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Aves de Portugal
7
Todas as Fotos são
retiradas da Internet
Os textos são pesquisas na internet e em livros…..
Chapim-azul
Parus caeruleus
Identificação
Trata-se de uma das mais coloridas espécies na nossa avifauna
florestal. A cabeça possui um barrete azul, lista ocular preta e a face
branca, enquadradas por um colar preto conferindo-lhe uma máscara facial,
típica de alguns chapins. O peito e o abdómen são amarelados, enquanto o
dorso é cinzento-azulado. Mexe-se freneticamente pelo meio da folhagem,
pelo que nem sempre é fácil apreciar o padrão cromático.
Apesar das suas pequenas dimensões, estamos na presença de uma ave
destemida, que se movimenta por entre os ramos das árvores mesmo sobre
as nossas cabeças.
Distribui-se por todo o território. Em zonas de montados,
florestas mistas e alguns parques e jardins, é uma espécie
comum, ocorrendo durante todo o ano. Localmente pode ser
abundante, sobretudo em zonas e árvores velhas e frondosas.
Entre Douro e Minho- serras do Gerês e de Arga e no estuário
do Minho.
Trás-os-Montes – Serras da Nogueira, Montesinho e Coroa,
assim como na zona de Miranda do Douro e Barca d´Alva.
Litoral Centro – o pinhal de Mira, as dunas de São Jacinto e a
lagoa de Óbidos.
Abundância e Calendário
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Paridae
Género Parus
Espécie P. caeruleus
Nome binominal
Parus caeruleus ( Linnaeus,1758)
Chapim-azul
Parus caeruleus
Chapim-carvoeiro
Parus ater
Esta espécie encontra-se associada às plantações de pinheiro-bravo, sendo
localmente comum no litoral norte e centro. Por vezes também ocorre em zonas
urbanas. É uma ave residente que pode ser observada durante todo o ano. É mais
conspícuo na Primavera, quando o seu canto se faz ouvir com frequência.
Entre Douro e Minho – é frequente nesta região.
Trás-os-Montes – serra do Larouco e do Gerês e em Miranda do Douro
Litoral centro – pinhais de S . Jacinto e pinhal de Leiria.
Beira interior – serra da Estrela, Albufeira de Vilar ,Celorico da Beira.
Lisboa e vale do Tejo – norte do Tejo.
Alentejo – extremo norte da região.
Identificação
O canto repetido deste chapim é um som característico dos
pinhais portugueses.
Caracteriza-se pela cabeça preta, com as faces brancas e
uma mancha branca na nuca.
Abundância e Calendário
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Paridae
Género Parus
Espécie P. ater
Nome binominal
Parus ater ( Linnaeus,1758)
Chapim-carvoeiro
Parus ater
Chapim-de-poupa
Parus cristatus
Distribui-se de norte a sul do país. Contrariamente aos seus congéneres, parece evitar as zonas
densamente povoadas, sendo por isso raramente observado em parques urbanos. Os seus
habitats de eleição são os pinhais e, em menor grau, os sobreirais e outras formações florestais. O
chapim-de-poupa é residente e pode ser observado durante todo o ano.
Entre Douro e Minho, pode ser visto na serra da Peneda, na parte ocidental da serra do
Gerês.
Trás- os- Montes, nas serras do Gerês, Larouco e Alvão e na região de Miranda do Douro.
Beira interior, na serra da Estrela na região do Sabugal.
Litoral centro, nos pinhais de São Jacinto, de Mira e de Leiria.
Lisboa e vale do Tejo, nas serras de Sintra e Arrábida e na zona de Pancas, no estuário do
Tejo.
Alentejo, no estuário do Sado é um dos melhores locais para observar o chapim-de-poupa.
Algarve, nas serras de Monchique e do Caldeirão.
Identificação
Ao contrário dos outros membros da sua família, o chapim-de-poupa
apresenta a plumagem castanha e branca. A face é branca, com uma risca
preta e o mento também preto. Os adultos identificam-se facilmente pela
poupa que têm no alto da cabeça. Esta poupa pode faltar nos juvenis.
Abundância e Calendário
Chapim-de-poupa
Parus cristatus
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Paridae
Género Parus
Espécie P. cristatus
Nome binominal
Parus cristatus ( Linnaeus,1758)
Chapim-de-faces-pretas
Remiz pendulinus
Identificação
Os adultos têm uma grande máscara preta, que contrasta com o
resto da cabeça branca. O dorso é ruivo. O bico triangular, bastante
mais espesso que o dos restantes chapins. Os juvenis são
acastanhados.
Este chapim não é uma espécie florestal, preferindo os grandes
caniçais e tabuais.
Abundância e calendário
Este chapim ocorre unicamente nas grandes zonas húmidas com
boas manchas de vegetação. Este chapim é invernante, podendo
ser observado regularmente de Outubro a Março
Litoral centro, no baixo Mondego.
Lisboa e Vale do Tejo, no estuário do Tejo (lezírias da Ponta da
Erva).
Alentejo, no estuário do Sado e na lagoa de Santo André.
Algarve, na ria de Alvor, no paul da Lontreira e de Lagoa e o
caniçal de Vilamoura.
Chapim-de-faces-pretas
Remiz pendulinus
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Remizidae
Género Remiz
Espécie R.pendulinus
Nome binominal
Remiz pendulinus ( Linnaeus,1758)
Chapim-rabilongo
Aegithalos caudatus
Identificação
Assemelha-se a uma pequena bola com cauda comprida, devido ao seu
corpo rechonchudo e bico curto. O peito e abdómen claros e o dorso
escuro ou cinzento com uma lista escura do bico até à nuca e faces e
barrete pálidos.
É uma ave pequena e discreta. Formam pequenos bandos que voam de
árvore em árvore, ao contrário dos outros chapins que são geralmente
solitários.
Abundância e calendário
Espécie localmente abundante, mais comum no interior norte do território.
Presente durante todo o ano.
Trás-os-Montes, comum em Miranda do Douro e na serra de Montesinho.
Entre Douro e Minho , serras da Peneda e do Gerês.
Litoral centro, pinhal de Mira e paul da Madriz.
Beira interior, na zona do Sabugal e no Tejo internacional.
Lisboa e vale do Tejo , paul do Boquilobo, serras de Sintra Arrábida, zona
de Pancas (estuário do Tejo).
Alentejo, Castelo de Vide, barragem da Póvoa.
Algarve, Serras de Monchique e do Caldeirão.
Chapim-rabilongo
Aegithalos caudatus Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Aegithalidae
Género Aegithalos
Espécie A.caudatus
Nome binominal
Aegithalos caudatus ( Linnaeus,1758)
Chapim-real
Parus major
Identificação
O maior dos chapins ostenta uma magnífica plumagem colorida, que vale a
pena procurar nas nossas florestas e bosques. Apresenta uma típica máscara
facial, com colar preto capucho preto e faces brancas, e uma lista preta que se
estende da garganta até ao abdómen, sendo esta lista mais larga no macho que
na fêmea. As partes inferiores são amarelas e cinzento esverdeado no dorso,
com asas azuladas.
