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CGCFN-1004

OSTENSIVO

MANUAL DO COMBATENTE ANFÍBIO

MARINHA DO BRASIL

COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008
OSTENSIVO

CGCFN-1004

MANUAL DO COMBATENTE ANFÍBIO

MARINHA DO BRASIL
COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008

FINALIDADE: BÁSICA

1ª Edição
OSTENSIVO

CGCFN-1004

ATO DE APROVAÇÃO

APROVO, para emprego na MB, a publicação CGCFN-1004 - MANUAL DO
COMBATENTE ANFÍBIO.

RIO DE JANEIRO, RJ.
Em 12 de novembro de 2008.

ALVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO
Almirante-de-Esquadra (FN)
Comandante-Geral
ASSINADO DIGITALMENTE

AUTENTICADO
PELO ORC

RUBRICA

Em_____/_____/_____

CARIMBO

OSTENSIVO

- II -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004
ÍNDICE
PÁGINAS

Folha de Rosto ........................................................................................................

I

Ato de Aprovação ...................................................................................................

II

Índice.......................................................................................................................

III

Introdução ...............................................................................................................

IX

CAPÍTULO 1 - ORGANIZAÇÃO
1.1 - Generalidades .................................................................................................

1-1

1.2 - Força de Fuzileiros da Esquadra.....................................................................

1-1

1.3 - Divisão Anfíbia (DivAnf)...............................................................................

1-1

1.4 - Tropa de Reforço (TrRef) ...............................................................................

1-6

1.5 - Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav) .

1-9

1.6 - Comando da Tropa de Desembarque (CmdoTrDbq)......................................

1-10

1.7 - Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti (BFNRM) ......................................

1-10

1.8 - Fuzileiros Navais nos Distritos Navais...........................................................

1-11

1.9 - Batalhão de Operações Ribeirinhas ................................................................

1-12

CAPÍTULO 2 - CARACTERÍSTICAS DE UMA ÁREA DE OPERAÇÕES
2.1 - Generalidades .................................................................................................

2-1

2.2 - Aspectos militares do terreno .........................................................................

2-2

2.3 - Condições climáticas, meteorológicas e aspectos astronômicos ....................

2-31

2.4 - Influência do terreno e das condições climáticas e meteorológicas nas
operações militares ........................................................................................

2-41

CAPÍTULO 3 - TÉCNICAS INDIVIDUAIS DE COMBATE
3.1 - Generalidades .................................................................................................

3-1

3.2 - Utilização do terreno no combate diurno e noturno .......................................

3-1

3.3 - Utilização do terreno para observar................................................................

3-25

3.4 - Utilização do terreno para atirar .....................................................................

3-33

3.5 - Camuflagem....................................................................................................

3-37

3.6 - Confecção de croquis, calcos e relatórios.......................................................

3-43

CAPÍTULO 4 - OPERAÇÕES ANFÍBIAS
4.1 - Generalidades .................................................................................................

4-1

4.2 - Modalidades de operações anfíbias ................................................................

4-1

4.3 - Propósitos das operações anfíbias ..................................................................

4-2

OSTENSIVO

- III -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

4.4 - Fases das operações anfíbias...........................................................................

4-2

4.5 - MNT por superfície e por helicópteros ...........................................................

4-4

4.6 - Desembarque dos elementos de assalto ..........................................................

4-6

4.7 - Ações em terra.................................................................................................

4-7

4.8 - Grupo de Combate e Esquadra de Tiro na fase do embarque .........................

4-7

4.9 - Grupo de Combate e Esquadra de Tiro na fase da travessia ...........................

4-8

4.10 - Grupo de Combate e Esquadra de Tiro na fase do assalto............................

4-9

4.11 - Execução do assalto pelo PelFuzNav............................................................

4-30

4.12 - Apoio de fogo................................................................................................

4-33

CAPÍTULO 5 - OPERAÇÕES TERRESTRES
5.1 - Generalidades..................................................................................................

5-1

5.2 - Operações ofensivas........................................................................................

5-1

5.3 - Operações ofensivas sob condições de visibilidade reduzida .........................

5-12

5.4 - Operações ofensivas em condições especiais .................................................

5-12

5.5 - Operações defensivas ......................................................................................

5-14

5.6 - Outras operações .............................................................................................

5-25

CAPÍTULO 6 - O GRUPO DE COMBATE E A ESQUADRA DE TIRO
6.1 - Generalidades..................................................................................................

6-1

6.2 - Finalidade e organização.................................................................................

6-1

6.3 - Armamento......................................................................................................

6-4

6.4 - Apoio de fogo para o GC ................................................................................

6-4

6.5 - Técnica de tiro.................................................................................................

6-5

6.6 - Lançador de granadas M-203..........................................................................

6-12

6.7 - Comandos de tiro ............................................................................................

6-15

6.8 - Aplicação dos fogos ........................................................................................

6-22

6.9 - Formações de combate ....................................................................................

6-30

6.10 - Sinais .............................................................................................................

6-41

6.11 - Combate ofensivo..........................................................................................

6-45

6.12 - Combate defensivo........................................................................................

6-67

CAPÍTULO 7 - OPERAÇÕES SOB CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE REDUZIDA
7.1 - Generalidades..................................................................................................

7-1

7.2 - Propósitos das operações ofensivas ................................................................

7-1

7.3 - Vantagens e desvantagens...............................................................................

7-1

OSTENSIVO

- IV -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

7.4 - Tipos de ataque noturno..................................................................................

7-2

7.5 - Características do ataque noturno...................................................................

7-3

7.6 - Medidas de coordenação e controle................................................................

7-4

7.7 - Preparação para o ataque noturno...................................................................

7-6

7.8 - Execução do ataque noturno...........................................................................

7-7

7.9 - Planejamento das operações sob condições de visibilidade reduzida ............

7-8

7.10 - Equipamentos de visão noturna ....................................................................

7-12

CAPÍTULO 8 - PATRULHAS
8.1 - Generalidades ................................................................................................

8-1

8.2 - Organização ....................................................................................................

8-2

8.3 - Funções individuais em uma patrulha ............................................................

8-3

8.4 - Preparativos ....................................................................................................

8-5

8.5 - Execução da patrulha......................................................................................

8-6

8.6 - Patrulhas de reconhecimento ..........................................................................

8-10

8.7 - Patrulhas de combate ......................................................................................

8-12

8.8 - Informações e relatórios .................................................................................

8-14

8.9 - Crítica .............................................................................................................

8-17

CAPÍTULO 9 - MARCHAS E ESTACIONAMENTOS
9.1 - Generalidades .................................................................................................

9-1

9.2 - Marchas a pé ...................................................................................................

9-2

9.3 - Marcha motorizada .........................................................................................

9-7

9.4 - Estacionamentos .............................................................................................

9-9

CAPÍTULO 10 - APOIO DE FOGO
10.1 - Generalidades ...............................................................................................

10-1

10.2 - Armas de apoio .............................................................................................

10-1

10.3 - Comparação das armas de apoio...................................................................

10-6

10.4 - Centro de Coordenação de Apoio de Fogo (CCAF).....................................

10-8

10.5 - Condução do apoio de fogo ..........................................................................

10-9

10.6 - Princípios de coordenação do apoio de fogo ................................................ 10-10

OSTENSIVO

-V-

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

CAPÍTULO 11 - OPERAÇÕES COM APOIO DOS MEIOS AÉREOS
11.1 - Generalidades ...............................................................................................

11-1

11.2 - Apoio dos meios aéreos ...............................................................................

11-1

11.3 - Aeronaves da MB..........................................................................................

11-2

11.4 - Conceito de emprego das tropas helitransportadas .......................................

11-4

11.5 - Conceitos básicos ..........................................................................................

11-4

11.6 - Condução das operações helitransportadas...................................................

11-5

11.7 - Execução do assalto por He ..........................................................................

11-8

11.8 - Embarque em avião.......................................................................................

11-9

11.9 - Aeronaves de transporte da FAB .................................................................. 11-10
CAPÍTULO 12 - COORDENAÇÃO CARRO-INFANTARIA
12.1 - Generalidades................................................................................................

12-1

12.2 - Carro de Combate .........................................................................................

12-1

12.3 - Viaturas blindadas.........................................................................................

12-8

12.4 - Carro Lagarta Anfíbio ................................................................................... 12-11
12.5 - Emprego dos blindados nas operações ofensivas.......................................... 12-12
12.6 - Emprego do conjugado carro-infantaria........................................................ 12-13
12.7 - Proteção mútua.............................................................................................. 12-14
12.8 - Utilização dos CC para transporte da infantaria ........................................... 12-16
12.9 - Comunicações carro-infantaria ..................................................................... 12-16
12.10 - Designação de alvos.................................................................................... 12-17
12.11 - Segurança .................................................................................................... 12-18
CAPÍTULO 13 - COMBATE EM AMBIENTES ESPECIAIS
13.1 - Generalidades................................................................................................

13-1

13.2 - Selva .............................................................................................................

13-1

13.3 - Pantanal ......................................................................................................... 13-16
13.4 - Montanha....................................................................................................... 13-21
13.5 - Regiões semi-áridas ...................................................................................... 13-26
13.6 - Regiões de clima frio .................................................................................... 13-31
CAPÍTULO 14 - DEFESA CONTRA AGENTES QUÍMICOS
14.1 - Generalidades................................................................................................

14-1

14.2 - Agentes químicos ..........................................................................................

14-1

14.3 - Propriedades gerais dos agentes químicos ....................................................

14-2

OSTENSIVO

- VI -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

14.4 - Classificação dos agentes químicos..............................................................

14-2

14.5 - Utilização da máscara contra gases ..............................................................

14-5

14.6 - Descontaminação..........................................................................................

14-8

14.7 - Munições químicas .......................................................................................

14-9

14.8 - Proteção ........................................................................................................ 14-10
CAPÍTULO 15 - COMUNICAÇÕES
15.1 - Sistema de Comunicações da Marinha .........................................................

15-1

15.2 - Meios de comunicações................................................................................

15-1

15.3 - Centro de mensagens ....................................................................................

15-2

15.4 - Sistema de comunicações fio........................................................................

15-3

15.5 - Sistema de comunicações rádio ....................................................................

15-3

15.6 - Sistema de comunicações por mensageiro ...................................................

15-6

15.7 - Procedimentos fonia .....................................................................................

15-7

CAPÍTULO 16 - APOIO LOGÍSTICO
16.1 - Generalidades ...............................................................................................

16-1

16.2 - Conceitos .....................................................................................................

16-1

16.3 - Funções logísticas.........................................................................................

16-1

16.4 - Principais unidades de ApSvCmb ................................................................

16-3

16.5 - Apoio logístico nas OpAnf ...........................................................................

16-3

16.6 - Apoio de abastecimento................................................................................

16-8

16.7 - Apoio de saúde no assalto anfíbio (AssAnf) ................................................ 16-11
CAPÍTULO 17 - COMBATE CORPO A CORPO
17.1 - Generalidades ...............................................................................................

17-1

17.2 - Fundamentos do combate corpo a corpo .....................................................

