UFCD 0350
Comunicação interpessoal -
comunicação assertiva
Formadora Susana Guimarães
su.guimaraes7@gmail.com
@susanaguimaraescoach
INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I. P.
CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE BRAGA
Conteúdos
• Comunicação não violenta
• Escuta ativa
• Conceito de contexto comum
• O rapport
• Semântica/sintaxe
• Paralinguagem
Objetivos 2021 - jornada
• Reflexão semanal
4
Estilos de comunicação - prática
• Realizar a ficha de trabalho
• Grupos de 2 ou 3
• Duração: 15 minutos
Empatia
Comunicação não violenta
• Rosenberg define a Comunicação Não-Violenta como uma
abordagem da comunicação, que compreende as habilidades de
falar e ouvir, que leva os indivíduos a se entregarem de
coração, possibilitando a conexão com si mesmos e com os
outros, permitindo assim que a compaixão se desenvolva.
Comunicação não violenta
• Quanto à expressão Não-Violenta, o psicólogo faz uso da definição
de Gandhi, se referindo a uma condição compassiva natural que
aparece quando a violência é afastada do coração.
Comunicação não violenta
• Com a Comunicação Não-Violenta (CNV), as respostas a
estímulos comunicacionais deixem de ser automáticas e
repetitivas e passam a ser mais conscientes e baseadas em
percepções do momento, por meio da observação de
comportamentos e fatores que tem influência sobre cada um.
Comunicação Não Violenta
Escuta
ativa
Atenção Empatia
Comunicação Não-Violenta
Exemplo:
“Joana, quando gritas comigo no local de trabalho (observação), eu
sinto-me diminuído e irritado (sentimento) porque preciso sentir que
sou respeitado e que meus colegas querem me ajudar a me
desenvolver (necessidades). Podias chamar-me para conversar em
particular quando te sentires irritada comigo? (pedido).”
Comunicação Não Violenta
• Vídeo
Escuta ativa
• Permite ampliar a compreensão e interação com o outro.
• Escutar realmente significa compreender as ideias e modelos de
pensamentos do outro.
• Aceitar incondicionalmente a sua estrutura de referência. Não
julgar. Não significa estar de acordo ou em desacordo.
Escuta ativa
• Estar atento à linguagem não verbal e perceber o que ela
significa.
• A escuta ativa permite-nos estar focados no outro e não nos
nossos próprios pensamentos (“silêncio interno”) para podermos
identificar e compreender as suas preocupações, objetivos,
crenças e valores.
Escuta ativa
O que implica?
• Estado de presença: estar atento à sua linguagem verbal e não verbal
• Dar-lhe a oportunidade de falar sem interromper (ouvir mais e falar menos)
• Cultivar a mente aberta (ouvir sem julgar e sem tirar conclusões precipitadas)
• Respeitar os silêncios do outro
• Falar o necessário e na hora certa
• Demonstrar interesse genuíno, mantendo uma atitude positiva e encorajadora
Escuta ativa - Ferramentas
• Silêncio
• Postura, linguagem corporal e contacto ocular
• Pontuação
• Pedir permissão
• Expressão de perceção
• Reformular
O que precisam para sentir que estão a ser
ouvidos?
Escuta ativa – ferramentas
Silêncio
• Evitar interferir e abster-se de expressar sentimentos, reações, opiniões e
comentários.
• Evitar interromper para fazer perguntas que cortem inapropriadamente
o seu raciocínio ou desrespeitem o seu espaço de reflexão.
• Permite captar o ambiente mental, emocional e sensorial da
expressão da pessoa, ao mesmo tempo que permite que este explore o
seu território pessoal.
• É uma habilidade fulcral para a comunicação assertiva.
Escuta ativa – ferramentas
Postura, linguagem corporal e contacto ocular
• Adaptar-se à posição do seu interlocutor, de forma a sincronizar-se
com o seu comportamento (rapport deve estar presente durante
toda a sessão).
• A nossa linguagem corporal é facilmente percebida pela maioria
das pessoas - conseguem perceber se está em presença ativa e
recetiva ou, pelo contrário, se não está totalmente presente.
• O contacto ocular transmite que a atenção está focada no
interlocutor.
Escuta ativa – ferramentas
Pontuação
• Quando estamos a escutar ativamente, daremos sinais de
“pontuação” como acenar com a cabeça ou ir, ocasionalmente,
dizendo “sim…”, “e…”, “então…” (palavras curtas de uma só sílaba)
• Demonstra que está sincronizado e conectado com ele.
