Xampu
São produtos químicos com a função de promover a limpeza dos
cabelos e couro cabeludo, remover o material sebáceo, restos
celulares, deixando os cabelos macios, brilhantes e penteáveis.

Classificação
ü Quanto à finalidade:
Ø Xampu higiênico: destinado exclusivamente à higiene dos
cabelos. De acordo com o tipo de cabelo, pode ser para
cabelos oleosos, para cabelos secos ou para cabelos normais.
Tipo de cabelo

% detergente

% sobreengordurante

Seco

20

4

Normal

25

3

Oleoso

30

2
Xampu especial:
Anticaspa è piritionato de zinco (1-2%); sulfeto de selênio (2,5%);
cetoconazol (1%); enxofre (1 %); ácido undecilênico (1 a 10 %).
Obs: Pode ocorrer transquelação do zinco do piritionato de zinco
com metais como ferro ou cobre presentes como impurezas nas
matérias primas, formando complexos altamente coloridos.
Deve-se adicionar um sal de zinco solúvel (sulfato de zinco 0,5 %)
para manter excesso de íon zinco na formulação.
Alguns destes ativos anticaspa são insolúveis, exigindo alta
viscosidade para mantê-los em suspensão.
Infantil è clientela exigente; não provocar irritação ocular; pH
neutro (pH da lágrima); cor e odor agradáveis; tensoativos
suaves.
Xampu Condicionador: polímeros catiônicos, compatíveis com
tensoativo aniônico.
Xampu Com Aditivos: indicado para tratamento do couro
cabeludo e cabelos danificados.
v Extratos Vegetais: extratos glicerinados na conc. de 1-10 %.
Obs: Extratos alcoólicos interferem na formação de espuma
e viscosidade.
v Hidrolisados de Proteína: colágeno, queratina, elastina,
caseína, seda, etc.
Concentração de Uso: 1 a 5 %.
Efeito: umectância e condicionamento.
Efeito de hidrolisado de proteínas sobre cabelo
danificado
v Substâncias

emolientes:

lanolina e

derivados;

lecitina;

silicones; óleos vegetais (semente de uva, macadâmia, gérme
de trigo, amêndoa, jojoba, etc..); álcoois graxos (álcool
cetílico, estearílico, cetoestearílico, etc.); polietilenoglicóis –
PEGs; vitaminas ??.
ü Quanto à forma de apresentação:
Ø Líquidos transparentes;
Ø Emulsionados;
Ø Géis;
Ø Pós;
Ø Aerossóis.
Propriedades
Fundamentais
ü Ação detergente balanceada;
ü Inocuidade dermatológica;
ü Baixo poder irritante sobre mucosas;
ü Ação amaciante.

Acessórias
Fatores de natureza estética; relativos ao manuseio
(fluidez controlada); aplicação (espuma, solubilidade
frente a água dura – sais de cálcio e magnésio).
Composição básica dos xampus
ü Tensoativos: detergência, estabilidade da espuma, ação
sobreengordurante;
ü Espessante: viscosidade;
ü Aditivos: efeitos especiais (perolantes, anticaspa, emolientes,
formadores de filme, etc..);
ü Conservantes;
ü Corantes e essências;
ü Veículo: água purificada.

Tensoativos
São substâncias que alteram a tensão superficial ou interfacial
dos líquidos.
Aniônicos, Catiônicos, Não Iônicos e Anfóteros.

Corpo lipofílico

Corpo hidrofílico
Atividade e Valor de
Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo
(EHL) de Agentes
Tensoativos
Atividade
Antiespumante

A: partícula de gordura e sujeira
aderida ao cabelo;
B: tensoativo envolvendo a sujeira e
removendo-a do cabelo.

