Prof.ª Dr.ª Jacqueline Kerkhoff Richoppo
UNIFASIPE CENTRO UNIVERSITÁRIO
CURSO DE FARMÁCIA
DISCIPLINA DE IMUNOLOGIA CLÍNICA
SINOP – MT
2024
ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS
DAS DOENÇAS INFECCIOSAS E
AUTOIMUNES
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Cronograma
 07/10 – Doenças Infecciosas e Autoimunes
 14/10 – Recesso 
 21/10 – Avaliação N2: Prova Integrada 
 28/10 – Aula Prática 3
 04/11 – Visita Técnica (Laboratório Santa Mônica)
 11/11 – Seminários
 18/11 – Aula Prática 4
 25/11 – Revisão/Atividade N3 via SAF
 02/12 – Avaliação N3
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Grupos Seminários 11/11
 Grupo 1:
 Grupo 2:
 Grupo 3:
 Grupo 4:
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Doenças Infecciosas
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Sífilis
A sífilis é doença infecciosa crônica, que acomete praticamente todos
os órgão e sistemas, e, apesar de ter tratamento eficaz e de baixo
custo, vem-se mantendo como problema de saúde pública até os dias
atuais.
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Agente Etiológico
 A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum,
da família dos Treponemataceae.
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Agente Etiológico
 O T. pallidum tem forma de espiral (10 a 20 voltas), com cerca de 5-
20 μm de comprimento e apenas 0,1 a 0,2 μm de espessura. Não
possui membrana celular e é protegido por um envelope externo.
Apresenta flagelos e se move por rotação do corpo em volta desses
filamentos.
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Bactéria de crescimento lento
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Etiopatogenia
 A penetração do treponema é realizada por pequenas abrasões
decorrentes da relação sexual. Logo após, o treponema atinge o sistema
linfático regional e, por disseminação hematogênica, outras partes do
corpo.
 A resposta da defesa local resulta em erosão e ulceração no ponto de
inoculação, enquanto a disseminação sistêmica resulta na produção de
complexos imunes circulantes que podem depositar-se em qualquer
órgão.
 Entretanto, a imunidade humoral não tem capacidade de proteção. A
imunidade celular é mais tardia, permitindo ao T. pallidum se multiplicar e
sobreviver por longos períodos.
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Transmissão
 A sífilis é doença transmitida pela via sexual (sífilis adquirida) e
verticalmente (sífilis congênita) pela placenta da mãe para o feto.
 O contato com as lesões contagiantes (cancro duro e lesões
secundárias) pelos órgãos genitais é responsável por 95% dos casos
de sífilis.
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Clínica
 A história natural da doença mostra evolução que alterna períodos
de atividade com características clínicas, imunológicas e
histopatológicas distintas (sífilis primária, secundária e terciária) e
períodos de latência (sífilis latente).
 A sífilis divide-se ainda em sífilis recente, nos casos em que o
diagnóstico é feito em até um ano depois da infecção, e sífilis tardia,
quando o diagnóstico é realizado após um ano.
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Clínica
 Na sífilis primária, os espiroquetas multiplicam-se no local de
inoculação, e uma úlcera localizada e indolor (cancro) é geralmente
formada em duas a 10 semanas. A úlcera cicatriza
espontaneamente, contudo os espiroquetas disseminam-se
amplamente pela corrente sanguínea (bacteremia), atingindo vários
órgãos.
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Clínica
 Após um a três meses, as lesões da sífilis secundária podem surgir.
Essas lesões manifestam-se como um exantema maculopapular,
principalmente das regiões palmares e plantares, ou como pápulas
úmidas na pele e em membranas mucosas. As lesões observadas
nos órgãos genitais são denominadas condilomas planos.
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Clínica
 Um terço dos casos de sífilis precoce (primária ou secundária) se
cura espontaneamente; outro terço permanece latente; no terço
restante a doença evolui para sífilis terciária, que pode causar
granulomas, envolvimento do SNC (neurossífilis) ou lesões
cardiovasculares.
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Diagnóstico Laboratorial
 A escolha dos exames laboratoriais mais adequados deverão
considerar a fase evolutiva da doença. Na sífilis primária e em
algumas lesões da fase secundária, o diagnóstico poderá ser direto,
isto é, feito pela demonstração do treponema.
 A utilização da sorologia poderá ser feita a partir da segunda ou
terceira semana após o aparecimento do cancro, quando os
anticorpos começam a ser detectados.
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Provas Diretas
 Demonstram a presença do T. pallidum e são consideradas
definitivas, pois não estão sujeitas à interferência de mecanismos
cruzados, isto é, falso-positivo. Têm indicação na fase inicial da
enfermidade, quando os micro-organismos são muito numerosos.
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Provas Diretas
− Exame em campo escuro
− Pesquisa direta com material corado
− Imunofluorescência direta
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Provas indiretas (sorológicas)
 O T. pallidum no organismo promove o desenvolvimento de dois
tipos de anticorpos:
 Reaginas (anticorpos inespecíficos IgM e IgG contra cardiolipina)
→ testes não treponêmicos.
 Anticorpos específicos contra o T. pallidum → testes
treponêmicos.
Os testes não treponêmicos são úteis para triagem em grupos populacionais
e monitorização do tratamento, enquanto os treponêmicos são utilizados
para confirmação do diagnóstico.
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Testes não-treponêmicos
VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) utiliza um antígeno
constituído de lecitina, colesterol e cardiolipina purificada. A
cardiolipina é um componente da membrana plasmática das células
dos mamíferos liberado após dano celular e encontra-se presente
também na parede do T. pallidum.
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Testes não-treponêmicos
 A prova do VDRL positiva-se entre cinco e seis semanas após a
infecção e entre duas e três semanas após o surgimento do cancro.
Portanto, pode estar negativa na sífilis primária.
 Na sífilis secundária apresenta sensibilidade alta, e nas formas
tardias a sensibilidade diminui.
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Testes não-treponêmicos
A reação não é específica, podendo estar positiva em outras
treponematoses e em várias outras situações. Essas reações falso-
positivas podem ser transitórias: negativam em seis meses (malária,
gravidez, mononucleose infecciosa, viroses, tuberculose e outras) ou e
persistentes: permanecem positivas além de seis meses (hanseníase e
doenças autoimunes, como lúpus).
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Testes não-treponêmicos
 Os títulos em geral são altos nas treponematoses (acima de 1/16),
podendo ser superiores a 1/512.
 Os casos de falso-negativos na sífilis secundária (1% a 2%) decorrem
do excesso de anticorpos (efeito prozona). Esses casos poderão ser
evitados utilizando-se maiores diluições do soro.
Os testes não treponêmicos podem ser titulados e por isso são importantes
no controle da cura.
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Testes treponêmicos
Os testes treponêmicos utilizam o T. pallidum como antígeno e são
usados para confirmar a reatividade de testes não treponêmicos e nos
casos em que os testes não treponêmicos têm pouca sensibilidade,
como na sífilis tardia.
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Testes treponêmicos
 O teste de absorção de anticorpo treponêmico fluorescente, FTA-
Abs apresenta rápida execução e baixo custo, mas necessita de um
microscópio fluorescente. Em doenças autoimunes e outras
treponematoses pode apresentar resultados falso-positivos.
 O FTA-ABS é um teste mais específico e sensível que o VDRL. A sua
janela imunológica é mais curta, podendo estar positivo já após
alguns dias depois do aparecimento do cancro duro. O FTA-ABS
também apresenta menores taxas de falso positivo que o VDRL.
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Testes treponêmicos
 Uma vez positivo, o FTA-ABS assim permanecerá para o resto da
vida, mesmo após a cura do paciente. Já os valores do VDRL caem
progressivamente após a cura, tornando-se negativos após alguns
anos.
 Habitualmente o VDRL é usado para rastreio da doença e o FTA-ABS
para confirmação.
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Testes treponêmicos
VDRL FTA-Abs Diagnóstico
Positivo Positivo Confirmam o diagnóstico de sífilis
Positivo Negativo Indicam outra doença que não sífilis
Negativo Positivo
Indicam sífilis em fase bem inicial ou sífilis
já curada ou sífilis na fase terciária
Negativo Negativo Descartam o diagnóstico de sífilis
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Testes treponêmicos
 O PCR (Polimerase Chain Reaction) é também extremamente útil no
diagnóstico da sífilis congênita e neurossífilis. O DNA do T. pallidum
é detectado com uso de primers para o gene codificador de
proteína com peso molecular de 47kD. A ampliação do RNA do T.
pallidum é mais sensível por demonstrar a viabilidade do
treponema, e utiliza os primers que ampliam uma região com
366bp do gene 16S r RNA.