17-1

17.3 - Programa de treinamento básico................................................................... 17-25
17.4 - Combate a baioneta....................................................................................... 17-56
17.5 - Defesa desarmada contra os ataques com baioneta ...................................... 17-67
17.6 - Combate corpo a corpo com armas de oportunidade.................................... 17-72
CAPÍTULO 18 - CONTROLE DE DISTÚRBIOS CIVIS
18.1 - Generalidades ...............................................................................................

18-1

18.2 - Conceitos básicos..........................................................................................

18-1

18.3 - Ações de uma turba ......................................................................................

18-2

18.4 - Material utilizado em CDC...........................................................................

18-3

OSTENSIVO

- VII -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

18.5 - Manuseio do fuzil no CDC ...........................................................................

18-4

18.6 - Emprego do cassetete no CDC...................................................................... 18-10
18.7 - O Pelotão de Fuzileiros Navais (PelFuzNav) no CDC ................................. 18-14
CAPÍTULO 19 - TREINAMENTO FÍSICO ESPECIALIZADO
19.1 - Generalidades................................................................................................

19-1

19.2 - Treinamento em circuito ...............................................................................

19-1

19.3 - Ginástica com armas .....................................................................................

19-6

19.4 - Ginástica com toros....................................................................................... 19-10
19.5 - Corrida contínua............................................................................................ 19-15
19.6 - Desportos....................................................................................................... 19-17
19.7 - Grandes jogos................................................................................................ 19-17
19.8 - Natação utilitária ........................................................................................... 19-18
19.9 - Superação de obstáculos do meio aquático................................................... 19-46
ANEXO A - Lista de Siglas e Abreviaturas .....................................................................

A-1

ANEXO B - Modelo de Ordem Preparatória à Patrulha...................................................

B-1

ANEXO C - Modelo de Ordem à Patrulha .......................................................................

C-1

ANEXO D - Modelo de Pedido de Tiro Inicial para o Apoio de Artilharia.....................

D-1

ANEXO E - Modelo de Pedido de Tiro para o Apoio de Fogo Naval .............................

E-1

ANEXO F - Modelo de Pedido de Apoio Aéreo Aproximado (Simplificado).................

F-1

ANEXO G - Principais Agentes Químicos.......................................................................

G-1

ANEXO H - Procedimentos Específicos para Patrulhas ..................................................

H-1

OSTENSIVO

- VIII -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004
INTRODUÇÃO

1. PROPÓSITO
Esta publicação destina-se a proporcionar os conhecimentos básicos sobre as
técnicas, as táticas e os procedimentos individuais e das pequenas frações de tropa,
necessários ao Fuzileiro Naval (FN) no desempenho de suas funções de natureza operativa,
nos primeiros postos ou graduações da carreira.
2. DESCRIÇÃO
Esta publicação está dividida em 19 capítulos e 8 anexos que enfocam desde a
organização das unidades operativas do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) até o treinamento
físico especializado do combatente anfíbio, incluindo, entre outros de mesma importância, as
técnicas individuais de combate, o grupo de combate (GC) e a esquadra de tiro (ET),
patrulhas, apoio logístico e o controle de distúrbios civis.
3. RECOMENDAÇÃO
Sua destinação primordial é apoiar o desenvolvimento dos currículos dos Cursos de
Formação de Soldados (C-FSD), Especialização (C-Espc), na parte comum a todas as
especialidades, e o de Aperfeiçoamento de Sargentos (C-Ap), bem como a formação e
especialização de oficiais FN na Escola Naval, no Centro de Instrução Almirante Wandencolk
e no Curso de Especialização de Guerra Anfíbia (C-EspGAnf), respectivamente.
4. CLASSIFICAÇÃO
Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 - Manual de Publicações
da Marinha, como: Publicação da Marinha do Brasil (PMB), não controlada, ostensiva, básica
e manual.
5. SUBSTITUIÇÃO
Esta publicação substitui a CGCFN-1103 - Manual do Combatente Anfíbio, 1ª revisão,
aprovada em 31 de maio de 2006, preservando seu conteúdo, que será adequado ao previsto no
Plano de Desenvolvimento da Série CGCFN (PDS-2008), quando de sua próxima revisão.

OSTENSIVO

- IX -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004
CAPITULO 1
ORGANIZAÇÃO

1.1 - GENERALIDADES
Este capítulo apresenta a organização das tropas operativas do CFN, constituídas pelas
forças e unidades subordinadas à Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), e pelos
Grupamentos de Fuzileiros Navais (GptFN), estes subordinados aos Distritos Navais.
1.2 - FORÇA DE FUZILEIROS DA ESQUADRA
A FFE é uma força organizada, treinada e equipada, cuja missão é: “desenvolver
operações terrestres de caráter naval, a fim de contribuir para a aplicação do Poder
Naval Brasileiro”. Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.1 - Força de Fuzileiros da Esquadra
1.3 - DIVISÃO ANFÍBIA (DivAnf)
A DivAnf tem por finalidade organizar e empregar Grupamentos Operativos de
Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav) que transcendam o nível do Comando da Tropa de
Desembarque (CmdoTrDbq), bem como contribuir para a formação dos GptOpFuzNav
por ele empregados.
Apresenta a seguinte organização:

OSTENSIVO

- 1-1 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

Fig 1.2 - Divisão Anfíbia
1.3.1 - Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador (BFNIG)
A BFNIG tem a finalidade de contribuir para o aprestamento dos meios da DivAnf,
provendo infra-estrutura às suas unidades subordinadas.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.3 - Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador
1.3.2 - Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (BtlInfFuzNav)
O BtlInfFuzNav tem a finalidade de realizar operações terrestres de caráter naval,
integrando GptOpFuzNav.
O BtlInfFuzNav é estruturado como Unidade de Combate, equilibrada em elementos
de manobra e de apoio de fogo, sendo especialmente organizado, equipado e
OSTENSIVO

- 1-2 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

adestrado para operações terrestres de caráter naval.
O BtlInfFuzNav reforçado por elementos de apoio ao combate e de apoio de serviço
ao combate constitui, na FFE, a unidade tática básica para o combate terrestre
aproximado.
No quadro das operações anfíbias, o BtlInfFuzNav atua enquadrado em um
GptOpFuzNav, assume a organização para o desembarque, sendo então empregado
como núcleo de um Grupamento de Desembarque de Batalhão (GDB),
desembarcando por superfície ou helitransportado para realizar as ações iniciais em
terra de acordo com o conceito da operação.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.4 - Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais
1.3.3 - Batalhão de Artilharia de Fuzileiros Navais (BtlArtFuzNav)
O BtlArtFuzNav tem a finalidade de apoiar pelo fogo as manobras dos
GptOpFuzNav. Para cumprir a sua finalidade, o BtlArtFuzNav deve:
- apoiar as unidades de infantaria em primeiro escalão, por meio de suas baterias,
usualmente colocadas em apoio direto, de forma a dar uma pronta resposta aos
pedidos de apoio de fogo; e
- apoiar, como um todo, os GptOpFuzNav, de modo a possibilitar ao comando destes
influenciar a manobra pelo fogo.
O BtlArtFuzNav é uma unidade de apoio ao combate (ApCmb), especialmente
organizada, equipada e adestrada para emprego em operações anfíbias e em outras
operações terrestres de caráter naval. Em algumas situações, visando também prover
o apoio de fogo, como nos movimentos helitransportados, nos Grupamentos
OSTENSIVO

- 1-3 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

Operativos Mecanizados (GptOpMec) e em apoio aos GptOpFuzNav nucleados por
tropas de escalão menor do que BtlInfFuzNav, quando em ações isoladas ou
independentes, poderá ser ativada a Bateria de Morteiros 120mm (BiaMrt120mm). A
sua guarnição será constituída pelos integrantes de uma das BiaO105mm.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.5 - Batalhão de Artilharia de Fuzileiros Navais
1.3.4 - Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea (BtlCtAetatDAAe)
O BtlCtAetatDAAe tem a finalidade de prover os meios para o controle aéreo e para
o desdobramento em terra de meios aéreos, bem como realizar a defesa antiaérea dos
GptOpFuzNav.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.6 - Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea

OSTENSIVO

- 1-4 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

1.3.5 - Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais (BtlBldFuzNav)
O BtlBldFuzNav tem a finalidade de integrar os GptOpFuzNav com carros de
combate e viaturas blindadas, conferindo-lhes maior poder de fogo, capacidade de
manobra ampliada, proteção blindada, melhores condições de desenvolver a defesa
anticarro e meios para realizar ações de reconhecimento e segurança.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.7 - Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais
1.3.6 - Batalhão de Comando e Controle (BtlCmdoCt)
O BtlCmdoCt tem a finalidade de prover o apoio às atividades de inteligência de
sinais, comando e controle aos GptOpFuzNav. Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.8 - Batalhão de Comando e Controle

OSTENSIVO

- 1-5 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

1.4 - TROPA DE REFORÇO (TrRef)
A TrRef tem a finalidade de prover elementos de ApCmb e apoio de serviços ao
combate (ApSvCmb) aos GptOpFuzNav, para a realização de operações anfíbias e
outras operações terrestres de caráter naval.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.9 - Tropa de Reforço
1.4.1 - Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores (BFNIF)
A BFNIF tem a finalidade de contribuir para o aprestamento dos meios da TrRef,
provendo infra-estrutura às suas unidades subordinadas sediadas na Ilha das Flores.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.10 - Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores

OSTENSIVO

- 1-6 -

ORIGINAL
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CGCFN-1004

1.4.2 - Companhia de Polícia (CiaPol)
A CiaPol tem a finalidade de prover a segurança interna dos Postos de Comando
(PC) dos GptOpFuzNav e escoltas; guarnecer Postos de Coleta de Prisioneiros de
Guerra (PColPG); guarnecer Postos de Coleta de Extraviados (PColExtv); e
controlar o trânsito nos eixos de deslocamentos. Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.11 - Companhia de Polícia
1.4.3 - Companhia de Apoio ao Desembarque (CiaApDbq)
A CiaApDbq tem a finalidade de prover os meios para o apoio ao desembarque por
superfície e/ou helicóptero dos GptOpFuzNav.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.12 - Companhia de Apoio ao Desembarque
1.4.4 - Batalhão de Viaturas Anfíbias (BtlVtrAnf)
O BtlVtrAnf tem a finalidade de contribuir no movimento navio-para-terra (MNT),

OSTENSIVO

- 1-7 -

ORIGINAL
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CGCFN-1004

apoiar a manobra em terra e prover transporte de caráter logístico aos GptOpFuzNav.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.13 - Batalhão de Viaturas Anfíbias
1.4.5 - Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais (BtlLogFuzNav)
O BtlLogFuznav tem a finalidade de prover o apoio de abastecimento de todas as
classes de suprimentos, apoio de saúde de campanha, os serviços de manutenção de
segundo escalão, apoio administrativo em campanha e o transporte motorizado aos
GptOpFuzNav.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.14 - Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais
De acordo com o tipo de grupamento constituído, o BtlLogFuzNav pode ser
empregado como um todo ou mediante a utilização de parcelas de sua estrutura,
organizadas por tarefas, constituindo o núcleo ou a totalidade da organização por

