CGCFN-1-4 OSTENSIVO
MANUAL DE
OPERAÇÕES DE ESCLARECIMENTO DE
FUZILEIROS NAVAIS
MARINHA DO BRASIL
COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008
OSTENSIVO CGCFN-1-4
MANUAL DE OPERAÇÕES DE ESCLARECIMENTO DE FUZILEIROS NAVAIS
MARINHA DO BRASIL
COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008
FINALIDADE: BÁSICA
1ª Edição
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - II - ORIGINAL
ATO DE APROVAÇÃO
APROVO, para emprego na MB, a publicação CGCFN-1-4 - MANUAL DE
OPERAÇÕES DE ESCLARECIMENTO DE FUZILEIROS NAVAIS.
RIO DE JANEIRO, RJ.
Em 12 de novembro de 2008.
ALVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO
Almirante-de-Esquadra (FN)
Comandante-Geral
ASSINADO DIGITALMENTE
AUTENTICADO
PELO ORC
RUBRICA
Em_____/_____/_____ CARIMBO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - III - ORIGINAL
Í N D I C E
PÁGINAS
Folha de Rosto ................................................................................... I
Ato de Aprovação ............................................................................... II
Índice .................................................................................................. III
Introdução........................................................................................... VII
CAPÍTULO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1.1 - Princípios Fundamentais do Reconhecimento........................... 1-1
1.2 - Tipos de Reconhecimento.......................................................... 1-1
1.3 - Tarefas dos Elementos de Reconhecimento Especializado....... 1-1
1.4 - Definições................................................................................... 1-2
CAPÍTULO 2 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO
2.1 - Conceituação ............................................................................. 2-1
2.2 - Infiltração e Extração Terrestre .................................................. 2-1
2.3 - Infiltração e Extração Aquática .................................................. 2-1
2.4 - Infiltração e Extração Aérea ....................................................... 2-3
2.5 - Seleção de Meios para Infiltração e Extração............................. 2-4
CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO
3.1 - Generalidades ............................................................................ 3-1
3.2 - Organização das Patrulhas de Reconhecimento........................ 3-2
3.3 - Funções Individuais em uma Patrulha de Reconhecimento....... 3-3
3.4 - Formações e Técnicas de Movimento.......................................... 3-5
3.5 - Medidas de Controle da Patrulha.................................................. 3-10
3.6 - Regiões Perigosas....................................................................... 3-12
3.7 - Técnicas de Ação Imediata........................................................ 3-17
3.8 - Alto Guardado e Pontos de Reunião.......................................... 3-22
3.9 - Base de Patrulha, Área de Reunião Clandestina e Alto
Guardado para Comunicações................................................. 3-27
3.10 - Saída e Entrada de Linhas Amigas.......................................... 3-32
3.11 - Ordem Preparatória de Patrulha............................................... 3-36
3.12 - Planejamento do Intinerário da Patrulha................................... 3-41
3.13 - Modelado do Terreno................................................................ 3-43
3.14 - Ordem de Patrulha e Anexos à Ordem de Patrulha.................. 3-44
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - IV - ORIGINAL
3.15 - Inspeções e Ensaios................................................................. 3-50
3.16 - Coordenação das Patrulhas de Reconhecimento.................... 3-53
CAPÍTULO 4 - RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO
4.1 - Generalidades............................................................................. 4-1
4.2 - Reconhecimento/Vigilância de Ponto e de Área......................... 4-1
4.3 - Posto de Vigilância ..................................................................... 4-5
4.4 - Fotografia.................................................................................... 4-11
4.5 - Croqui Militar............................................................................... 4-20
4.6 - Croqui Panorâmico...................................................................... 4-22
4.7 - Estimativa de Distâncias.............................................................. 4-28
4.8 - Reconhecimento de Zona de Desembarque............... .............. 4-31
4.9 - Equipe Inicial de Orientação Final............................................... 4-38
4.10 - Reconhecimento de Zona de Aterragem................................... 4-52
4.11 - Reconhecimento de Zona de Lançamento................................ 4-64
4.12 - Reconhecimento de Ponte........................................................ 4-69
4.13 - Reconhecimento de Estrada..................................................... 4-75
4.14 - Reconhecimento de Túnel......................................................... 4-80
4.15 - Reconhecimento de Local para Travessia de Curso D' Água... 4-81
4.16 - Reconhecimento de Arrebentação............................................ 4-83
4.17 - Reconhecimento/Levantamento de Praia................................. 4-88
4.18 - Croqui de Reconhecimento/Levantamento de Praia................. 4-113
4.19 - Relatórios Padronizados de Reconhecimento.......................... 4-120
CAPÍTULO 5 - DISSEMINAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS
5.1 - Generalidades............................................................................. 5-1
5.2 - Redes Rádio de Reconhecimento da Força de Desembarque... 5-1
5.3 - Seleção e Preparação de Equipamentos.................................... 5-2
5.4 - Técnicas para Emprego das Comunicações em Tarefas de Re-
conhecimento ............................................................................ 5-3
ANEXO A - Lista de Anexos............................................................................... A-1
ANEXO B - Quadro Comparativo de Meios Processos para Infiltração /
Extração......................................................................................... B-1
ANEXO C - Modelo de Folha de Anotações de Posto de Vigilância.................. C-1
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - V - ORIGINAL
ANEXO D - Modelo de Registro de Fotos.......................................................... D-1
ANEXO E - Modelo de Folha de Dados da Foto................................................ E-1
ANEXO F - Modelo de Papel para Croqui Panorâmico...................................... F-1
ANEXO G - Modelo de "Briefing" da Equipe Inicial de Orientação Final
com os Pilotos................................................................................. G-1
ANEXO H - Modelo de "Briefing" da Equipe Inicial de Orientação Final
com a Tropa helitransportada......................................................... H-1
ANEXO I - Modelo de Formulário SUROB.......................................................... I-1
ANEXO J - Modelo de Folha de Levantamento................................................... J-1
ANEXO L - Modelo de Relatório de Contato Visual com o Inimigo...................... L-1
ANEXO M - Modelo de Relatório de Contato Físico com o Inimigo..................... M-1
ANEXO N - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Ponte.......................... N-1
ANEXO O - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Estrada....................... O-1
ANEXO P - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Local para
Travessia de Curso D`água............................................................. P-1
ANEXO Q - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de
Desembarque.................................................................................... Q-1
ANEXO R - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Túnel.......................... R-1
ANEXO S - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Obstáculo................... S-1
ANEXO T - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Arrebentação.............. T-1
ANEXO U - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Praia........................... U-1
ANEXO V - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de Lançamento.. V-1
ANEXO X - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de Aterragem...... X-1
ANEXO Z - Lista de Siglas e Abreviaturas............................................................ Z-1
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - VI - ORIGINAL
INTRODUÇÃO
O propósito do presente manual é orientar as atividades de reconhecimento (Recon) de
Fuzileiros Navais, principalmente no que se refere ao emprego dos componentes das
subunidades especializadas em Recon - Companhia de Reconhecimento Anfíbio
(CiaReconAnf) e Companhia de Reconhecimento Terrestre (CiaReconTer) - tendo por base
os conceitos abordados na publicação CGCFN-20 - Manual de Inteligência dos Grupamentos
Operativos de Fuzileiros Navais.
É inquestionável a importância de se dispor de conhecimentos precisos e oportunos
sobre a Área de Operações (AOp) e a situação do inimigo para o sucesso das operações
militares. Numa Operação Anfíbia (OpAnf), a dificuldade de obtenção de dados pela Força de
Desembarque (ForDbq) é ressaltada, devido à inexistência de contato com o inimigo até o
desembarque. Por essa razão, o emprego de elementos especializados em Recon é
particularmente importante nos estágios que antecedem o assalto.
A tarefa dos elementos de Recon especializado, que é essencialmente voltada para a
busca de dados, só terá êxito se estes elementos estiverem perfeitamente adestrados e
familiarizados com as técnicas de infiltração e extração da AOp, execução de patrulha,
obtenção e disseminação dos dados obtidos.
No primeiro capítulo são apresentados os princípios fundamentais e os tipos de Recon,
as tarefas dos elementos de reconhecimento especializado, e algumas definições necessárias
para uma melhor compreensão dos temas abordados nos capítulos seguintes.
O segundo capítulo aborda as técnicas de infiltração e extração de uma tropa de Recon
especializado.
No terceiro capítulo são apresentados os conceitos básicos pertinentes à atividade de
Recon, e os aspectos fundamentais às patrulhas de Recon, enfatizando o planejamento e a
execução, necessários ao elemento de Recon para atingir a área do objetivo.
No quarto capítulo são abordados os diferentes tipos de Recon especializado,
fornecendo também subsídios ao elemento de Recon para a execução de suas tarefas. Os
diversos modelos de relatórios padronizados e as instruções para o seu preenchimento são
apresentados como anexos a esta publicação.
Por fim, o quinto capítulo apresenta os meios empregados para a disseminação oportuna
dos dados obtidos.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - VII - ORIGINAL
Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 - Manual de Publicações da
Marinha como: Publicação da Marinha do Brasil (PMB), não controlada, ostensiva, básica e
manual.
Esta publicação substitui a CGCFN-1307 - Manual de Reconhecimento de Fuzileiros
Navais, 1ª edição, aprovada em 2 de setembro de 1997, preservando seu conteúdo, que será
adequado ao previsto no Plano de Desenvolvimento da Série CGCFN (PDS-2008), quando de
sua próxima revisão.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 1-1 - ORIGINAL
CAPITULO 1
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1.1 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO RECONHECIMENTO
As ações de Recon variam de acordo com as circunstâncias locais e tarefas a
serem cumpridas. Submetem-se aos princípios fundamentais a seguir
conceituados:
1.1.1 - Sigilo
As atividades de Recon devem ser de domínio restrito aos elementos
envolvidos. Para a sua execução devem ser aproveitados da melhor forma
possível, o terreno, as condições meteorológicas e as técnicas de
camuflagem, a fim de negar ao inimigo o seu conhecimento.
1.1.2 - Ações Independentes
A natureza do emprego dos elementos de Recon é caracterizada pela
atuação independente, especificamente voltada para a execução de
determinada tarefa.
1.1.3 - Disseminação Oportuna dos Dados Obtidos
Está associada à imediata disseminação de qualquer dado obtido, de modo
que este seja processado em tempo hábil pela Seção de Informações, para
a sua eficaz utilização.
1.2 - TIPOS DE RECONHECIMENTO
Quanto ao tipo, o Recon pode ser classificado em: aproximado, distante
e profundo. Esta classificação tem o propósito de permitir a designação
de áreas de responsabilidade de reconhecimento para a tropa e para
as Unidades especializadas de Recon, conforme discriminado na
publicação ComOpNav-274 - MANUAL DE EMPREGO DOS ELEMENTOS DE
OPERAÇÕES ESPECIAIS DA FFE.
1.3 - TAREFAS DOS ELEMENTOS DE RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO
Normalmente são atribuídas aos elementos de Recon especializado, as
seguintes tarefas:
- estabelecer, manter e operar Postos de Vigilância (PV);
- observar as atividades e o dispositivo de forças inimigas, estimando
distâncias, elaborando croqui de campanha e transmitindo o registro de tais
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 1-2 - ORIGINAL
dados por meio de relatórios padronizados e/ou conforme determinações
especiais preestabelecidas;
- executar o Recon detalhado de objetivos de interesse para a produção de
conhecimentos operacionais como vias de acesso, itinerários e estradas,
passagens vadeáveis em cursos d`água, aeródromos e campos de pouso,
pontes, túneis e outras instalações, áreas e pontos críticos;
- executar o Recon detalhado de áreas ribeirinhas de interesse para a
produção de conhecimentos operacionais em operações ribeirinhas;
- conduzir o tiro das armas de apoio, quando determinado ou autorizado
pelo Comandante da Força, para engajar alvos inimigos considerados críticos;
- vetorar e orientar aeronaves para pouso e decolagem, operando os meios
para orientação final de helicópteros em operações precursoras de Zona de
Desembarque (ZDbq) diurnas e noturnas;
- implantar e operar sensores para instalação de sistemas de vigilância
terrestre;
- instalar e manter equipamentos de alarme de guerra Química, Biológica e
Nuclear (QBN), quando determinado; e
- reconhecer, selecionar e preparar ZDbq.
1.4 - DEFINIÇÕES
1.4.1 - Reconhecimento
Operação cujo propósito é obter, por meio da observação visual ou um outro
método de detecção, dados sobre:
- a situação militar do inimigo; e
- aspectos táticos do terreno e das condições climáticas, meteorológicas e
hidrográficas
1.4.2 - Vigilância
É a observação contínua do espaço aéreo e do campo de batalha por meios
visuais, auditivos, eletrônicos, fotográficos ou qualquer outro, com o
propósito de obter dados sobre o inimigo.
Sendo uma ação tática, proporciona segurança a determinada região ou
força, pelo estabelecimento de uma série de PV, complementados por ações
adequadas, que procuram detectar a presença do inimigo assim que o
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 1-3 - ORIGINAL
mesmo entre no raio de ação ou campo dos instrumentos do elemento que a
executa.
1.4.3 - Reconhecimento / Vigilância de Ponto
São realizados sobre um local específico ou uma pequena área, como uma
posição inimiga conhecida, uma ponte ou uma ZDbq.
1.4.4 - Reconhecimento / Vigilância de Área
São realizados sobre uma área extensa ou vários pontos, como uma
determinada região urbana ou em várias ZDbq.
1.4.5 - Área de Ações de Reconhecimento (AAR)
Estabelecida para identificar nitidamente o local onde se desenvolvem ações
de reconhecimento.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 2-1 - ORIGINAL
CAPÍTULO 2
INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO
2.1 - CONCEITUAÇÃO
Infiltração é a técnica que consiste no posicionamento sem o conhecimento do
inimigo, de um ou mais indivíduos em território hostil, para o cumprimento de
tarefa(s) específica(s).
Como extração entende-se a técnica de movimento que consiste na retirada de
um ou mais indivíduos infiltrados em um território hostil, com ou sem o
conhecimento do inimigo.
Os elementos de reconhecimento, para o cumprimento de suas tarefas se
utilizam da infiltração e extração por via terrestre, aquática ou aérea. Em cada
uma delas podem ser utilizados diversos meios e processos. A via, o meio e o
processo utilizados devem ser aqueles que possam conduzir a equipe o mais
próximo possível do objetivo, apresentando a menor probabilidade de
detecção, e que sejam simples e rápidos e, no caso de extração, contribuam
para uma disseminação rápida e oportuna dos dados obtidos.
Sempre que recomendável, poderá ser utilizada a combinação de dois ou mais
meios, processos ou vias.
2.2 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO TERRESTRE
Poderá ser realizada a pé ou empregando veículos motorizados ou outros
meios de fortuna como por exemplo animais, bicicleta etc.
Para a infiltração terrestre ressalta-se a importância das técnicas de patrulha
constantes do capítulo 3.
2.3 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO AQUÁTICA
Poderá ser realizada no nível da superfície ou subaquática.
2.3.1 - Infiltração e Extração por Superfície
Pela superfície podem ser utilizados os seguintes meios ou processos:
a) Embarcação
São empregadas embarcações de casco rígido ou pneumáticas e podem
ser propulsadas a remo ou a motor. São lançadas a partir de navio de
superfície ou de submarino. Exigem adestramento específico e seu
emprego depende das condições de mar (correntes e arrebentação). O
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 2-2 - ORIGINAL
emprego de embarcações possibilita a obtenção de sigilo e boa
capacidade de transporte de material.
b) Natação
A natação para a infiltração ou extração é um processo realizado com
auxílio de implementos (máscara, tubo respirador, nadadeiras e roupas
isotérmicas). Nadadores podem ser lançados e recolhidos por
embarcações, submarinos e helicópteros.
A infiltração ou a extração por natação provocam grande desgaste da
tropa e apresentam reduzida capacidade de transporte de material, sendo
dependentes das condições do mar. Por outro lado, apresentam grande
probabilidade de obtenção do sigilo.
2.3.2 - Infiltração e Extração Subaquática
Podem ser utilizados os seguintes meios ou processos:
a) Submarino
Dos meios normalmente disponíveis em uma Força-Tarefa Anfíbia
(ForTarAnf), é a plataforma mais apropriada para a infiltração em
operações pré-assalto, devido ao grande raio de ação e à alta
probabilidade de obtenção do sigilo. Contudo, para longos períodos de
travessia, a exigüidade de espaço a bordo pode influenciar,
negativamente, no moral e no preparo físico da tropa.
A conclusão da infiltração a partir de um submarino poderá ser feita por
embarcações, por mergulho ou natação.
b) Mergulho
Para a infiltração ou extração pelo processo de mergulho, pode-se utilizar
equipamento de mergulho autônomo de circuito aberto ou fechado, sendo
que o segundo é mais apropriado para o deslocamento, em razão de sua
maior autonomia e por não ser denunciado pelas bolhas de ar.
Mergulhadores podem ser lançados e recolhidos por navios,
embarcações, submarinos ou helicópteros.
O mergulho é extremamente dependente das condições do mar. Tem
alcance limitado e possui pouca capacidade de transporte de material,
propiciando, porém, uma grande probabilidade de obtenção do sigilo.
2.4 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO AÉREA
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 2-3 - ORIGINAL
Pode ser realizada por três meios distintos, a saber:
2.4.1 - Aeronave de asa fixa
Aeronaves de asa fixa como meio de infiltração serão utilizadas, em OpAnf,
em situações especiais. Este meio, entretanto, deverá ser considerado para
a extração.
Seu emprego depende das condições meteorológicas e traz pouca
possibilidade de obtenção de sigilo.
Possuem grande velocidade e raio de ação e o adestramento da tropa é
simples.
2.4.2 - Helicóptero
O helicóptero é um meio intensamente utilizado para a infiltração e extração
de equipes de reconhecimento em OpAnf.
Além do pouso, que traz como vantagem o menor nível de adestramento da
tropa, são utilizados outros processos que diminuem a exposição do
helicóptero ao fogo e à observação inimiga. Tais processos como: o salto na
água; o "fast rope"; a penca pelo método "spie"; e o "rappel", exigem da
tropa um adestramento específico.
Seu emprego é extremamente dependente das condições meteorológicas e
tem pouca possibilidade de obtenção do sigilo. Deve ser considerado,
entretanto, que o helicóptero possui grande velocidade, capacidade de
transporte de material e capacidade de prover Apoio de Fogo.
2.4.3 - Pára-quedas
Este meio de infiltração pode utilizar dois processos: o salto semi-automático
e salto livre operacional (SLOp).
Em algumas situações é possível infiltrar-se por pára-quedas a partir de
helicópteros.
O pára-quedas apresenta pouca capacidade de transporte e a realização do
salto está condicionada às condições meteorológicas, tanto as que afetam
os vôos quantos as que afetam o desempenho do pára-quedas,
principalmente, o vento no ponto de aterragem.
Para sua escolha como meio de infiltração deve ser ponderado, ainda, o
raio de ação da aeronave, sua velocidade e a possibilidade de obtenção do
sigilo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 2-4 - ORIGINAL
a) Salto Semi-automático
Utiliza pára-quedas cujo acionamento é desencadeado quando o pára-
quedista se lança da aeronave (popularmente conhecido como gancho).
As equipes são lançadas de baixa altura, em torno de 1000 pés, por um
precursor pára-quedista.
b) Salto Livre Operacional
Utiliza pára-quedas cujo acionamento é realizado pelo saltador.
As equipes são lançadas, normalmente, a alturas superiores a 4000 pés.
Existem duas técnicas principais: HALO ("HIGH ALTITUDE", "LOW
OPENNING") e HAHO ("HIGH ALTITUDE", "HIGH OPENNING"). A
primeira consiste no lançamento a grande altura, seguindo-se uma queda
livre prolongada e a abertura do velame a baixa altura, resultando uma
navegação rápida para o ponto de aterragem. Na segunda, a abertura do
velame, se da a grande altura, possibilitando às equipes, dependendo das
condições meteorológicas e das características do pára-quedas, cobrir
grandes distâncias horizontais de alguma magnitude.
2.5 - SELEÇÃO DE MEIOS PARA INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO
Os seguintes fatores devem ser considerados na seleção dos meios de
infiltração e extração:
- capacidade de detecção e reação inimiga;
- qualificação técnica da equipe de Recon;
- características e disponibilidade de embarcações e aeronaves;
- distância entre a área de desembarque e a área do objetivo;
- terreno, condições meteorológicas e hidrográficas da área de desembarque;
- a quantidade e natureza dos dados a serem buscados e a possibilidade de
sua transmissão; e
- distância entre a área do reembarque e a área do objetivo.
O Anexo B - QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA
INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO, apresenta as vantagens e desvantagens dos
diversos meios e processos utilizados nas infiltrações e extrações aquáticas e
aéreas.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-1 - ORIGINAL
.
CAPITULO 3
PATRULHAS DE RECONHECIMENTO
3.1 - GENERALIDADES
3.1.1 - Definições
a) Patrulha
É uma organização por tarefas constituída por militares de uma ou mais
unidades, com a finalidade de cumprir tarefas de reconhecimento, de
combate ou mesmo uma combinação de ambas.
b) Patrulha de Reconhecimento
Executa tarefas de reconhecimento ou vigilância, de ponto ou de área.
3.1.2 - Tarefas das Patrulhas de Reconhecimento
As principais tarefas das patrulhas de reconhecimento são buscar dados ou
confirmar a veracidade daqueles previamente recebidos.
As patrulhas de reconhecimento podem também realizar as seguintes
tarefas:
- engajar com o inimigo quando ordenado ou autorizado;
- implantar sensores;
- capturar prisioneiros selecionados; e
- conduzir apoio inicial de orientação final para o pouso de helicópteros.
3.1.3 - Execução
A execução das patrulhas de reconhecimento caracteriza-se pelo sigilo,
tempo prolongado e máxima atenção de seus integrantes.
Uma patrulha de reconhecimento só deve combater para sua auto-defesa
ou, quando autorizado, para cumprir suas tarefas.
O reconhecimento pelo fogo pode ser utilizado como uma técnica de
localização de posições inimigas. Nesta técnica, alguns membros da
patrulha abrem fogo contra posições conhecidas ou suspeitas, de maneira
tal que a resposta a este fogo revele os dados que se pretende obter. Só
deve ser usado como último recurso, uma vez que a quebra do sigilo pode
comprometer o retorno da patrulha às linhas amigas e, eventualmente,
prejudicar a disseminação dos dados ao comando que ordenou a sua
execução.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-2 - ORIGINAL
.
3.1.4 - Peculiaridades do Reconhecimento Diurno e Noturno
O reconhecimento diurno requer o uso intenso de cobertas para ocultar a
patrulha. Normalmente, é conduzido a partir de locais mais afastados do alvo
da busca.
O reconhecimento noturno, por sua vez, requer maior disciplina de ruídos.
Apesar de sob a escuridão, ser possível se aproximar mais do alvo, a
observação a olho nu é dificultada.
3.2 - ORGANIZAÇÃO DAS PATRULHAS DE RECONHECIMENTO
O efetivo, a composição, os equipamentos e os armamentos necessários à
organização da patrulha dependem da análise dos fatores da decisão: missão,
inimigo, terreno, meios e tempo disponíveis (MITMT).
Uma tarefa de reconhecimento pode ser cumprida por uma patrulha de dois ou
três elementos, levemente armados e com pouco ou nenhum equipamento
especial.
O Comandante da patrulha a organiza, após o comando que determinou sua
execução estabelecer as tarefas a serem cumpridas. Cada tarefa pode ser
cumprida por uma subdivisão da patrulha, e estes grupos podem ser divididos
em equipes menores para cumprirem parcelas específicas de cada tarefa. Esta
organização para as ações no objetivo é então adaptada para a organização
necessária para o movimento, durante a infiltração e extração da patrulha.
A patrulha de reconhecimento é organizada em escalões de reconhecimento,
segurança ou reconhecimento e segurança. Para cada escalão é designado
um comandante e lhes são atribuídas tarefas a serem cumpridas no objetivo. O
comando da patrulha geralmente é parte componente de um dos escalões,
normalmente o de reconhecimento. Uma pequena patrulha de dois a seis
homens com uma tarefa de reconhecimento ou vigilância de ponto,
normalmente não é subdividida em escalões, sendo organizada em um único
escalão de reconhecimento e segurança.
Escalão de Reconhecimento - Reconhece ou mantém vigilância sobre o
objetivo. É organizado em tantas equipes quantas forem necessárias para o
cumprimento da sua tarefa.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-3 - ORIGINAL
.
Escalão de Segurança - Proporciona segurança às ações do Escalão de
Reconhecimento no Ponto de Reunião do Objetivo (PRO) e no objetivo,
emitindo o alarme antecipado da entrada ou saída do inimigo na área do
objetivo; é organizado em tantas equipes quantas forem necessárias.
Escalão de Reconhecimento e Segurança - Reconhece ou mantém vigilância
e provê sua própria segurança. O menor efetivo que pode compor um escalão
de reconhecimento e segurança é de dois homens, cabendo a um deles as
tarefas de reconhecimento e ao outro a de prover segurança.
3.3 - FUNÇÕES INDIVIDUAIS EM UMA PATRULHA DE RECONHECIMENTO
Toda e qualquer patrulha de reconhecimento, não importando o tamanho, a
missão, a duração ou o ambiente de atuação, deve possuir entre seus
componentes elementos que executem cada uma das oito funções básicas a
seguir relacionadas. Em uma patrulha de efetivo maior, as tarefas básicas
podem ser executadas por mais de um elemento. Em uma patrulha de efetivo
menor, podem ser atribuídas duas ou mais tarefas a um único elemento.
3.3.1 - Funções Básicas
a) Comandante
Planejar, organizar e controlar a patrulha de forma a cumprir sua missão.
É o responsável pelo desempenho da patrulha no cumprimento de suas
tarefas.
b) Subcomandante
Auxiliar diretamente o comandante da patrulha e substituí-lo em seu
impedimento, sendo o principal supervisor das atividades da patrulha.
c) Homem Ponta
Proporcionar segurança à frente durante o movimento, alertar a patrulha
sobre a presença do inimigo ou da aproximação de área perigosa. Deve
estar familiarizado com o itinerário para que mantenha a direção de
deslocamento. Ele é o único elemento da patrulha que não pode executar
mais de uma das oito funções básicas.
d) Homem Carta
Orientar o deslocamento da patrulha. Sendo o responsável pela
navegação, deve mantê-la sobre o itinerário estabelecido.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-4 - ORIGINAL
.
e) Homem Passo
Auxiliar o homem carta na navegação, através da verificação da distância
percorrida.
f) Elementos de Segurança
Prover segurança nos flancos e na retaguarda da patrulha.
g) Rádio Operador
Monitorar o rádio, transmitindo e recebendo mensagens para o
Comandante.
h) Anotador
Relacionar as atividades ocorridas durante a patrulha, tais como: partida,
cruzamento das linhas amigas, regiões perigosas, presença inimiga e os
dados obtidos na área do objetivo.
i) Gerente
Normalmente é o terceiro na cadeia de comando, e suas atribuições se
restringem à fase dos preparativos: receber, verificar e distribuir os
equipamentos, armamentos e munição.
3.3.2 - Outras Funções
a) Desenhista/Fotógrafo
Confeccionar croqui e/ou fotografar o(s) alvo(s) do reconhecimento e
daquilo que for julgado importante durante o movimento.
b) Enfermeiro
Prover os primeiros socorros às baixas, conduzir suprimentos extra de
saúde. É o responsável pela evacuação dos feridos, quando necessário.
c) 2° Rádio Operador
Conduzir e operar um segundo ou terceiro equipamento rádio, quando
mais de uma rede for guarnecida.
d) 2° Homem Passo
Executar o mesmo trabalho do homem passo. Quando empregado, será
realizada a média da contagem de passos de ambos.
f) Controlador do Apoio de Fogo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-5 - ORIGINAL
.
Manter acompanhamento constante da localização da patrulha,
comparando-a com a dos fogos pré-planejados, de forma a impedir o
trânsito da patrulha por local designado como alvo.
3.3.3 - Tarefas e Responsabilidades Comuns a Todos Componentes da
Patrulha
- segurança passiva e ativa;
- observar e reportar qualquer atividade inimiga; e
- manutenir seu próprio equipamento e armamento.
3.4 - FORMAÇÕES E TÉCNICAS DE MOVIMENTO
3.4.1 - Formações da Patrulha
A patrulha deve ser organizada para o movimento durante a infiltração e o
retraimento. A localização dos escalões, grupos, equipes e indivíduos deve
ser planejada e explanada em detalhes para todos os componentes da
patrulha. As formações mais comuns são:
a) Coluna
É a formação mais simples e mais amplamente empregada por uma
patrulha de reconhecimento. A coluna proporciona fácil controle e
manobra, e o máximo de velocidade e poder de fogo nos flancos. Possui
pequeno poder de fogo à frente e à retaguarda, não permitindo, portanto,
uma rápida reação para emboscadas à frente ou à retaguarda.
Fig 3-1 - Formação da Patrulha em Coluna
b) Cunha e "V"
Usada para terreno descampado e para cruzar área perigosa de grande
dimensão. O seu controle é dificultado em regiões com vegetação densa
e o seu movimento é mais lento que na formação em coluna. Proporciona
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.
um poder de fogo maior à frente e menor nos flancos em comparação
com a formação em coluna.
Fig 3-2 - Formação da Patrulha em Cunha
Fig 3-3 - Formação da Patrulha em "V"
c) Linha
Proporciona o máximo de poder de fogo à frente, porém é de difícil
controle e manobra, além de proporcionar um reduzido poder de fogo nos
flancos. Utilizada para cruzar linhas perigosas e como formação para
romper o contato. É vulnerável a emboscadas provenientes dos flancos.
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.
Fig 3-4 - Formação da Patrulha em Linha
3.4.2 - Técnicas de Movimento
a) Movimento Contínuo
É utilizada quando a probabilidade de contato com o inimigo é remota ou
quando as condições do terreno ou visibilidade não permitirem a adoção
de outra técnica. Durante o movimento, a patrulha desloca-se como um
todo, com a mesma dispersão entre seus membros. Proporciona um
movimento rápido e de fácil controle, porém em caso de emboscada, toda
patrulha estará envolvida.
Fig 3-5 - Movimento Contínuo
b) Movimento Contínuo em Dois Escalões
É utilizada quando for possível o contato com o inimigo e quando as
condições do terreno e de visibilidade permitirem a adoção desta técnica.
Normalmente a patrulha é dividida em dois escalões: o avançado,
composto da ponta de vanguarda e o recuado, composto do corpo
principal da patrulha. A ponta de vanguarda desloca-se à frente do corpo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
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.
principal a uma distância que varia com o terreno e com a visibilidade, não
podendo, no entanto, comprometer a interpretação dos seus sinais visuais
emitidos para o corpo principal. Ambos os escalões devem deslocar-se
com a mesma velocidade, de forma que a distância entre eles não se
altere. É uma técnica de movimento mais lenta e com maior dificuldade de
controle do que a de movimento contínuo, sendo de difícil emprego à
noite. Tem a vantagem de permitir um alarme antecipado da presença
inimiga e das áreas perigosas.
Fig 3-6 - Movimento Contínuo em Dois Escalões
c) Movimento por Lances
É utilizado quando a probabilidade de contato com o inimigo é iminente ou
quando o terreno é favorável para a realização de emboscadas por parte
do inimigo. Durante o movimento por lances, a patrulha é dividida em dois
escalões. Enquanto um escalão desloca-se, o outro permanece estático,
preferencialmente em posições cobertas e abrigadas e que possibilitem a
realização de apoio de fogo ao escalão que se desloca. O movimento por
lances é o mais seguro na maioria das situações e não é difícil de ser
empregado, apesar de exigir uma equipe adestrada para executá-la
apropriadamente. Funciona da mesma forma como caminhamos: um pé
no ar (escalão que se desloca) e o outro no chão (escalão estacionário).
Existem dois tipos de movimento por lances:
I) Lances alternados
O escalão avançado desloca-se enquanto o escalão recuado
permanece estacionário. Quando o escalão avançado pára em
determinada posição, o escalão recuado desloca-se para a posição
adjacente à do escalão avançado. Após o escalão recuado assumir a
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.
nova posição, o escalão avançado reinicia o deslocamento para mais
um lance.
Fig 3-7 Movimento por Lances Alternados
II) Lances sucessivos
Um dos escalões desloca-se enquanto o outro permanece estacionário.
Quando o escalão que se deslocava pára, o escalão que se encontrava
estacionário desloca-se até uma nova posição localizada mais à frente
da posição onde estacionou o escalão que fez o deslocamento anterior,
prosseguindo desta mesma forma para a execução dos lances
seguintes.
Fig 3-8 - Movimento por Lances Sucessivos
3.4.3 - Fatores que Influenciam na Seleção das Formações e Técnicas de
Movimento a serem Empregadas:
- probabilidade de contato com o inimigo;
- manutenção da integridade tática;
- ações no objetivo;
- controle;
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.
- situação do inimigo;
- velocidade desejável do movimento;
- sigilo;
- segurança;
- dispersão;
- terreno;
- visibilidade; e
- condições meteorológicas.
3.5 - MEDIDAS DE CONTROLE DA PATRULHA
O sucesso no cumprimento da missão de uma patrulha depende, em grande
parte, do controle que seu Comandante exerce sobre seus homens. O
Comandante necessita controlar a direção, a velocidade, o deslocamento, os
altos e as reações da patrulha em caso de contato com o inimigo.
3.5.1 - Controle pela voz e outros sinais sonoros
Ordens verbais devem ser emitidas no tom normal de voz sussurrada, no
entanto, podem ser ostensivas no caso de emergência ou em contato com
o inimigo. Sinais sonoros imitando aves ou outros animais devem ser
evitados, para não serem confundidos com os sons emitidos pelos próprios
animais.
O rádio é um excelente meio de controle, especialmente em patrulhas com
maiores efetivos.
3.5.2 - Contagem de Pessoal
A contagem de pessoal deve ser realizada nas seguintes ocasiões:
- após cruzar áreas perigosas;
- após o contato com o inimigo;
- no início e a cada reinício de deslocamento; e
- quando determinado pelo Comandante.
3.5.3 - Procedimentos para Contagem de Pessoal
a) Patrulha de pequeno efetivo (4 a 8 homens)
I) Durante o dia
O Comandante deve proceder a contagem visual de toda a patrulha.
II) Durante a noite
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.
Após a ultrapassagem de áreas perigosas e nos altos, o último homem
da patrulha inicia automaticamente a contagem da retaguarda para a
frente.
b) Patrulha com maior efetivo (acima de 8 homens)
I) Durante o dia
O Comandante determina o início da contagem através sinal visual,
iniciando-se a partir do último homem da patrulha.
II) Durante a noite
O mesmo procedimento e ocasião adotados pelas patrulhas de
pequeno efetivo.
3.5.4 - Sinais e Gestos Convencionados
Os sinais e gestos convencionados com a arma e com as mãos devem ser
utilizados sempre que possível, principalmente quando o silêncio necessitar
ser mantido. Para efetivamente auxiliar no controle, os sinais e gestos
necessitam ser compreendidos por todos os componentes da patrulha.
Adestramento e ensaios garantem esta compreensão.
3.5.5 - Tarefas dos Componentes da Patrulha no Controle
a) Subcomandante
Certifica-se de que todos os sinais são do conhecimento de todos os
componentes da patrulha.
b) Comandantes de Escalões
Certificam-se de que todos os elementos subordinados executaram as
formações sinalizadas e mantêm a dispersão.
c) Demais Componentes
Passar adiante, compreender e executar todos os sinais de formações.
Cada membro da patrulha é responsável pelo elemento que se desloca à
sua retaguarda; desta forma os componentes da patrulha não perderão o
contato com os demais elementos.
3.6 - REGIÕES PERIGOSAS
Região perigosa é qualquer local no qual a patrulha fica vulnerável à
observação ou ao fogo inimigo. Podem ser áreas ou linhas perigosas, tais
como áreas descampadas, clareiras, trilhas, estradas, cursos d`água, lagos,
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.
praias e obstáculos artificiais (redes de arame farpado, campos minados e
áreas armadilhadas). Qualquer posição inimiga, suspeita ou confirmada, que
precise ser atravessada pela patrulha, deverá ser considerada como região
perigosa.
3.6.1 - Tipos de Áreas e Linhas Perigosas
a) Linha Perigosa
É melhor caracterizada por estradas e trilhas. Ambos os flancos da
patrulha estão expostos aos campos de tiro do inimigo, ao cruzar estas
linhas. As linhas perigosas podem estar em seqüência, através de uma
série de linhas perigosas estabelecidas pelas posições defensivas do
inimigo, tais como pontos fortes ou trincheiras.
b) Área Perigosa de Pequena Dimensão
Área cuja travessia expõe somente parcela da patrulha aos fogos
inimigos, como por exemplo, uma pequena clareira.
c) Área Perigosa de Grande Dimensão
Área cuja a travessia expõe toda a patrulha aos fogos inimigos, como, por
exemplo, uma região descampada.
3.6.2 - Princípios para a Transposição de Região Perigosa
A patrulha ao deparar-se com uma região perigosa, inicialmente, procurará
desbordá-la. Quando não for possível, seguirá os seguintes princípios:
- A patrulha deve atravessar a região perigosa em um local onde esteja
menos vulnerável à observação inimiga, tal como, a curva de uma estrada
ou onde a vegetação esteja bem próxima de ambos os lados da estrada.
- Deve ser assegurado o controle do local onde se inicia a região perigosa,
bem como dos flancos. Normalmente o reconhecimento visual e a
presença da patrulha são suficientes para assegurar este controle.
- Pontos de Reunião de Itinerários (PRI) devem ser designados antes e após
a região perigosa. Caso o Comandante da patrulha decida alterar alguns
dos PRI já designados, após sua chegada às proximidades da região
perigosa, deverá informar a todos os membros da patrulha a alteração
realizada, antes da travessia da citada região. O PRI designado após a
OSTENSIVO CGCFN-1-4
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.
região perigosa deverá estar localizado a uma distância segura da mesma,
ao longo do itinerário de marcha.
- O lado oposto à região perigosa deve ser reconhecido e controlado. Isto
pode requerer que alguns homens cruzem a região perigosa para verificar
a presença ou não de inimigo e se a travessia da região é segura. Algumas
vezes, um simples reconhecimento visual é o suficiente. De qualquer
forma, a patrulha não deverá cruzar a região perigosa antes de ter sido
concluído o reconhecimento.
- Caso a patrulha esteja cruzando a região perigosa e seja dividida pela
ação do inimigo, os homens que já a tiverem cruzado deverão deslocar-se
para o PRI localizado após a mesma e lá aguardar. Os que não a cruzaram
deverão deslocar-se para o último PRI antes da mesma. Neste local, o
mais antigo assumirá o comando e tentará cruzar a região perigosa em
outro ponto, para reincorporar-se à patrulha no PRI ou em um PRI
alternativo ou, ainda, posteriormente no PRO, de acordo com as instruções
emitidas na ordem à patrulha.
- Remover, sempre que possível, qualquer evidência de que a patrulha
cruzou a região perigosa, tais como: pegadas e galhos quebrados.
3.6.3 - Técnicas Comumente Empregadas para Cruzar ou Desbordar Regiões
Perigosas
a) Linhas Perigosas
I) Ao deparar-se com uma linha perigosa, o homem ponta fará alto e
alertará o Comandante. Este, então, deslocar-se-á à frente para
verificar se procederá como planejado ou modificará os planos. Nesta
verificação ele avaliará a adequabilidade do seu último PRI e do PRI
planejado para o lado oposto da linha perigosa. Caso seja necessário,
estabelecerá segurança nos flancos, a uma distância que no caso de
aproximação do inimigo a patrulha não seja atingida pelos seus fogos.
Os elementos que fizerem a segurança dos flancos deverão ter
condições de manter contato visual com o restante da patrulha. Após o
posicionamento da segurança nos flancos, a ponta de vanguarda
poderá ser enviada através da linha perigosa. A área a ser reconhecida
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após a linha perigosa deverá ter dimensões suficientes para comportar
toda patrulha na formação original. Após a ponta de vanguarda ter
completado o reconhecimento, deverá emitir sinal de que a área está
segura e livre da presença inimiga ou retornar à patrulha e informar ao
Comandante o que encontrou. Caso o local tenha sido julgado
adequado, a travessia do corpo principal da patrulha poderá ser
completada por equipes ou a uma, utilizando-se uma formação
compatível. Uma vez completada a travessia do corpo principal, o
Subcomandante comunica-se com os elementos que proporcionaram a
segurança nos flancos, determinando que se incorporem à patrulha no
local determinado após a linha perigosa.
II) Uma pequena patrulha de reconhecimento pode não ter efetivo
suficiente para estabelecer a segurança nos flancos ou o Comandante
da patrulha pode decidir pela técnica da transposição imediata da linha
perigosa, sem interromper o deslocamento. Da mesma forma, ao
avistar a linha perigosa, o homem ponta sinalizará para que a patrulha
faça alto e alertará o Comandante sobre a linha a ser transposta. Este
cerrará à frente para verificar a situação e uma vez decidido pela
técnica de transposição imediata, dará conhecimento aos demais
dessa decisão e determinará ao homem ponta o cruzamento da linha
perigosa. O homem bússola ou o segundo homem da patrulha
movimentar-se-á para a mesma posição ocupada pelo ponta,
mantendo a atenção voltada para um dos flancos. Assim que o homem
bússola ou o segundo homem da patrulha avistar o ponta em local
seguro, iniciará o movimento para cruzar a linha perigosa e substituir o
ponta naquela posição. Antes, porém, o Comandante ou o terceiro
homem substitui o segundo naquela posição inicial. Este processo
prossegue até que todos homens tenham cruzado a linha perigosa.
Cada homem, alternadamente, ficará atento ao flanco oposto ao do
que o precedeu. Após toda patrulha ter cruzado a linha perigosa, o
Comandante deverá certificar-se da presença de todos por meio do
contato visual ou da contagem da patrulha.
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b) Área Perigosa de Pequena Dimensão
Da mesma forma como em qualquer outra região perigosa, o ponta
sinalizará para que a patrulha faça alto e alertará ao Comandante. Ao
cerrar à frente, o Comandante determinará se a área deverá ser cruzada
naquele ponto ou se deverá ser desbordada. Caso decida desbordar,
determinará ao homem bússola que altere o azimute, inserindo noventa
graus (90o
) para a esquerda ou para a direita, o que manterá a patrulha
em um deslocamento paralelo à base da área perigosa. O homem passo
não medirá a distância percorrida nesta pernada, sendo medida pelo
próprio homem bússola. Após a patrulha deslocar-se o suficiente para
evitar a área perigosa, o Comandante determinará ao homem bússola que
seja retomada a direção original, passando o homem passo a medir
novamente a distância percorrida. Quando a patrulha tiver percorrido pelo
menos a distância equivalente à profundidade da área, será determinado
ao homem bússola que navegue no contra-azimute utilizado para iniciar o
desbordamento da área perigosa, percorrendo também, a mesma
distância. Feito isso, a patrulha retomará a sua direção original.
Fig 3-9 - Desbordamento de Área Perigosa
c) Área Perigosa de Grande Dimensão
I) Se for possível, deverá ser desbordada da mesma forma que uma área
perigosa de pequena dimensão.
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II) O homem ponta ao avistar a área perigosa sinalizará para que a
patrulha faça alto e alertará o Comandante. Este cerrará à frente,
avaliará a situação e, caso não seja possível desbordar a área,
estabelecerá a técnica de movimento e a formação a ser adotada, de
acordo com a probabilidade de contato com o inimigo.
d) Atravessando as Linhas de Defesa do Inimigo
I) A organização da defesa em profundidade pode incluir tocas de raposa,
casamatas, redes de arame farpado, campos minados e outros
obstáculos.
II) O sucesso da travessia depende do terreno e do dispositivo inimigo, os
quais devem ser explorados de forma a não permitir que o movimento
seja detectado. O estado de alerta das tropas inimigas pode impedir a
travessia.
III) São necessários tempo, planos detalhados e ensaios minuciosos. O
movimento deverá ser lento e cuidadoso, para manter o sigilo.
IV) Os itinerários selecionados devem proporcionar coberta. A observação
e a capacidade de vigilância do inimigo podem ser limitadas quando os
movimentos são realizados através de vegetação densa, pântanos e
terrenos de difícil progressão. A travessia das linhas inimigas deve ser
efetuada onde as tropas inimigas estiverem mais dispersas.
V) As estradas não devem ser utilizadas para aproximação. Caso o
inimigo esteja utilizando dispositivos de detecção, deverão ser
utilizadas medidas diversionárias. O Plano de Apoio de Fogo deve
prever a execução de missões de tiro com esta finalidade.
VI) Devem ser encontrados pontos fracos nas linhas de defesa. Caso não
existam podem ser criados por meio do fogo ou da execução de
medidas de despistamento.
3.7 - TÉCNICAS DE AÇÃO IMEDIATA
Uma patrulha de reconhecimento deve, sempre que possível, evitar o contato
com o inimigo, para não comprometer o cumprimento de sua missão.
Entretanto, a patrulha pode ocasionalmente defrontar-se com o inimigo,
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.
devendo romper este contato o mais rápido possível e prosseguir no
cumprimento de sua missão.
As Técnicas de Ação Imediata (TAI) são executadas para proporcionar uma
rápida e eficaz reação no caso de contato visual ou físico com o inimigo. São
uma seqüência de ações com as quais todos os homens devem estar bem
familiarizados e treinados, para que com um mínimo de comandos e/ou gestos,
a patrulha como um todo inicie sua execução.
Não é possível adestrar a patrulha em tantas TAI quantas forem necessárias
para fazer frente a todas as situações possíveis. É preferível que a patrulha
seja muito bem adestrada num número limitado de TAI que abranja a maioria
das situações mais comuns e reaja eficientemente quando ameaçada.
As TAI não devem ser utilizadas repetidamente, devendo ser modificadas
periodicamente, de forma a não se tornarem estereótipos e permitir que o
inimigo desenvolva as contramedidas para se opor a elas.
3.7.1 - Princípios das TAI
São três os princípios que norteiam as TAI:
- simplicidade;
- velocidade; e
- agressividade.
3.7.2 - Ações comuns
Apesar das TAI variarem para cada situação, existem ações que são
comuns a todas elas.
- Romper o contato.
- Deslocar-se à uma distância segura do local do contato e rapidamente
estabelecer um alto guardado, normalmente no último PRI.
- Efetuar a contagem dos homens e verificação dos equipamentos.
- Rapidamente reorganizar a patrulha e redistribuir a munição, se
necessário.
- Emitir relatório ao Escalão Superior, antes de partir do alto guardado.
- Prosseguir no cumprimento da missão, se possível.
3.7.3 - Principais Tipos de Contato com o Inimigo e suas Respectivas TAI
a) Contatos de Oportunidade
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.
I) A patrulha detecta o inimigo, porém não é detectada.
(a) Ficar imóvel
O sinal é emitido por qualquer membro da patrulha, quando avista o
inimigo ou escuta algo suspeito. Todos os homens param na posição
na qual se encontram, permanecem absolutamente imóveis, até que
seja dada ordem para que silenciosamente assumam a posição de
joelhos ou aferrados, aguardando novas instruções.
(b) Emboscada imprevista
O sinal pode ser emitido por qualquer componente da patrulha,
sendo esta ação normalmente subseqüente à ação de ficar imóvel.
Toda a patrulha desloca-se para a direita ou para a esquerda do
deslocamento até a primeira posição coberta, de acordo com o gesto
sinalizado. Feito isto ocupa as melhores posições de tiro possíveis.
No caso da patrulha ser percebida é desencadeada a emboscada,
caso contrário permite-se a passagem do inimigo sem ser
molestado, garantindo o sigilo no cumprimento da missão.
Fig 3-10 - Emboscada Imprevista
II) A patrulha e o inimigo detectam-se mutuamente.
(a) Resposta imediata
Os homens mais próximos do inimigo abrem fogo e gritam:
"Contato à frente (retaguarda, direita ou esquerda)". A patrulha
entra rapidamente na formação em linha com a frente voltada para
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a direção do contato e ataca o inimigo. O ataque será suspenso se
o inimigo retrair e o contato for rompido rapidamente. Caso o
inimigo ofereça resistência, o ataque prosseguirá através de suas
posições e o movimento continuará até que o contato seja
totalmente rompido.
Fig 3-11 - Resposta imediata
(b) Movimento Australiano
O homem mais próximo do inimigo abre fogo e grita: "Contato à
frente (retaguarda, direita ou esquerda)". A partir daí, os homens
retraem sucessivamente, um a um, a partir do mais próximo do
inimigo, na direção oposta ao contato, sob a cobertura dos demais.
Este processo prossegue até que seja rompido o contato.
Fig 3-12 - Movimento Australiano
b) Emboscada Aproximada (40 metros ou menos)
Ao sofrer uma emboscada aproximada a patrulha deve responder ao
inimigo com um ataque imediato. Os homens que estiverem na área de
destruição, atacam de imediato a posição de emboscada inimiga,
enquanto os demais manobram contra os demais componentes da
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emboscada. Toda patrulha atravessa a posição inimiga por uma distância
de 100 a 200 metros e rompe o contato.
c) Emboscada afastada (mais de 40 metros)
A patrulha ao sofrer uma emboscada afastada procurará responder ao
inimigo da seguinte forma: os homens que estiverem na área de
destruição respondem imediatamente ao fogo. Os demais componentes
da patrulha proporcionam apoio de fogo, para que os homens que se
encontram na área de destruição possam romper o contato.
A utilização de franco atiradores por parte do inimigo é um tipo de
emboscada afastada, que impõe à patrulha procurar imediatamente
cobertas e abrigos e retirar-se da área. Não é vantajoso para uma
patrulha de reconhecimento vasculhar a área para localizar o atirador, o
qual, geralmente, ocupa uma posição muito vantajosa em termos de
cobertas. Isto acarretará, na maioria das vezes, apenas uma perda de
tempo e maior exposição da patrulha. A patrulha deve utilizar-se de
fumígeno para mascarar o seu movimento, certificando-se que a direção
do vento lhe é favorável.
d) Observação e Ataque Aéreo
I) Observação aérea
Toda a patrulha fica imóvel imediatamente ao pressentir a aproximação
de uma aeronave ou, se houver tempo, desloca-se para um local
coberto e então fica imóvel neste local. O movimento reinicia-se após a
passagem da aeronave.
II) Ataque aéreo
O primeiro homem que observar a aeronave de ataque atirando, grita:
"Avião/Helicóptero à frente (retaguarda, esquerda ou direita)". A
patrulha entra rapidamente no dispositivo em linha, perpendicular à
direção de ataque da aeronave, dispersa-se no terreno, procurando
cobertas e abrigos, evitando desta forma que o inimigo observe o alvo
de enfiada. Se o Comandante verificar que a aeronave encontra-se no
alcance das armas portadas pela patrulha, determina a abertura de
fogo, cessando quando a aeronave sair do alcance. Quando ocorrer
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mais de um ataque aéreo ao longo do seu itinerário, a patrulha deve
procurar um itinerário alternativo que lhe proporcione melhores
cobertas.
3.8 - ALTO GUARDADO E PONTOS DE REUNIÃO
3.8.1 - Alto Guardado
É o alto que o Comandante ocasionalmente determina que seja executado
pela patrulha, para que seja observada uma determinada atividade inimiga
ou executadas outras atividades que não possam ser realizadas em
movimento, tais como: reconhecimento de região perigosa; confirmação da
navegação; estabelecimento de comunicação rádio; ou ainda permitir a
alimentação.
Ao ser sinalizado um alto guardado de pequena duração, os componentes
da patrulha procuram um local coberto onde possam parar com segurança
na posição de joelhos, e assumem um dispositivo que lhes permita observar
e atirar à frente, à retaguarda e nos flancos em seus respectivos setores.
Nos grandes altos a patrulha deve assumir um dispositivo que lhe
proporcione segurança a toda volta da sua posição. O perímetro ocupado
deverá permitir o contato físico entre os componentes da patrulha. No caso
de haver necessidade de remoção da mochila, esta deverá ser removida
homem a homem ou aos pares, colocando-as em frente ao corpo, em
posição que possam ser rapidamente recolocadas.
a) Princípios de segurança nos altos
I) Todo alto deve ser realizado em áreas que proporcionem boas cobertas
e abrigos;
II) Devem ser evitados os movimentos desnecessários durante os altos;
III) O perímetro deve ser automaticamente reajustado se a segurança a
toda volta não estiver sendo obtida; e
IV) As armas automáticas deverão ser posicionadas preferencialmente de
forma a cobrir os acessos mais favoráveis ao local.
3.8.2 - Ponto de Reunião no Itinerário
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É um local onde a patrulha pode reorganizar-se no caso de uma inevitável
dispersão, devido à impossibilidade ou inadequabilidade do emprego de
outras medidas de controle.
Os PRI devem ser levantados na carta por ocasião do planejamento,
podendo ou não serem confirmados no terreno durante a execução. Eles
são empregados principalmente por ocasião da travessia de regiões
perigosas, devendo ser selecionado um PRI antes e outro após a região
perigosa.
a) Características:
I) ser facilmente identificado;
II) proporcionar coberta e abrigo; e
III) permitir a defesa por curto intervalo de tempo.
b) Cuidados na Ocupação
I) Se a ação inimiga impedir a utilização de um PRI, utiliza-se o anterior.
II) Limite de tempo para reorganização.
(a) Os componentes de uma patrulha que atingirem o PRI aguardarão
os demais por um período de tempo pré-determinado no
planejamento e, após esse período, prosseguirão no cumprimento
da missão.
(b) No caso de ultrapassado o tempo de espera, os componentes da
patrulha extraviados deverão reincorporar-se à mesma no PRO ou
no ponto planejado para extração da patrulha.
III) Deverão ser tomadas medidas de segurança semelhantes as de alto
guardado.
3.8.3 - Ponto de Reunião no Objetivo
É o local onde a patrulha faz temporariamente um alto para a reorganização
e a preparação para as ações no objetivo. Esta preparação normalmente
inclui: reconhecimento de líderes, verificação do equipamento de
comunicações, preparação de câmera fotográfica e/ou material para
confecção de croqui, redistribuição de equipamentos e, ainda, retirada da
mochila. É também um ponto de reunião a ser utilizado para reorganização
em caso de contato com o inimigo no objetivo. Se o tempo disponível for um
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fator crítico no cumprimento da missão, a patrulha pode não executar o alto
no PRO, somente passando por ele e confirmando-o no terreno, no entanto,
continuará sendo designado como PRO.
Quando o itinerário a ser utilizado para o retraimento localizar-se após o
objetivo, o Comandante pode optar por reorganizar a patrulha em um local
diferente daquele estabelecido como PRO. Nesta situação, não serão
deixados material ou pessoal no PRO.
Da mesma forma que o PRI, o PRO é selecionado na carta e/ou fotografia
aérea, durante o planejamento, sendo confirmado ou não no terreno,
devendo possuir as mesmas características do PRI e estar localizado
suficientemente próximo ao objetivo.
a) Reconhecimento e ocupação
São três os métodos empregados para o reconhecimento e a ocupação
do PRO.
I) Deliberado
O Comandante determina o alto da patrulha e realiza o reconhecimento
do PRO. Após o reconhecimento, conduz a patrulha para o local
selecionado. Este método é mais lento, porém mais seguro.
II) Reconhecimento pela ocupação
O Comandante simplesmente comanda o alto para a patrulha e
designa esse próprio local como PRO. Este método é mais rápido,
porém menos seguro.
III) Reconhecimento pelo movimento
Com a patrulha em movimento, o Comandante ao avistar o local por
ele selecionado para o PRO, guia a patrulha em movimento circular
para o estabelecimento da posição.
b) Ocupação do PRO
A direção na qual a patrulha desloca-se para ocupação do PRO, será
convencionada como direção doze horas. Todo movimento de entrada ou
saída do PRO deverá ser realizado pela direção doze horas. O
Comandante, durante o planejamento, designará o posicionamento dos
membros da patrulha através do processo do relógio, de forma que o
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estabelecimento do PRO ocorra rapidamente e em sigilo, sendo mantida a
integridade tática dos escalões.
Em muitas situações, principalmente quando o efetivo é grande e não há
necessidade do emprego de todos homens para o cumprimento da
missão, o Comandante pode optar por deixar alguns membros da patrulha
no PRO. Este procedimento contribui para que não seja comprometido o
sigilo das ações. Normalmente, permanecem no PRO, o rádio operador, o
pessoal necessário para segurança, as baixas ocorridas durante o
deslocamento e o Subcomandante.
Devido à proximidade das posições inimigas, o movimento no PRO deve
restringir-se ao mínimo necessário. Só um elemento por vez deve mover-
se ou ajustar seu equipamento, para evitar a quebra do sigilo.
c) Reconhecimento de líderes
O Comandante deve realizar o reconhecimento de líderes, antes de
determinar que seja efetuado o reconhecimento do objetivo ou
posicionada a segurança. O reconhecimento de líderes pode ser
executado de forma similar ao reconhecimento de área perigosa, quando
o Comandante, na realidade, não se separa fisicamente da patrulha,
mantendo-se próximo o suficiente para controlá-la e ter sua segurança
mantida pela própria patrulha.
I) Propósitos
- Confirmar a localização do objetivo do reconhecimento.
- Ratificar ou retificar os planos para o reconhecimento.
- Ratificar ou retificar o posicionamento planejado para os
escalões subordinados.
II) Ações no reconhecimento de líderes
- O Comandante abordará novamente, no PRO, os seguintes aspectos,
antes de se deslocar para o reconhecimento:
- onde está indo;
- quem o acompanhará;
- quanto tempo demorará;
- o que a patrulha deverá fazer caso não regresse; e
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.
- ações a serem realizadas no caso de contato com o inimigo.
- Normalmente acompanham o Comandante no reconhecimento de
líderes, os Comandantes de escalão e mais um homem para prover
segurança.
- Caso o Comandante afaste-se visualmente da patrulha, deverá ser
conduzido equipamento rádio por ocasião do reconhecimento de
líderes.
- O objetivo do reconhecimento deve ser localizado com precisão e
estabelecida vigilância sobre ele até que o reconhecimento tenha sido
concluído. Além disso, devem ser selecionadas as posições dos
demais escalões da patrulha.
- Após o reconhecimento de líderes, o Comandante retorna à patrulha
para ratificar ou retificar seus planos, com o auxílio de croquis e/ou
modelado do terreno.
- Se durante o reconhecimento de líderes o Comandante obtiver os
dados necessários para o cumprimento de sua missão, torna-se
desnecessário um novo reconhecimento do objetivo.
d) Retraimento do Objetivo para o PRO
Após a conclusão do reconhecimento a patrulha retrai para o PRO, por
escalões. Inicialmente retrai o escalão de reconhecimento e
posteriormente o escalão de segurança. Todos os membros da patrulha
devem entrar no PRO na direção doze horas e assumir as mesmas
posições ocupadas no momento em que foi estabelecido o PRO. O
pessoal de segurança no PRO reajusta seu posicionamento a medida em
que os componentes da patrulha entrem no dispositivo.
e) Difusão dos Conhecimentos
Todos os componentes da patrulha devem tomar conhecimento dos
dados levantados por ocasião das ações de reconhecimento ou vigilância.
Desta forma, um único sobrevivente, se for o caso, será capaz de
disseminar os dados obtidos.
A difusão dos dados para o pessoal da patrulha deverá ser efetuado o
mais cedo possível, preferencialmente no PRO.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
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.
Devem ser confeccionados pela menos duas cópias de todos os dados
colhidos.
3.9 - BASE DE PATRULHA, ÁREA DE REUNIÃO CLANDESTINA E ALTO
GUARDADO PARA COMUNICAÇÕES
3.9.1 - Base de Patrulha (BP)
É a posição estabelecida pela patrulha, para execução de um alto
prolongado, em área não protegida por forças amigas.
a) Considerações para Seleção
I) Missão
Deve ser localizada de forma a facilitar o cumprimento da missão por
parte da patrulha.
II) Segurança
- O terreno a ser utilizado deve ter pouco valor tático para o inimigo.
- Localizada em terreno de difícil acesso, de forma a dificultar a
aproximação do inimigo.
- Possuir cobertas e abrigos.
- Permitir a defesa por um curto período de tempo.
- Possuir acessos cobertos e abrigados.
- Evitar:
- posições inimigas suspeitas ou confirmadas;
- áreas habitadas;
- picos e cristas topográficas; e
- estradas, trilhas ou outros caminhos de passagem habitual.
III) Fonte de água
Próximo a fonte de abastecimento de água.
IV) Conforto
Local que proporcione limitado conforto, que não seja molhado ou
pantanoso e em terreno o mais plano possível.
V) Reabastecimento
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.
Se estiver previsto reabastecimento por via aérea, deve ser localizada
relativamente próximo ao Local de Pouso de Helicóptero (LPH) ou
Zona de Lançamento (ZL).
VI) Comunicações
Devem ser evitados locais que não favoreçam a comunicação rádio,
tais como: vales e proximidades de redes de alta tensão.
b) Reconhecimento
As técnicas empregadas para o reconhecimento de uma base de patrulha
são as mesmas utilizadas para o reconhecimento de PRO, conforme visto
no artigo 3.8 - ALTO GUARDADO E PONTOS DE REUNIÃO.
c) Ocupação
I) Se possível, deve ser ocupada em períodos de visibilidade reduzida.
II) Em uma patrulha com maior efetivo, o reconhecimento normalmente
utilizado é o deliberado.
III) Nas patrulhas com pequeno efetivo, os reconhecimentos normalmente
utilizados são: o reconhecimento pela ocupação ou o reconhecimento
pelo movimento.
IV) A BP não deve ser ocupada por mais de 24 horas, para diminuir a
probabilidade de ter seu posicionamento localizado pelo inimigo.
d) Operação
I) Medidas de segurança ativa
(a) Contra-reconhecimento
Deve ser desenvolvido permanentemente à frente da base em todo
o seu perímetro.
(b) Postos de Vigilância/Escuta
Devem ser estabelecidos postos de vigilância no período diurno e
postos de escuta durante a noite, de forma a alertar os ocupantes
da BP, quanto à aproximação do inimigo.
(c) Dispositivos de alerta
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.
Certificar que a utilização destes dispositivos, tais como:
pirotécnicos e minas "claymore", não comprometam imediatamente
a base, em caso de acionamento.
(d) Plano de evasão
Incluindo:
- rotas de evasão, no mínimo duas;
- PRI, no mínimo dois por rota de evasão; e
- previsão de BP alternativas.
(e) Plano de alerta
Incluindo:
- percentual da patrulha designado pelo Comandante para se
manter permanentemente em alerta; e
- alerta total desde trinta minutos antes até trinta minutos após o
Início do Crepúsculo Matutino Náutico (ICMN) e o Fim do
Crepúsculo Vespertino Náutico (FCVN), devendo todos os
componentes estar com todo material na mochila, equipamento
e armamento prontos para imediata reação.
(f) Ponto de entrada/saída
Deve ser utilizado um único ponto de entrada/saída da BP, o qual
deve ser coberto das vistas do inimigo, que possa estar posicionado
em pontos dominantes ao redor.
II) Medidas de segurança passiva
(a) Disciplina de luzes
Na BP não deve ser feito uso de qualquer fonte luminosa, durante
o período noturno. As lanternas só devem ser utilizadas com lente
vermelha e sob dois ponchos.
Fogo só deve ser feito se for absolutamente necessário. Nesse
caso, deverá ser cavado um fosso compatível com a altura das
chamas.
(b) Disciplina de ruídos
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OSTENSIVO - 3-29 - ORIGINAL
.
Na BP os ruídos devem se limitar aos estritamente indispensáveis.
Quando possível, procurar-se-á utilizar os ruídos naturais do
ambiente para encobrir os ruídos da patrulha.
(c) Movimentos
Não devem ser realizados movimentos desnecessários e os que
forem feitos deverão ser em silêncio.
(d) Camuflagem
Deve ser providenciada e melhorada, sempre que possível.
(e) Equipamento
Tudo aquilo que não estiver sendo utilizado deve estar
acondicionado na mochila.
III) Plano de defesa
As medidas defensivas são planejadas, mas, normalmente, uma BP só
é defendida quando sob ataque não for possível o retraimento da
patrulha.
O plano deve incluir:
- setores de tiro para cada componente;
- a preparação da posição ou, quando não houver tempo, o melhor
aproveitamento das condições defensivas naturais; e
- utilização de minas e armadilhas no perímetro da BP.
IV) Comunicações
Devem ser estabelecidas, com o escalão superior e com os postos de
vigilância/escuta organizados pela própria patrulha.
V) Manutenção
A BP é o local mais apropriado para a manutenção do armamento e
equipamento dos componentes da patrulha.
VI) Tratamento de ferimentos
Todos ferimentos, mesmo os pequenos, devem ser limpos, tratados e
protegidos, para evitar infecções.
VII) Consumo de ração
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.
A patrulha deve ser dividida, de forma que enquanto alguns homens
se alimentam, os outros provêem a segurança.
VIII) Reabastecimento de água
Quando não existir fonte d`água na BP, no mínimo dois elementos
são empregados para obter água; enquanto um abastece os cantis o
outro provê a segurança.
IX) Reabastecimento dos demais suprimentos por via aérea
O LPH ou a ZL devem estar localizados de forma a não haver
comprometimento da localização da base ou revelar o alvo do
reconhecimento.
X) Abandono
Não devem ser deixados vestígios da passagem da patrulha pela base.
Todo o lixo deve ser recolhido e trazido de volta com a patrulha. A
partida deve ser organizada e ordenada, observando-se os cuidados
necessários à manutenção da segurança.
3.9.2 - Área de Reunião Clandestina (ARC)
Difere da BP pois nesta última podem ser executadas atividades de
planejamento, consumo de ração e outras atividades que se fizerem
necessárias, enquanto a primeira destina-se ao descanso da patrulha.
As considerações para seleção de uma ARC são as mesmas da BP.
A ARC é ocupada da mesma forma que uma BP, sendo de doze horas o seu
período máximo de ocupação.
3.9.3 - Alto Guardado para Comunicações
O principal meio utilizado para as comunicações em uma patrulha é o rádio
telefone, daí a importância do estabelecimento de um alto guardado com a
finalidade específica de realizar as ligações que se fizerem necessárias.
Considerações para Seleção de um Local para o Alto Guardado para
Comunicações:
- Encontrar-se dentro do alcance dos equipamentos rádio conduzidos pela
patrulha; e
- Em geral posições mais elevadas são melhores para comunicação rádio.
3.10 - SAÍDA E ENTRADA DE LINHAS AMIGAS
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.
3.10.1 - Saída das Linhas Amigas
O movimento à frente das Unidades amigas deve ser coordenado e
controlado, de forma a evitar conflitos entre tropas amigas. As áreas à
frente das posições amigas devem ser consideradas como regiões
perigosas, pois, geralmente, encontram-se sob vigilância inimiga, sob
quaisquer condições meteorológicas e de visibilidade.
a) Ponto Inicial (PI)
O PI é estabelecido com o propósito de proporcionar à patrulha de
reconhecimento um local onde possa organizar-se antes de sair das
linhas amigas ou reorganizar-se no caso da patrulha ter efetuado contato
com o inimigo durante a saída.
I) Características de um PI
- Localizado no interior das linhas amigas, à retaguarda das posições
de tiro.
- Facilmente identificado de dia ou à noite.
- Preferencialmente em local coberto e abrigado.
b) Medidas Preliminares para Saída das Linhas Amigas
I) Estabelecimento do PI
O PI pode ser ocupado fisicamente ou somente planejado; no entanto,
todos os componentes da patrulha deverão conhecer sua localização.
II) Manutenção da segurança
Durante todo período em que se encontrar à frente das posições
amigas a patrulha deve manter sua própria segurança. Para a saída
das linhas amigas deve ser realizado um reconhecimento ou adotada
uma formação apropriada para a segurança da patrulha. Deve ser
lembrado que uma vez à frente das linhas amigas a patrulha pode, a
qualquer momento, ser observada e/ou atacada pelo inimigo.
III) Deslocamento à frente da Área de Defesa Avançada (ADA)
A patrulha deve evitar deslocar-se, sem um guia, no interior das
posições amigas, localizadas mais à frente da ADA, em virtude da
existência de minas e armadilhas naquela área. Desta forma, reduz-
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.
se o risco de ser atingida por fogos amigos ou dar um alarme falso de
presença inimiga na área.
IV) Coordenação com as Unidades amigas avançadas
Para assegurar-se de que todas as informações pertinentes foram
trocadas entre a tropa e a patrulha, devem ser observados os
seguintes aspectos:
(a) Dados a serem fornecidos pelo Comandante da patrulha:
- identificação da patrulha;
- missão da patrulha;
- horário previsto para saída e entrada das linhas amigas;
- sinais de reconhecimento e identificação;
- limites da área de ação do reconhecimento; e
- coordenação das ações no caso de haver contato com o
inimigo durante a saída.
(b) Dados fornecidos pelas Unidades amigas:
- detalhada descrição do terreno;
- posições conhecidas e suspeitas do inimigo;
- posições amigas à frente, tais como outras patrulhas, Postos
Avançados de Combate (PAC) e Postos Avançados Gerais
(PAG);
- localização dos obstáculos e passagens no sistema de
barreiras;
- principais alvos pré-planejados constantes do Plano de Apoio
de Fogo;
- freqüências e indicativos;
- senhas e contra-senhas.
- guia; e
- sinais de reconhecimento afastado e aproximado.
c) Procedimentos para saída das linhas amigas
- A patrulha ao chegar próximo das posições amigas mais avançadas
passa a ser conduzida por um guia dessa tropa, devendo a
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.
coordenação ter sido realizada anteriormente, para certificar-se do
posicionamento do guia.
- O guia conduz a patrulha até uma posição segura no interior das
posições amigas, onde a patrulha ficará aguardando.
- O Comandante da patrulha, então, desloca-se juntamente com o guia
para realizar a coordenação necessária com o Comandante da tropa.
- O Comandante da patrulha retorna juntamente com o guia para a
posição onde encontra-se a patrulha.
- As informações obtidas durante a coordenação são disseminadas para
o restante da patrulha.
- O Comandante indica a localização do PI.
- A patrulha segue o guia até uma posição coberta e abrigada, próxima
ao ponto de saída.
- O Comandante determinará, a partir desse ponto, a técnica de
movimento a ser adotada pela patrulha.
- A patrulha deve fazer um primeiro alto guardado tão logo tenha saído
das linhas amigas para ambientação à área sob controle do inimigo.
Nesta ocasião procurará escutar as atividades inimigas e adaptar-se
aos ruídos presentes no novo ambiente. O alto deve ser realizado fora
do alcance das armas portáteis das tropas amigas.
3.10.2 - Entrada nas Linhas Amigas
a) Ponto de Reunião Final (PRF)
O PRF é estabelecido com o propósito de proporcionar à patrulha de
reconhecimento um local para se reorganizar, antes de entrar nas linhas
amigas. Um PRF deve reunir as seguintes características:
- localizado em área anteriormente reconhecida;
- possuir cobertas e abrigos; e
- estar fora do alcance das armas portáteis das forças amigas.
b) Medidas Preliminares para a Entrada em Linhas Amigas
I) Estabelecer e ocupar um PRF
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.
O PRF é ocupado normalmente, só não o sendo quando a patrulha
estiver realizando um movimento para evitar o engajamento com o
inimigo ou quando houver, pelo menos um ferido grave, cujas
condições possam vir a se agravar em caso de parada da patrulha.
II) Manutenção da segurança
A tendência normal da patrulha é relaxar as medidas de segurança ao
ser estabelecido o PRF, o que deve ser evitado durante todo processo
de entrada, porque a patrulha estará vulnerável nesta situação.
III) Utilização do guia
A patrulha, em princípio, só deve entrar nas posições amigas com um
guia da tropa que se encontra nas posições mais à frente, pois nem
sempre todos homens da tropa foram informados da aproximação da
patrulha ou o plano de barreiras pode ter sido alterado desde a saída
da patrulha.
IV) Contagem da patrulha
Por ocasião da entrada nas linhas amigas, o Subcomandante efetuará
a contagem dos componentes da patrulha, para evitar a infiltração de
algum inimigo na mesma.
c) Procedimentos para a Entrada em Linhas Amigas
- A patrulha estabelece o PRF.
- A tropa amiga que se encontra à frente é informada, via rádio, que a
patrulha está pronta para entrar, certificando-se de que o guia estará
aguardando no ponto de entrada.
- O Comandante desloca-se à frente, juntamente com o homem ponta
para se certificar da localização do ponto de entrada.
- A patrulha não deve realizar movimentos paralelos às linhas amigas.
- Uma vez localizado o ponto de entrada, são utilizadas a senha e a
contra-senha e os sinais de reconhecimento e identificação para o
contato com o guia.
- Caso o ponto de entrada não seja localizado, a patrulha informa ao
escalão superior e desloca-se para outro PRF.
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.
- Ao encontrar o ponto de entrada, o Comandante retorna ao PRF para
conduzir a patrulha até aquele ponto.
- A patrulha entra nas linhas amigas e o Subcomandante confere a
situação do pessoal.
- O Comandante da patrulha relatará ao Comandante da tropa que se
encontra à frente, somente os dados levantados que tenham imediato
valor tático para esta tropa.
- O Comandante da patrulha, então, reporta-se a quem lhe atribuiu a
missão.
3.11 - ORDEM PREPARATÓRIA DE PATRULHA
É emitida visando a proporcionar aos subordinados tempo e informações
necessárias para a confecção dos planos e a execução dos preparativos
iniciais para o cumprimento da missão. É importante ressaltar que a ordem
preparatória de uma patrulha é, guardadas as devidas proporções, mais
detalhada do que as ordens preparatórias que geralmente são emitidas para o
desencadeamento de outras operações.
Normalmente é divulgada verbalmente, porque as ações a serem executadas
por uma patrulha são detalhadas e requerem que seus componentes tenham
amplo conhecimento do planejamento e não apenas das tarefas individuais. O
Comandante esforça-se para que todos os militares da patrulha assimilem
todas as informações necessárias. Obviamente, haverá situações nas quais
nem todos os componentes da patrulha estarão presentes, devendo o
Comandante certificar-se de que estes elementos receberão as instruções
necessárias.
3.11.1 - Formato Geral de uma Ordem Preparatória
Geralmente, apresenta quatro parágrafos:
1. SITUAÇÃO GERAL
2. MISSÃO
3. INSTRUÇÕES GERAIS
4. INSTRUÇÕES ESPECIAIS
3.11.2 - Conteúdo dos Parágrafos de uma Ordem Preparatória
a) Situação Geral
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.
Neste parágrafo é realizada uma breve explanação da situação das
forças amigas e inimigas, proporcionando aos componentes da patrulha
uma visão geral da situação na área de operações. As informações tanto
sobre as forças amigas como sobre as forças inimigas devem incluir
identificação, localização e atividades recentes e atuais, bem como as
planejadas, no caso das forças amigas.
b) Missão
Deve ser clara e concisa, listando as tarefas e indicando os propósitos a
serem alcançados.
c) Instruções Gerais
Este parágrafo contém a maior parte das informações necessárias para
que os componentes da patrulha iniciem seus preparativos para o
cumprimento da missão. A estruturação deste parágrafo não precisa
obrigatoriamente seguir o formato apresentado a seguir, no entanto,
deverá estar organizado e completo.
I) Relação dos componentes da patrulha
O Comandante seleciona o pessoal sob o seu comando necessário
para o cumprimento da missão, incluindo os reforços à patrulha,
provenientes de outros comandos.
II) Cadeia de comando
Uma cadeia de comando deve ser estabelecida, não precisando,
necessariamente, englobar todos componentes da patrulha, sendo
suficiente até o 4° em comando.
III) Organização
O Comandante organiza a patrulha para o cumprimento das tarefas,
estabelecendo:
(a) Organização geral
A patrulha é dividida em escalões, de forma a melhor cumprir
suas tarefas. Deve-se ter em mente que esta organização é
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.
elaborada com vistas às ações na área do objetivo e não para o
movimento.
(b) Organização detalhada
Se necessário, os escalões da patrulha são subdivididos em
grupos. Por exemplo, no caso de haver mais de uma via de
acesso a ser barrada pelo escalão de segurança, este pode ser
dividido, para facilidade do controle por parte de seu Comandante.
(c) Tarefas individuais
As tarefas individuais de cada componente da patrulha são
relacionadas, particularmente as do Subcomandante,
Comandantes de escalão, homem carta, fotógrafo e rádio
operador.
IV) Armamento
Deverá ser indicado todo armamento a ser conduzido por cada
componente da patrulha.
V) Munição
É mencionada a quantidade de munição a ser levada por cada
componente da patrulha.
VI) Equipamentos comuns a todos
Devem ser relacionados todos os equipamentos e vestuário que
serão utilizados pelos componentes da patrulha, evitando-se a
condução de material desnecessário.
VII) Equipamentos especiais
É determinado o(s) equipamento(s) especial(is) que cada elemento
conduzirá para o cumprimento de suas tarefas específicas ou para o
cumprimento das tarefas da patrulha como um todo, tais como:
- lanterna (com lente vermelha);
- poncho (para utilização de lanternas);
- bússolas;
- cartas;
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.
- binóculos;
- equipamentos de visão noturna;
- câmera fotográfica;
- equipamentos rádio (designando tipo e acessórios);
- antenas expeditas;
- bolsa de primeiros socorros;
- painel para operação de ZDbq; e
- outros.
VIII) Quadro horário
É talvez uma das mais importantes partes da ordem preparatória,
refletindo uma cuidadosa divisão do tempo disponível. Uma vez
confeccionado o quadro horário, todo o esforço deve ser feito para
que o mesmo seja cumprido.
(a) Organização do quadro horário
- Evento propriamente dito (QUE).
- Horário previsto para cumprimento do evento (QUANDO).
- Local de execução do evento (ONDE).
- Elementos da patrulha que executarão o evento (QUEM).
(b) Eventos normalmente incluídos no quadro horário:
- divulgação da ordem preparatória;
- reunião de coordenação;
- recebimento de equipamento, armamento e munição;
- inspeção do armamento;
- rancho;
- descanso;
- divulgação da ordem de patrulha;
- inspeção inicial;
- ensaios;
- inspeção final;
- infiltração;
- ações na área do objetivo;
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.
- retraimento;
- extração; e
- avaliação da execução da missão.
d) Instruções Especiais
São transmitidas ao pessoal que deve executar determinadas tarefas
durante a preparação da patrulha, tais como:
I) Subcomandante
- supervisionar o cumprimento do quadro-horário;
- supervisionar o recebimento do equipamento, armamento e
munição, inspeção do armamento ou qualquer outro preparativo que
o Comandante não possa fazê-lo; e
- auxiliar na coordenação.
II) Comandantes de escalão
Supervisionar e auxiliar na distribuição dos equipamentos e da
munição.
III) Homem carta
- estudar os itinerários, discriminando os azimutes e distâncias para
cada pernada, auxiliado pelo homem bússola, quando for o caso; e
- confeccionar o modelado do terreno, auxiliado pelo homem ponta.
IV) Gerente
Receber, verificar e distribuir os equipamentos, armamentos e
munição.
3.12 - PLANEJAMENTO DO ITINERÁRIO DA PATRULHA
Os itinerários selecionados devem evitar o contato com o inimigo e com as
áreas habitadas. As patrulhas, exceto aquelas que tiverem por tarefa
complementar, atacar os alvos de oportunidade, devem alcançar seu objetivo
sem serem detectadas pelo inimigo. Devem ser selecionados itinerários
principal e alternativos, dividindo-os em pernadas.
3.12.1 - Estudo do terreno
Durante a seleção dos itinerários, deve ser realizado um estudo do terreno
no qual a patrulha irá atuar. O estudo do terreno pode ser realizado através
de um reconhecimento aéreo ou através da carta e/ou fotografias aéreas,
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.
que é o procedimento mais empregado por uma patrulha de
reconhecimento. O estudo do terreno deve basear-se nos seguintes
aspectos:
a) Observação e Campos de Tiro
Os itinerários selecionados devem proporcionar à patrulha boa
observação e campos de tiro compatíveis com as suas necessidades de
segurança.
b) Cobertas e Abrigos
São essenciais para se evitar que a patrulha seja detectada pelo inimigo.
c) Obstáculos
Os itinerários selecionados não devem apresentar obstáculos que
venham a impedir a progressão da patrulha, podendo, no entanto, serem
aproveitados de forma a dificultar ou impedir a aproximação e/ou o
ataque inimigo.
d) Acidentes Capitais
Devem ser evitados os locais cuja ocupação por parte do inimigo lhe
seja vantajosa, bem como aqueles que, por sua importância,
possivelmente estarão sujeitos a observação e condução de fogos pelo
inimigo.
e) Vias de Acesso
Devem ser evitadas aquelas de provável utilização por nossas tropas ou
pelo inimigo, pois possivelmente estas vias de acesso estarão sob fogo
e/ou vigilância inimiga.
3.12.2 - Considerações Táticas
- A natureza da missão, as limitações de tempo e o efetivo da patrulha
influenciarão na seleção dos itinerários.
- Posições inimigas, conhecidas ou suspeitas, que não influenciem no
cumprimento da missão devem ser evitadas.
- Os itinerários paralelos à frente das posições inimigas têm maior
probabilidade de serem descobertos.
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.
- As estradas e as trilhas devem ser evitadas e consideradas áreas
perigosas, com grande probabilidade de emboscada e/ou contato com o
inimigo.
- Áreas construídas e habitadas devem ser evitadas, mesmo que a
população seja simpatizante, porque um único falso simpatizante pode
provocar um desastre à patrulha. Animais domésticos podem alertar o
inimigo da presença da patrulha.
- Durante o dia os itinerários devem ser cobertos por vegetação densa,
para proteger a patrulha da observação inimiga.
- Durante o período de visibilidade reduzida o itinerário deve
proporcionar à patrulha um deslocamento rápido e silencioso.
- Obstáculos naturais podem dificultar a progressão da patrulha,
permitindo, no entanto, uma aproximação menos perigosa, caso o
inimigo concentre suas atenções nas vias de acesso de maior
probabilidade de utilização.
- Os obstáculos artificiais devem ser evitados, pois geralmente estão sob
observação e/ou cobertos pelo fogo do inimigo.
- O itinerário selecionado deve evitar os dispositivos de alerta do inimigo,
suspeitos ou conhecidos.
3.12.3 - Itinerários Alternativos
Sua seleção proporciona à patrulha uma maior flexibilidade quando da
ocorrência de uma alteração na situação planejada. O itinerário alternativo
pode ser utilizado no caso da patrulha ter contato com o inimigo no
itinerário principal ou quando o Comandante suspeita que a patrulha foi
detectada pelo inimigo. Na seleção de itinerários alternativos devem ser
levadas em conta além das considerações previstas para o principal, as
seguintes:
- os itinerários principal e alternativos devem estar distanciados de tal
forma que o inimigo não possa observar a ambos de uma mesma
posição;
- as medidas de coordenação tomadas para o itinerário principal, também
devem ser tomadas para o alternativo; e
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.
- quando da saída e entrada de linhas amigas devem ser adotados
itinerários distintos, de ida e de volta, além de um itinerário alternativo
para ambos.
- Calco de Itinerários da Patrulha
Pode ser confeccionado para auxiliar na navegação, devendo estar na
mesma escala da carta de referência. Após a orientação e amarração do
calco os detalhes sobre os itinerários devem ser plotados no mesmo.
