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Exercícios de Revisão sobre o Arcadismo Brasileiro
O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 4:
TEXTO 1
Lira XIX
Nesta triste masmorra,
De um semivivo corpo sepultura,
Inda, Marília, adoro
A tua formosura.
Amor na minha idéia te retrata;
Busca, extremoso, que eu assim resista
À dor imensa que me cerca e mata.
Quando em meu mal pondero,
Então mais vivamente te diviso:
Vejo o teu rosto e escuto
A tua voz e riso.
Movo ligeiro para o vulto os passos:
Eu beijo a tíbia luz em vez de face
E aperto sobre o peito em vão os braços.
Conheço a ilusão minha;
A violência da mágoa não suporto;
Foge-me a vista e caio,
Não sei se vivo ou morto.
Enternece-se Amor de estrago tanto;
Reclina-me no peito, e, com mão terna,
Me limpa os olhos do salgado pranto.
Depois que represento
Por largo espaço a imagem de um defunto,
Movo os membros, suspiro,
E onde estou pergunto.
Conheço então que Amor me tem consigo;
Ergo a cabeça, que inda mal sustento,
E com doente voz assim lhe digo:
“Se queres ser piedoso,
Procura o sítio em que Marília mora,
Pinta-lhe o meu estrago,
E vê, Amor, se chora.
Se a lágrimas verter a dor a arrasta,
Uma delas me traze sobre as penas,
E para alívio meu só isto basta.”
GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu.
31 ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002, p.79-80.
Questão 01: Qual é o assunto desenvolvido na lira apresentada?
a) As situações poéticas apresentadas em Marília de Dirceu guardam estreita relação
com episódios da vida de Tomás Antônio Gonzaga. Que semelhança existe entre a
situação em que se o pastor Dirceu e a vida do poeta?
Questão 02: Quais são os dois interlocutores a quem o eu lírico se dirige no poema?
a) O que ele diz a cada um deles?
ENSINO FUNDAMENTAL x ENSINO MÉDIO ANO: 2º ANO
DISCIPLINA: LITERATURA
AVALIAÇÃO
PARCIAL
2ª CHAMADA
DIVERSAS
INTERVENÇÃO
FINAL
RECUPERAÇÃO
PROFESSOR (A): MARINA RESENDE
ALUNO (A):
DATA: VALOR: NOTA:
b) EXPLIQUE de que maneira o diálogo estabelecido com esses interlocutores indica
a retomada de características da poesia de Camões.
Questão 03: RELEIA:
“Busca, extremoso, que eu assim resista
À dor imensa que me cerca e mata.
[...]
A violência da mágoa não suporto;”
a) O que esses versos sugerem sobre o estado de espírito do eu lírico?
b) Os sentimentos expressos condizem com as características normalmente encontradas
na poesia árcade? Por quê?
c) Que outros elementos apresentados no poema rompem com o convencionalismo
árcade? EXPLIQUE.
Questão 04: OBSERVE a linguagem utilizada no poema. Que elementos caracterizam a
simplicidade formal pretendida pelos poetas árcades?
TEXTO 2
Destes penhascos fez a natureza
Destes penhascos fez a natureza
O berço em que nasci: oh! quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza.
Amor, que vence os tigres, por empresa
Tomou logo render-me; ele declara
Contra o meu coração guerra tão rara,
Que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano:
Vós, que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei, que Amor tirano,
Onde há mais resistência, mais se apura.
COSTA, Cláudio Manuel da. In: Proença Filho, Domício (Org.).
A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Aguilar, 1996. p. 95.
Questão 05: Na segunda estrofe, ocorre uma personificação do Amor. Como ele é
apresentado?
a) Qual é a imagem utilizada na terceira estrofe pelo eu lírico para se referir a esse
Amor? EXPLIQUE o uso dessa imagem.
Questão 06: Quem é i interlocutor a quem o eu lírico se dirige na última estrofe? O que o
eu lírico lhe diz?
Questão 07: No soneto transcrito, o poeta evidencia uma forte característica de sua obra:
a incorporação de elementos da paisagem local ao cenário árcade. Qual é o elemento local
presente no texto?
a) Que relação o eu lírico estabelece, na primeira estrofe, entre esse cenário e si
mesmo? EXPLIQUE.
Questão 08: A apresentação do cenário é importante para o desenvolvimento do tema do
soneto. EXPLIQUE de que maneira o eu lírico relaciona o cenário em que nasceu a esse
tema.
Questão 09: LEIA, a seguir, um poema de Luís de Camões.
Soneto 12
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luís de Camões Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961.
O eu lírico apresenta um desafio ao Amor: encontrar novas formas para mata-lo. Sente-se
seguro porque “não pode tirar me as esperanças/Que mal me tirará o que eu não tenho”.
CONSIDERE esses informações e RESPONDA:
a) O eu lírico vence a “guerra” contra o Amor? EXPLIQUE.
b) O comportamento do eu lírico, no poema de Camões, é semelhante ao do soneto de
Cláudio Manoel da Costa? E o do Amor? Por quê?
c) Todo soneto desenvolve um raciocínio lógico. Camões procura demonstrar que o ser
humano é incapaz de resistir ao amor. Essa conclusão é semelhante à do poema de
Claudio Manuel da Costa? JUSTIFIQUE.

