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Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016
Preços atuais possibilitam renovação
da capacidade produtiva do Coffea arabica
Gráfico 1: Custos e preços de venda médios da cafeicultura em agosto/16 (Reais por saca)
Os preços de venda do Coffea arabica
estão em patamares elevados frente
às últimas safras. Entre agosto do ano
passado e agosto deste ano, houve uma
alta de 8,57% na média ponderada do
preço pago ao produtor nas regiões
acompanhadas pelo Projeto Campo
Futuro. No último mês, a saca de 60
quilogramas foi comercializada por
R$ 464,13, o que representa a média
ponderada do preço pago em cada
município considerando as classificações
física (classificação por tipo) e sensorial
(classificação quanto à bebida). Durante
os painéis de levantamento de dados,
foram estimados os percentuais dos
diferentes tipos e bebidas produzidos.
A análise econômica demonstra que
houve lucro supernormal em três dos
dez municípios avaliados sendo eles
Caconde (SP), Brejetuba (ES) e Luís
Eduardo Magalhães (BA). Em Capelinha
(MG), Franca (SP), Guaxupé (MG),
Manhumirim (MG), Monte Carmelo
(MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG), a
receita bruta auferida foi inferior ao
Custo Total (CT)1
, porém superou o
Custo Operacional Total (COT)2
, como se
observa no Gráfico 1. Em Apucarana (PR)
o preço não foi suficiente para cobrir o
COT. Nesse cenário, apenas o município
paranaense não teria condições de
renovar sua capacidade produtiva em
longo prazo.
Em média, houve um prejuízo de R$
18,81/saca na cafeicultura de C. arabica
em agosto de 2016. Em Apucarana (PR),
o prejuízo foi de R$ 96,35/saca, enquanto
em Luís Eduardo Magalhães(BA) houve
lucrodeR$89,21/saca.AMargemLíquida
(ML)3
ficou positiva em R$ 71,29/saca,
em média. Apenas em Apucarana (PR) ela
foi negativa (-R$ 8,05/saca). Já a Margem
Bruta (MB)4
ficou positiva em R$ 136,79/
saca. Analisando a ML e a MB por área,
essas ficaram em R$ 4.787,02/hectare e
R$ 2.541,05/hectare, respectivamente.
Os dados de custos e receita bruta estão
discriminados nos Gráficos 1 e 2.
Fonte: Projeto Campo Futuro | Elaboração: CIM/UFLA
1
O CT compreende a soma entre o Custo Operacional Total (COT) e os custos de oportunidade do Capital Circulante Próprio e dos Bens de Capital (taxa de juros de 6% ao ano) e da Terra (valor de arrendamento).
2
O COT resulta da soma entre o Custo Operacional Efetivo (COE), depreciações e pró-labore. O COE é composto por todos os desembolsos efetivamente realizados em um ano agrícola.
3
A ML resulta da subtração entre receita bruta e COT.
4
A MB resulta da subtração entre receita bruta e COE.
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instagram.com/SistemaCNA
www.cnabrasil.org.br
www.canaldoprodutor.tv.br
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200,00	
300,00	
400,00	
500,00	
600,00	
Santa	Rita	do	Sapucaí/MG	
Guaxupé/MG	
Franca/SP	
Apucarana/PR	
Monte	Carmelo/MG	
Capelinha/MG	
Manhumirim/MG	
Caconde/SP	
Brejetuba/ES	
Luís	Eduardo	Magalhães/BA	
COE	 Depreciação	+	Pró-labore	(+	COE	=	COT)	
Custo	de	Oportunidade	(+	COT	=	CT)	 Preço	médio	de	venda		
R$/sacade60kg
2Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016
Receitas superiores ao CT indicam que,
além de cobrir os custos operacionais,
o produtor alcança uma remuneração
superior aos custos de oportunidade.
Nessa situação o negócio apresenta
lucro “supernormal”. Quando a receita é
igual ao CT, a remuneração da atividade
atual é igual à de atividades alternativas
e o lucro é denominado “normal”.