3.13 - MODELADO DO TERRENO
É utilizado durante a expedição da ordem de patrulha para descrever com
maiores detalhes as atividades mais importantes a serem executadas,
permitindo ao observador uma visão tridimensional do terreno. Normalmente é
confeccionado um modelado que abranja toda a área de operações e um
outro mais detalhado para as ações no objetivo. Geralmente é construído da
seguinte forma:
- em local de fácil acesso e que proporcione razoável conforto para a
patrulha;
- em caixão de areia ou diretamente no terreno;
- com as quadrículas traçadas de forma semelhante às da carta de referência,
além de demonstrar a direção do norte;
- incluindo todos os detalhes planimétricos e altimétricos;
- com criatividade para representar os detalhes como casas, estradas, rios e
árvores; e
- incluindo o posicionamento dos componentes da patrulha, principalmente
durante as ações no objetivo.
Após a sua utilização o modelado deve ser destruído.
3.14 - ORDEM DE PATRULHA E ANEXOS À ORDEM DE PATRULHA
Para a transmissão da ordem de patrulha deverão estar presentes todos os
componentes, inclusive os reforços.
A área de operações deve ser mostrada na carta e detalhada com a utilização
de modelado do terreno, que englobe toda Área de Ação de Reconhecimento
(AAR), demonstrando conforme a situação: o itinerário principal e os
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.
alternativos, pontos de infiltração e extração, objetivo, PRI, PRO e outros
dados necessários para compreensão da execução das tarefas.
Todas as dúvidas dos membros da patrulha deverão ser sanadas ao término
da divulgação da ordem de patrulha.
3.14.1 - Formato Geral de uma Ordem de Patrulha
É dividida em cinco parágrafos:
1. SITUAÇÃO
2. MISSÃO
3. EXECUÇÃO
4. ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA
5. COMANDO E COMUNICAÇÕES
3.14.2 - Conteúdo dos Parágrafos de uma Ordem de Patrulha
a) Situação
I) Forças Inimigas
Relaciona o seu valor, localização, identificação, atividades e
equipamentos.
II) Forças Amigas
Relaciona, além do escalão superior, aquelas que executam
atividades próximas da AAR, ou no itinerário da patrulha e as que
possam proporcionar apoio de fogo (aéreo, de artilharia ou naval).
III) Características da Área de Operações
Os fatores abordados, devem incluir os dados existentes e seus
efeitos sobre as operações do inimigo e as nossas ações
(considerando o valor e as qualificações específicas de uma patrulha
de reconhecimento).
(a) Dados astronômicos e meteorológicos
- lua (fase, especificando os períodos de ocultação e de
iluminação);
- sol (discriminar o ICMN e o FCVN);
- ventos dominantes;
- temperatura; e
- precipitações.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-44 - ORIGINAL
.
(b) Terreno e topografia
- observação e campos de tiro;
- cobertas e abrigos;
- obstáculos;
- acidentes capitais; e
- vias de acesso.
(c) Hidrografia (quando for o caso)
- características da praia (arrebentação, obstáculos, largura da
praia e outros);
- correntes (direção e intensidade);
- temperatura da água; e
- cursos d`água (rios, lagos e lagoas).
IV) População
Relata o comportamento da população com relação às nossas
forças e às forças inimigas, bem como seus efeitos.
V) Incorporações e destaques
Determina em que momento devem ser efetivadas as incorporações
na patrulha ou o destaque de algum membro da patrulha.
b) Missão
Repete a emitida na ordem preparatória.
c) Execução
I) Conceito da operação
É feito um relato sobre toda a operação, em ordem cronológica, desde
a infiltração para o objetivo, até a extração. O Plano de Apoio de Fogo
é também aqui abordado.
O modelado do terreno deverá ser utilizado para auxiliar na
transmissão do conceito da operação, além de croquis com os
diversos dispositivos, que tornam mais fácil a assimilação da ordem
transmitida.
(a) Ações no objetivo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-45 - ORIGINAL
.
O modelado do terreno específico para a área do objetivo deve
ser utilizado para auxiliar na explanação dos seguintes tópicos:
- localização e ações no PRO;
- planejamento para o reconhecimento de líderes;
- planejamento para o reconhecimento do objetivo;
- retraimento do objetivo até o PRO;
- ações no caso do objetivo estar comprometido;
- ações no caso do PRO estar comprometido; e
- localização e ações a serem tomadas no alto guardado de
comunicações, incluindo a forma de disseminação dos dados
obtidos, ao escalão superior.
(b) Hora de partida e de regresso
(c) Formações e seqüência de movimento
Individualmente, quem está em cada posição nas formações.
(d) Itinerários
Com a utilização de cartas e modelado do terreno, mostra-se o
ponto de infiltração (principal e alternativo), os itinerários de
infiltração e retraimento (principal e alternativos) e o ponto de
extração (principal e alternativo). Fornece os azimutes e
distâncias de cada pernada do itinerário.
(e) Entrada e saída de linhas amigas
De acordo com as técnicas de infiltração e extração a serem
adotadas, tais como: por embarcações; por pára-quedas; ou por
helicóptero, são designados os pontos de infiltração e de
extração. Caso a entrada ou a saída das linhas amigas seja por
infiltração a pé, deverão ser abordados os tópicos previstos no
artigo 3.10 - SAÍDA E ENTRADA DE LINHAS AMIGAS.
(f) Pontos de reunião
Localização e ações nos pontos de reunião inicial, no itinerário e
final, incluindo as ações no caso do ponto de reunião estar
comprometido.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-46 - ORIGINAL
.
(g) Ações em caso de contato com o inimigo
São relembradas ou atualizadas as TAI, para se opor as
prováveis ações do inimigo, bem como, o emprego das armas de
apoio para auxiliar no rompimento do contato.
(h) Ações em regiões perigosas
As regiões perigosas suspeitas são localizadas e são relembradas
as ações a serem executadas.
(i) Ações nos altos guardados
São revistos os procedimentos da patrulha nos altos guardados.
(j) Apoio de fogo
Deve ser detalhado o que se relaciona ao apoio de fogo.
II) Tarefas aos elementos subordinados
Serão discriminadas as tarefas a serem executadas pelos escalões,
caso a patrulha seja dividida durante sua organização, pelos grupos
componentes dos escalões e até ao detalhamento das
responsabilidades individuais, durante o movimento e durante as
ações no objetivo.
III) Instruções para coordenação
Serão abordadas as instruções que se fizerem necessárias para a
coordenação a ser realizada entre os escalões da patrulha e seus
componentes, incluindo os seguintes tópicos:
(a) Ensaios
Divulga-se onde, quando e com que equipamento serão
realizados os ensaios. Os ensaios deverão abordar todas as
ações da patrulha desde sua partida até o momento de seu
regresso.
(b) Inspeções
Define-se o local, a hora e o material requerido para as inspeções
inicial e final.
(c) Relatório
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-47 - ORIGINAL
.
Define-se quem estará envolvido, onde e quando será emitido o
relatório da patrulha, além do material necessário.
(d) Plano de evasão
Determina-se quando deve ser ativado, fornecendo a localização
de áreas seguras e itinerários para alcançá-las. Este plano deve
ser de simples execução.
(e) Conhecimentos necessários
Divulga-se os dados necessários ao escalão superior, a serem
obtidos durante a execução da patrulha.
d) Administração e Logística
Não se deve repetir o que já foi divulgado na ordem preparatória. Se for
o caso, reafirmar que não há alterações nas instruções emitidas na
ordem preparatória.
I) Classe I
II) Classe II
III) Classe III
IV) Classe IV
V) Classe V
VI) Procedimentos com mortos e feridos
Normalmente um único homem não é deixado para trás, a não ser
que a patrulha não possa perder dois homens para o cumprimento
de sua missão.
VII) Procedimentos com prisioneiros de guerra e equipamento inimigo
capturado
Discrimina-se quem os conduzirá em caso de captura.
e) Comando e Comunicações
I) Comando
É divulgado o posicionamento do Comandante e do Subcomandante,
durante o deslocamento, em regiões perigosas e no objetivo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-48 - ORIGINAL
.
II) Comunicações
(a) Plano de Comunicações
Deve abordar as freqüências e indicativos das redes para
comunicações com o escalão superior e subordinados, com
outras Unidades/patrulhas e com as Unidades de apoio de fogo,
além de instruções para a utilização de relatórios padronizados e
outros procedimentos específicos para as comunicações.
(b) Sinais convencionados
São revistos os sinais e gestos a serem utilizados pela patrulha.
(c) Senhas e contra-senhas
Divulga-se as senhas e contra-senhas a serem utilizadas dentro
da patrulha e aquelas a serem utilizadas em contato com outras
tropas.
3.14.3 - Anexos à Ordem de Patrulha
Qualquer parte do planejamento para o cumprimento da missão que
necessite de maior detalhamento, tais como: infiltração por pára-quedas ou
mergulho; estabelecimento e operação de uma base de patrulha;
transposição de curso d'água; e ligação com outras forças amigas, pode
ser apresentada em forma de anexo.
A formatação dos anexos segue em geral a formatação da ordem de
patrulha, estruturados também nos cinco parágrafos, podendo alguns
parágrafos serem omitidos, por não haver qualquer informação adicional
especificamente aplicável ao assunto abordado pelo anexo.
Dentre outros, os seguintes assuntos podem ser abordados em anexos:
- movimento aéreo;
- reabastecimento aéreo;
- base de patrulha;
- alto guardado de comunicações;
- transposição de curso d`água
- ligação com forças amigas;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-49 - ORIGINAL
.
- movimento em embarcações;
- movimento em viaturas;
- infiltração por pára-quedas;
- infiltração por mergulho;
- infiltração por natação; e
- infiltração por helicóptero.
3.15 - INSPEÇÕES E ENSAIOS
3.15.1 - Inspeções
São realizadas para verificar a prontificação do uniforme, armamento e
equipamentos e para confirmar o conhecimento de cada elemento sobre a
execução das tarefas pertinentes à patrulha. Devem ser realizadas
antecedendo aos ensaios e à saída da patrulha.
a) Inspeção inicial
O Comandante certifica-se que:
- os uniformes e equipamentos estão completos e corretamente
utilizados;
- o material está bem acondicionado, impermeabilizado, sem fazer
barulho ou apresentando brilho;
- os equipamentos de comunicações foram verificados, estão
funcionando e impermeabilizados;
- os equipamentos especiais estão de posse de quem os utilizará;
- o armamento está limpo e funcionando;
- a munição foi distribuída e os carregadores estão municiados;
- a camuflagem individual está apropriada;
- os componentes da patrulha não estão conduzindo qualquer material
além do determinado, principalmente aqueles que possam
comprometer a missão, proporcionando informação adicional ao
inimigo, caso caia em seu poder; e
- cada membro da patrulha retém os conhecimentos pertinentes ao
cumprimento da missão, tais como:
(a) a missão da patrulha;
(b) tarefas a serem executadas; e
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-50 - ORIGINAL
.
(c) senhas e contra-senhas, indicativos, freqüências, relatórios
padronizados e outros.
b) Inspeção final
É realizada momentos antes da partida para que o Comandante
certifique-se de que cada elemento conduz seu equipamento, verificando
seu funcionamento. Nesta ocasião são verificadas as falhas por ventura
encontradas na inspeção inicial.
3.15.2 - Ensaios
São realizados para verificar a adequabilidade dos planos e se for o caso
alterá-los.
a) Considerações
- Os ensaios permitem que os componentes da patrulha se familiarizem
com as ações a serem executadas durante o cumprimento da missão.
- Se a patrulha será executada à noite, devem ser realizados ensaios
noturnos, após os diurnos.
- O terreno utilizado para o ensaio deve assemelhar- se o máximo
possível do terreno onde será executada a patrulha.
- Os ensaios devem ser repetidos até que a patrulha esteja
totalmente familiarizada com os planos.
- Devem ser ensaiadas todas as fases da patrulha se o tempo permitir,
caso contrário serão ensaiadas as fases mais críticas. A ação no
objetivo é a fase mais crítica.
b) Métodos
I) Ensaio frio
Cada fase da patrulha é detalhada pelo Comandante, após o que são
executadas pelos componentes da patrulha. Nesse ensaio não é
necessária a simulação fiel das condições para o cumprimento da
missão.
II) Ensaio quente
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-51 - ORIGINAL
.
Após todas as ações serem compreendidas através do ensaio frio, a
patrulha é conduzida ao ensaio de todas as fases, utilizando-se todos
os sinais e gestos convencionados, bem como portando todo
equipamento necessário para o cumprimento da missão, de forma
que haja uma simulação o mais próximo possível das condições
encontradas na execução.
III) Ensaio comentado
Este método é utilizado, com o auxílio do modelado do terreno, para
complementar os ensaios frio e quente ou quando não é possível
realizá-los por questão de segurança ou o tempo disponível não é
suficiente. O método consiste no Comandante dizer a cada homem
qual deve ser sua ação e cada homem repetir para o Comandante
como executará suas ações.
3.16 - COORDENAÇÃO DAS PATRULHAS DE RECONHECIMENTO
A coordenação com o Estado-Maior da Unidade que ordenou a execução da
patrulha é realizada com o intuito de haver uma troca de conhecimentos entre
o Comandante da patrulha e o elemento com o qual está sendo efetuada a
coordenação.
A coordenação da patrulha deve ser realizada pelo menos duas vezes. A
coordenação inicial é realizada após a ordem preparatória, de forma que as
informações obtidas possam ser consideradas no planejamento detalhado,
incluindo-as na ordem de patrulha. A coordenação final é realizada após a
emissão da ordem de patrulha, para verificar se houve alguma alteração,
desde a coordenação inicial.
3.16.1 - Pessoal
Normalmente é realizada uma única vez, por ocasião do destaque da
fração de reconhecimento especializado na Unidade apoiada ou por
ocasião de sua estruturação, caso a patrulha seja organizada dentro de
sua própria Unidade.
3.16.2 - Atividade de Inteligência
A Seção de Informações deve fornecer os seguintes conhecimentos ao
Comandante da patrulha:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 3-52 - ORIGINAL
.
- características da área de operações;
- relatórios de patrulhas que atuaram anteriormente na mesma área de
operações;
- situação atualizada do inimigo.
- conhecimentos a serem obtidos;
- outras necessidades de conhecimentos; e
- cartas e fotografias aéreas da área de operações.
O Comandante da patrulha fornecerá à Seção de Informações o Calco de
Itinerários da Patrulha.
3.16.3 - Operações
O Comandante da patrulha fornecerá à Seção de Operações os calcos do
Plano de Apoio de Fogo e de itinerários da patrulha.
Caberá ao Oficial de Operações:
- auxiliar a coordenação da patrulha com os oficiais de ligação das armas
de apoio de fogo, com as tropas localizadas à frente , na saída e entrada
de linhas amigas e com outras patrulhas que estiverem atuando na
mesma área;
- confirmar o plano de comunicações;
- designar a AAR;
- designar área para ensaios e teste de armamento;
- divulgar permanentemente a situação das forças amigas; e
- coordenar o método de reabastecimento, se necessário.
3.16.4 - Logística
O Comandante da patrulha fornece ao Oficial de Logística:
- relação do material necessário para o cumprimento da missão; e
- necessidades de reabastecimento.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-1 - ORIGINAL
.
CAPÍTULO 4
RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO
4.1 - GENERALIDADES
Este capítulo tem como propósito apresentar os fundamentos doutrinários para
o reconhecimento especializado a ser realizado pelas equipes de operação de
inteligência da ForDbq em ações pré-Dia-D, pré-Hora-H e pós-Hora-H.
Os assuntos constantes dos artigos deste capítulo não devem ser confundidos
com os reconhecimentos realizados por Unidades de Engenharia de Combate,
pois são mais completos e minuciosos.
A tarefa dos elementos especializados em reconhecimento é, essencialmente,
a busca de dados. Todos os seus componentes precisam conhecer as técnicas
operativas para a execução desta busca, bem como os meios utilizados para
uma rápida disseminação dos dados obtidos.
4.2 - RECONHECIMENTO/VIGILÂNCIA DE PONTO E DE ÁREA
4.2.1 - Generalidades
De um modo geral todo reconhecimento realizado é classificado como um
reconhecimento de ponto ou de área. Estes são diferenciados,
exclusivamente, pelas dimensões do objetivo a ser reconhecido.
4.2.2 - Seqüência geral das ações
A seqüência das ações de uma Equipe de Reconhecimento (EqRecon),
desde sua partida até a chegada ao objetivo, é apresentada no CAPÍTULO
3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
Este artigo versa sobre a ação no objetivo de uma EqRecon, que tenha
recebido a tarefa de reconhecer ou vigiar um ponto ou uma área.
4.2.3 - Posicionamento das equipes na área do objetivo
As equipes devem utilizar as cobertas e abrigos para encontrar um
posicionamento que proporcione uma observação completa e ininterrupta do
objetivo.
Para o reconhecimento de área, devido às dimensões do objetivo, o
comandante da patrulha pode organizá-la em equipes que cumpram
simultaneamente as tarefas de reconhecimento e segurança (EqRecon/Seg)
a partir do PRO, designando um local e hora para concentração das
equipes, de forma a reorganizar a patrulha.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-2 - ORIGINAL
.
Para a vigilância de área, devido às dimensões do objetivo, o comandante
da patrulha pode organizá-la em EqRecon/Seg a partir do PRO, de onde irão
se posicionar de forma a vigiarem o objetivo como um todo.
4.2.4 - Técnicas de reconhecimento/vigilância de ponto
Podem ser utilizadas as seguintes técnicas:
- equipes recon/seg observam estáticas o objetivo da EqRecon de vários
PV.
- equipes recon/seg deslocam-se ao redor do objetivo, buscando suas
informações através da observação de várias posições diferentes.
4.2.5 - Técnicas para reconhecimento/vigilância de área
a) Azimutes convergentes
É empregada a técnica de deslocamento das equipes Recon/Seg em
azimutes convergentes, através de setores definidos, com a finalidade de
reconhecer o objetivo como um todo com o mínimo de tempo disponível.
Após a chegada em um ponto de reunião planejado, a EqRecon é
recomposta para evadir-se da área e deslocar-se para uma posição
coberta e abrigada que permita a realização de um alto guardado para
transmissão dos relatórios padronizados de reconhecimento.
A figura 4-1 exemplifica o deslocamento da EqRecon B6 a partir do PRO,
subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do
reconhecimento da elevação "A" e concentração no ponto de reunião
(encontro dos cursos d`água).
Fig 4-1 - Deslocamento da EqRecon B6 em Azimutes Convergentes
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-3 - ORIGINAL
.
b) Setores sucessivos
É empregada a técnica de deslocamento das equipes através de setores
sucessivos, quando há um maior número de objetivos a serem
reconhecidos em seqüência, definido em áreas de grandes dimensões.
Neste caso, o que definirá se uma área é grande o suficiente para a
realização desta técnica será, principalmente, a análise do comandante
da EqRecon a respeito do terreno a ser percorrido pelas EqRecon/Seg.
Em alguns casos o terreno pode ser desfavorável à progressão em
determinado setor, provocando descontrole, atrasos e comprometimento
ao cumprimento das tarefas restantes da EqRecon.
A figura abaixo exemplifica o deslocamento da EqRecon B7 a partir do
PRO, subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do
reconhecimento das elevações "B" e "C" e concentração nos PRO.
Fig 4-2 - Deslocamento da EqRecon B7 através de Setores Sucessivos
c) Em leque
É empregada a técnica de deslocamento das equipes em leque, quando
as dimensões do objetivos permitem o posicionamento centralizado do
PRO. Neste caso não são definidos outros pontos de reunião, cabendo ao
comandante da EqRecon coordenar com suas EqRecon/Seg o tempo
destinado à realização do reconhecimento e posterior retorno ao PRO.
Ao término do reconhecimento, a EqRecon deve deslocar-se para uma
posição coberta e abrigada, realizar um alto guardado e transmitir os
relatórios padronizados de reconhecimento provenientes do resultado
obtido com o cumprimento das tarefas recebidas.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-4 - ORIGINAL
.
A figura abaixo exemplifica o deslocamento da EqRecon B8 a partir do
PRO, subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do
reconhecimento do conjunto de elevações e o retorno ao PRO para
concentração e posterior evasão do objetivo.
Fig 4-3 - Deslocamento da EqRecon B8 em leque
4.2.6 - Ações em caso de comprometimento
As ações do comandante da EqRecon dependerão da análise dos fatores da
decisão. De um modo geral, os procedimentos que se seguem podem
aplicar-se a diversas situações:
- caso a equipe de segurança tenha sido descoberta mas não a equipe de
reconhecimento, aquela rompe o contato com o inimigo enquanto essa
tenta terminar sua tarefa e evadir para o PRO ou ponto de reunião;
- em caso de detecção de ambas, retornam ao PRO e tentam
posteriormente finalizar a tarefa;
- em caso de detecção da EqRecon como um todo, somente a equipe de
segurança provê base de fogos para o retraimento e reunem-se no PRO; e
- caso haja comprometimento durante o retraimento, a EqRecon deve
romper o contato, prosseguir para o PRO ou ponto de reunião e
rapidamente evadir-se da área.
Para qualquer TAI empregada é necessário ao comandante da EqRecon:
- manter-se orientado no terreno e saber onde estão as equipes; e
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-5 - ORIGINAL
.
- manter contato com as equipes por meios de comunicações.
4.3 - POSTO DE VIGILÂNCIA
4.3.1 - Definição
É uma posição clandestina da qual pode ser mantida vigilância sobre uma
área.
4.3.2 - Características principais
- prover ótima observação da área de interesse;
- prover boas comunicações com o escalão superior;
- favorecer as comunicações pelo canal rádio;
- permitir observação visual com o mínimo efetivo; e
- possuir boas cobertas e, se possível, abrigos.
4.3.3 - Seleção de posições para PV
Deve satisfazer simultaneamente às características do PV.
4.3.4 - Setor de observação e visada de um PV
Um PV, se possível, deverá permitir a observação em qualquer direção,
porém o setor de vigilância da EqRecon não deve ser superior a 120 graus.
Caso haja necessidade, por parte do escalão superior, de ser realizada uma
vigilância em setor superior a 120 graus, a vigilância do setor deverá ser
realizada por mais de uma equipe de reconhecimento.
Fig 4-4 - Setor de Vigilância de um PV
Usando um binóculos militar e com boas condições de visibilidade, o limite
de observação chega ao máximo de 5000 metros, porém o alcance real ou
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-6 - ORIGINAL
.
útil raramente passa de 2500 metros. A essa distância a equipe de
reconhecimento é capaz de identificar detalhes de uniforme, armamento e
equipamento.
4.3.5 - Equipamentos necessários à ocupação de um PV
a) Equipamento para uso diurno e noturno
O uso dos equipamentos de comunicação é essencial para a operação do
PV, entretanto, os seguintes equipamentos complementam a operação do
PV:
- kit de desenho;
- caderneta de mensagens;
- binóculos e lunetas;
- material para emprego na segurança da equipe de reconhecimento
(cordão de tropeço, armadilhas e minas tipo "claymore");
- câmera de fotografia;
- equipamentos de detecção;
- folha de anotações de PV, conforme modelo no Anexo C;
- caneta; e
- antenas expeditas.
b) Equipamento para uso noturno
- Equipamentos de Visão Noturna (EVN).
4.3.6 - Ocupação e organização de um PV
a) Ocupação
Segue os mesmos procedimentos para ocupação de uma BP, de uma ARC
ou de um PRO, mencionados no CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE
RECONHECIMENTO.
b) Organização
Uma equipe de reconhecimento em atuação no PV é constituída de, no
mínimo, um grupo de observação e um grupo de segurança.
O grupo de observação é composto por um observador e um rádio
operador/anotador. O observador não deve permanecer em sua tarefa de
observação por período superior a trinta minutos. Após este período deve
revezar-se com o rádio operador/anotador na execução das tarefas do
grupo de observação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-7 - ORIGINAL
.
O grupo de segurança é composto, no mínimo, por uma dupla de militares,
cuja tarefa principal é prover segurança à equipe de reconhecimento como
um todo, devendo revezar suas atribuições com o grupo de observação a
cada sessenta minutos.
4.3.7 - Folha de anotações de PV
Sua finalidade é permitir o registro cronológico de todas as atividades inimigas
em determinado setor de observação. As informações constantes em uma
folha de anotações de PV possuem a mesma padronização do Relatório de
Contato Visual com o Inimigo - TALUDE (ver artigo 4.19). As anotações
provenientes de observação de atividades inimigas iniciam quando
estabelecido o PV e só terminam quando a tarefa designada à equipe de
reconhecimento está cumprida ou ocorre recebimento de ordem para
desocupar o PV. Tudo deve de ser registrado até mesmo as informações que
aparentemente não têm importância.
As anotações nesta folha não dispensam a confecção e envio de mensagem
por parte da equipe de reconhecimento, conforme estabelecido no artigo 4.19
- RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
O Anexo C apresenta um modelo de folha de anotações de um PV, bem
como suas instruções para preenchimento.
4.3.8 - Aspectos da Observação
Todos os elementos da equipe de reconhecimento devem estar em condição
de observar e reportar corretamente o que observam. Para tal, não devem
interpretar os dados resultantes da observação, devendo registrar na folha de
anotações de PV tão somente o que seja visto pela equipe.
Seis aspectos peculiares na ação de observar permitem identificar, de
maneira sistemática, o inimigo e sua atividade:
a) Forma
A forma é o primeiro e talvez o aspecto mais importante, pois contornos
incomuns ao ambiente tais como pessoas, viaturas, ou armamento podem
ser percebidos pelo grupo de observação à distância.
b) Sombra
A sombra pode denunciar o objeto mais facilmente que seus próprios
contornos.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-8 - ORIGINAL
.
c) Superfície do objeto
O grupo de observação deve procurar por superfícies lisas, não naturais na
área de observação. Não é comum na natureza a presença de formas que
apresentem superfícies suaves, brilhosas ou polidas tais como pára-brisas,
capacetes, óculos ou mesmo o brilho dos coturnos.
d) Cor
O grupo de observação deve atentar para cores que contrastem com o
fundo pois o inimigo pode ter falhado na escolha da correta tonalidade de
camuflagem.
e) Estacionamento
Determinados objetos são comuns a certos tipos de ambiente. Quando um
objeto está mal posicionado em um local, ele é facilmente percebido. O
grupo de observação deve manter-se atento na verificação de existência ou
ausência de objetos comuns ao ambiente.
f) Movimentos
Normalmente atraem a atenção do observador.
4.3.9 - Técnicas de observação
Antes de ser iniciada qualquer ação contra o inimigo é preciso localizá-lo.
Para tal, a equipe de reconhecimento deverá empregar certas técnicas de
observação.
O grupo de observação deve iniciar uma busca visual em faixas imaginárias
de cinqüenta metros de largura. A observação deve ser realizada da faixa do
terreno mais próxima para a mais afastada, da direita para esquerda ou da
esquerda para direita.
Para a observação noturna, deve haver uma adaptação da visão por meio
da permanência, durante trinta minutos, com os olhos abertos, antes de
iniciar o cumprimento das tarefas da EqRecon.
Esquadrinhamento é uma técnica de observação realizada através do
emprego direcional da visão para fora do centro de um objeto. A visão
humana foca determinado objeto, à noite, somente cerca de quatro a dez
segundos. Desta forma, o observador deve direcionar sua visão em curtos,
rápidos e irregulares movimentos ao redor do alvo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-9 - ORIGINAL
.
4.3.10 - Retraimento
Ao iniciar o retraimento, a equipe de reconhecimento realiza procedimento
inverso à ocupação do PV. Inicialmente o grupo de observação recolhe seu
equipamento, enquanto o grupo de segurança permanece provendo
segurança para toda equipe. Após a prontificação do grupo de observação,
o elemento de segurança recolhe o material empregado na segurança da
equipe como um todo, tais como cordão de tropeço, armadilhas e minas
tipo "claymore". A equipe realiza o retraimento do PV e retorna ao PRO ou
ponto de reunião, em cumprimento à ordem de patrulha emitida pelo
comandante da EqRecon.
4.3.11 - Exemplo de preenchimento de Folha de Anotações de PV
Uma EqRecon da CiaReconTer, estabeleceu um PV nas coordenadas
2460-0455 em 25 de setembro de 1996, durante a Operação Alfa 1. Seu
PV abrangia um setor de 90 graus, do azimute magnético 130o ao 220o.
Às 18:00 horas, o 3°SG IVO observou o trânsito de 2 viaturas 2 1/2 Ton, no
sentido N-S, nas coordenadas 2470-0480. Neste momento as viaturas
encontravam-se, aproximadamente aos 230 graus magnéticos, à distância
de 600 metros. Após a confecção e transmissão do relatório padronizado
de contato visual com inimigo (TALUDE) para a Equipe de Retransmissão
(EqRetrans), o SG IVO fez a anotação de número 1 do exemplo abaixo.
Às 23:48 horas, o Ten ALDO observou o deslocamento de oito militares, a
pé, cruzando a ponte nas coordenadas 2370-0420. Do seu PV, o inimigo foi
avistado aos 180 graus magnéticos, à distância de 800 metros.
Procedendo da mesma forma que o SG IVO, o Ten ALDO registrou o
ocorrido na Folha de Anotações de PV.
Ao término da Operação, o Ten ALDO, comandante da EqRecon, anexou a
folha de anotações ao seu relatório de missão.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-10 - ORIGINAL
.
ANOTAÇÕES DO POSTO DE VIGILÂNCIA
COORDENADAS DO PV: 2460-0455 DATA: 25/SET/96
LIMITES DO PV (AZIMUTES): DE 130o
Mag PARA 220o
Mag
N° HORA ATIVIDADE AZ/DIST OBSERVADOR TRANSMITIDO
PARA
OBS
1 1800 Trânsito de 2 Vtr
21/2 Ton sentido
N-S, nas coord.
2470-0480
230/600 2°SG
MARQUES
EqRetrans N/C
2 2348 Deslocamento de
oito militares, a pé
cruzando ponte
em 2370-0420
180/800 1°Ten ALDO Força
Avançada
N/C
4.4 - FOTOGRAFIA
4.4.1 - Generalidades
A fotografia é uma técnica empregada por tropas de reconhecimento para
registrar o que é observado no campo. As características desejáveis de uma
câmera fotográfica para utilização no reconhecimento em combate são as
seguintes:
- permitir o uso submerso;
- possuir estrutura rígida, sendo resistente ao choque;
- possuir lentes cambiáveis;
- permitir o uso em neve, chuva, lama e poeira; e
- permitir seu uso sem baterias.
4.4.2 - Terminologia associada à técnica
a) Sensibilidade dos filmes
Representa a rapidez com que o filme aceitará a luz sobre a sua emulsão
química. A sensibilidade é designada por meio de uma escala
estabelecida pelas "International Standards Operation/American
Standards Association (ISO/ASA)".
Quanto maior o número ISO/ASA, maior será a sensibilidade do filme à
luminosidade ambiente. Este tipo de filme é aconselhável para fotos
noturnas.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-11 - ORIGINAL
.
Quanto menor o número ISO/ASA, menor será a sensibilidade do filme à
luminosidade ambiente. Este tipo de filme é aconselhável para dias muito
claros ou para realização de grandes ampliações.
b) Diafragma
É a abertura que permitirá a entrada de luz para impressionar o filme.
Regula a quantidade de luz que incidirá sobre o filme.
A quantidade de luz é expressa em números que variam de 2,5 a 22.
Quanto maior o número (22 por exemplo), menor será abertura,
proporcionando maior profundidade de campo. Quanto menor o número
(2,5 por exemplo), maior será a abertura, permitindo entrada de mais luz,
sendo usada para condições de pouca luminosidade no ambiente.
c) Obturador
É o mecanismo que regula o tempo de abertura do diafragma, portanto o
tempo em que o filme estará exposto à luz ambiente.
Varia de 1/1000 até 1/30 do segundo.
Quanto maior o denominador (1/1000, por exemplo), menor será o tempo
de abertura do diafragma e maiores serão as chances de se produzir uma
foto bem localizada de um objeto em movimento. Um maior tempo de
exposição é necessário para maior detalhamento, quando há pouca
luminosidade. Um tripé é necessário para exposições superiores a 1/60
do segundo (1/50; 1/40; 1/30 etc).
d) Motivo ou sujeito da foto
É o nome dado ao sujeito principal da foto, como exemplo, um alvo,
pessoal, instalações, entroncamento de estradas, ponte, curso d`água
etc.
e) Profundidade de campo
É a extensão à frente e à retaguarda do motivo que aparece em foco.
Quanto menor a abertura do diafragma, com o número 22 por exemplo,
maior será a profundidade de campo, ou seja, provavelmente toda foto
estará em foco. Quanto maior a abertura do diafragma, com o número 2,5
por exemplo, menor será a profundidade de campo e, provavelmente,
somente o sujeito (primeiro plano) estará em foco.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-12 - ORIGINAL
.
f) Controle de exposição
É uma combinação da sensibilidade do filme com o controle do obturador
e do diafragma. As seguintes combinações resultarão em fotos com igual
exposição:
Obturador 1/1000 1/500 1/250 1/125 1/60
Diafragma 4 5,6 8 11 16
4.4.3 - Técnicas usadas em fotografia
a) Composição
Somente o fotógrafo sabe qual será o motivo da foto, que deve estar,
preferencialmente, no centro da fotografia.
b) Cobertura fotográfica
Para que uma área seja completamente fotografada, devido suas
dimensões, é provável que seja necessária uma cobertura fotográfica.
Para tal, as fotos devem ser tiradas de vários ângulos e distâncias
diferentes.
A cobertura fotográfica pode formar, também, um mosaico. Este será
constituído pela colagem de várias fotos que se superpõe em pequenas
faixas.
Sempre que possível, as fotos devem mostrar objetos de uso comum,
cujas dimensões são, normalmente, de conhecimento de todos. com a
finalidade de servir como referência para as dimensões dos outros objetos
da foto.
Quanto à distância ao objeto em foco na fotografia, estas são
classificadas como:
- visão distante - busca mostrar o local do alvo como um todo;
- visão média - mais próxima do alvo que a anterior, alguns detalhes
podem ser identificados;
- visão próxima ("close up") - visão detalhada do alvo; e
- visão panorâmica ou mosaico - são tiradas várias fotos da área, de
forma a favorecer a montagem de um mosaico de fotos.
c) Horizonte
Sempre que possível deve ser incluída a linha do horizonte, porém fora do
centro da foto.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-13 - ORIGINAL
.
d) Equipamentos
O fotógrafo deve portar no mínimo os seguintes equipamentos:
- filme apropriado para cumprir a tarefa; deve observar que no interior da
caixa do filme existem várias correspondências para o controle de
exposição (ASA/obturador/diafragma) que podem auxiliá-lo.
(a) O filme deve ser marcado em três locais diferentes, de forma a
auxiliar na sua identificação futura:
- topo do tubo plástico;
- sobre o cartucho do filme; e
- internamente sobre o negativo, na sobra de filme que antecede à
primeira foto.
(b) Existem, basicamente, três tipos de filme: preto e branco, colorido e
infra-vermelho.
TIPOS ASA/ISO CARACTERÍSTICAS
COLORIDO
Kodak
Kodacolor
80
100
200
Necessita de condições mais sofisticadas para
revelação quando comparado ao preto e
branco. Usado para slides ou fotos. Adequado
para mostrar maior riqueza de detalhes.
Fotos a cores
Kodak
Ektachrome
25
64
160
200
400
São de fácil processamento, pois não
requerem equipamentos sofisticados ou de
grandes dimensões
Slides a cores
Slides a cores
Slides a cores
Slides a cores
Slides a cores
PRETO E BRANCO
Kodak PanX
Kodak PlusX
Kodak TriX
Kodak RoyalX
INFRA-VERMELHO
Kodak High
32
124
400
1250
1000-3000
80/50
Pode ser processado em qualquer
compartimento escuro com um mínimo de
equipamento especial. Pode até ser processado
no campo, se necessário. Mais apropriado para
finalidades militares.
Para condições de muita claridade.
Para condições normais de claridade.
Para pouca claridade.
Para condições de escuridão.
Para total escuridão
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-14 - ORIGINAL
.
- Bússola
Para determinar o azimute da foto.
- Caderneta de anotações / Registro de Fotos
Para anotar as informações necessárias a cada foto. O Anexo D
apresenta um modelo do registro de fotos.
4.4.4 - Registro de Fotos e Folhas de Dados da Foto
a) Registro de Fotos
Durante a patrulha de reconhecimento, esse caderno de anotações deve
ser portado pelo militar responsável pelas fotografias. Deve conter as
seguintes informações:
- fotógrafo;
- alvo;
- câmera/lente;
- tipo do filme;
- ASA;
- condições de luminosidade;
- número da exposição;
- obturador;
- diafragma;
- data-hora;
- distância câmera-alvo em metros;
- azimute magnético câmera-alvo;
- coordenadas retangulares decamétricas do alvo; e
- observações.
Essas informações auxiliarão o comandante da patrulha de
reconhecimento durante a confecção das Folhas de Dados das Fotos.
b) Folha de Dados da Foto
Destina-se a fornecer, de forma mais explicativa e detalhada, os dados de
cada foto. Contém os seguintes dados:
- tipo da câmera;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-15 - ORIGINAL
.
- distância focal - lido sobre a lente, em milímetros. É essencial para
cálculos de distância a partir da fotografia, pois a distância focal é a
medida da distância entre o filme e a lente da máquina;
- tipo do filme;
- número do rolo/número da exposição - número de cada foto e do rolo;
- azimute da câmera - descrito por desenho de uma seta na direção em
que foi apontada a câmera;
- data-hora;
- outros dados - descritas as informações abaixo:
(a) distância estimada da câmera ao sujeito da foto;
(b) tempo e condições de luminosidade;
(c) ASA;
(d) obturador e Diafragma;
(e) uso de filtros ou lentes especiais;
(f) outras condições que afetaram a foto; e
(g) referência a outras fotos ou dados de inteligência.
- País / Estado / Cidade;
- coordenadas - coordenadas retangulares decamétricas do alvo;
- carta - nome, escala, número de série e edição;
- designação do alvo - informar o nome do alvo militar ou não;
- ponto de referência - informar por azimute e distância de um ponto
conhecido no terreno;
- observações - informar tamanho, cor, atividades inimigas e outras
julgadas pertinentes; e
- fotógrafo / unidade - caso seja necessário algum contato com o
responsável pela fotografia para maiores esclarecimentos.
O Anexo E apresenta um modelo desta folha.
c) Anotações na fotos
Uma seta deve indicar o objeto ou alvo de interesse na foto, marcando o
azimute observador-alvo, distância e sua designação na base da seta.
No verso da foto devem constar as seguintes informações:
- nome do fotógrafo;
- unidade;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-16 - ORIGINAL
.
- número da foto; e
- data-hora.
4.4.5 - Cuidados e manutenção
A manutenção dos equipamentos é simples, consistindo, basicamente, nos
seguintes itens:
- armazenar a câmera em local fresco e arejado;
- limpar as lentes com papel fino;
- não guardar a câmera com água salgada;
- não usá-la submersa sem a lente ou com a tampa aberta; e
- não forçar qualquer alavanca ou botão que tenha chegado ao fim do seu
curso.
4.4.6 - Exemplo
Serão apresentados abaixo um exemplo de preenchimento do Registro de
Fotos e de uma Folha de Dados da Foto.
a) Situação
Uma EqRecon da CiaReconAnf recebeu a tarefa de reconhecer uma
ponte de madeira, na quadrícula 25-12. O relatório de patrulha foi
complementado por fotografias da ponte. O SG Stricker, tendo tirado 2
fotos com a máquina NIKONOS V, usando o filme Kodak Trix de ASA
400, preencheu o registro de fotos e a folha de dados da foto, com os
seguintes dados:
- as duas fotos foram tiradas com obturador 1/250 e diafragma em 16;
- a foto 1 foi tirada às 17:00 horas do dia 10 de agosto de 94, à distância
de 150 metros, no azimute magnético 320. A ponte de madeira está
localizada em 2560-1200; e
- a foto 2 foi tirada às 17:05 horas do mesmo dia, à distância de 70
metros, no azimute magnético 030.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-17 - ORIGINAL
.
b) Preenchimento do Registro de Fotos e da Folha de Dados da Foto
REGISTRO DE FOTOS
FOTÓGRAFO: 3ºSG-FN-IF-STRICKER ALVO: PONTE DE MADEIRA
CÂMERA / LENTE: NIKONOS V - 80mm FILME: KODAK TRIX ASA: 400
CONDIÇÃO DE LUMINOSIDADE: GRANDE COBERTURA DE NUVENS-CHUVAS
LEVES
N° OBT/DIAF
G
DATA-HORA DIST AZM Mag COORD DO
ALVO
OBS
1 250/16 101700P
AGO96
150 320 2560 - 1200 Vista média da
ponte
2 250/16 101705P
AGO96
70 30 2560 - 1200
Ponte em mau
estado de conser-
vação com bura-
cos na estrutura
superior.
O SG Stricker preencheu a folha de dados da foto 2 do seguinte modo:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-18 - ORIGINAL
.
FOLHA DE DADOS DA FOTO
TIPO DA CÂMERA NIKONOS V
DIST. FOCAL: 35mm FILME TRIX-
400
FOTO N°: 2 - rolo 10
DATA-HORA: 101705 P AGO 94
(desenho)
OUTROS DADOS: a foto foi tirada a
70 metros do alvo, o tempo estava
coberto e chuvoso. Foi empregado o
obturador em 1/250 de segundo e
diafragma em 16. Não foi usado
qualquer tipo de filtro.
AZIMUTE DA CÂMERA
PAÍS
BRASIL
ESTADO
RJ
CIDADE -
RIO DE JANEIRO
OUTROS
BTLOPS
COORDENADAS DO ALVO
2560-1200
CARTA Santa Cruz 1:50000
Folha 57571 Série V731 Edição 92
DESIGNAÇÃO DO ALVO
Ponte de madeira em mau estado de conservação, com buracos na estrutura
superior.
PONTO DE REFERÊNCIA
Alvo localizado 150m a NE do entroncamento de estradas(2545 -1200).
OBSERVAÇÕES
Podem ser observadas cargas, conforme indicação por seta na foto, distribuídas
sob a ponte, estando esta preparada para destruição.
FOTÓGRAFO: 3SG-FN-IF-STRICKER
UNIDADE: EqRecon A1 / CiaReconAnf / BtlOpEspFuzNav
4.5 - CROQUI MILITAR
4.5.1 - Generalidades
É a representação gráfica, em breves traços, de uma vista de topo do local
desejado. Sua interpretação é simples para os militares familiarizados com
NORTE
LESTE
SUL
OESTE
030º
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-19 - ORIGINAL
.
leitura de cartas, desde que desenhado em escala adequada e com legenda
para os símbolos não padronizados.
Destina-se a complementar os relatórios de patrulha das EqRecon, através
do desenho de alvos, instalações ou qualquer objetivo designado pelo
escalão superior.
Todos os traços do desenho representam exatamente comprimento, largura
e altura em relação ao real. Caso a área a ser desenhada não possa ser
vista como um todo de um único PV, devem ser estabelecidos novos PV de
modo a cumprir a tarefa.
Existem três métodos para medir as distâncias e dimensões dos objetos:
- medindo-os fisicamente;
- comparando o objeto com outro de dimensões conhecidas; e
- usando a regra do milésimo - um milésimo é a medida angular de um
objeto de um metro de altura visto a distância de um quilômetro.
4.5.2 - Princípios de confecção
Preferencialmente deve ser utilizado qualquer tipo de papel milimetrado, pois
facilita a confecção do desenho em escala.
A escala do desenho deve permitir que o croqui esteja distribuído por toda
folha. Uma escala maior que a ideal pode tornar as dimensões do papel
pequenas para representar a área a ser desenhada, assim como uma escala
menor que a ideal pode desperdiçar áreas do papel.
Para o cálculo da escala ideal, antes de iniciar o croqui, a EqRecon deve
dividir a menor dimensão do seu papel pela maior dimensão do terreno a ser
desenhada. O resultado será a escala ideal a ser usada no croqui militar.
4.5.3 - Modelo de papel para a confecção do croqui militar
Qualquer tipo de papel pode ser usado para a confecção do croquis militar.
Porém, o uso de papel no tamanho A4 permite a utilização de uma escala
gráfica à observação do desenho com detalhes.
A área desta folha deve ser dividida nas seguintes partes, para facilitar a
organização do desenho:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-20 - ORIGINAL
.
- área do desenho propriamente dito;
- área de dados; e
- área da legenda.
O modelo a seguir mostra a distribuição das respectivas áreas na folha de
papel para confecção de um croqui militar.
área do desenho
dados legenda
Na área destinada ao desenho, todas as dimensões devem estar cotadas.
Preferencialmente a área desenhada deve ser iluminada, com a mesma
padronização das cartas topográficas. Nesta área inclui-se uma seta
indicativa do Norte magnético.
Na área destinada aos dados devem constar os seguintes itens:
- indicativo da EqRecon responsável pela confecção do croqui;
- escala usada no desenho;
- unidade de medida para as cotas indicadas no desenho;
- localização de algum objeto inserido no desenho; e
- data-hora do término da confecção do desenho.
Na área destinada à legenda devem constar os símbolos usados no
desenho.
4.5.4 - Exemplo reduzido de um croqui militar
A EqRecon A1, após realizar o reconhecimento de um campo de prisioneiros
de guerra, em 14 de maio às 0740 horas, localizado nas coordenadas 0345-
7890, emitiu um relatório de patrulha cujo anexo é um croqui militar do
referido campo, desenhado abaixo:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-21 - ORIGINAL
.
Fig 4-5 - Exemplo de Croqui Militar
4.6 - CROQUI PANORÂMICO
4.6.1 - Generalidades
Um croqui panorâmico é um desenho em escala (aproximada), à mão, que
difere basicamente de um croqui militar pela sua visão em perspectiva de um
objeto ou área, enquanto o croqui militar representa uma vista de topo. A
perspectiva é a arte de desenhar um objeto ou cena, exatamente como esta
aparece aos olhos do observador.
O croqui panorâmico é uma tentativa de reprodução de uma fotografia, tendo
como figura a visão que a EqRecon possui sobre seu objetivo. O benefício
que este croqui pode prestar aos órgãos de inteligência está diretamente
ligado ao seu detalhamento, clareza e organização do desenho.
4.6.2 - Finalidade
Um croqui panorâmico tem a finalidade de apresentar detalhes visuais de
objetivos, áreas ou alvos, complementando os relatórios de patrulhas de
reconhecimento com imagens de determinadas áreas de interesse do
escalão superior.
4.6.3 - Material para confecção do croqui
Os seguintes itens facilitam a confecção de um croqui panorâmico:
- kit de desenho;
- lápis;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-22 - ORIGINAL
.
- borracha;
- papel para croqui panorâmico; e
- binóculos com retículo.
4.6.4 - O kit de desenho
Pode ser facilmente constituído e reune todos os itens necessários à
confecção do croqui.
a) Prancheta de desenho
Provê uma superfície plana e rígida para o desenho. Pode ser pequena,
leve e fácil de ser transportada. Não deve ter dimensões superiores a 30
cm por 40 Cm, de forma a facilitar seu transporte na mochila. Em sua
ausência, superfícies rígidas do equipamento podem ser usadas, como
por exemplo, o verso da Caderneta de Mensagens.
b) Régua milimetrada
Seu uso auxiliará a confecção de retas e medições das distâncias em
perspectiva.
Fig 4-6 - Uso da Régua Milimetrada
c) Lápis
O lápis preto deve ser usado para desenhar as linhas do desenho
panorâmico e o lápis colorido para iluminar o preenchimento dos objetos,
da mesma forma quando da iluminação de cópias de cartas topográficas.
O lápis também pode auxiliar o observador como instrumento de medida
para transportar as distâncias do terreno para o papel, em escala. Este
processo será explanado adiante.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-23 - ORIGINAL
.
Fig 4-7 - Uso do lápis
d) Borracha
e) Papel para croqui panorâmico
São folhas de papel comum, com preenchimento interno com linhas
verticais e horizontais que facilitam a realização do desenho e a
escrituração das informações marginais. O Anexo F apresenta um modelo
desta folha, bem como suas instruções para preenchimento. O formato
geral das linhas na folha de papel está representado a seguir:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-24 - ORIGINAL
.
Fig 4-8 - Papel para croqui panorâmico
f) Binóculo retículado
Auxiliará na observação de detalhes e medida de deflecções em
milésimos.
g) Cadarço de 38 cm (15 polegadas)
Qualquer dimensão medida à distância de 38 cm dos olhos do observador
pode ser diretamente representada no papel de croqui panorâmico, pois
estará na mesma escala deste papel.
4.6.5 - Confecção do desenho panorâmico
Para a confecção do desenho panorâmico é desejável que o elemento de
reconhecimento proceda, em seqüência, da seguinte forma:
a) Estudo do terreno
A EqRecon deve realizar um estudo na carta para selecionar seu PV em
relação à posição do objeto a ser desenhado. Após ocupar o PV, a equipe
deve identificar o objeto, buscando relacioná-lo às distâncias de pontos
notáveis do terreno, tais como estradas, cursos d`água, construções e
outros além de sua relação com estradas, terreno e vegetação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-25 - ORIGINAL
.
c) Escolha do Ponto de Referência (PR)
O PR é representado por qualquer objeto do terreno que passará a ser a
origem para a localização de outros pontos. O elemento observador deve
selecionar um ponto notável distante cerca de 500 metros ou mais,
preferencialmente centralizado na área a ser desenhada, que poderá ser
definido como um PR. O observador deve manter o desenho ou
instrumento de medida (régua ou lápis) exatamente a 38 cm dos seus
olhos e centralizar a área do objeto na folha. A linha guia vertical mais
próxima do PR será chamada de linha de referência. O PR será
identificado no topo da folha com as letras P e R, por meio de uma reta
vertical traçada para o topo com uma seta na extremidade. Identifique o
alvo, estime o raio e marque zero no campo deflecção. As medidas serão
tomadas para cada um dos lados do PR.
c) Preenchimento de informações marginais
O observador deve preencher os dados constantes das informações
marginais com o propósito de permitir que outro membro da patrulha
prossiga na confecção do desenho, sem perda de continuidade. A
legenda deve ser preenchida à medida que surgir a necessidade, por
parte do observador, em facilitar a interpretação do desenho ao
destinatário.
d) Representação do "skyline"
Deve ser desenhado no terço superior da folha de croqui panorâmico,
permitindo uma fácil identificação da área em geral. Deve ser dada ênfase
à representação do horizonte, com realce em seus contornos
característicos.
e) Representação dos detalhes do terreno
Desenhar as características do terreno, tais como estradas, trilhas,
cristas, ravinas etc.
f) Representação dos detalhes do objetivo ou alvo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-26 - ORIGINAL
.
Desenhar as características principais do objetivo ou alvo, caso esteja
determinado como tarefa à EqRecon. Caso não haja objetivo ou alvo
determinado a ser desenhado, este item não deve ser considerado.
Após o término do desenho de um objetivo ou alvo, deve ser projetada no
papel uma linha vertical sobre ele, que se prolonga até o topo da folha de
papel. São, então, preenchidas a descrição, distância do observador, e a
deflecção do PR (defasagem em milésimos a partir do PR).
g) Representação da vegetação
Torna-se importante o uso de legenda para representação dos diversos
tipos de vegetação existente.
Nesta etapa do desenho devem ser adicionados, caso haja, os postes,
sinais, linhas de telefone e outras.
h) Iluminação do desenho
Após o término das etapas para conclusão do desenho, devem ser
adicionadas cores para melhor interpretação do desenho por parte do
destinatário.
4.6.6 - Exemplo de croqui panorâmico
Será apresentada uma situação fictícia e a representação de um croqui com
os principais dados a serem desenhados.
Exemplo: no dia 23 de abril de 1996, a EqRecon 1 daCiaReconTer recebeu
a tarefa de ocupar um PV, nas coordenadas 0658-3540, com vistas para o
vilarejo de Buena Vista. Durante a confecção do croqui panorâmico, a
EqRecon observou uma bateria de obuses posicionada no terreno. O
desenho foi completado às 1630 horas. A seguir está representado, em
preto e branco, o croqui desenhado pela equipe.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-27 - ORIGINAL
.
Fig 4-9 - Exemplo de croqui panorâmico
4.7 - ESTIMATIVA DE DISTÂNCIAS
4.7.1 - Métodos para estimar distâncias
A estimativa de distância é um processo de avaliação de uma distância
qualquer por meio da comparação com algo de extensão conhecida e
facilmente comparável.
a) Medida imaginária de unidade
É vulgarmente conhecido como método do campo de futebol. Incialmente
o observador deve visualizar um objeto de dimensões conhecidas como
um campo de futebol, que apresenta, em média, 100 metros de
comprimento por 70 metros de largura.
A distância para um determinado objeto será estimada pela comparação
direta de suas dimensões com a do campo de futebol ou outro objeto que
tenha servido como referência ao observador.
O observador deve visualizar, também, objetos de dimensões conhecidas
que sejam menores que um campo de futebol, de forma a auxiliá-lo na
estimativa de distâncias para figuras humanas, viaturas, equipamentos
militares e armamentos.
b) Método da Luz e Som
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-28 - ORIGINAL
.
O som propaga-se pelo ar à velocidade de 1100 pés por segundo ou 340
metros por segundo. Isto torna possível a estimativa de distância caso o
observador seja capaz de ouvir e ver o resultado de um impacto de uma
fonte geradora de luz e som.
Quando o clarão luminoso, fumaça ou poeira resultante de uma
detonação ou impacto for observado, imediatamente deve ser iniciada
uma contagem na razão de 3 números por segundo. Por exemplo:
- "um, dois, três (1 segundo), quatro, cinco, seis (2 segundos), sete, oito,
nove (3 segundos)...".
O término da contagem deve ocorrer quando o observador ouvir o som
provocado pela detonação ou impacto. O número em que parou a
contagem representa aproximadamente a distância em centenas de
metros. Por exemplo, caso tenha encerrado a contagem no número três, a
distância será 300 metros. Quando a contagem ultrapassar o número 9,
retorne ao número 1, para evitar que números grandes (acima de 10)
alterem o período de três números por segundo.
O observador deve evitar a contagem "um mil, dois mil, três mil..." pois
não terá a mesma precisão de 100 em 100 metros que o mencionado no
parágrafo anterior.
c) Método da Fórmula do Milésimo
A frente do objeto, em metros, de cuja distância deseja-se estimar deve
ser de conhecimento do observador. O ângulo representado por um
milésimo é um metro observado à distância de 1000 metros.
Inicialmente o observador deve determinar, com o uso do binóculo
reticulado, o número de milésimos da dimensão conhecida do alvo.
Em seguida deve ser aplicada a seguinte fórmula:
Dimensão do objeto (metros) x 1000
_______________________________________________
= Distância
Dimensão do objeto (milésimos)
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-29 - ORIGINAL
.
Exemplo: com o uso do binóculo, o observador verifica que um homem
possue 4 milésimos de altura; ele avalia que esse homem possue,
aproximadamente 1,80 metros. Logo:
1,80 x 1000 1800
____________________
= _______________
= 450 metros
4 4
d) Emprego da escala da carta através de pontos notáveis e
comparação com terreno
O observador deve identificar, nas proximidades do alvo, dois pontos
notáveis na carta que possam ser facilmente identificados no terreno.
Após, deve usar a escala da carta para medir a distância ao alvo.
4.7.2 - Fatores que afetam a estimativa de distância
a) Contraste com terreno e detalhamento do alvo
Um objeto parece próximo quando é visível como um todo, parece
distante quando somente parte dele é visível ou por ser pequeno quando
comparado a outros objetos vizinhos.
b) Posicionamento do observador
Os objetos parecem próximos quando observados de cima para baixo e
parecem distantes quando observados de baixo para cima.
c) Luz e Atmosfera
Os objetos parecem próximos quando observados sobre superfícies
uniformes como água, neve ou deserto; com intensa claridade ou quando
o sol está atrás do observador; ou, ainda, quando o contraste com o fundo
é grande.
Os objetos parecem distantes quando estão na penumbra, na chuva,
neve ou quando confundem-se com o ambiente.
4.8 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE
4.8.1 - Generalidades
É realizado para confirmação ou coleta de dados relativos a áreas
selecionadas, pelo escalão superior, para realização de desembarques por
helicóptero. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-30 - ORIGINAL
.
preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE
RECONHECIMENTO.
Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de ZDbq,
necessárias à equipe de reconhecimento durante a ação no objetivo (ZDbq).
4.8.2 - Noções do desembarque helitransportado por tropas de assalto
Os helicópteros podem ser utilizados para transportar tropa nos diversos
tipos de operações ofensivas e apoiar as várias formas de manobras táticas
pertinentes às mesmas. Seu emprego proporciona ao comandante as
vantagens de mobilidade, velocidade, surpresa, flexibilidade e emprego de
tropas descansadas.
De acordo com os prazos previstos para a operação, equipes precursoras
serão infiltradas de modo a orientarem o pouso dos helicópteros.
Uma vez desembarcadas, as tropas helitransportadas norteiam suas ações
em duas etapas: captura das ZDbq e conquista dos objetivos. Normalmente
serão simultâneas, dependendo das distâncias envolvidas, da resistência
inimiga, do crescimento do poder de combate do atacante e de sua idéia de
manobra.
a) Primeira Etapa
Esta etapa é crítica quanto à vulnerabilidade da tropa às ações do inimigo
e vital para o sucesso da operação como um todo.
Durante a seleção das ZDbq, será dada preferência àquelas não
ocupadas pelo defensor. Entretanto, em face das movimentações normais
que ocorrem no campo de batalha, poderá haver alterações no dispositivo
inimigo que, embora não exijam mudança do planejamento nem impeçam
o pouso das aeronaves, possam vir a demandar ações imediatas da tropa
atacante.
Terá lugar, então, inicialmente, a limpeza e a ocupação da ZDbq,
creditada, também, à agressividade e iniciativa dos menores escalões da
tropa, segundo a idéia de manobra estabelecida nos seus respectivos
escalões.
b) Segunda Etapa
Quando o desembarque ocorrer no próprio objetivo, em vagas sucessivas,
o poder de combate da tropa irá crescendo em terra; são lançadas
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-31 - ORIGINAL
.
patrulhas para obter informes sobre o inimigo e as ações prosseguem no
ataque terrestre.
Se a ZDbq for situada próxima aos objetivos, ao mesmo tempo em que se
efetua sua consolidação pelo escalão de assalto, a tropa desembarcada
nas vagas seguintes se reorganizará e desenvolverá ações para a
conquista dos seus objetivos, conforme planejado.
Em ambos os casos acima, normalmente será estabelecida uma ZRT,
enquanto se espera uma junção com elementos desembarcados por
superfície.
4.8.3 - Definições
a) Orientação Final
Qualquer assistência (eletrônica, mecânica ou visual) fornecida aos
pilotos de um helicóptero para facilitar sua aproximação, manobra, pouso
e partida de uma Zona de Desembarque.
b) Apoio Inicial de Orientação Final
É uma fase da Orientação Final, normalmente conduzida antes do pouso
da primeira vaga de assalto, durante a qual é dada assistência ao líder da
vaga. Esta fase termina com a chegada, nas primeiras vagas, da Equipe
de Controle do DZDbq que assume a tarefa de orientação final.
c) Equipe Inicial de Orientação Final (EIOF)
É o destacamento encarregado de prestar o Apoio Inicial de Orientação
Final. O artigo 4.9 - EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL versará
sobre o seu emprego.
d) Vaga de Helicóptero
Helicópteros agrupados e programados para pousar na mesma Zona de
Desembarque, aproximadamente à mesma hora; é composta de um ou
mais vôos e pode constituir- se de helicópteros de mais de um navio.
e) Centro de Controle da ZDbq (CCZDbq)
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-32 - ORIGINAL
.
É o posto de comando e o centro de comunicações que controla as
operações da ZDbq, mantendo as comunicações com as aeronaves, com
os Locais de Desembarque e Ponto Inicial.
f) Zona de Desembarque
Em OpAnf, zona delimitada no interior da Área do Objetivo Anfíbio,
utilizada para o pouso de aeronaves de assalto, normalmente
helicópteros. É designada por nome de peixe. Exemplo: ZDbq Badejo.
g) Local de Desembarque (LocDbq)
É uma subdivisão da ZDbq, suficiente para o pouso de uma vaga de
helicópteros, sendo adequado ao desembarque/embarque de tropa e/ou
carga. É designado por nome de cor. Exemplo: LocDbq Azul.
h) Ponto de Desembarque (PDbq)
Ponto que permite o pouso de um helicóptero. Possui um diâmetro
específico para cada tipo de aeronave, que deve estar livre de obstáculos,
ter solo compatível com o peso da aeronave e não possuir declividade
superior a quinze graus. São designados por números de dois algarismos.
Exemplo: PDbq 02.
i) Zona de Pouso de Helicópteros (ZPH)
Área que permite o embarque e o desembarque de pessoas ou cargas,
por intermédio de pouso ou em vôo pairado, para um ou mais
helicópteros.
j) Ponto Inicial (PI)
Em OpAnf, é um ponto de controle aéreo nas vizinhanças de uma ZDbq, a
partir do qual os vôos de helicópteros são despachados diretamente aos
LocDbq que lhes forem prescritos.
O PI pode conter letras código que identifiquem, de forma orientada sobre
o terreno, as diversas ZDbq da Área do Objetivo Anfíbio (AOA). O PI deve
estar localizado, se possível, em um ponto notável do terreno, que facilite
a visualização por parte dos pilotos.
l) Destacamento de Zona de Desembarque (DZDbq)
Organização por tarefas formada e equipada para emprego numa ZDbq, a
fim de facilitar o desembarque e a movimentação de tropas,
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-33 - ORIGINAL
.
equipamentos e suprimentos helitransportados, evacuar baixas e
prisioneiros de guerra selecionados.
m) Ponto de Avaria
É um ponto destinado ao pouso de aeronaves com avaria, localizado em
uma ZDbq, sendo indicado por painel azul (diurno) ou lanterna azul
(noturno).
n) Indicador de Ângulo de Aproximação (IAA)
Também designado de VAPI, "Visual Approach Path Indicator", é um
equipamento que auxilia o piloto da aeronave na aproximação para o
pouso noturno, através da indicação do ângulo de aproximação utilizando-
se de um código de cores.
o) Rota de Aproximação e Retirada
Rota ou série de rotas, sobre as quais os helicópteros se movimentam
para a ZDbq ou regressam da mesma.
p) Ponto de Controle de Penetração
Ponto de Controle na rota de aproximação e retirada, onde as vagas de
helicópteros penetram na linha da costa hostil durante o Movimento
Navio-para-Terra (MNT), ou onde as vagas de helicópteros penetram em
território mantido pelo inimigo durante operações de helicópteros na
costa.
Normalmente é usado como Ponto de Referência para as Comunicações
(PRC) com a EIOF.
A figura abaixo mostra um croqui genérico de uma ZDbq.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-34 - ORIGINAL
.
Fig 4-10 - Croqui da ZDbq CAÇÃO
4.8.4 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
Para ação no objetivo, a equipe de reconhecimento pode dividir-se em
duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo
comandante da equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as
informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento.
Toda a equipe deve ter conhecimento das características técnicas que
fazem uma área poder ser selecionada como ZDbq.
4.8.5 - Procedimentos para o reconhecimento de ZDbq
As características técnicas abaixo relacionadas devem ser consideradas por
ocasião do planejamento para seleção das ZDbq, por parte do escalão
superior, constituindo os principais dados a serem confirmados ou coletados
pela equipe de reconhecimento.
A escolha das áreas de uma ZDbq é feita com base no estudo de cartas,
fotografias aéreas e nos reconhecimentos terrestres.
a) Posicionamento do Centro de Controle de ZDbq
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-35 - ORIGINAL
.
A localização do CCZDbq é planejada de maneira que fique localizado, de
preferência de modo centralizado em relação aos LocDbq, ou em terreno
mais elevado para melhorar o alcance dos rádios e facilitar o controle.
Caso o CCZDbq esteja próximo aos LocDbq, em contato visual, haverá
facilidade de controle. A manutenção contínua das comunicações entre o
CCZDbq e LocDbq é um fator importante para o êxito da operação.
b) Posicionamento dos Locais de Desembarque
São considerados os seguintes fatores:
I) Tipo e número de helicópteros
Determinam a área livre de obstáculos necessária para o pouso. Caso
a ZDbq não permita receber o número previsto de aeronaves, serão
reconhecidos outros LocDbq nas proximidades;
II) Cobertura predominante do solo
A vegetação deve ser baixa e devem ser removidos quaisquer objetos
que possam ser aspirados pelos rotores;
III) Declividade do terreno
Não deve exceder 15% para o caso de pouso em rampas; é
aconselhável que a proa do He esteja voltada para cima;
IV) Obstáculos
Devem ser considerados em uma razão de 10 para 1, ou seja, para
determinado obstáculo de 10 metros de altura, devemos posicionar o
LocDbq, no mínimo, a 100 metros de distância do obstáculo. À noite a
razão deve ser de 20 para 1;
V) Cobertas e abrigos
São considerados para seleção das ZReu para a tropa
helitransportada. Os acessos às ZReu devem ser balizados de forma a
proporcionar rápido escoamento ao pessoal e material que
desembarcar, desimpedindo os LocDbq; e
VI) Direção de aterragem
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-36 - ORIGINAL
.
Vento é fator determinante na escolha da melhor direção de aterragem.
Com vento menor ou igual a 10 nós, devemos observar a seguinte
prioridade na escolha da direção de aterragem:
- livrar obstáculos (pouso e decolagem);
- rota de aproximação;
- sol (não estar na proa da aeronave);
- declividade (proa voltada para cima); e
- vento de proa.
Com vento superior a 10 nós, a prioridade passa a ser a seguinte:
- vento de proa;
- livrar obstáculos (pouso e decolagem);
- rota de Aproximação;
- sol (não estar na proa); e
- declividade (proa voltada para cima).
Em relação aos obstáculos, devemos observar que para o
desembarque (He pesado para o pouso) a melhor rampa deverá ser a
de chegada, conseqüentemente para o embarque (He pesado para
decolagem) a melhor rampa deverá ser a de sua saída.
Quando inteiramente carregados, a maioria dos helicópteros não pode
aterrar ou decolar verticalmente, necessitando de maior área para as
manobras.
Devem ser planejados LocDbq de emergência, para pouso de
aeronaves que estejam apresentando algum tipo de pane. Esses
LocDbq são balizados com painéis ou luzes azuis.
Nos LocDbq os obstáculos devem ser neutralizados, quando possível.
Em operações noturnas os obstáculos não neutralizados devem ser
marcados com iluminação vermelha. Em operações diurnas são
marcados com painéis vermelhos. Os pequenos obstáculos devem ser
retirados com auxílio de facão de mato e ferramentas de sapa. Capim
alto e mato seco devem ser removidos para evitar o risco de incêndio.
4.8.6 - Coordenação Final
Uma vez organizada a EIOF, o comandante da equipe prepara seu
"briefing", de acordo com o previsto na publicação ComOpNav-243 -
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-37 - ORIGINAL
.
MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS, com a tropa apoiada
e a unidade de helicópteros. Para tal, o comandante da EIOF deve estudar o
Plano de Operação, principalmente os anexos que incluam o Diagrama de
Desembarque de Helicópteros, Tabela de Designação de Números-Série,
Vagas de Helicópteros e a Tabela de Emprego de Helicópteros e
Desembarque em Assalto.
Modelos de "briefing" com os pilotos e a tropa helitransportada são
apresentados nos Anexos G e U, respectivamente.
4.9 - EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL
A orientação final é qualquer assistência eletrônica, mecânica ou visual,
fornecida aos pilotos de helicópteros, para facilitar sua aproximação e as
manobras de pouso e decolagem de uma ZDbq.
A equipe que realiza esta tarefa, normalmente uma EqRecon, é denominada de
equipe inicial pois sua infiltração ocorre pré-Dia-D na AOA, tornando-se a
primeira equipe, efetivamente, a realizar a orientação final às primeiras vagas
do assalto helitransportado.
4.9.1 - Terminologia de Orientação Final
Os termos empregados em orientação final são mencionados no artigo 4.8 -
RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE.
4.9.2 - Seqüência Geral das Ações
A seqüência das ações da EIOF, do recebimento da missão à chegada na
área destinada ao cumprimento de suas tarefas, que neste caso é a própria
ZDbq, constam do CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
4.9.3 - Organização e tarefas da EIOF
A organização da EIOF depende do número de LocDbq a serem utilizados,
efetivo da equipe a ser empregado, números de He por vaga e tempo útil
para as equipes no objetivos, antes da chegada das vagas.
Normalmente é organizada em três turmas básicas com as seguintes
tarefas:
a) Turma do CCZDbq
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-38 - ORIGINAL
.
Controla as atividades de toda equipe e das aeronaves, dentro da ZDbq,
usando rede rádio terra-avião (VHF/UHF) para ligação com as aeronaves,
controlando o tráfego aéreo nas áreas adjacentes à ZDbq. Controla as
ações do restante da equipe através da rede rádio terrestre (VHF) de
curto alcance. Estabelece comunicações com o escalão superior através
da rede rádio de médio e longo alcance (HF/VHF);
b) Turma dos Locais de Desembarque
Selecionam no terreno, preparam e marcam as áreas destinadas ao
pouso de cada He. Mantém as comunicações com o CCZDbq, marca com
sinais visuais as direções de aterragem e decolagem para os He e indica
as ZReu para tropa,equipamentos e suprimentos; e
c) Turma do Ponto Inicial
Utiliza os meios auxiliares visuais e eletrônicos à navegação dos He,
posicionando as letras código respectivas à cada ZDbq. Mantém
comunicação com o CCZDbq.
A constituição básica de uma EIOF e as suas atribuições são
apresentadas a seguir:
TURMA P / G FUNÇÃO ATRIBUIÇÕES
CT / Ten Chefe da Equipe Controla a ZDbq
SG Rádio-Operador Opera a rede terra-avião
CCZDbq SG Rádio-Operador Opera a rede terrestre
SG Rádio-Operador
Meteorologista
Opera a rede de longo
alcance e fornece dados
metereológicos
LocDbq
SG Chefe Tu LocDbq Estabelece os meios
auxiliares à navegação,
prepara e marca o ponto de
toque do He.
CB Rádio-Operador Opera a rede terrestre
CB /SD Orientador Orienta a aeronave
PONTO
INICIAL (PI)
SG Chefe do PI Estabelece os meios
auxiliares eletrônicos e visuais
à navegação
CB Rádio-Operador Opera a rede terrestre
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-39 - ORIGINAL
.
4.9.4 - Equipamento e material
Para a realização das ações descritas no item anterior, a EqRecon deve
conduzir material específico, discriminado a seguir.
a) Sinalização Visual
Normalmente esses equipamentos são leves, compactos e de fácil uso.
Para sinalização diurna da ZDbq podem ser empregados.
- colete colorido;
- painéis;
- granada fumígena; e
- espelho de sinalização.
Para sinalização noturna da ZDbq podem ser empregados:
- latas com óleo em combustão;
- lanternas;
- bastões de luz química tipo "Cyalume Lightstick";
- "strobelight", e
- indicador de ângulo de aproximação ("VAPI")
b) Material para limpeza do terreno
Os seguintes itens podem facilitar os trabalhos para limpeza da ZDbq:
- alicates para cortar arame;
- material para demolição (se for o caso);
- pá articulada; e
- facão de mato.
c) Comunicações
As seguintes redes devem ser guarnecidas pela EIOF:
- rede rádio terra-avião;
- rede rádio com as outras EqRecon; e
- rede rádio com o escalão superior.
4.9.5 - Limpeza de Pontos de Desembarque
Para cada PDbq, deve haver uma área no solo limpa de qualquer obstáculo,
de forma a cumprir com as normas de Segurança de Aviação, evitando
qualquer tipo de incidente ou acidente aeronáutico. Os diâmetros variam de
acordo com o tipo de aeronave, conforme tabela da publicação
ComOpNav 243 - MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-40 - ORIGINAL
.
AERONAVE
DIÂMETRO
DO PDbq
DIURNO
DIÂMETRO DO
PDbq
NOTURNO
DISTÂNCIA
ENTRE PDbq
DIURNO
DISTÂNCIA
ENTRE PDbq
NOTURNO
UH 12 / 13 -
Esquilo Mono
/ Biturbina
20 metros 30 metros 30 metros 50 metros
UH 14 - Super
Puma / SH
30 metros 50 metros 50 metros 70 metros
4.9.6 - Marcação da ZDbq
A ZDbq deve ser mobiliada com algum dispositivo que indique a direção e
intensidade do vento, normalmente por granada fumígena (diurna) ou
formação de luzes ao solo (noturna).
Os LocDbq, durante os pousos e decolagens diurnos, recebem
denominação de cores e podem ser marcados por fumígenos da mesma cor
de seu nome. Todos os dados do Plano/Ordem de Operação, relativos à
orientação final dos helicópteros, devem ser confirmados no "briefing" com
os pilotos. Por exemplo, o tipo de sinalização, cores de painéis, indicativos,
freqüências, localização das ZDbq e outros.
Os obstáculos de difícil remoção devem ser sinalizados com painel ou luz
vermelha e sua localização informada via rádio.
Devem ser colocadas bandeirolas, painéis ou luzes nos locais para
reorganização da tropa helitransportada.
Caso o pouso do helicóptero seja auxiliado por orientador, este deve
posicionar-se, no mínimo, 25 metros à frente e 10 metros para direita do
PDbq, considerando o sentido de aproximação da aeronave. Tal
procedimento visa a segurança do orientador e facilita as ações dos pilotos,
já que o comandante da aeronave (1P) posiciona-se à direita, enquanto o
co-piloto (2P) localiza-se à esquerda. A figura abaixo mostra o
posicionamento do orientador em relação à aeronave.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-41 - ORIGINAL
.
Fig 4-11 - Posicionamento do Orientador à aeronave
Os diversos tipos de marcação dos LocDbq são regulados pelo
ComOpNav 243 - MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS.
4.9.7 - Sinais básicos para orientadores de helicópteros
São utilizados para auxiliar, através de gestos padronizados, as manobras
de pouso e decolagem das aeronaves na ZDbq. Para a realização desta
tarefa, os orientadores devem ser qualificados para atuação em Equipes de
Manobra e "Crash" de Aeronaves.
Os movimentos de braço realizados pelo orientador devem ser precisos, de
forma a proporcionar a devida confiança aos pilotos.
Para sinalização noturna, o orientador portará uma lanterna vermelha na
mão esquerda e uma lanterna verde na mão direita. Durante o dia, é
recomendável o uso de colete de cor contrastante com o terreno e um par de
luvas brancas (facilitam a visualização por parte do piloto). Em ambas
situações, o orientador deve utilizar óculos de proteção e protetor auricular
(Ver Fig 4-12 a 4-21).
a) Aproximação correta
Palmas das mãos voltadas para o interior e braços estendidos para o alto,
como mostra a figura abaixo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-42 - ORIGINAL
.
Fig 4-12 - Aproximação correta
b) Aeronave avançar
As mãos ficam espalmadas ao nível dos ombros, palmas voltadas para o
orientador, com as mãos e o antebraço formando uma reta. Mova o
conjunto mão/antebraço como mostra a figura que se segue.
Fig 4-13 - Aeronave avançar
c) Movimento para direita do orientador
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-43 - ORIGINAL
.
Fig 4-14 - Movimento para direita
d) Movimento para esquerda do orientador
Fig 4-15 - Movimento para esquerda
e) Movimento para cima
Fig 4-16 - Movimento para cima
f) Movimento para baixo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-44 - ORIGINAL
.
Fig 4-17 - Movimento para baixo
g) Pouso
Fig 4-18 - Pouso
h) "Hover"
Fig 4-19 - "Hover"
i) Partida após o "Hover"
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-45 - ORIGINAL
.
Fig 4-20 - Partida após o "Hover"
j) Arremeter (execução obrigatória pelos pilotos)
Fig 4-21 - Arremeter
4.9.8 - Procedimento fonia para aproximação e pouso na ZDbq
O procedimento fonia deve ser cumprido pela EIOF e aeronave líder de
vaga, desde o contato inicial entre ambos, estabelecido por ocasião da
passagem da aeronave na vertical do PRC, até a decolagem da última vaga
helicópteros da ZDbq.
a) Situação normal
Existe contato rádio com o CCZDbq, estando o PI e a ZDbq balizados.
ESTAÇÃO
LOCAL
LÍDER DE VAGA EQUIPE INICIAL DE
ORIENTAÇÃO FINAL
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-46 - ORIGINAL
.
PRC 1. CHAMA O CCZDbq
2. PEDE AUTENTICAÇÃO
1. AUTENTICA
2. INFORMA:
- situação do inimigo nas
proximidades da ZDbq;
- rumo PI-ZDbq;
- vento;
- obstáculo;
- ajuste de altímetro; e
- solicita acusar na vertical
do PI
PI ACUSA NA VERTICAL DO PI
1. INFORMAÇÕES
COMPLEMENTARES
2. SOLICITA ACUSAR
ENTRADA NA FINAL
FINAL ACUSA ENTRADA NA FINAL
1. VENTO
2. OBSTÁCULOS
3. OBSERVAR BALIZADORES
- LIVRE POUSO
ZDbq PRONTO PARA DECOLAR
1. VENTO
2. OBSTÁCULOS
3. OBSERVAR BALIZADORES
- LIVRE DECOLAGEM
b) Em caso de pane rádio ou interferência do inimigo
Com PI balizado:
ESTAÇÃO / LOCAL LÍDER DE VAGA EQUIPE INICIAL DE
ORIENTAÇÃO FINAL
PRC 1. CHAMA O CCADbq
2. RUMA PARA PI
NÃO ATENDE
PI SEGUIR PARA ZDbq NÃO ATENDE
ZDBQ
1. ZDbq BALIZADA - LIVRE
POUSO
2. ZDbq NÃO BALIZADA -
SEGUIR PARA ZDbq
ALTERNATIVA
NÃO ATENDE
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-47 - ORIGINAL
.
Com PI não balizado - segue o mesmo quadro anterior, porém não haverá
indicação no solo (PI) para os pilotos, devendo a aeronave prosseguir
para ZDbq principal de acordo com o Plano/Ordem de Operação.
4.9.9 - Características e uso do Indicador de Ângulo de Aproximação
Como o próprio nome indica, é um equipamento que auxilia a rampa de
aproximação segura para os He à noite. A Fig 4-22 mostra o que é
visualizado pelos pilotos, quando realizam a descida para o pouso, cujo perfil
imaginário é chamado de rampa de aproximação.
Caso a aeronave percorra uma trajetória acima da rampa prevista, o piloto
verá cor âmbar. Ao descer de nível, visualizará as cores verde (rampa
segura para o pouso) e vermelha. Esta indicando perigo na aproximação da
aeronave.
O "VAPI" inicialmente deve ser posicionado, em relação às outras luzes da
ZDbq noturna, conforme previsto na publicação ComOpNav 243 - MANUAL
DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS. Além disso, deve estar
posicionado, no mínimo, à distância de 20 vezes o tamanho do obstáculo
mais próximo do PDbq, tomada a direção de aproximação da aeronave.
A figura que se segue mostra o cone de projeção do "VAPI".
Fig 4-22 - Cone de projeção do "VAPI"
Para a projeção do cone luminoso no ângulo desejado, o "VAPI" deve ser
nivelado. Normalmente, existe uma cápsula com uma bolha de ar, para
auxiliar o nivelamento do equipamento.
O seguinte procedimento deve ser realizado para operar o "VAPI", após
terem sido observadas as distâncias relativas à obstáculos e às outras luzes
do LocDbq:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-48 - ORIGINAL
.
- posicionar o tubo de imagem para a direção de aproximação do He;
- mover o tubo de imagem para marcação de zero graus;
- nivelar o equipamento; e
- elevar em 5,5 graus o seu tubo de imagem.
4.9.10 - Rotas de Aproximação e Retirada
O comandante EIOF deve inteirar-se, no Plano/Ordem de Operação, do
planejamento relativo ao Movimento Helitransportado (MHT). Há vários
dados que o auxiliarão no preenchimento do modelo de "briefing" com
pilotos e a tropa a ser helitransportada, tais como freqüências, indicativos,
sinais terra-ar, rota principal e rota alternativa, pontos iniciais, posição das
ZDbq e outras informações.
No desenho da rota de aproximação e retirada, mostrada abaixo, o
comandante da EIOF deve atentar para os seguintes detalhes:
- a simbologia padrão dos pontos da rota de aproximação:
- após a decolagem do navio, os helicópteros partem, em seqüência, para o
Ponto de Reunião de Vagas, Ponto de Partida, Ponto de Controle de
Penetração, Pontos de Controle, Ponto Inicial e ZDbq;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-49 - ORIGINAL
.
- o Ponto de Controle de Penetração pode coincidir com o PRF a partir do
qual são iniciadas as comunicações da aeronave líder da vaga com a
EIOF;
- as rotas possuem nomes de estado enquanto os pontos de controle
recebem nomes de cidades desses estados; e
- os rumos magnéticos são inscritos entre os pontos das rotas.
4.9.11 - "Briefing" da EIOF com pilotos e tropa
Deve ser realizado um "briefing" da EIOF com os pilotos da aeronave e com
a tropa a ser helitransportada, com a finalidade de confirmar os dados,
relativos ao Apoio Inicial de Orientação Final, constantes no Plano/Ordem de
Operação.
O Anexo G apresenta um modelo de "briefing" da EIOF com os pilotos.
O Anexo H apresenta um modelo de "briefing" da EIOF com a tropa a ser
helitransportada.
4.9.12 - Operação de ZDbq
As comunicações são estabelecidas entre a ZDbq e a primeira vaga de
helicópteros quando a aeronave líder de vaga sobrevoa a vertical de um
ponto notável no terreno, definido no Plano/Ordem de Operação, que recebe
a denominacão de PRF, o qual, geralmente, coincide com o Ponto de
Controle de Penetração.
A organização da EIOF para operar a ZDbq dependerá da análise dos
fatores de decisão. A operação de uma ZDbq diurna com um PDbq, pode
ser executada por dois militares. Uma tarefa mais complexa, como a
operação de uma ZDbq noturna com vários PDbq exigirá maior número de
pessoas.
A equipe mínima para realização de qualquer tarefa é formada por dois
militares. Um provê segurança enquanto outro limpa, marca, guia, usa o
rádio etc.
Por exemplo, uma equipe com 6 elementos, operando uma ZDbq noturna
com três PDbq, pode desdobrar-se no terreno da seguinte forma:
- o comandante da EIOF e o rádio operador atuam no CCZDbq. Deverá ser
realizado o reconhecimento da ZDbq, identificando suas dimensões, a
direção e intensidade do vento, existência de obstáculos e local dos PDbq.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-50 - ORIGINAL
.
São então estabelecidas as comunicações, sendo transmitidos os relatórios
padronizados de reconhecimento; e
- os outros quatros integrantes estarão posicionados nos PDbq, sendo
responsáveis pela limpeza e marcação do LocDbq, no momento
determinado pelo comandante da EIOF. Caso necessário atuarão como
orientadores em dois PDbq, permanecendo o outro somente com a
iluminação do solo.
A tropa desembarca e só se desloca para o ponto de reunião após a
decolagem, devendo permanecer aferrada ao solo cerca de quinze metros
avante da aeronave, em dispositivo de defesa a toda volta; após a
decolagem, a tropa desloca-se para seu local de reorganização.
