CLUSTER DA REGIÃO
DEMARCADA DO DOURO
BREVE CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO
Criada no reinado de D. José I, em 1756 – Tornando-se assim a mais antiga
região demarcada do mundo
Situada no nordeste de Portugal, na bacia hidrográfica do Douro
Com uma área total de 250 000 ha, que se divide em 3 sub-regiões distintas
PIB per capita em PPC, em 2016, representa menos de 60% do valor médio do
país.
Uma região com uma grande fragilidade empresarial
Com uma grande concentração de sectores de reduzida produtividade
Um elevado peso na actividade como a administração publica, ensino e saúde
nos centros populacionais mais importantes, com crescentes assimetrias internas.
De facto que esta região se encontra bastante atrasada em relação ao resto do
país
E se analisar-nos a nível comunitário vamos encontrar ainda mais disparidades.
Anos 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
TotalProdução 137.391.146 132.633.918 164.260.469 132.017.219 133.728.044 151.644.435 140.412.760 160.677.330 133.281.714 144.481.582
TotalVendas 40.673.789 33.498.243 33.995.372 31.069.640 31.917.716 32.496.200 35.690.107 37.549.223 41.841.042 44.248.480
Verifica-se uma diminuição na produção
Verifica-se um aumento nas vendas
O “DIAMENTE DE PORTER” - RDD
CONDIÇÕES DE PROCURA
Mercado interno do Vinho do Porto é bastante reduzido
Mercado externo
 Vantagem competitiva
 Dependente de um conjunto diferenciado de países
 Factor mais importante é o “preço baixo” e não a qualidade
Afirmação da Marca Vinho do Porto
 Crescimento de mercados que apostam nos vinhos de gama
 Qualidade elevada
CONDIÇÕES DE FATORES
Ponto positivos
 Excelentes condições
edafoclimáticas
 castas de grande potencial
 paisagem com um elevado
potencial
Pontos negativos
 Existência escassa de mão-de-
obra
 População envelhecida
 Dificuldade na implantação da
vinha (estrutura do solo e
relevo)
É crucial uma politica concentrada
na promoção do Vinho do Douro
 feiras e mostras internacionais
 Apostando na inovação e
imagem
 Produtos diferenciadores e de
qualidade alta
INDÚSTRIAS CONEXAS E DE APOIO
Industria da Cortiça
Altamente competitiva
e importante
Mas não traz grande
vantagem competitiva
para o vinho português
Marketing
 Não é o forte da região
 Melhoria ao longos dos anos
 Rotulagem
 Museu do Douro
 Mais-valia, mas desaproveitado
 Não se encontra articulado com as
agencias de turismo
 Descontinuidade física das áreas de
exposição
Produção
Debilidade na produção
de plantas
Obstáculos à plantação
Escassez da oferta
Dificuldades com os
prazos legais dos
projectos com apoios
comunitários
ESTRATÉGIA, ESTRUTURA E RIVALIDADE DE EMPRESAS
Empresas
Familiares
 Sinonimo de qualidade e
estabilidade
Pequenas e média dimensão
 Capacidade de exportação
 Dificuldades para criar
campanhas de marketing nos
mercados internacionais
Lei do Terço
 Venda anual de cerca de um terço
dos vinhos que possuem em stock
 Estabilidade de preços e produção
 Entrave à competitividade e
inovação
exploração
Dicotomia robusta
Existência produtores
sem capacidade negocial
Médios produtores
exportadores que
procuram complementar
o circulo da produção
Grandes produtores e
empresas exportadoras
dominando a produção
Má gestão
Deficiente política de
marketing
internacional
O PAPEL DO ESTADO E O PAPEL DO
ACASO
Estado
 Papel preponderante na historia da
região
 Actualmente é um papel mais diminuto
 Domínio público (IVV e IVDP)
 cadastro das vinhas
 condicionamento da plantação
 A distribuição do benefício
Papel do Acaso
 O vinho do Porto resultou do
acaso ou dos condicionalismos
 A Inglaterra deixou de
importar vinho de França no
séc XVII
 Conservação do vinho que era
embarcado em pipas
CICLO DE VIDA DE UM CLUSTER INDUSTRIAL
Ciclo de Vida do Cluster Conclusão
Renovação Renovação
Número das
empresas
Aumento novamente Desde 2000 aumento de número de empresas Aumento
Número dos
trabalhadores
Aumento novamente Desde 2013 diminuição de taxa de desemprego Aumento
Mercados externos -
exportação/IDE
Saída para os mercados;
aumento da exportação.
2006-2016
- Saída para novos mercados - Vinho do Porto,
apesar da diminuição de quantidade exportada.
- Aumento exponencial de quantidade e valor
unitário exportado e saída para s novos
mercados para os vinhos DOC.
