“Podemos entender o estilo como a marca característica de uma certa
maneira de fazer - prática - por conseguinte configura um modo particular
de ser, uma identidade que por sua vez se desdobra em maneiras de fazer e
ali é reconhecido por outros. Quando mostramos certo estilo vamo-nos
fazendo visíveis aos demais , nos descobrimos perante o outro ao ser
reconhecido o estilo que vamos imprimir em nossas práticas, em nossa
forma de fazer.”(RETRESPO;CAMPOS,2003:37)
Para esta investigação, os estilos são as características fulcrais, especiais, as
transduções que o coordenador imprime na polilógica dos seus quefazeres
coordenativos.
A práxis pedagógica é um processo interativo-
acional construtivo de aprendências , mediatiza
polilógicamente por uma relação epistemológica,
enramada pela própria urdidura da historicidade do
espaço-tempo, com vistas a reflexão, inflexão e
transformação dos (re) fluxos de um determinado
agir formativo, objetivando o fruir do educativo.
1 - FORMAÇÃO CONTINUADA
2 - IDENTIDADE
3 - GESTÃO PEDAGÓGICA
4 - PRÁXIS PEDAGÓGICA
FORMAÇÃO CONTINUADA - 69
Formação de coordenador - 13
Formação de professores - 45
Outras formações - 11
IDENTIDADE - 52
Profissionalidade - 29
Representação - 21
Imaginação - 02
GESTÃO PEDAGÓGICA - 14
Gestão democrática na escola - 03
Gestão da escola - 01
Formação de gestores - 10
PRÁXIS PEDAGÓGICA - 65
Trabalho coletivo - 12
Práxis coordenativa -51
Organização do PPP - 02
1
2
3
4
69
52
14
65
FORMAÇÃO CONTINUADA IDENTIDADE GESTÃO PEDAGÓGICA PRÁXIS PEDAGÓGICA
1 2
3
4
170
30
MESTRADO DOUTORADO
146
24
ACADÊMICO PROFISSIONAL
Acadêmico – 85,88%
Profissional – 14,12%
5 22 20
126
25
0
20
40
60
80
100
120
140
Norte Nordeste Sul Sudeste Centro-oeste
HISTÓRICO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
AÇÕES COORDENANTES
Lei nº 7.023 de 23 de Janeiro de 1997
Art. 7º - Os atuais cargos de orientador Educacional e Supervisor Escolar, da estrutura do Magistério de 1º e
2º graus do Estado, mantidos os correspondentes quantitativos e nível de classificação, ficam
transformados em cargos de Coordenador Pedagógico, cujas especificações abrangerão as atribuições das
nomenclaturas ora transformadas, passando as mesmas a serem desempenhadas pelos ocupantes do cargo
citado, de acordo com as necessidades dos estabelecimentos de ensino em que estejam lotados.
Decreto nº 6.212 de 14 de fevereiro de 1997
Art. 7 - Nas Unidades Escolares de Pequeno Porte, as atribuições do Coordenador Pedagógico serão
exercidas pelo Diretor ou pelo Vice-Diretor; e as atividades de apoio administrativo-financeiro pelo Vice-
Diretor ou pelo Secretário Escolar.
ATOS COORDENATIVOS
FORMALISTA – supervisão – inspeção - orientação;
FORMADORA – formação - articulação - transformação
FORMULADORA – pesquisar – compreender - transduzir
FALA DOS COORDENADORES
F1 – Eu faço de tudo, menos coordenação.
F2 – Eu sou interrompida a todo instante por alguém que me pede para ver o portão, ver
se a merenda está pronta, atender ao telefone.
F3 – Meu lugar na escola é o de tapa buracos: não tem professor, manda o
coordenador; a secretária faltou, o coordenador fica no lugar; a sala de leitura está
sem professor, o coordenador fica...
F4 – Se estou no meu canto lendo, estudando, chega um e diz: você que está aí sem
fazer nada... Como sem fazer nada? Estou estudando, preparando o Centro de
Estudos. Mas aí tenho que parar o que estou fazendo para atender os pedidos.
F5 – Está um caos no corredor, tem que ir ajudar.
F6 – Olha o aluno tal fez isso e isso, vá falar com ele...
Entrevista 01
“Então eu acho que o coordenador precisa se envolver com o dia a dia,
tanto da criança, da atividade pedagógica quanto na atividade
administrativa, que coordenador pedagógico também é administrativo,
[...] porque ele cuida dessa parte acho que burocrática. E acho que
ele é professor, por isso nós temos [gratificação de] regência, que nós
estamos em contato com essa criança” (Entrevista 02)
“Ser coordenadora é conflituoso, porque são muitas as atribuições,
muitas as diversidades,muitos afazeres, mas ao mesmo tempo é muito
gratificante porque quando você vê está crescendo, coordenado,
mediado por você, você se sente recompensada por todos esses
atributos” (Entrevista 03 )
“Eu faço de tudo um pouco, não só mexo com a parte pedagógica.
