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III Simpósio Fronteiras da Consciência


        Consciência
             e
        Iluminação
          Fausto Lyra de Aguiar
Premissas
  Consciência e Iluminação são conceitos além
   da lógica e dos modelos mentais que estamos
   habituados
  Vamos procurar construir esses conceitos ao
   longo da palestra
  Procurando:
     – Ampliar o entendimento sobre o fenômeno
     – Ir além do que nos imaginamos ser
     – Ir além do Ego
     – Conectar com a "Mente Pura"

                           "Estar no Presente”
           Importante       No “aqui e agora”
                            Com “plena atenção   2
Pilares do Trabalho




                      3
•  1905: Einstein publica
                                      “Teoria da Relatividade
   A Ciência                          Especial”
Descartes e Newton                 • Tempo e
                                  1915: Einstein espaço não
                    • Antiga lógica começaMecânica Quântica
• Metáfora: “mecanismo
                                   ~ 1930: a
                                      são absolutos
                                      “Teoria Geral da
                                       - a “estranha realidade”
                       separar-se do Relatividade” tempo e
   de relógio”                     • Medidas de e onda
                                      • Partícula
• Realidade pensada e  desenvolvimento -Entrelaçamento
                                           Mudou a visão
                                      espaço - função da
                                      •
                       científico           newtoniana
   analisada em partes:               velocidade relativa
                                      • -O “observador” “tecido
                                           Deformação do
   fragmentação do  •todo;
                       - Campo eletro- O do espaço-tempo”
                                      entrecolapso das
                                      •      observadores
   exemplo:            magnético • Cada observador e o
                                          possibilidades tem
 Medicina: especialidades                 “real”
                    • - Velocidade datempo e espaço
                                        luz
                       constante,     próprios
                       independente do
                       observador
                                              Século XX
                             Século XIX
           350 anos
             atrás
                                                            4
A Ciência
  Afastamento cada vez maior entre a física e a
 lógica tradicional
Conceitos novos surgindo a todo momento:
   - “Big Bang”, expansão inflacionária, oceano de Higgs,
     branas, universo holográfico, vácuo cheio, cordas
     vibrantes, espaço de onze dimensões, não localidade, ...
  De que é feito nosso Universo?
   - Partículas / Ondas (fótons, elétrons e quarks)
    - Matéria Negra, Energia Negra
O conceito do Observador
A física se aproximando do que os grandes sábios
 viam em suas meditações
                                                            5
A Cognição
Observem que ao longo do tempo:
    Temos um "diálogo interno" - permanentemte
    São pensamentos “soltos”
      Atuando a partir de “arquivos” já existentes no
       cérebro, na memória
  r Estes “arquivos constituídos moldam a forma
     como: vemos, ouvimos, julgamos e filtramos
  - “isso é bom”, “isso é ruim”
  - “isso é certo”, “isso é errado”
    Estamos em um contexto social que possui
    seus "paradigmas"

                                                         6
A Cognição
             Espermatozóide


                   CULTURA


                    ESCUTA/     EXPER.
         FAMÍLIA
                    PERCEBE    PESSOAIS
         VALORES
                   O MUNDO
                “FÓRMULAS”
                    DE
     Óvulo     SOBREVIVÊNCIA         Carma
A Cognição: a Mente Ilusória
"Quem descobriu a água com certeza
  não foi um peixe"
 Pensamentos gerados por cultura, família,
  valores
 Informações que vemos diz mais sobre nós do
  que a própria “realidade”
 Filtros modelam aquilo que vemos
 Agimos conforme estas CRENÇAS
 O valor “científico” e “lógico” das informações é
  função do “conhecimento” em voga na sociedade

                                                  8
A Cognição
Somos moldados por essas informações pré-
 existentes”
 Estamos sob controle desses “arquivos”
 Esse arquivo é herdado dos ancestrais pelos
 cromossomos e por informações trazidas pela
 consciência na concepção
 O novo ser combina as 3 fontes de informação
      • O DNA do espermatozóide
                                           Memória

      • O DNA do óvulo e                  Experiências
                                            Pessoais
                                                       Conheci-
                                                       mentos


      • O Carma                     O                     Cultura
                                                          Valores

                                  Mun                     Família



Como as percepções são moldadas?  do

                                                             9
Percepção-Concepção: Sujeito e Objeto
• O que tomamos por um objeto concreto é
  percebido como uma imagem mentalmente
  construída
• Suas características dependem de fatores
  externos e fatores subjetivos
• Os fatores subjetivos pertencem ao próprio
  processo de percepção, como emoções e desejos
• A imputação de conceitos sobre esse objeto em
  formação afeta sua construção perceptual
• Há uma mistura de conceitos e imagens mentais
  com o objeto observado pela percepção nua

                                                  10
Percepção e Concepção: ‘Sujeito e Objeto’
(em cada momento de percepção)
   1º Momento                   2º Momento



                         Julgamento
              O Objeto
                          “arquivo”/
                            carma

                  3º Momento

            Conceito
           Imputado
                           O que é
                          registrado
                             pela
                         Mente Ilusória
O Cérebro Esquerdo
                • Analítico, linear,
                  temporal, seqüencial
                • Dominante em nossa
                  cultura
                • Foco específico
                • Sobrevivência (lutar
                  ou fugir), linguagem,
                  auto-imagem
                • Julga as informações
                  com base em arquivos
                  pré-estabelecidos -
                  sistema de crenças
                                      12
O Cérebro Direito
                    • Focado no todo,
                      percepção ilimitada
                    • Não julga, não tem
                      medo, é criativo e
                      espacial
                    • Onde aparecem os
                      “insights”
                    • Os grandes
                      breakthrough’s
                      científicos
                    • As visões dos místicos
                                            13
O Cérebro:      Estar no Presente - ‘Experiência’
• O“presente” está no lobo frontal
  Quando concentramos a energia nesse local os
  “arquivos” perdem efetividade
   – Com treino meditativo pode-se estar no
     “presente”
   – Sem esse treino há um meio simples:
      • Focar energia nas áreas adjuntas aos ossos
      frontal e occipital

        – Vamos fazer essa ‘experiência’?


                                                     14
Meditação
            • É a experiência dos “olhos
               da mente e do espírito”
            • A meditação permite:
            - Ter o insight dos estados
             mais elevados de
             consciência
            - Ter percepção da ‘mente
               pura e cristalina’
              -   Estar no eterno presente”
            - Sem a experiência da
               meditação
            –   Ficamos sem base
            –   Sem compreensão

                                          15
Meditação
            •   Muitas maneiras de meditar
                 - Cada um deve procurar a
                    sua
                Pode variar com a idade
                Exemplos:
                 – Jovem: Zazen
                 – Meia idade: Dançar
                 – Terceira idade: “Plena
                    atenção”
                Osho dizia:
                 – deve-se meditar todo o
                    tempo
                 – A ‘plena atenção’
            •   Plena Atenção é estar com a
                atenção concentrada no que se
                estiver fazendo, no “aqui e
                agora”
                                            16
Meditação, Cérebro e Coração
 Lá está o contato com a Existência, com
 Deus, com o Tao, com Buda
 Cérebro e coração parecem trabalhar em
 conjunto
  Na China o coração é considerado a sede da
 mente - 心
 No ‘caminho da iluminação’ o meditador
 precisa conseguir percepções e concepções
 válidas
 Enquanto nossas percepções e concepções
 forem moldadas pelo “carma” estaremos
 sendo guiados por ele
                                               17
Religião e Religiosidade

  Depois das questões urgentes da vida cotidiana:
   - saúde, amor, estudos, carreira, trabalho e
   dinheiro

 Aparece a questão espiritual
   – o que somos?
   – o que viemos fazer neste mundo?