• É preciso dosear apropriadamente esta pontuação, tendo em
conta as diferentes pessoas, as suas necessidades específicas e a
situação concreta.
Escuta ativa – ferramentas
Pedir permissão
• Respeitamos o espaço de reflexão do outro, por isso pede
permissão antes de se introduzir na sua estrutura de referência.
• Caso haja um discurso demasiado longo, podemos perguntar algo
como “Posso interrompe-lo?” ou “posso fazer uma pergunta
desafiante sobre esse assunto?”.
Escuta ativa – ferramentas
Expressão de perceções
• Por vezes, pode ser benéfico expressar as suas perceções sobre o
que observa no interlocutor, colocando uma pergunta para validar
as mesmas, de forma a ajudá-lo a tomar consciência de algo
que possa ter escapado à sua atenção.
• Exemplo: “Tenho a impressão de que esta última opção que
apresentou não é a que mais o motiva, estou certo?”.
Escuta ativa – ferramentas
Reformular
• Trata-se de voltar a expressar uma ideia complexa ou extensa
desenvolvida.
• Utiliza-se as palavras ou expressões chave similares às utilizadas
por ele, o que pressupõe uma escuta ativa apurada.
• Essencial perguntar se está correta a reformulação pois a pessoa
pode não estar de acordo ou querer acrescentar algo.
Escuta ativa – ATIVIDADE
Escuta ativa
Na escuta ativa NÃO devemos:
• Desviar o olhar do interlocutor
• Discutir
• Interromper ou falar ao mesmo tempo
• Tirar conclusões prematuras
• Dar conselhos sem nos pedirem
• Deixar-nos influenciar demasiado pelas emoções
• Utilizar gestos de distração
• Falar com colegas ao mesmo tempo
• Fazer promessas que não se possam cumprir
Conceito de contexto comum
• O tempo, o espaço, o meio físico envolvente, o clima relacional, o
corpo, os factores históricos da vida pessoal e social de cada indivíduo
em presença, as expectativas e os sistemas de conhecimento que
moldam a estrutura cognitiva de cada ator social condicionam e
determinam o jogo relacional dos seres humanos.
• Temos mais tendência e facilidade em confiar e relacionarmo-nos com
pessoas com as quais nos identificamos, por isso, a criação de um
contexto em comum, de similaridades, pode facilitar o processo
comunicativo.
Conceito de contexto comum
•Uma das estratégias para isso é a utilização do
rapport.
Estabelecimento do rapport
• O Rapport é a arte de criar e manter sintonia com o Coachee e ajuda a
obter melhores resultados na interação -> favorece um clima de
confiança e recetividade.
• Rapport é a capacidade de criar um contexto de aspetos comuns com o
outro
• O interlocutor sente-se mais próximo de nós, compreendido e aceite no
modelo que tem do mundo.
• Todos gostamos de pessoas que nos compreendem e revelam ter algo
em comum connosco. Quando assim é, a comunicação flui facilmente e
aumenta a nossa recetividade.
Estabelecimento do rapport
• É algo que fazemos de forma natural e inconsciente mas pode ser
desenvolvida e aprimorada de forma constante.
• A técnica usada para criar Rapport é o “espelhamento” - “espelhar”
não é imitar!
• Podemos espelhar, de forma subtil, discreta e elegante, a forma de
comunicar de outra pessoa (o seu comportamento verbal e não
verbal)
• Para isso temos de prestar muita atenção ao nosso interlocutor -
calibração
Estabelecimento do rapport
Comportamentos que podem ser espelhados:
• Postura e movimentos corporais (não verbal)
• Expressões faciais (não verbal)
• Padrão de respiração (não verbal)
• Ritmo, tom e volume de voz (verbal)
• Palavras e expressões verbais (verbal)
• Backtracking (verbal)
Estabelecimento do rapport
Estabelecimento do rapport
• O Rapport é útil no processo de comunicação para que se crie um
clima de parceria e confiança.
• Precisamos de ter flexibilidade para ser capaz de entrar na
realidade do outro.
• Assim, o outro sente-se compreendido e na presença de alguém
familiar, o que facilita a abertura para a comunicação e
entendimento.
Estabelecimento do rapport
Como estabelecer Rapport?
