrita? Já lhe foram oferecidas condições de opinar (concordando, discordando, questionando)?
  • 21.
    Leitura, escrita edeficiência intelectual “Na perspectiva aqui assumida, a escola é lugar de leitura. Ler, ler muito. Ler o mundo, a própria vida. Ler o que dizem os jornais e o que deixam de dizer. Ler poemas, teatro, literatura, nossos direitos (...) Ler mapas, tabelas. Contos, crônicas, piadas, cartas, bilhetes. Ler música e cinema. Ler o que escrevemos, falamos, pensamos, desejamos (...) Ler para assumir o comando da própria vida. E se os alunos não sabem ler? E se não entendem o que leem? Lemos para eles, lemos por eles, lemos com eles. Escutar a leitura do outro também é ler. Falar de suas vidas, de suas experiências, também é ler...”
  • 22.
    Leitura, escrita edeficiência intelectual “Se formos esperar que nossas crianças, jovens, adultos ou deficientes intelectuais aprendam a ler com perfeição para que possam conhecer o que acontece no mundo e na vida (...) a maioria deles jamais terá acesso a bons livros, bons romances, histórias; enfim, a maioria continuará marginalizada, mesmo que alei os inclua na escola (...) O que a escola tem fornecido aos seus alunos como opção de leitura? O que os professores têm lido para os seus alunos, diariamente? O que os professores têm lido em suas casas? E nas bibliotecas? Nos encontros, nas reuniões? Professor é leitor? De que?” (Padilha, 1999)
  • 23.
  • 24.
  • 25.
    Dados Gerais Mês eAno: ___________/________ Nome do aluno: ________________________________________________ Data de nascimento: ____/____/________ Endereço residencial:_____________________________________________________ Telefone de contato da família: _____________ Escola: ______________________________________________________ Ano/Série: __________________ Diretoria de Ensino: _____________________________________________ I- Intervenção e interação afetiva, social e familiar Histórico do Aluno * descrição das características do aluno (sociabilidade e afetividade); relacionamento com a família e grupos; * expectativas da família; * antecedentes de atendimento escolar; * antecedentes de atendimento de outra natureza (clínico e terapêutico). ______________________________________________________________________ Relacionamento do aluno na escola, onde está matriculado (com os professores e colegas) _____________________________________________________________________ Relacionamento com seu grupo social _____________________________________________________________________________ _________________________________________________ Interação do aluno com o professor especializado, em situação de avaliação _______________________________________________________________________ I- Avaliação pelo professor especializado ANEXOS DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ANEXO I
  • 26.
     1- Comunicação * habilidades para compreender e expressar informações por meio de comportamentos simbólicos ou não simbólicos;  * comunicação por mensagens: verbais, gestuais, expressões corporais e faciais;  * clareza da comunicação;  * coerência e coesão na comunicação;  * elaboração de frases com estrutura lógica de fatos (começo, meio e fim);  * compreensão de respostas;  * adequação do discurso a diferentes contextos. ________________________________________________________________________________________________________ _______2- Autocuidado  * independência/autonomia em relação à higiene pessoal (banhar-se, secar-se, lavar as mãos, etc.);  * independência/autonomia em relação ao controle do esfíncter;  * independência/autonomia para vestir-se e alimentar-se. ________________________________________________________________________________________________________ ________3- Vida no lar  * alimentação (abrir a geladeira, pegar o alimento, preparar a refeição ou esquentar);  * realização de tarefas domésticas (limpar a casa, lavar louça, roupas, passar a ferro, fazer compras, preparar refeições, etc.). __________________________________________________________________________  4- Habilidades sociais  * relações familiares;  * relações com o grupo;  * relações com estranhos;  * relações formais;  * estabelecimento de vínculos;  * liderança;  * autodefesa;  * autocrítica. __________________________________________________________________________
  • 27.
    5. Desempenho nacomunidade * conhecimento de seus direitos; * conhecimento de seus deveres; * conhecimento dos recursos da comunidade (Igreja, Hospital, Corpo de Bombeiros, Clube, etc.); * utilização dos recursos da comunidade com autonomia/independência; * desempenho de atividade na comunidade, com suporte ou não; * reconhecimento pelas atividades que desempenha. __________________________________________________________________________ 6- Independência na locomoção * deslocamento com independência em casa, na escola, na rua; * utilização de transporte (carro, ônibus, metrô, trem, outros); * independência e autonomia na utilização dos transportes. __________________________________________________________________________ 7- Saúde e Segurança * cuidado com a própria saúde: consciência, autonomia e independência para cuidar da própria saúde; * administração de medicamentos; * preservação da sua vida e do outro.
