BARROCA
 ARTE
Do francês “barroque”: irregular
Do português “barroco”: pérola imperfeita
Origem incerta
Fugacidade da vida e
instabilidade
Morte (expressão máxima da
enfermidade)
Concepção do tempo como
agente da morte e da
dissolução
Castigo, como decorrência do
pecado
Arrependimento
Narração de cenas
trágicas
Erotismo
Misticismo
Apelo à religião
Cultismo (gongorismo):
preocupação com a forma
Conceptismo (quevedismo):
jogo de ideias e raciocínio
Figuras de linguagem
Dualismo
Tensão e angústia existencial
Renascimento
Reforma Protestante
Contra-reforma
Francisco Rodrigues Lobo
Francisco Manuel de
Melo
Pe. Manuel Bernardes
Frei Luis de Sousa
António José da Silva, o
“Judeu”
Óror Mariana Alcoforado
Nascimento: 06/02/1608 em
Lisboa, Portugal
Morte: 18/07/1697 em
Salvador, Brasil
Ocupação: religioso, escritor e
orador
Ponto de interseção entre o
barroco brasileiro e o português
Analogias
Profecias, cartas e sermões
[...]
É tanta a força da divina palavra, que, sem cortar nem
despontar espinhos, nasce entre espinhos. É tanta a força da
divina palavra, que, sem arrancar nem abrandar
pedras, nasce nas pedras. Corações embaraçados como
espinhos corações secos e duros como pedras, ouvi a
palavra de Deus e tende confiança! Tomai exemplo nessas
mesmas pedras e nesses espinhos! Esses espinhos e essas
pedras agora resistem ao semeador do Céu; mas virá tempo
em que essas mesmas pedras o aclamem e esses mesmos
espinhos o coroem.
[...]
Fase colonial
Cana de açúcar
Ouro
Cidade de Salvador como
centro econômico, político
e cultural
Invasões holandesas
1601 – Prosopopeia (Bento
Teixeira) – pontapé inicial
1768 – fundação da
Arcárdia Ultramarina
Cantem Poetas o Poder Romano,
   Sobmetendo Nações ao jugo duro;
   O Mantuano pinte o Rei Troiano,
   Descendo à confusão do Reino escuro;
   Que eu canto um Albuquerque soberano,
   Da Fé, da cara Pátria firme muro,
   Cujo valor e ser, que o Céu lhe inspira,
   Pode estancar a Lácia e Grega lira.
Bento Teixeira
Gregório de Matos
Manuel Botelho de
Oliveira
Frei Manuel de Santa
Itaparica
Jaz oblíqua forma e prolongada
a terra de Maré toda cercada
de Netuno, que tendo o amor constante,
lhe dá muitos abraços por amante,
e botando-lhe os braços dentro dela
a pretende gozar, por ser mui bela.
Nesta assistência tanto a senhoreia,
e tanto a galanteia,
que, do mar, de Maré tem o apelido,
como quem preza o amor de seu querido:
e por gosto das prendas amorosas
fica maré de rosas,
e vivendo nas ânsias sucessivas,
são do amor marés vivas;
e se nas mortas menos a conhece,
maré de saudades lhe parece.
   Nascimento: 23/11/1636
    em Salvador, Brasil
   Morte: 26/11/1695 em
    Recife, Brasil
   Ocupação: advogado e
    poeta
Dualismo barroco
Ser inteiramente
dividido, angustiado e
cheio de culpa, diante de
Deus
   Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
    Da vossa alta clemência me despido;
    Antes, quanto mais tenho delinquido,
    Vos tenho a perdoar mais empenhado.
   Se basta a vos irar tanto pecado,
    A abrandar-vos sobeja um só gemido:
    Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
    Vos tem para o perdão lisonjeado.
   Se uma ovelha perdida já cobrada,
    Glória tal e prazer tão repentino
    Vos deu, como afirmais na Sacra História:
   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
    Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,
    Perder na vossa ovelha a vossa glória.
Platonismo
Exaltação da mulher
Carpe diem
   Anjo no nome, Angélica na cara,
    Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
    Ser Angélica flor, e Anjo florente,
    Em quem, senão em vós se uniformara?

    Quem veria uma flor, que a não cortara
    De verde pé, de rama florescente?
    E quem um Anjo vira tão luzente,
    Que por seu Deus, o não idolatrara?

    Se como Anjo sois dos meus altares,
    Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
    Livrara eu de diabólicos azares.

    Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
    Posto que os Anjos nunca dão pesares,
    Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda
Eloquência
Alfineta todas as camadas da
época
Condenação aos abusos e à
hipocrisia
Verbo fescenino
   Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
    Depois da Luz se segue a noite escura,
    Em tristes sombras morre a formosura,
    Em contínuas tristezas a alegria.

    Porém se acaba o Sol, por que nascia?
    Se formosa a Luz é, por que não dura?
    Como a beleza assim se transfigura?
    Como o gosto da pena assim se fia?

    Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
    Na formosura não se dê constância,
    E na alegria sinta-se tristeza.

    Começa o mundo enfim pela ignorância,
    E tem qualquer dos bens por natureza
    A firmeza somente na inconstância.
   Tristes sucessos, casos lastimosos,
   Desgraças nunca vistas, nem faladas.
   São, ó Bahia, vésperas choradas
   De outros que estão por vir estranhos

   Sentimo-nos confusos e teimosos
   Pois não damos remédios as já passadas,
   Nem prevemos tampouco as esperadas
   Como que estamos delas desejosos.