Abundância e calendário
Abundante em zonas florestadas, desde pinhais e montados até olivais e
matas ribeirinhas e também em parques e jardins. Distribui-se de norte
a sul do país, ocorrendo todo o ano.
Entre Douro e Minho, presente na serra da Peneda e de Arga e no pinhal de
Camarido, estuário do Minho.
Trás-os-Montes, serras do Gerês e da Nogueira e na zona de Miranda do Douro.
Litoral centro, pinhal de Mira e no baixo Mondego.
Beira interior, comum na maioria das zonas florestadas desta região.
Lisboa e vale do Tejo, parques e jardins de zonas urbanas.
Alentejo, norte alentejano, Castelo de Vide, serra de São Mamede.
Algarve, serras de Monchique e do Caldeirão
Chapim-real
Parus major
Nome binominal
Parus major ( Linnaeus,1758)
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Paridae
Género Parus
Espécie P.major
Classificação científica
Chasco-cinzento
ou Chasco-do-monte
Oenanthe oenanthe
Este chasco é um visitante estival às terras altas do norte e centro do território, mas nidifica
quase unicamente acima da cota dos 800 metros. Os primeiros chascos chegam geralmente às
zonas de reprodução no início de Abril e estão presentes até ao final do Verão. Nestas zonas de
criação, o chasco-cinzento é geralmente uma espécie pouco abundante (exceto nas zonas mais
altas da Serra da Estrela, onde é muito comum). Adicionalmente, este pequeno turdídeo ocorre
como migrador de passagem em quase todo o país.
Entre Douro e Minho – só durante a passagem migratória outonal.
Trás – os – Montes – nas serras do Marão, Gerês, Larouco, Coroa e na zona de
Miranda do Douro.
Beira interior – planalto central da serra da Estrela.
Lisboa e vale do Tejo – Estuário do Tejo.
Alentejo – apenas durante a passagem migratória.
Algarve - apenas durante a passagem migratória.
Identificação
Embora com uma silhueta e postura bem diferente, é mais ou menos do tamanho dum pardal.
Parte da cabeça – com uma máscara preta – e do seu dorso são cinzentos e as asas são pretas;
a garganta e o peito são creme-arruivado e o ventre é branco; as patas são pretas. A sua cauda,
muito visível em voo, é branca com uma barra preta, com um padrão “em T”, nas retrizes.
Abundância e calendário
Chasco-cinzento
ou Chasco-do-monte
Oenanthe oenanthe
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Muscicapidae
Género Oenanthe
Espécie O.oenanthe
Nome binominal
Oenanthe oenanthe ( Linnaeus,1758)
Chasco-preto
Oenanthe leucura
Identificação
Um pouco mais pequeno que um melro-azul, espécie com a qual partilha muitas vezes o
habitat, o chasco-preto pode ser difícil de identificar quando está pousado. Com efeito,
se a cauda não estiver à vista, a plumagem quase totalmente negra (macho) ou castanha
(fêmea) pode revelar-se incaracterística, sobretudo quando a ave é observada a grande
distância. Contudo, quando visto em voo, este chasco é inconfundível, pois o contraste
entre a cauda branca (com um T preto na extremidade) e o resto da plumagem de tom
escuro é facilmente visível e elimina qualquer hipótese de confusão.
Outrora mais comum do que atualmente, o chasco-preto é hoje uma espécie rara a nível
nacional; a sua área de distribuição tem vindo a contrair-se progressivamente e encontra-se
hoje limitada a algumas zonas remotas do interior. Frequenta vales com
afloramentos rochosos, pousando em grandes rochedos ou em edifícios isolados; no
nordeste também ocorre em vinhas. Contrariamente aos outros dois chascos que ocorrem
em Portugal, esta espécie é residente e pode ser observada durante todo o ano.
Trás-os-Montes , na zona do chamado Douro Vinhateiro.
Beira interior, junto ao rio Douro, na zona de São João da Pesqueira.
Abundância e calendário
Chasco-preto
Oenanthe leucura
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Muscicapidae
Género Oenanthe
Espécie O.leucura
Nome binominal
Oenanthe leucura ( Gmelin,1789)
Chasco-ruivo
Oenanthe hispanica
Identificação
O macho adulto caracteriza-se pelos tons alaranjados, contrastando com
a máscara e as asas pretas. A cauda tem as penas centrais pretas, sendo
as restantes penas predominantemente brancas. Os machos de chasco-
ruivo ocorrem em duas formas – a denominada forma clara, na qual a
máscara apenas abrange a zona ocular, formando uma máscara tipo
“zorro”, e a forma escura, na qual a máscara também abrange o queixo e a
garganta. Em Portugal predominam as aves da forma escura. A fêmea é
mais acastanhada, parecida com a de chasco-cinzento.
Embora não sendo geralmente muito numeroso, o chasco-ruivo pode ser
localmente comum, sobretudo nas zonas mais áridas do interior. Frequenta
terrenos incultos com algumas pedras e também eucaliptais jovens. É um
migrador estival, que pode ser observado em Portugal de Março a Setembro.
Trás-os-Montes, Douro Internacional.
Beira interior , Tejo Internacional.
Alentejo, nas zonas de Castro Verde, Mértola e Mina de São Domingos.
Algarve, zona de Alcoutim e junto ao cabo de São Vicente.
Abundância e calendário
Chasco-ruivo
Oenanthe hispanica Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Muscicapidae
Género Oenanthe
Espécie O.hispanica
Nome binominal
Oenanthe hispanica ( Linnaeus, 1758)
Cia
Emberiza cia
Identificação
Fácil de identificar pelo característico padrão riscado da
cabeça, possuindo listras escuras em forma de tridente
na zona facial, que contrastam com o tom cinzento-
azulado. As partes inferiores são ocres e o dorso
castanho claro e listado. O seu pio assemelha-se ao ar a
escoar de um furo, por vezes quase impercetível.
Espécie comum, sobretudo nas regiões a norte
do Tejo e, sobretudo, no interior, associada a
zonas de matos com formações rochosas e solo
nu. Tratando-se de um passeriforme residente,
pode ser vista em qualquer altura do ano.
Trás-os-Montes, pode ser vista no Douro Internacional, zona
de Miranda do Douro e Barca d´Alva.
Entre Douro e Minho, na serra da Peneda.
Beira interior, no Tejo Internacional, zona do Sabugal, serra da
Estrela e da gardunha e na região de Vilar Formoso.
Algarve, na serra de Monchique e do Caldeirão.
Abundância e calendário
Cia
Emberiza cia Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Fringillidae
Género Emberiza
Espécie E.cia
Nome binominal
Emberiza cia ( Linnaeus, 1766)
Codorniz
Coturnix coturnix
Identificação
É muito difícil de observar esta pequena e rechonchuda ave, já que muito facilmente passa despercebida
devido ao seu mimetismo. A forma do corpo é a característica mais evidente, pois apresenta um padrão
ocre malhado, extremamente semelhante ao padrão do ambiente envolvente que a rodeia. A garganta
preta do macho, e as listras que ambos os sexos apresentam no dorso e flancos, podem ajudar na
identificação, caso seja possível observar a ave em pormenor. É o seu canto trissilábico, muito
característico, que geralmente denuncia a sua presença.