OSTENSIVO

- 1-8 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

tarefas de ApSvCmb.
É capaz de prover, por meio das suas subunidades, uma variada gama de serviços
atinentes às diversas funções logísticas.
1.4.6 - Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais (BtlEngFuzNav)
O BtlEngFuzNav tem a finalidade de prover apoio ao combate e de apoio de serviços
ao combate aos GptOpFuzNav, respectivamente, por meio do apoio cerrado,
aumentando a mobilidade, a capacidade de medidas de proteção destes
Grupamentos; reduzindo a mobilidade das forças inimigas; e provendo limitado
apoio de engenharia de retaguarda e serviços para melhoria das condições de bem
estar da tropa.
Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.15 - Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais
1.5 - BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DE FUZILEIROS NAVAIS
(BtlOpEspFuzNav)
O BtlOpEspFuzNav tem a finalidade de destruir ou danificar alvos relevantes em áreas
defendidas, capturar ou resgatar pessoal ou material, retomar instalações, obter
informações, despistar e produzir efeitos psicológicos.
Para cumprir a sua finalidade, o BtlOpEspFuzNav deve:
- realizar operações especiais, tais como: ações de comandos e incursões;
- participar de operações anfíbias e ribeirinhas;
- realizar operações de contra-reconhecimento; e
- executar ações de reconhecimento anfíbio/terrestre e reconhecimento profundo com
elementos pára-quedistas e mergulhadores autônomos.
OSTENSIVO

- 1-9 -

ORIGINAL
OSTENSIVO

CGCFN-1004

Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.16 - Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais
1.6 - COMANDO DA TROPA DE DESEMBARQUE (CmdoTrDbq)
O CmdoTrDbq tem a finalidade de prover o componente de comando (CteC) dos
GptOpFuzNav até o nível Unidade Anfíbia (UAnf) e nuclear o componente de combate
terrestre (CCT) de uma Brigada Anfíbia (BAnf). Apresenta a seguinte organização:

Fig 1.17 - Tropa de Desembarque
1.7 - BASE DE FUZILEIROS NAVAIS DO RIO MERITI (BFNRM)
Tem por finalidade contribuir para o aprestamento dos meios da FFE, provendo infraestrutura em apoio às unidades aquarteladas na sua área de jurisdição.
Apresenta a seguinte organização:

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Fig 1.18 - Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti
1.8 - FUZILEIROS NAVAIS NOS DISTRITOS NAVAIS
Os Grupamento de Fuzileiros Navais (GptFN) e o Batalhão de Operações Ribeirinhas
(BtlOpRib), subordinados aos Distritos Navais, são Unidades operativas destinadas a
prover a segurança de instalações navais, bem como conduzir operações limitadas,
compatíveis com seus efetivos. Estão localizados nas cidades sede dos Distritos Navais.

Fig 1.19 - Fuzileiros Navais nos Distritos Navais
Os GptFN são organizados segundo as peculiaridades da área onde se encontram,
variando, portanto, a composição e estruturação de cada grupamento.

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Fig 1-20 - Grupamento de Fuzileiros Navais
1.9 - BATALHÃO DE OPERAÇÕES RIBEIRINHAS
Localizado na cidade

de Manaus, o BtlOpRib tem a seguinte missão: realizar

Operações Ribeirinhas, prover guarda e proteção às instalações navais e civis de
interesse da MB na região, realizar ações de Segurança Interna e formar Reservistas
Navais, a fim de contribuir para a segurança da área sob jurisdição do 9º Distrito Naval
e para a garantia do uso dos rios Solimões, Amazonas e das hidrovias secundária
atingíveis a partir da calha principal desses rios.
Além das tarefas previstas na missão, o BtlOpRib cumpre ainda:
- prover apoio de segurança às Inspeções Navais; e
- ministrar o Curso Expedito de Operações Ribeirinhas.

