UNIFRAN
                  UNIVERSIDADE DE FRANCA




                    COMÉRCIO EXTERIOR
REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE
          OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS.


                                     Kelly Regina Martins de Oliveira
                                     Código: 1045598




                     RIBEIRÃO PRETO / SP
                             2011
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COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL,
CHINA E ESTADOS UNIDOS.




REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE
OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS

           O Brasil mudou muito nos últimos anos obtendo resultados bastante significativos
para o seu desenvolvimento econômico. Grande parte deste crescimento está associado ao
comércio exterior do país que somente na última década ampliou as exportações em 246,41%
e as importações em 226,69% em termos de valor. As vendas de produtos básicos,
semimanufaturados e manufaturados obtiveram um expressivo aumento nas negociações
internacionais.

           As compras internacionais também possuem grande importância na balança
comercial brasileira, pois demonstra uma pauta vinculada a bens destinados a atividade
produtiva. Países como China, Estados Unidos e Argentina tem se consolidado como grandes
parceiros comerciais do Brasil. O Brasil já conquistou um lugar de destaque no comércio
exterior mundial e está classificado entre os trinta maiores exportadores e importadores.

           Entretanto nem tudo é positivo quando se faz uma análise mais apurada dos
desafios pelos quais passa o comércio exterior do Brasil já que estes requerem uma atenção
especial do governo. Um deles se refere à queda nas vendas dos produtos manufaturados
brasileiros que provocou um déficit na balança do setor industrial de US$ 39, 9 bilhões, ou
seja, 125% maior do que o ano de 2009 conforme informações do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

           A situação acima, que compromete a competitividade das exportações dos
produtos manufaturados nacionais, sugere uma possível desindustrialização negativa, mas que
segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEXBRASIL)
é interpretada apenas como uma adequação da indústria nacional em função da demanda
interna crescente, incertezas da economia internacional e a perda da rentabilidade das
exportações.

           O "custo Brasil" é outra adversidade que atinge diretamente o comércio exterior
brasileiro por ser um conjunto de fatores que atrasam o desenvolvimento do país e diminuem
a sua competitividade tais como: infraestrutura ineficiente, burocracia e carga tributária muito
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CHINA E ESTADOS UNIDOS.




alta. A soja produzida dentro das fazendas brasileiras têm um custo de US$ 274 por tonelada.
O custo do seu transporte até o porto de embarque ao exterior é de US$ 120/Ton. Somando-se
o valor do transporte ao custo da produção dentro da fazenda chega-se a US$ 394/Ton. A
título de comparação a soja produzida nos Estados Unidos e transportada até o porto norte
americano tem um custo total de US$ 341 a tonelada.

           É verdade que não dá para ser competitivo em todas as áreas, mas a questão
principal é tirar proveito dos setores em que reconhecidamente o país possui vantagens
absolutas ou comparativas e torná-los prioridade de investimentos e incentivos. Estima-se que
o custo logístico envolvendo estradas, portos, aeroportos e ferrovias em precário estado de
conservação representem 12% do PIB brasileiro, ou seja, o 3º pior do mundo. O comércio
exterior brasileiro poderia crescer mais se viesse acompanhado de um planejamento logístico
eficiente que desse a sustentação necessária ao desenvolvimento do país.

           A burocracia é outro dilema para o comércio exterior brasileiro e segundo a
Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) corresponde entre 15% e 20% do custo
total das exportações nacionais. Apesar das iniciativas do governo brasileiro através da
criação do Departamento de Normas e Competitividade (DENOC) da Secretaria de Comércio
Exterior e do documento intitulado Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio
Exterior direcionado a facilitar as transações do comércio internacional e melhorar a gestão
dos processos, operações, rotinas e procedimentos para o exportador e o importador do país,
ainda é difícil para o empresariado cumprir com todas as exigências e formalidades
estipuladas pelas autoridades para que possa atuar na área internacional.