Se a receita for inferior ao COT, mas
superior ao Custo Operacional Efetivo
(COE), o produtor se encontra em
processo de “descapitalização”. Em
longo prazo não haverá a renovação de
sua capacidade produtiva.
E quando a receita não cobre o COE a
atividade é considerada “subsidiada”,
pois há a necessidade de utilizar recursos
provenientes de outras atividades para o
pagamento dos fatores de produção.
Fonte: Projeto Campo Futuro | Elaboração: CIM/UFLA
Gráfico 2: Custos e receita bruta da cafeicultura em agosto/16
(Reais por hectare)
0,00	
5.000,00	
10.000,00	
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25.000,00	
Santa	Rita	do	Sapucaí/MG	
Guaxupé/MG	
Franca/SP	
Apucarana/PR	
Monte	Carmelo/MG	
Capelinha/MG	
Manhumirim/MG	
Caconde/SP	
Brejetuba/ES	
Luís	Eduardo	Magalhães/BA	
COE	 Depreciação	+	Pró-labore	(+	COE	=	COT)	
Custo	de	Oportunidade	(+	COT	=	CT)	 Receita	Bruta	
R$/hectare
A terceira estimativa de produção da
Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab) para a safra de Coffea canephora
no Espírito Santo e na Bahia indica redu-
ção na produção da espécie. Os proble-
mas meteorológicos, que incidiram sobre
as regiões produtoras desses estados na
safra 2015/2016, são as principais causas
desse cenário.
A estimativa de redução na produção de
café no Espírito Santo, tanto Coffea ca-
nephora como C. arabica, foi de 14,5%
em relação à safra anterior. Segundo a
Conab, em 2016 o estado contribuiu com
18,42% das 49,64 milhões de sacas da
produção brasileira. Já na Bahia, a redu-
ção na produção em 2016 foi de 10,7% e
a produção baiana contribuiu com 4,22%
da produção nacional. As reduções na
produção de C. canephora influenciaram
estes resultados, já que a produção de C.
arabica nesses estados aumentou 28,2%
e 9,2%, respectivamente.
Ao contrastar as estimativas do primei-
ro levantamento realizado pela Conab
em 2016 com as informações do tercei-
ro levantamento, a redução na produção
de C. canephora no Espírito Santo foi de
30,10%. Na Bahia, estimou-se uma redu-
ção de 55,00%, refletindo diretamente a
interferência dos problemas meteoroló-
gicos. Simulando o impacto nos custos de
produção nos municípios de Jaguaré (ES) e
Itabela (BA), analisado pelo Projeto Cam-
po Futuro, a redução na produtividade das
propriedades modais (típicas) gerou uma
deseconomia de escala.
Segundo a Conab, na Bahia (região do
Atlântico), “com a colheita finalizada, ve-
rificou-se que devido à estiagem ocorrida
durante o ciclo da lavoura, o desenvolvi-
mento do grão foi afetado e não favoreceu
o rendimento no beneficiamento. Houve a
necessidade de um maior volume de fru-
tos/grãos para produzir uma saca de café
beneficiado”. Assim, a maior parte dos
indicadores do processo produtivo foi
mantida constante, inclusive a colheita e
apenas os custos indiretos relacionados à
pós-colheita foram reduzidos de acordo
com a estimativa de queda na produção.
No Espírito Santo, a Conab salientou que
“a seca e má distribuição de chuvas por
dois anos consecutivos nas épocas do
florescimento, formação e enchimen-
to de grãos, interferiram no número e
época das floradas, na fertilização das
flores, no número e no desenvolvimento
dos frutos, provocou a queda de folhas e
de frutos em crescimento e prejudicou
o desenvolvimento e vigor da planta. A
falta de água nos mananciais (córregos,
rios, represas), associada à normativa de
proibição de irrigação durante o dia por
falta de água em todo o estado, compro-
meteu a irrigação de 70% das lavouras
do estado que são irrigadas. A escassez
hídrica provocou a redução de aduba-
ções, prejudicou os tratos culturais,
Impactos da redução na produção sobre o COT
da cafeicultura em Jaguaré (ES) e Itabela (BA)
3Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016
promoveu maior incidência de ácaros
vermelhos, cochonilha da roseta e bro-
ca das hastes”. Em função do compro-
metimento da irrigação, considerou-se
na simulação uma redução de 70% da
adubação em Jaguaré (ES). E neste caso,
os indicadores de colheita se reduziram
proporcionalmente à queda na produtivi-
dade.
