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Contrabaixo
Teoria e Prática
gutojaco@hotmail.com
3
CONCEITOS DE MÚSICA
SOM – é o efeito produzido em nosso aparelho auditivo pelas vibrações de um corpo.
É tudo aquilo que ouvimos. Ex.: um trem passando em seu trilho.
MÚSICA – é a arte de combinar sons agradáveis ao ouvido. Ela divide-se em três partes:
1. Melodia – é o conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva. O canto propriamente
dito emitido pelas cordas vocais.
Ex.: Instrumentos de melodia: flauta, gaita e sax, etc.
2. Harmonia – é o conjunto de sons executados juntos. É o acompanhamento da melodia
através de acordes. Ex.: Instrumentos de harmonia: (Teclado, violão, etc.)
3. Ritmo – São movimentos em tempos fortes e fracos com intervalos regulares.
Ex.: Valsa, Marcha, etc.
NOTAS - são sons representados por meio de sinais musicais.
São em número de 7 (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si).
ACORDE – é o conjunto de notas tocadas simultaneamente. Ex.: Dó maior, Dó menor,
etc.
ESCALA
A palavra “Escala” tem sua origem no latim scala, que significa gama ou escada.
É uma série de notas sucessivas e vizinhas, ascendentes ou descendentes, formando
entre si sons melódicos, começando e terminando com notas de mesmo nome.
Ex: Escala de Dó (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó)
CLASSIFICAÇÃO DAS ESCALAS
1. Escala Natural ou Diatônica – é uma seqüência de sete notas, diferentes e
consecutivas.
Ex.: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó
2. Escala artificial ou cromática – é uma seqüência de doze notas consecutivas.
4
a) Ascendentes: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá#, si, dó
b) Descendentes: dó, si, sib, lá, láb, sol, solb, fá, mi, mib, ré, réb, dó
5
SUSTENIDO E BEMOL
* Sustenido – significa um semitom ou meio tom a mais ou à frente.
* Bemol – significa um semitom ou meio tom a menos.
TOM E SEMITOM
Semitom – é a menor distância entre um som e outro. Ex.: (Do, Do#) (Re, Re#)
(Si, Do)
Obs.: um semitom é o mesmo que meio tom.
Tom – é a distância entre dois sons, ou seja, dois semitons, porque cada som tem
a contagem de 1 semitom e dois sons dão uma contagem de 1tom. Ex.: (Do Ré)
(Lá, Si) (Si, Do#).
Obs: De uma casa para outra do braço do contra-baixo temos um semitom.
PARTES DO BAIXO ELÉTRICO
As semelhanças entre o baixo elétrico original e o contra-baixo clássico ou acústico
são a extensão, ou seja, as notas que podem ser tocadas e a afinação das cordas. A
partir daí, são instrumentos distintos, onde se varia do número de cordas (4, 5, 6 e
excepcionalmente 7, além do 8 cordas, que nada mais é do que um “4 cordas” com
encordoamento duplo). De lá pra cá, o baixo elétrico vem adquirindo personalidade e
características cada vez mais próprias.
⇒ Ponte (Bridge)
A ponte é uma peça muito importante do contra-baixo. Embora pareça que seja
apenas um apoio para as cordas, é a ponte que faz a transferência das vibrações das
cordas para a madeira do corpo. Além disso, é na ponte que se faz o ajuste do tamanho
de cordas, pois cada nota exige um tamanho certo. Em alguns contra-baixos, as cordas
não são presas na ponte, mas sim diretamente no corpo, visando um melhor
aproveitamento dos graves.
6
Distância de
meio Tom
Distância de
um Tom
Distância de
um Tom e meio
⇒ Captadores
Os captadores têm a função de transformar a vibração das cordas em som. Através
de indução magnética, o som é captado e transmitido para a saída. Entre os vários
modelos de captadores, os tipos mais comuns são o Jazz, Precision e Piezo.
⇒ Corpo
Principal responsável pelo timbre do instrumento. Assim como no violão existe a
caixa acústica, o corpo do baixo é quem vibra, dando sustentação e grave necessário ao
baixo. É no corpo que se fixam as cordas, o braço e a parte elétrica. O peso do corpo
influi também no equilíbrio do baixo e no conforto para o instrumentista.
⇒ Mão ou Paleta
Além de servir para fixação das tarraxas, tem muita influência no equilíbrio do
instrumento. Experimente tocar num baixo com paleta e num sem (como Factor,
Steinberg) e sinta a diferença!
⇒ Tarraxas
Responsável pela afinação do instrumento, merece cuidados especiais quanto à
manutenção e conservação.
⇒ Braço
Parte fundamental do instrumento deve ser firme o suficiente e de madeira estável
(ou seja, com a variação do tempo ela não empena facilmente). Requer cuidados quanto
ao uso do tensor, que é interno ao braço. Sempre que se trocar as cordas, checar se a
curvatura do braço é aceitável, e se necessário, atuar suavemente no tensor.
POSTURA
O contrabaixista deve ter uma postura natural e descontraída.
Lembre-se que é mais difícil eliminar um vício, do que estudar certo.
Uma postura correta evita problemas futuros quanto à execução no instrumento,
assim como de ordem de saúde física, especialmente de coluna.
PONTOS DE APOIO
SENTADO
3 PONTOS
COXA
BRAÇO
TÓRAX
DE PÉ
2 PONTOS
BRAÇO
TÓRAX
PRÁTICA
Sentado
Quando tocamos o baixo elétrico, sentados, costumamos repousá-lo sobre a coxa
esquerda ou, cruzando as pernas, repousá-lo sobre a coxa direita.
7
O braço direito, bem próximo do pulso repousa por cima do baixo, deixando pulso,
mão e especificamente os dedos, descontraídos.
De Pé
O executante deve manter a correia de sustentação do instrumento, numa posição
em que os braços não fiquem muito distendidos. Portanto, a correia de sustentação não
deve ser muito longa.
Mostraremos o braço do instrumento através de um diagrama onde indicamos a
colocação das notas e dos dedos da mão esquerda.
1 . ª C o r d a ( S O L )
2 . ª C o r d a ( R É )
3 . ª C o r d a ( L Á )
4 . ª C o r d a ( M I)
P e s ta n a
1 .ª C a s a
2 . ª C a s a
3 . ª C a s a
T r a s t e s
AFINAÇÃO
As cordas do baixo devem estar afinadas dentro de um padrão, relativo a altura do
som, chamado DIAPASÃO.
Desta maneira, o aluno disciplina o seu ouvido e também poderá tocar, a qualquer
momento, com outros instrumentos que, normalmente, estarão afinados no mesmo
padrão de ALTURA do som. Procure adquirir um afinador eletrônico, aparelho das cordas
com perfeição.
PRÁTICA
Pressionando a 4ª corda (MI) no 5º traste, o som deve ficar igual ao da 3ª corda
(LÁ), solta.
Pressionando a 3ª corda (LÁ) no 5º traste, deve ficar igual; ao da 2ª corda (RÉ).
Pressionando a 2ª corda (RÉ) no 5º traste, o som deve ficar igual ao da 1ª corda
(SOL) solta.
O professor tem a obrigação de afinar o instrumento do aluno. Mesmo que o aluno
saiba fazê-lo o professor deve verificar.
As cordas são contadas da mais fina para a mais grossa, portanto de baixo para
cima.
1ª corda – SOL G
2ª corda – RÉ D
3ª corda – LÁ A
4ª corda – MI E
8
C D E F G A B C D E F A B C D E F G A BG
P
A I
M
Existem baixos com 5 e 6 cordas – 5 cordas com um Si grave e 6 cordas com um Si
grave e um Dó agudo.
Relação entre as cordas soltas do contrabaixo e as notas do teclado.
NOTAÇÃO DOS DEDOS DA MÃO DIREITA
Os dedos são indicados com as iniciais:
p = polegar
i = indicador
m = médio
a = anular
Atualmente também se toca usando o dedo anular.
A mão direita é posicionada com naturalidade, de maneira que os dedos fiquem
perpendiculares às cordas.
TOCAR COM APOIO
O dedo da mão direita, após tocar uma corda, se apóia na corda seguinte.
Observe na figura, como todo o dedo indicador se movimenta com seu próprio peso,
partindo do ponto A, passando por B, que é a corda aonde ele vai se apoiar, sem
esquecer que todo movimento parte do ombro para o braço passando pelo pulso até
chegar na mão e dedos.
Fazer o mesmo com os outros dedos.
9
Quando usamos a palheta, ela deve estar firmemente segura entre o polegar e
indicador, porém, o pulso deve estar bem descontraído.
- Tocar com palheta para baixo.
- Tocar com palheta para cima.
EXERCÍCIO SOBRE AS CORDAS
Os próximos exercícios são todos sobre cordas soltas e ao executá-los, deveremos
manter o mesmo andamento.
Aproveite para memorizar o nome das cordas soltas, fixando os seus sons e as
divisões rítmicas.
As casas são contadas a partir da pestana, cordas soltas.
Para mão direita coloca-se notação dos dedos i-indicador, m-médio e a-anular.
A descontração das mãos, especialmente da mão esquerda, será responsável pela
técnica veloz e precisão nos saltos entre as notas ou intervalos entre as notas. Nos
exercícios futuros esta descontração deverá ser observada inclusive em todo o corpo
mantendo até mesmo, respiração calma e cadência que proporciona circulação
controlada e domínio consciente do instrumento, da emoção e sensibilidade.
