Aula de Bioquímica Avançada
Tema:
Ciclo do Ácido Cítrico
Prof. Dr. Júlio César Borges
Depto. de Química e Física Molecular – DQFM
Instituto de Química de São Carlos – IQSC
Universidade de São Paulo – USP
E-mail: borgesjc@iqsc.usp.br
Anaeróbico
Aeróbico
Fermentação
Láctica
Alcoólica
Respiração
Oxidação completa
da glicose
Maioria das células eucarióticas e
bactérias: Combustíveis orgânicos 
CO2 e H2O;
Glicólise é apenas a primeira etapa da
oxidação completa da glicose;
Ocorre em três estágios principais.
Os destinos do Piruvato
Respiração Celular
1º estágio: glicose, ácidos graxos e alguns
aminoácidos
Fragmentos de 2 C  grupo acetil da Acetil-CoA
2º estágio: oxidação dos grupos acetil
 CICLO DO ÁCIDO
CÍTRICO
ENERGIA liberada é conservada nos
transportadores de elétrons reduzidos
NADH e FADH2
3º estágio: Oxidação das coenzimas reduzidas;
Transferência de e- para o O2  Cadeia
transportadora
de elétrons
Conservação de energia  fosforilação oxidativa
Recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1953
pela descoberta do Ciclo do Ácido Cítrico
Hans Krebs: Aparato de Warburg utilizado
para medir o consumo de oxigênio no
metabolismo do tecido muscular.
1937  Ciclo do Ácido Cítrico
1945  Coenzima A
1951  Acetil CoA
Ciclo do ácido Cítrico
Ciclo de Krebs
Ciclo do ácido Tricarboxílico
Ciclo do ácido Cítrico
Ciclo de Krebs
Ciclo do ácido Tricarboxílico
 Tem papel central no metabolismo
 Destino do Piruvato, aminoácidos e ácidos
graxos no metabolismo aeróbico
- Oxidação de Combustíveis à CO2 e H20
- Ocorre na mitocôndria
- Necessita de O2 molecular para ocorrer
- Porta de entrada do Piruvato  Acetil-CoA
O Acetil-CoA
entrada da maioria dos combustíveis do ciclo
Esqueletos de C dos açúcares e ácidos graxos ao grupo acetil da acetil-CoA
convertidos
Ligação
amida
Ligação
fosfoéster
Forma um tioéster com o acetato
para formar a acetil-CoA
CARREADOR DE ACILAS
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
- Complexo multienzimático
 Piruvato desidrogenase (E1) 24 cópias
 Diidrolipoil-transacetilase (E2) 24-60 cópias
 Dihidrolipoil-desidrogenase (E3) 12-cópias
- aumenta a velocidade de reações
 evita a difusão do substrato
- minimiza reações secundárias
- permite controle coordenado
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase bacteriana
 24 cópias de E2
-Verde
-Trímeros nos
vértices do cubo
 12 cópias de E3
- Vermelho
-Dímeros nas faces
do cubo
 24 cópias de E1
- Laranja
-Dímeros nas
arestas do cubo
 Núcleo da E2
- 24 cópias
Núcleo da
E2
- 60
cópias
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase bovina
- 60 cópias de E2
~ 50 nm de
diâmetro
> 5x ribossomo
60 moléculas de E2  trímeros
Domínio lipoil de E2
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
 necessita de 5 coenzimas:
Pirofosfato de tiamina, CoA, Lipoamida, FAD, NAD+
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
- Forma Acetil-CoA pela descarboxilação oxidativa do Piruvato  reação irreversível
- Braço da lipoamida canaliza a reação entre os sítios catalíticos do complexo catalítico
1º REAÇÃO  descarboxilação do Piruvato  dependente de TPP
2º REAÇÃO  grupo hidroxietil transferido do TPP para Lipoamida  Transacetilase
