SlideShare uma empresa Scribd logo
CGCFN-1-5 OSTENSIVO
MANUAL DE OPERAÇÕES TERRESTRES
DE CARÁTER NAVAL
MARINHA DO BRASIL
COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008
OSTENSIVO CGCFN-1-5
MANUAL DE OPERAÇÕES TERRESTRES DE CARÁTER NAVAL
MARINHA DO BRASIL
COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
2008
FINALIDADE: BÁSICA
1ª Edição
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - II - ORIGINAL
ATO DE APROVAÇÃO
APROVO, para emprego na MB, a publicação CGCFN-1-5 - MANUAL DE
OPERAÇÕES TERRESTRES DE CARÁTER NAVAL.
RIO DE JANEIRO, RJ.
Em 12 de novembro de 2008.
ALVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO
Almirante-de-Esquadra (FN)
Comandante-Geral
ASSINADO DIGITALMENTE
AUTENTICADO
PELO ORC
RUBRICA
Em_____/_____/_____ CARIMBO
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - III - ORIGINAL
ÍNDICE
PÁGINAS
Folha de Rosto................................................................................................................ I
Ato de Aprovação........................................................................................................... II
Índice .............................................................................................................................. III
Introdução....................................................................................................................... VII
1a
PARTE
OPERAÇÕES OFENSIVAS
CAPÍTULO 1 - ASPECTOS BÁSICOS DA OFENSIVA
1.1 - Introdução..................................................................................................... 1-1
1.2 - Fundamentos da Ofensiva............................................................................. 1-1
1.3 - Fases da Ofensiva ......................................................................................... 1-5
1.4 - Distribuição de Forças.................................................................................. 1-7
CAPÍTULO 2 - TIPOS DE OPERAÇÕES E AÇÕES OFENSIVAS
2.1 - Introdução..................................................................................................... 2-1
2.2 - Marcha para o Combate................................................................................ 2-1
2.3 - Reconhecimento em Força ........................................................................... 2-7
2.4 - Ataque Coordenado ...................................................................................... 2-8
2.5 - Aproveitamento do Êxito.............................................................................. 2-9
2.6 - Perseguição................................................................................................... 2-12
2.7 - Ações Ofensivas ........................................................................................... 2-14
CAPÍTULO 3 - FORMAS DE MANOBRA TÁTICA OFENSIVA
3.1 - Introdução..................................................................................................... 3-1
3.2 - Penetração..................................................................................................... 3-1
3.3 - Ataque Frontal .............................................................................................. 3-4
3.4 - Desbordamento............................................................................................. 3-5
3.5 - Envolvimento................................................................................................ 3-8
3.6 - Infiltração...................................................................................................... 3-10
CAPÍTULO 4 - O ATAQUE COORDENADO
4.1 - Introdução..................................................................................................... 4-1
4.2 - Planejamento................................................................................................. 4-1
4.3 - Análises dos Fatores da Decisão................................................................... 4-1
4.4 - Seleção de Objetivos..................................................................................... 4-3
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - IV - ORIGINAL
4.5 - Conceito da Operação............................................................................. ..... 4-4
4.6 - Idéia de Manobra.......................................................................................... 4-4
4.7 - Plano de Apoio de Fogo............................................................................... 4-5
4.8 - Outros Apoios ao Combate .......................................................................... 4-6
4.9 - Apoio de Serviços ao Combate.................................................................... 4-8
4.10 - Informações................................................................................................ 4-8
4.11 - Segurança ................................................................................................... 4-8
4.12 - Fases do Ataque ......................................................................................... 4-10
4.13 - O Ataque Limitado..................................................................................... 4-15
CAPÍTULO 5 - OPERAÇÕES OFENSIVAS EM CONDIÇÕES ESPECIAIS
5.1 - Operações Ofensivas sob Condições de Visibilidade Reduzida ................. 5-1
5.2 - Ataque a uma Área Fortificada .................................................................... 5-12
5.3 - Transposição de Cursos de Água ................................................................. 5-15
2a
PARTE
OPERAÇÕES DEFENSIVAS
CAPÍTULO 6 - ASPECTOS BÁSICOS DA DEFENSIVA
6.1 - Introdução .................................................................................................... 6-1
6.2 - Fundamentos da Defensiva .......................................................................... 6-2
6.3 - Organização da Área de Defesa ................................................................... 6-7
6.4 - Organização das Forças Defensivas ............................................................ 6-9
CAPÍTULO 7 - CLASSIFICAÇÃO DAS OPERAÇÕES DEFENSIVAS
7.1 - Introdução .................................................................................................... 7-1
7.2 - Classificação Quanto ao Tipo ...................................................................... 7-1
7.3 - Classificação Quanto ao Tempo Disponível................................................ 7-6
CAPÍTULO 8 - FORMAS DE MANOBRA TÁTICA DEFENSIVA
8.1 - Introdução .................................................................................................... 8-1
8.2 - Defesa de Área ............................................................................................. 8-1
8.3 - Defesa Móvel ............................................................................................... 8-2
8.4 - Variações da Defesa de Área e da Defesa Móvel ........................................ 8-2
8.5 - Ação Retardadora......................................................................................... 8-11
8.6 - Retraimento.................................................................................................. 8-18
8.7 - Retirada ........................................................................................................ 8-23
CAPÍTULO 9 - A DEFESA
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - V - ORIGINAL
9.1 - Planejamento................................................................................................. 9-1
9.2 - Análise dos Fatores da Decisão.................................................................... 9-1
9.3 - Conceito da Operação................................................................................... 9-2
9.4 - Idéia de Manobra.......................................................................................... 9-2
9.5 - Plano de Apoio de Fogo ............................................................................... 9-5
9.6 - Informações .................................................................................................. 9-6
9.7 - Segurança...................................................................................................... 9-6
9.8 - Engenharia .................................................................................................... 9-6
9.9 - Carros de Combate ....................................................................................... 9-7
9.10 - Contra-Ataque............................................................................................. 9-7
9.11 - Conduta da Defensiva................................................................................. 9-11
CAPÍTULO 10 - OPERAÇÕES DEFENSIVAS EM CONDIÇÕES ESPECIAIS
10.1 - Defesa Contra Infiltração............................................................................ 10-1
10.2 - Defesa Contra Ataques Aeroterrestres e Helitransportados ....................... 10-1
10.3 - Defesa Contra a Guerra Irregular ............................................................... 10-2
10.4 - Defesa Contra Blindados ............................................................................ 10-3
10.5 - Defesa Durante Períodos de Visibilidade Reduzida................................... 10-3
10.6 - Defesa na Linha de um Curso de Água ...................................................... 10-4
10.7 - Defesa de uma Zona de Responsabilidade Tática ...................................... 10-7
10.8 - Segurança da Área de Retaguarda.............................................................. 10-10
3a
PARTE
OPERAÇÕES COMPLEMENTARES
CAPÍTULO 11 - OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS
11.1 - Introdução................................................................................................... 11-1
11.2 - Características das Forças Helitransportadas ............................................. 11-1
11.3 - Conceito de Emprego das Forças Helitransportadas .................................. 11-2
11.4 - Emprego na Ofensiva ................................................................................. 11-2
11.5 - Emprego na Defensiva................................................................................ 11-5
11.6 - Emprego em Operações de Junção............................................................. 11-7
11.7 - Planejamento............................................................................................... 11-7
11.8 - Conduta....................................................................................................... 11-8
CAPÍTULO 12 - OPERAÇÃO DE JUNÇÃO
12.1 - Introdução................................................................................................... 12-1
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - VI - ORIGINAL
12.2 - Propósitos................................................................................................... 12-1
12.3 - Planejamento.............................................................................................. 12-2
12.4 - Análise dos Fatores da Decisão.................................................................. 12-3
12.5 - Idéia de Manobra........................................................................................ 12-3
12.6 - Planejamento do Apoio de Fogo................................................................ 12-5
12.7 - Comunicações ............................................................................................ 12-7
12.8 - Execução da Junção ................................................................................... 12-7
12.9 - Junção de duas Forças em Movimento ...................................................... 12-8
12.10 - Ações Após a Junção ............................................................................... 12-9
12.11 - Apoio de Serviços ao Combate................................................................ 12-9
12.12 - Liberação de uma Tropa Isolada ............................................................. 12-10
CAPÍTULO 13 - INCURSÃO
13.1 - Conceitos Básicos ...................................................................................... 13-1
13.2 - Planejamento.............................................................................................. 13-2
13.3 - Conceito da Operação ................................................................................ 13-2
13.4 - Distribuição de Forças................................................................................ 13-3
13.5 - Apoio de Fogo............................................................................................ 13-5
13.6 - Apoio de Serviços ao Combate.................................................................. 13-6
13.7 - Medidas de Coordenação e Controle ......................................................... 13-6
13.8 - Ensaio......................................................................................................... 13-7
13.9 - Retirada ...................................................................................................... 13-7
13.10 - Conduta .................................................................................................... 13-7
CAPÍTULO 14 - OPERAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO
14.1 - Introdução .................................................................................................. 14-1
14.2 - Substituição em Posição............................................................................. 14-2
14.3 - Ultrapassagem............................................................................................ 14-7
14.4 - Acolhimento............................................................................................... 14-11
14.5 - Seleção do Tipo de Substituição Antes do Ataque .................................... 14-13
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - VII - ORIGINAL
INTRODUÇÃO
Embora com a destinação precípua de participar de uma operação eminentemente naval
- a OPERAÇÃO ANFÍBIA - os Fuzileiros Navais realizam sua ação decisiva em terra.
Adicionalmente, em proveito do Poder Naval, poderão vir a ser empregados em uma variada
gama de cometimentos terrestres.
Esta publicação trata dos aspectos básicos das operações em que Grupamentos
Operativos de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav) possam vir a participar em terra. As
particularidades técnicas, e o detalhamento de emprego dos diversos escalões da tropa serão
abordados em manuais específicos.
As 1a
e 2a
Partes tratam das ações clássicas de combate em terra, respectivamente a
ofensiva e a defensiva.
Na 3a
Parte são estudadas outras modalidades de operações em terra nas quais os
GptOpFuzNav também possam tomar parte.
Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 Manual de Publicações da
Marinha, em: publicação da Marinha do Brasil (PMB), não controlada, ostensiva, básica e
manual.
Esta publicação substitui a CGCFN-2100 – Manual do Operações Terrestres de
Fuzileiros Navais, 1ª edição, aprovada em 15 de outubro de 2003, preservando seu conteúdo,
que será adequado ao previsto no Plano de Desenvolvimento da Série CGCFN (PDS-2008),
quando de sua próxima revisão.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-1 - ORIGINAL
1ª PARTE
OPERAÇÕES OFENSIVAS
CAPÍTULO 1
ASPECTOS BÁSICOS DA OFENSIVA
1.1 - INTRODUÇÃO
O sucesso final no campo de batalha é obtido pelas operações ofensivas. Ofensiva
significa atacar, explorar as fraquezas do inimigo e manter a iniciativa.
Embora considerações estratégicas ou táticas possam requerer o estabelecimento de uma
defensiva, cedo ou tarde terão lugar ações ofensivas. Mesmo na defensiva, um
comandante deve buscar a oportunidade de assumir a iniciativa por meio da ofensiva e
levar o combate ao lado inimigo.
As operações ofensivas são realizadas tendo em vista alcançar um ou mais dos seguintes
propósitos:
- destruir forças ou material inimigo;
- conquistar áreas ou pontos capitais do terreno;
- fixar o inimigo em posição;
- obter informações;
- privar o inimigo de recursos;
- desviar a atenção do inimigo; e
- desorganizar um ataque.
1.2 - FUNDAMENTOS DA OFENSIVA
Os fundamentos da ofensiva resultam da análise de operações dessa natureza através
dos tempos à luz dos princípios de guerra. Constituem-se em guias comuns para todos
os comandantes, embora sua aplicação específica seja variável de acordo com a situação
e o escalão considerado.
1.2.1 - Obter e manter o contato
A obtenção e manutenção do contato são essenciais, uma vez que garantem ao
comandante de qualquer escalão informações sobre o inimigo, liberdade de ação e
conservação da iniciativa, evitando a surpresa. O contato com o inimigo deve ser
estabelecido o mais cedo possível, seja através do combate aproximado, seja apenas
pela observação. Uma vez obtido, o contato não deve ser voluntariamente rompido,
embora os comandantes devam estar alertas quanto aos riscos de sofrerem ataque de
surpresa.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-2 - ORIGINAL
1.2.2 - Esclarecer a situação
Tão logo estabeleça o contato, o comandante deve desenvolver ações para determinar
o valor, a composição e a disposição das forças inimigas. Procurará, assim,
sobrepujar suas forças de segurança, localizar sua posição defensiva e levantar
quaisquer deficiências que possam ser exploradas. Desse modo, o comandante
disporá de elementos para elaboração de sua diretiva.
1.2.3 - Concentrar poder de combate
O comandante procura desenvolver todos os esforços no sentido de cumprir sua
missão, evitando ações que não contribuam para tal. Para atingir seu intento, deve
concentrar rapidamente seu poder de combate, de modo a obter superioridade no
local e momento oportunos.
1.2.4 - Surpreender o oponente
A surpresa é um dos fatores decisivos no combate e deve ser buscada na ofensiva,
uma vez que:
- facilita o exercício da liderança e favorece a impulsão do ataque, por privar o
oponente de empregar todo o seu poder de combate;
- retarda as reações do inimigo, uma vez que não lhe permite tempo para
planejamento;
- sobrecarrega e confunde seus sistemas de C3
I, porque ele se vê obrigado a reagir
rapidamente; e
- ocasiona efeitos psicológicos adversos em suas tropas, devido ao impacto recebido.
Deste modo, conseguindo reduzir o poder de combate do defensor, o atacante pode
alcançar o sucesso empregando menos meios do que seria necessário em condições
normais.
Embora tenha sua obtenção dificultada pelos modernos meios de observação e
vigilância, as seguintes medidas auxiliam obter surpresa:
- realização de operações de cobertura e de despistamento; e
- escolha da direção de ataque, da forma de manobra, do local da aplicação do poder
de combate e do horário da ação.
Ações por superfície ou helitransportadas sobre a retaguarda do inimigo apresentam
resultados eficazes, uma vez que atingem posições de artilharia, postos de comando
(PC), instalações logísticas, etc.
Tendo em vista que o efeito da surpresa é temporário, o comandante deve procurar
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-3 - ORIGINAL
explorar o choque inicial não dando tempo ao inimigo para recuperar-se. Por outro
lado, deve estar preparado para a eventualidade da perda prematura da surpresa.
1.2.5 - Explorar deficiências do inimigo
O comandante deve evitar o grosso do inimigo ou a posição onde sua defesa seja
mais forte e utilizar, com rapidez, seu poder de combate para explorar deficiências,
tais como: dispositivo falho ou flanco exposto, moral baixo, insuficiência de apoio de
fogo, inferioridade numérica, ou demora no abastecimento ou no recompletamento.
O conhecimento pelo atacante de que o oponente tem reações padronizadas é uma
vantagem que, devidamente explorada, transforma-se em deficiência para o defensor.
1.2.6 - Controlar acidentes capitais
O controle de acidentes capitais é importante para o êxito da ofensiva, uma vez que
estes proporcionam observação, campos de tiro e controle de vias de acesso, bem
como proteção para instalações de comando e logísticas contra as vistas e fogos do
inimigo.
A posse de um acidente capital é importante apenas se as vantagens que ele
proporciona forem exploradas. Assim, dentre os aspectos militares do terreno, o
correto levantamento dos acidentes capitais é de extrema relevância para o sucesso
da ação ofensiva.
1.2.7 - Obter e manter a iniciativa
A obtenção e manutenção da iniciativa são essenciais para que o comandante possa
impor sua vontade, ao invés de apenas reagir as iniciativas do inimigo. Para tal, deve
empregar agressivamente seu poder de combate, lançar mão da surpresa e aproveitar-
se oportunamente dos erros do inimigo.
Normalmente, a iniciativa pertence ao atacante no início das ações e todo esforço
deve ser feito para conservá-la, pois uma vez perdida será de difícil e onerosa
recuperação.
1.2.8 - Neutralizar a capacidade de reação do inimigo
O comandante desenvolve todo esforço no sentido de neutralizar a capacidade do
inimigo de reagir ao seu ataque, o que também lhe permite manter a iniciativa. Para
tal, deverá adotar medidas de segurança e utilizar ações de despistamento, isolar a
área de operações, bloquear os reforços inimigos, desorganizar e neutralizar suas
atividades de apoio, atacar suas instalações de comando e controle e submetê-las aos
fogos de apoio e às ações de guerra eletrônica.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-4 - ORIGINAL
1.2.9 - Progredir pelo fogo e movimento
O atacante deve manobrar combinando fogo e movimento, para ficar em condições
de lançar-se violentamente sobre o inimigo e, pelo combate aproximado, destruí-lo
ou capturá-lo. Normalmente, nenhuma peça de manobra deve progredir contra o
inimigo sem contar com fogos de apoio. Estes poderão ser prestados por outra peças
de manobra e/ou por um elemento de apoio de fogo.
A superioridade de fogos deve ser obtida desde os momentos iniciais ou a partir da
perda da surpresa e mantida durante o ataque, de modo a garantir liberdade de
manobra e evitar perdas que prejudiquem a impulsão e o poder de combate do
atacante.
1.2.10 - Manter a impulsão do ataque
A impulsão é obtida e mantida pela aplicação de poder de combate superior e pela
conservação da iniciativa, no desencadeamento de ataque rápido e agressivo.
O comandante não deve prejudicar a impulsão de seu ataque procurando preservar
o dispositivo dos seus elementos de combate ou para cumprir a manobra planejada;
ele imprime continuidade às ações fazendo os elementos progredirem rapidamente
pelos locais que ofereçam menor resistência.
Adicionalmente, o atacante procura neutralizar, com o mínimo de meios, elementos
inimigos que não sejam capazes de prejudicar o cumprimento de sua missão como
um todo, ultrapassando-os e mantendo pressão agressiva e constante.
1.2.11 - Agir com rapidez
A rapidez nas ações é essencial ao sucesso pois favorece a surpresa, contribui para
a segurança, torna a força atacante um alvo difícil de ser atingido e mantém pressão
sobre o inimigo, dificultando sua reação ao ataque.
Este fundamento aplica-se não só às ações diretamente ligadas ao combate, como,
também, ao exercício do comando e controle e às atividades de apoio.
1.2.12 - Explorar o êxito
O comandante deve prever como explorar as condições favoráveis que surjam
durante um ataque. Uma vez identificadas, deve aplicar todos os seus meios e
imprimir o máximo de agressividade às ações. A hesitação no aproveitamento de
uma oportunidade, por menor que seja, pode acarretar a perda da impulsão tornando
o ataque não decisivo, com pesadas perdas para o atacante.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-5 - ORIGINAL
1.2.13 - Manter a segurança
A segurança é um fundamento indispensável, esteja a tropa em deslocamento,
estacionada ou em combate. As medidas serão estabelecidas, principalmente, em
função do grau de ameaça do inimigo.
Cada escalão é responsável pela própria segurança, independente das medidas e
meios pertinentes a cargo dos demais. Deve ser preservada sem, no entanto, tolher a
iniciativa ou diluir nosso poder de combate em seu benefício. Normalmente, um
ataque rápido e agressivo constitui-se em adequada medida de segurança.
1.2.14 - Flexibilidade no planejamento
O planejamento deve ser capaz de prever o desenrolar das ações do combate.
Entretanto, deve também antecipar incertezas e explorar oportunidades. Portanto, o
comandante tem de estar preparado para alterar seu planejamento e redirecionar
seus meios a fim de responder a qualquer nova situação que se apresente. O
planejador conserva a flexibilidade mantendo uma reserva adequada e
desenvolvendo um plano de simples execução e de fácil entendimento por parte de
seus subordinados.
1.3 - FASES DA OFENSIVA
Todas as operações ofensivas tendem a se desenvolver, normalmente, em três fases:
preparação, execução e continuação. A duração e natureza de cada uma, bem como sua
própria ocorrência vão depender da situação.
Muitas vezes, parte de uma tropa poderá estar em uma das fases, enquanto outra estará
na anterior ou na subseqüente.
As fases da ofensiva serão descritas tomando-se como base o ataque coordenado (Fig.
1.1).
APROVEITAMENTO
DO ÊXITO
PERSEGUIÇÃO
CONTINUAÇÃO
EXECUÇÃO
PREPARAÇÃO
ASSALTO
PAss
(LPD)
(LPD)
PAss
LP
LP
MARCHA PARA
O COMBATE
Obj
ZReu
PAtq
Fig. 1.1 - Fases da ofensiva
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-6 - ORIGINAL
1.3.1 - Preparação
Esta fase tem início com o recebimento da diretiva que dará origem à operação
(Ordem Preparatória, Plano/Ordem de Operação, etc) e inclui o planejamento, o
preparo e distribuição da diretiva, a coordenação entre diversos escalões, os ensaios,
as providências logísticas, os movimentos de tropas, as atividades de inteligência
pertinentes à operação, etc.
Uma etapa importante desta fase é o movimento para o contato, por meio da qual as
tropas atacantes procurarão o contato com o inimigo. A seguir, deslocando-se a partir
de Zona(s) de Reunião (ZReu), desdobram-se nas Posições de Ataque (PAtq),
transpõem a Linha de Partida (LP) ou Linha de Contato (LC), dependendo da
situação, configurando o início da fase seguinte.
1.3.2 - Execução
Sob a proteção dos fogos de preparação, caso previstos, as tropas progridem até as
Posições de Assalto (PAss), Linha Final de Coordenação (LFC) ou Linha Provável
de Desenvolvimento (LPD), no ataque noturno, e, desencadeando os fogos de
assalto, se lançam rápida e agressivamente sobre o(s) objetivo(s). As tropas não se
detêm na orla anterior do(s) objetivo(s), pelo contrário, dirigem-se com rapidez,
executando fogo e movimento, até a orla posterior ou a parte que lhes for designada.
1.3.3 - Continuação
Após a conquista do(s) objetivo(s) fixado(s) para o ataque, ocorrerão sua
consolidação e reorganização da tropa (inciso 4.12.3).
Tendo em vista que raramente um ataque consegue destruir totalmente um oponente
que se defende, este procurará desengajar suas forças, retrair o que for possível e
estabelecer novas posições. Dependendo do escalão, poderá colocar em ação tropas
deslocadas de áreas em que houver menor atividade ou mesmo empregar suas
reservas. Assim, salvo restrições impostas pelo escalão que determinou a ofensiva,
ou falta eventual de meios, o ataque deve ser seguido de agressivo aproveitamento do
êxito obtido, visando manter pressão sobre o inimigo e destruir sua capacidade de
reorganizar-se (artigo 2.5).
Quando ocorrem indícios de que a resistência do inimigo se desintegra, o ataque ou o
aproveitamento do êxito transforma-se em perseguição, destinada a destruir a tropa
inimiga (artigo 2.6).
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-7 - ORIGINAL
1.4 - DISTRIBUIÇÃO DE FORÇAS
Um comandante distribui suas forças em ataque principal (AtqPcp), ataque secundário
(AtqScd) e em reserva (Res).
1.4.1 - Ataque principal
O AtqPcp é aquele lançado para conquistar o objetivo decisivo para o cumprimento
da missão do comandante. Para tal, recebe preponderância de elementos de manobra,
de apoio de fogo e outros apoios.
Sempre que possível, o AtqPcp será beneficiado com zona de ação (ZAç) mais
estreita e a melhor via de acesso, sendo dirigido para a parte mais fraca do
dispositivo inimigo.
O comandante deve procurar ocultar do inimigo a direção do AtqPcp, de modo a
diminuir o tempo de que disporá o defensor para concentrar seu poder de combate
contra o mesmo. Para atingir tal propósito poderá empregar fintas ou demonstrações,
ou dispersar suas tropas até o momento decisivo, quando as emassará convergindo
sobre o(s) objetivo(s).
1.4.2 - Ataque secundário
O AtqScd contribui para o êxito do AtqPcp; caracteriza-se por receber o mínimo
essencial de poder de combate, ZAç mais larga do que a do AtqPcp e objetivo(s) de
menor valor tático.
Um AtqScd pode visar um ou mais dos seguintes efeitos desejados:
- iludir o inimigo quanto à direção do AtqPcp;
- destruir ou fixar forças inimigas capazes de interferir com o AtqPcp;
- controlar terreno cuja ocupação pelo inimigo prejudique o AtqPcp; e
- forçar o inimigo a empregar suas reservas prematuramente ou em área não decisiva.
Dependendo da situação, poderá haver mais de um AtqScd.
Caso um AtqScd obtenha um êxito inesperado, o comandante deve estar pronto para
rocar meios e transformá-lo em AtqPcp, designando-lhe o objetivo decisivo.
1.4.3 - Designação posterior de prioridade
Pode não haver designação antecipada desta distribuição quando a tropa atacar em
coluna ou com vários elementos em primeiro escalão, face uma situação indefinida
ou, ainda, quando o ataque incidir sobre objetivos cuja conquista represente
resultados idênticos para o cumprimento da missão. Nesses casos, tão logo seja
observado que um determinado elemento de combate tem maior probabilidade de
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-8 - ORIGINAL
sucesso, seu ataque será designado como principal, sendo-lhe atribuída
preponderância em meios e apoios e a conquista do objetivo.
Por outro lado, durante o ataque coordenado em que o AtqPcp está definido desde o
início, esta condição pode ser transferida de um elemento de manobra para outro,
com vistas a tirar proveito de seu melhor desempenho ou para aproveitar a ocorrência
de falha no dispositivo inimigo.
1.4.4 - Reserva
A Res é a tropa mantida sob o controle do comandante, para ser empregada em
ocasião e local decisivos com intuito de obter um resultado favorável.
Constitui um dos principais meios com que conta o comandante para exercitar a
flexibilidade de seu planejamento e influir na ação, uma vez iniciada a operação.
A Res pode ser empregada para:
- aproveitar o êxito;
- fazer face às ações do inimigo;
- explorar deficiências do inimigo;
- proporcionar segurança;
- destruir resistências ultrapassadas; e
- manter a iniciativa e a impulsão do ataque.
O emprego da Res deve ocorrer em benefício da operação como um todo e não para
corrigir falhas de elementos em ação. Em princípio, deverá ser empregada como um
todo, embora em algumas circunstâncias, possa ser dividido para a obtenção do
efeito desejado.
Quando um elemento de primeiro escalão estiver detido pelo inimigo e for decidido o
emprego da Res, deve-se fazer incidir seu ataque em nova direção, com vistas a obter
surpresa e evitar o emassamento das tropas.
O valor da Res e sua localização dependerão da missão do comandante, de seu grau
de conhecimento da situação, da forma de manobra tática ofensiva adotada, das
características da área de operações e da reação previsível do inimigo.
Caso a situação do inimigo seja relativamente clara e suas possibilidades limitadas, a
Res pode ser constituída com pequeno poder de combate. Por outro lado, quando a
situação for indefinida e houver conhecimento limitado da situação do inimigo, a Res
deve ser constituída com forte poder de combate. Isto acontecerá, também, caso o
ataque seja lançado contra objetivo profundo, quando não for possível visualizar o
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 1-9 - ORIGINAL
ataque até seu objetivo final ou quando o inimigo tiver maior mobilidade do que o
atacante.
Em qualquer circunstância, o poder de combate atribuído à Res não deve prejudicar a
composição do AtqPcp, mas deve ser suficiente para permitir o efeito desejado
quando de seu emprego.
A Res é posicionada observando-se aspectos como:
- permitir seu rápido deslocamento para os pontos de provável emprego;
- favorecer o AtqPcp;
- proporcionar segurança; e
- proporcionar o máximo de proteção contra a observação e fogos do inimigo.
a) Reservas articulada e fracionada
Para favorecer a segurança e reduzir a vulnerabilidade aos ataques inimigos, a Res
pode ser distribuída em diferentes ZReu ou colunas de marcha. Nestas condições,
poderá estar articulada quando, embora dispersa, esteja sob comando centralizado
e será denominada fracionada, quando dispersa e não sob comando único – neste
caso haverá tantas reservas quantos forem os comandos disponíveis.