Para coordenar movimentos da mão direita – tocar sempre com apoio – Falando o
nome das notas ao tocar.
COM OS DEDOS
Toque com a mão direita. Primeiro só com indicador, depois só com o médio e por
último, alterando i e m, sempre com apoio. Se possível cante o som de cada nota ao
tocar.
10
D e d o 1
D e d o 2 D e d o 3
D e d o 4
NOTAÇÃO DOS DEDOS DA MÃO ESQUERDA
Os dedos da mão esquerda são indicados por números.
1. Indicador
2. Médio
3. Anular
4. Mínimo
O polegar da mão serve de apoio suave, atrás do braço do instrumento.
Não se deve espalmar o braço do contrabaixo.
Os dedos devem pressionar as cordas, bem próximo dos trastes, que separam as
casas.
Os dedos da mão esquerda que pressionam as cordas estão marcados com seus
números correspondentes, ao lado da nota. Ex: 1 dedo indicador pressiona a nota
2, 3 ou 4.
Nos baixos elétricos com trastes, aperte a corda próximo ao traste que separa as
casas. Pressione suavemente, até a corda encostar no traste.
Coloque o polegar, como apoio suave, atrás do baixo, mantendo-o na direção do
dedo médio.
EXERCÍCIOS:
Antes de começar a pressionar as cordas com a mão esquerda, deixe o polegar
apoiado atrás do braço e abra e feche a mão, batendo com a ponta dos dedos nas
cordas.
Pratique tocando as notas, cromaticamente em cada corda.
Comece com a corda solta e toque até a 12ª casa, de forma ascendente e
descendente.
Toque com a mão direita, alternando os dedos indicador e médio.
11
Confira no diagrama as notas de cada corda.
TETRACORDES
Qualquer escala maior natural é formada por dois conjuntos de quatro notas
sucessivas dando-se, a cada um, o nome de tetracorde.
Esta é a fórmula interválica de dois tetracordes formando uma escala maior a partir
de qualquer nota escolhida como Fundamental ou Tônica, que inicia a escala.
ESCALAS MAIORES
Ao iniciarmos uma escala por uma nota qualquer, não podemos mudar a ordem
sucessiva dos sons, nem repetir seu nome.
Exemplo:
Si Dó Ré Ré Fá Sol Lá Si (errado)
Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si (certo)
Pratique e exercite construindo as escalas maiores de todas as tonalidades
Ex. Dó Maior:
Dó – tom – Ré – tom – Mi – ½ tom – Fá - tom – Sol - tom – Lá - tom – Si - ½ tom – Dó
EXERCÍCIOS:
1. Escala de Dó maior:
12
TOM + TOM + SEMITOM TOM + TOM + SEMITOMTOM
1º TETRACORDE 2º TETRACORDE
1 .ª G
1 . ª
C a s a
2 . ª 3 . ª 4 .ª 5 .ª 6 .ª 7 .ª 8 .ª 9 .ª 1 0 .ª 1 1 .ª 1 2 .ª
2 .ª D
3 .ª A
4 .ª E
G # A A # B C C # D D # E F F # G
D # E F F # G G # A A # B C C # D
A # B C C # D D # E F F # G G # A
F F # G G # A A # B C C # D D # E
E s c a la a p a r t ir d a 3 . ª C a s a
E s c a la a p a r t ir d a 8 . ª C a s a
G
D
A
E
C 2
C 2
D 4
D 4
E 1
E 1
F 2
F 2
A 1
A 1
B 3
B 3
C 4
C 4G 4
G 4
G
D
A
E
D 2
D 2
E 4
E 4
F # 1
F # 1
G
G
D
D
A
A
E
E A 2b
E 2b
Sugerimos como padrão, a seguinte posição das notas no braço do instrumento.
Os números significam os dedos da mão esquerda que devem pressionar as cordas,
e as letras o nome das notas:
Portanto, o mesmo padrão de dedilhado pode ser usado, iniciando a escala a partir
da 4ª corda, na 8ª casa.
2. Escala de Ré maior:
No diagrama que representa o braço do instrumento, também colocaremos a partir
de agora, somente a posição que sugerimos para a primeira nota.
Complete a escala segundo o padrão de dedilhado adotado.
Execute a partir da 3ª e da 4ª cordas.
Devemos fazer várias escalas a partir da 3ª e da 4ª cordas, para conhecermos bem
as notas e automatizar movimentos e saltos entre elas.
Complete nos diagramas, as notas que formam as escalas indicadas:
13
G
D
A
E F # 2
B 2
E 2
G # 4
C # 4
D # 1
G
D
A B 2
G # 1
As escalas tocadas a partir das notas soltas, fogem ao padrão dado quanto ao
dedilhado. Observe o exemplo de Mi maior, iniciando no Mi grave, que é a 4ª corda solta.
Complete agora a escala de Lá maior a partir da 3ª corda solta (A), seguindo no
diagrama, o mesmo padrão dado para a escala de Mi maior, a partir do Mi grave da 4ª
corda.
Faça o Maior Número Possível de Escalas
14
G
D
A
E
B 1 C 2
E 1 F 2
F 1 G 2
A 1 B 3 C 4
G
D
A
F 1 G 3
B 1b C 3
E 1b F 3
A 2 B 3b
Até aqui, junto com a formação de escalas maiores, demos especial atenção aos
padrões de dedilhados que posicionam o contrabaixista, fazendo-o conhecer bem as
notas no braço do instrumento.
Queremos, no entanto lembrar, que o mais importante é o instrumentista memorizar
a seqüência de sons. Neste momento a ESCALA MAIOR.
Pense nos Sons que Você Quer Tocar
Os sons devem partir de dentro do músico e só através de um estudo consciente e
constante isto se tornará possível.
EXTENSÃO DAS ESCALAS
Podemos tocar uma escala a partir de qualquer nota que a compõe. Portanto não
somos obrigados a iniciar uma escala, da sua tônica (primeira nota). Só não podemos
tocar notas que não pertençam a escala que está sendo executada.
Por exemplo, na escala de Dó maior podemos tocar a partir do seu 3º GRAU que é a
nota Mi.
Ex.: inicio do Mi grave ou Mi oitavo acima
Portanto aproveitando a extensão do instrumento desde o Mi grave, 4ª corda,
podemos tocar a escala de Dó maior.
Escala de Dó Maior com Extensão Iniciando do Mi Grave:
Escala de Si Bemol Maior com Extensão Grave a Partir do Fá:
Escala de Mi Bemol Maior com Extensão Grave a Partir do Fá:
15
G
D
A
E
B 1b C 3
E 1b F 3
F 1 G 3 A 4b
A 1b B 3b C 1 D 3 E 4b
G
D
A
E F # 2 G # 4
B 2 C # 4
E 2 F # 4
G # 1 A 2 B 1 C # 3
G
D
A
E
C 2
E 1 G 4
Escala de Lá Maior com Extensão Grave a Partir do Mi:
Construa e toque outras escalas com extensão grave.
TRÍADES MAIORES
Tríades – são acordes de três sons, formados pela 1ª, 3ª e 5ª notas de uma Escala.
Observamos que, a partir da Fundamental da escala maior, temos intervalos na seguinte
ordem:
No diagrama que representa o braço do instrumento temos:
Tríade de C:
Início na 3ª corda:
Início na 4ª corda:
16
TRÍADES
MAIORES
Na Posição
Fundamental
São Formadas
Por intervalos de:
1 1/2 TOM
1 1/2 TOM
5ª
3ª
1ª
G
D
A
E C 2
E 1 G 4
A seguir faremos uma bateria de exercícios onde serão mostradas as posições onde
as tríades poderão ser executadas. Mostraremos sempre duas possibilidades de armar
(posicionar) as notas a partir da 4. ª, 3. ª e 2. ª cordas.
Exemplo:
A tríade de Dó maior, a partir da corda Lá (3. ª), é a mesma tríade a partir da 4.ª
corda (Mi) na 8.ª casa ou seja: o mesmo som.
C (Dó maior)
G
D
A
E
C 2
E 1 G 4
OU
G
D
A
E C 2
E 1 G 4
F (Fá maior)
G
D
A
E
A 1
F 2
C 4
OU
G
D
A
E
A 1
F 2
C 4
D (Ré maior)
17
G
D
A
E
D 2
F # 1 A 4
OU
G
D
A
E D 2
F # 1 A 4
B (Si maior)
G
D
A
E D 2
F # 1 A 4
OU
G
D
A
E
D # 1
B 2
F # 4
G (Sol maior)
G
D
A
E
B 1
G 2
D 4
OU
G
D
A
E
B 1
G 2
D 4
Agora você deverá aplicar o que aprendeu até aqui com relação às escalas e tríades
maiores, exercitar é o melhor caminho para se alcançar uma boa performance.
ESCALA MENOR NATURAL
18
Assim como temos uma fórmula interválica para a execução das escalas maiores
procederemos também da mesma forma nas escalas menores. Observaremos a seguir a
diferença entre as fórmulas:
ESCALA MAIOR: T – T – ST – T – T – T – ST, ou seja:
Ex: C –– D –– E –– F–– G –– A –– B–– C
ESCALA MENOR: T – ST – T – T – ST – T – T
Ex: C –– D –– Eb –– F –– G –– Ab –– Bb –– C
Veja que na escala menor algumas notas abaixam meio tom, são elas a 3.ª, a 6.ª e a 7.ª
por causa da fórmula interválica desta escala.
