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Alimentação complementar no 1o ano dv

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Alimentação complementar no 1o ano dv

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO BIOMÉDICO INSTITUTO DE NUTRIÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM NUTRIÇÃO MATERNO-INFANTIL Alimentação Complementar no primeiro ano de vida: as recomendações e a prática Renata Esther Gomes Lofgren Orientador: Luciana Maria Cerqueira Castro Rio de Janeiro 2008 Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Nutrição Materno-Infantil desenvolvida no Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  2. 2. Catalogação na fonte C355p Lofgren, Renata Esther Gomes Alimentação no primeiro ano de vida: as recomendações e a prática / Renata Esther Gomes Lofgren. Rio de Janeiro: s.n., 2008. p. Orientador: Castro, Luciana Maria Cerqueira Monografia (Especialização) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Instituto de Nutrição. 1. Aleitamento Materno. 2. Recomendações Nutricionais 3. Necessidades Nutricionais. 4. Alimentos Infantis. .5.Lactente. I. Título. CDD - 22.ed. -618.92
  3. 3. Dedicatória A minha mãe Denise, minha irmã Ana Beatriz, minha avó Marly, meu avô Edson, meu pai Sérgio e a minha Daca, pelo apoio em todos os momentos difíceis que passei durante o ano e na confecção desta monografia. Ao meu amor, Júnior, por ter aparecido em minha vida no decorrer desse curso de especialização, e que me apoiou e apóia em tudo.
  4. 4. Agradecimento A Deus, pela sublime força para que chegasse até aqui. A minha querida família, em especial meu avô pela grande ajuda. A minha orientadora Profª Luciana Castro pelo apoio e dedicação na condução do trabalho.
  5. 5. Lista de abreviaturas Medline Medical Literature Analysis and Retrieval System Online MS Ministério da Saúde OMS Organização Mundial da Saúde OPAS Organização Pan-americana de Saúde SciELO Scientific Eletronic Library On-line UNICEF The United Nations Children's Fundation
  6. 6. Sumário 1. Introdução 1 2. Objetivo Geral 3 2.1. Objetivos específicos 3 3. Metodologia 4 4. Desenvolvimento 5 4.1. Definição de alimentação complementar 5 4.1.1. Quando oferecer, quais os alimentos e como oferecê-los 7 4.1.2. Introdução precoce da alimentação complementar 13 4.1.3. Introdução tardia da alimentação complementar 19 5. Conclusão 21 6. Referências 22
  7. 7. Resumo A presente revisão bibliográfica sobre alimentação no primeiro de vida teve por objetivo verificar as recomendações e a prática de quando e como essa introdução dos alimentos é feita. Na a infância, a nutrição adequada é fundamental para garantir o crescimento e desenvolvimento normal da criança e a manutenção da saúde, e isto é particularmente verdade para lactentes, os quais, receberam novos alimentos no momento oportuno e por serem biologicamente vulneráveis, constituem um dos grupos populacionais que mais necessitam de atendimento. O aleitamento materno é extremamente importante e deve compor a alimentação da criança até os 6 primeiros meses de forma exclusiva. Após esse período dá se início ao processo de introdução da alimentação complementar, fundamental na vida da criança e que além dos alimentos continuará recebendo leite materno até os dois anos de idade. Mesmo havendo recomendações adequadas para a alimentação complementar encontram-se ainda erros no momento de começar a oferecer os alimentos, na consistência e na qualidade do que se é oferecido. Assim, torna-se essencial a atuação do profissional enfatizando as recomendações e também é necessário um aprofundamento sobre os efeitos que a alimentação complementar errônea pode provocar na vida da criança e no decorrer da vida adulta.
  8. 8. Palavras chaves: Aleitamento Materno, Recomendações Nutricionais, Necessidades Nutricionais, Alimentos Infantis, Lactente. Abstract The object of this biography review of the first year old feed was check the recommendations and practices when and how the food introduction is done. In childhood, the adequate nutrition is fundamental to guarantee the normal child grow up and development and good health. That is particularly true for children in breastfeeding, who receive new foods in properly moment and are biological weak. Because of this, they are one of the population groups who care more, attention. The breastfeeding is very important and need to be the children alimentation until the six first months. After this moment, begins the complementary food introduction process, which is vital for the children life. The mother milk feeds the children too until the two years old. Although the corrects recommendations about complementary food, there are mistakes about when start to offer this food, its consistence and quality. So the professional actuation is essential, fixing recommendations and information about a wrong complementary food effects in a child life and during an adult life. Key-words: Breast Feeding, Nutrition Policy, Nutritional Requirements, Infant Food, Infant.
