3º Domingo do Advento – 15.12

Segunda-feira – 16.12

Mt 11, 2-11: "Ide contar a João o que estais ouvindo
e vendo."

Mt 21, 23-27: A autoridade de Jesus é colocada em
dúvida.

A pessoa de João Batista dá unidade a todo
esse relato. O texto de hoje nos apresenta a
resposta de Jesus aos enviados de João Batista.

Para entender melhor a controvérsia entre
Jesus e os chefes dos sacerdotes, é importante
situá-la no cenário adequado. Na cultura
mediterrânea do primeiro século, a honra era o
valor mais apreciado. Era um bem limitado, e
quando alguém a aumentava era sinal de que
outra pessoa a perdia. A oposição dialética, que
era a forma habitual de aumentar ou perder a
honra, tinha as suas regras.
Os chefes dos sacerdotes sentem que a
pretensão messiânica de Jesus e o
reconhecimento que recebe por parte da
multidão fazem crescer o seu prestígio e
diminuir o deles. Por isso, a pergunta que lhe é
feita não se refere a questões doutrinais. O que
está em jogo não é uma doutrina, mas a honra
de Jesus e a da aristocracia sacerdotal. A
pergunta: "Com que autoridade fazes estas
coisas?" refere-se às credenciais de Jesus para
se apresentar como Messias.

O comportamento de Jesus não responde em
tudo ao ideal messiânico de João, centralizado
na dimensão penitencial da conversão. Por isso,
ao ouvir falar das obras realizadas por Jesus,
envia, a partir do cárcere, seus discípulos para
perguntarem diretamente a Jesus se Ele é ou
não o Messias.
Em sua resposta, Jesus faz referência aos sinais
que realizou. Esses sinais, contemplados à luz
dos oráculos proféticos, revelam, melhor do
que qualquer outro fato, a resposta que afirma
ser Ele o Messias, aquele que havia de vir,
realçando também que sua mensagem é uma
boa notícia, uma grande alegria.
A fé crista é uma alegria que perpassa toda a
vida. Essa alegria não está nos caprichos de
nossos estados de espírito ou nos sucessos de
nossas vidas.
A grande e verdadeira alegria é conhecer a
Jesus e fazer com que outros o conheçam. Essa
é a única e verdadeira alegria.
João Batista, para quem a conversão consistia
em voltar a viver o amor a Deus no próximo,
pelo abandono do pecado, testemunha que
ninguém, em qualquer condição humana, pode
viver sem o amor a Jesus.
A alegria mais profunda nasce de um coração
convertido, onde todos os males são
superados.

Terça-feira – 17.12
Mt 1, 1-17: Jesus, na historia do povo de Israel.

O texto do evangelho de hoje fala da
genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi.
Mateus explica-nos o porquê desta lista e qual
a sua importância.
É um trecho árido e monótono, mas que
encerra muitas riquezas: a) uma síntese da
historia da salvação; b) Jesus está, através da
genealogia, profundamente radicado num povo
e na história dos homens; c) é o herdeiro das

bênçãos de Abraão; d) as mulheres
insolitamente nomeadas na genealogia, em
parte são pecadoras (Jesus se faz solidário com
os pecadores), em parte são estrangeiras (Jesus
é salvador de todos).
Para os judeus, constituía-se uma prova
evidente da ancestralidade davídica e
abraâmica de Jesus.
Para todos ns é uma lembrança da encarnação
e da humanidade de Cristo.
Jesus, verdadeiro homem, faz parte de um
povo, de uma família e de uma cultura, "com
todas as suas implicações”.
Quarta-feira – 18.12
Mt 1, 18-24: "Ela dará á luz um filho, a quem porás o
nome de Jesus."

Como Maria, na Anunciação, aceitou a
mensagem de Deus, também José aceita com
fé o sinal.
Diante da descoberta da gravidez de Maria,
passam pela cabeça de José, qualificado como
homem justo, duas alternativas. Uma delas
seria afastar-se de Maria, fugir, não assumir a
criança da qual ignora quem seja o pai; e a
outra, seria expor Maria às formalidades da Lei,
mas não faz isso por estar convencido da
virtude de Maria.
Jesus não é apenas um filho da história
humana.
Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu
pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto de
Deus para que sejamos todos livres, a fim de
nos tornarmos o que Deus deseja. O nome
"Jesus" significa "Deus salva".
Quinta-feira – 19.12
Lc 1, 5-25: "Não temas, Zacarias, porque a tua
súplica foi ouvida."

