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O que é Dinheiro?

É o ativo monetário (uma moeda),
 com aceitação geral, para
 desempenhar todas as suas
 funções cássicas.
Funções Clássicas do Dinheiro
   Meio de troca
        serve como intercambio de bens e serviços;
        capacidade liberatória de contratos ou poder de
        saldar dívidas, liquidar débitos.
   Medida de valor
       serve como denominador comum das relações de
        troca ou unidade de conta dos contratos
   Reserva de valor
       capacidade de entesouramento; proporciona ao
        seu possuidor o poder de comando das decisões
Principais Etapas da Evolução
Histórica da Moeda
   Moeda Mercadoria:           escolhida pelo critério de adaptar-
    se às necessidades gerais (sal, gado, sementes)
   Metal Cunhado:          imposta pelo poder governamental
    para cobrança de tributos (moedas metálicas).
   Papel-moeda conversível:               transformável em
    dinheiro de aceitação universal
   Moeda Fiduciária:           dependente da confiança, de curso
    forçado e de poder liberatório garantido juridicamente, com
    circulação independente dos limites de lastro existente.
   Moeda Escritural (bancária):              corresponde a
    lançamentos contábeis de débitos e créditos. Não têm
    existência física (“invisível”)
Quem cria a moeda?
Os benefícios do monopólio da
emissão de moeda
 Senhoriagem:
  É  a receita que o governo recolhe em
   virtude de ser o emissor exclusivo de
   moeda. Ao adicionar moeda à economia, o
   governo está se financiando a um custo
   próximo de zero. Este benefício é medido
   pelo custo que o governo teria para
   financiar-se através de endividamento
   público (venda de títulos da dívida pública)
E os bancos, criam moedas?
 Isoladamente, não. Mas o sistema
 bancário, através de múltiplas
 operações de crédito cria o que se
 chama Moeda Endógena, ou seja,
 moeda criada dentro do sistema
 através do “multiplicador monetário”.
O multiplicador monetário:
eis o segredo da “criação do dinheiro”
   Um exemplo:
         O José pega emprestado R$100,00 do Banco Itaú e deposita em
         sua conta corrente no mesmo banco.
        Como ele vai levar alguns dias para gastar o dinheiro, o Itaú
         repassa R$25,00 reais ao BC (compulsório de 25%) e empresta os
         outros R$ 75,00 para a Dona Marta comprar um rádio do Sr. Elias.
        O Sr. Elias, deposita os R$75,00 no Banco Bradesco que, após
         depositar R$ 18,75 no BC, oferece um crédito de R$56,25 para o
         João fazer compras no supermercado Motta.
        O Supermercado Motta, por sua vez, recebe os R$ 56,25 e
         deposita no Banco do Brasil.
        Em suma, em apenas 3 operações de crédito, aqueles R$ 100,00
         cresceram para R$ 193,75
   O multiplicador Potencial se calcula através da fórmula:
        k = 1/r (onde k é a magnitude do multiplicador e r é a taxa de
         compulsórios)
Funções dos bancos
 Emprestar para as unidades de dispêndio
  deficitárias, recebendo em troca títulos de
  crédito direto.
 Captar   Recursos das unidades de
  dispêndio superavitárias, emitindo certificados
  de depósitos bancários (CDB)
 Descontar (títulos de terceiros)
 Securitizar (títulos próprios)
MERCADO DE ATIVOS FINANCEIROS
É composto pelo conjunto de papeis emitidos
por instituições financeiras e não-financeiras

 Mercado     Primário:
   oferece  recursos para unidades de
    dispêndio que emitem novos títulos
    financeiros (tb. mercado de balcão).
 Mercado     Secundário
   garante  liquidez aos detentores de títulos
    financeiros adquiridos no mercado primário
    (portanto não fornece recursos aos setores
    não-financeiros)
Alguns conceitos importantes:
 Política   de redesconto:
   quando   os bancos utilizam os títulos
    comerciais disponíveis em sua carteira
    (portfólio) como garantia em operações de
    tomadas de assistência financeira do
    Banco Central, em situações de pouca
    liquidez no mercado.
 Spread:
  é  a diferença entre os juros cobrados e os
    juros pagos (lucros + despesas
    operacionais)
 Banco   Múltiplo:
   Com  a liberalização e desregulamentação
   financeira ocorrida desde o início dos anos
   80, um mesmo conglomerado financeiro
   pode operar como Banco Comercial,
   Banco de Investimento, Sociedade de
   Crédito, (financeira), Sociedade de Crédito
   Imobiliário, Corretora de Valore,
   Distribuidora de Títulos e Sociedade de
   Arrendamento Mercantil.
 Mercado   Monetário:
  é composto por ativos financeiros de curto
   prazo, inclusive moeda e títulos da dívida
   (privada e pública) resgatáveis antes do
   prazo vencido.