- envolve a oxidação da carboxila e redução da lipoamida S–S  H–S + S–Acetil
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
3º REAÇÃO  transesterificação dependente de CoA
- liberação de Acetil-CoA
4º REAÇÃO  regeneração da Lipoamida oxidada  troca dissulfídica  duas Cys
- envolve FAD fortemente ligado a E3
5º REAÇÃO  oxidação do dissulfeto da E3
- envolve FADH como intermediário e NADH como aceptor final da reação
Síntese de Acetil-CoA
-Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
5º REAÇÃO  oxidação do dissulfeto da
E3
- envolve FADH como intermediário e
NADH como aceptor final da reação
- Reação não usual devido ao potencial
Redox menor do NADH em relação ao
FADH2
- Potencial Redox do FADH2
- do depende do ambiente e reação
Síntese de Acetil-CoA
Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
 A canalização do substrato pela E2
Síntese de Acetil-CoA
- Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase
- O longo braço da lipoamida permite o grupo “visitar” diferentes sítios ativos
Ciclo do ácido Cítrico
Ciclo de Krebs ou Ciclo do Ácido Tricarboxílico
 principal sítio de óxido-redução de moléculas
 sítio de oxidação final de carboidratos, aminoácidos e ácidos graxos
 Local: mitocôndria
- o equivalente a 1 grupo Acetil é completamente oxidado a 2 CO2
 entra Acetil CoA (e outros metabólitos) e sai 1 GTP e 8 e’ (3 NADH e 1 FADH2)
1º NADH  isocitrato desidrogenase  sítio de evolução de CO2
2º NADH  α-cetoglutarato desidrogenase  sítio de evolução de CO2
1º FADH2  succinato desidrogenase
3º NADH  Malato desidrogenase
 o oxaloacetato é regenerado no final do ciclo  sistema oxidante de grupos acetil
- 4 pares de elétrons são transportados pela cadeia de transporte de elétrons para a
oxidação de O2
Ciclo do ácido Cítrico
É a fornalha de oxidação
celular
Grande extração de
energia a partir de
1 Acetil-CoA
 8 reações enzimáticas
1: Citrato Sintase
2: Aconitase
3: Isocitrato desidrogenase
4: α-cetoglutarato desidrogenase
5: Succinil-CoA Sintetase
6: Succinato desidrogenase
7: Fumarase
8: Malato desidrogenase
1)
2)
2)
3)
4)
5)
6)
7)
8)
Citrato sintase  Homodímero
• 1 º substrato  Oxaloacetato
 induz mudanças conformacionais no domínio flexível
criando um sítio de ligação para o 2 º substrato  acetil-CoA
• Ocorre formação do intermediário: citroil-CoA  alteração
conformacional
•Leva a hidrólise do tioéster, liberando CoA
Ciclo do ácido Cítrico
1) CITRATO SINTASE
Alimenta a fornalha
Catalisa a condensação de oxaloacetato com Acetil-CoA
Ciclo do ácido Cítrico
1) CITRATO SINTASE
Alimenta a fornalha
- Enol ataca por SN2 o oxaloacetato  forma o citroil-CoA
- Hidrólise libera a CoA mais Citrato  exergônica
Mecanismo de deslocamento sequencial ordenado
- Mecanismo ácido-base forma um intermediário enol
Ciclo do ácido Cítrico
2) ACONITASE
-forma isocitrato via cis-aconitato
- envolve desidratação e hidratação facilitado por um complexo Fe-4S
Ciclo do ácido Cítrico
3) ISOCITRATO-DESIDROGENASE
- descarboxilação oxidativa  produz NADH e CO2
- necessita de Mn2+ ou Mg2+ como cofator
Reação em 3 etapas
1º  Redução de NAD+
2º  Descarboxilação  Intermediário enol
3o  Rearranjo em ceto-enol
Ciclo do ácido Cítrico
