Escola de Ciências da Saúde
Curso: Odontologia
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ANATOMIA RADIOGRÁFICA
Revisão Anatômica e Aspectos
Radiográficos Normais
Disciplina: RADIOLOGIA Profa : Maria de Fátima Venceslau Nardino
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Odontologia
Imagens radiográficas do Órgão dentário
1. Esmalte
2. Dentina
3. Cortical Alveolar ou Lâmina Dura (Crista
Alveolar)
4. Osso Alveolar
5. Cavidade Pulpar
6. Espaço do Ligamento Periodontal
7. Cemento ?
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Curso: Odontologia
Imagens Radiográficas do Órgão Dentário
ESMALTE – Mais radiopaco dos tecidos dentários: 96% das
substâncias são minerais e 4% são materiais orgânicos e água.
Radiograficamente: imagem radiopaca bem definida
recobrindo toda a coroa, sendo mais afilada na margem
cervical. Seu aspecto radiográfico de contorno contínuo é um
dos sinais mais importantes para o diagnóstico precoce de
cárie.
1. esmalte
2. dentina
3. câmara pulpar
4. polpa radicular
5. cúspide
6. osso alveolar
7. ápice radicular
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Curso: Odontologia
Imagens Radiográficas do Órgão Dentário
DENTINA – Menos radiopaca que o esmalte. Conteúdo
mineral varia de 69% a 72%. A dentina coronária está
totalmente recoberta por esmalte, formando o limite amelo-
dentinário que é importante para o diagnóstico precoce e
avaliação da penetração de cáries.
1. esmalte
2. dentina
3. câmara pulpar
4. polpa radicular
5. cúspide
6. osso alveolar
7. ápice radicular
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Curso: Odontologia
CORTICAL ALVEOLAR OU LÂMINA DURA
Envolve o processo alveolar e radiograficamente é
representada por três situações:
a) Cortical alveolar ou Lâmina dura – envolvendo a porção
radicular
b) Crista alveolar – cobrindo o osso esponjoso intermediário
c) Rebordo alveolar – Quando a cortical óssea recobre as
porções do processo alveolar com perdas de elementos
dentários
1. Espaço do ligamento periodontal
2. Corno pulpar
3. Canal radicular
4. Ápice radicular
5. Lâmina dura ou cortical alveolar
6. Crista alveolar
6
5
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Curso: Odontologia
Imagens Radiográficas do Órgão Dentário
Radiograficamente a cortical alveolar apresenta-se como uma
linha radiopaca contínua. Alterações desta linha como solução
de continuidade (rompimento) a nível de crista alveolar, é sinal
radiográfico indicativo de periodontopatias, e à nível apical são
indícios de lesões periapicais.
1. Espaço do ligamento periodontal
2. Corno pulpar
3. Canal radicular
4. Ápice radicular
5. Lâmina dura ou cortical alveolar
6. Crista alveolar
6
6
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Curso: Odontologia
OSSO ALVEOLAR – (esponjoso) Apresenta-se com trabéculas
ósseas radiopacas delimitando os espaços medulares,
radiolúcidos ou radiotransparentes.
Na mandíbula as trabéculas apresentam uma disposição
horizontal.
Na maxila as trabéculas são irregulares.
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Curso: Odontologia
CAVIDADE PULPAR
Por estarem preenchidos por tecidos moles, são totalmente
permeáveis aos raios X. Apresentam-se como imagens
radiolúcidas ou radiotransparentes.
1. Espaço do ligamento periodontal
2. Corno pulpar
3. Canal radicular
4. Ápice radicular
5. Lâmina dura ou cortical alveolar
6. Crista alveolar
6
Cavidade Pulpar
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Curso: Odontologia
ESPAÇO DO LIGAMENTO PERIODONTAL
O ligamento periodontal envolve toda a porção radicular
constituído de tecidos fibrosos. Será representado
radiograficamente por um espaço entre a raiz e a lâmina dura,
sendo uma linha radiolúcida com maior calibre nas porções
cervicais a apical da porção radicular, apresentando-se mais
afilada no terço médio.
