Emergência com Produtos
Perigosos
Conceitos Básicos
Introdução
A existência de produtos perigosos, bem como a
ocorrência de acidentes e intoxicações
envolvendo os mesmos é tão antiga como a
própria história da humanidade.
Na antiguidade, tais acidentes eram muitas vezes
relatados em lendas – exemplo: bruxas que
habitavam o monte Vesúvio no Império Romano
antes de Cristo.
Introdução
No início da revolução industrial, mais
precisamente no final do século XVIII,
tivemos um grande avanço tecnológico,
que também ocasionou uma demanda
muito grande por combustível, que nesta
época era o carvão mineral.
Desde esta época, o número de acidentes
envolvendo produtos químicos (perigosos)
vêm aumentando de maneira significativa.
Introdução
A substituição do carvão mineral pelo petróleo, no
início do século XX, mudou radicalmente a
indústria.
Poço em 1909 Campo de exploração – Califórnia 1920
Introdução
Já nas duas primeiras décadas do século XX, as
indústrias químicas apresentaram um grande
desenvolvimento.
Indústria química na Alemanha em 1914.
Introdução
A necessidade de transportar os produtos químicos,
desde então, se tornou cada vez maior, sendo
realizada cada vez com maior freqüência.
Caminhão tanque de 1920 – utilizado no transporte à granel.
Introdução
Desde então diversos acidentes ocorreram, causando
grandes perdas de vidas e danos a propriedades e
meio ambiente.
Bophal - Índia – 3/12/1984
Chernobyl Ucrânia – 26/04/1986
Riongchon - Coréia do Norte – 22/04/2004
Alaska – Exxon Valdez – 24/03/89
Sandoz – Suíça – 01/11/1986
Goiânia – Brasil – 13/09/87
Cataguazes – Brasil – 29/03/2003
Vila Socó – Cubatão – 25/02/1984
São José dos Campos – Brasil – 10/1981
Equipe de Emergência
 Profissionalismo
 Prudência
 Determinação
Fatores Importantes
 As emergências que envolvem produtos
perigosos podem ser situações de vida ou
morte!
 A responsabilidade é do Grupo, e nunca
apenas de um único indivíduo!
 A somatória dos valores individuais ira
tornar o sucesso garantido!
Conhecimentos Básicos Química
As pessoas que atuam em contato com
produtos químicos, seja na produção,
distribuição, transporte e consumo final
devem ter conhecimentos básicos sobre
Química, principalmente sobre as
precauções a serem adotadas para evitar
acidentes e contaminações.
Conhecimentos Básicos Química
Principais estados físicos da matéria:
 Sólido
 Líquido
 Gás e vapor
Conhecimentos Básicos Química
SÓLIDO
O que é um sólido?
Uma porção de matéria que possui forma e
volume definido.
Exemplo: uma barra de ferro.
Conhecimentos Básicos Química
LÍQUIDO
O que é um líquido?
Uma porção de matéria que não possui forma
definida, mas apresenta volume definido.
Exemplo: vinho em uma garrafa.
Conhecimentos Básicos Química
GÁS OU VAPOR
O que é um gás ou vapor?
Uma porção de matéria que não possui forma
ou volume definido.
Exemplo: ar dentro de um pneu.
Conhecimentos Básicos Química
Misturas – que podem ser dos seguintes
tipos:
 Homogênea
 Heterogênea
 Emulsão
Conhecimentos Básicos Química
O que é uma mistura homogênea?
É uma mistura entre dois ou mais produtos
onde é impossível distinguir um do outro.
Exemplo: água e álcool.
Conhecimentos Básicos Química
O que é uma mistura heterogênea?
É uma mistura de dois ou mais produtos
diferentes onde é possível diferenciar um
produto do outro.
Exemplo: água e óleo em um copo.
Conhecimentos Básicos Química
O que é uma emulsão?
É uma mistura heterogênea, onde os
produtos estão bem misturados, que
apresentam características de uma mistura
homogênea.
Exemplo: um copo com mistura de água e
óleo bastante agitada.
Conhecimentos Básicos Química
Reações Químicas:
 Reações exotérmicas
 Reações endotérmicas
Conhecimentos Básicos Química
O que são reações exotérmicas?
São aquelas que quando ocorrem liberam
energia (calor).
Em muitos casos, tais reações podem sair do
controle de maneira rápida e violenta.
Podem ser reações perigosas.
Conhecimentos Básicos Química
Simulação
de explosão
com reação
exotérmica.
Conhecimentos Básicos Química
O que são reações endotérmicas?
São reações químicas que para ocorrerem
tiram energia (calor) do ambiente ao redor.
As reações endotérmicas envolvendo
produtos criogênicos são muito perigosas.
Conhecimentos Básicos Química
Características importantes dos produtos
químicos:
 Inflamabilidade
 Corrosividade
 Solubilidade
 Radioatividade
Conhecimentos Básicos Química
INFLAMABILIDADE
Propriedade que uma substância apresenta
quando a mesma pode entrar em reação de
combustão (queima) em condições
próximas as normais de temperatura e
pressão.
Exemplo: gasolina
Conhecimentos Básicos Química
CORROSIVIDADE
Propriedade que um produto apresenta
quando o mesmo entra em reação química
com o recipiente que o contém.
São exemplos clássicos destes produtos:
Ácidos e alcalinos em geral.
Conhecimentos Básicos Química
SOLUBILIDADE
Propriedade que um produto químico tem de
se dissolver em um meio líquido.
Exemplo: sal de cozinha em água.
Conhecimentos Básicos Química
RADIOATIVIDADE
Propriedade que um produto possui de
liberar energia ou corpúsculos energizados,
com comprimento de onda menor que a luz
visível, que apresenta efeitos nefastos nos
seres vivos.
Exemplos: Urânio, Césio, Irídio, etc...
NOTA ESPECIAL
Apesar de parecer ser
distante das indústrias
modernas a
radioatividade está
presente em processos
como o da
GAMAGRAFIA.
21/03/2023
38
EXPOSIÇÃO
Toxicologia
O que é toxicidade?
Toxicidade é a capacidade de um molécula
química ou composto produzir uma
doença, uma vez que alcançou um ponto
suscetível dentro ou na superfície do
corpo.
Toxicologia
Termos Relacionados as Contaminações:
 Aguda
 Crônica
 Local
 Sistêmica.
Toxicologia
Intoxicação Aguda
É aquela caracterizada por exposição curta
ao contaminante, normalmente baseada em
segundos, minutos ou poucas horas. Via de
regra na contaminação aguda a dose, ou
quantidade, do produto contaminante é
elevada.
Toxicologia
Intoxicação Crônica
É utilizada em contraste com aguda. Normalmente é
uma contaminação caracterizada por longos
períodos de exposição (várias horas, dias,
semanas, meses), onde a vítima sofre contatos
repetitivos. A contaminação crônica está
normalmente associada a doses relativamente
baixas.
Toxicologia
Intoxicação Local
É aquela caracterizada quando a ação ocorre
em um ponto específico de contato do
produto químico com o corpo.
Normalmente ocorre na pele, nas membranas
mucosas, nas membranas dos olhos, nariz,
boca, traquéia, etc...
Toxicologia
Intoxicação Sistêmica
É aquela contaminação que é caracterizada
quando um produto químico apresenta
efeitos adversos em vários órgãos do
corpo, onde o produto não teve contato
direto, mas sim com o produto absorvido
pelo organismo.
Toxicologia
Classificações Internacionais:
 TLV – TWA (USA)
 IDHL (IPVS)
 Toxicidade Oral LD50
 Toxicidade Dérmica LD50
 Limite de Tolerância (LT – NR15)
Toxicologia
Uma pessoa é considerada contaminada
quando ocorreu a absorção do produto
químico.
O elemento de absorção é o SANGUE!
Toxicologia
Principais Vias de Absorção:
 Ação Cutânea (pele)
 Ingestão (gastro-intestinal)
 Inalação (respiração)
Toxicologia
Ação Cutânea
 Epiderme
 Derme
 Subcutânea
É responsável por
8% das
contaminações!
Toxicologia
Ingestão
 Diversos órgãos
envolvidos
 Ocorre por
descuido ou acidente
É responsável por
2% das
contaminações!
Toxicologia
Inalação
 Diversos órgãos
envolvidos (pulmões).
 Contaminação
extremamente rápida!
É responsável por 90%
das contaminações!
Toxicologia
 Fator Crítico para equipe de emergência
 Susceptibilidade Individual
 Necessidade Básica
 Conhecimentos em Primeiros Socorros
Toxicologia
Toda equipe de emergência deve
possuir, obrigatoriamente, dados sobre
a toxicidade dos produtos que poderão
encontrar em situações de
emergência!
Estatística de Acidentes
 Infelizmente não temos no Brasil uma
estatística nacional, adequada, dos
acidentes envolvendo produtos perigosos.
 As estatísticas são montadas considerando
vazamentos relatados para os órgãos
públicos.
Estatística de Acidentes
 Nos EUA foram reportados: 26.300/ano
Correlação entre locais das ocorrências
Aeroportos/Aviões 800
Transporte rodoviário/ferroviário 900
Pipeline 1.100
Desconhecido 1.500
Mar (próximo a costa) 3.000
Off-shore 6.000
Dentro das indústrias 13.000
Estatística de Acidentes
Correlação entre número de acidentes e volume de
produto derramado
0 a 10 galões (até 36 litros) 80,0%
De 10 a 84 galões (até 302,4 litros) 12,0%
De 84 a 1000 galões (até 3600 litros) 6,0%
De 1000 a 6000 galões (até 21.600 litros) 1,5%
Acima de 6000 galões 0,5%
Estatística de Transportes
Rodoviário
Ferroviário
Marítimo
Outros
No Brasil o transporte de cargas apresenta a
seguinte distribuição:
Estatística de Acidentes (SP)
Transp. Rodoviário
40%
Dutos 4%
Transp. Marítimo
15%
Rede Água/esgoto
2%
Residências 7%
Posto
Abastecimento 7%
Não Identificada
8%
Indústria 6%
Comércio 2%
Armazenamento
4%
Outras 5%
Fonte CETESB – Acidentes Ambientais de 1978 a 1995
Estatística de Acidentes (SP)
Metropolitana
55%
Baixada Santista
11%
Campinas 6%
Litoral Norte 11%
Vale do Paraíba
4%
Outras 10%
Vale do Ribeira
3%
Fonte CETESB – Locais de acidentes de 1978 a 1995.
