SlideShare uma empresa Scribd logo
- . ,
PROGRAMA DE ASSISTENCIA INTEGRAL A SAUDE DA CRIANÇA
INSTlTlITO NACI9NAL DE
MINISTÉRIO DA SAÚDE ASSISTENCIA MEDICA DA
SNPES/DINSAMI PREVIDÊNCIA SOCIAL-INAMPS
,
r"
ei '~

I
~ •.
.. ..,
( ,
el , I,-,r--
....
I .....
1__
AleitamentoMaterno
e OrientaçãoAlimentar
para0Desmame
Ilinistro de Estado da Salide
Roberto Figueira Santos
Secretário Geral
José Alberto Hermógcncs de Souza
Secretária Nacional de Programas Especiais de Saúde (SNPES)
Fabíola de Aguiar Nunes
DirelOra da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil
(DINSAMI)
Zuleica Ponda Albuquerque
Coordenadora do Grupo de Saude da Criança
Josenilda Caldeira Brandt
Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social
Raphael de Almeida Magalhães
Secretario Geral
Carlos Saboia Mome
Presidente do Instituto Nacional de Assistência Médica da
Previdência Social (INAMPS)
Hézio Cordeiro
Secretario de Medicina Social (INAMPS)
Orlando Maranhão Gomes de Sa
Diretora de Promoção Saúde Individual (INAMPS)
Maria LUcia Ventura SantOS
Coordenadora de Programas Especiais (INAMPS)
Maria de Fatima Siliansky de Andreazzi
•
•
•
•
APRESENTAÇÃO
Ainda que incompletas, as estatísücas de
morbidade e mortalidade disponíveis são unâ-
nimes em apontar o binômio desnutrição-infecção
como o principal responsável pela manutenção
das desfavoráveis condições de saúde que carac-
teri1am a populaçãoinfantil brasileira.
Complexos encadeamentos de fatores usual-
mente precedem o aparecimento da desnutrição
e da infecção na criança. No Brasil, tais encadea-
mentos surgem sobretudo em razão das condições
gerais de vida, particulannente adversas,
em que crescem e se desenvolvem consideráveis
parcelas de nossa população infantil, indicativas
de que a reversão do quadro desfavorável atual
depende, fortemente, do sucesso da estratégia
global de desenvolvimento do país, incluídas aí
diferentes políticas setoriais.
Embora reconhecendo o alcance limitado
de ações executadas a nível da assistência à saúde
infantil, é inegável que as mesmas devam ser prio-
ritariamente desenvolvidas em nosso meio, no li-
mite máximo de suas possibilidades. Esta tem sido
a política seguida pelo Ministério da Saúde: ensejar
a maximização do alcance da assistência à saúde,
sem abdicar do entendimento pleno de todos os
seus detenninantes.
Maximizar o alcance da assistência à saúde
infantil no Brasil significa tanto estender a cobertura
dos serviços de saúde a frações da população
ainda não beneficiadas, quanto aperfeiçoarseu
fX>der de resolução diante dos problemas de saúde
- .:..L:.r.
--
mais prevalentes e relevantes.
Uma das estratê:giasadotadas pelo Ministério
da Saúde, visando incrementar a resolutividade
dos selViços de saúde, é a de identificar e priorizar
ações básicas de saúde que possuam comprovada
eficácia no controle dos mais relevantes problemas
de saúde e que envolvam reduzida complexidade
lecnológica_
Taisações. nocaso específico da assistência
infantil, recebem a denominação de "Ações Básicas
na Assistência Integral à Saúdeda Criança"
e devem constituir-se no elemento nucleador da
assistência a ser prestada em toda a rede bãsica de
.serviçosde saúde.
OsManuais que, nesta oportunidade. estão
sendo apresentados. para os quais contamos com
a valiosa cooperação do Unicef e da Organização
Pan-Americana da Saúde. envolvem cinco ações
básicas: acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento. aleitamento matemo e orienta-
çào para o desmame. controle de doenças diarréi-
cas, controle de infecções respiratórias agudas e
controle de doenças preveníveis por imuni7..açào.
Cada um dos Manuais proCl,ua, de modo
simples e direto, definir e justificar o conteúdo das
referidas ações, nonnatizar seus procedimentos
e padronizar as condutas que delas decorrem.
Objetivam, basicamente. oferecer um material
adequado para a capacitaçàode recursos huma-
nos, sem a qual não se fX>derá garantirà popula-
ção o pleno atendimento a seus direitos de saúde.
4
SUMÁRIO
Apresentacão
1. Introdução
2. Aleitamento materno
3. Curvas de crescimento de crianças amamentadas
exclusivamente ao seio
4. Orientação alimentar para o desmame
5. Esquemas alimentares para o desmame
6. Principios dietéticos e esquema alimentar para
recuperação nutricional a nivel ambulatorial
Anexos:
1. Recomendações nutricionais diárias
11. Composição bioquímica do leite humano e do
leite de vaca
lIL Anatomia e fisiologia da lactação
IV. Dietas lácteas
V. Sugestões de cardápios para crianças com
misturas duplas e múltiplas
.""..•...--'--_..
---
/I
calorias sào usadas para suprir as demandas do pro-
cesso de crescimento e desenvolvimento. Nos
paises em desenvolvimento, onde a prevalência
da desnutrição energético-protéica é elevada, o enfo-
que do problema alimentar deve ser altamente
prioritário.
Denlro desta abordagem, a criança pequena,
devido á sua aha velocidade de crescimento, constitui
um dos grupos mais vulneráveis aos erros e deficien-
cias de alimentação, sobretudo durante o período
do desmame e na vigência de processos infecciosos.
Este Manual se destina aos profissionais de
saúde atuando em serviços na área matemo-infantil
e seu enfoque principal está concentrado no manu-
seio do aleitamento matemo. orientação sobre dietas
do desmame e recuperação nutricional da criança
desnutrida.
)/
,
1. INTRODUÇÃO
A alimentação constitui um dos aspectos mais
importantes para a saúde da criança, principalmente
nos primeiros anos de vida.
As necessidades calóricas por kg de peso
corporal nesse periodo sào 2 a 3 vezes maiores que
no adulto. No I!' ano de vida. 40% dessas
•
•
rrp' '''-''C' O"'·'~IS1":::RIO DA SAÚDEvl~"I'';I;;: " ." ~- •
5
•
i
)
.-(
2. ALEITAMENTO MATERNO
Até algumas décadas atrás, a amamentaçào era
uma funçào biológica experimentada por quase todas
as mulheres. Na falta do leite humano, a criança tinha
poucas possibilidades de sobreviver. Observou-se,
entretanto, a partir dos anos 40, um declínio acentua-
do na prática da amamentação, acarretando inú-
meros prejuízos para o lactente e suas mães, principal~
mente nos p<,.ises em desenvolvimento, onde o leile
materno, de alto valor biológico, foi substituído
por leite de v<'.ca, geralmente diluído e contaminado,
devido à faha de boas condições higiênicas
ambiemais.
As causas do desmame precoce são inllmeras,
(' a maioria ligadas às mudanças dos valores sociais
e tipo de vicIa, come aha taxa de urbanização, indus-
trialização, tecnologias médicas inapropriadas.
Para que esse processo possa ser revertido
às acàes de incentivo ao aleitamento natural,
devem ~er iniciadas desde o pré-natal e continuar
durante todas as vindas da criança à Unidade de
Saúde para o acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento, abordando os seguintcs aspectos;
• discussões com as mães sobre as vantagens do
akitamento materno;
• exame das mamas e orientação sobre a técnica
correta de amamentação;
• manuseio das dificuldades mais comuns
duratlle o período de lactação;
• cre~citT1ento e desenvolvimento da criança
alimentada ao peito.
2.1. VANTAGENS DO ALEITAMENTO
MATERNO
A~ mães Jevem ~er informadas de que o leite
materno é o alimento ideal para a criança nos primei-
ros l1lese~ de vida, por vários motivos:
• É um ahlllcnto rerfeilo do ponto de vista biológico,
rrcenche IOdas a neces~idades nutricionais da
~"!"ial1i;;l, llOS 6 primei lOS meses de vida.
É adequado à espécie e evila infecções através de
~ellS inLJllleros mccanismos de defesa.
• E prático, não exige preparo. É econômico e conve-
nientc.
• A mãe que amamenta sente enorme prazer no ato
de amamentar, desenvolvendo uma inter-relação
afetiva e profunda com o filho.
0..-0'0..../
Y.~--../
-'" -
•
2.2. TÉCNICAS DE AMAMENTAÇÃO
Horário
A criança deve ser amamentada sempre que
tiver fome e durante o tempo que quiser (livre
demanda).
Posição
A posição deve ser a mais cômoda possível
(mãe sentada ou deitada).
Alternância
Oferecer os dois seios em cada mamada. co-
meçando sempre pelo que foi oferecido por último
na mamada anterior, com os seguintes objetivos:
• melhor esvaziamento das mamas e, consc-
~ qüentememe, maior produção do leite;
• para Que a criança receba uma
quantidade adequada de gorduras em
todas as mamadas.
Sucção
• A criança deve sugar, abocanhando o mamilo e
toda ou parte da aréola. Isto evita fissuras e permite
melhor esvaziamento dos seios laetíferos situados
sob a aréola.
• Afastar o peito do nariz da criança com o auxílio
dos dedos.
2.3. MANUSEIO DAS DIFICULDADES E DOS
PROBLEMAS MAIS COMUNS DURANTE
A AMAMENTAÇÃO
··Meu leite está secando9 é pouC09 ou fraco"
• Reafirmar que leite fraco não existe. A cor do leite
transparente é devida à composição química do
leite humano, variando durante as diversas
mamadas do dia, numa mesma mamada e ao lon-
go do período de amamentação.
• Interrogar sobre a diurese da criança. Se ela molha
a fralda várias vezes ao dia, é sinal de boa ingestão
do leite, quando em aleitamento exclusivo.
• ~r a criança e ver a velocidade do ganho de
peso, cuidando para não supervalorizar a pesagem,
criando ansiedade na mãe. Mais importante que a
situação do peso em relação às curvas é o traçado
do crescimento em linha ascendeme.
• Perguntar se, quando a criança suga, a mãe sente
cólicas eJou vaza leite pelo outro seio. Esta é uma
boa forma de saber se o reflexo da descida do leite
está funcionando. Se existem problemas emocio-
nais. o apoio e compreensão por parte da equipe
de saúde podem favorecer o reflexo da descida
do leite.
• Recomendar à mãe para tentar repousar
entre algumas mamadas, sobretudo no periodo
da tarde. Beber mais líquidos, não deixando de
tomá·los quando tem sede. É muito comum
ter sede no início das mamadas.
• Quando for necessário oferecer liquidas,
fazê-lo sempre em colheradas.
,
"Meu peito está rachadou
As fissuras ou rachaduras devem ser
prevenidas, já que, depois de instaladas, são de
difícil tratamento.
Prevenção das Assuras
.) 1."Consulto
Examinar as mamas e verificar a forma dos ma-
milos. Nos casos de mamilo plano ou invertido, não
diagnosticados no pré-natal, orientar para fazer os
exercídos de Hoffman, embora os resultados, neste
mamemo, já não sejam tão satisfatórios
(ver Anexo III).
b) TOO.s .s Consultos
Orientar a sucção correia do seio, fazendo o
recém-nascido sugar toda ou quase toda a aréola
(nos casos de aréolas grandes) e variando a posição
da mãe (sentada ou deitada) a cada mamada.
Tratamento das Assuras
• Manter espaço entre o mamilo e o sutiã. usando
um pequeno coador de chá.
• Sempre que possível. expor as mamas ao ar.
• Fazer banhos de solou de luz. diretamente sobre
as fissuras.
• Continuar amamentando a criança, com mamad&.s
em intervalos mais freqüentes e de menor duração,
iniciando pelo seio menos ferido.
• Completar o esvaziamento do seio através de
expressão manual (ver Anexo 111).
• Lembrar à mãe que, se aparecer sangue na boca do
bebê ou se o mesmo vomitar sangue, não tem
