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Portugal
13
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OS TEXTOS SÃO PESQUISAS NA INTERNET E EM
LIVROS…..
Papa-moscas-cinzento
Muscicapa striata
Identificação
A plumagem é castanha, o que faz deste
papa-moscas uma ave pouco colorida. As
marcas que melhor permitem a identificação
são: o bico fino, a postura vertical, as riscas
no peito e na coroa. As terciárias são
orladas por uma fina linha clara. Pousa
geralmente num ramo ou numa vedação, a
alguns metros do solo.
Como nidificante o papa-moscas-cinzento é uma
espécie pouco comum. Já durante a passagem
migratória outonal pode ser bastante comum (embora
raramente atingindo os números do papa-moscas-
preto). Ocasionalmente também surge durante a
passagem pré-nupcial, especialmente quando os
ventos sopram de leste. As aves nidificantes raramente
se observam antes do princípio de Maio, havendo
contudo registos ocasionais de migradores em finais de
Abril. A passagem de Outono estende-se de meados
de Agosto a princípios de Novembro.
Entre Douro e Minho - observa-se no
final do Verão na zona de Guimarães
Lisboa e vale do Tejo -
ocorre durante a passagem
migratória na serra da
Arrábida e no cabo Espichel
Alentejo - pode ser visto regularmente
na zona de Montargil e na serra de
Grândola; na passagem migratória
surge igualmente no estuário do Sado
e na lagoa de Santo André.
Algarve - frequente na passagem
migratória outonal, nomeadamente
na ria de Alvor e no cabo de São
Vicente, ocorrendo também nas
ilhas da ria Formosa
Abundância e calendário
Papa-moscas-cinzento
Muscicapa striata
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Muscicapidae
Género Muscicapa
Espécie M. striata
Nome binominal
Muscicapa striata ( Pallas, 1764 )
Papa-moscas-cinzento
Muscicapa striata
Papa-moscas-preto
Ficedula hypoleuca
Identificação
No período em que o papa-moscas-preto ocorre no
nosso território apresenta já a plumagem de Inverno,
menos vistosa que a plumagem nupcial. Esta última é
raramente observada em Portugal, tratando-se
basicamente de uma combinação de preto no
dorso e nuca, cauda preta, asas pretas com mancha
branca nas primárias, e peito e garganta brancos (nos
machos). No Outono, esta espécie substitui os pretos
por tonalidades acastanhadas, e sem ostentar a típica
mancha branca na testa. Em ambas as plumagens é
bastante notória a mancha branca nas asas, típica
desta espécie.
Presente durante os períodos migratórios, sendo
particularmente comum na passagem outonal (de
Agosto e princípios de Novembro), sendo Setembro o
melhor mês de observação. Pode ocorrer um pouco
por todo o lado, sendo mais frequentemente observado
junto ao litoral.
Entre Douro e Minho – pode ser
visto junto ao estuário do Minho, e
o Parque da Cidade, no Porto.
Litoral centro – está presente sobretudo
ao longo da faixa costeira, sobretudo nos
pinhais de Mira e de Leiria
Beira interior – observa-se
na serra da Estrela
Lisboa e Vale do Tejo –é uma espécie
abundante no estuário do Tejo (zona de
Pancas). Pode ser vista também na serra
de Sintra, junto ao cabo Espichel, na
serra da Arrábida e em alguns parques e
jardins da cidade de Lisboa.
Alentejo – espécie relativamente
frequente no estuário do Sado, na lagoa
de Santo André e junto ao cabo Sardão
Algarve – um dos melhores locais
de observação desta espécie em
Portugal é a zona de Sagres e do
cabo de São Vicente
Abundância e calendário
Papa-moscas-preto
Ficedula hypoleuca
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Muscicapidae
Género Ficedula
Espécie F. hypoleuca
Nome binominal
Ficedula hypoleuca ( Pallas, 1764 )
Papa-ratos
Ardeola ralloides
Identificação
Esta garça ligeiramente mais
pequena que uma garça-boieira
pode ser de bastante difícil deteção,
pois confunde-se com o emaranhado
da vegetação palustre e ripícola que
lhe costuma servir de fundo. Quando
adulto, a sua coloração é um misto
de castanho-café e laranja algo baço
no dorso nos flancos, branco no
abdómen, barrado na nuca, olho
amarelo e bico azul, possuindo
penachos que pendem da nuca. Os
juvenis são menos coloridos,
possuindo barras na cabeça e no
pescoço, e dorso acastanhado mais
escuro que os adultos. Quando em
voo, saltam à vista as asas
totalmente brancas, formando um
claro contraste com a coloração do
dorso e da cabeça.