Atendimento Emergencial
Seqüência Básica de eventos
 Análise e verificação dos riscos
 Proteção Pessoal
 Confinar / isolar a área
 Estancar Vazamento
 Limpeza
 Descontaminação
 Relatório
Análise e Verificação do Risco
Pontos Críticos:
 As emergências são dinâmicas, ou seja,
mudam em questões de segundos!
 O risco potencial deve ser analisado
imediatamente, para que as atividades do
grupo possam ser dirigidas de maneira
eficiente.
Análise e Verificação do Risco
Pontos importantes a serem considerados:
 Perigo potencial apresentado pelo produto
 Quantidade do produto envolvido
 Treinamento e conhecimento dos operários
envolvidos
 Relação de perigo imediato para pessoas,
meio ambiente e bens materiais
Análise e Verificação do Risco
Fator predominante
BOM SENSO
Análise e Verificação do Risco
Em caso de dúvida:
Assumir o Pior Caso Possível!
Análise e Verificação do Risco
É essencial que a substância envolvida em
uma emergência seja identificada, antes
que qualquer atitude errônea seja tomada!
Identificação do Produto
Dentro de uma empresa
 O produto envolvido em uma emergência poderá
ser identificado pela sua embalagem, tubulação,
tanque, etc..
 NOTA : na grande maioria das empresas, os
tambores, as tubulações, os tanques, os reatores
são, via de regra, identificados, fato este que
auxilia na identificação dos produtos envolvidos
em uma emergência.
Identificação de Produto
No Transporte
 Por lei, no Brasil, o transporte de produtos
perigosos segue uma padronização, onde é
necessário o emprego de painéis de
identificação e rótulos de risco.
 Tais rótulos de risco, bem como os painéis
de identificação seguem um padrão
internacional (ONU).
Identificação de Produto
Rótulo de Risco de Substâncias Explosivas – incluindo
Subclasses.
1.1 – 1.2 – 1.3 1.4 1.5 1.6
Identificação de Produto
Rótulo de Risco de Gases
2.2
2.1 2.3
Identificação de Produto
Rótulo de Risco de Líquidos Inflamáveis
Identificação de Produto
Rótulo de Risco de Sólidos inflamáveis, substâncias
sujeitas a combustão espontânea, e/ou substâncias que em
contato com água liberam gases inflamáveis.
4.1 4.2 4.3
Identificação de Produto
Rótulo de Risco Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos
Identificação de Produto
Rótulo de Risco Substâncias Tóxicas (venenosas) e Infectantes
Identificação de Produto
Rótulo de Risco Substâncias Radioativas
(transporte e embalagem)
Identificação de Produto
Rótulo de Risco Substâncias Corrosivas
Identificação de Produto
Rótulo de Risco Substâncias Químicas Diversas
Identificação de produto
Outro método é o
emprego do
Diamante de
Hommel, que indica
em uma figura
geométrica os riscos
presentes de um
determinado
produto.
Identificação de Produto
Exemplo de Painel de Identificação
Identificação de Produto
Além das placas de rótulo de risco e de
identificação do produto, também é
necessário que, junto com a documentação
fiscal, siga também a Ficha de Emergência
do produto químico.
A Ficha de Emergência traz informações
básicas para um início de atendimento
emergencial.
Identificação de Produto
Outro documento que também pode ser
encontrado é a FISPQ (Ficha de
Informação e Segurança de Produto
Químico), que é um documento muito
mais completo que a Ficha de Emergência,
pois além de informações sobre
emergências, indica informações médicas e
de preservação ambiental.
Identificação de Produto
Produto Desconhecido
 Necessário emprego de equipamentos e
procedimentos adequados.
Identificação de Produto
Equipamentos utilizados para determinar
produtos desconhecidos:
 Binóculo
 Oxi-toxi-explosímetro
 Tubos Reagentes
 Papel Tornasol
 Equipamento mais específico, como
medidor de energia radioativa
Binóculo que apresente bom alcance e
qualidade de visualização.
Identificação de Produto
Identificação de Produto
Oxi-toxi-explosímetro
Equipamento que
permite a
monitoramento de
vários gases e vapores
ao mesmo tempo,
principalmente os
explosivos.
Identificação de Produto
Sistemas de Tubos
Reagentes
Equipamentos que
permitem a rápida
identificação do
produto envolvido.
Sistema eficiente e
prático.
Identificação de Produto
Papel Tornasol
Permite a identificação
do pH do produto,
indicando se o mesmo
é ácido ou alcalino
Identificação de Produto
Em alguns tipos de
emergências é
necessário o
emprego de
equipamentos
específicos, tais
como medidor de
energia radioativa
Proteção Pessoal
Equipamentos Necessários:
 Roupas de Proteção Química
 Luvas de Proteção
 Proteção Respiratória
 Botas de Proteção Química
 Proteção para os Olhos
Proteção Pessoal
Roupas de Proteção Química - Requerimentos
 Resistência contra todas as substâncias químicas
 Não sofrer danos por esforços mecânicos (cortes e furos)
 Não deve ser afetada por diferenças de temperaturas
 Retardante de chamas
 Dielétrica (isolante)
 Proteção contra poeiras radioativas
 Não acumular calor interno
 Não impedir movimentação ou comunicação
 Leve, fácil de manusear, fácil descontaminação
 Simples Manutenção
 Preço Baixo
Proteção Pessoal
Níveis de Proteção
Nível A – nível de proteção utilizado quando
a proteção para a pele, olhos e trato
respiratório deve ser altíssima.
Proteção Pessoal
Equipamentos que compõem o nível A:
 Equipamento autônomo de pressão positiva
 Roupa de proteção, totalmente encapsulada
 Luvas de proteção química internas
 Luvas de proteção química externas
 Botas com resistência química com palmilha e biqueira
de aço
 Capacete de uso interno (opcional)
 Macacão de algodão de uso interno - long john (opcional)
 Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro
Proteção Pessoal
Nível B - necessário quando o maior nível
de proteção respiratória é necessário, mas
um nível menor de proteção para pele e
para os olhos é aplicado.
O nível B é o mínimo recomendado em
situações de início de entrada até que o
perigo tenha sido detectado e avaliado.
Proteção Pessoal
Equipamentos que compõem o nível B:
 Equipamento autônomo de pressão positiva
 Roupa de proteção (uma ou mais peças)
 Luvas de proteção química internas
 Luvas de proteção química externas
 Botas com resistência química com palmilha e biqueira
de aço, ou bota interna ou externa de proteção química
 Capacete de uso interno (opcional)
 Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro
Proteção Pessoal
Nível C - deve ser selecionado quando o
tipo de contaminante do ar é conhecido,
sua concentração medida e os critérios de
seleção para uso de equipamentos de
proteção respiratória estão de acordo com
os padrões mínimos necessários para
proteção eficiente.
A exposição da pele e dos olhos é
indesejada.
Proteção Pessoal
Equipamentos que compõem o nível C:
Respirador Facial com filtro apropriado
Roupa de proteção (uma ou mais peças)
Luvas de proteção química internas
Luvas de proteção química externas
Botas com resistência química com palmilha e biqueira
de aço, ou bota interna ou externa de proteção química
Capacete (opcional)
Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro
Respirador de fuga
Proteção Pessoal
Tipos de materiais utilizados na construção
de roupas de proteção química
 Materiais Revestidos
Materiais Laminados
Proteção Pessoal
Materiais
Revestidos
 Material composto
de tecido revestido
por materiais de alta
resistência química.
Proteção Pessoal
Materiais
Laminados
 Material
composto apenas
por laminados
plásticos, fixados
através de adesivos.
Proteção Pessoal
Material Revestido
Alta resistência Química
Alta Resistência Mecânica
Ótima flexibilidade
Peso razoável
Longa vida útil
Custo elevado
Material Laminado
Alta Resistência Química
Baixa Resistência Mecânica
Boa Flexibilidade
Material Leve
Vida útil curta
Baixo custo de aquisição
Proteção Pessoal
Exemplos de materiais revestidos:
 Viton
 Borracha Butílica
 PVC
 Umex
 HIMEX
Proteção Pessoal
Exemplo de material
revestido: roupa de
proteção TEAM
MASTER em Himex
Proteção Pessoal
Principais materiais laminados:
 Tychem
 Chemrel, Chem Master
 CPF (KSG)
 Reflector (KSG)
Proteção Pessoal
Exemplo de material
laminado: roupa de
proteção Responder
Plus (KSG)
Proteção Pessoal
Exemplo de
material
laminado: roupa
de proteção
Reflector (KSG)
Proteção Pessoal
Questão Importante:
As Roupas de Proteção Química apresentam
resistência ao fogo?
Proteção Pessoal
Resposta
A grande maioria não, apenas roupas mais
bem elaboradas como as roupas
REFLECTOR, VP1 e TEAM MASTER
(HIMEX), oferecem uma proteção
LIMITADA no contato a chamas.
Proteção Pessoal
Teste de
resistência a
chama:
Material - HIMEX
Proteção Pessoal
Limites operacionais das Roupas de Proteção
Química:
 Penetração
 Degradação
 Permeação
Proteção Pessoal
Penetração – processo pelo qual o produto
químico passa para o lado interno da roupa
devido a presença de pequenas aberturas
(furos, cortes ou falhas em acessórios
como o zíper).
Proteção Pessoal
Penetração
Proteção Pessoal
Degradação – processo pelo qual o
produto químico penetra na roupa devido a
incapacidade do material de construção
roupa resistir ao produto em questão.
Muitas vezes a degradação acontece
devido a fatores externos tais como: calor,
presença de ozônio, radiação ultra-violeta,
etc...
Proteção Pessoal
Degradação
Proteção Pessoal
Permeação – processo pelo qual um
produto químico passa através do material
que compõe a roupa de proteção química,
sem que haja a presença de furos, falhas ou
ataques químicos.
Pode acontecer com pequenos, ou até mesmo
sem, efeitos visíveis ou perceptíveis.
Proteção Pessoal
Permeação
Fases da Permeação
 Absorção
 Difusão
 Desorção
Proteção Pessoal
Desenhos de Roupas de Proteção Química
Desenho Clássico
Desenho Justo
Proteção Pessoal
Tipos de costuras das Roupas de
Proteção Química.
Existem vários tipos de costuras
empregadas na confecção de roupas
de proteção química.
Proteção Pessoal
 Serged:
Costura mais simples.
Mais econômica.
Menor eficiência de
proteção.
Proteção Pessoal
 Bound:
Costura trançada com
auxílio de reforço.
Também chamada de
costura “BATIDA”.
Oferece maior resistência
mecânica que a costura
“SERGED”.
Proteção Pessoal
 Soldada (NSR):
Processo de soldagem de
peças de roupa.
Funcional para elementos
plásticos que sofrem
fusão.
É uma costura “selada”, no
entanto a resistência
mecânica não é alta.