problema.
• Não usar pomadas ou antissépticos, que podem
dificultar a cicatrização. Lavar o mamilo apenas
com água, após cada mamada.
• Os analgésicos tópicos não são eficazes.
"Meu seio está duro e;ou empedradc:)'?
• Deve ser prevenida através da tecnica de amamen-
tação correta (vide i1em 2.2.).
• Recomendar à mãe o uso de sutiã de alças largas
que suspenda bem os seios, mantendo os
canais lactíferos retificados, propiciando melhor
esvaziamento das mamas.
• Começar as mamadas pelo seio mais turgido.
• Se a turgescência for muito grande, mandar fazer
esvaziamento manual do seio antes de oferecê-lo
à criança, para que a mesma possa "pegar"
o mamilo e esvaziar o seio completamente.
• Usar compressas umidas e quentes várias vezes
ao dia.
• Procurar averiguar e ajudar a mãe a resolver proble-
mas emocionais que possam estar interferindo com
O "reflexo da descida" do leite.
MASTITES (INFlAMAÇÕES DA MAMA)
• Geralmente, surgem como complicações das
turgescêndas ou das fissuras.
• Medicar a mãe com analgésico, antitérmico e anti-
biótico adequado. Não usar medicação tópica.
• Reafirmar que a presença de mastite não contra-
indica à amamentação, mesmo no seio doente.
MÃE QUE TRABALHA FORA DE CASA
• Dar o seio em livre demanda sempre que estiver
com a criança.
• Ordenhar o leite e deixar em recipiente limpo de
plástico duro para ser oferecido à criança quando a
mãe estiver trabalhando. O leite pode ser conservado
por ate 24 horas em lugar fresco, desde que não seja
resto de mamada.
• Qualquer alimento, inclusive o leite materno,
na ausência da mãe, deve ser oferecido em colher.
para que a criança não confunda o mecanismo de
sucção ao seio com o mecanismo de sucção na
mamadeira.
• Quando estiver no trabalho, a mãe deve esvaziar
as mamas a cada 2 ou 3 horas.
AMAMENTAÇÃO DE CRIANÇAS
PREMATURAS
• Examinar o prematuro e verificar se ele é vigoroso
bastante para esvaziar bem o seio materno.
• Os menores de 34 semanas de gestaçào geralmente
têm sucção débil. Orientar para oferecer ambos os
seios e, depois., retirar O leite por expressào manual
e oferecê·lo à criança como complemento,
de preferência em colherzinha.
• Marcar retorno semanal, para verificar o ganho de
peso da criança.
•
•
•
•
DESMAME PRECOCE E RELACTAÇÃO
Quando a criança chegar ã Unidade de Saude
com aleitamento misto (leite materno + leite de vaca)
ou tendo sido desmamada há. menos de 15 dias, ten-
tar relactação. Para isto, e indispensavel a colabora-
ção da mãe e a boa vontade da equipe de saúde.
A relactacão pode ser feita de duas fonnas:
1~)Deixar a criança sugar ambos os seios em todos
os horarios das mamadas (± IS' em cada seio) e
complementar a refeição com leite de vaca ofere-
cido em colher. À medida que for aumentando
a sucção do leite matemo, deverá ser dirninuida
a quantidade do complemento.
2~)Colocar o leite numa seringa ou outro recipiente,
ligando-o a uma sonda que deve ser presa ao
seio, perto do mamilo. Este recipiente deve ficar
numa posição mais elevada que o seio matemo.
A criança sugara o mamilo e a sonda ao mesmo
tempo e, iI. medida que se aliment..ll, também
estimula a produção do leite matemo.
)
/
LEITE
9
2.4. ORIENTAÇÕES GERAIS ÃS MÃES QUE
AMAMENTAM
Amamentação e Planejamento Familiar
A lactação. por si mesma, pod~ produzir efeito
contraceptivo por algum tempo. desde que a criança
sugue em livre demanda, já que o aleitamento
materno exclusivo reconhecidamente prolonga a
amenorrêia pés-parto e inibe a ovulação. Depois de
60 dias do parto, ou se a mãe menstruar, recomendar
um método anticonceptivo não·hormonal, optando
preferencialmente por um método de barreira.
Uso de Medicamentos Durante a Lactação
Qualquer droga ingerida pela mãe é excretada
pelo leite. A grande maioria não apresenta toxidade
e é excretada em pequenas concentrações,
não causando problemas clínicos para a criança.
Algumas, entretanto, estão contra-indicadas pelas
seguintes razões:
a) Por causarem leves problemas:
• Laxativos - aumentam o número de ~cuações da
criança.
• Reserpina - causa obstrução nasal.
b) Por inibirem a produção do leite através da dimi·
nuição da prolactina:
• L. Dopa
• Estrogênios e progestágenos
• Diuréticos
c) Por seus efeitos tóxicos, são totalmente contra-
indicados:
• Agentes antineoplásicos
• Iodo radioalivo
• Betabloqueadores
• Anticoagulantes
• Propil-tiuracil
• Metronidazol
• Cloranfenicol
• Tetraciclinas
'"
2.5. ÇONTRA.INDICtÇÕES
AAMAMENTAÇAO
A maioria das contra-indicações são impedi-
mentos temporários e, cessada a causa, a mãe pode
voltar a amamentar. Entretanto, em algumas raras si-
tuações. o aleitamento materno está contra-indicado:
a) Por parte da criança:
• Malformação congênita tipo lábio-Ieporino e fenda
palatina.
• Doenças congênitas ou não. Que afetem o sistema
nervoso central, impedindo a sucção.
b) Por parte da mãe:
• Febre tifóide e febre amarela
• Hepatite B
• Doença mental severa
• Neoplasias
• Uso de alguns medicamentos (vide item 2.4.). •
•
3. CURVAS DE CRESCIMENTO DE CRIANÇAS AMAMENTADAS EXCLUSIVAMENTE AO SEIO
As crianças amamentadas exclusivamente ao
seio têm riuno de crescimento diferente de crianças
alimentadas com alimentáção artificial ou mista.
Lactentes alimentados com leite humano costu-
mam dobrar de peso um pouco mais urde do que
os alimentados com leite de vaca.
Este aspecto é importante, porque a maioria
das curvas de referência foram construídas numa
época em que a amamenlaçào artifiçial era pre-
valente e mostram medianas de peso para a idade
mais altas do que seria o esperado para crianças
amamentadas com leite matemo. Logo, ao se acom~
panhar um laetente alimentado com leite matemo
exclusivo, deve-se dar muito maior importãncia ao
traçado do seu crescimento em linha ascendente
(/) do que ao ganho absoluto de peso.
,
MÃE, oSEU ..EITE ( oÚNICO LEITE PERFEITO
PARA SEU FILHO.
•
, , "
,
AHOTE NO MES,OUANOO OCORRER:
.0...0>0... . _ . <lO AI;",ent<>o;óo
·Ot<nkl - ""_
''''fO<ÇóORt~I(It>O ·Ouokl """oD"Of>Ç<I""
·So,omPO P,otH<Nl Gro..
·C"",,,",",,,,"
. ; .. . .. .
18~202122~24
,
I~ 17
• •
· .
· .
•
,•
•,
•
• .. t.?'
"1-...j,L1--+7~+-j-.-+-j-.+-j-.+-1i-"-1~ I" ~
.v. .~ .
"If'+-+'+++++-+-+--+--+-I. V .
l:t,:í=:~:~:~:~:!:t::!:!:t:t-il
/f-l-W~..........~12~4'.6789101l·12""'- • • • ~• ~. SINAL
DE PERIGO
GRANDE
PERIGO
II
'->' ----....
~ -05',)
o:::::: '~
4, ORIENTAÇÃO ALIMENTAR PARA
O DESMAME
Neste Manual, conceilUa·se "desmame" como
sendo a imrodução de qualquer outro tipo de ali-
memo além do leite maferno. O período Que vai
desde a i",radução desse novo alimento até a
suspensão completa do aleitamento malerno, é cha-
mado de "período de desmame". Considera-se a
criança "desmamada" quando ocorre a suspensão
(otal do leite materno.
4,1.ÉPOCA DA INTRODUÇÃO DE
ALIMENTOS DE DESMAME
A maioria das mães produzem o ldte em quan-
tidade suficiente para preencher as necessidades
nutricionais dos seus filhos nos 4 a 6 primeiros meses
de vida. Apôs esle período, a maioria das crianças nào
deve permanecer apenas com leite materno, o que seria
tào prejudicial quanlo a introduçàO precoce de outros
alimentos.
4.2. PRINCÍPIOS BÃSICOS DO
PROCESSO DE DESMAME
• O desmame deve ser gradual, lanto do ponto
de vista da quantidade e qualidade dos alimentos
"
,
quanto da consistência. No início, os alimentos .
devem ser introduzidos um de cada vez.
passados em peneira. depois amassados
com garfo e, finalmente, oferecidos em grãos
ou pedaços.
• Ao introduzir·se novos alimentos. deve-se levar em
consideração os hábitos alimentares da família,
a disponibilidade local dos alimentos. as variações
sazonais e o preço de mercado.
• Na preparação dos alimentos. deve·se evilar dietas
muito diluídas e volumosas.
• O uso de lipídios sob a forma de óleo vege-
tal ou margarina no preparo das dietas de
sal tem a vantagem de elevar o valor caló·
rico com pouco aumento de volume. ESla prá.
tica é particularmente recomendada para
desnutridos e crianças com dieta a base de
leite desnatado.
• O número de refeições ao dia deve ser de
3 a 5 além do leite materno. Criança desnu.
trida deve receber alimentos com mais fre.
qüência.
• Os alimentos de desmame devem semp~
ser oferecidos de colher. Nunca oferecer em ma.
madeiras.
• A higiene no manuseio, eslocagem, preparo
e administração dos alimentos é de grande
imporlãncia para evitar contaminação.
•
•
4.3. COMPONENTES DA DIETA DE DESMAME
A dieta equilibrada deve ser fonnada pelos seus diversos componentes. Cada alimento é fonte
de um ou mais nutrientes especificas. No preparo de cada refeição deve-se introduzir um alimento de cada
um dos grupos abaixo:
•
Cereais
ou
tubérculos
Carnes, visceras,
ovos, leite e
seus derivados
Leguminosas
Frutas
Verduras
ou
hortaliças
Óleos e gowuras
...
Am"
Milho
Fuba
Trigo
Mandioca ou macaxeira
Cará ou inhame
Batatas
Beterraba
Boi
Peixe
Aves
Feijão
Fava
Soja
Lentilha
Caju
Goiaba
Laranja
Manga
Abobora
Cenoura
Couve
Agrião
13
Combinação dos Diversos Componentes no Preparo das Dietas de Desmame
As dietas de desmame devem ser constituídas de um alimento básico principal e um ou mais alimentos
complementares.
Alimento básico + Alimento complementar
o alimento básico deve ser um tubérculo ou cereal de consumo tradicional na região e os alimentos
complementares devem ser uma leguminosa. proteina de origem animal ou ambas.
Tubérculo
ou
cereal
+
Leguminosa
Leguminosa
Proteína origem animal
Hortaliça
COMPOSIÇÃO DAS DIVERSAS DIETAS
Leguminosa
Proteina de
origem animal
Observação:
Tubérculo
0"
cereal
+
Leguminosa +
Proteina de
origem animal
Leguminosa +
Hortaliça ou
vegetal
Proteína de
origem animal +
Hortaliça ou
vegetal
Leguminosa +
Proteína de
origem animal +
Hortaliça ou
vegetal
•
14
Quando a dieta for constituída apenas de cereal ou tubérculo + leguminosa. por ser pobre em vitaminas
e sais minerais. deverá ser complementada .com estes nutrientes, principalmente ferro e vitaminas C e A. pre-
ferencialmente sob a forma de alimentos.
•
•
5. ESQUEMAS AUMENTARES PARA O DESMAME
Crianças em Aleitamento Natural
QUANTIDADE
NÚMERO DEFAIXA ETÁRIA TIPO DE ALIMENTO APROXlMADA/
REFEiÇÃO REFEiÇÕES
Oao S~
Leite matemo LIVRE DEMANDA
mês
Leite matemo + LIVRE DEMANDA
6!l ao 7!l Refeição de Sal ou mingau
2 a 4 colheres de sopa
mês de prato +
Fruta da estação 2 a )
8~ ao 12? Leite matemo +
4 a 10 colheres de sopa 2a)
mês Igual ao do 6€? ao 7'! m6s
Leite matemo ou 2
I a 2 Leite de vaca "in natura" ou 200m1
+
anos Leite em pó a 15% + (I copo)
)
Alimentação da familia
>2
Leite de vaca "in natura" ou
200ml
2
Leite em pó a 15% + (l copo) +anos )
Alimentação-da família
Crianças em Aleitamento Artificial sem Possibilidade de Reladação
QUANTIDADE
NÚMERO DE
FAIXA ETÃRIA TIPO DE ALIMENTO APROXIMADA!
REFEIÇÕES
REFEIÇÃO •
Oao 3!l
Leite de vaca "in natura"
mês
a 2/3 ou 90-ISOml 5a7
Leite em pó a 10%
Leite de vaca "in natura" ou
4!' ao 6!' Leite em pó a 15% + ISO - 220 mI 4a5
mês Refeição de sal ou 2 a 4 colheres de sopa I