Esta é uma garça rara no contexto nacional,
podendo ocorrer regularmente em alguns locais.
Apesar de ser sobretudo estival, alguns indivíduos
permanecem no nosso território durante o Inverno.
Ainda assim, as melhores oportunidades de
observação apresentam-se no final do Verão,
entre Agosto e Outubro . Encontra-se sobretudo
junto a zonas húmidas com vegetação palustre,
do tipo pauis e valas, arrozais e prados alagados.
Litoral centro – as maiores
probabilidades de deteção do papa-
ratos centram-se no Baixo Mondego
Lisboa e vale do Tejo – o papa-ratos ocorre
com regularidade nesta região. Alguns dos locais
onde tem sido visto com alguma frequência são: o
paul da Barroca, os Arrozais da Giganta (Ponta da
Erva) e o paul do Boquilobo
Alentejo – a lagoa dos Patos
e a lagoa de Santo André.
Algarve – trata-se da outra zona de eleição
para a observação desta espécie
nomeadamente a lagoa dos Salgados.
Abundância e calendário
Papa-ratos
Ardeola ralloides
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Ardeidae
Género Ardeola
Espécie A. ralloides
Nome binominal
Ardeola ralloides ( Scopoli, 1769 )
Papagaio-do-mar
Fratercula arctica
Identificação
Quando observado de perto, o seu bico
triangular grosso e colorido, com tons de
amarelo e vermelho, é a característica
mais relevante deste alcídeo. O seu
corpo pequeno, rechonchudo, e o
padrão preto e branco (tal como os
restantes alcídeos) permitem separá-lo
das tordas-mergulheiras e dos airos,
assim como o padrão escuro na
parte inferior das asas. O seu voo é
muito rápido e linear, perto da superfície
da água.
Dado ser o alcídeo mais pequeno, pode
facilmente passar despercebido sobretudo
porque ocorre a alguma distância da costa. No
entanto, quando em passagem migratória pode
ser observado em grandes quantidades com
mais de 1000 aves por hora. Inverna nas águas
costeiras do nosso território, sendo mais
comum a sul e junto à costa algarvia, que a
norte. Em passagem, pode ser encontrado ao
longo de toda a costa portuguesa continental.
Ocorre entre Outubro e Abril, sendo estes
extremos temporais as melhores alturas para
observar a passagem do papagaio-do-mar.
Litoral centro – poderá ser localizado a partir
de locais como a praia da Torreira, o cabo
Mondego ou o cabo Carvoeiro
Lisboa e Vale do Tejo – existem registos feitos a partir
do cabo Raso e do cabo Espichel,
Algarve – os melhores locais de observação
situam-se na ponta da Atalaia-Aljezur, no
cabo de São Vicente e na ponta da Atalaia-
Sagres
Abundância e calendário
Classificaçãocientífica
Papagaio-do-mar
Fratercula arctica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Alcidae
Género Fratercula
Espécie F. arctica
Nome binominal
Fratercula arctica ( Linnaeus, 1758 )
Pardal-comum
Passer domesticus
O pardal-comum é bastante abundante ao longo
do território, sendo geralmente ubíquo em zonas
humanizadas, tanto em grandes cidades como
em aldeias ou lugarejos habitados. Ocorre
durante todo o ano, podendo formar bandos de
grandes dimensões, especialmente em zonas
agricultadas ou em dormitórios de parques
urbanos.
Identificação
É ligeiramente mais pequeno
que um Priolo . A plumagem
dos machos é malhada de
castanho e preto nas partes
superiores; a coroa é cinzenta
e tem a garganta e parte do
peito pretos; o abdómen é
branco; o bico é castanho,
curto e forte; as patas são
rosadas. As fêmeas, de um
castanho mais claro,
apresentam um tom mais
uniforme nas partes
superiores, sendo o seu bico
amarelado.