Proteção Pessoal
 Strapped:
Costura de maior
resistência
mecânica e
química.
Considerada ideal
para roupas de
proteção química.
Proteção Pessoal
Luvas de Proteção
Existem diversos tipos de luvas, que
apresentam desenhos diferentes, assim
como são construídas com materiais
diferentes.
Proteção Pessoal
Principais materiais de construção de luvas
 Couro natural (raspa, vaqueta ou Picari)
 Algodão (tricotada, grafatex, lona)
 Kevlar (substituto do amianto)
 Látex
 PVC
 Borracha Nitrílica
 PVA
 Borracha Butílica
 Cloropreno
 Fluorelastômero
Proteção Pessoal
Luva de couro
 Raspa/Vaqueta/Picari
 Boa resistência mecânica
 Sem resistência química
Proteção Pessoal
Luva de algodão
 Tricotada/Lona/Grafatex
 Boa tactilidade
 Sem resistência química
Proteção Pessoal
Luva de kevlar
 Boa tactilidade
 Resistência mecânica
 Baixa resistência química
(permeável)
Proteção Pessoal
Látex
 Impermeável
 Tactilidade
 Resistência química
baixa, apenas para
soluções aquosas
Proteção Pessoal
PVC
 Baixa tactilidade
 Média resistência
mecânica
 Boa resistência ácidos e
alcalinos
 Baixa resistência a
solventes em geral.
Proteção Pessoal
Borracha Nitrílica
 Boa tactilidade
 Baixa resistência a
corrosivos
 Boa resistência a
solventes
Proteção Pessoal
PVA
 Baixa resistência
mecânica
 Ideal para solventes
apolares
 Não recomendada para
solventes polares e água.
Proteção Pessoal
Borracha Butílica
 Alta tactilidade
 Alta resistência química
 Alto custo
Proteção Pessoal
Cloropreno
 Alta tactilidade
 Alta resistência química
 Custo acessível
Proteção Pessoal
Fluorelastômero
 Excelente tactilidade
 Excelente vida útil
 Excelente resistência
química
 Alto custo aquisição
Proteção Pessoal
Os materiais que mais suportam produtos
químicos são:
 Neoprene
 Borracha Butílica
 Viton
Proteção Pessoal
Proteção Respiratória
Os equipamentos de proteção respiratória são
imprescindíveis para o atendimento de
emergências envolvendo produtos perigosos.
Proteção Pessoal
Os equipamentos de proteção respiratória são
classificados em dois grandes grupos:
 Equipamentos Dependentes
 Equipamentos Independentes
Proteção Pessoal
Equipamentos
dependentes
São aqueles que
dependem do oxigênio
do ar, no local onde se
encontra o respirador.
Exemplo:
Respirador Facial com
filtro
Proteção Pessoal
Equipamentos
independentes
São aqueles que não
dependem do oxigênio
do ar, no local onde se
encontra o respirador.
Exemplo:
Equipamento Autônomo
Proteção Pessoal
Os equipamentos escolhidos deverão
fornecer proteção suficiente para o risco
envolvido na atividade emergencial.
Como recomendação devemos adotar sempre
equipamentos autônomos de pressão
positiva.
Proteção Pessoal
As botas de proteção
utilizadas em
emergências envolvendo
produtos perigosos
deverão possuir
resistência química e
mecânica (palmilha e
biqueiras de aço).
Confinar / Isolar a Área
Fatores que influem na determinação da área a ser
isolada em uma emergência envolvendo produtos
perigosos:
 Produto químico (nível de toxicidade)
 Estado físico (sólido, líquido, vapor)
 Ambiente do acidente (aberto ou fechado)
 Existência de correntes de água (rios, lagos,
etc...)
 Substância é carregada por agente meteorológico
(ventos, chuvas, etc...)
Confinar / Isolar a Área
Não existe uma regra prática para
determinar a área a ser isolada em uma
emergência envolvendo produtos
perigosos.
Além dos fatores já citados, deverá ser
considerado o bom senso da equipe de
emergência!
Confinar / Isolar a Área
Confinar / Isolar a Área
Equipamentos utilizados par isolar a área:
 Cones de sinalização
 Fitas zebradas com ou sem mensagem
 Placas de identificação
 Lanternas e sinalizadores
 Sirenes e alarmes
 Megafone
Confinar / Isolar a Área
Atenção deve ser dada
as lanternas do grupo
de emergência, que
deverão ser do tipo
classificada (à prova
de explosão ou
intrinsecamente
seguras).
Confinar / Isolar a Área
Em muitas situações emergenciais, a maior
parte dos membros da equipe de
emergência terão como função primária
manter a área isolada de indivíduos
externos.
NOTA - mesmo quando provocada e equipe
de emergência não deverá reagir de
maneira violenta!
Estancar o Vazamento
Este passo da atividade emergencial pode
necessitar ou não de equipamentos
específicos.
Em alguns casos para que um vazamento
seja eliminado pode ser necessário apenas
o rolamento de um tambor, o fechamento
de uma válvula ou o desligamento de uma
bomba.
Estancar o Vazamento
Em algumas situações, será necessário o
emprego de artifícios mais sofisticados ou
até mesmo de equipamentos altamente
especializados.
Entre os equipamentos utilizados destacam-
se os seguintes:
Estancar o Vazamento
Batoques
 Madeira
 Bronze
 Neoprene
Estancar o Vazamento
Resinas Epóxi
de Secagem
Rápida
Estancar o Vazamento
Bolsas
Infláveis
Ideais para
tanques
rodoviários
e estáticos.
Estancar o Vazamento
Bolsas Infláveis para drenos e tubulações
Estancar o Vazamento
As Bolsas Infláveis para drenos e ralos estão
disponíveis nas seguintes versões:
 Simples tipo Tampão
 Com BY-PASS
Estancar o Vazamento
Bolsas Infláveis
para Drenos e
Ralos
Versão Simples
tipo Tampão
Diâmetros:
7 a 140 cm
Estancar o Vazamento
Bolsas Infláveis
para Drenos e Ralos
Versão com
BY-PASS
Diâmetros:
10 a 120 cm
Estancar o Vazamento
Bolsas Infláveis
para tubulações
 Fácil aplicação,
com excelente poder
de vedação.
 Disponível em 2
tamanhos que podem
ser aplicados em
tubulações de 5 a 48
cm de diâmetro.
Estancar o Vazamento
Luvas Metálicas
para Tubulações
 Ideal para
tubulações de
pequeno porte.
Fácil aplicação e
grande vida útil.
Atende tubulações
de ½ a 5”
Estancar o Vazamento
Cintas de vedação para tambores
 Ideal para tambores, bombonas, containers e embalagens
de médio porte.
Podem ser aplicados em tanques rodoviários e estáticos.
Diversos modelos.
Estancar o Vazamento
Em algumas situações práticas a melhor maneira é
criar um sistema de contenção de grande porte,
evitando assim uma contaminação maior.
Estancar o Vazamento
Em outras situações é
necessário o emprego
de produtos
específicos para as
necessidades da área
produtiva.
Exemplo:
Bloqueador universal
Estancar o Vazamento
Pallet’s de contenção
em locais
estratégicos.
Estancar o Vazamento
Em algumas situações, quando
estão envolvidos produtos na
forma gasosa, armazenados
em recipientes de alta
pressão é necessário o
emprego de equipamentos
especialmente desenvolvidos
para esta finalidade.
Estancar o Vazamento
Para cilindros
de até 50
litros de
capacidade
volumétrica é
utilizado o
KIT A, visto
na figura ao
lado.
Estancar o Vazamento
Para cilindros de
900 quilos, é
utilizado o KIT
B, conforme
figura ao lado.
Estancar o Vazamento
Para tanques
rodoviários, são
empregados o
KIT C, como
visto na foto.
Este KIT
apresenta
grandes
dimensões e alto
peso para
transporte.
Estancar o Vazamento
 NOTA – atenção
especial deve ser dada as
ferramentas manuais,
que são utilizadas em
emergências envolvendo
produtos inflamáveis,
que deverão ser de
bronze –fosforoso.
Limpeza
A limpeza é, sem
dúvida a etapa
mais longa e
cansativa de uma
emergência
envolvendo
produtos
perigosos.
Limpeza
Nota Importante:
Os procedimentos de limpeza irão variar de acordo
com os seguintes pontos:
 Produto envolvido na emergência
 Estado físico do produto
 Toxicidade
 Quantidade envolvida
 Ambiente onde ocorreu o acidente
Limpeza
Para produtos Sólidos
Na grande maioria dos
casos a limpeza poderá
ser realizada com
auxílio de vassouras,
pás e enxadas.
Nota: devemos sempre
utilizar pás, vassouras e
enxadas de materiais
plásticos.
Limpeza
Outra técnica
utilizada na
limpeza de
produtos na
forma sólida é a
aspiração,
através de
equipamentos
apropriados.
Limpeza
NOTA IMPORTANTE:
No caso de utilizar o princípio de aspiração
de resíduos, o sistema de aspiração deverá
ser do tipo à prova de explosão ou ser do
tipo pneumático como o mostrado na
figura passada.
Limpeza
Para produtos Líquidos
Neste caso os procedimentos de limpeza irão
variar de acordo com os seguintes fatores:
 Viscosidade
 pH
 Imiscibilidade com água
 Quantidade
Limpeza
Para a grande maioria dos casos práticos,
poderão ser empregados materiais
absorventes, ou técnicas de separação com
equipamentos apropriados.
Limpeza
Absorventes – existem diversos tipos de
materiais absorventes utilizados em
emergências envolvendo produtos
perigosos.
Abaixo colocamos os materiais mais
comuns.
Limpeza
Areia
Vantagens:
baixo custo
fartura
Desvantagens:
peso
baixa eficiência
aumento de área
não é incinerável
deposição final
Limpeza
Pó de Serra (serragem)
Vantagens:
baixo custo
leve
incinerável
Desvantagens:
baixa eficiência
aumento de área
deposição final
Limpeza
Vermiculita
Vantagens:
baixo custo
leve
resistência química
eficiência razoável
Desvantagens:
não incinerável
aumento de área
deposição final
Limpeza
Cinzas Vulcânicas
Vantagens:
específica (óleos)
alta eficiência
Desvantagens:
peso
não incinerável
aumento de área
deposição final
Limpeza
Fibras Vegetais
Vantagens:
leve
boa eficiência
incinerável
Desvantagens:
custo
aumento de área
Limpeza
Turfa (Peat)
Vantagens:
leve
boa eficiência
incinerável
Desvantagens:
alto custo
aumento de área
baixa recuperação do produto absorvido
Limpeza
CELUFLOC
Vantagens:
leve
boa eficiência
incinerável
baixo custo
ótima recuperação
Desvantagens:
aumento de área
Limpeza
Micro Fibras PE
Vantagens:
leve
ótima eficiência
incinerável
seletividade
excelente recuperação
relação custo x benefício
Desvantagens:
custo inicial
Limpeza
Micro Fibras PP
Vantagens:
leve
ótima eficiência
incinerável
resistência química
excelente recuperação
relação custo x benefício
Desvantagens:
custo inicial
Limpeza
Formatos de fornecimento
Os produtos absorventes são também fornecidos em
diferentes formatos dos aqui apresentados, sendo os
mais comuns:
 Tapetes
 Almofadas
Barreiras
Limpeza
Tapetes absorventes -
Microfibras
São de fácil aplicação
prática, e apresentam
excelente velocidade de
absorção. Utilizados em
conjuntos com almofadas
e barreiras.