           A China, apesar de ser o principal alvo de ações antidumping por parte dos outros
países, tem uma política de comércio exterior muito agressiva e principalmente focada nas
exportações. Se os chineses estão colhendo os bons frutos dessa estratégia de
desenvolvimento é porque entenderam que a prosperidade tem que ser uma prioridade
absoluta e nesse sentido desenvolveram um modelo exportador há mais de vinte anos.

           Alguns dados atuais levantados a respeito da situação do setor de comércio
exterior até metade do ano de 2011 informam que os principais produtos exportados pelo
Brasil são: 1º Minério, 2º Petróleo e Combustíveis e 3º Complexo Soja. Os principais destinos
de exportação do país são: 1º Ásia, 2º América Latina, 3º União Européia e 4º Estados
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CHINA E ESTADOS UNIDOS.




Unidos. Os principais compradores do Brasil são: 1° China, 2º Estados Unidos e 3º Argentina.
No país, as micro-empresas e pequenas empresas são as que mais exportam em comparação
com o porte de empresas existentes.

           Seguindo os dados, os principais produtos importados pelo Brasil são: 1º
Combustíveis e lubrificantes, 2º Equipamentos mecânicos e 3º Equipamentos elétricos e
eletrônicos. Os principais países fornecedores do país são: 1º Estados Unidos, 2º China e 3º
Argentina. Os principais produtos exportados para China são: 1º Minério de ferro, 2º Soja em
grão e 3º Petróleo em bruto. Os principais produtos importados da China são: 1º Partes de
aparelhagem de transmissão e receptores, 2º Partes e acessórios para máquinas automáticas e
3º Máquinas automáticas para processamento de dados.

           Produtores nacionais estão preocupados com a desindustrialização provocada pela
invasão dos produtos chineses nos últimos anos. Na última década, várias indústrias fecharam
as portas após o avanço das importações chinesas. No segmento de escovas, por exemplo, das
40 empresas que há dez anos estavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades
industriais. Quando se desativa uma indústria, independentemente do setor, perde-se toda a
mão de obra técnica porque o setor morreu. A cada produto comprado da China, se exclui um
emprego no Brasil e se cria um na China.

           Das três empresas brasileiras produtoras de ímã de ferrite (material utilizado na
fabricação de alto-falante), apenas uma continua com as atividades industriais. A valorização
do real diante da desvalorização do Yuan (moeda chinesa) torna a concorrência impraticável e
desleal. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias
nacionais perdem espaço no mercado interno.

           As importações e exportações de produtos feitas pelo Brasil ao longo 2010
apontam para um peso cada vez maior da China na economia nacional e para uma redução da
importância dos Estados Unidos. Ao longo do ano passado, a China foi o país que mais trocou
produtos com o Brasil. No total, foram exportados US$ 30,8 bilhões para o gigante asiático.