b) Reserva hipotecada
Durante o planejamento do ataque, o comandante deve prever como constituir
nova Res, tão logo tenha empregado a inicialmente prevista. Em princípio, a nova
Res poderá ser constituída por um dos elementos de primeiro escalão que tenha
sido ultrapassado. Outra forma é prever, como Res, o emprego de determinado(s)
elemento(s) da(s) peça(s) de manobra, impondo ao(s) respectivo(s) comando(s)
restrições quanto à sua utilização, constituindo, assim, uma reserva hipotecada.
c) Reserva temporária
Dependendo da situação, poderá ser necessário estabelecer uma Res com
elementos disponíveis das unidades de apoio ao combate, apoio de serviços ao
combate, do Posto de Comando (PC) etc. Logo que possível, esta Res temporária
será substituída por outras tropas.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-1 - ORIGINAL
CAPÍTULO 2
TIPOS DE OPERAÇÕES E AÇÕES OFENSIVAS
2.1 - INTRODUÇÃO
Em uma ação ofensiva, há três tarefas a serem realizadas em relação ao inimigo:
localizá-lo e fixá-lo em posição, manobrar de modo a obter uma vantagem tática e, no
momento e local oportunos, desencadear um ataque decisivo para destruí-lo. Visando
cumprir estas tarefas, há cinco tipos gerais de operações ofensivas:
- marcha para o combate;
- reconhecimento em força;
- ataque coordenado;
- aproveitamento do êxito; e
- perseguição.
Operações ofensivas sob condições especiais, como ataque noturno, operações sob
condições de visibilidade reduzida, ataque a uma área fortificada e transposição de
cursos de água, serão estudados no capítulo 5, e ações ofensivas como combate de
encontro, finta e patrulhas, serão estudadas no final deste capítulo.
2.2 - MARCHA PARA O COMBATE
2.2.1 - Conceitos básicos
A marcha para o combate é uma operação que visa estabelecer, o mais cedo possível,
o contato com o inimigo ou restabelecer este contato. Em qualquer caso procura-se
esclarecer a situação e obter melhores condições que facilitem as ações imediatas.
A marcha para o combate termina quando a tropa atinge um ponto previamente
estabelecido ou quando posições de resistência do inimigo impedem o movimento,
forçando o desdobramento da tropa.
O dispositivo é geralmente constituído por forças de segurança (FSeg) e pelo grosso.
A marcha para o combate pode ser realizada à noite ou em períodos de visibilidade
reduzida, o que proporciona maior segurança mas acarreta problemas de
identificação e orientação, além de diminuir as possibilidades de observação sobre o
inimigo. Tais aspectos podem ser superados pelo adestramento adequado, pela
utilização de equipamentos óticos/eletrônicos e pela adoção de procedimentos
operativos padronizados e detalhados.
2.2.2 - Formações
Com base, principalmente, no grau de ameaça do inimigo, a tropa pode adotar as
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-2 - ORIGINAL
seguintes formações: coluna de marcha; coluna tática; e marcha de aproximação.
Dependendo do escalão e da situação, o grosso pode adotar uma formação diferente
dos demais.
a) Coluna de marcha
Utilizada quando não houver possibilidade de que o inimigo terrestre interfira no
movimento (contato remoto). Prevalecem as medidas que visam facilitar e
acelerar o movimento, conservando o poder de combate da tropa. O deslocamento
é realizado, comumente, por estradas e motorizado. Devem ser previstas medidas
de segurança contra a aviação inimiga e contra a atuação de forças não
convencionais, se for o caso. Dependendo do escalão e da situação, o movimento
pode ser realizado por itinerários diferentes ou ser escalonado no tempo.
b) Coluna tática
Adotada quando for pouco provável que o inimigo terrestre venha a interferir
durante o movimento (contato pouco provável). Neste caso, considerações táticas
e administrativas existem paralelamente, embora aquelas prevaleçam. Assim, a
tropa é organizada para o combate de modo a permitir rápida entrada em ação
contrapondo-se a qualquer interferência do inimigo.
Nesta formação já devem ser estabelecidas medidas rígidas de segurança contra o
inimigo terrestre e mantida a segurança contra sua aviação.
O movimento é realizado por estradas ou caminhos utilizando-se os meios de
transporte mais rápidos disponíveis.
c) Marcha de aproximação
Empregada quando for iminente a ação do inimigo terrestre (contato iminente).
Prevalecem as considerações táticas e a tropa será desdobrada, progressivamente,
à medida em que se prenuncia o contato, culminando com seu desdobramento
para a tomada do dispositivo de ataque ou para furtar-se à ação das armas de tiro
de trajetória tensa do inimigo.
Duas preocupações devem orientar a ação dos comandantes: aplicar superior
poder de combate contra o inimigo e proteger as tropas. A segurança contra as
ações terrestres do inimigo será proporcionada pelo desdobramento parcial ou
total da tropa, quer em largura, quer em profundidade.
2.2.3 - Linha da pior hipótese (LPH)
É a linha que delimita a região do terreno em que o inimigo terrestre não tem
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-3 - ORIGINAL
possibilidade física de atuar. Do Ponto Inicial (PI) até a LPH, normalmente, o
deslocamento de nossas tropas será em coluna de marcha, o contato será remoto e
prevalecerão medidas administrativas sobre as táticas.
Para estabelecer o traçado da LPH devem ser consideradas a direção de
deslocamento, a velocidade em coluna de marcha, o local onde se encontra o inimigo
e a sua velocidade de deslocamento sem ser retardado por força interposta.
2.2.4 - Linha de provável encontro (LPE)
É a linha que delimita as regiões do terreno a partir das quais o contato é iminente.
Da LPH até a LPE o contato é pouco provável, a formação a adotar é a coluna tática
e as medidas administrativas se equilibrarão com as medidas táticas.
A partir da LPE o contato é iminente, a formação empregada é a marcha de
aproximação e medidas de ordem tática prevalecerão sobre medidas administrativas.
Para estabelecer os locais do terreno por onde passará a LPE devem ser consideradas
a velocidade em coluna de marcha até a LPH, em coluna tática a partir desse ponto e
a velocidade retardada do inimigo (Fig. 2.1).
ZReu
LPH
LPH
LPE
LPE
R
ib
LIM
P
O
R
ib
PIR
A
N
H
A
R io P IR A R A
O B JE T IV O
CONT
ATO REMOTO CONT
ATO POUCO
PROVÁVEL
C O N TATO
IM IN E N TE
R
v
103
E P rog A LFA
PI
Fig. 2.1 Áreas de contato e linhas de controle
2.2.5 - Organização
A organização da tropa vai depender de sua missão, da provável ordem de emprego
dos elementos componentes, da mobilidade relativa dos mesmos e das informações
disponíveis sobre o inimigo e sobre o terreno, particularmente das vias de acesso.
Uma tropa marcha para o combate assim articulada (Fig. 2.2):
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-4 - ORIGINAL
a) Forças de Segurança (FSeg):
- Força de Cobertura (FCob); e
- Forças de Proteção (FPtc): vanguarda, flancoguarda e retaguarda.
b) Grosso
FORÇA DE
COBERTURA
VANGUARDA
FLANCO
GUARDA
FLANCO
GUARDA
GROSSO
RETAGUARDA
Fig. 2.2 - Marcha de aproximação (colunas múltiplas )
2.2.6 - Conduta
A execução da Marcha para o Combate caracteriza-se pela ação rápida e agressiva; é
normalmente descentralizada, mas é mantido controle adequado permitindo o efetivo
emprego dos fogos de apoio de longo alcance. Durante o movimento deve-se garantir
a liberdade de ação da tropa, de modo a assegurar a flexibilidade de seu emprego no
momento oportuno. Deste modo, o contato inicial deve ser realizado pela menor
fração possível das FSeg, garantindo a adequada liberdade de manobra do grosso.
Em conseqüência, elementos de reconhecimento e de segurança devem ser
largamente empregados para preservarem, também, o corpo principal da tropa, de
modo a que somente se engaje no momento oportuno e nas condições mais
favoráveis.
a) Forças de segurança
Movimentam-se destacadas do grosso, com as tarefas de protegê-lo e garantir seu
deslocamento continuo.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-5 - ORIGINAL
I) Força de cobertura
A tarefa da FCob é esclarecer a situação do inimigo e impedir o retardamento
desnecessário do grosso. Suas operações podem incluir ataques para destruir
resistências inimigas, conquista e manutenção de acidentes capitais do terreno,
ou ações que objetivem iludir, retardar ou desorganizar forças inimigas.
A composição, valor e atividades da força de cobertura FCob terão reflexos no
curso das operações como um todo. Deve ser constituída por elementos
dotados de grande mobilidade e diversidade, capazes de atuar bem à frente do
grosso, de modo a proporcionar ao seu comandante espaço e tempo suficientes
para manobrar quando estabelecido contato com o inimigo.
De um modo geral, além de elementos de combate a FCob deve contar com
elementos de apoio ao combate e de apoio de serviços ao combate que lhe
garantam a necessária autonomia. Atenção especial deve ser conferida à
presença de elementos de engenharia, visando ao apoio ao movimento.
É essencial que as atividades da FCob sejam muito bem coordenadas.
Normalmente, o controle é exercido pelo comandante da tropa que marcha para
o combate.
II) Forças de proteção
Protegem o grosso contra a observação terrestre e os ataques de surpresa.
- Vanguarda - Destina-se a assegurar o avanço ininterrupto do grosso,
protegê-lo contra ataques de surpresa e manter o contato com a FCob.
Normalmente, a vanguarda provém e opera sob o controle do primeiro
escalão do grosso, sendo sua atuação essencialmente ofensiva.
A vanguarda deve deslocar-se o mais rápido possível, mas dentro da distância
de apoio do grosso. Desenvolve contínuo reconhecimento à frente e nos
flancos, remove obstáculos, executa reparos de emergência nas vias de
transporte e demarca desvios de obstáculos. Ao estabelecer contato com o
inimigo a vanguarda o ataca ou toma outras medidas que assegurem o
prosseguimento, sem retardo, do grosso. Caso as forças inimigas sejam de
vulto superior a vanguarda procura esclarecer agressivamente a situação e
informa ao escalão que a destacou.
- Flancoguarda e Retaguarda - Destinam-se a proteger o grosso contra a
observação terrestre e ataques de surpresa. Sua atuação é de natureza
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-6 - ORIGINAL
defensiva, mas as tropas devem ser bastante fortes para destruir pequenas
resistências ou para retardar o inimigo até que o grosso possa ser desdobrado.
As flancoguardas deslocam-se por itinerários paralelos ao do grosso. Seu
movimento é contínuo ou por lances, que podem ser sucessivos ou alternados,
ocupando posições do terreno nos flancos. Sua responsabilidade,
normalmente, estende-se por toda a extensão do grosso, razão pela qual deve
ser dotada da mobilidade necessária para antecipar-se a ele nas diversas linhas
do terreno.
A retaguarda segue o grosso, devendo possuir mobilidade no mínimo igual ao
mesmo.
O controle das flancoguardas e da retaguarda pode ser centralizado no mais
alto escalão que realiza a marcha ou adjudicado a elemento do grosso
marchando nas proximidades das referidas FPtc.
b) Grosso
Compreende a maioria do poder de combate da tropa que realiza a marcha, com os
diversos componentes organizados para o combate e colocados em posições que
lhes permitam o máximo de flexibilidade de emprego durante o avanço e depois
de estabelecido o contato.
Os elementos do grosso são empregados para reduzir bolsões de resistência
imobilizados ou ultrapassados pela FCob. Quando a missão do grosso demandar
maior rapidez em seu movimento, tais focos podem ser deixados ao encargo de
outras tropas.
2.2.7 - Comando e controle
O comando da tropa que realiza a marcha para o combate posiciona-se onde melhor
puder exercer seu controle. Normalmente, na coluna de marcha, o comando localiza-
se à testa da tropa; na coluna tática e na marcha de aproximação desloca-se com os
elementos avançados do grosso.
O planejamento da operação deve ser cuidadoso, com judiciosa utilização do terreno
e das estradas existentes. As principais medidas de coordenação e controle incluem
objetivos de marcha, ponto inicial e de liberação, linhas e pontos de controle,
itinerários e eixos de progressão (EProg).
2.2.8 - Apoio ao combate
Os elementos de apoio ao combate são articulados nos diversos grupamentos da
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-7 - ORIGINAL
tropa que realiza a marcha para o combate. Deve haver atenção com a adequada
defesa antiaérea (DAAe) e apoio ao movimento para a transposição de obstáculos.
2.2.9 - Apoio de serviços ao combate
A natureza fluida da operação, sua rapidez, o desconhecimento do terreno e a
possibilidade de intervenção do inimigo, poderão dificultar o apoio de serviços ao
combate. Dependendo dos meios empregados haverá aumento na demanda de
combustível e nas necessidades de manutenção. O consumo de munição é reduzido,
bem como é esperado número relativamente pequeno de perdas.
2.3 - RECONHECIMENTO EM FORÇA
2.3.1 - Conceitos básicos
O reconhecimento em força é uma operação que visa revelar e testar o dispositivo e o
valor do inimigo ou obter outras informações.
As poucas informações sobre o inimigo devem condicionar o cuidado na
determinação do vulto da tropa que irá realizar tal ação e avaliados os riscos
decorrentes. Outrossim, este vulto deverá ser adequado para obrigar o inimigo a
reagir em força e de forma decisiva, revelando, assim, seu valor, dispositivo,
reservas, localização das armas de apoio, instalações de comando e logísticas.
Normalmente, o reconhecimento em força obtém informes mais rápido do que outros
métodos de reconhecimento. Além disso, os dados obtidos são bastante válidos, se
comparados com os provenientes de outras fontes que, normalmente, necessitarão ser
avaliados.
Os seguintes aspectos devem ser considerados antes de decidir pela realização de um
reconhecimento em força:
- informações disponíveis sobre o inimigo;
- urgência e importância de informes adicionais;
- eficiência e rapidez de outros órgãos de busca;
- risco de que a manobra possa revelar ações futuras; e
- risco de precipitar um engajamento total sob condições desfavoráveis.
2.3.2 - Formas
O reconhecimento em força pode ser conduzido em uma das seguintes formas:
- como um ataque dirigido sobre uma determinada parte da frente, a respeito da qual
se desejam informações rápidas e precisas. O objetivo deve ser um Acidente
Capital (AcdtCap) de tal importância que, uma vez ameaçado, obrigue o inimigo a
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-8 - ORIGINAL
reagir com todo o seu poder de combate;
- como um ataque em toda a frente, ou em sua maior parte, quando se deseja
esclarecer a situação ao longo do dispositivo inimigo. Neste caso, o reconhecimento
será feito através de uma série de ataques de pequena profundidade, para
determinação dos pontos críticos da frente; e
- como uma incursão, com o propósito de introduzir no dispositivo inimigo uma
tropa capaz de uma ação rápida e violenta, retraindo em seguida para as linhas
amigas. Esta tropa deve ser suficientemente forte e móvel de modo a, sem se
engajar decisivamente, forçar o inimigo a revelar suas posições, planos, etc.
2.3.3 - Conduta
Embora o propósito do reconhecimento em força não seja a conquista de objetivo(s),
o comandante que conduz a operação deve estar alerta para aproveitar o êxito obtido,
principalmente visando a continuação do ataque ou a manutenção do terreno
conquistado.
Os alvos revelados durante a operação serão batidos pelos fogos orgânicos e pelos
fogos em apoio ou serão informados ao escalão superior. Sua destruição deverá ser
completada durante as ações.
Por outro lado, muitas vezes as tropas de reconhecimento em força podem iniciar seu
retraimento tão logo tenham obtido os conhecimentos desejados, não atingindo assim
o(s) objetivo(s) designado(s) como medida de controle.
Ocorrendo o engajamento da tropa que realiza o reconhecimento em força, um
exame corrente da situação indicará o momento do retraimento, avaliando os
resultados já obtidos. O desengajamento será apoiado pelo fogo e/ou pelo
desencadeamento de outras ações, tais como contra-ataque de desengajamento ou
finta, entre outras.
Dependendo da situação, a tropa manterá sua posição até ser ultrapassada ou
prosseguirá, posteriormente, no ataque.
2.4 - ATAQUE COORDENADO
2.4.1 - Conceitos básicos
É o tipo principal de operação ofensiva; em geral, quando se emprega a palavra
ataque, têm-se em mente um ataque coordenado. Caracteriza-se pelo emprego
coordenado da manobra e do apoio de fogo, para cerrar sobre o inimigo, destruí-lo ou
neutralizá-lo. É, normalmente, empregado contra posições inimigas organizadas ou
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-9 - ORIGINAL
fortificadas e necessita de adequado apoio de fogo. Exige, também, planejamento
detalhado, exame da situação completo e minucioso e reconhecimento cuidadoso;
pode ser precedido de uma marcha de aproximação e/ou de um reconhecimento em
força e deve ser executado com agressividade.
2.4.2 - Planejamento e execução
Uma tropa realiza o ataque coordenado empregando uma das formas de manobra
tática ofensiva descritas no capítulo 3. O planejamento e execução do ataque
coordenado estão descritos no capítulo 4.
2.5 - APROVEITAMENTO DO ÊXITO
2.5.1 - Conceitos básicos
O aproveitamento do êxito é a agressiva continuação de um ataque bem sucedido e
tem início, normalmente, quando for constatado que a tropa inimiga está encontrando
dificuldade para manter suas posições defensivas.
Com vistas a não perder a impulsão do ataque, o planejamento do aproveitamento do
êxito é realizado em conjunto com o daquela operação.
Sua finalidade é destruir a capacidade do inimigo de reorganizar-se e, assim, resistir
ao ataque ou realizar um movimento retrógrado ordenado. Pode ser desencadeado
para conquistar outros objetivos já estabelecidos anteriormente. Além disso, atua
sobre o moral do defensor, levando confusão para os seus quadros, podendo ter
implicações decisivas para o resultado final das operações.
O aproveitamento do êxito pode ser conduzido empregando-se: as próprias tropas
empenhadas, quando o escalão de ataque tiver cumprido sua missão e for a única
tropa prontamente disponível para continuar o movimento contra o inimigo, ou pelo
emprego da reserva, que receberá a tarefa de ultrapassar a(s) tropa(s) cujo(s)
ataque(s) tenha(m) sido bem sucedido(s). Este último é indicado quando o escalão de
ataque ainda tenha tarefas importantes a cumprir, ainda esteja cerradamente engajado
ou necessite tempo para reorganizar-se antes de prosseguir no movimento. Deve-se
levar em conta o grau relativo de desgaste das tropas, pois manter uma força atacante
no aproveitamento do êxito exigirá de seu comandante alto grau de liderança.
Ainda que as condições para o desencadeamento do aproveitamento do êxito não
possam ser especificamente determinadas, o comandante, por meio de um
planejamento preliminar, procura levantar forças inimigas e regiões sobre as quais
poderá fazer incidir tal operação. Durante o ataque, o exame corrente da situação
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-10 - ORIGINAL
permitirá o desenvolvimento de diretiva(s) específica(s). O aproveitamento do êxito
compreende, basicamente, o emprego de duas forças.
a) Força de Aproveitamento do Êxito
É empregada na ação decisiva. As tarefas atribuídas a esta força podem incluir
conquista de objetivos profundos (à retaguarda das posições inimigas) para
bloquear vias de fuga do inimigo, destruição de forças, interrupção das vias de
transporte ou desorganização de instalações de comando e controle.
b) Força de Acompanhamento e Apoio
Realiza tarefas táticas em proveito da segurança e impulsão da operação como um
todo. As Forças de Acompanhamento e Apoio podem receber as tarefas de manter
aberta a brecha da penetração, prover segurança em seus flancos, manter acidentes
capitais conquistados, destruir elementos inimigos ultrapassados, substituir tropas
da força de aproveitamento do êxito que estejam contendo forças inimigas
ultrapassadas, manter abertas as vias de transporte ou auxiliar em atividades
referentes a assuntos civis e prisioneiros de guerra.
Normalmente, a força de acompanhamento e apoio não está subordinada à de
aproveitamento do êxito atuando como se fosse um elemento em apoio direto a
um elemento de combate, embora, em determinadas situações, como visto acima,
possa reforçá-lo.
FOR ÇA D E
APR OVEITAM EN TO
DO ÊXITO
FOR ÇA D E
ACO M PANH AM ENTO
E AP OIO
Fig. 2.3 - Aproveitamento do Êxito
2.5.2 - Conduta
Os indícios para o desencadeamento do aproveitamento do êxito são o aumento do
número de prisioneiros capturados e de material abandonado, a ultrapassagem das
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-11 - ORIGINAL
posições de artilharia ou de outras armas de apoio, no caso de pequenas frações, das
instalações de comando, de comunicações e de apoio logístico do inimigo. A
operação será desencadeada por iniciativa do comandante do escalão considerado, do
comandante do escalão superior ou após atingidas medidas de controle estabelecidas.
A transição do ataque coordenado para o aproveitamento do êxito pode se dar de
forma tão gradual que dificilmente será distinguida ou pode ocorrer de forma
abrupta. Esta última tem lugar, mais freqüentemente, quando a surpresa é obtida.
O emprego das tropas é semelhante, em muitos aspectos, ao que ocorre na marcha
para o combate, sendo normal o ataque partindo do dispositivo de marcha de
aproximação.
Quando os elementos em primeiro escalão estabelecem contato com o inimigo, se
desdobram, tentam ultrapassá-lo e continuar o avanço. Se a resistência é forte ou não
pode ser ultrapassada, esses elementos subsequentes da coluna são empregados para
reforçar os de primeiro escalão ou executam um ataque coordenado.
Embora o planejamento seja centralizado, a execução é descentralizada, com vistas a
permitir aos elementos participantes explorarem todas as oportunidades encontradas
para desorganizar e destruir o inimigo.
Após iniciado, o aproveitamento do êxito deve ser executado ininterruptamente, dia e
noite, sem levar em conta as condições meteorológicas e sem conceder ao inimigo
qualquer alívio da pressão ofensiva, até a conquista do objetivo final.
A força de aproveitamento do êxito deve avançar rapidamente e atingir seus
objetivos com o máximo de poder e limpar sua zona de ação apenas na medida
necessária para que sua progressão continue. Os comandantes devem estar alertas
para impedir o fracionamento do poder de combate apenas na obtenção de pequenos
sucessos locais ou na redução de frações inimigas. Todos os meios devem ser
empregados para destruir as tropas inimigas que não possam ser ultrapassadas ou
contidas.
O reconhecimento aéreo deve ser empregado para manter os comandos informados
sobre os movimentos do inimigo e localização de suas posições defensivas.
Incursões rápidas, ataques e desbordamentos realizados por forças helitransportadas
retardam e impedem a reorganização inimiga. Estas ações devem ser pautadas pela
audácia, pronta utilização do poder de fogo disponível e emprego rápido e sem
hesitação das tropas de acompanhamento e apoio.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-12 - ORIGINAL
Os elementos de apoio de fogo são posicionados o mais à frente possível, de modo
que os fogos possam ser desencadeados profundamente no interior das posições
inimigas e sobre suas colunas em retirada. O apoio aéreo aproximado (ApAA) será
empregado para interditar vias de transporte para as colunas inimigas em
retraimento. A DAAe será realizada, em grande parte, da mesma forma que na
marcha para o combate.
As medidas de coordenação e controle mais comuns deste tipo de operação são a
linha de partida, eixos ou itinerários de progressão, linhas ou pontos de controle e
objetivos. Estas medidas de coordenação e controle são detalhadamente exploradas
no CGCFN-60 Manual de Comando e Controle nos GptOpFuzNav.
2.6 - PERSEGUIÇÃO
2.6.1 - Conceitos básicos
A perseguição é uma operação destinada a cercar e destruir tropa inimiga que esteja
em processo de desengajamento ou que tenta fugir. Normalmente se segue ao
aproveitamento do êxito, diferindo deste no fato de que sua finalidade principal é a
de completar a destruição da tropa inimiga. Embora um acidente do terreno possa ser
designado como objetivo, a tropa inimiga é o objetivo principal. Nesta manobra, o
inimigo perde sua capacidade de influenciar a situação e age de acordo com as ações
da tropa perseguidora.
Quando o inimigo apresenta indícios de desorganização e suas tropas se desintegram
sob pressão ininterrupta, o aproveitamento do êxito pode se transformar em
perseguição. Entretanto, esta pode, também, ocorrer em qualquer operação em que o
inimigo tenha perdido sua capacidade de agir eficientemente e tente desengajar-se do
combate.
A perseguição bem sucedida exige contínua pressão sobre o inimigo para impedir
sua reorganização e o estabelecimento de uma defensiva. Para tal, os meios e a tropa
perseguidora devem ser utilizados até o limite de suas capacidades.
Sempre que possível esta operação compreende uma força de pressão direta e uma
força de cerco. As tarefas da força de pressão direta prevêem evitar o
desengajamento do inimigo e impedir a subseqüente reconstituição de sua defesa,
além de infligir-lhe o máximo de perdas. As tarefas da força de cerco incluem atingir
a retaguarda do inimigo e bloquear sua retirada ou seus itinerários de fuga, de modo
que ele possa ser destruído entre aquela força e a de pressão direta.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-13 - ORIGINAL
Como no aproveitamento do êxito, elementos de artilharia, engenharia e apoio
logístico são, normalmente, colocados à disposição dos elementos atacantes.
2.6.2 - Conduta
A perseguição é executada em uma frente tão larga quanto possível. As tropas
previstas para atuarem em pressão direta e no cerco recebem objetivos profundos,
ordens de operação simplificadas e um mínimo de medidas de controle, devendo,
ainda, ter mobilidade igual ou superior ao inimigo. Nas fases que antecedem a
operação as tropas devem estar alertas, realizando os preparativos adequados (ordens
preparatórias, etc), aguardando os indícios do colapso inimigo que possibilitem
desencadear a perseguição.
Os comandantes devem localizar-se bem à frente para manter o ímpeto do avanço.
Com vistas à obtenção de resultados decisivos, maiores riscos podem ser admitidos
na perseguição do que em outros tipos de operações ofensivas. O máximo de
iniciativa deve ser concedido aos comandantes subordinados.
Uma vez ordenada a perseguição, o comandante impulsiona o ataque com todos os
meios disponíveis para manter a continuidade da operação.
A força de pressão direta avança ininterruptamente, dia e noite, sem permitir o
rompimento de contato, a reorganização e o restabelecimento da defesa.
Os elementos em primeiro escalão progridem rapidamente ao longo de todos os
itinerários disponíveis, isolando pequenos bolsões de resistência inimiga, os quais
serão reduzidos pela força de acompanhamento e apoio. Em cada oportunidade, a
força de pressão direta desborda, divide e destrói os elementos inimigos, cuidando
que tais ações não interfiram com sua missão principal.
A força de cerco procura cortar as vias de retirada do inimigo. Avançando por terra
ou helitransportadas, por itinerários paralelos às linhas de retirada do inimigo,
apossa-se de regiões de passagem, centros de comunicações, pontes e outros
acidentes capitais antes que o inimigo possa atingi-los.
A força de cerco ataca o flanco do grosso inimigo, quando não puder ultrapassá-lo,
devendo portanto possuir mobilidade maior ou no mínimo igual ao inimigo.
As forças de pressão direta e de cerco devem empregar todos os meios disponíveis de
contramedidas eletrônicas com vistas a confundir o inimigo, impedi-lo de utilizar as
próprias comunicações e prejudicar suas tentativas de reorganização.
O reconhecimento aéreo será utilizado com vistas a prover informes sobre a
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-14 - ORIGINAL
localização e atividades do inimigo. O ApAA procurará infligir o máximo de danos
no inimigo que se retira, concentrando seus fogos nas vias de retraimento, colunas de
tropas e reservas.
Embora devam ser reduzidas a um mínimo indispensável neste tipo de operação, as
medidas de coordenação e controle mais comuns são os EProg, linhas de segurança
de apoio de artilharia (LSAA), objetivos e região de destino. Estas medidas de
coordenação e controle são detalhadamente exploradas no CGCFN-60 Manual de
Comando e Controle nos GptOpFuzNav (Fig. 2.4).
F O R Ç A D E
PR E SS ÃO D IR ETA
F O R Ç A D E
C ER C O
F O R Ç A D E
C ER C O
Fig. 2.4 - Perseguição
2.7 - AÇÕES OFENSIVAS
2.7.1 - Combate de encontro
a) Conceitos básicos
Durante a realização de uma marcha para o combate deve ser esperada a
ocorrência de combate de encontro, conceituado como a ação que ocorre quando
uma tropa em movimento, não desdobrada para o combate, engaja-se com uma
tropa inimiga, parada ou em movimento, sobre a qual não dispõe de informações
adequadas. Outra característica do combate de encontro é o reduzido tempo
disponível pelo comandante para tomar conhecimento da situação e para formular
e executar seu planejamento.
Tal ação pode ter lugar em condições de combate altamente móveis, com as tropas
dispersas lateralmente e em profundidade, como após os momentos iniciais do
assalto anfíbio. Sua ocorrência é esperada, com mais freqüência, nos pequenos
escalões da tropa.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-15 - ORIGINAL
b) Conduta
As considerações básicas na conduta de um combate de encontro são a conquista e
manutenção da iniciativa. Para isto, deve ser desencadeada uma ação vigorosa e
agressiva que permita, rapidamente, revelar a situação do inimigo e não lhe dar
tempo para reagir coordenadamente.
Sem obter a iniciativa a tropa pode apenas tentar responder às ações do inimigo,
quando, na realidade, o sucesso será obtido quando o oponente for mantido em
uma situação de desequilíbrio para desencadear ações ofensivas.
A conquista e manutenção da iniciativa são obtidas:
- pela organização da vanguarda com tropas de compatível mobilidade, dotadas de
adequados meios de comunicações, capazes de realizar reconhecimento
agressivo, rápido desdobramento e ataque imediato;
- pelo exame abreviado da situação e emprego de ordens fragmentárias;
- pelo pronto emprego da tropa à medida que seus integrantes cerrem à frente e
tornem-se disponíveis para a ação, como nas fases iniciais do assalto anfíbio; e
- pela distribuição das armas de apoio na coluna, para assegurar o
desencadeamento dos fogos imediatos nos estágios iniciais da ação.
O comandante da tropa que se desloca terá normalmente, três linhas de ação:
- atacar diretamente partindo do dispositivo de marcha, tão logo as tropas possam
ser lançadas ao combate;
- reconhecer e conter a força inimiga, retardando a ação decisiva até que o grosso
ou outras tropas amigas do escalão superior, caso o escalão considerado esteja
executando tarefas de FCob, possam ser empregados em um esforço
coordenado, ofensiva ou defensivamente; e
- procurar romper o contato e desbordar a tropa inimiga.
O desbordamento de um flanco exposto geralmente revela o dispositivo mais
rapidamente do que um ataque frontal e dá maior oportunidade para a surpresa
tática e para a obtenção de resultados decisivos.
As LA mencionadas, normalmente, acarretarão atividades diferentes, vistas a
seguir. Estando o inimigo em posição e não se visualizando de pronto a
possibilidade de desbordamento, a posição de resistência deve ser fixada e, após
rápido reconhecimento, atacada, de preferência em seus flancos, de modo a se
obter surpresa e determinar a frente e profundidade do dispositivo. É importante a
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-16 - ORIGINAL
manutenção do ímpeto do movimento (Fig. 2.5).
Fig. 2.5 - Combate de encontro - inimigo em posição: ataque coordenado
Quando o inimigo se encontra em posição, pode-se, deliberadamente, evitar o
engajamento. Nestas condições, se a tropa inimiga não for suficientemente forte
para comprometer o cumprimento da missão, a resistência deve ser fixada por um
mínimo de elementos e, em seguida desbordada (Fig. 2.6).
Fig. 2.6 - Combate de encontro - inimigo em posição: desbordamento
Tal conduta é mais indicada nas seguintes condições: quando existirem à
retaguarda da tropa que se desloca forças disponíveis que possam desincumbir-se
da neutralização dos elementos ultrapassados, quando a missão requerer um
avanço rápido e contínuo ou quando não couber à tropa que avança realizar a
limpeza de sua zona de ação.
Quando o inimigo também está em movimento e não houver oportunidade para o
esclarecimento da situação, uma sucessão de ataques será desencadeada sobre
seus flancos, com a finalidade de obter surpresa e alcançar a iniciativa, fazendo-o