Limpeza
Tapetes absorventes
Microfibras
Uma característica que
os tapetes absorventes
devem ter é resistência
mecânica para suportar
as exigências da
emergência!
Limpeza
Almofadas absorventes
Apresentam as mesmas
vantagens dos tapetes
absorventes, no entanto
por possuírem maior
quantidade de material,
são empregadas em áreas
onde há o acúmulo de
líquidos (poças).
Limpeza
Barreiras absorventes
Apresentam as mesmas
vantagens vistas
anteriormente e são
utilizadas
principalmente para
cercar o líquido
derramado.
Limpeza
Barreiras
absorventes
Existem barreiras
absorventes
especialmente
desenvolvidas
para atenderem
vazamentos em
leitos aquosos.
Limpeza
Nota importante:
Não é recomendado que se tenha em estoque
apenas uma única versão de material
absorvente, como exemplo tapetes.
O ideal é dispor de tapetes, almofadas e
barreiras, em quantidades condizentes com
a possível emergência.
Limpeza
Com intuito de ajudar na aquisição de produtos
absorventes, já existem disponíveis no mercado
um grande número de KITS absorventes para as
mais variadas situações!
Limpeza
Um equipamento que auxilia muito a redução de
resíduos e permite a reutilização de absorventes é
a prensa de recuperação, que pode ser de
acionamento manual.
Limpeza
Além dos produtos absorventes, outros
equipamentos e técnicas são aplicados no
processo de limpeza.
Entre as técnicas aplicadas, encontramos as
seguintes:
Limpeza
Entre as técnicas de
limpeza de
líquidos, está
também a
aspiração, que deve
ser sempre feita por
equipamentos
adequados aos
riscos presentes.
Limpeza
Para produtos
inflamáveis o sistema
de aspirador deverá
ser aprovado para
operação com
produtos inflamáveis.
Limpeza
Neutralização
Técnica que consiste na correção do pH do
produto envolvido no acidente com um
produto que apresente características
inversas quanto ao pH.
A Neutralização é uma operação que
apresenta algumas vantagens e
desvantagens:
Limpeza
Neutralização
Vantagens Desvantagens
Eliminação do risco de
danos pelo causados
pelo pH.
Operação de risco, que
normalmente inclui uma
reação exotérmica.
Manuseio do material
neutralizado mais fácil e
seguro
Aumento significativo
do volume dos resíduos
finais da emergência.
Limpeza
Para evitar que riscos desnecessários sejam
assumidos, as operações de neutralização
devem ser realizadas com soluções
bastante diluídas para evitar reações
descontroladas.
A operação deve ser conduzida de fora para
dentro.
Limpeza
No esquema ao
lado podemos
ver o sentido
de
neutralização a
ser realizado.
Limpeza
Transbordo ou Transferência
Técnica que consiste na transferência do conteúdo
de um recipiente avariado para outro intacto.
A operação de transbordo ou transferência
dependerá de fatores tais como:
 Tipo do produto envolvido
 Quantidade do líquido envolvido
Limpeza
Para operações de pequeno
porte, principalmente
quando os produtos
envolvidos se encontram
em embalagens
fracionadas (tambores,
bombonas, galões,
etc...), é comum o
emprego de pequenas
bombas de transferência.
Limpeza
Para operações de
transbordo maiores,
muitas vezes é
necessário o emprego
de equipamentos mais
complexos, tais como
bombas, onde
recomendamos as
pneumáticas de duplo
diafragma.
Limpeza
Atenção especial deve
ser dada aos
mangotes utilizados
nas operações de
transbordo, que
deverão apresentar
resistência química
adequada aos
produtos envolvidos,
assim como as
próprias bombas.
Limpeza
Em muitas situações, será necessário
também o emprego de reservatórios
temporários, para que as operações
ocorram sem perda de tempo.
Existem diversos tipo de reservatórios
provisórios que podem ser utilizados;
Entre eles destacam-se:
Limpeza
Tanque auto
sustentável,
com armação
inflável.
Limpeza
Tanques colapsáveis, que são ideais para
emergências de grande porte, pois ocupam
pouco espaço quando estão fora de uso e
podem armazenar grande quantidade de
produtos químicos.
Limpeza
Disponíveis em diferentes materiais de
construção:
 Químicos
 Petróleo
 Água
Capacidades de 200 litros a 400 m3.
Limpeza
Outra técnica utilizada para separação de água e
óleo é o sifonamento.
Esta técnica só é viável em pequenos leitos
aquosos.
Limpeza
Biorremediação
Processo controlado de eliminação de
resíduos pela ação de microrganismos.
Aplicável para substâncias oriundas do
petróleo.
Limpeza
A Biorremediação pode
ser realizada em meio
aquoso, desde que o
meio esteja
confinado, para que a
concentração ideal de
elementos vivos por
litro seja mantida.
Limpeza
A Biorremediação
também pode ser
realizada
diretamente no
solo. Neste tipo
de aplicação o
fator limitante é a
permeabilidade
do solo em
relação a água.
Limpeza
Para produtos na forma de gás ou vapor
Para este tipo de situação não há
equipamentos que consigam reter o gás ou
vapor, sem no entanto reter o próprio ar
ambiente.
Para conter um gás que está na atmosfera, o
único princípio aplicado com sucesso é o
da cortina d’água.
Limpeza
No esquema ao lado vemos a aplicação do método
de cortina d’água.
Limpeza
Nota importante:
Todo o resíduo proveniente da aplicação do
método da cortina d’água é considerado
como resíduo perigoso e deverá ser
contido e coletado de acordo com as
técnicas já descritas para as substâncias
líquidas.
Descontaminação
Os brigadistas envolvidos em um acidente com
produtos perigosos podem se contaminar de
diversas maneiras:
 Contato com gases, vapores e aerodispersóides.
 Contato com respingos.
 Contato direto com o produto.
 Através do contato com o solo contaminado.
 Através do contato com equipamentos
contaminados.
Descontaminação
Descontaminação é um processo que
consiste na remoção física dos
contaminantes ou na alteração de sua
natureza química para substâncias
inócuas.
Foram criados 3 procedimentos básicos para
descontaminação:
Descontaminação
Descontaminação de produtos de baixa
toxicidade:
1 – lavagem da roupa com solução fraca (1 a
2%) fosfato trissódico e enxágüe com
água.
2 – lavagem dos equipamentos com mesmo
procedimento.
3 – usuário deve lavar rosto, mãos e corpo
com água e sabão neutro.
Descontaminação
Produtos considerados de baixa toxicidade:
Acetato de butila Cloreto de vinila
Acetofenona Clorofórmio
Acetona Dissulfeto de carbono
Álcool etílico Etilmetilcetona (MEK)
Álcool metílico Formaldeído
Amônia Gasolina
Benzeno Metiletiléter
Butadieno Óleo diesel
Ciclohexano Óleos lubrificantes
Descontaminação
Descontaminação de produtos de média toxicidade:
1 – lavagem da roupa e equipamentos com água.
2 – após lavagem acondicionar todos equipamentos
em sacos plásticos para transporte adequado.
3 – usuário deve lavar rosto (especial cuidado ao
redor da boca e fossas nasais), mãos (embaixo
das unhas) e corpo com água e sabão neutro.
Não fumar, beber, comer, tocar o rosto ou urinar
antes da lavagem indicada acima!
Descontaminação
Produtos considerados de média toxicidade:
Acetaldeído Brometo de metila
Ácido clorídrico Cloro
Acrilato de etila Cumeno
Anilina Hidróxido de sódio
Bromo Isopropilamina
Ciclohexanol Óxido de etileno
Dicloreto de etileno Pentaclorofenol
Fluoreto de hidrogênio Peróxido de hidrogênio
oleum Praguicidas
Descontaminação
Descontaminação de produtos de alta toxicidade:
1 – lavagem da roupa e equipamentos com água.
2 – após lavagem acondicionar todos equipamentos
em sacos plásticos para transporte adequado.
3 – usuário deve lavar rosto (especial cuidado ao
redor da boca e fossas nasais), mãos (embaixo
das unhas) e corpo com água e sabão neutro.
Não fumar, beber, comer, tocar o rosto ou urinar
antes da lavagem indicada acima!
Passar por médico, informando a atividade
emergencial e o produto envolvido para check-
up!
Descontaminação
Produtos considerados de alta toxicidade:
Acrilonitrila Adiponitrila
Aldrin Alilamina
Arsina Cianeto de hidrogênio
Cianogênio Cloropicrina
Dibrometo de etileno 2,4 – TDI
Dioxina Fósforometil
Fosgênio Hidrazina
Pentassulfeto de antimônio Tetraóxido de nitrogênio
Descontaminação
Na prática as
operações de
descontamin
ação deve
ser feita em
uma área
adequada,
denominada
corredor de
descontamin
ação, como
visto ao
lado.
Descontaminação
Para emergências de
grande porte,
conjuntos especiais de
descontaminação, que
oferecem privacidade
aos membros da
equipe, devem ser
adotados.
Relatório
Um bom relatório deverá conter todas as
informações, necessárias para que seja
estabelecido com certeza a seqüência dos
eventos de uma emergência e suas
conseqüências.
Entre os dados que devemos ter em um
relatório temos:
Relatório
 Hora e local da emergência
 Hora da chegada da equipe no local do acidente
 Produtos e suas quantidades envolvidas
 Presença e relatos de testemunhas
 Dados completos das vítimas (se existirem)
 Danos causados as vítimas (se existirem)
 Danos ambientais (se existirem)
 Danos materiais (se existirem)
 Tempo gasto para controle
 Equipamentos utilizados
Relatório
NOTA FINAL
A principal idéia de um relatório não é
achar um culpado para o acidente, mas
sim estudar as causas e efeitos para que
sejam tomadas as devidas correções
para que nunca aconteça o mesmo
problema de novo.

