O Plano Real

BIBLIOGRAFIA:
 FILGUEIRAS (2000), CAP III

 MERCADANTE (1997)
80




                             40
                                       60
                                                                                                               90




                   20




          0
                        30
                                  50
                                                         70




              10
Jan-90
Mar-90
May-90
Jul-90
Sep-90
Nov-90
                                                                 Plano Collor 1



Jan-91
Mar-91
May-91
 Jul-91
Sep-91
                                            Plano Collor 2




Nov-91
Jan-92
Mar-92
May-92
 Jul-92
Sep-92
Nov-92
Jan-93
                                                                                   1990 - 1995




Mar-93
May-93
 Jul-93
                                                                                             INFLAÇÃO MENSAL




Sep-93
Nov-93
Jan-94
Mar-94
May-94
 Jul-94
Sep-94
                                                              Plano Real




Nov-94
Jan-95
Mar-95
May-95
 Jul-95
Sep-95
Nov-95
Contexto Externo

 Consenso de Washington
    Disciplina orçamentária
    Redução dos Gastos Públicos
    Reforma tributária
    Juros de mercado
    Câmbio de mercado
    Abertura comercial e financeira
    Eliminação de Restrições ao Investimento estrangeiro direto
    Privatização
    Desregulamentação (flexibilização das leis econômicas e trabalhistas)
    Direito à propriedade intelectual
 Elevada Liquidez Internacional
 Globalização Financeira / Ataques especulativos
Contexto Interno

 Um presidente fraco, mas nacionalista.

 Grande popularidade do líder da oposição (Lula);

 Inflação (inercial) elevada e em aceleração

(1993 = 2.490%)

 Baixo endividamento do setor público (1993 = 10,5%);
Implementação em 3 fases

1.       Medidas preparatórias (dezembro de 1993)

        Ajuste Fiscal
            Corte da gastos públicos visando ajustar das despesas públicas para um
             cenário de eliminação do imposto inflacionário;
            Elevação da carga tributária; Criação do “Fundo Social de Emergência”
            Renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal;

        Elevação da Taxa de Juros
            Para acumular reservas (em 1994 = U$ 40 Bilhões);
            Para reduzir a demanda interna;

        Conclusão da Renegociação da Dívida Externa (Plano Brady)
Implementação em 3 fases

2. O mecanismo de desindexação: a URV
   Criação da Unidade Real de Valor - URV (em 01/mar/94)
     Tratava-se de um indexador diário estabelecido pelo BC;
     O cálculo da URV era baseado na média de 3 indicadores com
      defasagem de 1 mês
     Resgate da função clássica da moeda: “medida de valor”
     Contratos deveriam ser definidos em URV
    Salários/Alugueis/ Mensalidades escolares deveriam ser convertidos
    em URV pelo salário médio do quadrimestre anterior.
Implementação em 3 fases

3. Reforma Monetária e Âncora Cambial
   Criação da nova moeda: o REAL (R$)
        Em 01 de Julho de 1994;
        1 URV = Cr$ 2.750 = 1 Real;

    Âncora Cambial
        Câmbio flutuante a partir da paridade inicial de R$ 1,00 = U$ 1,00
        Valorização do Real (outubro/94 = R$ 0,84 por dólar)
        Drástica redução do imposto de importação


    Congelamento (provisório) de Preços e Serviços Públicos
Resultados Imediatos

 Queda da inflação;
       Em Junho = 48,2%;
       Em Julho = 7,75%;
       Em Agosto = 1,85%;


 Aumento explosivo das importações;

 Crescimento da renda dos assalariados;

 Aumento do crédito ao consumidor;

 Elevação do nível de atividade;

 Eleição de FHC
Resultados de Médio Prazo (1995)

 “Efeito Tequila”
       Com a crise mexicana entre 1994/1995 e o consequente
        enxugamento da liquidez internacional, o governo desvaloriza o real
        em 5,6% e adota o sistema de bandas deslizantes.
 Brutal elevação das taxas de juros (34% a.a.);
       Crise de crédito;
       Contração monetária;
       Inadimplência;
       Recessão;
       10.000 falências de empresas;
       Crise Bancária;
       PROER (hoje seriam aprox. R$ 70 bi)
Resultados de Longo Prazo (1995-2002)
Resultados de Longo Prazo (1995-2002)
Resultados de Longo Prazo (1995-2002)

