UFCD 6562 - Prevenção e controlo
da infeção: princípios básicos a
considerar na prestação de
cuidados de saúde
Técnico/a Auxiliar de Saúde
Enfº Élio Pires
Noções Básicas de
Microbiologia
Índice
▪ Introdução à microbiologia
▪ Morfologia e estrutura de microrganismos
▪ Vírus
▪ Bactérias
▪ Fungos
▪ Parasitas
▪ Nutrição de microrganismos
▪ Meios de cultura de microrganismos
▪ Princípios da prevenção e controlo da infeção, medidas e recomendações
▪ Conceitos de doença, infeção e doença infeciosa
▪ Enquadramento legal do controlo de infeção
Objetivos
▪ Nomear dois aspetos positivos e dois aspetos negativos dos microrganismos, sem
errar;
▪ Identificar os vários microrganismos presentes em contexto domiciliário e
institucional, de forma correta;
▪ Reconhecer as caraterísticas individuais de cada microrganismo presente em
contexto domiciliário e institucional, de acordo as informações dadas na
formação;
▪ Definir o objetivo principal das comissões de controlo de infeção e PNCI, de
acordo com a legislação em vigor, de forma sucinta.
Introdução à microbiologia
Microbiologia!?
Introdução à microbiologia
Microbiologia
Especialidade a biologia Microrganismos (micróbios)
Organismos tão pequenos que é necessário um
microscópio para estudá-los
Introdução à microbiologia
• A vista humana é incapaz de
perceber objetos com diâmetro
inferior a cerca de 0,1 milímetro.
• Os organismos mais pequenos,
aqueles que são constituídos de
uma só célula, são na maioria,
invisíveis à vista humana
desarmada.
Introdução à microbiologia
▪ Principais agentes estudados pela microbiologia:
Bactérias Fungos Vírus
Protozoários Algas
Introdução à microbiologia
▪ Os microrganismos estão presentes no nosso dia a dia, podendo ter efeitos
positivos ou negativos:
Positivos
• Produção pão, queijo, cerveja, iogurte, AB, vacinas,
vitaminas, enzimas;
• Fonte de nutrientes;
• Componentes indispensáveis no nosso ecossistema.
Negativos
• Doenças microbianas (declínio Império Romano e
conquista do Novo Mundo);
• Em 1347, a peste negra atingiu a Europa brutalmente;
• Em 1900, as doenças infeciosas constituíam as
principais causas de morte nos países desenvolvidos e
não desenvolvidos;
• Entre 1900 e 2000: Anos 30/40 descoberta dos AB;
vacinas; medidas higiénicas.
Prevenção e controlo na
infeção na prestação de
cuidados pessoais e à
comunidade
Morfologia e estrutura de microrganismos
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
▪ Vírus (do latim virus, "veneno" ou
"toxina") são pequenos agentes
infeciosos, a maioria com 20-300
nm de diâmetro, apesar de
existirem vírus ɡiɡantes de (0,6–1,5
µm).
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
História:
▪ Em meados do século XIX, Louis Pasteur propôs a teoria microbiana das doenças,
na qual explicava que todas as doenças eram causadas e propagadas por algum
“tipo de vida diminuta”, que multiplicava-se no organismo doente, transmitia-se
para outro e o contaminava.
▪ Em 1884, o microbiologista Charles Chamberland desenvolveu um filtro
(conhecido como filtro Chamberland ou Chamberland-Pasteur), com poros mais
pequenos do que uma bactéria. Fazendo passar uma solução que continha
bactérias através desse filtro, as bactérias ficavam nele retidas e a solução
filtrada obtida tornava-se estéril.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
▪ Em 1886, Adolf Mayer demonstrou que a doença do tabaco podia ser transmitida
a plantas saudáveis pela inoculação com extratos de plantas doentes. Em 1892, o
biólogo Dmitry Ivanovsky fez uso do filtro Chamberland para demonstrar que
folhas de tabaco infectadas trituradas continuavam infectadas mesmo após a
filtragem. Ivanovsky sugeriu que a infecção poderia ser causada por uma toxina
produzida pelas bactérias, mas ele não persistiu nesta hipótese.