• Use as palavras que o seu interlocutor utiliza
- Termos preferidos
- Backtracking (resumir os pontos chave usando as palavras do
cliente, acompanhado com o tom de voz e linguagem corporal)
• Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz (fale as
palavras como ele as fala)
• Adote a mesma fisiologia do seu interlocutor (por exemplo: posição
das mãos, a forma como está sentado; sempre de forma subtil)
• Use o nome da pessoa
Semântica e sintaxe
• Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das
palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação
lógica das frases entre si.
• A sintaxe de uma língua, por exemplo, estabelece as regras que
definem:
• O lugar das palavras para a construção das frases;
• As relações de articulação entre as frases de modo a garantir a coerência do
discurso.
Semântica e sintaxe
• A semântica é a ciência que visa estudar os problemas postos
pela interpretação do significado dos signos, ou seja, estuda o
significado das palavras.
• Esta análise que visa estudar os problemas postos pela
interpretação do significado dos signos é a semântica e trata,
portanto, da significação ou do valor de verdade e/ou falsidade
das proposições.
Semântica e sintaxe
• para podermos saber o que quer dizer o emissor, impõe-se
conhecer o contexto da enunciação, isto é, quem disse, em que
circunstâncias, com que intenção.
• O domínio da língua é necessário mas não suficiente para se
compreender a mensagem emitida pelo emissor.
Semântica e sintaxe
Por que é que isto é importante para a
comunicação?
Semântica e sintaxe
• Os sujeitos que participam no acto de comunicação afectam o
significado do que é enunciado. Este significado depende, em
grande parte da experiência que a pessoa tem e do modo
como as expressões são usadas. A compreensão do significado
de um enunciado depende das circunstâncias do seu uso.
Comunicação verbal e não verbal
Comunicação não verbal - tipos
• Roupa
• Orientação no espaço (proxémica)
• Paralinguagem (maneira de falar, tom de voz, pausas)
• Cinestésica (expressões, gestos, postura)
Comunicação não verbal - funções
• Substituir uma expressão ou frase;
• Atribuir ajustes à fala, pausas e gestos, dando maior compreensão ao
que é dito;
• Expor relações de poder e influências interpessoais;
• Contradizer o que está a ser dito;
• Complementar uma mensagem.
Comunicação verbal e não verbal
Um estudo mostrou que:
apenas 7% da comunicação é baseada
nas palavras que realmente dizemos,
38% vem do tom de voz
55% da linguagem corporal.
Aprender como interpretar essa leitura
dos 55% é fundamental no processo de
comunicação.
Comunicação verbal e não verbal
No caso de haver inconsistências entre a mensagem verbal e a não-
verbal (contradição entre o significado da mensagem verbal e não-
verbal), há uma tendência para uma sobreposição da última sobre a
primeira; ou seja, no caso de mensagem verbal versus não-verbal, o
resultado é "ganhar" a mensagem não-verbal.
Comunicação interpessoal e inteligencia emocional.pptx

Comunicação interpessoal e inteligencia emocional.pptx

  • 1.
    UFCD 0350 Comunicação interpessoal- comunicação assertiva Formadora Susana Guimarães su.guimaraes7@gmail.com @susanaguimaraescoach INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I. P. CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE BRAGA
  • 2.
    Conteúdos • Comunicação nãoviolenta • Escuta ativa • Conceito de contexto comum • O rapport • Semântica/sintaxe • Paralinguagem
  • 3.
    Objetivos 2021 -jornada • Reflexão semanal
  • 4.
    4 Estilos de comunicação- prática • Realizar a ficha de trabalho • Grupos de 2 ou 3 • Duração: 15 minutos
  • 5.
  • 6.
    Comunicação não violenta •Rosenberg define a Comunicação Não-Violenta como uma abordagem da comunicação, que compreende as habilidades de falar e ouvir, que leva os indivíduos a se entregarem de coração, possibilitando a conexão com si mesmos e com os outros, permitindo assim que a compaixão se desenvolva.
  • 7.
    Comunicação não violenta •Quanto à expressão Não-Violenta, o psicólogo faz uso da definição de Gandhi, se referindo a uma condição compassiva natural que aparece quando a violência é afastada do coração.
  • 8.
    Comunicação não violenta •Com a Comunicação Não-Violenta (CNV), as respostas a estímulos comunicacionais deixem de ser automáticas e repetitivas e passam a ser mais conscientes e baseadas em percepções do momento, por meio da observação de comportamentos e fatores que tem influência sobre cada um.