A escala menor natural é derivada da escala maior a partir do seu VIº grau. Uma
alternativa para encontrar uma determinada escala menor relativa de outra maior é contar
da 1.ª nota três notas descendentes dentro da escala maior, ou seja, baixar um tom e
meio na escala.
Tomaremos como exemplo a escala de Dó maior:
A partir do sexto grau que é Lá, podemos então definir a escala menor de Lá assim:
Na prática, veremos agora um exemplo de escala menor.
Exemplo 1:
Escala Lá menor (Am) a partir da 4.ª corda na 5.ª casa.
Am
G
D
A
E B 3A 1 C 4
D 1 E 3 F 4
G 1 A 3
Exemplo 2:
19
Escala de Dó menor a partir da 3.ª casa da 3.ª corda.
Cm
G
D
A
E
D 3C 1 E 4b
F 1 G 3 A 4b
B 1b C 3
Neste ponto é da maior importância tocar um escala maior e a menor, da mesma
tonalidade, para sentir a diferença de caráter e som entre as duas.
Exemplo: toque a escala de C e em seguida a escala de Cm.
RELATIVIDADE
Como vimos anteriormente, as escalas menores são relativas diretas das maiores e
a partir do 6.º grau podemos executar as escalas menores ou podemos montar as escalas
menores usando a fórmula interválica vista.
Aqui apresentamos a tabela de escalas e suas relativas, para que você execute
cada uma quando estiver treinando.
ESCALAS MAIORES ESCALAS RELATIVAS MENORES
C D E F G A B C A B C D E F G A
C# D# F F# G# A# C C# A# C C# Eb F F# G# A#
D E F# G A B C# D B C# D E F# G A B
D# F G G# A# C D D# C D D# F G G# A# C
E F# G# A B C# D# E C# D# E F# G# A B C#
F G A A# C D E F D E F G A A# C D
F# G# A# B C# D# F F# D# F F# G# A# B C# D#
G A B C D E F# G E F# G A B C D E
G# A# C C# D# F G G# F G G# A# C C# D# F
A B C# D E F# G# A F# G# A B C# D E F#
A# C D D# F G A A# G A A# C D D# F G
B C# D# E F# G# A# B G# A# B C# D# E F# G#
TRÍADES MENORES
As tríades menores são formadas, também, pelas 1ª, 3ª e 5ª notas, mas da escala
menor.
A partir da nota Fundamental da escala menor, temos os intervalos abaixo:
20
TRÍADES
MENORES
Na Posição Fundamental
São Formadas
Por intervalos de:
2 TONS
1 1/2 TOM
5ª
3ª
1ª
Em linhas gerais, sabendo-se as notas que formam uma tríade maior, basta diminuir o
seu terceiro grau de meio tom, para obter a tríade menor.
Veja alguns exemplos de tríades menores:
Tríade de Lá menor (Am)
G
D
A
E A 1 C 4
E 3
Tríade de Sol menor (Gm)
G
D
A
E G 1 A # 4
D 3
Agora você completará as notas que faltam nas tríades menores abaixo, exercite para
fixar bem.
Dó menor (Cm)
G
D
A
E
C 1
Fá menor (Fm)
G
D
A
E
F 1
21
Si bemol menor (Bbm)
G
D
A
E B 1b
Treine bastante executando as tríades menores de todas as tonalidades, é muito
importante fazer isso, pois nos ritmos de alguns louvores nós usaremos freqüentemente.
TRÍADES AUMENTADAS
As tríades aumentadas derivam das tríades maiores, mas tem o 5.º grau
aumentado de meio tom. São portanto, tríades maiores com 5.ª aumentada. (5.ª nota da
escala ½ tom acima).
A partir da nota Fundamental da escala maior, temos os intervalos abaixo:
Observe agora que ao executarmos a tríade aumentada, temos que deslocar a mão
esquerda ½ tom acima quando vamos tocar a quinta aumentada.
Exemplo:
C5+ (Dó maior com 5.ª aumentada)
G
D
A
E
C 2
E 1 G # 4
22
TRÍADES
AUMENTADAS
Na Posição Fundamental
São Formadas
Por intervalos de:
2 TONS
2 TONS
5ª
3ª
1ª
Complete nos diagramas as tríades aumentadas indicadas.
B5+ (Si maior com 5.ª aumentada)
G
D
A
E
B 2
E5+ (Mi maior com 5.ª aumentada)
G
D
A
E
E 2
F#5+ (Fá sustenido maior com 5.ª aumentada)
G
D
A
E F # 2
D5+ (Ré maior com 5.ª aumentada)
G
D
A
E
D 2
Toque tríades maiores e aumentadas da mesma tonalidade para fixar a diferença
sonora entre elas.
23
TRÍADES DIMINUTAS
As tríades diminutas derivam das tríades menores, mas tem o 5.º grau diminuto
de meio tom. São, portanto, tríades menores com 5.ª diminuta. (5.ª nota da escala ½ tom
abaixo).
A partir da nota Fundamental da escala maior, temos os intervalos abaixo:
Nas cifras elas podem ser escritas das seguintes formas: º, dim, ou 5-.
Adotaremos o símbolo º, usado com mais freqüência em grande parte dos métodos.
Veremos alguns exemplos:
Cº (Tríade diminuta de Dó)
G
D
A
E
C 1
G 2b
E 4b
D#º (Tríade diminuta de Ré sustenido)
G
D
A
E
D # 1
A 2
G b 4
F#º (Tríade diminuta de Fá sustenido)
G
D
A
E F # 1
C 2
A 4
Nos louvores que tocamos sempre empregamos os acordes diminutos, portanto, treine
bastante as tríades diminutas.
24
TRÍADES
DIMINUTAS
Na Posição Fundamental
São Formadas
Por intervalos de:
1 1/2 TOM
5ª
3ª
1ª
1 1/2 TOM
ACORDES COM QUATRO SONS OU TETRACORDES
Acordes com sétima são acordes de quatro sons. Eles são formados por uma tríade (1.ª,
3.ª e 5.ª) e uma sétima (7.ª) de uma determinada escala, chamada de escala referência.
Eis alguns exemplos:
C7+ (Tétrade de Dó maior – sétima maior)
7 . ª + ( m a io r )
G
D
A
E
C 2
E 2 G 4
B 3
Já sabemos que existem apenas duas sétimas: a sétima menor (7) ou preparação e
a sétima maior (7+) que já faz parte da escala maior. Portanto teremos quatro tipos de
acordes com sétima:
Maior com 7.ª maior – Ex: C7+;
Maior com 7.ª menor – Ex: C7;
Menor com 7.ª maior – Ex: Cm7+;
Menor com 7.ª menor – Ex: Cm7
Os acordes com quatro sons do tipo com sétima são aplicados com uma certa freqüência
nos louvores executados na igreja, portanto é de grande importância que estes tipos de
acordes sejam praticados constantemente.
25
HISTÓRIA DO CONTRA-BAIXO
O contrabaixo tem suas origens remotas na Baixa Idade Média, período
compreendido entre o Cisma Greco-Oriental (1054) e a tomada de Constantinopla pelos
turcos otomanos (1453). Descendente de uma família chamada "violas", que se dividia em
dois grupos, violas de braço e violas de pernas, o contrabaixo é hoje o herdeiro maior e
de som mais grave deste segundo grupo.
Por volta de 1200, o nome gige era usado para destinar tanto a Rabeca, instrumento
de origem árabe com formato parecido com o alaúde como a guitar-fiddle (uma espécie
de violão com o formato semelhante a um violino). No Sacro Império Romano Germânico,
quase todos os instrumentos eram chamados pelo nome de gige, havendo a gige
pequena e a grande. A música executada neste período era bastante simples, as
composições situavam-se dentro de um registro bastante limitado e no que tange à
harmonia, as partes restringiam-se a duas ou três vezes. Era muito comum, instrumentos
e vozes dobrarem as partes em uníssono.
Com o passar dos anos, o número de partes foi expandido para quatro.
Aproximadamente na metade do séc. XV começou-se a usar o registro do baixo, que até
então era desconsiderado. Com esta nova tendência para os graves, os músicos
precisavam de instrumentos especiais capazes de reproduzir ou fazer soar as partes
graves. A solução encontrada pelos construtores de instrumentos, os luthiers, foi
simplesmente reconstruir os instrumentos existentes, mas em escala maior. Ocorre,
então, uma evolução técnica e artística de um instrumento em conjunto com a história da
música. Assim, a evolução no número de partes da harmonia trouxe a necessidade de se
criar outros instrumentos que desempenhassem satisfatoriamente aquela nova função.
De qualquer modo, seu ancestral mais próximo foi o chamado violine, que no início
do séc. XVII tornou-se o nome comumente designado à viola contrabaixo, mas apenas na
metade do séc. XVII o nome do contrabaixo separou-se do violine. E começou a ter vida
própria. Entretanto, até a metade do séc. XVIII o instrumento não era utilizado em larga
escala, tanto que em 1730 a orquestra de J. S. Bach não contava com nenhum
contrabaixo. Ainda faltava um longo caminho para a popularização.
Com o desenvolvimento da música popular no final do séc. XIX, principalmente no
que diz respeito ao jazz, inicia-se assim a introdução do contrabaixo com uma inovação:
ele não era tocado com arco... apenas com os dedos a fim de que tivesse uma marcação
mais acentuada.
