Trabalho de estagio 1

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Educação em saúde, amamentação e sua importância

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Trabalho de estagio 1

  1. 1. UNIC – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ Relatório: Educação em saúde – Estagio supervisionado I Aleitamento materno e sua importância no desenvolvimento infantil Cuiabá, Julho de 2015
  2. 2. Projeto de educação em saúde – Estagio supervisionado I Aleitamento materno e sua importância no crescimento da criança Relatório de Educação em saúde realizado pelos discentes do estágio supervisionado I - Assistência Farmacêutica do curso de Farmácia. Docente: Cuiabá, julho de 2015 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................3
  3. 3. 2. OBJETIVOS..........................................................................................................................4 3. MATERIAIS E MÉTODOS...............................................................................................10 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................................10 5. CONCLUSÃO.....................................................................................................................12 6. REFERNCIAS BIBLIOGRAFICAS.................................................................................13
  4. 4. 1. INTRODUÇÃO O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças em todo o mundo. A superioridade do leite humano como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto fazem com que especialistas do mundo inteiro recomendem a amamentação exclusiva por 4 - 6 meses de vida do bebê e complementado até pelo menos o final do primeiro ano de vida. A ausência de amamentação ou sua interrupção precoce (antes dos 4 meses) e a introdução de outros alimentos à dieta da criança, durante esse período, são frequentes, com consequências importantes para a saúde do bebê, como exposição a agentes infecciosos, contato com proteínas estranhas, prejuízo da digestão e assimilação de elementos nutritivos, entre outras (KUMMER, 2000). A hipótese de que o aleitamento materno teria um efeito protetor contra a obesidade não é recente. Contudo, resultados controversos têm sido encontrados, e o tema permanece extremamente atual, principalmente frente ao importante aumento que vem sendo observado na prevalência da obesidade. Estudos epidemiológicos e estudos experimentais com animais têm sugerido que as primeiras experiências nutricionais do indivíduo podem afetar sua suscetibilidade para doenças crônicas na idade adulta, tais como obesidade, hipertensão, doença cardiovascular e diabetes tipo 2 (BALABAN, 2004). O aleitamento materno representa uma das experiências nutricionais mais precoces do recém- nascido, dando continuidade à nutrição iniciada na vida intrauterina. A composição do leite materno em termos de nutrientes difere qualitativa e quantitativamente das fórmulas infantis. Além disso, vários fatores bioativos estão presentes no leite humano, entre eles hormônios e fatores de crescimento que vão atuar sobre o crescimento, a diferenciação e a maturação funcional de órgãos específicos, afetando vários aspectos do desenvolvimento (WAGNER CL, 2002). Lucas et al. relataram diferentes respostas endócrinas no que diz respeito à liberação de hormônios pancreáticos e intestinais entre recém-nascidos alimentados com leite materno e com fórmula infantil. Já é bem conhecido que o aleitamento materno contribui para fortalecer o vínculo mãe-filho Acredita-se que o aumento dos níveis de oxitocina no cérebro da mãe, verificado durante a amamentação, possa estar implicado no fortalecimento dessa relação (KLAUS M, 1988). Sabe-se, ainda, que a dieta da mãe afeta o sabor do leite materno e que os diferentes sabores interferem na ingestão do lactente. Há evidências de que a experiência com diversos sabores durante a amamentação facilitará, no futuro, a aceitação da criança de novos e variados alimentos (BIRCH LL et al.,1988) É importante também que os profissionais de saúde estejam atentos para as condições gerais das mamas e mamilos, observando ingurgitamento e traumas mamilares, situações que dificultam sobremaneira a amamenta- ção18,28. Também é importante observar vínculo entre mãe e filho pela forma de segurar o bebê, toques físicos durante a mamada e contato visual. Numa avaliação efetiva da mamada, deve-se observar a dupla antes, durante e depois da mamada, com o objetivo de conferir o grau de satisfação do bebê e de conforto (ausência de dor) da mãe (OMS/UNICEF, 1995). 4
  5. 5. 2. OBJETIVOS Esse projeto teve por objetivo, orientar as mães da região do CPA IV em Cuiabá sobre a importância do aleitamento materno no início da vida infantil, quanto aos benefícios que a criança tem ao ser alimentada com o leite materno, as consequências do desmame precoce e alertar para o uso racional de medicamento durante o período de lactação. 5
  6. 6. 3. MATERIAIS E METODOS Realizou-se uma reunião para a escolha de um tema em educação em saúde. Após, cada integrante do grupo propôs um tema relevante para a comunidade, sendo escolhida por votação o tema “Aleitamento materno e sua importância no desenvolvimento infantil”. Realizou-se um estudo na comunidade de cada integrante do grupo com entrevista em mães com filhos de até 7 anos para obter informações sobre as orientações passadas por profissionais de saúde quanto a amamentação correta e sua importância. Foram entrevistadas 22 mulheres no total, nas comunidades próximas de cada integrante do grupo de pesquisa em Cuiabá e Várzea Grande o gráfico a seguir, mostra os resultados obtidos: Gráfico 1 - Entrevista em mães com filhos de até 7 anos, 2015. Durante a entrevista, perguntou-se a cada uma sobre a quantidade de tempo que amamentaram seus filhos, obtemos o seguintes resultados descristos no gráfico a seguir: Gráfico 2 – Quantidade de tempo da amamentação das entrevistadas, 2015. Após os levantamentos de dados pela equipe, foi entregue o projeto para avaliação, onde o mesmo foi aprovado. Para melhor atender a necessidade do tema, foi-se orientado a fazer um 6