Fig 1-21 - Batalhão de Operações Ribeirinhas

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CAPÍTULO 2
CARACTERÍSTICAS DE UMA ÁREA DE OPERAÇÕES

2.1 - GENERALIDADES
O estudo das características da área de operações (AOp), visando sua utilização nas
operações militares, é um assunto de elevada importância para os combatentes anfíbios.
A história está repleta de exemplos de batalhas perdidas ou ganhas por influência única
e exclusiva do terreno. Linhas de Ação, formação de tropas, localização das armas,
posições a serem defendidas e etc. Várias destas decisões são grandemente
influenciadas pelo terreno ou quando não ditadas totalmente por ele. O terreno é o
tabuleiro onde os oponentes se defrontam. Todo comandante, de qualquer escalão, leva
em consideração, para tomar suas decisões, fundamentalmente, alguns fatores:
MISSÃO - fator básico - é o que dirige, ilumina e direciona as ações e seu
planejamento; o INIMIGO - a incógnita - por mais que se busque informações não se
pode conhecer sua vontade portanto, não há como saber suas intenções e mesmo que se
as suponha não seria confiável raciocinar em cima delas; MEIOS - os braços - tudo
aquilo utilizado para cumprir as tarefas impostas, sendo também bastante variáveis;
TEMPO DISPONÍVEL - a moldura - está ligado à própria missão e, normalmente,
será imposto; finalmente, o TERRENO, que será sempre constante e influenciará todos
os outros fatores de uma maneira ou de outra.
O estudo do terreno é uma análise dos acidentes naturais e artificiais da área de
operações, envolvendo também as conseqüências dos efeitos das condições climáticas e
meteorológicas sobre estes acidentes, com vistas a determinar sua influência nas
operações militares dos contendores.
O terreno exerce influência sobre a tática e a logística. A tática de uma campanha deve
levar em consideração as barreiras impostas por pântanos, rios e lagos maiores,
montanhas e bosques. Já para as necessidades logísticas, dentro do estudo, dar-se-á
ênfase às redes de estradas, vias fluviais, centros urbanos e de comunicações, etc.
No ataque, a utilização adequada do terreno pode aumentar a eficiência do fogo e
diminuir as perdas. As elevações dominantes formam o núcleo do sistema de
observação, o qual, por sua vez, determinará a eficácia das armas de apoio, facilitará o
controle das forças atacantes, a seleção dos objetivos e o estabelecimento de medidas de
segurança. O terreno acidentado, os bosques densos, as áreas urbanizadas, os grandes
aclives dificultam o emprego ofensivo das unidades blindadas, porém fornecem coberta
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e abrigo às unidades de infantaria. A transitabilidade do solo, influenciado pelas
condições do tempo, poderá ser determinante na escolha do tipo de formação para o
ataque ou nas vias de acesso a serem mobiliadas.
A natureza do terreno é, ainda, fator importante que influenciará o comandante na
tomada de sua decisão quanto ao tipo de defesa que empregará: se de área ou móvel, de
acordo com o grau de influência que o terreno exercerá sobre a capacidade de manobra
dos contendores. Deste estudo sairão, ainda, valiosos indícios quanto às prováveis zonas
de reunião (ZReu) inimigas, postos de observação (PO), posições das armas de apoio,
vias de acesso para blindados, etc.
A profundidade do estudo será ditada pela missão e pelo escalão que planeja. Um
comandante de grupo de combate (GC) verá o terreno de uma maneira e assim alguns
acidentes oferecerão ou não vantagens para o cumprimento de suas tarefas, ao passo que
um comandante de batalhão (Btl) verá com outros olhos o mesmo terreno abordado.
Além disso, quem defende utilizará o terreno de uma forma bastante diversa de quem
ataca.
O estudo do terreno será sempre realizado antes das estimativas de Estado-Maior e
somente será precedido pela análise da missão, realizada pelo comandante. Esse estudo
concorrerá, ainda, para várias conclusões que serão passadas ao Estado-Maior, como
orientações para o planejamento.
Por fim, ao avaliar o terreno e suas influências, com base nos conceitos disseminados
nesta publicação, deve-se ter em mente que o estudo não é baseado em REGRAS e sim
em PRINCÍPIOS, os quais, quando inteligentemente aplicados, em cada situação,
conduzirão a uma solução para o problema. O conhecimento e a aplicação desses
princípios, por si só, não são suficientes, eles deverão ser perfeitamente entendidos em
sua essência, de modo que quando existir a necessidade de violá-los, o planejador o fará
de maneira inteligente, ponderada e, muitas vezes, até surpreendendo o inimigo.
2.2 - ASPECTOS MILITARES DO TERRENO
O terreno sempre foi considerado como um dos fatores da decisão na guerra terrestre,
não só devido à influência da natureza do solo e dos acidentes naturais - elevações,
depressões, cursos de água, bosques, florestas, campinas, etc. - como pelos elementos
artificiais, tais como vias de transporte, obras de arte, localidades, portos, aeroportos,
etc.
O terreno tem imensa influência na aplicação do poder de combate, uma vez que
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representa o cenário onde as operações ocorrerão. Aquele que realizar uma adequada
avaliação para sua utilização poderá assegurar para si substancial vantagem em relação
ao seu oponente.
A natureza da missão e o escalão considerado determinarão o enfoque sob o qual o
estudo do terreno deverá ser conduzido. Por exemplo, comandantes de subunidades e
frações preocupam-se com matas densas, pequenos cursos de água e pequenas
elevações; enquanto que comandantes de unidades e escalões superiores preocupam-se,
principalmente, com redes de estradas, vales, linhas de crista, compartimentos, etc.
Quer no ataque, quer na defesa, um estudo tático do terreno deve ser executado, não só
do ponto de vista do lado amigo, como do ponto de vista do inimigo. Cada comandante
deve procurar entender o terreno como seu oponente o vê, de modo a antecipar que
influência exercerá sobre os planos de ambos.
Além de seus aspectos topográficos - relevo, linhas d’água, vegetação, natureza do solo,
vias de transporte, instalações, etc., o terreno deve ser analisado de acordo com o seu
valor militar, segundo seus aspectos táticos: observação e campos de tiro; cobertas e
abrigos; obstáculos; acidentes capitais; e vias de acesso (OCOAV).
2.2.1 - Conceituação dos aspectos táticos
No intuito de facilitar o entendimento deste capítulo, são a seguir apresentados os
conceitos pertinentes aos aspectos táticos do terreno. Assim, quando se falar das
características da área de operações, poder-se-á recorrer a estes aspectos táticos que
são, na essência, a motivação de todo o estudo.
a) Observação e campos de tiro
Tanto o atacante como o defensor tentará tirar o máximo proveito do terreno para
que possam ter a mais profunda observação e, ao mesmo tempo, dificultar a do
inimigo. A observação diz respeito à influência do terreno na capacidade de
exercer vigilância sobre determinada área ou outra tropa. Em geral, o ponto mais
alto determina uma melhor observação, mas nem sempre isso ocorre, uma vez que
o próprio relevo poderá estabelecer ângulos mortos e áreas desenfiadas. A escolha
dos PO será precedida de um estudo baseado em reconhecimentos, nos perfis
topográficos verificados em cartas ou no exame estereográfico de fotografias
áreas. A observação é essencial para a realização de fogo eficaz sobre o inimigo,
para o controle da manobra das tropas amigas, bem como para negar surpresa ao
inimigo. Quanto à observação, o terreno mais vantajoso é aquele que permite
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tanto a observação em profundidade (das áreas ocupadas pelo inimigo) quanto a
aproximada, que visa a perceber a presença de elementos hostis nas imediações da
própria posição. Habitualmente, a observação profunda, ou afastada, é
proporcionada por pontos próximos à crista topográfica e a observação
aproximada em posições mais baixas em torno da crista militar. Estará na faixa da
observação aproximada todo o terreno do ponto estação até a distância de 1800 a
2000m (alcance médio de uma metralhadora leve). A faixa do terreno de 2000 até
4000m está no âmbito da observação afastada (distância limite para condução de
fogos pelo observador de artilharia).
O campo de tiro é uma área em que uma arma ou um grupo de armas pode cobrir,
eficazmente, com fogo desde uma determinada posição. Quando se considera o
terreno no tocante aos campos de tiro, o tipo de arma determinará quais os fatores
exercerão maior ou menor influência. Variações serão notadas ao se analisar a
execução do tiro para as armas de tiro com trajetória tensa, a condução dos fogos
das armas de tiro com trajetória curva e o lançamento de mísseis. Embora a
observação seja essencial, nem sempre o melhor PO será o melhor local para o
posicionamento das armas. Cabe ressaltar que a análise da observação aproximada
está intimamente ligada à execução dos fogos das armas de tiro tenso, a da
observação afastada à condução dos fogos das armas de tiro de trajetória curva e a
da observação direta, sem se vincular necessariamente a um PO, ao lançamento de
mísseis.
b) Cobertas e abrigos
Coberta é a proteção contra a observação e abrigo a proteção quanto aos efeitos
dos fogos. O terreno deve ser utilizado de forma a assegurar a máxima utilização
das cobertas e dos abrigos. O terreno sob controle do inimigo também será
estudado para determinar como as cobertas e abrigos a ele proporcionados
poderão ser anulados. No ataque, serão procurados itinerários cobertos e
abrigados que conduzam às posições inimigas de forma a reduzir ao mínimo o
número de baixas e obter surpresa. Na defesa, as cobertas e os abrigos serão
utilizados não só em benefício dos abrigos individuais como na ocultação da
fisionomia da frente, com vistas a surpreender (novamente) a tropa atacante.
Quando se analisa o terreno do ponto de vista do abrigo que proporcionará, devem
ser consideradas as características de todas as armas do inimigo. Isto inclui seus
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alcances, tipos de munição e quantidade de peças. A topografia é o principal fator
que influi no abrigo. Os vales e as elevações, de maneira geral, serão massas
cobridoras que proporcionarão abrigo contra as armas de tiro tenso. Pequenos
efetivos se valerão de córregos, dobras do terreno, cortes de estradas, etc. O
abrigo contra os fogos das armas de tiro de trajetória curva será normalmente de
difícil obtenção. Os acidentes do terreno que oferecem abrigo proporcionam
também coberta contra a observação terrestre. Quanto mais irregular o terreno,
mais cobertas ele irá proporcionar. Pequenos escalões se preocupam com a
cobertura individual e dos veículos, armas e posições. À medida que sobe o
escalão, a análise recai sobre a necessidade de cobertura dos postos de comando
(PC), instalações de apoio de serviços ao combate (ApSvCmb) e grandes
movimentos.
c) Obstáculos
Obstáculos (Obt) são acidentes do terreno, naturais ou artificiais, que: impedem,
retardam, canalizam ou dissociam o movimento de tropas em uma AOp. Os Obt
impeditivos são aqueles que por suas características impedem a tropa afetada de
cumprir as tarefas impostas no tempo disponível; ou seja, a tropa poderá até
transpor o obstáculo, porém, calculada a cinemática das ações, concluir-se que a
mesma não chegará a tempo, no local devido. Os Obt que retardam, diminuem a
velocidade de avanço em maior ou menor grau. O canalizador procura fazer com
que a tropa que com ele se depara escoe na direção desejada pelo inimigo e não na
direção que vinha mantendo. O que ocorre é que há uma tendência natural da
tropa “escoar“ numa direção paralela ao Obt até conseguir ultrapassá-lo. Diz-se
que um Obt dissocia a tropa quando esta fica dividida; ou seja, parcela
considerável de seu efetivo em um bordo do obstáculo e o restante no outro bordo.
Como já mencionado, os obstáculos podem ser naturais ou artificiais. Os naturais
são todos aqueles que já estavam presentes no terreno antes das operações
militares se iniciarem, aí incluídos os rios, lagos, vegetação, edificações, cortes de
estradas, etc. Os artificiais são aqueles que foram construídos com fins militares;
são eles os campos minados, abatises e toda sorte de barreiras. Os Obt devem
estar intrinsicamente ligados ao Plano de Defesa e ao Plano de Apoio de Fogo,
pois de nada valerá um Obt se o mesmo não for batido por fogos.
d) Acidentes capitais
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Acidente capital (AcdtCap) é qualquer acidente no terreno cuja posse, conquista,
manutenção ou controle, assegure uma vantagem marcante a qualquer um dos
contendores. Contudo, se algo no terreno ofereça vantagem somente ao inimigo,
mesmo assim será assinalado como acidente capital. Convém ressaltar que a todo
AcdtCap marcado deverá corresponder uma ação da tropa que o marque, haja
vista que se deve, ao menos, negar ao inimigo aquela vantagem. Uma vez que
vantagem marcante não é um termo preciso, é necessário ter muito critério na
marcação. Nem toda elevação será um AcdtCap, nem só elas serão assinaladas
como AcdtCap. A marcação dos AcdtCap variará de acordo com o escalão que
realiza o estudo.
e) Vias de acesso
Via de acesso (VA) é uma faixa no terreno, variável com o escalão considerado,
que permite ou favorece o movimento de determinada tropa em direção a um
AcdtCap. As VA serão selecionadas levando-se em consideração principalmente a
natureza da tropa que irá empregá-la e o efetivo que mobiliará aquela faixa do
terreno. As VA são assinaladas e analisadas, em relação às peças de manobra do
escalão considerado. Um batalhão de infantaria selecionará e analisará as VA de
valor Companhia, esta, por sua vez, selecionará e analisará as de Pelotão. Da
definição pode-se inferir que estradas, trilhas, caminhos etc. não constituem VA
sob o ponto de vista militar, podendo, ou não, tão-somente valorizar as VA.
2.2.2 - Formas básicas do terreno.
A maioria dos acidentes geográficos da superfície terrestre resulta da erosão pela
ação dos ventos, desgaste pelo degelo e drenagem da água dos terrenos altos para os
terrenos baixos. Assim, na maior parte das regiões em que o terreno foi conformado
pela ação das águas pluviais, apresenta a forma mais conveniente ao escoamento das
mesmas. A superfície da Terra, geralmente arredondada, pode ser substituída, para
fins de interpretação esquemática, por tantos planos tangentes quantos necessários à
conservação aproximada do aspecto côncavo ou convexo que lhe é próprio. Esses
planos denominam-se encostas ou vertentes, pois que, no terreno, as águas
efetivamente vertem ao longo delas. Vertente ou encosta é, portanto, uma superfície
inclinada do terreno que forma um ângulo com o plano horizontal. Este grau de
inclinação será chamado de declive ou declividade.
a) Formas simples ou elementares
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I) Encostas
São elementos que podem exercer acentuada influência quanto à observação,
aos campos de tiro ou mesmo constituírem obstáculos à progressão. Assim, as
encostas que têm sua crista militar numa posição dominante favorecem a
observação; as encostas de declive suave e uniforme apresentam boas
condições à rasância das armas de tiro de trajetória tensa; e, finalmente, as
encostas íngremes podem constituir obstáculos aos elementos mecanizados ou
mesmo à progressão de tropas a pé.
Tipos de vertentes ou encostas - são três os tipos: as planas, as côncavas e as
convexas.
A encosta plana ou uniforme é aquela que apresenta uma declividade
constante. É representada na carta por curvas de nível igualmente espaçadas.
As encostas suaves têm curvas de nível bem espaçadas entre si, as íngremes, ao
contrário, são próximas (Fig 2.1)

Fig 2.1 - Encosta plana ou uniforme
A encosta convexa é abaulada. A declividade aumentará à medida que o
terreno na elevação perde altura. As curvas de nível são bem espaçadas na
crista e próximas no sopé (Fig 2.2a)
A encosta côncava tem sua curvatura voltada para cima. Ou seja a declividade
diminui à medida que se aproxima da base. Neste caso, as curvas de nível são
mais próximas na crista e mais afastadas no sopé (Fig 2.2b).

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Fig 2.2 - Encostas convexa (a) e côncava (b)
As encostas sempre se ligam duas a duas. Se esta ligação é um ângulo
convexo, a encosta desse ângulo será dominante e divisora de águas, formando
uma linha de crista, de festo, linha de cumeada ou divisora de águas; se a
ligação é côncava ou dominada pelas encostas será formada a linha de fundo,
linha de reunião de águas ou talvegue. No caso da linha de crista, há dois
conceitos importantes a esclarecer. O segmento mais alto da linha de crista será
chamado de crista topográfica, já a crista militar será o ponto da linha de crista
que proporciona comandamento sobre todo o terreno à frente da elevação, sem
a presença de ângulos mortos. Poderá coincidir com a crista topográfica ou
não. Nas encostas planas ou côncavas isto poderá acontecer, já na convexa
dificilmente.

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Fig 2.3 - Desenfiamento - crista militar
As linhas de crista constituem as regiões dominantes do terreno, ao longo das
quais se pode ter observação contínua e profunda. Quando paralelas à direção
de movimento tornam-se acessos favoráveis à progressão da tropa,
constituindo a linha seca e definindo uma compartimentação longitudinal no
terreno. Quando dispostas em sentido transversal à progressão de uma tropa,
limitam a observação, mas servem, por outro lado, como massa cobridora,
sendo favoráveis à defesa. Nesse segundo caso, as linhas de crista definem uma
compartimentação transversal no terreno (Fig 2.4).

Fig 2.4 - Linha de crista
As linhas de fundo são ravinas ou linhas d’água, formadas pela linha inferior
da vertente (encosta). São elementos naturalmente desenfiados, razão pela qual
podem ser aproveitados militarmente em função da proteção que oferecem (Fig
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2.5).

Fig 2.5 - Linhas de fundo
A ligação de duas vertentes em ângulo convexo pode dar origem a três formas
básicas do terreno: o espigão, a garupa e o esporão. Elas devem ser estudadas
em função da elevação a que pertencem. Tanto podem constituir um acesso
favorável ao movimento, como um elemento de dissociação, em face de sua
altitude, facilidade de acesso, configuração, etc.
O espigão é a forma do terreno em que as vertentes são íngremes e uniformes.
O ângulo por elas formado é agudo, levando a uma representação das curvas de
nível cuneiforme, pontuda (Fig 2.6).

Fig 2.6 - Espigão
A garupa é a forma do terreno em que as encostas são convexas. O ângulo
entre elas é obtuso, dando origem a uma linha de crista abaulada, sendo as
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curvas de nível representadas com formato arredondado (Fig 2.7).

Fig 2.7 - Garupa
O esporão é a forma do terreno caracterizada por uma linha de crista com uma
inflexão, ou seja, apresentando uma elevação de menor porte mais próxima ao
sopé (Fig 2.8).