▪ Em 1898, o microbiologista Martinus Beijerinck repetiu a experiência
independentemente e ficou convencido que a solução filtrada continha um novo
agente infeccioso, denominado de contagium vivum fluidum (fluido vivo
contagioso). Beijerinck introduziu o termo 'vírus' para indicar que o agente causal
da doença do mosaico do tabaco não tinha uma natureza bacteriana.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Estrutura dos Vírus:
▪ Dentre os vários grupos de vírus existentes, não existe um padrão único de
estrutura viral.
▪ A estrutura mais simples apresentada por um vírus consiste de uma molécula de
ácido nucleico coberta por muitas moléculas de proteínas idênticas.
▪ Os vírus mais complexos podem conter várias moléculas de ácido nucleico assim
como diversas proteínas associadas, envoltório proteico com formato definido,
além de complexo envelope externo com espículas.
▪ A maioria dos vírus apresentam conformação helicoidal ou isométrica.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Estrutura:
• Os vírus são formados por
um agregado de moléculas
mantidas unidas por forças
secundárias, formando uma
estrutura denominada
partícula viral. Uma partícula
viral completa é denominada
vírion. Este é constituído por
diversos componentes
estruturais.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Morfologia
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Qual é o papel dos vírus?
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Estruturas simples, em comparação com as bactérias;
Não são considerados organismos, não possuem organelos
necessários à produção da sua energia metabólica;
São considerados parasitas intracelulares obrigatórios (não
são considerados seres vivos);
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Incapazes de se dividir e crescer;
Necessitam de um hospedeiro para se multiplicarem –
fornecem informação genética à célula infetada;
Fora do ambiente intracelular são inertes.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
Algumas vezes, os
vírus podem infetar
um organismo e não
lhe causar nenhum
dano.
Ao provocar a infeção
viral na célula
hospedeira, causa-lhe
um mau
funcionamento,
podendo, inclusive,
levá-la à morte.
Contudo….
Morfologia e estrutura de microrganismos - Vírus
▪ Uma vez dentro da célula, a
capacidade de replicação dos vírus é
surpreendente: um único vírus é capaz
de multiplicar, em poucas horas,
milhares de novos vírus.
▪ Os vírus são capazes de infectar seres
vivos de todos os domínios (Eukarya e
Monera – Bactéria e Archae). Desta
maneira, os vírus representam a maior
diversidade biológica do planeta,
sendo mais diversos que bactérias,
plantas, fungos e animais juntos.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Bactérias
▪ Vem do grego: βακτηριον, bakterion, que significa
"bastão") é um tipo de célula biológica.
▪ Antonie van Leeuwenhoek em 1673, usando um
microscópio de lente simples projetado por ele
mesmo, foi o primeiro cientista a observar a
existência de microrganismos.
▪ Elas constituem um grande domínio de micro-
organismos procariontes. Possuindo tipicamente
alguns micrômetros de comprimento, as bactérias
podem ter diversos formatos, variando de esferas
até bastões e espirais.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Bactérias
Interações com outros organismos:
• Apesar de sua aparente simplicidade, as bactérias podem formar associações
complexas com outros organismos.
Comensalistas
São omnipresentes e crescem em animais e
plantas.
Flora normal, papel protetor.
Mutualistas
Associações especiais estreitas que são
essenciais para sua sobrevivência.
Patogénicas
Formam uma associação parasitária com
outros organismos
Principais causas de morte e doença humana
Morfologia e estrutura de microrganismos - Bactérias
Morfologia e estrutura de microrganismos - Fungos
▪ Os fungos são encontrados em praticamente todos os ambientes do planeta
possuem um papel importantíssimo na natureza e têm participado da vida do
homem ora como colaboradores, ora como vilões.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Fungos
▪ Os fungos reproduzem-se por um tipo especial de célula chamada esporo.
▪ Os esporos são muito pequenos e podem permanecer suspensos no ar por muito tempo,
sendo carregados pelo vento para lugares bem distantes do fungo que os produziu.
▪ Apesar de não se locomoverem, a capacidade de dispersão, a velocidade com que se
reproduzem e o rápido crescimento acabam por compensar a imobilidade dos fungos.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Fungos
▪ Para além de causarem algumas doenças: Candidíase, pé de atleta,
dermatofitose (tinha), micoses, os fungos têm muitas aplicações no nosso
quotidiano.