O jazz se populariza e durante toda a primeira metade do séc. XX, o baixo só pode
ser imaginado como uma imenso instrumento oco de madeira usado para bases de
intermináveis solos de sax, se bem que era usado também no princípio do blues e do
mambo (estou falando de antes da 2º Guerra Mundial).
Assim foi até que em 1951, um norte-americano chamado Leo Fender cria um baixo
tão elétrico quanto a guitarra elétrica que também criou. O primeiro modelo foi
denominado Fender Precision, e o nome não era casualidade: frente aos tradicionais
contrabaixos, com o braço totalmente liso, o novo instrumento incorporava trastes, assim
como suas guitarras.
O detalhe dos trastes faz com que a afinação do baixo seja muito mais precisa, eis
aí a origem do nome. Mas a revolução fundamental que representa o baixo elétrico frente
ao contrabaixo é a amplificação do som. Se a solução antigamente havia sido aumentar a
caixa de ressonância, transformando o violino em um instrumento imenso e com cordas
muito mais grossas, desta vez a solução foi inserir uma pastilha eletromagnética no corpo
do instrumento para que o som fosse captado. Além do mais, a redução do tamanho do
instrumento permitiu aos baixistas transportá-lo com mais comodidade, e poder viajar no
mesmo ônibus dos outros músicos portando seu próprio instrumento.
26
MELHORANDO O SOM DE SEU CONTRA-BAIXO
O que usar para conseguir determinados sons e timbres no seu contrabaixo
Em linhas gerais podemos dizer que para se ter um som de qualidade (limpo sem
ruídos e distorções) no contra-baixo ou em qualquer instrumento elétrico devemos ter
qualidade primeiramente na fonte do sinal sonoro, ou seja, começando pela qualidade do
encordoamento que deve ter um som bem claro e definido, passando pelos captadores
magnéticos que devem ser de boa qualidade, ou seja, é preciso captar bem o som das
cordas, mas não captar ruídos; são preciso também uma boa regulagem de tensor, braço
e ponte a fim de se evitar que a corda raspe em determinadas partes do braço e ao
mesmo tempo evitar que a corda se distancie muito dos captadores, também é importante
ter uma boa fiação interna do instrumento com o pólo positivo totalmente isolado e o pólo
negativo servindo de blindagem contra ruídos de campos magnéticos ou mesmo o ruído
gerado pela freqüência da energia elétrica. Detalhe importante: Instrumento caro nem
sempre é instrumento de boa qualidade.
Assim como a fiação interna o cabo externo deve seguir o mesmo padrão, quanto
menor a resistência elétrica do cabo melhor será o sinal recebido pelo amplificador. Os
cabos com menor resistência elétrica (com melhor passagem de sinal) são aqueles cujos
contatos são banhados a ouro. O amplificador também influencia muito na qualidade final
do som. Porém deve-se observar a potência máxima que um amplificador pode dar sem
"rachar" o som. Por exemplo: não se pode querer tirar 200 Watts de um amplificador de
200 Watts. O ideal é sempre se trabalhar com uma sobra de potência na margem de 50%
ou seja, para tirar um som com potência de 200 Watts o ideal é ter um amplificador de
400 Watts.
Assim como nos amplificadores, deve se adotar o mesmo procedimento para as
caixas de som e os falantes (com uma sobra de potencia na base de 50 %). As caixas de
som devem ter o tamanho especifico para cada falante que usa (geralmente os
fabricantes de falantes fornecem tabelas de tamanhos de caixa), os melhores falantes no
caso do contra-baixo são aqueles cujos cones são de alumínio, pois não distorcem o som
nas notas extremamente graves. Recomenda-se o uso de estabilizadores elétricos e
filtros de linha na alimentação elétrica dos amplificadores a fim de evitar os ruídos
produzidos pela freqüência da energia elétrica.
Mas, além disso tudo, existem vários equipamentos que melhoram ainda mais o som
do contra-baixo elétrico assim como captadores ativos, equalizadores, compressor
sustainer, reverberadores, chorus, flanger, etc. Algumas empresas se dedicam a construir
efeitos para o contra-baixo como é o caso da BOSS e da ZOOM e Digitech que possuem
pedaleiras multi-efeitos especialmente para contra-baixo.
EFEITOS PARA QUE SERVEM?
Os efeitos servem para mudar o timbre, ou mesmo para fazer uma regulagem no
som do instrumento. Aqui vai um resumo das principais funções dos efeitos mais usados
no contra-baixo.
Equalizer
O "Equalizer" como o próprio nome diz serve para equalizar e regular as faixas de
graves, médios e agudos no instrumento É o grande responsável para se conseguir
27
"peso" no instrumento, ou seja , no caso do contra-baixo um grave bem forte e definido e
sem médios. Indispensável para quem toca Slap.
Compressor Sustainer
É um efeito de duas funções, ele uniformiza a intensidade do som e também
prolonga a duração do som, ou seja, dá um efeito de sustentação na nota tocada.
Chorus
Ao contrário dos efeitos colocados anteriormente esse não é um efeito de ajuste de
som e sim de incrementação. Ele dá um efeito de ondulação no som do instrumento
Pode-se conseguir o efeito de tremulação também. Em alguns casos (e marcas)
consegue-se manter o som original nas cordas graves e o som com Chorus nas cordas
mais agudas do instrumento. Ideal para solos.
Flanger
É também um efeito de incrementação do som. Também dá um efeito de ondulação
do som, porém uma ondulação muito mais agressiva que a do Chorus. Em sua regulagem
máxima tem-se a impressão de que ele gera uma nota paralela à nota tocada no
instrumento.
Distorção.
Também conhecida como Over Drive ou Heavy Metal é muito usado na guitarra,
porém pouco usado no Contra-Baixo. Simula a saturação dos amplificadores.
Oitavador (Octaver)
Basicamente joga a nota tocada para uma oitava acima ou uma oitava para baixo.
Reverb
Também conhecido como Câmara de Eco dá efeito de eco e de sustentação do sinal
sonoro. Com esse efeito é possível simular o som do instrumento como se estivesse em
um grande auditório, por exemplo.
Wah Wah
Efeito de Ondulação controlado por um pedal. Ou seja, você controla a ondulação
com o pé. Como o próprio nome diz da um efeito de Wah Wah no som.
28
ESTRUTURA DO CONTRABAIXO – MATERIAIS USADOS
• Madeiras
O baixo elétrico é fabricado de madeiras densas, embora existam experiências quanto ao
uso de outros materiais sintéticos e até mesmo alumínio. Mas o baixo não é feito de um
só tipo de madeira. Geralmente, usam-se madeiras “pesadas” no corpo do instrumento,
de modo a garantir o “grave”; e madeiras resistentes no espelho, como pau-ferro ou
jacarandá. Para o braço do instrumento geralmente se usa marfim, embora existam
experiências com outras madeiras.
• Cordas
As cordas do baixo podem ser de diferentes tipos e materiais. Cordas feitas de níquel
possuem um som brilhante, mas se desgasta facilmente. As de aço inoxidável são mais
resistentes, porém seu som não é tão brilhante. Existem cordas feitas de cobre, de cor
vermelha, mas discutidas quanto à sua resistência. Alguns afirmam que elas se rompem
facilmente. Há também cordas feitas de bronze fosfórico, de cor amarela. São
recomendadas para baixos acústicos, tipo “violão”.
DICAS IMPORTANTES
• Manutenção das cordas
Nos baixistas sabemos o quanto custa um jogo novo de cordas. Principalmente se for um
contrabaixo de 5 ou 6 cordas ou ainda fretless. Por isso, uma dica para fazer que cordas
velhas soem como novas é ferver as cordas. Faça o seguinte: ferva mais ou menos um
litro d’água com mais ou menos duas colheres de detergente neutro. Retire as cordas do
baixo e enrole-as. Coloque-as na panela e deixe ferver por uns quinze minutos. Tire do
fogo, jogue fora a mistura velha e enxágüe as cordas com água fria limpa. Enxágüe e
deixe secar num varal. Recoloque as cordas e afine. Som de cordas novas! Logicamente,
o efeito não é tão duradouro quanto o jogo novo, e a corda pode apresentar um pouco de
oxidação, dependendo da idade e do numero de fervidas. Mas serve para economizar
uma grana.
• Limpeza do instrumento
Use um bom lustra-móveis, seja líquido ou spray. Tome cuidado apenas para não cair o
líquido dentro dos captadores, pois pode ocorrer oxidação e perda dos mesmos. Se o seu
instrumento for esmaltado ou laqueado, uma dica é usar cera automotiva, pois remove
bem a sujeira. Mas use a menos agressiva que tiver, como aquela para pinturas
metálicas.
• Secagem do instrumento
Uma boa dica para preservação do instrumento é secá-la muito bem após utilizá-lo, ou se
você tem pele oleosa, secar a cada tocada. Uma dica é comprar uma flanela ou mesmo
uma fralda de pano bem grande, e após o uso, secar o baixo e as cordas com ela. Ao
guardar o baixo ou de um dia para o outro, coloque a fralda ou flanela entre o espelho e
as cordas, envolvendo-as. Desse modo, o suor e umidade impregnados serão absorvidos,
preservando o instrumento.
29
• Formação de acordes Básicos
Você precisa saber como se monta os acordes, não apenas decorá-los, mas sim montá-
los para poder montar qual acorde você quiser. (Você precisa saber a escalas para essa
lição).
