A Nova Ordem Mundial (pós-Guerra Fria)
Prof. Ivanilson Lima
Geografia – 2ª série EMI
Nova Ordem Mundial?
Nova Ordem Mundial
A expressão Nova Ordem Mundial, usada pela
primeira vez, pelo então presidente norte-americano
Ronald Reagan, no fim da década de 1980, quando
fez citação ao processo de queda da União Soviética e
à reorganização geopolítica das potências mundiais,
é definida da seguinte forma:
“um conceito social, econômico e político que faz
referência ao contexto histórico do período Pós
Guerra Fria”
Fonte: http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-nova-ordem-mundial-e-a-
Final da Guerra Fria
Fatos da década de 90
1990:
• Fim do COMECOM
• Fim da RDA (outubro-reunificação)
1991:
•Fim do Pacto de Varsóvia
•Tratados de redução de armas nucleares (START)
•Fim da URSS e criação da CEI (12 ex-repúblicas
soviéticas)
Pós-Guerra Fria
•Mundo Unipolar
EUA – potência econômica, mas principalmente bélico-
militar;
•Mundo Multipolar
EUA, União Europeia (Alemanha), Japão/China – potências
econômicas com os maiores PIB’s mundiais.
•Mundo Unimultipolar
“Uni” no sentido militar EUA é líder incontestável.
“Multi” no sentido econômico, com a União Europeia
Multilateralismo
Aplica-se a um sistema internacional na qual diversos
Estados passam a se relacionar por princípios
democráticos e a considerar os interesses de cada um
na tomada de decisões. (JAMES & MENDES, pág. 67).
A Nova Ordem Multipolar
A Nova Ordem Multipolar
A Nova Ordem Multipolar
“Governança”
Direito Internacional:
Está ligado a todas as atividades diplomáticas,
humanitárias, econômicas e de qualquer natureza
que são feitas com objetivos comuns entre os países,
mesmo que alguns destes não sejam obrigados a
participar legalmente. (JAMES & MENDES, pág. 67).
Diferentes instituições governamentais, não-governamentais
e privadas na busca de solução de problemas.
Relações Econômicas
Capitalismo e Neoliberalismo
Estado mínimo e mercado máximo;
Privatização;
Controle de gastos públicos;
Estabilidade econômica (controle da inflação);
Abertura de mercado;
Transnacionais/Multinacionais;
Mercado Financeiro das Bolsa de Valores;
Intensificação dos fluxos da Globalização.
Relações Econômicas
O que aumentou?
Mercado financeiro de ações;
Investimentos diretos (mercados emergentes e
subdesenvolvidos);
Investimentos indiretos (empréstimos FMI e bancos
internacionais);
Disparidade entre países;
Xenofobia (aversão a pessoas ou coisas estrangeiras);
“Crise ecológica” mundial;
Desemprego Estrutural (excesso de oferta de mão-
de-obra).
Globalização no Mundo Atual
•Consumimos produtos provenientes de vários
países;
• Notícias de outros países são veiculadas quase
instantaneamente;
• Muitos problemas econômicos de outros países
podem influenciar a economia do nosso país e até
mesmo nossa vida cotidiana.
Globalização – Cronologia
Globalização e as Transnacionais
•Responsáveis por grande parte do comércio
internacional;
• Importantes no desenvolvimento de novas
tecnologias;
• Muitas possuem filiais em praticamente todos os
países;
• Compram empresas menores em muitos países,
principalmente subdesenvolvidos;
•Maioria das sedes ficam em países desenvolvidos.
Sedes das Transnacionais
• Destino de boa parte dos lucros transferidos pelas
filiais;
• Onde ocorrem as grandes decisões sobre os
investimentos;
• Onde estão situados os centros de pesquisa para
desenvolvimento de tecnologia;
• Localizadas em cidades globais. Ex. NY, Tóquio,
Berlim, Londres.
Globalização e Descentralização
•Mão-de-obra barata
• Sindicatos Fracos
•Incentivos Fiscais
• Mercado Consumidor
• Energia Barata
Há um processo desconcentração industrial, mas não
há um processo de desconcentração financeira
Exemplo de Desconcentração Industrial
Ao implantar sistemas de produção que interligam países, as
multinacionais buscam ampliar seus lucros. Por isso a bola é fabricada
no Paquistão, onde a mão de obra é barata. Se o custo da mão de obra
no Paquistão tornar-se mais caro, a empresa procurará outro lugar
para se instalar, onde a mão de obra seja mais barata.