revelar, ao mesmo tempo, o valor e o dispositivo de suas tropas, até que o poder
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-17 - ORIGINAL
de combate aplicado supere o do inimigo (Fig. 2.7).
I N I M I G O
Fig. 2.7 - Combate de encontro - tropa deslocando-se: sucessão de ataques
Caso o poder de combate do inimigo seja superior ao do escalão considerado
adota-se rapidamente um dispositivo defensivo, proporcionando tempo suficiente
para que outras tropas amigas se preparem para prosseguir o movimento (Fig.
2.8).
I N I M I G O
Fig. 2.8 - Combate de encontro - tropa deslocando-se: dispositivo defensivo
2.7.2 - Finta
a) Conceitos básicos
A finta é um ataque secundário com o propósito de confundir o inimigo quanto à
real localização do ataque principal. Para tanto, as tropas envolvidas precisam ser
adequadamente constituídas de forma a realmente iludir o inimigo, fazendo com
que ele pense estar se confrontando com o esforço principal de seu oponente. O
principal efeito desejado deste tipo de ataque é a dispersão do poder de combate
inimigo. Uma vez iludido, o inimigo será levado a empregar a maior quantidade
possível de meios para fazer oposição à tropa que está realizando a simulação,
proporcionando, conseqüentemente, a facilitação das ações do ataque principal na
outra frente de combate.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 2-18 - ORIGINAL
b) Conduta
As fintas possuem um planejamento simplificado, com ataques a objetivos
secundários conduzidos antes ou durante o desencadear do ataque principal. As
tropas são empregadas em largas frentes, com conseqüente perda de concentração
de poder de combate e apoio mútuo. Devido a isto, torna-se indispensável a
manutenção de uma reserva mínima para a resposta a alguma reação inimiga
inesperada.
2.7.3 - Patrulhas
a) Patrulhas de Combate
A ação realizada por pequenos escalões, envolvendo uma penetração em
área/região controla pelo inimigo, com propósito específico, diferente da
conquista e manutenção de terreno, denomina-se ataque de surpresa, que pode ser
realizada por patrulhas de combate. Além da surpresa, esta ação também se
caracteriza pela necessidade de ações precisas, audaciosas e rápidas. Tem como
propósitos principais:
- destruição de instalações de apoio de serviço ao combate inimigas;
- captura ou libertação de prisioneiros; e
- ruptura nos sistemas de C³I do inimigo.
b) Patrulha de Reconhecimento
É a ação realizada por pequenos escalões para a obtenção de informes sobre
condições do terreno ou a situação do inimigo.
Sua principal característica é a manutenção do sigilo, devendo existir a constante
preocupação, por parte da tropa que a executa, de evitar o engajamento.
c) Conduta
A execução de patrulhas requer planejamento detalhado e treinamento específico.
A organização e a composição da tropa que irá realizar a ação vai depender,
principalmente, da missão. O planejamento deste tipo de ação pode ser similar ao
planejamento de um ataque coordenado ou ao planejamento de uma incursão
terrestre.
O CGCFN-31.2 Manual de Operações Contra Forças Irregulares detalha esses
tipos de ação.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-1 - ORIGINAL
CAPÍTULO 3
FORMAS DE MANOBRA TÁTICA OFENSIVA
3.1 - INTRODUÇÃO
Nas operações ofensivas as tropas atacantes, ao manobrarem para obter uma vantagem
sobre o inimigo, cerrar sobre ele e destruí-lo, podem empregar cinco formas de manobra
tática:
- penetração;
- ataque frontal;
- desbordamento;
- envolvimento; e
- infiltração.
Ao desenvolver sua idéia de manobra, o atacante utilizará uma dessas formas de
manobra tática ou uma combinação das mesmas.
3.2 - PENETRAÇÃO
3.2.1 - Conceitos básicos
Na penetração, o AtqPcp é concentrado em uma faixa estreita da posição defensiva
do inimigo, com a finalidade de romper seu dispositivo, dividi-lo e derrotá-lo por
partes. Esta manobra é adotada em função da existência de uma ou mais das
seguintes condições:
- o dispositivo inimigo não apresenta flancos acessíveis e/ou vulneráveis;
- não há tempo suficiente para a montagem de outra forma de manobra;
- o inimigo está desdobrado em larga frente;
- existem pontos fracos na posição defensiva;
- o terreno e a observação são favoráveis ao atacante; e
- há disponibilidade de forte apoio de fogo.
3.2.2 - Planejamento
Os fatores abaixo influenciam na seleção do local da penetração:
- planejamento do escalão superior;
- existência de terreno que permita à tropa atacante explorar a mobilidade de seus
elementos;
- existência de suficiente espaço de manobra, de modo que o movimento lateral da
tropa atacante não seja, desnecessariamente, restringido por limites ou obstáculos;
- existência de via(s) de acesso curta(s) e direta(s) para o(s) objetivo(s);
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-2 - ORIGINAL
- existência de área que permita deslocamentos mais rápidos e decisivos, de modo a
garantir a surpresa;
- existência de setor favorável à obtenção de preponderância de poder de combate; e
- existência de setor onde seja possível aprofundar a penetração, para alcançar mais
eficiência no efeito de esmagamento contra os flancos da brecha.
Será selecionado como objetivo da penetração o acidente capital localizado nas
regiões dominantes à retaguarda ou na altura das reservas do inimigo do mesmo
escalão. Exemplificando, se um BtlInfFuzNav realiza um ataque de penetração, seu
objetivo será estabelecido na região ocupada pelas subunidades reserva do batalhão
inimigo. Sua conquista eliminará a possibilidade do defensor empregar com êxito
suas reservas em contra-ataque, uma vez que ela estará engajada com o elemento de
manobra atacante.
A designação de objetivos intermediários será função da necessidade de romper a(s)
defesa(s) avançada(s) do inimigo e do alargamento e manutenção da brecha.
Os comandantes subordinados poderão designar objetivos próprios, dependendo de
suas necessidades de coordenar os respectivos ataques através da posição inimiga e
para assegurar que suas tropas empreguem o máximo de poder de combate nas áreas
desejadas.
A organização para o combate do AtqPcp deve prever preponderância de poder de
combate no local selecionado para a penetração, de modo a assegurar rapidez no
rompimento da posição e impulsão continuada do ataque. Serão planejados um ou
mais ataques secundários para manter o defensor em posição, iludí-lo quanto à
localização do ataque principal e proteger os flancos das forças atacantes.
Poderá ser previsto o rompimento inicial da posição defensiva avançada inimiga pelo
emprego de tropas helitransportadas lançadas à sua retaguarda e atacando em direção
às tropas amigas. Tal ação abrange riscos e requer precisa coordenação entre os
participantes. O emprego de helicópteros em operações terrestres é estudado no
capítulo 11.
3.2.3 - Apoio de fogo
Um forte apoio de fogo é importante para a preponderância do poder de combate do
AtqPcp. Favorece a impulsão e concorre para a diminuição das perdas do atacante.
Fogos de preparação são desencadeados para cobrir o movimento das tropas,
desorganizar e enfraquecer o defensor e limitar sua capacidade de reagir ao ataque.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-3 - ORIGINAL
Quando rompida a posição defensiva avançada, os fogos são utilizados para apoiar o
alargamento da brecha e para bater outros alvos que interfiram com o cumprimento
da missão. Seu emprego contra as tropas inimigas em ações de contra-ataque deverá
ter aplicação cuidadosa em face da necessidade de segurança da tropa amiga.
Lacrimogêneo e fumígenos poderão ser usados, limitando a visibilidade inimiga e
facilitando o rompimento da posição. É de extrema importância que se leve em
consideração a direção do vento.
3.2.4 - Considerações táticas
A penetração normalmente compreende três etapas (Fig. 3.1):
- rompimento da posição defensiva avançada do inimigo;
- alargamento e manutenção da brecha; e
- conquista e manutenção de objetivos que quebrem a continuidade da defesa inimiga
e criem oportunidade para o aproveitamento do êxito.
O bj
AtqSec AtqSec
AtqPcp
R es
R O M PIM EN TO
O bj
ALA R G AM EN TO
D A B R EC H A
O bj
C O N Q U ISTA
D O O BJE TIVO
Fig. 3.l - Penetração
O AtqPcp será organizado em profundidade, desencadeado rapidamente e com
impulsão constante. Carros de combate, participando do binômio CC-Inf,
contribuirão com ação de choque e poder de fogo para favorecer tal impulsão.
Caso o ataque progrida lentamente ou seja retardado e não sendo bem definido o
rompimento da posição, o inimigo disporá de tempo para reagir, ocasionando
pesadas perdas ao atacante, ou poderá retrair, escapando da destruição.
À medida que o AtqPcp prossegue, tropas do(s) AtqSec poderão ser empregadas para
alargar a brecha ou evitar a interferência das reservas inimigas.
A Res poderá ser utilizada, também, para alargar a brecha ou para conter contra-
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-4 - ORIGINAL
ataques, mas seu emprego usual será para aproveitar o êxito.
Normalmente, considera-se que a posição defensiva avançada inimiga foi rompida,
quando atingidas ou conquistadas as regiões correspondentes aos aprofundamentos
das tropas oponentes de primeiro escalão, equivalentes aos elementos de manobra do
atacante. Exemplo dessa situação ocorre quando a CiaFuzNav, peça de manobra do
BtlInfFuzNav atacante, conquista a região defendida pelo pelotão reserva da
companhia que se opõe ao batalhão.
Por sua vez, a continuidade da posição defensiva é considerada quebrada quando a
tropa que tem a seu cargo a operação conquista as regiões correspondentes aos
aprofundamentos do escalão inimigo equivalente, ou as alturas dominantes à
retaguarda destes. Pode-se exemplificar pela conquista das regiões ocupadas pela
companhia inimiga reserva do batalhão que se opõe ao ataque de um BtlInfFuzNav.
3.3 - ATAQUE FRONTAL
3.3.1 - Conceitos básicos
Nesta forma de manobra, o ataque incide ao longo de toda a frente da posição
defensiva com a mesma intensidade (Fig. 3.2).
O bj
Fig. 3.2 - Ataque frontal
Normalmente, é a manobra menos desejável para uma força realizando o esforço
principal. Entretanto, poderá ser usado para reduzir, destruir ou capturar um inimigo
mais fraco, para fixar uma tropa inimiga em suas posições, de modo a apoiar uma
outra forma de manobra, ou como precursor de outra forma de manobra.
3.3.2 - Planejamento
O planejamento para esta manobra é rápido e simples.
O ataque é dirigido contra objetivos pouco profundos e incide contra toda a frente
ocupada pelo inimigo, com a mesma intensidade, não havendo caracterização do
AtqPcp e do AtqSec. Será prevista uma Res relativamente fraca.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-5 - ORIGINAL
Os elementos subordinados à força atacante dispõem de liberdade para conduzirem
ataques frontais ou outra forma de manobra.
3.3.3 - Apoio de fogo
O ataque frontal é, normalmente, precedido por preparação de fogos, não havendo
caracterização da prioridade do apoio. Assim, as posições defensivas inimigas serão
batidas com a mesma intensidade, bem como seus elementos de apoio de fogo, suas
instalações de comando e controle e suas reservas. Fumígenos poderão ser
empregados para reduzir a eficiência da observação do defensor.
O planejamento do apoio de fogo deverá ser flexível o bastante para apoiar outra
forma de manobra caso o comandante se decida por empregá-la.
3.3.4 - Considerações táticas
A menos que haja uma grande superioridade de poder de combate do atacante,
raramente o ataque frontal conduz a resultados decisivos. Por tal razão, o atacante
deve procurar criar ou aproveitar vantagens e condições que lhe permitam evoluir
para outra forma de manobra que propicie o êxito esperado.
O ataque frontal é a forma de manobra tática ofensiva típica dos ataques limitados,
que estão descritos no artigo 4.13.
3.4 - DESBORDAMENTO
3.4.1 - Conceitos básicos
No desbordamento, o AtqPcp ou de desbordamento contorna, por terra ou pelo ar, as
principais posições defensivas do inimigo, visando conquistar um objetivo à
retaguarda de seu dispositivo (Fig. 3.3).
O bj
ATAQ UE (S) SECU NDÁ RIO (S)
ATAQ UE D ESBOR DAN TE
(superfície ou helitransportado)
Fig. 3.3 - Desbordamento
Esta manobra procura evitar engajamento decisivo com o defensor, atinge-o onde é
mais fraco, desorganiza seus sistemas de comando, de comunicações, de apoio
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-6 - ORIGINAL
logístico e meios de apoio de fogo, e corta seus itinerários de retraimento, impondo-
lhe uma destruição em posição.
Um ou mais AtqSec fixam o inimigo, forçando-o a combater em duas ou mais
direções, simultaneamente, e desviando sua atenção quanto ao ataque principal.
O desbordamento é a forma de manobra tática que oferece melhor oportunidade para
obtenção do sucesso e tende a diminuir o número de baixas entre os atacantes, sendo
de emprego preferível às demais formas de manobra.
O movimento do ataque desbordante deve ser, na medida do possível, coberto da
observação inimiga.
3.4.2 - Planejamento
O desbordamento requer, relativamente, mais tempo para seu planejamento do que as
outras formas de manobra já descritas, sendo também de execução mais demorada.
No exame da situação, deve-se procurar conduzir a manobra contra um flanco
vulnerável existente no dispositivo inimigo. Uma vulnerabilidade no dispositivo
inimigo pode ser obtida por meio de fogos, de uma penetração, de uma infiltração ou
outro processo.
A força de desbordamento deve ser organizada para o combate levando-se em conta
suas necessidades de maior poder de combate, velocidade e segurança. Por sua vez, a
força de fixação será organizada com suficiente poder de combate de modo a reduzir
a possibilidade do inimigo reagir contra a força de desbordamento.
Medidas de despistamento devem ser previstas, também, para manter o inimigo em
posição e iludir quanto à localização do ataque principal. O início do(s) AtqSec antes
do AtqPcp é uma destas medidas.
Embora a manobra exija cuidadosa coordenação entre as forças envolvidas, o uso de
medidas de controle deve ser reduzido, de modo a garantir rapidez na operação.
Poderá ser prevista a infiltração de tropas para atacar os sistemas de comando,
controle e comunicações do inimigo, seus meios de apoio de fogo, barrar o
deslocamento de suas reservas ou conquistar pontos críticos em apoio ao AtqPcp.
3.4.3 - Apoio de fogo
A realização de uma preparação em apoio à força de desbordamento será função da
necessidade de sigilo e da existência de alvos compensadores. Se realizada, deverá
ser intensa e de pequena duração, para não limitar a velocidade do movimento. Pode-
se decidir, também, por uma preparação, caso desvie a atenção do inimigo, forçando-
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-7 - ORIGINAL
o a abrigar-se e desviando a atenção do ataque desbordante.
A centralização da artilharia dependerá da distância inicial entre o AtqPcp e o(s)
secundário(s). Caso ambos possam ser apoiados ao mesmo tempo, o desbordamento
será considerado curto. Ao contrário, no desbordamento profundo a tropa
desbordante receberá elementos de artilharia à disposição.
3.4.4 - Considerações táticas
A execução do desbordamento caracteriza-se pelo sigilo nas ações iniciais, rapidez
no deslocamento do AtqPcp e proteção de seus flancos expostos.
Todo o esforço será desenvolvido pelo(s) AtqSec com vistas a manter o inimigo
engajado e evitar que suas reservas sejam empregadas contra o ataque principal.
Um exame corrente da situação concorrerá para a segurança das ações,
principalmente na prevenção de que a força de desbordamento seja conduzida a uma
área de risco. Adicionalmente, permitirá ao comandante decidir quanto ao
prosseguimento da penetração, flanqueamento ou não de novas posições inimigas,
bem como aproveitar o êxito depois de conquistado o(s) objetivo(s) final(is).
3.4.5 - Duplo desbordamento
O duplo desbordamento é uma variante do desbordamento em que o atacante procura
contornar, simultaneamente, ambos os flancos das posições inimigas. Trata-se de
manobra de difícil controle e que exige grande superioridade de poder de combate e
de mobilidade. Uma força atacante poderá ser derrotada por partes caso apresente
deficiência em qualquer um desses fatores.
3.4.6 - Cerco aproximado
O êxito do desbordamento (ou duplo desbordamento) dará lugar ao cerco
aproximado, no qual a força atacante conquista regiões que cortam as principais vias
de comunicações terrestres do defensor, impedindo-o de carrear reforços ou retrair.
Trata-se de manobra de difícil execução, que exige forte poder de combate e alto
grau de mobilidade do atacante. Entretanto, por reduzir o espaço de manobra do
defensor, diminui sua possibilidade de reorganizar-se para reagir ao ataque,
aumentando a probabilidade de sua captura ou destruição.
Na execução de um cerco é preferível a ocupação de toda a linha de cerco
simultaneamente. Entretanto, se isso não for possível, as melhores vias de acesso
para a fuga do inimigo são ocupadas inicialmente.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-8 - ORIGINAL
3.4.7 - Desbordamento como técnica de movimento
O desbordamento como técnica de movimento é semelhante ao desbordamento como
forma de manobra tática ofensiva, na medida em que o atacante, por meio de uma
força secundária, fixa o inimigo enquanto o grosso contorna suas posições.
Entretanto, esta manobra não tem por propósito atacá-las e sim, manter a impulsão
do ataque, evitando a aplicação do poder de combate em ações que não contribuam
para o atendimento de uma tarefa específica.
Tal técnica é normalmente aplicada durante o aproveitamento do êxito, a
perseguição, a junção ou outras operações, quando o poder de combate das forças
inimigas encontradas não seja capaz de obstar as ações do atacante em movimento.
Requer um rápido reconhecimento e pronta expedição de ordens para execução
imediata.
3.5 - ENVOLVIMENTO
3.5.1 - Conceitos básicos
No envolvimento, o AtqPcp contorna, por terra ou pelo ar, as posições defensivas do
inimigo, visando conquistar objetivo(s) profundo(s) em sua retaguarda (Fig. 3.4).
Esta manobra força o defensor a abandonar sua posição ou a deslocar tropas
ponderáveis para fazer face à ameaça envolvente. O inimigo é, então, engajado em
local e na ocasião de escolha do atacante.
O bj 1
O bj 2
ATAQ UE (S) SECU NDÁ RIO (S)
ATAQ UE EN VOLVENTE
(superfície ou helitransportado)
Fig. 3.4 - Envolvimento
A adoção desta forma de manobra é de grande importância em situações nas quais
exista a oportunidade de conquistar um ponto critico antes que uma tropa inimiga
possa retirar-se ou ser reforçada.
O envolvimento difere do desbordamento por não ser dirigido para atingir o inimigo
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-9 - ORIGINAL
em sua própria posição defensiva e por sujeitar a tropa envolvente a operar
independentemente, fora da distância de apoio de qualquer outra tropa terrestre
atacante.
Com a possibilidade do emprego de helicópteros, o envolvimento - envolvimento
vertical - passou a ser praticável, a um grau impossível de se prever anteriormente,
para tropas de menor poder de combate, sendo largamente usado em operações
anfíbias.
O duplo envolvimento tem considerações semelhantes às já apresentadas para o
duplo desbordamento, acrescidas da maior profundidade da operação e falta de apoio
mútuo.
3.5.2 - Planejamento
O envolvimento, como o desbordamento, requer, relativamente, mais tempo para seu
planejamento.
A seleção de objetivos leva em conta o propósito da operação: impedir o reforço
inimigo ou seu retraimento, ou a conquista de posições que permitam desencadear
operações ou fogos contra o mesmo.
Na organização para o combate da força de envolvimento devem ser consideradas as
necessidades de mobilidade, poder de fogo e meios que a permitam operar fora da
distância de apoio de qualquer outra tropa terrestre atacante.
No envolvimento vertical, dadas as limitações de transporte do material pesado e
suprimentos impostos pelo transporte utilizado, deve ser prevista uma rápida junção
com tropas de superfície com maior poder de combate através de uma operação de
junção (capítulo 12).
Uma força de fixação deve ser empregada contra a(s) tropa(s) inimiga(s) que
possa(m) interferir com a tropa envolvente. A fixação pode ser obtida, também, pelo
fogo naval, artilharia e meios aéreos.
Em face das condições em que esta operação se desenvolve, devem ser previstas
medidas precisas de coordenação entre as forças participantes, principalmente para a
realização da junção.
3.5.3 - Apoio de fogo
As considerações quanto à preparação expostas no desbordamento são válidas para o
envolvimento, não devendo ser esquecido a maior profundidade deste.
A tropa de envolvimento deverá ser dotada de meios de artilharia.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-10 - ORIGINAL
3.5.4 - Considerações táticas
O sigilo, a surpresa e a dissimulação são essenciais para aumentar a probabilidade de
êxito da operação.
Dada a profundidade da operação e isolamento da tropa atacante, esta procurará
ocupar, rapidamente, acidentes capitais que barrem vias de provável acesso do
inimigo, implementará seu plano de defesa anticarro e desdobrará elementos de
reconhecimento e segurança.
3.6 - INFILTRAÇÃO
3.6.1 - Conceitos básicos
O combate atual, caracterizado pelas amplas dimensões e pela não linearidade do
campo de batalha, pela ênfase na destruição da força inimiga em detrimento da
conquista do terreno, executado em profundidade, com velocidade e de forma
continuada, priorizando as manobras envolventes e desbordantes contra os flancos ou
retaguarda do inimigo, possibilitou o surgimento de uma nova oportunidade para o
emprego da Infantaria.
A infiltração possibilita o deslocamento furtivo de uma força, por elementos isolados
ou em pequenos grupos, através, sobre ou ao redor das posições inimigas, ou em seu
interior, e o seu posterior desdobramento à retaguarda dessas posições.
Embora a infiltração possa ser empregada nas operações defensivas, ela é
normalmente realizada em operações ofensivas, apoiando a ação principal e
direcionada para:
- atacar o inimigo, após a passagem através de suas posições, pelo flanco ou
retaguarda, em apoio a uma operação de maior vulto;
- conquistar posições de bloqueio, após a passagem através das posições inimigas,
para impedir o seu retraimento ou que seja reforçada;
- atacar posições sumariamente organizadas, após passar através do dispositivo
inimigo; e
- inserir forças para conduzir operações de inquietação e desgaste na área de
retaguarda do inimigo.
Trata-se de uma ação que proporciona economia de meios, pois a tropa atinge o
interior do dispositivo inimigo sem o desgaste de ter que romper suas posições e sem
constituir-se em alvo compensador. Além disso, adiciona o fator surpresa, pela
direção inesperada de sua atuação.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-11 - ORIGINAL
Normalmente a infiltração é realizada por tropas a pé ou helitransportadas.
Dependendo da situação poderão ser usadas embarcações ou lançamento por pára-
quedas. A existência de evidentes brechas no sistema defensivo inimigo, combinada
com boa transitabilidade do terreno e adequadas cobertas, possibilitará aos elementos
de infiltração o emprego de viaturas, embora possa haver comprometimento da
surpresa.
O escalão mais apropriado para a realização da infiltração é o Batalhão de Infantaria
de Fuzileiros Navais ou menores. Em escalões maiores o Batalhão pode adotar esta
forma de manobra em apoio aos demais elementos, que executam outra forma de
manobra.
3.6.2 - Vantagens
A adoção desta forma de manobra tem as seguintes vantagens:
- possibilitar o emprego de tropa com menor poder de combate contra tropa de maior
poder de combate;
- diminuir baixas, desde que mantido o sigilo e garantida a surpresa;
- conquistar região em profundidade com maior rapidez; e
- desorientar e desorganizar o inimigo preparado para o combate linear.
3.6.3 - Planejamento
O planejamento da infiltração deve ser realizado em conjunto com o da operação
posterior. Basicamente, devem ser considerados os aspectos para o planejamento
típicos da incursão, aos quais se acrescentam alguns outros, conforme será visto a
seguir.
Deve ser empreendido um intenso esforço de busca com vistas a levantar as
atividades do inimigo, identificar pontos fracos em seu dispositivo e localizar
acidentes do terreno que permitam a progressão coberta e abrigada da tropa.
Quando forem utilizados He, o reconhecimento deve atender, também, aos aspectos
peculiares ao movimento aéreo.
A infiltração deve ser prevista para ocorrer em ocasiões de visibilidade reduzida tais
como durante a escuridão ou mau tempo. A hora para o desencadeamento da ação
subseqüente dependerá da idéia de manobra a ser executada.
Uma infiltração bem planejada e conduzida pode, freqüentemente, permitir a
colocação de uma força com considerável poder de combate na retaguarda do
inimigo, sem que este perceba o movimento. Para a execução da infiltração, é
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-12 - ORIGINAL
fundamental a manutenção do sigilo para a obtenção da surpresa.
O planejamento deve ser integrado com o de outras forças operando na área e com os
meios de apoio de fogo. Poderão ser previstas demonstrações e outras ações,
inclusive fogos de preparação, com vistas a desviar a atenção do inimigo para outras
áreas, durante o movimento de infiltração.
De acordo com a situação esperada para após o cumprimento da missão da tropa que
se infiltra, será planejada uma operação de junção, o retraimento ou o resgate de seus
elementos. Caso previsto permanência por períodos continuados em território sob o
controle do inimigo, será planejado o reabastecimento.
O deslocamento em terreno difícil e em condições de baixa visibilidade exigem
adequado adestramento, bom condicionamento físico e exercício de persistente
liderança, principalmente nos pequenos escalões que efetuam o movimento.
A profundidade em que uma força que se infiltra irá atuar na retaguarda do inimigo
será função das possibilidades e do alcance do apoio de fogo da artilharia de
campanha, dos meios de guerra eletrônica disponíveis, do tempo necessário para
realizar a infiltração e a reunião das forças e dos meios a serem utilizados para o
deslocamento.
A infiltração através de uma força inimiga alertada e dispondo de equipamentos para
detecção do movimento exigirá o emprego cuidadoso de medidas de dissimulação,
contramedidas eletrônicas e medidas passivas de segurança.
3.6.4 - Medidas de coordenação e controle
Dadas as circunstâncias em que se realiza a infiltração, seu controle é difícil, o que
leva à necessidade de que sejam estabelecidas, além das medidas de coordenação e
controle normalmente adotadas, outras medidas especiais, como faixas de infiltração
e áreas ou pontos de reagrupamento. Complementarmente, dependendo da situação,
utilizam-se pontos de ligação, ponto inicial, itinerários, pontos de liberação e pontos
de reunião no objetivo (Fig. 3.5), além daquelas atinentes ao movimento
helitransportados e ao apoio de fogo.
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-13 - ORIGINAL
O bj 1
O bj A
AR gpt
AR gpt
PR O
O bj 2
FAIXA D E IN FILTR AÇÃO
LC t LC t
LCt
LCt
2
Itn
A
Z
U
L
PPsg
PLib
PI
Fig. 3.5 - Medidas de coordenação e controle na infiltração
a) Faixa de infiltração
É utilizada para estabelecer o deslocamento da tropa e coordenar seu movimento,
inclusive, se for o caso, com os fogos de apoio.
Cada faixa é selecionada de modo a evitar as posições inimigas e valer-se de
regiões que ofereçam boas cobertas e abrigos, como terreno muito movimentado
e/ou com vegetação, pântanos, etc.
A quantidade de faixas a serem utilizadas, bem como sua largura, vai depender do
vulto da força, das características da área, do dispositivo inimigo e das
considerações a seguir.
O emprego de apenas uma faixa de infiltração facilita a navegação terrestre, o
controle e o reagrupamento, dificulta a detecção do movimento e reduz a
necessidade de informes sobre o terreno, mas torna mais demorado o
deslocamento da força de infiltração. O emprego de várias faixas apressa a
chegada das tropas às suas posições finais e reduz a possibilidade de
comprometimento da operação, porém, dificulta o controle e aumenta a
possibilidade de detecção pelo inimigo.
b) Áreas de Reagrupamento (ARgpt)
As Áreas ou os Pontos de Reagrupamento (PRgpt) são selecionados em cada faixa
de infiltração de modo a permitir a reunião e/ou a reorganização da tropa bem
como o pernoite, se for o caso. Devem ser facilmente identificáveis no terreno e
prover cobertas e abrigos.
3.6.5 - Considerações táticas
O início de uma infiltração terrestre é usualmente caracterizada pela ultrapassagem
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 3-14 - ORIGINAL
de tropas amigas em contato.
Para tal, conforme planejamento prévio, estas fornecem os guias que conduzirão a
força de infiltração desde os Pontos de Ligação (PLig) até os Pontos de Liberação
(PLib), através dos itinerários de progressão, passando pelos Ponto Inicial (PI) e
Ponto de Passagem (PPsg), quando terá início o movimento pela faixa de infiltração
(Fig. 3.5).
Normalmente não é estabelecida a velocidade de progressão. O sigilo no
deslocamento deve prevalecer sobre a rapidez, levando-se em conta, entretanto, o
cumprimento da missão e as dificuldades do terreno, da visibilidade e das atividades
do inimigo. Deve ser considerado, ainda, que nos períodos de visibilidade reduzida é
esperado que o inimigo redobre a vigilância, o que exige maiores cuidados para não
revelar a movimentação da tropa.
Durante a progressão, forças e instalações inimigas não previstas como alvo da força
de infiltração são desbordadas sigilosamente. Caso não seja possível, o elemento
detectado solicita fogos de apoio ou utiliza suas armas de tiro indireto, para não
revelar sua localização, enquanto procura abandonar rapidamente a área. A decisão
de usar armas de tiro tenso será tomada pelo comandante da tropa engajada, tendo
avaliado suas necessidades de proteção, as possíveis baixas e as possibilidades de
romper o contato sem utilizar tais meios. Avaliará ainda, de acordo com o
estabelecido no planejamento, a oportunidade de abortar sua tarefa para não
comprometer a missão como um todo.
Pessoal que tenha sido dispersado pela ação do inimigo e/ou desviado durante o
deslocamento será incorporado às respectivas frações nas áreas ou pontos de
reagrupamento.
Atingida a(s) última(s) área(s) ou ponto(s) de reagrupamento, os elementos de
infiltração realizam os preparativos finais e passam a executar a ação planejada.
O retraimento terá lugar como descrito na conduta de incursão (capítulo 13).
OSTENSIVO CGCFN-1-5
OSTENSIVO - 4-1 - ORIGINAL
CAPÍTULO 4
O ATAQUE COORDENADO
4.1 - INTRODUÇÃO
Este capítulo aborda o planejamento e a execução do ataque coordenado. Uma tropa
realiza o ataque coordenado empregando uma das formas de manobra tática ofensiva
vistas no capítulo 3.
4.2 - PLANEJAMENTO
O planejamento é iniciado com o recebimento da missão, cuja análise permitirá
identificar os efeitos desejados e os objetivos enunciados de maneira ampla. A missão é
o farol que orienta o estudo de situação realizado pelo comandante e pelo seu estado-
maior. Dependendo da situação, a missão poderá ser imposta ou assumida.
Tendo em vista que o Processo de Planejamento Militar (PPM) é tratado em manuais
específicos do Sistema de Publicações da Marinha (SPM), aqui serão abordados apenas
os principais parâmetros em que se basearão o(s) comandante(s) e estado(s)-maior(es)
para conduzirem seus planejamentos.
4.3 - ANÁLISE DOS FATORES DA DECISÃO
4.3.1 - Missão
A missão pode traduzir-se em conquistar ou controlar um acidente capital, bem como
pode estar ligada a uma área geográfica ou a uma tropa inimiga. Quando se tratar de
acidente capital, haverá, normalmente, imposição do(s) objetivo(s) pelo escalão
superior. Caso contrário, o comandante analisará sua missão, para verificar como
deverá relacionar as operações com o terreno, de modo a obter o grau de controle
direto sobre o mesmo ou sobre a tropa inimiga. Ações complementares, se
necessárias, serão deduzidas da missão recebida.
Ao atribuir objetivos aos comandos subordinados, o comandante, preferencialmente,
designará objetivos finais. Objetivos intermediários somente são designados quando
essenciais ao cumprimento da missão da tropa considerada.
4.3.2 - Inimigo
O planejamento deve considerar, também, as possibilidades, efetivos, eficiência em
combate, armamento e equipamento do inimigo. Seu dispositivo influenciará na
seleção da forma de manobra tática e na organização da tropa para o combate. Por
sua vez, o conhecimento de suas peculiaridades e deficiências permitirá avaliar
vantagens e desvantagens de cada linha de ação (LA) em estudo.
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval
CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
Falcão Brasil
 