I – II – III – IV – V – VI – VII – VIII ( Graus da escala maior)
Acorde Maior = I_III_V
Ex:
C – dó – mi – sol
D – ré – fá# - lá
G – sol – si – ré
Acorde Menor = I _III-_V
Ex:
Cm – dó – mib – sol
Dm – ré – fá – lá
Gm – sol – sib – ré
Acorde Diminuta = I_III-_V-
Ex:
Cº - dó – mib – solb
Dº - ré – fá – láb
Gº - sol – sib – réb
Acorde Aumentada = I_III_V+
Ex:
C5+ - dó – mi – sol#
D5+ - ré – fá# - lá#
G5+ - sol – si – ré#
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Apostila guto contra baixo n°vel 2

  • 2. CONCEITOS DE MÚSICA SOM – é o efeito produzido em nosso aparelho auditivo pelas vibrações de um corpo. É tudo aquilo que ouvimos. Ex.: um trem passando em seu trilho. MÚSICA – é a arte de combinar sons agradáveis ao ouvido. Ela divide-se em três partes: 1. Melodia – é o conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva. O canto propriamente dito emitido pelas cordas vocais. Ex.: Instrumentos de melodia: flauta, gaita e sax, etc. 2. Harmonia – é o conjunto de sons executados juntos. É o acompanhamento da melodia através de acordes. Ex.: Instrumentos de harmonia: (Teclado, violão, etc.) 3. Ritmo – São movimentos em tempos fortes e fracos com intervalos regulares. Ex.: Valsa, Marcha, etc. NOTAS - são sons representados por meio de sinais musicais. São em número de 7 (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si). ACORDE – é o conjunto de notas tocadas simultaneamente. Ex.: Dó maior, Dó menor, etc. ESCALA A palavra “Escala” tem sua origem no latim scala, que significa gama ou escada. É uma série de notas sucessivas e vizinhas, ascendentes ou descendentes, formando entre si sons melódicos, começando e terminando com notas de mesmo nome. Ex: Escala de Dó (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó) CLASSIFICAÇÃO DAS ESCALAS 1. Escala Natural ou Diatônica – é uma seqüência de sete notas, diferentes e consecutivas. Ex.: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó 2. Escala artificial ou cromática – é uma seqüência de doze notas consecutivas. 4
  • 3. a) Ascendentes: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá#, si, dó b) Descendentes: dó, si, sib, lá, láb, sol, solb, fá, mi, mib, ré, réb, dó 5
  • 4. SUSTENIDO E BEMOL * Sustenido – significa um semitom ou meio tom a mais ou à frente. * Bemol – significa um semitom ou meio tom a menos. TOM E SEMITOM Semitom – é a menor distância entre um som e outro. Ex.: (Do, Do#) (Re, Re#) (Si, Do) Obs.: um semitom é o mesmo que meio tom. Tom – é a distância entre dois sons, ou seja, dois semitons, porque cada som tem a contagem de 1 semitom e dois sons dão uma contagem de 1tom. Ex.: (Do Ré) (Lá, Si) (Si, Do#). Obs: De uma casa para outra do braço do contra-baixo temos um semitom. PARTES DO BAIXO ELÉTRICO As semelhanças entre o baixo elétrico original e o contra-baixo clássico ou acústico são a extensão, ou seja, as notas que podem ser tocadas e a afinação das cordas. A partir daí, são instrumentos distintos, onde se varia do número de cordas (4, 5, 6 e excepcionalmente 7, além do 8 cordas, que nada mais é do que um “4 cordas” com encordoamento duplo). De lá pra cá, o baixo elétrico vem adquirindo personalidade e características cada vez mais próprias. ⇒ Ponte (Bridge) A ponte é uma peça muito importante do contra-baixo. Embora pareça que seja apenas um apoio para as cordas, é a ponte que faz a transferência das vibrações das cordas para a madeira do corpo. Além disso, é na ponte que se faz o ajuste do tamanho de cordas, pois cada nota exige um tamanho certo. Em alguns contra-baixos, as cordas não são presas na ponte, mas sim diretamente no corpo, visando um melhor aproveitamento dos graves. 6 Distância de meio Tom Distância de um Tom Distância de um Tom e meio
  • 5. ⇒ Captadores Os captadores têm a função de transformar a vibração das cordas em som. Através de indução magnética, o som é captado e transmitido para a saída. Entre os vários modelos de captadores, os tipos mais comuns são o Jazz, Precision e Piezo. ⇒ Corpo Principal responsável pelo timbre do instrumento. Assim como no violão existe a caixa acústica, o corpo do baixo é quem vibra, dando sustentação e grave necessário ao baixo. É no corpo que se fixam as cordas, o braço e a parte elétrica. O peso do corpo influi também no equilíbrio do baixo e no conforto para o instrumentista. ⇒ Mão ou Paleta Além de servir para fixação das tarraxas, tem muita influência no equilíbrio do instrumento. Experimente tocar num baixo com paleta e num sem (como Factor, Steinberg) e sinta a diferença! ⇒ Tarraxas Responsável pela afinação do instrumento, merece cuidados especiais quanto à manutenção e conservação. ⇒ Braço Parte fundamental do instrumento deve ser firme o suficiente e de madeira estável (ou seja, com a variação do tempo ela não empena facilmente). Requer cuidados quanto ao uso do tensor, que é interno ao braço. Sempre que se trocar as cordas, checar se a curvatura do braço é aceitável, e se necessário, atuar suavemente no tensor. POSTURA O contrabaixista deve ter uma postura natural e descontraída. Lembre-se que é mais difícil eliminar um vício, do que estudar certo. Uma postura correta evita problemas futuros quanto à execução no instrumento, assim como de ordem de saúde física, especialmente de coluna. PONTOS DE APOIO SENTADO 3 PONTOS COXA BRAÇO TÓRAX DE PÉ 2 PONTOS BRAÇO TÓRAX PRÁTICA Sentado Quando tocamos o baixo elétrico, sentados, costumamos repousá-lo sobre a coxa esquerda ou, cruzando as pernas, repousá-lo sobre a coxa direita. 7
  • 6. O braço direito, bem próximo do pulso repousa por cima do baixo, deixando pulso, mão e especificamente os dedos, descontraídos. De Pé O executante deve manter a correia de sustentação do instrumento, numa posição em que os braços não fiquem muito distendidos. Portanto, a correia de sustentação não deve ser muito longa. Mostraremos o braço do instrumento através de um diagrama onde indicamos a colocação das notas e dos dedos da mão esquerda. 1 . ª C o r d a ( S O L ) 2 . ª C o r d a ( R É ) 3 . ª C o r d a ( L Á ) 4 . ª C o r d a ( M I) P e s ta n a 1 .ª C a s a 2 . ª C a s a 3 . ª C a s a T r a s t e s AFINAÇÃO As cordas do baixo devem estar afinadas dentro de um padrão, relativo a altura do som, chamado DIAPASÃO. Desta maneira, o aluno disciplina o seu ouvido e também poderá tocar, a qualquer momento, com outros instrumentos que, normalmente, estarão afinados no mesmo padrão de ALTURA do som. Procure adquirir um afinador eletrônico, aparelho das cordas com perfeição. PRÁTICA Pressionando a 4ª corda (MI) no 5º traste, o som deve ficar igual ao da 3ª corda (LÁ), solta. Pressionando a 3ª corda (LÁ) no 5º traste, deve ficar igual; ao da 2ª corda (RÉ). Pressionando a 2ª corda (RÉ) no 5º traste, o som deve ficar igual ao da 1ª corda (SOL) solta. O professor tem a obrigação de afinar o instrumento do aluno. Mesmo que o aluno saiba fazê-lo o professor deve verificar. As cordas são contadas da mais fina para a mais grossa, portanto de baixo para cima. 1ª corda – SOL G 2ª corda – RÉ D 3ª corda – LÁ A 4ª corda – MI E 8
  • 7. C D E F G A B C D E F A B C D E F G A BG P A I M Existem baixos com 5 e 6 cordas – 5 cordas com um Si grave e 6 cordas com um Si grave e um Dó agudo. Relação entre as cordas soltas do contrabaixo e as notas do teclado. NOTAÇÃO DOS DEDOS DA MÃO DIREITA Os dedos são indicados com as iniciais: p = polegar i = indicador m = médio a = anular Atualmente também se toca usando o dedo anular. A mão direita é posicionada com naturalidade, de maneira que os dedos fiquem perpendiculares às cordas. TOCAR COM APOIO O dedo da mão direita, após tocar uma corda, se apóia na corda seguinte. Observe na figura, como todo o dedo indicador se movimenta com seu próprio peso, partindo do ponto A, passando por B, que é a corda aonde ele vai se apoiar, sem esquecer que todo movimento parte do ombro para o braço passando pelo pulso até chegar na mão e dedos. Fazer o mesmo com os outros dedos. 9