Exemplo de Desconcentração Industrial
As empresas multinacionais utilizam infraestrutura técnica para
organizar redes de produção e distribuição de mercadorias, de
circulação de informações, capitais, serviços e pessoas ao redor do
mundo.
Globalização e Desigualdades
Países mais pobres do Mundo
Desvantagens da Globalização
G77
É uma coalizão de nações em desenvolvimento, que visa promover os
interesses económicos coletivos de seus membros e criar uma maior
capacidade de negociação conjunta na Organização das Nações Unidas.
G20
G20 (abreviatura para Grupo dos 20) é um grupo formado pelos ministros de finanças
e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União
Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de
1990. Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo
ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que,
juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o
comércio intra-UE) e dois terços da população mundial. O peso econômico e a
representatividade do G-20 conferem-lhe significativa influência sobre a gestão do
sistema financeiro e da economia global.
G20 – Agrícola
G20 ou Grupo dos 20 é um grupo de 2003, em Genebra, Suíça, na
reunião preparatória a Conferência Ministerial da OMC, em Cancún,
México, em setembro do mesmo ano, focado principalmente na
agricultura.
Referências Bibliográficas
COSTA, A. RH Portal. A Nova Ordem Mundial E A Globalização Da Economia. Disponível em: <
http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-nova-ordem-mundial-e-a-globalizao-da-
economia/ > no dia 13 de junho de 2016.
Canal Hexag Medicina. Youtube. Geografia - Nova Ordem Mundial. Disponível em: <
https://www.youtube.com/watch?v=1-1z2vT-_HU > no dia 13 de junho de 2016.
Wikipédia. Nova Ordem Mundial. Disponível em: <
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_ordem_mundial > no dia 21 de junho de 2016.
TAMDJIAN, J. O. MENDES, I. L. Geografia: estudos para compreensão do espaço. 2ª ed. Vol. 2.
São Paulo: FTD, 2013.

A Nova Ordem Mundial e o Multilateralismo

  • 1.
    A Nova OrdemMundial (pós-Guerra Fria) Prof. Ivanilson Lima Geografia – 2ª série EMI
  • 2.
  • 3.
    Nova Ordem Mundial Aexpressão Nova Ordem Mundial, usada pela primeira vez, pelo então presidente norte-americano Ronald Reagan, no fim da década de 1980, quando fez citação ao processo de queda da União Soviética e à reorganização geopolítica das potências mundiais, é definida da seguinte forma: “um conceito social, econômico e político que faz referência ao contexto histórico do período Pós Guerra Fria” Fonte: http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-nova-ordem-mundial-e-a-
  • 4.
    Final da GuerraFria Fatos da década de 90 1990: • Fim do COMECOM • Fim da RDA (outubro-reunificação) 1991: •Fim do Pacto de Varsóvia •Tratados de redução de armas nucleares (START) •Fim da URSS e criação da CEI (12 ex-repúblicas soviéticas)
  • 5.
    Pós-Guerra Fria •Mundo Unipolar EUA– potência econômica, mas principalmente bélico- militar; •Mundo Multipolar EUA, União Europeia (Alemanha), Japão/China – potências econômicas com os maiores PIB’s mundiais. •Mundo Unimultipolar “Uni” no sentido militar EUA é líder incontestável. “Multi” no sentido econômico, com a União Europeia
  • 6.
    Multilateralismo Aplica-se a umsistema internacional na qual diversos Estados passam a se relacionar por princípios democráticos e a considerar os interesses de cada um na tomada de decisões. (JAMES & MENDES, pág. 67).
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    A Nova OrdemMultipolar
  • 8.
    A Nova OrdemMultipolar
  • 9.
    A Nova OrdemMultipolar
  • 10.
    “Governança” Direito Internacional: Está ligadoa todas as atividades diplomáticas, humanitárias, econômicas e de qualquer natureza que são feitas com objetivos comuns entre os países, mesmo que alguns destes não sejam obrigados a participar legalmente. (JAMES & MENDES, pág. 67). Diferentes instituições governamentais, não-governamentais e privadas na busca de solução de problemas.