Regras básicas para operação de uma ZDbq diurna:
- não informar ao piloto a cor da granada fumígena ou formação dos painéis,
apenas confirmar após o piloto identificar a ZDbq no terreno. Tal
procedimento evita o pouso em local não previsto ou até mesmo balizado
pelo inimigo;
- lançar a granada fumígena a sotavento (por onde o vento sai) dos PDbq;
- não lançar a granada fumígena com muita antecedência, pois sua
dissipação dificultará a identificação da ZDbq;
- usar estacas para fixação dos painéis ao solo, pois o desprendimento de
algum deles pode provocar sérios danos à aeronave;
- cortar a vegetação lateral aos painéis de forma a facilitar sua visualização;
e
- considerar sempre obstáculos na razão 1:10. Por exemplo, se há arvores
de 3 metros de altura, considerar um área não utilizável de 30 metros de
distância às árvores.
Regras básicas para operação de uma ZDbq noturna:
- cortar a vegetação vizinha às luzes, facilitando visualização do LocDbq por
parte dos pilotos;
- caso a direção de aproximação da vaga de helicópteros seja conhecida ou
a situação tática exija, os raios luminosos devem ser direcionados para o
mesmo setor de aproximação dos helicópteros; e
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-51 - ORIGINAL
.
- as luzes dos LocDbq devem ser acionadas por ocasião da passagem da
aeronave na vertical do PI.
4.10 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE ATERRAGEM
4.10.1 - Generalidades
Zona de Aterragem (Z Ater) é uma zona especificada, na área do objetivo,
em que as aeronaves devem pousar.
A finalidade do Recon de Z Ater é coletar e confirmar dados de áreas
selecionadas ou não em planejamento, para operação de uma Z Ater. Tais
dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo
4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
Neste artigo constam informações sobre o Recon de Z Ater, necessárias à
EqRecon durante a ação no objetivo. Constam, também, noções de
operação de Z Ater, pois a operação de Z Ater normalmente é realizada
pela fração que realiza seu Recon.
4.10.2 - Definições
Os termos mais comuns empregados em Z Ater e aeródromos seguem
abaixo:
a) Aeroporto
Aeródromo público dotado de instalações e facilidades para apoio de
operações de aeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e
carga.
b) Aerovia
Área de controle para o vôo das aeronaves, disposta em forma de
corredor e provida de auxílios rádios à navegação.
c) Pista
Área preparada para o pouso e decolagem das aeronaves.
d) Pista de taxiamento
Caminho definido para o taxiamento de aeronave.
e) Visibilidade
Capacidade de avistar e identificar, durante o dia, objetos proeminentes
não iluminados e, à noite, iluminados, de acordo com as condições
meteorológicas e expressas em unidades de distância.
f) Teto
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-52 - ORIGINAL
.
Altura, acima do solo ou água, da base de mais baixa camada de
nuvens, cobrindo mais da metade do céu situada abaixo de 20.000 pés.
g) Aeródromo
Toda área de terra, água ou flutuante, destinada às chegadas, partidas e
movimentação de aeronaves.
h) Aeródromo controlado
Aeródromo no qual se presta serviço de controle de tráfego de
aeródromo.
i) Aeródromo interditado
Aeródromo cujas condições de segurança (chegada e saída de
aeronave presidencial, aeronaves militares, ordem interna) determinam a
suspensão das operações de pousos e decolagens.
j) Regra de vôo visual (VFR)
A aeronave é considerada em vôo VFR somente quando
simultaneamente e continuamente puder cumprir as seguintes regras:
I) voar durante o dia, ou durante a noite, dentro de espaço aéreo
especificado;
II) manter-se em condições de visibilidade igual ou superior a 5 km;
III) permanecer, no mínimo, a 1500m horizontalmente e a 300m
verticalmente, de nuvens ou de qualquer outra formação meteorológica
de capacidade equivalente;
IV) manter referência com o solo ou água, de modo que formações
meteorológicas, abaixo da altura de vôo, não obstruam mais da metade
da visão do piloto; e
V) voar abaixo do nível de vôo 200 (FL 200).
Na Zona de Tráfego de Aeródromo, em adição às regras constantes do
item acima, é necessário que:
- a visibilidade no solo seja igual ou superior a cinco km; e
- o teto seja igual ou superior a 450m.
l) Condições meteorológicas de vôo por instrumentos (IMC)
Condições meteorológicas inferiores aos mínimos padrões especificados
para vôos visuais.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-53 - ORIGINAL
.
m) Condições meteorológicas do vôo visual (VMC)
Condições meteorológicas iguais ou superiores aos mínimos padrões
especificados para vôos visuais.
n) NOTAM
Aviso que contém informações relativas ao estabelecimento, condições ou
modificações de qualquer instalação aeronáutica, serviço, procedimento
ou perigo, cujo pronto conhecimento seja indispensável para o pessoal
encarregado das operações de vôo.
o) Vôo IFR
Vôo efetuado de acordo com as regras de vôo por instrumentos. A
aeronave passa ao controle de aproximação logo após receber a hora de
decolagem e atingir quinhentos pés; e
p) Vôo VFR
Vôo efetuado de acordo com as regras de vôo visual. Visibilidade mínima
de 1500m na horizontal e 300m na vertical.
4.10.3 - Instalações de uma Z Ater
São partes componentes de uma Z Ater:
- centro de controle;
- pista de pouso e decolagem; e
- área de estacionamento.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-54 - ORIGINAL
.
Fig 4-24 - Zona de aterragem
a) Centro de Controle
Opera os meios auxiliares eletrônicos e visuais para fornecer orientação
a longa distância às aeronaves. É o único local da Z Ater que possui
comunicação terra-avião em rádio-fonia.
Deve estar localizado de maneira a permitir observar as aeronaves em
todas as suas posições no circuito, bem como as demais instalações da
Z Ater. O Centro de Controle deve estar longe o suficiente da pista de
pouso e decolagem, de forma a permitir boas comunicações, sem ruídos
e interferências com as aeronaves.
b) Pista de Pouso e Decolagem
É a principal instalação de uma Z Ater, devendo possuir características
tais que permitam o pouso e decolagem das aeronaves com total
segurança.
c) Pista de Rolagem
A pista de rolagem é a faixa por onde circularão as aeronaves antes da
decolagem e após as aterragens, ligando a pista à área de
estacionamento.
As dimensões mínimas variarão de acordo com as aeronaves, tipos de
piso, altitude, temperatura e carga transportada.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-55 - ORIGINAL
.
d) Área de Estacionamento
É o local onde as aeronaves irão carregar ou descarregar pessoal,
equipamento ou suprimento.
4.10.4 - Seleção das instalações de uma Z Ater
a) Centro de Controle
É escolhido previamente nas cartas da região ou mediante estudo de
fotografias aéreas. Um reconhecimento no local servirá para confirmar
ou alterar esta seleção prévia. Deve estar centralizado em relação à
pista de pouso e decolagem e possuir dominância de vistas sobre essa,
de forma a facilitar o controle das manobras de pouso e decolagem e o
desempenho dos equipamentos rádio.
b) Pistas de Pouso e Decolagem
I) Terreno
A pista deve estar em terreno plano. A superfície da pista deve estar
limpa de quaisquer obstáculos como: troncos, raízes, crateras e
outros. As pedras não devem ser maiores que o punho de um homem
e o capim não deve exceder a 45cm de altura. O revestimento do solo
deve ser firme até uma profundidade de 60cm.
Um piso macio exige a necessidade de aumentar sua extensão em
10%. Decolagens em aclive ou aterragens em declive exigem maior
comprimento da pista (50m para cada 1% de gradiente de superfície).
O gradiente máximo permitido para regiões altas (mais de 1200m de
altitude) é de 4% e para regiões baixas é de 6%.
II) Condições Meteorológicas
A direção do vento predominante determina o eixo da pista; ventos de
través são prejudiciais à operação de pouso e decolagem das
aeronaves.
A densidade do ar é importante na operação de uma pista, assim
sendo:
- para regiões com altitude superior a 1200m, deve ser acrescentado
ao comprimento básico da pista dez por cento para cada 300m
acima deste nível;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-56 - ORIGINAL
.
- para temperaturas superiores a 30o
C e 38o
C, o comprimento
básico da pista deve ser acrescido 10% e 20%, respectivamente.
III) Dimensões e Margens de Segurança
As dimensões básicas das pistas são de 300m por 15m para aviões
leves e 900m por 30m para aviões médios. Essa dimensões podem ser
alteradas de acordo com o tipo de aeronave utilizada. Por exemplo,
podem ser citadas as seguintes dimensões mínimas:
AERONAVE COMPRIMENTO DA PISTA
C - 130 1200 metros
C - 115 600 metros
C - 95 800 metros
Deve haver, também, uma área limpa de 10% do comprimento da pista
em ambas as cabeceiras. Ao longo da pista, de ambos os lados, deve
haver uma faixa de 15 metros, sem obstáculos superiores a 1 metro de
altura.
Os acréscimos devido ao terreno e condições meteorológicas vão sendo
somados sucessivamente em relação ao comprimento básico, na ordem
apresentada.
IV) Zonas de Aproximação e Decolagem
A razão de descida das aeronaves indicará a área necessária aos
pousos e decolagens conforme se segue:
- para aviões leves: 20:1
- para aviões médios: 40:1
Obstáculos maiores que 1,5m não devem existir na área das
cabeceiras, incluindo os 10% de segurança.
Obstáculos maiores que 15m não devem existir numa distância de
600m (aviões médios) e 300m (aviões leves) das cabeceiras.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-57 - ORIGINAL
.
Obstáculos maiores que 150m não devem existir numa distância de 6
km (aviões médios) e 3 km (aviões leves) das cabeceiras.
Obstáculos maiores que 300m não devem existir numa distância de 13
km (aviões médios) das cabeceiras, tendo em vista a aproximação
tática, às vezes, inferior a 500 pés de altura.
Na seleção das pistas de rolamento, devemos observar as dimensões
adequadas para permitir o uso ininterrupto pelas aeronaves que
decolam e aterram, através do tráfego entre a pista de pouso e a área
de estacionamento. Deve-se providenciar a marcação da pista de
rolamento bem como a remoção de todos os seus obstáculos.
Na seleção das áreas de estacionamento, devemos relacionar áreas
que comportem operações de carregamento e descarregamento de
material e embarque e desembarque de pessoal, de acordo com um
plano preestabelecido, sem interferência nas operações de pouso e
decolagem. As eventuais ZDbq deverão estar distanciadas, ao mínimo,
de 50 metros das áreas de estacionamento. Não deve-se permitir a
aproximação de He aos aviões durante o rolamento, decolagem ou
aterragem
4.10.5 - Relatório Padronizado de Reconhecimento de Z Ater
O resultado obtido com reconhecimento deve ser transmitido ao escalão
superior conforme preconizado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
4.10.6 - Organização da equipe para operação de Z Ater
A organização da equipe dependerá das condições da Z Ater, levantadas
no decorrer do reconhecimento, do efetivo disponível, do número de
aeronaves designadas para missão e do tempo disponível. Normalmente é
organizada em quatro turmas:
a) Turma do Centro de Controle
Controla as aeronaves e as atividades de toda equipe dentro da Z Ater,
emprega a rede rádio terra-avião para comunicação com as aeronaves,
visando o controle do tráfego aéreo na região. Controla as atividades
das outras turmas através da rede rádio terrestre. Registra a chegada,
partida, carga desembarcada das aeronaves e mantém comunicações
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-58 - ORIGINAL
.
entre as diversas Z Ater, se mais de uma for utilizada, e o escalão
superior.
b) Turma da Área de Estacionamento
Seleciona, prepara e sinaliza os locais de estacionamento, bem como
baliza a pista de rolagem. Mantém comunicações com o Centro de
Controle e marca com meios visuais os pontos de reunião da tropa
desembarcada e pontos de desembarque para o material. Deve ter
condições de proporcionar segurança aproximada, mesmo que limitada,
contra prováveis ataques inimigos, durante as manobras das aeronaves
nesta área.
c) Turma de Reorganização
Auxilia o descarregamento, a reorganização inicial da tropa e do
material, operando os meios auxiliares visuais à navegação, rolagem e
estacionamento das aeronaves. Mantém contato com o Centro de
Controle.
d) Turma de Balizamento
Auxilia na preparação de todas as instalações da Z Ater, balizando as
pistas de pouso e de rolagem.
TURMA P / G FUNÇÃO ATRIBUIÇÃO
CT / Ten Cmt da Equipe Controla a Z Ater
2º SG Rádio Operador Opera a rede terra-avião
3º SG Rádio Operador Opera a rede de longo
alcance
CENTRO
DE
CONTROLE
CB Rádio Operador Auxilia a operação da
rede de longo alcance
3º SG Meteoro e R Op Meteorologista e opera a
rede terrestre
CB Rádio Operador Aux de meteologista e
aux da rede terrestre
1º SG Sub Cmt Controla a Área de
Estacionamento
ÁREA
DE
ESTACIONAMENTO
CB Orientador
CB Orientador Conduz a orientação das
aeronaves
SD Orientador
3º SG Ch Tu de Reorg Orienta a Reorganização
CB Guia Reo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-59 - ORIGINAL
.
REORGANIZAÇÃO SD Guia a tropa e material
para os locais de
reorganização
SD
3º SG Ch Tu de Baliz Controla o balizamento e
remoção de obstáculos
BALIZAMENTO CB
SD Balizador Baliza a pista e remove
obstáculos
SD
4.10.7 - Estabelecimento de uma Z Ater
Após a infiltração e o estabelecimento das comunicações da equipe com o
escalão superior, a EqRecon deverá realizar um reconhecimento visando o
estabelecimento das áreas da Z Ater.
a) Centro de Controle
O estabelecimento de comunicações com as aeronaves é um elemento
essencial na Z Ater. O rádio terra-avião é o primeiro equipamento a ser
colocado em funcionamento e o último a ser desativado. Devido ao uso
constante desse equipamento, deve ser planejado uma quantidade
suficiente de baterias assim como outro equipamento rádio suplementar.
A rede rádio é aberta a uma hora predeterminada. A chamada inicial
ocorre quando a a aeronave líder sobrevoa verticalmente o PRC.
São estabelecidas as comunicações com os diversos setores que
mobiliam a Z Ater.
O Comandante da EqRecon instala seu posto meteorológico com a
finalidade de estar em condições de fornecer ao escalão superior e/ou
às aeronaves informações sobre as condições meteorológicas e demais
dados fundamentais ao pouso e decolagem das aeronaves, tais como
vento (direção e intensidade), ajuste de altímetro e temperatura
ambiente.
Simultaneamente ao estabelecimento da rede terra- avião (VHF/UHF), é
instalada a rede rádio de longo alcance (HF), a fim de permitir a imediata
comunicação com o escalão superior.
Devem ser planejadas prioridades nos trabalhos, caso o efetivo da
equipe não permita a preparação das áreas com a devida antecedência.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-60 - ORIGINAL
.
Em havendo disponibilidade, devem ser previstos elementos de
segurança nas respectivas áreas da Z Ater.
Os trabalhos devem ser executados com dispersão suficiente, não só de
pessoal como de equipamento, para evitar grande número de baixas no
caso de atuação inimiga. É fundamental que haja comunicação entre os
setores da Z Ater com o Centro de Controle.
b) Pista de Pouso e Decolagem
A pista é marcada conforme estabelecido no planejamento. Não deve
ser deixado de considerar o tipo de aeronave e seu tipo de
carregamento.
As pistas serão marcadas com painéis durante ações diurnas e
lâmpadas nas noturnas, sempre aos pares.
Cada pista, principal e alternativa, se houver, terá uma letra código que a
identifique.
c) Área de Estacionamento e Pistas de Rolagem
O ponto de estacionamento para cada aeronave da formação deverá ser
marcado com o painel colorido e numerado. À noite haverá somente
lâmpadas.
As aeronaves deverão estacionar à direita do painel designado,
paralelamente ao eixo maior do painel e dentro dos seus limites.
Quando houver operação mista de aviões e helicópteros na mesma
Z Ater, deverão ser preparados estacionamentos diferentes, de acordo
com o tipo de aeronave. A distância entre um e outro, quando em
funcionamento, deverá ser no mínimo de 50 metros.
Os obstáculos serão removidos, neutralizados ou marcados com painéis
ou lâmpadas vermelhas e as instalações permanentemente melhoradas.
A turma do estacionamento emprega sinais com as mãos e gestos
convencionais para auxiliar o rolamento e o estacionamento das
aeronaves. Nas operações noturnas devem ser empregadas lanternas.
As luzes são usadas sempre aos pares.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-61 - ORIGINAL
.
4.10.8 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater
a) Diurno
Fig 4-25 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater diurno
b) Noturno
Fig 4-26 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater noturno
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-62 - ORIGINAL
.
4.10.9 - Marcação e balizamento de Z Ater de emergência
A operação de uma pista de emergência para aviões leves e médios,
proporciona um meio rápido e eficiente para infiltração e evacuação de
pessoal e carga de uma área de operações. Sua principal característica é o
sigilo.
a) Diurno
Fig 4-27 - Marcação e balizamento de uma Z Ater diurno de emergência
b) Noturno
O balizamento de emergência noturno segue o mesmo padrão que o
diurno, porém em cada posição de painel são colocadas 2 lâmpadas.
4.11 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE LANÇAMENTO
4.11.1 - Generalidades
Zona de Lançamento (ZL) é uma zona especificada, sobre a qual tropas
aeroterrestres, equipamentos e suprimento são lançados por pára-quedas,
ou sobre a qual suprimentos podem ser entregues por queda livre.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-63 - ORIGINAL
.
A finalidade do reconhecimento de ZL é coletar e confirmar dados de áreas
selecionadas ou não, em planejamento para a operação de ZL. Tais dados
serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 -
RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
4.11.2 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
4.11.3 - Características ideais de uma área para ZL
Durante a ação no objetivo, a EqRecon pode subdividir-se em duplas para
o reconhecimento ou confirmação dos dados que irão compor o relatório de
reconhecimento. Para a conclusão dessas tarefas, é necessário que a
equipe tenha a capacidade de identificar as características ideais para que
uma determinada área possa ser utilizada como ZL.
a) Natureza do solo
O solo deve ser, de preferência, suficientemente macio e apresentar o
menor número de acidentes como barrancos, fossos, taludes, muros e
outros.
Devem ser evitadas áreas que apresentem, em sua parte central,
estradas asfaltadas, sobretudo se forem ladeadas por postes e árvores.
b) Ausência de obstáculos no seu interior
Apesar desta característica ser desejável, a presença de obstáculos
naturais ou artificais não invalidam a seleção de uma área para ZL,
desde que não impeçam o lançamento e estejam situadas dentro das
margens de segurança, indicadas abaixo:
I) árvores de pequeno porte (inferior a 4 metros), numa densidade
máxima de duas por hectare (100m x 100m).
II) árvores de grande porte (superior a 4 metros), isoladas, em densidade
máxima de 1 por área de 250m x 250m.
III) fossos - profundidade máxima de 1 metro.
IV) lagoas, pântanos ou charcos - poucos profundos, tendo, no máximo,
4% da superfície total da área em processo de seleção.
V) riachos, córregos - de pequena correnteza, com profundidade de até 1
metro e até 6 metros de largura.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-64 - ORIGINAL
.
VI) casas isoladas - 1 por ZL mínima (200m x 400m).
c) Afastamento de obstáculos periféricos
Devem ser observadas distâncias de segurança aos obstáculos
existentes na periferia da área em processo de seleção. Essas
distâncias de segurança não serão computadas na área útil da ZL.
As distâncias de segurança são diferentes para os obstáculos dispostos
paralelamente ao rumo de aeronave lançadora (limite direito e esquerdo
da ZL) ou perpendicularmente (limites anterior e posterior da ZL).
OBSTÁCULOS DISTÂNCIA DE SEGURANÇA
PARARELO ao rumo PERPENDICULAR ao rumo
Estradas pavimentadas 100 metros 50 metros
Linha de árvores copadas 100 metros 50 metros
Estradas de ferro 150 metros 100 metros
Bosques ou florestas 150 metros 100 metros
Rio ou fosso profundo 150 metros 100 metros
Aglomeração de casas 200 metros 150 metros
Linha de alta tensão 200 metros 150 metros
Barranco ou penhasco 200 metros 200 metros
d) Declividade do Solo
O declive máximo aceitável é 30%. Um declive superior poderá
ocasionar acidentes na aterragem e trará maior dificuldade para a
reorganização da tropa.
Se o declive estiver entre 15% e 30%, é conveniente que o eixo de
aproximação da aeronave seja perpendicular à linha de declive do
terreno, para facilitar a reorganização da tropa.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-65 - ORIGINAL
.
Fig 4-28 - Declividade do solo
e) Dimensões adequadas
Na área considerada para uma ZL não são computadas as distâncias de
segurança anteriormente mencionadas.
A dimensão mínima de uma ZL para lançamento de pessoal é de 200
metros de largura por 400 metros de profundidade.
A dimensão mínima de uma ZL para lançamento de material pesado é
de 400 metros de largura por 600 metros de profundidade.
A largura de uma ZL é sua dimensão no sentido perpendicular à entrada
da aeronave, sendo sua largura mínima condicionada ao tipo de
formação das aeronaves.
FORMAÇÃO LARGURA MÍNIMA
Aeronave Isolada 200 metros
Escalão ou elemento 300 metros
“V” de elemento 600 metros
Formação em “Trail” 300 metros
O comprimento de uma ZL deverá ser o máximo possível e condicionará
o número de homens por porta (NHP), para o lançamento.
O NHP será obtido pela fórmula:
L - S NHP - Número de homens por porta
NHP = L - Comprimento da ZL
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-66 - ORIGINAL
.
V S - Segurança
V - Velocidade da aeronave
FORMAÇÃO SEGURANÇA
Aeronave Isolada e Formação “Trail” 100 metros
Escalão ou Elemento 200 metros
‘V “ de elemento 300 metros
AERONAVE VELOCIDADE
C-115 (Búfalo) e C-95 (Bandeirante) 60 m / s (110 nós)
C-130 (Hércules) 70 m / s (130 nós)
Helicópteros até 60 m / s (110 nós)
Exemplo de aplicação da fórmula do NHP:
Lançamento com aeronave C-115, em formação de escalão com uma ZL
de 700 metros de comprimento. Quantos homens sairão por porta?
Dados:
L = 700 m
S = 200 m (escalão)
V = 60 m/s (C-115)
Solução:
NHP = (L - S)/V = (700 - 200)/60 = 500/60
NHP = 8,33
Resposta: Em cada passagem poderão sair 8 homens por porta.
f) Facilidade para identificação
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-67 - ORIGINAL
.
As ZL devem permitir uma fácil identificação em vôo. Os acidentes do
terreno como cursos d`água, bosques, cidades, estradas de rodagem e
de ferro ajudarão na localização exata da área escolhida.
A identificação de pontos notáveis nas imediações da ZL facilitarão
também a aproximação da aeronave para o lançamento, já que esta
deve ser de modo direto, evitando realizar circuitos ou manobras
desnecessárias.
O precursor pára-quedista deverá, na aeronave em vôo, orientar os
pilotos quanto à identificação do terreno, bem como auxiliar na
navegação aérea de aproximação para a ZL.
g) Facilidade para reorganização
Deve ser verificada a existência, na periferia da ZL, de locais cobertos e
abrigados para servirem de ZReu para tropa lançada, que facilitem a
reorganização e conseqüente prosseguimento das ações.
h) Densidade Atmosférica
A densidade atmosférica de uma determinada área pode impedir ou
impor restrições a sua utilização como ZL. A sustentação mínima para
um lançamento realizado a 1000 pés de altura é de 43 segundos; para
um lançamento a 1200 pés de altura é de 52 segundos.
i) Facilidade de Aproximação
A aproximação das aeronaves deve ser direta, devido às dificuldades de
manobra em formatura. A existência de elevações ao redor da área em
estudo poderá dificultar a aproximação direta na altura de lançamento.
4.12 - RECONHECIMENTO DE PONTE
4.12.1 - Generalidades
Ponte é uma estrutura que possibilita uma via de passagem, em uma
ferrovia ou rodovia, sobre uma depressão ou obstáculo.
O reconhecimento de ponte é realizado para confirmação ou coleta de
dados relativos a pontes selecionadas pelo escalão superior ou a pontes
existentes em trechos de estradas a serem reconhecidas. Tais dados serão
transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.4 -
RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-68 - ORIGINAL
.
Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de pontes,
necessárias à equipe de reconhecimento durante a ação no objetivo
(ponte).
4.12.2 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
Para ação no objetivo, a equipe de reconhecimento pode dividir-se em
duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo
comandante da equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as
informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento.
4.12.3 - Constituição de uma ponte
Uma ponte é constituída, basicamente, por uma infraestrutura e uma
superestrutura.
a) Infraestrutura
Forma a parte inferior da ponte, consistindo nos suportes e fundação da
ponte, fazendo a ligação da superestrutura com o solo. Geralmente são
construídos com concreto, alvenaria ou madeira.
Os suportes posicionados nas extremidades da ponte, normalmente em
contato com os acessos da ponte, são chamados encontros. Os
restantes são denominados suportes intermediários.
As figuras que se seguem mostram exemplos comuns de infraestrutura.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-69 - ORIGINAL
.
Fig 4-29 (a) - Tiposde infraestrutura
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-70 - ORIGINAL
.
Fig 4-29 (b) - Tipos de infraestrutura
b) Superestrutura
Forma a parte superior da ponte, consistindo nas vigas, tabuleiro e
outras estruturas.
4.12.4 - Tipos mais comuns de pontes
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-71 - ORIGINAL
.
A identificação do tipo de ponte facilitará a tarefa da EqRecon durante a
ação no objetivo, através da rápida e precisa coleta dos diversos dados a
serem transmitidos de acordo com o relatório padronizado de
reconhecimento.
a) Em arco
Fig 4-30 - Pontes em arco
b) Equipagem flutuante (pontões)
Fig 4-31 - pontão
c) Lage
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-72 - ORIGINAL
.
Fig 4-32 - Ponte de lage
d) Pênsil
Fig 4-33 - Ponte de pênsil
e) Vigas metálicas com "T" de concreto ou madeira
Fig 4-34 - Ponte de vigas metálicas
f) Tipo "mata-burro"
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-73 - ORIGINAL
.
Possui forma semelhante à figura anterior, em menores dimensões. Sua
finalidade é permitir a passagem de pessoas, impedindo, porém, a
passagem de animais de grande porte. É utilizado em áreas de fazenda.
Normalmente possui vigas metálicas, com os pilares de alvenaria ou
madeira.
4.12.5 - Complementos ao relatório de reconhecimento
A EqRecon, se possível, deve complementar o relatório de patrulha com
fotografias da ponte, bem como confeccionar croqui panorâmico e militar
da ponte.
4.13 - RECONHECIMENTO DE ESTRADA
4.13.1 - Generalidades
O reconhecimento de estrada é realizado para confirmação ou coleta de
dados de um trecho de estrada definido pelo escalão superior. Tais dados
serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.14 -
RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de estrada,
necessárias à EqRecon durante ação no objetivo.
4.13.2 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
4.13.3 - Cálculos envolvidos
Durante a realização do reconhecimento de estrada, são necessários
alguns cálculos a serem registrados no relatório padronizado de
reconhecimento, tais como cálculo de inclinação de rampas e o cálculo de
raios de curvatura de uma curva da estrada.
a) Inclinação de rampas
A porcentagem de inclinação de uma rampa é a razão da variação da
elevação vertical pela variação da distância horizontal (tangente do
ângulo definido por essas dimensões), multiplicada por 100.
A figura a seguir mostra um exemplo de cálculo de inclinação de
rampas:
Inc. da rampa = tangente do ângulo de inclinação x 100 = (10/80) x 100
= 0,125 x 100 = 12,5% de inclinação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-74 - ORIGINAL
.
Fig 4-35 - Inclinação de rampa
Somente as rampas que possuírem inclinação maior que 7%, por
representarem restrição ao acesso de viaturas, deverão constar do relatório
padronizado de reconhecimento.
Os seguintes processos podem ser utilizados para o cálculo da inclinação
da rampa:
I) Processo do clinômetro
Este equipamento portátil permite o cálculo direto da inclinação de uma
rampa, fazendo sua visada tal qual um binóculo.
II) Processo da linha de visada
Para a execução deste processo, o elemento de reconhecimento deverá
conhecer a altura do solo aos seus olhos e o comprimento do seu passo.
O elemento, do início da rampa, faz uma visada horizontal para a
estrada, identificando um ponto qualquer no solo que o sirva de
referência. A seguir, deslocasse até este ponto, contando o número de
passos. Esta seqüência é repetida até o fim da rampa.
Por exemplo, um elemento de reconhecimento, cujo passo mede 0,80m
e cuja altura é 1,75m, percorreu a distância a 60 passos e 80 passos:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-75 - ORIGINAL
.
2x1,75m 3,5
Inclinação = --------------------- x 100 = ------------ x 100 = 3% (aprox.)
(60+80)x0,80m 112m
Fig 4-36 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo da linha de visada
III) Processo do binóculo
Deve ser utilizado binóculo com retículo graduado, em milésimos. Deve
ser medido o ângulo entre a direção da rampa e qualquer referência
horizontal.
Rampa = 100 x tg48``` = 100 x 0,047 = 4,7%
Fig 4-37 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo do binóculo
A tabela que se segue fornece a conversão imediata da medida angular
para o percentual correspondente.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-76 - ORIGINAL
.
GRAUS MILÉSIMOS PERCENTAGEM
1 18 1,2
2 36 3,5
3 53 5,2
4 71 7,0
5 89 8,7
10 178 17,6
15 267 26,7
20 356 36,4
45 800 100
60 1067 173,2
IV) Processo da carta
A medida da inclinação pode ser feita com auxílio de uma carta
topográfica que contenha o trecho da rampa. Calcule a diferença de
nível entre as extremidades do trecho desejado e a distância horizontal
entre esses pontos, ambas medidas na carta.
A figura abaixo exemplifica o cálculo da inclinação do trecho AB da
estrada RDB.
COTA de A = 193m
COTA de B = 120m
diferença = 73m
distância AB = 3720m Inclinação = (73/3720) x 100 = 1,96%
Fig 4-38 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo de carta
b) Raios de curvatura
Todas as curvas cujos raios de curvatura sejam menores ou iguais a
trinta metros devem ser registradas como restrições ao trânsito de
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-77 - ORIGINAL
.
viaturas. Existem dois processos para realizar a medição do raio de
curvatura.
I) Processo da trena
No processo da trena, que pode ser realizado por uma dupla de
elementos de reconhecimento, é necessário uma trena de 30 metros
ou algum cabo, com a mesma medida, que possa ser empregado para
medição de distâncias. Um dos elementos de reconhecimento
permanece, aproximadamente, no centro da curva com uma das
extremidade da trena, enquanto o outro elementos percorre, com a
outra extremidade da trena, a periferia da curva. O centro da curva é
descoberto através de tentativas. A figura abaixo exemplifica este
processo:
Fig 4-39 - Cálculo do raio de curvatura pelo processo da trena
II) Processo da fórmula
No processo da fórmula, é usada a expressão abaixo para o cálculo
do raio de curvatura:
R = (2C/8M) + (M/2), onde R é o raio de curvatura,
M é a distância entre o centro do cabo e a estrada, em geometria
denominada de flecha, conforme o desenho que se segue e C é o
comprimento do cabo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-78 - ORIGINAL
.
Fig 4-40 - Cálculo do raio de curvatura pela fórmula
4.13.4 - Outras restrições
Além das restrições ao trânsito de viaturas provocadas pela inclinação da
rampa e do raio de curvatura, qualquer obstáculo, ponte, túnel, restrição
em altura e outras existentes no trecho da estrada reconhecido, devem ser
registrados nos respectivos relatórios padronizados de reconhecimento e
transmitidos aos escalão superior.
Também podem ser confeccionados o croqui panorâmico e o croqui militar
do trecho reconhecido da estrada.
4.14 - RECONHECIMENTO DE TÚNEL
4.14.1 - Generalidades
O reconhecimento de túnel é realizado para confirmação ou coleta de
dados relativos a túneis selecionados pelo escalão superior ou a túneis
existentes em trechos de estradas a serem reconhecidas. Tais dados serão
transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 -
RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de túnel,
necessárias à EqRecon durante a ação no objetivo (túnel).
4.14.2 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
Para ação no objetivo, a EqRecon pode dividir-se em duplas, para realizar
parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-79 - ORIGINAL
.
equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e
confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento.
4.14.3 - Constituição de um túnel
Basicamente um túnel é constituído pelo teto, revestimento das paredes,
portais de entrada e saída e a pista de trânsito. Estes itens devem ser
reconhecidos pela EqRecon, além de prováveis obstáculos existentes nos
acessos e interior do túnel. Neste caso devem ser transmitidos o relatório
padronizado de reconhecimento de túnel e o de obstáculo.
4.14.4 - Complementos ao relatório de patrulha
A EqRecon, se possível, deve complementar o relatório de patrulha com
fotografias da entrada, saída e interior do túnel, bem como confeccionar
croqui panorâmico e militar do túnel.
4.15 - RECONHECIMENTO DE LOCAL PARA TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA
4.15.1 - Generalidades
O reconhecimento de local para travessia de curso d`água é realizado para
confirmação ou coleta de dados relativos as áreas selecionadas, pelo
escalão superior, que permitam a passagem de pessoal, viaturas e outros
equipamentos cujas estruturas permaneçam em contato com o leito do
curso d`água. Este local também recebe o nome de vau.
Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o
artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de local para
travessia de curso d`água, necessárias à EqRecon durante a ação no
objetivo (vau).
4.15.2 - Seqüência das ações
A seqüência das ações, bem como sua execução,estão mencionadas no
Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO.
Para ação no objetivo, a EqRecon pode dividir-se em duplas, para realizar
parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da
equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e
confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-80 - ORIGINAL
.
Toda a equipe deve conhecimento das características técnicas que fazem
uma área poder ser selecionada, de acordo com o pessoal ou material a
realizar a passagem, como um vau.
4.15.3 - Tipo de trânsito possível para o vau
As características do vau, tais como, profundidade, largura e rampa de
acesso às margens, determinam a possibilidade para sua transposição por
pessoal, viatura ou ambos. A tabela abaixo especifica os limites para cada
tipo de trânsito:
TIPO DE TRÂNSITO PROFUNDIDADE
DO VAU
(máxima)
LARGURA
DA
PASSAGEM
(mínima)
RAMPA DOS ACESSOS
(máxima)
Tropa a pé 1m 1m (coluna
por um)
100%
Vtr sobre rodas e
Art AR
0.60m 3,6m 33%
CC 1,2m 4,2m 50%
VBTP M113 1,6m 4,2m 60%
A VBTP M113 flutua em profundidade superior a 2m. Entre 1,6 e 2m de
profundidade consegue transpor o curso d`água com dificuldade,
dependendo da consistência do solo.
4.15.4 - Identificação das margens do curso d`água
As margens são definidas em função da nascente, da foz e do sentido da
correnteza.
Mesmo que haja inversão no sentido da correnteza (cursos d' água que
sofrem influência das mudanças de maré), não haverá alteração na
denominação das margens.
Fig 4-41 - Identificação das margens do curso d`água
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-81 - ORIGINAL
.
4.15.5 - Cálculo da velocidade da correnteza
Para a realização deste cálculo, a EqRecon pode usar o processo expedito,
descrito abaixo:
- lançar um objeto flutuante na água;
- medir a distância, em metros, percorrida pelo objeto flutuante, em 3
minutos;
- o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 100
é a velocidade da corrente em nós; e
- o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 180
é a velocidade da corrente em m/s.
4.15.6 - Cálculo da inclinação de uma rampa de acesso
Os diversos processos que podem ser utilizados para este cálculo constam
do artigo 4.13 - RECONHECIMENTO DE ESTRADA.
4.16 - RECONHECIMENTO DE ARREBENTAÇÃO
4.16.1 - Generalidades
O reconhecimento de arrebentação é o resultado da observação da
arrebentação das ondas na praia, considerando um dado tempo para
observação ou um número definido de ondas a serem observadas. Este
reconhecimento tem a finalidade de informar as condições de mar por
ocasião de sua arrebentação na praia, a partir do qual será avaliada, pelo
escalão superior, a viabilidade da realização do desembarque na praia
através dos meios disponíveis.
SUROB, abreviatura de "Surf Observation", é normalmente conduzido por
equipes do Grupo de Mergulhadores de Combate (GruMec), podendo
também ser conduzido por Equipes de Reconhecimento Anfíbio
(EqReconAnf), sendo iniciado em D-4 até a Hora H da seguinte forma:
- Dia D-4 até D-2; a cada 6 horas.
- Dia D-2 até hora H-12; a cada 3 horas.
- Hora H-12 até completar a operação; a cada hora.
4.16.2 - Seqüência geral das ações
Está relacionada no CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECI-
MENTO.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-82 - ORIGINAL
.
Este artigo aborda as ações desenvolvidas no objetivo, por uma EqRecon,
em determinada praia desembarque ou quando recebido um
reconhecimento de praia. Neste caso o reconhecimento de arrebentação é
realizado independente de ordem superior, sendo anexado ao
reconhecimento de praia.
Um relatório de reconhecimento de arrebentação deverá ser enviado ao
escalão superior ao término da realização desta tarefa.
4.16.3 - Equipe e equipamento
Para realização deste reconhecimento é recomendável, no mínimo, o
emprego de uma dupla da EqRecon. Enquanto um observa as ondas, o
outro anota as informações.
Tais atribuições não devem ser realizadas pelo mesmo militar, pois é
fundamental que o observador não desvie sua atenção quando do
surgimento de uma onda até sua arrebentação na areia. Tal ação permitirá
a correta definição do tipo de onda observada.
O material necessário para a realização deste reconhecimento é o
seguinte:
- modelo de SUROB;
- lápis;
- anemômetro;
- bússola; e
- binóculo.
Para confecção do relatório padronizado de reconhecimento e sua
transmissão serão adicionados, ao material necessário, o equipamento
rádio e o modelo do respectivo relatório.
4.16.4 - Observação das ondas
Na seleção da posição mais conveniente para observar a faixa da
arrebentação, o observador deve levar em consideração os seguintes
aspectos:
- a mais próxima possível do centro da praia;
- permitir a visada direta para arrebentação; e
- proporcionar cobertas e abrigos.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-83 - ORIGINAL
.
A observação da EqRecon deve ser realizada sobre a arrebentação
exatamente a sua frente, não preocupando-se com os flancos, pois as
ondas repetirão a mesma seqüência, com a mesma intensidade em todos
setores da praia de desembarque.
4.16.5 - Contagem das ondas
A EqRecon deve realizar a contagem das ondas na primeira linha de
arrebentação (mais afastada da praia). Caso a equipe tenha que
interromper o levantamento, os dados anotados até este momento perdem
sua validade, devendo a EqRecon reiniciar o SUROB.
No modelo de formulário SUROB (Anexo I) pode-se verificar a existência
de espaço disponível para observação de até 100 ondas. Há três métodos
para a realização da observação e contagem das ondas:
a) Contagem de 100 ondas
Normalmente é utilizado pela EqRecon quando há condições para
permanência da equipe na praia de modo a aguardar a arrebentação de
100 ondas na areia. Deve ser anotada a hora de início e término da
observação.
b) Contagem de 50 ondas
Deve ser realizada quando houver menos tempo de observação do que
para situação anterior.
c) Contagem de ondas em 10 minutos
Esta expõe ao mínimo a EqRecon que realiza o SUROB, devido ao
tempo reduzido de permanência na praia.
4.16.6 - Tipos de arrebentação
Uma arrebentação pode ser classificada em três tipos principais:
a) Mergulhante
Vulgarmente chamada de caixote, a crista da onda avança mais
rapidamente que a sua base fazendo com que esta se dobre, formando
um tubo de água, e arrebentando com violência na areia. Processa-se,
então, um ruído característico em decorrência da compressão do ar
contido no tubo, A espuma resultante aparece quase instantaneamente
na parte frontal da onda.
A figura abaixo mostra uma imagem de perfil deste tipo de arrebentação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-84 - ORIGINAL
.
Fig 4-42 - Arrebentação mergulhante
b) Derramante
A crista da onda se forma e avança mais rapidamente que a sua base,
parecendo a formação de uma arrebentação mergulhante. Entretanto a
base iguala em velocidade o avanço da crista da onda e a arrebentação
aproxima-se da praia como um paredão de água apresentando ou não a
formação de espuma. Assim que atinge a praia, a onda pode derramar
ou quebrar com violência. É o tipo mais indesejável para um
desembarque anfíbio. A figura que se segue mostra uma imagem de
perfil deste tipo de arrebentação.
Fig 4-43 - Arrebentação derramante
c) Deslizante
É o tipo de arrebentação que quebra gradualmente a medida que se
aproxima da praia. A onda se forma instavelmente, apresentando a
formação de espuma na crista. A espuma se expande vagarosamente à
frente da onda que avança para praia. A ação da arrebentação é suave.
É o tipo mais desejável para um desembarque anfíbio. A figura abaixo
mostra uma imagem de perfil deste tipo de arrebentação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-85 - ORIGINAL
.
Fig 4-44 - Arrebentação deslizante
4.16.7 - Ângulo de arrebentação das ondas com a costa
Esta informação, constante do relatório de reconhecimento de
arrebentação, pode ser calculada através da diferença entre o azimute
geral da praia e o azimute do sentido das ondas, conforme mostra a figura
a seguir.
Fig 4-45 - Ângulo de arrebentação das ondas com a costa
4.16.8 - Cálculo de velocidade da corrente litorânea
Para a realização deste cálculo, a EqRecon pode usar um processo
expedito, descrito abaixo:
- lançar um objeto flutuante na água;
- medir a distância, em metros, percorrida pelo objeto flutuantes, em 3
minutos;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-86 - ORIGINAL
.
- o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 100
é a velocidade da corrente litorânea em nós.
4.17 - RECONHECIMENTO/LEVANTAMENTO DE PRAIA
4.17.1 - Generalidades
O reconhecimento/levantamento de praia visa obter dados sobre as águas
rasas e a praia batida de uma praia de desembarque. Normalmente, são
realizados por elementos MEC, porém as EqRecon devem estar em
condições de cumprir tais tarefas. Os dados obtidos serão transmitidos ao
escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
Esses dados serão transformados em um estudo de praia que será usado
pelo Comandante da ForDbq em seu planejamento.
Quando da ausência de elementos MEC para realizar o
reconhecimento/levantamento de praia, a EqRecon deve fazê- lo na faixa
que estende-se da isóbata de 7 metros, passando pela linha d`água, praia
batida, praia seca e alcançando o interior numa extensão de 100 metros de
profundidade.
Quando da presença de elementos MEC para realizar o
reconhecimento/levantamento, a EqRecon deve fazê-lo na faixa que
estende-se da praia batida até alcançar o interior numa extensão de 100
metros de profundidade. Neste caso, somente serão transmitidos os dados
correspondentes a essa faixa, no relatório padronizado de reconhecimento.
Neste artigo constam informações à EqRecon durante a ação no objetivo
(praia).
4.17.2 - Tipos de reconhecimento/levantamento de praia
A classificação quanto ao tipo de reconhecimento/levantamento está
relacionada à situação em que é conduzida a obtenção de dados
hidrográficos, isto é, à existência ou não de oposição inimiga.
a) Reconhecimento de Praia
É aquele conduzido em situação de combate, em praias controladas
pelo inimigo, por EqRecon lançadas a partir do mar, antes de uma
OpAnf, a fim de obter dados sobre a praia e localizar obstáculos a serem
destruídos. Pode ser diurno ou noturno.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-87 - ORIGINAL
.
b) Levantamento de Praia
É aquele conduzido após o desembarque de uma ForDbq, sob
condições de segurança, ou, ainda, aquele conduzido fora de uma
situação de combate, a fim de obter dados hidrográficos acerca de
praias designadas. Pode ser paralelo ou perpendicular.
4.17.3 - Definições
a) Águas Profundas
É a parte do mar, de largura indefinida e adjacente às águas rasas que
se estende desde a isóbata de 7 metros para o mar alto.
b) Águas Rasas
É a parte do mar, de largura variável e adjacente à praia, compreendida
entre a linha correspondente ao nível de redução e a isóbata de 7
metros.
c) Altura da maré
É a variação do nível das águas situado acima do nível de redução.
d) Baixa mar
É a mais baixa altura da maré, alcançada por uma maré vazante.
Baixa mar máxima (HLW) é a mais alta das duas baixa mares de marés
semidiurnas. Baixa mar mínima (LLW) é a mais baixa das duas baixa
mares de marés semidiurnas.
e) Berma
É uma parte quase nivelada, formada por depósito de material de
composição de praia, sob a influência da arrebentação. A berma é
diferenciada das outras partes da praia porque é distintamente mais
plana e segue-se um barranco de praia. Uma praia pode ou não
apresentar a ocorrência de bermas.
A berma pode constituir-se um sério obstáculo à transitabilidade da tropa
e de viaturas.
f) Comprimento útil da praia
É o comprimento total de praia subtraído do comprimento das partes da
praia que não poderão ser aproveitadas, ou seja, das partes constituídas
por obstáculos ou obstruídas.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-88 - ORIGINAL
.
g) Croqui de praia
É uma representação esquemática da praia elaborada conforme normas
de confecção e especificações determinadas.
h) Gradiente de praia
É a inclinação em relação ao plano horizontal. É, normalmente, expressa
pela relação entre uma medida unitária da altura (profundidade) de um
ponto determinado e a medida correspondente da distância horizontal
até este ponto.
i) Interior
É a área terrestre que se estende até 10000 metros desde a linha da
costa.
j) Linha da costa
É o limite variável entre a região costeira e a praia propriamente dita. É o
limite máximo do alcance da arrebentação em situações excepcionais
(ressacas, tempestades etc). Pode ser caracterizada pela brusca
modificação no relevo da praia, depósitos de detritos, e dunas mais ou
menos estabilizadas por vegetação característica da região costeira.
l) Linha de debris
Linha formada na praia pelos detritos transportados pela arrebentação.
É, normalmente, paralela à linha d`água.
m) Linha isobática
Linha que reune pontos de igual profundidade.
n) Maré
É a variação periódica do nível das águas do mar que resulta da atração
gravitacional do sol e da lua.
I) Maré diurna
É uma maré que efetua a sua variação de altura em uma Preamar e
uma Baixamar em um dia lunar;
II) Maré enchente
É o estado do nível das águas entre uma baixamar e a preamar
seguinte;
III) Maré de quadratura
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-89 - ORIGINAL
.
É um termo aplicado às marés de reduzido alcance que ocorrem
quando a lua se encontra nas fases de quarto crescente e quarto
minguante;
IV) Maré semidiurna
É uma maré que efetua a sua variação de altura em duas preamares
e duas baixamares em um dia lunar, com pequenas variações
diurnas;
V) Maré de sizígia
É um termo aplicado às marés de grande alcance que ocorrem
quando a lua se encontra nas fases de lua cheia e lua nova; e
VI) Maré vazante
É o estado do nível das águas entre uma preamar e a baixamar
seguinte.
o) Nível de Redução
É o nível médio das baixamares de sizígia, é, normalmente, o plano ou
nível em relação ao qual as sondagens são referidas.
p) Praia Batida
Parte da praia compreendida entre as linhas d`água correspondentes ao
nível de redução e ao limite normal do alcance da arrebentação.
Normalmente, tal limite é a linha de debris mais próxima da linha da
costa.
q) Praia Seca
É a parte da praia compreendida entre o limite normal do alcance da
arrebentação e alinha da costa. A praia seca somente sofre a ação da
arrebentação durante modificações meteorológicas severas,
especialmente combinadas com marés altas.
r) Preamar
É a maior variação da altura da maré, alcançada por uma maré
enchente.
4.17.4 - Perfil geral de praia
Normalmente, uma praia apresenta o perfil mostrado na figura 4-46:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-90 - ORIGINAL
.
Fig 4-46 - Perfil geral de praia
4.17.5 - Formatos básicos de uma praia
Uma praia pode apresentar um formato de reta, uma curva convexa ou
uma curva côncava. Os desenhos abaixo ilustram esses formatos:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-91 - ORIGINAL
.
Fig 4-47 - Formatos básicos de uma praia
4.17.6 - Equipamento necessário
a) Folha de Levantamento
É utilizada para reunir os dados obtidos no levantamento realizado pelos
nadadores. O anotador deve mantê-la sem rasuras e organizada de
acordo com o previsto no Anexo J, (Modelo de Folha de Levantamento),
o qual é composto por informações iniciais, sondagens e informações
adicionais.
b) Lousa
Pequena prancheta de acrílico, utilizada por cada nadador para anotar
as sondagens, tipo de fundo e obstáculos encontrados.
Normalmente, tem dimensão de 10 cm por 16 cm.
Deve possuir um cabo para fixar um lápis à lousa e outro para fixá-la ao
nadador.
Um lado da lousa é usado para plotagem das profundidades e tipo do
fundo, sendo o verso para os obstáculos.
c) Linha de Sondagem
Usada para medição de profundidades. Feita com cabo de 550 libras de
resistência, com comprimento de 10 a 12 metros. A cada metro, o cabo
recebe uma marca de determinada cor ou número de nós
correspondente a sua metragem:
- 1 m - vermelho ou 1 nó;
- 2 m - azul ou 2 nós;
- 3 m - vermelho ou 3 nós;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-92 - ORIGINAL
.
- 4 m - dois azuis ou 4 nós;
- 5 m - vermelho ou 5 nós;
- 6 m - três azuis ou 6 nós; e
- 7 m - 7 nós. Segue com acréscimo de um nó por metro.
Fig 4-48 - Linha de sondagem
d) Carretel de Levantamento
Usado para medir distâncias horizontais na linha base e na coluna
formada pelos nadadores. Seu incremento é de 20 em 20 metros.
Qualquer carretel pode ser usado, desde que seja capaz de armazenar
500 metros de cabo de 550 libras de resistência. A linha pode ter
marcações em cores, nas distâncias correspondentes a cada
incremento. Por exemplo:
- 20 m - amarelo;
- 40 m - vermelho;
- 60 m - verde;
- 80 m - um azul; e
- a seqüência se repete a cada 80 m, havendo adição de mais uma
marca azul de 80 em 80 m.
e) Balizas
São usadas nos levantamentos de praia, para que os nadadores
mantenham o alinhamento, ficando perpendicular à linha base. Uma
baliza mede 2,5 m enquanto a outra mede 3 m. No topo da baliza há
uma raquete, que mede 60cm x 60 cm, com uma listra vertical em preto.
As diferentes alturas das balizas são necessárias para que, devido à
declividade da praia batida, possam ser observadas pelos nadadores.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-93 - ORIGINAL
.
Fig 4-49 - Balizas
f) Bandeira/lanterna
Usada para controlar da praia a ação dos nadadores. A bandeira, que é
usada no levantamento de praia, deve ser bem visível, medindo 1 m por
1,5 m, a uma altura de 2 m. A lanterna é para uso noturno em
reconhecimento de praia. O controle é feito através dos seguintes sinais:
- mover - a bandeira/ lanterna é apontada na direção desejada;
- reunir - movimentos circulares;
- alongar - a bandeira/lanterna permanece na posição horizontal;
- cobrir - a bandeira/lanterna permanece na posição vertical; e
- marcar - movimento rígido de 90 graus para esquerda, sendo repetido
até que todos tenham compreendido.
4.17.7 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo
São aqueles em que a linha de MEC ou, na ausência deste, a EqRecon se
forma perpendicularmente à praia e desloca-se paralelamente a ela.
Em um reconhecimento de praia paralelo, a linha de MEC ou EqRecon se
forma a partir do mar. Após o término do recolhimento os nadadores
retornam ao ponto de lançamento.
Em um levantamento de praia paralelo, a linha de MEC ou EqRecon se
forma a partir da praia, devendo retornar à mesma após o término do
levantamento.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-94 - ORIGINAL
.
Demandam mais tempo de execução que o reconhecimento/levantamento
de praia perpendicular porém são mais precisos.
Fig 4-50 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo
4.17.8 - Reconhecimento/Levantamento de praia perpendicular
São aqueles em que a linha de MEC ou EqRecon se forma paralela à praia
e se desloca perpendicularmente a ela.
Em um reconhecimento de praia perpendicular, a linha de MEC ou
EqRecon inicia seu deslocamento a partir do mar até a praia, retornando ao
ponto de lançamento dos nadadores.
Fig 4-51 - Reconhecimento de praia perpendicular a partir do mar (ponto de
lançamento das nadadores)
Em um levantamento de praia perpendicular, a linha de MEC ou EqRecon
se forma na praia, desloca-se até uma profundidade/distância
predeterminada e retorna à praia.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-95 - ORIGINAL
.
Fig 4-52 - Levantamento de praia perpendicular a partir da praia
4.17.9 - Levantamento de praia paralelo
a) Particularidades
É uma técnica precisa de levantamento hidrográfico. A necessidade de
duplas de nadadores na água é diretamente proporcional à distância
linha de maré cheia - isóbata de 7 metros.
A distância entre cada dupla de nadadores é de 20 metros.
O alinhamento dos nadadores, durante a realização das sondagens, é
dificultado com a existência de fortes correntadas. Tal fato prejudicará a
precisão do levantamento por ocasião da confecção do croqui de praia.
b) Execução do levantamento de praia paralelo
Para execução deste levantamento é necessário organizar a EqRecon
nos seguintes grupos:
- grupo de comando;
- grupo de praia; e
- grupo de nadadores.
I) Grupo de comando
É constituído por um comandante, um anotador e enfermeiro(s).
(a) Comandante
É o responsável pela supervisão geral do levantamento, deve
identificar os flancos da praia, designados pelo escalão superior, e
designar um ponto de origem para o início do levantamento. Tal
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-96 - ORIGINAL
.
ponto deve ser selecionado de acordo com o sentido da corrente
litorânea, de forma a facilitar o deslocamento dos nadadores na
água por ocasião do levantamento.
O ponto de origem marca o início da linha base, que é uma linha
imaginária que segue a direção geral da linha de debris e servirá
de marco para as diversas linhas de sondagens (linhas de
nadadores).
(b) Anotador
Realiza as seguintes tarefas:
- anotar os azimutes e distâncias do ponto de origem para pontos
de referência (pontos notáveis no terreno);
- determinar a distância da linha base para a linha de debris em
cada marca do carretel de levantamento, sendo zero, negativo
(-) se estiver mais para terra que a linha base ou positivo (+)
se estiver mais para o mar que a linha base;
- anotar a hora em que foi realizada a sondagem em cada coluna;
- recolher o relatório padronizado de reconhecimento de
arrebentação do grupo de praia;
- recolher todas as lousas ao término do levantamento; e
- calcular a altura da maré e o fator de correção para corrigir os
dados obtidos em cada coluna de sondagem. Para este cálculo
será utilizada a tábua de marés, considerando a hora em que foi
realizada a sondagem em cada coluna.
(c) Enfermeiro
O enfermeiro deve estar em condições de prestar a devida
assistência, principalmente aos nadadores, à EqRecon que
realiza o levantamento.
II) Grupo de Praia
É constituído por um comandante e uma equipe de praia, que devem
cumprir as seguintes tarefas:
(a) Comandante
- determinar o azimute da linha base e informar ao anotador;
- supervisionar as atividades do grupo; e
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-97 - ORIGINAL
.
- controlar o grupo de nadadores com uma bandeira ou lanterna.
(b) Equipe de praia
- utilizar a linha do carretel de levantamento como auxílio para
identificação da linha base na praia, estendendo-a, de forma
retilínea, sobre a linha de debris;
- marcar sobre a linha base, na areia, as marcações de distância
existentes na linha do carretel de levantamento, que são
distanciadas entre si de 20 em 20 metros;
- posicionar as balizas a 90 graus da linha base; a baliza menor é
posicionada mais ao mar do que a maior. As balizas devem ser
deslocadas ao término da sondagem de cada coluna de
sondagem, caso não haja disponibilidade de posicionar balizas
para todas as colunas de sondagem;
- confeccionar um croqui militar da praia seca e interior, plotando
obstáculos naturais e artificiais através de azimutes e distâncias,
saídas de praia e transitabilidade. A equipe também colhe
amostras dos diversos tipos de terreno a praia; e
- realizar o reconhecimento de arrebentação (SUROB) e
confeccionar o relatório padronizado deste reconhecimento para
ser transmitido com o relatório padronizado de
reconhecimento/levantamento de praia.
III) Grupo de Nadadores
É constituído por um comandante e uma equipe de nadadores, que
devem cumprir as seguintes tarefas:
(a) Comandante
- inspecionar e realizar um "briefing", das tarefas e seqüência dos
eventos, com os nadadores;
- posicionar os nadadores para entrada na água cerca de vinte a
quarenta metros de distância do ponto de origem. Isto permitirá
que a corrente litorânea auxilie a entrada em posição de cada
nadador em sua respectiva raia de levantamento;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-98 - ORIGINAL
.
- supervisionar a correta cobertura e alinhamento das duplas de
nadadores nas respectivas raias de levantamento, que são
distanciadas de vinte metros entre si. A cada marca existente na
linha do carretel de levantamento são posicionados dois
nadadores. Normalmente o comandante posiciona-se ao fim da
linha do carretel de levantamento;
- liderara entrada na água, posicionando a equipe na correta
distância ou profundidade; e
- posicionar-se quando a profundidade atingir nove metros ou
mais, medido com o prumo de mão. Este procedimento garantirá
que a profundidade, após corrigida ao nível de redução, não
atinja valor inferior a sete metros, que é a profundidade limite a
constar de um croqui de praia.
(b) Equipe de nadadores
- observar os sinais de bandeira ou lanterna para realizar a
sondagem. Os sinais somente serão transmitidos quando as
duplas de nadadores estiverem cobertos e alinhados;
- manter a linha do carretel de levantamento esticada e
perpendicular à linha base;
- lançar os prumos de mão em diferentes posições,
periodicamente, para procurar obstáculos submersos;
- anotar na lousa a profundidade, tipo de fundo, obstáculos e
mergulhar para verificar o tipo de fundo; e
- entregar a lousa, com as anotações, ao anotador tão logo
retornem à praia, após a conclusão do levantamento.
c) Seqüências das ações
O comandante da EqRecon divide as equipes e seus respectivos
comandantes iniciam a preparação das equipes de acordo com suas
tarefas a executar. Basicamente a seqüência de eventos é a seguinte:
- o comandante da EqRecon designa o ponto de origem e identifica os
flancos da praia;
- o anotador prepara a folha de levantamento;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-99 - ORIGINAL
.
- o comandante do grupo de praia designa a linha base, verifica o
azimute magnético desta linha e aguarda o posicionamento das balizas
para iniciar seus sinais aos nadadores;
- a equipe de praia posiciona as balizas sobre um azimute magnético 90
graus defasado do azimute magnético fornecido pelo comandante do
grupo;
- a equipe de praia alimenta o grupo de nadadores com a linha do
carretel de levantamento;
- o grupo de nadadores posiciona-se, na água, às suas marcas e nada
até a posição determinada pelo comandante;
- as duplas aguardam o sinal para iniciarem a sondagem;
- as duplas anotam os dados obtidos em lousa; e
- o anotador, de posse de todas as lousas, entrará com os dados na
folha de levantamento, transformando as sondagens em profundidades
ao aplicar o fator de correção. O comandante da EqRecon certifica-se
da presença de todo pessoal e material, determinando a manutenção
preventiva do material.
Fig 4-53 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo
d) Variações da linha base de acordo com a forma da praia
A linha base necessita acompanhar o formato da praia para que o
levantamento seja preciso, cobrindo todo setor de aproximação do mar
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-100 - ORIGINAL
.
para praia. Caso não seja feito, haverá áreas não levantadas, que
podem ocultar possíveis perigos à navegação.
(a) Praia Convexa
Fig 4-54 - Variação da linha base - Praia convexa
(b) Praia Côncava
Fig 4-55 - Variação da linha base - Praia Côncava
(c) Praia Reta
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-101 - ORIGINAL
.
Fig 4-56 - Variação da linha base - Praia reta
4.17.10 - Levantamento de praia perpendicular
a) Particularidades
É uma técnica rápida de levantamento hidrográfico, comparando-se
com o mesmo número de duplas a realizarem o levantamento de praia
paralelo.
É possível a realização deste levantamento com uma dupla de
nadadores na água. Neste caso, o tempo de levantamento será bem
maior, assim como o desgaste individual dos nadadores.
A distância entre cada dupla de nadadores é de 20 metros.
O alinhamento dos nadadores, durante a realização das sondagens, é
dificultado com a existência de fortes correntadas. Tal fato prejudicará
a precisão do levantamento por ocasião da confecção do croqui de
praia.
b) Execução do levantamento de praia perpendicular
Da mesma forma que o levantamento paralelo, é necessário organizar
a EqRecon nos seguintes grupos:
- grupo de comando;
- grupo de praia; e
- grupo de nadadores.
As tarefas aos elementos subordinados, bem como a seqüência das
ações, são as mesmas realizadas para o levantamento de praia
paralelo.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-102 - ORIGINAL
.
Apenas a direção de deslocamento dos nadadores é alterada,
conforme mostra a figura a seguir:
Fig 4-57 - Levantamento de praia perpendicular
4.17.11 - Levantamento de praia por embarcação
a) Particularidades
É uma técnica de levantamento de praia conduzida em águas poluídas,
com ameaça de tubarões ou em águas muito geladas.
É semelhante ao levantamento de praia perpendicular quanto aos
procedimentos, porém é menos preciso, devido às dificuldades em
manter a embarcação em uma posição estável para realizar a
sondagem. Desta forma, este levantamento é adequado para condução
em águas bem calmas, sem ondas ou corrente.
É um processo lento.
b) Execução do levantamento de praia por embarcação
Para execução deste levantamento é necessário organizar a EqRecon
nos seguintes grupos:
I) Grupo de comando
Possui a mesma organização e as mesmas tarefas do levantamento
de praia perpendicular.
II) Grupo de praia
Possui a mesma organização e as mesmas tarefas do levantamento
de praia perpendicular. Este grupo deve permanecer com a
extremidade da linha do carretel de levantamento, enquanto o
carretel permanece na embarcação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-103 - ORIGINAL
.
III) Grupo de embarcação.
O grupo de embarcação, que realiza seus movimentos
perpendicularmente à praia, possui a seguinte guarnição:
- patrão -coordena as atividades na embarcação;
- 2 remadores - mantém a distância e azimute para linha base;
- responsável pelo carretel - recolhe a linha, mantendo-a esticada e
informando ao patrão as marcações; e
- anotador/sondador - realiza a sondagem e anota na lousa.
4.17.12 - Reconhecimento de praia noturno
a) Particularidades
É realizado durante situações de combate, para confirmar dados
coletados de outras fontes ou para obter dados de uma praia ainda não
levantada. É conduzido sob a escuridão ou sob condições de
visibilidade reduzida. Não é detalhado e preciso como o levantamento
de praia, porém proporciona mais segurança à equipe que o realiza e
reduz a possibilidade de denunciar a intenção de utilização da praia.
b) Organização e tarefas da EqRecon
É constituída por um grupo de embarcação e um grupo de nadadores.
I) Grupo de Embarcação
Tem como atribuições o transporte do grupo de nadadores para
praia a ser reconhecida e prover sua segurança. A embarcação deve
possuir motores com potência suficiente para realizar rápidos
deslocamentos, tanto para infiltração quanto para extração da praia.
Pode haver mais de uma embarcação, equipada com armamento
destinado à segurança dos nadadores.
A guarnição da embarcação é constituída pelo comandante do
grupo, um patrão, um grupo de segurança e um elemento
responsável pelo carretel de levantamento.
O comandante deste grupo possui as seguintes tarefas:
- atuar como anotador; e
- conferir o efetivo de nadadores quando retornam à embarcação.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-104 - ORIGINAL
.
O patrão da embarcação deve conduzi-la para o local designado
pelo comandante da EqRecon.
O grupo de segurança possui as seguintes tarefas:
- prover defesa imediata ao grupo de nadadores contra ataques
vindos da praia ou de barcos patrulha; e
- conduzir armamento automático, lança granadas e lança rojão.
O elemento responsável pelo carretel de levantamento deve
certificar-se que os nadadores estão posicionados corretamente
em suas marcas, por ocasião da saída e retorno à embarcação.
II) Grupo de Nadadores
É constituído pelo comandante do grupo, elementos de segurança e
os nadadores.
O comandante do grupo possui as seguintes tarefas:
- determinar o ponto inicial para o levantamento;
- posicionar-se como primeiro nadador do carretel de levantamento;
- determinar a linha base;
- medir a distância entre as colunas de sondagem; e
- sinalizar, através de lanterna, para os nadadores realizarem as
sondagens, mudarem de coluna de sondagem e outros sinais.
Os elementos de segurança possuem as seguintes tarefas:
- acompanhar o comandante e prover sua segurança posicionado na
linha d`água; e
- observar detalhes da praia batida e praia seca (saídas,
obstáculos, transitabilidade etc).
Os nadadores possuem as seguintes tarefas:
- determinar a profundidade, composição do fundo e localização
de obstáculos;
- agir de acordo com os sinais do comandante do grupo; e
- manter o carretel de levantamento esticado e perpendicular à linha
base.
c) Seqüência das ações
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-105 - ORIGINAL
.
As embarcações movem-se para praia até 500 metros de distância da
linha d`água. O comandante verificará com binóculos e EVN o ponto
inicial tentativa.
Ao certificar-se da correta posição, o comandante da EqRecon
determina ao responsável pelo carretel de levantamento que inicie sua
preparação.
Os nadadores entram na água liderados pelo comandante do grupo de
nadadores, que pode ser o comandante da EqRecon. Com o terminal
do carretel de levantamento, o comandante nada até o ponto inicial,
sendo seguido pelos outros nadadores que estarão posicionados em
suas respectivas marcas.
As embarcações de segurança devem manter vigilância sobre toda
área.
Pela proximidade da praia, o comandante e os elementos de
segurança observam possíveis atividades inimigas na praia.
Posicionam-se no ponto inicial e tiram o azimute da linha base, usando
a água do mar como coberta, sem avançar além da linha d`água. Um
elemento de segurança estimará a distância da linha base para a linha
de "debris" para cada coluna de sondagem e anotará a hora em que
foram realizadas as sondagens de cada coluna.
Os nadadores manterão a linha de distância o mais esticada possível,
mantendo esta sempre perpendicular à praia. Ao sinal de lanterna do
comandante todos realizam a sondagem com o prumo de mão e
mergulham para verificar o tipo de fundo.
Caso o comandante não consiga ver os nadadores, deverá alocar
tempo suficiente (35 a 45 segundos) para a sondagem antes do sinal
para mudança de posição.
O mesmo tempo os nadadores movem-se paralelamente à praia,
posicionando-se na nova coluna juntamente com a embarcação de
apoio.
Após a última coluna de sondagens, o comandante sinaliza para o
retorno à embarcação. O carretel de levantamento é recolhido e as
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-106 - ORIGINAL
.
outras embarcações de segurança aproximam-se para auxiliar o
recolhimento dos nadadores.
Após o retorno, o subcomandante da EqRecon confere a presença de
todos a bordo. Recebe as lousas e passa as informações para a folha
de levantamento.
A EqRecon realiza o retraimento para local designado em
planejamento, de onde o subcomandante fará as correções na
sondagem.
Fig 4-58 - Reconhecimento de praia noturno
4.17.13 - Reconhecimento de praia diurno
a) Particularidades
É realizado durante situações de combate, para confirmar dados
coletados de outras fontes ou para obter dados de uma praia ainda não
levantada. É conduzido durante o dia, logo após o ICMN.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-107 - ORIGINAL
.
Devido à exposição da EqRecon à observação inimiga, este
reconhecimento deve ser conduzido com rapidez. Desta forma, seus
dados podem apresentar uma imprecisão maior que o reconhecimento
de praia noturno.
b) Organização e tarefas da EqRecon
É constituída por um grupo de embarcação e um grupo de nadadores.
I) Grupo de embarcação
É constituído pelo comandante do grupo, anotador, lançador e
elementos de segurança.
O comandante do grupo, que pode ser o comandante da EqRecon,
coordena e supervisiona a execução das tarefas dos elementos
subordinados.
O anotador receberá as lousas dos nadadores após a sondagem
para, em momento oportuno, efetuar as correções nas sondagens,
de acordo com a tábua de maré. Após preencherá a folha de
levantamento.
O lançador é responsável por auxiliar a entrada e recolhimento dos
nadadores da água, por ocasião da infiltração e extração na praia a
ser reconhecida.
II) Grupo de nadadores
É constituído pela dupla de SUROB, dupla guia e turma de
nadadores.
A dupla de SUROB deve realizar o reconhecimento de arrebentação,
da linha d'água, e elaborar o relatório padronizado do citado
reconhecimento.
A dupla guia de nadadores serve como referência às outras duplas,
para estas manterem o alinhamento e cobertura, durante a
sondagem. Normalmente, é posicionada como dupla central de
nadadores.
A turma de nadadores é constituída pelas diversas duplas de
nadadores que realizarão as tarefas de sondagem de profundidade,
composição do fundo e verificação da existência ou não de
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-108 - ORIGINAL
.
obstáculos em suas respectivas raias da coluna de sondagem.
Enquanto um nadador realiza a sondagem, o outro anota na lousa
as observações decorrentes da sondagem.
Fig 4-59 - Reconhecimento de praia diurno
4.17.14 - Reconhecimento de praia submerso
a) Particularidades
É o mais sigiloso, seguro e preciso tipo de reconhecimento de praia.
Para sua execução é necessário o emprego de equipes de
mergulhadores.
O ensaio, apesar de ser importante para todos os tipos de
reconhecimento/levantamento de praia, é fundamental para o sucesso
deste tipo de reconhecimento.
b) Execução
Sua execução segue o mesmo procedimento observado no
reconhecimento de praia noturno, exceto:
- nenhum elemento da EqRecon deve atingir a praia. A equipe de
SUROB realiza a observação na zona de arrebentação;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-109 - ORIGINAL
.
- linha do carretel de levantamento é marcada com mosquetões a cada
20 metros. Deve ser fixada ao fundo de forma perpendicular a uma
imaginária linha base;
- as equipes de mergulhadores movem-se ao longo da linha do carretel
até chegarem às suas estações. Eles conduzem outro carretel de
levantamento, de pequeno porte, e fixam com outro mosquetão as
duas linhas. Utilizando a bússola de mergulho, nadam paralelamente
à linha base fazendo as sondagens de 20 em 20 metros.
4.18 - CROQUI DE RECONHECIMENTO/LEVANTAMENTO DE PRAIA
4.18.1 - Generalidades
Este croqui destina-se a representar graficamente as sondagens obtidas no
reconhecimento/levantamento de praia, para ser utilizado, pelo escalão
superior, como auxílio à navegação de navios e embarcações que
necessitem de aproximação de uma praia além da isóbata de 7 metros.
O croqui apresenta profundidades a partir da isóbata de 7 metros,
passando pela linha d`água, praia batida, praia seca e interior.
4.18.2 - Formatação do papel
Devem ser utilizados papel vegetal ou papel milimetrado para confecção do
croqui de praia. O papel milimetrado pode ser utilizado para confecção
inicial, enquanto o papel vegetal pode melhorar a apresentação do
desenho final. Devem ser observadas as seguintes características para
formatação do croqui de praia:
- não usar papel com dimensão maior que 90cm x 90cm;
- usar margem de, no mínimo, 2cm; e
- todos os dados devem ser plotados simetricamente na folha e sem
rasuras.
O espaço da folha deve ser preenchido com os seguintes dados:
- no mínimo 3 perfis da praia;
- um bloco para informações gerais;
- um bloco para legenda;
- um bloco contendo o trecho original da carta náutica, que contém a praia;
- uma indicação por seta do norte verdadeiro e magnético;
- uma barra de escala gráfica; e
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-110 - ORIGINAL
.
- o desenho contendo as sondagens corrigidas (profundidades).
A escala gráfica determina a escala do croqui e não dos perfis, podendo
estas serem diferentes .
O papel para confeccionar o croqui de praia pode apresentar o seguinte
"layout".
Inform.
Gerais
(10x12cm)
Legenda escala de
barras
Norte Verd.
Norte Mag.
carta
náutica
(12x12cm)
Profundidade
perfil
perfil
perfil
4.18.3 - Seqüência para organização dos desenhos no papel
Esta seqüência destina-se a organizar o "layout" do papel, para receber os
diversos dados a serem inseridos no croqui de praia.
Usar as informações da folha de levantamento para, simetricamente,
auxiliar a distribuição do "layout" da folha. Dessa forma poderá ser
determinada a quantidade de papel necessária e a escala mais adequada.
Desenhar a escala gráfica. Para o papel milimetrado, uma escala
recomendável é 1:2000, ou seja, 1cm no papel equivale a 2000cm na praia,
sendo 2000cm = 20m. Este é o incremento do carretel de levantamento, de
20 em 20 metros.
A figura 4-60 mostra um exemplo de escala gráfica.
Fig 4-60 - Exemplo de escala gráfica
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-111 - ORIGINAL
.
Confeccionar os blocos dos perfis, ainda sem os dados, conforme o modelo
abaixo desenhado. A-A' corresponde a uma coluna de sondagem aleatória.
Devem ser confeccionados, no mínimo, 3 perfis de praia.
Fig 4-61 - Modelo de bloco do papel
As escalas do bloco do perfil, normalmente, são diferentes da escala do
bloco de reconhecimento/levantamento propriamente dito. Na escala
vertical, na figura acima, cada centímetro é igual a 2 metros; na escala
horizontal, cada centímetro é igual a 40 metros.
Desenhar os limites do bloco destinado à colagem da seção da carta
náutica que contém o desenho da praia reconhecida/levantada (12cm por
12cm).
Desenhar os limites do bloco destinado às informações gerais (10cm por
12cm), que será preenchido, posteriormente.
Desenhar levemente a linha base.
Desenhar o norte verdadeiro e magnético, certificando-se que ele está de
acordo com a direção da linha base, já desenhada.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-112 - ORIGINAL
.
Fig 4-62 - Norte Verdadeiro e Magnético
4.18.4 - Plotagem da praia batida e águas rasas
Desenhar a linha de debris, conforme descrito abaixo:
- marcar na folha um ponto nos intervalos de 20 metros da linha base,
anotados na folha de levantamento como (-) ou (+), conforme o
posicionamento da linha de debris. O sinal de (+) significa que a linha de
debris está mais para o mar que a linha base. O sinal de (-) indica o
inverso.
- após a marcar esses pontos, esses devem ser unidos, formando então a
linha de debris.
- escrever "LINHA DE DEBRIS" às extremidades da linha.
Fig 4-63 - Linha de Debris
4.18.5 - Plotagem das profundidades a partir da linha base
As sondagens são intervaladas em 20 metros e representadas por
números, com exceção do (zero), que é representado somente por um
ponto.
As sondagens são arredondadas ao valor inteiro mais próximo. São
corrigidas para maré baixa, usando-se a Tábua de Marés e o horário de
sondagem de cada coluna. O fator de correção é a própria maré calculada.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-113 - ORIGINAL
.
Dessa forma o ComForDbq saberá a profundidade de determinado ponto
da praia de desembarque na baixamar.
Os números que representam as profundidades são inseridos sobre as
junções de quadrículas da folha.
4.18.6 - Plotagem do nível de redução
Conectar, através de uma linha cheia, os pontos de profundidade nula mais
próximos do mar em cada coluna de 20 metros.
Escrever "nível de redução" nas extremidades da linha.
Fig 4-64 - Nível de redução
4.18.7 - Prosseguimento da seqüência de confecção do croqui
Marcar o centro da praia e os seus flancos, com as siglas FlDir, para flanco
direito, FlEsq, para flanco esquerdo e CP para centro da praia.
Desenhar as isóbatas de 3, 5 e 7 metros, através da ligação, com linha
tracejada, dos pontos com profundidades de 3, 5 e 7 metros,
respectivamente.
Desenhar os obstáculos em escala, que porventura tenham sido plotados
nas sondagens, e composição do fundo nas águas rasas e praia batida.
Usar símbolos para representar os diversos tipos de fundo sondados.
4.18.8 - Plotagem dos perfis
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-114 - ORIGINAL
.
Desenhar os perfis de praia, mostrando as seções em corte da praia.
Através do perfil é possível observar o formato do fundo. No mínimo três
perfis devem ser desenhados. As dimensões dos 3 blocos de perfil devem
ser iguais.
Pelo menos 3 perfis a cada 1000 metros de praia devem ser desenhados;
para cada mudança brusca de profundidade, desenhar o perfil dessa
coluna de sondagem.
As escalas usadas para confecção do perfil são diferentes. A escala
horizontal, de 1:4.000, representa a coluna de sondagem, enquanto a
escala vertical, de 1:200, representa a profundidade.
As plotagens de profundidade nos perfis estendem-se da faixa de 7 metros
até a linha de debris. Sobre o bloco há duas letras indicando a coluna de
sondagem, a qual foi baseado o perfil. Por exemplo, o título A-A' indica que
o perfil desenhado refere-se a esta coluna de sondagem, que deve estar
indicada no bloco de desenho que contém as profundidades, com a
inscrição A-A'.
O perfil da praia batida mostrará o setor "linha de debris-nível de redução"
na máxima distância de 40 metros.
O perfil das águas rasas será desenhado do nível de redução até a isóbata
de 7 metros. A curva do perfil aparecerá ao ligarmos os pontos
(profundidades) plotados no gráfico.
Caso a distância entre o nível de redução e a linha de debris seja maior
que 40 metros, a curva do perfil tocará o eixo vertical.
O valor da altura da linha de debris é calculado com auxílio da Tábua de
Marés, considerando a altura da mais recente maré alta. Esse valor deverá
ser o mesmo para todos os perfis.
A figura 4-65 mostra o desenho de um perfil aleatório.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-115 - ORIGINAL
.
Fig 4-65 - Perfil aleatório
4.18.9 - Plotagem da Praia Seca e Interior
Desenhar as características observadas da praia seca, com base no croqui
militar confeccionado pelo grupo de praia de EqRecon.
Incluir todas as informações existentes tais como pontos notáveis,
obstáculos e outros. Designar os pontos de referência através de azimute e
distâncias. Após, a linha base pode ser apagada.
4.18.10 - Preenchimento do bloco destinado às informações gerais
Preencha este bloco com as seguintes informações:
- carta de referência;
- pontos de referência;
- tipo de reconhecimento/levantamento;
- data-hora do término do reconhecimento/levantamento;
- escrever a expressão Sondagens em metros da linha de debris; e
- designação da EqRecon.
4.18.11 - Bloco da carta náutica
Desenhar ou colar a seção da carta náutica, que contenha o trecho da
praia reconhecida/levantada.
4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-116 - ORIGINAL
.
4.19.1 - Generalidades
A finalidade desses relatórios é padronizar, no âmbito dos GptOpFuzNav, a
forma de disseminar, rapidamente, os dados obtidos em decorrência do
cumprimento de uma tarefa de reconhecimento.
Tendo em vista que em combate estes relatórios são expedidos sob a
forma de mensagens pelo canal radiotelefone, a principal vantagem da
padronização é reduzir o tempo de transmissão e, em conseqüência,
preservar o sigilo. Além disso, a padronização facilita o entendimento de
todos aqueles que tiverem acesso a esses relatórios.
Todos esses relatórios sintetizam os dados obtidos para que a
disseminação seja oportuna. Por essa razão, devem ser complementados
por relatórios formais, tão completos quanto possível, após o regresso do
elemento de reconhecimento responsável pela busca.
4.19.2 - Aspectos Básicos
Para que a finalidade desses relatórios seja efetivamente alcançada, é
importante que eles sejam redigidos com estrita observância à
padronização prescrita. Os dados nele inseridos, sempre que possível,
devem ser codificados.
Uma vez que eles são transmitidos por mensagem, sua composição básica
é a mesma deste documento, ou seja um cabeçalho e um texto. O
preenchimento do cabeçalho obedecerá as Normas de Comunicações
prescritas pela Força. O texto variará com a natureza do relatório, sendo
precedido por um código que o identifica.
Estes relatórios são transmitidos, normalmente, pela Rede de
Reconhecimento da ForDbq (Recon ForDbq), cuja emissão é em HF-SSB,
podendo, também ser estabelecida em VHF-FM.
4.19.3 - Relatório de Posição de uma Equipe de Reconhecimento
(RECONPOS)
Destina-se a informar ao escalão superior, a posição de uma EqRecon
durante o cumprimento de suas tarefas. É disseminado sempre que houver
necessidade de localizar cada EqRecon, a fim de permitir o
acompanhamento da situação e adoção de medidas de coordenação
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-117 - ORIGINAL
.
apropriadas. Sua composição abrange, seqüencialmente os seguintes
itens:
- código identificador - RECONPOS;
- posição; e
- data-hora.
Por exemplo: uma EqRecon, cujo indicativo é ER, encontra-se na posição
2300-0465 às 2300 horas do dia 17 de março e precisa enviar um relatório
de posição ao Oficial de Informações da ForDbq que atende pelo indicativo
FD. O comandante dessa EqRecon prepararia a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FD
INFO:
RECONPOS BIPT
ALFA - 2300-0465 PTVG ET
BRAVO - 172300P MAR ======================= BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
A posição poderá ser expressa empregando-se um código de posição,
prescrito no Plano/Ordem de Operação da Força ou em Procedimento
Operativo Padronizado (POP).
4.19.4 - Relatório de Contato Visual com o Inimigo (TALUDE)
Destina-se a informar ao escalão superior, os dados obtidos sobre o
inimigo por meio de observação visual. Ele deve ser enviado sempre que
um elemento de reconhecimento tiver estabelecido contato visual com o
inimigo.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- código identificador - TALUDE;
- tamanho e natureza;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-118 - ORIGINAL
.
- atividade;
- localização;
- uniforme;
- data-hora; e
- equipamento/armamento.
O Anexo L apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma Patrulha de Reconhecimento da CiaReconAnf avistou às
0730 horas do dia D, 5 militares embarcados em duas viaturas leves de
comunicações, na posição 0621-7550, deslocando-se para SW em alta
velocidade. Estes militares trajavam uniforme de campanha com capacete.
Alguns deles portavam submetralhadoras HK-MP5-SD6. No interior de uma
das viaturas havia uma bobina de fio telefônico de campanha. O indicativo
dessa patrulha é PR, o da ForDbq é FD e do GDB na Zona de Ação do
qual foi observado o inimigo é HU. O comandante dessa patrulha
prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: PR
AO: FD
INFO: HU
TALUDE
ALFA - 5 TRP VG 2 VTL COM PTVG
BRAVO - SW PTVG
CHARLIE - 0612-7550 PTVG
DELTA - CAMP PTVG
ECHO - D-0730 PTVG ET
FOXTROT - SMTR VG BOB ================================= BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.5 - Relatório Padronizado de Contato Físico com Inimigo (RECONTAB)
Destina-se a informar ao escalão superior, a ocorrência de contato físico
entre a EqRecon e uma tropa inimiga. Ele deve ser enviado sempre que
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-119 - ORIGINAL
.
um elemento de reconhecimento tiver estabelecido contato físico com o
inimigo.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- local onde ocorreu o contato;
- data-hora do contato;
- efetivo e natureza do inimigo;
- tipo de contato;
- baixas;
- perda de material
- condições para prosseguir no cumprimento da tarefa;
- necessidade de reabastecimento;
- data-hora desejada para o reabastecimento; e
- situação do inimigo no momento da expedição do relatório.
O Anexo M apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma Patrulha de Reconhecimento da CiaReconTer foi
emboscada por 10 militares inimigos nas coordenadas 0475-2300,
provavelmente tropa convencional, em 15 de agosto às 0700 horas.