Localmente, pode ser abundante, nomeadamente em zonas de ervas altas. No entanto, de uma
forma geral a codorniz não é uma ave muito comum. Ocorre como invernante, sobretudo nas
zonas húmidas do sul, mas é uma espécie maioritariamente estival,
encontrando-se no nosso território principalmente entre Março e Outubro. Distribui-se de
forma esparsa de norte a sul do país, ocorrendo sobretudo em zonas agricultadas, tanto em
planície como em planalto.
Entre Douro e Minho – frequente em zonas como a Veiga da Areosa
Trás-os-Montes – parte oriental da serra do Gerês e na serra da Coroa
e na zona do planalto de Miranda do Douro.
Beira interior – mais comum na zona raiana, no planalto de Lilar
Formoso.
Litoral centro – baixo Mondego e junto da lagoa de Óbidos.
Lisboa e vale do Tejo – perto de Lisboa nas lezírias da Ponta da Erva.
Alentejo – nesta região é muito fácil de encontrar
Algarve – estuário do Arade e a lagoa dos Salgados.
Abundância e calendário
Codorniz
Coturnix coturnix
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Galliformes
Família Phasianidae
Género Coturnix
Espécie C.coturnix
Nome binominal
Coturnis coturnix ( Linnaeus, 1758)
Colhereiro
Platalea leucorodia
Identificação
Bastante fácil de identificar, tanto em voo como pousado, sobretudo devido ao seu
enorme bico em forma de espátula, achatado na ponta. Quase totalmente branco, de
patas escuras, esta grande ave ostenta um penacho na nuca durante a época de
reprodução, assim como uma pequena mancha amarela na garganta. Em voo, a sua
cor totalmente branca e o pescoço bem estendido para frente com o bico comprido,
tornam-no numa silhueta inconfundível.
O colhereiro associa-se a zonas húmidas, distribuindo-se localmente em açudes,
albufeiras e lagoas, ocorrendo também nas grandes zonas húmidas costeiras. Ocorre
em Portugal durante todo o ano, vendo os seus efetivos reforçados por aves
invernantes provenientes de outros países europeus. As maiores concentrações
ocorrem durante o Verão e o início do Outono, pelo que a época de maior sucesso na
observação destas aves surge de Agosto a Outubro.
Entre Douro e Minho – bastante raro nesta região.
Lisboa e Vale do Tejo – durante a época de cria, podem ser vistos no estuário
do Tejo.
Alentejo –ocorre em açudes e albufeiras.
Algarve – alguns dos melhores locais para ser observado encontram-se nesta
região.
Abundância e calendário
Colhereiro
Platalea leucorodia
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Threskiornithidae
Género Platalea
Espécie P.leucorodia
Nome binominal
Platalea leucorodia ( Linnaeus, 1758)
Combatente
Philomachus pugnax
Identificação
Em plumagem nupcial, esta é uma limícola de aspeto singular: os machos envergam
uma enorme coleira colorida, que pode ser branca, vermelha ou preta. Em plumagem
não nupcial, tanto os machos como as fêmeas são acastanhados, com um padrão
malhado no dorso. As penas dorsais estão frequentemente levantadas, dando às aves
um ar “despenteado”. Os machos são consideravelmente maiores que as
fêmeas, sendo a diferença evidente quando se misturam. As patas são esverdeadas ou
alaranjadas e o bico é preto e fino.
O combatente ocorre em Portugal principalmente como migrador de passagem, em
trânsito das zonas de invernada africanas para os territórios de reprodução, situados
na Europa Central. A espécie surge por vezes em números consideráveis, com bandos
que podem exceder a centena, sobretudo nos meses de Março, Abril, Agosto e
Setembro. No Inverno é mais irregular, conhecendo-se diversos registos, provenientes
do sul do país.
Litoral centro – pode ser visto na zona do paul da Madriz.
Lisboa e vale do Tejo – estuário do Tejo.
Alentejo – estuário do Sado.
Algarve – zonas húmidas e costeiras, como na ria de Alvor,
lagoa dos salgados, ria Formosa.
Abundância e calendário
Combatente
Philomachus pugnax
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Scolopacidae
Género Philomachus
Espécie P. pugnax
Nome binominal
Philomachus pugnax ( Linnaeus, 1758)
Cortiçol-de-barriga-preta
Pterocles orientalis
Devido à sua raridade, não é fácil encontrar o
cortiços-de-barriga-preta. O interior alentejano é a
região que apresenta as melhores oportunidades
Identificação
Ligeiramente maior que um pombo, caracteriza-se pelo seu
corpo rechonchudo e pelas patas curtas. A plumagem é
acastanhada e, embora apresenta alguns padrões, estes são
difíceis de reconhecer à distância. Em voo a identificação é
quase imediata, pois a barriga preta é facilmente visível.
Outrora mais numeroso, o cortiçol-de-barriga-preta é hoje uma espécie
rara a nível nacional, contando com uma população de escassas centenas
de indivíduos, que se distribui pelo interior do Alentejo e da Beira Baixa.
Pode ser observado em zonas relativamente planas, sem árvores e com
terrenos incultos ou em pousio. A espécie é residente e pode ser
observada durante todo o ano.
Abundância e calendário
Classificação científica
Cortiçol-de-barriga-preta
Pterocles orientalis
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Pteroclididae
Género Pterocles
Espécie P. orientalis
Nome binominal
Pterocles orientalis ( Linnaeus,1766)
Coruja-das-torres
Tyto alba
Identificação
Esta coruja de média dimensão é facilmente identificada pela
brancura da sua plumagem.
Quando está pousada, chama a atenção a sua face branca, em forma
de coração, contrastando com as asas cinzentas e alaranjadas, mas
em voo, a plumagem predominantemente branca dá-lhe um aspeto
fantasmagórico.
Trás-os-Montes – Douro Internacional.
Entre Douro e Minho – um pouco por toda a região.
Beira interior – Figueira Castelo Rodrigo e Tejo Internacional.
Litoral centro – comum , observa-se por exemplo em São Martinho do Porto.
Lisboa e vale do Tejo – estuário do Tejo.
Alentejo – estuário do Sado e zona de Castro Verde.
Algarve – rara observando-se esporadicamente na ria de Alvor e na cidade de Faro.
A coruja-das-torres é residente e está presente em Portugal durante todo o ano.
Ocorre frequentemente nas imediações de edifícios, habitados ou não, preferindo
aqueles que têm aberturas ou cavidades, que possam ser usados como local de
repouso e nidificação. Aprecia assim velhos celeiros, edifícios em ruínas,
campanários e até velhas estações de caminho-de-ferro. Para se alimentar,
frequenta terrenos agrícolas.
Esta espécie é mais abundante na metade sul do país, sendo relativamente rara
nas zonas de maior altitude.
Esta coruja é estritamente noturna e só sai para caçar depois de
caída a noite. Durante o dia, as corujas permanecem nos seus
refúgios. Assim, a melhor hora para procurar esta rapina noturna será
pelo menos uma hora depois do pôr do sol.