1 a 3

Emulsificante A/O

Princípio de ação de um tensoativo
detergente na limpeza do cabelo

EHL

3 a 6

Molhante

7 a 9

Emulsificante O/A

8 a 18

Detergente

13 a 16

Solubilizante

15 a 20
Tensoativo Aniônico
Ø Concentração utilizada: 25 a 40%.
ü Sais de Alquil Sulfato
v Lauril Sulfato de Sódio
0
_ +
CH3(CH2)10CH2-0-S-0− Na
0

è
è
è
è

Boa detergência;
Boa solubilidade;
Sensibilidade a eletrólitos e temperatura (turvação);
Etoxilação diminui a irritabilidade.
v Lauril Sulfato de Amônio
0
_
+
CH3(CH2)10CH2-0-S-0− NH4
0

è Boa detergência;
è Boa solubilidade;
è Menor sensibilidade a eletrólitos
e temperatura;
è Liberação de amônia em pH
ácido.

v Lauril Sulfato de Trietanolamina
0

CH2CH2OH

_ +
CH3(CH2)10 CH2-0-S-0− NH-CH2CH2OH
0

CH2CH2OH

è Boa solubilidade;
è Menor Detergência.
ü Sais de Alquil Éter Sulfato
v Lauril

Éter Sulfato de Sódio

0
? _ +
CH3(CH 2)10CH2-(0CH 2CH 2)n-0-S-0− Na
?
n=2a3
0

v

è Boa detergência;

è Boa solubilidade;
è Espessamento com
eletrólitos;
è Etoxilação diminui a
irritabilidade.

Lauril Éter Sulfato de Amônio

0
? _
+
CH3(CH 2)10CH2-(0CH 2CH 2)n-0-S-0− NH 4
?
n=2a3 0

è Menor detergência;
è Boa solubilidade;
è Liberação de amônia.
v Lauril Éter Sulfossuccinato de Sódio

è Boa solubilidade;

è Poder espumante;
è Estabilidade em pH ácido;
è Baixa irritabilidade.
v Lauril Poliglicosídio – Plantarem 1200 (C12 - C16)

v Decil Poliglicosídio – Plantarem 2000 (C8 – C16)
è Bom poder espumante e bom efeito de limpeza;

è Efeito estabilizador da espuma;
è Aumento da viscosidade quando associado aos aniônicos;
è Diminuição da irritabilidade dos aniônicos;
è Excelente compatibilidade dermatológica;
è Isento de oxido de etileno;
è Elevada biodegradabilidade.
Anfóteros
Principais funções dos anfóteros
Espessantes
ü Eletrólitos: mais usados NaCl e NH 4Cl.
Obs: NaCl até a concentração de soro fisiológico (0.9%) não
provoca dados ao cabelo ou couro cabeludo.
ü Atuam na formação de micelas do tensoativo formando micelas
maiores e cilíndricas.
Excesso de sal è gera
multidão de micelas cilíndricas
com resultante separação
levando a uma fase líquida rica
em tensoativo e uma fase
aquosa com sal.

Viscosidade

Concentração de eletrólitos
Formação de Micelas Esféricas

Formação de Micelas Bastonetes
Conservantes
ü Mais utilizados: Parabenos METILPARABENO
PROPILPARABENO
ü Concentração: 0,1 a 0,2%

Ajuste de pH
ü Faixa de pH dos shampoos: 5,0 a 7,0
ü Ácidos utilizados

Ácido cítrico
Ácido lático
Ácido fosfórico
Viscosidade dos Xampus
Xampus transparentes: 2000 a 5000 centipoise (cps);
Xampus perolados: viscosidade acima de 5000 cps.
ü Polímeros:

Carboxi metil celulose;
Hidroxi propil celulose;
Hidroxi propil metil celulose;
Polivinilpirrolidona.

ü Concentração de uso 0,5 a 2%.
ü

Medida da viscosidade: Viscosímetro Brookfield;
Viscosímetro Copo Ford.
Viscosímetro Brookfield
Viscosímetro Copo Ford: medir
tempo de escoamento.

Importante: O ajuste da viscosidade e pH devem ser feitos
com todos os componentes incorporados na formulação.
Testes em Xampus
Finalidade:

medir a eficiência
dermatológica.

do

xampu

e

a

inocuidade

Testes para medir a eficiência do xampu
Poder espumante: medir a quantidade e o tempo de duração da
espuma (Teste Simples).