1. Espaço do ligamento periodontal
2. Corno pulpar
3. Canal radicular
4. Ápice radicular
5. Lâmina dura ou cortical alveolar
6. Crista alveolar
6
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Curso: Odontologia
Imagens Radiográficas do Órgão Dentário
CEMENTO
A dentina radicular encontra-se recoberta por fina
camada de cemento que em função de sua pequena
espessura não permite a diferenciação de ambos
radiograficamente, a não ser nos casos de
hipercementose onde a camada de cemento é
discernível.
O cemento não é visualizado radiograficamente.
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Curso: Odontologia
MAXILA
Região de molares
Processo zigomático / osso zigomático
Processo coronóide da mandíbula
Hâmulo
Tuberosidade
Seio maxilar
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Curso: Odontologia
MAXILA
PROCESSO ZIGOMÁTICO (Processo Zigomático
da maxila)
Trata-se de uma área de forte condensação óssea,
onde a maxila se articula com o osso zigomático.
Radiograficamente apresenta-se como uma sombra
radiopaca, em forma de “V” ou “U”, geralmente
relacionada ao primeiro ou segundo molar superior.
Em continuidade com essa imagem, em direção
posterior, pode aparecer também uma estrutura de
menor radiopacidade: a imagem do osso zigomático.
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
Processo
Zigomático
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
PROCESSO CORONÓIDE DA MANDIBULA
Observado na região posterior da maxila como uma
imagem radiopaca de contornos nítidos, forma
triangular com base inferior, podendo estar em
sobreposição a tuberosidade, o que acarreta
dificuldades para a interpretação.
Quando a imagem dificultar a interpretação, deverá
ser realizada nova tomada radiográfica com o paciente
diminuindo a abertura de boca.
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
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PROCESSO CORONÓIDE DA MANDIBULA
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
HÂMULO DO PTERIGÓIDE
Também recebe várias denominações, tais como:
processo hamular, gancho do pterigoideo ou hâmulo.
Localiza-se na asa interna da apófise pterigóide do
esfenóide.
Radiograficamente aparece com imagem radiopaca
em forma de gancho, situada posteriormente à
tuberosidade da maxila.
Varia em forma, tamanho e grau de radiopacidade,
chegando, às vezes, a ser erroneamente interpretado
como raiz residual.
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
Hâmulo
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Processo Coronóide
Hâmulo, processo hamular
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
TUBEROSIDADE
Representa o limite do processo alveolar,
sendo delimitado por uma linha radiopaca, a
cortical alveolar, e internamente um trabeculado,
com espaços medulares mais evidentes, daí sua
menor radiopacidade do osso esponjoso, sendo
uma região de menor resistência.
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares
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Tuberosidade
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Curso: Odontologia
MAXILA – Região de molares e pré-molares
SEIO MAXILAR
É o maior dos seios paranasais e dada sua relação de
proximidade ou às vezes intimidade com as raízes dos dentes o
conhecimento profundo de suas imagens radiográficas é
indispensável ao cirurgião dentista.
Radiograficamente: mostra-se como uma área radiolúcida ou
radiotransparente de forma arredondada ou ovóide e contornos
bem definidos por uma linha radiopaca (cortical sinusal) que o
delimita. Sua radiolucidez é decorrente de seu conteúdo que é
apenas ar.
No sentido longitudinal seus limites costumam ir da região de
primeiros pré-molares até a altura da face distal dos segundos
molares podendo haver variações.
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MAXILA – Região de molares e pré-molares
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MAXILA - Região de canino
Cortical do seio maxilar
Cortical da Fossa Nasal
Y Invertido de Ennis
Formado pelas
corticais do seio
maxilar e da fossa
nasal.