Abundância e calendário
Coruja-das-torres
Tyto alba
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Strigiformes
Família Tytonidae
Género Tyto
Espécie T. alba
Nome binominal
Tyto alba ( Scopoli,1769)
Coruja-do-mato
Strix aluco
Identificação
Esta coruja de tamanho médio tem a plumagem castanha com malhas claras, mas apresenta
menos contrastes que as outras espécies de rapinas noturnas. Quando em voo,
nota-se o tom acastanhado, o que permite distingui-la da coruja-das-torres, e as asas
relativamente curtas e arredondadas, o que a distingue do bufo-pequeno e da
coruja-do-nabal. O seu canto característico, composto por duas notas (uma simples, seguida de
uma outra em trémulo), é a melhor forma de localizar e identificar esta coruja.
Esta espécie pode ser encontrada em muitos outros
sítios de norte a sul do país, especialmente em zonas
densamente florestadas. A coruja-do-mato deve ser
procurada durante a noite, pelo menos uma hora
depois do pôr-do-sol.
Trás-os-Montes – ocorre na serra de
Montesinho e na zona de Miranda do
Douro
A coruja-do-mato é residente em Portugal e o seu canto pode ser
ouvido durante todo o ano (embora com menos frequência no final
do Verão).A espécie distribui-se de norte a sul do país, mas a sua
abundância varia fortemente de umas zonas para outras, sendo
mais frequente na metade sul do país. É particularmente comum
nos extensos montados de sobro e azinho e em certos pinhais
maduros. É mais rara em zonas sem árvores ou de grande altitude,
bem como em áreas fortemente urbanizadas
ABUNDÂNCIA e CALENDÁRIO
Coruja-do-mato
Strix aluco
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Strigiformes
Família Strigidae
Género Strix
Espécie S. aluco
Nome binominal
Strix aluco ( Linnaeus, 1758)
Coruja-do-nabal
Asio flammeus
IDENTIFICAÇÃO
É uma ave de rapina noturna de tamanho médio, com cerca de 40 cm de
comprimento e pesa entre 250 e 400 g. Quando se observa poisada (muita vezes no
chão ou sobre um arbusto baixo) é fácil de reconhecer pela sua postura algo
horizontal. Tem umas “orelhas” (tufos de penas) muito curtas, quase invisíveis. A
plumagem é de tons acastanhados, fortemente malhada, e a face apresenta olhos
muito amarelos, rodeados por uma mancha negra, que a tornam inconfundível. Em
voo é difícil de distinguir do Bufo-pequeno , mas apresenta tons mais claros,
sobretudo no peito e ventre. Entre nós esta coruja é muito silenciosa, e por isso o
canto não constitui uma característica útil na sua identificação.
ABUNDÂNCIA e CALENDÁRIO
Trata-se de uma espécie bastante rara em Portugal, onde
surge no decurso das suas migrações e durante a invernada.
Observa-se de norte a sul do território continental, mas é
aparentemente mais frequente nas zonas litorais,
particularmente junto às grandes zonas húmidas do centro e
sul. No Arquipélago da Madeira também parece ocorrer com
alguma regularidade.
Os melhores locais para procurar esta coruja são os
grandes arrozais, os restolhos de milho alagados e os
sapais.
Coruja-do-nabal
Asio flammeus Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Strigiformes
Família Strigidae
Género Asio
Espécie A. flammeus
Nome binominal
Asio flammeus ( Pontoppidan, 1763)
Corvo
Corvus corax
Identificação
Grande ave de cor negra, que à primeira vista pode levar o observador a pensar
tratar-se de uma ave de rapina. Distingue-se da gralha-preta pelo facto de planar
frequentemente, voando em círculos, e também pela cauda longa e cuneiforme. A
sua vocalização (“kro-kro”) confirma a sua identificação
Abundância e calendário
Outrora relativamente comum, o corvo é hoje relativamente escasso na maior parte do
território português, e apesar de ter uma distribuição ampla ocorre geralmente em densidades
muito baixas, raramente se vendo mais de dois ou três indivíduos juntos. Frequenta sobretudo
zonas pouco habitadas no interior do país, apreciando zonas escarpadas e inacessíveis.
É uma espécie residente, podendo ser visto durante todo o ano
Trás-os-Montes – o Douro Internacional é uma zona onde
o corvo ocorre com regularidade, podendo a espécie ser
vista na zona da Miranda do Douro.
Beira interior – na serra da Estrela.
Alentejo – é uma das melhores regiões para ver o corvo,
que pode ser visto nas zonas de Nisa, Castelo de Vide,
Alter do Chão, Évora, Barrancos.
Corvo
Corvus corax Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Corvidae
Género Corvus
Espécie C. corax
Nome binominal
Corvus corax ( Linnaeus, 1758 )
Corvo-marinho-de-crista
ou Galheta
Phalacrocorax aristotelis
Identificação
Trata-se de um corvo-marinho típico, com corpo escuro, pescoço e bico
compridos e patas curtas. É um excelente nadador, sendo bastante comum de
observar poisado no mar e a mergulhar, dado que esta espécie é
exclusivamente marinha no nosso território. A sua característica mais marcante
é a crista que os adultos , em plumagem nupcial ostentam, imediatamente
acima do bico. Comparativamente ao corvo-marinho-de-faces-brancas, esta
espécie é mais pequena, com bico menor, e não possui as
características faces brancas da sua congénere. Os juvenis são acastanhados e
possuem a barriga e o peito esbranquiçados.
Esta ave marinha é de distribuição localizada e
restrita à faixa costeira, sendo pouco comum à escala
nacional, embora de fácil observação nos locais onde
ocorre. Pode ser encontrada durante todo o ano, já
que se trata de uma espécie residente.
Corvo-marinho-de-crista (ou Galheta) - ave de
plumagem preta. Na época de acasalamento, tem uma
pequena poupa no alto da cabeça. Vive apenas em
áreas costeiras e, em Portugal, a maior colónia desta
espécie pode ser observada nas Berlengas.
O corvo-marinho-de-crista pode ser visto regularmente
em zonas de falésias costeiras.
Abundância e calendário
Corvo-marinho-de-crista
ou Galheta
Phalacrocorax aristotelis
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Phalacrocoracidae
Género Phalacrocorax
Espécie P. aristotelis
Nome binominal
Phalacrocorax aristotelis ( Linnaeus, 1758 )
Corvo-marinho-de-faces-brancas
Phalacrocorax carbo
Identificação
Esta ave aquática de médio-grande porte chama a atenção por ser quase
totalmente preta, tanto pousada como em voo. É claramente maior que um pato,
tem um pescoço longo e asas igualmente longas. O bico amarelo contrasta com o
preto da plumagem e, no final do Inverno, alguns indivíduos adquirem
uma mancha branca em cada flanco e outra na cabeça. É um nadador exímio, que
mergulha para apanhar o peixe de que se alimenta. Pode confundir-se apenas
com o corvo-marinho-de-crista, espécie residente, que contudo é mais
esguio, não tem branco na plumagem e tem o bico mais fino
Os melhores locais para observar este corvo-marinho são as
grandes zonas húmidas costeiras, ocorrendo também no
litoral e em albufeiras do interior.