Ocorreram duas baixas amigas e uma inimiga, sendo extraviados um
equipamento rádio PRC 730 e um equipamento de visão noturna, por
ocasião do rompimento do contato. Há condições para a patrulha
prosseguir no cumprimento de suas tarefas, havendo necessidade de
ressuprimento de um PRC 730 com duas baterias e 200 cartuchos 5,56
mm comum. O ponto desejado para o reabastecimento possue
coordenadas 0340-2100, estando a patrulha em condições de ser
ressuprida em 16 de agosto às 1800 horas. Logo após o contato, o inimigo
retirou-se do local em direção N com destino ignorado. O indicativo dessa
patrulha é PR, o da ForDbq é FD e o da GDB na Zona de Ação da
emboscada é HU.
O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: PR
AO: FD
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-120 - ORIGINAL
.
INFO: HU
RECONTAB BIPT
ALFA - 0475-2300 PTVG
BRAVO - 150700P AGO PTVG
CHARLIE - 10 INF PTVG
DELTA - EMB PTVG
ECHO - 2A - II PTVG
FOXTROT - COM-EVN PTVG
GOLF - S PTVG
HOTEL - 200 C556 - 1 VHF - 2 BVH PTVG
INDIA - 0340-2100 PTVG
JULIET - 161800P AGO PTVG ET
KILO - DIG ===========================================BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.6 - Relatório de Reconhecimento de Ponte (RECON PONTE)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos no
reconhecimento de determinada ponte. Ele deve ser enviado sempre que
um elemento de reconhecimento deparar- se com uma ponte, tendo
recebido a tarefa de reconhecimento de determinada área, ou da
respectiva ponte.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- localização da ponte;
- data-hora do término do reconhecimento;
- tipo de material dos pilares;
- tipo de material das vigas;
- tipo de material e espessura do tabuleiro;
- tipo de ponte;
- comprimento total da ponte;
- largura total da ponte;
- largura da pista de rolamento;
- número e comprimento dos vãos;
- altura acima d'água;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-121 - ORIGINAL
.
- número de vigas; e
- capacidade aproximada.
O Anexo N apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma patrulha de Reconhecimento da CiaReconTer avistou
uma ponte durante a realização de um reconhecimento de área, nas
coordenadas 0450-2420. A ponte possui pilares e 4 vigas de madeira, com
tabuleiro de concreto. Possue 10 metros de comprimento por 6 metros de
largura. A pista de rolamento tem 4,5 metros de largura. Possui 2 vãos com
3 metros de comprimento cada, e está situada a 3 metros acima d'água.
Durante o reconhecimento, a patrulha observou o deslocamento de uma
viatura 2 1/2 Ton sobre a ponte. O indicativo dessa patrulha é PR e o da
ForDbq FD. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte
mensagem.
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: PR
AO: FD
INFO:
TEXTO
RECON PONTE BIPT
ALFA - 0450-2420 PTVG
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-122 - ORIGINAL
.
BRAVO - 020600P MAR PTVG
CHARLIE - MAD PTVG
DELTA - MAD PTVG
ECHO - CNC 40 PTVG ET
FOXTROT - 6 PTVG
GOLF - 10 PTVG
HOTEL - 6 PTVG
INDIA - 4,5 PTVG
JULIET - 2 - 3 PTVG
KILO - 3 PTVG
LIMA - 4 L PTVG ET
MIKE - VTP =========================================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.7 - Relatório de Reconhecimento de Estrada (RECON ESTRADA)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre as
condições de trânsito, restrições à passagem de viaturas e outras
informações pertinentes de toda a estrada ou de um determinado trecho a
ser utilizado. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon receber a
tarefa de reconhecer determinado trecho de uma estrada.
É composto, seqüencialmente pelos seguintes itens:
- localização do início do trecho reconhecido;
- localização do término do trecho reconhecido;
- data-hora do término do reconhecimento;
- condições de trânsito;
- tipo de terreno predominante;
- largura da pista;
- tipo de revestimento;
- restrições ao trânsito; e
- condições de utilização em situações especiais.
O Anexo O apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, cujo indicativo é ER, recebeu
a tarefa de reconhecer uma estrada no trecho limitado pelas
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-123 - ORIGINAL
.
coordenadas 0350-4800 e 0380-4950. A estrada, neste trecho, possui as
seguintes características:
- permite o trânsito de viaturas com dificuldades, após período de chuvas
prolongadas;
- o terreno é plano;
- a pista de rolamento possui 12 metros de largura;
- o revestimento da pista é de "terra batida";
- não há neve sobre o solo, nem inundações;
- há 3 restrições ao movimento de viaturas: um grande buraco, uma curva
fechada e uma rampa com declividade acentuada. O buraco está
localizado em 0370-4820, possui 2 metros de diâmetro, permitindo fácil
desvio. A curva localiza-se em 0390-4910, possui raio de 40 metros e não
permite desbordamentos. A rampa situa-se em 0390-4950, possui
declividade de 20% e, também, não permite desbordamentos. O indicativo
da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às 1900 horas de
27 de setembro. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a
seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON ESTRADA BIPT
ALFA - 0350-4800 PTVG
BRAVO - 0380-4950 PTVG
CHARLIE - 271900P SET PTVG
DELTA - Y PTVG
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-124 - ORIGINAL
.
ECHO - A PTVG
FOXTROT - 12 PTVG
GOLF - N PTVG
HOTEL - 1 - C-03704820-P VG
2 - E-03904910-I40-R VG
3 - F-03904950-J20-R PTVG ET
INDIA - NC ======================================== BT
NR
ORDEM
HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.8 - Relatório de Reconhecimento de Local para Travessia de Curso
D`água (RECON VAU)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a
localização e características de uma passagem através de um curso
d'água determinado. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon
receber a tarefa de reconhecer uma passagem em determinado curso
d'água.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- localização da passagem;
- tipo de trânsito;
- largura da passagem;
- profundidade;
- velocidade da correnteza;
- composição do fundo;
- declividade da margem direita da passagem;
- declividade da margem esquerda da passagem;
- composição do acesso à margem direita da passagem; e
- composição do acesso à margem esquerda da passagem.
O Anexo P apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER,
recebeu a tarefa de reconhecer uma passagem sobre um curso d`água na
quadrícula 03-26, no dia 17 de setembro. A passagem, que permite
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-125 - ORIGINAL
.
somente a transposição por tropa a pé, está localizada em 0350-2670 e
possui as seguintes características:
- 1 metro de profundidade;
- 15 metros de largura;
- velocidade da correnteza é de 2 nós;
- o fundo é de areia;
- a declividade da margem direita é de 15%;
- a declividade da margem esquerda é de 20%;
- o acesso à margem direita é de argila; e
- o acesso à margem esquerda é de terra batida.
O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às
18:00 horas do dia 17 de setembro. O comandante desta equipe
prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON VAU BIPT
ALFA - 171800P SET PTVG
BRAVO - 0350-2670 PTVG
CHARLIE - TRP PTVG
DELTA - 15 PTVG
ECHO - 1 PTVG
FOXTROT - 2 PTVG
GOLF - A PTVG
HOTEL - 15 PTVG
INDIA - 20 PTVG
JULIET - B PTVG ET
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-126 - ORIGINAL
.
KILO - T ========================================= BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.9 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Desembarque
(RECON ZDbq)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a
localização e características de uma ZDbq. Ele deve ser enviado sempre
que uma EqRecon receber a tarefa de reconhecer uma ZDbq.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- localização do centro da ZDbq;
- direção do eixo maior da ZDbq;
- número de PDbq;
- tipo de desembarque mais seguro para tropa e aeronave;
- cobertura predominante do solo;
- vento predominante da ZDbq;
- altura e distância, do obstáculo mais próximo ao centro da ZDbq, no eixo
de aproximação da aeronave;
- cobertura de nuvens; e
- restrição ao movimento de tropas.
O Anexo Q apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu
a tarefa de reconhecer uma ZDbq na quadrícula 05-23. A área selecionada
pela equipe possui as seguintes características:
- o centro da ZDbq está localizado em 0570-2340;
- seu eixo maior é 250 graus magnéticos;
- suas dimensões permitem o pouso para dois helicópteros tipo UH-14;
- o solo possui cobertura predominante de grama;
- o vento sopra em 120 graus magnéticos com 8 nós;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-127 - ORIGINAL
.
- há uma rede de alta tensão de 30 metros de altura, no eixo de
aproximação da aeronave, a 200 metros de distância; e
- imediatamente após os limites da ZDbq, o terreno apresenta-se bastante
alagado e com vegetação densa.
O reconhecimento encerrou-se em 15 de abril às 0700 hs, quando o tempo
apresentava-se estável, sem nuvens. O comandante dessa equipe
prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON ZDbq BIPT
ALFA - 150700O ABR PTVG
BRAVO - 0570-2340 PTVG
CHARLIE - 250 PTVG
DELTA - 2 SH PTVG
ECHO - 1 PTVG ET
FOXTROT - B PTVG
GOLF - 120-8 PTVG
HOTEL - 30-200 PTVG
INDIA - 1 PTVG ET
JULIET - 1 =========================================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-128 - ORIGINAL
.
TR POR RECEBEDOR
4.19.10 - Relatório de Reconhecimento de Túnel (RECON TÚNEL)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre as
características de um túnel. Ele deve ser enviado após o cumprimento da
tarefa específica de reconhecer um túnel ou quando encontrar-se um
túnel, tendo recebido a tarefa de reconhecimento de área ou
reconhecimento de estrada.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- localização do túnel;
- largura da pista;
- número de vias;
- dimensão livre vertical;
- dimensão livre horizontal;
- tipo do túnel;
- material do revestimento interno;
- condições de uso do túnel; e
- existência de itinerário alternativo.
O Anexo R apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, cujo indicativo é ER,
recebeu a tarefa de reconhecer um túnel, localizado na quadrícula 03-25,
cujas características são as seguintes:
- a pista possui 20 metros de largura;
- o túnel localiza-se em 0350-2560;
- o túnel possui duas vias para o trânsito das viaturas;
- a altura máxima para o trânsito de uma viatura (dimensão livre vertical) é
de 6 metros;
- a largura máxima para o trânsito de uma viatura (dimensão livre
horizontal) é de 14 metros;
- o túnel é rodoviário;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-129 - ORIGINAL
.
- o revestimento interno é de rocha natural;
- foram observadas minas e armadilhas AP e AC no interior; e
- não há itinerário alternativo para viaturas.
O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às
1500 horas de 13 de abril.
O comandante da EqRecon prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON TÚNEL BIPT
ALFA - 131500O ABR PTVG
BRAVO - 0350-2560 PTVG
CHARLIE - 20 PTVG
DELTA - 2 PTVG
ECHO - 6 PTVG ET
FOXTROT - 14 PTVG
GOLF - 1 PTVG
HOTEL - P PTVG
INDIA - B PTVG ET
JULIET - N =========================================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-130 - ORIGINAL
.
4.19.11 - Relatório de Reconhecimento de Obstáculo (RECON OBT)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre
obstáculos observados pela EqRecon, durante a execução de suas
tarefas. Ele deve ser enviado sempre que um elemento de
reconhecimento observar um obstáculo durante o deslocamento de sua
equipe e os observados por ocasião da realização de outro
reconhecimento.
Desta forma, são enviados ao escalão superior, dois ou mais relatórios de
reconhecimento distintos.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- localização do obstáculo;
- data-hora do término do reconhecimento;
- natureza do obstáculo; e
- dimensões.
O Anexo S apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, durante a realização de um
reconhecimento de ZDbq, avistou um campo minado nas coordenadas
4620-2165. Este campo possuía 50 metros de frente e 200 metros de
profundidade, sendo armado por minas antipessoal. O Reconhecimento
encerrou-se em 28 de setembro às 1340 horas. O indicativo da EqRecon
é ER e da Força Avançada FA. O comandante desta equipe prepararia,
então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON OBT BIPT
ALFA - 4620-2165 PTVG
BRAVO - 281340O SET PTVG
CHARLIE - MAP PTVG ET
DELTA - 50F - 200P ==================================== BT
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-131 - ORIGINAL
.
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.12 - Relatório de Reconhecimento de Arrebentação (SUROB)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a
arrebentação das ondas na areia, em uma praia de desembarque. Ele
deve ser enviado sempre que uma EqRecon tenha recebido esta tarefa,
ou a tarefa de reconhecimento de praia. Neste caso devem ser, portanto,
enviados dois relatórios de reconhecimento: o de praia e o de
arrebentação.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- média de altura das ondas;
- altura da maior onda;
- período de ondas;
- número de ondas por tipo;
- ângulo entre a arrebentação e a costa;
- velocidade e direção da corrente litorânea;
- númerode linhas de arrebentação e comprimento da zona de
arrebentação; e
- direção e intensidade do vento.
O Anexo T apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf recebeu a tarefa de realizar
um reconhecimento de arrebentação na praia VERMELHO-1, em 18 de
setembro, no período de 0430 às 0630 horas. Na primeira seção de
observação, durante 10 minutos, foram observadas 10 ondas do tipo
derramante, 13 do tipo mergulhante e 12 do tipo deslizante. A média de
altura das ondas, foi considerada a de média 1/3 das maiores ondas. A
maior onda media 1,5 metros. O tempo médio entre a arrebentação de
cada onda era de 10 segundos, arrebentando na areia em 10 graus para
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-132 - ORIGINAL
.
esquerda, vista do mar para praia. A corrente litorânea era de 1,5 nós,
para esquerda, visto do mar para praia. O vento predominante, durante a
primeira observação, originava-se aos 120 graus magnéticos com 4 nós
de velocidade. Foram observadas 3 linhas de arrebentação, uma na praia
e as outras no mar, somando cerca de 100 metros de zona de
arrebentação. O indicativo da equipe era ER e o da Força Avançada, FA.
O comandante desta equipe prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
SUROB BIPT
ALFA - 1804450 SET PTVG
BRAVO - 1,2 PTVG
CHARLIE - 1,5 PTVG
DELTA - 10 PTVG
ECHO - 10A - 13B - 12C PTVG
FOXTROT - 10E PTVG
GOLF - 1,5 E PTVG
HOTEL - 3 - 100 PTVG ET
INDIA - 120 - 4 ==================================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.13 - Relatório de Reconhecimento de Praia (RECON PRAIA)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a
descrição e mapeamento executado por meio de levantamento de praia,
que compreende a região entre a isóbata de 7 metros e a linha de maré
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-133 - ORIGINAL
.
alta. Ele deve ser enviado sempre que uma equipe de reconhecimento
receba a tarefa de reconhecer uma determinada praia.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- nome da praia e localização;
- carta de referência;
- coordenadas da praia;
- equipe que conduziu o reconhecimento;
- data-hora do início e término do reconhecimento;
- número da linha de sondagem e marcação a partir do mar;
- transitabilidade;
- gradiente da praia batida;
- corrente litorânea;
- descrição e localização de obstáculos na água;
- descrição e localização de bóias;
- descrição e localização de obstáculos em terra; e
- croqui da praia como se segue.
O Anexo U apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER,
recebeu a tarefa de reconhecer a praia VERDE-2, localizada na
quadrícula 03-40. A equipe utilizou, como referência a carta DHN 1402. O
flanco direito da praia localizava-se em 0320-4035 e o flanco esquerdo
em 0360-4065. O início do reconhecimento foi às 0550 horas e encerrou-
se às 0630 horas de 14 de setembro. A praia possuia as seguintes
características:
- a primeira linha de sondagem tem, como marcação magnética do mar
para praia, 230 graus magnéticos;
- o trânsito só é possível para viaturas sobre lagarta;
- a praia batida possui declividade de 10%;
- a corrente litorânea flui para 240 graus magnéticos na velocidade de 2
nós;
- foi identificado, durante as sondagens, um banco de areia sob as linha
de sondagem 01 e 02, a 100 metros da linha base;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-134 - ORIGINAL
.
- foi observada uma bóia luminosa na linha de sondagem 05, a 120
metros da linha base; e
- foram observadas concertinas na praia, nas coordenadas 0340-4047.
Foram empregadas 15 linhas de sondagem para cobrir toda extensão da
praia, de um flanco a outro. O indicativo da Força Avançada é FA. O
comandante da equipe prepararia, então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON OBT BIPT
ALFA - VERDE-2 - 03-40 PTVG
BRAVO - DHN 1402 PTVG
CHARLIE - FD - 0320-4035 VG FE - 0360-4065 PTVG
DELTA - ER - PTVG
ECHOL - 140550 VG 140630O SET PTVG
FOXTROT - 01 - 230 PTVG
GOLF - 3 PTVG
HOTEL - 10 PTVG
INDIA - 240 - 2 PTVG
JULIET - BA - LN 01 - I VG BA - LN 02 - I PTVG
KILO - LN 05 - 120 PTVG
LIMA - CON0340-4047 PTVG
MIKE -
VERDE 2 - FlDir
LN A B C D E F G H I J K L M N O P
01 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 0,3 2,7 3,7 3,9 4,1 4,5 4 5,4
02 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 0,4 2,7 3,8 3,8 4,2 4,4 5 5,5
03 R / / X 0,5 0,3 1,2 2,3 3,4 2,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5
04 R / / X 0,5 0,2 1,1 2,5 3,4 3,5 3,7 3,8 4,1 4,5 4 5,5
05 R / / X 0,5 0,4 1,2 2,3 3,3 3,7 3,8 3,9 4,3 4,4 5 5,3
06 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5
07 R A A X 0,5 0,2 1,4 2,3 3,4 3,5 3,8 3,8 4,2 4,4 5 5,5
08 R / / X 0,5 0,1 1,2 2,2 3,2 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5
09 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,7 4,1 4,5 5 5,6
10 R / / X 0,5 0,3 1,2 2,3 3,4 3,5 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5
11 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,2 3,2 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 4 5,5
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-135 - ORIGINAL
.
12 R / / X 0,5 0,2 1,3 2,3 3,4 3,7 3,7 3,7 4,2 4,5 5 5,5
13 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,1 4,4 5 5,5
14 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,1 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5
15 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,6
VERDE 2 - FlEsq======================================= BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.14 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Lançamento (RECON ZL)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos no
reconhecimento de uma ZL. Ele deve ser enviado sempre que uma
equipe de reconhecimento receber a tarefa de localizar uma ZL em
determinada região ou confirmar dados antigos ou desatualizados de
determinada ZL.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- coordenadas do centro da ZL;
- tipo de revestimento do solo;
- comprimento da ZL;
- largura da ZL;
- número de homens por porta;
- altitude da ZL;
- melhor eixo de entrada da aeronave;
- corrida para ZL; e
- coordenadas dos centros das ZReu após a aterragem.
O Anexo V apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER,
recebeu a tarefa de reconhecer uma área selecionada pelo escalão
superior como ZL, na quadrícula 05- 29. Esta área possui as seguintes
características:
- o revestimento do solo é de grama;
- a área possui 600 metros de comprimento e 200 metros de largura;
- é adequado, devido ao cálculo efetuado, o lançamento de 8 homens por
porta;
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-136 - ORIGINAL
.
- a área possui 100 pés de altitude;
- o melhor eixo de entrada da aeronave é 260 graus magnéticos;
- na final para o lançamento, os pilotos da aeronave observarão, aos 27
segundos fora do limite anterior da ZL, um largo rio. Aos 16 segundos
fora, observarão uma estrada de ferro;
- foi reconhecida uma ZReu cujo centro está localizado em 0590-2930; e
- o centro da ZL está localizado em 0520-2980.
O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento encerrou-se às
06:30 horas de 10 de julho. O comandante desta equipe prepararia,
então, a seguinte mensagem:
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON ZL BIPT
ALFA - 1006300 JUL PTVG
BRAVO - 0520 - 2980 PTVG
CHARLIE - B PTVG
DELTA - 600 PTVG
ECHO - 200 PTVG
FOXTROT - 8 PTVG
GOLF - 100 PTVG
HOTEL - 260 PTVG
INDIA - RIO - 27 VG EFERRO - 16 PTVG ET
JULIET - 0590 - 2930 =========================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.15 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Aterragem (RECON Z Ater)
Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre o
reconhecimento de uma área selecionada pelo mesmo, para a aterragem
de uma aeronave de asa fixa. Ele deve ser enviado sempre que uma
equipe receber a tarefa de reconhecer determinada área para Z Ater ou
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-137 - ORIGINAL
.
para confirmar dados incompletos ou desatualizados de uma Z Ater
conhecida.
É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens:
- data-hora do término do reconhecimento;
- coordenadas do centro da Z Ater;
- tipo de revestimento do solo;
- comprimento da pista;
- largura da pista;
- altitude da Z Ater;
- eixo de pouso e decolagem;
- rota de aproximação final; e
- obstáculos num raio de 8 km.
O Anexo X apresenta um modelo desse relatório.
Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER,
recebeu a tarefa de reconhecer uma área selecionada para Z Ater na
quadrícula 07-28. Esta área possui as seguintes características:
- o revestimento do solo é de terra batida;
- a pista possui 800 metros de comprimento e 300 metros de largura;
- a área está a 500 pés de altitude;
- o eixo de pouso e decolagem é 190 graus magnéticos;
- o centro da Z Ater está localizado em 0745 - 2833; e
- aos 33 segundos fora da Z Ater, a aeronave sobrevoará um casario
isolado no campo e aos 15 segundos fora do limite anterior da Z Ater, os
pilotos observarão uma ponte.
Há grandes elevações situadas ao norte da pista de pouso. O
reconhecimento encerrou-se às 0540 horas de 28 de dezembro. O
indicativo da Força Avançada é FA. O comandante dessa equipe
prepararia, então, a seguinte mensagem:
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 4-138 - ORIGINAL
.
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: ER
AO: FA
INFO:
TEXTO
RECON Z Ater BIPT
ALFA - 2805400 DEZ PTVG
BRAVO - 0745 - 2833 PTVG
CHARLIE - TB PTVG
DELTA - 800 PTVG
ECHO - 300 PTVG
FOXTROT - 500 PTVG
GOLF - 190 PTVG
HOTEL - CASA - 33 VG PONTE - 15 PTVG ET
INDIA - ELV 1 =============================== BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
4.19.16 - Os diversos modelos de mensagens padronizadas descritos neste
capítulo, estão nos Anexos "L" a "X" onde constam as instruções para a
sua confecção.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 5-1 - ORIGINAL
CAPÍTULO 5
DISSEMINAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS
5.1 - GENERALIDADES
Os elementos de Recon necessitam transmitir, ao comando a que estiverem
subordinados, os dados obtidos. Esta transmissão deve ser feita com rapidez e
precisão, de forma a tornar oportuno o manuseio e a análise dos dados, em
relação às ações decorrentes. Por esta razão, o meio de comunicação
geralmente utilizado é o elétrico, particularmente, os canais radiotelefone (RL)
e radiodados (RD), empregando-se, tanto quanto possível, mensagens
padronizadas que abreviam o tempo de transmissão.
A diretiva da operação estabelecerá as instruções quanto aos horários,
métodos e meios para a disseminação dos dados obtidos. As patrulhas de
Recon podem, sem comprometer a segurança, transmitir seus relatórios de
suas próprias áreas de operações. O relatório por mensagem deverá conter a
tarefa específica, um sumário dos dados obtidos como resultado do
cumprimento desta tarefa e qualquer outro dado a respeito do inimigo. O envio
do relatório pertinente a cada tarefa é obrigatório, mesmo que nenhum dado
tenha sido obtido no prazo determinado. Os itens que não puderem ser
transmitidos pelo meio elétrico, tais como amostras de solo, filmes e calcos,
deverão ser acompanhados de um relatório transportado por mensageiro.
5.2 - REDES RÁDIO DE RECONHECIMENTO DA FORÇA DE DESEMBARQUE
São estabelecidas para o escoamento das mensagens provenientes de seus
elementos de reconhecimento e para a coordenação de suas atividades. A
emissão é, normalmente, em HF- SSB, podendo também ser estabelecida uma
rede em VHF-FM. A publicação CGCFN-61 - MANUAL DE COMUNICAÇÕES
DA FORÇA DE DESEMBARQUE, contém a descrição detalhada das citadas
redes, bem como das demais redes utilizadas em uma OpAnf.
Os códigos e cifras, bem como a formatação das mensagens padronizadas,
utilizados na exploração das redes INFO FORDBQ, INFO CCT e RECON CCT,
deverão ser específicos para essas redes e constarão de um apêndice -
Exploração da Rede de Reconhecimento - ao anexo de Comunicações da
Diretiva.
5.3 - SELEÇÃO E PREPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 5-2 - ORIGINAL
5.3.1 - Seleção
Para um perfeito emprego das comunicações no cumprimento de tarefas de
Recon, os seguintes fatores devem ser levados em consideração pelo
comandante da EqRecon, por ocasião da seleção dos equipamentos de
comunicações:
- necessidade de segurança;
- necessidade de meios alternativos;
- condições do terreno onde serão empregados os equipamentos;
- distâncias de comunicações envolvidas;
- condições e meios para a preparação dos equipamentos;
- duração das operações, em que serão cumpridas tarefas de Recon;
- a missão e o método de infiltração e extração;
- peso e volume dos equipamentos que podem ser carregado;
- disponibilidade dos equipamentos; e
- compatibilidade dos equipamentos.
5.3.2 - Preparação
A eficiência dos equipamentos de comunicações empregados pelas
EqRecon no campo está intimamente relacionada ao cuidado observado no
seu preparo.
a) Impermeabilização
Envolve mais do que a simples proteção dos equipamentos contra
umidade ou imersão momentânea. Cada componente ou acessório dos
conjuntos rádio deve ser preparado para suportar uma imersão
prolongada e, às vezes, sob pressão.
b) Empacotamento
Visa a preparação dos equipamentos de comunicações para suportar
choques mecânicos. É especialmente utilizado quando da entrega aérea,
e salto de pára-quedas. Quando se utilizam pacotes, os componentes
mais sensíveis devem ser transportados pelos homens e os demais
componentes lançados nos pacotes.
5.4 - TÉCNICAS PARA EMPREGO DAS COMUNICAÇÕES EM TAREFAS DE
RECONHECIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - 5-3 - ORIGINAL
As técnicas para emprego das comunicações em atividades de reconhecimento
estão previstas nas seguintes publicações: ComOpNav-550 -
PROCEDIMENTOS DE COMUNICAÇÕES; CGCFN-61 - MANUAL DE
COMUNICAÇÕES DA FORÇA DE DESEMBARQUE; e ComOpNav-274 -
MANUAL DE EMPREGO DOS ELEMENTOS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
DA FORÇA DE FUZILEIROS DA ESQUADRA.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - A-1 - ORIGINAL
ANEXO A
LISTA DE ANEXOS
ANEXO A - LISTA DE ANEXOS
ANEXO B - QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA
INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO
ANEXO C - MODELO DE FOLHA DE ANOTAÇÕES DE POSTO DE VIGILÂNCIA
ANEXO D - MODELO DE REGISTRO DE FOTOS
ANEXO E - MODELO DE FOLHA DE DADOS DA FOTO
ANEXO F - MODELO DE PAPEL PARA CROQUI PANORÂMICO
ANEXO G - MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO
FINAL COM OS PILOTOS
ANEXO H - MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO
FINAL COM A TROPA HELITRANSPORTADA
ANEXO I - MODELO DE FORMULÁRIO SUROB
ANEXO J - MODELO DE FOLHA DE LEVANTAMENTO
ANEXO L - MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO VISUAL COM O INIMIGO
ANEXO M - MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO FÍSICO COM O INIMIGO
ANEXO N - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PONTE
ANEXO O - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ESTRADA
ANEXO P - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE LOCAL
PARA TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA
ANEXO Q - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA
DE DESEMBARQUE
ANEXO R - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE TÚNEL
ANEXO S - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE OBSTÁCULO
ANEXO T - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE
ARREBENTAÇÃO
ANEXO U - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PRAIA
ANEXO V - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA
DE LANÇAMENTO
ANEXO X - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA
DE ATERRAGEM
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - A-2 - ORIGINAL
ANEXO Z - LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - B-1 - ORIGINAL
ANEXO B
QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA INFILTRAÇÃO E
EXTRAÇÃO
VANTAGENS DESVANTAGENS
EMBARCAÇÃ
O
- Grande possibilidade
de obtenção de sigilo
- Pouca capacidade de
transporte de material
- Necessidade de ades-
tramento especializado
- Dependência das con-
dições de mar
A
Q
U
Á
SUPERFÍCIE
NATAÇÃO
- Grande possibilidade
de obtenção de sigilo
- Alcance limitado
- Necessidade de ades-
tramento especializado
- Pouca capacidade de
transporte de material
- Desgaste de tropa
- Dependência das con-
dições de mar
T
I
C
A
SUBAQUÁTICA
SUBMARINO
- Grande possibilidade
de obtenção de sigilo
- Grande raio de ação
- Necessidade de com-
plementação da infil-
tração ou extração
com outro meio
- Pouca velocidade
- Exigüidade de espaço
a bordo para a tropa
MERGULHO
- Grande possibilidade
de obtenção de sigilo
- Alcance limitado
- Necessidade de ades-
tramento especializado
- Pouca capacidade de
transporte de material
- Dependência das con-
dições de mar
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - B-2 - ORIGINAL
VANTAGENS DESVANTAGENS
ASA FIXA POUSO
- Velocidade
- Raio de ação
- Adestramento da tro-
pa
- Simplificado
- Dependência das
condições meteoro-
lógicas
- Pouca possibilidade
de obtenção de sigilo
A HELICÓPTERO
POUSO
- Velocidade
- Capacidade de trans-
porte de material
- Capacidade de pro-
ver apoio de fogo
- Dependência das
condições meteoro-
lógicas
- Pouca possibilidade
de obtenção de sigilo
É
R
E
SALTO N’ÁGUA
"FAST ROPE"
PENCA
"RAPPEL"
- Velocidade
- Capacidade de trans-
porte de material
- Capacidade de pro-
ver apoio de fogo
- Menor exposição do
helicóptero
- Dependência das
condições meteoro-
lógicas
- Pouca possibilidade
de obtenção de sigilo
- Necessidade de ades-
tramento especializado
A
PÁRA-QUEDAS
SALTO
SEMI-
AUTOMÁTICO
- Raio de ação
- Velocidade
- Pouca capacidade de
transporte de material
- Dependência das
condições de mar
SALTO LIVRE
OPERACIONAL
(SLOP)
- Grande possibilidade
de obtenção
- Além das desvanta-
gens do salto semi-
automático necessita
de um maior adestra-
mento que o mesmo
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - C-1 - ORIGINAL
ANEXO C
MODELO DE FOLHA DE ANOTAÇÕES DE POSTO DE VIGILÂNCIA
___________________________________________________________________
ANOTAÇÕES DO POSTO DE VIGILÂNCIA
COORDENADAS DO PV: _________________ DATA: _____________
LIMITES DO PV (AZIMUTES): DE ___________ PARA: _____________
N° HORA ATIVIDADE AZ/DIST OBSERVADOR TRANSMITIDO
PARA
OBS
___________________________________________________________________
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - C-2 - ORIGINAL
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
Os itens constantes deste modelo correspondem a cada Relatório Padronizado de
Contato Visual com Inimigo transmitido ao escalão superior ou através de
retransmissão para outras equipes.
Suas informações serão importantes para a confecção do relatório do comandante
da equipe, ao término da operação.
No campo Coordenadas do PV, devem constar as coordenadas retangulares
decamétricas do PV ocupado pela EqRecon.
No campo Data deve constar o dia/mês/ano em que a EqRecon realizou as
observações constantes da folha.
No campo Limites do PV (AZIMUTES), devem constar os azimutes magnéticos que
limitam a observação do PV. Tais azimutes devem diferir em, no máximo, 120 graus.
No campo N° deve constar, sem seqüência numérica, a ordem de observações da
EqRecon.
No campo HORA deve constar a hora da observação de cada atividade.
No campo ATIVIDADE deve constar o que foi avistado pela EqRecon, relacionando
as atividades inimigas.
No campo AZ/DIST deve constar o azimute magnético e a distância em metros do
que foi escrito no campo ATIVIDADE.
No campo OBSERVADOR deve constar o posto ou graduação e nome de guerra do
militar que realizou a observação.
No campo TRANSMITIDO PARA deve constar o órgão que recebeu a mensagem
gerada a partir da observação correspondente.
No campo OBS deve constar qualquer observação julgada pertinente pela EqRecon.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - D-1 - ORIGINAL
ANEXO D
MODELO DE REGISTRO DE FOTOS
___________________________________________________________________
REGISTRO DE FOTOS
FOTÓGRAFO ____________________ ALVO: ______________________
CÂMERA/LENTE _________________ FILME __________ ASA _________
CONDIÇÃO DE LUMINOSIDADE ______________________________________
N° OBT/DIAFG DATA-HORA DIST AZM Mag COORD DO
ALVO
OBS
___________________________________________________________________
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - D-2 - ORIGINAL
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
1) FOTÓGRAFO
Informar o posto/graduação e nome de guerra do militar que realizou a foto.
2) ALVO
Informar a descrição sumária do alvo fotografado.
3) CÂMERA/LENTE
Informar o tipo de câmera usada e sua respectiva lente.
4) TIPO DO FILME
Informar a especificação do filme e a ISO/ASA.
5) CONDIÇÕES DE LUMINOSIDADE
Informar as condições de luminosidade, informando, também, as condições
meteorológicas.
6) NÚMERO DA EXPOSIÇÃO
Informar número da exposição.
7) OBTURADOR
Informar o obturador usado para respectiva exposição.
8) DIAFRÁGMA
Informar o diafragma usado para respectiva exposição.
9) DATA-HORA
Informar o data-hora da realização da foto.
10) DISTÂNCIA CÂMERA-ALVO EM METROS
11) AZIMUTE MAGNÉTICO CÂMERA-ALVO
12) COORDENADAS RETANGULARES DECAMÉTRICAS DO ALVO
13) OBSERVAÇÕES
Informar dimensões, cor, atividades inimigas e outras informações julgadas
pertinentes.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - E-1 - ORIGINAL
ANEXO E
MODELO DE FOLHA DE DADOS DA FOTO
___________________________________________________________________
TIPO DE CÂMERA ______________
DIST. FOCAL _____ FILME _______
FOTO N° ________ ROLO ________
DATA-HORA ___________________
OUTROS DADOS _______________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
AZIMUTE DA CÂMERA
PAÍS ESTADO CIDADE OUTROS
COORDENADAS DO ALVO CARTA
DESIGNAÇÃO DO ALVO
PONTO DE REFERÊNCIA
OBSERVAÇÕES
FOTÓGRAFO ________________________________________________
UNIDADE ___________________________________________________
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
1) TIPO DA CÂMERA
NORTE
OESTE
SUL
LESTE
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - E-2 - ORIGINAL
Informar o tipo de câmera usada.
2) DISTÂNCIA FOCAL
Informar a distância focal que é lida sobre a lente, em milímetros.
3) TIPO DO FILME
Informar a especificação do filme usado.
4) NÚMERO DA EXPOSIÇÃO E NÚMERO DO ROLO
5) AZIMUTE DA CÂMERA
Informar o azimute câmera-alvo por desenho de uma seta na direção em que foi
apontada a câmera.
6) DATA-HORA
Informar o data-hora do momento em que foi tirada a foto.
7) OUTROS DADOS
Relatar, se possível, as informações abaixo:
- distância estimada da câmera ao sujeito;
- condições de luminosidade e meteorológicas;
- ISO/ASA;
- obturador e diafragma usados na foto;
- uso de filtros ou lentes especiais;
- outras condições que afetaram a foto; e
- referência a outras fotos ou dados de inteligência.
8) PAÍS / ESTADO / CIDADE
9) COORDENADAS DO ALVO
Informar em coordenadas retangulares decamétricas.
10) CARTA
Informar o nome, escala, número de série e edição da carta em que pode-se
localizar o alvo da fotografia.
11) DESIGNAÇÃO DO ALVO
Informar o nome do alvo.
12) PONTO DE REFERÊNCIA
Informar o azimute e distância do alvo para um ponto notável do terreno.
14) OBSERVAÇÕES
Informar tamanho, cor, atividades inimigas e outras julgadas pertinentes.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - E-3 - ORIGINAL
15) FOTÓGRAFO E UNIDADE
Informar o nome do responsável pela fotografia e a unidade a que pertence.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - F-1 - ORIGINAL
ANEXO F
MODELO DE PAPEL PARA CROQUI PANORÂMICO
___________________________________________________________________
ALVO
DISTÂNCIA
DEFLECÇÃO
ESPAÇO
PARA O
DESENHO
DO
SKYLINE
EqRecon:
DATA-HORA:
ESCALA
50””
50””
DIREÇÃO NORTE LEGENDA:
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - F-2 - ORIGINAL
1) Alvo
Informar a descrição do Ponto de Referência (PR) e do alvo a ser designado no
desenho. Por exemplo: caso tenha sido designada uma peça de morteiro 60mm
no desenho, este será indicado por uma seta vertical que se estenderá do
respectivo objeto até o campo ALVO, sendo escrito peça de morteiro 60mm.
2) Distância
Informar a distância em metros, do observador ao PR, alvo ou objeto.
3) Deflecção
Informar o valor, em milésimos, da defasagem angular entre o PR e o referido
objeto.
4) Espaço para o desenho do "skyline"
Espaço para desenhar o contorno do horizonte visto da posição do observador.
5) EqRecon
Informar o indicativo da EqRecon e sua localização em coordenadas retangulares
decamétricas.
6) Data-hora
Informar o data-hora do término da confecção do croqui.
7) Direção norte
Desenhar uma seta indicadora do Norte Magnético, tendo como origem a posição
do observador.
8) Legenda
Desenhar e informar os símbolos que tenham sido utilizados no croqui
panorâmico.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - G-1 - ORIGINAL
ANEXO G
MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INCIAL DE ORIENTAÇÃO
FINAL COM OS PILOTOS
___________________________________________________________________
LOCAL DA OPERAÇÃO: ______________________________________________
DATA: __________________________________
COORDENADAS:
ZDbq PRINCIPAL LAT ___________________________
LONG _________________________
ZDbq ALTERNATIVA LAT ___________________________
LONG _________________________
PI LAT ___________________________
LONG _________________________
PRC LAT ___________________________
LONG _________________________
RUMOS/DISTÂNCIAS
PRC - PI ______________/________________
PI - ZDbq PRINCIPAL ______________/________________
PI - ZDbq ALTERNATIVA ______________/________________
LOCAL DE DESEMBARQUE
DIURNO: ____________________________________________________
NOTURNO: __________________________________________________
FORMAÇÃO DE POUSO: _______________________________________
OBSTÁCULOS: ______________________________________________
PONTO DE AVARIA: ___________________________________________
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
--
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - G-2 - ORIGINAL
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
--
PONTO INICIAL
LETRA CÓDIGO
ZDbq PRINCIPAL ________________________
ZDbq ALTERNATIVA ______________________
AUXÍLIOS VISUAIS
DIURNOS _______________________________
NOTURNOS _____________________________
AUXÍLIOS ELETRÔNICOS ________________________
COMUNICAÇÕES
FREQÜÊNCIA
PRINCIPAL ______________________________
ALTERNATIVA ____________________________
PALAVRA-CHAVE _________________________
INDICATIVOS
EQUIPE _________________________________
ANV ____________________________________
AUXÍLIO ELETRÔNICO (NDB)
FREQÜÊNCIA ____________________________
TABELA DE AUTENTICAÇÃO
HORA DE DECOLAGEM _________________________
ACERTO DE RELÓGIOS
______________________________
ASSINATURA
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - G-3 - ORIGINAL
1) LOCAL DA OPERAÇÃO
Nome da região constante do Plano de Operação.
2) DATA
Data do dia do "briefing".
3) COORDENADAS
Inserir as coordenadas geográficas (LAT/LONG) da ZDbq principal, alternativa, PI
e do PRC.
4) RUMOS/DISTÂNCIAS
Inserir o azimute magnético e distância em dm, do PRC ao PI, do PI a ZDbq
principal e do PI a ZDbq alternativa.
5) LOCAL DE DESEMBARQUE
Informar as características do LocDbq, relativas à sinalização ou identificação
diurna, noturna, do ponto de avaria, formação de pouso e existência de
obstáculos à aproximação das aeronaves.
6) PI
Informar a letra código a ser instalada para identificação da direção para ZDbq
principal e alternativa, assim como qualquer auxílio visual no terreno que auxilie a
identificação dos pilotos e existência de auxílios eletrônicos.
7) COMUNICAÇÕES
Informar a freqüência principal, alternativa e palavra chave para mudança de
freqüência com a aeronave, assim como os indicativos, existência de auxílios
eletrônicos e a tabela de autenticação.
8) HORA DE DECOLAGEM
Acertar com os pilotos para a prontificação de ambos.
9) ACERTO DE RELÓGIOS
Proceder o acerto de relógio com os pilotos.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - H-1 - ORIGINAL
ANEXO H
MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL COM A
TROPA HELITRANSPORTADA
___________________________________________________________________
TIPO DE OPERAÇÃO ________________________________________________
LOCAL E DATA-HORA DA OPERAÇÃO __________________________________
TIPO DE AERONAVE ________________________________________________
EFETIVO DAS HELIEQUIPES __________________________________________
NÚMERO DE HE POR VAGA __________________________________________
NÚMERO DE VAGAS ________________________________________________
FORMAÇÃO DAS ANV NO SOLO _______________________________________
TIPO DE REORGANIZAÇÃO ___________________________________________
PAINEL DE REORGANIZAÇÃO _________________________________________
REFERÊNCIA NO TERRENO PARA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
PROCEDIMENTOS NA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
LIGAÇÃO DO COMANDANTE DA EQRECON COM O PILOTO
FREQ. PCP ___________ INDICATIVO ANV __________
FREQ. ALT ___________ EQRECON _______________
_______________________________
ASSINATURA
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - H-2 - ORIGINAL
1) TIPO DE OPERAÇÃO
Informar o tipo de desembarque a ser realizado pela tropa.
2) LOCAL E DATA-HORA DA OPERAÇÃO
3) TIPO DE AERONAVE
Informar o tipo de aeronave e seu número de assentos para a tropa.
4) EFETIVO DAS HELIEQUIPES
Confirmar o previsto no Plano de Operação.
5) NÚMERO DE HE POR VAGA
Confirmar o previsto no Plano de Operação.
6) NÚMERO DE VAGAS
Confirmar o previsto no Plano de Operação.
7) FORMAÇÃO DAS AERONAVES NO SOLO
Informar a idéia de manobra da EqRecon.
8) TIPO DE REORGANIZAÇÃO
Informar se a reorganização será direta, balizada ou mista.
9) PAINEL DE REORGANIZAÇÃO
Informar o formato e cores do painel a ser usado para reorganização.
10) PROCEDIMENTOS NA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq
Informar os procedimentos de segurança para tropa que desembarcará.
11) LIGAÇÃO DO COMANDANTE DA EQRECON COM O PILOTO
Informar as freqüências e indicativos ao comandante da tropa helitransportada.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - I-1 - ORIGINAL
ANEXO I
MODELO DE FORMULÁRIO SUROB
___________________________________________________________________
OBSERVAÇÃO DE ALTURA DE ONDAS CÁLCULOS
DERRAMANTE - A HORA DE TÉRMINO -_________
MERGULHANTE - B
DESLIZANTE - C TEMPO TOTAL:____min____seg
Total em segundos: ______
HORA DE ÍNICIO -_________________
_______________________________ PERÍODO DAS ONDAS
ABC ABC ACB ABC ABC ABC Tempo / ondas=______(período)
_______________________________ MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS
ABC ABC ACB ABC ABC ABC Altura x ocorrência = produto
_______________________________ ________x_______=_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________ ________x_______=_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________ ________x_______=_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________ ________x_______=_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________ ________x_______=_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________ Total dos produtos =_________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC Total de produtos / 1/3 das ondas
_______________________________
_____ / _____ = _____
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
Número de ondas por tipo
_______________________________ # A _______
ABC ABC ACB ABC ABC ABC # B _______
_______________________________ # C _______
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_______________________________
ABC ABC ACB ABC ABC ABC
_____________________
ABC ABC ACB ABC
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - I-2 - ORIGINAL
Este formulário tem como finalidade facilitar o reconhecimento de arrebentação,
devido à simplicidade na entrada dos dados e cálculos efetuados seqüencialmente.
Este formulário não tem valor para o escalão superior como relatório de
reconhecimento. A EqRecon deve consultar o artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO que menciona este assunto.
1) Avaliação e anotação da altura da onda
Anote a hora de início da observação da primeira onda.
Após estimar a altura da crista até a base da onda, em metros, inserir este
numeral acima das letras "ABC" que representam os 3 tipos de onda, riscando a
letra correspondente à onda observada.
A EqRecon pode utilizar o método expedito abaixo para estimar a altura da onda:
- a onda que arrebenta na praia na altura dos joelhos mede, aproximadamente,
0,50 m.
- a onda que arrebenta na praia na altura da cintura mede, aproximadamente,
1 m.
- a onda que arrebenta na praia na altura do peito mede, aproximadamente, 1,5
m.
O modelo padronizado para a realização do reconhecimento de arrebentação
permite que sejam observadas até 100 ondas.
Anotar a hora do término de observação da última onda e calcular o tempo total
de observação em segundos.
Para o cálculo do período das ondas dividir o tempo total em segundos pelo
número total de ondas. O resultado, conseqüentemente, será o tempo em
segundos.
2) Média de altura das ondas
Inserir a altura da onda mais alta no campo correspondente.
Inserir o número de vezes que essa altura foi observada na coluna de
ocorrências.
Multiplicar a altura pela ocorrência, para o cálculo do produto.
Por exemplo: uma EqRecon, ao analisar seu modelo de reconhecimento de
arrebentação preenchido, verificou que a onda mais alta possuia 2,5 metros,
tendo ocorrido por 8 vezes. Logo:
Altura x Ocorrência = Produto
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - I-3 - ORIGINAL
2,5 x 8 = 20
Inserir a altura da onda mais próxima abaixo dessa anterior, em ordem
decrescente, repetindo o processo até atingir 1/3 do número total de ondas
anotadas.
Exemplo:
Altura x Ocorrência = Produto
2,5 x 8 = 20
2,0 x 18 = 36
1,5 x 7 = 10,5
----------------
Total de altura das ondas = 66,5
Caso tenham sido observadas 100 ondas, os cálculos serão efetuados sobre 33
ondas. Caso tenha sido realizado um reconhecimento de arrebentação para o
período de 10 minutos (mais recomendável em situações de combate), serão
efetuados os cálculos sobre 1/3 das ondas anotadas; por exemplo, para 70 ondas
observadas cálculos sobre 24, para 66 ondas observadas cálculos sobre 22, para
50 ondas observadas cálculos sobre 17.
Dividir o total dos produtos por 1/3 do número de ondas.
Por exemplo: a mesma EqRecon dos exemplos anteriores realizou a observação
de 100 ondas, tendo como 1/3 das ondas mais altas o valor de 33 ondas. Dando
prosseguimento aos cálculos, 66,5 divididos por 33 resultam em 2,01 metros.
Aproximando a resposta em 1/2 metro, é obtido como resultado para média de
altura das ondas o valor de 2 metros.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - J-1 - ORIGINAL
ANEXO J
MODELO DE FOLHA DE LEVANTAMENTO
___________________________________________________________________
OPERAÇÃO ________________________ EQRECON ______________________
PRAIA __________________ CARTA REFERÊNCIA ________________________
COORD. FL. DIREITO ____________ COORD. FL. ESQUERDO ______________
PONTO ORIGEM COORD ______________________________________
REFERÊNCIA 1 (AZM/DIST) _____________________
REFERÊNCIA 2 (AZM/DIST) _____________________
COLUNA HORA
SOND/FUNDO CORREÇÃO PROFUNDIDADE
DEBRIS
20 m
40 m
60 m
80 m
100 m
120 m
140 m
160 m
180 m
200 m
220 m
240 m
260 m
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - J-2 - ORIGINAL
É utilizada para reunir os dados obtidos das sondagens de
reconhecimento/levantamento de praia realizado pela EqRecon. É constituída por
informações iniciais e sondagens.
1) Informações iniciais
Nome da Operação a qual está enquadrado o reconhecimento/levantamento de
praia.
Nome da EqRecon que realizou o reconhecimento/levantamento de praia.
Nome da praia e carta de referência (título, número da folha e escala).
Coordenadas dos flancos da praia (retangulares ou geográficas).
Coordenadas do ponto de origem e referências do ponto de origem com pontos
notáveis do terreno (azimute e distância).
2) Sondagens
As sondagens são registradas por coluna, com as marcações da linha do carretel
de levantamento de 20 em 20 metros.
Anotar as sondagens de cada coluna.
Marcar a relação entre a linha base para cada coluna. Caso a linha de debris
esteja mais para terra que a linha base, sua marcação será menos (-) ______
jardas ou metros, caso esteja mais para o mar que a linha base, sua marcação
será mais (+) ______ jardas ou metros.
Os nadadores realizam sondagem de profundidade, tipo do fundo e presença de
obstáculos.
O fator de correção das sondagens será a diferença, em metros, da maré em
relação ao nível de redução. Este cálculo é efetuado, considerando a hora da
sondagem e a localização da praia, através de consulta à Tábua de Marés.
As preamares e baixamares, consultadas na Tábua de Marés, já são
consideradas em relação ao nível de redução. Desta forma o fator de correção
pode ser diretamente calculado por interpolação, da hora da sondagem, com os
dados constantes na Tábua de Marés.
O fator de correção será inserido na folha entre a sondagem feita pelo nadador e
a sondagem corrigida, sendo que esta receberá o nome de profundidade.
Por exemplo, a EqRecon A realizou um levantamento de praia diurno, onde a
primeira coluna de sondagem foi concluída às 12:35 hs. A linha de debris, para
primeira coluna de sondagens, encontrava-se 2 metros mais próxima do mar que
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - J-3 - ORIGINAL
a linha base. Em consulta à Tábua de Marés, verificou-se que a maré encontrava-
se, às 12:35 hs, a 3,8 metros acima do nível de redução. O fator de correção, por
segurança, foi aproximado para 4 metros.
Desta forma, as profundidades a constarem do croqui de praia, serão as
sondagens menos 4 metros.
Neste exemplo serão omitidas as informações iniciais.
COLUNA HORA SOND/FUNDO CORREÇÃO PROFUNDIDADE
1 (12:35)
debris +2
20 m 3 Areia -4 0
40 m 4 Areia 0
60 m 5 Pedras 1
80 m 6 Areia 2
100 m 12 Cascalho 8
___________________________________________________________________
2 (12:41)
debris 0
20 m 2 Areia -3 0
40 m 4 Areia 1
60 m 4 Cascalho 1
80 m 7 Areia 4
100 m 13 Areia 10
___________________________________________________________________
3 (12:46)
debris -1
20 m 1 Areia -3 0
40 m 3 Areia 0
60 m 5 Rocha 2
80 m 7 Rocha 4
100 m 12 Areia 9
___________________________________________________________________
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - L-1 - ORIGINAL
ANEXO L
MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO VISUAL COM O INIMIGO
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
TALUDE BIPT
ALFA - TAMANHO E NATUREZA
(Indicar o efetivo observado e/ou a quantidade de material, seguido
da natureza da tropa, se a identificação for possível)
BRAVO - ATIVIDADE
(Mencionar a ação desenvolvida pelo inimigo no momento da
observação)
CHARLIE - LOCALIZAÇÃO
(Informar a posição onde foi observado)
DELTA - UNIFORME
(Informar o tipo de uniforme utilizado)
ECHO - DATA-HORA
(Informar o momento da observação)
FOXTROT - EQUIPAMENTO/ARMAMENTO
(Informar o tipo de qualquer equipamento especial empregado, bem
como do armamento usado pelo inimigo)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - L-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) TAMANHO E NATUREZA
Avião de transporte ATRP
Aviação civil de pequeno porte AVP
Avião civil de grande porte AVG
Avião de caça ANVC
Atirador de precisão (Sniper) SNI
Canhão anticarro CAC
Canhão antiaérea CAE
Carro de combate CC
Elementos civis EC
Embarcação miúda EMB
Helicóptero leve HL
Helicóptero médio HM
Helicóptero pesado HP
Míssil anticarro MAC
Navio NAV
Obuseiro (não identificado) OB
Obuseiro 105mm OB105
Obuseiro 155mm OB155
Reboque ¼ RB14
Reboque ½ RB12
Trator TRAT
Tropa TRP
Viatura leve sobre roda VTL
Viatura média sobre roda VTM
Viatura pesada sobr roda VTP
Viatura blindada p/ transporte de pessoal VBTP
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - L-3 - ORIGINAL
B) ATIVIDADE
Estacionado - disperso no terreno 1
Estacionado - em ZReu 2
Em posição ocupando abrigos individuais 3
Em posição ocupando abrigos coletivos 4
Preparando posições 5
Ocupando posições sumariamente organizadas 6
Ocupando posições fortificadas 7
Deslocando-se para Norte (indicar, quando possível, a veloc. em
km/h) N
Deslocando-se para Sul (indicar, quando possível, a veloc. em
km/h) S
Deslocando-se para Leste (indicar, quando possível, a veloc. em
km/h) E
Deslocando-se para Oeste (indicar, quando possível, a veloc. em
km/h) W
Deslocando-se para Nordeste (indicar, quando possível, a veloc.
em km/h) NE
Deslocando-se para Sudeste (indicar, quando possível, a veloc.
em km/h) SE
Deslocando-se para Nordeste (indicar, quando possível, a veloc.
em km/h) NW
Deslocando-se para Sudoeste (indicar, quando possível, a veloc.
em km/h) SW
C) LOCALIZAÇÃO
De acordo com o código de posição
D) UNIFORME
De campanha CAMP
De serviço SVC
Traje civil TCIV
E) DATA-HORA
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - L-4 - ORIGINAL
F) EQUIPAMENTO/ARMAMENTO
Fuzil 7,62mm FAL
Fuzil 5,56mm F56
Fuzil de atirador de precisão FATI
Besta BST
Espingarda militar calibre 12 C12
Submetralhadora SMTR
Pistola PST
Revólver REV
Lança-rojão LR
Lanças-chamas LC
Lança granada LGR
Metralhadora MTR
Míssil anticarro MAC
Míssil superfície-ar SAM
Morteiro 60mm M60
Morteiro 60mm comando M6CO
Morteiro 81mm M81
Morteiro 107mm M107
Granada de mão GRM
Granada de bocal GRB
Mina MN
Equipamento rádio portátil RDP
Equipamento de Visão Noturna EVN
Rede de camuflagem RDC
Rede de selva RDS
Fio telefônico FIO
Bobina de fio telefônico BOB
Material de sapa SAPA
Binóculos BIN
Luneta LUN
Máscara contra gases GAS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - L-5 - ORIGINAL
Detetor de minas DTC
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - M-1 - ORIGINAL
ANEXO M
MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO FÍSICO COM INIMIGO
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECONTAB BIPT
ALFA - LOCAL ONDE OCORREU O CONTATO
(Informar o local em coordenadas retangulares decamétricas)
BRAVO - DATA-HORA DO CONTATO
(Informar o momento do contato)
CHARLIE - EFETIVO E NATUREZA DO INIMIGO
(Informar o efetivo do inimigo que realizou o contato e sua natureza)
DELTA - TIPO DE CONTATO
(Informar o tipo de ação desenvolvida pelo inimigo no contato)
ECHO - BAIXAS
(Informar o quantitativo de baixas amigas e, se possível, inimigas)
FOXTROT - PERDA DE MATERIAL
(Informar o tipo de material danificado ou extraviado)
GOLF - CONDIÇÕES PARA PROSSEGUIR NO CUMPRIMENTO DA
TAREFA
(Confirmar ou negar essa informação)
HOTEL - NECESSIDADE DE REABASTECIMENTO
(Informar o quantitativo e tipo de material necessário à equipe)
INDIA - LOCAL DESEJADO PARA O REABASTECIMENTO
(Informar, por código de posição, um local seguro para o
reabastecimento)
JULIET - DATA-HORA DESEJADA PARA O REABASTECIMENTO
(Informar o momento desejado para o reabastecimento)
KILO - SITUAÇÃO DO INIMIGO NO MOMENTO DA EXPEDIÇÃO DESSE
RELATÓRIO
(Informar a ação realizada pelo inimigo neste momento)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - M-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) LOCAL ONDE OCORREU O CONTATO
B) DATA-HORA DO CONTATO
C) EFETIVO E NATUREZA DO INIMIGO
Blindados BLD
Tropa de infantaria IFN
Tropa de operações especiais ESP
Tropa mecanizada MEC
Não Identificados NID
D) TIPO DE CONTATO
Emboscada BEM
Engajamento superficial a curta distância seguido de retraimento
para local seguro ENGS
Engajamento cerrado com impossibilidade de romper o contato ECC
Fogos de armas automáticas a longa distância FAA
Fogos de morteiro FMT
Fogos de artilharia FART
E) BAIXAS
Amigas (confirmadas) A
Inimigas (confirmadas) I
F) PERDA DE MATERIAL
Armamento AT
Munição MUN
Explosivo EXP
Viatura VTR
Optico/Eletrônico EVN
Material de Comunicações COM
G) CONDIÇÕES PARA PROSSEGUIR NO CUMPRIMENTO DA TAREFA
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - M-3 - ORIGINAL
Sim Sim
Não Não
H) NECESSIDADE DE REABASTECIMENTO
CLASSE I
Água AG
Ração R2
CLASSE II/IV
Eqpto rádio para operar em faixa de HF HF
Eqpto rádio para operar em faixa de VHF VHF
Eqpto rádio para operar em faixa de UHF UHF
Transmissor de dados em HF TMDH
Transmissor de dados em VHF TMDV
Bateria para eqpto rádio que opera em faixa HF BHF
Bateria para eqpto rádio que opera em faixa VHF BVH
Bateria para eqpto rádio que opera em faixa UHF BAU
Bateria para transmissor de dados BTM
CLASSE III
Álcool (em litros) ALL
Diesel (em litros) DSL
Gasolina (em litros) GSL
Óleo 2 tempos ODT
CLASSE V
Acendedor hidráulico AH
Acionador de pressão ACP
Acionador de descompressão ACD
Acionador de tração ACT
Acionador de liberação ACL
Bolsa de demolição BSD
Bolsa de primeiros socorros c/material B1S
Cartucho 7,62 mm comum C762
Cartucho 7,62 mm traçante T762
Cartucho 7,62 mm p/lançamento de Gr. de bocal L762
Cartucho 7,62 mm para emprego de Sniper S762
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - M-4 - ORIGINAL
Cartucho 9 mm comum CNOV
Cartucho 9 mm Glaser GNOV
Cartucho 5,56 mm comum C556
Cartucho 5,56 mm traçante T556
Cartucho 18,6 mm C12
Cordel detonante CD
Composto C4 C4
Estopim EPIM
Espoleta comum EPL
Espoleta elétrica ELET
Granada AE 81 mm GAE81
Granada FUM 81 mm GF81
Granada iluminativa 81 mm GI81
Granada AE 60 mm GAE60
Granada FUM 60 mm GF60
Granada iluminativa 60 mm GI60
Granada de bocal anticarro GBAC
Granada de bocal antipessoal GBAP
Granada de mão ofensiva GMOF
Granada de mão defensiva GMDF
Granada de mão incendiária GINC
Granada de mão lacrimogênia GLAC
Granada de mão fumígena GFUM
Granada de mão de luz e som GLUZ
Mina "Claymore" CLAY
Petardo de TNT TNT
Rojão AE 88,9 mm RAE
Rojão FUM 88,9 mm RFUM
I) LOCAL DESEJADO PARA O REABASTECIMENTO
J) DATA-HORA DESEJADA PARA O REABASTECIMENTO
K) SITUAÇÃO DO INIMIGO NO MOMENTO DA EXPEDIÇÃO DESTE RELATÓRIO
Mantém suas atuais posições NOW
Iniciando perseguição PRS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - M-5 - ORIGINAL
Rompeu o contato e desloca-se para Norte N
Rompeu o contato e desloca-se para Sul S
Rompeu o contato e desloca-se para Leste E
Rompeu o contato e desloca-se para Oeste W
Rompeu o contato e desloca-se para Nordeste NE
Rompeu o contato e desloca-se para Sudoeste SE
Rompeu o contato e desloca-se para Noroeste NW
Rompeu o contato e desloca-se para Sudoeste SW
Destino ignorado DIG
Estacionado - disperso no terreno 1
Estacionado - em ZReu 2
Iniciando trabalhos de OT OT
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - N-1 - ORIGINAL
ANEXO N
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PONTE
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON PONTE BITP
ALFA - LOCALIZAÇÃO DA PONTE
(Informar o local de acordo com o código de posição)
BRAVO - DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término)
CHARLIE - TIPO DO MATERIAL DOS PILARES
(Informar o tipo de material predominante dos pilares
DELTA - TIPO DE MATERIAL DAS VIGAS
(Informar o tipo de material predominante nas vigas)
ECHO - TIPO DE MATERIAL E ESPESSURA DO TABULEIRO
(Informar o tipo de material predominante do tabuleiro e sua
espessura em cm)
FOXTROT - TIPO DE PONTE
(Informar uma característica que facilite a identificação da ponte)
GOLF - COMPRIMENTO TOTAL DA PONTE
(Informar comprimento de margem a margem da ponte, em m)
HOTEL - LARGURA TOTAL DA PONTE
(Informar a largura total da ponte em metros)
INDIA - LARGURA DA PISTA DE ROLAMENTO
(Informar a largura da pista de rolamento em metros)
JULIET - NÚMERO E COMPRIMENTO DOS VÃOS
(Informar o número de vãos e seu comprimento em metros)
KILO - ALTURA ACIMA D`ÁGUA
(Informar a altura acima d`água no momento do reconhecimento, em
metros)
LIMA - NÚMERO DE VIGAS
(Informar n° de vigas e seu posicionamento sob a ponte)
MIKE - CAPACIDADE APROXIMADA
(Informar, se possível, a capacidade em toneladas ou o tipo de viatura
mais pesada que tenha passado sobrea ponte sem danificá-la)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR/HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - N-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) LOCALIZAÇÃO DA PONTE
Informar de acordo com o código de posição.
B) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
Informar o dia, hora local, fuso horário e mês do término do reconhecimento.
C) TIPO DE MATERIAL DOS PILARES
Aço A
Alvenaria ou pedra ALV
Concreto CNC
Madeira MAD
Ponte sem pilares SP
D) TIPO DE MATERIAL DAS VIGAS
Aço A
Alvenaria ou pedra ALV
Concreto CNC
Madeira MAD
Metálica MET
Ponte sem vigas SVG
E) TIPO DE MATERIAL E ESPESSURA DO TABULEIRO
Informar a letra código seguida da espessura em centímetro
Aço A
Pedra PDR
Concreto CNC
Madeira MAD
F) TIPO DE PONTE
Em arco 1
Equipagem (pontões) 2
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - N-3 - ORIGINAL
Lage 3
Treliça 4
Tipo "mata-burro" 5
Vigas metálicas com "T" de concreto ou madeira 6
G) LARGURA TOTAL DA PONTE
H) LARGURA DA PISTA DE ROLAMENTO
I) NÚMERO E COMPRIMENTO DOS VÃOS
J) ALTURA ACIMA D'ÁGUA
K) COMPRIMENTO TOTAL DA PONTE
L) NÚMERO DE VIGAS
Informar o número de vigas, seguido do código abaixo:
Vigas dispostas no sentido do comprimento da ponte C
Vigas dispostas no sentido da largura da ponte L
M) CAPACIDADE APROXIMADA
Viatura leve sobre roda VTL
Viatura média sobre roda VTM
Viatura pesada sobre roda VTP
Viatura blindada para transporte de pessoal VBTP
Trator TRAT
Carro de combate CC
Não observado NO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - O-1 - ORIGINAL
ANEXO O
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ESTRADA
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON ESTRADA BIPT
ALFA - LOCALIZAÇÃO DO ÍNICIO DO TRECHO RECONHECIDO
(Informar o local de acordo com o código de posição)
BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO TÉRMNO DO TRECHO RECONHECIDO
(Informar o local de acordo com o código de posição)
CHARLIE - DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
DELTA - CONDIÇÕES DE TRÂNSITO
(Informar as condições de trânsito quanto às condições
meteorológicas)
ECHO - TIPO DE TERRENO PREDOMINANTE
(Informar o tipo de terreno predominante no trecho reconhecido)
FOXTROT - LARGURA DA PISTA
(Informar a largura da pista em metros)
GOLF - TIPO DE REVESTIMENTO
(Informar o tipo de material que forma a pista de rolamento da
estrada)
HOTEL - RESTRIÇÕES AO TRÂNSITO
(Informar a natureza da restrição, sua localização, suas dimensões e
a possibilidade de desbordamento de cada restrição)
INDIA - CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
(Informar as condições para o trânsito em situações meteorológicas
adversas)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - O-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) LOCALIZAÇÃO DO INÍCIO DO TRECHO RECONHECIDO
B) LOCALIZAÇÃO DO TÉRMINO DO TRECHO RECONHECIDO
C) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
D) CONDIÇÕES DE TRÂNSITO
Com qualquer condição de tempo X
Com dificuldades após período de chuvas prolongado Y
Precárias com qualquer tempo Z
E) TIPO DE TERRENO PREDOMINANTE
Terreno plano A
Terreno movimentado B
Terreno montanhoso C
Terreno alagado D
F) LARGURA DA PISTA
Informar a menor largura da pista em metros.
G) TIPO DE REVESTIMENTO
Asfalto K
Tratamento superficial sobre o solo natural ou solo estabilizado NB
Revestimento betuminoso sobre paralelepípedos PB
Paralelepípedos ou pedras irregulares P
Pedregulho L
Terra "batida" N
H) RESTRIÇÕES AO TRÂNSITO
Informar os dados a seguir, em seqüência:
- natureza da restrição
Drenagem deficiente (valetas e bueiros entupidos ou em más condições) A
Leito inconsistente (material instável, facilmente deslocável) B
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - O-3 - ORIGINAL
Revestimento irregular (buraco) C
Superestrutura que restringe a passagem de viaturas altas D
Curvas fechadas (raios de curvatura menores que 30 metros E
Rampas íngremes (7% ou maiores) F
Ponte de baixa capacidade (enviar o RECON PONTE) G
- local da restrição
Informar o local de acordo com o código de posição.
- características
Altura (em metros, somente para superestrutura) H
Largura (em metros) I
Raio de curvatura (em metros, somente para curvas fechadas) J
Declividade em % (somente para rampas íngremes) L
- tipo de desvio
Desvio fácil (contorno local sem esforço de engenharia) P
Desvio difícil (possível após esforço de engenharia) Q
Inexistência de desvio nas proximidades R
I) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
1) COM NEVE
A letra código deve ser seguida da profundidade da neve, em
centímetros.Não é obstáculo para viatura sobre rodas A
Movimento difícil para veículo sobre rodas (alguma limpeza ou
preparação da estrada deve ser feita) B
Movimento impossível para viatura sobre rodas C
2) COM INUNDAÇÃO
A letra código deve ser seguida da profundidade da lâmina d'água
sobre a estrada.
Não é obstáculo para viatura sobre rodas D
Movimento difícil para veículo sobre rodas
E
Necessidade de equipamento para transposição de vau F
Movimento impossível para viatura sobre rodas G
3) Para o caso de não haver ocorrência de neve sobre o solo ou inundações ,
informar o código NC.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - P-1 - ORIGINAL
ANEXO P
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE LOCAL PARA
TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON VAU BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
BRAVO - LOCALIZAÇÃO DA PASSAGEM
(Informar o local de acordo com o código de posição, da passagem
sobre o curso d’água)
CHARLIE - TIPO DE TRÂNSITO
(Informar o tipo de trânsito possível para a passagem reconhecida)
DELTA - LARGURA DA PASSAGEM
(Informar em metros)
ECHO - PROFUNDIDADE
(Informar a profundidade máxima da passagem, em centímetros)
FOXTROT - VELOCIDADE DA CORRENTEZA
(Informar a velocidade do curso d’água, em nós)
GOLF - COMPOSIÇÃO DO FUNDO
(Informar o tipo de material que forma o fundo)
HOTEL - DECLIVIDADE DA MARGEM DIREITA DA PASSAGEM
(Informar a declividade do acesso ao curso d’água pela margem
direita)
INDIA - DECLIVIDADE DA MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM
(Informar a declividade do acesso ao curso d’ água pela margem
esquerda)
JULIET - COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM DIREITA DA PASSAGEM
(Informar o tipo de revestimento do solo da margem direita da
passagem)
KILO - COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM ESQUERDA DA PASSA-GEM
(Informar o tipo de revestimento do solo da margem esquerda da
passagem)
= = = = = = = = = = = = = = = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - P-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) LOCALIZAÇÃO DA PASSAGEM
C) TIPO DE TRÂNSITO
Tropa a pé TRP
Viatura sobre roda VTR
Viatura sobre lagarta VTL
Com vau para todo tipo de travessia TTT
Sem vau (águas profundas) SV
D) LARGURA DA PASSAGEM
E) PROFUNDIDADE
F) VELOCIDADE DA CORRENTEZA
G) COMPOSIÇÃO DO FUNDO
Lama L
Argila B
Areia A
Pedregulho P
Terra T
Rocha R
Pavimentação artificial (canal) Z
H) DECLIVIDADE DA MARGEM DIREITA DA PASSAGEM
Informar em percentual (%)
I) DECLIVIDADE DA MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM
Informar em percentual (%)
J) COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM DIREITA DA PASSAGEM
Lama L
Argila B
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - P-3 - ORIGINAL
Areia A
Pedregulho P
Terra T
Rocha R
K) COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM
Lama L
Argila B
Areia A
Pedregulho P
Terra T
Rocha R
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - Q-1 - ORIGINAL
ANEXO Q
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE
DESEMBARQUE
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Iindicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON ZDbq BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término do reconhecimento)
BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO CENTRO DA Zdbq
(Informar a posição do centro da Zdbq de acordo com o código de
posição)
CHARLIE - DIREÇÃO DO EIXO MAIOR DA Zdbq
(Informar o azimute magnético do eixo maior da Zdbq)
DELTA - NÚMERO DE Pdbq
(Informar o número de Pdbq de acordo com as dimensões
necessárias ao pouso de He)
ECHO - TIPO DE DESEMBARQUE MAIS SEGURO PARA A TROPA E
AERONAVE
FOXTROT - COBERTURA PREDOMINANTE DO SOLO
GOLF - VENTO PREDOMINANTE NA Zdbq
(Informar o vento predominante na Zdbq em direção e intensidade)
HOTEL - ALTURA E DISTÂNCIA, DO OBSTÁCULO MAIS PRÓXIMO AO
CENTRO DA ZDbq, NO EIXO DE APROXIMAÇÃO DA AERONAVE
INDIA - COBERTURA DE NUVENS
(Informar as condições de nebulosidade ao término do
reconhecimento)
JULIET - RESTRIÇÃO AO MOVIMENTO DE TROPAS
(Informar o grau de restrição para o rápido desdobramento das tropas
que desembarcam)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - Q-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) LOCALIZAÇÃO DO CENTRO DA ZDbq
C) DIREÇÃO DO EIXO MAIOR DA ZDbq
Informar qualquer um dos dois azimutes magnéticos que formam a direção do
eixo maior da ZDbq
D) NÚMERO DE PONTOS DE DESEMBARQUE
Especificar com o numeral antes do código abaixo:
Tamanho grande (UH-14 e SH3-D) SH SH
Tamanho pequeno (UH-12 e UH-13) ESQES Q
E) TIPO DE DESEMBARQUE MAIS SEGURO PARA TROPA E AERO-
NAVE
Aterragem 1
Penca / "Fast Rope" / "Rappel" 2
Salto com a aeronave em vôo pairado 3
F) COBERTURA PREDOMINANTE DO SOLO
Areia A
Grama B
Macega rala C
Neve D
Gelo E
Pântano F
G) VENTO PREDOMINANTE NA ZDbq
Informar a direção de origem do vento, em azimute magnético, seguido de sua
velocidade em nós, no momento do término do reconhecimento.
H) ALTURA E DISTÂNCIA DO OBSTÁCULO MAIS PRÓXIMO AO CENTRO DA
ZDbq, NO EIXO DE APROXIMAÇÃO DA AERONAVE
Informar ambas em metros.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - Q-3 - ORIGINAL
I) COBERTURA DE NUVENS
Informar em numeral de 1 a 8, que representam uma escala crescente da
quantidade de nuvens no céu, na região da ZDbq. Para exemplificar, o céu
totalmente encoberto de nuvens é considerado oito oitavos. Desta forma, no texto
da mensagem, este item será 8.
J) RESTRIÇÕES AO MOVIMENTO DE TROPAS
Progressão difícil e lenta 1
Moderada 2
Sem restrições 3
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - R-1 - ORIGINAL
ANEXO R
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE TÚNEL
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON TÚNEL BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término do reconhecimento)
BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO TÚNEL
(Informar a posição do túnel de acordo com o código de posição)
CHARLIE - LARGURA DA PISTA
(Informar a largura da pista de rolamento)
DELTA - NÚMERO DE VIAS
(Informar o número de vias existentes na pista de rolamento)
ECHO - DIMENSÃO LIVRE VERTICAL
(Informar a altura máxima para permitir a passagem pelo túnel)
FOXTROT - DIMENSÃO LIVRE HORIZONTAL
(Informar a largura máxima para permitir a passagem pelo túnel)
GOLF - TIPO DO TÚNEL
(Informar o meio de transporte predominante, para o qual foi
constituído)
HOTEL - MATERIAL DO REVESTIMENTO INTERNO
(Informar o revestimento da parte superior interna do túnel)
INDIA - CONDIÇÕES DE USO DO TÚNEL
(Informar as condições para o trânsito seguro através do túnel)
JULIET - EXISTÊNCIA DE ITINERÁRIO ALTERNATIVO
(Informar a possibilidade de desdobramento do túnel)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - R-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) LOCALIZAÇÃO DO TÚNEL
C) LARGURA DA PISTA
D) NÚMERO DE VIAS
E) DIMENSÃO LIVRE VERTICAL
F) DIMENSÃO LIVRE HORIZONTAL
G) TIPO DO TÚNEL
Rodoviário 1
Ferroviário 2
H) MATERIAL DO REVESTIMENTO INTERNO
Aço A
Concreto K
Rocha natural P
Madeira H
I) CONDIÇÕES DE USO DO TÚNEL
Não destruído (sem restrições para o tráfego, a não ser por suas dimen-
sões) A
Armadilhado (não está destruído, porém foram observadas armadilha) B
Pouco destruído (permite acesso para tropa, porém com restrições para Vtr) C
Destruído (não é seguro para tráfego de pessoal e viatura; exigirá esforço
de engenharia, porém não é necessário reconstruir um túnel em outro local) D
Bastante destruído E
J) EXISTÊNCIA DE ITINERÁRIO ALTERNATIVO
Sim S
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - R-3 - ORIGINAL
Não N
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - S-1 - ORIGINAL
ANEXO S
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE OBSTÁCULO
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON OBT BIPT
ALFA - LOCALIZAÇÃO DO OBSTÁCULO
(Informar a posição do obstáculo)
BRAVO - DATA HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término do reconhecimento)
CHARLIE - NATUREZA DO OBSTÁCULO
(Informar o tipo de obstáculo observado)
DELTA - DIMENSÕES
(Informar as dimensões do obstáculo)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - S-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de
posição.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) LOCALIZAÇÃO DO OBSTÁCULO
B) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
C) NATUREZA DO OBSTÁCULO
Campo de minas (não identificado o emprego) MIN
Campo de minas misto MIS
Campo de minas AC MAC
Campo de minas AP MAP
Minas flutuantes MFL
Concertinas CON
Espirais de arame AES
Cavalo de frisa CAF
Rede de arame farpado RAF
Crateras CRA
Abatises ABT
Área inundada ARI
Fosso anticarro FAC
Curso d`água CUR
Pântano PAN
Estacas EST
Banco de areia BCA
Pedra isolada PEI
Área armadilhada ARM
D) DIMENSÕES
Informar a dimensão, em metros, seguida da letra código correspondente.
Altura A
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - S-3 - ORIGINAL
Profundidade P
Frente F
Comprimento C
Diâmetro D
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - T-1 - ORIGINAL
ANEXO T
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ARREBENTAÇÃO
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
SUROB BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término do reconhecimento)
BRAVO - MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS
(Informar a média de altura das ondas, tomando-se para o cálculo 1/3
das maiores ondas)
CHARLIE - ALTURA DA MAIOR ONDA
(Informar a altura da maior onda observada)
DELTA - PERÍODO DE ONDAS
(Informar o tempo médio existente entre a arrebentação das ondas)
ECHO - NÚMERO DE ONDAS POR TIPO
(Informar o número de ondas mergulhantes, derramantes e
deslizantes)
FOXTROT - ÂNGULO ENTRE A ARREBENTAÇÃO E A COSTA
(Informar este ângulo visto do mar para praias, em graus para
esquerda ou direita)
GOLF - VELOC / DIREÇÃO DA CORRENTE LITORÂNEA
(Informar esses dados da corrente litorânea, visto do mar para praia)
HOTEL - NÚMERO DE LINHAS DE ARREBENTAÇÃO / COMPRIMENTO DA
ZONA DE ARREBENTAÇÃO
(Informar o número de linhas de arrebentação e o comprimento da
primeira à última)
INDIA - DIREÇÃO E INTENSIDADE DO VENTO
(Informar a direção da origem do vento e sua velocidade)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - T-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS
C) ALTURA DA MAIOR ONDA
Informar em metros
D) PERÍODO DE ONDAS
Informar em segundos o intervalo médio decorrido entre a arrebentação das
ondas.
E) NÚMERO DE ONDAS POR TIPO
Derramante A
Mergulhante B
Deslizante C
F) ÂNGULO ENTRE A ARREBENTAÇÃO E A COSTA
Arrebentação para direita (do mar p/ praia) D
Arrebentação para esquerda (do mar p/ praia) E
G) VELOC/DIREÇÃO DA CORRENTE LITORÂNEA
Informar a velocidade da corrente litorânea em nós. Informar a direção (visto do
mar para praia) conforme o código abaixo:
Movimento da corrente para direita D
Movimento da corrente para esquerda E
Sem movimento aparente N
H) NÚMERO DE LINHAS DE ARREBENTAÇÃO/COMPRIMENTO DA ZONA DE
ARREBENTAÇÃO
Informar o número de linhas e o comprimento da zona de arrebentação em
metros.
I) DIREÇÃO E INTENSIDADE DO VENTO
Informar a direção em graus magnéticos e a intensidade do vento em nós.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - U-1 - ORIGINAL
ANEXO U
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PRAIA
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON PRAIA BIPT
ALFA - NOME DA PRAIA E LOCALIZAÇÃO
(Informar o nome código da praia e a região ou quadrícula a que
pertence)
BRAVO - CARTA DE REFERÊNCIA
(Informar o nome da carta da qual consta a praia)
CHARLIE - COORDENADAS DA PRAIA
(Informar as coordenadas dos flancos da praia)
DELTA - EQUIPE QUE CONDUZIU O RECONHECIMENTO
(Informar o nome código da equipe que conduziu o reconhecimento)
ECHO - DATA-HORA DO INÍCIO E TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
FOXTROT - NÚMERO DA LINHA DE SONDAGEM E MARCAÇÃO A PARTIR DO
MAR
(Informar uma linha de sondagem e seu azimute magnético a partir
do mar)
GOLF - TRANSITABILIDADE
(Informar as condições para o trânsito de viaturas sobre rodas e
lagartas
HOTEL - GRADIENTE DA PRAIA BATIDA
(Informar a declividade da praia batida)
INDIA - CORRENTE LITORÂNEA
(Informar a direção e velocidade da corrente litorânea)
JULIET - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS NA ÁGUA
KILO - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE BÓIAS
LIMA - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS EM TERRA
MIKE - CROQUI DA PRAIA COMO SE SEGUE
(Informar as sondagens levantadas por linha de sondagem)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - U-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) NOME DA PRAIA E LOCALIZAÇÃO
B) CARTA DE REFERÊNCIA
C) COORDENADAS DA PRAIA
Informar, preferencialmente em coordenadas geográficas (LAT/LONG)
Flanco direito FD
Flanco esquerdo FE
D) EQUIPE QUE CONDUZIU O RECONHECIMENTO
E) DATA-HORA DO INÍCIO E TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
F) NÚMERO DE LINHA DE SONDAGEM E MARCAÇÃO A PARTIR DO MAR
G) TRANSITABILIDADE
1 - Para viatura/reboque de 2 rodas (Sim ou Não) S/N
2 - Para viatura de 4 rodas (Sim ou Não) S/N
3 - Para viatura sobre lagarta (Sim ou Não) S/N
H) GRADIENTE DA PRAIA BATIDA
Informar a declividade da praia batida em percentual
I) CORRENTE LITORÂNCIA
1 - Direção para onde flui (em graus magnéticos)
2 - Intensidade em nós
J) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS NA ÁGUA
Após a descrição, informar a localização utilizando-se o mesmo código a ser
empregado para transmissão do croqui (linha de sondagem-LN e distância da
praia - de 20 em 20 metros)
Pedra PD
Banco de areia BA
Casco soçobrado CS
Alto fundo AF
K) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE BÓIAS
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - U-3 - ORIGINAL
Após a descrição, informar a localização utilizando-se o mesmo código a ser
empregado para transmissão do croqui (linha de sondagem-LN e distância da
praia - de 20 em 20 metros)
Bóia luminosa L
Bóia verde VD
Bóia encarnada VM
L) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS EM TERRA
Após o uso do código abaixo, informar a localização em coordenadas
retangulares decamétricas.
Campo de Minas (não identificado o emprego) MIN
Campo de minas misto MIS
Campo de minas AC MAC
Campo de minas AP MAP
Concertinas CON
Espirais de arame AES
Cavalo de frisa CAF
Rede de arame farpado RAF
Crateras CRA
Abatizes ABT
Área inundada ARI
Fosso anticarro FAC
Curso d`água CUR
Pântano PAN
Estacas EST
Área armadilhada ARM
M) CROQUI DA PRAIA COMO SE SEGUE
Informar o nome código da praia seguido dos seguintes itens:
FLANCO DIREITO
LN A B C D E F G H I J ...
01 x x x x x x x x x x ...
02 x x x x x x x x x x ...
03 x x x x x x x x x x ...
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - U-4 - ORIGINAL
04 x x x x x x x x x x ...
FLANCO ESQUERDO
Informar tantas letras em "LN" quantas tenham sido as sondagens em cada linha
de sondagem.
Informar tantas Linhas de Sondagem (LN) quanto tenham sido empregadas para
a realização do reconhecimento da praia.
Informar em cada "x" a sondagem em metros, respectiva aos incrementos de 20
metros de cada Linha de Sondagem.
Utilize a legenda abaixo para confecção do croqui da praia.
X Linha Base
M Linha de Maré Cheia
/ Distância de 20 metros
LN Número de seqüência da linha de sondagem
# Profundidade maior que 7 metros
V Vegetação
R Estrada, rodovia
A Acesso, saída de praia
C Construções
E Explosivos
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - V-1 - ORIGINAL
ANEXO V
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE LANÇAMENTO
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON ZL BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término)
BRAVO - COORDENADAS DO CENTRO DA ZL
(Informar o local de acordo com o código de posição)
CHARLIE - TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO
(Informar o tipo de cobertura existente na ZL)
DELTA - COMPRIMENTO DA ZL
(Informar o comprimento)
ECHO - LARGURA DA ZL
(Informar a largura)
FOXTROT - NÚMERO DE HOMENS POR PORTA (NHP)
(Informar o número máximo de saltadores por porta a cada
passagem)
GOLF - ALTITUDE DA ZL
(Informar a altitude da ZL em relação ao nível do mar)
HOTEL - MELHOR EIXO DE ENTRADA DA AERONAVE
(Informar os azimutes que definem a direção do melhor eixo de
entrada)
INDIA - CORRIDA PARA ZL
(Informar, para cada ponto notável, o tempo que resta para aeronave
atingir o limite anterior da ZL)
JULIET - COORDENADAS DOS CENTROS DAS Zreu APÓS A ATERRAGEM
(Informar os locais de acordo com o código de posição)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - V-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) COORDENADAS DO CENTRO DA ZL
C) TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO
Areia A
Grama B
Macega C
Neve D
Pântano E
D) COMPRIMENTO DA ZL
Informar em metros.