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Região de incisivos
Fossas nasais
Espinha nasal anterior
Septo nasal
Sutura intermaxilar
Forame incisivo
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
FOSSAS NASAIS
Acima dos ápices dos incisivos observamos duas
imagens radiolúcidas e simétricas separadas entre si por
um traço radiopaco. Trata-se respectivamente da
imagem das fossas nasais e do septo nasal
(ósteocartilaginoso) que as divide. A porção anterior,
adquire a conformação de uma âncora. Lateralmente às
áreas radiolúcidas, podem aparecer duas estruturas
radiopacas correspondentes a imagem radiográfica das
conchas inferiores
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
1. Septo nasal (RO)
2. Fossas nasais (RL)
3. Forame incisivo
Fossas nasais
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
ESPINHA NASAL ANTERIOR
A espinha nasal anterior
aparece radiograficamente
como uma pequena área
radiopaca em forma de “V”,
vista abaixo do septo nasal,
correspondente à
superposição da maxila na
borda inferior da fossa nasal.
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
SEPTO NASAL
Radiograficamente
apresenta-se com uma
imagem radiopaca
localizada acima dos ápices
dos incisivos centrais
superiores, entre as fossas
nasais.
1. Septo nasal (RO)
2. Fossas nasais (RL)
3. Forame incisivo
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
SUTURA INTERMAXILAR
É identificado especialmente nas
pessoas jovens; nota-se uma linha
radiolúcida de regularidade
geométrica.
No adulto, nem sempre é bem
definida. É possível confundi-la com
um traço de fratura, sobretudo nos
politraumatizados.
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Curso: Odontologia
Região de incisivos
FORAME INCISIVO
O forame incisivo aparece entre
os incisivos centrais ou ligeiramente
acima desses e na linha mediana,
como uma imagem radiolúcida ou
radiotransparente de forma oval ou
arredondada. A maior ou menor
radiolucidez do forame é decorrente
da direção dada ao feixe de raios X.
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Curso: Odontologia
MANDÍBULA
Região de Molares
Linha Oblíqua externa
Linha Milohioidéa
Canal Mandibular
Base da Mandíbula
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Região de molares
LINHA OBLÍQUA EXTERNA
Continuação da borda
anterior do ramo ascendente da
mandíbula, a linha oblíqua
externa cruza a superfície
externa do corpo da mandíbula.
Radiograficamente,
apresenta-se como uma faixa
radiopaca, que cruza
transversalmente, o corpo da
mandíbula à altura de 1/3 médio
das raízes de dentes molares.
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Curso: Odontologia
Região de molares
LINHA MILOIÓIDEA OU LINHA
OBLÍQUA
Dá inserção ao músculo
miloióideo, tem origem na
porção média do ramo; cruza-
o diagonalmente até atingir a
borda anterior da sínfise
mentoniana. De tamanho
variável, é vista
radiograficamente como uma
linha radiopaca, melhor
identificada quando cruza as
regiões retromolar e molar.
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Curso: Odontologia
Região de molares
FÓVEA SUBMANDIBULAR
É uma área côncava,
situada na face lingual da
mandíbula, abaixo dos dentes
molares e que aloja a glândula
submandibular.
Radiograficamente: uma
área radiotransparente
pobremente definida.
Fóvea
L O
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Curso: Odontologia
Região de molares
Ás vezes, vista em
radiografias periapicais,
principalmente devido a um
maior aprofundamento do filme
na boca do paciente ou do
excesso da angulação vertical
empregada.
Sua imagem radiográfica é
de uma linha fortemente
radiopaca.
Fóvea
L O
Base da Mandíbula
BASE DA MANDIBULA
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Curso: Odontologia
Região de molares
CANAL MANDIBULAR
Visto nas radiografias
periapicais como uma
espessa linha radiolúcida,
delimitada por bordas
radiopacas.
Localiza-se abaixo das
raízes dos molares e pré-
molares.
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Curso: Odontologia
FORAME MENTONIANO
Observa-se como uma imagem radiotransparente,
arredondada ou oval, à altura dos ápices dos dentes pré-
molares ou superposta aos mesmos, quando poderá
acarretar dúvida, podendo ser interpretada como lesão
periapical.
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Mandíbula: Região de Pré-Molares
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Curso: Odontologia
Região de caninos inferiores
Não apresenta acidentes anatômicos.