 Mercado   de Capitais:
  é composto por ativos financeiros e
   instrumentos de crédito de médio e longo
   prazo (superior a180 dias)
Mercado de Capitais:
Funções
 Conciliação de demandas por liquidez entre
  investidores financeiros e investidores
  produtivos;
 Concentração e centralização de capitais;
 proteção sobre os riscos (de inadimplência,
  de poder aquisitivo e de mercado)
 agilização e ganhos de eficiência nas
  operações de crédito;
 redução de custos de informação
Quem controla o “sistema
monetário e financeiro”?
O BANCO CENTRAL
 O BC é a instituição governamental
  responsável pela regulação e
  gerenciamento do sistema financeiro. É
  também o órgão responsável por fazer
  cumprir a meta da programação monetária
  (política monetária).
Principais Funções do BC
    BANCO DO GOVERNO: agente de
     financiamento do governo
    BANCO DOS BANCOS: emprestador em

     última instância;
    BANCO FISCALIZADOR: supervisiona o

     sistema financeiro nacional, zelando pela
     estabilidade do sistema.
    BANCO DE CÂMBIO: zela pelos valores de

     troca entre moeda nacional e moeda-
     estrangeira (Taxa de Câmbio)
Instrumentos da Política Monetária

(controle dos Agregados Monetários)
  Instrumentos     Diretos:
     Operações   em Mercado Aberto (Open
      Market): compra e venda de títulos da
      dívida pública.
     Compulsório (parcela de depósitos à vista
      sob a guarda do BC)
  Instrumentos     Indiretos:
     determinação    das taxas de juros
Os Agregados Monetários
 M1 = papel moeda em poder do público
  + depósitos à vista
 M2 = M1 + títulos da dívida pública em
  poder do mercado
 M3 = M2 + depósitos em poupança
 M4 = M3 + títulos da dívida privada
Conclusões:
   O BC tem capacidade limitada de controle dos
    agregados monetários.
   O dinheiro eletrônico e as inovações financeiras
    fogem do controle dos BC´s e reduzem ainda
    mais sua margem de ação.
   São os empréstimos que criam depósitos, ao
    contrário do que supomos.
    Quanto maior o endividamento, maior a
    quantidade de moeda.
   Se todos pagarem as suas dívidas, haverá uma
    “destruição de moedas” e uma paralisia da
    economia.
O fenômeno da
INFLAÇÃO
O senso comum nos diz que a inflação
 é um aumento generalizado de preços,
 decorrente de excesso de demanda por
 bens (muito dinheiro para pouco
 produto).

 Será?
 De   olho na história:
  é sabido que nos anos noventa, surgiram
   novas formas de dinheiro eletrônico e
   inovações financeiras que reduziram
   bastante a capacidade dos BC de controlar
   os agregados monetários. Entretanto,
   neste mesmo período, as taxas de inflação
   ao redor do mundo foram muito baixas.
   (???)
 Não  existe relação direta entre
  aumento da moeda em circulação e o
  aumento do consumo. O sistema
  financeiro pode esterilizar o dinheiro
  excedente direcionando estes recursos
  para aplicações financeiras.
 Portanto, cabe a pergunta:
   ospreços sobem porque a quantidade de
    moeda aumenta ou a quantidade de
    moeda aumenta porque os preços sobem?
 As   explicações mais comuns:

 Inflação   de Demanda:
   por excesso de demanda agregada em
    relação à oferta agregada de bens e
    serviços. “Pouco rigor monetário”.

 Inflação   de Custos
   por  aumento dos custos de produção
    (oligopólios, sindicatos, preços
    administrados). “Pouco mercado”.
As Explicações Alternativas:
  Conflito   distributivo:
    Segundo    a tradição estruturalista-
      keynesiana, face ao predomínio das
      estruturas oligopólicas, haveria uma luta
      por ajuste constante entre preços e
      salários no sentido de repor perdas.
 A   inflação Inercial:
   o   processo de (correção monetária)
      reproduziria a inflação passada no
      presente.
Porque variam os preços
relativos?
 Diferenças na velocidade de ajuste de
  cada preço;
 Diferentes ganhos de produtividade;
 Alterações nos padrões de consumo da
  sociedade
 Gargalos na produção
O que explica a Inflação
Brasileira hoje?
O impacto da correção monetária sobre
 os preços administrados (pressão de custos,
 inflação de oferta)
 Elevação        dos preços das Commodities
 (pressão de custos)
 Gargalos        do setor privado   (pressão de
 custos)
 Elevação        dos preços dos serviços      (etapa
 civilizatória)
O Sistema de Metas
   Anuncio público de um número como meta para a
    inflação;
   Comprometimento institucional de que a estabilidade
    dos preços será o primeiro objetivo da política
    monetária, ao qual os outros objetivos estarão
    subordinados;
   Garantir transparência da política monetária através
    da comunicação com o público e com o mercado
    sobre os planos, objetivos e decisões das
    autoridades monetárias;
   Responsabilizar formalmente o Banco Central com o
    alcance da meta.
Meta Atual
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A órbita fiscal
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A órbita fiscal
 