O corvo-marinho-de-faces-brancas é sobretudo
invernante em Portugal. Está ligado às zonas
húmidas, sendo localmente abundante, podendo
ver-se concentrações de dezenas ou
mesmo centenas de indivíduos. No interior do país
é menos frequente, mas também ocorre junto a
barragens, açudes e rios de grande caudal . Está
presente no nosso país sobretudo de Setembro a
Abril. Contudo, alguns imaturos e indivíduos não
reprodutores podem ser observados durante a
Primavera e o Verão, embora nesta época a espécie
seja relativamente rara em Portugal.
Abundância e calendário
Corvo-marinho-de-faces-
brancas
Phalacrocorax carbo
Classificação científica
REINO Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Ciconiiformes
Família Phalacrocoracidae
Género Phalacrocorax
Espécie P. carbo
Nome binominal
Phalacrocorax carbo ( Linnaeus, 1758 )

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  • 2. Todas as Fotos são retiradas da Internet Os textos são pesquisas na internet e em livros…..
  • 4. Identificação Trata-se de uma das mais coloridas espécies na nossa avifauna florestal. A cabeça possui um barrete azul, lista ocular preta e a face branca, enquadradas por um colar preto conferindo-lhe uma máscara facial, típica de alguns chapins. O peito e o abdómen são amarelados, enquanto o dorso é cinzento-azulado. Mexe-se freneticamente pelo meio da folhagem, pelo que nem sempre é fácil apreciar o padrão cromático. Apesar das suas pequenas dimensões, estamos na presença de uma ave destemida, que se movimenta por entre os ramos das árvores mesmo sobre as nossas cabeças. Distribui-se por todo o território. Em zonas de montados, florestas mistas e alguns parques e jardins, é uma espécie comum, ocorrendo durante todo o ano. Localmente pode ser abundante, sobretudo em zonas e árvores velhas e frondosas. Entre Douro e Minho- serras do Gerês e de Arga e no estuário do Minho. Trás-os-Montes – Serras da Nogueira, Montesinho e Coroa, assim como na zona de Miranda do Douro e Barca d´Alva. Litoral Centro – o pinhal de Mira, as dunas de São Jacinto e a lagoa de Óbidos. Abundância e Calendário
  • 5. Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Paridae Género Parus Espécie P. caeruleus Nome binominal Parus caeruleus ( Linnaeus,1758) Chapim-azul Parus caeruleus
  • 7. Esta espécie encontra-se associada às plantações de pinheiro-bravo, sendo localmente comum no litoral norte e centro. Por vezes também ocorre em zonas urbanas. É uma ave residente que pode ser observada durante todo o ano. É mais conspícuo na Primavera, quando o seu canto se faz ouvir com frequência. Entre Douro e Minho – é frequente nesta região. Trás-os-Montes – serra do Larouco e do Gerês e em Miranda do Douro Litoral centro – pinhais de S . Jacinto e pinhal de Leiria. Beira interior – serra da Estrela, Albufeira de Vilar ,Celorico da Beira. Lisboa e vale do Tejo – norte do Tejo. Alentejo – extremo norte da região. Identificação O canto repetido deste chapim é um som característico dos pinhais portugueses. Caracteriza-se pela cabeça preta, com as faces brancas e uma mancha branca na nuca. Abundância e Calendário
  • 8. Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Paridae Género Parus Espécie P. ater Nome binominal Parus ater ( Linnaeus,1758) Chapim-carvoeiro Parus ater
  • 10. Distribui-se de norte a sul do país. Contrariamente aos seus congéneres, parece evitar as zonas densamente povoadas, sendo por isso raramente observado em parques urbanos. Os seus habitats de eleição são os pinhais e, em menor grau, os sobreirais e outras formações florestais. O chapim-de-poupa é residente e pode ser observado durante todo o ano. Entre Douro e Minho, pode ser visto na serra da Peneda, na parte ocidental da serra do Gerês. Trás- os- Montes, nas serras do Gerês, Larouco e Alvão e na região de Miranda do Douro. Beira interior, na serra da Estrela na região do Sabugal. Litoral centro, nos pinhais de São Jacinto, de Mira e de Leiria. Lisboa e vale do Tejo, nas serras de Sintra e Arrábida e na zona de Pancas, no estuário do Tejo. Alentejo, no estuário do Sado é um dos melhores locais para observar o chapim-de-poupa. Algarve, nas serras de Monchique e do Caldeirão. Identificação Ao contrário dos outros membros da sua família, o chapim-de-poupa apresenta a plumagem castanha e branca. A face é branca, com uma risca preta e o mento também preto. Os adultos identificam-se facilmente pela poupa que têm no alto da cabeça. Esta poupa pode faltar nos juvenis. Abundância e Calendário
  • 11. Chapim-de-poupa Parus cristatus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Paridae Género Parus Espécie P. cristatus Nome binominal Parus cristatus ( Linnaeus,1758)
  • 13. Identificação Os adultos têm uma grande máscara preta, que contrasta com o resto da cabeça branca. O dorso é ruivo. O bico triangular, bastante mais espesso que o dos restantes chapins. Os juvenis são acastanhados. Este chapim não é uma espécie florestal, preferindo os grandes caniçais e tabuais. Abundância e calendário Este chapim ocorre unicamente nas grandes zonas húmidas com boas manchas de vegetação. Este chapim é invernante, podendo ser observado regularmente de Outubro a Março Litoral centro, no baixo Mondego. Lisboa e Vale do Tejo, no estuário do Tejo (lezírias da Ponta da Erva). Alentejo, no estuário do Sado e na lagoa de Santo André. Algarve, na ria de Alvor, no paul da Lontreira e de Lagoa e o caniçal de Vilamoura.
  • 14. Chapim-de-faces-pretas Remiz pendulinus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Remizidae Género Remiz Espécie R.pendulinus Nome binominal Remiz pendulinus ( Linnaeus,1758)
  • 16. Identificação Assemelha-se a uma pequena bola com cauda comprida, devido ao seu corpo rechonchudo e bico curto. O peito e abdómen claros e o dorso escuro ou cinzento com uma lista escura do bico até à nuca e faces e barrete pálidos. É uma ave pequena e discreta. Formam pequenos bandos que voam de árvore em árvore, ao contrário dos outros chapins que são geralmente solitários. Abundância e calendário Espécie localmente abundante, mais comum no interior norte do território. Presente durante todo o ano. Trás-os-Montes, comum em Miranda do Douro e na serra de Montesinho. Entre Douro e Minho , serras da Peneda e do Gerês. Litoral centro, pinhal de Mira e paul da Madriz. Beira interior, na zona do Sabugal e no Tejo internacional. Lisboa e vale do Tejo , paul do Boquilobo, serras de Sintra Arrábida, zona de Pancas (estuário do Tejo). Alentejo, Castelo de Vide, barragem da Póvoa. Algarve, Serras de Monchique e do Caldeirão.