AB
Penicilina
Ac. Fusídico
Alimentos
Levedura
bolor shoyu
koji
Medicinal
Agaricus
blazei
"cogumelos
mágicos"
Morfologia e estrutura de microrganismos - Parasitas
▪ Os seres vivos pertencentes ao reino Protista são unicelulares, porém são
diferentes das bactérias porque suas células são eucarióticas, isto é,
possuem um núcleo individualizado, envolvido por uma membrana. Os
principais representantes desse reino são os protozoários e algumas algas.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Parasitas
▪ Eles são encontrados nos mais diferentes ambientes: na superfície ou no
fundo dos oceanos, na água doce ou poluída, no solo húmido ou em
matéria orgânica em decomposição. Outros vivem dentro de algumas
plantas ou de animais, inclusive o homem.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Parasitas
▪ Parasitas ou parasitos são organismos que vivem em associação com
outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente
prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por
parasitismo.
▪ Todas as doenças infeciosas e as infestações dos animais e das plantas são
causadas por seres considerados parasitas.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Parasitas
▪ O efeito de um parasita no
hospedeiro pode ser mínimo, sem
lhe afetar as funções vitais, como é
o caso dos piolhos, até poder
causar a sua morte ou uma grave
doença, como é o caso de muitos
vírus e bactérias patogénicas.
Morfologia e estrutura de microrganismos - Parasitas
▪ Alguns protozoários podem causar doenças sérias no homem, muitas delas são de
difícil cura e outras ainda são incuráveis. Algumas merecem mais destaque devido
a sua grande incidência, atingindo um grande número de pessoas no mundo. São
elas:
▪ Doença de Chagas – causada por um protozoário flagelado, o Trypanosoma cruzi
▪ Malária – o Plasmodio vivax é o protozoário causador da malária
▪ Toxoplasmose – causada pelo protozoário Toxoplasma gondii.
Introdução à microbiologia
Nutrição de microrganismos
▪ Natureza
▪ Espécies de bactérias e de outros
microrganismos são encontradas e
crescem junto de oceanos, lagos,
solo e em matéria orgânica viva ou
morta.
▪ Laboratório
▪ É preciso conhecer as necessidades
nutricionais e ter a habilidade de
fornecer as substâncias necessárias
ao meio.
Meios de cultura de microrganismos
▪ Microrganismos aquáticos captam a
energia da luz do sol e a armazenam em
moléculas que os outros organismos
utilizam como alimento.
▪ Microrganismos decompõem organismos
mortos e produtos da excreção dos seres
vivos e podem também decompor
algumas espécies de resíduos industriais.
Princípios da prevenção
e controlo da infeção,
medidas e
recomendações
Conceitos de doença infeção e doença infeciosa
Enquadramento legal do controlo de infeção
Conceitos de doença infeção e doença infeciosa
Doença
Ocorre quando se verifique uma
alteração do estado normal do
organismo.
Conceitos de doença infeção e doença infeciosa
Infeção
Presença e multiplicação de
microrganismos nos tecidos e fluidos
orgânicos, com efeito clínico adverso.
Conceitos de doença infeção e doença infeciosa
Doença
infeciosa
Alteração do estado de saúde em que
parte ou a totalidade do organismo
hospedeiro é incapaz de funcionar
normalmente devido à presença dum
organismo ou dos seus produtos.
Conceitos de doença infeção e doença infeciosa
Colonização
• Presença e multiplicação de microrganismos nos tecidos,
sem efeito clínico adverso.
Contaminação
• Presença de microrganismos em locais limpos ou estéreis
(objectos, espaços ou superfícies).
Enquadramento legal do controlo de infeção
+ Infeções
Profissionais
de saúde
GCLPPCIRA
Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção
e Controlo de Infeções e de Resistência aos
Antimicrobianos (Despacho nº 2902/2013 de 22 de
fevereiro)
Enquadramento legal do controlo de infeção
GCLPPCIRA
▪ É um órgão multidisciplinar de assessoria técnica de apoio à gestão de uma instituição de
saúde, dotado de autoridade institucional e autonomia técnica.
▪ Missão: Planear, implementar e monitorizar o Plano Operacional de Prevenção e
Controlo da Infeção associados aos cuidados de saúde, na instituição, de acordo com as
diretivas nacionais e as características da Unidade de Saúde.
▪ Áreas de Trabalho: Vigilâncias Epidemiológica, Elaboração e monitorização do
cumprimento de normas de procedimento e recomendações de boas práticas, formação
e informação aos profissionais de saúde, utentes e visitantes, Consultadoria e apoio Às
diversas estruturas da instituição.
