   Económicas:
    O desemprego e os baixos salários são factores de natureza

    económica que levam os indivíduos a deixarem determinadas

    áreas e a dirigirem-se para outras, na tentativa de melhorarem a

    sua situação financeira.

   Os fortes fluxos migratórios dos anos 60, pelas dificuldades

    económicas das populações dos países do sul da Europa (Portugal)

    deveram-se ao forte crescimento natural (grandes taxas de

    natalidade e diminuição da taxa de mortalidade) e à necessidade

    de reconstrução da Europa do pós-guerra ( 2ª Guerra Mundial).
   Naturais: O abandono de lugares que são alvo de
    catástrofes naturais (sismos, inundações, erupções
    vulcânicas, etc.) é frequente.

   Étnicas: As rivalidades entre grupos étnicos
    diferentes provocam a saída de numerosas
    pessoas de algumas áreas.

   Religiosas: A fuga a perseguições religiosas é, em
    alguns casos, o motivo de migrações.
   Políticas:

    As guerras e a existência de determinados regimes políticos fazem com
    que a população fuja de determinadas áreas para se refugiar
    noutras, que consideram mais seguras.

   Sociais:

    A deslocação de população para outras áreas deve-se à procura de
    condições sociais que não encontram nas áreas de origem. (O hospital
    para 1 familiar, a faculdade, etc.)

   Ambientais: Embora com fraca expressão existem já casos de
    migrações provocadas pela fuga a condições ambientais indesejáveis.
Consequências da EMIGRAÇÃO
      Para o país de origem Ex:                         Para o país de destino Ex:
              (Portugal)                                     (Luxemburgo)
Positivas                 Negativas                Positivas            Negativas

Entrada de divisas        Perda de mão-de-         Aumento da           Aumento das taxas
(dinheiro)                                         disponibilidade de   de desemprego.
                          obra com plena
                          capacidade               mão- de-obra.
                          produtiva.


• Difusão de novas        Desequilíbrio entre      rejuvenescimento     Problemas
ideias e costumes         os sexos, já que         da população que     habitacionais que
                          a maior parte dos        se revele numa       levam à proliferação
                          emigrantes        é      maior capacidade     de bairros de lata e
                          formada por homens       empreendedora e      de bairros
                                                   na dinamização da    clandestinos
                                                   economia
Concentração fundiária,   Envelhecimento da
porque os agricultores    população e diminuição
que migram acabam         das taxas de
por vender as suas        natalidade.( os jovens
explorações agrícolas     emigram/ o número de
(terrenos)                nascimentos diminui)
A emigração portuguesa pode então ser dividida em fases:

I FASE :Até sensivelmente 1960: caracterizada por ser de carácter

definitivo e intercontinental;

-De 1960 até sensivelmente 1973: caracterizada pela introdução de fluxos

emigratórios temporários e predominantemente intracontinentais

(na Europa);


- Após 1973: caracterizada por uma diversificação dos fluxos migrat6rios,

origens/destinos, e perfil dos emigrantes.

    Assim: assiste-se, após 1973, a uma diminuição da emigração e a um aumento

da imigração – passa-se de um país de emigrantes para um país de imigrantes - o

grande boom (explosão) da imigração ocorreu entre 1999 e 2003;
   II Fase -entre 1960 e 1973 atinge o boom (máximo) em termos
    da corrente emigrat6ria portuguesa, a qual passou a ser, na
    quase globalidade, intracontinental, isto e, os portugueses
    passaram a preferir os destinos geograficamente mais próximos,
    os países industrializados da Europa Ocidental.

   Os principais países de destino foram, neste período, a França
    (para onde emigraram cerca de um milhão de portugueses), a
    ex - República Federal da Alemanha, o Luxemburgo, o Reino
    Unido, a Suíça e a Holanda.
   A América do Norte (EUA e o Canada) continuou a receber os nossos emigrantes,
    sobretudo oriundos dos Açores, enquanto a Venezuela, o Brasil e também a África do
    Sul continuaram a ser procurados preferencialmente pelos madeirenses.