Ex: 25 mL da solução em coluna de vidro de 100 mL (proveta). Agitar
girando a coluna 5 vezes, e ler a altura da espuma
imediatamente e após 5 minutos.

Poder de limpeza: medir o poder de desengraxamento do xampu.
Sujeira sintética: 95 ml de dioxano, 2,5 g de lanolina anidra, 2,5 ml de
vaselina líquida.
Teste sobre mechas de cabelo:
Impregnar com 1 g de sujeira sintética, mechas de cabelo limpas
com peso padronizado (Ex: 7 cm de comprimento e
peso de 2.5 g). Lavar com uma quantidade
padronizado do shampoo a ser testado (Ex: 4g /
1000 mL) em balão de vidro por 5 minutos.
Enxaguar com água sobre um tamis. Secar com ar
quente. Após 30 minutos pesar e verificar mudança
de peso.
Efeito sobre os cabelos:
Teste com mechas de cabelo ou voluntários.
Teste com Mechas:
Utilizar mechas de cabelo, algodão ou lã e verificar a facilidade
de pentear as mechas úmidas e secas.
Teste com Painel de Voluntários:
Teste de meia cabeça
Aplicar o shampoo em metade da cabeça, e verificar a
diferença entre os dois lados.
Todos os testes devem ser feitos com água purificada, da
torneira e água dura (sais de cálcio e magnésio).
Testes de Segurança de Uso:
Testes de inocuidade dermatológica: Irritação Dérmica;
Irritação Ocular.
SHAMPOO BASE
Componentes

Concentração

Lauril éter sulfato de Na

250 g

Cocoanfocarboxiglicinato de Na

20 g

Dietanolamina de ác graxo de coco

40 g

Metilparabeno

2g

Cloreto de sódio

8g

Água destilada q.s.p.

1000 ml

SHAMPOO GEL
Componentes

Concentração

Lauril éter sulfato de Na

200 g

Lauril sulfato de trietanolamina

50 g

Dietanolamina de ác graxo de coco

20 g

Hidroxietilcelulose

10 g

Metilparabeno

2g

Água destilada q.s.p.

1000 ml
SHAMPOO DE HAMAMÉLIS – CABELOS OLEOSOS
Componentes

Concentração

Lauril éter sulfato de Na

330 g

Cocoanfocarboxiglicinato de sódio

20 g

Dietanolamina de ác graxo de coco

30 g

Hidrolisado de proteína

30 g

Ext glicólico de hamamélis

3 ml

Metilparabeno

2g

Essência

4 ml

Cloreto de sódio

9g

Água destilada q.s.p.

1000 ml
SHAMPOO DE ALGAS – CABELO NORMAL
Componentes

Concentração

Lauril éter sulfato de Na

250 g

Cocoanfocarboxiglicinato de sódio

20 g

Dietanolamina de ác graxo de coco

30 g

Hidrolisado de proteína

30 g

Ext glicólico de àlgas

3 ml

Metilparabeno

2g

Essência

6 ml

Poliglicol poliamina

30 g

Cloreto de sódio

8g

Água destilada q.s.p.

1000 ml
SHAMPOO DE LANOLINA – CABELO SECO
Componentes

Concentração

Lauril éter sulfato de Na

300 g

Cocoanfocarboxiglicinato de sódio

20 g

Dietanolamina de ác graxo de coco

30 g

Hidrolisado de proteína

30 g

PEG-7-gliceril-ác graxo de coco

5g

Lanolina etoxilada

10 g

Metilparabeno

2g

Essência

2 ml

Poliglicol poliamina

30 g

Cloreto de sódio

4g

Água destilada q.s.p.

1000 ml
Rinses e Condicionadores
Formas cosméticas cuja finalidade principal é promover o
condicionamento dos cabelos após a lavagem com shampoo.
Tipo de Formulação: Os rinses e condicionadores
tradicionais são emulsões com alto teor de água (85 %)
com tensoativos catiônicos e emolientes.