- Saída para novos mercados - Vinho
do Porto e DOC
- Aumento da exportação - DOC;
Network Reestruturação
Desde anos 2000, reestruturação das redes
devido à entrada de múltiplos novos operadores
e associações que reorientam todo o cluster
Reestruturação
Políticas e
regulamentações
Auxiliares à expansão
Especialmente desde 2009 várias ações de
apoio governamental
Auxiliares à expansão
Inovação
Integração das novas
tecnologias ou saída para uma nova área
Não só dentro da trajetória principal do cluster -
vinhos, mas aposta para os vinhos DOC e a
saída para as novas áreas - turismo, azeite
-Integração das novas tecnologias -
Vinho do Porto e DOC;
- Saída para novas àreas - aposta maior
no DOC, turismo e azeite.
Parâmetros Cluster da RDD
CVC DA INDUSTRIA DO VINHO DO PORTO
Produção
 diminuição de produção desde 2008 a 2017 inclusive, onde se verifica uma redução
de 5 500 litros em quase 10 anos
 produção de benefício, estes seguem a mesma tendência e diminuíram de forma geral
desde 2008 de uma média de 123 500 pipas para 118 000 em 2017
 2011 é o ano com pior desempenho quanto em termos de produção (59 000 litros)
como de benefício (85 000 pipas)
Consumo Interno
 a partir dos anos 2000 vemos uma redução no consumo interno
CVC DA INDUSTRIA DO VINHO DO PORTO
Importação
 não é aplicável, visto que todo a produção do Vinho do Porto é efetuada na RDD
Exportação
 uma redução significativa do volume de vendas, nomeadamente de 88M litros em
2008 para 75M litros em 2017
 aumento de valor de 4,23€/l para 5,03€/l, respetivamente
Área de Vinha
 uma ligeira diminuição da área vindimada de 45.553 ha em 2010 para 43.457 ha
em 2017
CVC do Região Demarcada do Douro, encontra-se
entre a fase de maturidade e declínio
CONCLUSÕES
O cluster tem dado passos positivos na formação das vantagens competitivas,
mas estas mudanças precisam ser mais céleres e estruturadas sob pena de se
perder o potencial competitivo que ainda subsiste
Aumentar o desenvolvimento económico, é preciso definir estratégias que ira
permitir aumentar a competitividade
O anterior papel do governo, de certa forma autocrático, deve ser substituído por
um processo de colaboração, entre governo, empresas, instituições de
investigações (universidades) e organizações privadas ligas ao sector ou a região
THE END
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Cluster da Região demarcada do Douro.pptx

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  • 3.
    Criada no reinadode D. José I, em 1756 – Tornando-se assim a mais antiga região demarcada do mundo Situada no nordeste de Portugal, na bacia hidrográfica do Douro Com uma área total de 250 000 ha, que se divide em 3 sub-regiões distintas PIB per capita em PPC, em 2016, representa menos de 60% do valor médio do país.
  • 4.
    Uma região comuma grande fragilidade empresarial Com uma grande concentração de sectores de reduzida produtividade Um elevado peso na actividade como a administração publica, ensino e saúde nos centros populacionais mais importantes, com crescentes assimetrias internas. De facto que esta região se encontra bastante atrasada em relação ao resto do país E se analisar-nos a nível comunitário vamos encontrar ainda mais disparidades.
  • 5.
    Anos 2008 20092010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 TotalProdução 137.391.146 132.633.918 164.260.469 132.017.219 133.728.044 151.644.435 140.412.760 160.677.330 133.281.714 144.481.582 TotalVendas 40.673.789 33.498.243 33.995.372 31.069.640 31.917.716 32.496.200 35.690.107 37.549.223 41.841.042 44.248.480 Verifica-se uma diminuição na produção Verifica-se um aumento nas vendas
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    O “DIAMENTE DEPORTER” - RDD
  • 7.
    CONDIÇÕES DE PROCURA Mercadointerno do Vinho do Porto é bastante reduzido Mercado externo  Vantagem competitiva  Dependente de um conjunto diferenciado de países  Factor mais importante é o “preço baixo” e não a qualidade Afirmação da Marca Vinho do Porto  Crescimento de mercados que apostam nos vinhos de gama  Qualidade elevada
  • 8.
    CONDIÇÕES DE FATORES Pontopositivos  Excelentes condições edafoclimáticas  castas de grande potencial  paisagem com um elevado potencial Pontos negativos  Existência escassa de mão-de- obra  População envelhecida  Dificuldade na implantação da vinha (estrutura do solo e relevo) É crucial uma politica concentrada na promoção do Vinho do Douro  feiras e mostras internacionais  Apostando na inovação e imagem  Produtos diferenciadores e de qualidade alta
  • 9.
    INDÚSTRIAS CONEXAS EDE APOIO Industria da Cortiça Altamente competitiva e importante Mas não traz grande vantagem competitiva para o vinho português Marketing  Não é o forte da região  Melhoria ao longos dos anos  Rotulagem  Museu do Douro  Mais-valia, mas desaproveitado  Não se encontra articulado com as agencias de turismo  Descontinuidade física das áreas de exposição Produção Debilidade na produção de plantas Obstáculos à plantação Escassez da oferta Dificuldades com os prazos legais dos projectos com apoios comunitários
  • 10.