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Testes rápidos (TR) treponêmicos
O teste imunocromatográfico promove a detecção visual e qualitativa
de anticorpos (IgG, IgM e IgA) contra um antígeno recombinado de 47-
kDa do T. pallidum em sangue total, soro e plasma humano. A leitura
do teste é feita entre cinco e 20 minutos após sua realização. A
sensibilidade e a especificidade do teste são de 93,7% e 95,2%,
respectivamente.
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Testes rápidos treponêmicos
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Exame do líquor
 O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) deverá ser indicado nos
pacientes que tenham o diagnóstico sorológico de sífilis recente ou
tardia com sintomas neurais e em pacientes que mantiverem
reações sorológicas sanguíneas apresentando títulos elevados após
o tratamento correto.
 O diagnóstico é feito pela combinação de positividade à prova
sorológica (VDRL), aumento da celularidade (maior que 10
linfócitos/mL) e proteínas no LCR (superior a 40mg/dL).
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Fluxogramas com testes imunológicos para auxiliar
no diagnóstico da sífilis
Tipo de solicitação Finalidade da solicitação Indicação de conduta laboratorial
Diagnóstico de sífilis
Deverá ser solicitado na
indisponibilidade do
teste rápido no serviço
É preferencial a utilização do Fluxograma 2 (abordagem
reversa) quando não se conhece o histórico de sífilis.
Nos casos em que há o registro de sífilis passada,
recomenda-se a utilização do Fluxograma 1.
Diagnóstico de sífilis
após TR reagente
Quando foi realizada a
testagem rápida no
serviço de saúde, com
resultado reagente.
Trata-se do Fluxograma 2 iniciado com teste
treponêmico no serviço de atenção. Continuar o
fluxograma a partir do teste não treponêmico.
Monitoramento do
tratamento de sífilis
Quando o diagnóstico e
tratamento da sífilis já
foram realizados, é
necessário monitorar os
títulos dos anticorpos
não treponêmicos.
Não se aplica aos fluxogramas de diagnóstico. Realizar
teste não treponêmico para avaliação da titulação da
amostra. Esse teste deve ter a mesma metodologia
utilizada ao diagnóstico, quando informado pelo
profissional solicitante.
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Testes diagnósticos para investigação de
neurossífilis
 Poucos dias após a infecção pelo T. pallidum, a bactéria migra para o
sistema nervoso, desencadeando a neurossífilis, que pode ocorrer
em qualquer estágio do curso natural da doença não tratada, e não
somente na sífilis terciária.
 Embora não exista um teste de referência (padrão-ouro) para
auxiliar na detecção de neurossífilis, o exame de VDRL é o mais
recomendado, cuja sensibilidade varia de 50% a 70%.
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Testes diagnósticos para investigação de
neurossífilis
 A dosagem de proteínas e a avaliação citológica no LCR também
poderão auxiliar na investigação de neurossífilis. Os valores de
referência para proteínas e leucócitos considerados sugestivos de
neurossífilis.
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Testes diagnósticos para investigação de sífilis em
gestante e sífilis congênita
 Toda gestante deve ser testada duas vezes para sífilis durante o pré-
natal, a primeira no primeiro trimestre de gravidez e a segunda no
terceiro trimestre.
 Além disso, a realização da investigação de sífilis, imediatamente após
a internação para o parto na maternidade, ou em caso de
abortamento, também é obrigatória.
 Todos os recém-nascidos nascidos de mãe com diagnóstico de sífilis
durante a gestação, independentemente do histórico de tratamento
materno, deverão realizar teste não treponêmico com sangue
periférico simultaneamente ao teste não treponêmico da mãe.
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Testes diagnósticos para investigação de sífilis em
gestante e sífilis congênita
 No teste não treponêmico, um título maior que o materno em pelo
menos duas diluições (ex.: materno 1:4, RN maior ou igual a 1:16) é
indicativo de infecção congênita.
 A criança deverá ser tratada e os testes no seguimento deverão ser
realizados com 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade.
 O seguimento laboratorial poderá ser interrompido após dois testes
não reagentes consecutivos ou queda do título em duas diluições.
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Hepatites
 HEPATITE: inflamação dos hepatócitos.
 CAUSAS:
 Ingestão abusiva de bebidas alcoólicas
 Infecções bacterianas, fúngicas, por protozoários
 Ação de medicamentos hepatotóxicos
 Ação de agentes químicos hepatotóxicos
 Ação de células citotóxicas (autoimune)
 Infecções virais
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Tipos de Hepatites Virais
A B C D E
Fonte Fezes
Sangue e
derivados
Sangue e
derivados
Sangue e
derivados Fezes
Via de
transmissão Feco-Oral
Percutânea
Permucosa
Percutânea
Permucosa
Percutânea
Permucosa
Feco-Oral
Infecção
crônica
não sim sim sim não
Prevenção
primária
Imunização
pré & pós
exposição
Lavagem de
mãos
Imunização
pré & pós
exposição
Modificação
comportamen-
tos de risco
Triagem
doação de
sangue
Modificação
comportamen-
tos de risco
Imunização
pré & pós
exposição
Modificação
comportamen-
tos de risco
Garantia da
ingestão de
água tratada
e alimentos
processados
de forma
correta
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Hepatite B
 Vírus da Hepatite B = HBV
 Transmissão parenteral: sangue e hemoderivados, contato sexual, uso
compartilhado de seringas e agulhas contaminadas
 Países em desenvolvimento: Gestantes podem transmitir para o bebê,
sendo a hora do parto a de maior risco (90%).
 1/3 adultos são assintomáticos!
 Concentração de HBV: alta (sangue e exsudatos), moderada (sêmen,
secreções vaginais e menstruais) e baixa (urina, fezes, suor, saliva,
lágrimas e leite).
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HBV: Estrutura e Classificação
 O vírus da hepatite B é um hepadnavírus - hepa, de hepatotrópico
(atraído para o fígado) e dna, porque é um vírus de DNA.
 Embora a replicação tenha lugar no fígado, o vírus propaga-se para
o sangue, onde as proteínas virais e anticorpos contra eles são
encontrados em pessoas infectadas.
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HBV: Estrutura
O vírus da hepatite B é cerca de 50 a 100 vezes mais contagioso que o do HIV.
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Fases
 Período de incubação: 60-90 dias.
 Fase pré-ictérica: quando surgem os primeiros
sintomas inespecíficos (3-10 dias): mal-estar,
cansaço, falta de apetite, febre baixa, dores de
cabeça, musculares e nas articulações, a urina se
torna escura 1-2 dias antes de aparecer a icterícia.
 Fase ictérica: (1-3 semanas) icterícia,
hepatomegalia, bilirrubinemia, bilirrubinúria, fezes
claras, aumento das transaminases.
 Fase de convalescença: (semanas-meses) os
sintomas começam a desaparecer gradativamente.
Recuperação total: 95% casos.
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EVOLUÇÃO DA HEPATITE B
Morte
HEPATITE AGUDA
(ictérica ou anictérica)
Infecção crônica pelo HBV
5% infecções adquiridas na fase
adulta
95% infecções adquiridas na
infância
Cirrose
hepática
HEPATITE CRÔNICA
12-25% em 5 anos
Insuficiência
hepática
Carcinoma
hepatocelular
Transplante de fígado
6-15% em 5 anos 20-23% em 5 anos
Morte
< 5 anos 30-90%; > 5 anos 2-10%
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Marcadores Sorológicos
AgHBs → anti-HBs
AgHBc → anti-HBc (IgM/IgG)
AgHBe → anti-HBe
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Testes de Triagem
 Testes de Triagem: Diagnóstico e Banco de Sangue
AgHBs + anti-HBc
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Testes de Triagem
HBsAg
 1º marcador sorológico no curso da infecção
 Presente na fase aguda e crônica
Anti-HBc
 Detectável na fase aguda e crônica
 Presente na fase de janela imunológica do HBsAg
 Marcador de infecção prévia
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Outros marcadores
Anti-HBc-IgM
 Diferenciar infecção aguda da infecção crônica
Anti-HBs
 Marcador de Cura
 Avaliação de resposta vacinal
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Teste Confirmatório
 Se o teste de HBsAg for positivo, é necessário realizar a detecção da
carga viral do HBV-DNA por PCR.