  • 8. Quando usamos a palheta, ela deve estar firmemente segura entre o polegar e indicador, porém, o pulso deve estar bem descontraído. - Tocar com palheta para baixo. - Tocar com palheta para cima. EXERCÍCIO SOBRE AS CORDAS Os próximos exercícios são todos sobre cordas soltas e ao executá-los, deveremos manter o mesmo andamento. Aproveite para memorizar o nome das cordas soltas, fixando os seus sons e as divisões rítmicas. As casas são contadas a partir da pestana, cordas soltas. Para mão direita coloca-se notação dos dedos i-indicador, m-médio e a-anular. A descontração das mãos, especialmente da mão esquerda, será responsável pela técnica veloz e precisão nos saltos entre as notas ou intervalos entre as notas. Nos exercícios futuros esta descontração deverá ser observada inclusive em todo o corpo mantendo até mesmo, respiração calma e cadência que proporciona circulação controlada e domínio consciente do instrumento, da emoção e sensibilidade. Para coordenar movimentos da mão direita – tocar sempre com apoio – Falando o nome das notas ao tocar. COM OS DEDOS Toque com a mão direita. Primeiro só com indicador, depois só com o médio e por último, alterando i e m, sempre com apoio. Se possível cante o som de cada nota ao tocar. 10
  • 9. D e d o 1 D e d o 2 D e d o 3 D e d o 4 NOTAÇÃO DOS DEDOS DA MÃO ESQUERDA Os dedos da mão esquerda são indicados por números. 1. Indicador 2. Médio 3. Anular 4. Mínimo O polegar da mão serve de apoio suave, atrás do braço do instrumento. Não se deve espalmar o braço do contrabaixo. Os dedos devem pressionar as cordas, bem próximo dos trastes, que separam as casas. Os dedos da mão esquerda que pressionam as cordas estão marcados com seus números correspondentes, ao lado da nota. Ex: 1 dedo indicador pressiona a nota 2, 3 ou 4. Nos baixos elétricos com trastes, aperte a corda próximo ao traste que separa as casas. Pressione suavemente, até a corda encostar no traste. Coloque o polegar, como apoio suave, atrás do baixo, mantendo-o na direção do dedo médio. EXERCÍCIOS: Antes de começar a pressionar as cordas com a mão esquerda, deixe o polegar apoiado atrás do braço e abra e feche a mão, batendo com a ponta dos dedos nas cordas. Pratique tocando as notas, cromaticamente em cada corda. Comece com a corda solta e toque até a 12ª casa, de forma ascendente e descendente. Toque com a mão direita, alternando os dedos indicador e médio. 11
  • 10. Confira no diagrama as notas de cada corda. TETRACORDES Qualquer escala maior natural é formada por dois conjuntos de quatro notas sucessivas dando-se, a cada um, o nome de tetracorde. Esta é a fórmula interválica de dois tetracordes formando uma escala maior a partir de qualquer nota escolhida como Fundamental ou Tônica, que inicia a escala. ESCALAS MAIORES Ao iniciarmos uma escala por uma nota qualquer, não podemos mudar a ordem sucessiva dos sons, nem repetir seu nome. Exemplo: Si Dó Ré Ré Fá Sol Lá Si (errado) Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si (certo) Pratique e exercite construindo as escalas maiores de todas as tonalidades Ex. Dó Maior: Dó – tom – Ré – tom – Mi – ½ tom – Fá - tom – Sol - tom – Lá - tom – Si - ½ tom – Dó EXERCÍCIOS: 1. Escala de Dó maior: 12 TOM + TOM + SEMITOM TOM + TOM + SEMITOMTOM 1º TETRACORDE 2º TETRACORDE 1 .ª G 1 . ª C a s a 2 . ª 3 . ª 4 .ª 5 .ª 6 .ª 7 .ª 8 .ª 9 .ª 1 0 .ª 1 1 .ª 1 2 .ª 2 .ª D 3 .ª A 4 .ª E G # A A # B C C # D D # E F F # G D # E F F # G G # A A # B C C # D A # B C C # D D # E F F # G G # A F F # G G # A A # B C C # D D # E
  • 11. E s c a la a p a r t ir d a 3 . ª C a s a E s c a la a p a r t ir d a 8 . ª C a s a G D A E C 2 C 2 D 4 D 4 E 1 E 1 F 2 F 2 A 1 A 1 B 3 B 3 C 4 C 4G 4 G 4 G D A E D 2 D 2 E 4 E 4 F # 1 F # 1 G G D D A A E E A 2b E 2b Sugerimos como padrão, a seguinte posição das notas no braço do instrumento. Os números significam os dedos da mão esquerda que devem pressionar as cordas, e as letras o nome das notas: Portanto, o mesmo padrão de dedilhado pode ser usado, iniciando a escala a partir da 4ª corda, na 8ª casa. 2. Escala de Ré maior: No diagrama que representa o braço do instrumento, também colocaremos a partir de agora, somente a posição que sugerimos para a primeira nota. Complete a escala segundo o padrão de dedilhado adotado. Execute a partir da 3ª e da 4ª cordas. Devemos fazer várias escalas a partir da 3ª e da 4ª cordas, para conhecermos bem as notas e automatizar movimentos e saltos entre elas. Complete nos diagramas, as notas que formam as escalas indicadas: 13
  • 12. G D A E F # 2 B 2 E 2 G # 4 C # 4 D # 1 G D A B 2 G # 1 As escalas tocadas a partir das notas soltas, fogem ao padrão dado quanto ao dedilhado. Observe o exemplo de Mi maior, iniciando no Mi grave, que é a 4ª corda solta. Complete agora a escala de Lá maior a partir da 3ª corda solta (A), seguindo no diagrama, o mesmo padrão dado para a escala de Mi maior, a partir do Mi grave da 4ª corda. Faça o Maior Número Possível de Escalas 14
  • 13. G D A E B 1 C 2 E 1 F 2 F 1 G 2 A 1 B 3 C 4 G D A F 1 G 3 B 1b C 3 E 1b F 3 A 2 B 3b Até aqui, junto com a formação de escalas maiores, demos especial atenção aos padrões de dedilhados que posicionam o contrabaixista, fazendo-o conhecer bem as notas no braço do instrumento. Queremos, no entanto lembrar, que o mais importante é o instrumentista memorizar a seqüência de sons. Neste momento a ESCALA MAIOR. Pense nos Sons que Você Quer Tocar Os sons devem partir de dentro do músico e só através de um estudo consciente e constante isto se tornará possível. EXTENSÃO DAS ESCALAS Podemos tocar uma escala a partir de qualquer nota que a compõe. Portanto não somos obrigados a iniciar uma escala, da sua tônica (primeira nota). Só não podemos tocar notas que não pertençam a escala que está sendo executada. Por exemplo, na escala de Dó maior podemos tocar a partir do seu 3º GRAU que é a nota Mi. Ex.: inicio do Mi grave ou Mi oitavo acima Portanto aproveitando a extensão do instrumento desde o Mi grave, 4ª corda, podemos tocar a escala de Dó maior. Escala de Dó Maior com Extensão Iniciando do Mi Grave: Escala de Si Bemol Maior com Extensão Grave a Partir do Fá: Escala de Mi Bemol Maior com Extensão Grave a Partir do Fá: 15
  • 14. G D A E B 1b C 3 E 1b F 3 F 1 G 3 A 4b A 1b B 3b C 1 D 3 E 4b G D A E F # 2 G # 4 B 2 C # 4 E 2 F # 4 G # 1 A 2 B 1 C # 3 G D A E C 2 E 1 G 4 Escala de Lá Maior com Extensão Grave a Partir do Mi: Construa e toque outras escalas com extensão grave. TRÍADES MAIORES Tríades – são acordes de três sons, formados pela 1ª, 3ª e 5ª notas de uma Escala. Observamos que, a partir da Fundamental da escala maior, temos intervalos na seguinte ordem: No diagrama que representa o braço do instrumento temos: Tríade de C: Início na 3ª corda: Início na 4ª corda: 16 TRÍADES MAIORES Na Posição Fundamental São Formadas Por intervalos de: 1 1/2 TOM 1 1/2 TOM 5ª 3ª 1ª
  • 15. G D A E C 2 E 1 G 4 A seguir faremos uma bateria de exercícios onde serão mostradas as posições onde as tríades poderão ser executadas. Mostraremos sempre duas possibilidades de armar (posicionar) as notas a partir da 4. ª, 3. ª e 2. ª cordas. Exemplo: A tríade de Dó maior, a partir da corda Lá (3. ª), é a mesma tríade a partir da 4.ª corda (Mi) na 8.ª casa ou seja: o mesmo som. C (Dó maior) G D A E C 2 E 1 G 4 OU G D A E C 2 E 1 G 4 F (Fá maior) G D A E A 1 F 2 C 4 OU G D A E A 1 F 2 C 4 D (Ré maior) 17
  • 16. G D A E D 2 F # 1 A 4 OU G D A E D 2 F # 1 A 4 B (Si maior) G D A E D 2 F # 1 A 4 OU G D A E D # 1 B 2 F # 4 G (Sol maior) G D A E B 1 G 2 D 4 OU G D A E B 1 G 2 D 4 Agora você deverá aplicar o que aprendeu até aqui com relação às escalas e tríades maiores, exercitar é o melhor caminho para se alcançar uma boa performance. ESCALA MENOR NATURAL 18
  • 17. Assim como temos uma fórmula interválica para a execução das escalas maiores procederemos também da mesma forma nas escalas menores. Observaremos a seguir a diferença entre as fórmulas: ESCALA MAIOR: T – T – ST – T – T – T – ST, ou seja: Ex: C –– D –– E –– F–– G –– A –– B–– C ESCALA MENOR: T – ST – T – T – ST – T – T Ex: C –– D –– Eb –– F –– G –– Ab –– Bb –– C Veja que na escala menor algumas notas abaixam meio tom, são elas a 3.ª, a 6.ª e a 7.ª por causa da fórmula interválica desta escala. A escala menor natural é derivada da escala maior a partir do seu VIº grau. Uma alternativa para encontrar uma determinada escala menor relativa de outra maior é contar da 1.ª nota três notas descendentes dentro da escala maior, ou seja, baixar um tom e meio na escala. Tomaremos como exemplo a escala de Dó maior: A partir do sexto grau que é Lá, podemos então definir a escala menor de Lá assim: Na prática, veremos agora um exemplo de escala menor. Exemplo 1: Escala Lá menor (Am) a partir da 4.ª corda na 5.ª casa. Am G D A E B 3A 1 C 4 D 1 E 3 F 4 G 1 A 3 Exemplo 2: 19