                                                18
Religião e Religiosidade




                           19
Budadarma: Experiência de Shakyamuni
 Sidarta, o Buda, aos 29 anos embarcou em:
    • Busca religiosa, com práticas ascéticas e
       disciplinas mentais, conhecidas por “ioga”
 Alcançou duas concentrações iogue
   – O estado de “nada” e
   – O estado de “nem percepção nem não
     percepção”
    • As sétima e oitava dhyanas (concentração /
       meditação)
 Isso não foi suficiente e Shakyamuni corta com a
 tradição de seu tempo
    • que ensinava que esses estados de
       meditação liberariam das aflições do mundo

                                                 20
Budadarma: Experiência de Shakyamuni
Logo, tentou purificação com jejum e
 – Percebeu que isso enfraquecia a mente
 – Criou o Caminho do Meio
 Então, sentou-se sob de árvore “bodhi”
(iluminação)
 – Fazendo voto de não se mover até alcançar seu
   objetivo
 – Logo, Mara atacou tentando Shakyamuni
 – Teria recebido impulsos derivados de seu próprio
   instinto de viver; ameaçado por seu voto de
   imobilidade
A iluminação ocorre após as 8 dhyanas e a
eliminação dos conceitos de “eu” e “meu”
                                                      21
Níveis de Consciência

              4º estagio: nem doloroso nem
               prazeroso – na total pureza
                    da mente atenta.

                      3º estágio: a mente
    A Visão da        equilibrada, em atenção
Iluminação do Buda    consciente; alegria
na Tradição Budista
                          2º estágio: concentração,
                          coração sereno, isento de
     Os Níveis            pensamento aplicado
  Tradicionais de
   Meditação na                1º estágio de dhyana:
  Iluminação de                pensamento aplicado,
                               visando desapego e alegria
 Sidarta Gautama
Níveis de Consciência

                    8º estagio: além do ‘campo de
                    realmente nada; permanece na
          Então, Sidarta elimina pela
                    realização da ‘estação de nem
                    percepção nem não percepção’.
          raiz todo sentido de “eu” e
                            7º estagio: além da ‘estação de
                            consciência ilimitada’, ‘vendo’ ‘não há
    A Visão da
          ‘meu’, deixando de existir
Iluminação do Buda
                            nada’, ele permanece na realização da
                            ‘estação de realmente nada’.
na Tradição Budista
          como “pessoa”; torna-se o
                                 6º estagio: além da ‘estação de
                                 espaço ilimitado, ‘vendo’ ‘consciência

      Os NíveisBuda Shakyamuni   sem fim’, permanece na realização da
                                 ‘estação de consciência ilimitada’.
  Tradicionais de
                                        5º estagio: além de percepção de
   Meditação na                         forma, ‘vendo’ o “espaço sem fim”;
  Iluminação de                         permanece na ‘estação de espaço
                                        ilimitado.
 Sidarta Gautama
Iluminação e as Duas Verdades
Então, para a iluminação seria necessário:
   Obter os 8 níveis de meditação, as 8 Dhyanas
   Entrar no “Caminho de Ver”, com percepções
    válidas que duram mais que um momento
   Mas, ainda sem remover a concepção da
    existência inerente dos fenômenos
   Inata aos seres desde o tempo sem começo

                                                   24
Iluminação e as Duas Verdades
No nível seguinte, o “Caminho da Meditação”
  –   Fenômenos – inclusive o self - parecerão
      existir inerentemente até que,
  –   Finalmente, quando todas as concepções
      inatas de existência inerente são removidas
  –   O meditador obtém o “Caminho de Não Mais
      Aprendizado”; tornou-se um Buda


                                                    25
Iluminação e as Duas Verdades
 Quando todas as concepções inatas de existência
 inerente são removidas, as duas verdades
  (1) A verdade convencional – a aparência
  convencional de fenômenos, inclusive as idéias de
  ‘eu’ e ‘meu’, e
  (2) A verdade fundamental – o vazio de todas as
  coisas e ausência de self (ou ego ou personalidade)
 São vistas simultaneamente (onisciência)
 Não há mais distinção entre o período de
 meditação e o período de não meditação
 Todas as cognições Búdicas são diretas e válidas

                                                        26
Consciência e seus Níveis
   Bege          0 a 1,5 ano - Instintivo, sensório-motor,
                 sobrevivência
  Púrpura        1 a 3 - Animista, mágico, tribo, etnocêntrico


 Vermelho        3 a 6 - Egocêntrico, heróico, poder, mundo selva

   Azul          7 a 10 - Mítico, rebanho, certo x errado, religião,
                 membro, viver pela regra
  Laranja        12 a 14 - Científico, sucesso individualista, ganhos
                 materiais, objetivo
  Verde          Pluralista, individualista, relativista, comunidade,
                 Gaia
 Amarelo          Integrativo, flexibilidade, espontaneidade,
                 conhecimento, competência
 Turquesa        25/30 - Holístico, sentimento, conhecimento,
                 espiritualidade
          (Estudos Ocidentais; Wilber, Beck e Cowan)                    27
Consciência e seus Níveis
Testemunha          Sujeito e objeto diferenciados
Dual

Equanimidade        Unicidade - o Um igual ao Todo e vice versa


Testemunha          Nem isso nem aquilo – sujeito e objeto
Não Dual            indiferenciados

OM                  Nem dual nem não dual, isso, suchness


Mente Única         A grande mente onde tudo surge e cessa


      A visão oriental: em geral, depois dos 40 anos essa busca se inicia
                                                                            28
Consciência
E Seus Níveis                          Níveis de Consciência Adotados
                                      13. A Mente Única (onde tudo
                                        surge e cessa) – o Um Coração
                                      12. Om (nem dual nem não dual)
  KW, Budadarma e                     11. Testemunha Não Dual (sujeito
 Experiência Própria                    e objeto indiferenciados)
                                      10. Equanimidade (unicidade)
                                      9. Testemunha Dual (sujeito e
                                        objeto diferenciados)
                                      8. Turquesa (holístico)
                                      7. Amarelo (integrativo)
                                      6. Verde (pluralista)
                                      5. Laranja (científico)
 Wilber, Beck e
    Cowan (*)                         4. Azul (mítico)
                                      3. Vermelho (egocêntrico)
                                      2. Púrpura (animista)
   (*) Integral Psychology e Spiral
   Dynamics
                                      1. Bege (instintivo)
Afinal qual é o objetivo?
Onde queremos chegar?
  O que acontece depois de se chegar aos estados
  mais elevados de consciência? Será que
  chegamos à iluminação?
  – É provável que não!
  - Essa experiência é geralmente localizada
  -Com o tempo vão aparecendo outros estresses, dentre as
  inumeráveis dislexias que trazemos no ‘arquivo’, que nos
  trazem para níveis mais baixos
Andando no “Caminho”, usando a “plena atenção”
 vamos ficando cada vez mais estáveis nos níveis
 mais elevados
  - Mas esse caminho é longo
  - Em cada estado almejado descobrimos que há algo mais
  adiante
                                                         30
Afinal qual é o objetivo?
Onde queremos chegar?                   *