E) LARGURA DA ZL
Informar em metros
F) NÚMERO DE HOMENS POR PORTA (NHP)
Informar o numeral decorrente do cálculo efetuado para o NHP.
G) ALTITUDE DA ZL
Informar, preferencialmente, em pés.
H) MELHOR EIXO DE ENTRADA DA AERONAVE
Informar em azimutes magnéticos.
I) CORRIDA PARA ZL
Informar, inicialmente o ponto notável seguido do tempo (em segundos) que a
aeronave levará deste ponte até o limite anterior da ZL.
J) COORDENADAS DOS CENTROS DAS ZReu APÓS A ATERRAGEM
Informar de acordo com o código de posição.
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - X-1 - ORIGINAL
ANEXO X
MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE ATERRAGEM
___________________________________________________________________
ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT
DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor)
AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação)
INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação)
TEXTO
RECON Z Ater BIPT
ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
(Informar o momento do término)
BRAVO - COORDENADAS DO CENTRO DA Z Ater
(Informar o local de acordo com o código de posição)
CHARLIE - TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO
(Informar o tipo de cobertura existente na Z Ater)
DELTA - COMPRIMENTO DA PISTA
ECHO - LARGURA DA PISTA
FOXTROT - ALTITUDE DA Z Ater
(Informar a altitude em relação ao nível do mar)
GOLF - EIXO DE POUSO E DECOLAGEM
(Informar os azimutes que definem a direção do melhor eixo de
pouso)
HOTEL - ROTA DE APROXIMAÇÃO FINAL
(Informar, para cada ponto notável, o tempo que resta pra aeronave
atingir o limite anterior da Z Ater)
INDIA - OBSTÁCULOS NUM RAIO DE 8 KM
(Informar os obstáculos naturais à aproximação da aeronave através
dos pontos cardeais e colaterais)
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT
NR ORDEM HR TR / HR MÊS
TR POR RECEBEDOR
___________________________________________________________________
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - X-2 - ORIGINAL
Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para
cada operação ou em POP.
A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente,
facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS
PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO
B) COORDENADAS DO CENTRO DA Z Ater
C) TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO
Terra batida TB
Grama B
Macega rala C
Asfalto AF
D) COMPRIMENTO DA PISTA
Informar em metros.
E) LARGURA DA PISTA
Informar em metros.
F) ALTITUDE DA Z Ater
Informar, preferencialmente, em pés.
G) EIXO DE POUSO E DECOLAGEM
Informar em azimutes magnéticos.
H) ROTA DE APROXIMAÇÃO FINAL
Informar, inicialmente o ponto notável seguido do tempo (em segundos) que a
aeronave levará deste ponto até o limite anterior da pista.
I) OBSTÁCULOS NUM RAIO DE 8 Km
Rede de alta tensão AT
Elevações isoladas ELV
Área edificada EDF
Obstáculo situado ao Norte da pista 1
Obstáculo situado a Leste da pista 2
Obstáculo situado a Oeste da pista 3
Obstáculo situado ao Sul da pista 4
Obstáculo situado a Nordeste da pista 5
Obstáculo situado a Sudeste da pista 6
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - X-3 - ORIGINAL
Obstáculo situado a Noroeste da pista 7
Obstáculo situado a Sudoeste da pista 8
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - Z-1 - ORIGINAL
ANEXO Z
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
AAR - Área de Ação de Reconhecimento
AC - Anticarro
ADA - Área de Defesa Avançada
AOA - Área do Objetivo Anfíbio
Aop - Área de Operações
AR - Auto-rebocada
ARC - Área de Reunião Clandestina
Art - Artilharia
BP - Base de Patrulha
CC - Carro de Combate
CCZDbq - Centro de Controle da Zona de Desembarque
CiaReconAnf - Companhia de Reconhecimento Anfíbio
CiaReconTer - Companhia de Reconhecimento Terrestre
ComForDbq - Comandante da Força de Desembarque
ComForTarAnf - Comandante da Força Tarefa Anfíbia
DZDbq - Destacamento de Zona de Desembarque
EIOF - Equipe Inicial de Orientação Final
ElmRecon - Elemento de Reconhecimento
EqRecon - Equipe de Reconhecimento
FCVN - Fim do Crepúsculo Vespertino Náutico
FlDir - Flanco Direito
FlEsq - Flanco Esquerdo
ForDbq - Força de Desembarque
GptOpFuzNav - Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais
GRUMEC - Grupo de Mergulhadores de Combate
HAHO - "High Altitude High Openning"
HALO - "Higt Altitude Low Openning"
He - Helicóptero
HF - "High Frequency"
IAA - Indicador de Ângulo de Aproximação
OSTENSIVO CGCFN-1-4
OSTENSIVO - Z-2 - ORIGINAL
ICMN - Início do Crepúsculo Matutino Náutico
LocDbq - Local de Desembarque
MEC - Mergulhador de Combate
MNT - Movimento Navio-para-Terra
Obt - Obstáculo
OpAnf - Operação Anfíbia
PI - Ponto Inicial
POP - Procedimento Operativo Padronizado
PRC - Ponto de Referência das Comunicações
PRF - Ponto de Reunião Final
PRI - Ponto de Reunião de Itinerário
PRO - Ponto de Reunião do Objetivo
Pdbq - Ponto de Desembarque
PV - Posto de Vigilância
QBN - Química, Bacteriológica e Nuclear
Recon - Reconhecimento
SLOp - Salto Livre Operacional
SUROB - "Surf Observation"
TAI - Técnica de Ação Imediata
UHF - "Ultra High Frequency"
VAPI - "Visual Approach Path Indicator"
VBTP - Viatura Blindada para Transporte de Pessoal
VHF - "Very High Frequency"
Zreu - Zona de Reunião
Zaç - Zona de Ação
Z Ater - Zona de Aterragem
Zdbq - Zona de Desembarque
ZL - Zona de Lançamento
ZRT - Zona de Responsabilidade Tática
ZPH - Zona de Pouso de Helicóptero

CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais

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    CGCFN-1-4 OSTENSIVO MANUAL DE OPERAÇÕESDE ESCLARECIMENTO DE FUZILEIROS NAVAIS MARINHA DO BRASIL COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS 2008
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 MANUAL DEOPERAÇÕES DE ESCLARECIMENTO DE FUZILEIROS NAVAIS MARINHA DO BRASIL COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS 2008 FINALIDADE: BÁSICA 1ª Edição
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -II - ORIGINAL ATO DE APROVAÇÃO APROVO, para emprego na MB, a publicação CGCFN-1-4 - MANUAL DE OPERAÇÕES DE ESCLARECIMENTO DE FUZILEIROS NAVAIS. RIO DE JANEIRO, RJ. Em 12 de novembro de 2008. ALVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO Almirante-de-Esquadra (FN) Comandante-Geral ASSINADO DIGITALMENTE AUTENTICADO PELO ORC RUBRICA Em_____/_____/_____ CARIMBO
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -III - ORIGINAL Í N D I C E PÁGINAS Folha de Rosto ................................................................................... I Ato de Aprovação ............................................................................... II Índice .................................................................................................. III Introdução........................................................................................... VII CAPÍTULO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1.1 - Princípios Fundamentais do Reconhecimento........................... 1-1 1.2 - Tipos de Reconhecimento.......................................................... 1-1 1.3 - Tarefas dos Elementos de Reconhecimento Especializado....... 1-1 1.4 - Definições................................................................................... 1-2 CAPÍTULO 2 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO 2.1 - Conceituação ............................................................................. 2-1 2.2 - Infiltração e Extração Terrestre .................................................. 2-1 2.3 - Infiltração e Extração Aquática .................................................. 2-1 2.4 - Infiltração e Extração Aérea ....................................................... 2-3 2.5 - Seleção de Meios para Infiltração e Extração............................. 2-4 CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO 3.1 - Generalidades ............................................................................ 3-1 3.2 - Organização das Patrulhas de Reconhecimento........................ 3-2 3.3 - Funções Individuais em uma Patrulha de Reconhecimento....... 3-3 3.4 - Formações e Técnicas de Movimento.......................................... 3-5 3.5 - Medidas de Controle da Patrulha.................................................. 3-10 3.6 - Regiões Perigosas....................................................................... 3-12 3.7 - Técnicas de Ação Imediata........................................................ 3-17 3.8 - Alto Guardado e Pontos de Reunião.......................................... 3-22 3.9 - Base de Patrulha, Área de Reunião Clandestina e Alto Guardado para Comunicações................................................. 3-27 3.10 - Saída e Entrada de Linhas Amigas.......................................... 3-32 3.11 - Ordem Preparatória de Patrulha............................................... 3-36 3.12 - Planejamento do Intinerário da Patrulha................................... 3-41 3.13 - Modelado do Terreno................................................................ 3-43 3.14 - Ordem de Patrulha e Anexos à Ordem de Patrulha.................. 3-44
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -IV - ORIGINAL 3.15 - Inspeções e Ensaios................................................................. 3-50 3.16 - Coordenação das Patrulhas de Reconhecimento.................... 3-53 CAPÍTULO 4 - RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO 4.1 - Generalidades............................................................................. 4-1 4.2 - Reconhecimento/Vigilância de Ponto e de Área......................... 4-1 4.3 - Posto de Vigilância ..................................................................... 4-5 4.4 - Fotografia.................................................................................... 4-11 4.5 - Croqui Militar............................................................................... 4-20 4.6 - Croqui Panorâmico...................................................................... 4-22 4.7 - Estimativa de Distâncias.............................................................. 4-28 4.8 - Reconhecimento de Zona de Desembarque............... .............. 4-31 4.9 - Equipe Inicial de Orientação Final............................................... 4-38 4.10 - Reconhecimento de Zona de Aterragem................................... 4-52 4.11 - Reconhecimento de Zona de Lançamento................................ 4-64 4.12 - Reconhecimento de Ponte........................................................ 4-69 4.13 - Reconhecimento de Estrada..................................................... 4-75 4.14 - Reconhecimento de Túnel......................................................... 4-80 4.15 - Reconhecimento de Local para Travessia de Curso D' Água... 4-81 4.16 - Reconhecimento de Arrebentação............................................ 4-83 4.17 - Reconhecimento/Levantamento de Praia................................. 4-88 4.18 - Croqui de Reconhecimento/Levantamento de Praia................. 4-113 4.19 - Relatórios Padronizados de Reconhecimento.......................... 4-120 CAPÍTULO 5 - DISSEMINAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS 5.1 - Generalidades............................................................................. 5-1 5.2 - Redes Rádio de Reconhecimento da Força de Desembarque... 5-1 5.3 - Seleção e Preparação de Equipamentos.................................... 5-2 5.4 - Técnicas para Emprego das Comunicações em Tarefas de Re- conhecimento ............................................................................ 5-3 ANEXO A - Lista de Anexos............................................................................... A-1 ANEXO B - Quadro Comparativo de Meios Processos para Infiltração / Extração......................................................................................... B-1 ANEXO C - Modelo de Folha de Anotações de Posto de Vigilância.................. C-1
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -V - ORIGINAL ANEXO D - Modelo de Registro de Fotos.......................................................... D-1 ANEXO E - Modelo de Folha de Dados da Foto................................................ E-1 ANEXO F - Modelo de Papel para Croqui Panorâmico...................................... F-1 ANEXO G - Modelo de "Briefing" da Equipe Inicial de Orientação Final com os Pilotos................................................................................. G-1 ANEXO H - Modelo de "Briefing" da Equipe Inicial de Orientação Final com a Tropa helitransportada......................................................... H-1 ANEXO I - Modelo de Formulário SUROB.......................................................... I-1 ANEXO J - Modelo de Folha de Levantamento................................................... J-1 ANEXO L - Modelo de Relatório de Contato Visual com o Inimigo...................... L-1 ANEXO M - Modelo de Relatório de Contato Físico com o Inimigo..................... M-1 ANEXO N - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Ponte.......................... N-1 ANEXO O - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Estrada....................... O-1 ANEXO P - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Local para Travessia de Curso D`água............................................................. P-1 ANEXO Q - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de Desembarque.................................................................................... Q-1 ANEXO R - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Túnel.......................... R-1 ANEXO S - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Obstáculo................... S-1 ANEXO T - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Arrebentação.............. T-1 ANEXO U - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Praia........................... U-1 ANEXO V - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de Lançamento.. V-1 ANEXO X - Modelo de Relatório de Reconhecimento de Zona de Aterragem...... X-1 ANEXO Z - Lista de Siglas e Abreviaturas............................................................ Z-1
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -VI - ORIGINAL INTRODUÇÃO O propósito do presente manual é orientar as atividades de reconhecimento (Recon) de Fuzileiros Navais, principalmente no que se refere ao emprego dos componentes das subunidades especializadas em Recon - Companhia de Reconhecimento Anfíbio (CiaReconAnf) e Companhia de Reconhecimento Terrestre (CiaReconTer) - tendo por base os conceitos abordados na publicação CGCFN-20 - Manual de Inteligência dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais. É inquestionável a importância de se dispor de conhecimentos precisos e oportunos sobre a Área de Operações (AOp) e a situação do inimigo para o sucesso das operações militares. Numa Operação Anfíbia (OpAnf), a dificuldade de obtenção de dados pela Força de Desembarque (ForDbq) é ressaltada, devido à inexistência de contato com o inimigo até o desembarque. Por essa razão, o emprego de elementos especializados em Recon é particularmente importante nos estágios que antecedem o assalto. A tarefa dos elementos de Recon especializado, que é essencialmente voltada para a busca de dados, só terá êxito se estes elementos estiverem perfeitamente adestrados e familiarizados com as técnicas de infiltração e extração da AOp, execução de patrulha, obtenção e disseminação dos dados obtidos. No primeiro capítulo são apresentados os princípios fundamentais e os tipos de Recon, as tarefas dos elementos de reconhecimento especializado, e algumas definições necessárias para uma melhor compreensão dos temas abordados nos capítulos seguintes. O segundo capítulo aborda as técnicas de infiltração e extração de uma tropa de Recon especializado. No terceiro capítulo são apresentados os conceitos básicos pertinentes à atividade de Recon, e os aspectos fundamentais às patrulhas de Recon, enfatizando o planejamento e a execução, necessários ao elemento de Recon para atingir a área do objetivo. No quarto capítulo são abordados os diferentes tipos de Recon especializado, fornecendo também subsídios ao elemento de Recon para a execução de suas tarefas. Os diversos modelos de relatórios padronizados e as instruções para o seu preenchimento são apresentados como anexos a esta publicação. Por fim, o quinto capítulo apresenta os meios empregados para a disseminação oportuna dos dados obtidos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -VII - ORIGINAL Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 - Manual de Publicações da Marinha como: Publicação da Marinha do Brasil (PMB), não controlada, ostensiva, básica e manual. Esta publicação substitui a CGCFN-1307 - Manual de Reconhecimento de Fuzileiros Navais, 1ª edição, aprovada em 2 de setembro de 1997, preservando seu conteúdo, que será adequado ao previsto no Plano de Desenvolvimento da Série CGCFN (PDS-2008), quando de sua próxima revisão.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -1-1 - ORIGINAL CAPITULO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1.1 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO RECONHECIMENTO As ações de Recon variam de acordo com as circunstâncias locais e tarefas a serem cumpridas. Submetem-se aos princípios fundamentais a seguir conceituados: 1.1.1 - Sigilo As atividades de Recon devem ser de domínio restrito aos elementos envolvidos. Para a sua execução devem ser aproveitados da melhor forma possível, o terreno, as condições meteorológicas e as técnicas de camuflagem, a fim de negar ao inimigo o seu conhecimento. 1.1.2 - Ações Independentes A natureza do emprego dos elementos de Recon é caracterizada pela atuação independente, especificamente voltada para a execução de determinada tarefa. 1.1.3 - Disseminação Oportuna dos Dados Obtidos Está associada à imediata disseminação de qualquer dado obtido, de modo que este seja processado em tempo hábil pela Seção de Informações, para a sua eficaz utilização. 1.2 - TIPOS DE RECONHECIMENTO Quanto ao tipo, o Recon pode ser classificado em: aproximado, distante e profundo. Esta classificação tem o propósito de permitir a designação de áreas de responsabilidade de reconhecimento para a tropa e para as Unidades especializadas de Recon, conforme discriminado na publicação ComOpNav-274 - MANUAL DE EMPREGO DOS ELEMENTOS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DA FFE. 1.3 - TAREFAS DOS ELEMENTOS DE RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO Normalmente são atribuídas aos elementos de Recon especializado, as seguintes tarefas: - estabelecer, manter e operar Postos de Vigilância (PV); - observar as atividades e o dispositivo de forças inimigas, estimando distâncias, elaborando croqui de campanha e transmitindo o registro de tais
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -1-2 - ORIGINAL dados por meio de relatórios padronizados e/ou conforme determinações especiais preestabelecidas; - executar o Recon detalhado de objetivos de interesse para a produção de conhecimentos operacionais como vias de acesso, itinerários e estradas, passagens vadeáveis em cursos d`água, aeródromos e campos de pouso, pontes, túneis e outras instalações, áreas e pontos críticos; - executar o Recon detalhado de áreas ribeirinhas de interesse para a produção de conhecimentos operacionais em operações ribeirinhas; - conduzir o tiro das armas de apoio, quando determinado ou autorizado pelo Comandante da Força, para engajar alvos inimigos considerados críticos; - vetorar e orientar aeronaves para pouso e decolagem, operando os meios para orientação final de helicópteros em operações precursoras de Zona de Desembarque (ZDbq) diurnas e noturnas; - implantar e operar sensores para instalação de sistemas de vigilância terrestre; - instalar e manter equipamentos de alarme de guerra Química, Biológica e Nuclear (QBN), quando determinado; e - reconhecer, selecionar e preparar ZDbq. 1.4 - DEFINIÇÕES 1.4.1 - Reconhecimento Operação cujo propósito é obter, por meio da observação visual ou um outro método de detecção, dados sobre: - a situação militar do inimigo; e - aspectos táticos do terreno e das condições climáticas, meteorológicas e hidrográficas 1.4.2 - Vigilância É a observação contínua do espaço aéreo e do campo de batalha por meios visuais, auditivos, eletrônicos, fotográficos ou qualquer outro, com o propósito de obter dados sobre o inimigo. Sendo uma ação tática, proporciona segurança a determinada região ou força, pelo estabelecimento de uma série de PV, complementados por ações adequadas, que procuram detectar a presença do inimigo assim que o
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -1-3 - ORIGINAL mesmo entre no raio de ação ou campo dos instrumentos do elemento que a executa. 1.4.3 - Reconhecimento / Vigilância de Ponto São realizados sobre um local específico ou uma pequena área, como uma posição inimiga conhecida, uma ponte ou uma ZDbq. 1.4.4 - Reconhecimento / Vigilância de Área São realizados sobre uma área extensa ou vários pontos, como uma determinada região urbana ou em várias ZDbq. 1.4.5 - Área de Ações de Reconhecimento (AAR) Estabelecida para identificar nitidamente o local onde se desenvolvem ações de reconhecimento.
  • 12.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -2-1 - ORIGINAL CAPÍTULO 2 INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO 2.1 - CONCEITUAÇÃO Infiltração é a técnica que consiste no posicionamento sem o conhecimento do inimigo, de um ou mais indivíduos em território hostil, para o cumprimento de tarefa(s) específica(s). Como extração entende-se a técnica de movimento que consiste na retirada de um ou mais indivíduos infiltrados em um território hostil, com ou sem o conhecimento do inimigo. Os elementos de reconhecimento, para o cumprimento de suas tarefas se utilizam da infiltração e extração por via terrestre, aquática ou aérea. Em cada uma delas podem ser utilizados diversos meios e processos. A via, o meio e o processo utilizados devem ser aqueles que possam conduzir a equipe o mais próximo possível do objetivo, apresentando a menor probabilidade de detecção, e que sejam simples e rápidos e, no caso de extração, contribuam para uma disseminação rápida e oportuna dos dados obtidos. Sempre que recomendável, poderá ser utilizada a combinação de dois ou mais meios, processos ou vias. 2.2 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO TERRESTRE Poderá ser realizada a pé ou empregando veículos motorizados ou outros meios de fortuna como por exemplo animais, bicicleta etc. Para a infiltração terrestre ressalta-se a importância das técnicas de patrulha constantes do capítulo 3. 2.3 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO AQUÁTICA Poderá ser realizada no nível da superfície ou subaquática. 2.3.1 - Infiltração e Extração por Superfície Pela superfície podem ser utilizados os seguintes meios ou processos: a) Embarcação São empregadas embarcações de casco rígido ou pneumáticas e podem ser propulsadas a remo ou a motor. São lançadas a partir de navio de superfície ou de submarino. Exigem adestramento específico e seu emprego depende das condições de mar (correntes e arrebentação). O
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -2-2 - ORIGINAL emprego de embarcações possibilita a obtenção de sigilo e boa capacidade de transporte de material. b) Natação A natação para a infiltração ou extração é um processo realizado com auxílio de implementos (máscara, tubo respirador, nadadeiras e roupas isotérmicas). Nadadores podem ser lançados e recolhidos por embarcações, submarinos e helicópteros. A infiltração ou a extração por natação provocam grande desgaste da tropa e apresentam reduzida capacidade de transporte de material, sendo dependentes das condições do mar. Por outro lado, apresentam grande probabilidade de obtenção do sigilo. 2.3.2 - Infiltração e Extração Subaquática Podem ser utilizados os seguintes meios ou processos: a) Submarino Dos meios normalmente disponíveis em uma Força-Tarefa Anfíbia (ForTarAnf), é a plataforma mais apropriada para a infiltração em operações pré-assalto, devido ao grande raio de ação e à alta probabilidade de obtenção do sigilo. Contudo, para longos períodos de travessia, a exigüidade de espaço a bordo pode influenciar, negativamente, no moral e no preparo físico da tropa. A conclusão da infiltração a partir de um submarino poderá ser feita por embarcações, por mergulho ou natação. b) Mergulho Para a infiltração ou extração pelo processo de mergulho, pode-se utilizar equipamento de mergulho autônomo de circuito aberto ou fechado, sendo que o segundo é mais apropriado para o deslocamento, em razão de sua maior autonomia e por não ser denunciado pelas bolhas de ar. Mergulhadores podem ser lançados e recolhidos por navios, embarcações, submarinos ou helicópteros. O mergulho é extremamente dependente das condições do mar. Tem alcance limitado e possui pouca capacidade de transporte de material, propiciando, porém, uma grande probabilidade de obtenção do sigilo. 2.4 - INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO AÉREA
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -2-3 - ORIGINAL Pode ser realizada por três meios distintos, a saber: 2.4.1 - Aeronave de asa fixa Aeronaves de asa fixa como meio de infiltração serão utilizadas, em OpAnf, em situações especiais. Este meio, entretanto, deverá ser considerado para a extração. Seu emprego depende das condições meteorológicas e traz pouca possibilidade de obtenção de sigilo. Possuem grande velocidade e raio de ação e o adestramento da tropa é simples. 2.4.2 - Helicóptero O helicóptero é um meio intensamente utilizado para a infiltração e extração de equipes de reconhecimento em OpAnf. Além do pouso, que traz como vantagem o menor nível de adestramento da tropa, são utilizados outros processos que diminuem a exposição do helicóptero ao fogo e à observação inimiga. Tais processos como: o salto na água; o "fast rope"; a penca pelo método "spie"; e o "rappel", exigem da tropa um adestramento específico. Seu emprego é extremamente dependente das condições meteorológicas e tem pouca possibilidade de obtenção do sigilo. Deve ser considerado, entretanto, que o helicóptero possui grande velocidade, capacidade de transporte de material e capacidade de prover Apoio de Fogo. 2.4.3 - Pára-quedas Este meio de infiltração pode utilizar dois processos: o salto semi-automático e salto livre operacional (SLOp). Em algumas situações é possível infiltrar-se por pára-quedas a partir de helicópteros. O pára-quedas apresenta pouca capacidade de transporte e a realização do salto está condicionada às condições meteorológicas, tanto as que afetam os vôos quantos as que afetam o desempenho do pára-quedas, principalmente, o vento no ponto de aterragem. Para sua escolha como meio de infiltração deve ser ponderado, ainda, o raio de ação da aeronave, sua velocidade e a possibilidade de obtenção do sigilo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -2-4 - ORIGINAL a) Salto Semi-automático Utiliza pára-quedas cujo acionamento é desencadeado quando o pára- quedista se lança da aeronave (popularmente conhecido como gancho). As equipes são lançadas de baixa altura, em torno de 1000 pés, por um precursor pára-quedista. b) Salto Livre Operacional Utiliza pára-quedas cujo acionamento é realizado pelo saltador. As equipes são lançadas, normalmente, a alturas superiores a 4000 pés. Existem duas técnicas principais: HALO ("HIGH ALTITUDE", "LOW OPENNING") e HAHO ("HIGH ALTITUDE", "HIGH OPENNING"). A primeira consiste no lançamento a grande altura, seguindo-se uma queda livre prolongada e a abertura do velame a baixa altura, resultando uma navegação rápida para o ponto de aterragem. Na segunda, a abertura do velame, se da a grande altura, possibilitando às equipes, dependendo das condições meteorológicas e das características do pára-quedas, cobrir grandes distâncias horizontais de alguma magnitude. 2.5 - SELEÇÃO DE MEIOS PARA INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO Os seguintes fatores devem ser considerados na seleção dos meios de infiltração e extração: - capacidade de detecção e reação inimiga; - qualificação técnica da equipe de Recon; - características e disponibilidade de embarcações e aeronaves; - distância entre a área de desembarque e a área do objetivo; - terreno, condições meteorológicas e hidrográficas da área de desembarque; - a quantidade e natureza dos dados a serem buscados e a possibilidade de sua transmissão; e - distância entre a área do reembarque e a área do objetivo. O Anexo B - QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO, apresenta as vantagens e desvantagens dos diversos meios e processos utilizados nas infiltrações e extrações aquáticas e aéreas.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-1 - ORIGINAL . CAPITULO 3 PATRULHAS DE RECONHECIMENTO 3.1 - GENERALIDADES 3.1.1 - Definições a) Patrulha É uma organização por tarefas constituída por militares de uma ou mais unidades, com a finalidade de cumprir tarefas de reconhecimento, de combate ou mesmo uma combinação de ambas. b) Patrulha de Reconhecimento Executa tarefas de reconhecimento ou vigilância, de ponto ou de área. 3.1.2 - Tarefas das Patrulhas de Reconhecimento As principais tarefas das patrulhas de reconhecimento são buscar dados ou confirmar a veracidade daqueles previamente recebidos. As patrulhas de reconhecimento podem também realizar as seguintes tarefas: - engajar com o inimigo quando ordenado ou autorizado; - implantar sensores; - capturar prisioneiros selecionados; e - conduzir apoio inicial de orientação final para o pouso de helicópteros. 3.1.3 - Execução A execução das patrulhas de reconhecimento caracteriza-se pelo sigilo, tempo prolongado e máxima atenção de seus integrantes. Uma patrulha de reconhecimento só deve combater para sua auto-defesa ou, quando autorizado, para cumprir suas tarefas. O reconhecimento pelo fogo pode ser utilizado como uma técnica de localização de posições inimigas. Nesta técnica, alguns membros da patrulha abrem fogo contra posições conhecidas ou suspeitas, de maneira tal que a resposta a este fogo revele os dados que se pretende obter. Só deve ser usado como último recurso, uma vez que a quebra do sigilo pode comprometer o retorno da patrulha às linhas amigas e, eventualmente, prejudicar a disseminação dos dados ao comando que ordenou a sua execução.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-2 - ORIGINAL . 3.1.4 - Peculiaridades do Reconhecimento Diurno e Noturno O reconhecimento diurno requer o uso intenso de cobertas para ocultar a patrulha. Normalmente, é conduzido a partir de locais mais afastados do alvo da busca. O reconhecimento noturno, por sua vez, requer maior disciplina de ruídos. Apesar de sob a escuridão, ser possível se aproximar mais do alvo, a observação a olho nu é dificultada. 3.2 - ORGANIZAÇÃO DAS PATRULHAS DE RECONHECIMENTO O efetivo, a composição, os equipamentos e os armamentos necessários à organização da patrulha dependem da análise dos fatores da decisão: missão, inimigo, terreno, meios e tempo disponíveis (MITMT). Uma tarefa de reconhecimento pode ser cumprida por uma patrulha de dois ou três elementos, levemente armados e com pouco ou nenhum equipamento especial. O Comandante da patrulha a organiza, após o comando que determinou sua execução estabelecer as tarefas a serem cumpridas. Cada tarefa pode ser cumprida por uma subdivisão da patrulha, e estes grupos podem ser divididos em equipes menores para cumprirem parcelas específicas de cada tarefa. Esta organização para as ações no objetivo é então adaptada para a organização necessária para o movimento, durante a infiltração e extração da patrulha. A patrulha de reconhecimento é organizada em escalões de reconhecimento, segurança ou reconhecimento e segurança. Para cada escalão é designado um comandante e lhes são atribuídas tarefas a serem cumpridas no objetivo. O comando da patrulha geralmente é parte componente de um dos escalões, normalmente o de reconhecimento. Uma pequena patrulha de dois a seis homens com uma tarefa de reconhecimento ou vigilância de ponto, normalmente não é subdividida em escalões, sendo organizada em um único escalão de reconhecimento e segurança. Escalão de Reconhecimento - Reconhece ou mantém vigilância sobre o objetivo. É organizado em tantas equipes quantas forem necessárias para o cumprimento da sua tarefa.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-3 - ORIGINAL . Escalão de Segurança - Proporciona segurança às ações do Escalão de Reconhecimento no Ponto de Reunião do Objetivo (PRO) e no objetivo, emitindo o alarme antecipado da entrada ou saída do inimigo na área do objetivo; é organizado em tantas equipes quantas forem necessárias. Escalão de Reconhecimento e Segurança - Reconhece ou mantém vigilância e provê sua própria segurança. O menor efetivo que pode compor um escalão de reconhecimento e segurança é de dois homens, cabendo a um deles as tarefas de reconhecimento e ao outro a de prover segurança. 3.3 - FUNÇÕES INDIVIDUAIS EM UMA PATRULHA DE RECONHECIMENTO Toda e qualquer patrulha de reconhecimento, não importando o tamanho, a missão, a duração ou o ambiente de atuação, deve possuir entre seus componentes elementos que executem cada uma das oito funções básicas a seguir relacionadas. Em uma patrulha de efetivo maior, as tarefas básicas podem ser executadas por mais de um elemento. Em uma patrulha de efetivo menor, podem ser atribuídas duas ou mais tarefas a um único elemento. 3.3.1 - Funções Básicas a) Comandante Planejar, organizar e controlar a patrulha de forma a cumprir sua missão. É o responsável pelo desempenho da patrulha no cumprimento de suas tarefas. b) Subcomandante Auxiliar diretamente o comandante da patrulha e substituí-lo em seu impedimento, sendo o principal supervisor das atividades da patrulha. c) Homem Ponta Proporcionar segurança à frente durante o movimento, alertar a patrulha sobre a presença do inimigo ou da aproximação de área perigosa. Deve estar familiarizado com o itinerário para que mantenha a direção de deslocamento. Ele é o único elemento da patrulha que não pode executar mais de uma das oito funções básicas. d) Homem Carta Orientar o deslocamento da patrulha. Sendo o responsável pela navegação, deve mantê-la sobre o itinerário estabelecido.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-4 - ORIGINAL . e) Homem Passo Auxiliar o homem carta na navegação, através da verificação da distância percorrida. f) Elementos de Segurança Prover segurança nos flancos e na retaguarda da patrulha. g) Rádio Operador Monitorar o rádio, transmitindo e recebendo mensagens para o Comandante. h) Anotador Relacionar as atividades ocorridas durante a patrulha, tais como: partida, cruzamento das linhas amigas, regiões perigosas, presença inimiga e os dados obtidos na área do objetivo. i) Gerente Normalmente é o terceiro na cadeia de comando, e suas atribuições se restringem à fase dos preparativos: receber, verificar e distribuir os equipamentos, armamentos e munição. 3.3.2 - Outras Funções a) Desenhista/Fotógrafo Confeccionar croqui e/ou fotografar o(s) alvo(s) do reconhecimento e daquilo que for julgado importante durante o movimento. b) Enfermeiro Prover os primeiros socorros às baixas, conduzir suprimentos extra de saúde. É o responsável pela evacuação dos feridos, quando necessário. c) 2° Rádio Operador Conduzir e operar um segundo ou terceiro equipamento rádio, quando mais de uma rede for guarnecida. d) 2° Homem Passo Executar o mesmo trabalho do homem passo. Quando empregado, será realizada a média da contagem de passos de ambos. f) Controlador do Apoio de Fogo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-5 - ORIGINAL . Manter acompanhamento constante da localização da patrulha, comparando-a com a dos fogos pré-planejados, de forma a impedir o trânsito da patrulha por local designado como alvo. 3.3.3 - Tarefas e Responsabilidades Comuns a Todos Componentes da Patrulha - segurança passiva e ativa; - observar e reportar qualquer atividade inimiga; e - manutenir seu próprio equipamento e armamento. 3.4 - FORMAÇÕES E TÉCNICAS DE MOVIMENTO 3.4.1 - Formações da Patrulha A patrulha deve ser organizada para o movimento durante a infiltração e o retraimento. A localização dos escalões, grupos, equipes e indivíduos deve ser planejada e explanada em detalhes para todos os componentes da patrulha. As formações mais comuns são: a) Coluna É a formação mais simples e mais amplamente empregada por uma patrulha de reconhecimento. A coluna proporciona fácil controle e manobra, e o máximo de velocidade e poder de fogo nos flancos. Possui pequeno poder de fogo à frente e à retaguarda, não permitindo, portanto, uma rápida reação para emboscadas à frente ou à retaguarda. Fig 3-1 - Formação da Patrulha em Coluna b) Cunha e "V" Usada para terreno descampado e para cruzar área perigosa de grande dimensão. O seu controle é dificultado em regiões com vegetação densa e o seu movimento é mais lento que na formação em coluna. Proporciona
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-6 - ORIGINAL . um poder de fogo maior à frente e menor nos flancos em comparação com a formação em coluna. Fig 3-2 - Formação da Patrulha em Cunha Fig 3-3 - Formação da Patrulha em "V" c) Linha Proporciona o máximo de poder de fogo à frente, porém é de difícil controle e manobra, além de proporcionar um reduzido poder de fogo nos flancos. Utilizada para cruzar linhas perigosas e como formação para romper o contato. É vulnerável a emboscadas provenientes dos flancos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-7 - ORIGINAL . Fig 3-4 - Formação da Patrulha em Linha 3.4.2 - Técnicas de Movimento a) Movimento Contínuo É utilizada quando a probabilidade de contato com o inimigo é remota ou quando as condições do terreno ou visibilidade não permitirem a adoção de outra técnica. Durante o movimento, a patrulha desloca-se como um todo, com a mesma dispersão entre seus membros. Proporciona um movimento rápido e de fácil controle, porém em caso de emboscada, toda patrulha estará envolvida. Fig 3-5 - Movimento Contínuo b) Movimento Contínuo em Dois Escalões É utilizada quando for possível o contato com o inimigo e quando as condições do terreno e de visibilidade permitirem a adoção desta técnica. Normalmente a patrulha é dividida em dois escalões: o avançado, composto da ponta de vanguarda e o recuado, composto do corpo principal da patrulha. A ponta de vanguarda desloca-se à frente do corpo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-8 - ORIGINAL . principal a uma distância que varia com o terreno e com a visibilidade, não podendo, no entanto, comprometer a interpretação dos seus sinais visuais emitidos para o corpo principal. Ambos os escalões devem deslocar-se com a mesma velocidade, de forma que a distância entre eles não se altere. É uma técnica de movimento mais lenta e com maior dificuldade de controle do que a de movimento contínuo, sendo de difícil emprego à noite. Tem a vantagem de permitir um alarme antecipado da presença inimiga e das áreas perigosas. Fig 3-6 - Movimento Contínuo em Dois Escalões c) Movimento por Lances É utilizado quando a probabilidade de contato com o inimigo é iminente ou quando o terreno é favorável para a realização de emboscadas por parte do inimigo. Durante o movimento por lances, a patrulha é dividida em dois escalões. Enquanto um escalão desloca-se, o outro permanece estático, preferencialmente em posições cobertas e abrigadas e que possibilitem a realização de apoio de fogo ao escalão que se desloca. O movimento por lances é o mais seguro na maioria das situações e não é difícil de ser empregado, apesar de exigir uma equipe adestrada para executá-la apropriadamente. Funciona da mesma forma como caminhamos: um pé no ar (escalão que se desloca) e o outro no chão (escalão estacionário). Existem dois tipos de movimento por lances: I) Lances alternados O escalão avançado desloca-se enquanto o escalão recuado permanece estacionário. Quando o escalão avançado pára em determinada posição, o escalão recuado desloca-se para a posição adjacente à do escalão avançado. Após o escalão recuado assumir a
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-9 - ORIGINAL . nova posição, o escalão avançado reinicia o deslocamento para mais um lance. Fig 3-7 Movimento por Lances Alternados II) Lances sucessivos Um dos escalões desloca-se enquanto o outro permanece estacionário. Quando o escalão que se deslocava pára, o escalão que se encontrava estacionário desloca-se até uma nova posição localizada mais à frente da posição onde estacionou o escalão que fez o deslocamento anterior, prosseguindo desta mesma forma para a execução dos lances seguintes. Fig 3-8 - Movimento por Lances Sucessivos 3.4.3 - Fatores que Influenciam na Seleção das Formações e Técnicas de Movimento a serem Empregadas: - probabilidade de contato com o inimigo; - manutenção da integridade tática; - ações no objetivo; - controle;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-10 - ORIGINAL . - situação do inimigo; - velocidade desejável do movimento; - sigilo; - segurança; - dispersão; - terreno; - visibilidade; e - condições meteorológicas. 3.5 - MEDIDAS DE CONTROLE DA PATRULHA O sucesso no cumprimento da missão de uma patrulha depende, em grande parte, do controle que seu Comandante exerce sobre seus homens. O Comandante necessita controlar a direção, a velocidade, o deslocamento, os altos e as reações da patrulha em caso de contato com o inimigo. 3.5.1 - Controle pela voz e outros sinais sonoros Ordens verbais devem ser emitidas no tom normal de voz sussurrada, no entanto, podem ser ostensivas no caso de emergência ou em contato com o inimigo. Sinais sonoros imitando aves ou outros animais devem ser evitados, para não serem confundidos com os sons emitidos pelos próprios animais. O rádio é um excelente meio de controle, especialmente em patrulhas com maiores efetivos. 3.5.2 - Contagem de Pessoal A contagem de pessoal deve ser realizada nas seguintes ocasiões: - após cruzar áreas perigosas; - após o contato com o inimigo; - no início e a cada reinício de deslocamento; e - quando determinado pelo Comandante. 3.5.3 - Procedimentos para Contagem de Pessoal a) Patrulha de pequeno efetivo (4 a 8 homens) I) Durante o dia O Comandante deve proceder a contagem visual de toda a patrulha. II) Durante a noite
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-11 - ORIGINAL . Após a ultrapassagem de áreas perigosas e nos altos, o último homem da patrulha inicia automaticamente a contagem da retaguarda para a frente. b) Patrulha com maior efetivo (acima de 8 homens) I) Durante o dia O Comandante determina o início da contagem através sinal visual, iniciando-se a partir do último homem da patrulha. II) Durante a noite O mesmo procedimento e ocasião adotados pelas patrulhas de pequeno efetivo. 3.5.4 - Sinais e Gestos Convencionados Os sinais e gestos convencionados com a arma e com as mãos devem ser utilizados sempre que possível, principalmente quando o silêncio necessitar ser mantido. Para efetivamente auxiliar no controle, os sinais e gestos necessitam ser compreendidos por todos os componentes da patrulha. Adestramento e ensaios garantem esta compreensão. 3.5.5 - Tarefas dos Componentes da Patrulha no Controle a) Subcomandante Certifica-se de que todos os sinais são do conhecimento de todos os componentes da patrulha. b) Comandantes de Escalões Certificam-se de que todos os elementos subordinados executaram as formações sinalizadas e mantêm a dispersão. c) Demais Componentes Passar adiante, compreender e executar todos os sinais de formações. Cada membro da patrulha é responsável pelo elemento que se desloca à sua retaguarda; desta forma os componentes da patrulha não perderão o contato com os demais elementos. 3.6 - REGIÕES PERIGOSAS Região perigosa é qualquer local no qual a patrulha fica vulnerável à observação ou ao fogo inimigo. Podem ser áreas ou linhas perigosas, tais como áreas descampadas, clareiras, trilhas, estradas, cursos d`água, lagos,
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-12 - ORIGINAL . praias e obstáculos artificiais (redes de arame farpado, campos minados e áreas armadilhadas). Qualquer posição inimiga, suspeita ou confirmada, que precise ser atravessada pela patrulha, deverá ser considerada como região perigosa. 3.6.1 - Tipos de Áreas e Linhas Perigosas a) Linha Perigosa É melhor caracterizada por estradas e trilhas. Ambos os flancos da patrulha estão expostos aos campos de tiro do inimigo, ao cruzar estas linhas. As linhas perigosas podem estar em seqüência, através de uma série de linhas perigosas estabelecidas pelas posições defensivas do inimigo, tais como pontos fortes ou trincheiras. b) Área Perigosa de Pequena Dimensão Área cuja travessia expõe somente parcela da patrulha aos fogos inimigos, como por exemplo, uma pequena clareira. c) Área Perigosa de Grande Dimensão Área cuja a travessia expõe toda a patrulha aos fogos inimigos, como, por exemplo, uma região descampada. 3.6.2 - Princípios para a Transposição de Região Perigosa A patrulha ao deparar-se com uma região perigosa, inicialmente, procurará desbordá-la. Quando não for possível, seguirá os seguintes princípios: - A patrulha deve atravessar a região perigosa em um local onde esteja menos vulnerável à observação inimiga, tal como, a curva de uma estrada ou onde a vegetação esteja bem próxima de ambos os lados da estrada. - Deve ser assegurado o controle do local onde se inicia a região perigosa, bem como dos flancos. Normalmente o reconhecimento visual e a presença da patrulha são suficientes para assegurar este controle. - Pontos de Reunião de Itinerários (PRI) devem ser designados antes e após a região perigosa. Caso o Comandante da patrulha decida alterar alguns dos PRI já designados, após sua chegada às proximidades da região perigosa, deverá informar a todos os membros da patrulha a alteração realizada, antes da travessia da citada região. O PRI designado após a
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-13 - ORIGINAL . região perigosa deverá estar localizado a uma distância segura da mesma, ao longo do itinerário de marcha. - O lado oposto à região perigosa deve ser reconhecido e controlado. Isto pode requerer que alguns homens cruzem a região perigosa para verificar a presença ou não de inimigo e se a travessia da região é segura. Algumas vezes, um simples reconhecimento visual é o suficiente. De qualquer forma, a patrulha não deverá cruzar a região perigosa antes de ter sido concluído o reconhecimento. - Caso a patrulha esteja cruzando a região perigosa e seja dividida pela ação do inimigo, os homens que já a tiverem cruzado deverão deslocar-se para o PRI localizado após a mesma e lá aguardar. Os que não a cruzaram deverão deslocar-se para o último PRI antes da mesma. Neste local, o mais antigo assumirá o comando e tentará cruzar a região perigosa em outro ponto, para reincorporar-se à patrulha no PRI ou em um PRI alternativo ou, ainda, posteriormente no PRO, de acordo com as instruções emitidas na ordem à patrulha. - Remover, sempre que possível, qualquer evidência de que a patrulha cruzou a região perigosa, tais como: pegadas e galhos quebrados. 3.6.3 - Técnicas Comumente Empregadas para Cruzar ou Desbordar Regiões Perigosas a) Linhas Perigosas I) Ao deparar-se com uma linha perigosa, o homem ponta fará alto e alertará o Comandante. Este, então, deslocar-se-á à frente para verificar se procederá como planejado ou modificará os planos. Nesta verificação ele avaliará a adequabilidade do seu último PRI e do PRI planejado para o lado oposto da linha perigosa. Caso seja necessário, estabelecerá segurança nos flancos, a uma distância que no caso de aproximação do inimigo a patrulha não seja atingida pelos seus fogos. Os elementos que fizerem a segurança dos flancos deverão ter condições de manter contato visual com o restante da patrulha. Após o posicionamento da segurança nos flancos, a ponta de vanguarda poderá ser enviada através da linha perigosa. A área a ser reconhecida
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-14 - ORIGINAL . após a linha perigosa deverá ter dimensões suficientes para comportar toda patrulha na formação original. Após a ponta de vanguarda ter completado o reconhecimento, deverá emitir sinal de que a área está segura e livre da presença inimiga ou retornar à patrulha e informar ao Comandante o que encontrou. Caso o local tenha sido julgado adequado, a travessia do corpo principal da patrulha poderá ser completada por equipes ou a uma, utilizando-se uma formação compatível. Uma vez completada a travessia do corpo principal, o Subcomandante comunica-se com os elementos que proporcionaram a segurança nos flancos, determinando que se incorporem à patrulha no local determinado após a linha perigosa. II) Uma pequena patrulha de reconhecimento pode não ter efetivo suficiente para estabelecer a segurança nos flancos ou o Comandante da patrulha pode decidir pela técnica da transposição imediata da linha perigosa, sem interromper o deslocamento. Da mesma forma, ao avistar a linha perigosa, o homem ponta sinalizará para que a patrulha faça alto e alertará o Comandante sobre a linha a ser transposta. Este cerrará à frente para verificar a situação e uma vez decidido pela técnica de transposição imediata, dará conhecimento aos demais dessa decisão e determinará ao homem ponta o cruzamento da linha perigosa. O homem bússola ou o segundo homem da patrulha movimentar-se-á para a mesma posição ocupada pelo ponta, mantendo a atenção voltada para um dos flancos. Assim que o homem bússola ou o segundo homem da patrulha avistar o ponta em local seguro, iniciará o movimento para cruzar a linha perigosa e substituir o ponta naquela posição. Antes, porém, o Comandante ou o terceiro homem substitui o segundo naquela posição inicial. Este processo prossegue até que todos homens tenham cruzado a linha perigosa. Cada homem, alternadamente, ficará atento ao flanco oposto ao do que o precedeu. Após toda patrulha ter cruzado a linha perigosa, o Comandante deverá certificar-se da presença de todos por meio do contato visual ou da contagem da patrulha.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-15 - ORIGINAL . b) Área Perigosa de Pequena Dimensão Da mesma forma como em qualquer outra região perigosa, o ponta sinalizará para que a patrulha faça alto e alertará ao Comandante. Ao cerrar à frente, o Comandante determinará se a área deverá ser cruzada naquele ponto ou se deverá ser desbordada. Caso decida desbordar, determinará ao homem bússola que altere o azimute, inserindo noventa graus (90o ) para a esquerda ou para a direita, o que manterá a patrulha em um deslocamento paralelo à base da área perigosa. O homem passo não medirá a distância percorrida nesta pernada, sendo medida pelo próprio homem bússola. Após a patrulha deslocar-se o suficiente para evitar a área perigosa, o Comandante determinará ao homem bússola que seja retomada a direção original, passando o homem passo a medir novamente a distância percorrida. Quando a patrulha tiver percorrido pelo menos a distância equivalente à profundidade da área, será determinado ao homem bússola que navegue no contra-azimute utilizado para iniciar o desbordamento da área perigosa, percorrendo também, a mesma distância. Feito isso, a patrulha retomará a sua direção original. Fig 3-9 - Desbordamento de Área Perigosa c) Área Perigosa de Grande Dimensão I) Se for possível, deverá ser desbordada da mesma forma que uma área perigosa de pequena dimensão.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-16 - ORIGINAL . II) O homem ponta ao avistar a área perigosa sinalizará para que a patrulha faça alto e alertará o Comandante. Este cerrará à frente, avaliará a situação e, caso não seja possível desbordar a área, estabelecerá a técnica de movimento e a formação a ser adotada, de acordo com a probabilidade de contato com o inimigo. d) Atravessando as Linhas de Defesa do Inimigo I) A organização da defesa em profundidade pode incluir tocas de raposa, casamatas, redes de arame farpado, campos minados e outros obstáculos. II) O sucesso da travessia depende do terreno e do dispositivo inimigo, os quais devem ser explorados de forma a não permitir que o movimento seja detectado. O estado de alerta das tropas inimigas pode impedir a travessia. III) São necessários tempo, planos detalhados e ensaios minuciosos. O movimento deverá ser lento e cuidadoso, para manter o sigilo. IV) Os itinerários selecionados devem proporcionar coberta. A observação e a capacidade de vigilância do inimigo podem ser limitadas quando os movimentos são realizados através de vegetação densa, pântanos e terrenos de difícil progressão. A travessia das linhas inimigas deve ser efetuada onde as tropas inimigas estiverem mais dispersas. V) As estradas não devem ser utilizadas para aproximação. Caso o inimigo esteja utilizando dispositivos de detecção, deverão ser utilizadas medidas diversionárias. O Plano de Apoio de Fogo deve prever a execução de missões de tiro com esta finalidade. VI) Devem ser encontrados pontos fracos nas linhas de defesa. Caso não existam podem ser criados por meio do fogo ou da execução de medidas de despistamento. 3.7 - TÉCNICAS DE AÇÃO IMEDIATA Uma patrulha de reconhecimento deve, sempre que possível, evitar o contato com o inimigo, para não comprometer o cumprimento de sua missão. Entretanto, a patrulha pode ocasionalmente defrontar-se com o inimigo,
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-17 - ORIGINAL . devendo romper este contato o mais rápido possível e prosseguir no cumprimento de sua missão. As Técnicas de Ação Imediata (TAI) são executadas para proporcionar uma rápida e eficaz reação no caso de contato visual ou físico com o inimigo. São uma seqüência de ações com as quais todos os homens devem estar bem familiarizados e treinados, para que com um mínimo de comandos e/ou gestos, a patrulha como um todo inicie sua execução. Não é possível adestrar a patrulha em tantas TAI quantas forem necessárias para fazer frente a todas as situações possíveis. É preferível que a patrulha seja muito bem adestrada num número limitado de TAI que abranja a maioria das situações mais comuns e reaja eficientemente quando ameaçada. As TAI não devem ser utilizadas repetidamente, devendo ser modificadas periodicamente, de forma a não se tornarem estereótipos e permitir que o inimigo desenvolva as contramedidas para se opor a elas. 3.7.1 - Princípios das TAI São três os princípios que norteiam as TAI: - simplicidade; - velocidade; e - agressividade. 3.7.2 - Ações comuns Apesar das TAI variarem para cada situação, existem ações que são comuns a todas elas. - Romper o contato. - Deslocar-se à uma distância segura do local do contato e rapidamente estabelecer um alto guardado, normalmente no último PRI. - Efetuar a contagem dos homens e verificação dos equipamentos. - Rapidamente reorganizar a patrulha e redistribuir a munição, se necessário. - Emitir relatório ao Escalão Superior, antes de partir do alto guardado. - Prosseguir no cumprimento da missão, se possível. 3.7.3 - Principais Tipos de Contato com o Inimigo e suas Respectivas TAI a) Contatos de Oportunidade
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-18 - ORIGINAL . I) A patrulha detecta o inimigo, porém não é detectada. (a) Ficar imóvel O sinal é emitido por qualquer membro da patrulha, quando avista o inimigo ou escuta algo suspeito. Todos os homens param na posição na qual se encontram, permanecem absolutamente imóveis, até que seja dada ordem para que silenciosamente assumam a posição de joelhos ou aferrados, aguardando novas instruções. (b) Emboscada imprevista O sinal pode ser emitido por qualquer componente da patrulha, sendo esta ação normalmente subseqüente à ação de ficar imóvel. Toda a patrulha desloca-se para a direita ou para a esquerda do deslocamento até a primeira posição coberta, de acordo com o gesto sinalizado. Feito isto ocupa as melhores posições de tiro possíveis. No caso da patrulha ser percebida é desencadeada a emboscada, caso contrário permite-se a passagem do inimigo sem ser molestado, garantindo o sigilo no cumprimento da missão. Fig 3-10 - Emboscada Imprevista II) A patrulha e o inimigo detectam-se mutuamente. (a) Resposta imediata Os homens mais próximos do inimigo abrem fogo e gritam: "Contato à frente (retaguarda, direita ou esquerda)". A patrulha entra rapidamente na formação em linha com a frente voltada para
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-19 - ORIGINAL . a direção do contato e ataca o inimigo. O ataque será suspenso se o inimigo retrair e o contato for rompido rapidamente. Caso o inimigo ofereça resistência, o ataque prosseguirá através de suas posições e o movimento continuará até que o contato seja totalmente rompido. Fig 3-11 - Resposta imediata (b) Movimento Australiano O homem mais próximo do inimigo abre fogo e grita: "Contato à frente (retaguarda, direita ou esquerda)". A partir daí, os homens retraem sucessivamente, um a um, a partir do mais próximo do inimigo, na direção oposta ao contato, sob a cobertura dos demais. Este processo prossegue até que seja rompido o contato. Fig 3-12 - Movimento Australiano b) Emboscada Aproximada (40 metros ou menos) Ao sofrer uma emboscada aproximada a patrulha deve responder ao inimigo com um ataque imediato. Os homens que estiverem na área de destruição, atacam de imediato a posição de emboscada inimiga, enquanto os demais manobram contra os demais componentes da
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-20 - ORIGINAL . emboscada. Toda patrulha atravessa a posição inimiga por uma distância de 100 a 200 metros e rompe o contato. c) Emboscada afastada (mais de 40 metros) A patrulha ao sofrer uma emboscada afastada procurará responder ao inimigo da seguinte forma: os homens que estiverem na área de destruição respondem imediatamente ao fogo. Os demais componentes da patrulha proporcionam apoio de fogo, para que os homens que se encontram na área de destruição possam romper o contato. A utilização de franco atiradores por parte do inimigo é um tipo de emboscada afastada, que impõe à patrulha procurar imediatamente cobertas e abrigos e retirar-se da área. Não é vantajoso para uma patrulha de reconhecimento vasculhar a área para localizar o atirador, o qual, geralmente, ocupa uma posição muito vantajosa em termos de cobertas. Isto acarretará, na maioria das vezes, apenas uma perda de tempo e maior exposição da patrulha. A patrulha deve utilizar-se de fumígeno para mascarar o seu movimento, certificando-se que a direção do vento lhe é favorável. d) Observação e Ataque Aéreo I) Observação aérea Toda a patrulha fica imóvel imediatamente ao pressentir a aproximação de uma aeronave ou, se houver tempo, desloca-se para um local coberto e então fica imóvel neste local. O movimento reinicia-se após a passagem da aeronave. II) Ataque aéreo O primeiro homem que observar a aeronave de ataque atirando, grita: "Avião/Helicóptero à frente (retaguarda, esquerda ou direita)". A patrulha entra rapidamente no dispositivo em linha, perpendicular à direção de ataque da aeronave, dispersa-se no terreno, procurando cobertas e abrigos, evitando desta forma que o inimigo observe o alvo de enfiada. Se o Comandante verificar que a aeronave encontra-se no alcance das armas portadas pela patrulha, determina a abertura de fogo, cessando quando a aeronave sair do alcance. Quando ocorrer
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-21 - ORIGINAL . mais de um ataque aéreo ao longo do seu itinerário, a patrulha deve procurar um itinerário alternativo que lhe proporcione melhores cobertas. 3.8 - ALTO GUARDADO E PONTOS DE REUNIÃO 3.8.1 - Alto Guardado É o alto que o Comandante ocasionalmente determina que seja executado pela patrulha, para que seja observada uma determinada atividade inimiga ou executadas outras atividades que não possam ser realizadas em movimento, tais como: reconhecimento de região perigosa; confirmação da navegação; estabelecimento de comunicação rádio; ou ainda permitir a alimentação. Ao ser sinalizado um alto guardado de pequena duração, os componentes da patrulha procuram um local coberto onde possam parar com segurança na posição de joelhos, e assumem um dispositivo que lhes permita observar e atirar à frente, à retaguarda e nos flancos em seus respectivos setores. Nos grandes altos a patrulha deve assumir um dispositivo que lhe proporcione segurança a toda volta da sua posição. O perímetro ocupado deverá permitir o contato físico entre os componentes da patrulha. No caso de haver necessidade de remoção da mochila, esta deverá ser removida homem a homem ou aos pares, colocando-as em frente ao corpo, em posição que possam ser rapidamente recolocadas. a) Princípios de segurança nos altos I) Todo alto deve ser realizado em áreas que proporcionem boas cobertas e abrigos; II) Devem ser evitados os movimentos desnecessários durante os altos; III) O perímetro deve ser automaticamente reajustado se a segurança a toda volta não estiver sendo obtida; e IV) As armas automáticas deverão ser posicionadas preferencialmente de forma a cobrir os acessos mais favoráveis ao local. 3.8.2 - Ponto de Reunião no Itinerário
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-22 - ORIGINAL . É um local onde a patrulha pode reorganizar-se no caso de uma inevitável dispersão, devido à impossibilidade ou inadequabilidade do emprego de outras medidas de controle. Os PRI devem ser levantados na carta por ocasião do planejamento, podendo ou não serem confirmados no terreno durante a execução. Eles são empregados principalmente por ocasião da travessia de regiões perigosas, devendo ser selecionado um PRI antes e outro após a região perigosa. a) Características: I) ser facilmente identificado; II) proporcionar coberta e abrigo; e III) permitir a defesa por curto intervalo de tempo. b) Cuidados na Ocupação I) Se a ação inimiga impedir a utilização de um PRI, utiliza-se o anterior. II) Limite de tempo para reorganização. (a) Os componentes de uma patrulha que atingirem o PRI aguardarão os demais por um período de tempo pré-determinado no planejamento e, após esse período, prosseguirão no cumprimento da missão. (b) No caso de ultrapassado o tempo de espera, os componentes da patrulha extraviados deverão reincorporar-se à mesma no PRO ou no ponto planejado para extração da patrulha. III) Deverão ser tomadas medidas de segurança semelhantes as de alto guardado. 3.8.3 - Ponto de Reunião no Objetivo É o local onde a patrulha faz temporariamente um alto para a reorganização e a preparação para as ações no objetivo. Esta preparação normalmente inclui: reconhecimento de líderes, verificação do equipamento de comunicações, preparação de câmera fotográfica e/ou material para confecção de croqui, redistribuição de equipamentos e, ainda, retirada da mochila. É também um ponto de reunião a ser utilizado para reorganização em caso de contato com o inimigo no objetivo. Se o tempo disponível for um
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-23 - ORIGINAL . fator crítico no cumprimento da missão, a patrulha pode não executar o alto no PRO, somente passando por ele e confirmando-o no terreno, no entanto, continuará sendo designado como PRO. Quando o itinerário a ser utilizado para o retraimento localizar-se após o objetivo, o Comandante pode optar por reorganizar a patrulha em um local diferente daquele estabelecido como PRO. Nesta situação, não serão deixados material ou pessoal no PRO. Da mesma forma que o PRI, o PRO é selecionado na carta e/ou fotografia aérea, durante o planejamento, sendo confirmado ou não no terreno, devendo possuir as mesmas características do PRI e estar localizado suficientemente próximo ao objetivo. a) Reconhecimento e ocupação São três os métodos empregados para o reconhecimento e a ocupação do PRO. I) Deliberado O Comandante determina o alto da patrulha e realiza o reconhecimento do PRO. Após o reconhecimento, conduz a patrulha para o local selecionado. Este método é mais lento, porém mais seguro. II) Reconhecimento pela ocupação O Comandante simplesmente comanda o alto para a patrulha e designa esse próprio local como PRO. Este método é mais rápido, porém menos seguro. III) Reconhecimento pelo movimento Com a patrulha em movimento, o Comandante ao avistar o local por ele selecionado para o PRO, guia a patrulha em movimento circular para o estabelecimento da posição. b) Ocupação do PRO A direção na qual a patrulha desloca-se para ocupação do PRO, será convencionada como direção doze horas. Todo movimento de entrada ou saída do PRO deverá ser realizado pela direção doze horas. O Comandante, durante o planejamento, designará o posicionamento dos membros da patrulha através do processo do relógio, de forma que o
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-24 - ORIGINAL . estabelecimento do PRO ocorra rapidamente e em sigilo, sendo mantida a integridade tática dos escalões. Em muitas situações, principalmente quando o efetivo é grande e não há necessidade do emprego de todos homens para o cumprimento da missão, o Comandante pode optar por deixar alguns membros da patrulha no PRO. Este procedimento contribui para que não seja comprometido o sigilo das ações. Normalmente, permanecem no PRO, o rádio operador, o pessoal necessário para segurança, as baixas ocorridas durante o deslocamento e o Subcomandante. Devido à proximidade das posições inimigas, o movimento no PRO deve restringir-se ao mínimo necessário. Só um elemento por vez deve mover- se ou ajustar seu equipamento, para evitar a quebra do sigilo. c) Reconhecimento de líderes O Comandante deve realizar o reconhecimento de líderes, antes de determinar que seja efetuado o reconhecimento do objetivo ou posicionada a segurança. O reconhecimento de líderes pode ser executado de forma similar ao reconhecimento de área perigosa, quando o Comandante, na realidade, não se separa fisicamente da patrulha, mantendo-se próximo o suficiente para controlá-la e ter sua segurança mantida pela própria patrulha. I) Propósitos - Confirmar a localização do objetivo do reconhecimento. - Ratificar ou retificar os planos para o reconhecimento. - Ratificar ou retificar o posicionamento planejado para os escalões subordinados. II) Ações no reconhecimento de líderes - O Comandante abordará novamente, no PRO, os seguintes aspectos, antes de se deslocar para o reconhecimento: - onde está indo; - quem o acompanhará; - quanto tempo demorará; - o que a patrulha deverá fazer caso não regresse; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-25 - ORIGINAL . - ações a serem realizadas no caso de contato com o inimigo. - Normalmente acompanham o Comandante no reconhecimento de líderes, os Comandantes de escalão e mais um homem para prover segurança. - Caso o Comandante afaste-se visualmente da patrulha, deverá ser conduzido equipamento rádio por ocasião do reconhecimento de líderes. - O objetivo do reconhecimento deve ser localizado com precisão e estabelecida vigilância sobre ele até que o reconhecimento tenha sido concluído. Além disso, devem ser selecionadas as posições dos demais escalões da patrulha. - Após o reconhecimento de líderes, o Comandante retorna à patrulha para ratificar ou retificar seus planos, com o auxílio de croquis e/ou modelado do terreno. - Se durante o reconhecimento de líderes o Comandante obtiver os dados necessários para o cumprimento de sua missão, torna-se desnecessário um novo reconhecimento do objetivo. d) Retraimento do Objetivo para o PRO Após a conclusão do reconhecimento a patrulha retrai para o PRO, por escalões. Inicialmente retrai o escalão de reconhecimento e posteriormente o escalão de segurança. Todos os membros da patrulha devem entrar no PRO na direção doze horas e assumir as mesmas posições ocupadas no momento em que foi estabelecido o PRO. O pessoal de segurança no PRO reajusta seu posicionamento a medida em que os componentes da patrulha entrem no dispositivo. e) Difusão dos Conhecimentos Todos os componentes da patrulha devem tomar conhecimento dos dados levantados por ocasião das ações de reconhecimento ou vigilância. Desta forma, um único sobrevivente, se for o caso, será capaz de disseminar os dados obtidos. A difusão dos dados para o pessoal da patrulha deverá ser efetuado o mais cedo possível, preferencialmente no PRO.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-26 - ORIGINAL . Devem ser confeccionados pela menos duas cópias de todos os dados colhidos. 3.9 - BASE DE PATRULHA, ÁREA DE REUNIÃO CLANDESTINA E ALTO GUARDADO PARA COMUNICAÇÕES 3.9.1 - Base de Patrulha (BP) É a posição estabelecida pela patrulha, para execução de um alto prolongado, em área não protegida por forças amigas. a) Considerações para Seleção I) Missão Deve ser localizada de forma a facilitar o cumprimento da missão por parte da patrulha. II) Segurança - O terreno a ser utilizado deve ter pouco valor tático para o inimigo. - Localizada em terreno de difícil acesso, de forma a dificultar a aproximação do inimigo. - Possuir cobertas e abrigos. - Permitir a defesa por um curto período de tempo. - Possuir acessos cobertos e abrigados. - Evitar: - posições inimigas suspeitas ou confirmadas; - áreas habitadas; - picos e cristas topográficas; e - estradas, trilhas ou outros caminhos de passagem habitual. III) Fonte de água Próximo a fonte de abastecimento de água. IV) Conforto Local que proporcione limitado conforto, que não seja molhado ou pantanoso e em terreno o mais plano possível. V) Reabastecimento
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-27 - ORIGINAL . Se estiver previsto reabastecimento por via aérea, deve ser localizada relativamente próximo ao Local de Pouso de Helicóptero (LPH) ou Zona de Lançamento (ZL). VI) Comunicações Devem ser evitados locais que não favoreçam a comunicação rádio, tais como: vales e proximidades de redes de alta tensão. b) Reconhecimento As técnicas empregadas para o reconhecimento de uma base de patrulha são as mesmas utilizadas para o reconhecimento de PRO, conforme visto no artigo 3.8 - ALTO GUARDADO E PONTOS DE REUNIÃO. c) Ocupação I) Se possível, deve ser ocupada em períodos de visibilidade reduzida. II) Em uma patrulha com maior efetivo, o reconhecimento normalmente utilizado é o deliberado. III) Nas patrulhas com pequeno efetivo, os reconhecimentos normalmente utilizados são: o reconhecimento pela ocupação ou o reconhecimento pelo movimento. IV) A BP não deve ser ocupada por mais de 24 horas, para diminuir a probabilidade de ter seu posicionamento localizado pelo inimigo. d) Operação I) Medidas de segurança ativa (a) Contra-reconhecimento Deve ser desenvolvido permanentemente à frente da base em todo o seu perímetro. (b) Postos de Vigilância/Escuta Devem ser estabelecidos postos de vigilância no período diurno e postos de escuta durante a noite, de forma a alertar os ocupantes da BP, quanto à aproximação do inimigo. (c) Dispositivos de alerta
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-28 - ORIGINAL . Certificar que a utilização destes dispositivos, tais como: pirotécnicos e minas "claymore", não comprometam imediatamente a base, em caso de acionamento. (d) Plano de evasão Incluindo: - rotas de evasão, no mínimo duas; - PRI, no mínimo dois por rota de evasão; e - previsão de BP alternativas. (e) Plano de alerta Incluindo: - percentual da patrulha designado pelo Comandante para se manter permanentemente em alerta; e - alerta total desde trinta minutos antes até trinta minutos após o Início do Crepúsculo Matutino Náutico (ICMN) e o Fim do Crepúsculo Vespertino Náutico (FCVN), devendo todos os componentes estar com todo material na mochila, equipamento e armamento prontos para imediata reação. (f) Ponto de entrada/saída Deve ser utilizado um único ponto de entrada/saída da BP, o qual deve ser coberto das vistas do inimigo, que possa estar posicionado em pontos dominantes ao redor. II) Medidas de segurança passiva (a) Disciplina de luzes Na BP não deve ser feito uso de qualquer fonte luminosa, durante o período noturno. As lanternas só devem ser utilizadas com lente vermelha e sob dois ponchos. Fogo só deve ser feito se for absolutamente necessário. Nesse caso, deverá ser cavado um fosso compatível com a altura das chamas. (b) Disciplina de ruídos
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-29 - ORIGINAL . Na BP os ruídos devem se limitar aos estritamente indispensáveis. Quando possível, procurar-se-á utilizar os ruídos naturais do ambiente para encobrir os ruídos da patrulha. (c) Movimentos Não devem ser realizados movimentos desnecessários e os que forem feitos deverão ser em silêncio. (d) Camuflagem Deve ser providenciada e melhorada, sempre que possível. (e) Equipamento Tudo aquilo que não estiver sendo utilizado deve estar acondicionado na mochila. III) Plano de defesa As medidas defensivas são planejadas, mas, normalmente, uma BP só é defendida quando sob ataque não for possível o retraimento da patrulha. O plano deve incluir: - setores de tiro para cada componente; - a preparação da posição ou, quando não houver tempo, o melhor aproveitamento das condições defensivas naturais; e - utilização de minas e armadilhas no perímetro da BP. IV) Comunicações Devem ser estabelecidas, com o escalão superior e com os postos de vigilância/escuta organizados pela própria patrulha. V) Manutenção A BP é o local mais apropriado para a manutenção do armamento e equipamento dos componentes da patrulha. VI) Tratamento de ferimentos Todos ferimentos, mesmo os pequenos, devem ser limpos, tratados e protegidos, para evitar infecções. VII) Consumo de ração
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-30 - ORIGINAL . A patrulha deve ser dividida, de forma que enquanto alguns homens se alimentam, os outros provêem a segurança. VIII) Reabastecimento de água Quando não existir fonte d`água na BP, no mínimo dois elementos são empregados para obter água; enquanto um abastece os cantis o outro provê a segurança. IX) Reabastecimento dos demais suprimentos por via aérea O LPH ou a ZL devem estar localizados de forma a não haver comprometimento da localização da base ou revelar o alvo do reconhecimento. X) Abandono Não devem ser deixados vestígios da passagem da patrulha pela base. Todo o lixo deve ser recolhido e trazido de volta com a patrulha. A partida deve ser organizada e ordenada, observando-se os cuidados necessários à manutenção da segurança. 3.9.2 - Área de Reunião Clandestina (ARC) Difere da BP pois nesta última podem ser executadas atividades de planejamento, consumo de ração e outras atividades que se fizerem necessárias, enquanto a primeira destina-se ao descanso da patrulha. As considerações para seleção de uma ARC são as mesmas da BP. A ARC é ocupada da mesma forma que uma BP, sendo de doze horas o seu período máximo de ocupação. 3.9.3 - Alto Guardado para Comunicações O principal meio utilizado para as comunicações em uma patrulha é o rádio telefone, daí a importância do estabelecimento de um alto guardado com a finalidade específica de realizar as ligações que se fizerem necessárias. Considerações para Seleção de um Local para o Alto Guardado para Comunicações: - Encontrar-se dentro do alcance dos equipamentos rádio conduzidos pela patrulha; e - Em geral posições mais elevadas são melhores para comunicação rádio. 3.10 - SAÍDA E ENTRADA DE LINHAS AMIGAS
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-31 - ORIGINAL . 3.10.1 - Saída das Linhas Amigas O movimento à frente das Unidades amigas deve ser coordenado e controlado, de forma a evitar conflitos entre tropas amigas. As áreas à frente das posições amigas devem ser consideradas como regiões perigosas, pois, geralmente, encontram-se sob vigilância inimiga, sob quaisquer condições meteorológicas e de visibilidade. a) Ponto Inicial (PI) O PI é estabelecido com o propósito de proporcionar à patrulha de reconhecimento um local onde possa organizar-se antes de sair das linhas amigas ou reorganizar-se no caso da patrulha ter efetuado contato com o inimigo durante a saída. I) Características de um PI - Localizado no interior das linhas amigas, à retaguarda das posições de tiro. - Facilmente identificado de dia ou à noite. - Preferencialmente em local coberto e abrigado. b) Medidas Preliminares para Saída das Linhas Amigas I) Estabelecimento do PI O PI pode ser ocupado fisicamente ou somente planejado; no entanto, todos os componentes da patrulha deverão conhecer sua localização. II) Manutenção da segurança Durante todo período em que se encontrar à frente das posições amigas a patrulha deve manter sua própria segurança. Para a saída das linhas amigas deve ser realizado um reconhecimento ou adotada uma formação apropriada para a segurança da patrulha. Deve ser lembrado que uma vez à frente das linhas amigas a patrulha pode, a qualquer momento, ser observada e/ou atacada pelo inimigo. III) Deslocamento à frente da Área de Defesa Avançada (ADA) A patrulha deve evitar deslocar-se, sem um guia, no interior das posições amigas, localizadas mais à frente da ADA, em virtude da existência de minas e armadilhas naquela área. Desta forma, reduz-
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-32 - ORIGINAL . se o risco de ser atingida por fogos amigos ou dar um alarme falso de presença inimiga na área. IV) Coordenação com as Unidades amigas avançadas Para assegurar-se de que todas as informações pertinentes foram trocadas entre a tropa e a patrulha, devem ser observados os seguintes aspectos: (a) Dados a serem fornecidos pelo Comandante da patrulha: - identificação da patrulha; - missão da patrulha; - horário previsto para saída e entrada das linhas amigas; - sinais de reconhecimento e identificação; - limites da área de ação do reconhecimento; e - coordenação das ações no caso de haver contato com o inimigo durante a saída. (b) Dados fornecidos pelas Unidades amigas: - detalhada descrição do terreno; - posições conhecidas e suspeitas do inimigo; - posições amigas à frente, tais como outras patrulhas, Postos Avançados de Combate (PAC) e Postos Avançados Gerais (PAG); - localização dos obstáculos e passagens no sistema de barreiras; - principais alvos pré-planejados constantes do Plano de Apoio de Fogo; - freqüências e indicativos; - senhas e contra-senhas. - guia; e - sinais de reconhecimento afastado e aproximado. c) Procedimentos para saída das linhas amigas - A patrulha ao chegar próximo das posições amigas mais avançadas passa a ser conduzida por um guia dessa tropa, devendo a
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-33 - ORIGINAL . coordenação ter sido realizada anteriormente, para certificar-se do posicionamento do guia. - O guia conduz a patrulha até uma posição segura no interior das posições amigas, onde a patrulha ficará aguardando. - O Comandante da patrulha, então, desloca-se juntamente com o guia para realizar a coordenação necessária com o Comandante da tropa. - O Comandante da patrulha retorna juntamente com o guia para a posição onde encontra-se a patrulha. - As informações obtidas durante a coordenação são disseminadas para o restante da patrulha. - O Comandante indica a localização do PI. - A patrulha segue o guia até uma posição coberta e abrigada, próxima ao ponto de saída. - O Comandante determinará, a partir desse ponto, a técnica de movimento a ser adotada pela patrulha. - A patrulha deve fazer um primeiro alto guardado tão logo tenha saído das linhas amigas para ambientação à área sob controle do inimigo. Nesta ocasião procurará escutar as atividades inimigas e adaptar-se aos ruídos presentes no novo ambiente. O alto deve ser realizado fora do alcance das armas portáteis das tropas amigas. 3.10.2 - Entrada nas Linhas Amigas a) Ponto de Reunião Final (PRF) O PRF é estabelecido com o propósito de proporcionar à patrulha de reconhecimento um local para se reorganizar, antes de entrar nas linhas amigas. Um PRF deve reunir as seguintes características: - localizado em área anteriormente reconhecida; - possuir cobertas e abrigos; e - estar fora do alcance das armas portáteis das forças amigas. b) Medidas Preliminares para a Entrada em Linhas Amigas I) Estabelecer e ocupar um PRF
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-34 - ORIGINAL . O PRF é ocupado normalmente, só não o sendo quando a patrulha estiver realizando um movimento para evitar o engajamento com o inimigo ou quando houver, pelo menos um ferido grave, cujas condições possam vir a se agravar em caso de parada da patrulha. II) Manutenção da segurança A tendência normal da patrulha é relaxar as medidas de segurança ao ser estabelecido o PRF, o que deve ser evitado durante todo processo de entrada, porque a patrulha estará vulnerável nesta situação. III) Utilização do guia A patrulha, em princípio, só deve entrar nas posições amigas com um guia da tropa que se encontra nas posições mais à frente, pois nem sempre todos homens da tropa foram informados da aproximação da patrulha ou o plano de barreiras pode ter sido alterado desde a saída da patrulha. IV) Contagem da patrulha Por ocasião da entrada nas linhas amigas, o Subcomandante efetuará a contagem dos componentes da patrulha, para evitar a infiltração de algum inimigo na mesma. c) Procedimentos para a Entrada em Linhas Amigas - A patrulha estabelece o PRF. - A tropa amiga que se encontra à frente é informada, via rádio, que a patrulha está pronta para entrar, certificando-se de que o guia estará aguardando no ponto de entrada. - O Comandante desloca-se à frente, juntamente com o homem ponta para se certificar da localização do ponto de entrada. - A patrulha não deve realizar movimentos paralelos às linhas amigas. - Uma vez localizado o ponto de entrada, são utilizadas a senha e a contra-senha e os sinais de reconhecimento e identificação para o contato com o guia. - Caso o ponto de entrada não seja localizado, a patrulha informa ao escalão superior e desloca-se para outro PRF.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-35 - ORIGINAL . - Ao encontrar o ponto de entrada, o Comandante retorna ao PRF para conduzir a patrulha até aquele ponto. - A patrulha entra nas linhas amigas e o Subcomandante confere a situação do pessoal. - O Comandante da patrulha relatará ao Comandante da tropa que se encontra à frente, somente os dados levantados que tenham imediato valor tático para esta tropa. - O Comandante da patrulha, então, reporta-se a quem lhe atribuiu a missão. 3.11 - ORDEM PREPARATÓRIA DE PATRULHA É emitida visando a proporcionar aos subordinados tempo e informações necessárias para a confecção dos planos e a execução dos preparativos iniciais para o cumprimento da missão. É importante ressaltar que a ordem preparatória de uma patrulha é, guardadas as devidas proporções, mais detalhada do que as ordens preparatórias que geralmente são emitidas para o desencadeamento de outras operações. Normalmente é divulgada verbalmente, porque as ações a serem executadas por uma patrulha são detalhadas e requerem que seus componentes tenham amplo conhecimento do planejamento e não apenas das tarefas individuais. O Comandante esforça-se para que todos os militares da patrulha assimilem todas as informações necessárias. Obviamente, haverá situações nas quais nem todos os componentes da patrulha estarão presentes, devendo o Comandante certificar-se de que estes elementos receberão as instruções necessárias. 3.11.1 - Formato Geral de uma Ordem Preparatória Geralmente, apresenta quatro parágrafos: 1. SITUAÇÃO GERAL 2. MISSÃO 3. INSTRUÇÕES GERAIS 4. INSTRUÇÕES ESPECIAIS 3.11.2 - Conteúdo dos Parágrafos de uma Ordem Preparatória a) Situação Geral
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-36 - ORIGINAL . Neste parágrafo é realizada uma breve explanação da situação das forças amigas e inimigas, proporcionando aos componentes da patrulha uma visão geral da situação na área de operações. As informações tanto sobre as forças amigas como sobre as forças inimigas devem incluir identificação, localização e atividades recentes e atuais, bem como as planejadas, no caso das forças amigas. b) Missão Deve ser clara e concisa, listando as tarefas e indicando os propósitos a serem alcançados. c) Instruções Gerais Este parágrafo contém a maior parte das informações necessárias para que os componentes da patrulha iniciem seus preparativos para o cumprimento da missão. A estruturação deste parágrafo não precisa obrigatoriamente seguir o formato apresentado a seguir, no entanto, deverá estar organizado e completo. I) Relação dos componentes da patrulha O Comandante seleciona o pessoal sob o seu comando necessário para o cumprimento da missão, incluindo os reforços à patrulha, provenientes de outros comandos. II) Cadeia de comando Uma cadeia de comando deve ser estabelecida, não precisando, necessariamente, englobar todos componentes da patrulha, sendo suficiente até o 4° em comando. III) Organização O Comandante organiza a patrulha para o cumprimento das tarefas, estabelecendo: (a) Organização geral A patrulha é dividida em escalões, de forma a melhor cumprir suas tarefas. Deve-se ter em mente que esta organização é
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-37 - ORIGINAL . elaborada com vistas às ações na área do objetivo e não para o movimento. (b) Organização detalhada Se necessário, os escalões da patrulha são subdivididos em grupos. Por exemplo, no caso de haver mais de uma via de acesso a ser barrada pelo escalão de segurança, este pode ser dividido, para facilidade do controle por parte de seu Comandante. (c) Tarefas individuais As tarefas individuais de cada componente da patrulha são relacionadas, particularmente as do Subcomandante, Comandantes de escalão, homem carta, fotógrafo e rádio operador. IV) Armamento Deverá ser indicado todo armamento a ser conduzido por cada componente da patrulha. V) Munição É mencionada a quantidade de munição a ser levada por cada componente da patrulha. VI) Equipamentos comuns a todos Devem ser relacionados todos os equipamentos e vestuário que serão utilizados pelos componentes da patrulha, evitando-se a condução de material desnecessário. VII) Equipamentos especiais É determinado o(s) equipamento(s) especial(is) que cada elemento conduzirá para o cumprimento de suas tarefas específicas ou para o cumprimento das tarefas da patrulha como um todo, tais como: - lanterna (com lente vermelha); - poncho (para utilização de lanternas); - bússolas; - cartas;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-38 - ORIGINAL . - binóculos; - equipamentos de visão noturna; - câmera fotográfica; - equipamentos rádio (designando tipo e acessórios); - antenas expeditas; - bolsa de primeiros socorros; - painel para operação de ZDbq; e - outros. VIII) Quadro horário É talvez uma das mais importantes partes da ordem preparatória, refletindo uma cuidadosa divisão do tempo disponível. Uma vez confeccionado o quadro horário, todo o esforço deve ser feito para que o mesmo seja cumprido. (a) Organização do quadro horário - Evento propriamente dito (QUE). - Horário previsto para cumprimento do evento (QUANDO). - Local de execução do evento (ONDE). - Elementos da patrulha que executarão o evento (QUEM). (b) Eventos normalmente incluídos no quadro horário: - divulgação da ordem preparatória; - reunião de coordenação; - recebimento de equipamento, armamento e munição; - inspeção do armamento; - rancho; - descanso; - divulgação da ordem de patrulha; - inspeção inicial; - ensaios; - inspeção final; - infiltração; - ações na área do objetivo;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-39 - ORIGINAL . - retraimento; - extração; e - avaliação da execução da missão. d) Instruções Especiais São transmitidas ao pessoal que deve executar determinadas tarefas durante a preparação da patrulha, tais como: I) Subcomandante - supervisionar o cumprimento do quadro-horário; - supervisionar o recebimento do equipamento, armamento e munição, inspeção do armamento ou qualquer outro preparativo que o Comandante não possa fazê-lo; e - auxiliar na coordenação. II) Comandantes de escalão Supervisionar e auxiliar na distribuição dos equipamentos e da munição. III) Homem carta - estudar os itinerários, discriminando os azimutes e distâncias para cada pernada, auxiliado pelo homem bússola, quando for o caso; e - confeccionar o modelado do terreno, auxiliado pelo homem ponta. IV) Gerente Receber, verificar e distribuir os equipamentos, armamentos e munição. 3.12 - PLANEJAMENTO DO ITINERÁRIO DA PATRULHA Os itinerários selecionados devem evitar o contato com o inimigo e com as áreas habitadas. As patrulhas, exceto aquelas que tiverem por tarefa complementar, atacar os alvos de oportunidade, devem alcançar seu objetivo sem serem detectadas pelo inimigo. Devem ser selecionados itinerários principal e alternativos, dividindo-os em pernadas. 3.12.1 - Estudo do terreno Durante a seleção dos itinerários, deve ser realizado um estudo do terreno no qual a patrulha irá atuar. O estudo do terreno pode ser realizado através de um reconhecimento aéreo ou através da carta e/ou fotografias aéreas,