Classificação dos rinses
Comuns: uso diário. Complemento do
antiestática e sobreengordurante.

xampu. Atividade

Especiais:
além
da
atividade
antiestática
e
sobreengordurante, promovem o tratamento dos cabelos
danificados e couro cabeludo. Possuem aditivos especiais.
São chamados de condicionadores, bálsamos, etc.
Tensoativos catiônicos
v Sais de Amônio Quaternário
1. Cloreto de Cetil trimetil Amônio
Nome comercial: Dehyquart
Genamin C1650.

A,

Nasaquat

32-50A,

2. Cloreto de Estearil Dimetil Benzil Amônio
Nome comercial: Dehyquart SDB, Nasaquat SDB 25 W.
3. Mistura de Álcool Estearílico/Metosulfato Berrenil
Trimetilamônio
Nome comercial: Incroquat Behenyl TMS.
Principal Função: atividade antiestática e apresentam
elevada substantividade (prolongamento da ação).
Os tensoativos catiônicos são irritantes, devem ser usados em
baixa concentração ( 3%).
Emolientes e Sobreengordurantes
Função: restaurar o conteúdo graxo necessário ao
(retirado pelo shampoo) e dar corpo ao creme.
Álcoois graxos: concentração utilizada: 4%.
1. Álcool cetílico
Nome comercial: Cetax 16, Alkol 16.
2. Álcool Estearílico.
3. Álcool Cetoestearílico.
Nome comercial: Lanete S, Cetax 50, Alkol 16/18.
4. Silicones: Dimeticone, Dimeticone Copoliol.
5. Lanolina e derivados.

cabelo
Finalidade Cosmética dos Rinses
Ação Antiestática;
Sobreengordurante;
Emoliente.
pH adequado (pH ácido 3,5 a 4,5), fechamento da cutícula
do cabelo Æ aumento do brilho.
Mecanismo de Acão: neutralização das cargas

negativas

geradas sobre os grupos funcionais da queratina, após a
lavagem com xampu (aniônico), diminuindo a repulsão entre os
fios do cabelo, facilitando o pentear.
Mecanismo de Ação dos Quaternários de Amônio

Formulação Básica
v
v
v
v
v
v

Agente antiestático;
Sobreengordurante;
Emulgente (não iônico);
Perfume;
Corante;
Água Purificada.
Formulas Orientativas: Condicionadores “Rinse Off”
Condicionador “Leave On”
Xampus Condicionadores
Xampus onde associamos o efeito de limpeza do xampu, com o
efeito condicionante do rinse (brilho, maciez e facilidade de
pentear).
v Agentes Condicionadores:
Detergentes

anfóteros:

em

pH

ácido

têm

caráter

CATIÔNICO.
v Material Graxo (emulsionado no shampoo): álcool graxo, ácidos
graxos, lanolina e derivados, silicones (dimeticone copoliol,
óleos vegetais (germen de trigo, semente de uva, jojoba,
amêndoa), etc.
v Compostos quaternários: sais de amônio quaternário são
incompatíveis com tensoativos aniônicos.
Resinas catiônicas: concentração utilizada: 0,5 a 2%.
Não reagem com os tensioativos aniônicos. Depositam-se no
fio por adsorção (substantividade), porém não devem se
acumular
(cumulatividade)
evitando
sensação
de
engraxamento.

Mecanismo de ação de polímeros
catiônicos
Silicones quaternizados: Trimetilsilanodimeticone.
Hidrolisado de proteína: concentração utilizada:
1 a 5% - PM 1000 a 10.000.
Tipo: colágeno, leite, seda, queratina, etc.
São adsorvidos pelo cabelo formando filme protetor
necessário tempo de contato. Quanto mais danificado o cabelo
maior a adsorção.
Tensioativos não iônicos:
Concentração utilizada: 0,5%
Ação: sobreengordurante
PEG 7M
PEG 14M
PEG 45M
PEG 90M

n = 7000
n = 14000
n = 45000
n = 90000

H (OCH2CH2)n OH
Resinas Catiônicas: aumentam a condutividade
cabelos diminuindo a eletricidade estática.