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Mandíbula
Região de Incisivos
Tubérculos de Geni
Foramina Lingual
Protuberância Mentoniana
Base da Mandíbula
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Curso: Odontologia
Região de Incisivos
Os tubérculos Geni são pontos de
inserção dos músculos genihióideo e
genioglosso. Tais protuberâncias são
francamente visíveis nas radiografias
oclusais e periapicais.
Radiograficamente aparece como
um anel radiopaco num ponto
equidistante entre o rebordo alveolar e
a base da sínfise mentoniana.
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TUBÉRCULOS GENI (Tubérculo Geniano, Espinha
Geniana)
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Curso: Odontologia
Região de Incisivos
FORAMINA LINGUAL
No centro da área radiopaca
correspondente aos tubérculos
Geni, na linha mediana logo
abaixo dos ápices dos incisivos
centrais inferiores, é comum a
presença de uma pequena área,
arredondada e radiolúcida, o
forame lingual.
Devido ao seu minúsculo
tamanho, é designada de
foramina lingual, dando
passagem ao ramo lingual da
artéria incisiva.
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Escola de Ciências da Saúde
Curso: Odontologia
Esta área de condensação
óssea da mandíbula é vista como
dois traços de radiopacidade
variada, abaixo de seus ápices que
se dirigem para cima e para a linha
mediana em direção póstero-
anterior.
Há quem descreva este reparo
anatômico como em forma de um
“acento circunflexo”.
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PROTUBERÂNCIA MENTONIANA OU
MENTUAL
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Odontologia
Mais comum na região de
incisivos inferiores.
Radiograficamente aparecem
como um reticulado de linhas
radiolúcidas correspondentes aos
trajetos intra-ósseos das arteríolas
ou veias, às vezes dirigidas aos
ápices dos dentes, crista
intermediária ou ao rebordo
alveolar de pacientes desdentados.
CANAIS NUTRIENTES
ou NUTRITIVOS
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Curso: Odontologia
Bibliografia
1 – FREITAS, Aguinaldo - Radiologia Odontológica - 4°ed.-
São Paulo: Artes Médicas, 1998
2 – PASLER, Friedrich A – Radiologia Odontológica - 2° ed. –
Porto Alegre: Artmed Editora, 2001
3 – Apostila da Profa Marcia Amorim Pontes
43
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Odontologia
44
BOM DIA!

4 Anatomia Radiográfica.ppt

  • 1.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia 1 ANATOMIA RADIOGRÁFICA Revisão Anatômica e Aspectos Radiográficos Normais Disciplina: RADIOLOGIA Profa : Maria de Fátima Venceslau Nardino
  • 2.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Imagens radiográficas do Órgão dentário 1. Esmalte 2. Dentina 3. Cortical Alveolar ou Lâmina Dura (Crista Alveolar) 4. Osso Alveolar 5. Cavidade Pulpar 6. Espaço do Ligamento Periodontal 7. Cemento ? 2
  • 3.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Imagens Radiográficas do Órgão Dentário ESMALTE – Mais radiopaco dos tecidos dentários: 96% das substâncias são minerais e 4% são materiais orgânicos e água. Radiograficamente: imagem radiopaca bem definida recobrindo toda a coroa, sendo mais afilada na margem cervical. Seu aspecto radiográfico de contorno contínuo é um dos sinais mais importantes para o diagnóstico precoce de cárie. 1. esmalte 2. dentina 3. câmara pulpar 4. polpa radicular 5. cúspide 6. osso alveolar 7. ápice radicular 3
  • 4.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Imagens Radiográficas do Órgão Dentário DENTINA – Menos radiopaca que o esmalte. Conteúdo mineral varia de 69% a 72%. A dentina coronária está totalmente recoberta por esmalte, formando o limite amelo- dentinário que é importante para o diagnóstico precoce e avaliação da penetração de cáries. 1. esmalte 2. dentina 3. câmara pulpar 4. polpa radicular 5. cúspide 6. osso alveolar 7. ápice radicular 4