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-40 - ORIGINAL . que é o procedimento mais empregado por uma patrulha de reconhecimento. O estudo do terreno deve basear-se nos seguintes aspectos: a) Observação e Campos de Tiro Os itinerários selecionados devem proporcionar à patrulha boa observação e campos de tiro compatíveis com as suas necessidades de segurança. b) Cobertas e Abrigos São essenciais para se evitar que a patrulha seja detectada pelo inimigo. c) Obstáculos Os itinerários selecionados não devem apresentar obstáculos que venham a impedir a progressão da patrulha, podendo, no entanto, serem aproveitados de forma a dificultar ou impedir a aproximação e/ou o ataque inimigo. d) Acidentes Capitais Devem ser evitados os locais cuja ocupação por parte do inimigo lhe seja vantajosa, bem como aqueles que, por sua importância, possivelmente estarão sujeitos a observação e condução de fogos pelo inimigo. e) Vias de Acesso Devem ser evitadas aquelas de provável utilização por nossas tropas ou pelo inimigo, pois possivelmente estas vias de acesso estarão sob fogo e/ou vigilância inimiga. 3.12.2 - Considerações Táticas - A natureza da missão, as limitações de tempo e o efetivo da patrulha influenciarão na seleção dos itinerários. - Posições inimigas, conhecidas ou suspeitas, que não influenciem no cumprimento da missão devem ser evitadas. - Os itinerários paralelos à frente das posições inimigas têm maior probabilidade de serem descobertos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-41 - ORIGINAL . - As estradas e as trilhas devem ser evitadas e consideradas áreas perigosas, com grande probabilidade de emboscada e/ou contato com o inimigo. - Áreas construídas e habitadas devem ser evitadas, mesmo que a população seja simpatizante, porque um único falso simpatizante pode provocar um desastre à patrulha. Animais domésticos podem alertar o inimigo da presença da patrulha. - Durante o dia os itinerários devem ser cobertos por vegetação densa, para proteger a patrulha da observação inimiga. - Durante o período de visibilidade reduzida o itinerário deve proporcionar à patrulha um deslocamento rápido e silencioso. - Obstáculos naturais podem dificultar a progressão da patrulha, permitindo, no entanto, uma aproximação menos perigosa, caso o inimigo concentre suas atenções nas vias de acesso de maior probabilidade de utilização. - Os obstáculos artificiais devem ser evitados, pois geralmente estão sob observação e/ou cobertos pelo fogo do inimigo. - O itinerário selecionado deve evitar os dispositivos de alerta do inimigo, suspeitos ou conhecidos. 3.12.3 - Itinerários Alternativos Sua seleção proporciona à patrulha uma maior flexibilidade quando da ocorrência de uma alteração na situação planejada. O itinerário alternativo pode ser utilizado no caso da patrulha ter contato com o inimigo no itinerário principal ou quando o Comandante suspeita que a patrulha foi detectada pelo inimigo. Na seleção de itinerários alternativos devem ser levadas em conta além das considerações previstas para o principal, as seguintes: - os itinerários principal e alternativos devem estar distanciados de tal forma que o inimigo não possa observar a ambos de uma mesma posição; - as medidas de coordenação tomadas para o itinerário principal, também devem ser tomadas para o alternativo; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-42 - ORIGINAL . - quando da saída e entrada de linhas amigas devem ser adotados itinerários distintos, de ida e de volta, além de um itinerário alternativo para ambos. - Calco de Itinerários da Patrulha Pode ser confeccionado para auxiliar na navegação, devendo estar na mesma escala da carta de referência. Após a orientação e amarração do calco os detalhes sobre os itinerários devem ser plotados no mesmo. 3.13 - MODELADO DO TERRENO É utilizado durante a expedição da ordem de patrulha para descrever com maiores detalhes as atividades mais importantes a serem executadas, permitindo ao observador uma visão tridimensional do terreno. Normalmente é confeccionado um modelado que abranja toda a área de operações e um outro mais detalhado para as ações no objetivo. Geralmente é construído da seguinte forma: - em local de fácil acesso e que proporcione razoável conforto para a patrulha; - em caixão de areia ou diretamente no terreno; - com as quadrículas traçadas de forma semelhante às da carta de referência, além de demonstrar a direção do norte; - incluindo todos os detalhes planimétricos e altimétricos; - com criatividade para representar os detalhes como casas, estradas, rios e árvores; e - incluindo o posicionamento dos componentes da patrulha, principalmente durante as ações no objetivo. Após a sua utilização o modelado deve ser destruído. 3.14 - ORDEM DE PATRULHA E ANEXOS À ORDEM DE PATRULHA Para a transmissão da ordem de patrulha deverão estar presentes todos os componentes, inclusive os reforços. A área de operações deve ser mostrada na carta e detalhada com a utilização de modelado do terreno, que englobe toda Área de Ação de Reconhecimento (AAR), demonstrando conforme a situação: o itinerário principal e os
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-43 - ORIGINAL . alternativos, pontos de infiltração e extração, objetivo, PRI, PRO e outros dados necessários para compreensão da execução das tarefas. Todas as dúvidas dos membros da patrulha deverão ser sanadas ao término da divulgação da ordem de patrulha. 3.14.1 - Formato Geral de uma Ordem de Patrulha É dividida em cinco parágrafos: 1. SITUAÇÃO 2. MISSÃO 3. EXECUÇÃO 4. ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA 5. COMANDO E COMUNICAÇÕES 3.14.2 - Conteúdo dos Parágrafos de uma Ordem de Patrulha a) Situação I) Forças Inimigas Relaciona o seu valor, localização, identificação, atividades e equipamentos. II) Forças Amigas Relaciona, além do escalão superior, aquelas que executam atividades próximas da AAR, ou no itinerário da patrulha e as que possam proporcionar apoio de fogo (aéreo, de artilharia ou naval). III) Características da Área de Operações Os fatores abordados, devem incluir os dados existentes e seus efeitos sobre as operações do inimigo e as nossas ações (considerando o valor e as qualificações específicas de uma patrulha de reconhecimento). (a) Dados astronômicos e meteorológicos - lua (fase, especificando os períodos de ocultação e de iluminação); - sol (discriminar o ICMN e o FCVN); - ventos dominantes; - temperatura; e - precipitações.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-44 - ORIGINAL . (b) Terreno e topografia - observação e campos de tiro; - cobertas e abrigos; - obstáculos; - acidentes capitais; e - vias de acesso. (c) Hidrografia (quando for o caso) - características da praia (arrebentação, obstáculos, largura da praia e outros); - correntes (direção e intensidade); - temperatura da água; e - cursos d`água (rios, lagos e lagoas). IV) População Relata o comportamento da população com relação às nossas forças e às forças inimigas, bem como seus efeitos. V) Incorporações e destaques Determina em que momento devem ser efetivadas as incorporações na patrulha ou o destaque de algum membro da patrulha. b) Missão Repete a emitida na ordem preparatória. c) Execução I) Conceito da operação É feito um relato sobre toda a operação, em ordem cronológica, desde a infiltração para o objetivo, até a extração. O Plano de Apoio de Fogo é também aqui abordado. O modelado do terreno deverá ser utilizado para auxiliar na transmissão do conceito da operação, além de croquis com os diversos dispositivos, que tornam mais fácil a assimilação da ordem transmitida. (a) Ações no objetivo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-45 - ORIGINAL . O modelado do terreno específico para a área do objetivo deve ser utilizado para auxiliar na explanação dos seguintes tópicos: - localização e ações no PRO; - planejamento para o reconhecimento de líderes; - planejamento para o reconhecimento do objetivo; - retraimento do objetivo até o PRO; - ações no caso do objetivo estar comprometido; - ações no caso do PRO estar comprometido; e - localização e ações a serem tomadas no alto guardado de comunicações, incluindo a forma de disseminação dos dados obtidos, ao escalão superior. (b) Hora de partida e de regresso (c) Formações e seqüência de movimento Individualmente, quem está em cada posição nas formações. (d) Itinerários Com a utilização de cartas e modelado do terreno, mostra-se o ponto de infiltração (principal e alternativo), os itinerários de infiltração e retraimento (principal e alternativos) e o ponto de extração (principal e alternativo). Fornece os azimutes e distâncias de cada pernada do itinerário. (e) Entrada e saída de linhas amigas De acordo com as técnicas de infiltração e extração a serem adotadas, tais como: por embarcações; por pára-quedas; ou por helicóptero, são designados os pontos de infiltração e de extração. Caso a entrada ou a saída das linhas amigas seja por infiltração a pé, deverão ser abordados os tópicos previstos no artigo 3.10 - SAÍDA E ENTRADA DE LINHAS AMIGAS. (f) Pontos de reunião Localização e ações nos pontos de reunião inicial, no itinerário e final, incluindo as ações no caso do ponto de reunião estar comprometido.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-46 - ORIGINAL . (g) Ações em caso de contato com o inimigo São relembradas ou atualizadas as TAI, para se opor as prováveis ações do inimigo, bem como, o emprego das armas de apoio para auxiliar no rompimento do contato. (h) Ações em regiões perigosas As regiões perigosas suspeitas são localizadas e são relembradas as ações a serem executadas. (i) Ações nos altos guardados São revistos os procedimentos da patrulha nos altos guardados. (j) Apoio de fogo Deve ser detalhado o que se relaciona ao apoio de fogo. II) Tarefas aos elementos subordinados Serão discriminadas as tarefas a serem executadas pelos escalões, caso a patrulha seja dividida durante sua organização, pelos grupos componentes dos escalões e até ao detalhamento das responsabilidades individuais, durante o movimento e durante as ações no objetivo. III) Instruções para coordenação Serão abordadas as instruções que se fizerem necessárias para a coordenação a ser realizada entre os escalões da patrulha e seus componentes, incluindo os seguintes tópicos: (a) Ensaios Divulga-se onde, quando e com que equipamento serão realizados os ensaios. Os ensaios deverão abordar todas as ações da patrulha desde sua partida até o momento de seu regresso. (b) Inspeções Define-se o local, a hora e o material requerido para as inspeções inicial e final. (c) Relatório
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-47 - ORIGINAL . Define-se quem estará envolvido, onde e quando será emitido o relatório da patrulha, além do material necessário. (d) Plano de evasão Determina-se quando deve ser ativado, fornecendo a localização de áreas seguras e itinerários para alcançá-las. Este plano deve ser de simples execução. (e) Conhecimentos necessários Divulga-se os dados necessários ao escalão superior, a serem obtidos durante a execução da patrulha. d) Administração e Logística Não se deve repetir o que já foi divulgado na ordem preparatória. Se for o caso, reafirmar que não há alterações nas instruções emitidas na ordem preparatória. I) Classe I II) Classe II III) Classe III IV) Classe IV V) Classe V VI) Procedimentos com mortos e feridos Normalmente um único homem não é deixado para trás, a não ser que a patrulha não possa perder dois homens para o cumprimento de sua missão. VII) Procedimentos com prisioneiros de guerra e equipamento inimigo capturado Discrimina-se quem os conduzirá em caso de captura. e) Comando e Comunicações I) Comando É divulgado o posicionamento do Comandante e do Subcomandante, durante o deslocamento, em regiões perigosas e no objetivo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-48 - ORIGINAL . II) Comunicações (a) Plano de Comunicações Deve abordar as freqüências e indicativos das redes para comunicações com o escalão superior e subordinados, com outras Unidades/patrulhas e com as Unidades de apoio de fogo, além de instruções para a utilização de relatórios padronizados e outros procedimentos específicos para as comunicações. (b) Sinais convencionados São revistos os sinais e gestos a serem utilizados pela patrulha. (c) Senhas e contra-senhas Divulga-se as senhas e contra-senhas a serem utilizadas dentro da patrulha e aquelas a serem utilizadas em contato com outras tropas. 3.14.3 - Anexos à Ordem de Patrulha Qualquer parte do planejamento para o cumprimento da missão que necessite de maior detalhamento, tais como: infiltração por pára-quedas ou mergulho; estabelecimento e operação de uma base de patrulha; transposição de curso d'água; e ligação com outras forças amigas, pode ser apresentada em forma de anexo. A formatação dos anexos segue em geral a formatação da ordem de patrulha, estruturados também nos cinco parágrafos, podendo alguns parágrafos serem omitidos, por não haver qualquer informação adicional especificamente aplicável ao assunto abordado pelo anexo. Dentre outros, os seguintes assuntos podem ser abordados em anexos: - movimento aéreo; - reabastecimento aéreo; - base de patrulha; - alto guardado de comunicações; - transposição de curso d`água - ligação com forças amigas;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-49 - ORIGINAL . - movimento em embarcações; - movimento em viaturas; - infiltração por pára-quedas; - infiltração por mergulho; - infiltração por natação; e - infiltração por helicóptero. 3.15 - INSPEÇÕES E ENSAIOS 3.15.1 - Inspeções São realizadas para verificar a prontificação do uniforme, armamento e equipamentos e para confirmar o conhecimento de cada elemento sobre a execução das tarefas pertinentes à patrulha. Devem ser realizadas antecedendo aos ensaios e à saída da patrulha. a) Inspeção inicial O Comandante certifica-se que: - os uniformes e equipamentos estão completos e corretamente utilizados; - o material está bem acondicionado, impermeabilizado, sem fazer barulho ou apresentando brilho; - os equipamentos de comunicações foram verificados, estão funcionando e impermeabilizados; - os equipamentos especiais estão de posse de quem os utilizará; - o armamento está limpo e funcionando; - a munição foi distribuída e os carregadores estão municiados; - a camuflagem individual está apropriada; - os componentes da patrulha não estão conduzindo qualquer material além do determinado, principalmente aqueles que possam comprometer a missão, proporcionando informação adicional ao inimigo, caso caia em seu poder; e - cada membro da patrulha retém os conhecimentos pertinentes ao cumprimento da missão, tais como: (a) a missão da patrulha; (b) tarefas a serem executadas; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-50 - ORIGINAL . (c) senhas e contra-senhas, indicativos, freqüências, relatórios padronizados e outros. b) Inspeção final É realizada momentos antes da partida para que o Comandante certifique-se de que cada elemento conduz seu equipamento, verificando seu funcionamento. Nesta ocasião são verificadas as falhas por ventura encontradas na inspeção inicial. 3.15.2 - Ensaios São realizados para verificar a adequabilidade dos planos e se for o caso alterá-los. a) Considerações - Os ensaios permitem que os componentes da patrulha se familiarizem com as ações a serem executadas durante o cumprimento da missão. - Se a patrulha será executada à noite, devem ser realizados ensaios noturnos, após os diurnos. - O terreno utilizado para o ensaio deve assemelhar- se o máximo possível do terreno onde será executada a patrulha. - Os ensaios devem ser repetidos até que a patrulha esteja totalmente familiarizada com os planos. - Devem ser ensaiadas todas as fases da patrulha se o tempo permitir, caso contrário serão ensaiadas as fases mais críticas. A ação no objetivo é a fase mais crítica. b) Métodos I) Ensaio frio Cada fase da patrulha é detalhada pelo Comandante, após o que são executadas pelos componentes da patrulha. Nesse ensaio não é necessária a simulação fiel das condições para o cumprimento da missão. II) Ensaio quente
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-51 - ORIGINAL . Após todas as ações serem compreendidas através do ensaio frio, a patrulha é conduzida ao ensaio de todas as fases, utilizando-se todos os sinais e gestos convencionados, bem como portando todo equipamento necessário para o cumprimento da missão, de forma que haja uma simulação o mais próximo possível das condições encontradas na execução. III) Ensaio comentado Este método é utilizado, com o auxílio do modelado do terreno, para complementar os ensaios frio e quente ou quando não é possível realizá-los por questão de segurança ou o tempo disponível não é suficiente. O método consiste no Comandante dizer a cada homem qual deve ser sua ação e cada homem repetir para o Comandante como executará suas ações. 3.16 - COORDENAÇÃO DAS PATRULHAS DE RECONHECIMENTO A coordenação com o Estado-Maior da Unidade que ordenou a execução da patrulha é realizada com o intuito de haver uma troca de conhecimentos entre o Comandante da patrulha e o elemento com o qual está sendo efetuada a coordenação. A coordenação da patrulha deve ser realizada pelo menos duas vezes. A coordenação inicial é realizada após a ordem preparatória, de forma que as informações obtidas possam ser consideradas no planejamento detalhado, incluindo-as na ordem de patrulha. A coordenação final é realizada após a emissão da ordem de patrulha, para verificar se houve alguma alteração, desde a coordenação inicial. 3.16.1 - Pessoal Normalmente é realizada uma única vez, por ocasião do destaque da fração de reconhecimento especializado na Unidade apoiada ou por ocasião de sua estruturação, caso a patrulha seja organizada dentro de sua própria Unidade. 3.16.2 - Atividade de Inteligência A Seção de Informações deve fornecer os seguintes conhecimentos ao Comandante da patrulha:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -3-52 - ORIGINAL . - características da área de operações; - relatórios de patrulhas que atuaram anteriormente na mesma área de operações; - situação atualizada do inimigo. - conhecimentos a serem obtidos; - outras necessidades de conhecimentos; e - cartas e fotografias aéreas da área de operações. O Comandante da patrulha fornecerá à Seção de Informações o Calco de Itinerários da Patrulha. 3.16.3 - Operações O Comandante da patrulha fornecerá à Seção de Operações os calcos do Plano de Apoio de Fogo e de itinerários da patrulha. Caberá ao Oficial de Operações: - auxiliar a coordenação da patrulha com os oficiais de ligação das armas de apoio de fogo, com as tropas localizadas à frente , na saída e entrada de linhas amigas e com outras patrulhas que estiverem atuando na mesma área; - confirmar o plano de comunicações; - designar a AAR; - designar área para ensaios e teste de armamento; - divulgar permanentemente a situação das forças amigas; e - coordenar o método de reabastecimento, se necessário. 3.16.4 - Logística O Comandante da patrulha fornece ao Oficial de Logística: - relação do material necessário para o cumprimento da missão; e - necessidades de reabastecimento.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-1 - ORIGINAL . CAPÍTULO 4 RECONHECIMENTO ESPECIALIZADO 4.1 - GENERALIDADES Este capítulo tem como propósito apresentar os fundamentos doutrinários para o reconhecimento especializado a ser realizado pelas equipes de operação de inteligência da ForDbq em ações pré-Dia-D, pré-Hora-H e pós-Hora-H. Os assuntos constantes dos artigos deste capítulo não devem ser confundidos com os reconhecimentos realizados por Unidades de Engenharia de Combate, pois são mais completos e minuciosos. A tarefa dos elementos especializados em reconhecimento é, essencialmente, a busca de dados. Todos os seus componentes precisam conhecer as técnicas operativas para a execução desta busca, bem como os meios utilizados para uma rápida disseminação dos dados obtidos. 4.2 - RECONHECIMENTO/VIGILÂNCIA DE PONTO E DE ÁREA 4.2.1 - Generalidades De um modo geral todo reconhecimento realizado é classificado como um reconhecimento de ponto ou de área. Estes são diferenciados, exclusivamente, pelas dimensões do objetivo a ser reconhecido. 4.2.2 - Seqüência geral das ações A seqüência das ações de uma Equipe de Reconhecimento (EqRecon), desde sua partida até a chegada ao objetivo, é apresentada no CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. Este artigo versa sobre a ação no objetivo de uma EqRecon, que tenha recebido a tarefa de reconhecer ou vigiar um ponto ou uma área. 4.2.3 - Posicionamento das equipes na área do objetivo As equipes devem utilizar as cobertas e abrigos para encontrar um posicionamento que proporcione uma observação completa e ininterrupta do objetivo. Para o reconhecimento de área, devido às dimensões do objetivo, o comandante da patrulha pode organizá-la em equipes que cumpram simultaneamente as tarefas de reconhecimento e segurança (EqRecon/Seg) a partir do PRO, designando um local e hora para concentração das equipes, de forma a reorganizar a patrulha.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-2 - ORIGINAL . Para a vigilância de área, devido às dimensões do objetivo, o comandante da patrulha pode organizá-la em EqRecon/Seg a partir do PRO, de onde irão se posicionar de forma a vigiarem o objetivo como um todo. 4.2.4 - Técnicas de reconhecimento/vigilância de ponto Podem ser utilizadas as seguintes técnicas: - equipes recon/seg observam estáticas o objetivo da EqRecon de vários PV. - equipes recon/seg deslocam-se ao redor do objetivo, buscando suas informações através da observação de várias posições diferentes. 4.2.5 - Técnicas para reconhecimento/vigilância de área a) Azimutes convergentes É empregada a técnica de deslocamento das equipes Recon/Seg em azimutes convergentes, através de setores definidos, com a finalidade de reconhecer o objetivo como um todo com o mínimo de tempo disponível. Após a chegada em um ponto de reunião planejado, a EqRecon é recomposta para evadir-se da área e deslocar-se para uma posição coberta e abrigada que permita a realização de um alto guardado para transmissão dos relatórios padronizados de reconhecimento. A figura 4-1 exemplifica o deslocamento da EqRecon B6 a partir do PRO, subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do reconhecimento da elevação "A" e concentração no ponto de reunião (encontro dos cursos d`água). Fig 4-1 - Deslocamento da EqRecon B6 em Azimutes Convergentes
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-3 - ORIGINAL . b) Setores sucessivos É empregada a técnica de deslocamento das equipes através de setores sucessivos, quando há um maior número de objetivos a serem reconhecidos em seqüência, definido em áreas de grandes dimensões. Neste caso, o que definirá se uma área é grande o suficiente para a realização desta técnica será, principalmente, a análise do comandante da EqRecon a respeito do terreno a ser percorrido pelas EqRecon/Seg. Em alguns casos o terreno pode ser desfavorável à progressão em determinado setor, provocando descontrole, atrasos e comprometimento ao cumprimento das tarefas restantes da EqRecon. A figura abaixo exemplifica o deslocamento da EqRecon B7 a partir do PRO, subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do reconhecimento das elevações "B" e "C" e concentração nos PRO. Fig 4-2 - Deslocamento da EqRecon B7 através de Setores Sucessivos c) Em leque É empregada a técnica de deslocamento das equipes em leque, quando as dimensões do objetivos permitem o posicionamento centralizado do PRO. Neste caso não são definidos outros pontos de reunião, cabendo ao comandante da EqRecon coordenar com suas EqRecon/Seg o tempo destinado à realização do reconhecimento e posterior retorno ao PRO. Ao término do reconhecimento, a EqRecon deve deslocar-se para uma posição coberta e abrigada, realizar um alto guardado e transmitir os relatórios padronizados de reconhecimento provenientes do resultado obtido com o cumprimento das tarefas recebidas.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-4 - ORIGINAL . A figura abaixo exemplifica o deslocamento da EqRecon B8 a partir do PRO, subdividindo-se em três (3) EqRecon/Seg, para a realização do reconhecimento do conjunto de elevações e o retorno ao PRO para concentração e posterior evasão do objetivo. Fig 4-3 - Deslocamento da EqRecon B8 em leque 4.2.6 - Ações em caso de comprometimento As ações do comandante da EqRecon dependerão da análise dos fatores da decisão. De um modo geral, os procedimentos que se seguem podem aplicar-se a diversas situações: - caso a equipe de segurança tenha sido descoberta mas não a equipe de reconhecimento, aquela rompe o contato com o inimigo enquanto essa tenta terminar sua tarefa e evadir para o PRO ou ponto de reunião; - em caso de detecção de ambas, retornam ao PRO e tentam posteriormente finalizar a tarefa; - em caso de detecção da EqRecon como um todo, somente a equipe de segurança provê base de fogos para o retraimento e reunem-se no PRO; e - caso haja comprometimento durante o retraimento, a EqRecon deve romper o contato, prosseguir para o PRO ou ponto de reunião e rapidamente evadir-se da área. Para qualquer TAI empregada é necessário ao comandante da EqRecon: - manter-se orientado no terreno e saber onde estão as equipes; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-5 - ORIGINAL . - manter contato com as equipes por meios de comunicações. 4.3 - POSTO DE VIGILÂNCIA 4.3.1 - Definição É uma posição clandestina da qual pode ser mantida vigilância sobre uma área. 4.3.2 - Características principais - prover ótima observação da área de interesse; - prover boas comunicações com o escalão superior; - favorecer as comunicações pelo canal rádio; - permitir observação visual com o mínimo efetivo; e - possuir boas cobertas e, se possível, abrigos. 4.3.3 - Seleção de posições para PV Deve satisfazer simultaneamente às características do PV. 4.3.4 - Setor de observação e visada de um PV Um PV, se possível, deverá permitir a observação em qualquer direção, porém o setor de vigilância da EqRecon não deve ser superior a 120 graus. Caso haja necessidade, por parte do escalão superior, de ser realizada uma vigilância em setor superior a 120 graus, a vigilância do setor deverá ser realizada por mais de uma equipe de reconhecimento. Fig 4-4 - Setor de Vigilância de um PV Usando um binóculos militar e com boas condições de visibilidade, o limite de observação chega ao máximo de 5000 metros, porém o alcance real ou
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-6 - ORIGINAL . útil raramente passa de 2500 metros. A essa distância a equipe de reconhecimento é capaz de identificar detalhes de uniforme, armamento e equipamento. 4.3.5 - Equipamentos necessários à ocupação de um PV a) Equipamento para uso diurno e noturno O uso dos equipamentos de comunicação é essencial para a operação do PV, entretanto, os seguintes equipamentos complementam a operação do PV: - kit de desenho; - caderneta de mensagens; - binóculos e lunetas; - material para emprego na segurança da equipe de reconhecimento (cordão de tropeço, armadilhas e minas tipo "claymore"); - câmera de fotografia; - equipamentos de detecção; - folha de anotações de PV, conforme modelo no Anexo C; - caneta; e - antenas expeditas. b) Equipamento para uso noturno - Equipamentos de Visão Noturna (EVN). 4.3.6 - Ocupação e organização de um PV a) Ocupação Segue os mesmos procedimentos para ocupação de uma BP, de uma ARC ou de um PRO, mencionados no CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. b) Organização Uma equipe de reconhecimento em atuação no PV é constituída de, no mínimo, um grupo de observação e um grupo de segurança. O grupo de observação é composto por um observador e um rádio operador/anotador. O observador não deve permanecer em sua tarefa de observação por período superior a trinta minutos. Após este período deve revezar-se com o rádio operador/anotador na execução das tarefas do grupo de observação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-7 - ORIGINAL . O grupo de segurança é composto, no mínimo, por uma dupla de militares, cuja tarefa principal é prover segurança à equipe de reconhecimento como um todo, devendo revezar suas atribuições com o grupo de observação a cada sessenta minutos. 4.3.7 - Folha de anotações de PV Sua finalidade é permitir o registro cronológico de todas as atividades inimigas em determinado setor de observação. As informações constantes em uma folha de anotações de PV possuem a mesma padronização do Relatório de Contato Visual com o Inimigo - TALUDE (ver artigo 4.19). As anotações provenientes de observação de atividades inimigas iniciam quando estabelecido o PV e só terminam quando a tarefa designada à equipe de reconhecimento está cumprida ou ocorre recebimento de ordem para desocupar o PV. Tudo deve de ser registrado até mesmo as informações que aparentemente não têm importância. As anotações nesta folha não dispensam a confecção e envio de mensagem por parte da equipe de reconhecimento, conforme estabelecido no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. O Anexo C apresenta um modelo de folha de anotações de um PV, bem como suas instruções para preenchimento. 4.3.8 - Aspectos da Observação Todos os elementos da equipe de reconhecimento devem estar em condição de observar e reportar corretamente o que observam. Para tal, não devem interpretar os dados resultantes da observação, devendo registrar na folha de anotações de PV tão somente o que seja visto pela equipe. Seis aspectos peculiares na ação de observar permitem identificar, de maneira sistemática, o inimigo e sua atividade: a) Forma A forma é o primeiro e talvez o aspecto mais importante, pois contornos incomuns ao ambiente tais como pessoas, viaturas, ou armamento podem ser percebidos pelo grupo de observação à distância. b) Sombra A sombra pode denunciar o objeto mais facilmente que seus próprios contornos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-8 - ORIGINAL . c) Superfície do objeto O grupo de observação deve procurar por superfícies lisas, não naturais na área de observação. Não é comum na natureza a presença de formas que apresentem superfícies suaves, brilhosas ou polidas tais como pára-brisas, capacetes, óculos ou mesmo o brilho dos coturnos. d) Cor O grupo de observação deve atentar para cores que contrastem com o fundo pois o inimigo pode ter falhado na escolha da correta tonalidade de camuflagem. e) Estacionamento Determinados objetos são comuns a certos tipos de ambiente. Quando um objeto está mal posicionado em um local, ele é facilmente percebido. O grupo de observação deve manter-se atento na verificação de existência ou ausência de objetos comuns ao ambiente. f) Movimentos Normalmente atraem a atenção do observador. 4.3.9 - Técnicas de observação Antes de ser iniciada qualquer ação contra o inimigo é preciso localizá-lo. Para tal, a equipe de reconhecimento deverá empregar certas técnicas de observação. O grupo de observação deve iniciar uma busca visual em faixas imaginárias de cinqüenta metros de largura. A observação deve ser realizada da faixa do terreno mais próxima para a mais afastada, da direita para esquerda ou da esquerda para direita. Para a observação noturna, deve haver uma adaptação da visão por meio da permanência, durante trinta minutos, com os olhos abertos, antes de iniciar o cumprimento das tarefas da EqRecon. Esquadrinhamento é uma técnica de observação realizada através do emprego direcional da visão para fora do centro de um objeto. A visão humana foca determinado objeto, à noite, somente cerca de quatro a dez segundos. Desta forma, o observador deve direcionar sua visão em curtos, rápidos e irregulares movimentos ao redor do alvo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-9 - ORIGINAL . 4.3.10 - Retraimento Ao iniciar o retraimento, a equipe de reconhecimento realiza procedimento inverso à ocupação do PV. Inicialmente o grupo de observação recolhe seu equipamento, enquanto o grupo de segurança permanece provendo segurança para toda equipe. Após a prontificação do grupo de observação, o elemento de segurança recolhe o material empregado na segurança da equipe como um todo, tais como cordão de tropeço, armadilhas e minas tipo "claymore". A equipe realiza o retraimento do PV e retorna ao PRO ou ponto de reunião, em cumprimento à ordem de patrulha emitida pelo comandante da EqRecon. 4.3.11 - Exemplo de preenchimento de Folha de Anotações de PV Uma EqRecon da CiaReconTer, estabeleceu um PV nas coordenadas 2460-0455 em 25 de setembro de 1996, durante a Operação Alfa 1. Seu PV abrangia um setor de 90 graus, do azimute magnético 130o ao 220o. Às 18:00 horas, o 3°SG IVO observou o trânsito de 2 viaturas 2 1/2 Ton, no sentido N-S, nas coordenadas 2470-0480. Neste momento as viaturas encontravam-se, aproximadamente aos 230 graus magnéticos, à distância de 600 metros. Após a confecção e transmissão do relatório padronizado de contato visual com inimigo (TALUDE) para a Equipe de Retransmissão (EqRetrans), o SG IVO fez a anotação de número 1 do exemplo abaixo. Às 23:48 horas, o Ten ALDO observou o deslocamento de oito militares, a pé, cruzando a ponte nas coordenadas 2370-0420. Do seu PV, o inimigo foi avistado aos 180 graus magnéticos, à distância de 800 metros. Procedendo da mesma forma que o SG IVO, o Ten ALDO registrou o ocorrido na Folha de Anotações de PV. Ao término da Operação, o Ten ALDO, comandante da EqRecon, anexou a folha de anotações ao seu relatório de missão.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-10 - ORIGINAL . ANOTAÇÕES DO POSTO DE VIGILÂNCIA COORDENADAS DO PV: 2460-0455 DATA: 25/SET/96 LIMITES DO PV (AZIMUTES): DE 130o Mag PARA 220o Mag N° HORA ATIVIDADE AZ/DIST OBSERVADOR TRANSMITIDO PARA OBS 1 1800 Trânsito de 2 Vtr 21/2 Ton sentido N-S, nas coord. 2470-0480 230/600 2°SG MARQUES EqRetrans N/C 2 2348 Deslocamento de oito militares, a pé cruzando ponte em 2370-0420 180/800 1°Ten ALDO Força Avançada N/C 4.4 - FOTOGRAFIA 4.4.1 - Generalidades A fotografia é uma técnica empregada por tropas de reconhecimento para registrar o que é observado no campo. As características desejáveis de uma câmera fotográfica para utilização no reconhecimento em combate são as seguintes: - permitir o uso submerso; - possuir estrutura rígida, sendo resistente ao choque; - possuir lentes cambiáveis; - permitir o uso em neve, chuva, lama e poeira; e - permitir seu uso sem baterias. 4.4.2 - Terminologia associada à técnica a) Sensibilidade dos filmes Representa a rapidez com que o filme aceitará a luz sobre a sua emulsão química. A sensibilidade é designada por meio de uma escala estabelecida pelas "International Standards Operation/American Standards Association (ISO/ASA)". Quanto maior o número ISO/ASA, maior será a sensibilidade do filme à luminosidade ambiente. Este tipo de filme é aconselhável para fotos noturnas.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-11 - ORIGINAL . Quanto menor o número ISO/ASA, menor será a sensibilidade do filme à luminosidade ambiente. Este tipo de filme é aconselhável para dias muito claros ou para realização de grandes ampliações. b) Diafragma É a abertura que permitirá a entrada de luz para impressionar o filme. Regula a quantidade de luz que incidirá sobre o filme. A quantidade de luz é expressa em números que variam de 2,5 a 22. Quanto maior o número (22 por exemplo), menor será abertura, proporcionando maior profundidade de campo. Quanto menor o número (2,5 por exemplo), maior será a abertura, permitindo entrada de mais luz, sendo usada para condições de pouca luminosidade no ambiente. c) Obturador É o mecanismo que regula o tempo de abertura do diafragma, portanto o tempo em que o filme estará exposto à luz ambiente. Varia de 1/1000 até 1/30 do segundo. Quanto maior o denominador (1/1000, por exemplo), menor será o tempo de abertura do diafragma e maiores serão as chances de se produzir uma foto bem localizada de um objeto em movimento. Um maior tempo de exposição é necessário para maior detalhamento, quando há pouca luminosidade. Um tripé é necessário para exposições superiores a 1/60 do segundo (1/50; 1/40; 1/30 etc). d) Motivo ou sujeito da foto É o nome dado ao sujeito principal da foto, como exemplo, um alvo, pessoal, instalações, entroncamento de estradas, ponte, curso d`água etc. e) Profundidade de campo É a extensão à frente e à retaguarda do motivo que aparece em foco. Quanto menor a abertura do diafragma, com o número 22 por exemplo, maior será a profundidade de campo, ou seja, provavelmente toda foto estará em foco. Quanto maior a abertura do diafragma, com o número 2,5 por exemplo, menor será a profundidade de campo e, provavelmente, somente o sujeito (primeiro plano) estará em foco.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-12 - ORIGINAL . f) Controle de exposição É uma combinação da sensibilidade do filme com o controle do obturador e do diafragma. As seguintes combinações resultarão em fotos com igual exposição: Obturador 1/1000 1/500 1/250 1/125 1/60 Diafragma 4 5,6 8 11 16 4.4.3 - Técnicas usadas em fotografia a) Composição Somente o fotógrafo sabe qual será o motivo da foto, que deve estar, preferencialmente, no centro da fotografia. b) Cobertura fotográfica Para que uma área seja completamente fotografada, devido suas dimensões, é provável que seja necessária uma cobertura fotográfica. Para tal, as fotos devem ser tiradas de vários ângulos e distâncias diferentes. A cobertura fotográfica pode formar, também, um mosaico. Este será constituído pela colagem de várias fotos que se superpõe em pequenas faixas. Sempre que possível, as fotos devem mostrar objetos de uso comum, cujas dimensões são, normalmente, de conhecimento de todos. com a finalidade de servir como referência para as dimensões dos outros objetos da foto. Quanto à distância ao objeto em foco na fotografia, estas são classificadas como: - visão distante - busca mostrar o local do alvo como um todo; - visão média - mais próxima do alvo que a anterior, alguns detalhes podem ser identificados; - visão próxima ("close up") - visão detalhada do alvo; e - visão panorâmica ou mosaico - são tiradas várias fotos da área, de forma a favorecer a montagem de um mosaico de fotos. c) Horizonte Sempre que possível deve ser incluída a linha do horizonte, porém fora do centro da foto.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-13 - ORIGINAL . d) Equipamentos O fotógrafo deve portar no mínimo os seguintes equipamentos: - filme apropriado para cumprir a tarefa; deve observar que no interior da caixa do filme existem várias correspondências para o controle de exposição (ASA/obturador/diafragma) que podem auxiliá-lo. (a) O filme deve ser marcado em três locais diferentes, de forma a auxiliar na sua identificação futura: - topo do tubo plástico; - sobre o cartucho do filme; e - internamente sobre o negativo, na sobra de filme que antecede à primeira foto. (b) Existem, basicamente, três tipos de filme: preto e branco, colorido e infra-vermelho. TIPOS ASA/ISO CARACTERÍSTICAS COLORIDO Kodak Kodacolor 80 100 200 Necessita de condições mais sofisticadas para revelação quando comparado ao preto e branco. Usado para slides ou fotos. Adequado para mostrar maior riqueza de detalhes. Fotos a cores Kodak Ektachrome 25 64 160 200 400 São de fácil processamento, pois não requerem equipamentos sofisticados ou de grandes dimensões Slides a cores Slides a cores Slides a cores Slides a cores Slides a cores PRETO E BRANCO Kodak PanX Kodak PlusX Kodak TriX Kodak RoyalX INFRA-VERMELHO Kodak High 32 124 400 1250 1000-3000 80/50 Pode ser processado em qualquer compartimento escuro com um mínimo de equipamento especial. Pode até ser processado no campo, se necessário. Mais apropriado para finalidades militares. Para condições de muita claridade. Para condições normais de claridade. Para pouca claridade. Para condições de escuridão. Para total escuridão
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-14 - ORIGINAL . - Bússola Para determinar o azimute da foto. - Caderneta de anotações / Registro de Fotos Para anotar as informações necessárias a cada foto. O Anexo D apresenta um modelo do registro de fotos. 4.4.4 - Registro de Fotos e Folhas de Dados da Foto a) Registro de Fotos Durante a patrulha de reconhecimento, esse caderno de anotações deve ser portado pelo militar responsável pelas fotografias. Deve conter as seguintes informações: - fotógrafo; - alvo; - câmera/lente; - tipo do filme; - ASA; - condições de luminosidade; - número da exposição; - obturador; - diafragma; - data-hora; - distância câmera-alvo em metros; - azimute magnético câmera-alvo; - coordenadas retangulares decamétricas do alvo; e - observações. Essas informações auxiliarão o comandante da patrulha de reconhecimento durante a confecção das Folhas de Dados das Fotos. b) Folha de Dados da Foto Destina-se a fornecer, de forma mais explicativa e detalhada, os dados de cada foto. Contém os seguintes dados: - tipo da câmera;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-15 - ORIGINAL . - distância focal - lido sobre a lente, em milímetros. É essencial para cálculos de distância a partir da fotografia, pois a distância focal é a medida da distância entre o filme e a lente da máquina; - tipo do filme; - número do rolo/número da exposição - número de cada foto e do rolo; - azimute da câmera - descrito por desenho de uma seta na direção em que foi apontada a câmera; - data-hora; - outros dados - descritas as informações abaixo: (a) distância estimada da câmera ao sujeito da foto; (b) tempo e condições de luminosidade; (c) ASA; (d) obturador e Diafragma; (e) uso de filtros ou lentes especiais; (f) outras condições que afetaram a foto; e (g) referência a outras fotos ou dados de inteligência. - País / Estado / Cidade; - coordenadas - coordenadas retangulares decamétricas do alvo; - carta - nome, escala, número de série e edição; - designação do alvo - informar o nome do alvo militar ou não; - ponto de referência - informar por azimute e distância de um ponto conhecido no terreno; - observações - informar tamanho, cor, atividades inimigas e outras julgadas pertinentes; e - fotógrafo / unidade - caso seja necessário algum contato com o responsável pela fotografia para maiores esclarecimentos. O Anexo E apresenta um modelo desta folha. c) Anotações na fotos Uma seta deve indicar o objeto ou alvo de interesse na foto, marcando o azimute observador-alvo, distância e sua designação na base da seta. No verso da foto devem constar as seguintes informações: - nome do fotógrafo; - unidade;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-16 - ORIGINAL . - número da foto; e - data-hora. 4.4.5 - Cuidados e manutenção A manutenção dos equipamentos é simples, consistindo, basicamente, nos seguintes itens: - armazenar a câmera em local fresco e arejado; - limpar as lentes com papel fino; - não guardar a câmera com água salgada; - não usá-la submersa sem a lente ou com a tampa aberta; e - não forçar qualquer alavanca ou botão que tenha chegado ao fim do seu curso. 4.4.6 - Exemplo Serão apresentados abaixo um exemplo de preenchimento do Registro de Fotos e de uma Folha de Dados da Foto. a) Situação Uma EqRecon da CiaReconAnf recebeu a tarefa de reconhecer uma ponte de madeira, na quadrícula 25-12. O relatório de patrulha foi complementado por fotografias da ponte. O SG Stricker, tendo tirado 2 fotos com a máquina NIKONOS V, usando o filme Kodak Trix de ASA 400, preencheu o registro de fotos e a folha de dados da foto, com os seguintes dados: - as duas fotos foram tiradas com obturador 1/250 e diafragma em 16; - a foto 1 foi tirada às 17:00 horas do dia 10 de agosto de 94, à distância de 150 metros, no azimute magnético 320. A ponte de madeira está localizada em 2560-1200; e - a foto 2 foi tirada às 17:05 horas do mesmo dia, à distância de 70 metros, no azimute magnético 030.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-17 - ORIGINAL . b) Preenchimento do Registro de Fotos e da Folha de Dados da Foto REGISTRO DE FOTOS FOTÓGRAFO: 3ºSG-FN-IF-STRICKER ALVO: PONTE DE MADEIRA CÂMERA / LENTE: NIKONOS V - 80mm FILME: KODAK TRIX ASA: 400 CONDIÇÃO DE LUMINOSIDADE: GRANDE COBERTURA DE NUVENS-CHUVAS LEVES N° OBT/DIAF G DATA-HORA DIST AZM Mag COORD DO ALVO OBS 1 250/16 101700P AGO96 150 320 2560 - 1200 Vista média da ponte 2 250/16 101705P AGO96 70 30 2560 - 1200 Ponte em mau estado de conser- vação com bura- cos na estrutura superior. O SG Stricker preencheu a folha de dados da foto 2 do seguinte modo:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-18 - ORIGINAL . FOLHA DE DADOS DA FOTO TIPO DA CÂMERA NIKONOS V DIST. FOCAL: 35mm FILME TRIX- 400 FOTO N°: 2 - rolo 10 DATA-HORA: 101705 P AGO 94 (desenho) OUTROS DADOS: a foto foi tirada a 70 metros do alvo, o tempo estava coberto e chuvoso. Foi empregado o obturador em 1/250 de segundo e diafragma em 16. Não foi usado qualquer tipo de filtro. AZIMUTE DA CÂMERA PAÍS BRASIL ESTADO RJ CIDADE - RIO DE JANEIRO OUTROS BTLOPS COORDENADAS DO ALVO 2560-1200 CARTA Santa Cruz 1:50000 Folha 57571 Série V731 Edição 92 DESIGNAÇÃO DO ALVO Ponte de madeira em mau estado de conservação, com buracos na estrutura superior. PONTO DE REFERÊNCIA Alvo localizado 150m a NE do entroncamento de estradas(2545 -1200). OBSERVAÇÕES Podem ser observadas cargas, conforme indicação por seta na foto, distribuídas sob a ponte, estando esta preparada para destruição. FOTÓGRAFO: 3SG-FN-IF-STRICKER UNIDADE: EqRecon A1 / CiaReconAnf / BtlOpEspFuzNav 4.5 - CROQUI MILITAR 4.5.1 - Generalidades É a representação gráfica, em breves traços, de uma vista de topo do local desejado. Sua interpretação é simples para os militares familiarizados com NORTE LESTE SUL OESTE 030º
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-19 - ORIGINAL . leitura de cartas, desde que desenhado em escala adequada e com legenda para os símbolos não padronizados. Destina-se a complementar os relatórios de patrulha das EqRecon, através do desenho de alvos, instalações ou qualquer objetivo designado pelo escalão superior. Todos os traços do desenho representam exatamente comprimento, largura e altura em relação ao real. Caso a área a ser desenhada não possa ser vista como um todo de um único PV, devem ser estabelecidos novos PV de modo a cumprir a tarefa. Existem três métodos para medir as distâncias e dimensões dos objetos: - medindo-os fisicamente; - comparando o objeto com outro de dimensões conhecidas; e - usando a regra do milésimo - um milésimo é a medida angular de um objeto de um metro de altura visto a distância de um quilômetro. 4.5.2 - Princípios de confecção Preferencialmente deve ser utilizado qualquer tipo de papel milimetrado, pois facilita a confecção do desenho em escala. A escala do desenho deve permitir que o croqui esteja distribuído por toda folha. Uma escala maior que a ideal pode tornar as dimensões do papel pequenas para representar a área a ser desenhada, assim como uma escala menor que a ideal pode desperdiçar áreas do papel. Para o cálculo da escala ideal, antes de iniciar o croqui, a EqRecon deve dividir a menor dimensão do seu papel pela maior dimensão do terreno a ser desenhada. O resultado será a escala ideal a ser usada no croqui militar. 4.5.3 - Modelo de papel para a confecção do croqui militar Qualquer tipo de papel pode ser usado para a confecção do croquis militar. Porém, o uso de papel no tamanho A4 permite a utilização de uma escala gráfica à observação do desenho com detalhes. A área desta folha deve ser dividida nas seguintes partes, para facilitar a organização do desenho:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-20 - ORIGINAL . - área do desenho propriamente dito; - área de dados; e - área da legenda. O modelo a seguir mostra a distribuição das respectivas áreas na folha de papel para confecção de um croqui militar. área do desenho dados legenda Na área destinada ao desenho, todas as dimensões devem estar cotadas. Preferencialmente a área desenhada deve ser iluminada, com a mesma padronização das cartas topográficas. Nesta área inclui-se uma seta indicativa do Norte magnético. Na área destinada aos dados devem constar os seguintes itens: - indicativo da EqRecon responsável pela confecção do croqui; - escala usada no desenho; - unidade de medida para as cotas indicadas no desenho; - localização de algum objeto inserido no desenho; e - data-hora do término da confecção do desenho. Na área destinada à legenda devem constar os símbolos usados no desenho. 4.5.4 - Exemplo reduzido de um croqui militar A EqRecon A1, após realizar o reconhecimento de um campo de prisioneiros de guerra, em 14 de maio às 0740 horas, localizado nas coordenadas 0345- 7890, emitiu um relatório de patrulha cujo anexo é um croqui militar do referido campo, desenhado abaixo:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-21 - ORIGINAL . Fig 4-5 - Exemplo de Croqui Militar 4.6 - CROQUI PANORÂMICO 4.6.1 - Generalidades Um croqui panorâmico é um desenho em escala (aproximada), à mão, que difere basicamente de um croqui militar pela sua visão em perspectiva de um objeto ou área, enquanto o croqui militar representa uma vista de topo. A perspectiva é a arte de desenhar um objeto ou cena, exatamente como esta aparece aos olhos do observador. O croqui panorâmico é uma tentativa de reprodução de uma fotografia, tendo como figura a visão que a EqRecon possui sobre seu objetivo. O benefício que este croqui pode prestar aos órgãos de inteligência está diretamente ligado ao seu detalhamento, clareza e organização do desenho. 4.6.2 - Finalidade Um croqui panorâmico tem a finalidade de apresentar detalhes visuais de objetivos, áreas ou alvos, complementando os relatórios de patrulhas de reconhecimento com imagens de determinadas áreas de interesse do escalão superior. 4.6.3 - Material para confecção do croqui Os seguintes itens facilitam a confecção de um croqui panorâmico: - kit de desenho; - lápis;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-22 - ORIGINAL . - borracha; - papel para croqui panorâmico; e - binóculos com retículo. 4.6.4 - O kit de desenho Pode ser facilmente constituído e reune todos os itens necessários à confecção do croqui. a) Prancheta de desenho Provê uma superfície plana e rígida para o desenho. Pode ser pequena, leve e fácil de ser transportada. Não deve ter dimensões superiores a 30 cm por 40 Cm, de forma a facilitar seu transporte na mochila. Em sua ausência, superfícies rígidas do equipamento podem ser usadas, como por exemplo, o verso da Caderneta de Mensagens. b) Régua milimetrada Seu uso auxiliará a confecção de retas e medições das distâncias em perspectiva. Fig 4-6 - Uso da Régua Milimetrada c) Lápis O lápis preto deve ser usado para desenhar as linhas do desenho panorâmico e o lápis colorido para iluminar o preenchimento dos objetos, da mesma forma quando da iluminação de cópias de cartas topográficas. O lápis também pode auxiliar o observador como instrumento de medida para transportar as distâncias do terreno para o papel, em escala. Este processo será explanado adiante.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-23 - ORIGINAL . Fig 4-7 - Uso do lápis d) Borracha e) Papel para croqui panorâmico São folhas de papel comum, com preenchimento interno com linhas verticais e horizontais que facilitam a realização do desenho e a escrituração das informações marginais. O Anexo F apresenta um modelo desta folha, bem como suas instruções para preenchimento. O formato geral das linhas na folha de papel está representado a seguir:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-24 - ORIGINAL . Fig 4-8 - Papel para croqui panorâmico f) Binóculo retículado Auxiliará na observação de detalhes e medida de deflecções em milésimos. g) Cadarço de 38 cm (15 polegadas) Qualquer dimensão medida à distância de 38 cm dos olhos do observador pode ser diretamente representada no papel de croqui panorâmico, pois estará na mesma escala deste papel. 4.6.5 - Confecção do desenho panorâmico Para a confecção do desenho panorâmico é desejável que o elemento de reconhecimento proceda, em seqüência, da seguinte forma: a) Estudo do terreno A EqRecon deve realizar um estudo na carta para selecionar seu PV em relação à posição do objeto a ser desenhado. Após ocupar o PV, a equipe deve identificar o objeto, buscando relacioná-lo às distâncias de pontos notáveis do terreno, tais como estradas, cursos d`água, construções e outros além de sua relação com estradas, terreno e vegetação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-25 - ORIGINAL . c) Escolha do Ponto de Referência (PR) O PR é representado por qualquer objeto do terreno que passará a ser a origem para a localização de outros pontos. O elemento observador deve selecionar um ponto notável distante cerca de 500 metros ou mais, preferencialmente centralizado na área a ser desenhada, que poderá ser definido como um PR. O observador deve manter o desenho ou instrumento de medida (régua ou lápis) exatamente a 38 cm dos seus olhos e centralizar a área do objeto na folha. A linha guia vertical mais próxima do PR será chamada de linha de referência. O PR será identificado no topo da folha com as letras P e R, por meio de uma reta vertical traçada para o topo com uma seta na extremidade. Identifique o alvo, estime o raio e marque zero no campo deflecção. As medidas serão tomadas para cada um dos lados do PR. c) Preenchimento de informações marginais O observador deve preencher os dados constantes das informações marginais com o propósito de permitir que outro membro da patrulha prossiga na confecção do desenho, sem perda de continuidade. A legenda deve ser preenchida à medida que surgir a necessidade, por parte do observador, em facilitar a interpretação do desenho ao destinatário. d) Representação do "skyline" Deve ser desenhado no terço superior da folha de croqui panorâmico, permitindo uma fácil identificação da área em geral. Deve ser dada ênfase à representação do horizonte, com realce em seus contornos característicos. e) Representação dos detalhes do terreno Desenhar as características do terreno, tais como estradas, trilhas, cristas, ravinas etc. f) Representação dos detalhes do objetivo ou alvo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-26 - ORIGINAL . Desenhar as características principais do objetivo ou alvo, caso esteja determinado como tarefa à EqRecon. Caso não haja objetivo ou alvo determinado a ser desenhado, este item não deve ser considerado. Após o término do desenho de um objetivo ou alvo, deve ser projetada no papel uma linha vertical sobre ele, que se prolonga até o topo da folha de papel. São, então, preenchidas a descrição, distância do observador, e a deflecção do PR (defasagem em milésimos a partir do PR). g) Representação da vegetação Torna-se importante o uso de legenda para representação dos diversos tipos de vegetação existente. Nesta etapa do desenho devem ser adicionados, caso haja, os postes, sinais, linhas de telefone e outras. h) Iluminação do desenho Após o término das etapas para conclusão do desenho, devem ser adicionadas cores para melhor interpretação do desenho por parte do destinatário. 4.6.6 - Exemplo de croqui panorâmico Será apresentada uma situação fictícia e a representação de um croqui com os principais dados a serem desenhados. Exemplo: no dia 23 de abril de 1996, a EqRecon 1 daCiaReconTer recebeu a tarefa de ocupar um PV, nas coordenadas 0658-3540, com vistas para o vilarejo de Buena Vista. Durante a confecção do croqui panorâmico, a EqRecon observou uma bateria de obuses posicionada no terreno. O desenho foi completado às 1630 horas. A seguir está representado, em preto e branco, o croqui desenhado pela equipe.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-27 - ORIGINAL . Fig 4-9 - Exemplo de croqui panorâmico 4.7 - ESTIMATIVA DE DISTÂNCIAS 4.7.1 - Métodos para estimar distâncias A estimativa de distância é um processo de avaliação de uma distância qualquer por meio da comparação com algo de extensão conhecida e facilmente comparável. a) Medida imaginária de unidade É vulgarmente conhecido como método do campo de futebol. Incialmente o observador deve visualizar um objeto de dimensões conhecidas como um campo de futebol, que apresenta, em média, 100 metros de comprimento por 70 metros de largura. A distância para um determinado objeto será estimada pela comparação direta de suas dimensões com a do campo de futebol ou outro objeto que tenha servido como referência ao observador. O observador deve visualizar, também, objetos de dimensões conhecidas que sejam menores que um campo de futebol, de forma a auxiliá-lo na estimativa de distâncias para figuras humanas, viaturas, equipamentos militares e armamentos. b) Método da Luz e Som
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-28 - ORIGINAL . O som propaga-se pelo ar à velocidade de 1100 pés por segundo ou 340 metros por segundo. Isto torna possível a estimativa de distância caso o observador seja capaz de ouvir e ver o resultado de um impacto de uma fonte geradora de luz e som. Quando o clarão luminoso, fumaça ou poeira resultante de uma detonação ou impacto for observado, imediatamente deve ser iniciada uma contagem na razão de 3 números por segundo. Por exemplo: - "um, dois, três (1 segundo), quatro, cinco, seis (2 segundos), sete, oito, nove (3 segundos)...". O término da contagem deve ocorrer quando o observador ouvir o som provocado pela detonação ou impacto. O número em que parou a contagem representa aproximadamente a distância em centenas de metros. Por exemplo, caso tenha encerrado a contagem no número três, a distância será 300 metros. Quando a contagem ultrapassar o número 9, retorne ao número 1, para evitar que números grandes (acima de 10) alterem o período de três números por segundo. O observador deve evitar a contagem "um mil, dois mil, três mil..." pois não terá a mesma precisão de 100 em 100 metros que o mencionado no parágrafo anterior. c) Método da Fórmula do Milésimo A frente do objeto, em metros, de cuja distância deseja-se estimar deve ser de conhecimento do observador. O ângulo representado por um milésimo é um metro observado à distância de 1000 metros. Inicialmente o observador deve determinar, com o uso do binóculo reticulado, o número de milésimos da dimensão conhecida do alvo. Em seguida deve ser aplicada a seguinte fórmula: Dimensão do objeto (metros) x 1000 _______________________________________________ = Distância Dimensão do objeto (milésimos)
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-29 - ORIGINAL . Exemplo: com o uso do binóculo, o observador verifica que um homem possue 4 milésimos de altura; ele avalia que esse homem possue, aproximadamente 1,80 metros. Logo: 1,80 x 1000 1800 ____________________ = _______________ = 450 metros 4 4 d) Emprego da escala da carta através de pontos notáveis e comparação com terreno O observador deve identificar, nas proximidades do alvo, dois pontos notáveis na carta que possam ser facilmente identificados no terreno. Após, deve usar a escala da carta para medir a distância ao alvo. 4.7.2 - Fatores que afetam a estimativa de distância a) Contraste com terreno e detalhamento do alvo Um objeto parece próximo quando é visível como um todo, parece distante quando somente parte dele é visível ou por ser pequeno quando comparado a outros objetos vizinhos. b) Posicionamento do observador Os objetos parecem próximos quando observados de cima para baixo e parecem distantes quando observados de baixo para cima. c) Luz e Atmosfera Os objetos parecem próximos quando observados sobre superfícies uniformes como água, neve ou deserto; com intensa claridade ou quando o sol está atrás do observador; ou, ainda, quando o contraste com o fundo é grande. Os objetos parecem distantes quando estão na penumbra, na chuva, neve ou quando confundem-se com o ambiente. 4.8 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE 4.8.1 - Generalidades É realizado para confirmação ou coleta de dados relativos a áreas selecionadas, pelo escalão superior, para realização de desembarques por helicóptero. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-30 - ORIGINAL . preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de ZDbq, necessárias à equipe de reconhecimento durante a ação no objetivo (ZDbq). 4.8.2 - Noções do desembarque helitransportado por tropas de assalto Os helicópteros podem ser utilizados para transportar tropa nos diversos tipos de operações ofensivas e apoiar as várias formas de manobras táticas pertinentes às mesmas. Seu emprego proporciona ao comandante as vantagens de mobilidade, velocidade, surpresa, flexibilidade e emprego de tropas descansadas. De acordo com os prazos previstos para a operação, equipes precursoras serão infiltradas de modo a orientarem o pouso dos helicópteros. Uma vez desembarcadas, as tropas helitransportadas norteiam suas ações em duas etapas: captura das ZDbq e conquista dos objetivos. Normalmente serão simultâneas, dependendo das distâncias envolvidas, da resistência inimiga, do crescimento do poder de combate do atacante e de sua idéia de manobra. a) Primeira Etapa Esta etapa é crítica quanto à vulnerabilidade da tropa às ações do inimigo e vital para o sucesso da operação como um todo. Durante a seleção das ZDbq, será dada preferência àquelas não ocupadas pelo defensor. Entretanto, em face das movimentações normais que ocorrem no campo de batalha, poderá haver alterações no dispositivo inimigo que, embora não exijam mudança do planejamento nem impeçam o pouso das aeronaves, possam vir a demandar ações imediatas da tropa atacante. Terá lugar, então, inicialmente, a limpeza e a ocupação da ZDbq, creditada, também, à agressividade e iniciativa dos menores escalões da tropa, segundo a idéia de manobra estabelecida nos seus respectivos escalões. b) Segunda Etapa Quando o desembarque ocorrer no próprio objetivo, em vagas sucessivas, o poder de combate da tropa irá crescendo em terra; são lançadas
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-31 - ORIGINAL . patrulhas para obter informes sobre o inimigo e as ações prosseguem no ataque terrestre. Se a ZDbq for situada próxima aos objetivos, ao mesmo tempo em que se efetua sua consolidação pelo escalão de assalto, a tropa desembarcada nas vagas seguintes se reorganizará e desenvolverá ações para a conquista dos seus objetivos, conforme planejado. Em ambos os casos acima, normalmente será estabelecida uma ZRT, enquanto se espera uma junção com elementos desembarcados por superfície. 4.8.3 - Definições a) Orientação Final Qualquer assistência (eletrônica, mecânica ou visual) fornecida aos pilotos de um helicóptero para facilitar sua aproximação, manobra, pouso e partida de uma Zona de Desembarque. b) Apoio Inicial de Orientação Final É uma fase da Orientação Final, normalmente conduzida antes do pouso da primeira vaga de assalto, durante a qual é dada assistência ao líder da vaga. Esta fase termina com a chegada, nas primeiras vagas, da Equipe de Controle do DZDbq que assume a tarefa de orientação final. c) Equipe Inicial de Orientação Final (EIOF) É o destacamento encarregado de prestar o Apoio Inicial de Orientação Final. O artigo 4.9 - EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL versará sobre o seu emprego. d) Vaga de Helicóptero Helicópteros agrupados e programados para pousar na mesma Zona de Desembarque, aproximadamente à mesma hora; é composta de um ou mais vôos e pode constituir- se de helicópteros de mais de um navio. e) Centro de Controle da ZDbq (CCZDbq)
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-32 - ORIGINAL . É o posto de comando e o centro de comunicações que controla as operações da ZDbq, mantendo as comunicações com as aeronaves, com os Locais de Desembarque e Ponto Inicial. f) Zona de Desembarque Em OpAnf, zona delimitada no interior da Área do Objetivo Anfíbio, utilizada para o pouso de aeronaves de assalto, normalmente helicópteros. É designada por nome de peixe. Exemplo: ZDbq Badejo. g) Local de Desembarque (LocDbq) É uma subdivisão da ZDbq, suficiente para o pouso de uma vaga de helicópteros, sendo adequado ao desembarque/embarque de tropa e/ou carga. É designado por nome de cor. Exemplo: LocDbq Azul. h) Ponto de Desembarque (PDbq) Ponto que permite o pouso de um helicóptero. Possui um diâmetro específico para cada tipo de aeronave, que deve estar livre de obstáculos, ter solo compatível com o peso da aeronave e não possuir declividade superior a quinze graus. São designados por números de dois algarismos. Exemplo: PDbq 02. i) Zona de Pouso de Helicópteros (ZPH) Área que permite o embarque e o desembarque de pessoas ou cargas, por intermédio de pouso ou em vôo pairado, para um ou mais helicópteros. j) Ponto Inicial (PI) Em OpAnf, é um ponto de controle aéreo nas vizinhanças de uma ZDbq, a partir do qual os vôos de helicópteros são despachados diretamente aos LocDbq que lhes forem prescritos. O PI pode conter letras código que identifiquem, de forma orientada sobre o terreno, as diversas ZDbq da Área do Objetivo Anfíbio (AOA). O PI deve estar localizado, se possível, em um ponto notável do terreno, que facilite a visualização por parte dos pilotos. l) Destacamento de Zona de Desembarque (DZDbq) Organização por tarefas formada e equipada para emprego numa ZDbq, a fim de facilitar o desembarque e a movimentação de tropas,
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-33 - ORIGINAL . equipamentos e suprimentos helitransportados, evacuar baixas e prisioneiros de guerra selecionados. m) Ponto de Avaria É um ponto destinado ao pouso de aeronaves com avaria, localizado em uma ZDbq, sendo indicado por painel azul (diurno) ou lanterna azul (noturno). n) Indicador de Ângulo de Aproximação (IAA) Também designado de VAPI, "Visual Approach Path Indicator", é um equipamento que auxilia o piloto da aeronave na aproximação para o pouso noturno, através da indicação do ângulo de aproximação utilizando- se de um código de cores. o) Rota de Aproximação e Retirada Rota ou série de rotas, sobre as quais os helicópteros se movimentam para a ZDbq ou regressam da mesma. p) Ponto de Controle de Penetração Ponto de Controle na rota de aproximação e retirada, onde as vagas de helicópteros penetram na linha da costa hostil durante o Movimento Navio-para-Terra (MNT), ou onde as vagas de helicópteros penetram em território mantido pelo inimigo durante operações de helicópteros na costa. Normalmente é usado como Ponto de Referência para as Comunicações (PRC) com a EIOF. A figura abaixo mostra um croqui genérico de uma ZDbq.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-34 - ORIGINAL . Fig 4-10 - Croqui da ZDbq CAÇÃO 4.8.4 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. Para ação no objetivo, a equipe de reconhecimento pode dividir-se em duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento. Toda a equipe deve ter conhecimento das características técnicas que fazem uma área poder ser selecionada como ZDbq. 4.8.5 - Procedimentos para o reconhecimento de ZDbq As características técnicas abaixo relacionadas devem ser consideradas por ocasião do planejamento para seleção das ZDbq, por parte do escalão superior, constituindo os principais dados a serem confirmados ou coletados pela equipe de reconhecimento. A escolha das áreas de uma ZDbq é feita com base no estudo de cartas, fotografias aéreas e nos reconhecimentos terrestres. a) Posicionamento do Centro de Controle de ZDbq
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-35 - ORIGINAL . A localização do CCZDbq é planejada de maneira que fique localizado, de preferência de modo centralizado em relação aos LocDbq, ou em terreno mais elevado para melhorar o alcance dos rádios e facilitar o controle. Caso o CCZDbq esteja próximo aos LocDbq, em contato visual, haverá facilidade de controle. A manutenção contínua das comunicações entre o CCZDbq e LocDbq é um fator importante para o êxito da operação. b) Posicionamento dos Locais de Desembarque São considerados os seguintes fatores: I) Tipo e número de helicópteros Determinam a área livre de obstáculos necessária para o pouso. Caso a ZDbq não permita receber o número previsto de aeronaves, serão reconhecidos outros LocDbq nas proximidades; II) Cobertura predominante do solo A vegetação deve ser baixa e devem ser removidos quaisquer objetos que possam ser aspirados pelos rotores; III) Declividade do terreno Não deve exceder 15% para o caso de pouso em rampas; é aconselhável que a proa do He esteja voltada para cima; IV) Obstáculos Devem ser considerados em uma razão de 10 para 1, ou seja, para determinado obstáculo de 10 metros de altura, devemos posicionar o LocDbq, no mínimo, a 100 metros de distância do obstáculo. À noite a razão deve ser de 20 para 1; V) Cobertas e abrigos São considerados para seleção das ZReu para a tropa helitransportada. Os acessos às ZReu devem ser balizados de forma a proporcionar rápido escoamento ao pessoal e material que desembarcar, desimpedindo os LocDbq; e VI) Direção de aterragem
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-36 - ORIGINAL . Vento é fator determinante na escolha da melhor direção de aterragem. Com vento menor ou igual a 10 nós, devemos observar a seguinte prioridade na escolha da direção de aterragem: - livrar obstáculos (pouso e decolagem); - rota de aproximação; - sol (não estar na proa da aeronave); - declividade (proa voltada para cima); e - vento de proa. Com vento superior a 10 nós, a prioridade passa a ser a seguinte: - vento de proa; - livrar obstáculos (pouso e decolagem); - rota de Aproximação; - sol (não estar na proa); e - declividade (proa voltada para cima). Em relação aos obstáculos, devemos observar que para o desembarque (He pesado para o pouso) a melhor rampa deverá ser a de chegada, conseqüentemente para o embarque (He pesado para decolagem) a melhor rampa deverá ser a de sua saída. Quando inteiramente carregados, a maioria dos helicópteros não pode aterrar ou decolar verticalmente, necessitando de maior área para as manobras. Devem ser planejados LocDbq de emergência, para pouso de aeronaves que estejam apresentando algum tipo de pane. Esses LocDbq são balizados com painéis ou luzes azuis. Nos LocDbq os obstáculos devem ser neutralizados, quando possível. Em operações noturnas os obstáculos não neutralizados devem ser marcados com iluminação vermelha. Em operações diurnas são marcados com painéis vermelhos. Os pequenos obstáculos devem ser retirados com auxílio de facão de mato e ferramentas de sapa. Capim alto e mato seco devem ser removidos para evitar o risco de incêndio. 4.8.6 - Coordenação Final Uma vez organizada a EIOF, o comandante da equipe prepara seu "briefing", de acordo com o previsto na publicação ComOpNav-243 -
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-37 - ORIGINAL . MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS, com a tropa apoiada e a unidade de helicópteros. Para tal, o comandante da EIOF deve estudar o Plano de Operação, principalmente os anexos que incluam o Diagrama de Desembarque de Helicópteros, Tabela de Designação de Números-Série, Vagas de Helicópteros e a Tabela de Emprego de Helicópteros e Desembarque em Assalto. Modelos de "briefing" com os pilotos e a tropa helitransportada são apresentados nos Anexos G e U, respectivamente. 4.9 - EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL A orientação final é qualquer assistência eletrônica, mecânica ou visual, fornecida aos pilotos de helicópteros, para facilitar sua aproximação e as manobras de pouso e decolagem de uma ZDbq. A equipe que realiza esta tarefa, normalmente uma EqRecon, é denominada de equipe inicial pois sua infiltração ocorre pré-Dia-D na AOA, tornando-se a primeira equipe, efetivamente, a realizar a orientação final às primeiras vagas do assalto helitransportado. 4.9.1 - Terminologia de Orientação Final Os termos empregados em orientação final são mencionados no artigo 4.8 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE. 4.9.2 - Seqüência Geral das Ações A seqüência das ações da EIOF, do recebimento da missão à chegada na área destinada ao cumprimento de suas tarefas, que neste caso é a própria ZDbq, constam do CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. 4.9.3 - Organização e tarefas da EIOF A organização da EIOF depende do número de LocDbq a serem utilizados, efetivo da equipe a ser empregado, números de He por vaga e tempo útil para as equipes no objetivos, antes da chegada das vagas. Normalmente é organizada em três turmas básicas com as seguintes tarefas: a) Turma do CCZDbq
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-38 - ORIGINAL . Controla as atividades de toda equipe e das aeronaves, dentro da ZDbq, usando rede rádio terra-avião (VHF/UHF) para ligação com as aeronaves, controlando o tráfego aéreo nas áreas adjacentes à ZDbq. Controla as ações do restante da equipe através da rede rádio terrestre (VHF) de curto alcance. Estabelece comunicações com o escalão superior através da rede rádio de médio e longo alcance (HF/VHF); b) Turma dos Locais de Desembarque Selecionam no terreno, preparam e marcam as áreas destinadas ao pouso de cada He. Mantém as comunicações com o CCZDbq, marca com sinais visuais as direções de aterragem e decolagem para os He e indica as ZReu para tropa,equipamentos e suprimentos; e c) Turma do Ponto Inicial Utiliza os meios auxiliares visuais e eletrônicos à navegação dos He, posicionando as letras código respectivas à cada ZDbq. Mantém comunicação com o CCZDbq. A constituição básica de uma EIOF e as suas atribuições são apresentadas a seguir: TURMA P / G FUNÇÃO ATRIBUIÇÕES CT / Ten Chefe da Equipe Controla a ZDbq SG Rádio-Operador Opera a rede terra-avião CCZDbq SG Rádio-Operador Opera a rede terrestre SG Rádio-Operador Meteorologista Opera a rede de longo alcance e fornece dados metereológicos LocDbq SG Chefe Tu LocDbq Estabelece os meios auxiliares à navegação, prepara e marca o ponto de toque do He. CB Rádio-Operador Opera a rede terrestre CB /SD Orientador Orienta a aeronave PONTO INICIAL (PI) SG Chefe do PI Estabelece os meios auxiliares eletrônicos e visuais à navegação CB Rádio-Operador Opera a rede terrestre
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-39 - ORIGINAL . 4.9.4 - Equipamento e material Para a realização das ações descritas no item anterior, a EqRecon deve conduzir material específico, discriminado a seguir. a) Sinalização Visual Normalmente esses equipamentos são leves, compactos e de fácil uso. Para sinalização diurna da ZDbq podem ser empregados. - colete colorido; - painéis; - granada fumígena; e - espelho de sinalização. Para sinalização noturna da ZDbq podem ser empregados: - latas com óleo em combustão; - lanternas; - bastões de luz química tipo "Cyalume Lightstick"; - "strobelight", e - indicador de ângulo de aproximação ("VAPI") b) Material para limpeza do terreno Os seguintes itens podem facilitar os trabalhos para limpeza da ZDbq: - alicates para cortar arame; - material para demolição (se for o caso); - pá articulada; e - facão de mato. c) Comunicações As seguintes redes devem ser guarnecidas pela EIOF: - rede rádio terra-avião; - rede rádio com as outras EqRecon; e - rede rádio com o escalão superior. 4.9.5 - Limpeza de Pontos de Desembarque Para cada PDbq, deve haver uma área no solo limpa de qualquer obstáculo, de forma a cumprir com as normas de Segurança de Aviação, evitando qualquer tipo de incidente ou acidente aeronáutico. Os diâmetros variam de acordo com o tipo de aeronave, conforme tabela da publicação ComOpNav 243 - MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-40 - ORIGINAL . AERONAVE DIÂMETRO DO PDbq DIURNO DIÂMETRO DO PDbq NOTURNO DISTÂNCIA ENTRE PDbq DIURNO DISTÂNCIA ENTRE PDbq NOTURNO UH 12 / 13 - Esquilo Mono / Biturbina 20 metros 30 metros 30 metros 50 metros UH 14 - Super Puma / SH 30 metros 50 metros 50 metros 70 metros 4.9.6 - Marcação da ZDbq A ZDbq deve ser mobiliada com algum dispositivo que indique a direção e intensidade do vento, normalmente por granada fumígena (diurna) ou formação de luzes ao solo (noturna). Os LocDbq, durante os pousos e decolagens diurnos, recebem denominação de cores e podem ser marcados por fumígenos da mesma cor de seu nome. Todos os dados do Plano/Ordem de Operação, relativos à orientação final dos helicópteros, devem ser confirmados no "briefing" com os pilotos. Por exemplo, o tipo de sinalização, cores de painéis, indicativos, freqüências, localização das ZDbq e outros. Os obstáculos de difícil remoção devem ser sinalizados com painel ou luz vermelha e sua localização informada via rádio. Devem ser colocadas bandeirolas, painéis ou luzes nos locais para reorganização da tropa helitransportada. Caso o pouso do helicóptero seja auxiliado por orientador, este deve posicionar-se, no mínimo, 25 metros à frente e 10 metros para direita do PDbq, considerando o sentido de aproximação da aeronave. Tal procedimento visa a segurança do orientador e facilita as ações dos pilotos, já que o comandante da aeronave (1P) posiciona-se à direita, enquanto o co-piloto (2P) localiza-se à esquerda. A figura abaixo mostra o posicionamento do orientador em relação à aeronave.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-41 - ORIGINAL . Fig 4-11 - Posicionamento do Orientador à aeronave Os diversos tipos de marcação dos LocDbq são regulados pelo ComOpNav 243 - MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS. 4.9.7 - Sinais básicos para orientadores de helicópteros São utilizados para auxiliar, através de gestos padronizados, as manobras de pouso e decolagem das aeronaves na ZDbq. Para a realização desta tarefa, os orientadores devem ser qualificados para atuação em Equipes de Manobra e "Crash" de Aeronaves. Os movimentos de braço realizados pelo orientador devem ser precisos, de forma a proporcionar a devida confiança aos pilotos. Para sinalização noturna, o orientador portará uma lanterna vermelha na mão esquerda e uma lanterna verde na mão direita. Durante o dia, é recomendável o uso de colete de cor contrastante com o terreno e um par de luvas brancas (facilitam a visualização por parte do piloto). Em ambas situações, o orientador deve utilizar óculos de proteção e protetor auricular (Ver Fig 4-12 a 4-21). a) Aproximação correta Palmas das mãos voltadas para o interior e braços estendidos para o alto, como mostra a figura abaixo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-42 - ORIGINAL . Fig 4-12 - Aproximação correta b) Aeronave avançar As mãos ficam espalmadas ao nível dos ombros, palmas voltadas para o orientador, com as mãos e o antebraço formando uma reta. Mova o conjunto mão/antebraço como mostra a figura que se segue. Fig 4-13 - Aeronave avançar c) Movimento para direita do orientador
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-43 - ORIGINAL . Fig 4-14 - Movimento para direita d) Movimento para esquerda do orientador Fig 4-15 - Movimento para esquerda e) Movimento para cima Fig 4-16 - Movimento para cima f) Movimento para baixo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-44 - ORIGINAL . Fig 4-17 - Movimento para baixo g) Pouso Fig 4-18 - Pouso h) "Hover" Fig 4-19 - "Hover" i) Partida após o "Hover"
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-45 - ORIGINAL . Fig 4-20 - Partida após o "Hover" j) Arremeter (execução obrigatória pelos pilotos) Fig 4-21 - Arremeter 4.9.8 - Procedimento fonia para aproximação e pouso na ZDbq O procedimento fonia deve ser cumprido pela EIOF e aeronave líder de vaga, desde o contato inicial entre ambos, estabelecido por ocasião da passagem da aeronave na vertical do PRC, até a decolagem da última vaga helicópteros da ZDbq. a) Situação normal Existe contato rádio com o CCZDbq, estando o PI e a ZDbq balizados. ESTAÇÃO LOCAL LÍDER DE VAGA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-46 - ORIGINAL . PRC 1. CHAMA O CCZDbq 2. PEDE AUTENTICAÇÃO 1. AUTENTICA 2. INFORMA: - situação do inimigo nas proximidades da ZDbq; - rumo PI-ZDbq; - vento; - obstáculo; - ajuste de altímetro; e - solicita acusar na vertical do PI PI ACUSA NA VERTICAL DO PI 1. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 2. SOLICITA ACUSAR ENTRADA NA FINAL FINAL ACUSA ENTRADA NA FINAL 1. VENTO 2. OBSTÁCULOS 3. OBSERVAR BALIZADORES - LIVRE POUSO ZDbq PRONTO PARA DECOLAR 1. VENTO 2. OBSTÁCULOS 3. OBSERVAR BALIZADORES - LIVRE DECOLAGEM b) Em caso de pane rádio ou interferência do inimigo Com PI balizado: ESTAÇÃO / LOCAL LÍDER DE VAGA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL PRC 1. CHAMA O CCADbq 2. RUMA PARA PI NÃO ATENDE PI SEGUIR PARA ZDbq NÃO ATENDE ZDBQ 1. ZDbq BALIZADA - LIVRE POUSO 2. ZDbq NÃO BALIZADA - SEGUIR PARA ZDbq ALTERNATIVA NÃO ATENDE
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-47 - ORIGINAL . Com PI não balizado - segue o mesmo quadro anterior, porém não haverá indicação no solo (PI) para os pilotos, devendo a aeronave prosseguir para ZDbq principal de acordo com o Plano/Ordem de Operação. 4.9.9 - Características e uso do Indicador de Ângulo de Aproximação Como o próprio nome indica, é um equipamento que auxilia a rampa de aproximação segura para os He à noite. A Fig 4-22 mostra o que é visualizado pelos pilotos, quando realizam a descida para o pouso, cujo perfil imaginário é chamado de rampa de aproximação. Caso a aeronave percorra uma trajetória acima da rampa prevista, o piloto verá cor âmbar. Ao descer de nível, visualizará as cores verde (rampa segura para o pouso) e vermelha. Esta indicando perigo na aproximação da aeronave. O "VAPI" inicialmente deve ser posicionado, em relação às outras luzes da ZDbq noturna, conforme previsto na publicação ComOpNav 243 - MANUAL DE OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS. Além disso, deve estar posicionado, no mínimo, à distância de 20 vezes o tamanho do obstáculo mais próximo do PDbq, tomada a direção de aproximação da aeronave. A figura que se segue mostra o cone de projeção do "VAPI". Fig 4-22 - Cone de projeção do "VAPI" Para a projeção do cone luminoso no ângulo desejado, o "VAPI" deve ser nivelado. Normalmente, existe uma cápsula com uma bolha de ar, para auxiliar o nivelamento do equipamento. O seguinte procedimento deve ser realizado para operar o "VAPI", após terem sido observadas as distâncias relativas à obstáculos e às outras luzes do LocDbq:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-48 - ORIGINAL . - posicionar o tubo de imagem para a direção de aproximação do He; - mover o tubo de imagem para marcação de zero graus; - nivelar o equipamento; e - elevar em 5,5 graus o seu tubo de imagem. 4.9.10 - Rotas de Aproximação e Retirada O comandante EIOF deve inteirar-se, no Plano/Ordem de Operação, do planejamento relativo ao Movimento Helitransportado (MHT). Há vários dados que o auxiliarão no preenchimento do modelo de "briefing" com pilotos e a tropa a ser helitransportada, tais como freqüências, indicativos, sinais terra-ar, rota principal e rota alternativa, pontos iniciais, posição das ZDbq e outras informações. No desenho da rota de aproximação e retirada, mostrada abaixo, o comandante da EIOF deve atentar para os seguintes detalhes: - a simbologia padrão dos pontos da rota de aproximação: - após a decolagem do navio, os helicópteros partem, em seqüência, para o Ponto de Reunião de Vagas, Ponto de Partida, Ponto de Controle de Penetração, Pontos de Controle, Ponto Inicial e ZDbq;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-49 - ORIGINAL . - o Ponto de Controle de Penetração pode coincidir com o PRF a partir do qual são iniciadas as comunicações da aeronave líder da vaga com a EIOF; - as rotas possuem nomes de estado enquanto os pontos de controle recebem nomes de cidades desses estados; e - os rumos magnéticos são inscritos entre os pontos das rotas. 4.9.11 - "Briefing" da EIOF com pilotos e tropa Deve ser realizado um "briefing" da EIOF com os pilotos da aeronave e com a tropa a ser helitransportada, com a finalidade de confirmar os dados, relativos ao Apoio Inicial de Orientação Final, constantes no Plano/Ordem de Operação. O Anexo G apresenta um modelo de "briefing" da EIOF com os pilotos. O Anexo H apresenta um modelo de "briefing" da EIOF com a tropa a ser helitransportada. 4.9.12 - Operação de ZDbq As comunicações são estabelecidas entre a ZDbq e a primeira vaga de helicópteros quando a aeronave líder de vaga sobrevoa a vertical de um ponto notável no terreno, definido no Plano/Ordem de Operação, que recebe a denominacão de PRF, o qual, geralmente, coincide com o Ponto de Controle de Penetração. A organização da EIOF para operar a ZDbq dependerá da análise dos fatores de decisão. A operação de uma ZDbq diurna com um PDbq, pode ser executada por dois militares. Uma tarefa mais complexa, como a operação de uma ZDbq noturna com vários PDbq exigirá maior número de pessoas. A equipe mínima para realização de qualquer tarefa é formada por dois militares. Um provê segurança enquanto outro limpa, marca, guia, usa o rádio etc. Por exemplo, uma equipe com 6 elementos, operando uma ZDbq noturna com três PDbq, pode desdobrar-se no terreno da seguinte forma: - o comandante da EIOF e o rádio operador atuam no CCZDbq. Deverá ser realizado o reconhecimento da ZDbq, identificando suas dimensões, a direção e intensidade do vento, existência de obstáculos e local dos PDbq.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-50 - ORIGINAL . São então estabelecidas as comunicações, sendo transmitidos os relatórios padronizados de reconhecimento; e - os outros quatros integrantes estarão posicionados nos PDbq, sendo responsáveis pela limpeza e marcação do LocDbq, no momento determinado pelo comandante da EIOF. Caso necessário atuarão como orientadores em dois PDbq, permanecendo o outro somente com a iluminação do solo. A tropa desembarca e só se desloca para o ponto de reunião após a decolagem, devendo permanecer aferrada ao solo cerca de quinze metros avante da aeronave, em dispositivo de defesa a toda volta; após a decolagem, a tropa desloca-se para seu local de reorganização. Regras básicas para operação de uma ZDbq diurna: - não informar ao piloto a cor da granada fumígena ou formação dos painéis, apenas confirmar após o piloto identificar a ZDbq no terreno. Tal procedimento evita o pouso em local não previsto ou até mesmo balizado pelo inimigo; - lançar a granada fumígena a sotavento (por onde o vento sai) dos PDbq; - não lançar a granada fumígena com muita antecedência, pois sua dissipação dificultará a identificação da ZDbq; - usar estacas para fixação dos painéis ao solo, pois o desprendimento de algum deles pode provocar sérios danos à aeronave; - cortar a vegetação lateral aos painéis de forma a facilitar sua visualização; e - considerar sempre obstáculos na razão 1:10. Por exemplo, se há arvores de 3 metros de altura, considerar um área não utilizável de 30 metros de distância às árvores. Regras básicas para operação de uma ZDbq noturna: - cortar a vegetação vizinha às luzes, facilitando visualização do LocDbq por parte dos pilotos; - caso a direção de aproximação da vaga de helicópteros seja conhecida ou a situação tática exija, os raios luminosos devem ser direcionados para o mesmo setor de aproximação dos helicópteros; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-51 - ORIGINAL . - as luzes dos LocDbq devem ser acionadas por ocasião da passagem da aeronave na vertical do PI. 4.10 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE ATERRAGEM 4.10.1 - Generalidades Zona de Aterragem (Z Ater) é uma zona especificada, na área do objetivo, em que as aeronaves devem pousar. A finalidade do Recon de Z Ater é coletar e confirmar dados de áreas selecionadas ou não em planejamento, para operação de uma Z Ater. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Neste artigo constam informações sobre o Recon de Z Ater, necessárias à EqRecon durante a ação no objetivo. Constam, também, noções de operação de Z Ater, pois a operação de Z Ater normalmente é realizada pela fração que realiza seu Recon. 4.10.2 - Definições Os termos mais comuns empregados em Z Ater e aeródromos seguem abaixo: a) Aeroporto Aeródromo público dotado de instalações e facilidades para apoio de operações de aeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e carga. b) Aerovia Área de controle para o vôo das aeronaves, disposta em forma de corredor e provida de auxílios rádios à navegação. c) Pista Área preparada para o pouso e decolagem das aeronaves. d) Pista de taxiamento Caminho definido para o taxiamento de aeronave. e) Visibilidade Capacidade de avistar e identificar, durante o dia, objetos proeminentes não iluminados e, à noite, iluminados, de acordo com as condições meteorológicas e expressas em unidades de distância. f) Teto