Fig 2.8 - Esporão
Da reunião das vertentes surgirão ainda os seguintes elementos:
A ravina, que é um sulco ou mordedura na encosta da elevação, provocada pela
ligação lateral de duas vertentes; normalmente servirá como linha de reunião
de águas. Às vezes as ravinas correm de alto a baixo da elevação, fazendo com
que a curva de nível mais alta sofra as mesmas inflexões da mais baixa. A essa
ravina mais alongada dá-se também o nome de fundo.
O nó de crista é o elemento resultante da reunião de várias linhas de festo no
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topo de uma elevação.

b) Formas Isoladas
I) Mamelão
Tipo de elevação em que as vertentes são arredondadas e uniformes.
Pela sua forma, suas encostas permitem, normalmente, ampla observação em
qualquer direção (Fig 2.9).

Fig 2.9 - Mamelão
II) Colina
Diferentemente do mamelão, a colina se alonga segundo uma direção definida.
A colina tanto se presta à instalação de armas e órgãos de defesa, como pode
valorizar uma via de acesso, se utilizada em função do sentido de sua maior
dimensão, quando esta se confunde com a direção de ataque, embora, algumas
vezes, possa ser elemento dissociador desse ataque. Quando sua maior
dimensão é perpendicular à direção do ataque, favorece ao defensor, à
instalação de armas e órgãos de defesa (Fig 2.10).

Fig 2.10 - Colina
Assim, a colina difere do mamelão por ter formato alongado segundo uma

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direção. Sua linha de crista, normalmente, tende a abaular-se, formando uma
espécie de cela.
As elevações isoladas podem se apresentar, na sua parte superior, em forma de
pico, zimbório ou platô.

Fig 2.11 - Pico, Zimbório e Platô
III) Quanto ao porte, as formas isoladas podem ser assim classificadas:
- Montes - elevações consideráveis, geralmente abruptas, destacando-se do
solo circunvizinho. Graficamente são representados por curvas de nível que
se fecham e mantém uma curvatura mais ou menos uniforme;
- Morro - o mais comum, de porte mais modesto, quase sempre com a parte
superior arredondada, em forma de zimbório;
- Outeiro - são ainda de menor porte que as colinas, se assemelhando,
entretanto, a elas. Sua principal característica, porém, é a de se apresentar
isolado nas planícies e planaltos; e
- Dobras - são elevações alongadas, cuja altura não atinge a cota da menor
curva de nível da carta considerada, capaz de furtar tropa da observação
terrestre inimiga.
c) Formas grupadas
I) Montanha
Termo genérico que exprime um aglomerado de elevações de forma e natureza
diferentes, numa extensão mais ou menos considerável, em que o comprimento
excede a largura. A curvas de nível que as representam, embora também
fechadas, têm altura muito variável e ocupam no desenho mais espaço que as
representativas dos montes.

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II) Cordilheira
É uma série de montanhas que se sucedem numa grande extensão, sempre na
mesma direção, dando origem a grandes linhas de cumeada e donde, em geral,
se destacam, no sentido mais ou menos paralelo ao da direção principal,
montanhas alongadas denominadas contrafortes, das quais, por sua vez, se
destacam, em grande número, contrafortes secundários ou espigões.
III) Cadeia de montanhas
São montanhas contíguas, de forma mais ou menos alongada, que ocupam
grande superfície.
IV) Serra
Montanha de forma muito alongada, em cuja parte elevada aparecem pontos
salientes, culminantes, em forma de dentes de serra, denominados vértices,
cumes ou cimos, em forma de picos ou agulhas.
V) Maciço
É um agrupamento de elevações que se ramificam de diversas maneiras, em
qualquer sentido, apresentando o aspecto de um círculo de elevações em torno
de um ponto culminante central.
VI) Planalto
Superfície mais ou menos extensa e regular, situada a grande altura em relação
do nível do mar, em geral ondulada, com declividades suaves e algumas vezes
acidentada, porém acessíveis. Quando o planalto é de grande extensão, é
chamado de chapada.
As montanhas paralelas à direção de progressão de uma tropa podem limitar ou
impedir os movimentos laterais, porém protegem os flancos. As perpendiculares à
essa direção, são obstáculos para o atacante e favorecem ao defensor.
Quando as operações se desenvolvem em terreno montanhoso, muitas vezes
tomam caráter especial, exigindo tropas e equipamentos especializados.
d) Depressões
As depressões são as formas opostas às elevações e para onde vão ter as águas que
se escoam das vertentes que as cercam e formam. Algumas depressões, embora
raramente se apresentem isoladas e sem escoamento para as águas, têm forma de
cume invertido e recebem a denominação de cuba, servindo em geral como fundo
dos lagos.
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Vales - nome genérico de depressão que serve de leito para escoamento das águas,
com a forma de sulcos alongados e sinuosos, de profundidade e largura variáveis.
Desfiladeiro - é uma passagem mais ou menos longa, entre duas elevações, cujas
vertentes se prestam a uma organização do terreno capaz de barrar a progressão
inimiga, por ser uma passagem natural de tropas, ou ainda suscetível de ter essa
passagem impedida por uma posição defensiva localizada em um movimento do
terreno que a enfie. As elevações que o formam são de difícil acesso.
Corredor - é caracterizado por uma passagem entre elevações de extensão
apreciável, podendo as elevações que o forma serem ou não acessíveis à tropa. Se
prestam excelentemente para defesa dada a canalização do movimento para o seu
interior.
A garganta é uma passagem estreita e curta entre elevações.

Fig 2.12 - Cuba, Desfiladeiro, Corredor e Garganta
e) Planícies
Forma intermediária entre as elevações e depressões, são resultantes muitas vezes
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do aterramento das depressões com detritos provenientes da erosão. São vastas
extensões de terreno sensivelmente planas, situadas nas regiões mais baixas da
superfície terrestre. Conforme o aspecto que apresentam e a situação em que se
encontram, recebem as seguintes denominações:
- Várzea - quando cultivadas ou a isso se prestarem;
- Charneca - quando além disso falta água e vegetação;
- Descampados - quando muito extensas;
- Brejo ou Charco - quando baixas, sujeitas às invasões das águas pluviais;
- Baixada - quando situada entre as cubas de grandes elevações e o mar; e
- Pampas - são vastas planícies, quase sem relevo, monótonas, cobertas por leivas,
revestidas de prados, baixas e desabrigadas dos ventos.
As planícies, em geral, diferem dos planaltos pela sua situação em relação ao
nível do mar, pois os planaltos nada mais são do que planícies situadas no alto das
grandes cadeias de montanhas.
2.2.3 - Classificação do Terreno
a) Quanto ao relevo
Plano - quando a diferença de nível é quase nula;
Ondulado - quando apresenta dobras não superiores a 20 metros;
Movimentado - quando apresenta elevações e depressões, próximas umas das
outras, e de altura entre 20 e 50 metros;
Acidentado - quando as elevações variam entre 50 e 100 metros;
Montuoso - quando apresenta elevações entre 100 e 1000 metros; e
Montanhas - Quando as elevações são superiores a 1000 metros.
b) Quanto ao aspecto tático
I) Quanto às vistas
Coberto - quando a observação terrestre é limitada por obstáculos (matas,
bosques, construções);
Descoberto - quando oferece vastos horizontes.
II) Quanto ao movimento de tropa
Livre - quando no terreno não há obstáculo ao movimento de tropa;
Cortado - quando apresenta obstáculos ao movimento, tais como valas, fossos,
muros, cercas, cursos d’água.
III) Quanto aos fogos inimigos.
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Desenfiado - quando não pode ser batido pelos fogos diretos do inimigo; e
Enfiado - quando está sujeito aos fogos inimigos. Diz-se, também, batido.

IV) Quanto à vegetação.
Limpo - a vegetação existente não prejudica o movimento, a observação ou a
ligação visual entre as tropas amigas; e
Sujo - quando na situação inversa.
V) Quanto à praticabilidade das operações militares.
Praticável - quando o terreno, na sua conformação geral, se presta ao
desenvolvimento de uma operação militar; e
Impraticável - quando não se presta à operação militar em vista.
2.2.4 - Leis do Modelado
Estas leis se referem às linhas de talvegue, às vertentes, às linhas de festos, os três
principais elementos que modelam o terreno. São regras que nada têm de absoluto,
todas comportam exceções. Variam como variam as superfícies do terreno a que se
referem, dizem apenas a forma ideal para qual tendem os terrenos normalmente
constituídos e sujeitos à erosão regular das águas. O estudo dessas regras conduzirá a
conclusões muito interessantes sobre os aspectos do terreno.
a) Regras dos talvegues e cursos d’água
I) De um ponto qualquer do terreno pode-se chegar ao mar sem nunca subir. É a
lei da continuidade dos declives.
II) A declividade de uma linha de talvegue ou de um curso d’água decresce de
montante para jusante.

Fig 2.13 - Declividade de uma linha de talvegue

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III) Desenvolvendo-se num mesmo plano o perfil de um curso d’água e de seus
afluentes, a curva perfil desse curso d’água envolverá todas as de seus
afluentes, como conseqüência um rio corre mais em um certo nível que seus
afluentes. Assim, uma mesma curva de nível, na vizinhança e a montante de
uma confluência, cortará o curso d’água principal mais longe dessa confluência
que o curso d’água secundário (afluente), ou seja, a mesma curva de nível
penetrará mais no vale principal que na ravina lateral que nele desembocar.

Fig 2.14 - Desenvolvimento de uma curva de nível
IV) A declividade nas curvas exteriores de um rio é maior que nas interiores.
De fato, em uma curva de rio a massa d’água agindo sob a influência da força
centrífuga corrói a margem exterior, alargando o leito desse rio e, não raras
vezes, rasgando-lhe novo leito. Na margem interior, a velocidade do rio sendo
muito menor, ocasiona a sedimentação de aluviões e o conseqüente
abrandamento do declive nessa margem. Assim, as curvas de nível que
envolvem uma sinuosidade são habitualmente mais próximas umas das outras
que as envolvidas pelo curso d’água. Logo a margem situada na parte exterior
tem comandamento sobre a interna.

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Fig 2.15 - Declives em relação a um curso d’água sinuoso
Dessa regra surgem dois corolários:
- quando um curso d’água se divide em muitos outros sinuosos, formando ilhas
irregulares, pode-se concluir que o vale é largo e o talvegue pouco acidentado
ou sensivelmente horizontal.

Fig 2.16 - Vale largo e talvegue pouco acidentado
- caso o curso d’água seja um braço único quase retilíneo, o vale é estreito e o
talvegue muito pronunciado e de grande inclinação.

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Fig 2.17 - Vale estreito e talvegue muito pronunciado
V) O ângulo formado por dois talvegues na sua confluência será sempre menor
que 90º. Essa regra permite indicar a direção da corrente de um rio.

Fig 2.18 - Direção da corrente de um rio
VI) Uma confluência é assinalada geralmente por uma inflexão do curso d’água
principal no sentido do afluente. Esta inflexão será tão mais pronunciada
quanto mais importante for o afluente. Ou seja, o afluente muda a calha
principal na sua direção.
b) Regra referente às vertentes
As curvas de nível de mesma cota se fazem seguir sobre as duas partes de uma
mesma encosta (vertente), separadas, uma da outra por um vale lateral. É a lei da
continuidade das vertentes.