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Hepatite C
 Vírus da Hepatite C = HCV
 Transmissão parenteral:
 Usuários de drogas injetáveis 4X>HIV
 Usuários de cocaína (erosões nasais)
 Piercing, tatuagem
 Transfusão (raro – triagem)
 Transplantes (raro – triagem)
 Exposição ocupacional a sangue
 Nascimento de mãe HCV+ (só com alta carga viral)
 Contato sexual (difícil)
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HCV: Estrutura
Vírus RNA
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Evolução da Hepatite C
Incubação:6-8 semanas
 75-80% assintomáticos
 Infecção aguda: icterícia LEVE
 Índice fatalidade: baixo (<1%)
 Infecção crônica: 60-85%
 Hepatite crônica: 10-70%
 Cirrose: <5%-20%
 Mortalidade: 1%-5%
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Fontes de Infecção
Sexual 15%
Outras 1%*
Desconhecidas 10%
Usuários drogas injetáveis
60%
Transfusão 10%
(antes da triagem)
Fonte:
Ocupacional 4%
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Hepatite C Crônica
 Fatores promotores de progressão ou severidade:
 Alto consumo de bebidas alcoólicas
 > 40 anos no momento da infecção
 Coinfecção com HIV
 Coinfecção crônica com HBV
 Sexo masculino
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Diagnóstico da Hepatite C
 Detecção do anticorpo anti-HCV
• Teste rápido
• ELISA
 Detecção de HCV-RNA
• Teste Molecular – PCR
Anti-HCV
Falsos-negativos Falsos-positivos
Hepatite C aguda Etilistas
Imunossupressão
(transplante,
HIV/AIDS)
Doenças
autoimunes
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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HIV/AIDS
 A AIDS é uma doença causada pela infecção com HIV e caracteriza-
se por uma profunda imunossupressão acompanhada por
infecções oportunistas e tumores malignos, emaciação e
degeneração do SNC.
 O HIV infecta vários tipos de células do SI, incluindo T CD4+
,
macrófagos e células dendríticas.
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HIV/AIDS
 Não existe cura para a AIDS, mas uma adesão estrita aos regimes
antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso
da doença, bem como prevenir infecções secundárias e
complicações.
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Características Moleculares e Biológicas do
HIV
 Família dos Lentivírus → capazes de desencadear uma infecção
latente de longo prazo nas células e efeitos citopáticos de curto
prazo, causando doenças fatais de progressão lenta.
 HIV-1 → causa mais comum da AIDS.
 HIV-2 → causa uma forma de AIDS de progressão mais lenta.
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Classificação da OMS
 Estágio I: infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como
AIDS;
 Estágio II: inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes
infecções do trato respiratório superior;
 Estágio III: inclui diarreia crônica não explicada por mais de um mês, as
infecções bacterianas e a tuberculose pulmonar;
 Estágio IV: inclui a neurotoxoplasmose, candidíase do esôfago,
traqueia, brônquios e pulmões e o sarcoma de Kaposi; essas doenças
são indicadores da AIDS.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 Desde os relatos dos primeiros casos da Síndrome de
Imunodeficiência Adquirida, no início da década de 1980, têm sido
aprimorados métodos laboratoriais capazes de auxiliar no
diagnóstico da infecção pelo HIV.
 Os kits de ensaios imunoenzimáticos foram disponibilizados em
1985 como o primeiro recurso laboratorial para a triagem
diagnóstica nos bancos de sangue e, posteriormente, para
diagnóstico em casos clínicos suspeitos.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 Os kits comerciais para detecção da infecção pelo HIV sofreram
mudanças consideráveis, permitindo reduzir o período de janela
imunológica e aumentando a capacidade para detectar o HIV-1 e
HIV-2, além de vários subtipos.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
falso-positivo e falso-negativo
 Os testes de triagem para detecção do HIV foram projetados para
ter o máximo de qualidade possível. Isso ocorre por que o impacto
de um falso-negativo é, sem dúvidas, maior que um falso-positivo
(que é passível de teste confirmatório).
 Doenças autoimunes, múltiplas transfusões e infecções agudas
como dengue, malária, mononucleose, hepatite B e hanseníase
também podem causar falso-positivo por reação cruzada.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
falso-positivo e falso-negativo
 Falsos-positivos também ocorrem nos usuários de álcool, doença
reumática, sífilis, neurocisticercose, doenças produtoras de
anticorpos policlonais, vacinação recente para hepatite B e
antirrábica e em mulheres multíparas.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
falso-positivo e falso-negativo
 ELISA: falso-negativos são raros, mas podem ocorrer quando existe
pouca afinidade do anticorpo ou quando existem poucos anticorpos
(infecção recente).
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 O período de janela imunológica para detecção de anticorpos em
um ensaio imunoenzimático que detecte anticorpos da classe IgM é
de 22 dias, para a detecção de antígeno p24 é de aproximadamente
17 dias; e detecção de RNA HIV de 12 dias.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 O diagnóstico do HIV/AIDS não é apenas a interpretação de um
teste laboratorial, inclui o exame físico, história da doença e testes
laboratoriais em duas fases:
 Teste altamente sensível e
 Outro teste muito específico.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 O exame deve ser confidencial, possuir consentimento do paciente
e ter aconselhamento pré e pós-teste. É sempre importante relatar
em prontuário o CONSENTIMENTO do paciente.
 E o Ministério da Saúde recomenda que o teste seja realizado no
máximo 60 dias após a possível infecção.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 Todas as amostras devem ser submetidas inicialmente a um teste
de triagem capaz de detectar anticorpos anti-HIV-1 e anti-HIV-2.
 Nessa etapa, ainda, poderão ser utilizados testes que combinem a
detecção simultânea desses anticorpos e de antígeno, conforme
descritos a seguir:
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Diagnóstico do HIV/AIDS
1. Ensaio Imunoenzimático ou ELISA.
 Primeira geração: Antígeno Lisado Viral - pouco empregados (muitas
reações cruzadas).
 Segunda geração: Antígenos obtidos a partir de técnicas de biologia
molecular.
 Terceira geração: Antígenos sintetizados quimicamente; ou testes que
detectem simultaneamente o HIV-1 e HIV-2.
 Quarta geração: Detecção de anticorpos análogo ao de terceira
geração e antígeno p24 simultaneamente no mesmo teste.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
 Testes que detectam o antígeno p24 normalmente reduzem o
período de janela imunológica. O teste já se torna positivo cerca de
5 a 10 dias antes do aparecimento dos primeiros anticorpos anti-
HIV.
 Já os testes imunoenzimáticos de 4ª geração que detectam
antígeno e anticorpo simultaneamente podem reduzir ainda mais o
período de janela.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
2. Testes rápidos (TR)
 Os testes rápidos (TR) são imunoensaios simples, com resultados
em até 30 minutos, realizados preferencialmente de forma
presencial em ambiente não laboratorial com amostra de sangue
total obtida por punção digital ou amostra de fluido oral.
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Diagnóstico do HIV/AIDS
3. Testes Complementares
 Os testes complementares utilizam diferentes formatos e princípios.
Estão incluídos nessa categoria:
 Western blot (WB)
 Imunoblot (IB)
 Imunoblot rápido (IBR)
 Imunofluorescência indireta (IFI)
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Diagnóstico do HIV/AIDS
3. Testes Complementares
 Mais recentemente, os testes moleculares (PCR) também foram
incluídos como testes complementares, uma vez que auxiliam no
esclarecimento dos resultados da infeção aguda pelo HIV, como nos
casos de reatividade no teste de 4ª geração por detecção do
antígeno (p24) e ausência de anticorpos circulantes.
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ELISA
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Imunocromatografia
(Teste Rápido)
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Imunoblot Rápido
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WESTERN BLOT PARA HIV
Qual destas amostras é positiva para HIV?
CP CN A B C
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Mononucleose Infecciosa
 A mononucleose infecciosa ou febre glandular é uma doença causada
pela infecção pelo vírus Epstein-Barr, e transmitida por contato que
contenha saliva (doença do beijo).
 O vírus infecta principalmente os linfócitos B do sistema imunitário e
as células epiteliais da mucosa do nariz e faringe.
 O Vírus têm a capacidade de causar infecção aguda de multiplicação
rápida, que destrói as células, mas também infecção latente de
multiplicação lenta, que preserva a célula, originando estado de
portador crônico.
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Epidemiologia
 As populações afetadas dividem-se em dois grupos: crianças
pequenas e adolescentes. As crianças pequenas geralmente não
têm sintomas.
 Quase 90% dos adultos são positivos para este vírus.
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Progressão e sintomas
 Febre alta (39-40°C), mal estar, fadiga, dores de garganta
(faringite), aumento dos gânglios linfáticos do pescoço.
 A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus
frequentemente permanece por toda a vida do indivíduo, de forma
latente, em alguns dos linfócitos B originalmente infectados.
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Progressão e sintomas
 A doença em crianças é geralmente subclínica, mas em adultos
pode raramente levar a meningoencefalite com disfunção
neurológica ou comportamental, obstrução laríngea por edema e
asfixia ou ruptura do baço, com casos raros resultando em morte.
 Algumas pessoas podem ter doença crônica periodicamente
sintomática, com fadiga, mal-estar, dores de cabeça, febre de 38 °C,
e dores de garganta leves, podendo durar longos períodos.