  • 5.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia CORTICAL ALVEOLAR OU LÂMINA DURA Envolve o processo alveolar e radiograficamente é representada por três situações: a) Cortical alveolar ou Lâmina dura – envolvendo a porção radicular b) Crista alveolar – cobrindo o osso esponjoso intermediário c) Rebordo alveolar – Quando a cortical óssea recobre as porções do processo alveolar com perdas de elementos dentários 1. Espaço do ligamento periodontal 2. Corno pulpar 3. Canal radicular 4. Ápice radicular 5. Lâmina dura ou cortical alveolar 6. Crista alveolar 6 5
  • 6.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Imagens Radiográficas do Órgão Dentário Radiograficamente a cortical alveolar apresenta-se como uma linha radiopaca contínua. Alterações desta linha como solução de continuidade (rompimento) a nível de crista alveolar, é sinal radiográfico indicativo de periodontopatias, e à nível apical são indícios de lesões periapicais. 1. Espaço do ligamento periodontal 2. Corno pulpar 3. Canal radicular 4. Ápice radicular 5. Lâmina dura ou cortical alveolar 6. Crista alveolar 6 6
  • 7.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia OSSO ALVEOLAR – (esponjoso) Apresenta-se com trabéculas ósseas radiopacas delimitando os espaços medulares, radiolúcidos ou radiotransparentes. Na mandíbula as trabéculas apresentam uma disposição horizontal. Na maxila as trabéculas são irregulares. 7
  • 8.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia CAVIDADE PULPAR Por estarem preenchidos por tecidos moles, são totalmente permeáveis aos raios X. Apresentam-se como imagens radiolúcidas ou radiotransparentes. 1. Espaço do ligamento periodontal 2. Corno pulpar 3. Canal radicular 4. Ápice radicular 5. Lâmina dura ou cortical alveolar 6. Crista alveolar 6 Cavidade Pulpar 8
  • 9.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia ESPAÇO DO LIGAMENTO PERIODONTAL O ligamento periodontal envolve toda a porção radicular constituído de tecidos fibrosos. Será representado radiograficamente por um espaço entre a raiz e a lâmina dura, sendo uma linha radiolúcida com maior calibre nas porções cervicais a apical da porção radicular, apresentando-se mais afilada no terço médio. 1. Espaço do ligamento periodontal 2. Corno pulpar 3. Canal radicular 4. Ápice radicular 5. Lâmina dura ou cortical alveolar 6. Crista alveolar 6 9
  • 10.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Imagens Radiográficas do Órgão Dentário CEMENTO A dentina radicular encontra-se recoberta por fina camada de cemento que em função de sua pequena espessura não permite a diferenciação de ambos radiograficamente, a não ser nos casos de hipercementose onde a camada de cemento é discernível. O cemento não é visualizado radiograficamente. 10
  • 11.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA Região de molares Processo zigomático / osso zigomático Processo coronóide da mandíbula Hâmulo Tuberosidade Seio maxilar 11
  • 12.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA PROCESSO ZIGOMÁTICO (Processo Zigomático da maxila) Trata-se de uma área de forte condensação óssea, onde a maxila se articula com o osso zigomático. Radiograficamente apresenta-se como uma sombra radiopaca, em forma de “V” ou “U”, geralmente relacionada ao primeiro ou segundo molar superior. Em continuidade com essa imagem, em direção posterior, pode aparecer também uma estrutura de menor radiopacidade: a imagem do osso zigomático. 12
  • 13.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares Processo Zigomático 13
  • 14.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares PROCESSO CORONÓIDE DA MANDIBULA Observado na região posterior da maxila como uma imagem radiopaca de contornos nítidos, forma triangular com base inferior, podendo estar em sobreposição a tuberosidade, o que acarreta dificuldades para a interpretação. Quando a imagem dificultar a interpretação, deverá ser realizada nova tomada radiográfica com o paciente diminuindo a abertura de boca. 14
  • 15.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares 15 PROCESSO CORONÓIDE DA MANDIBULA
  • 16.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares HÂMULO DO PTERIGÓIDE Também recebe várias denominações, tais como: processo hamular, gancho do pterigoideo ou hâmulo. Localiza-se na asa interna da apófise pterigóide do esfenóide. Radiograficamente aparece com imagem radiopaca em forma de gancho, situada posteriormente à tuberosidade da maxila. Varia em forma, tamanho e grau de radiopacidade, chegando, às vezes, a ser erroneamente interpretado como raiz residual. 16