Enquadramento legal do controlo de infeção
▪ O Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI) foi
criado em 14 de Maio de 1999 por Despacho do Diretor-
geral da Saúde no âmbito das suas competências técnico-
normativas.
▪ O Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção
Associada aos Cuidados de Saúde (PNCI), foi aprovado
por Despacho do Sr. Ministro da Saúde n.º 2902/2013,
publicado em Diário Da República, de 22 de Fevereiro de
2013, está sedeado na Direcção-Geral da Saúde, no
Departamento da Qualidade na Saúde e na Divisão de
Segurança do Doente.
Enquadramento legal do controlo de infeção
▪ As infeções associadas aos cuidados de saúde dificultam o tratamento
adequado do doente e são causa de significativa morbimortalidade, bem
como de consumo acrescido de recursos hospitalares e comunitários. No
entanto, cerca de um terço são, seguramente, evitáveis.
▪ A estratégia global de intervenção do Programa visa envolver os vários
níveis de prestação de cuidados e os diferentes níveis de decisão (local,
regional e nacional).
Enquadramento legal do controlo de infeção
▪ São estratégias específicas de
intervenção:
▪ a) Informação/Educação
▪ b) Vigilância epidemiológica
▪ c) Normalização de estrutura,
procedimentos e práticas clínicas
Bibliografia
▪ AA VV. Cadernos de saúde, Número especial: Infeção associada à prática de cuidados de saúde, Ed. Instituto de Ciências da Saúde, Universidade
Católica, 2010
▪ AA VV., Orientação de Boa Prática para a Higiene das Mãos nas Unidades de Saúde: Circular Normativa, Ed. Direcção-Geral de Saúde
▪ AA VV., Prevenção de infeções adquiridas no hospital: um guia prático, ED. Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, 2002
▪ Aleixo, Fernando, Manual de Enfermagem, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2007
▪ Aleixo, Fernando, Manual do Assistente Operacional, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2008
▪ Lima, Jorge, A utilização de equipamentos de proteção individual pelos profissionais de Enfermagem – práticas relacionadas com o uso de luvas,
Dissertação de mestrado, Universidade do Minho, 2008
▪ Sites Consultados
▪ Ministério da Saúde: http://www.min-saude.pt
▪ Direção-Geral da Saúde: https://www.dgs.pt/
▪ Portal do SNS: https://www.sns.gov.pt/?cpp=1
Obrigada pela atenção!

1- Noções básicas de microbiologia SAUDE.pdf

  • 1.
    UFCD 6562 -Prevenção e controlo da infeção: princípios básicos a considerar na prestação de cuidados de saúde Técnico/a Auxiliar de Saúde Enfº Élio Pires
  • 2.
  • 3.
    Índice ▪ Introdução àmicrobiologia ▪ Morfologia e estrutura de microrganismos ▪ Vírus ▪ Bactérias ▪ Fungos ▪ Parasitas ▪ Nutrição de microrganismos ▪ Meios de cultura de microrganismos ▪ Princípios da prevenção e controlo da infeção, medidas e recomendações ▪ Conceitos de doença, infeção e doença infeciosa ▪ Enquadramento legal do controlo de infeção
  • 4.
    Objetivos ▪ Nomear doisaspetos positivos e dois aspetos negativos dos microrganismos, sem errar; ▪ Identificar os vários microrganismos presentes em contexto domiciliário e institucional, de forma correta; ▪ Reconhecer as caraterísticas individuais de cada microrganismo presente em contexto domiciliário e institucional, de acordo as informações dadas na formação; ▪ Definir o objetivo principal das comissões de controlo de infeção e PNCI, de acordo com a legislação em vigor, de forma sucinta.
  • 5.
  • 6.
    Introdução à microbiologia Microbiologia Especialidadea biologia Microrganismos (micróbios) Organismos tão pequenos que é necessário um microscópio para estudá-los
  • 7.
    Introdução à microbiologia •A vista humana é incapaz de perceber objetos com diâmetro inferior a cerca de 0,1 milímetro. • Os organismos mais pequenos, aqueles que são constituídos de uma só célula, são na maioria, invisíveis à vista humana desarmada.
  • 8.