  9. 9. 1. Introdução Na infância, a nutrição adequada é fundamental para garantir o crescimento e desenvolvimento normal da criança e a manutenção da saúde, e isto é particularmente verdade para lactentes, os quais, além de serem biologicamente vulneráveis, constituem um dos grupos populacionais que mais necessitam de atendimento. (SPINELLI et al, 2003). Para a criança crescer saudável, ela deve receber alimentos complementares adequados no momento oportuno, após período de aleitamento materno exclusivo. Uma alimentação equilibrada deve ser adequada em energia, proteínas e micronutrientes, isenta de contaminação (sem patogênicos, toxinas ou produtos químicos prejudiciais à saúde), não muito salgada ou apimentada, fácil de ser consumida pela criança (apresentação adequada para a idade) e em quantidade apropriada. O aleitamento materno é um importante componente da alimentação infantil, e deve ser exclusivo até os seis meses, sendo complementado a partir desta idade; (MONTE; GIUGLIANI, 2004); e essa época de introdução de novos alimentos, tem se apresentado como um dos períodos de mais difícil manejo, pois envolve uma série de questões, como a qualidade dos alimentos a serem oferecidos, o período certo de introdução, a quantidade, a freqüência da alimentação e principalmente a manutenção do aleitamento materno complementar até os 2 anos.
  10. 10. O lactente, devido principalmente a sua alta velocidade de crescimento, está mais vulnerável aos erros e deficiências alimentares que podem trazer importantes conseqüências para seu estado nutricional (BARBOSA et al, 2007). Tão importante quanto o aleitamento materno nos primeiros meses de vida é, também, a introdução gradativa dos outros alimentos. Esse processo complexo é baseado em fatores biológicos, culturais, sociais e econômicos, sendo um momento vulnerável para a ocorrência de deficiências nutricionais, infecções, atraso no desenvolvimento e formação de hábitos alimentares inadequados. É de extrema relevância que se oriente corretamente as mães ou responsáveis pela criança quanto à oferta dos alimentos, pois os hábitos alimentares, preferências e recusas por determinados alimentos estão fortemente condicionados ao aprendizado e às experiências vividas nesses primeiros anos de vida. Em geral, é nessa idade que a criança adquire a maioria dos hábitos e práticas alimentares. (FARIAS JÚNIOR; OSÓRIO, 2005) Assim, tão importante quanto verificar os aspectos quantitativos da alimentação, é compreender como estas práticas alimentares se dão. Entendemos que elas dizem respeito desde a amamentação até à alimentação da família, sendo oriundas de conhecimentos, vivências, experiências, condições de vida, cultura e meio social. Nessa perspectiva, são definidas como a seleção, o consumo, a produção da refeição, a distribuição, e a ingestão, isto é, o que e com que freqüência se come. (ROTENBERG et al, 2004)
  11. 11. Diante deste quadro apresentado e por compreender que o período de introdução de novos alimentos carece de maiores estudos é que se torna essencial o aprofundamento sobre o tema. 2. Objetivo geral Realizar uma revisão da literatura sobre alimentação complementar no primeiro ano de vida da criança. 2.1. Objetivos específicos • Definir alimentação complementar; • Verificar quando os alimentos estão sendo oferecidos às crianças menores de um ano de idade, quais os alimentos e como oferecê-los; • Verificar a prática da introdução dos alimentos no período correto.
  12. 12. 3. Metodologia Este estudo se caracteriza por ser uma revisão da literatura sobre alimentação complementar. Realizou-se um levantamento bibliográfico através de bases de dados eletrônicas, identificando estudos nacionais e internacionais, As bases eletrônicas consultadas foram Scientific Eletronic Library On-line (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline). Os termos utilizados em português foram: alimentação complementar, crianças, práticas alimentares, lactentes. Em inglês foram complementary food, food habits, children. Como critério de inclusão, foram utilizados os artigos realizados entre 1997 e 2007, nos idiomas português e inglês.