  • 28.
    8- Habilidades acadêmicas *interesse (foco de interesse, realização com competência/autonomia); * atenção (tempo de atenção ao receber as comandas, impulsividade); * concentração (sustentação do foco, tempo de atenção para realização da atividade com independência, autonomia, ndo recursos internos); * e atendimentbuscacompreensão o a ordens (simples e complexas); * qualidade da atividade desempenhada (atingiu o objetivo proposto com proficiência para habilidade avaliada); * habilidade sensório-motora: a. imagem corporal; b. esquema e equilíbrio corporal; c. percepção e memória visual; d. percepção e memória auditiva; e. percepção gustativa, tátil, olfativa; f. orientação temporal; g. orientação espacial; h. habilidade motora. * pensamento lógico; * expressão criativa; * linguagem e comunicação: escrita; * raciocínio lógico-matemático: a. conhecimento de numerais: identifica, nomeia, associa o numeral à quantidade; b. identificação, comparação, pareamento, agrupamento, classificação, seriação; c. realização de operações matemáticas; d. resolução de problemas simples; e. resolução de problemas complexos.
  • 29.
    9- Lazer  manifestaçãode preferência por alguma atividade de lazer;  * utilização de jogos, brincadeiras, danças, etc.;  * entendimento de regras dos jogos, brincadeiras, danças etc. __________________________________________________________________________  Para responder os itens IV e V, levar em consideração:  Segundo a AAIDD (Associação Americana sobre Deficiência intelectual e de Desenvolvimento), na última definição do 11° Manual deficiência intelectual: - Definição, Classificação e Níveis de Suporte, “deficiência intelectual é uma incapacidade caracterizada por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual (raciocínio, aprendizado, resolução de problemas), quanto no comportamento adaptativo, que cobre uma gama de habilidades sociais e práticas do dia a dia. Esta deficiência se origina antes da idade de 18anos”. Segundo o 9º Manual “Deficiência intelectual: - Definição, Classificação e Níveis de Suporte”, nomeiam-se: 10 (dez) habilidades do comportamento adaptativo: 1. comunicação; 2. auto cuidado; 3. vida no lar; 4. habilidades sociais; 5. desempenho na comunidade; 6. independência na locomoção; 7. saúde e segurança; 8. habilidades acadêmicas funcionais; 9. lazer; 10. trabalho. IV- Considerando a Avaliação Pedagógica realizada e a definição acima, conclui-se que: O aluno apresenta comprometimento nas seguintes habilidades do comportamento adaptativo: __________________________________________________________________________ V- Observações do Professor Especializado e condutas a serem seguidas:  o professor especializado deverá descrever quais as habilidades que o aluno possui, com base no roteiro de avaliação pedagógica;  * deverão constar as habilidades que o aluno precisará desenvolver, caso seja necessário o encaminhamento para o atendimento pedagógico especializado;  * indicar quantas vezes por semana e quantas horas o aluno deverá frequentar;  * pontuar se o atendimento será individual ou em pequenos grupos.  VI- A Avaliação Pedagógica deverá ser validada pelos seguintes profissionais:  * Professor Especializado avaliador;  * Professor Coordenador responsável;  * Diretor da unidade escolar;  * PCNP de Educação Especial;  * Supervisor de Ensino responsável pela Educação Especial. _____________________ _____________________ Professor Especializado Professor Coordenador
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    ANEXO III Registro deAdaptação Curricular Registro de ____/_____/_____ a ____/____/____ IDENTIFICAÇÃO NOME:_________________________________________________________ DATA DE NASC.___/___/_____ SÉRIE/ANO:________________ PERÍODO: matutino ( ) vespertino ( ) noturno ( ) integral ( ) PROFESSOR:________________________________ DISCIPLINA_________________________________ DESCRIÇÃO Expectativa de aprendizagem trabalhada na aula: ______________________________________________________________________________________________________________________________ Expectativa para o aluno com Deficiência intelectual: ______________________________________________________________________________________________________________________________ Estratégia/atividade trabalhada na aula: ______________________________________________________________________________________________________________________________ Estratégia/atividade para o aluno com Deficiência intelectual ______________________________________________________________________________________________________________________________ Data: ............../.............../.......... ________________________________ ______________________________________ Assinatura do Professor Assinatura do PC
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