         Dívida Líquida do Setor Público

O plano real

  • 1.
    O Plano Real BIBLIOGRAFIA: FILGUEIRAS (2000), CAP III MERCADANTE (1997)
  • 2.
    80 40 60 90 20 0 30 50 70 10 Jan-90 Mar-90 May-90 Jul-90 Sep-90 Nov-90 Plano Collor 1 Jan-91 Mar-91 May-91 Jul-91 Sep-91 Plano Collor 2 Nov-91 Jan-92 Mar-92 May-92 Jul-92 Sep-92 Nov-92 Jan-93 1990 - 1995 Mar-93 May-93 Jul-93 INFLAÇÃO MENSAL Sep-93 Nov-93 Jan-94 Mar-94 May-94 Jul-94 Sep-94 Plano Real Nov-94 Jan-95 Mar-95 May-95 Jul-95 Sep-95 Nov-95
  • 3.
    Contexto Externo  Consensode Washington  Disciplina orçamentária  Redução dos Gastos Públicos  Reforma tributária  Juros de mercado  Câmbio de mercado  Abertura comercial e financeira  Eliminação de Restrições ao Investimento estrangeiro direto  Privatização  Desregulamentação (flexibilização das leis econômicas e trabalhistas)  Direito à propriedade intelectual  Elevada Liquidez Internacional  Globalização Financeira / Ataques especulativos
  • 4.
    Contexto Interno  Umpresidente fraco, mas nacionalista.  Grande popularidade do líder da oposição (Lula);  Inflação (inercial) elevada e em aceleração (1993 = 2.490%)  Baixo endividamento do setor público (1993 = 10,5%);
  • 5.
    Implementação em 3fases 1. Medidas preparatórias (dezembro de 1993)  Ajuste Fiscal  Corte da gastos públicos visando ajustar das despesas públicas para um cenário de eliminação do imposto inflacionário;  Elevação da carga tributária; Criação do “Fundo Social de Emergência”  Renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal;  Elevação da Taxa de Juros  Para acumular reservas (em 1994 = U$ 40 Bilhões);  Para reduzir a demanda interna;  Conclusão da Renegociação da Dívida Externa (Plano Brady)
  • 6.
    Implementação em 3fases 2. O mecanismo de desindexação: a URV  Criação da Unidade Real de Valor - URV (em 01/mar/94)  Tratava-se de um indexador diário estabelecido pelo BC;  O cálculo da URV era baseado na média de 3 indicadores com defasagem de 1 mês  Resgate da função clássica da moeda: “medida de valor”  Contratos deveriam ser definidos em URV Salários/Alugueis/ Mensalidades escolares deveriam ser convertidos em URV pelo salário médio do quadrimestre anterior.
  • 7.
    Implementação em 3fases 3. Reforma Monetária e Âncora Cambial  Criação da nova moeda: o REAL (R$)  Em 01 de Julho de 1994;  1 URV = Cr$ 2.750 = 1 Real;  Âncora Cambial  Câmbio flutuante a partir da paridade inicial de R$ 1,00 = U$ 1,00  Valorização do Real (outubro/94 = R$ 0,84 por dólar)  Drástica redução do imposto de importação  Congelamento (provisório) de Preços e Serviços Públicos
  • 8.
    Resultados Imediatos  Quedada inflação;  Em Junho = 48,2%;  Em Julho = 7,75%;  Em Agosto = 1,85%;  Aumento explosivo das importações;  Crescimento da renda dos assalariados;  Aumento do crédito ao consumidor;  Elevação do nível de atividade;  Eleição de FHC
  • 9.
    Resultados de MédioPrazo (1995)  “Efeito Tequila”  Com a crise mexicana entre 1994/1995 e o consequente enxugamento da liquidez internacional, o governo desvaloriza o real em 5,6% e adota o sistema de bandas deslizantes.  Brutal elevação das taxas de juros (34% a.a.);  Crise de crédito;  Contração monetária;  Inadimplência;  Recessão;  10.000 falências de empresas;  Crise Bancária;  PROER (hoje seriam aprox. R$ 70 bi)
  • 10.
    Resultados de LongoPrazo (1995-2002)
  • 11.
    Resultados de LongoPrazo (1995-2002)
  • 12.
    Resultados de LongoPrazo (1995-2002) Dívida Líquida do Setor Público