Apresentação Produtos Perigosos completa.ppt

  • 1.
  • 2.
    Introdução A existência deprodutos perigosos, bem como a ocorrência de acidentes e intoxicações envolvendo os mesmos é tão antiga como a própria história da humanidade. Na antiguidade, tais acidentes eram muitas vezes relatados em lendas – exemplo: bruxas que habitavam o monte Vesúvio no Império Romano antes de Cristo.
  • 3.
    Introdução No início darevolução industrial, mais precisamente no final do século XVIII, tivemos um grande avanço tecnológico, que também ocasionou uma demanda muito grande por combustível, que nesta época era o carvão mineral. Desde esta época, o número de acidentes envolvendo produtos químicos (perigosos) vêm aumentando de maneira significativa.
  • 4.
    Introdução A substituição docarvão mineral pelo petróleo, no início do século XX, mudou radicalmente a indústria. Poço em 1909 Campo de exploração – Califórnia 1920
  • 5.
    Introdução Já nas duasprimeiras décadas do século XX, as indústrias químicas apresentaram um grande desenvolvimento. Indústria química na Alemanha em 1914.
  • 6.
    Introdução A necessidade detransportar os produtos químicos, desde então, se tornou cada vez maior, sendo realizada cada vez com maior freqüência. Caminhão tanque de 1920 – utilizado no transporte à granel.
  • 7.
    Introdução Desde então diversosacidentes ocorreram, causando grandes perdas de vidas e danos a propriedades e meio ambiente.
  • 8.
    Bophal - Índia– 3/12/1984
  • 9.
  • 10.
    Riongchon - Coréiado Norte – 22/04/2004
  • 11.
    Alaska – ExxonValdez – 24/03/89
  • 12.
    Sandoz – Suíça– 01/11/1986
  • 13.
    Goiânia – Brasil– 13/09/87
  • 14.
    Cataguazes – Brasil– 29/03/2003
  • 15.
    Vila Socó –Cubatão – 25/02/1984
  • 16.
    São José dosCampos – Brasil – 10/1981
  • 17.
    Equipe de Emergência Profissionalismo  Prudência  Determinação
  • 18.
    Fatores Importantes  Asemergências que envolvem produtos perigosos podem ser situações de vida ou morte!  A responsabilidade é do Grupo, e nunca apenas de um único indivíduo!  A somatória dos valores individuais ira tornar o sucesso garantido!
  • 19.
    Conhecimentos Básicos Química Aspessoas que atuam em contato com produtos químicos, seja na produção, distribuição, transporte e consumo final devem ter conhecimentos básicos sobre Química, principalmente sobre as precauções a serem adotadas para evitar acidentes e contaminações.
  • 20.
    Conhecimentos Básicos Química Principaisestados físicos da matéria:  Sólido  Líquido  Gás e vapor
  • 21.
    Conhecimentos Básicos Química SÓLIDO Oque é um sólido? Uma porção de matéria que possui forma e volume definido. Exemplo: uma barra de ferro.
  • 22.
    Conhecimentos Básicos Química LÍQUIDO Oque é um líquido? Uma porção de matéria que não possui forma definida, mas apresenta volume definido. Exemplo: vinho em uma garrafa.
  • 23.
    Conhecimentos Básicos Química GÁSOU VAPOR O que é um gás ou vapor? Uma porção de matéria que não possui forma ou volume definido. Exemplo: ar dentro de um pneu.
  • 24.
    Conhecimentos Básicos Química Misturas– que podem ser dos seguintes tipos:  Homogênea  Heterogênea  Emulsão
  • 25.
    Conhecimentos Básicos Química Oque é uma mistura homogênea? É uma mistura entre dois ou mais produtos onde é impossível distinguir um do outro. Exemplo: água e álcool.
  • 26.
    Conhecimentos Básicos Química Oque é uma mistura heterogênea? É uma mistura de dois ou mais produtos diferentes onde é possível diferenciar um produto do outro. Exemplo: água e óleo em um copo.
  • 27.
    Conhecimentos Básicos Química Oque é uma emulsão? É uma mistura heterogênea, onde os produtos estão bem misturados, que apresentam características de uma mistura homogênea. Exemplo: um copo com mistura de água e óleo bastante agitada.
  • 28.
    Conhecimentos Básicos Química ReaçõesQuímicas:  Reações exotérmicas  Reações endotérmicas
  • 29.
    Conhecimentos Básicos Química Oque são reações exotérmicas? São aquelas que quando ocorrem liberam energia (calor). Em muitos casos, tais reações podem sair do controle de maneira rápida e violenta. Podem ser reações perigosas.
  • 30.
    Conhecimentos Básicos Química Simulação deexplosão com reação exotérmica.
  • 31.
    Conhecimentos Básicos Química Oque são reações endotérmicas? São reações químicas que para ocorrerem tiram energia (calor) do ambiente ao redor. As reações endotérmicas envolvendo produtos criogênicos são muito perigosas.
  • 32.
    Conhecimentos Básicos Química Característicasimportantes dos produtos químicos:  Inflamabilidade  Corrosividade  Solubilidade  Radioatividade
  • 33.
    Conhecimentos Básicos Química INFLAMABILIDADE Propriedadeque uma substância apresenta quando a mesma pode entrar em reação de combustão (queima) em condições próximas as normais de temperatura e pressão. Exemplo: gasolina
  • 34.
    Conhecimentos Básicos Química CORROSIVIDADE Propriedadeque um produto apresenta quando o mesmo entra em reação química com o recipiente que o contém. São exemplos clássicos destes produtos: Ácidos e alcalinos em geral.
  • 35.
    Conhecimentos Básicos Química SOLUBILIDADE Propriedadeque um produto químico tem de se dissolver em um meio líquido. Exemplo: sal de cozinha em água.
  • 36.
    Conhecimentos Básicos Química RADIOATIVIDADE Propriedadeque um produto possui de liberar energia ou corpúsculos energizados, com comprimento de onda menor que a luz visível, que apresenta efeitos nefastos nos seres vivos. Exemplos: Urânio, Césio, Irídio, etc...
  • 37.
    NOTA ESPECIAL Apesar deparecer ser distante das indústrias modernas a radioatividade está presente em processos como o da GAMAGRAFIA.
  • 38.
  • 39.
    Toxicologia O que étoxicidade? Toxicidade é a capacidade de um molécula química ou composto produzir uma doença, uma vez que alcançou um ponto suscetível dentro ou na superfície do corpo.
  • 40.
    Toxicologia Termos Relacionados asContaminações:  Aguda  Crônica  Local  Sistêmica.
  • 41.
    Toxicologia Intoxicação Aguda É aquelacaracterizada por exposição curta ao contaminante, normalmente baseada em segundos, minutos ou poucas horas. Via de regra na contaminação aguda a dose, ou quantidade, do produto contaminante é elevada.
  • 42.
    Toxicologia Intoxicação Crônica É utilizadaem contraste com aguda. Normalmente é uma contaminação caracterizada por longos períodos de exposição (várias horas, dias, semanas, meses), onde a vítima sofre contatos repetitivos. A contaminação crônica está normalmente associada a doses relativamente baixas.
  • 43.
    Toxicologia Intoxicação Local É aquelacaracterizada quando a ação ocorre em um ponto específico de contato do produto químico com o corpo. Normalmente ocorre na pele, nas membranas mucosas, nas membranas dos olhos, nariz, boca, traquéia, etc...
  • 44.
    Toxicologia Intoxicação Sistêmica É aquelacontaminação que é caracterizada quando um produto químico apresenta efeitos adversos em vários órgãos do corpo, onde o produto não teve contato direto, mas sim com o produto absorvido pelo organismo.
  • 45.
    Toxicologia Classificações Internacionais:  TLV– TWA (USA)  IDHL (IPVS)  Toxicidade Oral LD50  Toxicidade Dérmica LD50  Limite de Tolerância (LT – NR15)
  • 46.
    Toxicologia Uma pessoa éconsiderada contaminada quando ocorreu a absorção do produto químico. O elemento de absorção é o SANGUE!
  • 47.
    Toxicologia Principais Vias deAbsorção:  Ação Cutânea (pele)  Ingestão (gastro-intestinal)  Inalação (respiração)
  • 48.
    Toxicologia Ação Cutânea  Epiderme Derme  Subcutânea É responsável por 8% das contaminações!
  • 49.
    Toxicologia Ingestão  Diversos órgãos envolvidos Ocorre por descuido ou acidente É responsável por 2% das contaminações!
  • 50.
    Toxicologia Inalação  Diversos órgãos envolvidos(pulmões).  Contaminação extremamente rápida! É responsável por 90% das contaminações!
  • 51.
    Toxicologia  Fator Críticopara equipe de emergência  Susceptibilidade Individual  Necessidade Básica  Conhecimentos em Primeiros Socorros
  • 52.
    Toxicologia Toda equipe deemergência deve possuir, obrigatoriamente, dados sobre a toxicidade dos produtos que poderão encontrar em situações de emergência!
  • 53.
    Estatística de Acidentes Infelizmente não temos no Brasil uma estatística nacional, adequada, dos acidentes envolvendo produtos perigosos.  As estatísticas são montadas considerando vazamentos relatados para os órgãos públicos.
  • 54.
    Estatística de Acidentes Nos EUA foram reportados: 26.300/ano Correlação entre locais das ocorrências Aeroportos/Aviões 800 Transporte rodoviário/ferroviário 900 Pipeline 1.100 Desconhecido 1.500 Mar (próximo a costa) 3.000 Off-shore 6.000 Dentro das indústrias 13.000
  • 55.
    Estatística de Acidentes Correlaçãoentre número de acidentes e volume de produto derramado 0 a 10 galões (até 36 litros) 80,0% De 10 a 84 galões (até 302,4 litros) 12,0% De 84 a 1000 galões (até 3600 litros) 6,0% De 1000 a 6000 galões (até 21.600 litros) 1,5% Acima de 6000 galões 0,5%
  • 56.
    Estatística de Transportes Rodoviário Ferroviário Marítimo Outros NoBrasil o transporte de cargas apresenta a seguinte distribuição:
  • 57.
    Estatística de Acidentes(SP) Transp. Rodoviário 40% Dutos 4% Transp. Marítimo 15% Rede Água/esgoto 2% Residências 7% Posto Abastecimento 7% Não Identificada 8% Indústria 6% Comércio 2% Armazenamento 4% Outras 5% Fonte CETESB – Acidentes Ambientais de 1978 a 1995
  • 58.