  • 17. Chapim-rabilongo Aegithalos caudatus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Aegithalidae Género Aegithalos Espécie A.caudatus Nome binominal Aegithalos caudatus ( Linnaeus,1758)
  • 19. Identificação O maior dos chapins ostenta uma magnífica plumagem colorida, que vale a pena procurar nas nossas florestas e bosques. Apresenta uma típica máscara facial, com colar preto capucho preto e faces brancas, e uma lista preta que se estende da garganta até ao abdómen, sendo esta lista mais larga no macho que na fêmea. As partes inferiores são amarelas e cinzento esverdeado no dorso, com asas azuladas. Abundância e calendário Abundante em zonas florestadas, desde pinhais e montados até olivais e matas ribeirinhas e também em parques e jardins. Distribui-se de norte a sul do país, ocorrendo todo o ano. Entre Douro e Minho, presente na serra da Peneda e de Arga e no pinhal de Camarido, estuário do Minho. Trás-os-Montes, serras do Gerês e da Nogueira e na zona de Miranda do Douro. Litoral centro, pinhal de Mira e no baixo Mondego. Beira interior, comum na maioria das zonas florestadas desta região. Lisboa e vale do Tejo, parques e jardins de zonas urbanas. Alentejo, norte alentejano, Castelo de Vide, serra de São Mamede. Algarve, serras de Monchique e do Caldeirão
  • 20. Chapim-real Parus major Nome binominal Parus major ( Linnaeus,1758) REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Paridae Género Parus Espécie P.major Classificação científica
  • 22. Este chasco é um visitante estival às terras altas do norte e centro do território, mas nidifica quase unicamente acima da cota dos 800 metros. Os primeiros chascos chegam geralmente às zonas de reprodução no início de Abril e estão presentes até ao final do Verão. Nestas zonas de criação, o chasco-cinzento é geralmente uma espécie pouco abundante (exceto nas zonas mais altas da Serra da Estrela, onde é muito comum). Adicionalmente, este pequeno turdídeo ocorre como migrador de passagem em quase todo o país. Entre Douro e Minho – só durante a passagem migratória outonal. Trás – os – Montes – nas serras do Marão, Gerês, Larouco, Coroa e na zona de Miranda do Douro. Beira interior – planalto central da serra da Estrela. Lisboa e vale do Tejo – Estuário do Tejo. Alentejo – apenas durante a passagem migratória. Algarve - apenas durante a passagem migratória. Identificação Embora com uma silhueta e postura bem diferente, é mais ou menos do tamanho dum pardal. Parte da cabeça – com uma máscara preta – e do seu dorso são cinzentos e as asas são pretas; a garganta e o peito são creme-arruivado e o ventre é branco; as patas são pretas. A sua cauda, muito visível em voo, é branca com uma barra preta, com um padrão “em T”, nas retrizes. Abundância e calendário
  • 23. Chasco-cinzento ou Chasco-do-monte Oenanthe oenanthe Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Muscicapidae Género Oenanthe Espécie O.oenanthe Nome binominal Oenanthe oenanthe ( Linnaeus,1758)
  • 25. Identificação Um pouco mais pequeno que um melro-azul, espécie com a qual partilha muitas vezes o habitat, o chasco-preto pode ser difícil de identificar quando está pousado. Com efeito, se a cauda não estiver à vista, a plumagem quase totalmente negra (macho) ou castanha (fêmea) pode revelar-se incaracterística, sobretudo quando a ave é observada a grande distância. Contudo, quando visto em voo, este chasco é inconfundível, pois o contraste entre a cauda branca (com um T preto na extremidade) e o resto da plumagem de tom escuro é facilmente visível e elimina qualquer hipótese de confusão. Outrora mais comum do que atualmente, o chasco-preto é hoje uma espécie rara a nível nacional; a sua área de distribuição tem vindo a contrair-se progressivamente e encontra-se hoje limitada a algumas zonas remotas do interior. Frequenta vales com afloramentos rochosos, pousando em grandes rochedos ou em edifícios isolados; no nordeste também ocorre em vinhas. Contrariamente aos outros dois chascos que ocorrem em Portugal, esta espécie é residente e pode ser observada durante todo o ano. Trás-os-Montes , na zona do chamado Douro Vinhateiro. Beira interior, junto ao rio Douro, na zona de São João da Pesqueira. Abundância e calendário
  • 26. Chasco-preto Oenanthe leucura Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Muscicapidae Género Oenanthe Espécie O.leucura Nome binominal Oenanthe leucura ( Gmelin,1789)
  • 28. Identificação O macho adulto caracteriza-se pelos tons alaranjados, contrastando com a máscara e as asas pretas. A cauda tem as penas centrais pretas, sendo as restantes penas predominantemente brancas. Os machos de chasco- ruivo ocorrem em duas formas – a denominada forma clara, na qual a máscara apenas abrange a zona ocular, formando uma máscara tipo “zorro”, e a forma escura, na qual a máscara também abrange o queixo e a garganta. Em Portugal predominam as aves da forma escura. A fêmea é mais acastanhada, parecida com a de chasco-cinzento. Embora não sendo geralmente muito numeroso, o chasco-ruivo pode ser localmente comum, sobretudo nas zonas mais áridas do interior. Frequenta terrenos incultos com algumas pedras e também eucaliptais jovens. É um migrador estival, que pode ser observado em Portugal de Março a Setembro. Trás-os-Montes, Douro Internacional. Beira interior , Tejo Internacional. Alentejo, nas zonas de Castro Verde, Mértola e Mina de São Domingos. Algarve, zona de Alcoutim e junto ao cabo de São Vicente. Abundância e calendário
  • 29. Chasco-ruivo Oenanthe hispanica Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Muscicapidae Género Oenanthe Espécie O.hispanica Nome binominal Oenanthe hispanica ( Linnaeus, 1758)
  • 31. Identificação Fácil de identificar pelo característico padrão riscado da cabeça, possuindo listras escuras em forma de tridente na zona facial, que contrastam com o tom cinzento- azulado. As partes inferiores são ocres e o dorso castanho claro e listado. O seu pio assemelha-se ao ar a escoar de um furo, por vezes quase impercetível. Espécie comum, sobretudo nas regiões a norte do Tejo e, sobretudo, no interior, associada a zonas de matos com formações rochosas e solo nu. Tratando-se de um passeriforme residente, pode ser vista em qualquer altura do ano. Trás-os-Montes, pode ser vista no Douro Internacional, zona de Miranda do Douro e Barca d´Alva. Entre Douro e Minho, na serra da Peneda. Beira interior, no Tejo Internacional, zona do Sabugal, serra da Estrela e da gardunha e na região de Vilar Formoso. Algarve, na serra de Monchique e do Caldeirão. Abundância e calendário
  • 32. Cia Emberiza cia Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Fringillidae Género Emberiza Espécie E.cia Nome binominal Emberiza cia ( Linnaeus, 1766)