           A importância do comércio com os Estados Unidos caiu no ano passado, embora o
valor bruto tenha subido. Em 2009, as exportações brasileiras para os norte-americanos
representavam 10,3% do total (US$ 15,7 bilhões). Em 2010, corresponderam a 9,6% (US$
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19,4 bilhões). As importações passaram de 15,8% (US$ 20,2 bilhões) do total em 2009 para
15% (US$ 27,2 bilhões) no ano passado.
           O comércio exterior da China oficialmente a segunda economia mundial,
aumentou 43,9% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2010, embora o superávit
comercial tenha caído 53,5%. O comércio total no primeiro mês do ano de 2011 chegou a
US$ 295,010 bilhões, enquanto o superávit comercial foi de US$ 6,450 bilhões, algo mais da
metade que em janeiro de 2010. As exportações subiram 37,7%, para US$ 150,730 bilhões,
enquanto as importações cresceram a um ritmo maior, de 51%, alcançando os US$ 144,280
bilhões.
           Durante as últimas quatro décadas o comércio internacional cresceu de uma fatia
relativamente insignificante para cerca de um terço da atividade econômica interna dos
Estados Unidos. Para atender às preferências da economia global, os setores industriais e de
prestação de serviços dos Estados Unidos especializaram-se e tornaram-se mais eficientes na
produção de bens e na prestação de serviços apropriados ao mercado internacional.
           De camisetas e tênis a carros e computadores, muitos dos bens que os americanos
consomem diariamente não são mais "fabricados nos Estados Unidos", e sim importados.
Apenas em 2006 os Estados Unidos importaram o equivalente a US$2,2 trilhões em
mercadorias e serviços.
           O setor externo dos Estados Unidos, a soma de todos os bens importados e
exportados, corresponde atualmente ao equivalente a 30% de toda a economia nacional, ou
produto interno bruto (PIB). Há apenas quatro décadas, no entanto, a fatia do comércio
exterior representava meros 10% do PIB. Para chegar a ser uma parcela do PIB durante os
últimos 40 anos de prosperidade econômica significativa dos Estados Unidos, o setor externo
teve de se expandir mais do que a expansão da economia como um todo. As importações,
aumentando a uma taxa média de quase 11% ao ano, lideraram a expansão do setor externo,
enquanto as exportações cresceram a uma taxa média de mais de 9% ao ano.
           Além disso, os setores produtivos dos Estados Unidos tornaram-se cada vez mais
dependentes dos mercados internacionais. Quase dois quintos das receitas auferidas pelas
indústrias dos Estados Unidos resultam atualmente das vendas externas, comparadas aos
menos de 15% há 40 anos.
           O mundo tornou-se mais integrado por meio do comércio e das finanças, a
economia dos Estados Unidos adaptou-se, especializando-se na produção de determinados
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CHINA E ESTADOS UNIDOS.