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
Falcão Brasil
 
CGCFN-1-1 - Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-1 -  Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros NavaisCGCFN-1-1 -  Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-1 - Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
Falcão Brasil
 
CGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
CGCFN-1004 - Manual do Combatente AnfíbioCGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
CGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
Falcão Brasil
 
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
Falcão Brasil
 
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
Falcão Brasil
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
Falcão Brasil
 
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
Falcão Brasil
 
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
Falcão Brasil
 
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
Falcão Brasil
 
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
Falcão Brasil
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
Falcão Brasil
 
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
Falcão Brasil
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
Falcão Brasil
 
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao DesembarqueCGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
Falcão Brasil
 
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
Falcão Brasil
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
Falcão Brasil
 
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
Falcão Brasil
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
Falcão Brasil
 
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
Falcão Brasil
 

Mais procurados (20)

MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
MANUAL DE CAMPANHA TIRO DAS ARMAS PORTÁTEIS 1ª PARTE - FUZIL C 23-1
 
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
Manual de Ensino (EB60-ME-12.301), O Grupo de Artilharia de Campanha nas Oper...
 
CGCFN-1-1 - Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-1 -  Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros NavaisCGCFN-1-1 -  Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-1 - Manual de Operações Anfíbias dos Grupamentos de Fuzileiros Navais
 
CGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
CGCFN-1004 - Manual do Combatente AnfíbioCGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
CGCFN-1004 - Manual do Combatente Anfíbio
 
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
Caderno de instrução de treinamento e técnica básica do paraquedista militar ...
 
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
Caderno de Instrução de Treinamento Rústico Operacional - Cross Operacional (...
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS OPERAÇÕES AEROMÓVEIS IP 90-1
 
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
Caderno de Instrução Ginástica com Armas (EB60-CI-27.402)
 
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
MANUAL DE CAMPANHA MINAS E ARMADILHAS C 5-37
 
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
ESTÁGIO BÁSICO DO COMBATENTE DE MONTANHA PPE 08/1
 
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
CGCFN-31.3 - Manual de Controle de Distúrbios dos Grupamentos Operativos de F...
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
CADERNO DE INSTRUÇÃO PISTA DE COMBATE DE GC NA DEFESA EXTERNA CI 21-76/2
 
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
CGCFN-50 - Manual de Planejamento dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Na...
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO ASSALTO AEROMÓVEL E INFILTRAÇÃO AEROMÓVEL CI 90-1/1
 
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao DesembarqueCGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
CGCFN-334.1 - Manual de Apoio ao Desembarque
 
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
Manual de Ensino Operação de Alvos Aéreos (EB60-ME-23.402)
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS EMPREGO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO BATALHÃO DE INFANTARIA...
 