mingau de prato
máximo )
7!' ao 8? Igual ao do 4!l ao 6? mês 200 a 250 mI +mês 4 a 10 colheres de sopa 2
9!' ao 12?
Igual ao do 4!' ao 6!' mês
200 a 250m! )
mês 4 a 10 colheres de sopa 2-)
>1
Leite de vaca "in natura" ou
200ml (I copo)
2
Leite em pó a 15%+ +ano Alimentacão da família Livre )
• Cálculo aproximado para orientação às mães. A quaDtidade deve ser detenninada pela própria criança.
15
6. PRINCípIOS DIETÉTICOS E ESQUEMA ALIMENTAR PARA RECUPERAÇÃO
NUTRICIONAL A NíVEL AMBULATORIAL
• Utilizar alimentos de bom valor nutritivo. levando
em consideração o equilibrio entre calorias e pro-
temas, e seu conteudo em minerais e vitaminas.·
- Calorias 150 a J80 kcallkg/dia
- Proteinas: 4g/Kg/dia
- Relação proteína/caloria: 1g/40kcal
• O volume das refeições não deve ultrapassar
a capacidade gástrica da criança.
• Utilizar alimentos adequados aidade da criança.
• Crianças amamentadas ao seio:
Teotar contornar problemas que estejam levando a uma
lactação insuficiente. Relactar, se necessário.
• Crianças desmamadas:
Usar alimentos disponiveis na região, respeitando os habitas
culturais e condições sócio-econômicas da familia.
Para aumentar a densidade energêtica, utilizar óleo vegetal
na concentraçào de 3 a 5g%. Podem ser usados óleos de
algodão, soja ou gordura de coco.
• Oferecer refeições de menor volume, porem em maior
freqüencia 6 - 8 vezes ao dia. Procurar evitar dietas
muito diluídas, ricas em hidrato de carbono ou muito
concenlradas.
• Nas crianças menores de 6Kg,já desmamadas e impossibilita-
das de serem relactadas, usar o leite integral como alimento
básico, acrescido de 0100 vegetal e, nas crianças maiores, o
óleo deve ser acrescido tambêm à refeição de sal, que deve ser
a mesma da familia.
•
".
• Os valores das caklrias e prol.clnas são aproximações e devem ser adaptados a cada criança conforme a idade, severidade
da desnutnção. duração do tralamento e ao ganna de peso.
ESQUEMA ALIMENTAR: Manter o leite materno para as crianças amamentadas ao seio e
acrescentar o esquema abaixo.
FAIXA ETÁRIA TIPO DE ALlMENTAÇÁO
QUANTIDADE NÚMERO DE
APROXIMADA/REFEiÇÃO REFEiÇÕES
Oao 3?
Alimentação láctea:
mês
Leile de vaca "in natura" aos 2/3 ou 90-180ml 6 , 8
Leile em pó a J0%
Alimentação láctea:
180- 220 ml 5,6
Leite de vaca "in natura" ou
4? ao 6? Leiteempóa 15% +
+ +
mes Refeição de sal ou
mingau de prato
2 a 4 colheres de sopa I ,2
+ Frota da estação
Alimenlação láctea:
Leile de vaca ··in natura" ou 200 - 250 ml 4,5
7? ao 8? Leiteempoa 15% +
mês Refeição de sal ou + +
mingau de prato 4 a 10 colheres de sopa 2
+ Fruta da estação
Alimentação láctea: 200 - 250 ml 4
Leite de vaca '·in natura" ou
9? ao 12? Leiteempoa 15% +
+ +mes Refeição de sal ou
mingau de prato
4 a 10 colheres de sopa 2, J+ Fruta da estação
Alimentação láctea: Leite de vaca
200 ml/refeição (I copo) J·4
1-4, ·'in natura" ou Leite em pó a 15%
+ Alimento da familia Livre J
Observações: As quantidades sào aproximadas. Deve:se sempre estimular a livre demanda.
•
•
•
ANEXOS
I. RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS DIÁRIAS
-CRIANÇAS DE OA 6 ANOS-
FAIXA CAWRlAS PROTEÍNAS
VITAMINA W·
VITAMINA 'D' VITAMINA 'C' FERRO
ETÁRIA (kcal) (gramas) (UI) (mg) (mg)
Oao 5 II5tkg 2,2/kg 420 400 35 10
meses
6 a 12
105/4 2,0/kg 400 400 35 15
meses
1 a 3 1300 23 400 400 45 15
anos
3a6
1700 30 500 400 45 10
anos
FONTE: National Research COl,lncil (NRC ~ EUA) 1980
• micrograma equivalente de retinol.
11. COMPOSIÇÃO BIOQUÍMICA DO LEITE HUMANO (LH) E DO
LEITE DE VACA (LV)
NUTRIENTES POR 100 ml LH LV
Água 87,6 87,2
Energia (kcal) 71 69
Proteina (g) 1,1 3,3
% lotai de proteina:
Cascma 36 82
L.1ctoalbumina + lactoglobulina 64 18
Gordura (g) 3,8 3,8
Lactosc (g) 7,0 4,8
MINERAIS E VITAMINAS LH LV
Cálcio (rng) 34 127
Fósforo (mg) 16 99
Sódio (mg) 15 58
Potássio (mg) 55 138
Ferro (mg) 0,21 0,15
Vil. C (rng) 4,3 1,8
Vil. D (UI) 0,4 - 10,0 0,3-4,0
FONTE: National Rcsearch Cuuncll. lJullcllll N" 2~.j. IlJ5J
I7
•
-I Prolactina 1-c..::==--.J cc.:.:.::::=.::c.:=..J
A produção do leite desencadeada pela ação da
proJactina não é facilmente afetada, exceto por algu-
mas drogas. Entretanto, a liberação da ocitocina, que
é responsável pelo reflexo da descida do leite, po(ie
ser inibida por fadiga, dor ou ansiedade. Isto significa
que, embora muitas vezes o leite esteja sendo secre-
tado, não chega até a criança, que, chorando com
fome, aumenta a ansiedade da mãe, bloqueando
mais ainda a liberação de ocitocina. Forma-se, assim,
um ciclo vicioso que só poderá ser interrompido pela
intervenção de uma pessoa que compreenda bem
esse mecanismo fisiológico. Desta forma pode-se evi-
tar problemas como fissuras, mastites etc., que levam
muitas vezes ao fracasso na lactação.
IAnsiedade 1"~-------------IDor I
1
Durante a gravidez, as glãndulas mamárias se
preparam para lactar, através da açào de hormônios,
principalmente estrogênio e progesterona. Ao final da
gestação, as mamas começam a secretar uma subs-
tância aquosa chamada "colostro", mas só após
o nascimento, com a expulsão da placenta, cessa
o efeito inibitório desses hormônios sobre a prolacti-
na, que é o hormônio responsável pela secreção
do leite.
Ao sugar, o recém-nascido estimula as termi-
naçôes nervosas existentes no mamilo que enviam
uma ordem à hipófise, para liberar os hormônios
prolactina e ocitocina. O mecanismo de prWução
e saída do leite materno pode ser esquematizado,
simplificadamente, da seguinte forma:
L:~~:J----'l Fissuras I
r.I,-,-u~fi-d~'-mC'---' M,m, , 1Ireflexo da 1----1 ingurgitada
descida do leite
•-1"'0"-'''''''-;'-' I/~==~
ISucção 1/'-'===: ~ R,O"o d. d,~;d.. r: do leite
As mamas são glândulas exócrinas túbulo-
alveolares, com 15 a 20 unidades lactiferas envoltas
por tecido conjuntivo. vasos sangüíneos e linfáticos.
Essas unidades lactiferas se compõem
de alvéolos formados por pequenas glândulas
secretoras envoltas por células miopiteliais, que se
comunicam com a superfície através de um sistema
de drenagem formado por canaliculos e canais.
Ao se aproximarem da supemcie, estes se dilatam,
formando os seios lactiferos. que por sua vez vào
abrir-se no mamilo, através dos poros mamilares,
exatamente por baixo da aréola.
111. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA
LACTAÇÃO
1Mastite 1--------·
18
EXERCíCIOS DE HOfFMAN
Quando a màe apresenta mamilos planos ou
invertidos, recomenda-se fazer os exercícios de Hoff-
mao, a fim de romper as múltiplas aderências do
tecido conjuntivo que prendem o mamilo à aliola.
Esses exercícios devem começar durante a gra-
videz e serem feitos em uma freqüência de 2 a 3
vezes por dia, no mínimo, por 3 meses.
)
)
Com os dois polegares, tracionar a pele da
aréola. puxando-a para os lados e, depois, para cima
e para baixo. Após o nascimento da criança, os exer-
cícios, juntamente com a sucção, aceleram o deslo-
camento dos tecidos e a conseqüente protusào do mamilo.
r
MANOBRA DE ORDENHA DO LEITE OU ESVAZIAMENTO MANUAL DAS MAMAS
• Pode ser feita de duas formas:
1. A mãe deve paipar as mamas com as pontas dos
dedos para localizar um ponto doloroso Que indi-
que acúmulo de leite. Em seguida, fazer o esvazia-
mento manual. O acúmulo do leite nos depósitos
sob a aréola pode torná-la endurecida, distendida
e plana, e o recém·nascido não consegue sugar.
~ ..
Por isso, deve-se iniciar a ordenha pelos pontos
situados sob a aréola e, em seguida, pelos canais
até os canalículos mais distantes.
2. A mãe pode sustentar a mama com as duas mãos
e, com os polegares, empurrar o leite desde
a base até o mamilo, mantendo sempre a mesma
pressão. Ao final, fazer torção da aréola.
19
IV. DIETAS LÁCTEAS
Leite "In Natura" Tipo C - Integral
COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE
DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS
Leite "in natura" - lOOmI
Açucar 5% 2 colheres de
çhá rasas
Amido 3% 1 colher de
cha rasa
TOTAL - 100ml
Leite "In Natura" Tipo C - Diluição aos 2/3
COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE
DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS
Leite "in natura" 213 70ml
Água - 30ml
Acticar 5%
2 colheres de chá
""as
Amido 3%
I colher de chá
,as.
TOTAL - lOOmI
Leite em Pó a 10%
COMPONENTES DILUIÇÃO DOS QUANTIDADE
DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS
Leite em pó integral 10%
2 colheres de
sopa rasas
Açucar 5%
2 colheres de
chã rasas
Amido 3% 1 colher de
Água fervida ou
chá rasa
filtrada
100m1 -
TOTAL - -
•
•
•
•
Leite em Pó a 15%
COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE
DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS
Leite em pó (3 colheres
Integral 15% de sopa rasas)
Açúcar 5% 2 colheres de
chá rasas
Amido 3%
1 colher de
chá rasa
Água fervida lOOmI -
TOTAL - -
Leite em PÓ Desnatado Oferecido pelo PSA (INAN)
COMPONENTES DILUIÇÃO DOS QUANTIDADE
DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS
Leite em pó
10% (1 colher de sopa
desnatado rasa)
Óleo vegetal 5% 2 colheres de
chá rasa
Açúcar 5%
2 colheres de chá
<as",
Amido
3%
I colher de chá
"".Água fervida ou
filtrada
- lOOmI
TOTAL - 100m!
FONTE: INAN
085: Para crianças desnutridas recomenda-se acrescentar as dietas lácteas óleo vegetal na proporção de 3 a
5%, do volume total do leite. Esta prática tambem é aconselhável para crianças durante a fase de recuperação
de processos infecciosos de repetição
21
V. SUGESTÕES DE REFEiÇÕES PARA CRIANÇAS
COM MISTURAS DUPLAS E MÚLTIPLAS
[- TIPO ALIMENTOS
MEDIDAS CASEIRAS
(Alimento cozido)
Refeição Arroz 3 colheres de sopa
de Feijão 2 colheres de sopa
sal AboOOra 1 pedaço médio
Óleo I colher de sopa
- - - -- f-- - - - - - - f-- - - - - - - - -
Suco Laranja 2 unidades médias
TIPO ALIMENTOS
MEDIDAS CASEIRAS
(Alimento cozido)
Refeição Batata I unidade grande
de Feijão 2 colheres de sopa
sal Folha verde I colher de sopa
(couve ou
agrião ou
espinafre)
Óleo 1 colher de sopa
1-- - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - --
Papa de Mamão 1 fatia média
Frutas Açucar I colher de chã, cheia
TIPO ALIMENTOS
MEDIDAS CASEIRAS
(Alimento COlido)
Refeição Fubá (cru) I colher de sopa cheia + 1 COIXl d'água
de Feijão 2 colheres de sopa
sal Abóbora I pedaço media
Óleo I colher de sopa
1----- - - - - - - - - - --- --- -- - - -
Papa de Banana 1 unidade media
frutas
TIPO ALIMENTOS
MEDIDAS CASEIRAS
(Alimento cozido)
Refeição Mandioca I pedaÇO médio
de Carne moida I colher de sopa
sal
Cenoura 1 unidade média
Óleo I colher de sopa
-- - - - - - - - - - - -- - -- - - - - - - --
Suco de Goiaba I unidade média
frutas Açúcar I colher de sobremesa + I copo d'água
•
•
•
ELABORAÇÃO,
• luleica Portela Albuquerqlk' - ("NPq
• Josenilda A. Caldeira Branl - UnB
COLABORAÇÃO,
•
• Aaron Lecht ig
• An;l ~"Iarla Segall Corrê:!
• Clara Akione
• Elieli: 5'II0l11on TlIdi'l"O
• <";n,>ul1 da Cunha
• Ncnk (,I<iria (iarrido
• kdda 1',1(l1oal l.li: ülin~ir:1
NOVlIlBRO - 19!1(,
J.' I:di.,:,·w
- UN1CE!-
- INAN/flS
- lNAN/MS
- FPf'.IIf'.IS
- UNICEF
- lNAN (l,lS
- INANI(,S