O plano real
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O plano real
 

A órbita financeira

  • 1. O que é Dinheiro? É o ativo monetário (uma moeda), com aceitação geral, para desempenhar todas as suas funções cássicas.
  • 2. Funções Clássicas do Dinheiro  Meio de troca  serve como intercambio de bens e serviços; capacidade liberatória de contratos ou poder de saldar dívidas, liquidar débitos.  Medida de valor  serve como denominador comum das relações de troca ou unidade de conta dos contratos  Reserva de valor  capacidade de entesouramento; proporciona ao seu possuidor o poder de comando das decisões
  • 3. Principais Etapas da Evolução Histórica da Moeda  Moeda Mercadoria: escolhida pelo critério de adaptar- se às necessidades gerais (sal, gado, sementes)  Metal Cunhado: imposta pelo poder governamental para cobrança de tributos (moedas metálicas).  Papel-moeda conversível: transformável em dinheiro de aceitação universal  Moeda Fiduciária: dependente da confiança, de curso forçado e de poder liberatório garantido juridicamente, com circulação independente dos limites de lastro existente.  Moeda Escritural (bancária): corresponde a lançamentos contábeis de débitos e créditos. Não têm existência física (“invisível”)
  • 4. Quem cria a moeda?
  • 5. Os benefícios do monopólio da emissão de moeda  Senhoriagem: É a receita que o governo recolhe em virtude de ser o emissor exclusivo de moeda. Ao adicionar moeda à economia, o governo está se financiando a um custo próximo de zero. Este benefício é medido pelo custo que o governo teria para financiar-se através de endividamento público (venda de títulos da dívida pública)
  • 6. E os bancos, criam moedas?  Isoladamente, não. Mas o sistema bancário, através de múltiplas operações de crédito cria o que se chama Moeda Endógena, ou seja, moeda criada dentro do sistema através do “multiplicador monetário”.
  • 7. O multiplicador monetário: eis o segredo da “criação do dinheiro”  Um exemplo:  O José pega emprestado R$100,00 do Banco Itaú e deposita em sua conta corrente no mesmo banco.  Como ele vai levar alguns dias para gastar o dinheiro, o Itaú repassa R$25,00 reais ao BC (compulsório de 25%) e empresta os outros R$ 75,00 para a Dona Marta comprar um rádio do Sr. Elias.  O Sr. Elias, deposita os R$75,00 no Banco Bradesco que, após depositar R$ 18,75 no BC, oferece um crédito de R$56,25 para o João fazer compras no supermercado Motta.  O Supermercado Motta, por sua vez, recebe os R$ 56,25 e deposita no Banco do Brasil.  Em suma, em apenas 3 operações de crédito, aqueles R$ 100,00 cresceram para R$ 193,75  O multiplicador Potencial se calcula através da fórmula:  k = 1/r (onde k é a magnitude do multiplicador e r é a taxa de compulsórios)
  • 8. Funções dos bancos  Emprestar para as unidades de dispêndio deficitárias, recebendo em troca títulos de crédito direto.  Captar Recursos das unidades de dispêndio superavitárias, emitindo certificados de depósitos bancários (CDB)  Descontar (títulos de terceiros)  Securitizar (títulos próprios)
  • 9. MERCADO DE ATIVOS FINANCEIROS É composto pelo conjunto de papeis emitidos por instituições financeiras e não-financeiras  Mercado Primário:  oferece recursos para unidades de dispêndio que emitem novos títulos financeiros (tb. mercado de balcão).  Mercado Secundário  garante liquidez aos detentores de títulos financeiros adquiridos no mercado primário (portanto não fornece recursos aos setores não-financeiros)
  • 10. Alguns conceitos importantes:  Política de redesconto:  quando os bancos utilizam os títulos comerciais disponíveis em sua carteira (portfólio) como garantia em operações de tomadas de assistência financeira do Banco Central, em situações de pouca liquidez no mercado.  Spread: é a diferença entre os juros cobrados e os juros pagos (lucros + despesas operacionais)
  • 11.  Banco Múltiplo:  Com a liberalização e desregulamentação financeira ocorrida desde o início dos anos 80, um mesmo conglomerado financeiro pode operar como Banco Comercial, Banco de Investimento, Sociedade de Crédito, (financeira), Sociedade de Crédito Imobiliário, Corretora de Valore, Distribuidora de Títulos e Sociedade de Arrendamento Mercantil.
  • 12.  Mercado Monetário: é composto por ativos financeiros de curto prazo, inclusive moeda e títulos da dívida (privada e pública) resgatáveis antes do prazo vencido.  Mercado de Capitais: é composto por ativos financeiros e instrumentos de crédito de médio e longo prazo (superior a180 dias)