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  • 1. Exercícios de Revisão sobre o Arcadismo Brasileiro O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 4: TEXTO 1 Lira XIX Nesta triste masmorra, De um semivivo corpo sepultura, Inda, Marília, adoro A tua formosura. Amor na minha idéia te retrata; Busca, extremoso, que eu assim resista À dor imensa que me cerca e mata. Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeiro para o vulto os passos: Eu beijo a tíbia luz em vez de face E aperto sobre o peito em vão os braços. Conheço a ilusão minha; A violência da mágoa não suporto; Foge-me a vista e caio, Não sei se vivo ou morto. Enternece-se Amor de estrago tanto; Reclina-me no peito, e, com mão terna, Me limpa os olhos do salgado pranto. Depois que represento Por largo espaço a imagem de um defunto, Movo os membros, suspiro, E onde estou pergunto. Conheço então que Amor me tem consigo; Ergo a cabeça, que inda mal sustento, E com doente voz assim lhe digo: “Se queres ser piedoso, Procura o sítio em que Marília mora, Pinta-lhe o meu estrago, E vê, Amor, se chora. Se a lágrimas verter a dor a arrasta, Uma delas me traze sobre as penas, E para alívio meu só isto basta.” GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. 31 ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002, p.79-80. Questão 01: Qual é o assunto desenvolvido na lira apresentada? a) As situações poéticas apresentadas em Marília de Dirceu guardam estreita relação com episódios da vida de Tomás Antônio Gonzaga. Que semelhança existe entre a situação em que se o pastor Dirceu e a vida do poeta? Questão 02: Quais são os dois interlocutores a quem o eu lírico se dirige no poema? a) O que ele diz a cada um deles? ENSINO FUNDAMENTAL x ENSINO MÉDIO ANO: 2º ANO DISCIPLINA: LITERATURA AVALIAÇÃO PARCIAL 2ª CHAMADA DIVERSAS INTERVENÇÃO FINAL RECUPERAÇÃO PROFESSOR (A): MARINA RESENDE ALUNO (A): DATA: VALOR: NOTA:
  • 2. b) EXPLIQUE de que maneira o diálogo estabelecido com esses interlocutores indica a retomada de características da poesia de Camões. Questão 03: RELEIA: “Busca, extremoso, que eu assim resista À dor imensa que me cerca e mata. [...] A violência da mágoa não suporto;” a) O que esses versos sugerem sobre o estado de espírito do eu lírico? b) Os sentimentos expressos condizem com as características normalmente encontradas na poesia árcade? Por quê? c) Que outros elementos apresentados no poema rompem com o convencionalismo árcade? EXPLIQUE. Questão 04: OBSERVE a linguagem utilizada no poema. Que elementos caracterizam a simplicidade formal pretendida pelos poetas árcades? TEXTO 2 Destes penhascos fez a natureza Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh! quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza. Amor, que vence os tigres, por empresa Tomou logo render-me; ele declara Contra o meu coração guerra tão rara, Que não me foi bastante a fortaleza. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano, A que dava ocasião minha brandura, Nunca pude fugir ao cego engano: Vós, que ostentais a condição mais dura, Temei, penhas, temei, que Amor tirano, Onde há mais resistência, mais se apura. COSTA, Cláudio Manuel da. In: Proença Filho, Domício (Org.). A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Aguilar, 1996. p. 95. Questão 05: Na segunda estrofe, ocorre uma personificação do Amor. Como ele é apresentado? a) Qual é a imagem utilizada na terceira estrofe pelo eu lírico para se referir a esse Amor? EXPLIQUE o uso dessa imagem. Questão 06: Quem é i interlocutor a quem o eu lírico se dirige na última estrofe? O que o eu lírico lhe diz?
  • 3. Questão 07: No soneto transcrito, o poeta evidencia uma forte característica de sua obra: a incorporação de elementos da paisagem local ao cenário árcade. Qual é o elemento local presente no texto? a) Que relação o eu lírico estabelece, na primeira estrofe, entre esse cenário e si mesmo? EXPLIQUE. Questão 08: A apresentação do cenário é importante para o desenvolvimento do tema do soneto. EXPLIQUE de que maneira o eu lírico relaciona o cenário em que nasceu a esse tema. Questão 09: LEIA, a seguir, um poema de Luís de Camões. Soneto 12 Busque Amor novas artes, novo engenho, para matar me, e novas esquivanças; que não pode tirar me as esperanças, que mal me tirará o que eu não tenho. Olhai de que esperanças me mantenho! Vede que perigosas seguranças! Que não temo contrastes nem mudanças, andando em bravo mar, perdido o lenho. Mas, conquanto não pode haver desgosto onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que mata e não se vê. Que dias há que n'alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê. Luís de Camões Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. O eu lírico apresenta um desafio ao Amor: encontrar novas formas para mata-lo. Sente-se seguro porque “não pode tirar me as esperanças/Que mal me tirará o que eu não tenho”. CONSIDERE esses informações e RESPONDA: a) O eu lírico vence a “guerra” contra o Amor? EXPLIQUE. b) O comportamento do eu lírico, no poema de Camões, é semelhante ao do soneto de Cláudio Manoel da Costa? E o do Amor? Por quê? c) Todo soneto desenvolve um raciocínio lógico. Camões procura demonstrar que o ser humano é incapaz de resistir ao amor. Essa conclusão é semelhante à do poema de Claudio Manuel da Costa? JUSTIFIQUE.