dos

É necessário verificar o efeito das resinas:
Teste com mechas, lava-se repetidas vezes as mesmas, com
o xampu condicionador, e verifica-se o aumento de peso após
cada lavagem.
Tensioativos aniônicos e eletrólitos interferem na adsorção
das resinas catiônicas.
Fórmulas orientativas:

145973060 aula-shampoo

  • 1.
    Xampu São produtos químicoscom a função de promover a limpeza dos cabelos e couro cabeludo, remover o material sebáceo, restos celulares, deixando os cabelos macios, brilhantes e penteáveis. Classificação ü Quanto à finalidade: Ø Xampu higiênico: destinado exclusivamente à higiene dos cabelos. De acordo com o tipo de cabelo, pode ser para cabelos oleosos, para cabelos secos ou para cabelos normais. Tipo de cabelo % detergente % sobreengordurante Seco 20 4 Normal 25 3 Oleoso 30 2
  • 2.
    Xampu especial: Anticaspa èpiritionato de zinco (1-2%); sulfeto de selênio (2,5%); cetoconazol (1%); enxofre (1 %); ácido undecilênico (1 a 10 %). Obs: Pode ocorrer transquelação do zinco do piritionato de zinco com metais como ferro ou cobre presentes como impurezas nas matérias primas, formando complexos altamente coloridos. Deve-se adicionar um sal de zinco solúvel (sulfato de zinco 0,5 %) para manter excesso de íon zinco na formulação. Alguns destes ativos anticaspa são insolúveis, exigindo alta viscosidade para mantê-los em suspensão.
  • 3.
    Infantil è clientelaexigente; não provocar irritação ocular; pH neutro (pH da lágrima); cor e odor agradáveis; tensoativos suaves. Xampu Condicionador: polímeros catiônicos, compatíveis com tensoativo aniônico. Xampu Com Aditivos: indicado para tratamento do couro cabeludo e cabelos danificados. v Extratos Vegetais: extratos glicerinados na conc. de 1-10 %. Obs: Extratos alcoólicos interferem na formação de espuma e viscosidade.
  • 4.
    v Hidrolisados deProteína: colágeno, queratina, elastina, caseína, seda, etc. Concentração de Uso: 1 a 5 %. Efeito: umectância e condicionamento. Efeito de hidrolisado de proteínas sobre cabelo danificado
  • 5.
    v Substâncias emolientes: lanolina e derivados; lecitina; silicones;óleos vegetais (semente de uva, macadâmia, gérme de trigo, amêndoa, jojoba, etc..); álcoois graxos (álcool cetílico, estearílico, cetoestearílico, etc.); polietilenoglicóis – PEGs; vitaminas ??. ü Quanto à forma de apresentação: Ø Líquidos transparentes; Ø Emulsionados; Ø Géis; Ø Pós; Ø Aerossóis.
  • 6.
    Propriedades Fundamentais ü Ação detergentebalanceada; ü Inocuidade dermatológica; ü Baixo poder irritante sobre mucosas; ü Ação amaciante. Acessórias Fatores de natureza estética; relativos ao manuseio (fluidez controlada); aplicação (espuma, solubilidade frente a água dura – sais de cálcio e magnésio).
  • 7.
    Composição básica dosxampus ü Tensoativos: detergência, estabilidade da espuma, ação sobreengordurante; ü Espessante: viscosidade; ü Aditivos: efeitos especiais (perolantes, anticaspa, emolientes, formadores de filme, etc..); ü Conservantes; ü Corantes e essências; ü Veículo: água purificada. Tensoativos São substâncias que alteram a tensão superficial ou interfacial dos líquidos. Aniônicos, Catiônicos, Não Iônicos e Anfóteros. Corpo lipofílico Corpo hidrofílico
  • 8.