 Podemos voltar a níveis mais baixos
   – porque estão incorporados a nossa estrutura e
   – podem ser chamados a atuar dependendo das
   circunstâncias
Desde o nascimento crescemos partindo do nível
 bege (instintivo) em direção aos níveis mais
 elevados,
 Em cada um dos níveis
  – a visão do mundo é feita através dessa perspectiva
   – que é diferente de quem estiver em outro nível
   – isso é razão de muitos desencontros
   A experiência do Buda diz que
   – somente a eliminação da idéia de “eu” e “meu”,
   que nos é inata, leva à iluminação
                                                      31
Deus e Mente Única 一心
  Buda: seus ensinamentos não incluem um Deus
  criador do universo como nas religiões “judaico -
  cristã - islâmica”
  Sua metáfora mais próxima é a Mente Única (o Um
  Coração 一心 )
   – Fenômenos são manifestações (ou flutuações) desta
     mente
   – Pode-se eliminar o conceito de sua existência inerente
 O termo Consciência Universal poderia ser usada
  como metáfora desse “Um Coração”
 Os ‘nomes sagrados’ como Deus, Jeová, Alá,
  Brahman, Shiva e mesmo Iluminação, estão
  carregados de estresse emocional e energético
 É preciso meditação para melhor aceitar os aparentes
  conflitos de crença entre seus seguidores
  Deus ou (o Um Coração 一心 ) é um só qualquer que
  seja a metáfora usada
                                                              32
Qual a principal dificuldade para
alcançar a Iluminação?
O estado “normal” é o da mente límpida sem
pensamentos; pensar é um ato autônomo
• O “normal” parece sem graça para a mente
ilusória e seu gosto pelo drama!
• Na tranqüilidade da mente búdica, não há
  – felicidade ou infelicidade
  – pesar nem desespero,
  – nem tragédias, nem ciúmes, nem amores, nem
    ódios
  – nem gols do Flamengo, nem novela da Globo, nem
    BBB
É o interesse pelo carnaval – bom ou ruim – que
nos faz ficar /voltar para a” mente ilusória”
Sofrimento e alegria são dualidades de mesma
natureza; pertencem a mesma festa de carnaval
                                                     33
O que é Consciência?         Reflexões:

 A energia do corpo; sem ela o corpo é morto; o
 momento da morte é o momento em que a
 consciência deixa o corpo
 O fantasma na máquina
 O primeiro momento de consciência, antes que se
 misture com os conceitos pré-existentes na
 mente ilusória
 A consciência que encarna é chamada de Alma
 (judaico cristãs); Carma (Alayavijnana;
 Budadarma)
 Talvez só exista informação e a matéria um mito

                                               34
O que é Iluminação?          Reflexões:


 1º - Em “plena atenção”,

 2º - Simultaneamente nas “Duas Verdades”
     – a Fundamental e a Convencional

 3º - Tendo eliminado pela raiz qualquer idéia de
     eu, meu, mim

 4º - No espaço onde tudo surge e cessa 一 心



                                                    35
Qual o Caminho para a Iluminação?
 Sugestões de percurso:
 1º - Estando em “plena atenção”
 2º - Ter coragem para “parar e ver” – meditação e
      insight
 3º - Encontrar um Mestre
 4º - Evitar processos que reforcem ego e
      personalidade
 5º - Ir pouco a pouco subindo nos níveis de
      meditação e de consciência
 6º - Chegar à “Mente Única” 一 心
 7º - Encontrar as “Duas Verdades”
 8º - Eliminar pela raiz qualquer idéia de eu, meu,
      mim                                             36
Experiência Fruto do Crescimento
 – A mente cada vez mais quieta, no aqui e
    agora
 – Diminuição progressiva de sofrimentos ligados
    ao ego
   • Ciúme, inveja, cobiça, ressentimento, raiva
   • Visões de poder e similares da “mente
       ilusória”
 – A pessoa opera com atenção plena, com
    percepções e concepções cada vez menos
    moldadas
 – Pensa no presente; livre de conceitos e
    formulas pré-existentes na mente ilusória
                                               37
Visão das Grandes Tradições
Visão Budista               Os Povos da Bíblia
- Não há dificuldade em     • Percebem tudo que é ‘bom’
  relação a morte             ou ‘mal’ com relação a
                              regras ditadas por Deus
- O conceito de sofrimento
   está justamente ligado ao • A figura todo poderosa de
   carma que irá reencarnar e   um Deus e o medo de Deus
   essa é a questão
                              • A oração - encontro com
- Infernos aparecem através     Deus
   do carma; inclusive onde
   renasce, de que pais, com • Ressurreição do corpo;
   que habilidades              vida eterna após a morte
                                no céu ou no inferno

                            • O medo da morte
                                                           38
Conclusão
 - Lembrando que iluminação é difícil e deve-se
   estar preparado para um período longo de “ficar
   cada vez melhor”,
 - E que meditação é condição necessária para uma
   vida mais plena, podemos concluir:
“Quando você descansa na clareza cristalina da
   percepção sempre presente, você não é Buda ou
   Bodhisattva, você não é isso ou aquilo, você não
   está aqui ou acolá; quando você relaxa na
   simples percepção eternamente presente, você é
   o grandioso não-nascido, liberado de quaisquer
   qualidades”.
                                Ken Wilber, The Eye of Spirit
                                                           39
Anexos
Fontes Principais
Sutras Budistas (tradução de F. Aguiar)
- Sutra de Hui-neng (3 versões)
- Sutra Lótus
- Sutra Coração
- Os Três Sutras da Terra Pura
- Sutra Vimalakirti
- Sutra Sandhinirmorcana
- Sutra Avatamsaka – A Escritura do Ornamento de Flores
    - Livro 1 a livro 24
    - Livro 31 a livro 36
Uma Psicologia Budista
–Introdução ao livro ‘As Setenta Stanzas’ de Nagarjuna, David
Komito, PhD
Palestras de Osho
Integral Psychology, K. Wilber
Uma Nova e Milenar Maneira de Ver a Vida – F. Aguiar


                                                                41
Níveis Emocionais e de Consciência
                                Níveis de Consciência
 • Níveis Emocionais
                               •OM
 •   Aceitação x Oposição      •Testemunha Não Dual
 •   Disposição x Apatia ou    •Equanimidade
     Raiva                     •Testemunha Dual
 •   Segurança x Vergonha      •Causal (êxtase, sida)
 •   Igualdade x Culpa         •Sutil (amor incondicional)
 •   União x Separação         •Coral (mente psíquica)
 •   No presente x Ausente     •Turquesa (holístico)
                               •Amarelo (integrativo)
                               •Verde (pluralista)
            Os Espaços         •Laranja (científico)
      Om, Mente Única e Buda   •Azul (mítico)
                               •Vermelho (egocêntrico)
          são usados para      •Púrpura (animista)
         auxiliar na “Cura”    •Bege (instintivo)            42
A Experiência de Shakyamuni
            O Budadarma
  Sidarta, o Buda a ser, aos 29 anos embarcou em
   – Busca religiosa, com práticas ascéticas e disciplinas
     mentais
   – Conhecidas por “ioga”
 Alcançou duas concentrações iogue
  1. O estado de “nada” e
   2. O estado de “nem percepção nem não percepção”
   - As sétima e oitava dhyanas (concentração / meditação)
 Isso não foi suficiente e Shakyamuni corta com a
 tradição de seu tempo
   – que ensinava que esses estados de meditação liberaria
     das aflições do mundo


                                                             43
A Experiência de Shakyamuni
            O Budadarma
  Logo, tentou purificação com jejum e
    – Percebeu que isso enfraquecia a mente
    – Criou o Caminho do Meio
   Então, sentou-se sob de árvore “bodhi” (iluminação)
    – Fazendo voto de não se mover até alcançar seu objetivo
    – Logo Mara atacou tentando Shakyamuni
    – Teria recebido impulsos derivados de seu próprio
      instinto de viver; ameaçado por seu voto de imobilidade
 Após a oitava dhyana, seguiu-se:
    – Na 1a vigília da noite, viu suas vidas passadas; como
      uma fita de cinema de sua biografias



                                                            44
A Experiência de Shakyamuni
              O Budadarma
 Na    2a vigília, viu todo o universo de nascimento e morte
   –     Viu a morte e renascimento de todos os seres
   –    Viu os cinco domínios em que os seres poderiam renascer
   –    E isso seria resultado de suas próprias ações
   –    Seus renascimentos seriam determinados por seus carmas
        (ações)
    Na 3a, viu as “Quatro Nobres Verdades”, os “Doze Elementos
    da Originação Dependente” e o “Nobre Caminho Óctuplo”
      – Formulações de solução lógica para a lei do carma e
      – A verdade do não self, que é a percepção fundamental que
        leva a iluminação
    Na 4a vigília, obteve onisciência e, quando o sol nasceu, não
    era mais Shakyamuni, mas ‘um Buda’, ‘um iluminado’
    Essa experiência é a base de seu ensinamento
   A historia subseqüente do Budadarma é uma progressiva
    explicação e interpretação dessa experiência