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Critérios diagnósticos
 Achados Clínicos
 Achados Hematológicos
 Achados Sorológicos
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Diagnóstico laboratorial
 HEMOGRAMA
 Leucocitose
 Linfocitose
 Linfócitos atípicos (>10%)
 Anemia é rara
 Trombocitopenia (50%)
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Diagnóstico laboratorial
 TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA
 SOROLOGIA
 Anticorpos heterófilos (teste inespecífico)
 Antígenos Precoces (EA) são produzidos no início do ciclo agudo
 Antígenos do capsídeo viral (VCA)
 Antígeno Nuclear Epstein-Barr (EBNA)
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Complicações
 Neurológicas
 Encefalite
 Meningoencefalite
 Meningite
 Hemiplegia aguda
 Paralisia de nervos cranianos
 Convulsões
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Complicações
 Oculares
 Edema, fotofobia, celulite periorbitária, dacriocistite, dacrioadenite,
glaucoma, hemorragias retinianas
 Hepáticas
 Raras
 Hepatite ictérica, insuficiência hepática e necrose hepática
fulminante fatal
 Hepatite anictérica
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Complicações
 Respiratórias
 3 a 4 sem após o início
 Obstrução das VAS, pneumonite intersticial, alveolite, fibrose
difusa aguda
 Cardíacas
 Miocardite e pericardite
 Dor abdominal
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Complicações
 Renais
 Glomerulonefrite
 Hematúria e proteinúria transitórias
 Hematológicas
 Anemia hemolítica
 Tombocitopenia moderada (1ª sem)
 Granulocitopenia (infecções graves)
 Anemia aplástica (rara e fatal)
 Eczema atópico e alergia alimentar
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Doenças Autoimunes
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Doenças Autoimunes
 As doenças autoimunes (DAI) são um grupo de mais de 100 doenças
relacionadas entre si, que envolvem qualquer órgão ou sistema do
organismo. Incluem doenças que atingem simultaneamente ou
sequencialmente esses órgãos ou sistemas e outras dirigidas
especificamente contra alguns deles, como SNC, os aparelhos
digestivo e respiratório, pele, sangue, olhos, articulações e
glândulas endócrinas, etc.
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Doenças Autoimunes
 Anemia Aplástica
 Artrite Reumatoide
 Colite Ulcerativa
 Diabetes Tipo I
 Doença Celíaca
 Doença de Crohn
 Doença de Graves
 Esclerose Múltipla
 Hepatite Autoimune
 Lúpus Eritematoso Sistémico
 Miastenia Gravis
 Neuropatia (vários tipos)
 Pênfigo (vários tipos)
 Psoríase
 Síndrome de Guillain-Barré
 Síndrome de Sjögren
 Tireoidite Autoimune
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Lúpus eritematoso sistêmico (LES)
Características:
 Doença inflamatória crônica
 Causa desconhecia e natureza autoimune
 Presença de autoanticorpos
 Acomete mais mulheres que homens (9 mulheres para 1 homem)
 Idade mais frequente do início: 15-45 anos
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LES - etiopatogenia
 Fatores genéticos
 Fatores ambientais
 Medicamentos
 Radiação ultravioleta
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Lúpus Eritematoso - classificação
 Idiopático
 Discoide (cutâneo crônico)
 Cutâneo subagudo
 Sistêmico
 Sistêmico de início tardio
 Neonatal
 Sistêmico induzido por medicamento
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LE discoide (cutâneo crônico )
90 % dos casos permanece limitado a pele.
FAN positivo
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LE Cutâneo Subagudo
 10 % dos pacientes
 FAN negativo
 Acentuada fotossensibilidade
 Lesões podem ser semelhantes às da psoríase
 Raro acometimento renal e SN
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Lupus subagudo
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Lúpus subagudo
Lesões anulares
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LE de Início Tardio
 Início após 50 anos
 15 % dos casos
 Raro acometimento renal e SN
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LE Induzido por Medicamento
 Raramente dura mais de 6 meses com a suspensão do
medicamento.
 Raro acometimento renal e SN
 FAN positivo
 Drogas implicadas: hidralazina, procainamida, clorpromazina,
isoniazida, penicilamina, fenitoína, metildopa, infliximab, entre
outros.
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LES - Critérios Diagnósticos
1. Erupção malar Poupa sulcos nasolabiais
2. Erupção discoide Pode ocorrer atrofia
cicatricial em lesões mais
antigas
3. Fotossensibilidade Erupção cutânea em
consequência da exposição
a luz solar de modo
incomum
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LES - Critérios Diagnósticos
4. Úlceras orais Geralmente indolores.
Mais comuns no palato
5. Artrite Não erosiva, comprometendo 2
ou mais articulações. <5%
causa deformidade
6. Serosite Pleurite (derrame pleural
inflamatório ou atrito pleural)
Pericardite
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LES - Critérios Diagnósticos
7. Distúrbio renal Proteinúria > 500 mg /24 h
Cilindros celulares
(hemáticos, granulosos...)
8. Distúrbio
neurológico
Convulsões ou Psicose sem
outra explicação
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LES - Critérios Diagnósticos
9. Distúrbio
hematológico
Anemia hemolítica
ou
Leucopenia (< 4000 em pelo
menos duas ocasiões)
ou
linfocitopenia (< 1500 em pelo
menos duas ocasiões)
ou
trombocitopenia (< 100.000 ,
na ausência de medicamentos
agressores )
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LES - Critérios Diagnósticos
10. Distúrbio
imunológico
Células LE ou Anti DNA ou Anti
Sm ou falso positivo para sífilis
por pelo menos 6 meses
11. Anticorpo
antinuclear - FAN
Na ausência de medicamentos
que possam positivá-lo.
Grande sensibilidade
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Considera-se que a pessoa tenha LES quando
4 ou mais critérios estão presentes, de modo
simultâneo ou em série.
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Fator antinuclear – FAN
 Os anticorpos antinucleares, também conhecidos como fator
antinuclear (FAN), são anticorpos que estão presentes em número
mais alto que o normal em doenças autoimunes.
 O teste de anticorpos antinucleares mede o padrão e quantidade de
autoanticorpos que podem atacar os tecidos do corpo como se
fossem um material estranho.
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LES - Alterações Laboratoriais
 Hemograma
 Leucopenia;
 Linfocitopenia;
 Trombocitopenia.
 Falso positivo para Sífilis, em 25% dos pacientes
 Alterações no exame de urina: proteinúria, cilindrúria, hematúria.
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LES - Alterações Laboratoriais
 FAN positivo em > 95 %; anticorpos anti-dsDNA e anti-Sm
são menos sensíveis, mas muito mais específicos;
 Aumento policlonal da gama globulina.
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Periférico Difuso
Salpicado Nucleolar
Anticorpos Antinucleares
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FAN anticentrômero
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FAN Antinucleolar
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Células LE
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Células LE
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Tratamento
O tratamento é baseado na gravidade e extensão do acometimento dos
órgãos:
 Casos leves: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e
hidroxicloroquina (ajuda a controlar sintomas cutâneos e articulares).
 Casos moderados a graves: Corticosteroides e imunossupressores
(ciclofosfamida, micofenolato de mofetil) são usados para controlar
manifestações renais e sistêmicas graves.
 Biológicos como belimumabe, que bloqueia a estimulação de linfócitos
B, têm sido usados para casos refratários.
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Doenças Infecciosas e Autoimunes
 Doenças Infecciosas
 Sífilis
 Hepatites
 HIV/AIDS
 Mononucleose Infecciosa
 Doenças Autoimunes
 Lúpus Eritematoso Sistêmico
 Artrite Reumatoide
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Artrite Reumatoide (AR)
Fisiopatologia:
 A AR é uma doença autoimune que afeta primariamente as
articulações, levando à inflamação crônica da membrana sinovial
(sinovite).
 A autoimunidade é mediada por fator reumatoide (FR) e anticorpos
anti-CCP (peptídeo citrulinado cíclico), que atacam a cartilagem e o
tecido sinovial, resultando em destruição articular e deformidade.
 Há uma forte influência genética associada a alelos do HLA-DRB1 e
fatores ambientais, como tabagismo.
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Critérios Diagnósticos
 Rigidez matinal com duração superior a uma hora por dia.
 Artrite de três ou mais áreas, com sinais inflamatórios
 Artrite das articulações das mãos ou punhos (pelo menos 1 área
com edema em punho, metacarpofalangeana ou interfalangeana
proximal)
 Artrite simétrica
 Nódulos reumatoides
 Fator reumatoide sérico positivo
 Alterações radiográficas, tais como: erosões ou descalcificações
articulares.
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Artrite Reumatoide (AR)
O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir a destruição articular:
 Fase inicial: AINEs e corticosteroides são usados para controle da dor e
inflamação.
 DMARDs (Drogas Modificadoras do Curso da Doença): Metotrexato é a
base do tratamento de longo prazo. Outras opções incluem
sulfassalazina e leflunomida.
 Biológicos: Inibidores do TNF-α (como etanercepte e infliximabe) e
moduladores de linfócitos B (como rituximabe) são usados em
pacientes com resposta inadequada ao tratamento convencional.