    Estatística de Acidentes(SP) Metropolitana 55% Baixada Santista 11% Campinas 6% Litoral Norte 11% Vale do Paraíba 4% Outras 10% Vale do Ribeira 3% Fonte CETESB – Locais de acidentes de 1978 a 1995.
  • 59.
    Atendimento Emergencial Seqüência Básicade eventos  Análise e verificação dos riscos  Proteção Pessoal  Confinar / isolar a área  Estancar Vazamento  Limpeza  Descontaminação  Relatório
  • 60.
    Análise e Verificaçãodo Risco Pontos Críticos:  As emergências são dinâmicas, ou seja, mudam em questões de segundos!  O risco potencial deve ser analisado imediatamente, para que as atividades do grupo possam ser dirigidas de maneira eficiente.
  • 61.
    Análise e Verificaçãodo Risco Pontos importantes a serem considerados:  Perigo potencial apresentado pelo produto  Quantidade do produto envolvido  Treinamento e conhecimento dos operários envolvidos  Relação de perigo imediato para pessoas, meio ambiente e bens materiais
  • 62.
    Análise e Verificaçãodo Risco Fator predominante BOM SENSO
  • 63.
    Análise e Verificaçãodo Risco Em caso de dúvida: Assumir o Pior Caso Possível!
  • 64.
    Análise e Verificaçãodo Risco É essencial que a substância envolvida em uma emergência seja identificada, antes que qualquer atitude errônea seja tomada!
  • 65.
    Identificação do Produto Dentrode uma empresa  O produto envolvido em uma emergência poderá ser identificado pela sua embalagem, tubulação, tanque, etc..  NOTA : na grande maioria das empresas, os tambores, as tubulações, os tanques, os reatores são, via de regra, identificados, fato este que auxilia na identificação dos produtos envolvidos em uma emergência.
  • 66.
    Identificação de Produto NoTransporte  Por lei, no Brasil, o transporte de produtos perigosos segue uma padronização, onde é necessário o emprego de painéis de identificação e rótulos de risco.  Tais rótulos de risco, bem como os painéis de identificação seguem um padrão internacional (ONU).
  • 67.
    Identificação de Produto Rótulode Risco de Substâncias Explosivas – incluindo Subclasses. 1.1 – 1.2 – 1.3 1.4 1.5 1.6
  • 68.
    Identificação de Produto Rótulode Risco de Gases 2.2 2.1 2.3
  • 69.
    Identificação de Produto Rótulode Risco de Líquidos Inflamáveis
  • 70.
    Identificação de Produto Rótulode Risco de Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea, e/ou substâncias que em contato com água liberam gases inflamáveis. 4.1 4.2 4.3
  • 71.
    Identificação de Produto Rótulode Risco Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos
  • 72.
    Identificação de Produto Rótulode Risco Substâncias Tóxicas (venenosas) e Infectantes
  • 73.
    Identificação de Produto Rótulode Risco Substâncias Radioativas (transporte e embalagem)
  • 74.
    Identificação de Produto Rótulode Risco Substâncias Corrosivas
  • 75.
    Identificação de Produto Rótulode Risco Substâncias Químicas Diversas
  • 76.
    Identificação de produto Outrométodo é o emprego do Diamante de Hommel, que indica em uma figura geométrica os riscos presentes de um determinado produto.
  • 77.
    Identificação de Produto Exemplode Painel de Identificação
  • 78.
    Identificação de Produto Alémdas placas de rótulo de risco e de identificação do produto, também é necessário que, junto com a documentação fiscal, siga também a Ficha de Emergência do produto químico. A Ficha de Emergência traz informações básicas para um início de atendimento emergencial.
  • 79.
    Identificação de Produto Outrodocumento que também pode ser encontrado é a FISPQ (Ficha de Informação e Segurança de Produto Químico), que é um documento muito mais completo que a Ficha de Emergência, pois além de informações sobre emergências, indica informações médicas e de preservação ambiental.
  • 80.
    Identificação de Produto ProdutoDesconhecido  Necessário emprego de equipamentos e procedimentos adequados.
  • 81.
    Identificação de Produto Equipamentosutilizados para determinar produtos desconhecidos:  Binóculo  Oxi-toxi-explosímetro  Tubos Reagentes  Papel Tornasol  Equipamento mais específico, como medidor de energia radioativa
  • 82.
    Binóculo que apresentebom alcance e qualidade de visualização. Identificação de Produto
  • 83.
    Identificação de Produto Oxi-toxi-explosímetro Equipamentoque permite a monitoramento de vários gases e vapores ao mesmo tempo, principalmente os explosivos.
  • 84.
    Identificação de Produto Sistemasde Tubos Reagentes Equipamentos que permitem a rápida identificação do produto envolvido. Sistema eficiente e prático.
  • 85.
    Identificação de Produto PapelTornasol Permite a identificação do pH do produto, indicando se o mesmo é ácido ou alcalino
  • 86.
    Identificação de Produto Emalguns tipos de emergências é necessário o emprego de equipamentos específicos, tais como medidor de energia radioativa
  • 87.
    Proteção Pessoal Equipamentos Necessários: Roupas de Proteção Química  Luvas de Proteção  Proteção Respiratória  Botas de Proteção Química  Proteção para os Olhos
  • 88.
    Proteção Pessoal Roupas deProteção Química - Requerimentos  Resistência contra todas as substâncias químicas  Não sofrer danos por esforços mecânicos (cortes e furos)  Não deve ser afetada por diferenças de temperaturas  Retardante de chamas  Dielétrica (isolante)  Proteção contra poeiras radioativas  Não acumular calor interno  Não impedir movimentação ou comunicação  Leve, fácil de manusear, fácil descontaminação  Simples Manutenção  Preço Baixo
  • 89.
    Proteção Pessoal Níveis deProteção Nível A – nível de proteção utilizado quando a proteção para a pele, olhos e trato respiratório deve ser altíssima.
  • 90.
    Proteção Pessoal Equipamentos quecompõem o nível A:  Equipamento autônomo de pressão positiva  Roupa de proteção, totalmente encapsulada  Luvas de proteção química internas  Luvas de proteção química externas  Botas com resistência química com palmilha e biqueira de aço  Capacete de uso interno (opcional)  Macacão de algodão de uso interno - long john (opcional)  Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro
  • 91.
    Proteção Pessoal Nível B- necessário quando o maior nível de proteção respiratória é necessário, mas um nível menor de proteção para pele e para os olhos é aplicado. O nível B é o mínimo recomendado em situações de início de entrada até que o perigo tenha sido detectado e avaliado.
  • 92.
    Proteção Pessoal Equipamentos quecompõem o nível B:  Equipamento autônomo de pressão positiva  Roupa de proteção (uma ou mais peças)  Luvas de proteção química internas  Luvas de proteção química externas  Botas com resistência química com palmilha e biqueira de aço, ou bota interna ou externa de proteção química  Capacete de uso interno (opcional)  Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro
  • 93.
    Proteção Pessoal Nível C- deve ser selecionado quando o tipo de contaminante do ar é conhecido, sua concentração medida e os critérios de seleção para uso de equipamentos de proteção respiratória estão de acordo com os padrões mínimos necessários para proteção eficiente. A exposição da pele e dos olhos é indesejada.
  • 94.
    Proteção Pessoal Equipamentos quecompõem o nível C: Respirador Facial com filtro apropriado Roupa de proteção (uma ou mais peças) Luvas de proteção química internas Luvas de proteção química externas Botas com resistência química com palmilha e biqueira de aço, ou bota interna ou externa de proteção química Capacete (opcional) Rádio de comunicação, intrinsecamente seguro Respirador de fuga
  • 95.
    Proteção Pessoal Tipos demateriais utilizados na construção de roupas de proteção química  Materiais Revestidos Materiais Laminados
  • 96.
    Proteção Pessoal Materiais Revestidos  Materialcomposto de tecido revestido por materiais de alta resistência química.
  • 97.
    Proteção Pessoal Materiais Laminados  Material compostoapenas por laminados plásticos, fixados através de adesivos.
  • 98.
    Proteção Pessoal Material Revestido Altaresistência Química Alta Resistência Mecânica Ótima flexibilidade Peso razoável Longa vida útil Custo elevado Material Laminado Alta Resistência Química Baixa Resistência Mecânica Boa Flexibilidade Material Leve Vida útil curta Baixo custo de aquisição
  • 99.
    Proteção Pessoal Exemplos demateriais revestidos:  Viton  Borracha Butílica  PVC  Umex  HIMEX
  • 100.
    Proteção Pessoal Exemplo dematerial revestido: roupa de proteção TEAM MASTER em Himex
  • 101.
    Proteção Pessoal Principais materiaislaminados:  Tychem  Chemrel, Chem Master  CPF (KSG)  Reflector (KSG)
  • 102.
    Proteção Pessoal Exemplo dematerial laminado: roupa de proteção Responder Plus (KSG)
  • 103.
    Proteção Pessoal Exemplo de material laminado:roupa de proteção Reflector (KSG)
  • 104.
    Proteção Pessoal Questão Importante: AsRoupas de Proteção Química apresentam resistência ao fogo?
  • 105.
    Proteção Pessoal Resposta A grandemaioria não, apenas roupas mais bem elaboradas como as roupas REFLECTOR, VP1 e TEAM MASTER (HIMEX), oferecem uma proteção LIMITADA no contato a chamas.
  • 106.
  • 107.
    Proteção Pessoal Limites operacionaisdas Roupas de Proteção Química:  Penetração  Degradação  Permeação
  • 108.
    Proteção Pessoal Penetração –processo pelo qual o produto químico passa para o lado interno da roupa devido a presença de pequenas aberturas (furos, cortes ou falhas em acessórios como o zíper).
  • 109.
  • 110.
    Proteção Pessoal Degradação –processo pelo qual o produto químico penetra na roupa devido a incapacidade do material de construção roupa resistir ao produto em questão. Muitas vezes a degradação acontece devido a fatores externos tais como: calor, presença de ozônio, radiação ultra-violeta, etc...
  • 111.
  • 112.
    Proteção Pessoal Permeação –processo pelo qual um produto químico passa através do material que compõe a roupa de proteção química, sem que haja a presença de furos, falhas ou ataques químicos. Pode acontecer com pequenos, ou até mesmo sem, efeitos visíveis ou perceptíveis.
  • 113.
    Proteção Pessoal Permeação Fases daPermeação  Absorção  Difusão  Desorção
  • 114.
    Proteção Pessoal Desenhos deRoupas de Proteção Química Desenho Clássico Desenho Justo
  • 115.
    Proteção Pessoal Tipos decosturas das Roupas de Proteção Química. Existem vários tipos de costuras empregadas na confecção de roupas de proteção química.