  13. 13. Utilizou-se também a pesquisa das referências citadas nos artigos selecionados, valendo-se da mesma base de dados. 4. Desenvolvimento 4.1. Definição de alimentação complementar A alimentação complementar é o processo pelo qual novos alimentos são introduzidos na alimentação da criança em um primeiro momento, de forma a complementar o leite materno e, progressivamente, vir a substituí-lo (LACERDA et al 2002). Sendo este um processo de introdução de alimentos líquidos e sólidos na dieta da criança, o Ministério da Saúde (MS) recomenda que ocorra aos seis meses,
  14. 14. complementando o aleitamento, e que se prolongue desta forma até os 2 anos de idade. (BRASIL, 2002b) Esse período de introdução dos alimentos deve levar em consideração a correta administração de alimentos, as condições de higiene no preparo, a utilização suficiente de alimentos e a não substituição da nova refeição pelo leite. (LOPEZ, 2004) Na orientação de uma alimentação saudável, devem-se levar em conta também a disponibilidade dos alimentos, sua acessibilidade e os valores culturais (GIUGLIANI; VICTORA, 2000). Sendo que as normas e recomendações para alimentação na infância não devem se restringir apenas às necessidades nutricionais da criança, pois o alimento, nos primeiros anos de vida, é uma das principais formas de contato com o mundo externo. (LOPEZ, 2004) Anteriormente, a Organização Mundial da saúde informava, em relação ao aleitamento materno exclusivo, que todas as mulheres estavam habilitadas a praticá- lo (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 1989). E recomendava que todos os bebês deviam ser amamentados exclusivamente com leite materno, desde o nascimento até os quatro meses. Após esse período, as crianças deviam continuar sendo amamentadas ao peito, juntamente com alimentos complementares, até os dois anos ou mais. Em 2001, a OMS fez uma nova recomendação, e o MS acata, de que o aleitamento materno seja exclusivo, até os seis meses, pois o leite materno supre todas as necessidades nutricionais da criança até esta idade, e confere proteção
  15. 15. contra doenças. Após esse período, a inclusão de novos alimentos tem por objetivo principal aumentar o aporte energético e de micronutrientes. O tipo de alimentação no decorrer do primeiro ano de vida muda na medida em que o sistema gastro-intestinal amadurece e se torna capaz de metabolizar seus componentes. A introdução de alimentos sólidos deve ocorrer paralelamente às mudanças no desenvolvimento do sistema nervoso central no primeiro ano, os quais fornecem uma maturidade para a criança aceitar ou lidar com a introdução de alimentos de várias texturas. O leite materno também propicia esse amadurecimento, na medida em que prepara a criança para receber os alimentos consumidos na dieta familiar, através das alterações do sabor do leite. (SPYRIDES et al, 2005b) Na criança, por volta dos seis meses, ocorre a erupção da dentição decídua, o aumento da destreza manual, da secreção da amilase intestinal e redução do reflexo de expulsão, e estes são indicativos de maturidade que autorizam o início da alimentação complementar. (LACERDA, 2002) Após o fim do quinto mês de vida, a produção de leite materno passa a não acompanhar a demanda de crescimento da criança, tornando-se necessária a complementação de proteína, ferro e vitaminas do complexo B e a escolha dos alimentos complementares dependerá dos nutrientes que se deseja complementar, devendo atender também à demanda energética da criança. (LACERDA, 2002) 4.1.1. Quando oferecer, quais os alimentos e como oferecê-los
  16. 16. O MS, em sua última publicação, recomenda que seja oferecido, para crianças de 6 meses, um alimento de cada grupo, em uma refeição salgada, e uma fruta na refeição doce e, sucessivamente, oferecer todos os alimentos de cada grupo, isto é, um cereal ou tubérculo, uma leguminosa, uma carne e uma hortaliça, sendo oferecido um alimento novo por dia. Aos sete meses receberá duas papas doces e uma salgada e aos oito meses receberá duas refeições salgadas e duas doces. Todas as carnes, incluindo peixes e vísceras, devem ser introduzidas aos seis meses. (BRASIL, 2002a) As frutas devem ser amassadas sob a forma de purê, e a papa salgada deve ser preparada com sal, cebola e com os alimentos bem cozidos e amassados. Só há restrição quanto à clara de ovo, que ser introduzida após os dez meses, pois a vacina de sarampo aplicada aos nove meses pode ser inoculada pela albumina. VITOLO (2003) Com sete a oito meses, a criança passa a receber duas papas de frutas e duas papas salgadas. O suco de frutas não é utilizado inicialmente e não constitui refeição, somente sendo utilizado em refeições com pouca oferta de carne (ferro), devendo-se ingerir 50 a 80 ml de suco as refeições. (VITOLO, 2003) A carne deve ser introduzida desde o primeiro momento, para garantir biodisponibilidade de ferro, peixes, e deverá ser moída/triturada. Muitas mães têm receio de que a criança não consiga mastigar e engolir a carne, e cabe ao profissional orientá-la e tranqüilizá-la de que a pressão das gengivas inicia o processo mastigatório e com 5-6 meses ela tem defesas motoras para expelir o que não