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-52 - ORIGINAL . Altura, acima do solo ou água, da base de mais baixa camada de nuvens, cobrindo mais da metade do céu situada abaixo de 20.000 pés. g) Aeródromo Toda área de terra, água ou flutuante, destinada às chegadas, partidas e movimentação de aeronaves. h) Aeródromo controlado Aeródromo no qual se presta serviço de controle de tráfego de aeródromo. i) Aeródromo interditado Aeródromo cujas condições de segurança (chegada e saída de aeronave presidencial, aeronaves militares, ordem interna) determinam a suspensão das operações de pousos e decolagens. j) Regra de vôo visual (VFR) A aeronave é considerada em vôo VFR somente quando simultaneamente e continuamente puder cumprir as seguintes regras: I) voar durante o dia, ou durante a noite, dentro de espaço aéreo especificado; II) manter-se em condições de visibilidade igual ou superior a 5 km; III) permanecer, no mínimo, a 1500m horizontalmente e a 300m verticalmente, de nuvens ou de qualquer outra formação meteorológica de capacidade equivalente; IV) manter referência com o solo ou água, de modo que formações meteorológicas, abaixo da altura de vôo, não obstruam mais da metade da visão do piloto; e V) voar abaixo do nível de vôo 200 (FL 200). Na Zona de Tráfego de Aeródromo, em adição às regras constantes do item acima, é necessário que: - a visibilidade no solo seja igual ou superior a cinco km; e - o teto seja igual ou superior a 450m. l) Condições meteorológicas de vôo por instrumentos (IMC) Condições meteorológicas inferiores aos mínimos padrões especificados para vôos visuais.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-53 - ORIGINAL . m) Condições meteorológicas do vôo visual (VMC) Condições meteorológicas iguais ou superiores aos mínimos padrões especificados para vôos visuais. n) NOTAM Aviso que contém informações relativas ao estabelecimento, condições ou modificações de qualquer instalação aeronáutica, serviço, procedimento ou perigo, cujo pronto conhecimento seja indispensável para o pessoal encarregado das operações de vôo. o) Vôo IFR Vôo efetuado de acordo com as regras de vôo por instrumentos. A aeronave passa ao controle de aproximação logo após receber a hora de decolagem e atingir quinhentos pés; e p) Vôo VFR Vôo efetuado de acordo com as regras de vôo visual. Visibilidade mínima de 1500m na horizontal e 300m na vertical. 4.10.3 - Instalações de uma Z Ater São partes componentes de uma Z Ater: - centro de controle; - pista de pouso e decolagem; e - área de estacionamento.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-54 - ORIGINAL . Fig 4-24 - Zona de aterragem a) Centro de Controle Opera os meios auxiliares eletrônicos e visuais para fornecer orientação a longa distância às aeronaves. É o único local da Z Ater que possui comunicação terra-avião em rádio-fonia. Deve estar localizado de maneira a permitir observar as aeronaves em todas as suas posições no circuito, bem como as demais instalações da Z Ater. O Centro de Controle deve estar longe o suficiente da pista de pouso e decolagem, de forma a permitir boas comunicações, sem ruídos e interferências com as aeronaves. b) Pista de Pouso e Decolagem É a principal instalação de uma Z Ater, devendo possuir características tais que permitam o pouso e decolagem das aeronaves com total segurança. c) Pista de Rolagem A pista de rolagem é a faixa por onde circularão as aeronaves antes da decolagem e após as aterragens, ligando a pista à área de estacionamento. As dimensões mínimas variarão de acordo com as aeronaves, tipos de piso, altitude, temperatura e carga transportada.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-55 - ORIGINAL . d) Área de Estacionamento É o local onde as aeronaves irão carregar ou descarregar pessoal, equipamento ou suprimento. 4.10.4 - Seleção das instalações de uma Z Ater a) Centro de Controle É escolhido previamente nas cartas da região ou mediante estudo de fotografias aéreas. Um reconhecimento no local servirá para confirmar ou alterar esta seleção prévia. Deve estar centralizado em relação à pista de pouso e decolagem e possuir dominância de vistas sobre essa, de forma a facilitar o controle das manobras de pouso e decolagem e o desempenho dos equipamentos rádio. b) Pistas de Pouso e Decolagem I) Terreno A pista deve estar em terreno plano. A superfície da pista deve estar limpa de quaisquer obstáculos como: troncos, raízes, crateras e outros. As pedras não devem ser maiores que o punho de um homem e o capim não deve exceder a 45cm de altura. O revestimento do solo deve ser firme até uma profundidade de 60cm. Um piso macio exige a necessidade de aumentar sua extensão em 10%. Decolagens em aclive ou aterragens em declive exigem maior comprimento da pista (50m para cada 1% de gradiente de superfície). O gradiente máximo permitido para regiões altas (mais de 1200m de altitude) é de 4% e para regiões baixas é de 6%. II) Condições Meteorológicas A direção do vento predominante determina o eixo da pista; ventos de través são prejudiciais à operação de pouso e decolagem das aeronaves. A densidade do ar é importante na operação de uma pista, assim sendo: - para regiões com altitude superior a 1200m, deve ser acrescentado ao comprimento básico da pista dez por cento para cada 300m acima deste nível;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-56 - ORIGINAL . - para temperaturas superiores a 30o C e 38o C, o comprimento básico da pista deve ser acrescido 10% e 20%, respectivamente. III) Dimensões e Margens de Segurança As dimensões básicas das pistas são de 300m por 15m para aviões leves e 900m por 30m para aviões médios. Essa dimensões podem ser alteradas de acordo com o tipo de aeronave utilizada. Por exemplo, podem ser citadas as seguintes dimensões mínimas: AERONAVE COMPRIMENTO DA PISTA C - 130 1200 metros C - 115 600 metros C - 95 800 metros Deve haver, também, uma área limpa de 10% do comprimento da pista em ambas as cabeceiras. Ao longo da pista, de ambos os lados, deve haver uma faixa de 15 metros, sem obstáculos superiores a 1 metro de altura. Os acréscimos devido ao terreno e condições meteorológicas vão sendo somados sucessivamente em relação ao comprimento básico, na ordem apresentada. IV) Zonas de Aproximação e Decolagem A razão de descida das aeronaves indicará a área necessária aos pousos e decolagens conforme se segue: - para aviões leves: 20:1 - para aviões médios: 40:1 Obstáculos maiores que 1,5m não devem existir na área das cabeceiras, incluindo os 10% de segurança. Obstáculos maiores que 15m não devem existir numa distância de 600m (aviões médios) e 300m (aviões leves) das cabeceiras.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-57 - ORIGINAL . Obstáculos maiores que 150m não devem existir numa distância de 6 km (aviões médios) e 3 km (aviões leves) das cabeceiras. Obstáculos maiores que 300m não devem existir numa distância de 13 km (aviões médios) das cabeceiras, tendo em vista a aproximação tática, às vezes, inferior a 500 pés de altura. Na seleção das pistas de rolamento, devemos observar as dimensões adequadas para permitir o uso ininterrupto pelas aeronaves que decolam e aterram, através do tráfego entre a pista de pouso e a área de estacionamento. Deve-se providenciar a marcação da pista de rolamento bem como a remoção de todos os seus obstáculos. Na seleção das áreas de estacionamento, devemos relacionar áreas que comportem operações de carregamento e descarregamento de material e embarque e desembarque de pessoal, de acordo com um plano preestabelecido, sem interferência nas operações de pouso e decolagem. As eventuais ZDbq deverão estar distanciadas, ao mínimo, de 50 metros das áreas de estacionamento. Não deve-se permitir a aproximação de He aos aviões durante o rolamento, decolagem ou aterragem 4.10.5 - Relatório Padronizado de Reconhecimento de Z Ater O resultado obtido com reconhecimento deve ser transmitido ao escalão superior conforme preconizado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. 4.10.6 - Organização da equipe para operação de Z Ater A organização da equipe dependerá das condições da Z Ater, levantadas no decorrer do reconhecimento, do efetivo disponível, do número de aeronaves designadas para missão e do tempo disponível. Normalmente é organizada em quatro turmas: a) Turma do Centro de Controle Controla as aeronaves e as atividades de toda equipe dentro da Z Ater, emprega a rede rádio terra-avião para comunicação com as aeronaves, visando o controle do tráfego aéreo na região. Controla as atividades das outras turmas através da rede rádio terrestre. Registra a chegada, partida, carga desembarcada das aeronaves e mantém comunicações
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-58 - ORIGINAL . entre as diversas Z Ater, se mais de uma for utilizada, e o escalão superior. b) Turma da Área de Estacionamento Seleciona, prepara e sinaliza os locais de estacionamento, bem como baliza a pista de rolagem. Mantém comunicações com o Centro de Controle e marca com meios visuais os pontos de reunião da tropa desembarcada e pontos de desembarque para o material. Deve ter condições de proporcionar segurança aproximada, mesmo que limitada, contra prováveis ataques inimigos, durante as manobras das aeronaves nesta área. c) Turma de Reorganização Auxilia o descarregamento, a reorganização inicial da tropa e do material, operando os meios auxiliares visuais à navegação, rolagem e estacionamento das aeronaves. Mantém contato com o Centro de Controle. d) Turma de Balizamento Auxilia na preparação de todas as instalações da Z Ater, balizando as pistas de pouso e de rolagem. TURMA P / G FUNÇÃO ATRIBUIÇÃO CT / Ten Cmt da Equipe Controla a Z Ater 2º SG Rádio Operador Opera a rede terra-avião 3º SG Rádio Operador Opera a rede de longo alcance CENTRO DE CONTROLE CB Rádio Operador Auxilia a operação da rede de longo alcance 3º SG Meteoro e R Op Meteorologista e opera a rede terrestre CB Rádio Operador Aux de meteologista e aux da rede terrestre 1º SG Sub Cmt Controla a Área de Estacionamento ÁREA DE ESTACIONAMENTO CB Orientador CB Orientador Conduz a orientação das aeronaves SD Orientador 3º SG Ch Tu de Reorg Orienta a Reorganização CB Guia Reo
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-59 - ORIGINAL . REORGANIZAÇÃO SD Guia a tropa e material para os locais de reorganização SD 3º SG Ch Tu de Baliz Controla o balizamento e remoção de obstáculos BALIZAMENTO CB SD Balizador Baliza a pista e remove obstáculos SD 4.10.7 - Estabelecimento de uma Z Ater Após a infiltração e o estabelecimento das comunicações da equipe com o escalão superior, a EqRecon deverá realizar um reconhecimento visando o estabelecimento das áreas da Z Ater. a) Centro de Controle O estabelecimento de comunicações com as aeronaves é um elemento essencial na Z Ater. O rádio terra-avião é o primeiro equipamento a ser colocado em funcionamento e o último a ser desativado. Devido ao uso constante desse equipamento, deve ser planejado uma quantidade suficiente de baterias assim como outro equipamento rádio suplementar. A rede rádio é aberta a uma hora predeterminada. A chamada inicial ocorre quando a a aeronave líder sobrevoa verticalmente o PRC. São estabelecidas as comunicações com os diversos setores que mobiliam a Z Ater. O Comandante da EqRecon instala seu posto meteorológico com a finalidade de estar em condições de fornecer ao escalão superior e/ou às aeronaves informações sobre as condições meteorológicas e demais dados fundamentais ao pouso e decolagem das aeronaves, tais como vento (direção e intensidade), ajuste de altímetro e temperatura ambiente. Simultaneamente ao estabelecimento da rede terra- avião (VHF/UHF), é instalada a rede rádio de longo alcance (HF), a fim de permitir a imediata comunicação com o escalão superior. Devem ser planejadas prioridades nos trabalhos, caso o efetivo da equipe não permita a preparação das áreas com a devida antecedência.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-60 - ORIGINAL . Em havendo disponibilidade, devem ser previstos elementos de segurança nas respectivas áreas da Z Ater. Os trabalhos devem ser executados com dispersão suficiente, não só de pessoal como de equipamento, para evitar grande número de baixas no caso de atuação inimiga. É fundamental que haja comunicação entre os setores da Z Ater com o Centro de Controle. b) Pista de Pouso e Decolagem A pista é marcada conforme estabelecido no planejamento. Não deve ser deixado de considerar o tipo de aeronave e seu tipo de carregamento. As pistas serão marcadas com painéis durante ações diurnas e lâmpadas nas noturnas, sempre aos pares. Cada pista, principal e alternativa, se houver, terá uma letra código que a identifique. c) Área de Estacionamento e Pistas de Rolagem O ponto de estacionamento para cada aeronave da formação deverá ser marcado com o painel colorido e numerado. À noite haverá somente lâmpadas. As aeronaves deverão estacionar à direita do painel designado, paralelamente ao eixo maior do painel e dentro dos seus limites. Quando houver operação mista de aviões e helicópteros na mesma Z Ater, deverão ser preparados estacionamentos diferentes, de acordo com o tipo de aeronave. A distância entre um e outro, quando em funcionamento, deverá ser no mínimo de 50 metros. Os obstáculos serão removidos, neutralizados ou marcados com painéis ou lâmpadas vermelhas e as instalações permanentemente melhoradas. A turma do estacionamento emprega sinais com as mãos e gestos convencionais para auxiliar o rolamento e o estacionamento das aeronaves. Nas operações noturnas devem ser empregadas lanternas. As luzes são usadas sempre aos pares.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-61 - ORIGINAL . 4.10.8 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater a) Diurno Fig 4-25 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater diurno b) Noturno Fig 4-26 - Marcação e balizamento básico de uma Z Ater noturno
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-62 - ORIGINAL . 4.10.9 - Marcação e balizamento de Z Ater de emergência A operação de uma pista de emergência para aviões leves e médios, proporciona um meio rápido e eficiente para infiltração e evacuação de pessoal e carga de uma área de operações. Sua principal característica é o sigilo. a) Diurno Fig 4-27 - Marcação e balizamento de uma Z Ater diurno de emergência b) Noturno O balizamento de emergência noturno segue o mesmo padrão que o diurno, porém em cada posição de painel são colocadas 2 lâmpadas. 4.11 - RECONHECIMENTO DE ZONA DE LANÇAMENTO 4.11.1 - Generalidades Zona de Lançamento (ZL) é uma zona especificada, sobre a qual tropas aeroterrestres, equipamentos e suprimento são lançados por pára-quedas, ou sobre a qual suprimentos podem ser entregues por queda livre.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-63 - ORIGINAL . A finalidade do reconhecimento de ZL é coletar e confirmar dados de áreas selecionadas ou não, em planejamento para a operação de ZL. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. 4.11.2 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. 4.11.3 - Características ideais de uma área para ZL Durante a ação no objetivo, a EqRecon pode subdividir-se em duplas para o reconhecimento ou confirmação dos dados que irão compor o relatório de reconhecimento. Para a conclusão dessas tarefas, é necessário que a equipe tenha a capacidade de identificar as características ideais para que uma determinada área possa ser utilizada como ZL. a) Natureza do solo O solo deve ser, de preferência, suficientemente macio e apresentar o menor número de acidentes como barrancos, fossos, taludes, muros e outros. Devem ser evitadas áreas que apresentem, em sua parte central, estradas asfaltadas, sobretudo se forem ladeadas por postes e árvores. b) Ausência de obstáculos no seu interior Apesar desta característica ser desejável, a presença de obstáculos naturais ou artificais não invalidam a seleção de uma área para ZL, desde que não impeçam o lançamento e estejam situadas dentro das margens de segurança, indicadas abaixo: I) árvores de pequeno porte (inferior a 4 metros), numa densidade máxima de duas por hectare (100m x 100m). II) árvores de grande porte (superior a 4 metros), isoladas, em densidade máxima de 1 por área de 250m x 250m. III) fossos - profundidade máxima de 1 metro. IV) lagoas, pântanos ou charcos - poucos profundos, tendo, no máximo, 4% da superfície total da área em processo de seleção. V) riachos, córregos - de pequena correnteza, com profundidade de até 1 metro e até 6 metros de largura.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-64 - ORIGINAL . VI) casas isoladas - 1 por ZL mínima (200m x 400m). c) Afastamento de obstáculos periféricos Devem ser observadas distâncias de segurança aos obstáculos existentes na periferia da área em processo de seleção. Essas distâncias de segurança não serão computadas na área útil da ZL. As distâncias de segurança são diferentes para os obstáculos dispostos paralelamente ao rumo de aeronave lançadora (limite direito e esquerdo da ZL) ou perpendicularmente (limites anterior e posterior da ZL). OBSTÁCULOS DISTÂNCIA DE SEGURANÇA PARARELO ao rumo PERPENDICULAR ao rumo Estradas pavimentadas 100 metros 50 metros Linha de árvores copadas 100 metros 50 metros Estradas de ferro 150 metros 100 metros Bosques ou florestas 150 metros 100 metros Rio ou fosso profundo 150 metros 100 metros Aglomeração de casas 200 metros 150 metros Linha de alta tensão 200 metros 150 metros Barranco ou penhasco 200 metros 200 metros d) Declividade do Solo O declive máximo aceitável é 30%. Um declive superior poderá ocasionar acidentes na aterragem e trará maior dificuldade para a reorganização da tropa. Se o declive estiver entre 15% e 30%, é conveniente que o eixo de aproximação da aeronave seja perpendicular à linha de declive do terreno, para facilitar a reorganização da tropa.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-65 - ORIGINAL . Fig 4-28 - Declividade do solo e) Dimensões adequadas Na área considerada para uma ZL não são computadas as distâncias de segurança anteriormente mencionadas. A dimensão mínima de uma ZL para lançamento de pessoal é de 200 metros de largura por 400 metros de profundidade. A dimensão mínima de uma ZL para lançamento de material pesado é de 400 metros de largura por 600 metros de profundidade. A largura de uma ZL é sua dimensão no sentido perpendicular à entrada da aeronave, sendo sua largura mínima condicionada ao tipo de formação das aeronaves. FORMAÇÃO LARGURA MÍNIMA Aeronave Isolada 200 metros Escalão ou elemento 300 metros “V” de elemento 600 metros Formação em “Trail” 300 metros O comprimento de uma ZL deverá ser o máximo possível e condicionará o número de homens por porta (NHP), para o lançamento. O NHP será obtido pela fórmula: L - S NHP - Número de homens por porta NHP = L - Comprimento da ZL
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-66 - ORIGINAL . V S - Segurança V - Velocidade da aeronave FORMAÇÃO SEGURANÇA Aeronave Isolada e Formação “Trail” 100 metros Escalão ou Elemento 200 metros ‘V “ de elemento 300 metros AERONAVE VELOCIDADE C-115 (Búfalo) e C-95 (Bandeirante) 60 m / s (110 nós) C-130 (Hércules) 70 m / s (130 nós) Helicópteros até 60 m / s (110 nós) Exemplo de aplicação da fórmula do NHP: Lançamento com aeronave C-115, em formação de escalão com uma ZL de 700 metros de comprimento. Quantos homens sairão por porta? Dados: L = 700 m S = 200 m (escalão) V = 60 m/s (C-115) Solução: NHP = (L - S)/V = (700 - 200)/60 = 500/60 NHP = 8,33 Resposta: Em cada passagem poderão sair 8 homens por porta. f) Facilidade para identificação
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-67 - ORIGINAL . As ZL devem permitir uma fácil identificação em vôo. Os acidentes do terreno como cursos d`água, bosques, cidades, estradas de rodagem e de ferro ajudarão na localização exata da área escolhida. A identificação de pontos notáveis nas imediações da ZL facilitarão também a aproximação da aeronave para o lançamento, já que esta deve ser de modo direto, evitando realizar circuitos ou manobras desnecessárias. O precursor pára-quedista deverá, na aeronave em vôo, orientar os pilotos quanto à identificação do terreno, bem como auxiliar na navegação aérea de aproximação para a ZL. g) Facilidade para reorganização Deve ser verificada a existência, na periferia da ZL, de locais cobertos e abrigados para servirem de ZReu para tropa lançada, que facilitem a reorganização e conseqüente prosseguimento das ações. h) Densidade Atmosférica A densidade atmosférica de uma determinada área pode impedir ou impor restrições a sua utilização como ZL. A sustentação mínima para um lançamento realizado a 1000 pés de altura é de 43 segundos; para um lançamento a 1200 pés de altura é de 52 segundos. i) Facilidade de Aproximação A aproximação das aeronaves deve ser direta, devido às dificuldades de manobra em formatura. A existência de elevações ao redor da área em estudo poderá dificultar a aproximação direta na altura de lançamento. 4.12 - RECONHECIMENTO DE PONTE 4.12.1 - Generalidades Ponte é uma estrutura que possibilita uma via de passagem, em uma ferrovia ou rodovia, sobre uma depressão ou obstáculo. O reconhecimento de ponte é realizado para confirmação ou coleta de dados relativos a pontes selecionadas pelo escalão superior ou a pontes existentes em trechos de estradas a serem reconhecidas. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.4 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-68 - ORIGINAL . Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de pontes, necessárias à equipe de reconhecimento durante a ação no objetivo (ponte). 4.12.2 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. Para ação no objetivo, a equipe de reconhecimento pode dividir-se em duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento. 4.12.3 - Constituição de uma ponte Uma ponte é constituída, basicamente, por uma infraestrutura e uma superestrutura. a) Infraestrutura Forma a parte inferior da ponte, consistindo nos suportes e fundação da ponte, fazendo a ligação da superestrutura com o solo. Geralmente são construídos com concreto, alvenaria ou madeira. Os suportes posicionados nas extremidades da ponte, normalmente em contato com os acessos da ponte, são chamados encontros. Os restantes são denominados suportes intermediários. As figuras que se seguem mostram exemplos comuns de infraestrutura.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-69 - ORIGINAL . Fig 4-29 (a) - Tiposde infraestrutura
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-70 - ORIGINAL . Fig 4-29 (b) - Tipos de infraestrutura b) Superestrutura Forma a parte superior da ponte, consistindo nas vigas, tabuleiro e outras estruturas. 4.12.4 - Tipos mais comuns de pontes
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-71 - ORIGINAL . A identificação do tipo de ponte facilitará a tarefa da EqRecon durante a ação no objetivo, através da rápida e precisa coleta dos diversos dados a serem transmitidos de acordo com o relatório padronizado de reconhecimento. a) Em arco Fig 4-30 - Pontes em arco b) Equipagem flutuante (pontões) Fig 4-31 - pontão c) Lage
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-72 - ORIGINAL . Fig 4-32 - Ponte de lage d) Pênsil Fig 4-33 - Ponte de pênsil e) Vigas metálicas com "T" de concreto ou madeira Fig 4-34 - Ponte de vigas metálicas f) Tipo "mata-burro"
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-73 - ORIGINAL . Possui forma semelhante à figura anterior, em menores dimensões. Sua finalidade é permitir a passagem de pessoas, impedindo, porém, a passagem de animais de grande porte. É utilizado em áreas de fazenda. Normalmente possui vigas metálicas, com os pilares de alvenaria ou madeira. 4.12.5 - Complementos ao relatório de reconhecimento A EqRecon, se possível, deve complementar o relatório de patrulha com fotografias da ponte, bem como confeccionar croqui panorâmico e militar da ponte. 4.13 - RECONHECIMENTO DE ESTRADA 4.13.1 - Generalidades O reconhecimento de estrada é realizado para confirmação ou coleta de dados de um trecho de estrada definido pelo escalão superior. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.14 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de estrada, necessárias à EqRecon durante ação no objetivo. 4.13.2 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. 4.13.3 - Cálculos envolvidos Durante a realização do reconhecimento de estrada, são necessários alguns cálculos a serem registrados no relatório padronizado de reconhecimento, tais como cálculo de inclinação de rampas e o cálculo de raios de curvatura de uma curva da estrada. a) Inclinação de rampas A porcentagem de inclinação de uma rampa é a razão da variação da elevação vertical pela variação da distância horizontal (tangente do ângulo definido por essas dimensões), multiplicada por 100. A figura a seguir mostra um exemplo de cálculo de inclinação de rampas: Inc. da rampa = tangente do ângulo de inclinação x 100 = (10/80) x 100 = 0,125 x 100 = 12,5% de inclinação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-74 - ORIGINAL . Fig 4-35 - Inclinação de rampa Somente as rampas que possuírem inclinação maior que 7%, por representarem restrição ao acesso de viaturas, deverão constar do relatório padronizado de reconhecimento. Os seguintes processos podem ser utilizados para o cálculo da inclinação da rampa: I) Processo do clinômetro Este equipamento portátil permite o cálculo direto da inclinação de uma rampa, fazendo sua visada tal qual um binóculo. II) Processo da linha de visada Para a execução deste processo, o elemento de reconhecimento deverá conhecer a altura do solo aos seus olhos e o comprimento do seu passo. O elemento, do início da rampa, faz uma visada horizontal para a estrada, identificando um ponto qualquer no solo que o sirva de referência. A seguir, deslocasse até este ponto, contando o número de passos. Esta seqüência é repetida até o fim da rampa. Por exemplo, um elemento de reconhecimento, cujo passo mede 0,80m e cuja altura é 1,75m, percorreu a distância a 60 passos e 80 passos:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-75 - ORIGINAL . 2x1,75m 3,5 Inclinação = --------------------- x 100 = ------------ x 100 = 3% (aprox.) (60+80)x0,80m 112m Fig 4-36 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo da linha de visada III) Processo do binóculo Deve ser utilizado binóculo com retículo graduado, em milésimos. Deve ser medido o ângulo entre a direção da rampa e qualquer referência horizontal. Rampa = 100 x tg48``` = 100 x 0,047 = 4,7% Fig 4-37 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo do binóculo A tabela que se segue fornece a conversão imediata da medida angular para o percentual correspondente.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-76 - ORIGINAL . GRAUS MILÉSIMOS PERCENTAGEM 1 18 1,2 2 36 3,5 3 53 5,2 4 71 7,0 5 89 8,7 10 178 17,6 15 267 26,7 20 356 36,4 45 800 100 60 1067 173,2 IV) Processo da carta A medida da inclinação pode ser feita com auxílio de uma carta topográfica que contenha o trecho da rampa. Calcule a diferença de nível entre as extremidades do trecho desejado e a distância horizontal entre esses pontos, ambas medidas na carta. A figura abaixo exemplifica o cálculo da inclinação do trecho AB da estrada RDB. COTA de A = 193m COTA de B = 120m diferença = 73m distância AB = 3720m Inclinação = (73/3720) x 100 = 1,96% Fig 4-38 - Cálculo da inclinação de rampa pelo processo de carta b) Raios de curvatura Todas as curvas cujos raios de curvatura sejam menores ou iguais a trinta metros devem ser registradas como restrições ao trânsito de
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-77 - ORIGINAL . viaturas. Existem dois processos para realizar a medição do raio de curvatura. I) Processo da trena No processo da trena, que pode ser realizado por uma dupla de elementos de reconhecimento, é necessário uma trena de 30 metros ou algum cabo, com a mesma medida, que possa ser empregado para medição de distâncias. Um dos elementos de reconhecimento permanece, aproximadamente, no centro da curva com uma das extremidade da trena, enquanto o outro elementos percorre, com a outra extremidade da trena, a periferia da curva. O centro da curva é descoberto através de tentativas. A figura abaixo exemplifica este processo: Fig 4-39 - Cálculo do raio de curvatura pelo processo da trena II) Processo da fórmula No processo da fórmula, é usada a expressão abaixo para o cálculo do raio de curvatura: R = (2C/8M) + (M/2), onde R é o raio de curvatura, M é a distância entre o centro do cabo e a estrada, em geometria denominada de flecha, conforme o desenho que se segue e C é o comprimento do cabo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-78 - ORIGINAL . Fig 4-40 - Cálculo do raio de curvatura pela fórmula 4.13.4 - Outras restrições Além das restrições ao trânsito de viaturas provocadas pela inclinação da rampa e do raio de curvatura, qualquer obstáculo, ponte, túnel, restrição em altura e outras existentes no trecho da estrada reconhecido, devem ser registrados nos respectivos relatórios padronizados de reconhecimento e transmitidos aos escalão superior. Também podem ser confeccionados o croqui panorâmico e o croqui militar do trecho reconhecido da estrada. 4.14 - RECONHECIMENTO DE TÚNEL 4.14.1 - Generalidades O reconhecimento de túnel é realizado para confirmação ou coleta de dados relativos a túneis selecionados pelo escalão superior ou a túneis existentes em trechos de estradas a serem reconhecidas. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de túnel, necessárias à EqRecon durante a ação no objetivo (túnel). 4.14.2 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução, estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. Para ação no objetivo, a EqRecon pode dividir-se em duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-79 - ORIGINAL . equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento. 4.14.3 - Constituição de um túnel Basicamente um túnel é constituído pelo teto, revestimento das paredes, portais de entrada e saída e a pista de trânsito. Estes itens devem ser reconhecidos pela EqRecon, além de prováveis obstáculos existentes nos acessos e interior do túnel. Neste caso devem ser transmitidos o relatório padronizado de reconhecimento de túnel e o de obstáculo. 4.14.4 - Complementos ao relatório de patrulha A EqRecon, se possível, deve complementar o relatório de patrulha com fotografias da entrada, saída e interior do túnel, bem como confeccionar croqui panorâmico e militar do túnel. 4.15 - RECONHECIMENTO DE LOCAL PARA TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA 4.15.1 - Generalidades O reconhecimento de local para travessia de curso d`água é realizado para confirmação ou coleta de dados relativos as áreas selecionadas, pelo escalão superior, que permitam a passagem de pessoal, viaturas e outros equipamentos cujas estruturas permaneçam em contato com o leito do curso d`água. Este local também recebe o nome de vau. Tais dados serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Neste artigo constam informações, sobre reconhecimento de local para travessia de curso d`água, necessárias à EqRecon durante a ação no objetivo (vau). 4.15.2 - Seqüência das ações A seqüência das ações, bem como sua execução,estão mencionadas no Capítulo 3 - PATRULHAS DE RECONHECIMENTO. Para ação no objetivo, a EqRecon pode dividir-se em duplas, para realizar parte de sua tarefa principal, conforme planejado pelo comandante da equipe. Ao final do reconhecimento, então, são reunidas as informações e confeccionado o relatório padronizado de reconhecimento.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-80 - ORIGINAL . Toda a equipe deve conhecimento das características técnicas que fazem uma área poder ser selecionada, de acordo com o pessoal ou material a realizar a passagem, como um vau. 4.15.3 - Tipo de trânsito possível para o vau As características do vau, tais como, profundidade, largura e rampa de acesso às margens, determinam a possibilidade para sua transposição por pessoal, viatura ou ambos. A tabela abaixo especifica os limites para cada tipo de trânsito: TIPO DE TRÂNSITO PROFUNDIDADE DO VAU (máxima) LARGURA DA PASSAGEM (mínima) RAMPA DOS ACESSOS (máxima) Tropa a pé 1m 1m (coluna por um) 100% Vtr sobre rodas e Art AR 0.60m 3,6m 33% CC 1,2m 4,2m 50% VBTP M113 1,6m 4,2m 60% A VBTP M113 flutua em profundidade superior a 2m. Entre 1,6 e 2m de profundidade consegue transpor o curso d`água com dificuldade, dependendo da consistência do solo. 4.15.4 - Identificação das margens do curso d`água As margens são definidas em função da nascente, da foz e do sentido da correnteza. Mesmo que haja inversão no sentido da correnteza (cursos d' água que sofrem influência das mudanças de maré), não haverá alteração na denominação das margens. Fig 4-41 - Identificação das margens do curso d`água
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-81 - ORIGINAL . 4.15.5 - Cálculo da velocidade da correnteza Para a realização deste cálculo, a EqRecon pode usar o processo expedito, descrito abaixo: - lançar um objeto flutuante na água; - medir a distância, em metros, percorrida pelo objeto flutuante, em 3 minutos; - o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 100 é a velocidade da corrente em nós; e - o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 180 é a velocidade da corrente em m/s. 4.15.6 - Cálculo da inclinação de uma rampa de acesso Os diversos processos que podem ser utilizados para este cálculo constam do artigo 4.13 - RECONHECIMENTO DE ESTRADA. 4.16 - RECONHECIMENTO DE ARREBENTAÇÃO 4.16.1 - Generalidades O reconhecimento de arrebentação é o resultado da observação da arrebentação das ondas na praia, considerando um dado tempo para observação ou um número definido de ondas a serem observadas. Este reconhecimento tem a finalidade de informar as condições de mar por ocasião de sua arrebentação na praia, a partir do qual será avaliada, pelo escalão superior, a viabilidade da realização do desembarque na praia através dos meios disponíveis. SUROB, abreviatura de "Surf Observation", é normalmente conduzido por equipes do Grupo de Mergulhadores de Combate (GruMec), podendo também ser conduzido por Equipes de Reconhecimento Anfíbio (EqReconAnf), sendo iniciado em D-4 até a Hora H da seguinte forma: - Dia D-4 até D-2; a cada 6 horas. - Dia D-2 até hora H-12; a cada 3 horas. - Hora H-12 até completar a operação; a cada hora. 4.16.2 - Seqüência geral das ações Está relacionada no CAPÍTULO 3 - PATRULHAS DE RECONHECI- MENTO.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-82 - ORIGINAL . Este artigo aborda as ações desenvolvidas no objetivo, por uma EqRecon, em determinada praia desembarque ou quando recebido um reconhecimento de praia. Neste caso o reconhecimento de arrebentação é realizado independente de ordem superior, sendo anexado ao reconhecimento de praia. Um relatório de reconhecimento de arrebentação deverá ser enviado ao escalão superior ao término da realização desta tarefa. 4.16.3 - Equipe e equipamento Para realização deste reconhecimento é recomendável, no mínimo, o emprego de uma dupla da EqRecon. Enquanto um observa as ondas, o outro anota as informações. Tais atribuições não devem ser realizadas pelo mesmo militar, pois é fundamental que o observador não desvie sua atenção quando do surgimento de uma onda até sua arrebentação na areia. Tal ação permitirá a correta definição do tipo de onda observada. O material necessário para a realização deste reconhecimento é o seguinte: - modelo de SUROB; - lápis; - anemômetro; - bússola; e - binóculo. Para confecção do relatório padronizado de reconhecimento e sua transmissão serão adicionados, ao material necessário, o equipamento rádio e o modelo do respectivo relatório. 4.16.4 - Observação das ondas Na seleção da posição mais conveniente para observar a faixa da arrebentação, o observador deve levar em consideração os seguintes aspectos: - a mais próxima possível do centro da praia; - permitir a visada direta para arrebentação; e - proporcionar cobertas e abrigos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-83 - ORIGINAL . A observação da EqRecon deve ser realizada sobre a arrebentação exatamente a sua frente, não preocupando-se com os flancos, pois as ondas repetirão a mesma seqüência, com a mesma intensidade em todos setores da praia de desembarque. 4.16.5 - Contagem das ondas A EqRecon deve realizar a contagem das ondas na primeira linha de arrebentação (mais afastada da praia). Caso a equipe tenha que interromper o levantamento, os dados anotados até este momento perdem sua validade, devendo a EqRecon reiniciar o SUROB. No modelo de formulário SUROB (Anexo I) pode-se verificar a existência de espaço disponível para observação de até 100 ondas. Há três métodos para a realização da observação e contagem das ondas: a) Contagem de 100 ondas Normalmente é utilizado pela EqRecon quando há condições para permanência da equipe na praia de modo a aguardar a arrebentação de 100 ondas na areia. Deve ser anotada a hora de início e término da observação. b) Contagem de 50 ondas Deve ser realizada quando houver menos tempo de observação do que para situação anterior. c) Contagem de ondas em 10 minutos Esta expõe ao mínimo a EqRecon que realiza o SUROB, devido ao tempo reduzido de permanência na praia. 4.16.6 - Tipos de arrebentação Uma arrebentação pode ser classificada em três tipos principais: a) Mergulhante Vulgarmente chamada de caixote, a crista da onda avança mais rapidamente que a sua base fazendo com que esta se dobre, formando um tubo de água, e arrebentando com violência na areia. Processa-se, então, um ruído característico em decorrência da compressão do ar contido no tubo, A espuma resultante aparece quase instantaneamente na parte frontal da onda. A figura abaixo mostra uma imagem de perfil deste tipo de arrebentação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-84 - ORIGINAL . Fig 4-42 - Arrebentação mergulhante b) Derramante A crista da onda se forma e avança mais rapidamente que a sua base, parecendo a formação de uma arrebentação mergulhante. Entretanto a base iguala em velocidade o avanço da crista da onda e a arrebentação aproxima-se da praia como um paredão de água apresentando ou não a formação de espuma. Assim que atinge a praia, a onda pode derramar ou quebrar com violência. É o tipo mais indesejável para um desembarque anfíbio. A figura que se segue mostra uma imagem de perfil deste tipo de arrebentação. Fig 4-43 - Arrebentação derramante c) Deslizante É o tipo de arrebentação que quebra gradualmente a medida que se aproxima da praia. A onda se forma instavelmente, apresentando a formação de espuma na crista. A espuma se expande vagarosamente à frente da onda que avança para praia. A ação da arrebentação é suave. É o tipo mais desejável para um desembarque anfíbio. A figura abaixo mostra uma imagem de perfil deste tipo de arrebentação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-85 - ORIGINAL . Fig 4-44 - Arrebentação deslizante 4.16.7 - Ângulo de arrebentação das ondas com a costa Esta informação, constante do relatório de reconhecimento de arrebentação, pode ser calculada através da diferença entre o azimute geral da praia e o azimute do sentido das ondas, conforme mostra a figura a seguir. Fig 4-45 - Ângulo de arrebentação das ondas com a costa 4.16.8 - Cálculo de velocidade da corrente litorânea Para a realização deste cálculo, a EqRecon pode usar um processo expedito, descrito abaixo: - lançar um objeto flutuante na água; - medir a distância, em metros, percorrida pelo objeto flutuantes, em 3 minutos;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-86 - ORIGINAL . - o resultado da divisão do valor da distância percorrida pelo objeto por 100 é a velocidade da corrente litorânea em nós. 4.17 - RECONHECIMENTO/LEVANTAMENTO DE PRAIA 4.17.1 - Generalidades O reconhecimento/levantamento de praia visa obter dados sobre as águas rasas e a praia batida de uma praia de desembarque. Normalmente, são realizados por elementos MEC, porém as EqRecon devem estar em condições de cumprir tais tarefas. Os dados obtidos serão transmitidos ao escalão superior conforme preconiza o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. Esses dados serão transformados em um estudo de praia que será usado pelo Comandante da ForDbq em seu planejamento. Quando da ausência de elementos MEC para realizar o reconhecimento/levantamento de praia, a EqRecon deve fazê- lo na faixa que estende-se da isóbata de 7 metros, passando pela linha d`água, praia batida, praia seca e alcançando o interior numa extensão de 100 metros de profundidade. Quando da presença de elementos MEC para realizar o reconhecimento/levantamento, a EqRecon deve fazê-lo na faixa que estende-se da praia batida até alcançar o interior numa extensão de 100 metros de profundidade. Neste caso, somente serão transmitidos os dados correspondentes a essa faixa, no relatório padronizado de reconhecimento. Neste artigo constam informações à EqRecon durante a ação no objetivo (praia). 4.17.2 - Tipos de reconhecimento/levantamento de praia A classificação quanto ao tipo de reconhecimento/levantamento está relacionada à situação em que é conduzida a obtenção de dados hidrográficos, isto é, à existência ou não de oposição inimiga. a) Reconhecimento de Praia É aquele conduzido em situação de combate, em praias controladas pelo inimigo, por EqRecon lançadas a partir do mar, antes de uma OpAnf, a fim de obter dados sobre a praia e localizar obstáculos a serem destruídos. Pode ser diurno ou noturno.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-87 - ORIGINAL . b) Levantamento de Praia É aquele conduzido após o desembarque de uma ForDbq, sob condições de segurança, ou, ainda, aquele conduzido fora de uma situação de combate, a fim de obter dados hidrográficos acerca de praias designadas. Pode ser paralelo ou perpendicular. 4.17.3 - Definições a) Águas Profundas É a parte do mar, de largura indefinida e adjacente às águas rasas que se estende desde a isóbata de 7 metros para o mar alto. b) Águas Rasas É a parte do mar, de largura variável e adjacente à praia, compreendida entre a linha correspondente ao nível de redução e a isóbata de 7 metros. c) Altura da maré É a variação do nível das águas situado acima do nível de redução. d) Baixa mar É a mais baixa altura da maré, alcançada por uma maré vazante. Baixa mar máxima (HLW) é a mais alta das duas baixa mares de marés semidiurnas. Baixa mar mínima (LLW) é a mais baixa das duas baixa mares de marés semidiurnas. e) Berma É uma parte quase nivelada, formada por depósito de material de composição de praia, sob a influência da arrebentação. A berma é diferenciada das outras partes da praia porque é distintamente mais plana e segue-se um barranco de praia. Uma praia pode ou não apresentar a ocorrência de bermas. A berma pode constituir-se um sério obstáculo à transitabilidade da tropa e de viaturas. f) Comprimento útil da praia É o comprimento total de praia subtraído do comprimento das partes da praia que não poderão ser aproveitadas, ou seja, das partes constituídas por obstáculos ou obstruídas.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-88 - ORIGINAL . g) Croqui de praia É uma representação esquemática da praia elaborada conforme normas de confecção e especificações determinadas. h) Gradiente de praia É a inclinação em relação ao plano horizontal. É, normalmente, expressa pela relação entre uma medida unitária da altura (profundidade) de um ponto determinado e a medida correspondente da distância horizontal até este ponto. i) Interior É a área terrestre que se estende até 10000 metros desde a linha da costa. j) Linha da costa É o limite variável entre a região costeira e a praia propriamente dita. É o limite máximo do alcance da arrebentação em situações excepcionais (ressacas, tempestades etc). Pode ser caracterizada pela brusca modificação no relevo da praia, depósitos de detritos, e dunas mais ou menos estabilizadas por vegetação característica da região costeira. l) Linha de debris Linha formada na praia pelos detritos transportados pela arrebentação. É, normalmente, paralela à linha d`água. m) Linha isobática Linha que reune pontos de igual profundidade. n) Maré É a variação periódica do nível das águas do mar que resulta da atração gravitacional do sol e da lua. I) Maré diurna É uma maré que efetua a sua variação de altura em uma Preamar e uma Baixamar em um dia lunar; II) Maré enchente É o estado do nível das águas entre uma baixamar e a preamar seguinte; III) Maré de quadratura
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-89 - ORIGINAL . É um termo aplicado às marés de reduzido alcance que ocorrem quando a lua se encontra nas fases de quarto crescente e quarto minguante; IV) Maré semidiurna É uma maré que efetua a sua variação de altura em duas preamares e duas baixamares em um dia lunar, com pequenas variações diurnas; V) Maré de sizígia É um termo aplicado às marés de grande alcance que ocorrem quando a lua se encontra nas fases de lua cheia e lua nova; e VI) Maré vazante É o estado do nível das águas entre uma preamar e a baixamar seguinte. o) Nível de Redução É o nível médio das baixamares de sizígia, é, normalmente, o plano ou nível em relação ao qual as sondagens são referidas. p) Praia Batida Parte da praia compreendida entre as linhas d`água correspondentes ao nível de redução e ao limite normal do alcance da arrebentação. Normalmente, tal limite é a linha de debris mais próxima da linha da costa. q) Praia Seca É a parte da praia compreendida entre o limite normal do alcance da arrebentação e alinha da costa. A praia seca somente sofre a ação da arrebentação durante modificações meteorológicas severas, especialmente combinadas com marés altas. r) Preamar É a maior variação da altura da maré, alcançada por uma maré enchente. 4.17.4 - Perfil geral de praia Normalmente, uma praia apresenta o perfil mostrado na figura 4-46:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-90 - ORIGINAL . Fig 4-46 - Perfil geral de praia 4.17.5 - Formatos básicos de uma praia Uma praia pode apresentar um formato de reta, uma curva convexa ou uma curva côncava. Os desenhos abaixo ilustram esses formatos:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-91 - ORIGINAL . Fig 4-47 - Formatos básicos de uma praia 4.17.6 - Equipamento necessário a) Folha de Levantamento É utilizada para reunir os dados obtidos no levantamento realizado pelos nadadores. O anotador deve mantê-la sem rasuras e organizada de acordo com o previsto no Anexo J, (Modelo de Folha de Levantamento), o qual é composto por informações iniciais, sondagens e informações adicionais. b) Lousa Pequena prancheta de acrílico, utilizada por cada nadador para anotar as sondagens, tipo de fundo e obstáculos encontrados. Normalmente, tem dimensão de 10 cm por 16 cm. Deve possuir um cabo para fixar um lápis à lousa e outro para fixá-la ao nadador. Um lado da lousa é usado para plotagem das profundidades e tipo do fundo, sendo o verso para os obstáculos. c) Linha de Sondagem Usada para medição de profundidades. Feita com cabo de 550 libras de resistência, com comprimento de 10 a 12 metros. A cada metro, o cabo recebe uma marca de determinada cor ou número de nós correspondente a sua metragem: - 1 m - vermelho ou 1 nó; - 2 m - azul ou 2 nós; - 3 m - vermelho ou 3 nós;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-92 - ORIGINAL . - 4 m - dois azuis ou 4 nós; - 5 m - vermelho ou 5 nós; - 6 m - três azuis ou 6 nós; e - 7 m - 7 nós. Segue com acréscimo de um nó por metro. Fig 4-48 - Linha de sondagem d) Carretel de Levantamento Usado para medir distâncias horizontais na linha base e na coluna formada pelos nadadores. Seu incremento é de 20 em 20 metros. Qualquer carretel pode ser usado, desde que seja capaz de armazenar 500 metros de cabo de 550 libras de resistência. A linha pode ter marcações em cores, nas distâncias correspondentes a cada incremento. Por exemplo: - 20 m - amarelo; - 40 m - vermelho; - 60 m - verde; - 80 m - um azul; e - a seqüência se repete a cada 80 m, havendo adição de mais uma marca azul de 80 em 80 m. e) Balizas São usadas nos levantamentos de praia, para que os nadadores mantenham o alinhamento, ficando perpendicular à linha base. Uma baliza mede 2,5 m enquanto a outra mede 3 m. No topo da baliza há uma raquete, que mede 60cm x 60 cm, com uma listra vertical em preto. As diferentes alturas das balizas são necessárias para que, devido à declividade da praia batida, possam ser observadas pelos nadadores.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-93 - ORIGINAL . Fig 4-49 - Balizas f) Bandeira/lanterna Usada para controlar da praia a ação dos nadadores. A bandeira, que é usada no levantamento de praia, deve ser bem visível, medindo 1 m por 1,5 m, a uma altura de 2 m. A lanterna é para uso noturno em reconhecimento de praia. O controle é feito através dos seguintes sinais: - mover - a bandeira/ lanterna é apontada na direção desejada; - reunir - movimentos circulares; - alongar - a bandeira/lanterna permanece na posição horizontal; - cobrir - a bandeira/lanterna permanece na posição vertical; e - marcar - movimento rígido de 90 graus para esquerda, sendo repetido até que todos tenham compreendido. 4.17.7 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo São aqueles em que a linha de MEC ou, na ausência deste, a EqRecon se forma perpendicularmente à praia e desloca-se paralelamente a ela. Em um reconhecimento de praia paralelo, a linha de MEC ou EqRecon se forma a partir do mar. Após o término do recolhimento os nadadores retornam ao ponto de lançamento. Em um levantamento de praia paralelo, a linha de MEC ou EqRecon se forma a partir da praia, devendo retornar à mesma após o término do levantamento.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-94 - ORIGINAL . Demandam mais tempo de execução que o reconhecimento/levantamento de praia perpendicular porém são mais precisos. Fig 4-50 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo 4.17.8 - Reconhecimento/Levantamento de praia perpendicular São aqueles em que a linha de MEC ou EqRecon se forma paralela à praia e se desloca perpendicularmente a ela. Em um reconhecimento de praia perpendicular, a linha de MEC ou EqRecon inicia seu deslocamento a partir do mar até a praia, retornando ao ponto de lançamento dos nadadores. Fig 4-51 - Reconhecimento de praia perpendicular a partir do mar (ponto de lançamento das nadadores) Em um levantamento de praia perpendicular, a linha de MEC ou EqRecon se forma na praia, desloca-se até uma profundidade/distância predeterminada e retorna à praia.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-95 - ORIGINAL . Fig 4-52 - Levantamento de praia perpendicular a partir da praia 4.17.9 - Levantamento de praia paralelo a) Particularidades É uma técnica precisa de levantamento hidrográfico. A necessidade de duplas de nadadores na água é diretamente proporcional à distância linha de maré cheia - isóbata de 7 metros. A distância entre cada dupla de nadadores é de 20 metros. O alinhamento dos nadadores, durante a realização das sondagens, é dificultado com a existência de fortes correntadas. Tal fato prejudicará a precisão do levantamento por ocasião da confecção do croqui de praia. b) Execução do levantamento de praia paralelo Para execução deste levantamento é necessário organizar a EqRecon nos seguintes grupos: - grupo de comando; - grupo de praia; e - grupo de nadadores. I) Grupo de comando É constituído por um comandante, um anotador e enfermeiro(s). (a) Comandante É o responsável pela supervisão geral do levantamento, deve identificar os flancos da praia, designados pelo escalão superior, e designar um ponto de origem para o início do levantamento. Tal
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-96 - ORIGINAL . ponto deve ser selecionado de acordo com o sentido da corrente litorânea, de forma a facilitar o deslocamento dos nadadores na água por ocasião do levantamento. O ponto de origem marca o início da linha base, que é uma linha imaginária que segue a direção geral da linha de debris e servirá de marco para as diversas linhas de sondagens (linhas de nadadores). (b) Anotador Realiza as seguintes tarefas: - anotar os azimutes e distâncias do ponto de origem para pontos de referência (pontos notáveis no terreno); - determinar a distância da linha base para a linha de debris em cada marca do carretel de levantamento, sendo zero, negativo (-) se estiver mais para terra que a linha base ou positivo (+) se estiver mais para o mar que a linha base; - anotar a hora em que foi realizada a sondagem em cada coluna; - recolher o relatório padronizado de reconhecimento de arrebentação do grupo de praia; - recolher todas as lousas ao término do levantamento; e - calcular a altura da maré e o fator de correção para corrigir os dados obtidos em cada coluna de sondagem. Para este cálculo será utilizada a tábua de marés, considerando a hora em que foi realizada a sondagem em cada coluna. (c) Enfermeiro O enfermeiro deve estar em condições de prestar a devida assistência, principalmente aos nadadores, à EqRecon que realiza o levantamento. II) Grupo de Praia É constituído por um comandante e uma equipe de praia, que devem cumprir as seguintes tarefas: (a) Comandante - determinar o azimute da linha base e informar ao anotador; - supervisionar as atividades do grupo; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-97 - ORIGINAL . - controlar o grupo de nadadores com uma bandeira ou lanterna. (b) Equipe de praia - utilizar a linha do carretel de levantamento como auxílio para identificação da linha base na praia, estendendo-a, de forma retilínea, sobre a linha de debris; - marcar sobre a linha base, na areia, as marcações de distância existentes na linha do carretel de levantamento, que são distanciadas entre si de 20 em 20 metros; - posicionar as balizas a 90 graus da linha base; a baliza menor é posicionada mais ao mar do que a maior. As balizas devem ser deslocadas ao término da sondagem de cada coluna de sondagem, caso não haja disponibilidade de posicionar balizas para todas as colunas de sondagem; - confeccionar um croqui militar da praia seca e interior, plotando obstáculos naturais e artificiais através de azimutes e distâncias, saídas de praia e transitabilidade. A equipe também colhe amostras dos diversos tipos de terreno a praia; e - realizar o reconhecimento de arrebentação (SUROB) e confeccionar o relatório padronizado deste reconhecimento para ser transmitido com o relatório padronizado de reconhecimento/levantamento de praia. III) Grupo de Nadadores É constituído por um comandante e uma equipe de nadadores, que devem cumprir as seguintes tarefas: (a) Comandante - inspecionar e realizar um "briefing", das tarefas e seqüência dos eventos, com os nadadores; - posicionar os nadadores para entrada na água cerca de vinte a quarenta metros de distância do ponto de origem. Isto permitirá que a corrente litorânea auxilie a entrada em posição de cada nadador em sua respectiva raia de levantamento;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-98 - ORIGINAL . - supervisionar a correta cobertura e alinhamento das duplas de nadadores nas respectivas raias de levantamento, que são distanciadas de vinte metros entre si. A cada marca existente na linha do carretel de levantamento são posicionados dois nadadores. Normalmente o comandante posiciona-se ao fim da linha do carretel de levantamento; - liderara entrada na água, posicionando a equipe na correta distância ou profundidade; e - posicionar-se quando a profundidade atingir nove metros ou mais, medido com o prumo de mão. Este procedimento garantirá que a profundidade, após corrigida ao nível de redução, não atinja valor inferior a sete metros, que é a profundidade limite a constar de um croqui de praia. (b) Equipe de nadadores - observar os sinais de bandeira ou lanterna para realizar a sondagem. Os sinais somente serão transmitidos quando as duplas de nadadores estiverem cobertos e alinhados; - manter a linha do carretel de levantamento esticada e perpendicular à linha base; - lançar os prumos de mão em diferentes posições, periodicamente, para procurar obstáculos submersos; - anotar na lousa a profundidade, tipo de fundo, obstáculos e mergulhar para verificar o tipo de fundo; e - entregar a lousa, com as anotações, ao anotador tão logo retornem à praia, após a conclusão do levantamento. c) Seqüências das ações O comandante da EqRecon divide as equipes e seus respectivos comandantes iniciam a preparação das equipes de acordo com suas tarefas a executar. Basicamente a seqüência de eventos é a seguinte: - o comandante da EqRecon designa o ponto de origem e identifica os flancos da praia; - o anotador prepara a folha de levantamento;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-99 - ORIGINAL . - o comandante do grupo de praia designa a linha base, verifica o azimute magnético desta linha e aguarda o posicionamento das balizas para iniciar seus sinais aos nadadores; - a equipe de praia posiciona as balizas sobre um azimute magnético 90 graus defasado do azimute magnético fornecido pelo comandante do grupo; - a equipe de praia alimenta o grupo de nadadores com a linha do carretel de levantamento; - o grupo de nadadores posiciona-se, na água, às suas marcas e nada até a posição determinada pelo comandante; - as duplas aguardam o sinal para iniciarem a sondagem; - as duplas anotam os dados obtidos em lousa; e - o anotador, de posse de todas as lousas, entrará com os dados na folha de levantamento, transformando as sondagens em profundidades ao aplicar o fator de correção. O comandante da EqRecon certifica-se da presença de todo pessoal e material, determinando a manutenção preventiva do material. Fig 4-53 - Reconhecimento/Levantamento de praia paralelo d) Variações da linha base de acordo com a forma da praia A linha base necessita acompanhar o formato da praia para que o levantamento seja preciso, cobrindo todo setor de aproximação do mar
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-100 - ORIGINAL . para praia. Caso não seja feito, haverá áreas não levantadas, que podem ocultar possíveis perigos à navegação. (a) Praia Convexa Fig 4-54 - Variação da linha base - Praia convexa (b) Praia Côncava Fig 4-55 - Variação da linha base - Praia Côncava (c) Praia Reta
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-101 - ORIGINAL . Fig 4-56 - Variação da linha base - Praia reta 4.17.10 - Levantamento de praia perpendicular a) Particularidades É uma técnica rápida de levantamento hidrográfico, comparando-se com o mesmo número de duplas a realizarem o levantamento de praia paralelo. É possível a realização deste levantamento com uma dupla de nadadores na água. Neste caso, o tempo de levantamento será bem maior, assim como o desgaste individual dos nadadores. A distância entre cada dupla de nadadores é de 20 metros. O alinhamento dos nadadores, durante a realização das sondagens, é dificultado com a existência de fortes correntadas. Tal fato prejudicará a precisão do levantamento por ocasião da confecção do croqui de praia. b) Execução do levantamento de praia perpendicular Da mesma forma que o levantamento paralelo, é necessário organizar a EqRecon nos seguintes grupos: - grupo de comando; - grupo de praia; e - grupo de nadadores. As tarefas aos elementos subordinados, bem como a seqüência das ações, são as mesmas realizadas para o levantamento de praia paralelo.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-102 - ORIGINAL . Apenas a direção de deslocamento dos nadadores é alterada, conforme mostra a figura a seguir: Fig 4-57 - Levantamento de praia perpendicular 4.17.11 - Levantamento de praia por embarcação a) Particularidades É uma técnica de levantamento de praia conduzida em águas poluídas, com ameaça de tubarões ou em águas muito geladas. É semelhante ao levantamento de praia perpendicular quanto aos procedimentos, porém é menos preciso, devido às dificuldades em manter a embarcação em uma posição estável para realizar a sondagem. Desta forma, este levantamento é adequado para condução em águas bem calmas, sem ondas ou corrente. É um processo lento. b) Execução do levantamento de praia por embarcação Para execução deste levantamento é necessário organizar a EqRecon nos seguintes grupos: I) Grupo de comando Possui a mesma organização e as mesmas tarefas do levantamento de praia perpendicular. II) Grupo de praia Possui a mesma organização e as mesmas tarefas do levantamento de praia perpendicular. Este grupo deve permanecer com a extremidade da linha do carretel de levantamento, enquanto o carretel permanece na embarcação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-103 - ORIGINAL . III) Grupo de embarcação. O grupo de embarcação, que realiza seus movimentos perpendicularmente à praia, possui a seguinte guarnição: - patrão -coordena as atividades na embarcação; - 2 remadores - mantém a distância e azimute para linha base; - responsável pelo carretel - recolhe a linha, mantendo-a esticada e informando ao patrão as marcações; e - anotador/sondador - realiza a sondagem e anota na lousa. 4.17.12 - Reconhecimento de praia noturno a) Particularidades É realizado durante situações de combate, para confirmar dados coletados de outras fontes ou para obter dados de uma praia ainda não levantada. É conduzido sob a escuridão ou sob condições de visibilidade reduzida. Não é detalhado e preciso como o levantamento de praia, porém proporciona mais segurança à equipe que o realiza e reduz a possibilidade de denunciar a intenção de utilização da praia. b) Organização e tarefas da EqRecon É constituída por um grupo de embarcação e um grupo de nadadores. I) Grupo de Embarcação Tem como atribuições o transporte do grupo de nadadores para praia a ser reconhecida e prover sua segurança. A embarcação deve possuir motores com potência suficiente para realizar rápidos deslocamentos, tanto para infiltração quanto para extração da praia. Pode haver mais de uma embarcação, equipada com armamento destinado à segurança dos nadadores. A guarnição da embarcação é constituída pelo comandante do grupo, um patrão, um grupo de segurança e um elemento responsável pelo carretel de levantamento. O comandante deste grupo possui as seguintes tarefas: - atuar como anotador; e - conferir o efetivo de nadadores quando retornam à embarcação.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-104 - ORIGINAL . O patrão da embarcação deve conduzi-la para o local designado pelo comandante da EqRecon. O grupo de segurança possui as seguintes tarefas: - prover defesa imediata ao grupo de nadadores contra ataques vindos da praia ou de barcos patrulha; e - conduzir armamento automático, lança granadas e lança rojão. O elemento responsável pelo carretel de levantamento deve certificar-se que os nadadores estão posicionados corretamente em suas marcas, por ocasião da saída e retorno à embarcação. II) Grupo de Nadadores É constituído pelo comandante do grupo, elementos de segurança e os nadadores. O comandante do grupo possui as seguintes tarefas: - determinar o ponto inicial para o levantamento; - posicionar-se como primeiro nadador do carretel de levantamento; - determinar a linha base; - medir a distância entre as colunas de sondagem; e - sinalizar, através de lanterna, para os nadadores realizarem as sondagens, mudarem de coluna de sondagem e outros sinais. Os elementos de segurança possuem as seguintes tarefas: - acompanhar o comandante e prover sua segurança posicionado na linha d`água; e - observar detalhes da praia batida e praia seca (saídas, obstáculos, transitabilidade etc). Os nadadores possuem as seguintes tarefas: - determinar a profundidade, composição do fundo e localização de obstáculos; - agir de acordo com os sinais do comandante do grupo; e - manter o carretel de levantamento esticado e perpendicular à linha base. c) Seqüência das ações
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-105 - ORIGINAL . As embarcações movem-se para praia até 500 metros de distância da linha d`água. O comandante verificará com binóculos e EVN o ponto inicial tentativa. Ao certificar-se da correta posição, o comandante da EqRecon determina ao responsável pelo carretel de levantamento que inicie sua preparação. Os nadadores entram na água liderados pelo comandante do grupo de nadadores, que pode ser o comandante da EqRecon. Com o terminal do carretel de levantamento, o comandante nada até o ponto inicial, sendo seguido pelos outros nadadores que estarão posicionados em suas respectivas marcas. As embarcações de segurança devem manter vigilância sobre toda área. Pela proximidade da praia, o comandante e os elementos de segurança observam possíveis atividades inimigas na praia. Posicionam-se no ponto inicial e tiram o azimute da linha base, usando a água do mar como coberta, sem avançar além da linha d`água. Um elemento de segurança estimará a distância da linha base para a linha de "debris" para cada coluna de sondagem e anotará a hora em que foram realizadas as sondagens de cada coluna. Os nadadores manterão a linha de distância o mais esticada possível, mantendo esta sempre perpendicular à praia. Ao sinal de lanterna do comandante todos realizam a sondagem com o prumo de mão e mergulham para verificar o tipo de fundo. Caso o comandante não consiga ver os nadadores, deverá alocar tempo suficiente (35 a 45 segundos) para a sondagem antes do sinal para mudança de posição. O mesmo tempo os nadadores movem-se paralelamente à praia, posicionando-se na nova coluna juntamente com a embarcação de apoio. Após a última coluna de sondagens, o comandante sinaliza para o retorno à embarcação. O carretel de levantamento é recolhido e as
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-106 - ORIGINAL . outras embarcações de segurança aproximam-se para auxiliar o recolhimento dos nadadores. Após o retorno, o subcomandante da EqRecon confere a presença de todos a bordo. Recebe as lousas e passa as informações para a folha de levantamento. A EqRecon realiza o retraimento para local designado em planejamento, de onde o subcomandante fará as correções na sondagem. Fig 4-58 - Reconhecimento de praia noturno 4.17.13 - Reconhecimento de praia diurno a) Particularidades É realizado durante situações de combate, para confirmar dados coletados de outras fontes ou para obter dados de uma praia ainda não levantada. É conduzido durante o dia, logo após o ICMN.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-107 - ORIGINAL . Devido à exposição da EqRecon à observação inimiga, este reconhecimento deve ser conduzido com rapidez. Desta forma, seus dados podem apresentar uma imprecisão maior que o reconhecimento de praia noturno. b) Organização e tarefas da EqRecon É constituída por um grupo de embarcação e um grupo de nadadores. I) Grupo de embarcação É constituído pelo comandante do grupo, anotador, lançador e elementos de segurança. O comandante do grupo, que pode ser o comandante da EqRecon, coordena e supervisiona a execução das tarefas dos elementos subordinados. O anotador receberá as lousas dos nadadores após a sondagem para, em momento oportuno, efetuar as correções nas sondagens, de acordo com a tábua de maré. Após preencherá a folha de levantamento. O lançador é responsável por auxiliar a entrada e recolhimento dos nadadores da água, por ocasião da infiltração e extração na praia a ser reconhecida. II) Grupo de nadadores É constituído pela dupla de SUROB, dupla guia e turma de nadadores. A dupla de SUROB deve realizar o reconhecimento de arrebentação, da linha d'água, e elaborar o relatório padronizado do citado reconhecimento. A dupla guia de nadadores serve como referência às outras duplas, para estas manterem o alinhamento e cobertura, durante a sondagem. Normalmente, é posicionada como dupla central de nadadores. A turma de nadadores é constituída pelas diversas duplas de nadadores que realizarão as tarefas de sondagem de profundidade, composição do fundo e verificação da existência ou não de
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-108 - ORIGINAL . obstáculos em suas respectivas raias da coluna de sondagem. Enquanto um nadador realiza a sondagem, o outro anota na lousa as observações decorrentes da sondagem. Fig 4-59 - Reconhecimento de praia diurno 4.17.14 - Reconhecimento de praia submerso a) Particularidades É o mais sigiloso, seguro e preciso tipo de reconhecimento de praia. Para sua execução é necessário o emprego de equipes de mergulhadores. O ensaio, apesar de ser importante para todos os tipos de reconhecimento/levantamento de praia, é fundamental para o sucesso deste tipo de reconhecimento. b) Execução Sua execução segue o mesmo procedimento observado no reconhecimento de praia noturno, exceto: - nenhum elemento da EqRecon deve atingir a praia. A equipe de SUROB realiza a observação na zona de arrebentação;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-109 - ORIGINAL . - linha do carretel de levantamento é marcada com mosquetões a cada 20 metros. Deve ser fixada ao fundo de forma perpendicular a uma imaginária linha base; - as equipes de mergulhadores movem-se ao longo da linha do carretel até chegarem às suas estações. Eles conduzem outro carretel de levantamento, de pequeno porte, e fixam com outro mosquetão as duas linhas. Utilizando a bússola de mergulho, nadam paralelamente à linha base fazendo as sondagens de 20 em 20 metros. 4.18 - CROQUI DE RECONHECIMENTO/LEVANTAMENTO DE PRAIA 4.18.1 - Generalidades Este croqui destina-se a representar graficamente as sondagens obtidas no reconhecimento/levantamento de praia, para ser utilizado, pelo escalão superior, como auxílio à navegação de navios e embarcações que necessitem de aproximação de uma praia além da isóbata de 7 metros. O croqui apresenta profundidades a partir da isóbata de 7 metros, passando pela linha d`água, praia batida, praia seca e interior. 4.18.2 - Formatação do papel Devem ser utilizados papel vegetal ou papel milimetrado para confecção do croqui de praia. O papel milimetrado pode ser utilizado para confecção inicial, enquanto o papel vegetal pode melhorar a apresentação do desenho final. Devem ser observadas as seguintes características para formatação do croqui de praia: - não usar papel com dimensão maior que 90cm x 90cm; - usar margem de, no mínimo, 2cm; e - todos os dados devem ser plotados simetricamente na folha e sem rasuras. O espaço da folha deve ser preenchido com os seguintes dados: - no mínimo 3 perfis da praia; - um bloco para informações gerais; - um bloco para legenda; - um bloco contendo o trecho original da carta náutica, que contém a praia; - uma indicação por seta do norte verdadeiro e magnético; - uma barra de escala gráfica; e
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-110 - ORIGINAL . - o desenho contendo as sondagens corrigidas (profundidades). A escala gráfica determina a escala do croqui e não dos perfis, podendo estas serem diferentes . O papel para confeccionar o croqui de praia pode apresentar o seguinte "layout". Inform. Gerais (10x12cm) Legenda escala de barras Norte Verd. Norte Mag. carta náutica (12x12cm) Profundidade perfil perfil perfil 4.18.3 - Seqüência para organização dos desenhos no papel Esta seqüência destina-se a organizar o "layout" do papel, para receber os diversos dados a serem inseridos no croqui de praia. Usar as informações da folha de levantamento para, simetricamente, auxiliar a distribuição do "layout" da folha. Dessa forma poderá ser determinada a quantidade de papel necessária e a escala mais adequada. Desenhar a escala gráfica. Para o papel milimetrado, uma escala recomendável é 1:2000, ou seja, 1cm no papel equivale a 2000cm na praia, sendo 2000cm = 20m. Este é o incremento do carretel de levantamento, de 20 em 20 metros. A figura 4-60 mostra um exemplo de escala gráfica. Fig 4-60 - Exemplo de escala gráfica
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-111 - ORIGINAL . Confeccionar os blocos dos perfis, ainda sem os dados, conforme o modelo abaixo desenhado. A-A' corresponde a uma coluna de sondagem aleatória. Devem ser confeccionados, no mínimo, 3 perfis de praia. Fig 4-61 - Modelo de bloco do papel As escalas do bloco do perfil, normalmente, são diferentes da escala do bloco de reconhecimento/levantamento propriamente dito. Na escala vertical, na figura acima, cada centímetro é igual a 2 metros; na escala horizontal, cada centímetro é igual a 40 metros. Desenhar os limites do bloco destinado à colagem da seção da carta náutica que contém o desenho da praia reconhecida/levantada (12cm por 12cm). Desenhar os limites do bloco destinado às informações gerais (10cm por 12cm), que será preenchido, posteriormente. Desenhar levemente a linha base. Desenhar o norte verdadeiro e magnético, certificando-se que ele está de acordo com a direção da linha base, já desenhada.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-112 - ORIGINAL . Fig 4-62 - Norte Verdadeiro e Magnético 4.18.4 - Plotagem da praia batida e águas rasas Desenhar a linha de debris, conforme descrito abaixo: - marcar na folha um ponto nos intervalos de 20 metros da linha base, anotados na folha de levantamento como (-) ou (+), conforme o posicionamento da linha de debris. O sinal de (+) significa que a linha de debris está mais para o mar que a linha base. O sinal de (-) indica o inverso. - após a marcar esses pontos, esses devem ser unidos, formando então a linha de debris. - escrever "LINHA DE DEBRIS" às extremidades da linha. Fig 4-63 - Linha de Debris 4.18.5 - Plotagem das profundidades a partir da linha base As sondagens são intervaladas em 20 metros e representadas por números, com exceção do (zero), que é representado somente por um ponto. As sondagens são arredondadas ao valor inteiro mais próximo. São corrigidas para maré baixa, usando-se a Tábua de Marés e o horário de sondagem de cada coluna. O fator de correção é a própria maré calculada.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-113 - ORIGINAL . Dessa forma o ComForDbq saberá a profundidade de determinado ponto da praia de desembarque na baixamar. Os números que representam as profundidades são inseridos sobre as junções de quadrículas da folha. 4.18.6 - Plotagem do nível de redução Conectar, através de uma linha cheia, os pontos de profundidade nula mais próximos do mar em cada coluna de 20 metros. Escrever "nível de redução" nas extremidades da linha. Fig 4-64 - Nível de redução 4.18.7 - Prosseguimento da seqüência de confecção do croqui Marcar o centro da praia e os seus flancos, com as siglas FlDir, para flanco direito, FlEsq, para flanco esquerdo e CP para centro da praia. Desenhar as isóbatas de 3, 5 e 7 metros, através da ligação, com linha tracejada, dos pontos com profundidades de 3, 5 e 7 metros, respectivamente. Desenhar os obstáculos em escala, que porventura tenham sido plotados nas sondagens, e composição do fundo nas águas rasas e praia batida. Usar símbolos para representar os diversos tipos de fundo sondados. 4.18.8 - Plotagem dos perfis
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-114 - ORIGINAL . Desenhar os perfis de praia, mostrando as seções em corte da praia. Através do perfil é possível observar o formato do fundo. No mínimo três perfis devem ser desenhados. As dimensões dos 3 blocos de perfil devem ser iguais. Pelo menos 3 perfis a cada 1000 metros de praia devem ser desenhados; para cada mudança brusca de profundidade, desenhar o perfil dessa coluna de sondagem. As escalas usadas para confecção do perfil são diferentes. A escala horizontal, de 1:4.000, representa a coluna de sondagem, enquanto a escala vertical, de 1:200, representa a profundidade. As plotagens de profundidade nos perfis estendem-se da faixa de 7 metros até a linha de debris. Sobre o bloco há duas letras indicando a coluna de sondagem, a qual foi baseado o perfil. Por exemplo, o título A-A' indica que o perfil desenhado refere-se a esta coluna de sondagem, que deve estar indicada no bloco de desenho que contém as profundidades, com a inscrição A-A'. O perfil da praia batida mostrará o setor "linha de debris-nível de redução" na máxima distância de 40 metros. O perfil das águas rasas será desenhado do nível de redução até a isóbata de 7 metros. A curva do perfil aparecerá ao ligarmos os pontos (profundidades) plotados no gráfico. Caso a distância entre o nível de redução e a linha de debris seja maior que 40 metros, a curva do perfil tocará o eixo vertical. O valor da altura da linha de debris é calculado com auxílio da Tábua de Marés, considerando a altura da mais recente maré alta. Esse valor deverá ser o mesmo para todos os perfis. A figura 4-65 mostra o desenho de um perfil aleatório.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-115 - ORIGINAL . Fig 4-65 - Perfil aleatório 4.18.9 - Plotagem da Praia Seca e Interior Desenhar as características observadas da praia seca, com base no croqui militar confeccionado pelo grupo de praia de EqRecon. Incluir todas as informações existentes tais como pontos notáveis, obstáculos e outros. Designar os pontos de referência através de azimute e distâncias. Após, a linha base pode ser apagada. 4.18.10 - Preenchimento do bloco destinado às informações gerais Preencha este bloco com as seguintes informações: - carta de referência; - pontos de referência; - tipo de reconhecimento/levantamento; - data-hora do término do reconhecimento/levantamento; - escrever a expressão Sondagens em metros da linha de debris; e - designação da EqRecon. 4.18.11 - Bloco da carta náutica Desenhar ou colar a seção da carta náutica, que contenha o trecho da praia reconhecida/levantada. 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-116 - ORIGINAL . 4.19.1 - Generalidades A finalidade desses relatórios é padronizar, no âmbito dos GptOpFuzNav, a forma de disseminar, rapidamente, os dados obtidos em decorrência do cumprimento de uma tarefa de reconhecimento. Tendo em vista que em combate estes relatórios são expedidos sob a forma de mensagens pelo canal radiotelefone, a principal vantagem da padronização é reduzir o tempo de transmissão e, em conseqüência, preservar o sigilo. Além disso, a padronização facilita o entendimento de todos aqueles que tiverem acesso a esses relatórios. Todos esses relatórios sintetizam os dados obtidos para que a disseminação seja oportuna. Por essa razão, devem ser complementados por relatórios formais, tão completos quanto possível, após o regresso do elemento de reconhecimento responsável pela busca. 4.19.2 - Aspectos Básicos Para que a finalidade desses relatórios seja efetivamente alcançada, é importante que eles sejam redigidos com estrita observância à padronização prescrita. Os dados nele inseridos, sempre que possível, devem ser codificados. Uma vez que eles são transmitidos por mensagem, sua composição básica é a mesma deste documento, ou seja um cabeçalho e um texto. O preenchimento do cabeçalho obedecerá as Normas de Comunicações prescritas pela Força. O texto variará com a natureza do relatório, sendo precedido por um código que o identifica. Estes relatórios são transmitidos, normalmente, pela Rede de Reconhecimento da ForDbq (Recon ForDbq), cuja emissão é em HF-SSB, podendo, também ser estabelecida em VHF-FM. 4.19.3 - Relatório de Posição de uma Equipe de Reconhecimento (RECONPOS) Destina-se a informar ao escalão superior, a posição de uma EqRecon durante o cumprimento de suas tarefas. É disseminado sempre que houver necessidade de localizar cada EqRecon, a fim de permitir o acompanhamento da situação e adoção de medidas de coordenação
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-117 - ORIGINAL . apropriadas. Sua composição abrange, seqüencialmente os seguintes itens: - código identificador - RECONPOS; - posição; e - data-hora. Por exemplo: uma EqRecon, cujo indicativo é ER, encontra-se na posição 2300-0465 às 2300 horas do dia 17 de março e precisa enviar um relatório de posição ao Oficial de Informações da ForDbq que atende pelo indicativo FD. O comandante dessa EqRecon prepararia a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FD INFO: RECONPOS BIPT ALFA - 2300-0465 PTVG ET BRAVO - 172300P MAR ======================= BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR A posição poderá ser expressa empregando-se um código de posição, prescrito no Plano/Ordem de Operação da Força ou em Procedimento Operativo Padronizado (POP). 4.19.4 - Relatório de Contato Visual com o Inimigo (TALUDE) Destina-se a informar ao escalão superior, os dados obtidos sobre o inimigo por meio de observação visual. Ele deve ser enviado sempre que um elemento de reconhecimento tiver estabelecido contato visual com o inimigo. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - código identificador - TALUDE; - tamanho e natureza;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-118 - ORIGINAL . - atividade; - localização; - uniforme; - data-hora; e - equipamento/armamento. O Anexo L apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma Patrulha de Reconhecimento da CiaReconAnf avistou às 0730 horas do dia D, 5 militares embarcados em duas viaturas leves de comunicações, na posição 0621-7550, deslocando-se para SW em alta velocidade. Estes militares trajavam uniforme de campanha com capacete. Alguns deles portavam submetralhadoras HK-MP5-SD6. No interior de uma das viaturas havia uma bobina de fio telefônico de campanha. O indicativo dessa patrulha é PR, o da ForDbq é FD e do GDB na Zona de Ação do qual foi observado o inimigo é HU. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: PR AO: FD INFO: HU TALUDE ALFA - 5 TRP VG 2 VTL COM PTVG BRAVO - SW PTVG CHARLIE - 0612-7550 PTVG DELTA - CAMP PTVG ECHO - D-0730 PTVG ET FOXTROT - SMTR VG BOB ================================= BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.5 - Relatório Padronizado de Contato Físico com Inimigo (RECONTAB) Destina-se a informar ao escalão superior, a ocorrência de contato físico entre a EqRecon e uma tropa inimiga. Ele deve ser enviado sempre que
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-119 - ORIGINAL . um elemento de reconhecimento tiver estabelecido contato físico com o inimigo. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - local onde ocorreu o contato; - data-hora do contato; - efetivo e natureza do inimigo; - tipo de contato; - baixas; - perda de material - condições para prosseguir no cumprimento da tarefa; - necessidade de reabastecimento; - data-hora desejada para o reabastecimento; e - situação do inimigo no momento da expedição do relatório. O Anexo M apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma Patrulha de Reconhecimento da CiaReconTer foi emboscada por 10 militares inimigos nas coordenadas 0475-2300, provavelmente tropa convencional, em 15 de agosto às 0700 horas. Ocorreram duas baixas amigas e uma inimiga, sendo extraviados um equipamento rádio PRC 730 e um equipamento de visão noturna, por ocasião do rompimento do contato. Há condições para a patrulha prosseguir no cumprimento de suas tarefas, havendo necessidade de ressuprimento de um PRC 730 com duas baterias e 200 cartuchos 5,56 mm comum. O ponto desejado para o reabastecimento possue coordenadas 0340-2100, estando a patrulha em condições de ser ressuprida em 16 de agosto às 1800 horas. Logo após o contato, o inimigo retirou-se do local em direção N com destino ignorado. O indicativo dessa patrulha é PR, o da ForDbq é FD e o da GDB na Zona de Ação da emboscada é HU. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: PR AO: FD