  • 13. Mercado de Capitais: Funções  Conciliação de demandas por liquidez entre investidores financeiros e investidores produtivos;  Concentração e centralização de capitais;  proteção sobre os riscos (de inadimplência, de poder aquisitivo e de mercado)  agilização e ganhos de eficiência nas operações de crédito;  redução de custos de informação
  • 14. Quem controla o “sistema monetário e financeiro”? O BANCO CENTRAL O BC é a instituição governamental responsável pela regulação e gerenciamento do sistema financeiro. É também o órgão responsável por fazer cumprir a meta da programação monetária (política monetária).
  • 15. Principais Funções do BC  BANCO DO GOVERNO: agente de financiamento do governo  BANCO DOS BANCOS: emprestador em última instância;  BANCO FISCALIZADOR: supervisiona o sistema financeiro nacional, zelando pela estabilidade do sistema.  BANCO DE CÂMBIO: zela pelos valores de troca entre moeda nacional e moeda- estrangeira (Taxa de Câmbio)
  • 16. Instrumentos da Política Monetária (controle dos Agregados Monetários)  Instrumentos Diretos:  Operações em Mercado Aberto (Open Market): compra e venda de títulos da dívida pública.  Compulsório (parcela de depósitos à vista sob a guarda do BC)  Instrumentos Indiretos:  determinação das taxas de juros
  • 17. Os Agregados Monetários  M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista  M2 = M1 + títulos da dívida pública em poder do mercado  M3 = M2 + depósitos em poupança  M4 = M3 + títulos da dívida privada
  • 18. Conclusões:  O BC tem capacidade limitada de controle dos agregados monetários.  O dinheiro eletrônico e as inovações financeiras fogem do controle dos BC´s e reduzem ainda mais sua margem de ação.  São os empréstimos que criam depósitos, ao contrário do que supomos.  Quanto maior o endividamento, maior a quantidade de moeda.  Se todos pagarem as suas dívidas, haverá uma “destruição de moedas” e uma paralisia da economia.
  • 20. O senso comum nos diz que a inflação é um aumento generalizado de preços, decorrente de excesso de demanda por bens (muito dinheiro para pouco produto).  Será?
  • 21.  De olho na história: é sabido que nos anos noventa, surgiram novas formas de dinheiro eletrônico e inovações financeiras que reduziram bastante a capacidade dos BC de controlar os agregados monetários. Entretanto, neste mesmo período, as taxas de inflação ao redor do mundo foram muito baixas. (???)
  • 22.  Não existe relação direta entre aumento da moeda em circulação e o aumento do consumo. O sistema financeiro pode esterilizar o dinheiro excedente direcionando estes recursos para aplicações financeiras.  Portanto, cabe a pergunta:  ospreços sobem porque a quantidade de moeda aumenta ou a quantidade de moeda aumenta porque os preços sobem?
  • 23.  As explicações mais comuns:  Inflação de Demanda:  por excesso de demanda agregada em relação à oferta agregada de bens e serviços. “Pouco rigor monetário”.  Inflação de Custos  por aumento dos custos de produção (oligopólios, sindicatos, preços administrados). “Pouco mercado”.
  • 24. As Explicações Alternativas:  Conflito distributivo:  Segundo a tradição estruturalista- keynesiana, face ao predomínio das estruturas oligopólicas, haveria uma luta por ajuste constante entre preços e salários no sentido de repor perdas. A inflação Inercial: o processo de (correção monetária) reproduziria a inflação passada no presente.
  • 25. Porque variam os preços relativos?  Diferenças na velocidade de ajuste de cada preço;  Diferentes ganhos de produtividade;  Alterações nos padrões de consumo da sociedade  Gargalos na produção
  • 26. O que explica a Inflação Brasileira hoje? O impacto da correção monetária sobre os preços administrados (pressão de custos, inflação de oferta)  Elevação dos preços das Commodities (pressão de custos)  Gargalos do setor privado (pressão de custos)  Elevação dos preços dos serviços (etapa civilizatória)
  • 27. O Sistema de Metas  Anuncio público de um número como meta para a inflação;  Comprometimento institucional de que a estabilidade dos preços será o primeiro objetivo da política monetária, ao qual os outros objetivos estarão subordinados;  Garantir transparência da política monetária através da comunicação com o público e com o mercado sobre os planos, objetivos e decisões das autoridades monetárias;  Responsabilizar formalmente o Banco Central com o alcance da meta.
  • 28. Meta Atual 6,5 4,5 2,5