Prof.ª Dr.ª Jacqueline Kerkhoff Richoppo
Fim! 

Aula 08 - Doenças Infecciosas e Autoimunes.pptx

  • 1.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo UNIFASIPE CENTRO UNIVERSITÁRIO CURSO DE FARMÁCIA DISCIPLINA DE IMUNOLOGIA CLÍNICA SINOP – MT 2024 ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS DAS DOENÇAS INFECCIOSAS E AUTOIMUNES
  • 2.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Cronograma  07/10 – Doenças Infecciosas e Autoimunes  14/10 – Recesso   21/10 – Avaliação N2: Prova Integrada   28/10 – Aula Prática 3  04/11 – Visita Técnica (Laboratório Santa Mônica)  11/11 – Seminários  18/11 – Aula Prática 4  25/11 – Revisão/Atividade N3 via SAF  02/12 – Avaliação N3
  • 3.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Grupos Seminários 11/11  Grupo 1:  Grupo 2:  Grupo 3:  Grupo 4:
  • 4.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 5.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas
  • 6.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 7.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Sífilis A sífilis é doença infecciosa crônica, que acomete praticamente todos os órgão e sistemas, e, apesar de ter tratamento eficaz e de baixo custo, vem-se mantendo como problema de saúde pública até os dias atuais.
  • 8.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Agente Etiológico  A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, da família dos Treponemataceae.
  • 9.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Agente Etiológico  O T. pallidum tem forma de espiral (10 a 20 voltas), com cerca de 5- 20 μm de comprimento e apenas 0,1 a 0,2 μm de espessura. Não possui membrana celular e é protegido por um envelope externo. Apresenta flagelos e se move por rotação do corpo em volta desses filamentos.
  • 10.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Bactéria de crescimento lento
  • 11.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Etiopatogenia  A penetração do treponema é realizada por pequenas abrasões decorrentes da relação sexual. Logo após, o treponema atinge o sistema linfático regional e, por disseminação hematogênica, outras partes do corpo.  A resposta da defesa local resulta em erosão e ulceração no ponto de inoculação, enquanto a disseminação sistêmica resulta na produção de complexos imunes circulantes que podem depositar-se em qualquer órgão.  Entretanto, a imunidade humoral não tem capacidade de proteção. A imunidade celular é mais tardia, permitindo ao T. pallidum se multiplicar e sobreviver por longos períodos.
  • 12.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Transmissão  A sífilis é doença transmitida pela via sexual (sífilis adquirida) e verticalmente (sífilis congênita) pela placenta da mãe para o feto.  O contato com as lesões contagiantes (cancro duro e lesões secundárias) pelos órgãos genitais é responsável por 95% dos casos de sífilis.
  • 13.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Clínica  A história natural da doença mostra evolução que alterna períodos de atividade com características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas (sífilis primária, secundária e terciária) e períodos de latência (sífilis latente).  A sífilis divide-se ainda em sífilis recente, nos casos em que o diagnóstico é feito em até um ano depois da infecção, e sífilis tardia, quando o diagnóstico é realizado após um ano.
  • 14.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Clínica  Na sífilis primária, os espiroquetas multiplicam-se no local de inoculação, e uma úlcera localizada e indolor (cancro) é geralmente formada em duas a 10 semanas. A úlcera cicatriza espontaneamente, contudo os espiroquetas disseminam-se amplamente pela corrente sanguínea (bacteremia), atingindo vários órgãos.
  • 15.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Clínica  Após um a três meses, as lesões da sífilis secundária podem surgir. Essas lesões manifestam-se como um exantema maculopapular, principalmente das regiões palmares e plantares, ou como pápulas úmidas na pele e em membranas mucosas. As lesões observadas nos órgãos genitais são denominadas condilomas planos.
  • 16.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Clínica  Um terço dos casos de sífilis precoce (primária ou secundária) se cura espontaneamente; outro terço permanece latente; no terço restante a doença evolui para sífilis terciária, que pode causar granulomas, envolvimento do SNC (neurossífilis) ou lesões cardiovasculares.
  • 17.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico Laboratorial  A escolha dos exames laboratoriais mais adequados deverão considerar a fase evolutiva da doença. Na sífilis primária e em algumas lesões da fase secundária, o diagnóstico poderá ser direto, isto é, feito pela demonstração do treponema.  A utilização da sorologia poderá ser feita a partir da segunda ou terceira semana após o aparecimento do cancro, quando os anticorpos começam a ser detectados.
  • 18.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Provas Diretas  Demonstram a presença do T. pallidum e são consideradas definitivas, pois não estão sujeitas à interferência de mecanismos cruzados, isto é, falso-positivo. Têm indicação na fase inicial da enfermidade, quando os micro-organismos são muito numerosos.
  • 19.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Provas Diretas − Exame em campo escuro − Pesquisa direta com material corado − Imunofluorescência direta
  • 20.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 21.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Provas indiretas (sorológicas)  O T. pallidum no organismo promove o desenvolvimento de dois tipos de anticorpos:  Reaginas (anticorpos inespecíficos IgM e IgG contra cardiolipina) → testes não treponêmicos.  Anticorpos específicos contra o T. pallidum → testes treponêmicos. Os testes não treponêmicos são úteis para triagem em grupos populacionais e monitorização do tratamento, enquanto os treponêmicos são utilizados para confirmação do diagnóstico.
  • 22.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes não-treponêmicos VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) utiliza um antígeno constituído de lecitina, colesterol e cardiolipina purificada. A cardiolipina é um componente da membrana plasmática das células dos mamíferos liberado após dano celular e encontra-se presente também na parede do T. pallidum.
  • 23.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes não-treponêmicos  A prova do VDRL positiva-se entre cinco e seis semanas após a infecção e entre duas e três semanas após o surgimento do cancro. Portanto, pode estar negativa na sífilis primária.  Na sífilis secundária apresenta sensibilidade alta, e nas formas tardias a sensibilidade diminui.
  • 24.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes não-treponêmicos A reação não é específica, podendo estar positiva em outras treponematoses e em várias outras situações. Essas reações falso- positivas podem ser transitórias: negativam em seis meses (malária, gravidez, mononucleose infecciosa, viroses, tuberculose e outras) ou e persistentes: permanecem positivas além de seis meses (hanseníase e doenças autoimunes, como lúpus).
  • 25.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes não-treponêmicos  Os títulos em geral são altos nas treponematoses (acima de 1/16), podendo ser superiores a 1/512.  Os casos de falso-negativos na sífilis secundária (1% a 2%) decorrem do excesso de anticorpos (efeito prozona). Esses casos poderão ser evitados utilizando-se maiores diluições do soro. Os testes não treponêmicos podem ser titulados e por isso são importantes no controle da cura.
  • 26.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes treponêmicos Os testes treponêmicos utilizam o T. pallidum como antígeno e são usados para confirmar a reatividade de testes não treponêmicos e nos casos em que os testes não treponêmicos têm pouca sensibilidade, como na sífilis tardia.
  • 27.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes treponêmicos  O teste de absorção de anticorpo treponêmico fluorescente, FTA- Abs apresenta rápida execução e baixo custo, mas necessita de um microscópio fluorescente. Em doenças autoimunes e outras treponematoses pode apresentar resultados falso-positivos.  O FTA-ABS é um teste mais específico e sensível que o VDRL. A sua janela imunológica é mais curta, podendo estar positivo já após alguns dias depois do aparecimento do cancro duro. O FTA-ABS também apresenta menores taxas de falso positivo que o VDRL.
  • 28.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes treponêmicos  Uma vez positivo, o FTA-ABS assim permanecerá para o resto da vida, mesmo após a cura do paciente. Já os valores do VDRL caem progressivamente após a cura, tornando-se negativos após alguns anos.  Habitualmente o VDRL é usado para rastreio da doença e o FTA-ABS para confirmação.
  • 29.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes treponêmicos VDRL FTA-Abs Diagnóstico Positivo Positivo Confirmam o diagnóstico de sífilis Positivo Negativo Indicam outra doença que não sífilis Negativo Positivo Indicam sífilis em fase bem inicial ou sífilis já curada ou sífilis na fase terciária Negativo Negativo Descartam o diagnóstico de sífilis
  • 30.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes treponêmicos  O PCR (Polimerase Chain Reaction) é também extremamente útil no diagnóstico da sífilis congênita e neurossífilis. O DNA do T. pallidum é detectado com uso de primers para o gene codificador de proteína com peso molecular de 47kD. A ampliação do RNA do T. pallidum é mais sensível por demonstrar a viabilidade do treponema, e utiliza os primers que ampliam uma região com 366bp do gene 16S r RNA.