bens e serviços. Por sua vez, as forças econômicas que impulsionaram a expansão do setor
externo também mudaram a produção subjacente e os padrões de consumo do país.
            Os Estados Unidos têm um superávit comercial especialmente alto de serviços
financeiros, pois as empresas americanas são importantes prestadoras de serviços bancários,
de investimentos e de seguros para o mundo. Essa tendência não surpreende, pois, nas últimas
décadas, as economias mais desenvolvidas do mundo (e as principais parceiras comerciais dos
Estados Unidos) aumentaram seu consumo de serviços, ao mesmo tempo em que passaram a
despender uma parcela menor de seu lucro com bens físicos. Para atender a essa crescente
demanda, os Estados Unidos se tornaram grandes fornecedores de serviços de alto valor
agregado.
            O fato de que os Estados Unidos tanto exportam quanto importam volumes
substanciais de bens de capital (equipamentos usados para fins dede produção) indica o nível
de especialização que ocorreu na economia dos Estados Unidos. Dentre as importações de
bens de consumo, a categoria de produtos farmacêuticos é a que mais rapidamente tem
crescido, representando atualmente cerca de 3,5% de todas as importações americanas, com
um aumento de mais de 1.500% nos últimos 15 anos e responsável por quase US$65 bilhões
em 2006, mais do que o valor total das importações agrícolas dos Estados Unidos.
            Os Estados Unidos exportam aproximadamente 60% das aeronaves civis, 40% dos
equipamentos de telecomunicações, 25% dos eletrodomésticos e 20% de veículos
motorizados e peças automotivas. Porém, o valor das exportações em relação à totalidade da
produção doméstica pode estar um tanto superestimado, pois alguns bens exportados são
feitos com componentes importados.
            A exportação de serviços como parcela da produção de serviços privados
praticamente dobrou nos últimos 40 anos, mas continua relativamente baixa, em menos de
5%. Enquanto o setor de serviços expandiu-se rapidamente nos Estados Unidos, significativas
barreiras regulatórias no exterior limitam a capacidade das empresas americanas de competir
com empresas nacionais de outros países, embora os Estados Unidos tenham uma vantagem
competitiva global em muitos setores dedicados à prestação de serviços.
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bens e serviços. Por sua vez, as forças econômicas que impulsionaram a expansão do setor
externo também mudaram a produção subjacente e os padrões de consumo do país.
            Os Estados Unidos têm um superávit comercial especialmente alto de serviços
financeiros, pois as empresas americanas são importantes prestadoras de serviços bancários,
de investimentos e de seguros para o mundo. Essa tendência não surpreende, pois, nas últimas
décadas, as economias mais desenvolvidas do mundo (e as principais parceiras comerciais dos
Estados Unidos) aumentaram seu consumo de serviços, ao mesmo tempo em que passaram a
despender uma parcela menor de seu lucro com bens físicos. Para atender a essa crescente
demanda, os Estados Unidos se tornaram grandes fornecedores de serviços de alto valor
agregado.
            O fato de que os Estados Unidos tanto exportam quanto importam volumes
substanciais de bens de capital (equipamentos usados para fins dede produção) indica o nível
de especialização que ocorreu na economia dos Estados Unidos. Dentre as importações de
bens de consumo, a categoria de produtos farmacêuticos é a que mais rapidamente tem
crescido, representando atualmente cerca de 3,5% de todas as importações americanas, com
um aumento de mais de 1.500% nos últimos 15 anos e responsável por quase US$65 bilhões
em 2006, mais do que o valor total das importações agrícolas dos Estados Unidos.
            Os Estados Unidos exportam aproximadamente 60% das aeronaves civis, 40% dos
equipamentos de telecomunicações, 25% dos eletrodomésticos e 20% de veículos
motorizados e peças automotivas. Porém, o valor das exportações em relação à totalidade da
produção doméstica pode estar um tanto superestimado, pois alguns bens exportados são
feitos com componentes importados.
            A exportação de serviços como parcela da produção de serviços privados
praticamente dobrou nos últimos 40 anos, mas continua relativamente baixa, em menos de
5%. Enquanto o setor de serviços expandiu-se rapidamente nos Estados Unidos, significativas
barreiras regulatórias no exterior limitam a capacidade das empresas americanas de competir
com empresas nacionais de outros países, embora os Estados Unidos tenham uma vantagem
competitiva global em muitos setores dedicados à prestação de serviços.