  17. 17. consegue engolir. As carnes devem ser misturadas a alimentos como batata e arroz. (VITOLO, 2003) Lopez (2004) recomenda que na elaboração de uma alimentação de transição é necessário lembrar que a mesma deve ter uma composição equilibrada e depende da utilização de alimentos diversos para fornecer todos os nutrientes necessários. E são eles: cereais, como arroz, milho trigo e aveia; tubérculos, como batata, aipim, inhame e cará e óleos vegetais; leguminosas como feijão, soja, lentilha, frutas e hortaliças, como cenoura, couve, agrião, abóbora. Lacerda (2002) recomenda que os alimentos escolhidos devem ser um de cada grupo básico, fonte de energia (arroz, aipim, inhame, cará, angu, milho, macarrão, batata doce/baroa/inglesa, fontes de vitaminas, minerais e fibras (frutas e hortaliças), fonte protéica e ferro (carne bovina, peixe e frango, miúdos e gema de ovo), fonte protéica (feijão, lentilha, ervilha, soja) e óleo vegetal. Deve-se evitar o leite de vaca, que tem sido associado à ocorrência de anemia, alergias e recusa do leite materno. A autora também recomenda o esquema de introduzir um alimento novo por dia: energéticos nos três primeiros dias, quarto ao sexto dia: alimentos fontes de vitaminas e minerais, sétimo ao décimo dia: inclusão de alimentos fontes de proteínas. Iniciar o jantar após a aceitação do almoço. Ressalta-se, porém, que esta introdução dos alimentos não precisa seguir esse esquema e sim oferecer uma refeição completa salgada, aos seis meses, colocando um alimento novo por dia e somente aos oito meses oferecer duas refeições salgadas por dia. Aos seis meses Lopez recomenda, a administração de frutas deve ser sob a forma de sucos e papas, sendo oferecidas pela manhã sob a forma de papas e suco à
  18. 18. tarde, ambas sendo completadas pela amamentação. As frutas terão papel regulador intestinal, tanto laxante (mamão, abacate e laranja) quanto obstipante (banana e maçã). Aos seis meses e meio, a criança deve receber a primeira refeição de sal, oferecendo misturando um alimento de cada grupo, cozidos em água e sal. Variar os alimentos conforme aceitação, substituindo um alimento de cada vez. (LOPEZ, 2004) Essa conduta não é de todo adequada, pois a fruta deve ser oferecida somente na forma de papa para garantir a densidade energética adequada, que sob a forma de líquidos é menor. Sendo uma papa doce aos seis meses, e duas doces aos sete meses. A papa salgada deve ser oferecida logo aos seis meses. Contrapondo-se ao MS, Brunken e outros (2006) propõem que deve-se evitar alimentos alergênicos, como peixe, gema de ovos e leite de vaca, que devem ser introduzidos depois de um ano de idade. Porém, o leite de vaca não precisa ser introduzido na alimentação da criança, uma vez que o aleitamento materno deve ser mantido, complementar, até os dois anos da criança. Já para Vitolo (2003), o peixe pode ser introduzido desde os seis meses, a menos que haja histórico familiar de alergia a alimentos marinhos, esperando-se a utilização para um ano, com observação da reação da criança. É correto ter uma precaução quanto ao período mais adequado de oferta de alimentos possivelmente alergênicos, e é importante verificar o histórico familiar para alergias. Não havendo nenhum problema, a oferta de peixes e gema de ovo deve ser aos seis meses.
  19. 19. Quanto ao complemento com o leite materno, além da livre demanda nos horários onde a criança não recebe as refeições, Lacerda (2002), na fase inicial recomenda dar os alimentos após as mamadas para garantir que a criança fique bem alimentada, independentemente do volume do novo alimento que consiga aceitar. Já Lopez (2004) recomenda o contrário, oferecer alimentos salgados antes das mamadas, respeitando-se a aceitação da criança. Quando há total impedimento a prática do aleitamento materno no primeiro ano de vida, o leite de escolha deve ser o modificado, adquirido através de fórmulas infantis. Mas, para as crianças carentes o leite de escolha, normalmente, é o de vaca integral, cujo uso aumenta à proporção que pioram as condições de vida da criança e de sua família. Esse dado indica que o tipo de leite oferecido à criança guarda uma estreita relação com a condição social e econômica familiar. (OLIVEIRA et al, 2005) A substituição do leite materno por fórmulas artificiais, e até mesmo por leite de vaca, é bastante comum (BRUNKEN et al, 2006), porém deve ser desencorajada. Quando a mãe trabalha fora de casa deve-se estimular a ordenha do leite para oferta à criança e assim não excluir o aleitamento materno com o início da alimentação complementar. Quando se faz a introdução de novos alimentos, deve-se pensar na maturação fisiológica da criança, quanto à deglutição. Logo aos seis meses, os alimentos oferecidos devem ser semi-sólidos, passando, posteriormente, a pastosos. Nessa idade, a criança não apresenta mais o reflexo de protusão da língua, o pescoço não tomba e torna-se mais fácil a alimentação com a colher.