  • 17.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares Hâmulo 17 Processo Coronóide Hâmulo, processo hamular
  • 18.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares TUBEROSIDADE Representa o limite do processo alveolar, sendo delimitado por uma linha radiopaca, a cortical alveolar, e internamente um trabeculado, com espaços medulares mais evidentes, daí sua menor radiopacidade do osso esponjoso, sendo uma região de menor resistência. 18
  • 19.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares 19 Tuberosidade
  • 20.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares e pré-molares SEIO MAXILAR É o maior dos seios paranasais e dada sua relação de proximidade ou às vezes intimidade com as raízes dos dentes o conhecimento profundo de suas imagens radiográficas é indispensável ao cirurgião dentista. Radiograficamente: mostra-se como uma área radiolúcida ou radiotransparente de forma arredondada ou ovóide e contornos bem definidos por uma linha radiopaca (cortical sinusal) que o delimita. Sua radiolucidez é decorrente de seu conteúdo que é apenas ar. No sentido longitudinal seus limites costumam ir da região de primeiros pré-molares até a altura da face distal dos segundos molares podendo haver variações. 20
  • 21.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA – Região de molares e pré-molares 21
  • 22.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MAXILA - Região de canino Cortical do seio maxilar Cortical da Fossa Nasal Y Invertido de Ennis Formado pelas corticais do seio maxilar e da fossa nasal. 22
  • 23.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos Fossas nasais Espinha nasal anterior Septo nasal Sutura intermaxilar Forame incisivo 23
  • 24.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos FOSSAS NASAIS Acima dos ápices dos incisivos observamos duas imagens radiolúcidas e simétricas separadas entre si por um traço radiopaco. Trata-se respectivamente da imagem das fossas nasais e do septo nasal (ósteocartilaginoso) que as divide. A porção anterior, adquire a conformação de uma âncora. Lateralmente às áreas radiolúcidas, podem aparecer duas estruturas radiopacas correspondentes a imagem radiográfica das conchas inferiores 24
  • 25.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos 1. Septo nasal (RO) 2. Fossas nasais (RL) 3. Forame incisivo Fossas nasais 25
  • 26.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos ESPINHA NASAL ANTERIOR A espinha nasal anterior aparece radiograficamente como uma pequena área radiopaca em forma de “V”, vista abaixo do septo nasal, correspondente à superposição da maxila na borda inferior da fossa nasal. 26
  • 27.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos SEPTO NASAL Radiograficamente apresenta-se com uma imagem radiopaca localizada acima dos ápices dos incisivos centrais superiores, entre as fossas nasais. 1. Septo nasal (RO) 2. Fossas nasais (RL) 3. Forame incisivo 27
  • 28.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos SUTURA INTERMAXILAR É identificado especialmente nas pessoas jovens; nota-se uma linha radiolúcida de regularidade geométrica. No adulto, nem sempre é bem definida. É possível confundi-la com um traço de fratura, sobretudo nos politraumatizados. 28
  • 29.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de incisivos FORAME INCISIVO O forame incisivo aparece entre os incisivos centrais ou ligeiramente acima desses e na linha mediana, como uma imagem radiolúcida ou radiotransparente de forma oval ou arredondada. A maior ou menor radiolucidez do forame é decorrente da direção dada ao feixe de raios X. 29
  • 30.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia MANDÍBULA Região de Molares Linha Oblíqua externa Linha Milohioidéa Canal Mandibular Base da Mandíbula 30