Zacarias aparece como um homem justo e com
características similares aos homens da história
de Abraão e Sara. Vai receber no Templo, que
representa o coração do judaísmo, o anúncio do
nascimento de seu filho.
Descreve-se a missão de João Batista como
aquele que vem preparar o caminho do Senhor
Jesus. São dois os aspectos que o texto destaca
em João Batista. O primeiro é o de haver recebido
a plenitude do Espírito. O segundo aspecto que se
afirma de João é o de encarnar o profeta Elias,
que a tradição de Israel esperava no final dos
tempos como precursor do Messias.
A conjugação destes dois elementos nos indica
que estamos entrando no tempo da salvação
definitiva da humanidade. A Boa Noticia
(Evangelho) se aproxima dos homens por meio de
João Batista, que preparará o povo de Israel para
a vinda de seu Senhor.
Sexta-feira – 20.12

Lc 1, 26-38: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor
está contigo."
O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se
articula em três momentos: a saudação e a
mensagem; o anúncio da maternidade messiânica
e a revelação da divina maternidade no anúncio.
Para a vinda de Jesus entre os homens, Deus
chama Maria de Nazaré para ser Mãe. Maria
aparece como aquela que contribui de maneira
decisiva para a libertação do povo de Deus. Ela
interfere positivamente na nova criação em Cristo
mediante o Espírito Santo.

Ao mesmo tempo, Maria é mãe que acolhe a
Palavra e faz dela brotar a Vida para o mundo,
tomando-se assim modelo de discípulo.
O "sim" de Maria foi dado em total fé e aceitação
ao plano de Deus. É um verdadeiro exemplo de
atitude que todo ser humano deve ter diante de
Deus. Maria com a sua obediência à Palavra de
Deus é apresentada como protótipo ideal do
cristão.

RETIRO DO
ADVENTO/NATAL

Sábado – 21.12

Lc 1, 39-45: "Bem-aventurada és tu que creste."
Movida pelo Espírito Santo, Isabel profetiza,
reconhecendo o segredo que acontece no corpo e
na vida de Maria: ela é a mãe do Messias. Por
isso, elogia a grande fé de Maria, chamando-a de
"bendita entre todas as mulheres".
Esse encontro das duas mães é, na realidade, o
encontro dos dois filhos. João Batista inaugura a
sua missão, anunciando pela boca de sua mãe o
senhorio de Jesus.
A resposta de Maria à saudação de Isabel, que
tradicionalmente designamos com o nome latino
de "Magnificat", é um Salmo de ação de graças
composto por citações e alusões ao Antigo
Testamento, de forma especial ao canto de Ana, a
mãe de Samuel (1Samuel 2,1-10).
Repetição:

Outra possibilidade para a oração do último dia
desta semana e também das próximas, é não
rezarmos a partir de um texto novo, mas voltar
aos momentos em que sentimos maior
consolação ou maior desolação nas orações de
cada dia, lembrando-nos de que “não é o muito
saber que satisfaz a pessoas, mas o saborear
internamente, com fé, o que o Senhor nos
revelou” (EE 15).