    Atividade e Valorde Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo (EHL) de Agentes Tensoativos Atividade Antiespumante A: partícula de gordura e sujeira aderida ao cabelo; B: tensoativo envolvendo a sujeira e removendo-a do cabelo. 1 a 3 Emulsificante A/O Princípio de ação de um tensoativo detergente na limpeza do cabelo EHL 3 a 6 Molhante 7 a 9 Emulsificante O/A 8 a 18 Detergente 13 a 16 Solubilizante 15 a 20
  • 9.
    Tensoativo Aniônico Ø Concentraçãoutilizada: 25 a 40%. ü Sais de Alquil Sulfato v Lauril Sulfato de Sódio 0 _ + CH3(CH2)10CH2-0-S-0− Na 0 è è è è Boa detergência; Boa solubilidade; Sensibilidade a eletrólitos e temperatura (turvação); Etoxilação diminui a irritabilidade.
  • 10.
    v Lauril Sulfatode Amônio 0 _ + CH3(CH2)10CH2-0-S-0− NH4 0 è Boa detergência; è Boa solubilidade; è Menor sensibilidade a eletrólitos e temperatura; è Liberação de amônia em pH ácido. v Lauril Sulfato de Trietanolamina 0 CH2CH2OH _ + CH3(CH2)10 CH2-0-S-0− NH-CH2CH2OH 0 CH2CH2OH è Boa solubilidade; è Menor Detergência.
  • 11.
    ü Sais deAlquil Éter Sulfato v Lauril Éter Sulfato de Sódio 0 ? _ + CH3(CH 2)10CH2-(0CH 2CH 2)n-0-S-0− Na ? n=2a3 0 v è Boa detergência; è Boa solubilidade; è Espessamento com eletrólitos; è Etoxilação diminui a irritabilidade. Lauril Éter Sulfato de Amônio 0 ? _ + CH3(CH 2)10CH2-(0CH 2CH 2)n-0-S-0− NH 4 ? n=2a3 0 è Menor detergência; è Boa solubilidade; è Liberação de amônia.
  • 12.
    v Lauril ÉterSulfossuccinato de Sódio è Boa solubilidade; è Poder espumante; è Estabilidade em pH ácido; è Baixa irritabilidade.
  • 16.
    v Lauril Poliglicosídio– Plantarem 1200 (C12 - C16) v Decil Poliglicosídio – Plantarem 2000 (C8 – C16) è Bom poder espumante e bom efeito de limpeza; è Efeito estabilizador da espuma; è Aumento da viscosidade quando associado aos aniônicos; è Diminuição da irritabilidade dos aniônicos; è Excelente compatibilidade dermatológica; è Isento de oxido de etileno; è Elevada biodegradabilidade.
  • 17.
  • 18.
  • 21.
    Espessantes ü Eletrólitos: maisusados NaCl e NH 4Cl. Obs: NaCl até a concentração de soro fisiológico (0.9%) não provoca dados ao cabelo ou couro cabeludo. ü Atuam na formação de micelas do tensoativo formando micelas maiores e cilíndricas. Excesso de sal è gera multidão de micelas cilíndricas com resultante separação levando a uma fase líquida rica em tensoativo e uma fase aquosa com sal. Viscosidade Concentração de eletrólitos
  • 22.
    Formação de MicelasEsféricas Formação de Micelas Bastonetes
  • 23.
    Conservantes ü Mais utilizados:Parabenos METILPARABENO PROPILPARABENO ü Concentração: 0,1 a 0,2% Ajuste de pH ü Faixa de pH dos shampoos: 5,0 a 7,0 ü Ácidos utilizados Ácido cítrico Ácido lático Ácido fosfórico
  • 24.
    Viscosidade dos Xampus Xampustransparentes: 2000 a 5000 centipoise (cps); Xampus perolados: viscosidade acima de 5000 cps. ü Polímeros: Carboxi metil celulose; Hidroxi propil celulose; Hidroxi propil metil celulose; Polivinilpirrolidona. ü Concentração de uso 0,5 a 2%. ü Medida da viscosidade: Viscosímetro Brookfield; Viscosímetro Copo Ford.
  • 25.
    Viscosímetro Brookfield Viscosímetro CopoFord: medir tempo de escoamento. Importante: O ajuste da viscosidade e pH devem ser feitos com todos os componentes incorporados na formulação.
  • 26.
    Testes em Xampus Finalidade: medira eficiência dermatológica. do xampu e a inocuidade Testes para medir a eficiência do xampu Poder espumante: medir a quantidade e o tempo de duração da espuma (Teste Simples). Ex: 25 mL da solução em coluna de vidro de 100 mL (proveta). Agitar girando a coluna 5 vezes, e ler a altura da espuma imediatamente e após 5 minutos. Poder de limpeza: medir o poder de desengraxamento do xampu. Sujeira sintética: 95 ml de dioxano, 2,5 g de lanolina anidra, 2,5 ml de vaselina líquida.