    Introdução à microbiologia ▪Principais agentes estudados pela microbiologia: Bactérias Fungos Vírus Protozoários Algas
  • 9.
    Introdução à microbiologia ▪Os microrganismos estão presentes no nosso dia a dia, podendo ter efeitos positivos ou negativos: Positivos • Produção pão, queijo, cerveja, iogurte, AB, vacinas, vitaminas, enzimas; • Fonte de nutrientes; • Componentes indispensáveis no nosso ecossistema. Negativos • Doenças microbianas (declínio Império Romano e conquista do Novo Mundo); • Em 1347, a peste negra atingiu a Europa brutalmente; • Em 1900, as doenças infeciosas constituíam as principais causas de morte nos países desenvolvidos e não desenvolvidos; • Entre 1900 e 2000: Anos 30/40 descoberta dos AB; vacinas; medidas higiénicas.
  • 10.
    Prevenção e controlona infeção na prestação de cuidados pessoais e à comunidade Morfologia e estrutura de microrganismos
  • 11.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus ▪ Vírus (do latim virus, "veneno" ou "toxina") são pequenos agentes infeciosos, a maioria com 20-300 nm de diâmetro, apesar de existirem vírus ɡiɡantes de (0,6–1,5 µm).
  • 12.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus História: ▪ Em meados do século XIX, Louis Pasteur propôs a teoria microbiana das doenças, na qual explicava que todas as doenças eram causadas e propagadas por algum “tipo de vida diminuta”, que multiplicava-se no organismo doente, transmitia-se para outro e o contaminava. ▪ Em 1884, o microbiologista Charles Chamberland desenvolveu um filtro (conhecido como filtro Chamberland ou Chamberland-Pasteur), com poros mais pequenos do que uma bactéria. Fazendo passar uma solução que continha bactérias através desse filtro, as bactérias ficavam nele retidas e a solução filtrada obtida tornava-se estéril.
  • 13.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus ▪ Em 1886, Adolf Mayer demonstrou que a doença do tabaco podia ser transmitida a plantas saudáveis pela inoculação com extratos de plantas doentes. Em 1892, o biólogo Dmitry Ivanovsky fez uso do filtro Chamberland para demonstrar que folhas de tabaco infectadas trituradas continuavam infectadas mesmo após a filtragem. Ivanovsky sugeriu que a infecção poderia ser causada por uma toxina produzida pelas bactérias, mas ele não persistiu nesta hipótese. ▪ Em 1898, o microbiologista Martinus Beijerinck repetiu a experiência independentemente e ficou convencido que a solução filtrada continha um novo agente infeccioso, denominado de contagium vivum fluidum (fluido vivo contagioso). Beijerinck introduziu o termo 'vírus' para indicar que o agente causal da doença do mosaico do tabaco não tinha uma natureza bacteriana.
  • 14.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Estrutura dos Vírus: ▪ Dentre os vários grupos de vírus existentes, não existe um padrão único de estrutura viral. ▪ A estrutura mais simples apresentada por um vírus consiste de uma molécula de ácido nucleico coberta por muitas moléculas de proteínas idênticas. ▪ Os vírus mais complexos podem conter várias moléculas de ácido nucleico assim como diversas proteínas associadas, envoltório proteico com formato definido, além de complexo envelope externo com espículas. ▪ A maioria dos vírus apresentam conformação helicoidal ou isométrica.
  • 15.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Estrutura: • Os vírus são formados por um agregado de moléculas mantidas unidas por forças secundárias, formando uma estrutura denominada partícula viral. Uma partícula viral completa é denominada vírion. Este é constituído por diversos componentes estruturais.
  • 16.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Morfologia
  • 17.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Qual é o papel dos vírus?
  • 18.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Estruturas simples, em comparação com as bactérias; Não são considerados organismos, não possuem organelos necessários à produção da sua energia metabólica; São considerados parasitas intracelulares obrigatórios (não são considerados seres vivos);
  • 19.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Incapazes de se dividir e crescer; Necessitam de um hospedeiro para se multiplicarem – fornecem informação genética à célula infetada; Fora do ambiente intracelular são inertes.
  • 20.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus Algumas vezes, os vírus podem infetar um organismo e não lhe causar nenhum dano. Ao provocar a infeção viral na célula hospedeira, causa-lhe um mau funcionamento, podendo, inclusive, levá-la à morte. Contudo….