Inclusive, agora a diretora estando adoentada, está tudo assim por minha
conta. Então, eu recebo pessoa que vem aqui, eu recebo mercadoria que
chega, eu recebo o pessoal da Secretaria. O meu papel, muitas vezes, ele
foge do pedagógico, ele fica mais mesmo é na administração. Aí, quando
a Diretora está, ela faz a parte dela, aí eu atendo as professoras, eu
atendo as crianças, pais das crianças. Esse é meu papel. […] Mas, o que
eu mais faço mesmo eu acho que é resolver coisas, assim, da gestão
mesmo, da coordenação, não. Faço? Também. Mas tudo vem para cima
de mim” (Entrevista 04).
“Então eu acho que o coordenador precisa se envolver com o dia a dia,
tanto da criança, da atividade pedagógica quanto na atividade
administrativa, que coordenador pedagógico também é administrativo,
[...] porque ele cuida dessa parte acho que burocrática. E acho que ele é
professor, por isso nós temos [gratificação de] regência, que nós estamos
em contato com essa criança” (Entrevista 05).
“Frequentemente é necessário que a coordenadora substitua professores
que faltaram, e quando não está em sala de aula passeia pelos
corredores verificando se nas turmas está tudo bem” (Entrevista 06).
“Aqui no CMEI toda hora, como se diz, a gente tem que estar
pronto para tudo! Se precisa de um auxílio ali, [...]. Faltou uma
cozinheira, se ela está em apuros lá, você ajuda um pouquinho,
vem aqui, ajuda a servir o lanche. [...]. Você fica um, assim, um
ser bem circulante, [...] não pode parar nem um minuto aqui,
aquela mesa lá daquela sala, dificilmente eu consigo sentar ali
para ler alguma coisa porque sempre estão me chamando de
um lado para o outro. Então, é mais trabalho. Tanto é que
ninguém quer ser coordenadora, sabia? “(Entrevista 07).
COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO PESQUISADOR

Coordenação

  • 3.
    “Podemos entender oestilo como a marca característica de uma certa maneira de fazer - prática - por conseguinte configura um modo particular de ser, uma identidade que por sua vez se desdobra em maneiras de fazer e ali é reconhecido por outros. Quando mostramos certo estilo vamo-nos fazendo visíveis aos demais , nos descobrimos perante o outro ao ser reconhecido o estilo que vamos imprimir em nossas práticas, em nossa forma de fazer.”(RETRESPO;CAMPOS,2003:37) Para esta investigação, os estilos são as características fulcrais, especiais, as transduções que o coordenador imprime na polilógica dos seus quefazeres coordenativos.
  • 4.
    A práxis pedagógicaé um processo interativo- acional construtivo de aprendências , mediatiza polilógicamente por uma relação epistemológica, enramada pela própria urdidura da historicidade do espaço-tempo, com vistas a reflexão, inflexão e transformação dos (re) fluxos de um determinado agir formativo, objetivando o fruir do educativo.
  • 6.
    1 - FORMAÇÃOCONTINUADA 2 - IDENTIDADE 3 - GESTÃO PEDAGÓGICA 4 - PRÁXIS PEDAGÓGICA
  • 7.
    FORMAÇÃO CONTINUADA -69 Formação de coordenador - 13 Formação de professores - 45 Outras formações - 11 IDENTIDADE - 52 Profissionalidade - 29 Representação - 21 Imaginação - 02 GESTÃO PEDAGÓGICA - 14 Gestão democrática na escola - 03 Gestão da escola - 01 Formação de gestores - 10 PRÁXIS PEDAGÓGICA - 65 Trabalho coletivo - 12 Práxis coordenativa -51 Organização do PPP - 02 1 2 3 4
  • 8.
    69 52 14 65 FORMAÇÃO CONTINUADA IDENTIDADEGESTÃO PEDAGÓGICA PRÁXIS PEDAGÓGICA 1 2 3 4
  • 9.
  • 10.
    146 24 ACADÊMICO PROFISSIONAL Acadêmico –85,88% Profissional – 14,12%
  • 11.
    5 22 20 126 25 0 20 40 60 80 100 120 140 NorteNordeste Sul Sudeste Centro-oeste
  • 12.