  • 9.
  • 11.
    Comunicação Não-Violenta Exemplo: “Joana, quandogritas comigo no local de trabalho (observação), eu sinto-me diminuído e irritado (sentimento) porque preciso sentir que sou respeitado e que meus colegas querem me ajudar a me desenvolver (necessidades). Podias chamar-me para conversar em particular quando te sentires irritada comigo? (pedido).”
  • 12.
  • 13.
    Escuta ativa • Permiteampliar a compreensão e interação com o outro. • Escutar realmente significa compreender as ideias e modelos de pensamentos do outro. • Aceitar incondicionalmente a sua estrutura de referência. Não julgar. Não significa estar de acordo ou em desacordo.
  • 14.
    Escuta ativa • Estaratento à linguagem não verbal e perceber o que ela significa. • A escuta ativa permite-nos estar focados no outro e não nos nossos próprios pensamentos (“silêncio interno”) para podermos identificar e compreender as suas preocupações, objetivos, crenças e valores.
  • 16.
    Escuta ativa O queimplica? • Estado de presença: estar atento à sua linguagem verbal e não verbal • Dar-lhe a oportunidade de falar sem interromper (ouvir mais e falar menos) • Cultivar a mente aberta (ouvir sem julgar e sem tirar conclusões precipitadas) • Respeitar os silêncios do outro • Falar o necessário e na hora certa • Demonstrar interesse genuíno, mantendo uma atitude positiva e encorajadora
  • 17.
    Escuta ativa -Ferramentas • Silêncio • Postura, linguagem corporal e contacto ocular • Pontuação • Pedir permissão • Expressão de perceção • Reformular O que precisam para sentir que estão a ser ouvidos?
  • 18.
    Escuta ativa –ferramentas Silêncio • Evitar interferir e abster-se de expressar sentimentos, reações, opiniões e comentários. • Evitar interromper para fazer perguntas que cortem inapropriadamente o seu raciocínio ou desrespeitem o seu espaço de reflexão. • Permite captar o ambiente mental, emocional e sensorial da expressão da pessoa, ao mesmo tempo que permite que este explore o seu território pessoal. • É uma habilidade fulcral para a comunicação assertiva.
  • 19.
    Escuta ativa –ferramentas Postura, linguagem corporal e contacto ocular • Adaptar-se à posição do seu interlocutor, de forma a sincronizar-se com o seu comportamento (rapport deve estar presente durante toda a sessão). • A nossa linguagem corporal é facilmente percebida pela maioria das pessoas - conseguem perceber se está em presença ativa e recetiva ou, pelo contrário, se não está totalmente presente. • O contacto ocular transmite que a atenção está focada no interlocutor.
  • 20.
    Escuta ativa –ferramentas Pontuação • Quando estamos a escutar ativamente, daremos sinais de “pontuação” como acenar com a cabeça ou ir, ocasionalmente, dizendo “sim…”, “e…”, “então…” (palavras curtas de uma só sílaba) • Demonstra que está sincronizado e conectado com ele. • É preciso dosear apropriadamente esta pontuação, tendo em conta as diferentes pessoas, as suas necessidades específicas e a situação concreta.
  • 21.
    Escuta ativa –ferramentas Pedir permissão • Respeitamos o espaço de reflexão do outro, por isso pede permissão antes de se introduzir na sua estrutura de referência. • Caso haja um discurso demasiado longo, podemos perguntar algo como “Posso interrompe-lo?” ou “posso fazer uma pergunta desafiante sobre esse assunto?”.
  • 22.
    Escuta ativa –ferramentas Expressão de perceções • Por vezes, pode ser benéfico expressar as suas perceções sobre o que observa no interlocutor, colocando uma pergunta para validar as mesmas, de forma a ajudá-lo a tomar consciência de algo que possa ter escapado à sua atenção. • Exemplo: “Tenho a impressão de que esta última opção que apresentou não é a que mais o motiva, estou certo?”.
  • 23.
    Escuta ativa –ferramentas Reformular • Trata-se de voltar a expressar uma ideia complexa ou extensa desenvolvida. • Utiliza-se as palavras ou expressões chave similares às utilizadas por ele, o que pressupõe uma escuta ativa apurada. • Essencial perguntar se está correta a reformulação pois a pessoa pode não estar de acordo ou querer acrescentar algo.