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
PROGRAMA-PADRÃO DE INSTRUÇÃO QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO DE MATERIAL BÉ...
 
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS O CAÇADOR IP 21-2
 
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
PROGRAMA DE INSTRUÇÃO MILITAR EB70-P-11.001
 

Semelhante a CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval

CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
Falcão Brasil
 
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
Falcão Brasil
 
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
Falcão Brasil
 
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem UnidaCGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
Falcão Brasil
 
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem UnidaCGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
Falcão Brasil
 
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
Falcão Brasil
 
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
Falcão Brasil
 
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
Falcão Brasil
 
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
Falcão Brasil
 
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
Falcão Brasil
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
Falcão Brasil
 
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros NavaisCGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
Falcão Brasil
 
Apostila Guindaste Portuário Móvel.
Apostila Guindaste Portuário Móvel.Apostila Guindaste Portuário Móvel.
Apostila Guindaste Portuário Móvel.
INCATEP - Instituto de Capacitação Profissional.
 
Manual-primeiros-socorros-combate
Manual-primeiros-socorros-combateManual-primeiros-socorros-combate
Manual-primeiros-socorros-combate
Triplo Sof
 
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-StoreManual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
IOB News
 
4 técnicas de estivagem (tes)
4 técnicas de estivagem (tes)4 técnicas de estivagem (tes)
4 técnicas de estivagem (tes)
R.A. DA SILVA BECKMA-ME
 
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
Falcão Brasil
 
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de IracemaEstudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
Peixuxa Acquario
 
41AM.pdf
41AM.pdf41AM.pdf
Manual e450 aj
Manual e450 ajManual e450 aj
Manual e450 aj
Edison Fernandes
 

Semelhante a CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval (20)

CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
CGCFN-1-8 - Manual de Operações de Paz dos Grupamentos Operativos de Fuzileir...
 
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-12 - Normas para Administração de Material do Corpo de Fuzileiros Navais
 
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-13 - Normas Gerais do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
 
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem UnidaCGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
 
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem UnidaCGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
CGCFN-1001 - Manual de Ordem Unida
 
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros NavaisCGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
CGCFN-11 - Normas para Administração de Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais
 
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
CGCFN-334.2 - Manual de Embarque e Carregamento dos Grupamentos Operativos de...
 
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
Manual Técnico do Precursor Paraquedista (EB60-MT-34.403)
 
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
CGCFN-33 - Manual de Operações do Componente de. Apoio de Serviços ao Combate...
 
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
CGCFN-1-11 - Manual de Operações de Evacuação de Não-Combatentes dos Grupamen...
 
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
CADERNO DE INSTRUÇÃO PELOTÃO DE EXPLORADORES CI 17-1/1
 
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros NavaisCGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
CGCFN-1-4 - Manual de Operações de Esclarecimento de Fuzileiros Navais
 
Apostila Guindaste Portuário Móvel.
Apostila Guindaste Portuário Móvel.Apostila Guindaste Portuário Móvel.
Apostila Guindaste Portuário Móvel.
 
Manual-primeiros-socorros-combate
Manual-primeiros-socorros-combateManual-primeiros-socorros-combate
Manual-primeiros-socorros-combate
 
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-StoreManual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
Manual do Ativo Imobilizado - IOB e-Store
 
4 técnicas de estivagem (tes)
4 técnicas de estivagem (tes)4 técnicas de estivagem (tes)
4 técnicas de estivagem (tes)
 
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
CGCFN-311.1 - Manual de Coordenação de Apoio de Fogo dos Grupamentos Operativ...
 
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de IracemaEstudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aterramento na orla da Praia de Iracema
 
41AM.pdf
41AM.pdf41AM.pdf
41AM.pdf
 
Manual e450 aj
Manual e450 ajManual e450 aj
Manual e450 aj
 

Mais de Falcão Brasil

Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdfA Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
Falcão Brasil
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Falcão Brasil
 
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdfAviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
Falcão Brasil
 
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdfCentro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
Falcão Brasil
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Falcão Brasil
 
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdfAcademia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
Falcão Brasil
 
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdfEscola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Falcão Brasil
 
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdfCentro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
Falcão Brasil
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Falcão Brasil
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Falcão Brasil
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Falcão Brasil
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Falcão Brasil
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdfDesafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
Falcão Brasil
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 

Mais de Falcão Brasil (20)

Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdfA Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
A Aviação de Reconhecimento na FAB. Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz!.pdf
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
 
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdfAviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
Aviação de Caça na FAB. Senta a Púa! Brasil!.pdf
 
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdfCentro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM).pdf
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
 
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdfAcademia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
Academia da Força Aérea (AFA) O Ninho das Águias .pdf
 
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdfEscola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).pdf
 
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdfCentro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR).pdf
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdfDesafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
Desafios Contemporâneos para o Exército Brasileiro (EB).pdf
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 

Último

Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
arodatos81
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
DirceuSilva26
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
marcos oliveira
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
marcos oliveira
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
C4io99
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
deboracorrea21
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
Sandra Pratas
 
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
AngelicaCostaMeirele2
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Mary Alvarenga
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
Ligia Galvão
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 

Último (20)

Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. WeaverAs Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
As Ideias Têm Consequências - Richard M. Weaver
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
 
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
farmacologia-segura-em-mapas-mentais-reduzindo-os-riscos-da-terapeutica-24040...
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 