TERCEIRA SEMANA
SIES - Jesuítas
BAM / 2013

5 ra terceira semana para envio- Retiro de Advento/Natal 2013…

  • 1.
    3º Domingo doAdvento – 15.12 Segunda-feira – 16.12 Mt 11, 2-11: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo." Mt 21, 23-27: A autoridade de Jesus é colocada em dúvida. A pessoa de João Batista dá unidade a todo esse relato. O texto de hoje nos apresenta a resposta de Jesus aos enviados de João Batista. Para entender melhor a controvérsia entre Jesus e os chefes dos sacerdotes, é importante situá-la no cenário adequado. Na cultura mediterrânea do primeiro século, a honra era o valor mais apreciado. Era um bem limitado, e quando alguém a aumentava era sinal de que outra pessoa a perdia. A oposição dialética, que era a forma habitual de aumentar ou perder a honra, tinha as suas regras. Os chefes dos sacerdotes sentem que a pretensão messiânica de Jesus e o reconhecimento que recebe por parte da multidão fazem crescer o seu prestígio e diminuir o deles. Por isso, a pergunta que lhe é feita não se refere a questões doutrinais. O que está em jogo não é uma doutrina, mas a honra de Jesus e a da aristocracia sacerdotal. A pergunta: "Com que autoridade fazes estas coisas?" refere-se às credenciais de Jesus para se apresentar como Messias. O comportamento de Jesus não responde em tudo ao ideal messiânico de João, centralizado na dimensão penitencial da conversão. Por isso, ao ouvir falar das obras realizadas por Jesus, envia, a partir do cárcere, seus discípulos para perguntarem diretamente a Jesus se Ele é ou não o Messias. Em sua resposta, Jesus faz referência aos sinais que realizou. Esses sinais, contemplados à luz dos oráculos proféticos, revelam, melhor do que qualquer outro fato, a resposta que afirma ser Ele o Messias, aquele que havia de vir, realçando também que sua mensagem é uma boa notícia, uma grande alegria. A fé crista é uma alegria que perpassa toda a vida. Essa alegria não está nos caprichos de nossos estados de espírito ou nos sucessos de nossas vidas. A grande e verdadeira alegria é conhecer a Jesus e fazer com que outros o conheçam. Essa é a única e verdadeira alegria. João Batista, para quem a conversão consistia em voltar a viver o amor a Deus no próximo, pelo abandono do pecado, testemunha que ninguém, em qualquer condição humana, pode viver sem o amor a Jesus. A alegria mais profunda nasce de um coração convertido, onde todos os males são superados. Terça-feira – 17.12 Mt 1, 1-17: Jesus, na historia do povo de Israel. O texto do evangelho de hoje fala da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi. Mateus explica-nos o porquê desta lista e qual a sua importância. É um trecho árido e monótono, mas que encerra muitas riquezas: a) uma síntese da historia da salvação; b) Jesus está, através da genealogia, profundamente radicado num povo e na história dos homens; c) é o herdeiro das bênçãos de Abraão; d) as mulheres insolitamente nomeadas na genealogia, em parte são pecadoras (Jesus se faz solidário com os pecadores), em parte são estrangeiras (Jesus é salvador de todos). Para os judeus, constituía-se uma prova evidente da ancestralidade davídica e abraâmica de Jesus. Para todos ns é uma lembrança da encarnação e da humanidade de Cristo. Jesus, verdadeiro homem, faz parte de um povo, de uma família e de uma cultura, "com todas as suas implicações”. Quarta-feira – 18.12 Mt 1, 18-24: "Ela dará á luz um filho, a quem porás o nome de Jesus." Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria, passam pela cabeça de José, qualificado como homem justo, duas alternativas. Uma delas seria afastar-se de Maria, fugir, não assumir a criança da qual ignora quem seja o pai; e a outra, seria expor Maria às formalidades da Lei, mas não faz isso por estar convencido da virtude de Maria. Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome "Jesus" significa "Deus salva".
  • 2.
    Quinta-feira – 19.12 Lc1, 5-25: "Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi ouvida." Zacarias aparece como um homem justo e com características similares aos homens da história de Abraão e Sara. Vai receber no Templo, que representa o coração do judaísmo, o anúncio do nascimento de seu filho. Descreve-se a missão de João Batista como aquele que vem preparar o caminho do Senhor Jesus. São dois os aspectos que o texto destaca em João Batista. O primeiro é o de haver recebido a plenitude do Espírito. O segundo aspecto que se afirma de João é o de encarnar o profeta Elias, que a tradição de Israel esperava no final dos tempos como precursor do Messias. A conjugação destes dois elementos nos indica que estamos entrando no tempo da salvação definitiva da humanidade. A Boa Noticia (Evangelho) se aproxima dos homens por meio de João Batista, que preparará o povo de Israel para a vinda de seu Senhor. Sexta-feira – 20.12 Lc 1, 26-38: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo." O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem; o anúncio da maternidade messiânica e a revelação da divina maternidade no anúncio. Para a vinda de Jesus entre os homens, Deus chama Maria de Nazaré para ser Mãe. Maria aparece como aquela que contribui de maneira decisiva para a libertação do povo de Deus. Ela interfere positivamente na nova criação em Cristo mediante o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, Maria é mãe que acolhe a Palavra e faz dela brotar a Vida para o mundo, tomando-se assim modelo de discípulo. O "sim" de Maria foi dado em total fé e aceitação ao plano de Deus. É um verdadeiro exemplo de atitude que todo ser humano deve ter diante de Deus. Maria com a sua obediência à Palavra de Deus é apresentada como protótipo ideal do cristão. RETIRO DO ADVENTO/NATAL Sábado – 21.12 Lc 1, 39-45: "Bem-aventurada és tu que creste." Movida pelo Espírito Santo, Isabel profetiza, reconhecendo o segredo que acontece no corpo e na vida de Maria: ela é a mãe do Messias. Por isso, elogia a grande fé de Maria, chamando-a de "bendita entre todas as mulheres". Esse encontro das duas mães é, na realidade, o encontro dos dois filhos. João Batista inaugura a sua missão, anunciando pela boca de sua mãe o senhorio de Jesus. A resposta de Maria à saudação de Isabel, que tradicionalmente designamos com o nome latino de "Magnificat", é um Salmo de ação de graças composto por citações e alusões ao Antigo Testamento, de forma especial ao canto de Ana, a mãe de Samuel (1Samuel 2,1-10). Repetição: Outra possibilidade para a oração do último dia desta semana e também das próximas, é não rezarmos a partir de um texto novo, mas voltar aos momentos em que sentimos maior consolação ou maior desolação nas orações de cada dia, lembrando-nos de que “não é o muito saber que satisfaz a pessoas, mas o saborear internamente, com fé, o que o Senhor nos revelou” (EE 15). TERCEIRA SEMANA SIES - Jesuítas BAM / 2013