Comércio exterior

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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 2 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS O Brasil mudou muito nos últimos anos obtendo resultados bastante significativos para o seu desenvolvimento econômico. Grande parte deste crescimento está associado ao comércio exterior do país que somente na última década ampliou as exportações em 246,41% e as importações em 226,69% em termos de valor. As vendas de produtos básicos, semimanufaturados e manufaturados obtiveram um expressivo aumento nas negociações internacionais. As compras internacionais também possuem grande importância na balança comercial brasileira, pois demonstra uma pauta vinculada a bens destinados a atividade produtiva. Países como China, Estados Unidos e Argentina tem se consolidado como grandes parceiros comerciais do Brasil. O Brasil já conquistou um lugar de destaque no comércio exterior mundial e está classificado entre os trinta maiores exportadores e importadores. Entretanto nem tudo é positivo quando se faz uma análise mais apurada dos desafios pelos quais passa o comércio exterior do Brasil já que estes requerem uma atenção especial do governo. Um deles se refere à queda nas vendas dos produtos manufaturados brasileiros que provocou um déficit na balança do setor industrial de US$ 39, 9 bilhões, ou seja, 125% maior do que o ano de 2009 conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A situação acima, que compromete a competitividade das exportações dos produtos manufaturados nacionais, sugere uma possível desindustrialização negativa, mas que segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEXBRASIL) é interpretada apenas como uma adequação da indústria nacional em função da demanda interna crescente, incertezas da economia internacional e a perda da rentabilidade das exportações. O "custo Brasil" é outra adversidade que atinge diretamente o comércio exterior brasileiro por ser um conjunto de fatores que atrasam o desenvolvimento do país e diminuem a sua competitividade tais como: infraestrutura ineficiente, burocracia e carga tributária muito
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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 3 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. alta. A soja produzida dentro das fazendas brasileiras têm um custo de US$ 274 por tonelada. O custo do seu transporte até o porto de embarque ao exterior é de US$ 120/Ton. Somando-se o valor do transporte ao custo da produção dentro da fazenda chega-se a US$ 394/Ton. A título de comparação a soja produzida nos Estados Unidos e transportada até o porto norte americano tem um custo total de US$ 341 a tonelada. É verdade que não dá para ser competitivo em todas as áreas, mas a questão principal é tirar proveito dos setores em que reconhecidamente o país possui vantagens absolutas ou comparativas e torná-los prioridade de investimentos e incentivos. Estima-se que o custo logístico envolvendo estradas, portos, aeroportos e ferrovias em precário estado de conservação representem 12% do PIB brasileiro, ou seja, o 3º pior do mundo. O comércio exterior brasileiro poderia crescer mais se viesse acompanhado de um planejamento logístico eficiente que desse a sustentação necessária ao desenvolvimento do país. A burocracia é outro dilema para o comércio exterior brasileiro e segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) corresponde entre 15% e 20% do custo total das exportações nacionais. Apesar das iniciativas do governo brasileiro através da criação do Departamento de Normas e Competitividade (DENOC) da Secretaria de Comércio Exterior e do documento intitulado Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior direcionado a facilitar as transações do comércio internacional e melhorar a gestão dos processos, operações, rotinas e procedimentos para o exportador e o importador do país, ainda é difícil para o empresariado cumprir com todas as exigências e formalidades estipuladas pelas autoridades para que possa atuar na área internacional. A China, apesar de ser o principal alvo de ações antidumping por parte dos outros países, tem uma política de comércio exterior muito agressiva e principalmente focada nas exportações. Se os chineses estão colhendo os bons frutos dessa estratégia de desenvolvimento é porque entenderam que a prosperidade tem que ser uma prioridade absoluta e nesse sentido desenvolveram um modelo exportador há mais de vinte anos. Alguns dados atuais levantados a respeito da situação do setor de comércio exterior até metade do ano de 2011 informam que os principais produtos exportados pelo Brasil são: 1º Minério, 2º Petróleo e Combustíveis e 3º Complexo Soja. Os principais destinos de exportação do país são: 1º Ásia, 2º América Latina, 3º União Européia e 4º Estados