Abundância e calendário
Pardal-comum
Passer domesticus
Pardal-comum
Passer domesticus
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Passeridae
Género Passer
Espécie P. domesticus
Nome binominal
Passer domesticus ( Linnaeus, 1758 )
Pardal-espanhol
Passer hispaniolensis
Está presente em Portugal durante todo o ano, mas a sua
distribuição não é constante. Durante a época de nidificação pode ser
visto sobretudo no interior centro e sul, sendo localmente muito
abundante,particularmente na Beira Baixa e em certas zonas do
Alentejo. As suas colónias, situadas principalmente em árvores e
ninhos de cegonha-branca, são compostas por dezenas ou centenas
de ninhos e encontram-se em atividade de Abril a Junho. No Inverno
o pardal-espanhol ocorre igualmente nalgumas zonas húmidas do sul
do território.
Beira interior – Na época de
nidificação os melhores locais
para observar o pardal-espanhol
são o Tejo Internacional
Alentejo -O norte alentejano
(particularmente a zona de Nisa e a
Barragem da Póvoa) e a região de
Castro Verde são os locais mais
favoráveis à observação deste pardal.
Outros locais onde ocorre regularmente
são a região de Elvas, a zona de
Mourão e a vizinha albufeira de Alqueva
No Inverno observa-se no estuário do
Sado e na zona de Marvão
Algarve – No Inverno, o pardal-
espanhol também ocorre em
certas zonas húmidas junto à
costa, por exemplo na reserva de
Castro Marim e na Ria de Alvor
Abundância e calendário
Identificação
Superficialmente parecido com um pardal-comum.
Durante a época de nidificação, os machos distinguem-se
facilmente dos de pardal-comum pelo grande “babete”
preto, pelos flancos riscados e pela coroa castanha e não
cinzenta). As fêmeas são muito semelhantes às de pardal-
comum, por vezes com os flancos levemente riscados. No
Inverno, as cores encontram-se mais apagadas e a
identificação não é tão imediata, sendo por isso
importante observar as aves com atenção .Como critério
auxiliar de identificação, note-se que o pardal-espanhol
se distribui sobretudo pela metade interior do território e
só muito raramente ocorre em edifícios.
Pardal-espanhol
Passer hispaniolensis
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Passeridae
Género Passer
Espécie P. hispaniolensis
Nome binominal
Passer hispaniolensis ( Temminck, 1820 )
Aves de portugal 13
Identificação
À primeira vista faz lembrar uma fêmea de pardal-
comum, contudo uma observação atenta permitirá
detetar algumas diferenças: a lista supraciliar é mais
marcada, existe uma lista clara no alto da
coroa e as rectrizes têm pintas brancas nas
extremidades (bem visíveis em voo). A mancha
amarela do peito, referida em muitos
guias de campo, é muito difícil de observar. Os seus
chamamentos, muito característicos, ajudam a localizar
esta espécie e confirmam geralmente a identificação.
De uma forma geral, o pardal-francês é uma espécie
pouco comum. No entanto, localmente pode ser
bastante comum. Ocorre sobretudo em aldeias (na
metade norte do país) e em zonas
florestais com árvores velhas, nomeadamente
sobreiros e castanheiros, nidificando em cavidades. Em
certas regiões do sul pode também ser visto em
escarpas e areeiros, onde nidifica.É uma espécie
residente que pode ser observada durante todo o
ano, mas é consideravelmente mais fácil de encontrar
durante a Primavera, época em que os seus
chamamentos mais se fazem ouvir.
Trás-os-Montes –pode ser visto na
cidade de Miranda do Douro
Beira interior – esta é talvez a melhor
região para observar o pardal-francês
Lisboa e Vale do Tejo – pouco comum
e com uma distribuição localizada; o
estuário do Tejo
Alentejo – bem distribuído nesta região,
observa-se sobretudo na metade interior
Abundância e calendário
Classificaçãocientífica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Passeridae
Género Petronia
Espécie P. petronia
Nome binominal
Petronia petronia ( Linnaeus, 1766 )
Pardal-montês
Passer montanus
Identificação
Parece uma versão reduzida do pardal-comum,
ao qual se associa frequentemente, podendo
formar bandos mistos. Distingue-se
principalmente pelo barrete totalmente castanho
e pela mancha preta na face. O babete preto é
menos extenso que o do pardal-comum.