CGCFN-1-5 - Manual de Operações Terrestres de Caráter Naval

  • 1. CGCFN-1-5 OSTENSIVO MANUAL DE OPERAÇÕES TERRESTRES DE CARÁTER NAVAL MARINHA DO BRASIL COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS 2008
  • 2. OSTENSIVO CGCFN-1-5 MANUAL DE OPERAÇÕES TERRESTRES DE CARÁTER NAVAL MARINHA DO BRASIL COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS 2008 FINALIDADE: BÁSICA 1ª Edição
  • 3. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - II - ORIGINAL ATO DE APROVAÇÃO APROVO, para emprego na MB, a publicação CGCFN-1-5 - MANUAL DE OPERAÇÕES TERRESTRES DE CARÁTER NAVAL. RIO DE JANEIRO, RJ. Em 12 de novembro de 2008. ALVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO Almirante-de-Esquadra (FN) Comandante-Geral ASSINADO DIGITALMENTE AUTENTICADO PELO ORC RUBRICA Em_____/_____/_____ CARIMBO
  • 4. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - III - ORIGINAL ÍNDICE PÁGINAS Folha de Rosto................................................................................................................ I Ato de Aprovação........................................................................................................... II Índice .............................................................................................................................. III Introdução....................................................................................................................... VII 1a PARTE OPERAÇÕES OFENSIVAS CAPÍTULO 1 - ASPECTOS BÁSICOS DA OFENSIVA 1.1 - Introdução..................................................................................................... 1-1 1.2 - Fundamentos da Ofensiva............................................................................. 1-1 1.3 - Fases da Ofensiva ......................................................................................... 1-5 1.4 - Distribuição de Forças.................................................................................. 1-7 CAPÍTULO 2 - TIPOS DE OPERAÇÕES E AÇÕES OFENSIVAS 2.1 - Introdução..................................................................................................... 2-1 2.2 - Marcha para o Combate................................................................................ 2-1 2.3 - Reconhecimento em Força ........................................................................... 2-7 2.4 - Ataque Coordenado ...................................................................................... 2-8 2.5 - Aproveitamento do Êxito.............................................................................. 2-9 2.6 - Perseguição................................................................................................... 2-12 2.7 - Ações Ofensivas ........................................................................................... 2-14 CAPÍTULO 3 - FORMAS DE MANOBRA TÁTICA OFENSIVA 3.1 - Introdução..................................................................................................... 3-1 3.2 - Penetração..................................................................................................... 3-1 3.3 - Ataque Frontal .............................................................................................. 3-4 3.4 - Desbordamento............................................................................................. 3-5 3.5 - Envolvimento................................................................................................ 3-8 3.6 - Infiltração...................................................................................................... 3-10 CAPÍTULO 4 - O ATAQUE COORDENADO 4.1 - Introdução..................................................................................................... 4-1 4.2 - Planejamento................................................................................................. 4-1 4.3 - Análises dos Fatores da Decisão................................................................... 4-1 4.4 - Seleção de Objetivos..................................................................................... 4-3
  • 5. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - IV - ORIGINAL 4.5 - Conceito da Operação............................................................................. ..... 4-4 4.6 - Idéia de Manobra.......................................................................................... 4-4 4.7 - Plano de Apoio de Fogo............................................................................... 4-5 4.8 - Outros Apoios ao Combate .......................................................................... 4-6 4.9 - Apoio de Serviços ao Combate.................................................................... 4-8 4.10 - Informações................................................................................................ 4-8 4.11 - Segurança ................................................................................................... 4-8 4.12 - Fases do Ataque ......................................................................................... 4-10 4.13 - O Ataque Limitado..................................................................................... 4-15 CAPÍTULO 5 - OPERAÇÕES OFENSIVAS EM CONDIÇÕES ESPECIAIS 5.1 - Operações Ofensivas sob Condições de Visibilidade Reduzida ................. 5-1 5.2 - Ataque a uma Área Fortificada .................................................................... 5-12 5.3 - Transposição de Cursos de Água ................................................................. 5-15 2a PARTE OPERAÇÕES DEFENSIVAS CAPÍTULO 6 - ASPECTOS BÁSICOS DA DEFENSIVA 6.1 - Introdução .................................................................................................... 6-1 6.2 - Fundamentos da Defensiva .......................................................................... 6-2 6.3 - Organização da Área de Defesa ................................................................... 6-7 6.4 - Organização das Forças Defensivas ............................................................ 6-9 CAPÍTULO 7 - CLASSIFICAÇÃO DAS OPERAÇÕES DEFENSIVAS 7.1 - Introdução .................................................................................................... 7-1 7.2 - Classificação Quanto ao Tipo ...................................................................... 7-1 7.3 - Classificação Quanto ao Tempo Disponível................................................ 7-6 CAPÍTULO 8 - FORMAS DE MANOBRA TÁTICA DEFENSIVA 8.1 - Introdução .................................................................................................... 8-1 8.2 - Defesa de Área ............................................................................................. 8-1 8.3 - Defesa Móvel ............................................................................................... 8-2 8.4 - Variações da Defesa de Área e da Defesa Móvel ........................................ 8-2 8.5 - Ação Retardadora......................................................................................... 8-11 8.6 - Retraimento.................................................................................................. 8-18 8.7 - Retirada ........................................................................................................ 8-23 CAPÍTULO 9 - A DEFESA
  • 6. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - V - ORIGINAL 9.1 - Planejamento................................................................................................. 9-1 9.2 - Análise dos Fatores da Decisão.................................................................... 9-1 9.3 - Conceito da Operação................................................................................... 9-2 9.4 - Idéia de Manobra.......................................................................................... 9-2 9.5 - Plano de Apoio de Fogo ............................................................................... 9-5 9.6 - Informações .................................................................................................. 9-6 9.7 - Segurança...................................................................................................... 9-6 9.8 - Engenharia .................................................................................................... 9-6 9.9 - Carros de Combate ....................................................................................... 9-7 9.10 - Contra-Ataque............................................................................................. 9-7 9.11 - Conduta da Defensiva................................................................................. 9-11 CAPÍTULO 10 - OPERAÇÕES DEFENSIVAS EM CONDIÇÕES ESPECIAIS 10.1 - Defesa Contra Infiltração............................................................................ 10-1 10.2 - Defesa Contra Ataques Aeroterrestres e Helitransportados ....................... 10-1 10.3 - Defesa Contra a Guerra Irregular ............................................................... 10-2 10.4 - Defesa Contra Blindados ............................................................................ 10-3 10.5 - Defesa Durante Períodos de Visibilidade Reduzida................................... 10-3 10.6 - Defesa na Linha de um Curso de Água ...................................................... 10-4 10.7 - Defesa de uma Zona de Responsabilidade Tática ...................................... 10-7 10.8 - Segurança da Área de Retaguarda.............................................................. 10-10 3a PARTE OPERAÇÕES COMPLEMENTARES CAPÍTULO 11 - OPERAÇÕES HELITRANSPORTADAS 11.1 - Introdução................................................................................................... 11-1 11.2 - Características das Forças Helitransportadas ............................................. 11-1 11.3 - Conceito de Emprego das Forças Helitransportadas .................................. 11-2 11.4 - Emprego na Ofensiva ................................................................................. 11-2 11.5 - Emprego na Defensiva................................................................................ 11-5 11.6 - Emprego em Operações de Junção............................................................. 11-7 11.7 - Planejamento............................................................................................... 11-7 11.8 - Conduta....................................................................................................... 11-8 CAPÍTULO 12 - OPERAÇÃO DE JUNÇÃO 12.1 - Introdução................................................................................................... 12-1
  • 7. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - VI - ORIGINAL 12.2 - Propósitos................................................................................................... 12-1 12.3 - Planejamento.............................................................................................. 12-2 12.4 - Análise dos Fatores da Decisão.................................................................. 12-3 12.5 - Idéia de Manobra........................................................................................ 12-3 12.6 - Planejamento do Apoio de Fogo................................................................ 12-5 12.7 - Comunicações ............................................................................................ 12-7 12.8 - Execução da Junção ................................................................................... 12-7 12.9 - Junção de duas Forças em Movimento ...................................................... 12-8 12.10 - Ações Após a Junção ............................................................................... 12-9 12.11 - Apoio de Serviços ao Combate................................................................ 12-9 12.12 - Liberação de uma Tropa Isolada ............................................................. 12-10 CAPÍTULO 13 - INCURSÃO 13.1 - Conceitos Básicos ...................................................................................... 13-1 13.2 - Planejamento.............................................................................................. 13-2 13.3 - Conceito da Operação ................................................................................ 13-2 13.4 - Distribuição de Forças................................................................................ 13-3 13.5 - Apoio de Fogo............................................................................................ 13-5 13.6 - Apoio de Serviços ao Combate.................................................................. 13-6 13.7 - Medidas de Coordenação e Controle ......................................................... 13-6 13.8 - Ensaio......................................................................................................... 13-7 13.9 - Retirada ...................................................................................................... 13-7 13.10 - Conduta .................................................................................................... 13-7 CAPÍTULO 14 - OPERAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO 14.1 - Introdução .................................................................................................. 14-1 14.2 - Substituição em Posição............................................................................. 14-2 14.3 - Ultrapassagem............................................................................................ 14-7 14.4 - Acolhimento............................................................................................... 14-11 14.5 - Seleção do Tipo de Substituição Antes do Ataque .................................... 14-13
  • 8. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - VII - ORIGINAL INTRODUÇÃO Embora com a destinação precípua de participar de uma operação eminentemente naval - a OPERAÇÃO ANFÍBIA - os Fuzileiros Navais realizam sua ação decisiva em terra. Adicionalmente, em proveito do Poder Naval, poderão vir a ser empregados em uma variada gama de cometimentos terrestres. Esta publicação trata dos aspectos básicos das operações em que Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav) possam vir a participar em terra. As particularidades técnicas, e o detalhamento de emprego dos diversos escalões da tropa serão abordados em manuais específicos. As 1a e 2a Partes tratam das ações clássicas de combate em terra, respectivamente a ofensiva e a defensiva. Na 3a Parte são estudadas outras modalidades de operações em terra nas quais os GptOpFuzNav também possam tomar parte. Esta publicação é classificada, de acordo com o EMA-411 Manual de Publicações da Marinha, em: publicação da Marinha do Brasil (PMB), não controlada, ostensiva, básica e manual. Esta publicação substitui a CGCFN-2100 – Manual do Operações Terrestres de Fuzileiros Navais, 1ª edição, aprovada em 15 de outubro de 2003, preservando seu conteúdo, que será adequado ao previsto no Plano de Desenvolvimento da Série CGCFN (PDS-2008), quando de sua próxima revisão.
  • 9. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-1 - ORIGINAL 1ª PARTE OPERAÇÕES OFENSIVAS CAPÍTULO 1 ASPECTOS BÁSICOS DA OFENSIVA 1.1 - INTRODUÇÃO O sucesso final no campo de batalha é obtido pelas operações ofensivas. Ofensiva significa atacar, explorar as fraquezas do inimigo e manter a iniciativa. Embora considerações estratégicas ou táticas possam requerer o estabelecimento de uma defensiva, cedo ou tarde terão lugar ações ofensivas. Mesmo na defensiva, um comandante deve buscar a oportunidade de assumir a iniciativa por meio da ofensiva e levar o combate ao lado inimigo. As operações ofensivas são realizadas tendo em vista alcançar um ou mais dos seguintes propósitos: - destruir forças ou material inimigo; - conquistar áreas ou pontos capitais do terreno; - fixar o inimigo em posição; - obter informações; - privar o inimigo de recursos; - desviar a atenção do inimigo; e - desorganizar um ataque. 1.2 - FUNDAMENTOS DA OFENSIVA Os fundamentos da ofensiva resultam da análise de operações dessa natureza através dos tempos à luz dos princípios de guerra. Constituem-se em guias comuns para todos os comandantes, embora sua aplicação específica seja variável de acordo com a situação e o escalão considerado. 1.2.1 - Obter e manter o contato A obtenção e manutenção do contato são essenciais, uma vez que garantem ao comandante de qualquer escalão informações sobre o inimigo, liberdade de ação e conservação da iniciativa, evitando a surpresa. O contato com o inimigo deve ser estabelecido o mais cedo possível, seja através do combate aproximado, seja apenas pela observação. Uma vez obtido, o contato não deve ser voluntariamente rompido, embora os comandantes devam estar alertas quanto aos riscos de sofrerem ataque de surpresa.
  • 10. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-2 - ORIGINAL 1.2.2 - Esclarecer a situação Tão logo estabeleça o contato, o comandante deve desenvolver ações para determinar o valor, a composição e a disposição das forças inimigas. Procurará, assim, sobrepujar suas forças de segurança, localizar sua posição defensiva e levantar quaisquer deficiências que possam ser exploradas. Desse modo, o comandante disporá de elementos para elaboração de sua diretiva. 1.2.3 - Concentrar poder de combate O comandante procura desenvolver todos os esforços no sentido de cumprir sua missão, evitando ações que não contribuam para tal. Para atingir seu intento, deve concentrar rapidamente seu poder de combate, de modo a obter superioridade no local e momento oportunos. 1.2.4 - Surpreender o oponente A surpresa é um dos fatores decisivos no combate e deve ser buscada na ofensiva, uma vez que: - facilita o exercício da liderança e favorece a impulsão do ataque, por privar o oponente de empregar todo o seu poder de combate; - retarda as reações do inimigo, uma vez que não lhe permite tempo para planejamento; - sobrecarrega e confunde seus sistemas de C3 I, porque ele se vê obrigado a reagir rapidamente; e - ocasiona efeitos psicológicos adversos em suas tropas, devido ao impacto recebido. Deste modo, conseguindo reduzir o poder de combate do defensor, o atacante pode alcançar o sucesso empregando menos meios do que seria necessário em condições normais. Embora tenha sua obtenção dificultada pelos modernos meios de observação e vigilância, as seguintes medidas auxiliam obter surpresa: - realização de operações de cobertura e de despistamento; e - escolha da direção de ataque, da forma de manobra, do local da aplicação do poder de combate e do horário da ação. Ações por superfície ou helitransportadas sobre a retaguarda do inimigo apresentam resultados eficazes, uma vez que atingem posições de artilharia, postos de comando (PC), instalações logísticas, etc. Tendo em vista que o efeito da surpresa é temporário, o comandante deve procurar
  • 11. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-3 - ORIGINAL explorar o choque inicial não dando tempo ao inimigo para recuperar-se. Por outro lado, deve estar preparado para a eventualidade da perda prematura da surpresa. 1.2.5 - Explorar deficiências do inimigo O comandante deve evitar o grosso do inimigo ou a posição onde sua defesa seja mais forte e utilizar, com rapidez, seu poder de combate para explorar deficiências, tais como: dispositivo falho ou flanco exposto, moral baixo, insuficiência de apoio de fogo, inferioridade numérica, ou demora no abastecimento ou no recompletamento. O conhecimento pelo atacante de que o oponente tem reações padronizadas é uma vantagem que, devidamente explorada, transforma-se em deficiência para o defensor. 1.2.6 - Controlar acidentes capitais O controle de acidentes capitais é importante para o êxito da ofensiva, uma vez que estes proporcionam observação, campos de tiro e controle de vias de acesso, bem como proteção para instalações de comando e logísticas contra as vistas e fogos do inimigo. A posse de um acidente capital é importante apenas se as vantagens que ele proporciona forem exploradas. Assim, dentre os aspectos militares do terreno, o correto levantamento dos acidentes capitais é de extrema relevância para o sucesso da ação ofensiva. 1.2.7 - Obter e manter a iniciativa A obtenção e manutenção da iniciativa são essenciais para que o comandante possa impor sua vontade, ao invés de apenas reagir as iniciativas do inimigo. Para tal, deve empregar agressivamente seu poder de combate, lançar mão da surpresa e aproveitar- se oportunamente dos erros do inimigo. Normalmente, a iniciativa pertence ao atacante no início das ações e todo esforço deve ser feito para conservá-la, pois uma vez perdida será de difícil e onerosa recuperação. 1.2.8 - Neutralizar a capacidade de reação do inimigo O comandante desenvolve todo esforço no sentido de neutralizar a capacidade do inimigo de reagir ao seu ataque, o que também lhe permite manter a iniciativa. Para tal, deverá adotar medidas de segurança e utilizar ações de despistamento, isolar a área de operações, bloquear os reforços inimigos, desorganizar e neutralizar suas atividades de apoio, atacar suas instalações de comando e controle e submetê-las aos fogos de apoio e às ações de guerra eletrônica.
  • 12. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-4 - ORIGINAL 1.2.9 - Progredir pelo fogo e movimento O atacante deve manobrar combinando fogo e movimento, para ficar em condições de lançar-se violentamente sobre o inimigo e, pelo combate aproximado, destruí-lo ou capturá-lo. Normalmente, nenhuma peça de manobra deve progredir contra o inimigo sem contar com fogos de apoio. Estes poderão ser prestados por outra peças de manobra e/ou por um elemento de apoio de fogo. A superioridade de fogos deve ser obtida desde os momentos iniciais ou a partir da perda da surpresa e mantida durante o ataque, de modo a garantir liberdade de manobra e evitar perdas que prejudiquem a impulsão e o poder de combate do atacante. 1.2.10 - Manter a impulsão do ataque A impulsão é obtida e mantida pela aplicação de poder de combate superior e pela conservação da iniciativa, no desencadeamento de ataque rápido e agressivo. O comandante não deve prejudicar a impulsão de seu ataque procurando preservar o dispositivo dos seus elementos de combate ou para cumprir a manobra planejada; ele imprime continuidade às ações fazendo os elementos progredirem rapidamente pelos locais que ofereçam menor resistência. Adicionalmente, o atacante procura neutralizar, com o mínimo de meios, elementos inimigos que não sejam capazes de prejudicar o cumprimento de sua missão como um todo, ultrapassando-os e mantendo pressão agressiva e constante. 1.2.11 - Agir com rapidez A rapidez nas ações é essencial ao sucesso pois favorece a surpresa, contribui para a segurança, torna a força atacante um alvo difícil de ser atingido e mantém pressão sobre o inimigo, dificultando sua reação ao ataque. Este fundamento aplica-se não só às ações diretamente ligadas ao combate, como, também, ao exercício do comando e controle e às atividades de apoio. 1.2.12 - Explorar o êxito O comandante deve prever como explorar as condições favoráveis que surjam durante um ataque. Uma vez identificadas, deve aplicar todos os seus meios e imprimir o máximo de agressividade às ações. A hesitação no aproveitamento de uma oportunidade, por menor que seja, pode acarretar a perda da impulsão tornando o ataque não decisivo, com pesadas perdas para o atacante.
  • 13. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-5 - ORIGINAL 1.2.13 - Manter a segurança A segurança é um fundamento indispensável, esteja a tropa em deslocamento, estacionada ou em combate. As medidas serão estabelecidas, principalmente, em função do grau de ameaça do inimigo. Cada escalão é responsável pela própria segurança, independente das medidas e meios pertinentes a cargo dos demais. Deve ser preservada sem, no entanto, tolher a iniciativa ou diluir nosso poder de combate em seu benefício. Normalmente, um ataque rápido e agressivo constitui-se em adequada medida de segurança. 1.2.14 - Flexibilidade no planejamento O planejamento deve ser capaz de prever o desenrolar das ações do combate. Entretanto, deve também antecipar incertezas e explorar oportunidades. Portanto, o comandante tem de estar preparado para alterar seu planejamento e redirecionar seus meios a fim de responder a qualquer nova situação que se apresente. O planejador conserva a flexibilidade mantendo uma reserva adequada e desenvolvendo um plano de simples execução e de fácil entendimento por parte de seus subordinados. 1.3 - FASES DA OFENSIVA Todas as operações ofensivas tendem a se desenvolver, normalmente, em três fases: preparação, execução e continuação. A duração e natureza de cada uma, bem como sua própria ocorrência vão depender da situação. Muitas vezes, parte de uma tropa poderá estar em uma das fases, enquanto outra estará na anterior ou na subseqüente. As fases da ofensiva serão descritas tomando-se como base o ataque coordenado (Fig. 1.1). APROVEITAMENTO DO ÊXITO PERSEGUIÇÃO CONTINUAÇÃO EXECUÇÃO PREPARAÇÃO ASSALTO PAss (LPD) (LPD) PAss LP LP MARCHA PARA O COMBATE Obj ZReu PAtq Fig. 1.1 - Fases da ofensiva
  • 14. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-6 - ORIGINAL 1.3.1 - Preparação Esta fase tem início com o recebimento da diretiva que dará origem à operação (Ordem Preparatória, Plano/Ordem de Operação, etc) e inclui o planejamento, o preparo e distribuição da diretiva, a coordenação entre diversos escalões, os ensaios, as providências logísticas, os movimentos de tropas, as atividades de inteligência pertinentes à operação, etc. Uma etapa importante desta fase é o movimento para o contato, por meio da qual as tropas atacantes procurarão o contato com o inimigo. A seguir, deslocando-se a partir de Zona(s) de Reunião (ZReu), desdobram-se nas Posições de Ataque (PAtq), transpõem a Linha de Partida (LP) ou Linha de Contato (LC), dependendo da situação, configurando o início da fase seguinte. 1.3.2 - Execução Sob a proteção dos fogos de preparação, caso previstos, as tropas progridem até as Posições de Assalto (PAss), Linha Final de Coordenação (LFC) ou Linha Provável de Desenvolvimento (LPD), no ataque noturno, e, desencadeando os fogos de assalto, se lançam rápida e agressivamente sobre o(s) objetivo(s). As tropas não se detêm na orla anterior do(s) objetivo(s), pelo contrário, dirigem-se com rapidez, executando fogo e movimento, até a orla posterior ou a parte que lhes for designada. 1.3.3 - Continuação Após a conquista do(s) objetivo(s) fixado(s) para o ataque, ocorrerão sua consolidação e reorganização da tropa (inciso 4.12.3). Tendo em vista que raramente um ataque consegue destruir totalmente um oponente que se defende, este procurará desengajar suas forças, retrair o que for possível e estabelecer novas posições. Dependendo do escalão, poderá colocar em ação tropas deslocadas de áreas em que houver menor atividade ou mesmo empregar suas reservas. Assim, salvo restrições impostas pelo escalão que determinou a ofensiva, ou falta eventual de meios, o ataque deve ser seguido de agressivo aproveitamento do êxito obtido, visando manter pressão sobre o inimigo e destruir sua capacidade de reorganizar-se (artigo 2.5). Quando ocorrem indícios de que a resistência do inimigo se desintegra, o ataque ou o aproveitamento do êxito transforma-se em perseguição, destinada a destruir a tropa inimiga (artigo 2.6).
  • 15. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-7 - ORIGINAL 1.4 - DISTRIBUIÇÃO DE FORÇAS Um comandante distribui suas forças em ataque principal (AtqPcp), ataque secundário (AtqScd) e em reserva (Res). 1.4.1 - Ataque principal O AtqPcp é aquele lançado para conquistar o objetivo decisivo para o cumprimento da missão do comandante. Para tal, recebe preponderância de elementos de manobra, de apoio de fogo e outros apoios. Sempre que possível, o AtqPcp será beneficiado com zona de ação (ZAç) mais estreita e a melhor via de acesso, sendo dirigido para a parte mais fraca do dispositivo inimigo. O comandante deve procurar ocultar do inimigo a direção do AtqPcp, de modo a diminuir o tempo de que disporá o defensor para concentrar seu poder de combate contra o mesmo. Para atingir tal propósito poderá empregar fintas ou demonstrações, ou dispersar suas tropas até o momento decisivo, quando as emassará convergindo sobre o(s) objetivo(s). 1.4.2 - Ataque secundário O AtqScd contribui para o êxito do AtqPcp; caracteriza-se por receber o mínimo essencial de poder de combate, ZAç mais larga do que a do AtqPcp e objetivo(s) de menor valor tático. Um AtqScd pode visar um ou mais dos seguintes efeitos desejados: - iludir o inimigo quanto à direção do AtqPcp; - destruir ou fixar forças inimigas capazes de interferir com o AtqPcp; - controlar terreno cuja ocupação pelo inimigo prejudique o AtqPcp; e - forçar o inimigo a empregar suas reservas prematuramente ou em área não decisiva. Dependendo da situação, poderá haver mais de um AtqScd. Caso um AtqScd obtenha um êxito inesperado, o comandante deve estar pronto para rocar meios e transformá-lo em AtqPcp, designando-lhe o objetivo decisivo. 1.4.3 - Designação posterior de prioridade Pode não haver designação antecipada desta distribuição quando a tropa atacar em coluna ou com vários elementos em primeiro escalão, face uma situação indefinida ou, ainda, quando o ataque incidir sobre objetivos cuja conquista represente resultados idênticos para o cumprimento da missão. Nesses casos, tão logo seja observado que um determinado elemento de combate tem maior probabilidade de
  • 16. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-8 - ORIGINAL sucesso, seu ataque será designado como principal, sendo-lhe atribuída preponderância em meios e apoios e a conquista do objetivo. Por outro lado, durante o ataque coordenado em que o AtqPcp está definido desde o início, esta condição pode ser transferida de um elemento de manobra para outro, com vistas a tirar proveito de seu melhor desempenho ou para aproveitar a ocorrência de falha no dispositivo inimigo. 1.4.4 - Reserva A Res é a tropa mantida sob o controle do comandante, para ser empregada em ocasião e local decisivos com intuito de obter um resultado favorável. Constitui um dos principais meios com que conta o comandante para exercitar a flexibilidade de seu planejamento e influir na ação, uma vez iniciada a operação. A Res pode ser empregada para: - aproveitar o êxito; - fazer face às ações do inimigo; - explorar deficiências do inimigo; - proporcionar segurança; - destruir resistências ultrapassadas; e - manter a iniciativa e a impulsão do ataque. O emprego da Res deve ocorrer em benefício da operação como um todo e não para corrigir falhas de elementos em ação. Em princípio, deverá ser empregada como um todo, embora em algumas circunstâncias, possa ser dividido para a obtenção do efeito desejado. Quando um elemento de primeiro escalão estiver detido pelo inimigo e for decidido o emprego da Res, deve-se fazer incidir seu ataque em nova direção, com vistas a obter surpresa e evitar o emassamento das tropas. O valor da Res e sua localização dependerão da missão do comandante, de seu grau de conhecimento da situação, da forma de manobra tática ofensiva adotada, das características da área de operações e da reação previsível do inimigo. Caso a situação do inimigo seja relativamente clara e suas possibilidades limitadas, a Res pode ser constituída com pequeno poder de combate. Por outro lado, quando a situação for indefinida e houver conhecimento limitado da situação do inimigo, a Res deve ser constituída com forte poder de combate. Isto acontecerá, também, caso o ataque seja lançado contra objetivo profundo, quando não for possível visualizar o
  • 17. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 1-9 - ORIGINAL ataque até seu objetivo final ou quando o inimigo tiver maior mobilidade do que o atacante. Em qualquer circunstância, o poder de combate atribuído à Res não deve prejudicar a composição do AtqPcp, mas deve ser suficiente para permitir o efeito desejado quando de seu emprego. A Res é posicionada observando-se aspectos como: - permitir seu rápido deslocamento para os pontos de provável emprego; - favorecer o AtqPcp; - proporcionar segurança; e - proporcionar o máximo de proteção contra a observação e fogos do inimigo. a) Reservas articulada e fracionada Para favorecer a segurança e reduzir a vulnerabilidade aos ataques inimigos, a Res pode ser distribuída em diferentes ZReu ou colunas de marcha. Nestas condições, poderá estar articulada quando, embora dispersa, esteja sob comando centralizado e será denominada fracionada, quando dispersa e não sob comando único – neste caso haverá tantas reservas quantos forem os comandos disponíveis. b) Reserva hipotecada Durante o planejamento do ataque, o comandante deve prever como constituir nova Res, tão logo tenha empregado a inicialmente prevista. Em princípio, a nova Res poderá ser constituída por um dos elementos de primeiro escalão que tenha sido ultrapassado. Outra forma é prever, como Res, o emprego de determinado(s) elemento(s) da(s) peça(s) de manobra, impondo ao(s) respectivo(s) comando(s) restrições quanto à sua utilização, constituindo, assim, uma reserva hipotecada. c) Reserva temporária Dependendo da situação, poderá ser necessário estabelecer uma Res com elementos disponíveis das unidades de apoio ao combate, apoio de serviços ao combate, do Posto de Comando (PC) etc. Logo que possível, esta Res temporária será substituída por outras tropas.