  • 34. Identificação É muito difícil de observar esta pequena e rechonchuda ave, já que muito facilmente passa despercebida devido ao seu mimetismo. A forma do corpo é a característica mais evidente, pois apresenta um padrão ocre malhado, extremamente semelhante ao padrão do ambiente envolvente que a rodeia. A garganta preta do macho, e as listras que ambos os sexos apresentam no dorso e flancos, podem ajudar na identificação, caso seja possível observar a ave em pormenor. É o seu canto trissilábico, muito característico, que geralmente denuncia a sua presença. Localmente, pode ser abundante, nomeadamente em zonas de ervas altas. No entanto, de uma forma geral a codorniz não é uma ave muito comum. Ocorre como invernante, sobretudo nas zonas húmidas do sul, mas é uma espécie maioritariamente estival, encontrando-se no nosso território principalmente entre Março e Outubro. Distribui-se de forma esparsa de norte a sul do país, ocorrendo sobretudo em zonas agricultadas, tanto em planície como em planalto. Entre Douro e Minho – frequente em zonas como a Veiga da Areosa Trás-os-Montes – parte oriental da serra do Gerês e na serra da Coroa e na zona do planalto de Miranda do Douro. Beira interior – mais comum na zona raiana, no planalto de Lilar Formoso. Litoral centro – baixo Mondego e junto da lagoa de Óbidos. Lisboa e vale do Tejo – perto de Lisboa nas lezírias da Ponta da Erva. Alentejo – nesta região é muito fácil de encontrar Algarve – estuário do Arade e a lagoa dos Salgados. Abundância e calendário
  • 35. Codorniz Coturnix coturnix Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Galliformes Família Phasianidae Género Coturnix Espécie C.coturnix Nome binominal Coturnis coturnix ( Linnaeus, 1758)
  • 37. Identificação Bastante fácil de identificar, tanto em voo como pousado, sobretudo devido ao seu enorme bico em forma de espátula, achatado na ponta. Quase totalmente branco, de patas escuras, esta grande ave ostenta um penacho na nuca durante a época de reprodução, assim como uma pequena mancha amarela na garganta. Em voo, a sua cor totalmente branca e o pescoço bem estendido para frente com o bico comprido, tornam-no numa silhueta inconfundível. O colhereiro associa-se a zonas húmidas, distribuindo-se localmente em açudes, albufeiras e lagoas, ocorrendo também nas grandes zonas húmidas costeiras. Ocorre em Portugal durante todo o ano, vendo os seus efetivos reforçados por aves invernantes provenientes de outros países europeus. As maiores concentrações ocorrem durante o Verão e o início do Outono, pelo que a época de maior sucesso na observação destas aves surge de Agosto a Outubro. Entre Douro e Minho – bastante raro nesta região. Lisboa e Vale do Tejo – durante a época de cria, podem ser vistos no estuário do Tejo. Alentejo –ocorre em açudes e albufeiras. Algarve – alguns dos melhores locais para ser observado encontram-se nesta região. Abundância e calendário
  • 38. Colhereiro Platalea leucorodia Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Threskiornithidae Género Platalea Espécie P.leucorodia Nome binominal Platalea leucorodia ( Linnaeus, 1758)
  • 40. Identificação Em plumagem nupcial, esta é uma limícola de aspeto singular: os machos envergam uma enorme coleira colorida, que pode ser branca, vermelha ou preta. Em plumagem não nupcial, tanto os machos como as fêmeas são acastanhados, com um padrão malhado no dorso. As penas dorsais estão frequentemente levantadas, dando às aves um ar “despenteado”. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, sendo a diferença evidente quando se misturam. As patas são esverdeadas ou alaranjadas e o bico é preto e fino. O combatente ocorre em Portugal principalmente como migrador de passagem, em trânsito das zonas de invernada africanas para os territórios de reprodução, situados na Europa Central. A espécie surge por vezes em números consideráveis, com bandos que podem exceder a centena, sobretudo nos meses de Março, Abril, Agosto e Setembro. No Inverno é mais irregular, conhecendo-se diversos registos, provenientes do sul do país. Litoral centro – pode ser visto na zona do paul da Madriz. Lisboa e vale do Tejo – estuário do Tejo. Alentejo – estuário do Sado. Algarve – zonas húmidas e costeiras, como na ria de Alvor, lagoa dos salgados, ria Formosa. Abundância e calendário
  • 41. Combatente Philomachus pugnax Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Philomachus Espécie P. pugnax Nome binominal Philomachus pugnax ( Linnaeus, 1758)
  • 43. Devido à sua raridade, não é fácil encontrar o cortiços-de-barriga-preta. O interior alentejano é a região que apresenta as melhores oportunidades Identificação Ligeiramente maior que um pombo, caracteriza-se pelo seu corpo rechonchudo e pelas patas curtas. A plumagem é acastanhada e, embora apresenta alguns padrões, estes são difíceis de reconhecer à distância. Em voo a identificação é quase imediata, pois a barriga preta é facilmente visível. Outrora mais numeroso, o cortiçol-de-barriga-preta é hoje uma espécie rara a nível nacional, contando com uma população de escassas centenas de indivíduos, que se distribui pelo interior do Alentejo e da Beira Baixa. Pode ser observado em zonas relativamente planas, sem árvores e com terrenos incultos ou em pousio. A espécie é residente e pode ser observada durante todo o ano. Abundância e calendário
  • 44. Classificação científica Cortiçol-de-barriga-preta Pterocles orientalis REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Pteroclididae Género Pterocles Espécie P. orientalis Nome binominal Pterocles orientalis ( Linnaeus,1766)
  • 46. Identificação Esta coruja de média dimensão é facilmente identificada pela brancura da sua plumagem. Quando está pousada, chama a atenção a sua face branca, em forma de coração, contrastando com as asas cinzentas e alaranjadas, mas em voo, a plumagem predominantemente branca dá-lhe um aspeto fantasmagórico. Trás-os-Montes – Douro Internacional. Entre Douro e Minho – um pouco por toda a região. Beira interior – Figueira Castelo Rodrigo e Tejo Internacional. Litoral centro – comum , observa-se por exemplo em São Martinho do Porto. Lisboa e vale do Tejo – estuário do Tejo. Alentejo – estuário do Sado e zona de Castro Verde. Algarve – rara observando-se esporadicamente na ria de Alvor e na cidade de Faro. A coruja-das-torres é residente e está presente em Portugal durante todo o ano. Ocorre frequentemente nas imediações de edifícios, habitados ou não, preferindo aqueles que têm aberturas ou cavidades, que possam ser usados como local de repouso e nidificação. Aprecia assim velhos celeiros, edifícios em ruínas, campanários e até velhas estações de caminho-de-ferro. Para se alimentar, frequenta terrenos agrícolas. Esta espécie é mais abundante na metade sul do país, sendo relativamente rara nas zonas de maior altitude. Esta coruja é estritamente noturna e só sai para caçar depois de caída a noite. Durante o dia, as corujas permanecem nos seus refúgios. Assim, a melhor hora para procurar esta rapina noturna será pelo menos uma hora depois do pôr do sol. Abundância e calendário
  • 47. Coruja-das-torres Tyto alba Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Strigiformes Família Tytonidae Género Tyto Espécie T. alba Nome binominal Tyto alba ( Scopoli,1769)