                                                                 45
Causalidade e os Doze Elementos
• Causalidade e suas implicações
 Não no sentido físico mecanicista ocidental onde a ação de
  um objeto provoca a ação de outro objeto; ex. bilhar
 Essa causalidade é a “originação dependente”:
      Quando isso está presente, isso vem a ser;
      Do surgimento d’isso, isso surge.
      Quando isso está ausente, isso não vem a ser,
      Na cessação d’isso, isso cessa.
   “Depende” é a palavra chave; seria incorreto dizer que
  ‘nome e forma’ causa os ‘seis campos dos sentidos’
   A existência da matéria (forma) é um pré-requisito para a
  existência de um órgão sensorial, tal como um olho, o qual
  é pré-requisito para a existência de um campo visual
   Da mesma maneira, a ocorrência do contato entre um
  olho, uma forma material e uma consciência visual é pré-
  requisito para a ocorrência de um sentimento de prazer de
  uma visão agradável
                                                           46
Os Doze Elementos da Originação
    Dependente - Pratitya samutpada
•   1. Ignorância
•   2. Formações Cármicas
•   3. Consciência
•   4. Nome e Forma
•   5. Seis Campos dos Sentidos
•   6. Contato
•   7. Sentimentos
•   8. Desejo
•   9. Ganância
•   10. Vir a ser (bhava)
•   11. Nascimento
•   12. Morte, tristeza, sofrimento
 Representam os vários ‘aspectos do ser humano em conjunção com seu
  ambiente’; é um todo dinâmico; os skandhas são estáticos
 O sistema funciona em círculo
 Bhava – os 3 níveis de realidade ou modos de existência; os domínios do
  desejo, forma e não forma


                                                                            47
As Quatro Nobres Verdades
 A doutrina fundamental do Budismo enunciado pelo Buda
  Shakyamuni em seu primeiro sermão (Dharma cakra
  pravartana sutra) ensina que:
 Duhkha - toda existência é frustrante e sofrida
 Samudaya (surgimento) – sofrimento surge devido ao desejo
  por sensações e experiências prazerosas
 Nirodha (cessação) – é possível livrar-se do sofrimento e
  conseguir nirvana
 Marga - existe uma maneira de atingir este objetivo,
 Consiste de 8 fatores que coletivamente podem levar ao
  Nirvana – o Nobre Caminho Óctuplo


                                                          48
O Nobre Caminho Óctuplo
•   1. Visão Correta – aceitação do Ensinamento (Darma);
    relacionado com insights e prajna
•   2. Decisão Correta – ter perspectiva positiva; determinação
    pela iluminação
•   3. Fala correta – falar de forma positiva e produtiva, em lugar
    de mentir, enganar ou ferir;
•   4. Ação correta – manter os 5 preceitos básicos; proibindo
    matar, roubar, má conduta sexual, mentir e usar drogas
•   5. Meio de vida correto – evitar profissões que possam ferir a
    outros
•   6. Esforço correto – dirigir a mente para religiosidade; nutrir os
    estados saudáveis da mente
•   7. Plena atenção correta – estar todo o tempo presente e
    atento,no que estiver fazendo, pensando ou sentindo
•   8. Meditação correta – treinar a mente para alcançar o estado
    de atenção focada necessária para entrar nas 8 dhyanas

Grupamentos: (1) e (2) – Insight (prajna; sabedoria); (3) a (5) – Moralidade
   (sila); (6) a (8) – Meditação (samadhi)

                                                                               49
Consciência e Percepção no
            Budismo
CAMPO OBJETIVO       CONSCIÊNCIA        ÓRGÃO DOS SENTIDOS


   Formas         Consciência Visual          Olho
    Sons         Consciência Auditiva        Ouvido

  Cheiros        Consciência Olfativa         Nariz

  Paladares      Consciência de Sabor        Língua
  Tangíveis        Consciência Tátil          Corpo
  Conceitos       Consciência Mental          Mente




                                                         50
Consciência e Percepção no
         Budismo Mahayana
 Uma percepção ocorre quando há contato entre
  um órgão dos sentidos, um objeto em seu campo
  e consciência; por exemplo
 Ver: contato entre forma - olho - consciência
 Esses três – órgão, objeto e campo de consciência
  - surgem e cessam juntos ao longo da seqüência
  de momentos
 Um momento é um pequeno intervalo de tempo;
  diz-se que há 65 desses momentos no ‘estalar um
  dedo’
 A tabela parece identificar seis tipos de
  consciência; mas, há apenas uma consciência
  fundamental a “consciência primária”, ou
  “consciência”.

                                                  51
Percepção e Concepção
‘Sujeito e Objeto’ em cada momento de percepção

 1º Momento                         2º Momento



                            Julgamento
                O Objeto     “arquivo”/
                               carma

                   3º Momento



                           O que é registrado
             Conceito         pela mente
            Imputado            ilusória
Sutra Coração (resumido)
         Shariputra pergunta à Avalokiteshvara
Como deveria treinar quem deseja se engajar na prática
  da perfeição da sabedoria?”
A resposta resumida:
• Os cinco agregados são vazios de existência
  intrínseca
• Forma é vazio, vazio é forma, vazio não é outro que
  forma, forma também não é outro que vazio
• Da mesma forma, sentimentos, percepções,
  formações mentais e consciência são todos vazios
• Todos os fenômenos são vazios e sem características
  definidoras
• Não nascem, não cessam, não são deficientes, não
  são completos

                                                    53
Sutra Coração (resumido)
• No vazio não há forma, nem sentimentos, nem
  percepções, nem formações mentais, e nem
  consciência
   •  Não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, nem mente
   •  Não há forma, som, cheiro, sabor, textura ou objetos
     mentais
   • Não há ignorância, não há extinção de ignorância, não
     há envelhecimento e morte, nem extinção de
     envelhecimento e morte
   • Não há sofrimento, origem, cessação ou caminho
   • Não há sabedoria, nem realização, nem não realização
• Mantra:
 Tadyatha gaté gaté paragaté parasamgaté bodhi svaha!



                                                             54
Sutra Coração
          Comentários do Dalai Lama
•   “Da mesma maneira, sentimentos, percepções, formações
  mentais (atividades) e consciência são todos vazios”.
• Perceber o isso (suchness) de todos os fenômenos é a verdade
  fundamental sobre a natureza da realidade.
• As duas verdades (convencional e fundamental) são dois aspectos
  de uma única realidade
• A pessoa pode perceber diretamente a ausência completa de
  realidade independente em todas as coisas e eventos
• Em tal estado, não há formas, nem sentimentos, nem sensações,
  nem percepção, nem formações mentais, ou seja, nada mesmo!
• Para uma pessoa imersa na realização direta do vazio,
  características como originação e cessação - ou qualquer
  dualidade – não são encontradas
Conselho: Não se baseie meramente no entendimento intelectual,
  mas na experiência direta



                                                                55
Os Dez Estágios de Iluminação
        dos Seres Iluminandos
•  Alegria Extrema
     – Fazem as práticas dos seres iluminandos e
        beneficiam os seres sencientes com alegria;
        desenvolvem raízes de bondade; foco nos votos
2. Pureza
     – Honestidade total, seguindo o caminho do insight
        correto para o domínio da realidade; remoção de
        todos aviltamentos
3. Refulgência
     – Realizam as oito dhyanas; plena atenção correta;
        desapego; comprometimento com a iluminação

                                  ( ‘Escritura do Ornamento de Flores’)




                                                                     56
Os Dez Estágios de Iluminação
4. Fulgor
   – Entrando na luz do Darma; atenção; concentração;
      fé; cooperação; energia; mente pura
   – Igualdade; imparcialidade; equanimidade;
      entendimento das duas verdades, a convencional e a
      fundamental
6. Difícil de Conquistar
   – Participar do mercado com profissões mundanas;
      desenvolver seres sencientes
7. Presença
   – Entrando no Ensinamento profundo; equanimidade;
      não dualidade de existência e não existência de todas
      as coisas; vendo coisas por sua natureza intrínseca;
      analise de ignorância; prajna