  • 18. Escala de Dó menor a partir da 3.ª casa da 3.ª corda. Cm G D A E D 3C 1 E 4b F 1 G 3 A 4b B 1b C 3 Neste ponto é da maior importância tocar um escala maior e a menor, da mesma tonalidade, para sentir a diferença de caráter e som entre as duas. Exemplo: toque a escala de C e em seguida a escala de Cm. RELATIVIDADE Como vimos anteriormente, as escalas menores são relativas diretas das maiores e a partir do 6.º grau podemos executar as escalas menores ou podemos montar as escalas menores usando a fórmula interválica vista. Aqui apresentamos a tabela de escalas e suas relativas, para que você execute cada uma quando estiver treinando. ESCALAS MAIORES ESCALAS RELATIVAS MENORES C D E F G A B C A B C D E F G A C# D# F F# G# A# C C# A# C C# Eb F F# G# A# D E F# G A B C# D B C# D E F# G A B D# F G G# A# C D D# C D D# F G G# A# C E F# G# A B C# D# E C# D# E F# G# A B C# F G A A# C D E F D E F G A A# C D F# G# A# B C# D# F F# D# F F# G# A# B C# D# G A B C D E F# G E F# G A B C D E G# A# C C# D# F G G# F G G# A# C C# D# F A B C# D E F# G# A F# G# A B C# D E F# A# C D D# F G A A# G A A# C D D# F G B C# D# E F# G# A# B G# A# B C# D# E F# G# TRÍADES MENORES As tríades menores são formadas, também, pelas 1ª, 3ª e 5ª notas, mas da escala menor. A partir da nota Fundamental da escala menor, temos os intervalos abaixo: 20 TRÍADES MENORES Na Posição Fundamental São Formadas Por intervalos de: 2 TONS 1 1/2 TOM 5ª 3ª 1ª
  • 19. Em linhas gerais, sabendo-se as notas que formam uma tríade maior, basta diminuir o seu terceiro grau de meio tom, para obter a tríade menor. Veja alguns exemplos de tríades menores: Tríade de Lá menor (Am) G D A E A 1 C 4 E 3 Tríade de Sol menor (Gm) G D A E G 1 A # 4 D 3 Agora você completará as notas que faltam nas tríades menores abaixo, exercite para fixar bem. Dó menor (Cm) G D A E C 1 Fá menor (Fm) G D A E F 1 21
  • 20. Si bemol menor (Bbm) G D A E B 1b Treine bastante executando as tríades menores de todas as tonalidades, é muito importante fazer isso, pois nos ritmos de alguns louvores nós usaremos freqüentemente. TRÍADES AUMENTADAS As tríades aumentadas derivam das tríades maiores, mas tem o 5.º grau aumentado de meio tom. São portanto, tríades maiores com 5.ª aumentada. (5.ª nota da escala ½ tom acima). A partir da nota Fundamental da escala maior, temos os intervalos abaixo: Observe agora que ao executarmos a tríade aumentada, temos que deslocar a mão esquerda ½ tom acima quando vamos tocar a quinta aumentada. Exemplo: C5+ (Dó maior com 5.ª aumentada) G D A E C 2 E 1 G # 4 22 TRÍADES AUMENTADAS Na Posição Fundamental São Formadas Por intervalos de: 2 TONS 2 TONS 5ª 3ª 1ª
  • 21. Complete nos diagramas as tríades aumentadas indicadas. B5+ (Si maior com 5.ª aumentada) G D A E B 2 E5+ (Mi maior com 5.ª aumentada) G D A E E 2 F#5+ (Fá sustenido maior com 5.ª aumentada) G D A E F # 2 D5+ (Ré maior com 5.ª aumentada) G D A E D 2 Toque tríades maiores e aumentadas da mesma tonalidade para fixar a diferença sonora entre elas. 23
  • 22. TRÍADES DIMINUTAS As tríades diminutas derivam das tríades menores, mas tem o 5.º grau diminuto de meio tom. São, portanto, tríades menores com 5.ª diminuta. (5.ª nota da escala ½ tom abaixo). A partir da nota Fundamental da escala maior, temos os intervalos abaixo: Nas cifras elas podem ser escritas das seguintes formas: º, dim, ou 5-. Adotaremos o símbolo º, usado com mais freqüência em grande parte dos métodos. Veremos alguns exemplos: Cº (Tríade diminuta de Dó) G D A E C 1 G 2b E 4b D#º (Tríade diminuta de Ré sustenido) G D A E D # 1 A 2 G b 4 F#º (Tríade diminuta de Fá sustenido) G D A E F # 1 C 2 A 4 Nos louvores que tocamos sempre empregamos os acordes diminutos, portanto, treine bastante as tríades diminutas. 24 TRÍADES DIMINUTAS Na Posição Fundamental São Formadas Por intervalos de: 1 1/2 TOM 5ª 3ª 1ª 1 1/2 TOM
  • 23. ACORDES COM QUATRO SONS OU TETRACORDES Acordes com sétima são acordes de quatro sons. Eles são formados por uma tríade (1.ª, 3.ª e 5.ª) e uma sétima (7.ª) de uma determinada escala, chamada de escala referência. Eis alguns exemplos: C7+ (Tétrade de Dó maior – sétima maior) 7 . ª + ( m a io r ) G D A E C 2 E 2 G 4 B 3 Já sabemos que existem apenas duas sétimas: a sétima menor (7) ou preparação e a sétima maior (7+) que já faz parte da escala maior. Portanto teremos quatro tipos de acordes com sétima: Maior com 7.ª maior – Ex: C7+; Maior com 7.ª menor – Ex: C7; Menor com 7.ª maior – Ex: Cm7+; Menor com 7.ª menor – Ex: Cm7 Os acordes com quatro sons do tipo com sétima são aplicados com uma certa freqüência nos louvores executados na igreja, portanto é de grande importância que estes tipos de acordes sejam praticados constantemente. 25
  • 24. HISTÓRIA DO CONTRA-BAIXO O contrabaixo tem suas origens remotas na Baixa Idade Média, período compreendido entre o Cisma Greco-Oriental (1054) e a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos (1453). Descendente de uma família chamada "violas", que se dividia em dois grupos, violas de braço e violas de pernas, o contrabaixo é hoje o herdeiro maior e de som mais grave deste segundo grupo. Por volta de 1200, o nome gige era usado para destinar tanto a Rabeca, instrumento de origem árabe com formato parecido com o alaúde como a guitar-fiddle (uma espécie de violão com o formato semelhante a um violino). No Sacro Império Romano Germânico, quase todos os instrumentos eram chamados pelo nome de gige, havendo a gige pequena e a grande. A música executada neste período era bastante simples, as composições situavam-se dentro de um registro bastante limitado e no que tange à harmonia, as partes restringiam-se a duas ou três vezes. Era muito comum, instrumentos e vozes dobrarem as partes em uníssono. Com o passar dos anos, o número de partes foi expandido para quatro. Aproximadamente na metade do séc. XV começou-se a usar o registro do baixo, que até então era desconsiderado. Com esta nova tendência para os graves, os músicos precisavam de instrumentos especiais capazes de reproduzir ou fazer soar as partes graves. A solução encontrada pelos construtores de instrumentos, os luthiers, foi simplesmente reconstruir os instrumentos existentes, mas em escala maior. Ocorre, então, uma evolução técnica e artística de um instrumento em conjunto com a história da música. Assim, a evolução no número de partes da harmonia trouxe a necessidade de se criar outros instrumentos que desempenhassem satisfatoriamente aquela nova função. De qualquer modo, seu ancestral mais próximo foi o chamado violine, que no início do séc. XVII tornou-se o nome comumente designado à viola contrabaixo, mas apenas na metade do séc. XVII o nome do contrabaixo separou-se do violine. E começou a ter vida própria. Entretanto, até a metade do séc. XVIII o instrumento não era utilizado em larga escala, tanto que em 1730 a orquestra de J. S. Bach não contava com nenhum contrabaixo. Ainda faltava um longo caminho para a popularização. Com o desenvolvimento da música popular no final do séc. XIX, principalmente no que diz respeito ao jazz, inicia-se assim a introdução do contrabaixo com uma inovação: ele não era tocado com arco... apenas com os dedos a fim de que tivesse uma marcação mais acentuada. O jazz se populariza e durante toda a primeira metade do séc. XX, o baixo só pode ser imaginado como uma imenso instrumento oco de madeira usado para bases de intermináveis solos de sax, se bem que era usado também no princípio do blues e do mambo (estou falando de antes da 2º Guerra Mundial). Assim foi até que em 1951, um norte-americano chamado Leo Fender cria um baixo tão elétrico quanto a guitarra elétrica que também criou. O primeiro modelo foi denominado Fender Precision, e o nome não era casualidade: frente aos tradicionais contrabaixos, com o braço totalmente liso, o novo instrumento incorporava trastes, assim como suas guitarras. O detalhe dos trastes faz com que a afinação do baixo seja muito mais precisa, eis aí a origem do nome. Mas a revolução fundamental que representa o baixo elétrico frente ao contrabaixo é a amplificação do som. Se a solução antigamente havia sido aumentar a caixa de ressonância, transformando o violino em um instrumento imenso e com cordas muito mais grossas, desta vez a solução foi inserir uma pastilha eletromagnética no corpo do instrumento para que o som fosse captado. Além do mais, a redução do tamanho do instrumento permitiu aos baixistas transportá-lo com mais comodidade, e poder viajar no mesmo ônibus dos outros músicos portando seu próprio instrumento. 26