    ESTRATÉGIA, ESTRUTURA ERIVALIDADE DE EMPRESAS Empresas Familiares  Sinonimo de qualidade e estabilidade Pequenas e média dimensão  Capacidade de exportação  Dificuldades para criar campanhas de marketing nos mercados internacionais Lei do Terço  Venda anual de cerca de um terço dos vinhos que possuem em stock  Estabilidade de preços e produção  Entrave à competitividade e inovação exploração Dicotomia robusta Existência produtores sem capacidade negocial Médios produtores exportadores que procuram complementar o circulo da produção Grandes produtores e empresas exportadoras dominando a produção Má gestão Deficiente política de marketing internacional
  • 11.
    O PAPEL DOESTADO E O PAPEL DO ACASO Estado  Papel preponderante na historia da região  Actualmente é um papel mais diminuto  Domínio público (IVV e IVDP)  cadastro das vinhas  condicionamento da plantação  A distribuição do benefício Papel do Acaso  O vinho do Porto resultou do acaso ou dos condicionalismos  A Inglaterra deixou de importar vinho de França no séc XVII  Conservação do vinho que era embarcado em pipas
  • 12.
    CICLO DE VIDADE UM CLUSTER INDUSTRIAL Ciclo de Vida do Cluster Conclusão Renovação Renovação Número das empresas Aumento novamente Desde 2000 aumento de número de empresas Aumento Número dos trabalhadores Aumento novamente Desde 2013 diminuição de taxa de desemprego Aumento Mercados externos - exportação/IDE Saída para os mercados; aumento da exportação. 2006-2016 - Saída para novos mercados - Vinho do Porto, apesar da diminuição de quantidade exportada. - Aumento exponencial de quantidade e valor unitário exportado e saída para s novos mercados para os vinhos DOC. - Saída para novos mercados - Vinho do Porto e DOC - Aumento da exportação - DOC; Network Reestruturação Desde anos 2000, reestruturação das redes devido à entrada de múltiplos novos operadores e associações que reorientam todo o cluster Reestruturação Políticas e regulamentações Auxiliares à expansão Especialmente desde 2009 várias ações de apoio governamental Auxiliares à expansão Inovação Integração das novas tecnologias ou saída para uma nova área Não só dentro da trajetória principal do cluster - vinhos, mas aposta para os vinhos DOC e a saída para as novas áreas - turismo, azeite -Integração das novas tecnologias - Vinho do Porto e DOC; - Saída para novas àreas - aposta maior no DOC, turismo e azeite. Parâmetros Cluster da RDD
  • 13.
    CVC DA INDUSTRIADO VINHO DO PORTO Produção  diminuição de produção desde 2008 a 2017 inclusive, onde se verifica uma redução de 5 500 litros em quase 10 anos  produção de benefício, estes seguem a mesma tendência e diminuíram de forma geral desde 2008 de uma média de 123 500 pipas para 118 000 em 2017  2011 é o ano com pior desempenho quanto em termos de produção (59 000 litros) como de benefício (85 000 pipas) Consumo Interno  a partir dos anos 2000 vemos uma redução no consumo interno
  • 14.
    CVC DA INDUSTRIADO VINHO DO PORTO Importação  não é aplicável, visto que todo a produção do Vinho do Porto é efetuada na RDD Exportação  uma redução significativa do volume de vendas, nomeadamente de 88M litros em 2008 para 75M litros em 2017  aumento de valor de 4,23€/l para 5,03€/l, respetivamente Área de Vinha  uma ligeira diminuição da área vindimada de 45.553 ha em 2010 para 43.457 ha em 2017
  • 15.
    CVC do RegiãoDemarcada do Douro, encontra-se entre a fase de maturidade e declínio
  • 16.
    CONCLUSÕES O cluster temdado passos positivos na formação das vantagens competitivas, mas estas mudanças precisam ser mais céleres e estruturadas sob pena de se perder o potencial competitivo que ainda subsiste Aumentar o desenvolvimento económico, é preciso definir estratégias que ira permitir aumentar a competitividade O anterior papel do governo, de certa forma autocrático, deve ser substituído por um processo de colaboração, entre governo, empresas, instituições de investigações (universidades) e organizações privadas ligas ao sector ou a região
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Notas do Editor

  • #3 Rodeada de montanhas que lhe dão características mesológicas e climáticas particulares Tanto por factores climáticos como fatores socioeconomicos
  • #9 Está ao alcance de todos os produtores mundiais
  • #10 Deve-se contrariar a má gestão para existir competitividade na região
  • #11 Recorreu a outros mercados Necessitando da adição de algumas aguardentes – permitiu que se percebeste a qualidade deste vinho
  • #12 Parâmetros principais do CVC do cluster RDD
  • #13 CVC da industria da fase actual da industria do Vinho do Porto o que se pode dever a conjetura económica que se vivia naquele ano, mas também as doenças da vinha que efetuaram a produção.