  • 11.
    Relações Econômicas Capitalismo eNeoliberalismo Estado mínimo e mercado máximo; Privatização; Controle de gastos públicos; Estabilidade econômica (controle da inflação); Abertura de mercado; Transnacionais/Multinacionais; Mercado Financeiro das Bolsa de Valores; Intensificação dos fluxos da Globalização.
  • 12.
    Relações Econômicas O queaumentou? Mercado financeiro de ações; Investimentos diretos (mercados emergentes e subdesenvolvidos); Investimentos indiretos (empréstimos FMI e bancos internacionais); Disparidade entre países; Xenofobia (aversão a pessoas ou coisas estrangeiras); “Crise ecológica” mundial; Desemprego Estrutural (excesso de oferta de mão- de-obra).
  • 13.
    Globalização no MundoAtual •Consumimos produtos provenientes de vários países; • Notícias de outros países são veiculadas quase instantaneamente; • Muitos problemas econômicos de outros países podem influenciar a economia do nosso país e até mesmo nossa vida cotidiana.
  • 14.
  • 15.
    Globalização e asTransnacionais •Responsáveis por grande parte do comércio internacional; • Importantes no desenvolvimento de novas tecnologias; • Muitas possuem filiais em praticamente todos os países; • Compram empresas menores em muitos países, principalmente subdesenvolvidos; •Maioria das sedes ficam em países desenvolvidos.
  • 16.
    Sedes das Transnacionais •Destino de boa parte dos lucros transferidos pelas filiais; • Onde ocorrem as grandes decisões sobre os investimentos; • Onde estão situados os centros de pesquisa para desenvolvimento de tecnologia; • Localizadas em cidades globais. Ex. NY, Tóquio, Berlim, Londres.
  • 17.
    Globalização e Descentralização •Mão-de-obrabarata • Sindicatos Fracos •Incentivos Fiscais • Mercado Consumidor • Energia Barata Há um processo desconcentração industrial, mas não há um processo de desconcentração financeira
  • 18.
    Exemplo de DesconcentraçãoIndustrial Ao implantar sistemas de produção que interligam países, as multinacionais buscam ampliar seus lucros. Por isso a bola é fabricada no Paquistão, onde a mão de obra é barata. Se o custo da mão de obra no Paquistão tornar-se mais caro, a empresa procurará outro lugar para se instalar, onde a mão de obra seja mais barata.
  • 19.
    Exemplo de DesconcentraçãoIndustrial As empresas multinacionais utilizam infraestrutura técnica para organizar redes de produção e distribuição de mercadorias, de circulação de informações, capitais, serviços e pessoas ao redor do mundo.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    G77 É uma coalizãode nações em desenvolvimento, que visa promover os interesses económicos coletivos de seus membros e criar uma maior capacidade de negociação conjunta na Organização das Nações Unidas.
  • 24.
    G20 G20 (abreviatura paraGrupo dos 20) é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população mundial. O peso econômico e a representatividade do G-20 conferem-lhe significativa influência sobre a gestão do sistema financeiro e da economia global.
  • 25.
    G20 – Agrícola G20ou Grupo dos 20 é um grupo de 2003, em Genebra, Suíça, na reunião preparatória a Conferência Ministerial da OMC, em Cancún, México, em setembro do mesmo ano, focado principalmente na agricultura.
  • 26.
    Referências Bibliográficas COSTA, A.RH Portal. A Nova Ordem Mundial E A Globalização Da Economia. Disponível em: < http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-nova-ordem-mundial-e-a-globalizao-da- economia/ > no dia 13 de junho de 2016. Canal Hexag Medicina. Youtube. Geografia - Nova Ordem Mundial. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=1-1z2vT-_HU > no dia 13 de junho de 2016. Wikipédia. Nova Ordem Mundial. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_ordem_mundial > no dia 21 de junho de 2016. TAMDJIAN, J. O. MENDES, I. L. Geografia: estudos para compreensão do espaço. 2ª ed. Vol. 2. São Paulo: FTD, 2013.