Considerando a produção plena na safra
atual, o Custo Operacional Total (COT) em
agosto deste ano foi de R$ 285,93/saca
em Jaguaré (ES), e de R$ 265,19/saca em
Itabela (BA). Na simulação de redução na
produção, esses custos ficaram 19,07%
maiores na produção capixaba e 120,56%
maiores na produção baiana, elevando o
COT desses municípios para R$ 340,46/
saca e R$ 584,90/saca. Os dados estão
apresentados no Gráfico 3.
Fonte: Projeto Campo Futuro | Dados de produção: Conab | Elaboração: CIM/UFLA
Gráfico 3: Impactos da redução na produção da safra 2015/2016 sobre o COT
da cafeicultura em Jaguaré (ES) e Itabela (BA)
A situação econômico-financeira da pro-
dução de Coffea arabica entre abril/16 e
agosto/16 foi positiva. A média ponderada
da remuneração do capital investido, ou
rentabilidade, foi de 5,37% nos municípios
que compõem o Projeto Campo Futuro.
No período analisado, a rentabilidade mé-
dia em Luís Eduardo Magalhães (BA) foi
de 18,18% ao ano (a.a.), o maior retorno
observado. Já em Guaxupé (MG) a renta-
bilidade foi de 1,98% a.a.. Apucarana (PR)
foi o único município onde a cafeicultura
não apresentou rentabilidade, como se
observa no Gráfico 4.
Na safra 2015/2016, observou-se aumen-
to no índice de produtividade na maioria
das regiões analisadas, o que foi decisivo
para este resultado. A permanência dos
preços em patamares superiores aos ob-
servados em safras passadas estimulou os
cafeicultores a intensificarem os tratos cul-
turais e demais atividades no manejo das
lavouras.
As condições meteorológicas adequadas
nos principais cinturões de C. arabica,
durante parte crucial do período feno-
lógico, favoreceram sua produção, dife-
rentemente do que foi observado nas
áreas de Coffea canephora (Conilon). As
intempéries recorrentes que acomete-
ram a produção de Conilon no Espírito
Santo e Bahia influenciaram drastica-
mente os resultados da espécie.
Com a menor oferta de Conilon no merca-
do interno e com a taxa de câmbio favo-
rável aos principais produtos da pauta de
exportações brasileira, os preços do C. ara-
bica se mantiveram elevados, influencian-
do positivamente sua rentabilidade atual.
A remuneração do capital investido, in-
dicador econômico considerado nesta
análise, corresponde ao percentual que a
Margem Líquida (ML)3 representa sobre
o valor médio do investimento em lavou-
ras, máquinas, implementos, benfeitorias,
equipamentos para irrigação e o valor da
terra.
Rentabilidade média da cafeicultura em
Luís Eduardo Magalhães (BA) é de 18,18% ao ano
4Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016
Fonte: Projeto Campo Futuro *Santa Rita do Sapucaí/MG; **Luís Eduardo Magalhães/BA | Elaboração: CIM/UFLA
Gráfico 4: Estoque de Capital, Margem Líquida e Rentabilidade da cafeicultura
entre abril/16 e agosto/16
O Bureau de Inteligência Competitiva
do Café (www.icafebr.com.br) analisou
o comportamento das cotações do Co-
ffea canephora nos principais países
produtores. Foram consideradas as co-
tações na origem, Free on board (FOB),
para Vietnã, Brasil, Indonésia e Uganda.