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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 4 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. Unidos. Os principais compradores do Brasil são: 1° China, 2º Estados Unidos e 3º Argentina. No país, as micro-empresas e pequenas empresas são as que mais exportam em comparação com o porte de empresas existentes. Seguindo os dados, os principais produtos importados pelo Brasil são: 1º Combustíveis e lubrificantes, 2º Equipamentos mecânicos e 3º Equipamentos elétricos e eletrônicos. Os principais países fornecedores do país são: 1º Estados Unidos, 2º China e 3º Argentina. Os principais produtos exportados para China são: 1º Minério de ferro, 2º Soja em grão e 3º Petróleo em bruto. Os principais produtos importados da China são: 1º Partes de aparelhagem de transmissão e receptores, 2º Partes e acessórios para máquinas automáticas e 3º Máquinas automáticas para processamento de dados. Produtores nacionais estão preocupados com a desindustrialização provocada pela invasão dos produtos chineses nos últimos anos. Na última década, várias indústrias fecharam as portas após o avanço das importações chinesas. No segmento de escovas, por exemplo, das 40 empresas que há dez anos estavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades industriais. Quando se desativa uma indústria, independentemente do setor, perde-se toda a mão de obra técnica porque o setor morreu. A cada produto comprado da China, se exclui um emprego no Brasil e se cria um na China. Das três empresas brasileiras produtoras de ímã de ferrite (material utilizado na fabricação de alto-falante), apenas uma continua com as atividades industriais. A valorização do real diante da desvalorização do Yuan (moeda chinesa) torna a concorrência impraticável e desleal. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias nacionais perdem espaço no mercado interno. As importações e exportações de produtos feitas pelo Brasil ao longo 2010 apontam para um peso cada vez maior da China na economia nacional e para uma redução da importância dos Estados Unidos. Ao longo do ano passado, a China foi o país que mais trocou produtos com o Brasil. No total, foram exportados US$ 30,8 bilhões para o gigante asiático. A importância do comércio com os Estados Unidos caiu no ano passado, embora o valor bruto tenha subido. Em 2009, as exportações brasileiras para os norte-americanos representavam 10,3% do total (US$ 15,7 bilhões). Em 2010, corresponderam a 9,6% (US$
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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 5 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. 19,4 bilhões). As importações passaram de 15,8% (US$ 20,2 bilhões) do total em 2009 para 15% (US$ 27,2 bilhões) no ano passado. O comércio exterior da China oficialmente a segunda economia mundial, aumentou 43,9% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2010, embora o superávit comercial tenha caído 53,5%. O comércio total no primeiro mês do ano de 2011 chegou a US$ 295,010 bilhões, enquanto o superávit comercial foi de US$ 6,450 bilhões, algo mais da metade que em janeiro de 2010. As exportações subiram 37,7%, para US$ 150,730 bilhões, enquanto as importações cresceram a um ritmo maior, de 51%, alcançando os US$ 144,280 bilhões. Durante as últimas quatro décadas o comércio internacional cresceu de uma fatia relativamente insignificante para cerca de um terço da atividade econômica interna dos Estados Unidos. Para atender às preferências da economia global, os setores industriais e de prestação de serviços dos Estados Unidos especializaram-se e tornaram-se mais eficientes na produção de bens e na prestação de serviços apropriados ao mercado internacional. De camisetas e tênis a carros e computadores, muitos dos bens que os americanos consomem diariamente não são mais "fabricados nos Estados Unidos", e sim importados. Apenas em 2006 os Estados Unidos importaram o equivalente a US$2,2 trilhões em mercadorias e serviços. O setor externo dos Estados Unidos, a soma de todos os bens importados e exportados, corresponde atualmente ao equivalente a 30% de toda a economia nacional, ou produto interno bruto (PIB). Há apenas quatro décadas, no entanto, a fatia do comércio exterior representava meros 10% do PIB. Para chegar a ser uma parcela do PIB durante os últimos 40 anos de prosperidade econômica significativa dos Estados Unidos, o setor externo teve de se expandir mais do que a expansão da economia como um todo. As importações, aumentando a uma taxa média de quase 11% ao ano, lideraram a expansão do setor externo, enquanto as exportações cresceram a uma taxa média de mais de 9% ao ano. Além disso, os setores produtivos dos Estados Unidos tornaram-se cada vez mais dependentes dos mercados internacionais. Quase dois quintos das receitas auferidas pelas indústrias dos Estados Unidos resultam atualmente das vendas externas, comparadas aos menos de 15% há 40 anos. O mundo tornou-se mais integrado por meio do comércio e das finanças, a economia dos Estados Unidos adaptou-se, especializando-se na produção de determinados