                                                          57
Os Dez Estágios de Iluminação
7. Indo Longe
    – O Caminho, meios expedientes, intenção pura;
      prajna; não dualidade da essência de ser e não ser;
      todos elementos de iluminação são cumpridos
      momento a momento
    – Parecem praticar os caminhos de não budistas e
      seguem ocupações mundanas
8. Imóvel
    - Todos os elementos acima são executados sem
      esforço; contemplação em prajna; foco no Caminho
      Búdico
Os níveis
(9) Mente Boa e (10) Nuvem de Pensamento
    – são aprofundamentos na onisciência

                                                       58
Bio-feedback , Estresse e Terapia
 Qualquer assunto – aprendizado, amor, sexo, dinheiro,
 trabalho, sucesso, felicidade, iluminação - pode ser fonte
 de estresse e desequilíbrio energético
 Utiliza-se sistema holístico com base em bio-feedback para
 determinar dislexias que forem prioridades para o corpo da
 pessoa
 Como as respostas são binárias é necessário ter listagem
 de dislexias para nomear as prioridades
 Conhecendo-se e medindo-se esses estresses é possível
 desativá-los
 Os métodos para desativação podem ser vários, desde que
 o facilitador tenha intimidade com eles
 O sistema Terapia do Swami Amano pode ajudar nessa
 tarefa, com suas tabelas de estressores e o uso de bio-
 feedback