  • 116.
    Proteção Pessoal  Serged: Costuramais simples. Mais econômica. Menor eficiência de proteção.
  • 117.
    Proteção Pessoal  Bound: Costuratrançada com auxílio de reforço. Também chamada de costura “BATIDA”. Oferece maior resistência mecânica que a costura “SERGED”.
  • 118.
    Proteção Pessoal  Soldada(NSR): Processo de soldagem de peças de roupa. Funcional para elementos plásticos que sofrem fusão. É uma costura “selada”, no entanto a resistência mecânica não é alta.
  • 119.
    Proteção Pessoal  Strapped: Costurade maior resistência mecânica e química. Considerada ideal para roupas de proteção química.
  • 120.
    Proteção Pessoal Luvas deProteção Existem diversos tipos de luvas, que apresentam desenhos diferentes, assim como são construídas com materiais diferentes.
  • 121.
    Proteção Pessoal Principais materiaisde construção de luvas  Couro natural (raspa, vaqueta ou Picari)  Algodão (tricotada, grafatex, lona)  Kevlar (substituto do amianto)  Látex  PVC  Borracha Nitrílica  PVA  Borracha Butílica  Cloropreno  Fluorelastômero
  • 122.
    Proteção Pessoal Luva decouro  Raspa/Vaqueta/Picari  Boa resistência mecânica  Sem resistência química
  • 123.
    Proteção Pessoal Luva dealgodão  Tricotada/Lona/Grafatex  Boa tactilidade  Sem resistência química
  • 124.
    Proteção Pessoal Luva dekevlar  Boa tactilidade  Resistência mecânica  Baixa resistência química (permeável)
  • 125.
    Proteção Pessoal Látex  Impermeável Tactilidade  Resistência química baixa, apenas para soluções aquosas
  • 126.
    Proteção Pessoal PVC  Baixatactilidade  Média resistência mecânica  Boa resistência ácidos e alcalinos  Baixa resistência a solventes em geral.
  • 127.
    Proteção Pessoal Borracha Nitrílica Boa tactilidade  Baixa resistência a corrosivos  Boa resistência a solventes
  • 128.
    Proteção Pessoal PVA  Baixaresistência mecânica  Ideal para solventes apolares  Não recomendada para solventes polares e água.
  • 129.
    Proteção Pessoal Borracha Butílica Alta tactilidade  Alta resistência química  Alto custo
  • 130.
    Proteção Pessoal Cloropreno  Altatactilidade  Alta resistência química  Custo acessível
  • 131.
    Proteção Pessoal Fluorelastômero  Excelentetactilidade  Excelente vida útil  Excelente resistência química  Alto custo aquisição
  • 132.
    Proteção Pessoal Os materiaisque mais suportam produtos químicos são:  Neoprene  Borracha Butílica  Viton
  • 133.
    Proteção Pessoal Proteção Respiratória Osequipamentos de proteção respiratória são imprescindíveis para o atendimento de emergências envolvendo produtos perigosos.
  • 134.
    Proteção Pessoal Os equipamentosde proteção respiratória são classificados em dois grandes grupos:  Equipamentos Dependentes  Equipamentos Independentes
  • 135.
    Proteção Pessoal Equipamentos dependentes São aquelesque dependem do oxigênio do ar, no local onde se encontra o respirador. Exemplo: Respirador Facial com filtro
  • 136.
    Proteção Pessoal Equipamentos independentes São aquelesque não dependem do oxigênio do ar, no local onde se encontra o respirador. Exemplo: Equipamento Autônomo
  • 137.
    Proteção Pessoal Os equipamentosescolhidos deverão fornecer proteção suficiente para o risco envolvido na atividade emergencial. Como recomendação devemos adotar sempre equipamentos autônomos de pressão positiva.
  • 138.
    Proteção Pessoal As botasde proteção utilizadas em emergências envolvendo produtos perigosos deverão possuir resistência química e mecânica (palmilha e biqueiras de aço).
  • 139.
    Confinar / Isolara Área Fatores que influem na determinação da área a ser isolada em uma emergência envolvendo produtos perigosos:  Produto químico (nível de toxicidade)  Estado físico (sólido, líquido, vapor)  Ambiente do acidente (aberto ou fechado)  Existência de correntes de água (rios, lagos, etc...)  Substância é carregada por agente meteorológico (ventos, chuvas, etc...)
  • 140.
    Confinar / Isolara Área Não existe uma regra prática para determinar a área a ser isolada em uma emergência envolvendo produtos perigosos. Além dos fatores já citados, deverá ser considerado o bom senso da equipe de emergência!
  • 141.
  • 142.
    Confinar / Isolara Área Equipamentos utilizados par isolar a área:  Cones de sinalização  Fitas zebradas com ou sem mensagem  Placas de identificação  Lanternas e sinalizadores  Sirenes e alarmes  Megafone
  • 143.
    Confinar / Isolara Área Atenção deve ser dada as lanternas do grupo de emergência, que deverão ser do tipo classificada (à prova de explosão ou intrinsecamente seguras).
  • 144.
    Confinar / Isolara Área Em muitas situações emergenciais, a maior parte dos membros da equipe de emergência terão como função primária manter a área isolada de indivíduos externos. NOTA - mesmo quando provocada e equipe de emergência não deverá reagir de maneira violenta!
  • 145.
    Estancar o Vazamento Estepasso da atividade emergencial pode necessitar ou não de equipamentos específicos. Em alguns casos para que um vazamento seja eliminado pode ser necessário apenas o rolamento de um tambor, o fechamento de uma válvula ou o desligamento de uma bomba.
  • 146.
    Estancar o Vazamento Emalgumas situações, será necessário o emprego de artifícios mais sofisticados ou até mesmo de equipamentos altamente especializados. Entre os equipamentos utilizados destacam- se os seguintes:
  • 147.
    Estancar o Vazamento Batoques Madeira  Bronze  Neoprene
  • 148.
    Estancar o Vazamento ResinasEpóxi de Secagem Rápida
  • 149.
    Estancar o Vazamento Bolsas Infláveis Ideaispara tanques rodoviários e estáticos.
  • 150.
    Estancar o Vazamento BolsasInfláveis para drenos e tubulações
  • 151.
    Estancar o Vazamento AsBolsas Infláveis para drenos e ralos estão disponíveis nas seguintes versões:  Simples tipo Tampão  Com BY-PASS
  • 152.
    Estancar o Vazamento BolsasInfláveis para Drenos e Ralos Versão Simples tipo Tampão Diâmetros: 7 a 140 cm
  • 153.
    Estancar o Vazamento BolsasInfláveis para Drenos e Ralos Versão com BY-PASS Diâmetros: 10 a 120 cm
  • 154.
    Estancar o Vazamento BolsasInfláveis para tubulações  Fácil aplicação, com excelente poder de vedação.  Disponível em 2 tamanhos que podem ser aplicados em tubulações de 5 a 48 cm de diâmetro.
  • 155.
    Estancar o Vazamento LuvasMetálicas para Tubulações  Ideal para tubulações de pequeno porte. Fácil aplicação e grande vida útil. Atende tubulações de ½ a 5”
  • 156.
    Estancar o Vazamento Cintasde vedação para tambores  Ideal para tambores, bombonas, containers e embalagens de médio porte. Podem ser aplicados em tanques rodoviários e estáticos. Diversos modelos.
  • 157.
    Estancar o Vazamento Emalgumas situações práticas a melhor maneira é criar um sistema de contenção de grande porte, evitando assim uma contaminação maior.
  • 158.
    Estancar o Vazamento Emoutras situações é necessário o emprego de produtos específicos para as necessidades da área produtiva. Exemplo: Bloqueador universal
  • 159.
    Estancar o Vazamento Pallet’sde contenção em locais estratégicos.
  • 160.
    Estancar o Vazamento Emalgumas situações, quando estão envolvidos produtos na forma gasosa, armazenados em recipientes de alta pressão é necessário o emprego de equipamentos especialmente desenvolvidos para esta finalidade.
  • 161.
    Estancar o Vazamento Paracilindros de até 50 litros de capacidade volumétrica é utilizado o KIT A, visto na figura ao lado.
  • 162.
    Estancar o Vazamento Paracilindros de 900 quilos, é utilizado o KIT B, conforme figura ao lado.
  • 163.
    Estancar o Vazamento Paratanques rodoviários, são empregados o KIT C, como visto na foto. Este KIT apresenta grandes dimensões e alto peso para transporte.
  • 164.
    Estancar o Vazamento NOTA – atenção especial deve ser dada as ferramentas manuais, que são utilizadas em emergências envolvendo produtos inflamáveis, que deverão ser de bronze –fosforoso.
  • 165.
    Limpeza A limpeza é,sem dúvida a etapa mais longa e cansativa de uma emergência envolvendo produtos perigosos.
  • 166.
    Limpeza Nota Importante: Os procedimentosde limpeza irão variar de acordo com os seguintes pontos:  Produto envolvido na emergência  Estado físico do produto  Toxicidade  Quantidade envolvida  Ambiente onde ocorreu o acidente
  • 167.
    Limpeza Para produtos Sólidos Nagrande maioria dos casos a limpeza poderá ser realizada com auxílio de vassouras, pás e enxadas. Nota: devemos sempre utilizar pás, vassouras e enxadas de materiais plásticos.
  • 168.
    Limpeza Outra técnica utilizada na limpezade produtos na forma sólida é a aspiração, através de equipamentos apropriados.
  • 169.
    Limpeza NOTA IMPORTANTE: No casode utilizar o princípio de aspiração de resíduos, o sistema de aspiração deverá ser do tipo à prova de explosão ou ser do tipo pneumático como o mostrado na figura passada.
  • 170.
    Limpeza Para produtos Líquidos Nestecaso os procedimentos de limpeza irão variar de acordo com os seguintes fatores:  Viscosidade  pH  Imiscibilidade com água  Quantidade
  • 171.
    Limpeza Para a grandemaioria dos casos práticos, poderão ser empregados materiais absorventes, ou técnicas de separação com equipamentos apropriados.
  • 172.
    Limpeza Absorventes – existemdiversos tipos de materiais absorventes utilizados em emergências envolvendo produtos perigosos. Abaixo colocamos os materiais mais comuns.
  • 173.
  • 174.
    Limpeza Pó de Serra(serragem) Vantagens: baixo custo leve incinerável Desvantagens: baixa eficiência aumento de área deposição final
  • 175.
    Limpeza Vermiculita Vantagens: baixo custo leve resistência química eficiênciarazoável Desvantagens: não incinerável aumento de área deposição final
  • 176.