De uma forma geral o pardal-montês é pouco
comum, embora não possa ser considerado
raro. Frequenta principalmente meios rurais,
mas pode ocorrer em pequenas aldeias.
Constrói os seus ninhos em buracos, tanto de
árvores como de edifícios. É mais comum na
metade norte que no sul do país.
Entre Douro e Minho –estuário do
Minho e nas serras de Fafe.
Trás-os-Montes –na serra da
Coroa e na serra do Alvão
Litoral centro – razoavelmente
frequente nas zonas rurais desta região
Beira interior – as aldeias da região do Sabugal
Lisboa e vale do Tejo –zona
do estuário do Tejo
Alentejo – ocorre um pouco
por toda a região
Algarve – é talvez a região onde o
pardal-montês é mais escasso
Abundância e calendário
Nome binominal
Passer montanus ( Linnaeus, 1758 )
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Passeridae
Género Passer
Espécie P. montanus
Pardal-montês
Passer montanus
Classificaçãocientífica
Pardela-balear
Puffinus mauretanicus
Identificação
Esta é uma pardela de pequenas dimensões,
rechonchuda, de tonalidade castanha escura,
normalmente com abdomén e asas pálidas. Existe
alguma variação de tons de plumagem dentro desta
espécie, podendo ir do quase totalmente escuro
(semelhante a uma pardela-preta , embora esta seja de
maiores dimensões) a plumagens semelhantes a uma
pardela-sombria. No entanto, nunca apresenta opadrão
preto e branco desta última, sendo de um castanho
mais esbatido que se prolonga pelos flancos e peito, e
também pelas infra-caudais. É uma espécie sobretudo
costeira, que segue facilmente os navios pesqueiros,
podendo formar bandos de algumas centenas de
exemplares, sendo raramente observada isoladamente.
Esta espécie é mais comum fora da época de
reprodução, entre Julho e Fevereiro. O melhor período
de observação decorre entre Setembro e Janeiro,
quando uma parte significativa da população passa pela
costa portuguesa.
Entre Douro e Minho – ocorre
regularmente ao longo de todo o
litoral desta região
Litoral centro – esta é uma das
melhores regiões para observar a
espécie, especialmente frente à praia
do Furadouro, barra de Aveiro e cabo
Mondego
Lisboa e Vale do Tejo – o cabo
Raso é sem dúvida o melhor
local de observação
Algarve – o cabo de São
Vicente é o melhor local para
detetar esta espécie
Abundância e calendário
Pardela-balear
Puffinus mauretanicus
Classificaçãocientífica
Nome binominal
Puffinus mauretanicus ( PR Lowe , 1921)
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Procellariformes
Família Procellaridae
Género Puffinus
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Aves de portugal 13

  • 2. Todas as Fotos são retiradas da Internet OS TEXTOS SÃO PESQUISAS NA INTERNET E EM LIVROS…..
  • 3. Papa-moscas-cinzento Muscicapa striata Identificação A plumagem é castanha, o que faz deste papa-moscas uma ave pouco colorida. As marcas que melhor permitem a identificação são: o bico fino, a postura vertical, as riscas no peito e na coroa. As terciárias são orladas por uma fina linha clara. Pousa geralmente num ramo ou numa vedação, a alguns metros do solo. Como nidificante o papa-moscas-cinzento é uma espécie pouco comum. Já durante a passagem migratória outonal pode ser bastante comum (embora raramente atingindo os números do papa-moscas- preto). Ocasionalmente também surge durante a passagem pré-nupcial, especialmente quando os ventos sopram de leste. As aves nidificantes raramente se observam antes do princípio de Maio, havendo contudo registos ocasionais de migradores em finais de Abril. A passagem de Outono estende-se de meados de Agosto a princípios de Novembro. Entre Douro e Minho - observa-se no final do Verão na zona de Guimarães Lisboa e vale do Tejo - ocorre durante a passagem migratória na serra da Arrábida e no cabo Espichel Alentejo - pode ser visto regularmente na zona de Montargil e na serra de Grândola; na passagem migratória surge igualmente no estuário do Sado e na lagoa de Santo André. Algarve - frequente na passagem migratória outonal, nomeadamente na ria de Alvor e no cabo de São Vicente, ocorrendo também nas ilhas da ria Formosa Abundância e calendário