  20. 20. Outra questão importante a ser considerada e que normalmente as mães apresentam dificuldades é em relação ao volume de alimentos a ser oferecido à criança. A capacidade gástrica da criança, aos seis meses, é de aproximadamente 200 ml; e desta forma, preparações com leites, mingaus e sopas muito diluídas, freqüentemente não alcançam a concentração energética desejada e não devem ser utilizadas e/ou aconselhadas. Mesmo assim, encontra-se um alto consumo de sopas em detrimento ao consumo de comida de panela. (SALDIVA et al, 2007) O tempo de cozimento dos alimentos deve respeitar a evaporação da água, levando os alimentos até a consistência de purê, que serão amassados com o garfo e não peneirados ou liquidificados. Oferecer gradualmente à criança, primeiro duas a três colheres de chá até 15 a 20 colheres de chá (100 a 120g). Com a aceitação da papa iniciar a administracão de gema de ovo. Entre 7-8 meses deve ser introduzida segunda refeição de sal na jantar. (LOPEZ, 2004) No início, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela, sob a forma de papas, purês de legumes, cereais ou frutas. A partir dos oito meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos. Recomenda-se o uso de copos para oferecer água ou outros líquidos e dar os alimentos semi-sólidos e pastosos com prato e colher. (PARADA; CARVALHAES; JAMAS, 2007) É preciso ter claro que nesta fase a criança está aprendendo a distinguir os sabores e a consistência dos alimentos. Por esta razão, eles devem ser oferecidos separadamente, um a um, de forma lenta e gradual, pois a apresentação tanto dos
  21. 21. alimentos quanto dos utensílios é novidade, e isso pode se tornar difícil e demorado. A paciência materna com a criança é fundamental para o sucesso da introdução nos novos alimentos. É importante salientar que os alimentos oferecidos à criança devem ser bem higienizados, manipulados e conservados, pois existe um alto índice de diarréia nessa fase (SHETH; DWIVEDI, 2006) e pode-se tentar evitá-la se essas medidas básicas forem tomadas. A familiaridade com os alimentos é o primeiro passo para a criança aprender sobre o gosto dos mesmos. A exposição repetida facilita o processo de familiarização com os alimentos e que se inicia com a introdução dos alimentos sólidos/pastosos, durante o primeiro ano de vida da criança. Gradativamente, ela recebe a alimentação dos pais, que têm a responsabilidade de oferecer uma alimentação variada para que a criança aprenda sobre os diversos sabores, desenvolvendo e exercitando seu paladar. Embora as qualidades sensórias do leite materno permitam à criança o primeiro contato com sabores e odores variados, possibilitando o aumento da aceitação dos novos alimentos, é durante o processo de introdução dos alimentos, que a aprendizagem pela exposição repetida a eles proporcionará a familiaridade necessária para a criança estabelecer um padrão de aceitação alimentar. (RAMOS; STEIN, 2000) A exposição repetida de novos alimentos/sabores para as crianças indica que o alimento não pode ser apenas percebido visualmente ou pelo odor, ela necessita provar o alimento, mesmo que inicialmente em quantidade mínima, para que se produza o condicionamento, aumentando a aceitação do alimento. Geralmente, o
  22. 22. aumento da aceitação para o novo alimento ocorre somente após 12 a 15 apresentações do mesmo. Mas o que pode ocorrer é a desistência dos pais, neste período, achando que a criança não gosta do alimento. Todavia, é a exposição repetida que poderá contribuir na redução da neofobia alimentar, característica que pode se estender ao longo da infância e idade adulta. (RAMOS; STEIN, 2000) 4.1.2. Introdução precoce da alimentação complementar A duração do aleitamento materno e, por conseqüência, o início da alimentação complementar estão ligados a diversos fatores que vão desde o ambiente social, econômico, familiar, aos serviços de saúde e às características biológicas inerentes à mãe e à criança, podendo interferir na adoção desse padrão alimentar. E com o oferecimento precoce de alimentos complementares verifica-se uma associação com a maior ocorrência de anemia, doenças infecciosas, particularmente gastrintestinais e respiratórias e comprometimento no crescimento físico da criança. (OLIVEIRA et al, 2005) Para a correta introdução dos alimentos, é essencial que a mãe queira amamentar até os 6 meses. Em estudo de Ramos e Almeida (2003), sobre alegações maternas para o desmame, verificou-se que foram várias as alegações apresentadas por elas – leite fraco; intercorrências de mama puerperal; falta de experiência materna; fardo ocasionado pela amamentação frente às atividades desempenhadas cotidianamente; inadequação entre suas necessidades e as da criança; interferências externas de familiares, amigos e demais interações; trabalho materno; ambigüidade