4) ALFA-CETOGLUTARATO-DESIDROGENASE
- Forma um complexo multi-enzimático
- Descarboxilação oxidativa  produz NADH e CO2
- Acopla um CoA ao α-
cetoglutarato
NAD+ é o aceptor de
elétrons
CoA é o transportador do
grupo succinil
- Funciona como a PDH sobre
o α-cetoglutarato
- Possui 3 enzimas similares a
E1, E2 e E3 (idêntica) e os
cofatores descritos para a PDH
- Evolução divergente
Ciclo do ácido Cítrico
5) SUCCINIL-COA-SINTETASE
- acopla a síntese de GTP (ou ATP) com a quebra da ligação de CoA do Succinil-CoA
- envolve a enzima fosforilada para o estado intermediário
1º: formação do Succinil-Pi
2º: enzima fosforilada e
liberação do Succinato
3º: Atividade quinase 
fosforilação ao nível do
substrato
Nucleosídeo-difosfato-quinase
GTP + ADP → GDP + ATP
Ciclo do ácido Cítrico
5) SUCCINIL-COA-SINTETASE
- acopla a síntese de GTP (ou ATP dependendo da isoenzima) com a quebra da ligação de
CoA do Succinil-CoA
 Envolve a enzima
fosforilada para o estado
intermediário
1º: formação do Succinil-Pi
2º: enzima fosforilada e
liberação do Succinato
3º: Atividade quinase 
fosforilação ao nível do
substrato
Nucleosídeo-difosfato-quinase
GTP + ADP → GDP + ATP
Ciclo do ácido Cítrico
6) SUCCINATO-DESIDROGENASE
- conta com um FAD covalentemente ligado à enzima
- faz parte do complexo II da cadeia transportadora de elétrons  sítio de oxidação do
próprio FADH2 formado
- forma fumarato  alcano a alceno
 Em eucariotos: ligada a MMI da mitocôndria
 Bactérias: ligada a membrana plasmática
 Contém grupos Fe-S e conta com um FAD
covalentemente ligado à enzima
Ciclo do ácido Cítrico
7) FUMARASE
- hidratação da ligação dupla do fumarato  forma malato
- envolve um íon OH- para atacar a ligação dupla do fumarato
Ciclo do ácido Cítrico
8) MALATO-DESIDROGENASE
- oxidação da OH do Malato  regenera oxaloacetato
- dependente de NAD+  similar à lactato desidrogenase
- reação endergônica  reação dirigida pela retirado do produto
- [oxaloacetato] é mínima  retirado pela citrato sintase e outros  ΔG < 0  exergônica
Ciclo do ácido Cítrico
Produção de energia do ciclo
1: Isocitrato desidrogenase
1
2: α-cetoglutarato desidrogenase
2
3: Succinato desidrogenase
3
4: Malato desidrogenase
4
Ciclo do ácido Cítrico
Produção de energia do ciclo
Ciclo do ácido Cítrico
Produção de energia do ciclo
Controle do Ciclo do ácido Cítrico
A entrada é regulada:
 Piruvato desidrogenase
 Citrato sintase
O Ciclo de Krebs também é regulado:
Reação da isocitrato-desidrogenase
 Reação da α-cetoglutarato-desidrogenase
Pontos de controle
Relacionados aos principais metabólitos
 Acetil-CoA, oxaloacetato e NADH
3 fatores controlam a velocidade do ciclo:
 Disponibilidade de substrato
 Inibição pelos produtos acumulados
 Inibição alostérica por
retroalimentação das enzimas de catalisam as
etapas iniciais do ciclo
Controle do Ciclo do ácido Cítrico
- ADP e Ca2+ ativam a isocitrato desidrogenase
- Ca2+ ativa a fosfatase da Piruvato-desidrogenase
ativando-a
Vários pontos de controle
- Acetil-CoA e oxaloacetato não saturam a Citrato
sintase
- Falta de NADH aumenta a formação de oxaloacetato
e Acetil-CoA
- NADH e FADH2 são oxidados somente se ADP é
simultaneamente fosforilado a ATP
ATP  inibe a Citrato sintase, isocitrato