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
bibliotecasaude
 
Enfermagem E Aleitamento Materno
Enfermagem E Aleitamento MaternoEnfermagem E Aleitamento Materno
Enfermagem E Aleitamento Materno
Biblioteca Virtual
 
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Tcc lucia
Tcc luciaTcc lucia
Tcc lucia
Lucia Tome
 
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Continuação
ContinuaçãoContinuação
Continuação
Anna Karla Maia
 
Projeto monografia 1 parte
Projeto monografia 1 parteProjeto monografia 1 parte
Projeto monografia 1 parte
Cal Fernandes
 
Aleitamento Materno Em Prematuros
Aleitamento Materno Em PrematurosAleitamento Materno Em Prematuros
Aleitamento Materno Em Prematuros
Biblioteca Virtual
 
BabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
BabáS Promotoras Do Aleitamento MaternoBabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
BabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
Silvia Marina Anaruma
 
Joanabordalo Aleitam
Joanabordalo AleitamJoanabordalo Aleitam
Joanabordalo Aleitam
Biblioteca Virtual
 
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para açõesSMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil #SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
Biblioteca Virtual
 
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Temas sobre o aleitamento materno
Temas sobre o aleitamento maternoTemas sobre o aleitamento materno
Temas sobre o aleitamento materno
Silvia Marina Anaruma
 
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 

Mais procurados (20)

2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
2267-L - Aleitamento materno, distribuição de leites e fórmulas infantis em e...
 
Enfermagem E Aleitamento Materno
Enfermagem E Aleitamento MaternoEnfermagem E Aleitamento Materno
Enfermagem E Aleitamento Materno
 
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
ALEITAMENTO IBCLE: nova lista de conteúdo para a prova de CERTIFICAÇÃO Intern...
 
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
FEBRASGO lança nova edição do Manual de Amamentação 2018
 
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
Leite Humano: Dinâmica da Composição e implicações clínicas
 
Tcc lucia
Tcc luciaTcc lucia
Tcc lucia
 
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
Aleitamento: 5a turma de Especialização - Passo 1 SP
 
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
XV ENAM - 3rd WBC - V ENACS - 1st WCFC: um resumo das principais atrações
 
Continuação
ContinuaçãoContinuação
Continuação
 
Projeto monografia 1 parte
Projeto monografia 1 parteProjeto monografia 1 parte
Projeto monografia 1 parte
 
Aleitamento Materno Em Prematuros
Aleitamento Materno Em PrematurosAleitamento Materno Em Prematuros
Aleitamento Materno Em Prematuros
 
BabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
BabáS Promotoras Do Aleitamento MaternoBabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
BabáS Promotoras Do Aleitamento Materno
 
Joanabordalo Aleitam
Joanabordalo AleitamJoanabordalo Aleitam
Joanabordalo Aleitam
 
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para açõesSMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
SMAM 2016: folder da WABA com os objetivos, temas e sugestões para ações
 
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
Aleitamento Materno: guia prático / Departamento Científico da SBP
 
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil #SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
#SMAM 2018: Folder de Ação da WABA para o Brasil
 
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
Perfil E Factores Associados Ao Aleitamento Materno Em CriançAs Menores De 25...
 
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
Aleitamento Materno continuado X Desmame: SBP - Departamento Científico 2017
 
Temas sobre o aleitamento materno
Temas sobre o aleitamento maternoTemas sobre o aleitamento materno
Temas sobre o aleitamento materno
 
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
CHUPETA em Lactente AMAMENTADO: porque somos contra!
 