  • 31.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de molares LINHA OBLÍQUA EXTERNA Continuação da borda anterior do ramo ascendente da mandíbula, a linha oblíqua externa cruza a superfície externa do corpo da mandíbula. Radiograficamente, apresenta-se como uma faixa radiopaca, que cruza transversalmente, o corpo da mandíbula à altura de 1/3 médio das raízes de dentes molares. 31
  • 32.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de molares LINHA MILOIÓIDEA OU LINHA OBLÍQUA Dá inserção ao músculo miloióideo, tem origem na porção média do ramo; cruza- o diagonalmente até atingir a borda anterior da sínfise mentoniana. De tamanho variável, é vista radiograficamente como uma linha radiopaca, melhor identificada quando cruza as regiões retromolar e molar. 32
  • 33.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de molares FÓVEA SUBMANDIBULAR É uma área côncava, situada na face lingual da mandíbula, abaixo dos dentes molares e que aloja a glândula submandibular. Radiograficamente: uma área radiotransparente pobremente definida. Fóvea L O 33
  • 34.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de molares Ás vezes, vista em radiografias periapicais, principalmente devido a um maior aprofundamento do filme na boca do paciente ou do excesso da angulação vertical empregada. Sua imagem radiográfica é de uma linha fortemente radiopaca. Fóvea L O Base da Mandíbula BASE DA MANDIBULA 34
  • 35.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de molares CANAL MANDIBULAR Visto nas radiografias periapicais como uma espessa linha radiolúcida, delimitada por bordas radiopacas. Localiza-se abaixo das raízes dos molares e pré- molares. 35
  • 36.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia FORAME MENTONIANO Observa-se como uma imagem radiotransparente, arredondada ou oval, à altura dos ápices dos dentes pré- molares ou superposta aos mesmos, quando poderá acarretar dúvida, podendo ser interpretada como lesão periapical. 36 Mandíbula: Região de Pré-Molares
  • 37.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de caninos inferiores Não apresenta acidentes anatômicos. 37
  • 38.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Mandíbula Região de Incisivos Tubérculos de Geni Foramina Lingual Protuberância Mentoniana Base da Mandíbula 38
  • 39.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de Incisivos Os tubérculos Geni são pontos de inserção dos músculos genihióideo e genioglosso. Tais protuberâncias são francamente visíveis nas radiografias oclusais e periapicais. Radiograficamente aparece como um anel radiopaco num ponto equidistante entre o rebordo alveolar e a base da sínfise mentoniana. 39 TUBÉRCULOS GENI (Tubérculo Geniano, Espinha Geniana)
  • 40.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Região de Incisivos FORAMINA LINGUAL No centro da área radiopaca correspondente aos tubérculos Geni, na linha mediana logo abaixo dos ápices dos incisivos centrais inferiores, é comum a presença de uma pequena área, arredondada e radiolúcida, o forame lingual. Devido ao seu minúsculo tamanho, é designada de foramina lingual, dando passagem ao ramo lingual da artéria incisiva. 40
  • 41.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Esta área de condensação óssea da mandíbula é vista como dois traços de radiopacidade variada, abaixo de seus ápices que se dirigem para cima e para a linha mediana em direção póstero- anterior. Há quem descreva este reparo anatômico como em forma de um “acento circunflexo”. 41 PROTUBERÂNCIA MENTONIANA OU MENTUAL
  • 42.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Mais comum na região de incisivos inferiores. Radiograficamente aparecem como um reticulado de linhas radiolúcidas correspondentes aos trajetos intra-ósseos das arteríolas ou veias, às vezes dirigidas aos ápices dos dentes, crista intermediária ou ao rebordo alveolar de pacientes desdentados. CANAIS NUTRIENTES ou NUTRITIVOS 42
  • 43.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia Bibliografia 1 – FREITAS, Aguinaldo - Radiologia Odontológica - 4°ed.- São Paulo: Artes Médicas, 1998 2 – PASLER, Friedrich A – Radiologia Odontológica - 2° ed. – Porto Alegre: Artmed Editora, 2001 3 – Apostila da Profa Marcia Amorim Pontes 43
  • 44.
    Escola de Ciênciasda Saúde Curso: Odontologia 44 BOM DIA!