  • 24.
  • 25.
    Escuta ativa Na escutaativa NÃO devemos: • Desviar o olhar do interlocutor • Discutir • Interromper ou falar ao mesmo tempo • Tirar conclusões prematuras • Dar conselhos sem nos pedirem • Deixar-nos influenciar demasiado pelas emoções • Utilizar gestos de distração • Falar com colegas ao mesmo tempo • Fazer promessas que não se possam cumprir
  • 26.
    Conceito de contextocomum • O tempo, o espaço, o meio físico envolvente, o clima relacional, o corpo, os factores históricos da vida pessoal e social de cada indivíduo em presença, as expectativas e os sistemas de conhecimento que moldam a estrutura cognitiva de cada ator social condicionam e determinam o jogo relacional dos seres humanos. • Temos mais tendência e facilidade em confiar e relacionarmo-nos com pessoas com as quais nos identificamos, por isso, a criação de um contexto em comum, de similaridades, pode facilitar o processo comunicativo.
  • 27.
    Conceito de contextocomum •Uma das estratégias para isso é a utilização do rapport.
  • 28.
    Estabelecimento do rapport •O Rapport é a arte de criar e manter sintonia com o Coachee e ajuda a obter melhores resultados na interação -> favorece um clima de confiança e recetividade. • Rapport é a capacidade de criar um contexto de aspetos comuns com o outro • O interlocutor sente-se mais próximo de nós, compreendido e aceite no modelo que tem do mundo. • Todos gostamos de pessoas que nos compreendem e revelam ter algo em comum connosco. Quando assim é, a comunicação flui facilmente e aumenta a nossa recetividade.
  • 29.
    Estabelecimento do rapport •É algo que fazemos de forma natural e inconsciente mas pode ser desenvolvida e aprimorada de forma constante. • A técnica usada para criar Rapport é o “espelhamento” - “espelhar” não é imitar! • Podemos espelhar, de forma subtil, discreta e elegante, a forma de comunicar de outra pessoa (o seu comportamento verbal e não verbal) • Para isso temos de prestar muita atenção ao nosso interlocutor - calibração
  • 30.
    Estabelecimento do rapport Comportamentosque podem ser espelhados: • Postura e movimentos corporais (não verbal) • Expressões faciais (não verbal) • Padrão de respiração (não verbal) • Ritmo, tom e volume de voz (verbal) • Palavras e expressões verbais (verbal) • Backtracking (verbal)
  • 31.
  • 32.
    Estabelecimento do rapport •O Rapport é útil no processo de comunicação para que se crie um clima de parceria e confiança. • Precisamos de ter flexibilidade para ser capaz de entrar na realidade do outro. • Assim, o outro sente-se compreendido e na presença de alguém familiar, o que facilita a abertura para a comunicação e entendimento.
  • 33.
    Estabelecimento do rapport Comoestabelecer Rapport? • Use as palavras que o seu interlocutor utiliza - Termos preferidos - Backtracking (resumir os pontos chave usando as palavras do cliente, acompanhado com o tom de voz e linguagem corporal) • Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz (fale as palavras como ele as fala) • Adote a mesma fisiologia do seu interlocutor (por exemplo: posição das mãos, a forma como está sentado; sempre de forma subtil) • Use o nome da pessoa
  • 34.
    Semântica e sintaxe •Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. • A sintaxe de uma língua, por exemplo, estabelece as regras que definem: • O lugar das palavras para a construção das frases; • As relações de articulação entre as frases de modo a garantir a coerência do discurso.
  • 35.
    Semântica e sintaxe •A semântica é a ciência que visa estudar os problemas postos pela interpretação do significado dos signos, ou seja, estuda o significado das palavras. • Esta análise que visa estudar os problemas postos pela interpretação do significado dos signos é a semântica e trata, portanto, da significação ou do valor de verdade e/ou falsidade das proposições.
  • 36.
    Semântica e sintaxe •para podermos saber o que quer dizer o emissor, impõe-se conhecer o contexto da enunciação, isto é, quem disse, em que circunstâncias, com que intenção. • O domínio da língua é necessário mas não suficiente para se compreender a mensagem emitida pelo emissor.
  • 37.
    Semântica e sintaxe Porque é que isto é importante para a comunicação?
  • 38.