Semelhante a 1965-L - Aleitamento materno e orientação alimentar para o desmame

alimentação na lactação e primeira infancia
alimentação na lactação e primeira infanciaalimentação na lactação e primeira infancia
alimentação na lactação e primeira infancia
jhordana1
 
Visa educação e nutrição - peso saudável
Visa   educação e nutrição - peso saudávelVisa   educação e nutrição - peso saudável
Visa educação e nutrição - peso saudável
HEBERT ANDRADE RIBEIRO FILHO
 
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rcEstrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Proama Projeto Amamentar
 
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rcEstrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Silvia Anaruma
 
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODSWABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
Biblioteca Virtual
 
Promoção do Aleitamento Materno no Pré-natal
Promoção do Aleitamento Materno no Pré-natalPromoção do Aleitamento Materno no Pré-natal
Alimentação complementar no 1o ano dv
Alimentação complementar no 1o ano dvAlimentação complementar no 1o ano dv
Alimentação complementar no 1o ano dv
gisa_legal
 
Programa de saúde da criança no brasil
Programa de saúde da criança no brasilPrograma de saúde da criança no brasil
Programa de saúde da criança no brasil
Leandro Silva
 
Sobrepeso e Obesidade na Infância
Sobrepeso e Obesidade na InfânciaSobrepeso e Obesidade na Infância
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infanciaManual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
joana silva
 
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudávelComo a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
Silvia Marina Anaruma
 
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento maternoApresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
jaquelinesoaresenf
 
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentarNutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
Erly Batista Neto
 
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementarNutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
Erly Batista Neto
 
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizadoSmam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdfBOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
LLaissSSantoss
 

Semelhante a 1965-L - Aleitamento materno e orientação alimentar para o desmame (20)

alimentação na lactação e primeira infancia
alimentação na lactação e primeira infanciaalimentação na lactação e primeira infancia
alimentação na lactação e primeira infancia
 
Visa educação e nutrição - peso saudável
Visa   educação e nutrição - peso saudávelVisa   educação e nutrição - peso saudável
Visa educação e nutrição - peso saudável
 
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rcEstrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
 
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rcEstrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
Estrutura interssan, nosso projeto, demandas rc
 
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODSWABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
WABA SMAM 2016: folder de ação AM & ODS
 
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
Aleitamento Materno - um guia para toda a família ("e-book")
 
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
TendêNcia Secular Do Aleitamento Materno Em Uma Unidade De AtençãO PrimáRia à...
 
Promoção do Aleitamento Materno no Pré-natal
Promoção do Aleitamento Materno no Pré-natalPromoção do Aleitamento Materno no Pré-natal
Promoção do Aleitamento Materno no Pré-natal
 
Alimentação complementar no 1o ano dv
Alimentação complementar no 1o ano dvAlimentação complementar no 1o ano dv
Alimentação complementar no 1o ano dv
 
Programa de saúde da criança no brasil
Programa de saúde da criança no brasilPrograma de saúde da criança no brasil
Programa de saúde da criança no brasil
 
Sobrepeso e Obesidade na Infância
Sobrepeso e Obesidade na InfânciaSobrepeso e Obesidade na Infância
Sobrepeso e Obesidade na Infância
 
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infanciaManual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
Manual para uma_alimentacao_saudavel_em_jardins_de_infancia
 
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
Linha de Cuidado em Aleitamento Materno - Caçapava / RS
 
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudávelComo a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
Como a amamentacao pode contribuir para um Planeta mais saudável
 
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento maternoApresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
Apresentação do agosto dourado -mes de promoçao do aleitamento materno
 
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentarNutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
Nutrição Infantil - Leito Materno e Complementação alimentar
 
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementarNutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
Nutrição Infantil - Alimento Materno e nutrição complementar
 
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizadoSmam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
Smam 2014 0PS/OMS: AMAMENTAÇÃO em um mundo globalizado
 
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
XI ENAM - ENCONTRO NACIONAL de ALEITAMENTO MATERNO e I ENACS Santos, SP 2011 ...
 
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdfBOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
BOOK_Curso1_amamenta_18agosto2022.pdf
 

Mais de bibliotecasaude

Vídeos
VídeosVídeos
Livros
LivrosLivros
Catálogo de vídeos - 2017
Catálogo de vídeos - 2017Catálogo de vídeos - 2017
Catálogo de vídeos - 2017
bibliotecasaude
 
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
bibliotecasaude
 
Catálogo de Livros - 2017
Catálogo de Livros - 2017Catálogo de Livros - 2017
Catálogo de Livros - 2017
bibliotecasaude
 
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
bibliotecasaude
 
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 20646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
bibliotecasaude
 
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 10645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
bibliotecasaude
 
2722 - L - Juventude e Sexualidade
2722 - L - Juventude e Sexualidade2722 - L - Juventude e Sexualidade
2722 - L - Juventude e Sexualidade
bibliotecasaude
 
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
bibliotecasaude
 
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
bibliotecasaude
 
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
bibliotecasaude
 
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
bibliotecasaude
 
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 30647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
bibliotecasaude
 
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
bibliotecasaude
 
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
bibliotecasaude
 
0099-L - Ética e Eutanásia
0099-L - Ética e Eutanásia0099-L - Ética e Eutanásia
0099-L - Ética e Eutanásia
bibliotecasaude
 
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
bibliotecasaude
 
2367-L - Anemia Falciforme
2367-L - Anemia Falciforme2367-L - Anemia Falciforme
2367-L - Anemia Falciforme
bibliotecasaude
 
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
bibliotecasaude
 

Mais de bibliotecasaude (20)

Vídeos
VídeosVídeos
Vídeos
 
Livros
LivrosLivros
Livros
 
Catálogo de vídeos - 2017
Catálogo de vídeos - 2017Catálogo de vídeos - 2017
Catálogo de vídeos - 2017
 
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
0007 - L - A categoria profissional dos médicos - Fatores condicionantes de s...
 
Catálogo de Livros - 2017
Catálogo de Livros - 2017Catálogo de Livros - 2017
Catálogo de Livros - 2017
 
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
0230 - L - Cadernos de Atenção Básica - nº 26 - Saúde sexual e saúde reprodutiva
 
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 20646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
0646 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 2
 
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 10645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
0645 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 1
 
2722 - L - Juventude e Sexualidade
2722 - L - Juventude e Sexualidade2722 - L - Juventude e Sexualidade
2722 - L - Juventude e Sexualidade
 
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
2524 - L - O gatão e seus amigos - De homem para homem
 
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
2303 - L - Caderno de atenção básica - Saúde sexual e reprodutiva
 
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
2206 - L - Prazer sem medo - Cartilha sobre saúde e sexualidade para mulheres...
 
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
1740 - L - SUS - Saúde sexual e reprodutiva no brasil
 
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 30647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
0647 - L - Coleção Ábia - Saúde sexual e reprodutiva - nº 3
 
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
0833-L - Cartilha de Formação de Processos - Gestão Administrativa
 
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
0100-L - O Atestado de Óbito - Série Divulgação (nº 1)
 
0099-L - Ética e Eutanásia
0099-L - Ética e Eutanásia0099-L - Ética e Eutanásia
0099-L - Ética e Eutanásia
 
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
2397-L - Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme
 
2367-L - Anemia Falciforme
2367-L - Anemia Falciforme2367-L - Anemia Falciforme
2367-L - Anemia Falciforme
 
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
2204-L - Manual de Anemia Falciforme para Agentes Comunitários de Saúde
 