  • 31.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes rápidos (TR) treponêmicos O teste imunocromatográfico promove a detecção visual e qualitativa de anticorpos (IgG, IgM e IgA) contra um antígeno recombinado de 47- kDa do T. pallidum em sangue total, soro e plasma humano. A leitura do teste é feita entre cinco e 20 minutos após sua realização. A sensibilidade e a especificidade do teste são de 93,7% e 95,2%, respectivamente.
  • 32.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes rápidos treponêmicos
  • 33.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Exame do líquor  O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) deverá ser indicado nos pacientes que tenham o diagnóstico sorológico de sífilis recente ou tardia com sintomas neurais e em pacientes que mantiverem reações sorológicas sanguíneas apresentando títulos elevados após o tratamento correto.  O diagnóstico é feito pela combinação de positividade à prova sorológica (VDRL), aumento da celularidade (maior que 10 linfócitos/mL) e proteínas no LCR (superior a 40mg/dL).
  • 34.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Fluxogramas com testes imunológicos para auxiliar no diagnóstico da sífilis Tipo de solicitação Finalidade da solicitação Indicação de conduta laboratorial Diagnóstico de sífilis Deverá ser solicitado na indisponibilidade do teste rápido no serviço É preferencial a utilização do Fluxograma 2 (abordagem reversa) quando não se conhece o histórico de sífilis. Nos casos em que há o registro de sífilis passada, recomenda-se a utilização do Fluxograma 1. Diagnóstico de sífilis após TR reagente Quando foi realizada a testagem rápida no serviço de saúde, com resultado reagente. Trata-se do Fluxograma 2 iniciado com teste treponêmico no serviço de atenção. Continuar o fluxograma a partir do teste não treponêmico. Monitoramento do tratamento de sífilis Quando o diagnóstico e tratamento da sífilis já foram realizados, é necessário monitorar os títulos dos anticorpos não treponêmicos. Não se aplica aos fluxogramas de diagnóstico. Realizar teste não treponêmico para avaliação da titulação da amostra. Esse teste deve ter a mesma metodologia utilizada ao diagnóstico, quando informado pelo profissional solicitante.
  • 35.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 36.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 37.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes diagnósticos para investigação de neurossífilis  Poucos dias após a infecção pelo T. pallidum, a bactéria migra para o sistema nervoso, desencadeando a neurossífilis, que pode ocorrer em qualquer estágio do curso natural da doença não tratada, e não somente na sífilis terciária.  Embora não exista um teste de referência (padrão-ouro) para auxiliar na detecção de neurossífilis, o exame de VDRL é o mais recomendado, cuja sensibilidade varia de 50% a 70%.
  • 38.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes diagnósticos para investigação de neurossífilis  A dosagem de proteínas e a avaliação citológica no LCR também poderão auxiliar na investigação de neurossífilis. Os valores de referência para proteínas e leucócitos considerados sugestivos de neurossífilis.
  • 39.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes diagnósticos para investigação de sífilis em gestante e sífilis congênita  Toda gestante deve ser testada duas vezes para sífilis durante o pré- natal, a primeira no primeiro trimestre de gravidez e a segunda no terceiro trimestre.  Além disso, a realização da investigação de sífilis, imediatamente após a internação para o parto na maternidade, ou em caso de abortamento, também é obrigatória.  Todos os recém-nascidos nascidos de mãe com diagnóstico de sífilis durante a gestação, independentemente do histórico de tratamento materno, deverão realizar teste não treponêmico com sangue periférico simultaneamente ao teste não treponêmico da mãe.
  • 40.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes diagnósticos para investigação de sífilis em gestante e sífilis congênita  No teste não treponêmico, um título maior que o materno em pelo menos duas diluições (ex.: materno 1:4, RN maior ou igual a 1:16) é indicativo de infecção congênita.  A criança deverá ser tratada e os testes no seguimento deverão ser realizados com 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade.  O seguimento laboratorial poderá ser interrompido após dois testes não reagentes consecutivos ou queda do título em duas diluições.
  • 41.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 42.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Hepatites  HEPATITE: inflamação dos hepatócitos.  CAUSAS:  Ingestão abusiva de bebidas alcoólicas  Infecções bacterianas, fúngicas, por protozoários  Ação de medicamentos hepatotóxicos  Ação de agentes químicos hepatotóxicos  Ação de células citotóxicas (autoimune)  Infecções virais
  • 43.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Tipos de Hepatites Virais A B C D E Fonte Fezes Sangue e derivados Sangue e derivados Sangue e derivados Fezes Via de transmissão Feco-Oral Percutânea Permucosa Percutânea Permucosa Percutânea Permucosa Feco-Oral Infecção crônica não sim sim sim não Prevenção primária Imunização pré & pós exposição Lavagem de mãos Imunização pré & pós exposição Modificação comportamen- tos de risco Triagem doação de sangue Modificação comportamen- tos de risco Imunização pré & pós exposição Modificação comportamen- tos de risco Garantia da ingestão de água tratada e alimentos processados de forma correta
  • 44.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Hepatite B  Vírus da Hepatite B = HBV  Transmissão parenteral: sangue e hemoderivados, contato sexual, uso compartilhado de seringas e agulhas contaminadas  Países em desenvolvimento: Gestantes podem transmitir para o bebê, sendo a hora do parto a de maior risco (90%).  1/3 adultos são assintomáticos!  Concentração de HBV: alta (sangue e exsudatos), moderada (sêmen, secreções vaginais e menstruais) e baixa (urina, fezes, suor, saliva, lágrimas e leite).
  • 45.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo HBV: Estrutura e Classificação  O vírus da hepatite B é um hepadnavírus - hepa, de hepatotrópico (atraído para o fígado) e dna, porque é um vírus de DNA.  Embora a replicação tenha lugar no fígado, o vírus propaga-se para o sangue, onde as proteínas virais e anticorpos contra eles são encontrados em pessoas infectadas.
  • 46.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo HBV: Estrutura O vírus da hepatite B é cerca de 50 a 100 vezes mais contagioso que o do HIV.
  • 47.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Fases  Período de incubação: 60-90 dias.  Fase pré-ictérica: quando surgem os primeiros sintomas inespecíficos (3-10 dias): mal-estar, cansaço, falta de apetite, febre baixa, dores de cabeça, musculares e nas articulações, a urina se torna escura 1-2 dias antes de aparecer a icterícia.  Fase ictérica: (1-3 semanas) icterícia, hepatomegalia, bilirrubinemia, bilirrubinúria, fezes claras, aumento das transaminases.  Fase de convalescença: (semanas-meses) os sintomas começam a desaparecer gradativamente. Recuperação total: 95% casos.
  • 48.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo EVOLUÇÃO DA HEPATITE B Morte HEPATITE AGUDA (ictérica ou anictérica) Infecção crônica pelo HBV 5% infecções adquiridas na fase adulta 95% infecções adquiridas na infância Cirrose hepática HEPATITE CRÔNICA 12-25% em 5 anos Insuficiência hepática Carcinoma hepatocelular Transplante de fígado 6-15% em 5 anos 20-23% em 5 anos Morte < 5 anos 30-90%; > 5 anos 2-10%
  • 49.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Marcadores Sorológicos AgHBs → anti-HBs AgHBc → anti-HBc (IgM/IgG) AgHBe → anti-HBe
  • 50.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes de Triagem  Testes de Triagem: Diagnóstico e Banco de Sangue AgHBs + anti-HBc
  • 51.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Testes de Triagem HBsAg  1º marcador sorológico no curso da infecção  Presente na fase aguda e crônica Anti-HBc  Detectável na fase aguda e crônica  Presente na fase de janela imunológica do HBsAg  Marcador de infecção prévia
  • 52.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Outros marcadores Anti-HBc-IgM  Diferenciar infecção aguda da infecção crônica Anti-HBs  Marcador de Cura  Avaliação de resposta vacinal
  • 53.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Teste Confirmatório  Se o teste de HBsAg for positivo, é necessário realizar a detecção da carga viral do HBV-DNA por PCR.