   Levou-me o dinheiro, a má fortuna,
   Ficamos sem tostão, real nem branca,
   macutas, correão, nevelão, molhos:

   Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,
   E é que quem o dinheiro nos arranca,
   Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.
ALANA
 AMANDA
BÁRBARA
 MARCOS
 MARLON
   MASAI
  REBECA
  THIAGO

Barroco

  • 1.
  • 2.
    Do francês “barroque”:irregular Do português “barroco”: pérola imperfeita Origem incerta
  • 3.
    Fugacidade da vidae instabilidade Morte (expressão máxima da enfermidade) Concepção do tempo como agente da morte e da dissolução Castigo, como decorrência do pecado
  • 4.
  • 5.
    Cultismo (gongorismo): preocupação coma forma Conceptismo (quevedismo): jogo de ideias e raciocínio Figuras de linguagem Dualismo Tensão e angústia existencial
  • 6.
  • 7.
    Francisco Rodrigues Lobo FranciscoManuel de Melo Pe. Manuel Bernardes Frei Luis de Sousa António José da Silva, o “Judeu” Óror Mariana Alcoforado
  • 8.
    Nascimento: 06/02/1608 em Lisboa,Portugal Morte: 18/07/1697 em Salvador, Brasil Ocupação: religioso, escritor e orador Ponto de interseção entre o barroco brasileiro e o português Analogias Profecias, cartas e sermões
  • 9.
    [...] É tanta aforça da divina palavra, que, sem cortar nem despontar espinhos, nasce entre espinhos. É tanta a força da divina palavra, que, sem arrancar nem abrandar pedras, nasce nas pedras. Corações embaraçados como espinhos corações secos e duros como pedras, ouvi a palavra de Deus e tende confiança! Tomai exemplo nessas mesmas pedras e nesses espinhos! Esses espinhos e essas pedras agora resistem ao semeador do Céu; mas virá tempo em que essas mesmas pedras o aclamem e esses mesmos espinhos o coroem. [...]
  • 10.
    Fase colonial Cana deaçúcar Ouro Cidade de Salvador como centro econômico, político e cultural Invasões holandesas
  • 11.
    1601 – Prosopopeia(Bento Teixeira) – pontapé inicial 1768 – fundação da Arcárdia Ultramarina
  • 12.
    Cantem Poetas oPoder Romano,  Sobmetendo Nações ao jugo duro;  O Mantuano pinte o Rei Troiano,  Descendo à confusão do Reino escuro;  Que eu canto um Albuquerque soberano,  Da Fé, da cara Pátria firme muro,  Cujo valor e ser, que o Céu lhe inspira,  Pode estancar a Lácia e Grega lira.
  • 13.
    Bento Teixeira Gregório deMatos Manuel Botelho de Oliveira Frei Manuel de Santa Itaparica
  • 14.
    Jaz oblíqua formae prolongada a terra de Maré toda cercada de Netuno, que tendo o amor constante, lhe dá muitos abraços por amante, e botando-lhe os braços dentro dela a pretende gozar, por ser mui bela. Nesta assistência tanto a senhoreia, e tanto a galanteia, que, do mar, de Maré tem o apelido, como quem preza o amor de seu querido: e por gosto das prendas amorosas fica maré de rosas, e vivendo nas ânsias sucessivas, são do amor marés vivas; e se nas mortas menos a conhece, maré de saudades lhe parece.
  • 15.
    Nascimento: 23/11/1636 em Salvador, Brasil  Morte: 26/11/1695 em Recife, Brasil  Ocupação: advogado e poeta
  • 16.
    Dualismo barroco Ser inteiramente dividido,angustiado e cheio de culpa, diante de Deus
  • 17.
    Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.  Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.  Se uma ovelha perdida já cobrada, Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História:  Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.
  • 18.
  • 19.
    Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica flor, e Anjo florente, Em quem, senão em vós se uniformara? Quem veria uma flor, que a não cortara De verde pé, de rama florescente? E quem um Anjo vira tão luzente, Que por seu Deus, o não idolatrara? Se como Anjo sois dos meus altares, Fôreis o meu custódio, e minha guarda, Livrara eu de diabólicos azares. Mas vejo, que tão bela, e tão galharda, Posto que os Anjos nunca dão pesares, Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda
  • 20.
    Eloquência Alfineta todas ascamadas da época Condenação aos abusos e à hipocrisia Verbo fescenino
  • 21.
    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.
  • 22.
    Tristes sucessos, casos lastimosos,  Desgraças nunca vistas, nem faladas.  São, ó Bahia, vésperas choradas  De outros que estão por vir estranhos   Sentimo-nos confusos e teimosos  Pois não damos remédios as já passadas,  Nem prevemos tampouco as esperadas  Como que estamos delas desejosos.   Levou-me o dinheiro, a má fortuna,  Ficamos sem tostão, real nem branca,  macutas, correão, nevelão, molhos:   Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,  E é que quem o dinheiro nos arranca,  Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.
  • 23.
    ALANA AMANDA BÁRBARA MARCOS MARLON MASAI REBECA THIAGO