1965-L - Aleitamento materno e orientação alimentar para o desmame

  • 1. - . , PROGRAMA DE ASSISTENCIA INTEGRAL A SAUDE DA CRIANÇA INSTlTlITO NACI9NAL DE MINISTÉRIO DA SAÚDE ASSISTENCIA MEDICA DA SNPES/DINSAMI PREVIDÊNCIA SOCIAL-INAMPS , r" ei '~ I ~ •. .. .., ( , el , I,-,r-- .... I ..... 1__ AleitamentoMaterno e OrientaçãoAlimentar para0Desmame
  • 2. Ilinistro de Estado da Salide Roberto Figueira Santos Secretário Geral José Alberto Hermógcncs de Souza Secretária Nacional de Programas Especiais de Saúde (SNPES) Fabíola de Aguiar Nunes DirelOra da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil (DINSAMI) Zuleica Ponda Albuquerque Coordenadora do Grupo de Saude da Criança Josenilda Caldeira Brandt Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social Raphael de Almeida Magalhães Secretario Geral Carlos Saboia Mome Presidente do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) Hézio Cordeiro Secretario de Medicina Social (INAMPS) Orlando Maranhão Gomes de Sa Diretora de Promoção Saúde Individual (INAMPS) Maria LUcia Ventura SantOS Coordenadora de Programas Especiais (INAMPS) Maria de Fatima Siliansky de Andreazzi • •
  • 3. • • APRESENTAÇÃO Ainda que incompletas, as estatísücas de morbidade e mortalidade disponíveis são unâ- nimes em apontar o binômio desnutrição-infecção como o principal responsável pela manutenção das desfavoráveis condições de saúde que carac- teri1am a populaçãoinfantil brasileira. Complexos encadeamentos de fatores usual- mente precedem o aparecimento da desnutrição e da infecção na criança. No Brasil, tais encadea- mentos surgem sobretudo em razão das condições gerais de vida, particulannente adversas, em que crescem e se desenvolvem consideráveis parcelas de nossa população infantil, indicativas de que a reversão do quadro desfavorável atual depende, fortemente, do sucesso da estratégia global de desenvolvimento do país, incluídas aí diferentes políticas setoriais. Embora reconhecendo o alcance limitado de ações executadas a nível da assistência à saúde infantil, é inegável que as mesmas devam ser prio- ritariamente desenvolvidas em nosso meio, no li- mite máximo de suas possibilidades. Esta tem sido a política seguida pelo Ministério da Saúde: ensejar a maximização do alcance da assistência à saúde, sem abdicar do entendimento pleno de todos os seus detenninantes. Maximizar o alcance da assistência à saúde infantil no Brasil significa tanto estender a cobertura dos serviços de saúde a frações da população ainda não beneficiadas, quanto aperfeiçoarseu fX>der de resolução diante dos problemas de saúde - .:..L:.r. -- mais prevalentes e relevantes. Uma das estratê:giasadotadas pelo Ministério da Saúde, visando incrementar a resolutividade dos selViços de saúde, é a de identificar e priorizar ações básicas de saúde que possuam comprovada eficácia no controle dos mais relevantes problemas de saúde e que envolvam reduzida complexidade lecnológica_ Taisações. nocaso específico da assistência infantil, recebem a denominação de "Ações Básicas na Assistência Integral à Saúdeda Criança" e devem constituir-se no elemento nucleador da assistência a ser prestada em toda a rede bãsica de .serviçosde saúde. OsManuais que, nesta oportunidade. estão sendo apresentados. para os quais contamos com a valiosa cooperação do Unicef e da Organização Pan-Americana da Saúde. envolvem cinco ações básicas: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. aleitamento matemo e orienta- çào para o desmame. controle de doenças diarréi- cas, controle de infecções respiratórias agudas e controle de doenças preveníveis por imuni7..açào. Cada um dos Manuais proCl,ua, de modo simples e direto, definir e justificar o conteúdo das referidas ações, nonnatizar seus procedimentos e padronizar as condutas que delas decorrem. Objetivam, basicamente. oferecer um material adequado para a capacitaçàode recursos huma- nos, sem a qual não se fX>derá garantirà popula- ção o pleno atendimento a seus direitos de saúde.
  • 4. 4 SUMÁRIO Apresentacão 1. Introdução 2. Aleitamento materno 3. Curvas de crescimento de crianças amamentadas exclusivamente ao seio 4. Orientação alimentar para o desmame 5. Esquemas alimentares para o desmame 6. Principios dietéticos e esquema alimentar para recuperação nutricional a nivel ambulatorial Anexos: 1. Recomendações nutricionais diárias 11. Composição bioquímica do leite humano e do leite de vaca lIL Anatomia e fisiologia da lactação IV. Dietas lácteas V. Sugestões de cardápios para crianças com misturas duplas e múltiplas .""..•...--'--_.. --- /I
  • 5. calorias sào usadas para suprir as demandas do pro- cesso de crescimento e desenvolvimento. Nos paises em desenvolvimento, onde a prevalência da desnutrição energético-protéica é elevada, o enfo- que do problema alimentar deve ser altamente prioritário. Denlro desta abordagem, a criança pequena, devido á sua aha velocidade de crescimento, constitui um dos grupos mais vulneráveis aos erros e deficien- cias de alimentação, sobretudo durante o período do desmame e na vigência de processos infecciosos. Este Manual se destina aos profissionais de saúde atuando em serviços na área matemo-infantil e seu enfoque principal está concentrado no manu- seio do aleitamento matemo. orientação sobre dietas do desmame e recuperação nutricional da criança desnutrida. )/ , 1. INTRODUÇÃO A alimentação constitui um dos aspectos mais importantes para a saúde da criança, principalmente nos primeiros anos de vida. As necessidades calóricas por kg de peso corporal nesse periodo sào 2 a 3 vezes maiores que no adulto. No I!' ano de vida. 40% dessas • • rrp' '''-''C' O"'·'~IS1":::RIO DA SAÚDEvl~"I'';I;;: " ." ~- • 5
  • 6. • i ) .-( 2. ALEITAMENTO MATERNO Até algumas décadas atrás, a amamentaçào era uma funçào biológica experimentada por quase todas as mulheres. Na falta do leite humano, a criança tinha poucas possibilidades de sobreviver. Observou-se, entretanto, a partir dos anos 40, um declínio acentua- do na prática da amamentação, acarretando inú- meros prejuízos para o lactente e suas mães, principal~ mente nos p<,.ises em desenvolvimento, onde o leile materno, de alto valor biológico, foi substituído por leite de v<'.ca, geralmente diluído e contaminado, devido à faha de boas condições higiênicas ambiemais. As causas do desmame precoce são inllmeras, (' a maioria ligadas às mudanças dos valores sociais e tipo de vicIa, come aha taxa de urbanização, indus- trialização, tecnologias médicas inapropriadas. Para que esse processo possa ser revertido às acàes de incentivo ao aleitamento natural, devem ~er iniciadas desde o pré-natal e continuar durante todas as vindas da criança à Unidade de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, abordando os seguintcs aspectos; • discussões com as mães sobre as vantagens do akitamento materno; • exame das mamas e orientação sobre a técnica correta de amamentação; • manuseio das dificuldades mais comuns duratlle o período de lactação; • cre~citT1ento e desenvolvimento da criança alimentada ao peito. 2.1. VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO A~ mães Jevem ~er informadas de que o leite materno é o alimento ideal para a criança nos primei- ros l1lese~ de vida, por vários motivos: • É um ahlllcnto rerfeilo do ponto de vista biológico, rrcenche IOdas a neces~idades nutricionais da ~"!"ial1i;;l, llOS 6 primei lOS meses de vida. É adequado à espécie e evila infecções através de ~ellS inLJllleros mccanismos de defesa. • E prático, não exige preparo. É econômico e conve- nientc. • A mãe que amamenta sente enorme prazer no ato de amamentar, desenvolvendo uma inter-relação afetiva e profunda com o filho. 0..-0'0..../ Y.~--../ -'" -
  • 7. • 2.2. TÉCNICAS DE AMAMENTAÇÃO Horário A criança deve ser amamentada sempre que tiver fome e durante o tempo que quiser (livre demanda). Posição A posição deve ser a mais cômoda possível (mãe sentada ou deitada). Alternância Oferecer os dois seios em cada mamada. co- meçando sempre pelo que foi oferecido por último na mamada anterior, com os seguintes objetivos: • melhor esvaziamento das mamas e, consc- ~ qüentememe, maior produção do leite; • para Que a criança receba uma quantidade adequada de gorduras em todas as mamadas. Sucção • A criança deve sugar, abocanhando o mamilo e toda ou parte da aréola. Isto evita fissuras e permite melhor esvaziamento dos seios laetíferos situados sob a aréola. • Afastar o peito do nariz da criança com o auxílio dos dedos. 2.3. MANUSEIO DAS DIFICULDADES E DOS PROBLEMAS MAIS COMUNS DURANTE A AMAMENTAÇÃO ··Meu leite está secando9 é pouC09 ou fraco" • Reafirmar que leite fraco não existe. A cor do leite transparente é devida à composição química do leite humano, variando durante as diversas mamadas do dia, numa mesma mamada e ao lon- go do período de amamentação. • Interrogar sobre a diurese da criança. Se ela molha a fralda várias vezes ao dia, é sinal de boa ingestão do leite, quando em aleitamento exclusivo. • ~r a criança e ver a velocidade do ganho de peso, cuidando para não supervalorizar a pesagem, criando ansiedade na mãe. Mais importante que a situação do peso em relação às curvas é o traçado do crescimento em linha ascendeme. • Perguntar se, quando a criança suga, a mãe sente cólicas eJou vaza leite pelo outro seio. Esta é uma boa forma de saber se o reflexo da descida do leite está funcionando. Se existem problemas emocio- nais. o apoio e compreensão por parte da equipe de saúde podem favorecer o reflexo da descida do leite. • Recomendar à mãe para tentar repousar entre algumas mamadas, sobretudo no periodo da tarde. Beber mais líquidos, não deixando de tomá·los quando tem sede. É muito comum ter sede no início das mamadas. • Quando for necessário oferecer liquidas, fazê-lo sempre em colheradas. ,