Observa-se, pelo Gráfico 5, que o com-
portamento das cotações foi semelhan-
te entre as diferentes origens.
As cotações foram obtidas na platafor-
ma Commodity3, em Euros por tonela-
da. Procedeu-se com a elaboração das
médias mensais das cotações (FOB) de
cada país para o período em questão e,
posteriormente, sua conversão para re-
ais por saca de 60 quilogramas. A taxa de
câmbio foi obtida no sistema do Banco
Central do Brasil e convertida em médias
mensais.
Existe uma correlação entre as cotações
do C. canephora nas quatro origens ana-
lisadas. Até novembro de 2015, a cotação
no Brasil permaneceu abaixo dos valores
praticados por Uganda e próximo ao ne-
gociado no Vietnã e Indonésia. A partir
de dezembro do mesmo ano, houve um
descolamento em relação às cotações
dos demais países.
Naquele mês, as cotações dos concor-
rentes iniciaram tendência de queda em
comparação com novembro, mas a cota-
ção do café brasileiro continuou em alta.
Desde então, as cotações do C. canepho-
ra brasileiro permaneceram em patamar
superior ao dos demais concorrentes.
Além disso, houve um alargamento do
diferencial em relação ao Vietnã (maior
produtor desta espécie), que passou
de R$ 8,66/saca em janeiro/14 para R$
109,43 em setembro/16.
Foi constatada uma redução na oferta
devido aos problemas meteorológicos
nas principais regiões produtoras desta
espécie no Brasil, explicando o compor-
tamento das cotações.
Cotações do Coffea canephora brasileiro subiram
mais do que nos países concorrentes
5Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016
Fonte: Commodity3 | Elaboração: CIM/UFLA
Boletim Ativos do Café é um boletim elaborado
pela Superintendência Técnica da CNA e Centro de
Inteligência em Mercados (CIM) - da Universidade
Federal de Lavras (UFLA).
Reprodução permitida desde que citada a fonte.
SGAN - Quadra 601 - Módulo K - Brasília/DF
(61) 2109-1419 | cna.comunicacao@cna.org.br
CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL
Gráfico 5: Cotação do Coffea canephora, FOB na origem
200,00	
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Indonésia	 Uganda	 Vietnã	 Brasil	
R$	/	Saca	de		60kg

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  • 1. Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016 Preços atuais possibilitam renovação da capacidade produtiva do Coffea arabica Gráfico 1: Custos e preços de venda médios da cafeicultura em agosto/16 (Reais por saca) Os preços de venda do Coffea arabica estão em patamares elevados frente às últimas safras. Entre agosto do ano passado e agosto deste ano, houve uma alta de 8,57% na média ponderada do preço pago ao produtor nas regiões acompanhadas pelo Projeto Campo Futuro. No último mês, a saca de 60 quilogramas foi comercializada por R$ 464,13, o que representa a média ponderada do preço pago em cada município considerando as classificações física (classificação por tipo) e sensorial (classificação quanto à bebida). Durante os painéis de levantamento de dados, foram estimados os percentuais dos diferentes tipos e bebidas produzidos. A análise econômica demonstra que houve lucro supernormal em três dos dez municípios avaliados sendo eles Caconde (SP), Brejetuba (ES) e Luís Eduardo Magalhães (BA). Em Capelinha (MG), Franca (SP), Guaxupé (MG), Manhumirim (MG), Monte Carmelo (MG) e Santa Rita do Sapucaí (MG), a receita bruta auferida foi inferior ao Custo Total (CT)1 , porém superou o Custo Operacional Total (COT)2 , como se observa no Gráfico 1. Em Apucarana (PR) o preço não foi suficiente para cobrir o COT. Nesse cenário, apenas o município paranaense não teria condições de renovar sua capacidade produtiva em longo prazo. Em média, houve um prejuízo de R$ 18,81/saca na cafeicultura de C. arabica em agosto de 2016. Em