  23. 23. entre o querer e o poder amamentar, entre outras – mas duas questões sempre estiveram presentes em todas as entrevistas: a solidão/ isolamento da mulher-mãe e a necessidade de obter apoio para a consecução da amamentação. O apoio, referido pela mulher a todo instante, não foi explicitado como algo exclusivo do setor saúde, mas como uma ação a ser desenvolvida em favor da amamentação, que deveria se fazer presente nos demais segmentos, do núcleo familiar aos aparelhos sociais de suporte à maternidade, por conseguinte, ao ato de amamentar. Isso torna essencial o apoio do pai, das avós, da família em geral e dos serviços de saúde para que todas as recomendações sejam seguidas e, principalmente, que as mães sintam vontade e tenham condições de promover uma alimentação adequada a seus filhos. Um dado muito importante a ser verificado na introdução precoce de alimentos complementares é a influencia familiar, positiva ou negativamente, na manutenção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses. Muitas mães recebem influência das avós. E em estudo de Susin, Giugliani e Kummer (2005) foi avaliada como esse processo ocorre e os seus efeitos. Verificou-se que foi bastante presente a influência familiar sendo considerada pelos autores desfavorável, pois as avós alegam que a criança precisa de água, chás e outros leites, fazendo com que a maioria das mães abandone cedo o aleitamento exclusivo. É muito importante que a orientação dos profissionais se estenda a todos os familiares para tentar evitar esse problema. As crenças e os tabus influenciam no aleitamento materno, e em conseqüência na sua manutenção ou interrupção (ICHISATO; SHIMO, 2001).
  24. 24. Assim, em determinados casos ocorre a interrupção da amamentação, e introdução precoce de outros alimentos. Tem sido demonstrado que muitas crianças recebem primeiramente água e chá, também ocorrendo a oferta de leite não materno e sucos de frutas (antes de seis meses). Depois desses primeiros alimentos serem oferecidos (antes de seis meses), recebem legumes, verduras, cereais e tubérculos. Já as carnes e leguminosas são oferecidas depois dos seis meses. (SIMON et al, 2003) Esse procedimento deve ser desencorajado, pois muitas vezes a oferta de água e chás antes dos seis meses pode levar à diminuição da ingestão de leite materno e, consequentemente, a introdução precoce dos alimentos. Estudo de Brunken et al (2006) sobre a introdução precoce de alimentos complementares verificou que, aos seis meses, quando deveria estar sendo iniciada a alimentação complementar, já é grande o número de crianças com o hábito de consumir uma variedade de alimentos. O que é inadequado, devido ao fato de que com isso diminui o aleitamento materno e aumentam os riscos de desenvolver alergias, ocorrerem episódios de diarréia e até crescimento inadequado. Oliveira et al (2005) estudando a alimentação complementar nos primeiros dois anos de vida da criança, verificaram que ocorreu, em um grande número de casos, uma oferta precoce de alimentos diferentes do leite materno antes dos seis meses de idade, o que pode gerar inúmeras intercorrências já descritas, agravando a situação, o que coloca os profissionais de saúde em uma posição importante para tentar reverter esse quadro. O fato de provocar um aumento na morbimortalidade infantil, não é a única desvantagem da introdução precoce dos alimentos complementares (antes dos seis
  25. 25. meses de idade), a criança passa a ingerir menos leite humano, e a mãe passa a produzir menos leite reduzindo a duração do aleitamento materno. E é importante salientar que mesmo em crianças não-amamentadas, a recomendação habitual para a introdução dos alimentos sólidos é após os quatro meses de vida. (VIEIRA et al, 2004) Visto que o ganho de peso da criança deve-se manter crescente na introdução dos novos alimentos, a oferta destes alimentos não pode ser precoce, exatamente para evitar o ganho de peso inadequado. Em estudo de Spyrides e outros (2005a) ao mostrarem a influência da duração da amamentação predominante sobre a evolução do peso, verificou que quanto maior era a duração da amamentação maior o peso da criança pelo menos até os nove primeiros meses; lembrando que a partir dos seis meses deve sim ser complementado com outros alimentos. E no decorrer do primeiro ano, deve-se ter uma boa orientação dos tipos de alimentos que podem ser introduzidos na alimentação infantil, de forma a atender as necessidades de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento infantis. O tipo de alimentação no decorrer desse primeiro ano deve respeitar o amadurecimento do sistema gastrintestinal e da capacidade que a criança tem de metabolizar seus componentes. Audi, Corrêa e Latorre (2003) ao analisarem as práticas alimentares no primeiro ano de vida e fatores associados ao aleitamento materno e ao aleitamento materno exclusivo, verificaram que alimentos complementares estavam sendo muito precocemente introduzidos na dieta dos lactentes, tanto como complemento do leite materno quanto como seu substituto. O consumo de chás foi muito freqüente (menos