  • 18. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-1 - ORIGINAL CAPÍTULO 2 TIPOS DE OPERAÇÕES E AÇÕES OFENSIVAS 2.1 - INTRODUÇÃO Em uma ação ofensiva, há três tarefas a serem realizadas em relação ao inimigo: localizá-lo e fixá-lo em posição, manobrar de modo a obter uma vantagem tática e, no momento e local oportunos, desencadear um ataque decisivo para destruí-lo. Visando cumprir estas tarefas, há cinco tipos gerais de operações ofensivas: - marcha para o combate; - reconhecimento em força; - ataque coordenado; - aproveitamento do êxito; e - perseguição. Operações ofensivas sob condições especiais, como ataque noturno, operações sob condições de visibilidade reduzida, ataque a uma área fortificada e transposição de cursos de água, serão estudados no capítulo 5, e ações ofensivas como combate de encontro, finta e patrulhas, serão estudadas no final deste capítulo. 2.2 - MARCHA PARA O COMBATE 2.2.1 - Conceitos básicos A marcha para o combate é uma operação que visa estabelecer, o mais cedo possível, o contato com o inimigo ou restabelecer este contato. Em qualquer caso procura-se esclarecer a situação e obter melhores condições que facilitem as ações imediatas. A marcha para o combate termina quando a tropa atinge um ponto previamente estabelecido ou quando posições de resistência do inimigo impedem o movimento, forçando o desdobramento da tropa. O dispositivo é geralmente constituído por forças de segurança (FSeg) e pelo grosso. A marcha para o combate pode ser realizada à noite ou em períodos de visibilidade reduzida, o que proporciona maior segurança mas acarreta problemas de identificação e orientação, além de diminuir as possibilidades de observação sobre o inimigo. Tais aspectos podem ser superados pelo adestramento adequado, pela utilização de equipamentos óticos/eletrônicos e pela adoção de procedimentos operativos padronizados e detalhados. 2.2.2 - Formações Com base, principalmente, no grau de ameaça do inimigo, a tropa pode adotar as
  • 19. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-2 - ORIGINAL seguintes formações: coluna de marcha; coluna tática; e marcha de aproximação. Dependendo do escalão e da situação, o grosso pode adotar uma formação diferente dos demais. a) Coluna de marcha Utilizada quando não houver possibilidade de que o inimigo terrestre interfira no movimento (contato remoto). Prevalecem as medidas que visam facilitar e acelerar o movimento, conservando o poder de combate da tropa. O deslocamento é realizado, comumente, por estradas e motorizado. Devem ser previstas medidas de segurança contra a aviação inimiga e contra a atuação de forças não convencionais, se for o caso. Dependendo do escalão e da situação, o movimento pode ser realizado por itinerários diferentes ou ser escalonado no tempo. b) Coluna tática Adotada quando for pouco provável que o inimigo terrestre venha a interferir durante o movimento (contato pouco provável). Neste caso, considerações táticas e administrativas existem paralelamente, embora aquelas prevaleçam. Assim, a tropa é organizada para o combate de modo a permitir rápida entrada em ação contrapondo-se a qualquer interferência do inimigo. Nesta formação já devem ser estabelecidas medidas rígidas de segurança contra o inimigo terrestre e mantida a segurança contra sua aviação. O movimento é realizado por estradas ou caminhos utilizando-se os meios de transporte mais rápidos disponíveis. c) Marcha de aproximação Empregada quando for iminente a ação do inimigo terrestre (contato iminente). Prevalecem as considerações táticas e a tropa será desdobrada, progressivamente, à medida em que se prenuncia o contato, culminando com seu desdobramento para a tomada do dispositivo de ataque ou para furtar-se à ação das armas de tiro de trajetória tensa do inimigo. Duas preocupações devem orientar a ação dos comandantes: aplicar superior poder de combate contra o inimigo e proteger as tropas. A segurança contra as ações terrestres do inimigo será proporcionada pelo desdobramento parcial ou total da tropa, quer em largura, quer em profundidade. 2.2.3 - Linha da pior hipótese (LPH) É a linha que delimita a região do terreno em que o inimigo terrestre não tem
  • 20. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-3 - ORIGINAL possibilidade física de atuar. Do Ponto Inicial (PI) até a LPH, normalmente, o deslocamento de nossas tropas será em coluna de marcha, o contato será remoto e prevalecerão medidas administrativas sobre as táticas. Para estabelecer o traçado da LPH devem ser consideradas a direção de deslocamento, a velocidade em coluna de marcha, o local onde se encontra o inimigo e a sua velocidade de deslocamento sem ser retardado por força interposta. 2.2.4 - Linha de provável encontro (LPE) É a linha que delimita as regiões do terreno a partir das quais o contato é iminente. Da LPH até a LPE o contato é pouco provável, a formação a adotar é a coluna tática e as medidas administrativas se equilibrarão com as medidas táticas. A partir da LPE o contato é iminente, a formação empregada é a marcha de aproximação e medidas de ordem tática prevalecerão sobre medidas administrativas. Para estabelecer os locais do terreno por onde passará a LPE devem ser consideradas a velocidade em coluna de marcha até a LPH, em coluna tática a partir desse ponto e a velocidade retardada do inimigo (Fig. 2.1). ZReu LPH LPH LPE LPE R ib LIM P O R ib PIR A N H A R io P IR A R A O B JE T IV O CONT ATO REMOTO CONT ATO POUCO PROVÁVEL C O N TATO IM IN E N TE R v 103 E P rog A LFA PI Fig. 2.1 Áreas de contato e linhas de controle 2.2.5 - Organização A organização da tropa vai depender de sua missão, da provável ordem de emprego dos elementos componentes, da mobilidade relativa dos mesmos e das informações disponíveis sobre o inimigo e sobre o terreno, particularmente das vias de acesso. Uma tropa marcha para o combate assim articulada (Fig. 2.2):
  • 21. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-4 - ORIGINAL a) Forças de Segurança (FSeg): - Força de Cobertura (FCob); e - Forças de Proteção (FPtc): vanguarda, flancoguarda e retaguarda. b) Grosso FORÇA DE COBERTURA VANGUARDA FLANCO GUARDA FLANCO GUARDA GROSSO RETAGUARDA Fig. 2.2 - Marcha de aproximação (colunas múltiplas ) 2.2.6 - Conduta A execução da Marcha para o Combate caracteriza-se pela ação rápida e agressiva; é normalmente descentralizada, mas é mantido controle adequado permitindo o efetivo emprego dos fogos de apoio de longo alcance. Durante o movimento deve-se garantir a liberdade de ação da tropa, de modo a assegurar a flexibilidade de seu emprego no momento oportuno. Deste modo, o contato inicial deve ser realizado pela menor fração possível das FSeg, garantindo a adequada liberdade de manobra do grosso. Em conseqüência, elementos de reconhecimento e de segurança devem ser largamente empregados para preservarem, também, o corpo principal da tropa, de modo a que somente se engaje no momento oportuno e nas condições mais favoráveis. a) Forças de segurança Movimentam-se destacadas do grosso, com as tarefas de protegê-lo e garantir seu deslocamento continuo.
  • 22. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-5 - ORIGINAL I) Força de cobertura A tarefa da FCob é esclarecer a situação do inimigo e impedir o retardamento desnecessário do grosso. Suas operações podem incluir ataques para destruir resistências inimigas, conquista e manutenção de acidentes capitais do terreno, ou ações que objetivem iludir, retardar ou desorganizar forças inimigas. A composição, valor e atividades da força de cobertura FCob terão reflexos no curso das operações como um todo. Deve ser constituída por elementos dotados de grande mobilidade e diversidade, capazes de atuar bem à frente do grosso, de modo a proporcionar ao seu comandante espaço e tempo suficientes para manobrar quando estabelecido contato com o inimigo. De um modo geral, além de elementos de combate a FCob deve contar com elementos de apoio ao combate e de apoio de serviços ao combate que lhe garantam a necessária autonomia. Atenção especial deve ser conferida à presença de elementos de engenharia, visando ao apoio ao movimento. É essencial que as atividades da FCob sejam muito bem coordenadas. Normalmente, o controle é exercido pelo comandante da tropa que marcha para o combate. II) Forças de proteção Protegem o grosso contra a observação terrestre e os ataques de surpresa. - Vanguarda - Destina-se a assegurar o avanço ininterrupto do grosso, protegê-lo contra ataques de surpresa e manter o contato com a FCob. Normalmente, a vanguarda provém e opera sob o controle do primeiro escalão do grosso, sendo sua atuação essencialmente ofensiva. A vanguarda deve deslocar-se o mais rápido possível, mas dentro da distância de apoio do grosso. Desenvolve contínuo reconhecimento à frente e nos flancos, remove obstáculos, executa reparos de emergência nas vias de transporte e demarca desvios de obstáculos. Ao estabelecer contato com o inimigo a vanguarda o ataca ou toma outras medidas que assegurem o prosseguimento, sem retardo, do grosso. Caso as forças inimigas sejam de vulto superior a vanguarda procura esclarecer agressivamente a situação e informa ao escalão que a destacou. - Flancoguarda e Retaguarda - Destinam-se a proteger o grosso contra a observação terrestre e ataques de surpresa. Sua atuação é de natureza
  • 23. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-6 - ORIGINAL defensiva, mas as tropas devem ser bastante fortes para destruir pequenas resistências ou para retardar o inimigo até que o grosso possa ser desdobrado. As flancoguardas deslocam-se por itinerários paralelos ao do grosso. Seu movimento é contínuo ou por lances, que podem ser sucessivos ou alternados, ocupando posições do terreno nos flancos. Sua responsabilidade, normalmente, estende-se por toda a extensão do grosso, razão pela qual deve ser dotada da mobilidade necessária para antecipar-se a ele nas diversas linhas do terreno. A retaguarda segue o grosso, devendo possuir mobilidade no mínimo igual ao mesmo. O controle das flancoguardas e da retaguarda pode ser centralizado no mais alto escalão que realiza a marcha ou adjudicado a elemento do grosso marchando nas proximidades das referidas FPtc. b) Grosso Compreende a maioria do poder de combate da tropa que realiza a marcha, com os diversos componentes organizados para o combate e colocados em posições que lhes permitam o máximo de flexibilidade de emprego durante o avanço e depois de estabelecido o contato. Os elementos do grosso são empregados para reduzir bolsões de resistência imobilizados ou ultrapassados pela FCob. Quando a missão do grosso demandar maior rapidez em seu movimento, tais focos podem ser deixados ao encargo de outras tropas. 2.2.7 - Comando e controle O comando da tropa que realiza a marcha para o combate posiciona-se onde melhor puder exercer seu controle. Normalmente, na coluna de marcha, o comando localiza- se à testa da tropa; na coluna tática e na marcha de aproximação desloca-se com os elementos avançados do grosso. O planejamento da operação deve ser cuidadoso, com judiciosa utilização do terreno e das estradas existentes. As principais medidas de coordenação e controle incluem objetivos de marcha, ponto inicial e de liberação, linhas e pontos de controle, itinerários e eixos de progressão (EProg). 2.2.8 - Apoio ao combate Os elementos de apoio ao combate são articulados nos diversos grupamentos da
  • 24. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-7 - ORIGINAL tropa que realiza a marcha para o combate. Deve haver atenção com a adequada defesa antiaérea (DAAe) e apoio ao movimento para a transposição de obstáculos. 2.2.9 - Apoio de serviços ao combate A natureza fluida da operação, sua rapidez, o desconhecimento do terreno e a possibilidade de intervenção do inimigo, poderão dificultar o apoio de serviços ao combate. Dependendo dos meios empregados haverá aumento na demanda de combustível e nas necessidades de manutenção. O consumo de munição é reduzido, bem como é esperado número relativamente pequeno de perdas. 2.3 - RECONHECIMENTO EM FORÇA 2.3.1 - Conceitos básicos O reconhecimento em força é uma operação que visa revelar e testar o dispositivo e o valor do inimigo ou obter outras informações. As poucas informações sobre o inimigo devem condicionar o cuidado na determinação do vulto da tropa que irá realizar tal ação e avaliados os riscos decorrentes. Outrossim, este vulto deverá ser adequado para obrigar o inimigo a reagir em força e de forma decisiva, revelando, assim, seu valor, dispositivo, reservas, localização das armas de apoio, instalações de comando e logísticas. Normalmente, o reconhecimento em força obtém informes mais rápido do que outros métodos de reconhecimento. Além disso, os dados obtidos são bastante válidos, se comparados com os provenientes de outras fontes que, normalmente, necessitarão ser avaliados. Os seguintes aspectos devem ser considerados antes de decidir pela realização de um reconhecimento em força: - informações disponíveis sobre o inimigo; - urgência e importância de informes adicionais; - eficiência e rapidez de outros órgãos de busca; - risco de que a manobra possa revelar ações futuras; e - risco de precipitar um engajamento total sob condições desfavoráveis. 2.3.2 - Formas O reconhecimento em força pode ser conduzido em uma das seguintes formas: - como um ataque dirigido sobre uma determinada parte da frente, a respeito da qual se desejam informações rápidas e precisas. O objetivo deve ser um Acidente Capital (AcdtCap) de tal importância que, uma vez ameaçado, obrigue o inimigo a
  • 25. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-8 - ORIGINAL reagir com todo o seu poder de combate; - como um ataque em toda a frente, ou em sua maior parte, quando se deseja esclarecer a situação ao longo do dispositivo inimigo. Neste caso, o reconhecimento será feito através de uma série de ataques de pequena profundidade, para determinação dos pontos críticos da frente; e - como uma incursão, com o propósito de introduzir no dispositivo inimigo uma tropa capaz de uma ação rápida e violenta, retraindo em seguida para as linhas amigas. Esta tropa deve ser suficientemente forte e móvel de modo a, sem se engajar decisivamente, forçar o inimigo a revelar suas posições, planos, etc. 2.3.3 - Conduta Embora o propósito do reconhecimento em força não seja a conquista de objetivo(s), o comandante que conduz a operação deve estar alerta para aproveitar o êxito obtido, principalmente visando a continuação do ataque ou a manutenção do terreno conquistado. Os alvos revelados durante a operação serão batidos pelos fogos orgânicos e pelos fogos em apoio ou serão informados ao escalão superior. Sua destruição deverá ser completada durante as ações. Por outro lado, muitas vezes as tropas de reconhecimento em força podem iniciar seu retraimento tão logo tenham obtido os conhecimentos desejados, não atingindo assim o(s) objetivo(s) designado(s) como medida de controle. Ocorrendo o engajamento da tropa que realiza o reconhecimento em força, um exame corrente da situação indicará o momento do retraimento, avaliando os resultados já obtidos. O desengajamento será apoiado pelo fogo e/ou pelo desencadeamento de outras ações, tais como contra-ataque de desengajamento ou finta, entre outras. Dependendo da situação, a tropa manterá sua posição até ser ultrapassada ou prosseguirá, posteriormente, no ataque. 2.4 - ATAQUE COORDENADO 2.4.1 - Conceitos básicos É o tipo principal de operação ofensiva; em geral, quando se emprega a palavra ataque, têm-se em mente um ataque coordenado. Caracteriza-se pelo emprego coordenado da manobra e do apoio de fogo, para cerrar sobre o inimigo, destruí-lo ou neutralizá-lo. É, normalmente, empregado contra posições inimigas organizadas ou
  • 26. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-9 - ORIGINAL fortificadas e necessita de adequado apoio de fogo. Exige, também, planejamento detalhado, exame da situação completo e minucioso e reconhecimento cuidadoso; pode ser precedido de uma marcha de aproximação e/ou de um reconhecimento em força e deve ser executado com agressividade. 2.4.2 - Planejamento e execução Uma tropa realiza o ataque coordenado empregando uma das formas de manobra tática ofensiva descritas no capítulo 3. O planejamento e execução do ataque coordenado estão descritos no capítulo 4. 2.5 - APROVEITAMENTO DO ÊXITO 2.5.1 - Conceitos básicos O aproveitamento do êxito é a agressiva continuação de um ataque bem sucedido e tem início, normalmente, quando for constatado que a tropa inimiga está encontrando dificuldade para manter suas posições defensivas. Com vistas a não perder a impulsão do ataque, o planejamento do aproveitamento do êxito é realizado em conjunto com o daquela operação. Sua finalidade é destruir a capacidade do inimigo de reorganizar-se e, assim, resistir ao ataque ou realizar um movimento retrógrado ordenado. Pode ser desencadeado para conquistar outros objetivos já estabelecidos anteriormente. Além disso, atua sobre o moral do defensor, levando confusão para os seus quadros, podendo ter implicações decisivas para o resultado final das operações. O aproveitamento do êxito pode ser conduzido empregando-se: as próprias tropas empenhadas, quando o escalão de ataque tiver cumprido sua missão e for a única tropa prontamente disponível para continuar o movimento contra o inimigo, ou pelo emprego da reserva, que receberá a tarefa de ultrapassar a(s) tropa(s) cujo(s) ataque(s) tenha(m) sido bem sucedido(s). Este último é indicado quando o escalão de ataque ainda tenha tarefas importantes a cumprir, ainda esteja cerradamente engajado ou necessite tempo para reorganizar-se antes de prosseguir no movimento. Deve-se levar em conta o grau relativo de desgaste das tropas, pois manter uma força atacante no aproveitamento do êxito exigirá de seu comandante alto grau de liderança. Ainda que as condições para o desencadeamento do aproveitamento do êxito não possam ser especificamente determinadas, o comandante, por meio de um planejamento preliminar, procura levantar forças inimigas e regiões sobre as quais poderá fazer incidir tal operação. Durante o ataque, o exame corrente da situação
  • 27. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-10 - ORIGINAL permitirá o desenvolvimento de diretiva(s) específica(s). O aproveitamento do êxito compreende, basicamente, o emprego de duas forças. a) Força de Aproveitamento do Êxito É empregada na ação decisiva. As tarefas atribuídas a esta força podem incluir conquista de objetivos profundos (à retaguarda das posições inimigas) para bloquear vias de fuga do inimigo, destruição de forças, interrupção das vias de transporte ou desorganização de instalações de comando e controle. b) Força de Acompanhamento e Apoio Realiza tarefas táticas em proveito da segurança e impulsão da operação como um todo. As Forças de Acompanhamento e Apoio podem receber as tarefas de manter aberta a brecha da penetração, prover segurança em seus flancos, manter acidentes capitais conquistados, destruir elementos inimigos ultrapassados, substituir tropas da força de aproveitamento do êxito que estejam contendo forças inimigas ultrapassadas, manter abertas as vias de transporte ou auxiliar em atividades referentes a assuntos civis e prisioneiros de guerra. Normalmente, a força de acompanhamento e apoio não está subordinada à de aproveitamento do êxito atuando como se fosse um elemento em apoio direto a um elemento de combate, embora, em determinadas situações, como visto acima, possa reforçá-lo. FOR ÇA D E APR OVEITAM EN TO DO ÊXITO FOR ÇA D E ACO M PANH AM ENTO E AP OIO Fig. 2.3 - Aproveitamento do Êxito 2.5.2 - Conduta Os indícios para o desencadeamento do aproveitamento do êxito são o aumento do número de prisioneiros capturados e de material abandonado, a ultrapassagem das
  • 28. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-11 - ORIGINAL posições de artilharia ou de outras armas de apoio, no caso de pequenas frações, das instalações de comando, de comunicações e de apoio logístico do inimigo. A operação será desencadeada por iniciativa do comandante do escalão considerado, do comandante do escalão superior ou após atingidas medidas de controle estabelecidas. A transição do ataque coordenado para o aproveitamento do êxito pode se dar de forma tão gradual que dificilmente será distinguida ou pode ocorrer de forma abrupta. Esta última tem lugar, mais freqüentemente, quando a surpresa é obtida. O emprego das tropas é semelhante, em muitos aspectos, ao que ocorre na marcha para o combate, sendo normal o ataque partindo do dispositivo de marcha de aproximação. Quando os elementos em primeiro escalão estabelecem contato com o inimigo, se desdobram, tentam ultrapassá-lo e continuar o avanço. Se a resistência é forte ou não pode ser ultrapassada, esses elementos subsequentes da coluna são empregados para reforçar os de primeiro escalão ou executam um ataque coordenado. Embora o planejamento seja centralizado, a execução é descentralizada, com vistas a permitir aos elementos participantes explorarem todas as oportunidades encontradas para desorganizar e destruir o inimigo. Após iniciado, o aproveitamento do êxito deve ser executado ininterruptamente, dia e noite, sem levar em conta as condições meteorológicas e sem conceder ao inimigo qualquer alívio da pressão ofensiva, até a conquista do objetivo final. A força de aproveitamento do êxito deve avançar rapidamente e atingir seus objetivos com o máximo de poder e limpar sua zona de ação apenas na medida necessária para que sua progressão continue. Os comandantes devem estar alertas para impedir o fracionamento do poder de combate apenas na obtenção de pequenos sucessos locais ou na redução de frações inimigas. Todos os meios devem ser empregados para destruir as tropas inimigas que não possam ser ultrapassadas ou contidas. O reconhecimento aéreo deve ser empregado para manter os comandos informados sobre os movimentos do inimigo e localização de suas posições defensivas. Incursões rápidas, ataques e desbordamentos realizados por forças helitransportadas retardam e impedem a reorganização inimiga. Estas ações devem ser pautadas pela audácia, pronta utilização do poder de fogo disponível e emprego rápido e sem hesitação das tropas de acompanhamento e apoio.
  • 29. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-12 - ORIGINAL Os elementos de apoio de fogo são posicionados o mais à frente possível, de modo que os fogos possam ser desencadeados profundamente no interior das posições inimigas e sobre suas colunas em retirada. O apoio aéreo aproximado (ApAA) será empregado para interditar vias de transporte para as colunas inimigas em retraimento. A DAAe será realizada, em grande parte, da mesma forma que na marcha para o combate. As medidas de coordenação e controle mais comuns deste tipo de operação são a linha de partida, eixos ou itinerários de progressão, linhas ou pontos de controle e objetivos. Estas medidas de coordenação e controle são detalhadamente exploradas no CGCFN-60 Manual de Comando e Controle nos GptOpFuzNav. 2.6 - PERSEGUIÇÃO 2.6.1 - Conceitos básicos A perseguição é uma operação destinada a cercar e destruir tropa inimiga que esteja em processo de desengajamento ou que tenta fugir. Normalmente se segue ao aproveitamento do êxito, diferindo deste no fato de que sua finalidade principal é a de completar a destruição da tropa inimiga. Embora um acidente do terreno possa ser designado como objetivo, a tropa inimiga é o objetivo principal. Nesta manobra, o inimigo perde sua capacidade de influenciar a situação e age de acordo com as ações da tropa perseguidora. Quando o inimigo apresenta indícios de desorganização e suas tropas se desintegram sob pressão ininterrupta, o aproveitamento do êxito pode se transformar em perseguição. Entretanto, esta pode, também, ocorrer em qualquer operação em que o inimigo tenha perdido sua capacidade de agir eficientemente e tente desengajar-se do combate. A perseguição bem sucedida exige contínua pressão sobre o inimigo para impedir sua reorganização e o estabelecimento de uma defensiva. Para tal, os meios e a tropa perseguidora devem ser utilizados até o limite de suas capacidades. Sempre que possível esta operação compreende uma força de pressão direta e uma força de cerco. As tarefas da força de pressão direta prevêem evitar o desengajamento do inimigo e impedir a subseqüente reconstituição de sua defesa, além de infligir-lhe o máximo de perdas. As tarefas da força de cerco incluem atingir a retaguarda do inimigo e bloquear sua retirada ou seus itinerários de fuga, de modo que ele possa ser destruído entre aquela força e a de pressão direta.
  • 30. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-13 - ORIGINAL Como no aproveitamento do êxito, elementos de artilharia, engenharia e apoio logístico são, normalmente, colocados à disposição dos elementos atacantes. 2.6.2 - Conduta A perseguição é executada em uma frente tão larga quanto possível. As tropas previstas para atuarem em pressão direta e no cerco recebem objetivos profundos, ordens de operação simplificadas e um mínimo de medidas de controle, devendo, ainda, ter mobilidade igual ou superior ao inimigo. Nas fases que antecedem a operação as tropas devem estar alertas, realizando os preparativos adequados (ordens preparatórias, etc), aguardando os indícios do colapso inimigo que possibilitem desencadear a perseguição. Os comandantes devem localizar-se bem à frente para manter o ímpeto do avanço. Com vistas à obtenção de resultados decisivos, maiores riscos podem ser admitidos na perseguição do que em outros tipos de operações ofensivas. O máximo de iniciativa deve ser concedido aos comandantes subordinados. Uma vez ordenada a perseguição, o comandante impulsiona o ataque com todos os meios disponíveis para manter a continuidade da operação. A força de pressão direta avança ininterruptamente, dia e noite, sem permitir o rompimento de contato, a reorganização e o restabelecimento da defesa. Os elementos em primeiro escalão progridem rapidamente ao longo de todos os itinerários disponíveis, isolando pequenos bolsões de resistência inimiga, os quais serão reduzidos pela força de acompanhamento e apoio. Em cada oportunidade, a força de pressão direta desborda, divide e destrói os elementos inimigos, cuidando que tais ações não interfiram com sua missão principal. A força de cerco procura cortar as vias de retirada do inimigo. Avançando por terra ou helitransportadas, por itinerários paralelos às linhas de retirada do inimigo, apossa-se de regiões de passagem, centros de comunicações, pontes e outros acidentes capitais antes que o inimigo possa atingi-los. A força de cerco ataca o flanco do grosso inimigo, quando não puder ultrapassá-lo, devendo portanto possuir mobilidade maior ou no mínimo igual ao inimigo. As forças de pressão direta e de cerco devem empregar todos os meios disponíveis de contramedidas eletrônicas com vistas a confundir o inimigo, impedi-lo de utilizar as próprias comunicações e prejudicar suas tentativas de reorganização. O reconhecimento aéreo será utilizado com vistas a prover informes sobre a
  • 31. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-14 - ORIGINAL localização e atividades do inimigo. O ApAA procurará infligir o máximo de danos no inimigo que se retira, concentrando seus fogos nas vias de retraimento, colunas de tropas e reservas. Embora devam ser reduzidas a um mínimo indispensável neste tipo de operação, as medidas de coordenação e controle mais comuns são os EProg, linhas de segurança de apoio de artilharia (LSAA), objetivos e região de destino. Estas medidas de coordenação e controle são detalhadamente exploradas no CGCFN-60 Manual de Comando e Controle nos GptOpFuzNav (Fig. 2.4). F O R Ç A D E PR E SS ÃO D IR ETA F O R Ç A D E C ER C O F O R Ç A D E C ER C O Fig. 2.4 - Perseguição 2.7 - AÇÕES OFENSIVAS 2.7.1 - Combate de encontro a) Conceitos básicos Durante a realização de uma marcha para o combate deve ser esperada a ocorrência de combate de encontro, conceituado como a ação que ocorre quando uma tropa em movimento, não desdobrada para o combate, engaja-se com uma tropa inimiga, parada ou em movimento, sobre a qual não dispõe de informações adequadas. Outra característica do combate de encontro é o reduzido tempo disponível pelo comandante para tomar conhecimento da situação e para formular e executar seu planejamento. Tal ação pode ter lugar em condições de combate altamente móveis, com as tropas dispersas lateralmente e em profundidade, como após os momentos iniciais do assalto anfíbio. Sua ocorrência é esperada, com mais freqüência, nos pequenos escalões da tropa.
  • 32. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-15 - ORIGINAL b) Conduta As considerações básicas na conduta de um combate de encontro são a conquista e manutenção da iniciativa. Para isto, deve ser desencadeada uma ação vigorosa e agressiva que permita, rapidamente, revelar a situação do inimigo e não lhe dar tempo para reagir coordenadamente. Sem obter a iniciativa a tropa pode apenas tentar responder às ações do inimigo, quando, na realidade, o sucesso será obtido quando o oponente for mantido em uma situação de desequilíbrio para desencadear ações ofensivas. A conquista e manutenção da iniciativa são obtidas: - pela organização da vanguarda com tropas de compatível mobilidade, dotadas de adequados meios de comunicações, capazes de realizar reconhecimento agressivo, rápido desdobramento e ataque imediato; - pelo exame abreviado da situação e emprego de ordens fragmentárias; - pelo pronto emprego da tropa à medida que seus integrantes cerrem à frente e tornem-se disponíveis para a ação, como nas fases iniciais do assalto anfíbio; e - pela distribuição das armas de apoio na coluna, para assegurar o desencadeamento dos fogos imediatos nos estágios iniciais da ação. O comandante da tropa que se desloca terá normalmente, três linhas de ação: - atacar diretamente partindo do dispositivo de marcha, tão logo as tropas possam ser lançadas ao combate; - reconhecer e conter a força inimiga, retardando a ação decisiva até que o grosso ou outras tropas amigas do escalão superior, caso o escalão considerado esteja executando tarefas de FCob, possam ser empregados em um esforço coordenado, ofensiva ou defensivamente; e - procurar romper o contato e desbordar a tropa inimiga. O desbordamento de um flanco exposto geralmente revela o dispositivo mais rapidamente do que um ataque frontal e dá maior oportunidade para a surpresa tática e para a obtenção de resultados decisivos. As LA mencionadas, normalmente, acarretarão atividades diferentes, vistas a seguir. Estando o inimigo em posição e não se visualizando de pronto a possibilidade de desbordamento, a posição de resistência deve ser fixada e, após rápido reconhecimento, atacada, de preferência em seus flancos, de modo a se obter surpresa e determinar a frente e profundidade do dispositivo. É importante a
  • 33. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-16 - ORIGINAL manutenção do ímpeto do movimento (Fig. 2.5). Fig. 2.5 - Combate de encontro - inimigo em posição: ataque coordenado Quando o inimigo se encontra em posição, pode-se, deliberadamente, evitar o engajamento. Nestas condições, se a tropa inimiga não for suficientemente forte para comprometer o cumprimento da missão, a resistência deve ser fixada por um mínimo de elementos e, em seguida desbordada (Fig. 2.6). Fig. 2.6 - Combate de encontro - inimigo em posição: desbordamento Tal conduta é mais indicada nas seguintes condições: quando existirem à retaguarda da tropa que se desloca forças disponíveis que possam desincumbir-se da neutralização dos elementos ultrapassados, quando a missão requerer um avanço rápido e contínuo ou quando não couber à tropa que avança realizar a limpeza de sua zona de ação. Quando o inimigo também está em movimento e não houver oportunidade para o esclarecimento da situação, uma sucessão de ataques será desencadeada sobre seus flancos, com a finalidade de obter surpresa e alcançar a iniciativa, fazendo-o revelar, ao mesmo tempo, o valor e o dispositivo de suas tropas, até que o poder