  • 25. MELHORANDO O SOM DE SEU CONTRA-BAIXO O que usar para conseguir determinados sons e timbres no seu contrabaixo Em linhas gerais podemos dizer que para se ter um som de qualidade (limpo sem ruídos e distorções) no contra-baixo ou em qualquer instrumento elétrico devemos ter qualidade primeiramente na fonte do sinal sonoro, ou seja, começando pela qualidade do encordoamento que deve ter um som bem claro e definido, passando pelos captadores magnéticos que devem ser de boa qualidade, ou seja, é preciso captar bem o som das cordas, mas não captar ruídos; são preciso também uma boa regulagem de tensor, braço e ponte a fim de se evitar que a corda raspe em determinadas partes do braço e ao mesmo tempo evitar que a corda se distancie muito dos captadores, também é importante ter uma boa fiação interna do instrumento com o pólo positivo totalmente isolado e o pólo negativo servindo de blindagem contra ruídos de campos magnéticos ou mesmo o ruído gerado pela freqüência da energia elétrica. Detalhe importante: Instrumento caro nem sempre é instrumento de boa qualidade. Assim como a fiação interna o cabo externo deve seguir o mesmo padrão, quanto menor a resistência elétrica do cabo melhor será o sinal recebido pelo amplificador. Os cabos com menor resistência elétrica (com melhor passagem de sinal) são aqueles cujos contatos são banhados a ouro. O amplificador também influencia muito na qualidade final do som. Porém deve-se observar a potência máxima que um amplificador pode dar sem "rachar" o som. Por exemplo: não se pode querer tirar 200 Watts de um amplificador de 200 Watts. O ideal é sempre se trabalhar com uma sobra de potência na margem de 50% ou seja, para tirar um som com potência de 200 Watts o ideal é ter um amplificador de 400 Watts. Assim como nos amplificadores, deve se adotar o mesmo procedimento para as caixas de som e os falantes (com uma sobra de potencia na base de 50 %). As caixas de som devem ter o tamanho especifico para cada falante que usa (geralmente os fabricantes de falantes fornecem tabelas de tamanhos de caixa), os melhores falantes no caso do contra-baixo são aqueles cujos cones são de alumínio, pois não distorcem o som nas notas extremamente graves. Recomenda-se o uso de estabilizadores elétricos e filtros de linha na alimentação elétrica dos amplificadores a fim de evitar os ruídos produzidos pela freqüência da energia elétrica. Mas, além disso tudo, existem vários equipamentos que melhoram ainda mais o som do contra-baixo elétrico assim como captadores ativos, equalizadores, compressor sustainer, reverberadores, chorus, flanger, etc. Algumas empresas se dedicam a construir efeitos para o contra-baixo como é o caso da BOSS e da ZOOM e Digitech que possuem pedaleiras multi-efeitos especialmente para contra-baixo. EFEITOS PARA QUE SERVEM? Os efeitos servem para mudar o timbre, ou mesmo para fazer uma regulagem no som do instrumento. Aqui vai um resumo das principais funções dos efeitos mais usados no contra-baixo. Equalizer O "Equalizer" como o próprio nome diz serve para equalizar e regular as faixas de graves, médios e agudos no instrumento É o grande responsável para se conseguir 27
  • 26. "peso" no instrumento, ou seja , no caso do contra-baixo um grave bem forte e definido e sem médios. Indispensável para quem toca Slap. Compressor Sustainer É um efeito de duas funções, ele uniformiza a intensidade do som e também prolonga a duração do som, ou seja, dá um efeito de sustentação na nota tocada. Chorus Ao contrário dos efeitos colocados anteriormente esse não é um efeito de ajuste de som e sim de incrementação. Ele dá um efeito de ondulação no som do instrumento Pode-se conseguir o efeito de tremulação também. Em alguns casos (e marcas) consegue-se manter o som original nas cordas graves e o som com Chorus nas cordas mais agudas do instrumento. Ideal para solos. Flanger É também um efeito de incrementação do som. Também dá um efeito de ondulação do som, porém uma ondulação muito mais agressiva que a do Chorus. Em sua regulagem máxima tem-se a impressão de que ele gera uma nota paralela à nota tocada no instrumento. Distorção. Também conhecida como Over Drive ou Heavy Metal é muito usado na guitarra, porém pouco usado no Contra-Baixo. Simula a saturação dos amplificadores. Oitavador (Octaver) Basicamente joga a nota tocada para uma oitava acima ou uma oitava para baixo. Reverb Também conhecido como Câmara de Eco dá efeito de eco e de sustentação do sinal sonoro. Com esse efeito é possível simular o som do instrumento como se estivesse em um grande auditório, por exemplo. Wah Wah Efeito de Ondulação controlado por um pedal. Ou seja, você controla a ondulação com o pé. Como o próprio nome diz da um efeito de Wah Wah no som. 28
  • 27. ESTRUTURA DO CONTRABAIXO – MATERIAIS USADOS • Madeiras O baixo elétrico é fabricado de madeiras densas, embora existam experiências quanto ao uso de outros materiais sintéticos e até mesmo alumínio. Mas o baixo não é feito de um só tipo de madeira. Geralmente, usam-se madeiras “pesadas” no corpo do instrumento, de modo a garantir o “grave”; e madeiras resistentes no espelho, como pau-ferro ou jacarandá. Para o braço do instrumento geralmente se usa marfim, embora existam experiências com outras madeiras. • Cordas As cordas do baixo podem ser de diferentes tipos e materiais. Cordas feitas de níquel possuem um som brilhante, mas se desgasta facilmente. As de aço inoxidável são mais resistentes, porém seu som não é tão brilhante. Existem cordas feitas de cobre, de cor vermelha, mas discutidas quanto à sua resistência. Alguns afirmam que elas se rompem facilmente. Há também cordas feitas de bronze fosfórico, de cor amarela. São recomendadas para baixos acústicos, tipo “violão”. DICAS IMPORTANTES • Manutenção das cordas Nos baixistas sabemos o quanto custa um jogo novo de cordas. Principalmente se for um contrabaixo de 5 ou 6 cordas ou ainda fretless. Por isso, uma dica para fazer que cordas velhas soem como novas é ferver as cordas. Faça o seguinte: ferva mais ou menos um litro d’água com mais ou menos duas colheres de detergente neutro. Retire as cordas do baixo e enrole-as. Coloque-as na panela e deixe ferver por uns quinze minutos. Tire do fogo, jogue fora a mistura velha e enxágüe as cordas com água fria limpa. Enxágüe e deixe secar num varal. Recoloque as cordas e afine. Som de cordas novas! Logicamente, o efeito não é tão duradouro quanto o jogo novo, e a corda pode apresentar um pouco de oxidação, dependendo da idade e do numero de fervidas. Mas serve para economizar uma grana. • Limpeza do instrumento Use um bom lustra-móveis, seja líquido ou spray. Tome cuidado apenas para não cair o líquido dentro dos captadores, pois pode ocorrer oxidação e perda dos mesmos. Se o seu instrumento for esmaltado ou laqueado, uma dica é usar cera automotiva, pois remove bem a sujeira. Mas use a menos agressiva que tiver, como aquela para pinturas metálicas. • Secagem do instrumento Uma boa dica para preservação do instrumento é secá-la muito bem após utilizá-lo, ou se você tem pele oleosa, secar a cada tocada. Uma dica é comprar uma flanela ou mesmo uma fralda de pano bem grande, e após o uso, secar o baixo e as cordas com ela. Ao guardar o baixo ou de um dia para o outro, coloque a fralda ou flanela entre o espelho e as cordas, envolvendo-as. Desse modo, o suor e umidade impregnados serão absorvidos, preservando o instrumento. 29
  • 28. • Formação de acordes Básicos Você precisa saber como se monta os acordes, não apenas decorá-los, mas sim montá- los para poder montar qual acorde você quiser. (Você precisa saber a escalas para essa lição). I – II – III – IV – V – VI – VII – VIII ( Graus da escala maior) Acorde Maior = I_III_V Ex: C – dó – mi – sol D – ré – fá# - lá G – sol – si – ré Acorde Menor = I _III-_V Ex: Cm – dó – mib – sol Dm – ré – fá – lá Gm – sol – sib – ré Acorde Diminuta = I_III-_V- Ex: Cº - dó – mib – solb Dº - ré – fá – láb Gº - sol – sib – réb Acorde Aumentada = I_III_V+ Ex: C5+ - dó – mi – sol# D5+ - ré – fá# - lá# G5+ - sol – si – ré# 30