  7. 7. acompanhamento sobre o manejo correto da amamentação, ordenha correta, onde deparou-se com dificuldades perante alguns hospitais, devido politicas interna. Mas felizmente nos últimos momento, foi possível receber orientações de um profissional da área. No dia 25/06/2015, realizou-se a palestra no posto de saúde localizado na região do CPA IV em Cuiabá, os seguintes materiais foram usados: 1 - Cartazes sobre a importância da amamentação; 2- Panfletos com orientação da ordenha, e amarzenamento do leite materno; 3- Uma cesta com produtos de higiene pessoal para o bebê, para a mão que no final da palestra for sorteada. Durante a palestra, abordou-se tema de facil compreenção, para que obtivessemos o maximo de interação da comunidade, onde sabe-se que é de grande importancia produzirmos um sentimento de reflexão, pois a maioria sabe a importancia do aleitamento materno. Abordou- se sobre os beneficios para a mãe, bebê e familia, as consequencias do desmame precosse, medicamentos na lactação, fisiologia do peito e produção do leite materno, as tres fases do leite materno e os principais mitos envolvidos que prejudicam a amamentação. Tirou-se várias duvidas das mães que estavam presente, principalmente sobre a pega correta da criança ao peito. No anexo do trabalho encontra-se as fotos da palesta realizada. 7
  8. 8. 3. Resultados e discussão Os integrantes do grupo, desenvolveu um trabalho no posto de saúde do CPA IV onde é realizado o estágio supervisionado 1 – assistência farmacêutica, orientou-se as mães que estiveram na unidade com uma palestra interativa e entrega de folhetos com informações do aleitamento materno e seus benefícios. Os resultados foram positivos, a comunidade teve boa aceitação, participaram da palestra e tiraram dúvidas a respeito do tema. 8
  9. 9. 4. CONCLUSÃO Conclui-se que é de responsabilidade de todos os profissionais de saúde orientar as mães quanto a importância do aleitamento materno na primeira fase da vida da criança, que uma simples intervenção com a orientação e educação em saúde, pode mudar a vida de muitas pessoas, garantindo assim, um futuro melhor para nossas crianças. 9
  10. 10. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS I. ANDERSON, J. W.; JOHNSTONE, B. M.; REMLEY, D. T. Breast-feeding and cognitive development: a meta analysis. American Journal of Clinical Nutrition [S.l.], v. 70, p. 525-35, 1999. II. COLLABORATIVE GROUP ON HORMONAL FACTORS IN BREAST CANCER. Breast cancer and breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological studies in 30 countries, including 50302 women with breast cancer and 96973 women without the disease. Lancet, [S.l.], v. 360, p.187-95, 2002. III. DE SOUZA BAPTISTA, Suzana et al. Manejo clínico da amamentação: atuação do enfermeiro na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 5, n. 1, p. 23-31, 2015 IV. DEWEY, K. G.; BROWN, K. H. Update on technical issues concerning complementary feeding of young children in developing countries and implications for intervention programs. Food Nutr. Bull. [S.l.], v. 24, p. 528, 2003 V. EDMOND, K. M. et al. Delayed breastfeeding initiation increases risk of neonatal mortality. Pediatrics, [S.l.], v. 117, p. 380-6, mar. 2006. VI. Escobar AMU, Ogawa AR, Hiratsuka M, Kawashita MY, Teruya PY, Grisi S, et al. Aleitamento materno e condizíeis socioeconômico-culturais: fatores que levam ao desmame precoce. Rev Bras Saude Mater Infant. 2002; 2:253-61. VII. GERSTEIN, H. C. Cow's milk exposure and type I diabetes mellitus. A critical over view of the clinical literature. Diabetes Care, [S.l.], v. 17, p. 13-19, 1994. VIII. GRAY, R. H. et al. Risk of ovulation during lactation. Lancet, [S.l.], v. 335, p. 25-9, 1990 IX. HAISMA, H. et al. Complementary feeding with cow’s milk alters sleeping metabolic rate in breast-fed infants. J. Nutr., [S.l.], v. 135, p. 1889, 2005. X. hale TW. Medications in breastfeeding mothers of preterm infants. Pediatr Ann. 2003;32:337-47 J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S189-S198: Aleitamento materno, lactaÁ„o, medicamentos. XI. HORTA, B. L. et al. Evidence on the long-term effects of breastfeeding: systematic reviews and meta analyses. Geneva: World Health Organiztion, 2007 XII. JONES, G. et al. How many child deaths can we prevent this year? Lancet, [S.l.], v. 362, p. 65-71, 2003. XIII. Lamounier JA, Doria EGC, Bagatin AC, Vieira GO, Serva VMB, Brito LMO. Medicamentos e amamentação. Revista Médica de Minas Gerais. 2000;10:101-11. XIV. MOUTINHO, Karina; ROAZZI, Antônio; GOUVEIA, Edilaine Lins. Amamentação e desmame precoce. Pediatria Moderna, v. 37, n. 8, p. 394-398, 2001. 10
  11. 11. XV. Rea MF. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S142-S146 XVI. TEELE, D. W.; KLEIN, J. O.; ROSNER, B. Epidemiology of otitis media during the first seven years of life in children in greater Boston: a prospective, cohort study. J. Infect. Dis., [S.l.], v. 160, p. 83-94, 1989 XVII. VAN ODIJK, J. et al. Breastfeeding and allergic disease: a multidisciplinary review of the literature (1966-2001) on the mode of early feeding in infancy and its impact on later atopic manifestations. Allergy, [S.l.], v. 58, p. 833-43, 2003. XVIII. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Collaborative Study Team on the Role of Breastfeeding on the Prevention of Infant Mortality. Effect of breastfeeding on infant and child mortality due to infectious diseases in less developed countries:a pooled analysis. Lancet, [S.l.], v. 355, p. 451-5, 2000. 11
  12. 12. 6. ANEXOS Fotos da palestra realizadas pelos alunos na unidade básica de saúde 12

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