O artigo analisa a construção do discurso sobre a juventude em períodos históricos de totalitarismo, como o nazismo e o Brasil em 1968, destacando a falta de reconhecimento da juventude como agente político na historiografia tradicional. A autora propõe uma revisão crítica das representações sociais da juventude, considerando suas especificidades etárias, sociais e culturais, e argumenta que a juventude é uma categoria social que reflete as transformações da modernidade. Além disso, discute como as instituições moldam este discurso, muitas vezes silenciando a complexidade e a ambivalência da juventude como força de transformação social.