desidrogenase e α-cetoglutarato desidrogenase
- Resulta em acumulo de Citrato
- Logo, a necessidade/disponibilidade de ATP
garantem o funcionamento do ciclo de Krebs
NADH  inibe a Piruvato-desidrogenase, citrato
sintase, isocitrato desidrogenase e α-
cetoglutarato desidrogenase
Succinil CoA  inibe a citrato sintase  ocupa
sítio da Acetil-CoA
Ciclo do ácido Cítrico
O papel em outras vias
- é uma via anabólica ou anfibólica  oxaloacetato para a gliconeogênese e esqueletos de
carbono para aminoácidos
Ciclo do ácido Cítrico
O papel em outras vias 
Fornece blocos de construção para outras vias  bactérias anaeróbicas
Não possuem a α-
cetoglutarato-desidrogenase 
não conseguem realizar a via
completa das reações do Ciclo
de Krebs
Inversão do
sentido
oxidativo
(normal) da via NADH produzido
pela oxidação do
isocitrato
Reciclado a
NAD+ pela
redução do
oxaloacetato a
succinato
Ciclo do ácido Cítrico
REAÇÕES ANAPLERÓTICAS
Produção de intermediários do ciclo de Krebs por outras vias com compostos comuns
 reações anapleróticas
 Contribuem para manter a concentração dos intermediários em níveis adequados
REAÇÃO ANAPLERÓTICAS MAIS IMPORTANTE
Fígado e rins de mamíferos: carboxilação reversível do piruvato pelo CO2 para a
formação de oxaloacetato
Piruvato-carboxilase
Acetil-CoA  modulador alostérico positivo
Ciclo do ácido Cítrico
Metabolons
Complexos proteicos de canalização de substratos em vias reacionais

Ciclo de Krebs.pdf

  • 1.
    Aula de BioquímicaAvançada Tema: Ciclo do Ácido Cítrico Prof. Dr. Júlio César Borges Depto. de Química e Física Molecular – DQFM Instituto de Química de São Carlos – IQSC Universidade de São Paulo – USP E-mail: borgesjc@iqsc.usp.br
  • 2.
    Anaeróbico Aeróbico Fermentação Láctica Alcoólica Respiração Oxidação completa da glicose Maioriadas células eucarióticas e bactérias: Combustíveis orgânicos  CO2 e H2O; Glicólise é apenas a primeira etapa da oxidação completa da glicose; Ocorre em três estágios principais. Os destinos do Piruvato
  • 3.
    Respiração Celular 1º estágio:glicose, ácidos graxos e alguns aminoácidos Fragmentos de 2 C  grupo acetil da Acetil-CoA 2º estágio: oxidação dos grupos acetil  CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO ENERGIA liberada é conservada nos transportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2 3º estágio: Oxidação das coenzimas reduzidas; Transferência de e- para o O2  Cadeia transportadora de elétrons Conservação de energia  fosforilação oxidativa
  • 4.
    Recebeu o prêmioNobel de Fisiologia/Medicina em 1953 pela descoberta do Ciclo do Ácido Cítrico Hans Krebs: Aparato de Warburg utilizado para medir o consumo de oxigênio no metabolismo do tecido muscular. 1937  Ciclo do Ácido Cítrico 1945  Coenzima A 1951  Acetil CoA Ciclo do ácido Cítrico Ciclo de Krebs Ciclo do ácido Tricarboxílico
  • 5.
    Ciclo do ácidoCítrico Ciclo de Krebs Ciclo do ácido Tricarboxílico  Tem papel central no metabolismo  Destino do Piruvato, aminoácidos e ácidos graxos no metabolismo aeróbico - Oxidação de Combustíveis à CO2 e H20 - Ocorre na mitocôndria - Necessita de O2 molecular para ocorrer - Porta de entrada do Piruvato  Acetil-CoA
  • 6.