Apucarana (PR), o prejuízo foi de R$ 96,35/saca, enquanto em Luís Eduardo Magalhães(BA) houve lucrodeR$89,21/saca.AMargemLíquida (ML)3 ficou positiva em R$ 71,29/saca, em média. Apenas em Apucarana (PR) ela foi negativa (-R$ 8,05/saca). Já a Margem Bruta (MB)4 ficou positiva em R$ 136,79/ saca. Analisando a ML e a MB por área, essas ficaram em R$ 4.787,02/hectare e R$ 2.541,05/hectare, respectivamente. Os dados de custos e receita bruta estão discriminados nos Gráficos 1 e 2. Fonte: Projeto Campo Futuro | Elaboração: CIM/UFLA 1 O CT compreende a soma entre o Custo Operacional Total (COT) e os custos de oportunidade do Capital Circulante Próprio e dos Bens de Capital (taxa de juros de 6% ao ano) e da Terra (valor de arrendamento). 2 O COT resulta da soma entre o Custo Operacional Efetivo (COE), depreciações e pró-labore. O COE é composto por todos os desembolsos efetivamente realizados em um ano agrícola. 3 A ML resulta da subtração entre receita bruta e COT. 4 A MB resulta da subtração entre receita bruta e COE. twitter.com/SistemaCNA facebook.com/SistemaCNA instagram.com/SistemaCNA www.cnabrasil.org.br www.canaldoprodutor.tv.br 0,00 100,00 200,00 300,00 400,00 500,00 600,00 Santa Rita do Sapucaí/MG Guaxupé/MG Franca/SP Apucarana/PR Monte Carmelo/MG Capelinha/MG Manhumirim/MG Caconde/SP Brejetuba/ES Luís Eduardo Magalhães/BA COE Depreciação + Pró-labore (+ COE = COT) Custo de Oportunidade (+ COT = CT) Preço médio de venda R$/sacade60kg
  • 2. 2Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016 Receitas superiores ao CT indicam que, além de cobrir os custos operacionais, o produtor alcança uma remuneração superior aos custos de oportunidade. Nessa situação o negócio apresenta lucro “supernormal”. Quando a receita é igual ao CT, a remuneração da atividade atual é igual à de atividades alternativas e o lucro é denominado “normal”. Se a receita for inferior ao COT, mas superior ao Custo Operacional Efetivo (COE), o produtor se encontra em processo de “descapitalização”. Em longo prazo não haverá a renovação de sua capacidade produtiva. E quando a receita não cobre o COE a atividade é considerada “subsidiada”, pois há a necessidade de utilizar recursos provenientes de outras atividades para o pagamento dos fatores de produção. Fonte: Projeto Campo Futuro | Elaboração: CIM/UFLA Gráfico 2: Custos e receita bruta da cafeicultura em agosto/16 (Reais por hectare) 0,00 5.000,00 10.000,00 15.000,00 20.000,00 25.000,00 Santa Rita do Sapucaí/MG Guaxupé/MG Franca/SP Apucarana/PR Monte Carmelo/MG Capelinha/MG Manhumirim/MG Caconde/SP Brejetuba/ES Luís Eduardo Magalhães/BA COE Depreciação + Pró-labore (+ COE = COT) Custo de Oportunidade (+ COT = CT) Receita Bruta R$/hectare A terceira estimativa de produção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de Coffea canephora no Espírito Santo e na Bahia indica redu- ção na produção da espécie. Os proble- mas meteorológicos, que incidiram sobre as regiões produtoras desses estados na safra 2015/2016, são as principais causas desse cenário. A estimativa de redução na produção de café no Espírito Santo, tanto Coffea ca- nephora como C. arabica, foi de 14,5% em relação à safra anterior. Segundo a Conab, em 2016 o estado contribuiu com 18,42% das 49,64 milhões de sacas da produção brasileira. Já na Bahia, a redu- ção na produção em 2016 foi de 10,7% e a produção baiana contribuiu com 4,22% da produção nacional. As reduções na produção de C. canephora influenciaram estes resultados, já que a produção de C. arabica nesses estados aumentou 28,2% e 9,2%, respectivamente. Ao contrastar as estimativas do primei- ro levantamento realizado pela Conab em 2016 com as informações do tercei- ro levantamento, a redução na produção de