  • 8. "Meu peito está rachadou As fissuras ou rachaduras devem ser prevenidas, já que, depois de instaladas, são de difícil tratamento. Prevenção das Assuras .) 1."Consulto Examinar as mamas e verificar a forma dos ma- milos. Nos casos de mamilo plano ou invertido, não diagnosticados no pré-natal, orientar para fazer os exercídos de Hoffman, embora os resultados, neste mamemo, já não sejam tão satisfatórios (ver Anexo III). b) TOO.s .s Consultos Orientar a sucção correia do seio, fazendo o recém-nascido sugar toda ou quase toda a aréola (nos casos de aréolas grandes) e variando a posição da mãe (sentada ou deitada) a cada mamada. Tratamento das Assuras • Manter espaço entre o mamilo e o sutiã. usando um pequeno coador de chá. • Sempre que possível. expor as mamas ao ar. • Fazer banhos de solou de luz. diretamente sobre as fissuras. • Continuar amamentando a criança, com mamad&.s em intervalos mais freqüentes e de menor duração, iniciando pelo seio menos ferido. • Completar o esvaziamento do seio através de expressão manual (ver Anexo 111). • Lembrar à mãe que, se aparecer sangue na boca do bebê ou se o mesmo vomitar sangue, não tem problema. • Não usar pomadas ou antissépticos, que podem dificultar a cicatrização. Lavar o mamilo apenas com água, após cada mamada. • Os analgésicos tópicos não são eficazes. "Meu seio está duro e;ou empedradc:)'? • Deve ser prevenida através da tecnica de amamen- tação correta (vide i1em 2.2.). • Recomendar à mãe o uso de sutiã de alças largas que suspenda bem os seios, mantendo os canais lactíferos retificados, propiciando melhor esvaziamento das mamas. • Começar as mamadas pelo seio mais turgido. • Se a turgescência for muito grande, mandar fazer esvaziamento manual do seio antes de oferecê-lo à criança, para que a mesma possa "pegar" o mamilo e esvaziar o seio completamente. • Usar compressas umidas e quentes várias vezes ao dia. • Procurar averiguar e ajudar a mãe a resolver proble- mas emocionais que possam estar interferindo com O "reflexo da descida" do leite. MASTITES (INFlAMAÇÕES DA MAMA) • Geralmente, surgem como complicações das turgescêndas ou das fissuras. • Medicar a mãe com analgésico, antitérmico e anti- biótico adequado. Não usar medicação tópica. • Reafirmar que a presença de mastite não contra- indica à amamentação, mesmo no seio doente. MÃE QUE TRABALHA FORA DE CASA • Dar o seio em livre demanda sempre que estiver com a criança. • Ordenhar o leite e deixar em recipiente limpo de plástico duro para ser oferecido à criança quando a mãe estiver trabalhando. O leite pode ser conservado por ate 24 horas em lugar fresco, desde que não seja resto de mamada. • Qualquer alimento, inclusive o leite materno, na ausência da mãe, deve ser oferecido em colher. para que a criança não confunda o mecanismo de sucção ao seio com o mecanismo de sucção na mamadeira. • Quando estiver no trabalho, a mãe deve esvaziar as mamas a cada 2 ou 3 horas. AMAMENTAÇÃO DE CRIANÇAS PREMATURAS • Examinar o prematuro e verificar se ele é vigoroso bastante para esvaziar bem o seio materno. • Os menores de 34 semanas de gestaçào geralmente têm sucção débil. Orientar para oferecer ambos os seios e, depois., retirar O leite por expressào manual e oferecê·lo à criança como complemento, de preferência em colherzinha. • Marcar retorno semanal, para verificar o ganho de peso da criança. • •
  • 9. • • DESMAME PRECOCE E RELACTAÇÃO Quando a criança chegar ã Unidade de Saude com aleitamento misto (leite materno + leite de vaca) ou tendo sido desmamada há. menos de 15 dias, ten- tar relactação. Para isto, e indispensavel a colabora- ção da mãe e a boa vontade da equipe de saúde. A relactacão pode ser feita de duas fonnas: 1~)Deixar a criança sugar ambos os seios em todos os horarios das mamadas (± IS' em cada seio) e complementar a refeição com leite de vaca ofere- cido em colher. À medida que for aumentando a sucção do leite matemo, deverá ser dirninuida a quantidade do complemento. 2~)Colocar o leite numa seringa ou outro recipiente, ligando-o a uma sonda que deve ser presa ao seio, perto do mamilo. Este recipiente deve ficar numa posição mais elevada que o seio matemo. A criança sugara o mamilo e a sonda ao mesmo tempo e, iI. medida que se aliment..ll, também estimula a produção do leite matemo. ) / LEITE 9
  • 10. 2.4. ORIENTAÇÕES GERAIS ÃS MÃES QUE AMAMENTAM Amamentação e Planejamento Familiar A lactação. por si mesma, pod~ produzir efeito contraceptivo por algum tempo. desde que a criança sugue em livre demanda, já que o aleitamento materno exclusivo reconhecidamente prolonga a amenorrêia pés-parto e inibe a ovulação. Depois de 60 dias do parto, ou se a mãe menstruar, recomendar um método anticonceptivo não·hormonal, optando preferencialmente por um método de barreira. Uso de Medicamentos Durante a Lactação Qualquer droga ingerida pela mãe é excretada pelo leite. A grande maioria não apresenta toxidade e é excretada em pequenas concentrações, não causando problemas clínicos para a criança. Algumas, entretanto, estão contra-indicadas pelas seguintes razões: a) Por causarem leves problemas: • Laxativos - aumentam o número de ~cuações da criança. • Reserpina - causa obstrução nasal. b) Por inibirem a produção do leite através da dimi· nuição da prolactina: • L. Dopa • Estrogênios e progestágenos • Diuréticos c) Por seus efeitos tóxicos, são totalmente contra- indicados: • Agentes antineoplásicos • Iodo radioalivo • Betabloqueadores • Anticoagulantes • Propil-tiuracil • Metronidazol • Cloranfenicol • Tetraciclinas '" 2.5. ÇONTRA.INDICtÇÕES AAMAMENTAÇAO A maioria das contra-indicações são impedi- mentos temporários e, cessada a causa, a mãe pode voltar a amamentar. Entretanto, em algumas raras si- tuações. o aleitamento materno está contra-indicado: a) Por parte da criança: • Malformação congênita tipo lábio-Ieporino e fenda palatina. • Doenças congênitas ou não. Que afetem o sistema nervoso central, impedindo a sucção. b) Por parte da mãe: • Febre tifóide e febre amarela • Hepatite B • Doença mental severa • Neoplasias • Uso de alguns medicamentos (vide item 2.4.). • •
  • 11. 3. CURVAS DE CRESCIMENTO DE CRIANÇAS AMAMENTADAS EXCLUSIVAMENTE AO SEIO As crianças amamentadas exclusivamente ao seio têm riuno de crescimento diferente de crianças alimentadas com alimentáção artificial ou mista. Lactentes alimentados com leite humano costu- mam dobrar de peso um pouco mais urde do que os alimentados com leite de vaca. Este aspecto é importante, porque a maioria das curvas de referência foram construídas numa época em que a amamenlaçào artifiçial era pre- valente e mostram medianas de peso para a idade mais altas do que seria o esperado para crianças amamentadas com leite matemo. Logo, ao se acom~ panhar um laetente alimentado com leite matemo exclusivo, deve-se dar muito maior importãncia ao traçado do seu crescimento em linha ascendente (/) do que ao ganho absoluto de peso. , MÃE, oSEU ..EITE ( oÚNICO LEITE PERFEITO PARA SEU FILHO. • , , " , AHOTE NO MES,OUANOO OCORRER: .0...0>0... . _ . <lO AI;",ent<>o;óo ·Ot<nkl - ""_ ''''fO<ÇóORt~I(It>O ·Ouokl """oD"Of>Ç<I"" ·So,omPO P,otH<Nl Gro.. ·C"",,,",",,,," . ; .. . .. . 18~202122~24 , I~ 17 • • · . · . • ,• •, • • .. t.?' "1-...j,L1--+7~+-j-.-+-j-.+-j-.+-1i-"-1~ I" ~ .v. .~ . "If'+-+'+++++-+-+--+--+-I. V . l:t,:í=:~:~:~:~:!:t::!:!:t:t-il /f-l-W~..........~12~4'.6789101l·12""'- • • • ~• ~. SINAL DE PERIGO GRANDE PERIGO II
  • 12. '->' ----.... ~ -05',) o:::::: '~ 4, ORIENTAÇÃO ALIMENTAR PARA O DESMAME Neste Manual, conceilUa·se "desmame" como sendo a imrodução de qualquer outro tipo de ali- memo além do leite maferno. O período Que vai desde a i",radução desse novo alimento até a suspensão completa do aleitamento malerno, é cha- mado de "período de desmame". Considera-se a criança "desmamada" quando ocorre a suspensão (otal do leite materno. 4,1.ÉPOCA DA INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS DE DESMAME A maioria das mães produzem o ldte em quan- tidade suficiente para preencher as necessidades nutricionais dos seus filhos nos 4 a 6 primeiros meses de vida. Apôs esle período, a maioria das crianças nào deve permanecer apenas com leite materno, o que seria tào prejudicial quanlo a introduçàO precoce de outros alimentos. 4.2. PRINCÍPIOS BÃSICOS DO PROCESSO DE DESMAME • O desmame deve ser gradual, lanto do ponto de vista da quantidade e qualidade dos alimentos " , quanto da consistência. No início, os alimentos . devem ser introduzidos um de cada vez. passados em peneira. depois amassados com garfo e, finalmente, oferecidos em grãos ou pedaços. • Ao introduzir·se novos alimentos. deve-se levar em consideração os hábitos alimentares da família, a disponibilidade local dos alimentos. as variações sazonais e o preço de mercado. • Na preparação dos alimentos. deve·se evilar dietas muito diluídas e volumosas. • O uso de lipídios sob a forma de óleo vege- tal ou margarina no preparo das dietas de sal tem a vantagem de elevar o valor caló· rico com pouco aumento de volume. ESla prá. tica é particularmente recomendada para desnutridos e crianças com dieta a base de leite desnatado. • O número de refeições ao dia deve ser de 3 a 5 além do leite materno. Criança desnu. trida deve receber alimentos com mais fre. qüência. • Os alimentos de desmame devem semp~ ser oferecidos de colher. Nunca oferecer em ma. madeiras. • A higiene no manuseio, eslocagem, preparo e administração dos alimentos é de grande imporlãncia para evitar contaminação. •
  • 13. • 4.3. COMPONENTES DA DIETA DE DESMAME A dieta equilibrada deve ser fonnada pelos seus diversos componentes. Cada alimento é fonte de um ou mais nutrientes especificas. No preparo de cada refeição deve-se introduzir um alimento de cada um dos grupos abaixo: • Cereais ou tubérculos Carnes, visceras, ovos, leite e seus derivados Leguminosas Frutas Verduras ou hortaliças Óleos e gowuras ... Am" Milho Fuba Trigo Mandioca ou macaxeira Cará ou inhame Batatas Beterraba Boi Peixe Aves Feijão Fava Soja Lentilha Caju Goiaba Laranja Manga Abobora Cenoura Couve Agrião 13
  • 14. Combinação dos Diversos Componentes no Preparo das Dietas de Desmame As dietas de desmame devem ser constituídas de um alimento básico principal e um ou mais alimentos complementares. Alimento básico + Alimento complementar o alimento básico deve ser um tubérculo ou cereal de consumo tradicional na região e os alimentos complementares devem ser uma leguminosa. proteina de origem animal ou ambas. Tubérculo ou cereal + Leguminosa Leguminosa Proteína origem animal Hortaliça COMPOSIÇÃO DAS DIVERSAS DIETAS Leguminosa Proteina de origem animal Observação: Tubérculo 0" cereal + Leguminosa + Proteina de origem animal Leguminosa + Hortaliça ou vegetal Proteína de origem animal + Hortaliça ou vegetal Leguminosa + Proteína de origem animal + Hortaliça ou vegetal • 14 Quando a dieta for constituída apenas de cereal ou tubérculo + leguminosa. por ser pobre em vitaminas e sais minerais. deverá ser complementada .com estes nutrientes, principalmente ferro e vitaminas C e A. pre- ferencialmente sob a forma de alimentos.
  • 15. • • 5. ESQUEMAS AUMENTARES PARA O DESMAME Crianças em Aleitamento Natural QUANTIDADE NÚMERO DEFAIXA ETÁRIA TIPO DE ALIMENTO APROXlMADA/ REFEiÇÃO REFEiÇÕES Oao S~ Leite matemo LIVRE DEMANDA mês Leite matemo + LIVRE DEMANDA 6!l ao 7!l Refeição de Sal ou mingau 2 a 4 colheres de sopa mês de prato + Fruta da estação 2 a ) 8~ ao 12? Leite matemo + 4 a 10 colheres de sopa 2a) mês Igual ao do 6€? ao 7'! m6s Leite matemo ou 2 I a 2 Leite de vaca "in natura" ou 200m1 + anos Leite em pó a 15% + (I copo) ) Alimentação da familia >2 Leite de vaca "in natura" ou 200ml 2 Leite em pó a 15% + (l copo) +anos ) Alimentação-da família Crianças em Aleitamento Artificial sem Possibilidade de Reladação QUANTIDADE NÚMERO DE FAIXA ETÃRIA TIPO DE ALIMENTO APROXIMADA! REFEIÇÕES REFEIÇÃO • Oao 3!l Leite de vaca "in natura" mês a 2/3 ou 90-ISOml 5a7 Leite em pó a 10% Leite de vaca "in natura" ou 4!' ao 6!' Leite em pó a 15% + ISO - 220 mI 4a5 mês Refeição de sal ou 2 a 4 colheres de sopa I mingau de prato máximo ) 7!' ao 8? Igual ao do 4!l ao 6? mês 200 a 250 mI +mês 4 a 10 colheres de sopa 2 9!' ao 12? Igual ao do 4!' ao 6!' mês 200 a 250m! ) mês 4 a 10 colheres de sopa 2-) >1 Leite de vaca "in natura" ou 200ml (I copo) 2 Leite em pó a 15%+ +ano Alimentacão da família Livre ) • Cálculo aproximado para orientação às mães. A quaDtidade deve ser detenninada pela própria criança. 15
