Pablo Picasso.
Les demoiselles d
Avignon, 1907
Paul Cezanne, Montanha de Sainte Victoire, 1904.
Mas o cubismo levanta explicitamente o problema da renúncia à
função decorativa, do retorno à analítica da visão e da rigorosa
objetividade da forma, da renovação total da linguagem, do sistema
dos signos e da técnica — ou seja, retoma o problema da forma e do
espaço no ponto em que Cézanne, ao morrer, o tinha deixado. Na
obra deste mestre, que justamente os críticos alemães tinham
estudado nos seus aspectos mais problemáticos, se individua então o
fundamento de toda linguagem plástica possível, portanto de toda
cultura figurativa possível: somente sobre este fundamento poder-se-á
construir uma linguagem objetivamente analítica, isenta de
determinantes históricas ou tradicionais e concretamente européia. E
não somente a história não influi na análise da visão, mas, ao
contrário, é a história que sofre a sua influência. De modo que, por
meio do cubismo, abrem-se novas perspectivas históricas, que trazem
à luz valores até então negligenciados, afastando outros, que tinham
sido exaltados.

Argan As fontes da arte moderna
Pablo Picasso, Fábrica em Horta del Ebro,
Georges Braque, Casas   1909.
em L`Estaque, 1908.
Braque, Viaduto
em L´Estaque,
1908.
Máscaras Africanas
Pablo Picasso, Auto-
retrato, 1906-7
Braque, Harbor
in Normandy,
1909.
Jean Metzinger, Aldeia,
1912.
Pablo Picasso
Retrato de Ambroise Vollard
1910
Georges Braque, Violin
and Pitcher, 1909-10.
Pablo Picasso.
O poeta, 1910.
Pablo Picasso.
O guitarrista, 1910.
Juan Gris. Retrato de
Picasso, 1912.
Georges
Braque, Still
Life with violin,
1913-14
Georges Braque, Le Jour, 1929.
Georges Braque, Still Life Pitchers, 1932.
Georges
Braque, La
Patience, 1942.
Juan Gris,
Guitarra, 1918.
Juan Gris, Homen no café,
1912.
Pablo Picasso   Violão, jornal, copo e garrafa 1913
Fernand Léger, The
Mechanic, 1912.
Fernand Léger, Jogadores de Cartas, 1912.
Fernad Léger, Still Life With beer
mug, 1921-22.
É com Mondrian que a representação do mundo se reduz a linhas,
planos e cores puras, mas que ainda há o exercício de abstração das
formas da natureza, e que é com a arte Concreta que se chega à
objetividade física da matéria, e que passando por diversas experiências
chegaram, os artistas, a necessidade de compreender o quadro como
objeto em si. Assim como, em Kandinsky a questão da subjetividade do
gesto, da cor, e a compreensão do espaço: ponto, linha e plano vão
marcar profundamente a história da pintura no século XX, até os dias de
hoje, e influenciar a obra e o pensamento de diversos artistas.
Piet Mondrian, Árvore vermelha,
1908
Piet Mondrian, Árvore cinza, 1912
Piet Mondrian, Composição com
linhas, 1917
Piet Mondrian, Composição com vermelho, amarelo,
azul e preto, 1921
Kasimir Malevich, Composição
suprematista, 1915
Kasimir Malevich, Quadrado preto,
1913
Kasimir Malevich, Circulo preto,
1913
Kasimir Malevich, Esportistas,
1928-32
Theo Van Doesburg,
Composição aritmética,
1930
Theo Van
Doesburg,
Composição V,
1924
Theo Van
Doesburg,
Composição V,
1924
Wassily Kandinsky, Composição V, 1911
Wassily
Kandinsky,
Improvisação
comtrolada: fuga,
1914
Wassily Kandinsky, Improvisação VII, 1910
Wassily Kandinsky, Composição VIII, 1923
Robert Delaunay, Homenagem a Bleriot, 1940
Mark Rothko
Red, Orange, Tan and Purple,
1954
Mark Rothko
Red, Orange,
Tan, and
Purple, 1949
Jackson Pollock, Número 8 - detalhe, 1949
Franz Kline, Reflexos em preto, 1959
Franz Kline, Chef, 1950
Willen de Kooning, Mulher II,
1952
Willen de Kooning, Escavação, 1950
Willen de Kooning, Gotham News, 1955

Cubismo