C. canephora no Espírito Santo foi de 30,10%. Na Bahia, estimou-se uma redu- ção de 55,00%, refletindo diretamente a interferência dos problemas meteoroló- gicos. Simulando o impacto nos custos de produção nos municípios de Jaguaré (ES) e Itabela (BA), analisado pelo Projeto Cam- po Futuro, a redução na produtividade das propriedades modais (típicas) gerou uma deseconomia de escala. Segundo a Conab, na Bahia (região do Atlântico), “com a colheita finalizada, ve- rificou-se que devido à estiagem ocorrida durante o ciclo da lavoura, o desenvolvi- mento do grão foi afetado e não favoreceu o rendimento no beneficiamento. Houve a necessidade de um maior volume de fru- tos/grãos para produzir uma saca de café beneficiado”. Assim, a maior parte dos indicadores do processo produtivo foi mantida constante, inclusive a colheita e apenas os custos indiretos relacionados à pós-colheita foram reduzidos de acordo com a estimativa de queda na produção. No Espírito Santo, a Conab salientou que “a seca e má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos nas épocas do florescimento, formação e enchimen- to de grãos, interferiram no número e época das floradas, na fertilização das flores, no número e no desenvolvimento dos frutos, provocou a queda de folhas e de frutos em crescimento e prejudicou o desenvolvimento e vigor da planta. A falta de água nos mananciais (córregos, rios, represas), associada à normativa de proibição de irrigação durante o dia por falta de água em todo o estado, compro- meteu a irrigação de 70% das lavouras do estado que são irrigadas. A escassez hídrica provocou a redução de aduba- ções, prejudicou os tratos culturais, Impactos da redução na produção sobre o COT da cafeicultura em Jaguaré (ES) e Itabela (BA)
  • 3. 3Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016 promoveu maior incidência de ácaros vermelhos, cochonilha da roseta e bro- ca das hastes”. Em função do compro- metimento da irrigação, considerou-se na simulação uma redução de 70% da adubação em Jaguaré (ES). E neste caso, os indicadores de colheita se reduziram proporcionalmente à queda na produtivi- dade. Considerando a produção plena na safra atual, o Custo Operacional Total (COT) em agosto deste ano foi de R$ 285,93/saca em Jaguaré (ES), e de R$ 265,19/saca em Itabela (BA). Na simulação de redução na produção, esses custos ficaram 19,07% maiores na produção capixaba e 120,56% maiores na produção baiana, elevando o COT desses municípios para R$ 340,46/ saca e R$ 584,90/saca. Os dados estão apresentados no Gráfico 3. Fonte: Projeto Campo Futuro | Dados de produção: Conab | Elaboração: CIM/UFLA Gráfico 3: Impactos da redução na produção da safra 2015/2016 sobre o COT da cafeicultura em Jaguaré (ES) e Itabela (BA) A situação econômico-financeira da pro- dução de Coffea arabica entre abril/16 e agosto/16 foi positiva. A média ponderada da remuneração do capital investido, ou rentabilidade, foi de 5,37% nos municípios que compõem o Projeto Campo Futuro. No período analisado, a rentabilidade mé- dia em Luís Eduardo Magalhães (BA) foi de 18,18% ao ano (a.a.), o maior retorno observado. Já em Guaxupé (MG) a renta- bilidade foi de 1,98% a.a.. Apucarana (PR) foi o único município onde a cafeicultura não apresentou rentabilidade, como se observa no Gráfico 4. Na safra 2015/2016, observou-se aumen- to no índice de produtividade na maioria das regiões analisadas, o que foi decisivo para este resultado. A permanência dos preços em patamares superiores aos ob- servados em safras passadas estimulou os cafeicultores a intensificarem os tratos cul- turais e demais atividades no manejo das lavouras. As condições meteorológicas adequadas nos principais cinturões de C. arabica, durante parte