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Fig 2.19 - Lei da continuidade das vertentes
Na figura 2.19 as partes ab e cd da vertente não são modificadas pelo trabalho
do afluente que cravou o leito entre b e c.
c) Regras referentes às linhas de festo
I) Uma linha de festo se ligará sempre a uma outra e esta a outra e assim
sucessivamente.

Fig 2.20 - Continuidade de uma linha de festo
II) Quando uma linha de festo separa dois cursos d’água ela se abaixa quando eles
se aproximam (confluência) e se eleva quando se afastam. A distância máxima
corresponde geralmente a um mamelão ou esporão e a mínima a um colo.

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Fig 2.21 - Linha do festo em relação a dois cursos d’água
III) Se uma linha de festo separa dois cursos d’água que correm em altitudes
diferentes, ela estará mais próxima do mais elevado.

Fig 2.22 - Cursos d’água em níveis diferentes
IV) Se existirem duas nascentes opostas a uma mesma linha de festo, sobre a linha
entre as nascentes ocorrerá um colo.

Fig 2.23 - Formação de colos
V) Sempre ocorrerá uma ramificação separando dois talvegues que nascem do
mesmo lado de uma mesma linha de festo.

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Fig 2.24 - Talvegue de um mesmo lado de uma linha de festo
VI) Quando uma linha de festo muda de direção, opostamente ao ângulo formado
ocorrerá uma ramificação.

Fig 2.25 - Mudança de direção de uma linha de festo
VII) Quando dois cursos d’água descem paralelamente de uma encosta e tomam
depois direções opostas, a linha que separa os cotovelos indica a depressão
mais profunda entre as duas vertentes e, portanto, a existência de um colo.

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Fig 2.26 - Colo resultante de cursos d’água paralelos
VIII) Quando dois cursos d’água se encontram, a linha de crista do saliente que os
separa está sensivelmente na direção do prolongamento do curso d’água que
resulta da junção dos dois.

Fig 2.27 - Direção única entre a linha de crista e o curso d’água resultante
IX) Quando diversos cursos d’água partindo de um ponto central seguem direções
diversas, há na origem um ponto culminante.

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Fig 2.28 - Ponto culminante na origem de diversos cursos d’água
2.2.5 - Compartimentação do terreno
Um compartimento é uma área enquadrada por acidentes do terreno que limitam a
observação terrestre ou os tiros das armas de trajetória tensa para o seu interior.
Ao se analisar um compartimento deve-se atentar para o seu interior, para os
acidentes naturais ou artificiais que o delimitam e para as linhas limites. Estas são
linhas imaginárias traçadas ao longo dos acidentes já mencionados e a partir das
quais a observação terrestre para o interior do compartimento fica comprometida.
Os compartimentos são classificados de acordo com:
- os acidentes que os constituem;
- suas formas; e
- a direção de deslocamento da tropa.
Com relação aos acidentes que os constituem, podem ser:
- formados pelo relevo, em que as linhas limites situam-se, normalmente, ao longo
das cristas militares;
- formados por vegetação ou acidentes artificiais, em que as linhas limites incluem
parte de suas orlas a uma profundidade que dependerá da densidade dos mesmos; e
- formados pela combinação dos anteriores.
Com relação à forma, os compartimentos podem ser simples ou complexos, em que
um grande compartimento contém em seu interior compartimentos menores.

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Fig 2.29 - Compartimentos formados pelo relevo, bosque e localidade, e complexo
Quanto à direção prevista para o deslocamento da tropa no seu interior, eles serão
denominados longitudinais ou corredores, quando seu eixo maior coincidir com a
direção daquele movimento e transversais quando perpendiculares ou oblíquos ao
referido deslocamento.
Geralmente os compartimentos longitudinais se constituem em vias de acesso
favoráveis, facilitando o ataque e dificultando a defesa. O atacante poderá utilizar um
corredor como via de acesso deslocando-se de dois modos: pelo vale ou pela crista.
Neste tipo de compartimento, as cristas topográficas dividem a observação terrestre e
os campos de tiro das armas de trajetória tensa do defensor, dificultando ou mesmo
impedindo-o de coordenar e emassar fogos, bem como de obter apoio mútuo. As
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tropas posicionadas defensivamente nas encostas só dispõem de observação para
frente. Além disso, perdendo o controle das cristas, o defensor deixa de dispor de
observação para o interior do compartimento, não podendo, deste modo, coordenar
os fogos para o seu interior. Por essas razões, os corredores são desfavoráveis à
defesa.

Fig 2.30 - Defesa nos compartimentos longitudinais
Os compartimentos transversais são propícios à defesa e não se constituem em vias
de acesso favoráveis.
O defensor disporá de boa observação e bons campos de tiro, podendo, ainda,
realizar a coordenação de fogos e desenvolver apoio mútuo lateralmente e em
profundidade. Com isto será estabelecida uma barragem de fogos densa, contínua e
profunda à frente da posição. Adicionalmente, a posição na encosta facilitará o
desencadeamento dos fogos defensivos e permitirá abrigar as reservas na contraencosta.

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Fig 2.31 - Defesa de um compartimento transversal
A tropa atacante, por sua vez, poderá dispor, inicialmente, de observação, cobertas,
abrigos e campos de tiro. Contudo, tais condições serão perdidas à medida que o
ataque se desenvolve, em virtude das vantagens de que dispõe o defensor.
2.2.6 - Natureza do solo
O estudo da natureza do solo para fins militares visa, principalmente, determinar as
possibilidades de trânsito através campo, sob condições meteorológicas atuais ou
previstas, e assume importância especial para as unidades de blindados.
À Engenharia cabe a responsabilidade de organizar e distribuir cartas sobre as
condições de resistência do solo. Ao realizar esse estudo devem ser ressaltadas, na
zona de ação, as áreas do terreno cujo solo se apresenta firme e os trechos de pouca
consistência.
O terreno arenoso, alagadiço, o brejo, constituem embaraços ao movimento da tropa,
podendo, conforme as circunstâncias, impedi-lo inteiramente. Alguns solos podem
ser impraticáveis às viaturas blindadas após chuvas prolongadas e intensas, como é o
caso de certos terrenos argilosos. O solo arenoso pode ser obstáculo em tempo seco e
ter a consistência aumentada após as chuvas. A organização do terreno está também
condicionada à natureza do solo. O solo pedregoso ou extremamente duro dificulta
as escavações, enquanto o solo de pouca consistência facilita esse trabalho, exigindo,
porém, trabalhos especiais para evitar o desmoronamento dos taludes.
2.2.7 - Cursos d’água
São extensões de água corrente que podem ser classificadas como perenes - as que
correm todo o ano; intermitentes - as que se originam de uma fonte que falha
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periodicamente; e a efêmera - que depende totalmente da estação do ano. Onde os
cursos d’água tenham grande velocidade e corram sobre materiais soltos, tais como
cascalho, seixos e material mais duro, os fundos são estreitos e limpos. Quando o rio
é lento, o material mais fino, como saibro e argila, se deposita no fundo tornando-o
lodoso. Se o rio corre em terreno firme, suas margens serão mais íngremes que nos
terrenos de menor consistência. A maior velocidade de um rio estará, normalmente, a
meio do canal.
É bastante comum se observar lagunas costeiras formadas pelo depósito de saibro e
areia na desembocadura de um rio. Normalmente não serão estreitas o suficiente para
permitir serem atravessadas por pontes ou passadeiras, sendo comumente necessárias
viaturas anfíbias e botes.
Os movimentos através de área pantanosa são restritos à tropa a pé e mesmo para
estas bastante desgastante.
Os rios largos e profundos poderão proporcionar boas condições para instalação de
uma Área de Defesa debruçada sobre eles. Quanto mais importante o rio, mais
vantagens oferecerá ao estabelecimento de uma posição defensiva nele apoiada. Em
contrapartida, no ataque, a existência de um curso d’água transversal à sua direção
geral irá com certeza causar-lhe embaraço. Em alguns exigirá um planejamento
prévio para travessia, podendo chegar até a uma operação de transposição de curso
d’água, um tipo de operação terrestre com planejamento específico e complexo. Os
rios com mais de 100m de largura são obstáculos importantes.
A ocorrência de lagoas próximas às praias de desembarque, em um assalto anfíbio,
irá formar corredores estreitos que canalizarão o movimento da tropa, limitarão sua
manobra e concentrarão seus meios, tornando-a um bom alvo para a artilharia
inimiga. Além de restringir, posteriormente, o estabelecimento da Área de Apoio de
Praia (AApP) e de Apoio de Serviços ao Combate (AApSvCmb). Contudo, caso seja
possível o estabelecimento dessas áreas, poderá vir a favorecer a defesa das mesmas.
Os conhecimentos necessários a seguir mencionados, deverão ser coletados ou
buscados de forma a permitir a análise do curso d’ água e estabelecer para que tipos
de meios ele será obstáculo e sua influência sobre a manobra planejada: identificação
e localização; largura; natureza do leito (composição, profundidade e consistência);
velocidade da corrente; e características da margem (composição, estabilidade, altura
e rampa). Os mesmos conhecimentos serão necessários para a análise dos lagos.
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2.2.8 - Vegetação
A localização, tipo, dimensões, densidade e diâmetro dos troncos constituem
elementos que, analisados, determinam seu valor militar.
a) Macegas
São formadas por arbustos e gramíneas, podendo existir árvores pequenas e
esparsas. A macega é considerada alta quando encobre o movimento de um
cavaleiro e densa quando torna penosa a sua travessia. A macega rala e baixa
carece de importância militar, quer sob o ponto de vista do desenfiamento, quer da
transitabilidade.
b) Matas
São formadas por árvores copadas de médio ou pequeno porte. Considera-se mata
rala desde que seja fácil o trânsito de tropa a pé em qualquer direção.
c) Florestas
São caracterizadas pelo arvoredo copado e denso, de grande porte e formado por
árvores normalmente seculares.
d) Bosques
São formados por árvores copadas, altas e regularmente dispostas. As florestas, as
matas e os bosques podem impor características especiais à operação a ser
realizada.
e) Culturas
O terreno cultivado (café, cana, arroz, etc.) pode permitir movimento com
cobertura, mas embaraça a progressão.
f) Vegetação ciliar
É aquela que normalmente borda as margens dos cursos d’água e possui uma
tonalidade mais escura.
2.2.9 - Construções e instalações
a) Localidades
São designadas como localidades, quaisquer agrupamentos de edifícios destinados
à habitação, comércio ou indústria, tais como povoações, vilas, cidades e grandes
fábricas. As localidades devem ser analisadas quanto à sua localização, dimensões
e tipo de construção das edificações (taipa, tijolo, alvenaria e concreto).
As cidades e os agrupamentos de casas constituem, no terreno, uma zona de difícil
progressão para a tropa. Obrigam a operação a tomar características especiais e
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favorecem a defesa obstinada, palmo a palmo.
Sempre que possível devem ser evitadas, desbordando-as.
b) Fortificações de campanha
Consistem nos trabalhos defensivos realizados quando um ataque inimigo for
iminente ou durante a consolidação de um objetivo conquistado, como prevenção
de um contra-ataque. Busca, geralmente, aumentar o valor defensivo de um
terreno, e inclue a construção de abrigos e obstáculos, bem com os trabalhos de
camuflagem.
c) Instalações diversas
Instalações não compreendidas nos itens acima e que possam ter interesse para o
estudo a ser desenvolvido, como por exemplo porto, aeroporto, usina de energia,
etc.
2.2.10 - Vias de transporte
As estradas de ferro ou de rodagem e os próprios caminhos são elementos
importantes do terreno, uma vez que os suprimentos, de modo geral, e as
evacuações de baixas são executados utilizando esses eixos.
A classe da estrada de rodagem, a bitola da estrada de ferro e a própria natureza dos
caminhos, são dados indispensáveis à estimativa da capacidade de transporte da via
e são, normalmente, fornecidos por elementos de Engenharia.
2.3 - CONDIÇÕES