  • 54.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 55.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 56.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 57.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 58.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Hepatite C  Vírus da Hepatite C = HCV  Transmissão parenteral:  Usuários de drogas injetáveis 4X>HIV  Usuários de cocaína (erosões nasais)  Piercing, tatuagem  Transfusão (raro – triagem)  Transplantes (raro – triagem)  Exposição ocupacional a sangue  Nascimento de mãe HCV+ (só com alta carga viral)  Contato sexual (difícil)
  • 59.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo HCV: Estrutura Vírus RNA
  • 60.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Evolução da Hepatite C Incubação:6-8 semanas  75-80% assintomáticos  Infecção aguda: icterícia LEVE  Índice fatalidade: baixo (<1%)  Infecção crônica: 60-85%  Hepatite crônica: 10-70%  Cirrose: <5%-20%  Mortalidade: 1%-5%
  • 61.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Fontes de Infecção Sexual 15% Outras 1%* Desconhecidas 10% Usuários drogas injetáveis 60% Transfusão 10% (antes da triagem) Fonte: Ocupacional 4%
  • 62.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Hepatite C Crônica  Fatores promotores de progressão ou severidade:  Alto consumo de bebidas alcoólicas  > 40 anos no momento da infecção  Coinfecção com HIV  Coinfecção crônica com HBV  Sexo masculino
  • 63.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico da Hepatite C  Detecção do anticorpo anti-HCV • Teste rápido • ELISA  Detecção de HCV-RNA • Teste Molecular – PCR Anti-HCV Falsos-negativos Falsos-positivos Hepatite C aguda Etilistas Imunossupressão (transplante, HIV/AIDS) Doenças autoimunes
  • 64.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 65.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 66.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 67.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo HIV/AIDS  A AIDS é uma doença causada pela infecção com HIV e caracteriza- se por uma profunda imunossupressão acompanhada por infecções oportunistas e tumores malignos, emaciação e degeneração do SNC.  O HIV infecta vários tipos de células do SI, incluindo T CD4+ , macrófagos e células dendríticas.
  • 68.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo HIV/AIDS  Não existe cura para a AIDS, mas uma adesão estrita aos regimes antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações.
  • 69.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Características Moleculares e Biológicas do HIV  Família dos Lentivírus → capazes de desencadear uma infecção latente de longo prazo nas células e efeitos citopáticos de curto prazo, causando doenças fatais de progressão lenta.  HIV-1 → causa mais comum da AIDS.  HIV-2 → causa uma forma de AIDS de progressão mais lenta.
  • 70.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 71.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 72.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 73.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Classificação da OMS  Estágio I: infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como AIDS;  Estágio II: inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes infecções do trato respiratório superior;  Estágio III: inclui diarreia crônica não explicada por mais de um mês, as infecções bacterianas e a tuberculose pulmonar;  Estágio IV: inclui a neurotoxoplasmose, candidíase do esôfago, traqueia, brônquios e pulmões e o sarcoma de Kaposi; essas doenças são indicadores da AIDS.
  • 74.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  Desde os relatos dos primeiros casos da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, no início da década de 1980, têm sido aprimorados métodos laboratoriais capazes de auxiliar no diagnóstico da infecção pelo HIV.  Os kits de ensaios imunoenzimáticos foram disponibilizados em 1985 como o primeiro recurso laboratorial para a triagem diagnóstica nos bancos de sangue e, posteriormente, para diagnóstico em casos clínicos suspeitos.
  • 75.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  Os kits comerciais para detecção da infecção pelo HIV sofreram mudanças consideráveis, permitindo reduzir o período de janela imunológica e aumentando a capacidade para detectar o HIV-1 e HIV-2, além de vários subtipos.
  • 76.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS falso-positivo e falso-negativo  Os testes de triagem para detecção do HIV foram projetados para ter o máximo de qualidade possível. Isso ocorre por que o impacto de um falso-negativo é, sem dúvidas, maior que um falso-positivo (que é passível de teste confirmatório).  Doenças autoimunes, múltiplas transfusões e infecções agudas como dengue, malária, mononucleose, hepatite B e hanseníase também podem causar falso-positivo por reação cruzada.
  • 77.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS falso-positivo e falso-negativo  Falsos-positivos também ocorrem nos usuários de álcool, doença reumática, sífilis, neurocisticercose, doenças produtoras de anticorpos policlonais, vacinação recente para hepatite B e antirrábica e em mulheres multíparas.
  • 78.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS falso-positivo e falso-negativo  ELISA: falso-negativos são raros, mas podem ocorrer quando existe pouca afinidade do anticorpo ou quando existem poucos anticorpos (infecção recente).
  • 79.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  O período de janela imunológica para detecção de anticorpos em um ensaio imunoenzimático que detecte anticorpos da classe IgM é de 22 dias, para a detecção de antígeno p24 é de aproximadamente 17 dias; e detecção de RNA HIV de 12 dias.
  • 80.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  O diagnóstico do HIV/AIDS não é apenas a interpretação de um teste laboratorial, inclui o exame físico, história da doença e testes laboratoriais em duas fases:  Teste altamente sensível e  Outro teste muito específico.
  • 81.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  O exame deve ser confidencial, possuir consentimento do paciente e ter aconselhamento pré e pós-teste. É sempre importante relatar em prontuário o CONSENTIMENTO do paciente.  E o Ministério da Saúde recomenda que o teste seja realizado no máximo 60 dias após a possível infecção.
  • 82.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  Todas as amostras devem ser submetidas inicialmente a um teste de triagem capaz de detectar anticorpos anti-HIV-1 e anti-HIV-2.  Nessa etapa, ainda, poderão ser utilizados testes que combinem a detecção simultânea desses anticorpos e de antígeno, conforme descritos a seguir:
  • 83.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 84.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS 1. Ensaio Imunoenzimático ou ELISA.  Primeira geração: Antígeno Lisado Viral - pouco empregados (muitas reações cruzadas).  Segunda geração: Antígenos obtidos a partir de técnicas de biologia molecular.  Terceira geração: Antígenos sintetizados quimicamente; ou testes que detectem simultaneamente o HIV-1 e HIV-2.  Quarta geração: Detecção de anticorpos análogo ao de terceira geração e antígeno p24 simultaneamente no mesmo teste.
  • 85.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS  Testes que detectam o antígeno p24 normalmente reduzem o período de janela imunológica. O teste já se torna positivo cerca de 5 a 10 dias antes do aparecimento dos primeiros anticorpos anti- HIV.  Já os testes imunoenzimáticos de 4ª geração que detectam antígeno e anticorpo simultaneamente podem reduzir ainda mais o período de janela.
  • 86.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS 2. Testes rápidos (TR)  Os testes rápidos (TR) são imunoensaios simples, com resultados em até 30 minutos, realizados preferencialmente de forma presencial em ambiente não laboratorial com amostra de sangue total obtida por punção digital ou amostra de fluido oral.
  • 87.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 88.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS 3. Testes Complementares  Os testes complementares utilizam diferentes formatos e princípios. Estão incluídos nessa categoria:  Western blot (WB)  Imunoblot (IB)  Imunoblot rápido (IBR)  Imunofluorescência indireta (IFI)
  • 89.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico do HIV/AIDS 3. Testes Complementares  Mais recentemente, os testes moleculares (PCR) também foram incluídos como testes complementares, uma vez que auxiliam no esclarecimento dos resultados da infeção aguda pelo HIV, como nos casos de reatividade no teste de 4ª geração por detecção do antígeno (p24) e ausência de anticorpos circulantes.
  • 90.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo ELISA
  • 91.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Imunocromatografia (Teste Rápido)
  • 92.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Imunoblot Rápido
  • 93.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo WESTERN BLOT PARA HIV Qual destas amostras é positiva para HIV? CP CN A B C
  • 94.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 95.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 96.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 97.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 98.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 99.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 100.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 101.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Mononucleose Infecciosa  A mononucleose infecciosa ou febre glandular é uma doença causada pela infecção pelo vírus Epstein-Barr, e transmitida por contato que contenha saliva (doença do beijo).  O vírus infecta principalmente os linfócitos B do sistema imunitário e as células epiteliais da mucosa do nariz e faringe.  O Vírus têm a capacidade de causar infecção aguda de multiplicação rápida, que destrói as células, mas também infecção latente de multiplicação lenta, que preserva a célula, originando estado de portador crônico.
  • 102.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Epidemiologia  As populações afetadas dividem-se em dois grupos: crianças pequenas e adolescentes. As crianças pequenas geralmente não têm sintomas.  Quase 90% dos adultos são positivos para este vírus.
  • 103.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Progressão e sintomas  Febre alta (39-40°C), mal estar, fadiga, dores de garganta (faringite), aumento dos gânglios linfáticos do pescoço.  A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus frequentemente permanece por toda a vida do indivíduo, de forma latente, em alguns dos linfócitos B originalmente infectados.
  • 104.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 105.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Progressão e sintomas  A doença em crianças é geralmente subclínica, mas em adultos pode raramente levar a meningoencefalite com disfunção neurológica ou comportamental, obstrução laríngea por edema e asfixia ou ruptura do baço, com casos raros resultando em morte.  Algumas pessoas podem ter doença crônica periodicamente sintomática, com fadiga, mal-estar, dores de cabeça, febre de 38 °C, e dores de garganta leves, podendo durar longos períodos.