  • 5. Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Muscicapidae Género Muscicapa Espécie M. striata Nome binominal Muscicapa striata ( Pallas, 1764 ) Papa-moscas-cinzento Muscicapa striata
  • 7. Identificação No período em que o papa-moscas-preto ocorre no nosso território apresenta já a plumagem de Inverno, menos vistosa que a plumagem nupcial. Esta última é raramente observada em Portugal, tratando-se basicamente de uma combinação de preto no dorso e nuca, cauda preta, asas pretas com mancha branca nas primárias, e peito e garganta brancos (nos machos). No Outono, esta espécie substitui os pretos por tonalidades acastanhadas, e sem ostentar a típica mancha branca na testa. Em ambas as plumagens é bastante notória a mancha branca nas asas, típica desta espécie. Presente durante os períodos migratórios, sendo particularmente comum na passagem outonal (de Agosto e princípios de Novembro), sendo Setembro o melhor mês de observação. Pode ocorrer um pouco por todo o lado, sendo mais frequentemente observado junto ao litoral. Entre Douro e Minho – pode ser visto junto ao estuário do Minho, e o Parque da Cidade, no Porto. Litoral centro – está presente sobretudo ao longo da faixa costeira, sobretudo nos pinhais de Mira e de Leiria Beira interior – observa-se na serra da Estrela Lisboa e Vale do Tejo –é uma espécie abundante no estuário do Tejo (zona de Pancas). Pode ser vista também na serra de Sintra, junto ao cabo Espichel, na serra da Arrábida e em alguns parques e jardins da cidade de Lisboa. Alentejo – espécie relativamente frequente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e junto ao cabo Sardão Algarve – um dos melhores locais de observação desta espécie em Portugal é a zona de Sagres e do cabo de São Vicente Abundância e calendário
  • 8. Papa-moscas-preto Ficedula hypoleuca Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Muscicapidae Género Ficedula Espécie F. hypoleuca Nome binominal Ficedula hypoleuca ( Pallas, 1764 )
  • 10. Identificação Esta garça ligeiramente mais pequena que uma garça-boieira pode ser de bastante difícil deteção, pois confunde-se com o emaranhado da vegetação palustre e ripícola que lhe costuma servir de fundo. Quando adulto, a sua coloração é um misto de castanho-café e laranja algo baço no dorso nos flancos, branco no abdómen, barrado na nuca, olho amarelo e bico azul, possuindo penachos que pendem da nuca. Os juvenis são menos coloridos, possuindo barras na cabeça e no pescoço, e dorso acastanhado mais escuro que os adultos. Quando em voo, saltam à vista as asas totalmente brancas, formando um claro contraste com a coloração do dorso e da cabeça. Esta é uma garça rara no contexto nacional, podendo ocorrer regularmente em alguns locais. Apesar de ser sobretudo estival, alguns indivíduos permanecem no nosso território durante o Inverno. Ainda assim, as melhores oportunidades de observação apresentam-se no final do Verão, entre Agosto e Outubro . Encontra-se sobretudo junto a zonas húmidas com vegetação palustre, do tipo pauis e valas, arrozais e prados alagados. Litoral centro – as maiores probabilidades de deteção do papa- ratos centram-se no Baixo Mondego Lisboa e vale do Tejo – o papa-ratos ocorre com regularidade nesta região. Alguns dos locais onde tem sido visto com alguma frequência são: o paul da Barroca, os Arrozais da Giganta (Ponta da Erva) e o paul do Boquilobo Alentejo – a lagoa dos Patos e a lagoa de Santo André. Algarve – trata-se da outra zona de eleição para a observação desta espécie nomeadamente a lagoa dos Salgados. Abundância e calendário
  • 11. Papa-ratos Ardeola ralloides Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Ardeola Espécie A. ralloides Nome binominal Ardeola ralloides ( Scopoli, 1769 )