CLIMÁTICAS,

METEOROLÓGICAS

E

ASPECTOS

ASTRONÔMICOS
As condições climáticas e as meteorológicas exercem um efeito significativo em todos
os tipos de operações militares. Elas afetam a trafegabilidade, o controle, a eficiência
do pessoal, o funcionamento do material, o apoio aéreo, o alcance e o efeito das armas
de apoio e o provimento do apoio logístico.
Os dados referentes às condições climáticas e meteorológicas são, normalmente,
fornecidos pelo escalão superior àquele que planeja. Entretanto, em casos nos quais
sejam necessários outros dados além dos fornecidos, ou nos casos em que os dados
necessários tenham sido omitidos, caberá ao Oficial de Informações a solicitação
desses conhecimentos necessários ao escalão superior ou ao órgão encarregado de
fornecê-las.
2.3.1 - Clima
O clima está relacionado com a variação da estação e os padrões de temperatura,
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precipitação, umidade do ar, nebulosidade, ventos e pressão atmosférica. Representa
o estado da atmosfera de um determinado local durante um certo período,
geralmente extenso, e normalmente caracteriza uma área geográfica. A força e
direção dos ventos, a quantidade de chuvas e as temperaturas médias que reinarão
em uma certa área podem ser estabelecidos em termos médios, com precisão regular,
com base em dados estatísticos. Além dos elementos climáticos, estão presentes
também os fatores climáticos, que atuam indiretamente, modificando esses
elementos: altitude, continentalidade, correntes marítimas, latitude, massas líquidas,
vegetação, etc.
Existe vários tipos de climas, cuja classificação é variável. Para o fim desta
publicação são de interesse os seguintes.
- Equatorial: quente, com temperaturas médias acima de 25º, elevada pluviosidade,
não possui estação seca. Céu freqüentemente oculto por nuvens pesadas.
Caracterizado por floresta equatorial: úmida, com grande variedade e quantidade
de insetos e aves, bem como peixes e jacarés.
- Tropical: quente, com temperaturas e pluviosidade inferiores as do clima
equatorial; duas estações distintas: verões chuvosos e invernos secos. Apresenta
regiões com florestas de menos densidade que a equatorial, havendo
predominância de savanas (cerrados no Brasil). Ocorre a presença de animais de
grande porte.
- Semi-árido: clima misto, quente e seco, com chuvas no inverno, apesar da baixa
pluviosidade. Na vegetação predomina a caatinga, caracterizada por sua
heterogeneidade: matas fechadas de moitas isoladas, com cactáceas e arbustos de
galhos tortuosos. A fauna apresenta grande variedade de insetos, pássaros
carnívoros e alguns répteis.
- Subtropical: temperatura suave, podendo baixar nas áreas mais altas, onde há,
também, possibilidade de neve no inverno. Chuvas bem distribuídas durante o
ano. A vegetação é bastante variada, entre espécies tropicais e temperadas; as
formações são de fácil penetração, como, por exemplo, os pinheirais do Paraná.
- Desértico: quente e seco, com baixíssima pluviosidade, ventos fortes, céu límpido.
Vegetação praticamente inexistente, podendo ocorrer oásis com espécies
características e capins rasteiros nas orlas dos desertos.
- Mediterrâneo: invernos brandos e úmidos, verões quentes e secos, pluviosidade
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média. Bosques com vegetação pouco compacta são predominantes.
- Temperado Oceânico: temperaturas suaves, com forte influência da proximidade
do mar, chuvas bem distribuídas durante o ano, com forte incidência. Florestas
temperadas com árvores de grande porte.
- Temperado Continental: invernos rigorosos, porém secos, e verões quentes.
Índices pluviométricos baixos, mas com chuvas em todas as estações e neve no
inverno. Predominam as pradarias.
- Subpolar: inverno rigoroso, com verão frio e de curta duração. Baixa pluviosidade
e sob a forma de neve. Prevalecem florestas de coníferas.
- Polar: inverno extremamente rigoroso e longo, baixa pluviosidade, ventos fortes.
Na vegetação predomina a tundra.
2.3.2 - Condições meteorológicas
a) Temperatura do Ar
Temperatura do ar é a quantidade de calor que circula livremente, medida por um
termômetro protegido do sol. Em geral será fornecida à tropa uma média dos
dados coletados em anos anteriores no mesmo período da operação.
I) Gradiente de temperatura
A diferença entre a temperatura do solo e a do ar originará a ocorrência de
correntes de ar verticais que terão influência direta no planejamento do uso de
fumígenos e agentes químicos na área de operações (AOp). O gradiente é a
diferença entre a temperatura do ar medida à 30cm e 180cm do nível do solo.
Três casos são possíveis. A INVERSÃO ocorre quando o ar mais próximo da
terra é mais frio que o ar superior. Quando ocorre a inversão, as condições
atmosféricas e, conseqüentemente, o ar mais baixo permanecem mais estáveis
com ventos de pouca velocidade, influenciando o emprego de meios na medida
em que a poeira, a nebulosidade, a fumaça e agentes químicos tendem a
permanecer próximos a terra, reduzindo a visibilidade e a pureza do ar, levando
também mais tempo para se dissipar. Estas condições de inversão favorecerão
o uso de fumígenos, cortinas de fumaça, agentes químicos e bacteriológicos.
Desfavorecerão, contudo, a observação, tendo em vista a redução da
visibilidade. O segundo caso é o de NEUTRALIDADE - a temperatura
permanece constante - é uma situação intermediária e pouca ou nenhuma
influência tem sobre o estabelecimento de cortinas de fumaça, bem como na
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observação. E, por fim, a LAPSE - a temperatura decresce com a altura – na
qual ocorrem condições atmosféricas instáveis próximo ao solo, e, ao contrário
da inversão, faz com que o teto aumente (as nuvens sobem), contra-indicando o
uso de fumígenos, cortinas de fumaça, agentes químicos e bacteriológicos,
favorecendo a observação.