  • 106.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Critérios diagnósticos  Achados Clínicos  Achados Hematológicos  Achados Sorológicos
  • 107.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico laboratorial  HEMOGRAMA  Leucocitose  Linfocitose  Linfócitos atípicos (>10%)  Anemia é rara  Trombocitopenia (50%)
  • 108.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Diagnóstico laboratorial  TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA  SOROLOGIA  Anticorpos heterófilos (teste inespecífico)  Antígenos Precoces (EA) são produzidos no início do ciclo agudo  Antígenos do capsídeo viral (VCA)  Antígeno Nuclear Epstein-Barr (EBNA)
  • 109.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Complicações  Neurológicas  Encefalite  Meningoencefalite  Meningite  Hemiplegia aguda  Paralisia de nervos cranianos  Convulsões
  • 110.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Complicações  Oculares  Edema, fotofobia, celulite periorbitária, dacriocistite, dacrioadenite, glaucoma, hemorragias retinianas  Hepáticas  Raras  Hepatite ictérica, insuficiência hepática e necrose hepática fulminante fatal  Hepatite anictérica
  • 111.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Complicações  Respiratórias  3 a 4 sem após o início  Obstrução das VAS, pneumonite intersticial, alveolite, fibrose difusa aguda  Cardíacas  Miocardite e pericardite  Dor abdominal
  • 112.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Complicações  Renais  Glomerulonefrite  Hematúria e proteinúria transitórias  Hematológicas  Anemia hemolítica  Tombocitopenia moderada (1ª sem)  Granulocitopenia (infecções graves)  Anemia aplástica (rara e fatal)  Eczema atópico e alergia alimentar
  • 113.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Autoimunes
  • 114.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Autoimunes  As doenças autoimunes (DAI) são um grupo de mais de 100 doenças relacionadas entre si, que envolvem qualquer órgão ou sistema do organismo. Incluem doenças que atingem simultaneamente ou sequencialmente esses órgãos ou sistemas e outras dirigidas especificamente contra alguns deles, como SNC, os aparelhos digestivo e respiratório, pele, sangue, olhos, articulações e glândulas endócrinas, etc.
  • 115.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Autoimunes  Anemia Aplástica  Artrite Reumatoide  Colite Ulcerativa  Diabetes Tipo I  Doença Celíaca  Doença de Crohn  Doença de Graves  Esclerose Múltipla  Hepatite Autoimune  Lúpus Eritematoso Sistémico  Miastenia Gravis  Neuropatia (vários tipos)  Pênfigo (vários tipos)  Psoríase  Síndrome de Guillain-Barré  Síndrome de Sjögren  Tireoidite Autoimune
  • 116.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 117.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Lúpus eritematoso sistêmico (LES) Características:  Doença inflamatória crônica  Causa desconhecia e natureza autoimune  Presença de autoanticorpos  Acomete mais mulheres que homens (9 mulheres para 1 homem)  Idade mais frequente do início: 15-45 anos
  • 118.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - etiopatogenia  Fatores genéticos  Fatores ambientais  Medicamentos  Radiação ultravioleta
  • 119.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Lúpus Eritematoso - classificação  Idiopático  Discoide (cutâneo crônico)  Cutâneo subagudo  Sistêmico  Sistêmico de início tardio  Neonatal  Sistêmico induzido por medicamento
  • 120.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LE discoide (cutâneo crônico ) 90 % dos casos permanece limitado a pele. FAN positivo
  • 121.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LE Cutâneo Subagudo  10 % dos pacientes  FAN negativo  Acentuada fotossensibilidade  Lesões podem ser semelhantes às da psoríase  Raro acometimento renal e SN
  • 122.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Lupus subagudo
  • 123.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Lúpus subagudo Lesões anulares
  • 124.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LE de Início Tardio  Início após 50 anos  15 % dos casos  Raro acometimento renal e SN
  • 125.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LE Induzido por Medicamento  Raramente dura mais de 6 meses com a suspensão do medicamento.  Raro acometimento renal e SN  FAN positivo  Drogas implicadas: hidralazina, procainamida, clorpromazina, isoniazida, penicilamina, fenitoína, metildopa, infliximab, entre outros.
  • 126.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Critérios Diagnósticos 1. Erupção malar Poupa sulcos nasolabiais 2. Erupção discoide Pode ocorrer atrofia cicatricial em lesões mais antigas 3. Fotossensibilidade Erupção cutânea em consequência da exposição a luz solar de modo incomum
  • 127.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Critérios Diagnósticos 4. Úlceras orais Geralmente indolores. Mais comuns no palato 5. Artrite Não erosiva, comprometendo 2 ou mais articulações. <5% causa deformidade 6. Serosite Pleurite (derrame pleural inflamatório ou atrito pleural) Pericardite
  • 128.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Critérios Diagnósticos 7. Distúrbio renal Proteinúria > 500 mg /24 h Cilindros celulares (hemáticos, granulosos...) 8. Distúrbio neurológico Convulsões ou Psicose sem outra explicação
  • 129.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Critérios Diagnósticos 9. Distúrbio hematológico Anemia hemolítica ou Leucopenia (< 4000 em pelo menos duas ocasiões) ou linfocitopenia (< 1500 em pelo menos duas ocasiões) ou trombocitopenia (< 100.000 , na ausência de medicamentos agressores )
  • 130.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Critérios Diagnósticos 10. Distúrbio imunológico Células LE ou Anti DNA ou Anti Sm ou falso positivo para sífilis por pelo menos 6 meses 11. Anticorpo antinuclear - FAN Na ausência de medicamentos que possam positivá-lo. Grande sensibilidade
  • 131.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Considera-se que a pessoa tenha LES quando 4 ou mais critérios estão presentes, de modo simultâneo ou em série.
  • 132.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 133.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 134.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Fator antinuclear – FAN  Os anticorpos antinucleares, também conhecidos como fator antinuclear (FAN), são anticorpos que estão presentes em número mais alto que o normal em doenças autoimunes.  O teste de anticorpos antinucleares mede o padrão e quantidade de autoanticorpos que podem atacar os tecidos do corpo como se fossem um material estranho.
  • 135.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Alterações Laboratoriais  Hemograma  Leucopenia;  Linfocitopenia;  Trombocitopenia.  Falso positivo para Sífilis, em 25% dos pacientes  Alterações no exame de urina: proteinúria, cilindrúria, hematúria.
  • 136.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo LES - Alterações Laboratoriais  FAN positivo em > 95 %; anticorpos anti-dsDNA e anti-Sm são menos sensíveis, mas muito mais específicos;  Aumento policlonal da gama globulina.
  • 137.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Periférico Difuso Salpicado Nucleolar Anticorpos Antinucleares
  • 138.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo FAN anticentrômero
  • 139.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo FAN Antinucleolar
  • 140.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Células LE
  • 141.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Células LE
  • 142.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Tratamento O tratamento é baseado na gravidade e extensão do acometimento dos órgãos:  Casos leves: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e hidroxicloroquina (ajuda a controlar sintomas cutâneos e articulares).  Casos moderados a graves: Corticosteroides e imunossupressores (ciclofosfamida, micofenolato de mofetil) são usados para controlar manifestações renais e sistêmicas graves.  Biológicos como belimumabe, que bloqueia a estimulação de linfócitos B, têm sido usados para casos refratários.
  • 143.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Doenças Infecciosas e Autoimunes  Doenças Infecciosas  Sífilis  Hepatites  HIV/AIDS  Mononucleose Infecciosa  Doenças Autoimunes  Lúpus Eritematoso Sistêmico  Artrite Reumatoide
  • 144.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Artrite Reumatoide (AR) Fisiopatologia:  A AR é uma doença autoimune que afeta primariamente as articulações, levando à inflamação crônica da membrana sinovial (sinovite).  A autoimunidade é mediada por fator reumatoide (FR) e anticorpos anti-CCP (peptídeo citrulinado cíclico), que atacam a cartilagem e o tecido sinovial, resultando em destruição articular e deformidade.  Há uma forte influência genética associada a alelos do HLA-DRB1 e fatores ambientais, como tabagismo.
  • 145.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Critérios Diagnósticos  Rigidez matinal com duração superior a uma hora por dia.  Artrite de três ou mais áreas, com sinais inflamatórios  Artrite das articulações das mãos ou punhos (pelo menos 1 área com edema em punho, metacarpofalangeana ou interfalangeana proximal)  Artrite simétrica  Nódulos reumatoides  Fator reumatoide sérico positivo  Alterações radiográficas, tais como: erosões ou descalcificações articulares.
  • 146.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 147.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo
  • 148.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Artrite Reumatoide (AR) O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir a destruição articular:  Fase inicial: AINEs e corticosteroides são usados para controle da dor e inflamação.  DMARDs (Drogas Modificadoras do Curso da Doença): Metotrexato é a base do tratamento de longo prazo. Outras opções incluem sulfassalazina e leflunomida.  Biológicos: Inibidores do TNF-α (como etanercepte e infliximabe) e moduladores de linfócitos B (como rituximabe) são usados em pacientes com resposta inadequada ao tratamento convencional.
  • 149.
    Prof.ª Dr.ª JacquelineKerkhoff Richoppo Fim! 