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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 6 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. bens e serviços. Por sua vez, as forças econômicas que impulsionaram a expansão do setor externo também mudaram a produção subjacente e os padrões de consumo do país. Os Estados Unidos têm um superávit comercial especialmente alto de serviços financeiros, pois as empresas americanas são importantes prestadoras de serviços bancários, de investimentos e de seguros para o mundo. Essa tendência não surpreende, pois, nas últimas décadas, as economias mais desenvolvidas do mundo (e as principais parceiras comerciais dos Estados Unidos) aumentaram seu consumo de serviços, ao mesmo tempo em que passaram a despender uma parcela menor de seu lucro com bens físicos. Para atender a essa crescente demanda, os Estados Unidos se tornaram grandes fornecedores de serviços de alto valor agregado. O fato de que os Estados Unidos tanto exportam quanto importam volumes substanciais de bens de capital (equipamentos usados para fins dede produção) indica o nível de especialização que ocorreu na economia dos Estados Unidos. Dentre as importações de bens de consumo, a categoria de produtos farmacêuticos é a que mais rapidamente tem crescido, representando atualmente cerca de 3,5% de todas as importações americanas, com um aumento de mais de 1.500% nos últimos 15 anos e responsável por quase US$65 bilhões em 2006, mais do que o valor total das importações agrícolas dos Estados Unidos. Os Estados Unidos exportam aproximadamente 60% das aeronaves civis, 40% dos equipamentos de telecomunicações, 25% dos eletrodomésticos e 20% de veículos motorizados e peças automotivas. Porém, o valor das exportações em relação à totalidade da produção doméstica pode estar um tanto superestimado, pois alguns bens exportados são feitos com componentes importados. A exportação de serviços como parcela da produção de serviços privados praticamente dobrou nos últimos 40 anos, mas continua relativamente baixa, em menos de 5%. Enquanto o setor de serviços expandiu-se rapidamente nos Estados Unidos, significativas barreiras regulatórias no exterior limitam a capacidade das empresas americanas de competir com empresas nacionais de outros países, embora os Estados Unidos tenham uma vantagem competitiva global em muitos setores dedicados à prestação de serviços.
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    UNIFRAN – UNIVERSIDADEDE FRANCA 6 COMÉRCIO EXTERIOR – REFLEXÃO COMPARATIVA COM O FOCO NO COMÉRCIO EXTERIOR ENTRE OS PAÍSES: BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS. bens e serviços. Por sua vez, as forças econômicas que impulsionaram a expansão do setor externo também mudaram a produção subjacente e os padrões de consumo do país. Os Estados Unidos têm um superávit comercial especialmente alto de serviços financeiros, pois as empresas americanas são importantes prestadoras de serviços bancários, de investimentos e de seguros para o mundo. Essa tendência não surpreende, pois, nas últimas décadas, as economias mais desenvolvidas do mundo (e as principais parceiras comerciais dos Estados Unidos) aumentaram seu consumo de serviços, ao mesmo tempo em que passaram a despender uma parcela menor de seu lucro com bens físicos. Para atender a essa crescente demanda, os Estados Unidos se tornaram grandes fornecedores de serviços de alto valor agregado. O fato de que os Estados Unidos tanto exportam quanto importam volumes substanciais de bens de capital (equipamentos usados para fins dede produção) indica o nível de especialização que ocorreu na economia dos Estados Unidos. Dentre as importações de bens de consumo, a categoria de produtos farmacêuticos é a que mais rapidamente tem crescido, representando atualmente cerca de 3,5% de todas as importações americanas, com um aumento de mais de 1.500% nos últimos 15 anos e responsável por quase US$65 bilhões em 2006, mais do que o valor total das importações agrícolas dos Estados Unidos. Os Estados Unidos exportam aproximadamente 60% das aeronaves civis, 40% dos equipamentos de telecomunicações, 25% dos eletrodomésticos e 20% de veículos motorizados e peças automotivas. Porém, o valor das exportações em relação à totalidade da produção doméstica pode estar um tanto superestimado, pois alguns bens exportados são feitos com componentes importados. A exportação de serviços como parcela da produção de serviços privados praticamente dobrou nos últimos 40 anos, mas continua relativamente baixa, em menos de 5%. Enquanto o setor de serviços expandiu-se rapidamente nos Estados Unidos, significativas barreiras regulatórias no exterior limitam a capacidade das empresas americanas de competir com empresas nacionais de outros países, embora os Estados Unidos tenham uma vantagem competitiva global em muitos setores dedicados à prestação de serviços.