    O Acetil-CoA entrada damaioria dos combustíveis do ciclo Esqueletos de C dos açúcares e ácidos graxos ao grupo acetil da acetil-CoA convertidos Ligação amida Ligação fosfoéster Forma um tioéster com o acetato para formar a acetil-CoA CARREADOR DE ACILAS
  • 7.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase - Complexo multienzimático  Piruvato desidrogenase (E1) 24 cópias  Diidrolipoil-transacetilase (E2) 24-60 cópias  Dihidrolipoil-desidrogenase (E3) 12-cópias - aumenta a velocidade de reações  evita a difusão do substrato - minimiza reações secundárias - permite controle coordenado
  • 8.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase bacteriana  24 cópias de E2 -Verde -Trímeros nos vértices do cubo  12 cópias de E3 - Vermelho -Dímeros nas faces do cubo  24 cópias de E1 - Laranja -Dímeros nas arestas do cubo  Núcleo da E2 - 24 cópias Núcleo da E2 - 60 cópias
  • 9.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase bovina - 60 cópias de E2 ~ 50 nm de diâmetro > 5x ribossomo 60 moléculas de E2  trímeros Domínio lipoil de E2
  • 10.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase  necessita de 5 coenzimas: Pirofosfato de tiamina, CoA, Lipoamida, FAD, NAD+
  • 11.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase - Forma Acetil-CoA pela descarboxilação oxidativa do Piruvato  reação irreversível - Braço da lipoamida canaliza a reação entre os sítios catalíticos do complexo catalítico 1º REAÇÃO  descarboxilação do Piruvato  dependente de TPP 2º REAÇÃO  grupo hidroxietil transferido do TPP para Lipoamida  Transacetilase - envolve a oxidação da carboxila e redução da lipoamida S–S  H–S + S–Acetil
  • 12.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase 3º REAÇÃO  transesterificação dependente de CoA - liberação de Acetil-CoA 4º REAÇÃO  regeneração da Lipoamida oxidada  troca dissulfídica  duas Cys - envolve FAD fortemente ligado a E3 5º REAÇÃO  oxidação do dissulfeto da E3 - envolve FADH como intermediário e NADH como aceptor final da reação
  • 13.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase 5º REAÇÃO  oxidação do dissulfeto da E3 - envolve FADH como intermediário e NADH como aceptor final da reação - Reação não usual devido ao potencial Redox menor do NADH em relação ao FADH2 - Potencial Redox do FADH2 - do depende do ambiente e reação
  • 14.
    Síntese de Acetil-CoA Complexoenzimático da Piruvato Desidrogenase  A canalização do substrato pela E2
  • 15.
    Síntese de Acetil-CoA -Complexo enzimático da Piruvato Desidrogenase - O longo braço da lipoamida permite o grupo “visitar” diferentes sítios ativos
  • 16.
    Ciclo do ácidoCítrico Ciclo de Krebs ou Ciclo do Ácido Tricarboxílico  principal sítio de óxido-redução de moléculas  sítio de oxidação final de carboidratos, aminoácidos e ácidos graxos  Local: mitocôndria - o equivalente a 1 grupo Acetil é completamente oxidado a 2 CO2  entra Acetil CoA (e outros metabólitos) e sai 1 GTP e 8 e’ (3 NADH e 1 FADH2) 1º NADH  isocitrato desidrogenase  sítio de evolução de CO2 2º NADH  α-cetoglutarato desidrogenase  sítio de evolução de CO2 1º FADH2  succinato desidrogenase 3º NADH  Malato desidrogenase  o oxaloacetato é regenerado no final do ciclo  sistema oxidante de grupos acetil - 4 pares de elétrons são transportados pela cadeia de transporte de elétrons para a oxidação de O2
  • 17.