   Portugal apresentava uma estrutura etária muito jovem e uma economia pouco
    desenvolvida, baseada, sobretudo, na agricultura tradicional, onde o desemprego e
    os baixos salários.



   Motivações do fluxo migratório português:

   Carência de recursos,

   A falta de emprego e de um bom nível de vida;

   Os baixos salários,

   A falta de estruturas de apoio às famílias e às actividades socioculturais;

   O regime politico (Estado Novo) e a guerra colonial
II FASE – ENTRE 1960-1973
De onde eram provenientes
estes portugueses?
o Regiões a Norte do Tejo
o Do litoral.
o Noroeste


Do Alentejo saiu sobretudo
população em direcção a
Lisboa.
DESTINOS DA EMIGRAÇÃO   II FASE – ENTRE 1960-1973
      PORTUGUESA        o Maior período de
                        emigração da população
                        portuguesa;
                        o Emigração intracontinental;
                        Destinos:
                        • França;
                        • Alemanha – Ex-República
                        Federal da Alemanha;
                        • Luxemburgo;
                        • Reino Unido;
                        • Suíça;
                        • Holanda
O perfil do emigrante
português:
• Homens Jovens, entre os 15 e
os 39 anos;
• Baixa instrução, a maior
parte, apenas, com o ensino
básico;
• Vão trabalhar para a
agricultura, construção civil,
indústria, hotelaria ou serviços.
   II FASE – ENTRE
    1960-1973
o  América do Norte
  – Sobretudo dos
  Açores.
o Venezuela, Brasil,
  África do Sul –
  Sobretudo da
  Madeira.
 Período marcado
  pelo aumento da
  emigração ilegal.
 Os emigrantes das primeiras fases , como actualmente são
  preferencialmente homens jovens (mais de 45% têm entre 15
  e 29 anos) e com baixa instrução.
 A maior parte, oriunda do Norte do país, tem apenas o ensino
  básico (77,4% em 2003) e emigra para trabalhar na
  agricultura, na construção civil, indústria, hotelaria ou serviços.