    Limpeza Cinzas Vulcânicas Vantagens: específica (óleos) altaeficiência Desvantagens: peso não incinerável aumento de área deposição final
  • 177.
  • 178.
    Limpeza Turfa (Peat) Vantagens: leve boa eficiência incinerável Desvantagens: altocusto aumento de área baixa recuperação do produto absorvido
  • 179.
  • 180.
    Limpeza Micro Fibras PE Vantagens: leve ótimaeficiência incinerável seletividade excelente recuperação relação custo x benefício Desvantagens: custo inicial
  • 181.
    Limpeza Micro Fibras PP Vantagens: leve ótimaeficiência incinerável resistência química excelente recuperação relação custo x benefício Desvantagens: custo inicial
  • 182.
    Limpeza Formatos de fornecimento Osprodutos absorventes são também fornecidos em diferentes formatos dos aqui apresentados, sendo os mais comuns:  Tapetes  Almofadas Barreiras
  • 183.
    Limpeza Tapetes absorventes - Microfibras Sãode fácil aplicação prática, e apresentam excelente velocidade de absorção. Utilizados em conjuntos com almofadas e barreiras.
  • 184.
    Limpeza Tapetes absorventes Microfibras Uma característicaque os tapetes absorventes devem ter é resistência mecânica para suportar as exigências da emergência!
  • 185.
    Limpeza Almofadas absorventes Apresentam asmesmas vantagens dos tapetes absorventes, no entanto por possuírem maior quantidade de material, são empregadas em áreas onde há o acúmulo de líquidos (poças).
  • 186.
    Limpeza Barreiras absorventes Apresentam asmesmas vantagens vistas anteriormente e são utilizadas principalmente para cercar o líquido derramado.
  • 187.
  • 188.
    Limpeza Nota importante: Não érecomendado que se tenha em estoque apenas uma única versão de material absorvente, como exemplo tapetes. O ideal é dispor de tapetes, almofadas e barreiras, em quantidades condizentes com a possível emergência.
  • 189.
    Limpeza Com intuito deajudar na aquisição de produtos absorventes, já existem disponíveis no mercado um grande número de KITS absorventes para as mais variadas situações!
  • 190.
    Limpeza Um equipamento queauxilia muito a redução de resíduos e permite a reutilização de absorventes é a prensa de recuperação, que pode ser de acionamento manual.
  • 191.
    Limpeza Além dos produtosabsorventes, outros equipamentos e técnicas são aplicados no processo de limpeza. Entre as técnicas aplicadas, encontramos as seguintes:
  • 192.
    Limpeza Entre as técnicasde limpeza de líquidos, está também a aspiração, que deve ser sempre feita por equipamentos adequados aos riscos presentes.
  • 193.
    Limpeza Para produtos inflamáveis osistema de aspirador deverá ser aprovado para operação com produtos inflamáveis.
  • 194.
    Limpeza Neutralização Técnica que consistena correção do pH do produto envolvido no acidente com um produto que apresente características inversas quanto ao pH. A Neutralização é uma operação que apresenta algumas vantagens e desvantagens:
  • 195.
    Limpeza Neutralização Vantagens Desvantagens Eliminação dorisco de danos pelo causados pelo pH. Operação de risco, que normalmente inclui uma reação exotérmica. Manuseio do material neutralizado mais fácil e seguro Aumento significativo do volume dos resíduos finais da emergência.
  • 196.
    Limpeza Para evitar queriscos desnecessários sejam assumidos, as operações de neutralização devem ser realizadas com soluções bastante diluídas para evitar reações descontroladas. A operação deve ser conduzida de fora para dentro.
  • 197.
    Limpeza No esquema ao ladopodemos ver o sentido de neutralização a ser realizado.
  • 198.
    Limpeza Transbordo ou Transferência Técnicaque consiste na transferência do conteúdo de um recipiente avariado para outro intacto. A operação de transbordo ou transferência dependerá de fatores tais como:  Tipo do produto envolvido  Quantidade do líquido envolvido
  • 199.
    Limpeza Para operações depequeno porte, principalmente quando os produtos envolvidos se encontram em embalagens fracionadas (tambores, bombonas, galões, etc...), é comum o emprego de pequenas bombas de transferência.
  • 200.
    Limpeza Para operações de transbordomaiores, muitas vezes é necessário o emprego de equipamentos mais complexos, tais como bombas, onde recomendamos as pneumáticas de duplo diafragma.
  • 201.
    Limpeza Atenção especial deve serdada aos mangotes utilizados nas operações de transbordo, que deverão apresentar resistência química adequada aos produtos envolvidos, assim como as próprias bombas.
  • 202.
    Limpeza Em muitas situações,será necessário também o emprego de reservatórios temporários, para que as operações ocorram sem perda de tempo. Existem diversos tipo de reservatórios provisórios que podem ser utilizados; Entre eles destacam-se:
  • 203.
  • 204.
    Limpeza Tanques colapsáveis, quesão ideais para emergências de grande porte, pois ocupam pouco espaço quando estão fora de uso e podem armazenar grande quantidade de produtos químicos.
  • 205.
    Limpeza Disponíveis em diferentesmateriais de construção:  Químicos  Petróleo  Água Capacidades de 200 litros a 400 m3.
  • 206.
    Limpeza Outra técnica utilizadapara separação de água e óleo é o sifonamento. Esta técnica só é viável em pequenos leitos aquosos.
  • 207.
    Limpeza Biorremediação Processo controlado deeliminação de resíduos pela ação de microrganismos. Aplicável para substâncias oriundas do petróleo.
  • 208.
    Limpeza A Biorremediação pode serrealizada em meio aquoso, desde que o meio esteja confinado, para que a concentração ideal de elementos vivos por litro seja mantida.
  • 209.
    Limpeza A Biorremediação também podeser realizada diretamente no solo. Neste tipo de aplicação o fator limitante é a permeabilidade do solo em relação a água.
  • 210.
    Limpeza Para produtos naforma de gás ou vapor Para este tipo de situação não há equipamentos que consigam reter o gás ou vapor, sem no entanto reter o próprio ar ambiente. Para conter um gás que está na atmosfera, o único princípio aplicado com sucesso é o da cortina d’água.
  • 211.
    Limpeza No esquema aolado vemos a aplicação do método de cortina d’água.
  • 212.
    Limpeza Nota importante: Todo oresíduo proveniente da aplicação do método da cortina d’água é considerado como resíduo perigoso e deverá ser contido e coletado de acordo com as técnicas já descritas para as substâncias líquidas.
  • 213.
    Descontaminação Os brigadistas envolvidosem um acidente com produtos perigosos podem se contaminar de diversas maneiras:  Contato com gases, vapores e aerodispersóides.  Contato com respingos.  Contato direto com o produto.  Através do contato com o solo contaminado.  Através do contato com equipamentos contaminados.
  • 214.
    Descontaminação Descontaminação é umprocesso que consiste na remoção física dos contaminantes ou na alteração de sua natureza química para substâncias inócuas. Foram criados 3 procedimentos básicos para descontaminação:
  • 215.
    Descontaminação Descontaminação de produtosde baixa toxicidade: 1 – lavagem da roupa com solução fraca (1 a 2%) fosfato trissódico e enxágüe com água. 2 – lavagem dos equipamentos com mesmo procedimento. 3 – usuário deve lavar rosto, mãos e corpo com água e sabão neutro.
  • 216.
    Descontaminação Produtos considerados debaixa toxicidade: Acetato de butila Cloreto de vinila Acetofenona Clorofórmio Acetona Dissulfeto de carbono Álcool etílico Etilmetilcetona (MEK) Álcool metílico Formaldeído Amônia Gasolina Benzeno Metiletiléter Butadieno Óleo diesel Ciclohexano Óleos lubrificantes
  • 217.
    Descontaminação Descontaminação de produtosde média toxicidade: 1 – lavagem da roupa e equipamentos com água. 2 – após lavagem acondicionar todos equipamentos em sacos plásticos para transporte adequado. 3 – usuário deve lavar rosto (especial cuidado ao redor da boca e fossas nasais), mãos (embaixo das unhas) e corpo com água e sabão neutro. Não fumar, beber, comer, tocar o rosto ou urinar antes da lavagem indicada acima!
  • 218.
    Descontaminação Produtos considerados demédia toxicidade: Acetaldeído Brometo de metila Ácido clorídrico Cloro Acrilato de etila Cumeno Anilina Hidróxido de sódio Bromo Isopropilamina Ciclohexanol Óxido de etileno Dicloreto de etileno Pentaclorofenol Fluoreto de hidrogênio Peróxido de hidrogênio oleum Praguicidas
  • 219.
    Descontaminação Descontaminação de produtosde alta toxicidade: 1 – lavagem da roupa e equipamentos com água. 2 – após lavagem acondicionar todos equipamentos em sacos plásticos para transporte adequado. 3 – usuário deve lavar rosto (especial cuidado ao redor da boca e fossas nasais), mãos (embaixo das unhas) e corpo com água e sabão neutro. Não fumar, beber, comer, tocar o rosto ou urinar antes da lavagem indicada acima! Passar por médico, informando a atividade emergencial e o produto envolvido para check- up!
  • 220.
    Descontaminação Produtos considerados dealta toxicidade: Acrilonitrila Adiponitrila Aldrin Alilamina Arsina Cianeto de hidrogênio Cianogênio Cloropicrina Dibrometo de etileno 2,4 – TDI Dioxina Fósforometil Fosgênio Hidrazina Pentassulfeto de antimônio Tetraóxido de nitrogênio
  • 221.
    Descontaminação Na prática as operaçõesde descontamin ação deve ser feita em uma área adequada, denominada corredor de descontamin ação, como visto ao lado.
  • 222.
    Descontaminação Para emergências de grandeporte, conjuntos especiais de descontaminação, que oferecem privacidade aos membros da equipe, devem ser adotados.
  • 223.
    Relatório Um bom relatóriodeverá conter todas as informações, necessárias para que seja estabelecido com certeza a seqüência dos eventos de uma emergência e suas conseqüências. Entre os dados que devemos ter em um relatório temos:
  • 224.
    Relatório  Hora elocal da emergência  Hora da chegada da equipe no local do acidente  Produtos e suas quantidades envolvidas  Presença e relatos de testemunhas  Dados completos das vítimas (se existirem)  Danos causados as vítimas (se existirem)  Danos ambientais (se existirem)  Danos materiais (se existirem)  Tempo gasto para controle  Equipamentos utilizados
  • 225.
    Relatório NOTA FINAL A principalidéia de um relatório não é achar um culpado para o acidente, mas sim estudar as causas e efeitos para que sejam tomadas as devidas correções para que nunca aconteça o mesmo problema de novo.