    Ciclo do ácidoCítrico É a fornalha de oxidação celular Grande extração de energia a partir de 1 Acetil-CoA  8 reações enzimáticas 1: Citrato Sintase 2: Aconitase 3: Isocitrato desidrogenase 4: α-cetoglutarato desidrogenase 5: Succinil-CoA Sintetase 6: Succinato desidrogenase 7: Fumarase 8: Malato desidrogenase 1) 2) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8)
  • 18.
    Citrato sintase Homodímero • 1 º substrato  Oxaloacetato  induz mudanças conformacionais no domínio flexível criando um sítio de ligação para o 2 º substrato  acetil-CoA • Ocorre formação do intermediário: citroil-CoA  alteração conformacional •Leva a hidrólise do tioéster, liberando CoA Ciclo do ácido Cítrico 1) CITRATO SINTASE Alimenta a fornalha Catalisa a condensação de oxaloacetato com Acetil-CoA
  • 19.
    Ciclo do ácidoCítrico 1) CITRATO SINTASE Alimenta a fornalha - Enol ataca por SN2 o oxaloacetato  forma o citroil-CoA - Hidrólise libera a CoA mais Citrato  exergônica Mecanismo de deslocamento sequencial ordenado - Mecanismo ácido-base forma um intermediário enol
  • 20.
    Ciclo do ácidoCítrico 2) ACONITASE -forma isocitrato via cis-aconitato - envolve desidratação e hidratação facilitado por um complexo Fe-4S
  • 21.
    Ciclo do ácidoCítrico 3) ISOCITRATO-DESIDROGENASE - descarboxilação oxidativa  produz NADH e CO2 - necessita de Mn2+ ou Mg2+ como cofator Reação em 3 etapas 1º  Redução de NAD+ 2º  Descarboxilação  Intermediário enol 3o  Rearranjo em ceto-enol
  • 22.
    Ciclo do ácidoCítrico 4) ALFA-CETOGLUTARATO-DESIDROGENASE - Forma um complexo multi-enzimático - Descarboxilação oxidativa  produz NADH e CO2 - Acopla um CoA ao α- cetoglutarato NAD+ é o aceptor de elétrons CoA é o transportador do grupo succinil - Funciona como a PDH sobre o α-cetoglutarato - Possui 3 enzimas similares a E1, E2 e E3 (idêntica) e os cofatores descritos para a PDH - Evolução divergente
  • 23.
    Ciclo do ácidoCítrico 5) SUCCINIL-COA-SINTETASE - acopla a síntese de GTP (ou ATP) com a quebra da ligação de CoA do Succinil-CoA - envolve a enzima fosforilada para o estado intermediário 1º: formação do Succinil-Pi 2º: enzima fosforilada e liberação do Succinato 3º: Atividade quinase  fosforilação ao nível do substrato Nucleosídeo-difosfato-quinase GTP + ADP → GDP + ATP
  • 24.
    Ciclo do ácidoCítrico 5) SUCCINIL-COA-SINTETASE - acopla a síntese de GTP (ou ATP dependendo da isoenzima) com a quebra da ligação de CoA do Succinil-CoA  Envolve a enzima fosforilada para o estado intermediário 1º: formação do Succinil-Pi 2º: enzima fosforilada e liberação do Succinato 3º: Atividade quinase  fosforilação ao nível do substrato Nucleosídeo-difosfato-quinase GTP + ADP → GDP + ATP
  • 25.
    Ciclo do ácidoCítrico 6) SUCCINATO-DESIDROGENASE - conta com um FAD covalentemente ligado à enzima - faz parte do complexo II da cadeia transportadora de elétrons  sítio de oxidação do próprio FADH2 formado - forma fumarato  alcano a alceno  Em eucariotos: ligada a MMI da mitocôndria  Bactérias: ligada a membrana plasmática  Contém grupos Fe-S e conta com um FAD covalentemente ligado à enzima
  • 26.