Apresentação geografia 29 11_2011

  • 2.
    Económicas: O desemprego e os baixos salários são factores de natureza económica que levam os indivíduos a deixarem determinadas áreas e a dirigirem-se para outras, na tentativa de melhorarem a sua situação financeira.  Os fortes fluxos migratórios dos anos 60, pelas dificuldades económicas das populações dos países do sul da Europa (Portugal) deveram-se ao forte crescimento natural (grandes taxas de natalidade e diminuição da taxa de mortalidade) e à necessidade de reconstrução da Europa do pós-guerra ( 2ª Guerra Mundial).
  • 3.
    Naturais: O abandono de lugares que são alvo de catástrofes naturais (sismos, inundações, erupções vulcânicas, etc.) é frequente.  Étnicas: As rivalidades entre grupos étnicos diferentes provocam a saída de numerosas pessoas de algumas áreas.  Religiosas: A fuga a perseguições religiosas é, em alguns casos, o motivo de migrações.
  • 4.
    Políticas: As guerras e a existência de determinados regimes políticos fazem com que a população fuja de determinadas áreas para se refugiar noutras, que consideram mais seguras.  Sociais: A deslocação de população para outras áreas deve-se à procura de condições sociais que não encontram nas áreas de origem. (O hospital para 1 familiar, a faculdade, etc.)  Ambientais: Embora com fraca expressão existem já casos de migrações provocadas pela fuga a condições ambientais indesejáveis.
  • 5.
    Consequências da EMIGRAÇÃO Para o país de origem Ex: Para o país de destino Ex: (Portugal) (Luxemburgo) Positivas Negativas Positivas Negativas Entrada de divisas Perda de mão-de- Aumento da Aumento das taxas (dinheiro) disponibilidade de de desemprego. obra com plena capacidade mão- de-obra. produtiva. • Difusão de novas Desequilíbrio entre rejuvenescimento Problemas ideias e costumes os sexos, já que da população que habitacionais que a maior parte dos se revele numa levam à proliferação emigrantes é maior capacidade de bairros de lata e formada por homens empreendedora e de bairros na dinamização da clandestinos economia Concentração fundiária, Envelhecimento da porque os agricultores população e diminuição que migram acabam das taxas de por vender as suas natalidade.( os jovens explorações agrícolas emigram/ o número de (terrenos) nascimentos diminui)
  • 6.
    A emigração portuguesapode então ser dividida em fases: I FASE :Até sensivelmente 1960: caracterizada por ser de carácter definitivo e intercontinental; -De 1960 até sensivelmente 1973: caracterizada pela introdução de fluxos emigratórios temporários e predominantemente intracontinentais (na Europa); - Após 1973: caracterizada por uma diversificação dos fluxos migrat6rios, origens/destinos, e perfil dos emigrantes. Assim: assiste-se, após 1973, a uma diminuição da emigração e a um aumento da imigração – passa-se de um país de emigrantes para um país de imigrantes - o grande boom (explosão) da imigração ocorreu entre 1999 e 2003;
  • 7.
    II Fase -entre 1960 e 1973 atinge o boom (máximo) em termos da corrente emigrat6ria portuguesa, a qual passou a ser, na quase globalidade, intracontinental, isto e, os portugueses passaram a preferir os destinos geograficamente mais próximos, os países industrializados da Europa Ocidental.  Os principais países de destino foram, neste período, a França (para onde emigraram cerca de um milhão de portugueses), a ex - República Federal da Alemanha, o Luxemburgo, o Reino Unido, a Suíça e a Holanda.
  • 8.
    A América do Norte (EUA e o Canada) continuou a receber os nossos emigrantes, sobretudo oriundos dos Açores, enquanto a Venezuela, o Brasil e também a África do Sul continuaram a ser procurados preferencialmente pelos madeirenses.  Portugal apresentava uma estrutura etária muito jovem e uma economia pouco desenvolvida, baseada, sobretudo, na agricultura tradicional, onde o desemprego e os baixos salários.  Motivações do fluxo migratório português:  Carência de recursos,  A falta de emprego e de um bom nível de vida;  Os baixos salários,  A falta de estruturas de apoio às famílias e às actividades socioculturais;  O regime politico (Estado Novo) e a guerra colonial
  • 9.
    II FASE –ENTRE 1960-1973 De onde eram provenientes estes portugueses? o Regiões a Norte do Tejo o Do litoral. o Noroeste Do Alentejo saiu sobretudo população em direcção a Lisboa.
  • 10.
    DESTINOS DA EMIGRAÇÃO II FASE – ENTRE 1960-1973 PORTUGUESA o Maior período de emigração da população portuguesa; o Emigração intracontinental; Destinos: • França; • Alemanha – Ex-República Federal da Alemanha; • Luxemburgo; • Reino Unido; • Suíça; • Holanda
  • 11.
    O perfil doemigrante português: • Homens Jovens, entre os 15 e os 39 anos; • Baixa instrução, a maior parte, apenas, com o ensino básico; • Vão trabalhar para a agricultura, construção civil, indústria, hotelaria ou serviços.
  • 12.
    II FASE – ENTRE 1960-1973 o América do Norte – Sobretudo dos Açores. o Venezuela, Brasil, África do Sul – Sobretudo da Madeira.  Período marcado pelo aumento da emigração ilegal.
  • 13.
     Os emigrantesdas primeiras fases , como actualmente são preferencialmente homens jovens (mais de 45% têm entre 15 e 29 anos) e com baixa instrução.  A maior parte, oriunda do Norte do país, tem apenas o ensino básico (77,4% em 2003) e emigra para trabalhar na agricultura, na construção civil, indústria, hotelaria ou serviços.