  26. 26. de três meses) e essa complementação do leite materno com líquidos não nutritivos, nos primeiros seis meses de vida, é prática inadequada, desnecessária sob o aspecto biológico, mesmo considerando os dias quentes e secos; além disso, em crianças amamentadas leva à redução do consumo total de leite materno, podendo culminar com o desmame total e precoce. Parada, Carvalhaes e Jamas (2007) ao estudarem as práticas de alimentação complementar no primeiro ano de vida em Botucatu, SP, verificaram que a introdução de alimentos complementares foi precoce, levando à baixa freqüência de aleitamento materno exclusivo, mais de 30% nos menores de quatro meses. O consumo de chás foi de 30% nos menores de quatro meses. E entre as crianças de quatro a seis meses mais de 50% consumiram frutas, 40% sopas e 19% comida. Os sucos foram oferecidos a 15% das crianças menores de quatro meses com desmame completo e água a 60% delas. Os dados apontam consumo de preparações inadequadas em relação à consistência, isto é, a oferta de comida da família a crianças entre seis e oito meses foi de 49% e houve uma prevalência alta de sopa para crianças acima de oito meses, 72%. Pedroso et al (2004) estudando a prevalência do aleitamento materno e introdução precoce de suplementos alimentares em área urbana do Sudeste do Brasil, Embu, SP verificaram que o momento de interrupção precoce do aleitamento e introdução dos alimentos complementares estava interligado a dois grupos: o dos fatores que influenciam na decisão pessoal da mãe e, que estão relacionados com o nível individual, familiar ou comunitário; e o dos fatores socioeconômicos que afetam indiretamente a decisão da mãe, contribuindo para a perda da cultura e da
  27. 27. tradição do aleitamento materno. Esses fatos contribuem então para que não se mantenha o aleitamento exclusivo até os seis meses e, consequentemente, ocorram doenças evitáveis; para isso deve-se ter uma correta orientação. A oferta precoce de alimentos deve então ser desestimulada e os profissionais de saúde devem estar muito bem orientados para que crenças, tabus e hábitos alimentares da família não comecem a atingir, erroneamente, o consumo alimentar das crianças. Em estudo de Soares e outros (2000), para verificar o padrão alimentar de lactentes, viu-se que na introdução da alimentação complementar, ocorreu uma oferta dos alimentos precocemente, e estes nem sempre eram adequados para a idade da criança, até mesmo podendo apresentar riscos a sua vida. Verificou-se, ainda, que quando o aleitamento materno era parcial, as crianças receberam alimentos fonte de carboidratos complexos (farináceos, arroz, feijão) antes do quarto mês de idade e ingeriram alimentos semi-sólidos (sopa, papa ou raspa de frutas) antes dos 4-6 meses de idade, o que constitui uma prática anti-fisiológica. Esse dado encontrado mostra uma inadequação alimentar perigosa e que deve ser desencorajada, através de orientações em campanhas públicas, principalmente porque a interferência de terceiros e também a cultura de cada região do Brasil influencia nas práticas alimentares e, conseqüentemente na introdução da alimentação complementar. Farias Junior e Osorio (2005), em estudo sobre padrão alimentar de crianças menores de cinco anos, verificou que a utilização do leite de vaca é alta, mas é um alimento de custo elevado e sua inserção precoce na alimentação das crianças parece
  28. 28. ser uma característica cultural. A população tem o hábito de oferecer o leite de vaca muito cedo e tê-lo como um dos alimentos mais importantes para a saúde da criança. Além disso, a própria diversificação de fórmulas lácteas da indústria alimentícia disponibiliza amplamente esses produtos no comércio, favorecendo a iniciativa da mãe, orientada por vizinha ou parente, ou pelo profissional de saúde. Ainda em menores de seis meses, foi observada uma alimentação de transição à base de leite de vaca, açúcar e cereais, principalmente o amido de milho, utilizado para o preparo de mingaus e papas, o consumo de leite de vaca ultrapassou o consumo de leite materno. Além da prática do desmame precoce, que está em desacordo com a meta de aleitamento exclusivo até os seis meses de idade preconizada pela OMS, verifica-se uma alimentação à base de alimentos utilizados na preparação de mingaus, em detrimento de uma alimentação balanceada. O abandono do aleitamento materno e a prática de uma dieta de transição inadequada têm mostrado um quadro de consumo qualitativamente inapropriado, com riscos de acarretar graves problemas nutricionais nas faixas etárias posteriores, como por exemplo, a anemia e a hipovitaminose A, ou aos excessos de nutrientes específicos, como a diabetes e as hiperlipidemias. 4.1.3. Introdução tardia da alimentação complementar Saldiva, Mondini e Escuder (2007), analisando as tendências de consumo alimentar e o padrão alimentar na faixa etária de seis a doze meses, encontraram que