    Semântica e sintaxe •Os sujeitos que participam no acto de comunicação afectam o significado do que é enunciado. Este significado depende, em grande parte da experiência que a pessoa tem e do modo como as expressões são usadas. A compreensão do significado de um enunciado depende das circunstâncias do seu uso.
  • 39.
  • 40.
    Comunicação não verbal- tipos • Roupa • Orientação no espaço (proxémica) • Paralinguagem (maneira de falar, tom de voz, pausas) • Cinestésica (expressões, gestos, postura)
  • 42.
    Comunicação não verbal- funções • Substituir uma expressão ou frase; • Atribuir ajustes à fala, pausas e gestos, dando maior compreensão ao que é dito; • Expor relações de poder e influências interpessoais; • Contradizer o que está a ser dito; • Complementar uma mensagem.
  • 43.
    Comunicação verbal enão verbal Um estudo mostrou que: apenas 7% da comunicação é baseada nas palavras que realmente dizemos, 38% vem do tom de voz 55% da linguagem corporal. Aprender como interpretar essa leitura dos 55% é fundamental no processo de comunicação.
  • 44.
    Comunicação verbal enão verbal No caso de haver inconsistências entre a mensagem verbal e a não- verbal (contradição entre o significado da mensagem verbal e não- verbal), há uma tendência para uma sobreposição da última sobre a primeira; ou seja, no caso de mensagem verbal versus não-verbal, o resultado é "ganhar" a mensagem não-verbal.

Notas do Editor

  • #13 ou seja, assenta nas capacidades e habilidades do Coach.
  • #14 Brincadeira: “O chapéu da fala” Separe estes materiais: cartões com temas para dialogar, um chapéu e uma ampulheta (esta é opcional, você também pode usar o cronômetro do seu relógio). Peça para que as crianças formem um semicírculo e fique de frente para elas. A brincadeira consiste em dar o chapéu para uma criança e pedir que ela escolha um dos cartões. A criança deverá falar sobre o tema escolhido durante um minuto e, em seguida, passar o chapéu para outra criança, para que ela escolha outro cartão e repita o processo. Enquanto esperam a sua vez, o restante das crianças deve permanecer em silêncio.
  • #16 focar-se completamente no que a outra pessoa está a dizer e no que ela não está a dizer
  • #19 - É importante o Coach ter noção da sua postura corporal e de como esta se relaciona com a do Coachee. Mesmo pequenas “quebras” na atenção do Coach podem ser percebidas, levando a que o Coachee se desconcentre no seu diálogo. Perceber que o Coach possa não estar plenamente comprometido com o diálogo, pode originar algo mais grave, como uma quebra na relação de confiança. Quebras no contacto ocular podem ser percecionadas pelos Coachees como uma forma de desinteresse por parte do Coach.
  • #20 de forma a mostrar que está a acompanhar e a estimular o desenvolvimento do seu discurso. Uma pontuação excessiva pode fazer com que a pessoa se sinta pressionada ou sem espaço suficiente para a sua reflexão. Por outro lado, uma pontuação demasiado escassa, pode fazer com que alguns indivíduos se sintam um pouco abandonados ou desacompanhados. Geralmente, pessoas mais extrovertidas podem necessitar de uma apreciação mais contínua que lhes mostre mais visivelmente a presença do Coach. Pessoas mais introvertidas, podem sentir-se mais confortáveis e reagir melhor a uma menor pontuação.
  • #28 gerando um ambiente de harmonia, confiança, respeito e compreensão. É a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de “calçar os sapatos do outro” e ver o mundo sob a sua perspetiva. Desta forma:
  • #29 Falar sobre quando convivem muito tempo com uma pessoa começam a usar as expressões dela
  • #39 O que são? - É importante saber comunicar de forma adequada numa linguagem clara e simples. Por outro lado, no Coaching, é preciso clarificar os conceitos de forma a perceber realmente o que cada termo significa para o Coachee e falar a linguagem dele. A comunicação não-verbal ocorre por meio de gestos, códigos sonoros, sinais, expressões faciais ou corporais, imagens ou códigos. Ela abrange a expressão corporal e facial, gestos e reações do corpo a estímulos variados. É essencial estar atento à nossa linguagem não-verbal e à do Coachee para que o processo flua mais facilmente e seja mais simples criar uma relação de confiança e empatia. A comunicação reflete a capacidade de operar seus processos de maneira eficiente dentro de uma relação de parceria. Reflete, também, a capacidade de dar feedbacks aos seus clientes.