  • 34. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-17 - ORIGINAL de combate aplicado supere o do inimigo (Fig. 2.7). I N I M I G O Fig. 2.7 - Combate de encontro - tropa deslocando-se: sucessão de ataques Caso o poder de combate do inimigo seja superior ao do escalão considerado adota-se rapidamente um dispositivo defensivo, proporcionando tempo suficiente para que outras tropas amigas se preparem para prosseguir o movimento (Fig. 2.8). I N I M I G O Fig. 2.8 - Combate de encontro - tropa deslocando-se: dispositivo defensivo 2.7.2 - Finta a) Conceitos básicos A finta é um ataque secundário com o propósito de confundir o inimigo quanto à real localização do ataque principal. Para tanto, as tropas envolvidas precisam ser adequadamente constituídas de forma a realmente iludir o inimigo, fazendo com que ele pense estar se confrontando com o esforço principal de seu oponente. O principal efeito desejado deste tipo de ataque é a dispersão do poder de combate inimigo. Uma vez iludido, o inimigo será levado a empregar a maior quantidade possível de meios para fazer oposição à tropa que está realizando a simulação, proporcionando, conseqüentemente, a facilitação das ações do ataque principal na outra frente de combate.
  • 35. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 2-18 - ORIGINAL b) Conduta As fintas possuem um planejamento simplificado, com ataques a objetivos secundários conduzidos antes ou durante o desencadear do ataque principal. As tropas são empregadas em largas frentes, com conseqüente perda de concentração de poder de combate e apoio mútuo. Devido a isto, torna-se indispensável a manutenção de uma reserva mínima para a resposta a alguma reação inimiga inesperada. 2.7.3 - Patrulhas a) Patrulhas de Combate A ação realizada por pequenos escalões, envolvendo uma penetração em área/região controla pelo inimigo, com propósito específico, diferente da conquista e manutenção de terreno, denomina-se ataque de surpresa, que pode ser realizada por patrulhas de combate. Além da surpresa, esta ação também se caracteriza pela necessidade de ações precisas, audaciosas e rápidas. Tem como propósitos principais: - destruição de instalações de apoio de serviço ao combate inimigas; - captura ou libertação de prisioneiros; e - ruptura nos sistemas de C³I do inimigo. b) Patrulha de Reconhecimento É a ação realizada por pequenos escalões para a obtenção de informes sobre condições do terreno ou a situação do inimigo. Sua principal característica é a manutenção do sigilo, devendo existir a constante preocupação, por parte da tropa que a executa, de evitar o engajamento. c) Conduta A execução de patrulhas requer planejamento detalhado e treinamento específico. A organização e a composição da tropa que irá realizar a ação vai depender, principalmente, da missão. O planejamento deste tipo de ação pode ser similar ao planejamento de um ataque coordenado ou ao planejamento de uma incursão terrestre. O CGCFN-31.2 Manual de Operações Contra Forças Irregulares detalha esses tipos de ação.
  • 36. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-1 - ORIGINAL CAPÍTULO 3 FORMAS DE MANOBRA TÁTICA OFENSIVA 3.1 - INTRODUÇÃO Nas operações ofensivas as tropas atacantes, ao manobrarem para obter uma vantagem sobre o inimigo, cerrar sobre ele e destruí-lo, podem empregar cinco formas de manobra tática: - penetração; - ataque frontal; - desbordamento; - envolvimento; e - infiltração. Ao desenvolver sua idéia de manobra, o atacante utilizará uma dessas formas de manobra tática ou uma combinação das mesmas. 3.2 - PENETRAÇÃO 3.2.1 - Conceitos básicos Na penetração, o AtqPcp é concentrado em uma faixa estreita da posição defensiva do inimigo, com a finalidade de romper seu dispositivo, dividi-lo e derrotá-lo por partes. Esta manobra é adotada em função da existência de uma ou mais das seguintes condições: - o dispositivo inimigo não apresenta flancos acessíveis e/ou vulneráveis; - não há tempo suficiente para a montagem de outra forma de manobra; - o inimigo está desdobrado em larga frente; - existem pontos fracos na posição defensiva; - o terreno e a observação são favoráveis ao atacante; e - há disponibilidade de forte apoio de fogo. 3.2.2 - Planejamento Os fatores abaixo influenciam na seleção do local da penetração: - planejamento do escalão superior; - existência de terreno que permita à tropa atacante explorar a mobilidade de seus elementos; - existência de suficiente espaço de manobra, de modo que o movimento lateral da tropa atacante não seja, desnecessariamente, restringido por limites ou obstáculos; - existência de via(s) de acesso curta(s) e direta(s) para o(s) objetivo(s);
  • 37. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-2 - ORIGINAL - existência de área que permita deslocamentos mais rápidos e decisivos, de modo a garantir a surpresa; - existência de setor favorável à obtenção de preponderância de poder de combate; e - existência de setor onde seja possível aprofundar a penetração, para alcançar mais eficiência no efeito de esmagamento contra os flancos da brecha. Será selecionado como objetivo da penetração o acidente capital localizado nas regiões dominantes à retaguarda ou na altura das reservas do inimigo do mesmo escalão. Exemplificando, se um BtlInfFuzNav realiza um ataque de penetração, seu objetivo será estabelecido na região ocupada pelas subunidades reserva do batalhão inimigo. Sua conquista eliminará a possibilidade do defensor empregar com êxito suas reservas em contra-ataque, uma vez que ela estará engajada com o elemento de manobra atacante. A designação de objetivos intermediários será função da necessidade de romper a(s) defesa(s) avançada(s) do inimigo e do alargamento e manutenção da brecha. Os comandantes subordinados poderão designar objetivos próprios, dependendo de suas necessidades de coordenar os respectivos ataques através da posição inimiga e para assegurar que suas tropas empreguem o máximo de poder de combate nas áreas desejadas. A organização para o combate do AtqPcp deve prever preponderância de poder de combate no local selecionado para a penetração, de modo a assegurar rapidez no rompimento da posição e impulsão continuada do ataque. Serão planejados um ou mais ataques secundários para manter o defensor em posição, iludí-lo quanto à localização do ataque principal e proteger os flancos das forças atacantes. Poderá ser previsto o rompimento inicial da posição defensiva avançada inimiga pelo emprego de tropas helitransportadas lançadas à sua retaguarda e atacando em direção às tropas amigas. Tal ação abrange riscos e requer precisa coordenação entre os participantes. O emprego de helicópteros em operações terrestres é estudado no capítulo 11. 3.2.3 - Apoio de fogo Um forte apoio de fogo é importante para a preponderância do poder de combate do AtqPcp. Favorece a impulsão e concorre para a diminuição das perdas do atacante. Fogos de preparação são desencadeados para cobrir o movimento das tropas, desorganizar e enfraquecer o defensor e limitar sua capacidade de reagir ao ataque.
  • 38. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-3 - ORIGINAL Quando rompida a posição defensiva avançada, os fogos são utilizados para apoiar o alargamento da brecha e para bater outros alvos que interfiram com o cumprimento da missão. Seu emprego contra as tropas inimigas em ações de contra-ataque deverá ter aplicação cuidadosa em face da necessidade de segurança da tropa amiga. Lacrimogêneo e fumígenos poderão ser usados, limitando a visibilidade inimiga e facilitando o rompimento da posição. É de extrema importância que se leve em consideração a direção do vento. 3.2.4 - Considerações táticas A penetração normalmente compreende três etapas (Fig. 3.1): - rompimento da posição defensiva avançada do inimigo; - alargamento e manutenção da brecha; e - conquista e manutenção de objetivos que quebrem a continuidade da defesa inimiga e criem oportunidade para o aproveitamento do êxito. O bj AtqSec AtqSec AtqPcp R es R O M PIM EN TO O bj ALA R G AM EN TO D A B R EC H A O bj C O N Q U ISTA D O O BJE TIVO Fig. 3.l - Penetração O AtqPcp será organizado em profundidade, desencadeado rapidamente e com impulsão constante. Carros de combate, participando do binômio CC-Inf, contribuirão com ação de choque e poder de fogo para favorecer tal impulsão. Caso o ataque progrida lentamente ou seja retardado e não sendo bem definido o rompimento da posição, o inimigo disporá de tempo para reagir, ocasionando pesadas perdas ao atacante, ou poderá retrair, escapando da destruição. À medida que o AtqPcp prossegue, tropas do(s) AtqSec poderão ser empregadas para alargar a brecha ou evitar a interferência das reservas inimigas. A Res poderá ser utilizada, também, para alargar a brecha ou para conter contra-
  • 39. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-4 - ORIGINAL ataques, mas seu emprego usual será para aproveitar o êxito. Normalmente, considera-se que a posição defensiva avançada inimiga foi rompida, quando atingidas ou conquistadas as regiões correspondentes aos aprofundamentos das tropas oponentes de primeiro escalão, equivalentes aos elementos de manobra do atacante. Exemplo dessa situação ocorre quando a CiaFuzNav, peça de manobra do BtlInfFuzNav atacante, conquista a região defendida pelo pelotão reserva da companhia que se opõe ao batalhão. Por sua vez, a continuidade da posição defensiva é considerada quebrada quando a tropa que tem a seu cargo a operação conquista as regiões correspondentes aos aprofundamentos do escalão inimigo equivalente, ou as alturas dominantes à retaguarda destes. Pode-se exemplificar pela conquista das regiões ocupadas pela companhia inimiga reserva do batalhão que se opõe ao ataque de um BtlInfFuzNav. 3.3 - ATAQUE FRONTAL 3.3.1 - Conceitos básicos Nesta forma de manobra, o ataque incide ao longo de toda a frente da posição defensiva com a mesma intensidade (Fig. 3.2). O bj Fig. 3.2 - Ataque frontal Normalmente, é a manobra menos desejável para uma força realizando o esforço principal. Entretanto, poderá ser usado para reduzir, destruir ou capturar um inimigo mais fraco, para fixar uma tropa inimiga em suas posições, de modo a apoiar uma outra forma de manobra, ou como precursor de outra forma de manobra. 3.3.2 - Planejamento O planejamento para esta manobra é rápido e simples. O ataque é dirigido contra objetivos pouco profundos e incide contra toda a frente ocupada pelo inimigo, com a mesma intensidade, não havendo caracterização do AtqPcp e do AtqSec. Será prevista uma Res relativamente fraca.
  • 40. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-5 - ORIGINAL Os elementos subordinados à força atacante dispõem de liberdade para conduzirem ataques frontais ou outra forma de manobra. 3.3.3 - Apoio de fogo O ataque frontal é, normalmente, precedido por preparação de fogos, não havendo caracterização da prioridade do apoio. Assim, as posições defensivas inimigas serão batidas com a mesma intensidade, bem como seus elementos de apoio de fogo, suas instalações de comando e controle e suas reservas. Fumígenos poderão ser empregados para reduzir a eficiência da observação do defensor. O planejamento do apoio de fogo deverá ser flexível o bastante para apoiar outra forma de manobra caso o comandante se decida por empregá-la. 3.3.4 - Considerações táticas A menos que haja uma grande superioridade de poder de combate do atacante, raramente o ataque frontal conduz a resultados decisivos. Por tal razão, o atacante deve procurar criar ou aproveitar vantagens e condições que lhe permitam evoluir para outra forma de manobra que propicie o êxito esperado. O ataque frontal é a forma de manobra tática ofensiva típica dos ataques limitados, que estão descritos no artigo 4.13. 3.4 - DESBORDAMENTO 3.4.1 - Conceitos básicos No desbordamento, o AtqPcp ou de desbordamento contorna, por terra ou pelo ar, as principais posições defensivas do inimigo, visando conquistar um objetivo à retaguarda de seu dispositivo (Fig. 3.3). O bj ATAQ UE (S) SECU NDÁ RIO (S) ATAQ UE D ESBOR DAN TE (superfície ou helitransportado) Fig. 3.3 - Desbordamento Esta manobra procura evitar engajamento decisivo com o defensor, atinge-o onde é mais fraco, desorganiza seus sistemas de comando, de comunicações, de apoio
  • 41. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-6 - ORIGINAL logístico e meios de apoio de fogo, e corta seus itinerários de retraimento, impondo- lhe uma destruição em posição. Um ou mais AtqSec fixam o inimigo, forçando-o a combater em duas ou mais direções, simultaneamente, e desviando sua atenção quanto ao ataque principal. O desbordamento é a forma de manobra tática que oferece melhor oportunidade para obtenção do sucesso e tende a diminuir o número de baixas entre os atacantes, sendo de emprego preferível às demais formas de manobra. O movimento do ataque desbordante deve ser, na medida do possível, coberto da observação inimiga. 3.4.2 - Planejamento O desbordamento requer, relativamente, mais tempo para seu planejamento do que as outras formas de manobra já descritas, sendo também de execução mais demorada. No exame da situação, deve-se procurar conduzir a manobra contra um flanco vulnerável existente no dispositivo inimigo. Uma vulnerabilidade no dispositivo inimigo pode ser obtida por meio de fogos, de uma penetração, de uma infiltração ou outro processo. A força de desbordamento deve ser organizada para o combate levando-se em conta suas necessidades de maior poder de combate, velocidade e segurança. Por sua vez, a força de fixação será organizada com suficiente poder de combate de modo a reduzir a possibilidade do inimigo reagir contra a força de desbordamento. Medidas de despistamento devem ser previstas, também, para manter o inimigo em posição e iludir quanto à localização do ataque principal. O início do(s) AtqSec antes do AtqPcp é uma destas medidas. Embora a manobra exija cuidadosa coordenação entre as forças envolvidas, o uso de medidas de controle deve ser reduzido, de modo a garantir rapidez na operação. Poderá ser prevista a infiltração de tropas para atacar os sistemas de comando, controle e comunicações do inimigo, seus meios de apoio de fogo, barrar o deslocamento de suas reservas ou conquistar pontos críticos em apoio ao AtqPcp. 3.4.3 - Apoio de fogo A realização de uma preparação em apoio à força de desbordamento será função da necessidade de sigilo e da existência de alvos compensadores. Se realizada, deverá ser intensa e de pequena duração, para não limitar a velocidade do movimento. Pode- se decidir, também, por uma preparação, caso desvie a atenção do inimigo, forçando-
  • 42. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-7 - ORIGINAL o a abrigar-se e desviando a atenção do ataque desbordante. A centralização da artilharia dependerá da distância inicial entre o AtqPcp e o(s) secundário(s). Caso ambos possam ser apoiados ao mesmo tempo, o desbordamento será considerado curto. Ao contrário, no desbordamento profundo a tropa desbordante receberá elementos de artilharia à disposição. 3.4.4 - Considerações táticas A execução do desbordamento caracteriza-se pelo sigilo nas ações iniciais, rapidez no deslocamento do AtqPcp e proteção de seus flancos expostos. Todo o esforço será desenvolvido pelo(s) AtqSec com vistas a manter o inimigo engajado e evitar que suas reservas sejam empregadas contra o ataque principal. Um exame corrente da situação concorrerá para a segurança das ações, principalmente na prevenção de que a força de desbordamento seja conduzida a uma área de risco. Adicionalmente, permitirá ao comandante decidir quanto ao prosseguimento da penetração, flanqueamento ou não de novas posições inimigas, bem como aproveitar o êxito depois de conquistado o(s) objetivo(s) final(is). 3.4.5 - Duplo desbordamento O duplo desbordamento é uma variante do desbordamento em que o atacante procura contornar, simultaneamente, ambos os flancos das posições inimigas. Trata-se de manobra de difícil controle e que exige grande superioridade de poder de combate e de mobilidade. Uma força atacante poderá ser derrotada por partes caso apresente deficiência em qualquer um desses fatores. 3.4.6 - Cerco aproximado O êxito do desbordamento (ou duplo desbordamento) dará lugar ao cerco aproximado, no qual a força atacante conquista regiões que cortam as principais vias de comunicações terrestres do defensor, impedindo-o de carrear reforços ou retrair. Trata-se de manobra de difícil execução, que exige forte poder de combate e alto grau de mobilidade do atacante. Entretanto, por reduzir o espaço de manobra do defensor, diminui sua possibilidade de reorganizar-se para reagir ao ataque, aumentando a probabilidade de sua captura ou destruição. Na execução de um cerco é preferível a ocupação de toda a linha de cerco simultaneamente. Entretanto, se isso não for possível, as melhores vias de acesso para a fuga do inimigo são ocupadas inicialmente.
  • 43. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-8 - ORIGINAL 3.4.7 - Desbordamento como técnica de movimento O desbordamento como técnica de movimento é semelhante ao desbordamento como forma de manobra tática ofensiva, na medida em que o atacante, por meio de uma força secundária, fixa o inimigo enquanto o grosso contorna suas posições. Entretanto, esta manobra não tem por propósito atacá-las e sim, manter a impulsão do ataque, evitando a aplicação do poder de combate em ações que não contribuam para o atendimento de uma tarefa específica. Tal técnica é normalmente aplicada durante o aproveitamento do êxito, a perseguição, a junção ou outras operações, quando o poder de combate das forças inimigas encontradas não seja capaz de obstar as ações do atacante em movimento. Requer um rápido reconhecimento e pronta expedição de ordens para execução imediata. 3.5 - ENVOLVIMENTO 3.5.1 - Conceitos básicos No envolvimento, o AtqPcp contorna, por terra ou pelo ar, as posições defensivas do inimigo, visando conquistar objetivo(s) profundo(s) em sua retaguarda (Fig. 3.4). Esta manobra força o defensor a abandonar sua posição ou a deslocar tropas ponderáveis para fazer face à ameaça envolvente. O inimigo é, então, engajado em local e na ocasião de escolha do atacante. O bj 1 O bj 2 ATAQ UE (S) SECU NDÁ RIO (S) ATAQ UE EN VOLVENTE (superfície ou helitransportado) Fig. 3.4 - Envolvimento A adoção desta forma de manobra é de grande importância em situações nas quais exista a oportunidade de conquistar um ponto critico antes que uma tropa inimiga possa retirar-se ou ser reforçada. O envolvimento difere do desbordamento por não ser dirigido para atingir o inimigo
  • 44. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-9 - ORIGINAL em sua própria posição defensiva e por sujeitar a tropa envolvente a operar independentemente, fora da distância de apoio de qualquer outra tropa terrestre atacante. Com a possibilidade do emprego de helicópteros, o envolvimento - envolvimento vertical - passou a ser praticável, a um grau impossível de se prever anteriormente, para tropas de menor poder de combate, sendo largamente usado em operações anfíbias. O duplo envolvimento tem considerações semelhantes às já apresentadas para o duplo desbordamento, acrescidas da maior profundidade da operação e falta de apoio mútuo. 3.5.2 - Planejamento O envolvimento, como o desbordamento, requer, relativamente, mais tempo para seu planejamento. A seleção de objetivos leva em conta o propósito da operação: impedir o reforço inimigo ou seu retraimento, ou a conquista de posições que permitam desencadear operações ou fogos contra o mesmo. Na organização para o combate da força de envolvimento devem ser consideradas as necessidades de mobilidade, poder de fogo e meios que a permitam operar fora da distância de apoio de qualquer outra tropa terrestre atacante. No envolvimento vertical, dadas as limitações de transporte do material pesado e suprimentos impostos pelo transporte utilizado, deve ser prevista uma rápida junção com tropas de superfície com maior poder de combate através de uma operação de junção (capítulo 12). Uma força de fixação deve ser empregada contra a(s) tropa(s) inimiga(s) que possa(m) interferir com a tropa envolvente. A fixação pode ser obtida, também, pelo fogo naval, artilharia e meios aéreos. Em face das condições em que esta operação se desenvolve, devem ser previstas medidas precisas de coordenação entre as forças participantes, principalmente para a realização da junção. 3.5.3 - Apoio de fogo As considerações quanto à preparação expostas no desbordamento são válidas para o envolvimento, não devendo ser esquecido a maior profundidade deste. A tropa de envolvimento deverá ser dotada de meios de artilharia.
  • 45. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-10 - ORIGINAL 3.5.4 - Considerações táticas O sigilo, a surpresa e a dissimulação são essenciais para aumentar a probabilidade de êxito da operação. Dada a profundidade da operação e isolamento da tropa atacante, esta procurará ocupar, rapidamente, acidentes capitais que barrem vias de provável acesso do inimigo, implementará seu plano de defesa anticarro e desdobrará elementos de reconhecimento e segurança. 3.6 - INFILTRAÇÃO 3.6.1 - Conceitos básicos O combate atual, caracterizado pelas amplas dimensões e pela não linearidade do campo de batalha, pela ênfase na destruição da força inimiga em detrimento da conquista do terreno, executado em profundidade, com velocidade e de forma continuada, priorizando as manobras envolventes e desbordantes contra os flancos ou retaguarda do inimigo, possibilitou o surgimento de uma nova oportunidade para o emprego da Infantaria. A infiltração possibilita o deslocamento furtivo de uma força, por elementos isolados ou em pequenos grupos, através, sobre ou ao redor das posições inimigas, ou em seu interior, e o seu posterior desdobramento à retaguarda dessas posições. Embora a infiltração possa ser empregada nas operações defensivas, ela é normalmente realizada em operações ofensivas, apoiando a ação principal e direcionada para: - atacar o inimigo, após a passagem através de suas posições, pelo flanco ou retaguarda, em apoio a uma operação de maior vulto; - conquistar posições de bloqueio, após a passagem através das posições inimigas, para impedir o seu retraimento ou que seja reforçada; - atacar posições sumariamente organizadas, após passar através do dispositivo inimigo; e - inserir forças para conduzir operações de inquietação e desgaste na área de retaguarda do inimigo. Trata-se de uma ação que proporciona economia de meios, pois a tropa atinge o interior do dispositivo inimigo sem o desgaste de ter que romper suas posições e sem constituir-se em alvo compensador. Além disso, adiciona o fator surpresa, pela direção inesperada de sua atuação.
  • 46. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-11 - ORIGINAL Normalmente a infiltração é realizada por tropas a pé ou helitransportadas. Dependendo da situação poderão ser usadas embarcações ou lançamento por pára- quedas. A existência de evidentes brechas no sistema defensivo inimigo, combinada com boa transitabilidade do terreno e adequadas cobertas, possibilitará aos elementos de infiltração o emprego de viaturas, embora possa haver comprometimento da surpresa. O escalão mais apropriado para a realização da infiltração é o Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais ou menores. Em escalões maiores o Batalhão pode adotar esta forma de manobra em apoio aos demais elementos, que executam outra forma de manobra. 3.6.2 - Vantagens A adoção desta forma de manobra tem as seguintes vantagens: - possibilitar o emprego de tropa com menor poder de combate contra tropa de maior poder de combate; - diminuir baixas, desde que mantido o sigilo e garantida a surpresa; - conquistar região em profundidade com maior rapidez; e - desorientar e desorganizar o inimigo preparado para o combate linear. 3.6.3 - Planejamento O planejamento da infiltração deve ser realizado em conjunto com o da operação posterior. Basicamente, devem ser considerados os aspectos para o planejamento típicos da incursão, aos quais se acrescentam alguns outros, conforme será visto a seguir. Deve ser empreendido um intenso esforço de busca com vistas a levantar as atividades do inimigo, identificar pontos fracos em seu dispositivo e localizar acidentes do terreno que permitam a progressão coberta e abrigada da tropa. Quando forem utilizados He, o reconhecimento deve atender, também, aos aspectos peculiares ao movimento aéreo. A infiltração deve ser prevista para ocorrer em ocasiões de visibilidade reduzida tais como durante a escuridão ou mau tempo. A hora para o desencadeamento da ação subseqüente dependerá da idéia de manobra a ser executada. Uma infiltração bem planejada e conduzida pode, freqüentemente, permitir a colocação de uma força com considerável poder de combate na retaguarda do inimigo, sem que este perceba o movimento. Para a execução da infiltração, é
  • 47. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-12 - ORIGINAL fundamental a manutenção do sigilo para a obtenção da surpresa. O planejamento deve ser integrado com o de outras forças operando na área e com os meios de apoio de fogo. Poderão ser previstas demonstrações e outras ações, inclusive fogos de preparação, com vistas a desviar a atenção do inimigo para outras áreas, durante o movimento de infiltração. De acordo com a situação esperada para após o cumprimento da missão da tropa que se infiltra, será planejada uma operação de junção, o retraimento ou o resgate de seus elementos. Caso previsto permanência por períodos continuados em território sob o controle do inimigo, será planejado o reabastecimento. O deslocamento em terreno difícil e em condições de baixa visibilidade exigem adequado adestramento, bom condicionamento físico e exercício de persistente liderança, principalmente nos pequenos escalões que efetuam o movimento. A profundidade em que uma força que se infiltra irá atuar na retaguarda do inimigo será função das possibilidades e do alcance do apoio de fogo da artilharia de campanha, dos meios de guerra eletrônica disponíveis, do tempo necessário para realizar a infiltração e a reunião das forças e dos meios a serem utilizados para o deslocamento. A infiltração através de uma força inimiga alertada e dispondo de equipamentos para detecção do movimento exigirá o emprego cuidadoso de medidas de dissimulação, contramedidas eletrônicas e medidas passivas de segurança. 3.6.4 - Medidas de coordenação e controle Dadas as circunstâncias em que se realiza a infiltração, seu controle é difícil, o que leva à necessidade de que sejam estabelecidas, além das medidas de coordenação e controle normalmente adotadas, outras medidas especiais, como faixas de infiltração e áreas ou pontos de reagrupamento. Complementarmente, dependendo da situação, utilizam-se pontos de ligação, ponto inicial, itinerários, pontos de liberação e pontos de reunião no objetivo (Fig. 3.5), além daquelas atinentes ao movimento helitransportados e ao apoio de fogo.
  • 48. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-13 - ORIGINAL O bj 1 O bj A AR gpt AR gpt PR O O bj 2 FAIXA D E IN FILTR AÇÃO LC t LC t LCt LCt 2 Itn A Z U L PPsg PLib PI Fig. 3.5 - Medidas de coordenação e controle na infiltração a) Faixa de infiltração É utilizada para estabelecer o deslocamento da tropa e coordenar seu movimento, inclusive, se for o caso, com os fogos de apoio. Cada faixa é selecionada de modo a evitar as posições inimigas e valer-se de regiões que ofereçam boas cobertas e abrigos, como terreno muito movimentado e/ou com vegetação, pântanos, etc. A quantidade de faixas a serem utilizadas, bem como sua largura, vai depender do vulto da força, das características da área, do dispositivo inimigo e das considerações a seguir. O emprego de apenas uma faixa de infiltração facilita a navegação terrestre, o controle e o reagrupamento, dificulta a detecção do movimento e reduz a necessidade de informes sobre o terreno, mas torna mais demorado o deslocamento da força de infiltração. O emprego de várias faixas apressa a chegada das tropas às suas posições finais e reduz a possibilidade de comprometimento da operação, porém, dificulta o controle e aumenta a possibilidade de detecção pelo inimigo. b) Áreas de Reagrupamento (ARgpt) As Áreas ou os Pontos de Reagrupamento (PRgpt) são selecionados em cada faixa de infiltração de modo a permitir a reunião e/ou a reorganização da tropa bem como o pernoite, se for o caso. Devem ser facilmente identificáveis no terreno e prover cobertas e abrigos. 3.6.5 - Considerações táticas O início de uma infiltração terrestre é usualmente caracterizada pela ultrapassagem
  • 49. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 3-14 - ORIGINAL de tropas amigas em contato. Para tal, conforme planejamento prévio, estas fornecem os guias que conduzirão a força de infiltração desde os Pontos de Ligação (PLig) até os Pontos de Liberação (PLib), através dos itinerários de progressão, passando pelos Ponto Inicial (PI) e Ponto de Passagem (PPsg), quando terá início o movimento pela faixa de infiltração (Fig. 3.5). Normalmente não é estabelecida a velocidade de progressão. O sigilo no deslocamento deve prevalecer sobre a rapidez, levando-se em conta, entretanto, o cumprimento da missão e as dificuldades do terreno, da visibilidade e das atividades do inimigo. Deve ser considerado, ainda, que nos períodos de visibilidade reduzida é esperado que o inimigo redobre a vigilância, o que exige maiores cuidados para não revelar a movimentação da tropa. Durante a progressão, forças e instalações inimigas não previstas como alvo da força de infiltração são desbordadas sigilosamente. Caso não seja possível, o elemento detectado solicita fogos de apoio ou utiliza suas armas de tiro indireto, para não revelar sua localização, enquanto procura abandonar rapidamente a área. A decisão de usar armas de tiro tenso será tomada pelo comandante da tropa engajada, tendo avaliado suas necessidades de proteção, as possíveis baixas e as possibilidades de romper o contato sem utilizar tais meios. Avaliará ainda, de acordo com o estabelecido no planejamento, a oportunidade de abortar sua tarefa para não comprometer a missão como um todo. Pessoal que tenha sido dispersado pela ação do inimigo e/ou desviado durante o deslocamento será incorporado às respectivas frações nas áreas ou pontos de reagrupamento. Atingida a(s) última(s) área(s) ou ponto(s) de reagrupamento, os elementos de infiltração realizam os preparativos finais e passam a executar a ação planejada. O retraimento terá lugar como descrito na conduta de incursão (capítulo 13).
  • 50. OSTENSIVO CGCFN-1-5 OSTENSIVO - 4-1 - ORIGINAL CAPÍTULO 4 O ATAQUE COORDENADO 4.1 - INTRODUÇÃO Este capítulo aborda o planejamento e a execução do ataque coordenado. Uma tropa realiza o ataque coordenado empregando uma das formas de manobra tática ofensiva vistas no capítulo 3. 4.2 - PLANEJAMENTO O planejamento é iniciado com o recebimento da missão, cuja análise permitirá identificar os efeitos desejados e os objetivos enunciados de maneira ampla. A missão é o farol que orienta o estudo de situação realizado pelo comandante e pelo seu estado- maior. Dependendo da situação, a missão poderá ser imposta ou assumida. Tendo em vista que o Processo de Planejamento Militar (PPM) é tratado em manuais específicos do Sistema de Publicações da Marinha (SPM), aqui serão abordados apenas os principais parâmetros em que se basearão o(s) comandante(s) e estado(s)-maior(es) para conduzirem seus planejamentos. 4.3 - ANÁLISE DOS FATORES DA DECISÃO 4.3.1 - Missão A missão pode traduzir-se em conquistar ou controlar um acidente capital, bem como pode estar ligada a uma área geográfica ou a uma tropa inimiga. Quando se tratar de acidente capital, haverá, normalmente, imposição do(s) objetivo(s) pelo escalão superior. Caso contrário, o comandante analisará sua missão, para verificar como deverá relacionar as operações com o terreno, de modo a obter o grau de controle direto sobre o mesmo ou sobre a tropa inimiga. Ações complementares, se necessárias, serão deduzidas da missão recebida. Ao atribuir objetivos aos comandos subordinados, o comandante, preferencialmente, designará objetivos finais. Objetivos intermediários somente são designados quando essenciais ao cumprimento da missão da tropa considerada. 4.3.2 - Inimigo O planejamento deve considerar, também, as possibilidades, efetivos, eficiência em combate, armamento e equipamento do inimigo. Seu dispositivo influenciará na seleção da forma de manobra tática e na organização da tropa para o combate. Por sua vez, o conhecimento de suas peculiaridades e deficiências permitirá avaliar vantagens e desvantagens de cada linha de ação (LA) em estudo.