  • 49. Identificação Esta coruja de tamanho médio tem a plumagem castanha com malhas claras, mas apresenta menos contrastes que as outras espécies de rapinas noturnas. Quando em voo, nota-se o tom acastanhado, o que permite distingui-la da coruja-das-torres, e as asas relativamente curtas e arredondadas, o que a distingue do bufo-pequeno e da coruja-do-nabal. O seu canto característico, composto por duas notas (uma simples, seguida de uma outra em trémulo), é a melhor forma de localizar e identificar esta coruja. Esta espécie pode ser encontrada em muitos outros sítios de norte a sul do país, especialmente em zonas densamente florestadas. A coruja-do-mato deve ser procurada durante a noite, pelo menos uma hora depois do pôr-do-sol. Trás-os-Montes – ocorre na serra de Montesinho e na zona de Miranda do Douro A coruja-do-mato é residente em Portugal e o seu canto pode ser ouvido durante todo o ano (embora com menos frequência no final do Verão).A espécie distribui-se de norte a sul do país, mas a sua abundância varia fortemente de umas zonas para outras, sendo mais frequente na metade sul do país. É particularmente comum nos extensos montados de sobro e azinho e em certos pinhais maduros. É mais rara em zonas sem árvores ou de grande altitude, bem como em áreas fortemente urbanizadas ABUNDÂNCIA e CALENDÁRIO
  • 50. Coruja-do-mato Strix aluco Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Strigiformes Família Strigidae Género Strix Espécie S. aluco Nome binominal Strix aluco ( Linnaeus, 1758)
  • 52. IDENTIFICAÇÃO É uma ave de rapina noturna de tamanho médio, com cerca de 40 cm de comprimento e pesa entre 250 e 400 g. Quando se observa poisada (muita vezes no chão ou sobre um arbusto baixo) é fácil de reconhecer pela sua postura algo horizontal. Tem umas “orelhas” (tufos de penas) muito curtas, quase invisíveis. A plumagem é de tons acastanhados, fortemente malhada, e a face apresenta olhos muito amarelos, rodeados por uma mancha negra, que a tornam inconfundível. Em voo é difícil de distinguir do Bufo-pequeno , mas apresenta tons mais claros, sobretudo no peito e ventre. Entre nós esta coruja é muito silenciosa, e por isso o canto não constitui uma característica útil na sua identificação. ABUNDÂNCIA e CALENDÁRIO Trata-se de uma espécie bastante rara em Portugal, onde surge no decurso das suas migrações e durante a invernada. Observa-se de norte a sul do território continental, mas é aparentemente mais frequente nas zonas litorais, particularmente junto às grandes zonas húmidas do centro e sul. No Arquipélago da Madeira também parece ocorrer com alguma regularidade. Os melhores locais para procurar esta coruja são os grandes arrozais, os restolhos de milho alagados e os sapais.
  • 53. Coruja-do-nabal Asio flammeus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Strigiformes Família Strigidae Género Asio Espécie A. flammeus Nome binominal Asio flammeus ( Pontoppidan, 1763)
  • 55. Identificação Grande ave de cor negra, que à primeira vista pode levar o observador a pensar tratar-se de uma ave de rapina. Distingue-se da gralha-preta pelo facto de planar frequentemente, voando em círculos, e também pela cauda longa e cuneiforme. A sua vocalização (“kro-kro”) confirma a sua identificação Abundância e calendário Outrora relativamente comum, o corvo é hoje relativamente escasso na maior parte do território português, e apesar de ter uma distribuição ampla ocorre geralmente em densidades muito baixas, raramente se vendo mais de dois ou três indivíduos juntos. Frequenta sobretudo zonas pouco habitadas no interior do país, apreciando zonas escarpadas e inacessíveis. É uma espécie residente, podendo ser visto durante todo o ano Trás-os-Montes – o Douro Internacional é uma zona onde o corvo ocorre com regularidade, podendo a espécie ser vista na zona da Miranda do Douro. Beira interior – na serra da Estrela. Alentejo – é uma das melhores regiões para ver o corvo, que pode ser visto nas zonas de Nisa, Castelo de Vide, Alter do Chão, Évora, Barrancos.
  • 56. Corvo Corvus corax Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Corvidae Género Corvus Espécie C. corax Nome binominal Corvus corax ( Linnaeus, 1758 )
  • 58. Identificação Trata-se de um corvo-marinho típico, com corpo escuro, pescoço e bico compridos e patas curtas. É um excelente nadador, sendo bastante comum de observar poisado no mar e a mergulhar, dado que esta espécie é exclusivamente marinha no nosso território. A sua característica mais marcante é a crista que os adultos , em plumagem nupcial ostentam, imediatamente acima do bico. Comparativamente ao corvo-marinho-de-faces-brancas, esta espécie é mais pequena, com bico menor, e não possui as características faces brancas da sua congénere. Os juvenis são acastanhados e possuem a barriga e o peito esbranquiçados. Esta ave marinha é de distribuição localizada e restrita à faixa costeira, sendo pouco comum à escala nacional, embora de fácil observação nos locais onde ocorre. Pode ser encontrada durante todo o ano, já que se trata de uma espécie residente. Corvo-marinho-de-crista (ou Galheta) - ave de plumagem preta. Na época de acasalamento, tem uma pequena poupa no alto da cabeça. Vive apenas em áreas costeiras e, em Portugal, a maior colónia desta espécie pode ser observada nas Berlengas. O corvo-marinho-de-crista pode ser visto regularmente em zonas de falésias costeiras. Abundância e calendário
  • 59. Corvo-marinho-de-crista ou Galheta Phalacrocorax aristotelis Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Phalacrocoracidae Género Phalacrocorax Espécie P. aristotelis Nome binominal Phalacrocorax aristotelis ( Linnaeus, 1758 )
  • 61. Identificação Esta ave aquática de médio-grande porte chama a atenção por ser quase totalmente preta, tanto pousada como em voo. É claramente maior que um pato, tem um pescoço longo e asas igualmente longas. O bico amarelo contrasta com o preto da plumagem e, no final do Inverno, alguns indivíduos adquirem uma mancha branca em cada flanco e outra na cabeça. É um nadador exímio, que mergulha para apanhar o peixe de que se alimenta. Pode confundir-se apenas com o corvo-marinho-de-crista, espécie residente, que contudo é mais esguio, não tem branco na plumagem e tem o bico mais fino Os melhores locais para observar este corvo-marinho são as grandes zonas húmidas costeiras, ocorrendo também no litoral e em albufeiras do interior. O corvo-marinho-de-faces-brancas é sobretudo invernante em Portugal. Está ligado às zonas húmidas, sendo localmente abundante, podendo ver-se concentrações de dezenas ou mesmo centenas de indivíduos. No interior do país é menos frequente, mas também ocorre junto a barragens, açudes e rios de grande caudal . Está presente no nosso país sobretudo de Setembro a Abril. Contudo, alguns imaturos e indivíduos não reprodutores podem ser observados durante a Primavera e o Verão, embora nesta época a espécie seja relativamente rara em Portugal. Abundância e calendário
  • 62. Corvo-marinho-de-faces- brancas Phalacrocorax carbo Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Phalacrocoracidae Género Phalacrocorax Espécie P. carbo Nome binominal Phalacrocorax carbo ( Linnaeus, 1758 )