    Ciclo do ácidoCítrico 7) FUMARASE - hidratação da ligação dupla do fumarato  forma malato - envolve um íon OH- para atacar a ligação dupla do fumarato
  • 27.
    Ciclo do ácidoCítrico 8) MALATO-DESIDROGENASE - oxidação da OH do Malato  regenera oxaloacetato - dependente de NAD+  similar à lactato desidrogenase - reação endergônica  reação dirigida pela retirado do produto - [oxaloacetato] é mínima  retirado pela citrato sintase e outros  ΔG < 0  exergônica
  • 28.
    Ciclo do ácidoCítrico Produção de energia do ciclo 1: Isocitrato desidrogenase 1 2: α-cetoglutarato desidrogenase 2 3: Succinato desidrogenase 3 4: Malato desidrogenase 4
  • 29.
    Ciclo do ácidoCítrico Produção de energia do ciclo
  • 30.
    Ciclo do ácidoCítrico Produção de energia do ciclo
  • 31.
    Controle do Ciclodo ácido Cítrico A entrada é regulada:  Piruvato desidrogenase  Citrato sintase O Ciclo de Krebs também é regulado: Reação da isocitrato-desidrogenase  Reação da α-cetoglutarato-desidrogenase Pontos de controle Relacionados aos principais metabólitos  Acetil-CoA, oxaloacetato e NADH 3 fatores controlam a velocidade do ciclo:  Disponibilidade de substrato  Inibição pelos produtos acumulados  Inibição alostérica por retroalimentação das enzimas de catalisam as etapas iniciais do ciclo
  • 32.
    Controle do Ciclodo ácido Cítrico - ADP e Ca2+ ativam a isocitrato desidrogenase - Ca2+ ativa a fosfatase da Piruvato-desidrogenase ativando-a Vários pontos de controle - Acetil-CoA e oxaloacetato não saturam a Citrato sintase - Falta de NADH aumenta a formação de oxaloacetato e Acetil-CoA - NADH e FADH2 são oxidados somente se ADP é simultaneamente fosforilado a ATP ATP  inibe a Citrato sintase, isocitrato desidrogenase e α-cetoglutarato desidrogenase - Resulta em acumulo de Citrato - Logo, a necessidade/disponibilidade de ATP garantem o funcionamento do ciclo de Krebs NADH  inibe a Piruvato-desidrogenase, citrato sintase, isocitrato desidrogenase e α- cetoglutarato desidrogenase Succinil CoA  inibe a citrato sintase  ocupa sítio da Acetil-CoA
  • 33.
    Ciclo do ácidoCítrico O papel em outras vias - é uma via anabólica ou anfibólica  oxaloacetato para a gliconeogênese e esqueletos de carbono para aminoácidos
  • 34.
    Ciclo do ácidoCítrico O papel em outras vias  Fornece blocos de construção para outras vias  bactérias anaeróbicas Não possuem a α- cetoglutarato-desidrogenase  não conseguem realizar a via completa das reações do Ciclo de Krebs Inversão do sentido oxidativo (normal) da via NADH produzido pela oxidação do isocitrato Reciclado a NAD+ pela redução do oxaloacetato a succinato
  • 35.
    Ciclo do ácidoCítrico REAÇÕES ANAPLERÓTICAS Produção de intermediários do ciclo de Krebs por outras vias com compostos comuns  reações anapleróticas  Contribuem para manter a concentração dos intermediários em níveis adequados REAÇÃO ANAPLERÓTICAS MAIS IMPORTANTE Fígado e rins de mamíferos: carboxilação reversível do piruvato pelo CO2 para a formação de oxaloacetato Piruvato-carboxilase Acetil-CoA  modulador alostérico positivo
  • 36.
    Ciclo do ácidoCítrico Metabolons Complexos proteicos de canalização de substratos em vias reacionais