  • 27.
    Teste sobre mechasde cabelo: Impregnar com 1 g de sujeira sintética, mechas de cabelo limpas com peso padronizado (Ex: 7 cm de comprimento e peso de 2.5 g). Lavar com uma quantidade padronizado do shampoo a ser testado (Ex: 4g / 1000 mL) em balão de vidro por 5 minutos. Enxaguar com água sobre um tamis. Secar com ar quente. Após 30 minutos pesar e verificar mudança de peso. Efeito sobre os cabelos: Teste com mechas de cabelo ou voluntários. Teste com Mechas: Utilizar mechas de cabelo, algodão ou lã e verificar a facilidade de pentear as mechas úmidas e secas.
  • 28.
    Teste com Painelde Voluntários: Teste de meia cabeça Aplicar o shampoo em metade da cabeça, e verificar a diferença entre os dois lados. Todos os testes devem ser feitos com água purificada, da torneira e água dura (sais de cálcio e magnésio). Testes de Segurança de Uso: Testes de inocuidade dermatológica: Irritação Dérmica; Irritação Ocular.
  • 29.
    SHAMPOO BASE Componentes Concentração Lauril étersulfato de Na 250 g Cocoanfocarboxiglicinato de Na 20 g Dietanolamina de ác graxo de coco 40 g Metilparabeno 2g Cloreto de sódio 8g Água destilada q.s.p. 1000 ml SHAMPOO GEL Componentes Concentração Lauril éter sulfato de Na 200 g Lauril sulfato de trietanolamina 50 g Dietanolamina de ác graxo de coco 20 g Hidroxietilcelulose 10 g Metilparabeno 2g Água destilada q.s.p. 1000 ml
  • 30.
    SHAMPOO DE HAMAMÉLIS– CABELOS OLEOSOS Componentes Concentração Lauril éter sulfato de Na 330 g Cocoanfocarboxiglicinato de sódio 20 g Dietanolamina de ác graxo de coco 30 g Hidrolisado de proteína 30 g Ext glicólico de hamamélis 3 ml Metilparabeno 2g Essência 4 ml Cloreto de sódio 9g Água destilada q.s.p. 1000 ml
  • 31.
    SHAMPOO DE ALGAS– CABELO NORMAL Componentes Concentração Lauril éter sulfato de Na 250 g Cocoanfocarboxiglicinato de sódio 20 g Dietanolamina de ác graxo de coco 30 g Hidrolisado de proteína 30 g Ext glicólico de àlgas 3 ml Metilparabeno 2g Essência 6 ml Poliglicol poliamina 30 g Cloreto de sódio 8g Água destilada q.s.p. 1000 ml
  • 32.
    SHAMPOO DE LANOLINA– CABELO SECO Componentes Concentração Lauril éter sulfato de Na 300 g Cocoanfocarboxiglicinato de sódio 20 g Dietanolamina de ác graxo de coco 30 g Hidrolisado de proteína 30 g PEG-7-gliceril-ác graxo de coco 5g Lanolina etoxilada 10 g Metilparabeno 2g Essência 2 ml Poliglicol poliamina 30 g Cloreto de sódio 4g Água destilada q.s.p. 1000 ml
  • 33.
    Rinses e Condicionadores Formascosméticas cuja finalidade principal é promover o condicionamento dos cabelos após a lavagem com shampoo. Tipo de Formulação: Os rinses e condicionadores tradicionais são emulsões com alto teor de água (85 %) com tensoativos catiônicos e emolientes. Classificação dos rinses Comuns: uso diário. Complemento do antiestática e sobreengordurante. xampu. Atividade Especiais: além da atividade antiestática e sobreengordurante, promovem o tratamento dos cabelos danificados e couro cabeludo. Possuem aditivos especiais. São chamados de condicionadores, bálsamos, etc.
  • 34.