  29. 29. mais da metade da população estudada foi amamentada até os seis meses e menos da metade se prolongou até os doze meses. Além disso, menos da metade também não recebeu refeição de sal entre 6-9 meses. O consumo médio de frutas no período de 6-12 meses é bastante elevado e é o alimento mais consumido depois do leite, O fato de não receber os alimentos salgados que constituem uma refeição não láctea, pode causar anemia pois as melhores fontes de ferro, a partir dos seis meses, são as carnes, as leguminosas e a gema de ovo. Esses dois últimos consumidos junto com suco de frutas cítricas para aumentar a absorção de ferro inorgânico. Na introdução tardia de alimentos, verifica-se que as carnes são oferecidas tardiamente, culminando em uma possível carência de ferro e zinco, e esses minerais são importantes para evitar a anemia (ferro) e fortalecer o sistema imunológico (zinco), uma vez que o leite humano não supre as necessidades a partir dos seis meses, torna-se importante a correta orientação para a oferta de carnes. (KREBS; HAMBIDGE, 2007) Também se verifica que a introdução tardia de alguns alimentos pode estar interligada a questões socioeconômicas, pois em estudo de Vieira, Silva e Barros Filho (2003), sobre a amamentação ao longo do primeiro ano de vida, e o tipo de alimentos complementares utilizados no final do primeiro ano de vida em filhos de mães adolescentes comparados aos filhos de mães adultas; verificou-se que os filhos de adolescentes, que têm menor renda, ingeriram significativamente menos carne que os filhos de mães adultas, sem diferença na ingestão dos outros alimentos complementares mais baratos. Porém, essa prática pode ser modificada porque a
  30. 30. ingestão de carne pela criança é pequena e cortes mais baratos como o músculo, podem ser consumidos, melhorando assim a ingestão protéica e de minerais. 5. Conclusão A alimentação complementar adequada é extremamente importante para manutenção da saúde das crianças com conseqüências para a vida adulta e as recomendações do MS e OMS servem de apoio aos profissionais de saúde e familiares para o manejo desta da alimentação nesta etapa da vida. Alguns autores discordam quanto ao período correto de introdução de alimentos específicos, principalmente, os pescados, mas existe um consenso quanto ao início da alimentação complementar que deve ser aos seis meses de vida. Pôde-se verificar, nos estudos apresentados, que há uma prática elevada de introdução precoce e também tardia dos alimentos. E além de ocorrerem esses erros alimentares, há a interrupção do aleitamento materno exclusivo de forma precoce, com a sua substituição por fórmulas infantis ou por outros alimentos, fator esse que pode acarretar em doenças como diarréia, alergias, anemia e outras carências nutricionais.
  31. 31. Foi verificado, também, que apesar das orientações dos órgãos de saúde, muitas mães ou responsáveis pelas crianças não seguem os prazos sugeridos o que pode estar interligado com as orientações dos profissionais da área. Esses devem ser sempre bem atualizados e orientados quanto a alimentação infantil; e, principalmente para trabalharem em equipe. Torna-se necessário, também, uma maior quantidade de estudos para elucidação quanto aos malefícios da introdução tardia dos alimentos. 6. Referências AUDI, C. A. F.; CORRÊA, A. M. S.; LATORRE, M. R. D. O. Alimentos complementares e fatores associados ao aleitamento materno e ao aleitamento materno exclusivo em lactentes até 12 meses de vida em Itapira, São Paulo, 1999. Revista brasileira de saúde materno infantil, Recife, v. 3, n. 1, p. 85-93, jan./mar., 2003. BARBOSA, M. B. et al. Custo da alimentação no primeiro ano de vida. Revista de nutrição, Campinas, v. 20, n. 1, p. 55-62, jan./fev., 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de 2 anos. Brasília, DF, 2002a. ______. Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças menores de 2 anos. Brasília, DF, 2002b. BRUNKEN, G. S. et al. Fatores associados a práticas alimentares na infância. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 82, n. 6, p. 445-451, nov./dez., 2006. FARIAS JÚNIOR, G.; OSÓRIO, M. M. Padrão alimentar de crianças menores de cinco anos. Revista de nutrição, Campinas, v. 18, n. 6, p. 793-802, nov./dez., 2005. GIUGLIANI, E. R. J.; VICTORA, C. G. Alimentação complementar. Jornal de pediatria, Rio de Janeiro, v. 76, supl. 3, p. 227-228, jul./ago., 2000.
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