crucial do período feno- lógico, favoreceram sua produção, dife- rentemente do que foi observado nas áreas de Coffea canephora (Conilon). As intempéries recorrentes que acomete- ram a produção de Conilon no Espírito Santo e Bahia influenciaram drastica- mente os resultados da espécie. Com a menor oferta de Conilon no merca- do interno e com a taxa de câmbio favo- rável aos principais produtos da pauta de exportações brasileira, os preços do C. ara- bica se mantiveram elevados, influencian- do positivamente sua rentabilidade atual. A remuneração do capital investido, in- dicador econômico considerado nesta análise, corresponde ao percentual que a Margem Líquida (ML)3 representa sobre o valor médio do investimento em lavou- ras, máquinas, implementos, benfeitorias, equipamentos para irrigação e o valor da terra. Rentabilidade média da cafeicultura em Luís Eduardo Magalhães (BA) é de 18,18% ao ano
  • 4. 4Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016 Fonte: Projeto Campo Futuro *Santa Rita do Sapucaí/MG; **Luís Eduardo Magalhães/BA | Elaboração: CIM/UFLA Gráfico 4: Estoque de Capital, Margem Líquida e Rentabilidade da cafeicultura entre abril/16 e agosto/16 O Bureau de Inteligência Competitiva do Café (www.icafebr.com.br) analisou o comportamento das cotações do Co- ffea canephora nos principais países produtores. Foram consideradas as co- tações na origem, Free on board (FOB), para Vietnã, Brasil, Indonésia e Uganda. Observa-se, pelo Gráfico 5, que o com- portamento das cotações foi semelhan- te entre as diferentes origens. As cotações foram obtidas na platafor- ma Commodity3, em Euros por tonela- da. Procedeu-se com a elaboração das médias mensais das cotações (FOB) de cada país para o período em questão e, posteriormente, sua conversão para re- ais por saca de 60 quilogramas. A taxa de câmbio foi obtida no sistema do Banco Central do Brasil e convertida em médias mensais. Existe uma correlação entre as cotações do C. canephora nas quatro origens ana- lisadas. Até novembro de 2015, a cotação no Brasil permaneceu abaixo dos valores praticados por Uganda e próximo ao ne- gociado no Vietnã e Indonésia. A partir de dezembro do mesmo ano, houve um descolamento em relação às cotações dos demais países. Naquele mês, as cotações dos concor- rentes iniciaram tendência de queda em comparação com novembro, mas a cota- ção do café brasileiro continuou em alta. Desde então, as cotações do C. canepho- ra brasileiro permaneceram em patamar superior ao dos demais concorrentes. Além disso, houve um alargamento do diferencial em relação ao Vietnã (maior produtor desta espécie), que passou de R$ 8,66/saca em janeiro/14 para R$ 109,43 em setembro/16. Foi constatada uma redução na oferta devido aos problemas meteorológicos nas principais regiões produtoras desta espécie no Brasil, explicando o compor- tamento das cotações. Cotações do Coffea canephora brasileiro subiram mais do que nos países concorrentes
  • 5. 5Ano 10 - Edição 26 - Outubro de 2016 Fonte: Commodity3 | Elaboração: CIM/UFLA Boletim Ativos do Café é um boletim elaborado pela Superintendência Técnica da CNA e Centro de Inteligência em Mercados (CIM) - da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Reprodução permitida desde que citada a fonte. SGAN - Quadra 601 - Módulo K - Brasília/DF (61) 2109-1419 | cna.comunicacao@cna.org.br CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL Gráfico 5: Cotação do Coffea canephora, FOB na origem 200,00 250,00 300,00 350,00 400,00 450,00 500,00 550,00 jan-14 m ar-14 m ai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 m ar-15 m ai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 m ar-16 m ai-16 jul-16 set-16 Indonésia Uganda Vietnã Brasil R$ / Saca de 60kg