    Tensoativos catiônicos v Saisde Amônio Quaternário 1. Cloreto de Cetil trimetil Amônio Nome comercial: Dehyquart Genamin C1650. A, Nasaquat 32-50A, 2. Cloreto de Estearil Dimetil Benzil Amônio Nome comercial: Dehyquart SDB, Nasaquat SDB 25 W. 3. Mistura de Álcool Estearílico/Metosulfato Berrenil Trimetilamônio Nome comercial: Incroquat Behenyl TMS. Principal Função: atividade antiestática e apresentam elevada substantividade (prolongamento da ação). Os tensoativos catiônicos são irritantes, devem ser usados em baixa concentração ( 3%).
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    Emolientes e Sobreengordurantes Função:restaurar o conteúdo graxo necessário ao (retirado pelo shampoo) e dar corpo ao creme. Álcoois graxos: concentração utilizada: 4%. 1. Álcool cetílico Nome comercial: Cetax 16, Alkol 16. 2. Álcool Estearílico. 3. Álcool Cetoestearílico. Nome comercial: Lanete S, Cetax 50, Alkol 16/18. 4. Silicones: Dimeticone, Dimeticone Copoliol. 5. Lanolina e derivados. cabelo
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    Finalidade Cosmética dosRinses Ação Antiestática; Sobreengordurante; Emoliente. pH adequado (pH ácido 3,5 a 4,5), fechamento da cutícula do cabelo Æ aumento do brilho. Mecanismo de Acão: neutralização das cargas negativas geradas sobre os grupos funcionais da queratina, após a lavagem com xampu (aniônico), diminuindo a repulsão entre os fios do cabelo, facilitando o pentear.
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    Mecanismo de Açãodos Quaternários de Amônio Formulação Básica v v v v v v Agente antiestático; Sobreengordurante; Emulgente (não iônico); Perfume; Corante; Água Purificada.
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    Xampus Condicionadores Xampus ondeassociamos o efeito de limpeza do xampu, com o efeito condicionante do rinse (brilho, maciez e facilidade de pentear). v Agentes Condicionadores: Detergentes anfóteros: em pH ácido têm caráter CATIÔNICO. v Material Graxo (emulsionado no shampoo): álcool graxo, ácidos graxos, lanolina e derivados, silicones (dimeticone copoliol, óleos vegetais (germen de trigo, semente de uva, jojoba, amêndoa), etc. v Compostos quaternários: sais de amônio quaternário são incompatíveis com tensoativos aniônicos.
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    Resinas catiônicas: concentraçãoutilizada: 0,5 a 2%. Não reagem com os tensioativos aniônicos. Depositam-se no fio por adsorção (substantividade), porém não devem se acumular (cumulatividade) evitando sensação de engraxamento. Mecanismo de ação de polímeros catiônicos
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    Silicones quaternizados: Trimetilsilanodimeticone. Hidrolisadode proteína: concentração utilizada: 1 a 5% - PM 1000 a 10.000. Tipo: colágeno, leite, seda, queratina, etc. São adsorvidos pelo cabelo formando filme protetor necessário tempo de contato. Quanto mais danificado o cabelo maior a adsorção. Tensioativos não iônicos: Concentração utilizada: 0,5% Ação: sobreengordurante PEG 7M PEG 14M PEG 45M PEG 90M n = 7000 n = 14000 n = 45000 n = 90000 H (OCH2CH2)n OH
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    Resinas Catiônicas: aumentama condutividade cabelos diminuindo a eletricidade estática. dos É necessário verificar o efeito das resinas: Teste com mechas, lava-se repetidas vezes as mesmas, com o xampu condicionador, e verifica-se o aumento de peso após cada lavagem. Tensioativos aniônicos e eletrólitos interferem na adsorção das resinas catiônicas.
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