  • 21.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Vírus ▪ Uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus. ▪ Os vírus são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios (Eukarya e Monera – Bactéria e Archae). Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos.
  • 22.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Bactérias ▪ Vem do grego: βακτηριον, bakterion, que significa "bastão") é um tipo de célula biológica. ▪ Antonie van Leeuwenhoek em 1673, usando um microscópio de lente simples projetado por ele mesmo, foi o primeiro cientista a observar a existência de microrganismos. ▪ Elas constituem um grande domínio de micro- organismos procariontes. Possuindo tipicamente alguns micrômetros de comprimento, as bactérias podem ter diversos formatos, variando de esferas até bastões e espirais.
  • 23.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Bactérias
  • 24.
    Interações com outrosorganismos: • Apesar de sua aparente simplicidade, as bactérias podem formar associações complexas com outros organismos. Comensalistas São omnipresentes e crescem em animais e plantas. Flora normal, papel protetor. Mutualistas Associações especiais estreitas que são essenciais para sua sobrevivência. Patogénicas Formam uma associação parasitária com outros organismos Principais causas de morte e doença humana Morfologia e estrutura de microrganismos - Bactérias
  • 25.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Fungos ▪ Os fungos são encontrados em praticamente todos os ambientes do planeta possuem um papel importantíssimo na natureza e têm participado da vida do homem ora como colaboradores, ora como vilões.
  • 26.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Fungos ▪ Os fungos reproduzem-se por um tipo especial de célula chamada esporo. ▪ Os esporos são muito pequenos e podem permanecer suspensos no ar por muito tempo, sendo carregados pelo vento para lugares bem distantes do fungo que os produziu. ▪ Apesar de não se locomoverem, a capacidade de dispersão, a velocidade com que se reproduzem e o rápido crescimento acabam por compensar a imobilidade dos fungos.
  • 27.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Fungos ▪ Para além de causarem algumas doenças: Candidíase, pé de atleta, dermatofitose (tinha), micoses, os fungos têm muitas aplicações no nosso quotidiano. AB Penicilina Ac. Fusídico Alimentos Levedura bolor shoyu koji Medicinal Agaricus blazei "cogumelos mágicos"
  • 28.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Parasitas ▪ Os seres vivos pertencentes ao reino Protista são unicelulares, porém são diferentes das bactérias porque suas células são eucarióticas, isto é, possuem um núcleo individualizado, envolvido por uma membrana. Os principais representantes desse reino são os protozoários e algumas algas.
  • 29.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Parasitas ▪ Eles são encontrados nos mais diferentes ambientes: na superfície ou no fundo dos oceanos, na água doce ou poluída, no solo húmido ou em matéria orgânica em decomposição. Outros vivem dentro de algumas plantas ou de animais, inclusive o homem.
  • 30.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Parasitas ▪ Parasitas ou parasitos são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. ▪ Todas as doenças infeciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados parasitas.
  • 31.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Parasitas ▪ O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afetar as funções vitais, como é o caso dos piolhos, até poder causar a sua morte ou uma grave doença, como é o caso de muitos vírus e bactérias patogénicas.
  • 32.
    Morfologia e estruturade microrganismos - Parasitas ▪ Alguns protozoários podem causar doenças sérias no homem, muitas delas são de difícil cura e outras ainda são incuráveis. Algumas merecem mais destaque devido a sua grande incidência, atingindo um grande número de pessoas no mundo. São elas: ▪ Doença de Chagas – causada por um protozoário flagelado, o Trypanosoma cruzi ▪ Malária – o Plasmodio vivax é o protozoário causador da malária ▪ Toxoplasmose – causada pelo protozoário Toxoplasma gondii.
  • 33.
    Introdução à microbiologia Nutriçãode microrganismos ▪ Natureza ▪ Espécies de bactérias e de outros microrganismos são encontradas e crescem junto de oceanos, lagos, solo e em matéria orgânica viva ou morta. ▪ Laboratório ▪ É preciso conhecer as necessidades nutricionais e ter a habilidade de fornecer as substâncias necessárias ao meio. Meios de cultura de microrganismos ▪ Microrganismos aquáticos captam a energia da luz do sol e a armazenam em moléculas que os outros organismos utilizam como alimento. ▪ Microrganismos decompõem organismos mortos e produtos da excreção dos seres vivos e podem também decompor algumas espécies de resíduos industriais.