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-120 - ORIGINAL . INFO: HU RECONTAB BIPT ALFA - 0475-2300 PTVG BRAVO - 150700P AGO PTVG CHARLIE - 10 INF PTVG DELTA - EMB PTVG ECHO - 2A - II PTVG FOXTROT - COM-EVN PTVG GOLF - S PTVG HOTEL - 200 C556 - 1 VHF - 2 BVH PTVG INDIA - 0340-2100 PTVG JULIET - 161800P AGO PTVG ET KILO - DIG ===========================================BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.6 - Relatório de Reconhecimento de Ponte (RECON PONTE) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos no reconhecimento de determinada ponte. Ele deve ser enviado sempre que um elemento de reconhecimento deparar- se com uma ponte, tendo recebido a tarefa de reconhecimento de determinada área, ou da respectiva ponte. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - localização da ponte; - data-hora do término do reconhecimento; - tipo de material dos pilares; - tipo de material das vigas; - tipo de material e espessura do tabuleiro; - tipo de ponte; - comprimento total da ponte; - largura total da ponte; - largura da pista de rolamento; - número e comprimento dos vãos; - altura acima d'água;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-121 - ORIGINAL . - número de vigas; e - capacidade aproximada. O Anexo N apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma patrulha de Reconhecimento da CiaReconTer avistou uma ponte durante a realização de um reconhecimento de área, nas coordenadas 0450-2420. A ponte possui pilares e 4 vigas de madeira, com tabuleiro de concreto. Possue 10 metros de comprimento por 6 metros de largura. A pista de rolamento tem 4,5 metros de largura. Possui 2 vãos com 3 metros de comprimento cada, e está situada a 3 metros acima d'água. Durante o reconhecimento, a patrulha observou o deslocamento de uma viatura 2 1/2 Ton sobre a ponte. O indicativo dessa patrulha é PR e o da ForDbq FD. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte mensagem. ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: PR AO: FD INFO: TEXTO RECON PONTE BIPT ALFA - 0450-2420 PTVG
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-122 - ORIGINAL . BRAVO - 020600P MAR PTVG CHARLIE - MAD PTVG DELTA - MAD PTVG ECHO - CNC 40 PTVG ET FOXTROT - 6 PTVG GOLF - 10 PTVG HOTEL - 6 PTVG INDIA - 4,5 PTVG JULIET - 2 - 3 PTVG KILO - 3 PTVG LIMA - 4 L PTVG ET MIKE - VTP =========================================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.7 - Relatório de Reconhecimento de Estrada (RECON ESTRADA) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre as condições de trânsito, restrições à passagem de viaturas e outras informações pertinentes de toda a estrada ou de um determinado trecho a ser utilizado. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon receber a tarefa de reconhecer determinado trecho de uma estrada. É composto, seqüencialmente pelos seguintes itens: - localização do início do trecho reconhecido; - localização do término do trecho reconhecido; - data-hora do término do reconhecimento; - condições de trânsito; - tipo de terreno predominante; - largura da pista; - tipo de revestimento; - restrições ao trânsito; e - condições de utilização em situações especiais. O Anexo O apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer uma estrada no trecho limitado pelas
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-123 - ORIGINAL . coordenadas 0350-4800 e 0380-4950. A estrada, neste trecho, possui as seguintes características: - permite o trânsito de viaturas com dificuldades, após período de chuvas prolongadas; - o terreno é plano; - a pista de rolamento possui 12 metros de largura; - o revestimento da pista é de "terra batida"; - não há neve sobre o solo, nem inundações; - há 3 restrições ao movimento de viaturas: um grande buraco, uma curva fechada e uma rampa com declividade acentuada. O buraco está localizado em 0370-4820, possui 2 metros de diâmetro, permitindo fácil desvio. A curva localiza-se em 0390-4910, possui raio de 40 metros e não permite desbordamentos. A rampa situa-se em 0390-4950, possui declividade de 20% e, também, não permite desbordamentos. O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às 1900 horas de 27 de setembro. O comandante dessa patrulha prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON ESTRADA BIPT ALFA - 0350-4800 PTVG BRAVO - 0380-4950 PTVG CHARLIE - 271900P SET PTVG DELTA - Y PTVG
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-124 - ORIGINAL . ECHO - A PTVG FOXTROT - 12 PTVG GOLF - N PTVG HOTEL - 1 - C-03704820-P VG 2 - E-03904910-I40-R VG 3 - F-03904950-J20-R PTVG ET INDIA - NC ======================================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.8 - Relatório de Reconhecimento de Local para Travessia de Curso D`água (RECON VAU) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a localização e características de uma passagem através de um curso d'água determinado. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon receber a tarefa de reconhecer uma passagem em determinado curso d'água. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - localização da passagem; - tipo de trânsito; - largura da passagem; - profundidade; - velocidade da correnteza; - composição do fundo; - declividade da margem direita da passagem; - declividade da margem esquerda da passagem; - composição do acesso à margem direita da passagem; e - composição do acesso à margem esquerda da passagem. O Anexo P apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer uma passagem sobre um curso d`água na quadrícula 03-26, no dia 17 de setembro. A passagem, que permite
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-125 - ORIGINAL . somente a transposição por tropa a pé, está localizada em 0350-2670 e possui as seguintes características: - 1 metro de profundidade; - 15 metros de largura; - velocidade da correnteza é de 2 nós; - o fundo é de areia; - a declividade da margem direita é de 15%; - a declividade da margem esquerda é de 20%; - o acesso à margem direita é de argila; e - o acesso à margem esquerda é de terra batida. O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às 18:00 horas do dia 17 de setembro. O comandante desta equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON VAU BIPT ALFA - 171800P SET PTVG BRAVO - 0350-2670 PTVG CHARLIE - TRP PTVG DELTA - 15 PTVG ECHO - 1 PTVG FOXTROT - 2 PTVG GOLF - A PTVG HOTEL - 15 PTVG INDIA - 20 PTVG JULIET - B PTVG ET
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-126 - ORIGINAL . KILO - T ========================================= BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.9 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Desembarque (RECON ZDbq) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a localização e características de uma ZDbq. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon receber a tarefa de reconhecer uma ZDbq. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - localização do centro da ZDbq; - direção do eixo maior da ZDbq; - número de PDbq; - tipo de desembarque mais seguro para tropa e aeronave; - cobertura predominante do solo; - vento predominante da ZDbq; - altura e distância, do obstáculo mais próximo ao centro da ZDbq, no eixo de aproximação da aeronave; - cobertura de nuvens; e - restrição ao movimento de tropas. O Anexo Q apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer uma ZDbq na quadrícula 05-23. A área selecionada pela equipe possui as seguintes características: - o centro da ZDbq está localizado em 0570-2340; - seu eixo maior é 250 graus magnéticos; - suas dimensões permitem o pouso para dois helicópteros tipo UH-14; - o solo possui cobertura predominante de grama; - o vento sopra em 120 graus magnéticos com 8 nós;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-127 - ORIGINAL . - há uma rede de alta tensão de 30 metros de altura, no eixo de aproximação da aeronave, a 200 metros de distância; e - imediatamente após os limites da ZDbq, o terreno apresenta-se bastante alagado e com vegetação densa. O reconhecimento encerrou-se em 15 de abril às 0700 hs, quando o tempo apresentava-se estável, sem nuvens. O comandante dessa equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON ZDbq BIPT ALFA - 150700O ABR PTVG BRAVO - 0570-2340 PTVG CHARLIE - 250 PTVG DELTA - 2 SH PTVG ECHO - 1 PTVG ET FOXTROT - B PTVG GOLF - 120-8 PTVG HOTEL - 30-200 PTVG INDIA - 1 PTVG ET JULIET - 1 =========================================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-128 - ORIGINAL . TR POR RECEBEDOR 4.19.10 - Relatório de Reconhecimento de Túnel (RECON TÚNEL) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre as características de um túnel. Ele deve ser enviado após o cumprimento da tarefa específica de reconhecer um túnel ou quando encontrar-se um túnel, tendo recebido a tarefa de reconhecimento de área ou reconhecimento de estrada. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - localização do túnel; - largura da pista; - número de vias; - dimensão livre vertical; - dimensão livre horizontal; - tipo do túnel; - material do revestimento interno; - condições de uso do túnel; e - existência de itinerário alternativo. O Anexo R apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer um túnel, localizado na quadrícula 03-25, cujas características são as seguintes: - a pista possui 20 metros de largura; - o túnel localiza-se em 0350-2560; - o túnel possui duas vias para o trânsito das viaturas; - a altura máxima para o trânsito de uma viatura (dimensão livre vertical) é de 6 metros; - a largura máxima para o trânsito de uma viatura (dimensão livre horizontal) é de 14 metros; - o túnel é rodoviário;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-129 - ORIGINAL . - o revestimento interno é de rocha natural; - foram observadas minas e armadilhas AP e AC no interior; e - não há itinerário alternativo para viaturas. O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento terminou às 1500 horas de 13 de abril. O comandante da EqRecon prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON TÚNEL BIPT ALFA - 131500O ABR PTVG BRAVO - 0350-2560 PTVG CHARLIE - 20 PTVG DELTA - 2 PTVG ECHO - 6 PTVG ET FOXTROT - 14 PTVG GOLF - 1 PTVG HOTEL - P PTVG INDIA - B PTVG ET JULIET - N =========================================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-130 - ORIGINAL . 4.19.11 - Relatório de Reconhecimento de Obstáculo (RECON OBT) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre obstáculos observados pela EqRecon, durante a execução de suas tarefas. Ele deve ser enviado sempre que um elemento de reconhecimento observar um obstáculo durante o deslocamento de sua equipe e os observados por ocasião da realização de outro reconhecimento. Desta forma, são enviados ao escalão superior, dois ou mais relatórios de reconhecimento distintos. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - localização do obstáculo; - data-hora do término do reconhecimento; - natureza do obstáculo; e - dimensões. O Anexo S apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconTer, durante a realização de um reconhecimento de ZDbq, avistou um campo minado nas coordenadas 4620-2165. Este campo possuía 50 metros de frente e 200 metros de profundidade, sendo armado por minas antipessoal. O Reconhecimento encerrou-se em 28 de setembro às 1340 horas. O indicativo da EqRecon é ER e da Força Avançada FA. O comandante desta equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON OBT BIPT ALFA - 4620-2165 PTVG BRAVO - 281340O SET PTVG CHARLIE - MAP PTVG ET DELTA - 50F - 200P ==================================== BT
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-131 - ORIGINAL . NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.12 - Relatório de Reconhecimento de Arrebentação (SUROB) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a arrebentação das ondas na areia, em uma praia de desembarque. Ele deve ser enviado sempre que uma EqRecon tenha recebido esta tarefa, ou a tarefa de reconhecimento de praia. Neste caso devem ser, portanto, enviados dois relatórios de reconhecimento: o de praia e o de arrebentação. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - média de altura das ondas; - altura da maior onda; - período de ondas; - número de ondas por tipo; - ângulo entre a arrebentação e a costa; - velocidade e direção da corrente litorânea; - númerode linhas de arrebentação e comprimento da zona de arrebentação; e - direção e intensidade do vento. O Anexo T apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf recebeu a tarefa de realizar um reconhecimento de arrebentação na praia VERMELHO-1, em 18 de setembro, no período de 0430 às 0630 horas. Na primeira seção de observação, durante 10 minutos, foram observadas 10 ondas do tipo derramante, 13 do tipo mergulhante e 12 do tipo deslizante. A média de altura das ondas, foi considerada a de média 1/3 das maiores ondas. A maior onda media 1,5 metros. O tempo médio entre a arrebentação de cada onda era de 10 segundos, arrebentando na areia em 10 graus para
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-132 - ORIGINAL . esquerda, vista do mar para praia. A corrente litorânea era de 1,5 nós, para esquerda, visto do mar para praia. O vento predominante, durante a primeira observação, originava-se aos 120 graus magnéticos com 4 nós de velocidade. Foram observadas 3 linhas de arrebentação, uma na praia e as outras no mar, somando cerca de 100 metros de zona de arrebentação. O indicativo da equipe era ER e o da Força Avançada, FA. O comandante desta equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO SUROB BIPT ALFA - 1804450 SET PTVG BRAVO - 1,2 PTVG CHARLIE - 1,5 PTVG DELTA - 10 PTVG ECHO - 10A - 13B - 12C PTVG FOXTROT - 10E PTVG GOLF - 1,5 E PTVG HOTEL - 3 - 100 PTVG ET INDIA - 120 - 4 ==================================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.13 - Relatório de Reconhecimento de Praia (RECON PRAIA) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre a descrição e mapeamento executado por meio de levantamento de praia, que compreende a região entre a isóbata de 7 metros e a linha de maré
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-133 - ORIGINAL . alta. Ele deve ser enviado sempre que uma equipe de reconhecimento receba a tarefa de reconhecer uma determinada praia. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - nome da praia e localização; - carta de referência; - coordenadas da praia; - equipe que conduziu o reconhecimento; - data-hora do início e término do reconhecimento; - número da linha de sondagem e marcação a partir do mar; - transitabilidade; - gradiente da praia batida; - corrente litorânea; - descrição e localização de obstáculos na água; - descrição e localização de bóias; - descrição e localização de obstáculos em terra; e - croqui da praia como se segue. O Anexo U apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer a praia VERDE-2, localizada na quadrícula 03-40. A equipe utilizou, como referência a carta DHN 1402. O flanco direito da praia localizava-se em 0320-4035 e o flanco esquerdo em 0360-4065. O início do reconhecimento foi às 0550 horas e encerrou- se às 0630 horas de 14 de setembro. A praia possuia as seguintes características: - a primeira linha de sondagem tem, como marcação magnética do mar para praia, 230 graus magnéticos; - o trânsito só é possível para viaturas sobre lagarta; - a praia batida possui declividade de 10%; - a corrente litorânea flui para 240 graus magnéticos na velocidade de 2 nós; - foi identificado, durante as sondagens, um banco de areia sob as linha de sondagem 01 e 02, a 100 metros da linha base;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-134 - ORIGINAL . - foi observada uma bóia luminosa na linha de sondagem 05, a 120 metros da linha base; e - foram observadas concertinas na praia, nas coordenadas 0340-4047. Foram empregadas 15 linhas de sondagem para cobrir toda extensão da praia, de um flanco a outro. O indicativo da Força Avançada é FA. O comandante da equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON OBT BIPT ALFA - VERDE-2 - 03-40 PTVG BRAVO - DHN 1402 PTVG CHARLIE - FD - 0320-4035 VG FE - 0360-4065 PTVG DELTA - ER - PTVG ECHOL - 140550 VG 140630O SET PTVG FOXTROT - 01 - 230 PTVG GOLF - 3 PTVG HOTEL - 10 PTVG INDIA - 240 - 2 PTVG JULIET - BA - LN 01 - I VG BA - LN 02 - I PTVG KILO - LN 05 - 120 PTVG LIMA - CON0340-4047 PTVG MIKE - VERDE 2 - FlDir LN A B C D E F G H I J K L M N O P 01 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 0,3 2,7 3,7 3,9 4,1 4,5 4 5,4 02 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 0,4 2,7 3,8 3,8 4,2 4,4 5 5,5 03 R / / X 0,5 0,3 1,2 2,3 3,4 2,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5 04 R / / X 0,5 0,2 1,1 2,5 3,4 3,5 3,7 3,8 4,1 4,5 4 5,5 05 R / / X 0,5 0,4 1,2 2,3 3,3 3,7 3,8 3,9 4,3 4,4 5 5,3 06 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5 07 R A A X 0,5 0,2 1,4 2,3 3,4 3,5 3,8 3,8 4,2 4,4 5 5,5 08 R / / X 0,5 0,1 1,2 2,2 3,2 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5 09 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,7 4,1 4,5 5 5,6 10 R / / X 0,5 0,3 1,2 2,3 3,4 3,5 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5 11 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,2 3,2 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 4 5,5
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-135 - ORIGINAL . 12 R / / X 0,5 0,2 1,3 2,3 3,4 3,7 3,7 3,7 4,2 4,5 5 5,5 13 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,1 4,4 5 5,5 14 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,1 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,5 15 R / / X 0,5 0,2 1,2 2,3 3,4 3,7 3,7 3,8 4,2 4,4 5 5,6 VERDE 2 - FlEsq======================================= BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.14 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Lançamento (RECON ZL) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos no reconhecimento de uma ZL. Ele deve ser enviado sempre que uma equipe de reconhecimento receber a tarefa de localizar uma ZL em determinada região ou confirmar dados antigos ou desatualizados de determinada ZL. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - coordenadas do centro da ZL; - tipo de revestimento do solo; - comprimento da ZL; - largura da ZL; - número de homens por porta; - altitude da ZL; - melhor eixo de entrada da aeronave; - corrida para ZL; e - coordenadas dos centros das ZReu após a aterragem. O Anexo V apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer uma área selecionada pelo escalão superior como ZL, na quadrícula 05- 29. Esta área possui as seguintes características: - o revestimento do solo é de grama; - a área possui 600 metros de comprimento e 200 metros de largura; - é adequado, devido ao cálculo efetuado, o lançamento de 8 homens por porta;
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-136 - ORIGINAL . - a área possui 100 pés de altitude; - o melhor eixo de entrada da aeronave é 260 graus magnéticos; - na final para o lançamento, os pilotos da aeronave observarão, aos 27 segundos fora do limite anterior da ZL, um largo rio. Aos 16 segundos fora, observarão uma estrada de ferro; - foi reconhecida uma ZReu cujo centro está localizado em 0590-2930; e - o centro da ZL está localizado em 0520-2980. O indicativo da Força Avançada é FA e o reconhecimento encerrou-se às 06:30 horas de 10 de julho. O comandante desta equipe prepararia, então, a seguinte mensagem: ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON ZL BIPT ALFA - 1006300 JUL PTVG BRAVO - 0520 - 2980 PTVG CHARLIE - B PTVG DELTA - 600 PTVG ECHO - 200 PTVG FOXTROT - 8 PTVG GOLF - 100 PTVG HOTEL - 260 PTVG INDIA - RIO - 27 VG EFERRO - 16 PTVG ET JULIET - 0590 - 2930 =========================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.15 - Relatório de Reconhecimento de Zona de Aterragem (RECON Z Ater) Destina-se a informar ao escalão superior, dados obtidos sobre o reconhecimento de uma área selecionada pelo mesmo, para a aterragem de uma aeronave de asa fixa. Ele deve ser enviado sempre que uma equipe receber a tarefa de reconhecer determinada área para Z Ater ou
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-137 - ORIGINAL . para confirmar dados incompletos ou desatualizados de uma Z Ater conhecida. É composto, seqüencialmente, pelos seguintes itens: - data-hora do término do reconhecimento; - coordenadas do centro da Z Ater; - tipo de revestimento do solo; - comprimento da pista; - largura da pista; - altitude da Z Ater; - eixo de pouso e decolagem; - rota de aproximação final; e - obstáculos num raio de 8 km. O Anexo X apresenta um modelo desse relatório. Por exemplo: uma EqRecon da CiaReconAnf, cujo indicativo é ER, recebeu a tarefa de reconhecer uma área selecionada para Z Ater na quadrícula 07-28. Esta área possui as seguintes características: - o revestimento do solo é de terra batida; - a pista possui 800 metros de comprimento e 300 metros de largura; - a área está a 500 pés de altitude; - o eixo de pouso e decolagem é 190 graus magnéticos; - o centro da Z Ater está localizado em 0745 - 2833; e - aos 33 segundos fora da Z Ater, a aeronave sobrevoará um casario isolado no campo e aos 15 segundos fora do limite anterior da Z Ater, os pilotos observarão uma ponte. Há grandes elevações situadas ao norte da pista de pouso. O reconhecimento encerrou-se às 0540 horas de 28 de dezembro. O indicativo da Força Avançada é FA. O comandante dessa equipe prepararia, então, a seguinte mensagem:
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -4-138 - ORIGINAL . ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: ER AO: FA INFO: TEXTO RECON Z Ater BIPT ALFA - 2805400 DEZ PTVG BRAVO - 0745 - 2833 PTVG CHARLIE - TB PTVG DELTA - 800 PTVG ECHO - 300 PTVG FOXTROT - 500 PTVG GOLF - 190 PTVG HOTEL - CASA - 33 VG PONTE - 15 PTVG ET INDIA - ELV 1 =============================== BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR 4.19.16 - Os diversos modelos de mensagens padronizadas descritos neste capítulo, estão nos Anexos "L" a "X" onde constam as instruções para a sua confecção.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -5-1 - ORIGINAL CAPÍTULO 5 DISSEMINAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS 5.1 - GENERALIDADES Os elementos de Recon necessitam transmitir, ao comando a que estiverem subordinados, os dados obtidos. Esta transmissão deve ser feita com rapidez e precisão, de forma a tornar oportuno o manuseio e a análise dos dados, em relação às ações decorrentes. Por esta razão, o meio de comunicação geralmente utilizado é o elétrico, particularmente, os canais radiotelefone (RL) e radiodados (RD), empregando-se, tanto quanto possível, mensagens padronizadas que abreviam o tempo de transmissão. A diretiva da operação estabelecerá as instruções quanto aos horários, métodos e meios para a disseminação dos dados obtidos. As patrulhas de Recon podem, sem comprometer a segurança, transmitir seus relatórios de suas próprias áreas de operações. O relatório por mensagem deverá conter a tarefa específica, um sumário dos dados obtidos como resultado do cumprimento desta tarefa e qualquer outro dado a respeito do inimigo. O envio do relatório pertinente a cada tarefa é obrigatório, mesmo que nenhum dado tenha sido obtido no prazo determinado. Os itens que não puderem ser transmitidos pelo meio elétrico, tais como amostras de solo, filmes e calcos, deverão ser acompanhados de um relatório transportado por mensageiro. 5.2 - REDES RÁDIO DE RECONHECIMENTO DA FORÇA DE DESEMBARQUE São estabelecidas para o escoamento das mensagens provenientes de seus elementos de reconhecimento e para a coordenação de suas atividades. A emissão é, normalmente, em HF- SSB, podendo também ser estabelecida uma rede em VHF-FM. A publicação CGCFN-61 - MANUAL DE COMUNICAÇÕES DA FORÇA DE DESEMBARQUE, contém a descrição detalhada das citadas redes, bem como das demais redes utilizadas em uma OpAnf. Os códigos e cifras, bem como a formatação das mensagens padronizadas, utilizados na exploração das redes INFO FORDBQ, INFO CCT e RECON CCT, deverão ser específicos para essas redes e constarão de um apêndice - Exploração da Rede de Reconhecimento - ao anexo de Comunicações da Diretiva. 5.3 - SELEÇÃO E PREPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -5-2 - ORIGINAL 5.3.1 - Seleção Para um perfeito emprego das comunicações no cumprimento de tarefas de Recon, os seguintes fatores devem ser levados em consideração pelo comandante da EqRecon, por ocasião da seleção dos equipamentos de comunicações: - necessidade de segurança; - necessidade de meios alternativos; - condições do terreno onde serão empregados os equipamentos; - distâncias de comunicações envolvidas; - condições e meios para a preparação dos equipamentos; - duração das operações, em que serão cumpridas tarefas de Recon; - a missão e o método de infiltração e extração; - peso e volume dos equipamentos que podem ser carregado; - disponibilidade dos equipamentos; e - compatibilidade dos equipamentos. 5.3.2 - Preparação A eficiência dos equipamentos de comunicações empregados pelas EqRecon no campo está intimamente relacionada ao cuidado observado no seu preparo. a) Impermeabilização Envolve mais do que a simples proteção dos equipamentos contra umidade ou imersão momentânea. Cada componente ou acessório dos conjuntos rádio deve ser preparado para suportar uma imersão prolongada e, às vezes, sob pressão. b) Empacotamento Visa a preparação dos equipamentos de comunicações para suportar choques mecânicos. É especialmente utilizado quando da entrega aérea, e salto de pára-quedas. Quando se utilizam pacotes, os componentes mais sensíveis devem ser transportados pelos homens e os demais componentes lançados nos pacotes. 5.4 - TÉCNICAS PARA EMPREGO DAS COMUNICAÇÕES EM TAREFAS DE RECONHECIMENTO
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -5-3 - ORIGINAL As técnicas para emprego das comunicações em atividades de reconhecimento estão previstas nas seguintes publicações: ComOpNav-550 - PROCEDIMENTOS DE COMUNICAÇÕES; CGCFN-61 - MANUAL DE COMUNICAÇÕES DA FORÇA DE DESEMBARQUE; e ComOpNav-274 - MANUAL DE EMPREGO DOS ELEMENTOS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DA FORÇA DE FUZILEIROS DA ESQUADRA.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -A-1 - ORIGINAL ANEXO A LISTA DE ANEXOS ANEXO A - LISTA DE ANEXOS ANEXO B - QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO ANEXO C - MODELO DE FOLHA DE ANOTAÇÕES DE POSTO DE VIGILÂNCIA ANEXO D - MODELO DE REGISTRO DE FOTOS ANEXO E - MODELO DE FOLHA DE DADOS DA FOTO ANEXO F - MODELO DE PAPEL PARA CROQUI PANORÂMICO ANEXO G - MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL COM OS PILOTOS ANEXO H - MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL COM A TROPA HELITRANSPORTADA ANEXO I - MODELO DE FORMULÁRIO SUROB ANEXO J - MODELO DE FOLHA DE LEVANTAMENTO ANEXO L - MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO VISUAL COM O INIMIGO ANEXO M - MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO FÍSICO COM O INIMIGO ANEXO N - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PONTE ANEXO O - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ESTRADA ANEXO P - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE LOCAL PARA TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA ANEXO Q - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE ANEXO R - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE TÚNEL ANEXO S - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE OBSTÁCULO ANEXO T - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ARREBENTAÇÃO ANEXO U - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PRAIA ANEXO V - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE LANÇAMENTO ANEXO X - MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE ATERRAGEM
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -A-2 - ORIGINAL ANEXO Z - LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -B-1 - ORIGINAL ANEXO B QUADRO COMPARATIVO DE MEIOS E PROCESSOS PARA INFILTRAÇÃO E EXTRAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS EMBARCAÇÃ O - Grande possibilidade de obtenção de sigilo - Pouca capacidade de transporte de material - Necessidade de ades- tramento especializado - Dependência das con- dições de mar A Q U Á SUPERFÍCIE NATAÇÃO - Grande possibilidade de obtenção de sigilo - Alcance limitado - Necessidade de ades- tramento especializado - Pouca capacidade de transporte de material - Desgaste de tropa - Dependência das con- dições de mar T I C A SUBAQUÁTICA SUBMARINO - Grande possibilidade de obtenção de sigilo - Grande raio de ação - Necessidade de com- plementação da infil- tração ou extração com outro meio - Pouca velocidade - Exigüidade de espaço a bordo para a tropa MERGULHO - Grande possibilidade de obtenção de sigilo - Alcance limitado - Necessidade de ades- tramento especializado - Pouca capacidade de transporte de material - Dependência das con- dições de mar
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -B-2 - ORIGINAL VANTAGENS DESVANTAGENS ASA FIXA POUSO - Velocidade - Raio de ação - Adestramento da tro- pa - Simplificado - Dependência das condições meteoro- lógicas - Pouca possibilidade de obtenção de sigilo A HELICÓPTERO POUSO - Velocidade - Capacidade de trans- porte de material - Capacidade de pro- ver apoio de fogo - Dependência das condições meteoro- lógicas - Pouca possibilidade de obtenção de sigilo É R E SALTO N’ÁGUA "FAST ROPE" PENCA "RAPPEL" - Velocidade - Capacidade de trans- porte de material - Capacidade de pro- ver apoio de fogo - Menor exposição do helicóptero - Dependência das condições meteoro- lógicas - Pouca possibilidade de obtenção de sigilo - Necessidade de ades- tramento especializado A PÁRA-QUEDAS SALTO SEMI- AUTOMÁTICO - Raio de ação - Velocidade - Pouca capacidade de transporte de material - Dependência das condições de mar SALTO LIVRE OPERACIONAL (SLOP) - Grande possibilidade de obtenção - Além das desvanta- gens do salto semi- automático necessita de um maior adestra- mento que o mesmo
  • 213.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -C-1 - ORIGINAL ANEXO C MODELO DE FOLHA DE ANOTAÇÕES DE POSTO DE VIGILÂNCIA ___________________________________________________________________ ANOTAÇÕES DO POSTO DE VIGILÂNCIA COORDENADAS DO PV: _________________ DATA: _____________ LIMITES DO PV (AZIMUTES): DE ___________ PARA: _____________ N° HORA ATIVIDADE AZ/DIST OBSERVADOR TRANSMITIDO PARA OBS ___________________________________________________________________
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -C-2 - ORIGINAL INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO Os itens constantes deste modelo correspondem a cada Relatório Padronizado de Contato Visual com Inimigo transmitido ao escalão superior ou através de retransmissão para outras equipes. Suas informações serão importantes para a confecção do relatório do comandante da equipe, ao término da operação. No campo Coordenadas do PV, devem constar as coordenadas retangulares decamétricas do PV ocupado pela EqRecon. No campo Data deve constar o dia/mês/ano em que a EqRecon realizou as observações constantes da folha. No campo Limites do PV (AZIMUTES), devem constar os azimutes magnéticos que limitam a observação do PV. Tais azimutes devem diferir em, no máximo, 120 graus. No campo N° deve constar, sem seqüência numérica, a ordem de observações da EqRecon. No campo HORA deve constar a hora da observação de cada atividade. No campo ATIVIDADE deve constar o que foi avistado pela EqRecon, relacionando as atividades inimigas. No campo AZ/DIST deve constar o azimute magnético e a distância em metros do que foi escrito no campo ATIVIDADE. No campo OBSERVADOR deve constar o posto ou graduação e nome de guerra do militar que realizou a observação. No campo TRANSMITIDO PARA deve constar o órgão que recebeu a mensagem gerada a partir da observação correspondente. No campo OBS deve constar qualquer observação julgada pertinente pela EqRecon.
  • 215.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -D-1 - ORIGINAL ANEXO D MODELO DE REGISTRO DE FOTOS ___________________________________________________________________ REGISTRO DE FOTOS FOTÓGRAFO ____________________ ALVO: ______________________ CÂMERA/LENTE _________________ FILME __________ ASA _________ CONDIÇÃO DE LUMINOSIDADE ______________________________________ N° OBT/DIAFG DATA-HORA DIST AZM Mag COORD DO ALVO OBS ___________________________________________________________________
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -D-2 - ORIGINAL INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO 1) FOTÓGRAFO Informar o posto/graduação e nome de guerra do militar que realizou a foto. 2) ALVO Informar a descrição sumária do alvo fotografado. 3) CÂMERA/LENTE Informar o tipo de câmera usada e sua respectiva lente. 4) TIPO DO FILME Informar a especificação do filme e a ISO/ASA. 5) CONDIÇÕES DE LUMINOSIDADE Informar as condições de luminosidade, informando, também, as condições meteorológicas. 6) NÚMERO DA EXPOSIÇÃO Informar número da exposição. 7) OBTURADOR Informar o obturador usado para respectiva exposição. 8) DIAFRÁGMA Informar o diafragma usado para respectiva exposição. 9) DATA-HORA Informar o data-hora da realização da foto. 10) DISTÂNCIA CÂMERA-ALVO EM METROS 11) AZIMUTE MAGNÉTICO CÂMERA-ALVO 12) COORDENADAS RETANGULARES DECAMÉTRICAS DO ALVO 13) OBSERVAÇÕES Informar dimensões, cor, atividades inimigas e outras informações julgadas pertinentes.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -E-1 - ORIGINAL ANEXO E MODELO DE FOLHA DE DADOS DA FOTO ___________________________________________________________________ TIPO DE CÂMERA ______________ DIST. FOCAL _____ FILME _______ FOTO N° ________ ROLO ________ DATA-HORA ___________________ OUTROS DADOS _______________ ______________________________ ______________________________ ______________________________ ______________________________ ______________________________ AZIMUTE DA CÂMERA PAÍS ESTADO CIDADE OUTROS COORDENADAS DO ALVO CARTA DESIGNAÇÃO DO ALVO PONTO DE REFERÊNCIA OBSERVAÇÕES FOTÓGRAFO ________________________________________________ UNIDADE ___________________________________________________ ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO 1) TIPO DA CÂMERA NORTE OESTE SUL LESTE
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -E-2 - ORIGINAL Informar o tipo de câmera usada. 2) DISTÂNCIA FOCAL Informar a distância focal que é lida sobre a lente, em milímetros. 3) TIPO DO FILME Informar a especificação do filme usado. 4) NÚMERO DA EXPOSIÇÃO E NÚMERO DO ROLO 5) AZIMUTE DA CÂMERA Informar o azimute câmera-alvo por desenho de uma seta na direção em que foi apontada a câmera. 6) DATA-HORA Informar o data-hora do momento em que foi tirada a foto. 7) OUTROS DADOS Relatar, se possível, as informações abaixo: - distância estimada da câmera ao sujeito; - condições de luminosidade e meteorológicas; - ISO/ASA; - obturador e diafragma usados na foto; - uso de filtros ou lentes especiais; - outras condições que afetaram a foto; e - referência a outras fotos ou dados de inteligência. 8) PAÍS / ESTADO / CIDADE 9) COORDENADAS DO ALVO Informar em coordenadas retangulares decamétricas. 10) CARTA Informar o nome, escala, número de série e edição da carta em que pode-se localizar o alvo da fotografia. 11) DESIGNAÇÃO DO ALVO Informar o nome do alvo. 12) PONTO DE REFERÊNCIA Informar o azimute e distância do alvo para um ponto notável do terreno. 14) OBSERVAÇÕES Informar tamanho, cor, atividades inimigas e outras julgadas pertinentes.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -E-3 - ORIGINAL 15) FOTÓGRAFO E UNIDADE Informar o nome do responsável pela fotografia e a unidade a que pertence.
  • 220.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -F-1 - ORIGINAL ANEXO F MODELO DE PAPEL PARA CROQUI PANORÂMICO ___________________________________________________________________ ALVO DISTÂNCIA DEFLECÇÃO ESPAÇO PARA O DESENHO DO SKYLINE EqRecon: DATA-HORA: ESCALA 50”” 50”” DIREÇÃO NORTE LEGENDA: ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 221.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -F-2 - ORIGINAL 1) Alvo Informar a descrição do Ponto de Referência (PR) e do alvo a ser designado no desenho. Por exemplo: caso tenha sido designada uma peça de morteiro 60mm no desenho, este será indicado por uma seta vertical que se estenderá do respectivo objeto até o campo ALVO, sendo escrito peça de morteiro 60mm. 2) Distância Informar a distância em metros, do observador ao PR, alvo ou objeto. 3) Deflecção Informar o valor, em milésimos, da defasagem angular entre o PR e o referido objeto. 4) Espaço para o desenho do "skyline" Espaço para desenhar o contorno do horizonte visto da posição do observador. 5) EqRecon Informar o indicativo da EqRecon e sua localização em coordenadas retangulares decamétricas. 6) Data-hora Informar o data-hora do término da confecção do croqui. 7) Direção norte Desenhar uma seta indicadora do Norte Magnético, tendo como origem a posição do observador. 8) Legenda Desenhar e informar os símbolos que tenham sido utilizados no croqui panorâmico.
  • 222.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -G-1 - ORIGINAL ANEXO G MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INCIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL COM OS PILOTOS ___________________________________________________________________ LOCAL DA OPERAÇÃO: ______________________________________________ DATA: __________________________________ COORDENADAS: ZDbq PRINCIPAL LAT ___________________________ LONG _________________________ ZDbq ALTERNATIVA LAT ___________________________ LONG _________________________ PI LAT ___________________________ LONG _________________________ PRC LAT ___________________________ LONG _________________________ RUMOS/DISTÂNCIAS PRC - PI ______________/________________ PI - ZDbq PRINCIPAL ______________/________________ PI - ZDbq ALTERNATIVA ______________/________________ LOCAL DE DESEMBARQUE DIURNO: ____________________________________________________ NOTURNO: __________________________________________________ FORMAÇÃO DE POUSO: _______________________________________ OBSTÁCULOS: ______________________________________________ PONTO DE AVARIA: ___________________________________________ ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --
  • 223.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -G-2 - ORIGINAL ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -- PONTO INICIAL LETRA CÓDIGO ZDbq PRINCIPAL ________________________ ZDbq ALTERNATIVA ______________________ AUXÍLIOS VISUAIS DIURNOS _______________________________ NOTURNOS _____________________________ AUXÍLIOS ELETRÔNICOS ________________________ COMUNICAÇÕES FREQÜÊNCIA PRINCIPAL ______________________________ ALTERNATIVA ____________________________ PALAVRA-CHAVE _________________________ INDICATIVOS EQUIPE _________________________________ ANV ____________________________________ AUXÍLIO ELETRÔNICO (NDB) FREQÜÊNCIA ____________________________ TABELA DE AUTENTICAÇÃO HORA DE DECOLAGEM _________________________ ACERTO DE RELÓGIOS ______________________________ ASSINATURA ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 224.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -G-3 - ORIGINAL 1) LOCAL DA OPERAÇÃO Nome da região constante do Plano de Operação. 2) DATA Data do dia do "briefing". 3) COORDENADAS Inserir as coordenadas geográficas (LAT/LONG) da ZDbq principal, alternativa, PI e do PRC. 4) RUMOS/DISTÂNCIAS Inserir o azimute magnético e distância em dm, do PRC ao PI, do PI a ZDbq principal e do PI a ZDbq alternativa. 5) LOCAL DE DESEMBARQUE Informar as características do LocDbq, relativas à sinalização ou identificação diurna, noturna, do ponto de avaria, formação de pouso e existência de obstáculos à aproximação das aeronaves. 6) PI Informar a letra código a ser instalada para identificação da direção para ZDbq principal e alternativa, assim como qualquer auxílio visual no terreno que auxilie a identificação dos pilotos e existência de auxílios eletrônicos. 7) COMUNICAÇÕES Informar a freqüência principal, alternativa e palavra chave para mudança de freqüência com a aeronave, assim como os indicativos, existência de auxílios eletrônicos e a tabela de autenticação. 8) HORA DE DECOLAGEM Acertar com os pilotos para a prontificação de ambos. 9) ACERTO DE RELÓGIOS Proceder o acerto de relógio com os pilotos.
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -H-1 - ORIGINAL ANEXO H MODELO DE "BRIEFING" DA EQUIPE INICIAL DE ORIENTAÇÃO FINAL COM A TROPA HELITRANSPORTADA ___________________________________________________________________ TIPO DE OPERAÇÃO ________________________________________________ LOCAL E DATA-HORA DA OPERAÇÃO __________________________________ TIPO DE AERONAVE ________________________________________________ EFETIVO DAS HELIEQUIPES __________________________________________ NÚMERO DE HE POR VAGA __________________________________________ NÚMERO DE VAGAS ________________________________________________ FORMAÇÃO DAS ANV NO SOLO _______________________________________ TIPO DE REORGANIZAÇÃO ___________________________________________ PAINEL DE REORGANIZAÇÃO _________________________________________ REFERÊNCIA NO TERRENO PARA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS NA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ LIGAÇÃO DO COMANDANTE DA EQRECON COM O PILOTO FREQ. PCP ___________ INDICATIVO ANV __________ FREQ. ALT ___________ EQRECON _______________ _______________________________ ASSINATURA ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 226.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -H-2 - ORIGINAL 1) TIPO DE OPERAÇÃO Informar o tipo de desembarque a ser realizado pela tropa. 2) LOCAL E DATA-HORA DA OPERAÇÃO 3) TIPO DE AERONAVE Informar o tipo de aeronave e seu número de assentos para a tropa. 4) EFETIVO DAS HELIEQUIPES Confirmar o previsto no Plano de Operação. 5) NÚMERO DE HE POR VAGA Confirmar o previsto no Plano de Operação. 6) NÚMERO DE VAGAS Confirmar o previsto no Plano de Operação. 7) FORMAÇÃO DAS AERONAVES NO SOLO Informar a idéia de manobra da EqRecon. 8) TIPO DE REORGANIZAÇÃO Informar se a reorganização será direta, balizada ou mista. 9) PAINEL DE REORGANIZAÇÃO Informar o formato e cores do painel a ser usado para reorganização. 10) PROCEDIMENTOS NA REORGANIZAÇÃO DA TROPA NA ZDbq Informar os procedimentos de segurança para tropa que desembarcará. 11) LIGAÇÃO DO COMANDANTE DA EQRECON COM O PILOTO Informar as freqüências e indicativos ao comandante da tropa helitransportada.
  • 227.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -I-1 - ORIGINAL ANEXO I MODELO DE FORMULÁRIO SUROB ___________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO DE ALTURA DE ONDAS CÁLCULOS DERRAMANTE - A HORA DE TÉRMINO -_________ MERGULHANTE - B DESLIZANTE - C TEMPO TOTAL:____min____seg Total em segundos: ______ HORA DE ÍNICIO -_________________ _______________________________ PERÍODO DAS ONDAS ABC ABC ACB ABC ABC ABC Tempo / ondas=______(período) _______________________________ MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS ABC ABC ACB ABC ABC ABC Altura x ocorrência = produto _______________________________ ________x_______=_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ________x_______=_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ________x_______=_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ________x_______=_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ________x_______=_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ Total dos produtos =_________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC Total de produtos / 1/3 das ondas _______________________________ _____ / _____ = _____ ABC ABC ACB ABC ABC ABC Número de ondas por tipo _______________________________ # A _______ ABC ABC ACB ABC ABC ABC # B _______ _______________________________ # C _______ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _______________________________ ABC ABC ACB ABC ABC ABC _____________________ ABC ABC ACB ABC ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 228.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -I-2 - ORIGINAL Este formulário tem como finalidade facilitar o reconhecimento de arrebentação, devido à simplicidade na entrada dos dados e cálculos efetuados seqüencialmente. Este formulário não tem valor para o escalão superior como relatório de reconhecimento. A EqRecon deve consultar o artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO que menciona este assunto. 1) Avaliação e anotação da altura da onda Anote a hora de início da observação da primeira onda. Após estimar a altura da crista até a base da onda, em metros, inserir este numeral acima das letras "ABC" que representam os 3 tipos de onda, riscando a letra correspondente à onda observada. A EqRecon pode utilizar o método expedito abaixo para estimar a altura da onda: - a onda que arrebenta na praia na altura dos joelhos mede, aproximadamente, 0,50 m. - a onda que arrebenta na praia na altura da cintura mede, aproximadamente, 1 m. - a onda que arrebenta na praia na altura do peito mede, aproximadamente, 1,5 m. O modelo padronizado para a realização do reconhecimento de arrebentação permite que sejam observadas até 100 ondas. Anotar a hora do término de observação da última onda e calcular o tempo total de observação em segundos. Para o cálculo do período das ondas dividir o tempo total em segundos pelo número total de ondas. O resultado, conseqüentemente, será o tempo em segundos. 2) Média de altura das ondas Inserir a altura da onda mais alta no campo correspondente. Inserir o número de vezes que essa altura foi observada na coluna de ocorrências. Multiplicar a altura pela ocorrência, para o cálculo do produto. Por exemplo: uma EqRecon, ao analisar seu modelo de reconhecimento de arrebentação preenchido, verificou que a onda mais alta possuia 2,5 metros, tendo ocorrido por 8 vezes. Logo: Altura x Ocorrência = Produto
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -I-3 - ORIGINAL 2,5 x 8 = 20 Inserir a altura da onda mais próxima abaixo dessa anterior, em ordem decrescente, repetindo o processo até atingir 1/3 do número total de ondas anotadas. Exemplo: Altura x Ocorrência = Produto 2,5 x 8 = 20 2,0 x 18 = 36 1,5 x 7 = 10,5 ---------------- Total de altura das ondas = 66,5 Caso tenham sido observadas 100 ondas, os cálculos serão efetuados sobre 33 ondas. Caso tenha sido realizado um reconhecimento de arrebentação para o período de 10 minutos (mais recomendável em situações de combate), serão efetuados os cálculos sobre 1/3 das ondas anotadas; por exemplo, para 70 ondas observadas cálculos sobre 24, para 66 ondas observadas cálculos sobre 22, para 50 ondas observadas cálculos sobre 17. Dividir o total dos produtos por 1/3 do número de ondas. Por exemplo: a mesma EqRecon dos exemplos anteriores realizou a observação de 100 ondas, tendo como 1/3 das ondas mais altas o valor de 33 ondas. Dando prosseguimento aos cálculos, 66,5 divididos por 33 resultam em 2,01 metros. Aproximando a resposta em 1/2 metro, é obtido como resultado para média de altura das ondas o valor de 2 metros.
  • 230.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -J-1 - ORIGINAL ANEXO J MODELO DE FOLHA DE LEVANTAMENTO ___________________________________________________________________ OPERAÇÃO ________________________ EQRECON ______________________ PRAIA __________________ CARTA REFERÊNCIA ________________________ COORD. FL. DIREITO ____________ COORD. FL. ESQUERDO ______________ PONTO ORIGEM COORD ______________________________________ REFERÊNCIA 1 (AZM/DIST) _____________________ REFERÊNCIA 2 (AZM/DIST) _____________________ COLUNA HORA SOND/FUNDO CORREÇÃO PROFUNDIDADE DEBRIS 20 m 40 m 60 m 80 m 100 m 120 m 140 m 160 m 180 m 200 m 220 m 240 m 260 m ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO
  • 231.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -J-2 - ORIGINAL É utilizada para reunir os dados obtidos das sondagens de reconhecimento/levantamento de praia realizado pela EqRecon. É constituída por informações iniciais e sondagens. 1) Informações iniciais Nome da Operação a qual está enquadrado o reconhecimento/levantamento de praia. Nome da EqRecon que realizou o reconhecimento/levantamento de praia. Nome da praia e carta de referência (título, número da folha e escala). Coordenadas dos flancos da praia (retangulares ou geográficas). Coordenadas do ponto de origem e referências do ponto de origem com pontos notáveis do terreno (azimute e distância). 2) Sondagens As sondagens são registradas por coluna, com as marcações da linha do carretel de levantamento de 20 em 20 metros. Anotar as sondagens de cada coluna. Marcar a relação entre a linha base para cada coluna. Caso a linha de debris esteja mais para terra que a linha base, sua marcação será menos (-) ______ jardas ou metros, caso esteja mais para o mar que a linha base, sua marcação será mais (+) ______ jardas ou metros. Os nadadores realizam sondagem de profundidade, tipo do fundo e presença de obstáculos. O fator de correção das sondagens será a diferença, em metros, da maré em relação ao nível de redução. Este cálculo é efetuado, considerando a hora da sondagem e a localização da praia, através de consulta à Tábua de Marés. As preamares e baixamares, consultadas na Tábua de Marés, já são consideradas em relação ao nível de redução. Desta forma o fator de correção pode ser diretamente calculado por interpolação, da hora da sondagem, com os dados constantes na Tábua de Marés. O fator de correção será inserido na folha entre a sondagem feita pelo nadador e a sondagem corrigida, sendo que esta receberá o nome de profundidade. Por exemplo, a EqRecon A realizou um levantamento de praia diurno, onde a primeira coluna de sondagem foi concluída às 12:35 hs. A linha de debris, para primeira coluna de sondagens, encontrava-se 2 metros mais próxima do mar que
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    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -J-3 - ORIGINAL a linha base. Em consulta à Tábua de Marés, verificou-se que a maré encontrava- se, às 12:35 hs, a 3,8 metros acima do nível de redução. O fator de correção, por segurança, foi aproximado para 4 metros. Desta forma, as profundidades a constarem do croqui de praia, serão as sondagens menos 4 metros. Neste exemplo serão omitidas as informações iniciais. COLUNA HORA SOND/FUNDO CORREÇÃO PROFUNDIDADE 1 (12:35) debris +2 20 m 3 Areia -4 0 40 m 4 Areia 0 60 m 5 Pedras 1 80 m 6 Areia 2 100 m 12 Cascalho 8 ___________________________________________________________________ 2 (12:41) debris 0 20 m 2 Areia -3 0 40 m 4 Areia 1 60 m 4 Cascalho 1 80 m 7 Areia 4 100 m 13 Areia 10 ___________________________________________________________________ 3 (12:46) debris -1 20 m 1 Areia -3 0 40 m 3 Areia 0 60 m 5 Rocha 2 80 m 7 Rocha 4 100 m 12 Areia 9 ___________________________________________________________________
  • 233.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -L-1 - ORIGINAL ANEXO L MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO VISUAL COM O INIMIGO ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO TALUDE BIPT ALFA - TAMANHO E NATUREZA (Indicar o efetivo observado e/ou a quantidade de material, seguido da natureza da tropa, se a identificação for possível) BRAVO - ATIVIDADE (Mencionar a ação desenvolvida pelo inimigo no momento da observação) CHARLIE - LOCALIZAÇÃO (Informar a posição onde foi observado) DELTA - UNIFORME (Informar o tipo de uniforme utilizado) ECHO - DATA-HORA (Informar o momento da observação) FOXTROT - EQUIPAMENTO/ARMAMENTO (Informar o tipo de qualquer equipamento especial empregado, bem como do armamento usado pelo inimigo) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 234.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -L-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) TAMANHO E NATUREZA Avião de transporte ATRP Aviação civil de pequeno porte AVP Avião civil de grande porte AVG Avião de caça ANVC Atirador de precisão (Sniper) SNI Canhão anticarro CAC Canhão antiaérea CAE Carro de combate CC Elementos civis EC Embarcação miúda EMB Helicóptero leve HL Helicóptero médio HM Helicóptero pesado HP Míssil anticarro MAC Navio NAV Obuseiro (não identificado) OB Obuseiro 105mm OB105 Obuseiro 155mm OB155 Reboque ¼ RB14 Reboque ½ RB12 Trator TRAT Tropa TRP Viatura leve sobre roda VTL Viatura média sobre roda VTM Viatura pesada sobr roda VTP Viatura blindada p/ transporte de pessoal VBTP
  • 235.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -L-3 - ORIGINAL B) ATIVIDADE Estacionado - disperso no terreno 1 Estacionado - em ZReu 2 Em posição ocupando abrigos individuais 3 Em posição ocupando abrigos coletivos 4 Preparando posições 5 Ocupando posições sumariamente organizadas 6 Ocupando posições fortificadas 7 Deslocando-se para Norte (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) N Deslocando-se para Sul (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) S Deslocando-se para Leste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) E Deslocando-se para Oeste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) W Deslocando-se para Nordeste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) NE Deslocando-se para Sudeste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) SE Deslocando-se para Nordeste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) NW Deslocando-se para Sudoeste (indicar, quando possível, a veloc. em km/h) SW C) LOCALIZAÇÃO De acordo com o código de posição D) UNIFORME De campanha CAMP De serviço SVC Traje civil TCIV E) DATA-HORA
  • 236.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -L-4 - ORIGINAL F) EQUIPAMENTO/ARMAMENTO Fuzil 7,62mm FAL Fuzil 5,56mm F56 Fuzil de atirador de precisão FATI Besta BST Espingarda militar calibre 12 C12 Submetralhadora SMTR Pistola PST Revólver REV Lança-rojão LR Lanças-chamas LC Lança granada LGR Metralhadora MTR Míssil anticarro MAC Míssil superfície-ar SAM Morteiro 60mm M60 Morteiro 60mm comando M6CO Morteiro 81mm M81 Morteiro 107mm M107 Granada de mão GRM Granada de bocal GRB Mina MN Equipamento rádio portátil RDP Equipamento de Visão Noturna EVN Rede de camuflagem RDC Rede de selva RDS Fio telefônico FIO Bobina de fio telefônico BOB Material de sapa SAPA Binóculos BIN Luneta LUN Máscara contra gases GAS
  • 237.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -L-5 - ORIGINAL Detetor de minas DTC
  • 238.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -M-1 - ORIGINAL ANEXO M MODELO DE RELATÓRIO DE CONTATO FÍSICO COM INIMIGO ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECONTAB BIPT ALFA - LOCAL ONDE OCORREU O CONTATO (Informar o local em coordenadas retangulares decamétricas) BRAVO - DATA-HORA DO CONTATO (Informar o momento do contato) CHARLIE - EFETIVO E NATUREZA DO INIMIGO (Informar o efetivo do inimigo que realizou o contato e sua natureza) DELTA - TIPO DE CONTATO (Informar o tipo de ação desenvolvida pelo inimigo no contato) ECHO - BAIXAS (Informar o quantitativo de baixas amigas e, se possível, inimigas) FOXTROT - PERDA DE MATERIAL (Informar o tipo de material danificado ou extraviado) GOLF - CONDIÇÕES PARA PROSSEGUIR NO CUMPRIMENTO DA TAREFA (Confirmar ou negar essa informação) HOTEL - NECESSIDADE DE REABASTECIMENTO (Informar o quantitativo e tipo de material necessário à equipe) INDIA - LOCAL DESEJADO PARA O REABASTECIMENTO (Informar, por código de posição, um local seguro para o reabastecimento) JULIET - DATA-HORA DESEJADA PARA O REABASTECIMENTO (Informar o momento desejado para o reabastecimento) KILO - SITUAÇÃO DO INIMIGO NO MOMENTO DA EXPEDIÇÃO DESSE RELATÓRIO (Informar a ação realizada pelo inimigo neste momento) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 239.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -M-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) LOCAL ONDE OCORREU O CONTATO B) DATA-HORA DO CONTATO C) EFETIVO E NATUREZA DO INIMIGO Blindados BLD Tropa de infantaria IFN Tropa de operações especiais ESP Tropa mecanizada MEC Não Identificados NID D) TIPO DE CONTATO Emboscada BEM Engajamento superficial a curta distância seguido de retraimento para local seguro ENGS Engajamento cerrado com impossibilidade de romper o contato ECC Fogos de armas automáticas a longa distância FAA Fogos de morteiro FMT Fogos de artilharia FART E) BAIXAS Amigas (confirmadas) A Inimigas (confirmadas) I F) PERDA DE MATERIAL Armamento AT Munição MUN Explosivo EXP Viatura VTR Optico/Eletrônico EVN Material de Comunicações COM G) CONDIÇÕES PARA PROSSEGUIR NO CUMPRIMENTO DA TAREFA
  • 240.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -M-3 - ORIGINAL Sim Sim Não Não H) NECESSIDADE DE REABASTECIMENTO CLASSE I Água AG Ração R2 CLASSE II/IV Eqpto rádio para operar em faixa de HF HF Eqpto rádio para operar em faixa de VHF VHF Eqpto rádio para operar em faixa de UHF UHF Transmissor de dados em HF TMDH Transmissor de dados em VHF TMDV Bateria para eqpto rádio que opera em faixa HF BHF Bateria para eqpto rádio que opera em faixa VHF BVH Bateria para eqpto rádio que opera em faixa UHF BAU Bateria para transmissor de dados BTM CLASSE III Álcool (em litros) ALL Diesel (em litros) DSL Gasolina (em litros) GSL Óleo 2 tempos ODT CLASSE V Acendedor hidráulico AH Acionador de pressão ACP Acionador de descompressão ACD Acionador de tração ACT Acionador de liberação ACL Bolsa de demolição BSD Bolsa de primeiros socorros c/material B1S Cartucho 7,62 mm comum C762 Cartucho 7,62 mm traçante T762 Cartucho 7,62 mm p/lançamento de Gr. de bocal L762 Cartucho 7,62 mm para emprego de Sniper S762
  • 241.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -M-4 - ORIGINAL Cartucho 9 mm comum CNOV Cartucho 9 mm Glaser GNOV Cartucho 5,56 mm comum C556 Cartucho 5,56 mm traçante T556 Cartucho 18,6 mm C12 Cordel detonante CD Composto C4 C4 Estopim EPIM Espoleta comum EPL Espoleta elétrica ELET Granada AE 81 mm GAE81 Granada FUM 81 mm GF81 Granada iluminativa 81 mm GI81 Granada AE 60 mm GAE60 Granada FUM 60 mm GF60 Granada iluminativa 60 mm GI60 Granada de bocal anticarro GBAC Granada de bocal antipessoal GBAP Granada de mão ofensiva GMOF Granada de mão defensiva GMDF Granada de mão incendiária GINC Granada de mão lacrimogênia GLAC Granada de mão fumígena GFUM Granada de mão de luz e som GLUZ Mina "Claymore" CLAY Petardo de TNT TNT Rojão AE 88,9 mm RAE Rojão FUM 88,9 mm RFUM I) LOCAL DESEJADO PARA O REABASTECIMENTO J) DATA-HORA DESEJADA PARA O REABASTECIMENTO K) SITUAÇÃO DO INIMIGO NO MOMENTO DA EXPEDIÇÃO DESTE RELATÓRIO Mantém suas atuais posições NOW Iniciando perseguição PRS
  • 242.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -M-5 - ORIGINAL Rompeu o contato e desloca-se para Norte N Rompeu o contato e desloca-se para Sul S Rompeu o contato e desloca-se para Leste E Rompeu o contato e desloca-se para Oeste W Rompeu o contato e desloca-se para Nordeste NE Rompeu o contato e desloca-se para Sudoeste SE Rompeu o contato e desloca-se para Noroeste NW Rompeu o contato e desloca-se para Sudoeste SW Destino ignorado DIG Estacionado - disperso no terreno 1 Estacionado - em ZReu 2 Iniciando trabalhos de OT OT
  • 243.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -N-1 - ORIGINAL ANEXO N MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PONTE ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON PONTE BITP ALFA - LOCALIZAÇÃO DA PONTE (Informar o local de acordo com o código de posição) BRAVO - DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término) CHARLIE - TIPO DO MATERIAL DOS PILARES (Informar o tipo de material predominante dos pilares DELTA - TIPO DE MATERIAL DAS VIGAS (Informar o tipo de material predominante nas vigas) ECHO - TIPO DE MATERIAL E ESPESSURA DO TABULEIRO (Informar o tipo de material predominante do tabuleiro e sua espessura em cm) FOXTROT - TIPO DE PONTE (Informar uma característica que facilite a identificação da ponte) GOLF - COMPRIMENTO TOTAL DA PONTE (Informar comprimento de margem a margem da ponte, em m) HOTEL - LARGURA TOTAL DA PONTE (Informar a largura total da ponte em metros) INDIA - LARGURA DA PISTA DE ROLAMENTO (Informar a largura da pista de rolamento em metros) JULIET - NÚMERO E COMPRIMENTO DOS VÃOS (Informar o número de vãos e seu comprimento em metros) KILO - ALTURA ACIMA D`ÁGUA (Informar a altura acima d`água no momento do reconhecimento, em metros) LIMA - NÚMERO DE VIGAS (Informar n° de vigas e seu posicionamento sob a ponte) MIKE - CAPACIDADE APROXIMADA (Informar, se possível, a capacidade em toneladas ou o tipo de viatura mais pesada que tenha passado sobrea ponte sem danificá-la) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR/HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 244.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -N-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) LOCALIZAÇÃO DA PONTE Informar de acordo com o código de posição. B) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO Informar o dia, hora local, fuso horário e mês do término do reconhecimento. C) TIPO DE MATERIAL DOS PILARES Aço A Alvenaria ou pedra ALV Concreto CNC Madeira MAD Ponte sem pilares SP D) TIPO DE MATERIAL DAS VIGAS Aço A Alvenaria ou pedra ALV Concreto CNC Madeira MAD Metálica MET Ponte sem vigas SVG E) TIPO DE MATERIAL E ESPESSURA DO TABULEIRO Informar a letra código seguida da espessura em centímetro Aço A Pedra PDR Concreto CNC Madeira MAD F) TIPO DE PONTE Em arco 1 Equipagem (pontões) 2
  • 245.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -N-3 - ORIGINAL Lage 3 Treliça 4 Tipo "mata-burro" 5 Vigas metálicas com "T" de concreto ou madeira 6 G) LARGURA TOTAL DA PONTE H) LARGURA DA PISTA DE ROLAMENTO I) NÚMERO E COMPRIMENTO DOS VÃOS J) ALTURA ACIMA D'ÁGUA K) COMPRIMENTO TOTAL DA PONTE L) NÚMERO DE VIGAS Informar o número de vigas, seguido do código abaixo: Vigas dispostas no sentido do comprimento da ponte C Vigas dispostas no sentido da largura da ponte L M) CAPACIDADE APROXIMADA Viatura leve sobre roda VTL Viatura média sobre roda VTM Viatura pesada sobre roda VTP Viatura blindada para transporte de pessoal VBTP Trator TRAT Carro de combate CC Não observado NO
  • 246.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -O-1 - ORIGINAL ANEXO O MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ESTRADA ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON ESTRADA BIPT ALFA - LOCALIZAÇÃO DO ÍNICIO DO TRECHO RECONHECIDO (Informar o local de acordo com o código de posição) BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO TÉRMNO DO TRECHO RECONHECIDO (Informar o local de acordo com o código de posição) CHARLIE - DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO DELTA - CONDIÇÕES DE TRÂNSITO (Informar as condições de trânsito quanto às condições meteorológicas) ECHO - TIPO DE TERRENO PREDOMINANTE (Informar o tipo de terreno predominante no trecho reconhecido) FOXTROT - LARGURA DA PISTA (Informar a largura da pista em metros) GOLF - TIPO DE REVESTIMENTO (Informar o tipo de material que forma a pista de rolamento da estrada) HOTEL - RESTRIÇÕES AO TRÂNSITO (Informar a natureza da restrição, sua localização, suas dimensões e a possibilidade de desbordamento de cada restrição) INDIA - CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS (Informar as condições para o trânsito em situações meteorológicas adversas) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 247.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -O-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) LOCALIZAÇÃO DO INÍCIO DO TRECHO RECONHECIDO B) LOCALIZAÇÃO DO TÉRMINO DO TRECHO RECONHECIDO C) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO D) CONDIÇÕES DE TRÂNSITO Com qualquer condição de tempo X Com dificuldades após período de chuvas prolongado Y Precárias com qualquer tempo Z E) TIPO DE TERRENO PREDOMINANTE Terreno plano A Terreno movimentado B Terreno montanhoso C Terreno alagado D F) LARGURA DA PISTA Informar a menor largura da pista em metros. G) TIPO DE REVESTIMENTO Asfalto K Tratamento superficial sobre o solo natural ou solo estabilizado NB Revestimento betuminoso sobre paralelepípedos PB Paralelepípedos ou pedras irregulares P Pedregulho L Terra "batida" N H) RESTRIÇÕES AO TRÂNSITO Informar os dados a seguir, em seqüência: - natureza da restrição Drenagem deficiente (valetas e bueiros entupidos ou em más condições) A Leito inconsistente (material instável, facilmente deslocável) B
  • 248.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -O-3 - ORIGINAL Revestimento irregular (buraco) C Superestrutura que restringe a passagem de viaturas altas D Curvas fechadas (raios de curvatura menores que 30 metros E Rampas íngremes (7% ou maiores) F Ponte de baixa capacidade (enviar o RECON PONTE) G - local da restrição Informar o local de acordo com o código de posição. - características Altura (em metros, somente para superestrutura) H Largura (em metros) I Raio de curvatura (em metros, somente para curvas fechadas) J Declividade em % (somente para rampas íngremes) L - tipo de desvio Desvio fácil (contorno local sem esforço de engenharia) P Desvio difícil (possível após esforço de engenharia) Q Inexistência de desvio nas proximidades R I) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS 1) COM NEVE A letra código deve ser seguida da profundidade da neve, em centímetros.Não é obstáculo para viatura sobre rodas A Movimento difícil para veículo sobre rodas (alguma limpeza ou preparação da estrada deve ser feita) B Movimento impossível para viatura sobre rodas C 2) COM INUNDAÇÃO A letra código deve ser seguida da profundidade da lâmina d'água sobre a estrada. Não é obstáculo para viatura sobre rodas D Movimento difícil para veículo sobre rodas E Necessidade de equipamento para transposição de vau F Movimento impossível para viatura sobre rodas G 3) Para o caso de não haver ocorrência de neve sobre o solo ou inundações , informar o código NC.
  • 249.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -P-1 - ORIGINAL ANEXO P MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE LOCAL PARA TRAVESSIA DE CURSO D`ÁGUA ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON VAU BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO BRAVO - LOCALIZAÇÃO DA PASSAGEM (Informar o local de acordo com o código de posição, da passagem sobre o curso d’água) CHARLIE - TIPO DE TRÂNSITO (Informar o tipo de trânsito possível para a passagem reconhecida) DELTA - LARGURA DA PASSAGEM (Informar em metros) ECHO - PROFUNDIDADE (Informar a profundidade máxima da passagem, em centímetros) FOXTROT - VELOCIDADE DA CORRENTEZA (Informar a velocidade do curso d’água, em nós) GOLF - COMPOSIÇÃO DO FUNDO (Informar o tipo de material que forma o fundo) HOTEL - DECLIVIDADE DA MARGEM DIREITA DA PASSAGEM (Informar a declividade do acesso ao curso d’água pela margem direita) INDIA - DECLIVIDADE DA MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM (Informar a declividade do acesso ao curso d’ água pela margem esquerda) JULIET - COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM DIREITA DA PASSAGEM (Informar o tipo de revestimento do solo da margem direita da passagem) KILO - COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM ESQUERDA DA PASSA-GEM (Informar o tipo de revestimento do solo da margem esquerda da passagem) = = = = = = = = = = = = = = = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 250.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -P-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) LOCALIZAÇÃO DA PASSAGEM C) TIPO DE TRÂNSITO Tropa a pé TRP Viatura sobre roda VTR Viatura sobre lagarta VTL Com vau para todo tipo de travessia TTT Sem vau (águas profundas) SV D) LARGURA DA PASSAGEM E) PROFUNDIDADE F) VELOCIDADE DA CORRENTEZA G) COMPOSIÇÃO DO FUNDO Lama L Argila B Areia A Pedregulho P Terra T Rocha R Pavimentação artificial (canal) Z H) DECLIVIDADE DA MARGEM DIREITA DA PASSAGEM Informar em percentual (%) I) DECLIVIDADE DA MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM Informar em percentual (%) J) COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM DIREITA DA PASSAGEM Lama L Argila B
  • 251.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -P-3 - ORIGINAL Areia A Pedregulho P Terra T Rocha R K) COMPOSIÇÃO DO ACESSO À MARGEM ESQUERDA DA PASSAGEM Lama L Argila B Areia A Pedregulho P Terra T Rocha R
  • 252.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -Q-1 - ORIGINAL ANEXO Q MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE DESEMBARQUE ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Iindicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON ZDbq BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término do reconhecimento) BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO CENTRO DA Zdbq (Informar a posição do centro da Zdbq de acordo com o código de posição) CHARLIE - DIREÇÃO DO EIXO MAIOR DA Zdbq (Informar o azimute magnético do eixo maior da Zdbq) DELTA - NÚMERO DE Pdbq (Informar o número de Pdbq de acordo com as dimensões necessárias ao pouso de He) ECHO - TIPO DE DESEMBARQUE MAIS SEGURO PARA A TROPA E AERONAVE FOXTROT - COBERTURA PREDOMINANTE DO SOLO GOLF - VENTO PREDOMINANTE NA Zdbq (Informar o vento predominante na Zdbq em direção e intensidade) HOTEL - ALTURA E DISTÂNCIA, DO OBSTÁCULO MAIS PRÓXIMO AO CENTRO DA ZDbq, NO EIXO DE APROXIMAÇÃO DA AERONAVE INDIA - COBERTURA DE NUVENS (Informar as condições de nebulosidade ao término do reconhecimento) JULIET - RESTRIÇÃO AO MOVIMENTO DE TROPAS (Informar o grau de restrição para o rápido desdobramento das tropas que desembarcam) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 253.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -Q-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) LOCALIZAÇÃO DO CENTRO DA ZDbq C) DIREÇÃO DO EIXO MAIOR DA ZDbq Informar qualquer um dos dois azimutes magnéticos que formam a direção do eixo maior da ZDbq D) NÚMERO DE PONTOS DE DESEMBARQUE Especificar com o numeral antes do código abaixo: Tamanho grande (UH-14 e SH3-D) SH SH Tamanho pequeno (UH-12 e UH-13) ESQES Q E) TIPO DE DESEMBARQUE MAIS SEGURO PARA TROPA E AERO- NAVE Aterragem 1 Penca / "Fast Rope" / "Rappel" 2 Salto com a aeronave em vôo pairado 3 F) COBERTURA PREDOMINANTE DO SOLO Areia A Grama B Macega rala C Neve D Gelo E Pântano F G) VENTO PREDOMINANTE NA ZDbq Informar a direção de origem do vento, em azimute magnético, seguido de sua velocidade em nós, no momento do término do reconhecimento. H) ALTURA E DISTÂNCIA DO OBSTÁCULO MAIS PRÓXIMO AO CENTRO DA ZDbq, NO EIXO DE APROXIMAÇÃO DA AERONAVE Informar ambas em metros.
  • 254.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -Q-3 - ORIGINAL I) COBERTURA DE NUVENS Informar em numeral de 1 a 8, que representam uma escala crescente da quantidade de nuvens no céu, na região da ZDbq. Para exemplificar, o céu totalmente encoberto de nuvens é considerado oito oitavos. Desta forma, no texto da mensagem, este item será 8. J) RESTRIÇÕES AO MOVIMENTO DE TROPAS Progressão difícil e lenta 1 Moderada 2 Sem restrições 3
  • 255.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -R-1 - ORIGINAL ANEXO R MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE TÚNEL ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON TÚNEL BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término do reconhecimento) BRAVO - LOCALIZAÇÃO DO TÚNEL (Informar a posição do túnel de acordo com o código de posição) CHARLIE - LARGURA DA PISTA (Informar a largura da pista de rolamento) DELTA - NÚMERO DE VIAS (Informar o número de vias existentes na pista de rolamento) ECHO - DIMENSÃO LIVRE VERTICAL (Informar a altura máxima para permitir a passagem pelo túnel) FOXTROT - DIMENSÃO LIVRE HORIZONTAL (Informar a largura máxima para permitir a passagem pelo túnel) GOLF - TIPO DO TÚNEL (Informar o meio de transporte predominante, para o qual foi constituído) HOTEL - MATERIAL DO REVESTIMENTO INTERNO (Informar o revestimento da parte superior interna do túnel) INDIA - CONDIÇÕES DE USO DO TÚNEL (Informar as condições para o trânsito seguro através do túnel) JULIET - EXISTÊNCIA DE ITINERÁRIO ALTERNATIVO (Informar a possibilidade de desdobramento do túnel) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 256.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -R-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) LOCALIZAÇÃO DO TÚNEL C) LARGURA DA PISTA D) NÚMERO DE VIAS E) DIMENSÃO LIVRE VERTICAL F) DIMENSÃO LIVRE HORIZONTAL G) TIPO DO TÚNEL Rodoviário 1 Ferroviário 2 H) MATERIAL DO REVESTIMENTO INTERNO Aço A Concreto K Rocha natural P Madeira H I) CONDIÇÕES DE USO DO TÚNEL Não destruído (sem restrições para o tráfego, a não ser por suas dimen- sões) A Armadilhado (não está destruído, porém foram observadas armadilha) B Pouco destruído (permite acesso para tropa, porém com restrições para Vtr) C Destruído (não é seguro para tráfego de pessoal e viatura; exigirá esforço de engenharia, porém não é necessário reconstruir um túnel em outro local) D Bastante destruído E J) EXISTÊNCIA DE ITINERÁRIO ALTERNATIVO Sim S
  • 257.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -R-3 - ORIGINAL Não N
  • 258.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -S-1 - ORIGINAL ANEXO S MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE OBSTÁCULO ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON OBT BIPT ALFA - LOCALIZAÇÃO DO OBSTÁCULO (Informar a posição do obstáculo) BRAVO - DATA HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término do reconhecimento) CHARLIE - NATUREZA DO OBSTÁCULO (Informar o tipo de obstáculo observado) DELTA - DIMENSÕES (Informar as dimensões do obstáculo) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 259.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -S-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A localização será indicada por meio de código de posição. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) LOCALIZAÇÃO DO OBSTÁCULO B) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO C) NATUREZA DO OBSTÁCULO Campo de minas (não identificado o emprego) MIN Campo de minas misto MIS Campo de minas AC MAC Campo de minas AP MAP Minas flutuantes MFL Concertinas CON Espirais de arame AES Cavalo de frisa CAF Rede de arame farpado RAF Crateras CRA Abatises ABT Área inundada ARI Fosso anticarro FAC Curso d`água CUR Pântano PAN Estacas EST Banco de areia BCA Pedra isolada PEI Área armadilhada ARM D) DIMENSÕES Informar a dimensão, em metros, seguida da letra código correspondente. Altura A
  • 260.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -S-3 - ORIGINAL Profundidade P Frente F Comprimento C Diâmetro D
  • 261.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -T-1 - ORIGINAL ANEXO T MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ARREBENTAÇÃO ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO SUROB BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término do reconhecimento) BRAVO - MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS (Informar a média de altura das ondas, tomando-se para o cálculo 1/3 das maiores ondas) CHARLIE - ALTURA DA MAIOR ONDA (Informar a altura da maior onda observada) DELTA - PERÍODO DE ONDAS (Informar o tempo médio existente entre a arrebentação das ondas) ECHO - NÚMERO DE ONDAS POR TIPO (Informar o número de ondas mergulhantes, derramantes e deslizantes) FOXTROT - ÂNGULO ENTRE A ARREBENTAÇÃO E A COSTA (Informar este ângulo visto do mar para praias, em graus para esquerda ou direita) GOLF - VELOC / DIREÇÃO DA CORRENTE LITORÂNEA (Informar esses dados da corrente litorânea, visto do mar para praia) HOTEL - NÚMERO DE LINHAS DE ARREBENTAÇÃO / COMPRIMENTO DA ZONA DE ARREBENTAÇÃO (Informar o número de linhas de arrebentação e o comprimento da primeira à última) INDIA - DIREÇÃO E INTENSIDADE DO VENTO (Informar a direção da origem do vento e sua velocidade) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 262.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -T-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) MÉDIA DE ALTURA DAS ONDAS C) ALTURA DA MAIOR ONDA Informar em metros D) PERÍODO DE ONDAS Informar em segundos o intervalo médio decorrido entre a arrebentação das ondas. E) NÚMERO DE ONDAS POR TIPO Derramante A Mergulhante B Deslizante C F) ÂNGULO ENTRE A ARREBENTAÇÃO E A COSTA Arrebentação para direita (do mar p/ praia) D Arrebentação para esquerda (do mar p/ praia) E G) VELOC/DIREÇÃO DA CORRENTE LITORÂNEA Informar a velocidade da corrente litorânea em nós. Informar a direção (visto do mar para praia) conforme o código abaixo: Movimento da corrente para direita D Movimento da corrente para esquerda E Sem movimento aparente N H) NÚMERO DE LINHAS DE ARREBENTAÇÃO/COMPRIMENTO DA ZONA DE ARREBENTAÇÃO Informar o número de linhas e o comprimento da zona de arrebentação em metros. I) DIREÇÃO E INTENSIDADE DO VENTO Informar a direção em graus magnéticos e a intensidade do vento em nós.
  • 263.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -U-1 - ORIGINAL ANEXO U MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE PRAIA ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON PRAIA BIPT ALFA - NOME DA PRAIA E LOCALIZAÇÃO (Informar o nome código da praia e a região ou quadrícula a que pertence) BRAVO - CARTA DE REFERÊNCIA (Informar o nome da carta da qual consta a praia) CHARLIE - COORDENADAS DA PRAIA (Informar as coordenadas dos flancos da praia) DELTA - EQUIPE QUE CONDUZIU O RECONHECIMENTO (Informar o nome código da equipe que conduziu o reconhecimento) ECHO - DATA-HORA DO INÍCIO E TÉRMINO DO RECONHECIMENTO FOXTROT - NÚMERO DA LINHA DE SONDAGEM E MARCAÇÃO A PARTIR DO MAR (Informar uma linha de sondagem e seu azimute magnético a partir do mar) GOLF - TRANSITABILIDADE (Informar as condições para o trânsito de viaturas sobre rodas e lagartas HOTEL - GRADIENTE DA PRAIA BATIDA (Informar a declividade da praia batida) INDIA - CORRENTE LITORÂNEA (Informar a direção e velocidade da corrente litorânea) JULIET - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS NA ÁGUA KILO - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE BÓIAS LIMA - DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS EM TERRA MIKE - CROQUI DA PRAIA COMO SE SEGUE (Informar as sondagens levantadas por linha de sondagem) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 264.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -U-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) NOME DA PRAIA E LOCALIZAÇÃO B) CARTA DE REFERÊNCIA C) COORDENADAS DA PRAIA Informar, preferencialmente em coordenadas geográficas (LAT/LONG) Flanco direito FD Flanco esquerdo FE D) EQUIPE QUE CONDUZIU O RECONHECIMENTO E) DATA-HORA DO INÍCIO E TÉRMINO DO RECONHECIMENTO F) NÚMERO DE LINHA DE SONDAGEM E MARCAÇÃO A PARTIR DO MAR G) TRANSITABILIDADE 1 - Para viatura/reboque de 2 rodas (Sim ou Não) S/N 2 - Para viatura de 4 rodas (Sim ou Não) S/N 3 - Para viatura sobre lagarta (Sim ou Não) S/N H) GRADIENTE DA PRAIA BATIDA Informar a declividade da praia batida em percentual I) CORRENTE LITORÂNCIA 1 - Direção para onde flui (em graus magnéticos) 2 - Intensidade em nós J) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS NA ÁGUA Após a descrição, informar a localização utilizando-se o mesmo código a ser empregado para transmissão do croqui (linha de sondagem-LN e distância da praia - de 20 em 20 metros) Pedra PD Banco de areia BA Casco soçobrado CS Alto fundo AF K) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE BÓIAS
  • 265.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -U-3 - ORIGINAL Após a descrição, informar a localização utilizando-se o mesmo código a ser empregado para transmissão do croqui (linha de sondagem-LN e distância da praia - de 20 em 20 metros) Bóia luminosa L Bóia verde VD Bóia encarnada VM L) DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS EM TERRA Após o uso do código abaixo, informar a localização em coordenadas retangulares decamétricas. Campo de Minas (não identificado o emprego) MIN Campo de minas misto MIS Campo de minas AC MAC Campo de minas AP MAP Concertinas CON Espirais de arame AES Cavalo de frisa CAF Rede de arame farpado RAF Crateras CRA Abatizes ABT Área inundada ARI Fosso anticarro FAC Curso d`água CUR Pântano PAN Estacas EST Área armadilhada ARM M) CROQUI DA PRAIA COMO SE SEGUE Informar o nome código da praia seguido dos seguintes itens: FLANCO DIREITO LN A B C D E F G H I J ... 01 x x x x x x x x x x ... 02 x x x x x x x x x x ... 03 x x x x x x x x x x ...
  • 266.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -U-4 - ORIGINAL 04 x x x x x x x x x x ... FLANCO ESQUERDO Informar tantas letras em "LN" quantas tenham sido as sondagens em cada linha de sondagem. Informar tantas Linhas de Sondagem (LN) quanto tenham sido empregadas para a realização do reconhecimento da praia. Informar em cada "x" a sondagem em metros, respectiva aos incrementos de 20 metros de cada Linha de Sondagem. Utilize a legenda abaixo para confecção do croqui da praia. X Linha Base M Linha de Maré Cheia / Distância de 20 metros LN Número de seqüência da linha de sondagem # Profundidade maior que 7 metros V Vegetação R Estrada, rodovia A Acesso, saída de praia C Construções E Explosivos
  • 267.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -V-1 - ORIGINAL ANEXO V MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE LANÇAMENTO ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON ZL BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término) BRAVO - COORDENADAS DO CENTRO DA ZL (Informar o local de acordo com o código de posição) CHARLIE - TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO (Informar o tipo de cobertura existente na ZL) DELTA - COMPRIMENTO DA ZL (Informar o comprimento) ECHO - LARGURA DA ZL (Informar a largura) FOXTROT - NÚMERO DE HOMENS POR PORTA (NHP) (Informar o número máximo de saltadores por porta a cada passagem) GOLF - ALTITUDE DA ZL (Informar a altitude da ZL em relação ao nível do mar) HOTEL - MELHOR EIXO DE ENTRADA DA AERONAVE (Informar os azimutes que definem a direção do melhor eixo de entrada) INDIA - CORRIDA PARA ZL (Informar, para cada ponto notável, o tempo que resta para aeronave atingir o limite anterior da ZL) JULIET - COORDENADAS DOS CENTROS DAS Zreu APÓS A ATERRAGEM (Informar os locais de acordo com o código de posição) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 268.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -V-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) COORDENADAS DO CENTRO DA ZL C) TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO Areia A Grama B Macega C Neve D Pântano E D) COMPRIMENTO DA ZL Informar em metros. E) LARGURA DA ZL Informar em metros F) NÚMERO DE HOMENS POR PORTA (NHP) Informar o numeral decorrente do cálculo efetuado para o NHP. G) ALTITUDE DA ZL Informar, preferencialmente, em pés. H) MELHOR EIXO DE ENTRADA DA AERONAVE Informar em azimutes magnéticos. I) CORRIDA PARA ZL Informar, inicialmente o ponto notável seguido do tempo (em segundos) que a aeronave levará deste ponte até o limite anterior da ZL. J) COORDENADAS DOS CENTROS DAS ZReu APÓS A ATERRAGEM Informar de acordo com o código de posição.
  • 269.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -X-1 - ORIGINAL ANEXO X MODELO DE RELATÓRIO DE RECONHECIMENTO DE ZONA DE ATERRAGEM ___________________________________________________________________ ESTAÇÃO PREC SIGILO CANAL DATA RUB DT DO: (Indicativo fonia do elemento de reconhecimento expedidor) AO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de ação) INFO: (Indicativo (s) fonia do (s) endereçado (s) de informação) TEXTO RECON Z Ater BIPT ALFA - DATA -HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO (Informar o momento do término) BRAVO - COORDENADAS DO CENTRO DA Z Ater (Informar o local de acordo com o código de posição) CHARLIE - TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO (Informar o tipo de cobertura existente na Z Ater) DELTA - COMPRIMENTO DA PISTA ECHO - LARGURA DA PISTA FOXTROT - ALTITUDE DA Z Ater (Informar a altitude em relação ao nível do mar) GOLF - EIXO DE POUSO E DECOLAGEM (Informar os azimutes que definem a direção do melhor eixo de pouso) HOTEL - ROTA DE APROXIMAÇÃO FINAL (Informar, para cada ponto notável, o tempo que resta pra aeronave atingir o limite anterior da Z Ater) INDIA - OBSTÁCULOS NUM RAIO DE 8 KM (Informar os obstáculos naturais à aproximação da aeronave através dos pontos cardeais e colaterais) = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =BT NR ORDEM HR TR / HR MÊS TR POR RECEBEDOR ___________________________________________________________________ INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO
  • 270.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -X-2 - ORIGINAL Os itens constantes deste modelo são preenchidos com códigos estabelecidos para cada operação ou em POP. A título de exemplo, são listados a seguir alguns códigos que visam, principalmente, facilitar o entendimento do exemplo apresentado no artigo 4.19 - RELATÓRIOS PADRONIZADOS DE RECONHECIMENTO. A) DATA-HORA DO TÉRMINO DO RECONHECIMENTO B) COORDENADAS DO CENTRO DA Z Ater C) TIPO DE REVESTIMENTO DO SOLO Terra batida TB Grama B Macega rala C Asfalto AF D) COMPRIMENTO DA PISTA Informar em metros. E) LARGURA DA PISTA Informar em metros. F) ALTITUDE DA Z Ater Informar, preferencialmente, em pés. G) EIXO DE POUSO E DECOLAGEM Informar em azimutes magnéticos. H) ROTA DE APROXIMAÇÃO FINAL Informar, inicialmente o ponto notável seguido do tempo (em segundos) que a aeronave levará deste ponto até o limite anterior da pista. I) OBSTÁCULOS NUM RAIO DE 8 Km Rede de alta tensão AT Elevações isoladas ELV Área edificada EDF Obstáculo situado ao Norte da pista 1 Obstáculo situado a Leste da pista 2 Obstáculo situado a Oeste da pista 3 Obstáculo situado ao Sul da pista 4 Obstáculo situado a Nordeste da pista 5 Obstáculo situado a Sudeste da pista 6
  • 271.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -X-3 - ORIGINAL Obstáculo situado a Noroeste da pista 7 Obstáculo situado a Sudoeste da pista 8
  • 272.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -Z-1 - ORIGINAL ANEXO Z LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS AAR - Área de Ação de Reconhecimento AC - Anticarro ADA - Área de Defesa Avançada AOA - Área do Objetivo Anfíbio Aop - Área de Operações AR - Auto-rebocada ARC - Área de Reunião Clandestina Art - Artilharia BP - Base de Patrulha CC - Carro de Combate CCZDbq - Centro de Controle da Zona de Desembarque CiaReconAnf - Companhia de Reconhecimento Anfíbio CiaReconTer - Companhia de Reconhecimento Terrestre ComForDbq - Comandante da Força de Desembarque ComForTarAnf - Comandante da Força Tarefa Anfíbia DZDbq - Destacamento de Zona de Desembarque EIOF - Equipe Inicial de Orientação Final ElmRecon - Elemento de Reconhecimento EqRecon - Equipe de Reconhecimento FCVN - Fim do Crepúsculo Vespertino Náutico FlDir - Flanco Direito FlEsq - Flanco Esquerdo ForDbq - Força de Desembarque GptOpFuzNav - Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais GRUMEC - Grupo de Mergulhadores de Combate HAHO - "High Altitude High Openning" HALO - "Higt Altitude Low Openning" He - Helicóptero HF - "High Frequency" IAA - Indicador de Ângulo de Aproximação
  • 273.
    OSTENSIVO CGCFN-1-4 OSTENSIVO -Z-2 - ORIGINAL ICMN - Início do Crepúsculo Matutino Náutico LocDbq - Local de Desembarque MEC - Mergulhador de Combate MNT - Movimento Navio-para-Terra Obt - Obstáculo OpAnf - Operação Anfíbia PI - Ponto Inicial POP - Procedimento Operativo Padronizado PRC - Ponto de Referência das Comunicações PRF - Ponto de Reunião Final PRI - Ponto de Reunião de Itinerário PRO - Ponto de Reunião do Objetivo Pdbq - Ponto de Desembarque PV - Posto de Vigilância QBN - Química, Bacteriológica e Nuclear Recon - Reconhecimento SLOp - Salto Livre Operacional SUROB - "Surf Observation" TAI - Técnica de Ação Imediata UHF - "Ultra High Frequency" VAPI - "Visual Approach Path Indicator" VBTP - Viatura Blindada para Transporte de Pessoal VHF - "Very High Frequency" Zreu - Zona de Reunião Zaç - Zona de Ação Z Ater - Zona de Aterragem Zdbq - Zona de Desembarque ZL - Zona de Lançamento ZRT - Zona de Responsabilidade Tática ZPH - Zona de Pouso de Helicóptero