                                                           59

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  • 1. III Simpósio Fronteiras da Consciência Consciência e Iluminação Fausto Lyra de Aguiar
  • 2. Premissas  Consciência e Iluminação são conceitos além da lógica e dos modelos mentais que estamos habituados  Vamos procurar construir esses conceitos ao longo da palestra  Procurando: – Ampliar o entendimento sobre o fenômeno – Ir além do que nos imaginamos ser – Ir além do Ego – Conectar com a "Mente Pura" "Estar no Presente” Importante No “aqui e agora” Com “plena atenção 2
  • 4. • 1905: Einstein publica “Teoria da Relatividade A Ciência Especial” Descartes e Newton • Tempo e 1915: Einstein espaço não • Antiga lógica começaMecânica Quântica • Metáfora: “mecanismo ~ 1930: a são absolutos “Teoria Geral da - a “estranha realidade” separar-se do Relatividade” tempo e de relógio” • Medidas de e onda • Partícula • Realidade pensada e desenvolvimento -Entrelaçamento Mudou a visão espaço - função da • científico newtoniana analisada em partes: velocidade relativa • -O “observador” “tecido Deformação do fragmentação do •todo; - Campo eletro- O do espaço-tempo” entrecolapso das • observadores exemplo: magnético • Cada observador e o possibilidades tem Medicina: especialidades “real” • - Velocidade datempo e espaço luz constante, próprios independente do observador Século XX Século XIX 350 anos atrás 4
  • 5. A Ciência Afastamento cada vez maior entre a física e a lógica tradicional Conceitos novos surgindo a todo momento: - “Big Bang”, expansão inflacionária, oceano de Higgs, branas, universo holográfico, vácuo cheio, cordas vibrantes, espaço de onze dimensões, não localidade, ... De que é feito nosso Universo? - Partículas / Ondas (fótons, elétrons e quarks) - Matéria Negra, Energia Negra O conceito do Observador A física se aproximando do que os grandes sábios viam em suas meditações 5
  • 6. A Cognição Observem que ao longo do tempo: Temos um "diálogo interno" - permanentemte São pensamentos “soltos”  Atuando a partir de “arquivos” já existentes no cérebro, na memória r Estes “arquivos constituídos moldam a forma como: vemos, ouvimos, julgamos e filtramos - “isso é bom”, “isso é ruim” - “isso é certo”, “isso é errado” Estamos em um contexto social que possui seus "paradigmas" 6
  • 7. A Cognição Espermatozóide CULTURA ESCUTA/ EXPER. FAMÍLIA PERCEBE PESSOAIS VALORES O MUNDO “FÓRMULAS” DE Óvulo SOBREVIVÊNCIA Carma
  • 8. A Cognição: a Mente Ilusória "Quem descobriu a água com certeza não foi um peixe"  Pensamentos gerados por cultura, família, valores  Informações que vemos diz mais sobre nós do que a própria “realidade”  Filtros modelam aquilo que vemos  Agimos conforme estas CRENÇAS  O valor “científico” e “lógico” das informações é função do “conhecimento” em voga na sociedade 8
  • 9. A Cognição Somos moldados por essas informações pré- existentes” Estamos sob controle desses “arquivos” Esse arquivo é herdado dos ancestrais pelos cromossomos e por informações trazidas pela consciência na concepção O novo ser combina as 3 fontes de informação • O DNA do espermatozóide Memória • O DNA do óvulo e Experiências Pessoais Conheci- mentos • O Carma O Cultura Valores Mun Família Como as percepções são moldadas? do 9
  • 10. Percepção-Concepção: Sujeito e Objeto • O que tomamos por um objeto concreto é percebido como uma imagem mentalmente construída • Suas características dependem de fatores externos e fatores subjetivos • Os fatores subjetivos pertencem ao próprio processo de percepção, como emoções e desejos • A imputação de conceitos sobre esse objeto em formação afeta sua construção perceptual • Há uma mistura de conceitos e imagens mentais com o objeto observado pela percepção nua 10
  • 11. Percepção e Concepção: ‘Sujeito e Objeto’ (em cada momento de percepção) 1º Momento 2º Momento Julgamento O Objeto “arquivo”/ carma 3º Momento Conceito Imputado O que é registrado pela Mente Ilusória
  • 12. O Cérebro Esquerdo • Analítico, linear, temporal, seqüencial • Dominante em nossa cultura • Foco específico • Sobrevivência (lutar ou fugir), linguagem, auto-imagem • Julga as informações com base em arquivos pré-estabelecidos - sistema de crenças 12
  • 13. O Cérebro Direito • Focado no todo, percepção ilimitada • Não julga, não tem medo, é criativo e espacial • Onde aparecem os “insights” • Os grandes breakthrough’s científicos • As visões dos místicos 13
  • 14. O Cérebro: Estar no Presente - ‘Experiência’ • O“presente” está no lobo frontal Quando concentramos a energia nesse local os “arquivos” perdem efetividade – Com treino meditativo pode-se estar no “presente” – Sem esse treino há um meio simples: • Focar energia nas áreas adjuntas aos ossos frontal e occipital – Vamos fazer essa ‘experiência’? 14
  • 15. Meditação • É a experiência dos “olhos da mente e do espírito” • A meditação permite: - Ter o insight dos estados mais elevados de consciência - Ter percepção da ‘mente pura e cristalina’ - Estar no eterno presente” - Sem a experiência da meditação – Ficamos sem base – Sem compreensão 15
  • 16. Meditação • Muitas maneiras de meditar - Cada um deve procurar a sua Pode variar com a idade Exemplos: – Jovem: Zazen – Meia idade: Dançar – Terceira idade: “Plena atenção” Osho dizia: – deve-se meditar todo o tempo – A ‘plena atenção’ • Plena Atenção é estar com a atenção concentrada no que se estiver fazendo, no “aqui e agora” 16
  • 17. Meditação, Cérebro e Coração  Lá está o contato com a Existência, com Deus, com o Tao, com Buda  Cérebro e coração parecem trabalhar em conjunto Na China o coração é considerado a sede da mente - 心  No ‘caminho da iluminação’ o meditador precisa conseguir percepções e concepções válidas  Enquanto nossas percepções e concepções forem moldadas pelo “carma” estaremos sendo guiados por ele 17
  • 18. Religião e Religiosidade Depois das questões urgentes da vida cotidiana: - saúde, amor, estudos, carreira, trabalho e dinheiro  Aparece a questão espiritual – o que somos? – o que viemos fazer neste mundo? 18
  • 20. Budadarma: Experiência de Shakyamuni Sidarta, o Buda, aos 29 anos embarcou em: • Busca religiosa, com práticas ascéticas e disciplinas mentais, conhecidas por “ioga”  Alcançou duas concentrações iogue – O estado de “nada” e – O estado de “nem percepção nem não percepção” • As sétima e oitava dhyanas (concentração / meditação)  Isso não foi suficiente e Shakyamuni corta com a tradição de seu tempo • que ensinava que esses estados de meditação liberariam das aflições do mundo 20
  • 21. Budadarma: Experiência de Shakyamuni Logo, tentou purificação com jejum e – Percebeu que isso enfraquecia a mente – Criou o Caminho do Meio Então, sentou-se sob de árvore “bodhi” (iluminação) – Fazendo voto de não se mover até alcançar seu objetivo – Logo, Mara atacou tentando Shakyamuni – Teria recebido impulsos derivados de seu próprio instinto de viver; ameaçado por seu voto de imobilidade A iluminação ocorre após as 8 dhyanas e a eliminação dos conceitos de “eu” e “meu” 21
  • 22. Níveis de Consciência 4º estagio: nem doloroso nem prazeroso – na total pureza da mente atenta. 3º estágio: a mente A Visão da equilibrada, em atenção Iluminação do Buda consciente; alegria na Tradição Budista 2º estágio: concentração, coração sereno, isento de Os Níveis pensamento aplicado Tradicionais de Meditação na 1º estágio de dhyana: Iluminação de pensamento aplicado, visando desapego e alegria Sidarta Gautama
  • 23. Níveis de Consciência 8º estagio: além do ‘campo de realmente nada; permanece na Então, Sidarta elimina pela realização da ‘estação de nem percepção nem não percepção’. raiz todo sentido de “eu” e 7º estagio: além da ‘estação de consciência ilimitada’, ‘vendo’ ‘não há A Visão da ‘meu’, deixando de existir Iluminação do Buda nada’, ele permanece na realização da ‘estação de realmente nada’. na Tradição Budista como “pessoa”; torna-se o 6º estagio: além da ‘estação de espaço ilimitado, ‘vendo’ ‘consciência Os NíveisBuda Shakyamuni sem fim’, permanece na realização da ‘estação de consciência ilimitada’. Tradicionais de 5º estagio: além de percepção de Meditação na forma, ‘vendo’ o “espaço sem fim”; Iluminação de permanece na ‘estação de espaço ilimitado. Sidarta Gautama
  • 24. Iluminação e as Duas Verdades Então, para a iluminação seria necessário:  Obter os 8 níveis de meditação, as 8 Dhyanas  Entrar no “Caminho de Ver”, com percepções válidas que duram mais que um momento  Mas, ainda sem remover a concepção da existência inerente dos fenômenos  Inata aos seres desde o tempo sem começo 24
  • 25. Iluminação e as Duas Verdades No nível seguinte, o “Caminho da Meditação” – Fenômenos – inclusive o self - parecerão existir inerentemente até que, – Finalmente, quando todas as concepções inatas de existência inerente são removidas – O meditador obtém o “Caminho de Não Mais Aprendizado”; tornou-se um Buda 25
  • 26. Iluminação e as Duas Verdades  Quando todas as concepções inatas de existência inerente são removidas, as duas verdades (1) A verdade convencional – a aparência convencional de fenômenos, inclusive as idéias de ‘eu’ e ‘meu’, e (2) A verdade fundamental – o vazio de todas as coisas e ausência de self (ou ego ou personalidade)  São vistas simultaneamente (onisciência)  Não há mais distinção entre o período de meditação e o período de não meditação  Todas as cognições Búdicas são diretas e válidas 26