  • 34.
    Princípios da prevenção econtrolo da infeção, medidas e recomendações Conceitos de doença infeção e doença infeciosa Enquadramento legal do controlo de infeção
  • 35.
    Conceitos de doençainfeção e doença infeciosa Doença Ocorre quando se verifique uma alteração do estado normal do organismo.
  • 36.
    Conceitos de doençainfeção e doença infeciosa Infeção Presença e multiplicação de microrganismos nos tecidos e fluidos orgânicos, com efeito clínico adverso.
  • 37.
    Conceitos de doençainfeção e doença infeciosa Doença infeciosa Alteração do estado de saúde em que parte ou a totalidade do organismo hospedeiro é incapaz de funcionar normalmente devido à presença dum organismo ou dos seus produtos.
  • 38.
    Conceitos de doençainfeção e doença infeciosa Colonização • Presença e multiplicação de microrganismos nos tecidos, sem efeito clínico adverso. Contaminação • Presença de microrganismos em locais limpos ou estéreis (objectos, espaços ou superfícies).
  • 39.
    Enquadramento legal docontrolo de infeção + Infeções Profissionais de saúde GCLPPCIRA Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (Despacho nº 2902/2013 de 22 de fevereiro)
  • 40.
    Enquadramento legal docontrolo de infeção GCLPPCIRA ▪ É um órgão multidisciplinar de assessoria técnica de apoio à gestão de uma instituição de saúde, dotado de autoridade institucional e autonomia técnica. ▪ Missão: Planear, implementar e monitorizar o Plano Operacional de Prevenção e Controlo da Infeção associados aos cuidados de saúde, na instituição, de acordo com as diretivas nacionais e as características da Unidade de Saúde. ▪ Áreas de Trabalho: Vigilâncias Epidemiológica, Elaboração e monitorização do cumprimento de normas de procedimento e recomendações de boas práticas, formação e informação aos profissionais de saúde, utentes e visitantes, Consultadoria e apoio Às diversas estruturas da instituição.
  • 41.
    Enquadramento legal docontrolo de infeção ▪ O Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI) foi criado em 14 de Maio de 1999 por Despacho do Diretor- geral da Saúde no âmbito das suas competências técnico- normativas. ▪ O Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (PNCI), foi aprovado por Despacho do Sr. Ministro da Saúde n.º 2902/2013, publicado em Diário Da República, de 22 de Fevereiro de 2013, está sedeado na Direcção-Geral da Saúde, no Departamento da Qualidade na Saúde e na Divisão de Segurança do Doente.
  • 42.
    Enquadramento legal docontrolo de infeção ▪ As infeções associadas aos cuidados de saúde dificultam o tratamento adequado do doente e são causa de significativa morbimortalidade, bem como de consumo acrescido de recursos hospitalares e comunitários. No entanto, cerca de um terço são, seguramente, evitáveis. ▪ A estratégia global de intervenção do Programa visa envolver os vários níveis de prestação de cuidados e os diferentes níveis de decisão (local, regional e nacional).
  • 43.
    Enquadramento legal docontrolo de infeção ▪ São estratégias específicas de intervenção: ▪ a) Informação/Educação ▪ b) Vigilância epidemiológica ▪ c) Normalização de estrutura, procedimentos e práticas clínicas
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    Bibliografia ▪ AA VV.Cadernos de saúde, Número especial: Infeção associada à prática de cuidados de saúde, Ed. Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica, 2010 ▪ AA VV., Orientação de Boa Prática para a Higiene das Mãos nas Unidades de Saúde: Circular Normativa, Ed. Direcção-Geral de Saúde ▪ AA VV., Prevenção de infeções adquiridas no hospital: um guia prático, ED. Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, 2002 ▪ Aleixo, Fernando, Manual de Enfermagem, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2007 ▪ Aleixo, Fernando, Manual do Assistente Operacional, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2008 ▪ Lima, Jorge, A utilização de equipamentos de proteção individual pelos profissionais de Enfermagem – práticas relacionadas com o uso de luvas, Dissertação de mestrado, Universidade do Minho, 2008 ▪ Sites Consultados ▪ Ministério da Saúde: http://www.min-saude.pt ▪ Direção-Geral da Saúde: https://www.dgs.pt/ ▪ Portal do SNS: https://www.sns.gov.pt/?cpp=1
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