  • 16. 6. PRINCípIOS DIETÉTICOS E ESQUEMA ALIMENTAR PARA RECUPERAÇÃO NUTRICIONAL A NíVEL AMBULATORIAL • Utilizar alimentos de bom valor nutritivo. levando em consideração o equilibrio entre calorias e pro- temas, e seu conteudo em minerais e vitaminas.· - Calorias 150 a J80 kcallkg/dia - Proteinas: 4g/Kg/dia - Relação proteína/caloria: 1g/40kcal • O volume das refeições não deve ultrapassar a capacidade gástrica da criança. • Utilizar alimentos adequados aidade da criança. • Crianças amamentadas ao seio: Teotar contornar problemas que estejam levando a uma lactação insuficiente. Relactar, se necessário. • Crianças desmamadas: Usar alimentos disponiveis na região, respeitando os habitas culturais e condições sócio-econômicas da familia. Para aumentar a densidade energêtica, utilizar óleo vegetal na concentraçào de 3 a 5g%. Podem ser usados óleos de algodão, soja ou gordura de coco. • Oferecer refeições de menor volume, porem em maior freqüencia 6 - 8 vezes ao dia. Procurar evitar dietas muito diluídas, ricas em hidrato de carbono ou muito concenlradas. • Nas crianças menores de 6Kg,já desmamadas e impossibilita- das de serem relactadas, usar o leite integral como alimento básico, acrescido de 0100 vegetal e, nas crianças maiores, o óleo deve ser acrescido tambêm à refeição de sal, que deve ser a mesma da familia. • ". • Os valores das caklrias e prol.clnas são aproximações e devem ser adaptados a cada criança conforme a idade, severidade da desnutnção. duração do tralamento e ao ganna de peso. ESQUEMA ALIMENTAR: Manter o leite materno para as crianças amamentadas ao seio e acrescentar o esquema abaixo. FAIXA ETÁRIA TIPO DE ALlMENTAÇÁO QUANTIDADE NÚMERO DE APROXIMADA/REFEiÇÃO REFEiÇÕES Oao 3? Alimentação láctea: mês Leile de vaca "in natura" aos 2/3 ou 90-180ml 6 , 8 Leile em pó a J0% Alimentação láctea: 180- 220 ml 5,6 Leite de vaca "in natura" ou 4? ao 6? Leiteempóa 15% + + + mes Refeição de sal ou mingau de prato 2 a 4 colheres de sopa I ,2 + Frota da estação Alimenlação láctea: Leile de vaca ··in natura" ou 200 - 250 ml 4,5 7? ao 8? Leiteempoa 15% + mês Refeição de sal ou + + mingau de prato 4 a 10 colheres de sopa 2 + Fruta da estação Alimentação láctea: 200 - 250 ml 4 Leite de vaca '·in natura" ou 9? ao 12? Leiteempoa 15% + + +mes Refeição de sal ou mingau de prato 4 a 10 colheres de sopa 2, J+ Fruta da estação Alimentação láctea: Leite de vaca 200 ml/refeição (I copo) J·4 1-4, ·'in natura" ou Leite em pó a 15% + Alimento da familia Livre J Observações: As quantidades sào aproximadas. Deve:se sempre estimular a livre demanda. •
  • 17. • • ANEXOS I. RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS DIÁRIAS -CRIANÇAS DE OA 6 ANOS- FAIXA CAWRlAS PROTEÍNAS VITAMINA W· VITAMINA 'D' VITAMINA 'C' FERRO ETÁRIA (kcal) (gramas) (UI) (mg) (mg) Oao 5 II5tkg 2,2/kg 420 400 35 10 meses 6 a 12 105/4 2,0/kg 400 400 35 15 meses 1 a 3 1300 23 400 400 45 15 anos 3a6 1700 30 500 400 45 10 anos FONTE: National Research COl,lncil (NRC ~ EUA) 1980 • micrograma equivalente de retinol. 11. COMPOSIÇÃO BIOQUÍMICA DO LEITE HUMANO (LH) E DO LEITE DE VACA (LV) NUTRIENTES POR 100 ml LH LV Água 87,6 87,2 Energia (kcal) 71 69 Proteina (g) 1,1 3,3 % lotai de proteina: Cascma 36 82 L.1ctoalbumina + lactoglobulina 64 18 Gordura (g) 3,8 3,8 Lactosc (g) 7,0 4,8 MINERAIS E VITAMINAS LH LV Cálcio (rng) 34 127 Fósforo (mg) 16 99 Sódio (mg) 15 58 Potássio (mg) 55 138 Ferro (mg) 0,21 0,15 Vil. C (rng) 4,3 1,8 Vil. D (UI) 0,4 - 10,0 0,3-4,0 FONTE: National Rcsearch Cuuncll. lJullcllll N" 2~.j. IlJ5J I7
  • 18. • -I Prolactina 1-c..::==--.J cc.:.:.::::=.::c.:=..J A produção do leite desencadeada pela ação da proJactina não é facilmente afetada, exceto por algu- mas drogas. Entretanto, a liberação da ocitocina, que é responsável pelo reflexo da descida do leite, po(ie ser inibida por fadiga, dor ou ansiedade. Isto significa que, embora muitas vezes o leite esteja sendo secre- tado, não chega até a criança, que, chorando com fome, aumenta a ansiedade da mãe, bloqueando mais ainda a liberação de ocitocina. Forma-se, assim, um ciclo vicioso que só poderá ser interrompido pela intervenção de uma pessoa que compreenda bem esse mecanismo fisiológico. Desta forma pode-se evi- tar problemas como fissuras, mastites etc., que levam muitas vezes ao fracasso na lactação. IAnsiedade 1"~-------------IDor I 1 Durante a gravidez, as glãndulas mamárias se preparam para lactar, através da açào de hormônios, principalmente estrogênio e progesterona. Ao final da gestação, as mamas começam a secretar uma subs- tância aquosa chamada "colostro", mas só após o nascimento, com a expulsão da placenta, cessa o efeito inibitório desses hormônios sobre a prolacti- na, que é o hormônio responsável pela secreção do leite. Ao sugar, o recém-nascido estimula as termi- naçôes nervosas existentes no mamilo que enviam uma ordem à hipófise, para liberar os hormônios prolactina e ocitocina. O mecanismo de prWução e saída do leite materno pode ser esquematizado, simplificadamente, da seguinte forma: L:~~:J----'l Fissuras I r.I,-,-u~fi-d~'-mC'---' M,m, , 1Ireflexo da 1----1 ingurgitada descida do leite •-1"'0"-'''''''-;'-' I/~==~ ISucção 1/'-'===: ~ R,O"o d. d,~;d.. r: do leite As mamas são glândulas exócrinas túbulo- alveolares, com 15 a 20 unidades lactiferas envoltas por tecido conjuntivo. vasos sangüíneos e linfáticos. Essas unidades lactiferas se compõem de alvéolos formados por pequenas glândulas secretoras envoltas por células miopiteliais, que se comunicam com a superfície através de um sistema de drenagem formado por canaliculos e canais. Ao se aproximarem da supemcie, estes se dilatam, formando os seios lactiferos. que por sua vez vào abrir-se no mamilo, através dos poros mamilares, exatamente por baixo da aréola. 111. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO 1Mastite 1--------· 18
  • 19. EXERCíCIOS DE HOfFMAN Quando a màe apresenta mamilos planos ou invertidos, recomenda-se fazer os exercícios de Hoff- mao, a fim de romper as múltiplas aderências do tecido conjuntivo que prendem o mamilo à aliola. Esses exercícios devem começar durante a gra- videz e serem feitos em uma freqüência de 2 a 3 vezes por dia, no mínimo, por 3 meses. ) ) Com os dois polegares, tracionar a pele da aréola. puxando-a para os lados e, depois, para cima e para baixo. Após o nascimento da criança, os exer- cícios, juntamente com a sucção, aceleram o deslo- camento dos tecidos e a conseqüente protusào do mamilo. r MANOBRA DE ORDENHA DO LEITE OU ESVAZIAMENTO MANUAL DAS MAMAS • Pode ser feita de duas formas: 1. A mãe deve paipar as mamas com as pontas dos dedos para localizar um ponto doloroso Que indi- que acúmulo de leite. Em seguida, fazer o esvazia- mento manual. O acúmulo do leite nos depósitos sob a aréola pode torná-la endurecida, distendida e plana, e o recém·nascido não consegue sugar. ~ .. Por isso, deve-se iniciar a ordenha pelos pontos situados sob a aréola e, em seguida, pelos canais até os canalículos mais distantes. 2. A mãe pode sustentar a mama com as duas mãos e, com os polegares, empurrar o leite desde a base até o mamilo, mantendo sempre a mesma pressão. Ao final, fazer torção da aréola. 19
  • 20. IV. DIETAS LÁCTEAS Leite "In Natura" Tipo C - Integral COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS Leite "in natura" - lOOmI Açucar 5% 2 colheres de çhá rasas Amido 3% 1 colher de cha rasa TOTAL - 100ml Leite "In Natura" Tipo C - Diluição aos 2/3 COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS Leite "in natura" 213 70ml Água - 30ml Acticar 5% 2 colheres de chá ""as Amido 3% I colher de chá ,as. TOTAL - lOOmI Leite em Pó a 10% COMPONENTES DILUIÇÃO DOS QUANTIDADE DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS Leite em pó integral 10% 2 colheres de sopa rasas Açucar 5% 2 colheres de chã rasas Amido 3% 1 colher de Água fervida ou chá rasa filtrada 100m1 - TOTAL - - • •
  • 21. • • Leite em Pó a 15% COMPONENTES DILUiÇÃO DOS QUANTIDADE DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS Leite em pó (3 colheres Integral 15% de sopa rasas) Açúcar 5% 2 colheres de chá rasas Amido 3% 1 colher de chá rasa Água fervida lOOmI - TOTAL - - Leite em PÓ Desnatado Oferecido pelo PSA (INAN) COMPONENTES DILUIÇÃO DOS QUANTIDADE DA DIETA ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS Leite em pó 10% (1 colher de sopa desnatado rasa) Óleo vegetal 5% 2 colheres de chá rasa Açúcar 5% 2 colheres de chá <as", Amido 3% I colher de chá "".Água fervida ou filtrada - lOOmI TOTAL - 100m! FONTE: INAN 085: Para crianças desnutridas recomenda-se acrescentar as dietas lácteas óleo vegetal na proporção de 3 a 5%, do volume total do leite. Esta prática tambem é aconselhável para crianças durante a fase de recuperação de processos infecciosos de repetição 21
  • 22. V. SUGESTÕES DE REFEiÇÕES PARA CRIANÇAS COM MISTURAS DUPLAS E MÚLTIPLAS [- TIPO ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS (Alimento cozido) Refeição Arroz 3 colheres de sopa de Feijão 2 colheres de sopa sal AboOOra 1 pedaço médio Óleo I colher de sopa - - - -- f-- - - - - - - f-- - - - - - - - - Suco Laranja 2 unidades médias TIPO ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS (Alimento cozido) Refeição Batata I unidade grande de Feijão 2 colheres de sopa sal Folha verde I colher de sopa (couve ou agrião ou espinafre) Óleo 1 colher de sopa 1-- - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - -- Papa de Mamão 1 fatia média Frutas Açucar I colher de chã, cheia TIPO ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS (Alimento COlido) Refeição Fubá (cru) I colher de sopa cheia + 1 COIXl d'água de Feijão 2 colheres de sopa sal Abóbora I pedaço media Óleo I colher de sopa 1----- - - - - - - - - - --- --- -- - - - Papa de Banana 1 unidade media frutas TIPO ALIMENTOS MEDIDAS CASEIRAS (Alimento cozido) Refeição Mandioca I pedaÇO médio de Carne moida I colher de sopa sal Cenoura 1 unidade média Óleo I colher de sopa -- - - - - - - - - - - -- - -- - - - - - - -- Suco de Goiaba I unidade média frutas Açúcar I colher de sobremesa + I copo d'água • •
  • 23. • ELABORAÇÃO, • luleica Portela Albuquerqlk' - ("NPq • Josenilda A. Caldeira Branl - UnB COLABORAÇÃO, • • Aaron Lecht ig • An;l ~"Iarla Segall Corrê:! • Clara Akione • Elieli: 5'II0l11on TlIdi'l"O • <";n,>ul1 da Cunha • Ncnk (,I<iria (iarrido • kdda 1',1(l1oal l.li: ülin~ir:1 NOVlIlBRO - 19!1(, J.' I:di.,:,·w - UN1CE!- - INAN/flS - lNAN/MS - FPf'.IIf'.IS - UNICEF - lNAN (l,lS - INANI(,S