  • 27. Consciência e seus Níveis Bege 0 a 1,5 ano - Instintivo, sensório-motor, sobrevivência Púrpura 1 a 3 - Animista, mágico, tribo, etnocêntrico Vermelho 3 a 6 - Egocêntrico, heróico, poder, mundo selva Azul 7 a 10 - Mítico, rebanho, certo x errado, religião, membro, viver pela regra Laranja 12 a 14 - Científico, sucesso individualista, ganhos materiais, objetivo Verde Pluralista, individualista, relativista, comunidade, Gaia Amarelo Integrativo, flexibilidade, espontaneidade, conhecimento, competência Turquesa 25/30 - Holístico, sentimento, conhecimento, espiritualidade (Estudos Ocidentais; Wilber, Beck e Cowan) 27
  • 28. Consciência e seus Níveis Testemunha Sujeito e objeto diferenciados Dual Equanimidade Unicidade - o Um igual ao Todo e vice versa Testemunha Nem isso nem aquilo – sujeito e objeto Não Dual indiferenciados OM Nem dual nem não dual, isso, suchness Mente Única A grande mente onde tudo surge e cessa A visão oriental: em geral, depois dos 40 anos essa busca se inicia 28
  • 29. Consciência E Seus Níveis Níveis de Consciência Adotados 13. A Mente Única (onde tudo surge e cessa) – o Um Coração 12. Om (nem dual nem não dual) KW, Budadarma e 11. Testemunha Não Dual (sujeito Experiência Própria e objeto indiferenciados) 10. Equanimidade (unicidade) 9. Testemunha Dual (sujeito e objeto diferenciados) 8. Turquesa (holístico) 7. Amarelo (integrativo) 6. Verde (pluralista) 5. Laranja (científico) Wilber, Beck e Cowan (*) 4. Azul (mítico) 3. Vermelho (egocêntrico) 2. Púrpura (animista) (*) Integral Psychology e Spiral Dynamics 1. Bege (instintivo)
  • 30. Afinal qual é o objetivo? Onde queremos chegar? O que acontece depois de se chegar aos estados mais elevados de consciência? Será que chegamos à iluminação? – É provável que não! - Essa experiência é geralmente localizada -Com o tempo vão aparecendo outros estresses, dentre as inumeráveis dislexias que trazemos no ‘arquivo’, que nos trazem para níveis mais baixos Andando no “Caminho”, usando a “plena atenção” vamos ficando cada vez mais estáveis nos níveis mais elevados - Mas esse caminho é longo - Em cada estado almejado descobrimos que há algo mais adiante 30
  • 31. Afinal qual é o objetivo? Onde queremos chegar? *  Podemos voltar a níveis mais baixos – porque estão incorporados a nossa estrutura e – podem ser chamados a atuar dependendo das circunstâncias Desde o nascimento crescemos partindo do nível bege (instintivo) em direção aos níveis mais elevados,  Em cada um dos níveis – a visão do mundo é feita através dessa perspectiva – que é diferente de quem estiver em outro nível – isso é razão de muitos desencontros A experiência do Buda diz que – somente a eliminação da idéia de “eu” e “meu”, que nos é inata, leva à iluminação 31
  • 32. Deus e Mente Única 一心 Buda: seus ensinamentos não incluem um Deus criador do universo como nas religiões “judaico - cristã - islâmica” Sua metáfora mais próxima é a Mente Única (o Um Coração 一心 ) – Fenômenos são manifestações (ou flutuações) desta mente – Pode-se eliminar o conceito de sua existência inerente  O termo Consciência Universal poderia ser usada como metáfora desse “Um Coração”  Os ‘nomes sagrados’ como Deus, Jeová, Alá, Brahman, Shiva e mesmo Iluminação, estão carregados de estresse emocional e energético  É preciso meditação para melhor aceitar os aparentes conflitos de crença entre seus seguidores Deus ou (o Um Coração 一心 ) é um só qualquer que seja a metáfora usada 32
  • 33. Qual a principal dificuldade para alcançar a Iluminação? O estado “normal” é o da mente límpida sem pensamentos; pensar é um ato autônomo • O “normal” parece sem graça para a mente ilusória e seu gosto pelo drama! • Na tranqüilidade da mente búdica, não há – felicidade ou infelicidade – pesar nem desespero, – nem tragédias, nem ciúmes, nem amores, nem ódios – nem gols do Flamengo, nem novela da Globo, nem BBB É o interesse pelo carnaval – bom ou ruim – que nos faz ficar /voltar para a” mente ilusória” Sofrimento e alegria são dualidades de mesma natureza; pertencem a mesma festa de carnaval 33
  • 34. O que é Consciência? Reflexões: A energia do corpo; sem ela o corpo é morto; o momento da morte é o momento em que a consciência deixa o corpo O fantasma na máquina O primeiro momento de consciência, antes que se misture com os conceitos pré-existentes na mente ilusória A consciência que encarna é chamada de Alma (judaico cristãs); Carma (Alayavijnana; Budadarma) Talvez só exista informação e a matéria um mito 34
  • 35. O que é Iluminação? Reflexões: 1º - Em “plena atenção”, 2º - Simultaneamente nas “Duas Verdades” – a Fundamental e a Convencional 3º - Tendo eliminado pela raiz qualquer idéia de eu, meu, mim 4º - No espaço onde tudo surge e cessa 一 心 35
  • 36. Qual o Caminho para a Iluminação? Sugestões de percurso: 1º - Estando em “plena atenção” 2º - Ter coragem para “parar e ver” – meditação e insight 3º - Encontrar um Mestre 4º - Evitar processos que reforcem ego e personalidade 5º - Ir pouco a pouco subindo nos níveis de meditação e de consciência 6º - Chegar à “Mente Única” 一 心 7º - Encontrar as “Duas Verdades” 8º - Eliminar pela raiz qualquer idéia de eu, meu, mim 36
  • 37. Experiência Fruto do Crescimento – A mente cada vez mais quieta, no aqui e agora – Diminuição progressiva de sofrimentos ligados ao ego • Ciúme, inveja, cobiça, ressentimento, raiva • Visões de poder e similares da “mente ilusória” – A pessoa opera com atenção plena, com percepções e concepções cada vez menos moldadas – Pensa no presente; livre de conceitos e formulas pré-existentes na mente ilusória 37
  • 38. Visão das Grandes Tradições Visão Budista Os Povos da Bíblia - Não há dificuldade em • Percebem tudo que é ‘bom’ relação a morte ou ‘mal’ com relação a regras ditadas por Deus - O conceito de sofrimento está justamente ligado ao • A figura todo poderosa de carma que irá reencarnar e um Deus e o medo de Deus essa é a questão • A oração - encontro com - Infernos aparecem através Deus do carma; inclusive onde renasce, de que pais, com • Ressurreição do corpo; que habilidades vida eterna após a morte no céu ou no inferno • O medo da morte 38
  • 39. Conclusão - Lembrando que iluminação é difícil e deve-se estar preparado para um período longo de “ficar cada vez melhor”, - E que meditação é condição necessária para uma vida mais plena, podemos concluir: “Quando você descansa na clareza cristalina da percepção sempre presente, você não é Buda ou Bodhisattva, você não é isso ou aquilo, você não está aqui ou acolá; quando você relaxa na simples percepção eternamente presente, você é o grandioso não-nascido, liberado de quaisquer qualidades”. Ken Wilber, The Eye of Spirit 39
  • 41. Fontes Principais Sutras Budistas (tradução de F. Aguiar) - Sutra de Hui-neng (3 versões) - Sutra Lótus - Sutra Coração - Os Três Sutras da Terra Pura - Sutra Vimalakirti - Sutra Sandhinirmorcana - Sutra Avatamsaka – A Escritura do Ornamento de Flores - Livro 1 a livro 24 - Livro 31 a livro 36 Uma Psicologia Budista –Introdução ao livro ‘As Setenta Stanzas’ de Nagarjuna, David Komito, PhD Palestras de Osho Integral Psychology, K. Wilber Uma Nova e Milenar Maneira de Ver a Vida – F. Aguiar 41
  • 42. Níveis Emocionais e de Consciência Níveis de Consciência • Níveis Emocionais •OM • Aceitação x Oposição •Testemunha Não Dual • Disposição x Apatia ou •Equanimidade Raiva •Testemunha Dual • Segurança x Vergonha •Causal (êxtase, sida) • Igualdade x Culpa •Sutil (amor incondicional) • União x Separação •Coral (mente psíquica) • No presente x Ausente •Turquesa (holístico) •Amarelo (integrativo) •Verde (pluralista) Os Espaços •Laranja (científico) Om, Mente Única e Buda •Azul (mítico) •Vermelho (egocêntrico) são usados para •Púrpura (animista) auxiliar na “Cura” •Bege (instintivo) 42
  • 43. A Experiência de Shakyamuni O Budadarma Sidarta, o Buda a ser, aos 29 anos embarcou em – Busca religiosa, com práticas ascéticas e disciplinas mentais – Conhecidas por “ioga”  Alcançou duas concentrações iogue 1. O estado de “nada” e 2. O estado de “nem percepção nem não percepção” - As sétima e oitava dhyanas (concentração / meditação)  Isso não foi suficiente e Shakyamuni corta com a tradição de seu tempo – que ensinava que esses estados de meditação liberaria das aflições do mundo 43
  • 44. A Experiência de Shakyamuni O Budadarma Logo, tentou purificação com jejum e – Percebeu que isso enfraquecia a mente – Criou o Caminho do Meio Então, sentou-se sob de árvore “bodhi” (iluminação) – Fazendo voto de não se mover até alcançar seu objetivo – Logo Mara atacou tentando Shakyamuni – Teria recebido impulsos derivados de seu próprio instinto de viver; ameaçado por seu voto de imobilidade  Após a oitava dhyana, seguiu-se: – Na 1a vigília da noite, viu suas vidas passadas; como uma fita de cinema de sua biografias 44