    HISTÓRICO DA COORDENAÇÃOPEDAGÓGICA AÇÕES COORDENANTES Lei nº 7.023 de 23 de Janeiro de 1997 Art. 7º - Os atuais cargos de orientador Educacional e Supervisor Escolar, da estrutura do Magistério de 1º e 2º graus do Estado, mantidos os correspondentes quantitativos e nível de classificação, ficam transformados em cargos de Coordenador Pedagógico, cujas especificações abrangerão as atribuições das nomenclaturas ora transformadas, passando as mesmas a serem desempenhadas pelos ocupantes do cargo citado, de acordo com as necessidades dos estabelecimentos de ensino em que estejam lotados. Decreto nº 6.212 de 14 de fevereiro de 1997 Art. 7 - Nas Unidades Escolares de Pequeno Porte, as atribuições do Coordenador Pedagógico serão exercidas pelo Diretor ou pelo Vice-Diretor; e as atividades de apoio administrativo-financeiro pelo Vice- Diretor ou pelo Secretário Escolar. ATOS COORDENATIVOS
  • 13.
    FORMALISTA – supervisão– inspeção - orientação; FORMADORA – formação - articulação - transformação FORMULADORA – pesquisar – compreender - transduzir
  • 14.
    FALA DOS COORDENADORES F1– Eu faço de tudo, menos coordenação. F2 – Eu sou interrompida a todo instante por alguém que me pede para ver o portão, ver se a merenda está pronta, atender ao telefone. F3 – Meu lugar na escola é o de tapa buracos: não tem professor, manda o coordenador; a secretária faltou, o coordenador fica no lugar; a sala de leitura está sem professor, o coordenador fica... F4 – Se estou no meu canto lendo, estudando, chega um e diz: você que está aí sem fazer nada... Como sem fazer nada? Estou estudando, preparando o Centro de Estudos. Mas aí tenho que parar o que estou fazendo para atender os pedidos. F5 – Está um caos no corredor, tem que ir ajudar. F6 – Olha o aluno tal fez isso e isso, vá falar com ele... Entrevista 01
  • 15.
    “Então eu achoque o coordenador precisa se envolver com o dia a dia, tanto da criança, da atividade pedagógica quanto na atividade administrativa, que coordenador pedagógico também é administrativo, [...] porque ele cuida dessa parte acho que burocrática. E acho que ele é professor, por isso nós temos [gratificação de] regência, que nós estamos em contato com essa criança” (Entrevista 02) “Ser coordenadora é conflituoso, porque são muitas as atribuições, muitas as diversidades,muitos afazeres, mas ao mesmo tempo é muito gratificante porque quando você vê está crescendo, coordenado, mediado por você, você se sente recompensada por todos esses atributos” (Entrevista 03 )
  • 16.
    “Eu faço detudo um pouco, não só mexo com a parte pedagógica. Inclusive, agora a diretora estando adoentada, está tudo assim por minha conta. Então, eu recebo pessoa que vem aqui, eu recebo mercadoria que chega, eu recebo o pessoal da Secretaria. O meu papel, muitas vezes, ele foge do pedagógico, ele fica mais mesmo é na administração. Aí, quando a Diretora está, ela faz a parte dela, aí eu atendo as professoras, eu atendo as crianças, pais das crianças. Esse é meu papel. […] Mas, o que eu mais faço mesmo eu acho que é resolver coisas, assim, da gestão mesmo, da coordenação, não. Faço? Também. Mas tudo vem para cima de mim” (Entrevista 04).
  • 17.
    “Então eu achoque o coordenador precisa se envolver com o dia a dia, tanto da criança, da atividade pedagógica quanto na atividade administrativa, que coordenador pedagógico também é administrativo, [...] porque ele cuida dessa parte acho que burocrática. E acho que ele é professor, por isso nós temos [gratificação de] regência, que nós estamos em contato com essa criança” (Entrevista 05). “Frequentemente é necessário que a coordenadora substitua professores que faltaram, e quando não está em sala de aula passeia pelos corredores verificando se nas turmas está tudo bem” (Entrevista 06).
  • 18.
    “Aqui no CMEItoda hora, como se diz, a gente tem que estar pronto para tudo! Se precisa de um auxílio ali, [...]. Faltou uma cozinheira, se ela está em apuros lá, você ajuda um pouquinho, vem aqui, ajuda a servir o lanche. [...]. Você fica um, assim, um ser bem circulante, [...] não pode parar nem um minuto aqui, aquela mesa lá daquela sala, dificilmente eu consigo sentar ali para ler alguma coisa porque sempre estão me chamando de um lado para o outro. Então, é mais trabalho. Tanto é que ninguém quer ser coordenadora, sabia? “(Entrevista 07).
  • 22.