  • 13. Identificação Quando observado de perto, o seu bico triangular grosso e colorido, com tons de amarelo e vermelho, é a característica mais relevante deste alcídeo. O seu corpo pequeno, rechonchudo, e o padrão preto e branco (tal como os restantes alcídeos) permitem separá-lo das tordas-mergulheiras e dos airos, assim como o padrão escuro na parte inferior das asas. O seu voo é muito rápido e linear, perto da superfície da água. Dado ser o alcídeo mais pequeno, pode facilmente passar despercebido sobretudo porque ocorre a alguma distância da costa. No entanto, quando em passagem migratória pode ser observado em grandes quantidades com mais de 1000 aves por hora. Inverna nas águas costeiras do nosso território, sendo mais comum a sul e junto à costa algarvia, que a norte. Em passagem, pode ser encontrado ao longo de toda a costa portuguesa continental. Ocorre entre Outubro e Abril, sendo estes extremos temporais as melhores alturas para observar a passagem do papagaio-do-mar. Litoral centro – poderá ser localizado a partir de locais como a praia da Torreira, o cabo Mondego ou o cabo Carvoeiro Lisboa e Vale do Tejo – existem registos feitos a partir do cabo Raso e do cabo Espichel, Algarve – os melhores locais de observação situam-se na ponta da Atalaia-Aljezur, no cabo de São Vicente e na ponta da Atalaia- Sagres Abundância e calendário
  • 14. Classificaçãocientífica Papagaio-do-mar Fratercula arctica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Alcidae Género Fratercula Espécie F. arctica Nome binominal Fratercula arctica ( Linnaeus, 1758 )
  • 15. Pardal-comum Passer domesticus O pardal-comum é bastante abundante ao longo do território, sendo geralmente ubíquo em zonas humanizadas, tanto em grandes cidades como em aldeias ou lugarejos habitados. Ocorre durante todo o ano, podendo formar bandos de grandes dimensões, especialmente em zonas agricultadas ou em dormitórios de parques urbanos. Identificação É ligeiramente mais pequeno que um Priolo . A plumagem dos machos é malhada de castanho e preto nas partes superiores; a coroa é cinzenta e tem a garganta e parte do peito pretos; o abdómen é branco; o bico é castanho, curto e forte; as patas são rosadas. As fêmeas, de um castanho mais claro, apresentam um tom mais uniforme nas partes superiores, sendo o seu bico amarelado. Abundância e calendário
  • 17. Pardal-comum Passer domesticus Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Passeridae Género Passer Espécie P. domesticus Nome binominal Passer domesticus ( Linnaeus, 1758 )
  • 19. Está presente em Portugal durante todo o ano, mas a sua distribuição não é constante. Durante a época de nidificação pode ser visto sobretudo no interior centro e sul, sendo localmente muito abundante,particularmente na Beira Baixa e em certas zonas do Alentejo. As suas colónias, situadas principalmente em árvores e ninhos de cegonha-branca, são compostas por dezenas ou centenas de ninhos e encontram-se em atividade de Abril a Junho. No Inverno o pardal-espanhol ocorre igualmente nalgumas zonas húmidas do sul do território. Beira interior – Na época de nidificação os melhores locais para observar o pardal-espanhol são o Tejo Internacional Alentejo -O norte alentejano (particularmente a zona de Nisa e a Barragem da Póvoa) e a região de Castro Verde são os locais mais favoráveis à observação deste pardal. Outros locais onde ocorre regularmente são a região de Elvas, a zona de Mourão e a vizinha albufeira de Alqueva No Inverno observa-se no estuário do Sado e na zona de Marvão Algarve – No Inverno, o pardal- espanhol também ocorre em certas zonas húmidas junto à costa, por exemplo na reserva de Castro Marim e na Ria de Alvor Abundância e calendário Identificação Superficialmente parecido com um pardal-comum. Durante a época de nidificação, os machos distinguem-se facilmente dos de pardal-comum pelo grande “babete” preto, pelos flancos riscados e pela coroa castanha e não cinzenta). As fêmeas são muito semelhantes às de pardal- comum, por vezes com os flancos levemente riscados. No Inverno, as cores encontram-se mais apagadas e a identificação não é tão imediata, sendo por isso importante observar as aves com atenção .Como critério auxiliar de identificação, note-se que o pardal-espanhol se distribui sobretudo pela metade interior do território e só muito raramente ocorre em edifícios.