  • 45. A Experiência de Shakyamuni O Budadarma  Na 2a vigília, viu todo o universo de nascimento e morte – Viu a morte e renascimento de todos os seres – Viu os cinco domínios em que os seres poderiam renascer – E isso seria resultado de suas próprias ações – Seus renascimentos seriam determinados por seus carmas (ações)  Na 3a, viu as “Quatro Nobres Verdades”, os “Doze Elementos da Originação Dependente” e o “Nobre Caminho Óctuplo” – Formulações de solução lógica para a lei do carma e – A verdade do não self, que é a percepção fundamental que leva a iluminação  Na 4a vigília, obteve onisciência e, quando o sol nasceu, não era mais Shakyamuni, mas ‘um Buda’, ‘um iluminado’  Essa experiência é a base de seu ensinamento  A historia subseqüente do Budadarma é uma progressiva explicação e interpretação dessa experiência 45
  • 46. Causalidade e os Doze Elementos • Causalidade e suas implicações  Não no sentido físico mecanicista ocidental onde a ação de um objeto provoca a ação de outro objeto; ex. bilhar  Essa causalidade é a “originação dependente”: Quando isso está presente, isso vem a ser; Do surgimento d’isso, isso surge. Quando isso está ausente, isso não vem a ser, Na cessação d’isso, isso cessa. “Depende” é a palavra chave; seria incorreto dizer que ‘nome e forma’ causa os ‘seis campos dos sentidos’ A existência da matéria (forma) é um pré-requisito para a existência de um órgão sensorial, tal como um olho, o qual é pré-requisito para a existência de um campo visual Da mesma maneira, a ocorrência do contato entre um olho, uma forma material e uma consciência visual é pré- requisito para a ocorrência de um sentimento de prazer de uma visão agradável 46
  • 47. Os Doze Elementos da Originação Dependente - Pratitya samutpada • 1. Ignorância • 2. Formações Cármicas • 3. Consciência • 4. Nome e Forma • 5. Seis Campos dos Sentidos • 6. Contato • 7. Sentimentos • 8. Desejo • 9. Ganância • 10. Vir a ser (bhava) • 11. Nascimento • 12. Morte, tristeza, sofrimento  Representam os vários ‘aspectos do ser humano em conjunção com seu ambiente’; é um todo dinâmico; os skandhas são estáticos  O sistema funciona em círculo  Bhava – os 3 níveis de realidade ou modos de existência; os domínios do desejo, forma e não forma 47
  • 48. As Quatro Nobres Verdades  A doutrina fundamental do Budismo enunciado pelo Buda Shakyamuni em seu primeiro sermão (Dharma cakra pravartana sutra) ensina que:  Duhkha - toda existência é frustrante e sofrida  Samudaya (surgimento) – sofrimento surge devido ao desejo por sensações e experiências prazerosas  Nirodha (cessação) – é possível livrar-se do sofrimento e conseguir nirvana  Marga - existe uma maneira de atingir este objetivo,  Consiste de 8 fatores que coletivamente podem levar ao Nirvana – o Nobre Caminho Óctuplo 48
  • 49. O Nobre Caminho Óctuplo • 1. Visão Correta – aceitação do Ensinamento (Darma); relacionado com insights e prajna • 2. Decisão Correta – ter perspectiva positiva; determinação pela iluminação • 3. Fala correta – falar de forma positiva e produtiva, em lugar de mentir, enganar ou ferir; • 4. Ação correta – manter os 5 preceitos básicos; proibindo matar, roubar, má conduta sexual, mentir e usar drogas • 5. Meio de vida correto – evitar profissões que possam ferir a outros • 6. Esforço correto – dirigir a mente para religiosidade; nutrir os estados saudáveis da mente • 7. Plena atenção correta – estar todo o tempo presente e atento,no que estiver fazendo, pensando ou sentindo • 8. Meditação correta – treinar a mente para alcançar o estado de atenção focada necessária para entrar nas 8 dhyanas Grupamentos: (1) e (2) – Insight (prajna; sabedoria); (3) a (5) – Moralidade (sila); (6) a (8) – Meditação (samadhi) 49
  • 50. Consciência e Percepção no Budismo CAMPO OBJETIVO CONSCIÊNCIA ÓRGÃO DOS SENTIDOS Formas Consciência Visual Olho Sons Consciência Auditiva Ouvido Cheiros Consciência Olfativa Nariz Paladares Consciência de Sabor Língua Tangíveis Consciência Tátil Corpo Conceitos Consciência Mental Mente 50
  • 51. Consciência e Percepção no Budismo Mahayana  Uma percepção ocorre quando há contato entre um órgão dos sentidos, um objeto em seu campo e consciência; por exemplo  Ver: contato entre forma - olho - consciência  Esses três – órgão, objeto e campo de consciência - surgem e cessam juntos ao longo da seqüência de momentos  Um momento é um pequeno intervalo de tempo; diz-se que há 65 desses momentos no ‘estalar um dedo’  A tabela parece identificar seis tipos de consciência; mas, há apenas uma consciência fundamental a “consciência primária”, ou “consciência”. 51
  • 52. Percepção e Concepção ‘Sujeito e Objeto’ em cada momento de percepção 1º Momento 2º Momento Julgamento O Objeto “arquivo”/ carma 3º Momento O que é registrado Conceito pela mente Imputado ilusória
  • 53. Sutra Coração (resumido) Shariputra pergunta à Avalokiteshvara Como deveria treinar quem deseja se engajar na prática da perfeição da sabedoria?” A resposta resumida: • Os cinco agregados são vazios de existência intrínseca • Forma é vazio, vazio é forma, vazio não é outro que forma, forma também não é outro que vazio • Da mesma forma, sentimentos, percepções, formações mentais e consciência são todos vazios • Todos os fenômenos são vazios e sem características definidoras • Não nascem, não cessam, não são deficientes, não são completos 53
  • 54. Sutra Coração (resumido) • No vazio não há forma, nem sentimentos, nem percepções, nem formações mentais, e nem consciência • Não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, nem mente • Não há forma, som, cheiro, sabor, textura ou objetos mentais • Não há ignorância, não há extinção de ignorância, não há envelhecimento e morte, nem extinção de envelhecimento e morte • Não há sofrimento, origem, cessação ou caminho • Não há sabedoria, nem realização, nem não realização • Mantra: Tadyatha gaté gaté paragaté parasamgaté bodhi svaha! 54
  • 55. Sutra Coração Comentários do Dalai Lama • “Da mesma maneira, sentimentos, percepções, formações mentais (atividades) e consciência são todos vazios”. • Perceber o isso (suchness) de todos os fenômenos é a verdade fundamental sobre a natureza da realidade. • As duas verdades (convencional e fundamental) são dois aspectos de uma única realidade • A pessoa pode perceber diretamente a ausência completa de realidade independente em todas as coisas e eventos • Em tal estado, não há formas, nem sentimentos, nem sensações, nem percepção, nem formações mentais, ou seja, nada mesmo! • Para uma pessoa imersa na realização direta do vazio, características como originação e cessação - ou qualquer dualidade – não são encontradas Conselho: Não se baseie meramente no entendimento intelectual, mas na experiência direta 55
  • 56. Os Dez Estágios de Iluminação dos Seres Iluminandos • Alegria Extrema – Fazem as práticas dos seres iluminandos e beneficiam os seres sencientes com alegria; desenvolvem raízes de bondade; foco nos votos 2. Pureza – Honestidade total, seguindo o caminho do insight correto para o domínio da realidade; remoção de todos aviltamentos 3. Refulgência – Realizam as oito dhyanas; plena atenção correta; desapego; comprometimento com a iluminação ( ‘Escritura do Ornamento de Flores’) 56
  • 57. Os Dez Estágios de Iluminação 4. Fulgor – Entrando na luz do Darma; atenção; concentração; fé; cooperação; energia; mente pura – Igualdade; imparcialidade; equanimidade; entendimento das duas verdades, a convencional e a fundamental 6. Difícil de Conquistar – Participar do mercado com profissões mundanas; desenvolver seres sencientes 7. Presença – Entrando no Ensinamento profundo; equanimidade; não dualidade de existência e não existência de todas as coisas; vendo coisas por sua natureza intrínseca; analise de ignorância; prajna 57
  • 58. Os Dez Estágios de Iluminação 7. Indo Longe – O Caminho, meios expedientes, intenção pura; prajna; não dualidade da essência de ser e não ser; todos elementos de iluminação são cumpridos momento a momento – Parecem praticar os caminhos de não budistas e seguem ocupações mundanas 8. Imóvel - Todos os elementos acima são executados sem esforço; contemplação em prajna; foco no Caminho Búdico Os níveis (9) Mente Boa e (10) Nuvem de Pensamento – são aprofundamentos na onisciência 58
  • 59. Bio-feedback , Estresse e Terapia  Qualquer assunto – aprendizado, amor, sexo, dinheiro, trabalho, sucesso, felicidade, iluminação - pode ser fonte de estresse e desequilíbrio energético  Utiliza-se sistema holístico com base em bio-feedback para determinar dislexias que forem prioridades para o corpo da pessoa  Como as respostas são binárias é necessário ter listagem de dislexias para nomear as prioridades  Conhecendo-se e medindo-se esses estresses é possível desativá-los  Os métodos para desativação podem ser vários, desde que o facilitador tenha intimidade com eles  O sistema Terapia do Swami Amano pode ajudar nessa tarefa, com suas tabelas de estressores e o uso de bio- feedback 59

Notas do Editor

  1. Kl
  2. Esperando ter-lhes dado uma idéia tanto moderna como tradicional sobre como Nossas vidas transcorrem Vê-las com mais clareza e Procurar caminhos mais adequados ao seu pleno desenvolvimento Lembrando que iluminação é difícil e deve-se estar preparado para um período longo de “ ficar cada vez melhor ” Meditação é condição necessária para uma vida mais plena
  3. Kl