II) Outros efeitos e considerações
A temperatura produzirá, também, efeitos sobre a eficiência do pessoal,
armamento, equipamento e materiais diversos. Além disso, grandes variações
de temperatura causarão modificações na natureza do solo e até mesmo nas
normas de manutenção do material. Em relação aos bivaques na AOp
propriamente dita, pode-se dizer que, geralmente, as superfícies (vertentes)
côncavas facilitam a acumulação do ar frio no sopé e as convexas favorecem a
drenagem do ar para o alto. As temperaturas baixas fazem com que os agentes
químicos e bacteriológicos tendam a se concentrar em depressões e lugares
baixos e, ainda, que permaneçam no ar por mais tempo.
b) Pressão atmosférica
É a força exercida sobre uma unidade de área pelo peso da atmosfera. Geralmente,
o ar frio que é pesado e denso ocasiona alta pressão, enquanto o ar quente que é
leve e mais rarefeito causa pressões baixas. Os sistemas de alta pressão são
associados ao tempo bom e seco; os sistemas de baixa pressão, por sua vez,
associam-se às condições incertas e nebulosas. A pressão não tem influência
direta ou marcante sobre as operações militares, mas a sua medição e,
particularmente, o seu acompanhamento trará indícios importantes na previsão de
variações meteorológicas bruscas.
c) Ventos
É o ar em movimento e resulta das diferenças na pressão atmosférica. É descrito
pela sua direção e velocidade. A direção do vento é a direção da qual ele está
soprando (o vento vem). Um vento proveniente de sul é classificado como um
vento SUL. A velocidade é estabelecida em km/h. Em terreno irregular, o vento
não se desloca com força e direção fixa, e sim em uma sucessão de rajadas e
calmarias, de velocidade e direções variáveis. Normalmente esta turbulência é
maior ao entardecer. As condições locais de pressão e vento se originam dos
vales, montanhas e serra e podem vir a modificar as características meteorológicas
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da AOp. Uma vez que as massas terrestres absorvem e irradiam mais calor que as
massas d’água, a terra é mais aquecida que o mar durante o dia, esfriando mais
rapidamente à noite. Em conseqüência, nas áreas costeiras, o ar quente se eleva a
alturas maiores e se dirige para o mar. Para substituir este ar que se eleva, o ar
sobre o mar, mais frio, se dirige para a terra. É a brisa do mar. A noite este
movimento se inverte.
A sua velocidade afetará o estabelecimento e a manutenção do mascaramento de
uma região, pela possibilidade ou não do emprego de fumígenos, bem como o uso
de agentes químicos e bacteriológicos. Em áreas de grande ocorrência de
turbulências, torna o emprego destes meios altamente perigoso, na medida em que
o vento muda de velocidade rapidamente, tornando difícil um planejamento
confiável. Ventos inferiores a 5 km/h dificultam o estabelecimento e manutenção
do mascaramento com fumígenos de uma região. Ventos com velocidades
superiores a 32km/h inviabilizam o uso eficaz da fumaça. No caso de operações
anfíbias, é bom lembrar que ventos fortes vindos do mar tornam a praia
extremamente perigosa, com a formação de vagalhões que podem impedir a
aproximação das embarcações de desembarque (ED), bem como o seu
retraimento. Os desembarques por pára-quedas são aceitáveis com ventos de até
24 km/h. Em velocidades maiores, o vento tende a dispersar a tropa no
aterramento, enredar o equipamento e aumentar o número de perdas resultantes de
acidentes no desembarque. Os ventos aumentarão, ainda, o tempo de permanência
dos pára-quedistas no ar, aumentando também sua vulnerabilidade e
desfavorecendo o sigilo das operações. Será necessário mais tempo para
recuperação do equipamento e posterior reorganização para o prosseguimento das
ações da tropa em terra.
Quanto à direção, a regra geral é comparar o posicionamento do vento em relação
ao movimento da tropa que empregará fumígenos. Se na mesma direção ou
transversal, a utilização é possível. Se ao contrário, ou seja, em direção oposta ao
movimento da tropa, a utilização é desaconselhada.
d) Umidade
É o termo usado para descrever a quantidade de vapor d’água no ar. A quantidade
de vapor d’água que o ar contém é comparada com a que ele poderia ter a uma
dada temperatura e pressão, a isto é chamado Umidade Relativa. Quando a massa
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de ar tem a quantidade máxima de vapor relativa àquela temperatura, diz-se que
está a 100%.
A maior influência da umidade é sobre o emprego de cortinas de fumaça. Ao
empregá-la em uma situação em que a umidade esteja a 90% o efeito de
obscurecimento será duas vezes maior do que a 40%, por exemplo. Ela também
afeta o desempenho do pessoal, a eficiência e conservação de certos itens de
material.
e) Nebulosidade
As nuvens são massas de umidade condensada e suspensa no ar em forma de
diminutas gotas d’água. As quantidades de nuvens são apreciadas em torno da
fração de céu que elas cobrem. São usados os seguintes termos. O céu sem nuvens
ou com somente 10% encoberto é chamado de Céu Claro. De 10 a 50%
chamamos de Céu Espalhado; de 50 a 90% de Céu Interrompido. E o Céu
Carregado é aquele que está coberto acima de 90%.
O nevoeiro é definido como a massa de gotículas d’água suspensa na atmosfera
próxima a superfície da terra e que reduz a visibilidade horizontal. É formado pela
condensação do vapor d’água em abundância, a alta umidade relativa e vento
ligeiro de superfície. Um vento ligeiro tende a adensar o nevoeiro. Aumentando o
vento, o nevoeiro subirá e se dissipará. Quanto mais próximo ao mar maior é a
incidência de nevoeiros, devido à existência de mais vapor d’água em suspensão.
A maior freqüência de nevoeiros ocorre, normalmente, nas épocas mais frias da
AOp e em regiões baixas ou próximas a grandes serras.
A nebulosidade diurna reduz a quantidade de calor recebido pelo sol, afetando a
secagem das estradas e a transitabilidade através campo. Ela afetará,
principalmente, as operações aéreas, limitando a observação vertical e os
reconhecimentos aéreos. Em áreas nubladas, ou com o teto muito baixo, o apoio
aéreo aproximado será grandemente dificultado, ficando restrito às aeronaves
equipadas com instrumentos adequados de navegação. A defesa antiaérea, neste
caso, também ficará prejudicada. Os nevoeiros serão importantes na análise de
cobertas e abrigos, já que poderão encobrir os movimentos de uma tropa.
Permitirá, dependendo da densidade e duração, uma série de ações táticas
preparatórias para o ataque, tais como o lançamento de patrulhas para
levantamento do dispositivo inimigo que se encontra mais próximo,
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desdobramento sobre a Linha de Partida (LP), infiltração de pequenos efetivos
entre as linhas inimigas, etc.
f) Precipitação
É a queda sobre a superfície terrestre da água condensada na atmosfera. Quando
as gotas em suspensão se tornam muito pesadas, ocorre a chuva; quando atingem
o ponto de congelamento, se precipitam sob a forma de granizo ou neve. É
classificada quanto à intensidade como: Muito Ligeira, que mal chega a molhar a
superfície exposta, a Ligeira, a Moderada e a Pesada.
Os efeitos nas operações militares recaem, em primeiro lugar, sobre o pessoal,
principalmente quando ocorrer por períodos muito longos, podendo afetar o
desempenho da tropa, causando-lhe doenças, cansaço e depressão mental. Afeta,
também, o desempenho do material, a eficiência do armamento e das munições. O
aspecto tático influenciado pelas precipitações é o da observação. Na chuva
considerada muito ligeira, pouco ou nenhuma influência ocorre sobre a
observação; na ligeira a visibilidade cai para 1km; na moderada para 500m; e na
pesada a visibilidade fica muito prejudicada, com a observação restrita a menos de
500m. É claro que as precipitações na AOp afetarão grandemente a
transitabilidade, devendo os estudos levar em conta a estação da época da
operação, já que em certas áreas ocorrem mudanças drásticas de uma estação para
outra. O planejamento logístico poderá ser grandemente afetado, uma vez que
estradas de revestimento solto poderão se tornar intransitáveis para viaturas
pesadas. Medidas de segurança aproximada, como Postos de Escuta, ficam
dificultadas devido ao abafamento do som. A precipitação, quanto mais intensa
for, tenderá a neutralizar a eficácia de agentes químicos bacteriológicos, seja pela
dificuldade de propagação seja pela própria diluição na água. Exerce influência,
ainda, sobre as comunicações, reduzindo o nível do sinal.
2.3.3 - Aspecto astronômicos
a) Crepúsculos
É o período de iluminação indireta, por difusão, antes do nascer e após o por do
sol. Diariamente, ocorrem dois crepúsculos: pela manhã o Crepúsculo Matutino
(CM) e à tarde o Crepúsculo Vespertino (CV). Os crepúsculos, matutino e
vespertino, são divididos em três categorias, de acordo com a posição do sol em
relação à linha do horizonte: o astronômico (de 0º a 6º), o Náutico (6ºa 12º) e o
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Civil (de 12º a 18º). O período do crepúsculo astronômico proporciona pouca ou
nenhuma luz, ou seja, não apresenta luminosidade que influencie as operações
militares. O período do crepúsculo náutico proporciona iluminação suficiente para
movimentos, tanto assim que permite considerar, para os deslocamentos de tropa,
os mesmos dados de planejamento previstos para os movimentos diurnos. Para se
ter uma idéia, somados os períodos matutinos e vespertinos, em geral se dispõe de
mais uma hora de luz para movimentos. Ainda quanto ao náutico, deve-se
considerar que a visibilidade ficará reduzida a não mais de 400m. Portanto,
atividades que necessitem observação a distâncias maiores não poderão ser
executadas sem auxílio de meios optrônicos. Além disso, o momento dos
crepúsculos fornece, também, um dado bem definido para fins de coordenação,
evitando, por conseguinte, expressões vagas como: clarear do dia, nascer do sol,
alvorecer, entardecer, início da noite. Já o civil proporciona luz suficiente para
que quaisquer atividades militares diurnas sejam executadas, ou seja, o “dia
militar” começa antes do sol nascer. Assinala, ainda, o fim e o início da
iluminação natural sobre os alvos terrestres, permitindo a observação de artilharia,
bombardeios aéreos e os reconhecimentos de qualquer tipo com um mínimo de
precisão (Fig 2.32).

Fig 2.32 - Crepúsculos
b) Luminosidade lunar
I) Luminosidade
Durante o planejamento de uma operação militar, no estabelecimento ou
análise do “quando” ela deverá ser ou não desencadeada, o comandante, junto
com o estado-maior, deverá considerar os dados referentes aos crepúsculos, o
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nascer e o por da Lua, bem como juntar a isso as análises das condições
climáticas e meteorológicas que modificam as condições de visibilidade local.
Desta maneira, pode-se escolher a hora de luminosidade mais apropriada para
as operações planejadas, balanceando as vantagens que se terá em coordenação
e controle decorrente da visibilidade favorável com as proporcionadas pelo
sigilo e surpresa da visibilidade reduzida.

II) Luar
É a luminosidade refletida pela lua ao ser iluminada pelo sol. Esta
luminosidade só é percebida a noite e varia com as fases da lua. As fases da lua
são, pela ordem: CHEIA - QUARTO MINGUANTE - NOVA - QUARTO
CRESCENTE. A luminosidade na fase da lua cheia é máxima, decrescendo até
zero na lua nova. Nos quartos crescente e minguante, a luminosidade é de 1/3
(um terço) da máxima. A lunação completa se dá em 29 dias, 12 horas e 44
minutos. Mas, como dado prático em campanha, utiliza-se 28 dias, o que
corresponde a 7 dias para cada fase.
Período de luar é aquele de aproximadamente 12 horas em que a lua reflete a
luz do sol para a terra. O início e o término deste período variarão de acordo
com a fase. Vai desde o aparecimento até o desaparecimento da lua. Na lua
cheia o período é, em termos práticos, de 1800 até às 0600h do dia seguinte.
No quarto minguante de 0000 às 1200h. Na lua nova de 0600 às 1800h. E no
quarto crescente de 1200 às 2400h. Ocorre que isto não é válido para os 7
(sete) dias em que dura a fase. Isto ocorre somente no dia da mudança de fase.
Exemplificando, a partir da lua cheia, dia a dia, a lua vai reduzindo sua
luminosidade, até que some totalmente; nesta noite, exatamente, será o dia da
lua nova. A partir deste dia ela ganha tamanho até ficar completa; nesta noite
será o dia da lua cheia. E para se determinar o período de luar em determinado
dia que não seja exatamente o da mudança da fase, leva-se em conta o
seguinte: as fases da lua são de sete dias, o dia da mudança de fase é
exatamente o do meio, ou seja o quarto dia. Fica-se, então, com três dias antes
e três dias depois, para completar a fase. Passados estes três dias posteriores,
entra-se na próxima fase. E assim vai. A cada dia posterior se soma uma hora,
e a cada anterior se diminui uma hora. Por exemplo: hoje é o dia do quarto
crescente. Quando a lua se pôs ontem? No quarto crescente, a lua se põe às
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2400h, diminuindo uma hora em relação ao dia anterior; logo, a lua se pôs
ontem às 2300h. Outro exemplo: depois de amanhã será lua cheia. Quando a
lua nasce hoje? Depois de amanhã a lua nascerá às 1800h, diminuindo uma
hora para cada dia; conclui-se que a lua nascerá hoje às 1600h. Relembra-se
que o período de luar continua o mesmo, 12 horas.
7o

1o

2o

fase anterior

3o

4o

5o

6o

dia da fase

7o

1o

fase seguinte

A determinação do início e término com maior precisão, tanto dos crepúsculos
como dos períodos de luar, podem ser obtidos nos almanaques astronômicos.
Na MB, utiliza-se uma publicação da Diretoria de Hidrografia e Navegação
chamada Almanaque Náutico, que contém todos os dados necessários a estes
cálculos de forma precisa. A forma prática apresentada neste manual atende às
necessidades em campanha.
III) Definições pertinentes
- Duração da Noite: período compreendido entre o Fim do Crepúsculo
Vespertino Náutico (FCVN) e o Início do Crepúsculo Matutino Náutico
(ICMN).
- Período de Luz: período entre o ICMN e o FCVN.
- Período de Visibilidade sem Restrições: período entre o Início do Crepúsculo
Matutino Civil (ICMC) e o Fim do Crepúsculo Vespertino Civil (FCVC).
- Noite com Luar: período entre o FCVN e o ICMN em que há luar.
- Visibilidade Nula: período entre o FCVN e o ICMN no qual não há luar.
IV) Efeitos e outras considerações
A visibilidade diurna irá favorecer a observação afastada e aproximada,
conseqüentemente favorecerá as ações de reconhecimento, condução dos
fogos, controle dos movimentos das tropas, o apoio aéreo e todos os trabalhos
de organização do terreno. Noites com luar favorecem a observação e o
controle aproximado de efetivos até o escalão pelotão. Se reduzida, em ambos
os casos, irá favorecer o sigilo das operações.
2.4 - INFLUÊNCIA DO TERRENO E DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E METEOROLÓGICAS NAS OPERAÇÕES MILITARES
Nas operações militares essa influência é levantada por meio de um estudo específico.
A finalidade desse estudo é analisar a provável AOp, visando a determinar a influência
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