  • 20. Pardal-espanhol Passer hispaniolensis Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Passeridae Género Passer Espécie P. hispaniolensis Nome binominal Passer hispaniolensis ( Temminck, 1820 )
  • 22. Identificação À primeira vista faz lembrar uma fêmea de pardal- comum, contudo uma observação atenta permitirá detetar algumas diferenças: a lista supraciliar é mais marcada, existe uma lista clara no alto da coroa e as rectrizes têm pintas brancas nas extremidades (bem visíveis em voo). A mancha amarela do peito, referida em muitos guias de campo, é muito difícil de observar. Os seus chamamentos, muito característicos, ajudam a localizar esta espécie e confirmam geralmente a identificação. De uma forma geral, o pardal-francês é uma espécie pouco comum. No entanto, localmente pode ser bastante comum. Ocorre sobretudo em aldeias (na metade norte do país) e em zonas florestais com árvores velhas, nomeadamente sobreiros e castanheiros, nidificando em cavidades. Em certas regiões do sul pode também ser visto em escarpas e areeiros, onde nidifica.É uma espécie residente que pode ser observada durante todo o ano, mas é consideravelmente mais fácil de encontrar durante a Primavera, época em que os seus chamamentos mais se fazem ouvir. Trás-os-Montes –pode ser visto na cidade de Miranda do Douro Beira interior – esta é talvez a melhor região para observar o pardal-francês Lisboa e Vale do Tejo – pouco comum e com uma distribuição localizada; o estuário do Tejo Alentejo – bem distribuído nesta região, observa-se sobretudo na metade interior Abundância e calendário
  • 23. Classificaçãocientífica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Passeridae Género Petronia Espécie P. petronia Nome binominal Petronia petronia ( Linnaeus, 1766 )
  • 25. Identificação Parece uma versão reduzida do pardal-comum, ao qual se associa frequentemente, podendo formar bandos mistos. Distingue-se principalmente pelo barrete totalmente castanho e pela mancha preta na face. O babete preto é menos extenso que o do pardal-comum. De uma forma geral o pardal-montês é pouco comum, embora não possa ser considerado raro. Frequenta principalmente meios rurais, mas pode ocorrer em pequenas aldeias. Constrói os seus ninhos em buracos, tanto de árvores como de edifícios. É mais comum na metade norte que no sul do país. Entre Douro e Minho –estuário do Minho e nas serras de Fafe. Trás-os-Montes –na serra da Coroa e na serra do Alvão Litoral centro – razoavelmente frequente nas zonas rurais desta região Beira interior – as aldeias da região do Sabugal Lisboa e vale do Tejo –zona do estuário do Tejo Alentejo – ocorre um pouco por toda a região Algarve – é talvez a região onde o pardal-montês é mais escasso Abundância e calendário
  • 26. Nome binominal Passer montanus ( Linnaeus, 1758 ) REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Passeridae Género Passer Espécie P. montanus Pardal-montês Passer montanus Classificaçãocientífica
  • 28. Identificação Esta é uma pardela de pequenas dimensões, rechonchuda, de tonalidade castanha escura, normalmente com abdomén e asas pálidas. Existe alguma variação de tons de plumagem dentro desta espécie, podendo ir do quase totalmente escuro (semelhante a uma pardela-preta , embora esta seja de maiores dimensões) a plumagens semelhantes a uma pardela-sombria. No entanto, nunca apresenta opadrão preto e branco desta última, sendo de um castanho mais esbatido que se prolonga pelos flancos e peito, e também pelas infra-caudais. É uma espécie sobretudo costeira, que segue facilmente os navios pesqueiros, podendo formar bandos de algumas centenas de exemplares, sendo raramente observada isoladamente. Esta espécie é mais comum fora da época de reprodução, entre Julho e Fevereiro. O melhor período de observação decorre entre Setembro e Janeiro, quando uma parte significativa da população passa pela costa portuguesa. Entre Douro e Minho – ocorre regularmente ao longo de todo o litoral desta região Litoral centro – esta é uma das melhores regiões para observar a espécie, especialmente frente à praia do Furadouro, barra de Aveiro e cabo Mondego Lisboa e Vale do Tejo – o cabo Raso é sem dúvida o melhor local de observação Algarve – o cabo de São Vicente é o melhor local para detetar esta espécie Abundância e calendário
  • 29. Pardela-balear Puffinus mauretanicus Classificaçãocientífica Nome binominal Puffinus mauretanicus ( PR Lowe , 1921) REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Procellariformes Família Procellaridae Género Puffinus Espécie P. mauretanicus